18 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

QUANTO GANHA O TUCANO?

18 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

18 março 2017 HORA DA POESIA

REMORSO – Olavo Bilac

Às vezes, uma dor me desespera…
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera…
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

18 março 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

A LISTA… E OUTRAS LISTAS

Listas, ah! As listas. As listas fazem parte da cultura e história humana, mas nunca estiveram tão populares e tão impopulares, ao mesmo tempo, como nos dias atuais.

São listas, listinhas e listões. Desde aquelas que queremos fazer parte, as que nos enchem de orgulho àquelas que queremos distância, listas da ‘vergonha’ ou da falta dela.

É o listão do vestibular, a lista dos premiados, dos VIP’s, as listas dos dez mais. Dos dez mais ricos, dos dez mais populares, bonitos ou idiotas, tanto faz, a cultura do imediato faz com queiramos estar ‘listados’.

Só que há outras categorias de listas que passam um pouco despercebidas e que destas queremos distância. As’listas negras’, a lista dos devedores, a lista do SPC, nestas ninguém quer aparecer.

E nesse contexto surgem no Brasil as famosas ‘Listas do Janot’. Políticos têm tido problemas intestinais graves só de pensar nesta lista, chegaram a faltar fraldas geriátricas no planalto central.

Pois Janot e o MPF listam todos aqueles sobre os quais há suspeitas de corrupção, incluindo aqueles que comprovadamente corromperam e se corromperam.

Aqui temos de ter cuidado pois esta lista de Janot mistura alhos com bugalhos. Pegou todas as movimentações financeiras das empreiteiras corruptas e mandou para a frente.

E ai estão citados aqueles que receberam doação legal por caixa 1, caixa 2 e dinheiro de propina que foi usado apenas para o enriquecimento pessoal(talvez uma caixa 3 ou 4).

E ai está o busílis. Ao misturar tudo e todos e, pior, manter os dados das delações em sigilo permite a exploração política dos fatos, com vazamentos seletivos e direcionados que interessam a não se sabe quem. Mas podem ter certeza que são bem planejados.

Retirar o sigilo de todas as informações e delações, fechar delações como a que Janot sustou com Alexandrino Alencar (o corruptor de estimação de Lula) é o único caminho para a salvação do país.

Senão estamos lascados. Quem vai para o final da lista negra da democracia é o Brasil.

Por que? Simples porque se misturamos tudo, crimes graves, leves e ‘não-crimes’ em uma mesma ‘lista’ acabamos por absolver os verdadeiros criminosos.

Se todos são criminosos facilmente se dirá que ninguém é criminoso, é uma questão de corporativismo e auto-sobrevivência. Se colocarmos todos gatos no mesmo ‘saco’, os gatos grandes prevalecerão.

O PMDB é fisiológico e corrupto? Sim. O PSDB também está enrolado? Sim, o PSDB, PDT, PP, DEM, O PC do B e as vestais da Rede e do PSOL, bem como todos os outros partidos. Ninguém escapa.

Mas quem foi que transformou roubar, corromper, comprar aliados em uma arte sistêmica? Foi o PT, sob Lula com Palocci, Mantega, Paulo Bernardo, Zé Dirceu et caterva. Foi o PT no continuísmo ideológico asinino de Dilma.

Ora bolas, vocês acham que se o Partido da moralidade, do povo, dos trabalhadores e suas vestais tinha alguma boa intenção e, em 13 anos de poder, deixou ampliar a corrupção a níveis de Guiness Book só por incompetência?

Vamos deixar de ser burros! O PT institucionalizou a roubalheira. Agora vão dizer que os escândalos envolvendo empresários são culpa do Capitalismo, do Temer e do FHC.

Parem. Ao estado cabe fiscalizar e regular o capitalismo, se este capitalismo se impõem via corrupção é porque o Estado se vendeu. E, quem vende o Estado é quem o controla, ou seja, nos 13 últimos anos, o PT.

Vejam que os empresários e empresas envolvidos nos escândalos, JBS, Odebrtecht, Eike e toda a sucia são os campeões nacionais eleitos por Lula e que ganharam rios de dinheiro do BNDES e da ‘viúva’. E pagaram muito, principalmente para aquele que os nomeou campeões.

O Temer está enrolado? Sim, mas herdou um mar de lama com tubarões a espreita. Óbvio que ele ajudou a criar este mar de lama, mas pelo menos está tentando (na economia ao menos) consertar a burrada.

E FHC? Já passou, vão continuar pondo a culpa em FHC depois de 13 anos? Se for assim a culpa é do Cabral, o Pedro.

Então temos sim de indignar-nos, de ir para as ruas, de exigir punição à todos que se venderam e venderam o Brasil. Mas a punição final, dura e implacável tem de atingir os que permitiram, administraram e lucraram com a venda.

Lula tem de ser preso e escrachado. O PT tem de perder o registro e os seus corruptos irem para a cadeia junto com os outros.

Não, não tenho medo de Lula em 2018, estas pesquisas são manipuladas e a pré-campanha (que é criminosa também) são puro desespero. Lula não arranca, ele quer é intimidar e safar-se. Mas acho que não podemos esperar, já passou a hora de fazer justiça.

E o primeiro passo é fechar o que falta das delações, inclusive as que o Sr. Janot tenta evitar, e tirar o sigilo de tudo. Ligar o ventilador e dane-se!
Como disse Maquiavel, o Príncipe deve fazer o mal todo de súbito e o bem aos poucos. Sábio Maquiavel!

O Príncipe, no caso o Estado brasileiro, precisa jogar toda a verdade ao vento, doa em quem doer. Vai ser caótico? Sim. Vai ser doloroso? Sim.

Mas o país vai sobreviver a estes bandidos e as ruas vão se indignar, bradar e lutar quiçá seja necessário.

A luz solar, a clareza meridiana vai purificar o país e nós o povo vamos acordar o gigante aos gritos.

Vamos tirar o Brasil das listas que nos envergonham: corrupção, sub-desenvolvimento, péssimas saúde e educação. A única lista que queremos é a dos trancafiados em Curitiba e nos presídios Brasil afora.

Mas não nos esqueçamos de separar o joio, o trigo e a podridão que os acompanha. E a cada um a dura mão da justiça proporcional ao mal feito. Que a justiça seja feita proporcional ao crime, sem esquecer nada e ninguém.

E ai? Ai, tremei bandidos, corruptos e corruptores! Tremei Lula, Dilma, Temer, Aécio et Caterva.

Aqueles que não apresentarem a alvura do anil em suas almas serão tragados ao Hades, levados a reboque por Caronte, o barqueiro.

Lhes espera senhores a Barca dos Infernos, tal e qual profetizou o poeta Gil Vicente nos idos de 1500. Boa Viagem!

18 março 2017 FULEIRAGEM

GUABIRAS – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
CARNE MIJADA

Seu José chegou em casa
Doidinho para almoçar
A mulher mais que depressa
Acabou de preparar
E quando botou na mesa
Ela teve uma surpresa
Ele não quis degustar.

Mulher eu vou lhe dizer
E preste muita atenção
Carne eu não como mais
Pode ir fazer um baião
Carne anda adulterada
Não como carne estragada
Inda mais com papelão.

A mulher aborrecida
Logo quis ficar zangada
Ele levantou a voz
E ela ficou calada
Uma coisa vou dizer
Carne aqui eu vou comer
Só se for carne mijada.

18 março 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

18 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CACETE PRA TODO LADO!

Diálogo entre guabirus do azul.

Vampiro Serra:

Que merda; já deu no JBF que tamos na lista de Janot. Eu e tu. Junto cum Lula e Dilma. Estamos em péssimas companhias.

Cheirador Aécio:

É uma merda mesmo. Lamentável que este jornaleco escroto, ao contrário dos jornais petralhas e esquerdalhas, não tenha bandidos prediletos e baixe o pau em todo mundo. É foda!

18 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

18 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

POLÍTICA ESTÁ REDUZIDA A UMA IRMANDADE DA LAMA

18 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

CIDADE ALTA – Zé e Zilda

Na data de hoje, 18 de março, no ano de 1919, nascia no Rio de Janeiro Zilda Gonçalves, mais conhecida como Zilda do Zé, que era o seu marido e com o qual formou uma dupla que fez muito sucesso nos anos 50. Ela encantou-se em janeiro de 2002. Vamos ouvi-los cantando uma composição de autoria da dupla Oldemar Magalhães/José Gonçalves.

18 março 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

18 março 2017 DEU NO JORNAL

O MASSACRE AO “FILHO DO BRASIL”

Rodrigo Constantino

“A força mais enérgica não chega perto da energia com que alguns defendem suas fraquezas.” – Karl Kraus

O ex-presidente Lula prestou depoimento como réu pela primeira vez na semana passada, e claro que iria bancar a vítima. A esquerda sem a vitimização é como o catolicismo sem o pecado: não faz sentido. Ser de esquerda nos tempos modernos passou a significar exatamente isso: posar de vítima o tempo todo, ficar de “mimimi”, mesmo que seja o maior algoz da nação. “Você sabe o que que é levantar todo dia achando que a imprensa está na porta de casa porque eu vou ser preso?”, perguntou um nervoso Lula. Ele diz se sentir “perseguido” nas investigações. Coitado! Ficamos até com peninha daquele que destruiu o Brasil e quase nos transformou numa Venezuela, depois de liderar a maior quadrilha que já assaltou o estado brasileiro.

O “filho do Brasil” foi indagado sobre sua renda mensal, e eis a resposta que deu: “Acho que pode botar uns R$ 50 mil, estou tentando chutar. (…) Depois, meu advogado manda para os senhores direitinho. Mando por escrito”. Não é um pobrezinho esse sujeito? Quantos dos leitores da elite ganham “uns” cinquenta mil mensais, e nem sequer sabem ao certo, pois não reparam nesses detalhes bobos?

É esse indivíduo que representa o ícone dos “intelectuais” na luta contra as elites! O Brasil cansa, pois tudo nele é invertido. Gente que não trabalha diz defender os trabalhadores, gente que não pensa acha que é intelectual, e nababos da política fingem defender os pobres. O pior é que ainda tem quem caia nessa ladainha! Agora a tática pérfida dessa turma é tentar misturar todos como se o crime de “caixa dois”, uma “tradição” em nosso País, fosse o mais relevante do PT. A banalização dos “recursos não contabilizados” é inaceitável, pois todo crime deve ser punido. Não podemos compactuar com esse sistema podre. Mas claro que esse “malfeito” é fichinha perto do que fez o “partido” de Lula no poder.

Em conluio com organizações criminosas disfarçadas de empreiteiras, o PT montou um gigantesco aparato de desvio de recursos e controle do Estado, comprando o Congresso para impor um modelo totalitário. Limitar esse verdadeiro atentado contra a democracia ao problema do “caixa dois” é piada de mau gosto, coisa de gente ignorante ou em má-fé.

O novo Brasil vem lutando contra esse velho e carcomido Brasil, dominado por figuras asquerosas como Lula. Não será uma luta fácil. O populismo ainda floresce no solo fértil da ignorância. As forças do pântano reagem, tentando impedir os avanços republicanos. E alguns safados ou malucos ainda querem que aquele que massacrou o povo brasileiro com a maior depressão da nossa história volte em 2018. É mole?

18 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

“EU NÃO VOLTO MAIS”

Roberto, o Rei, diz que “eu voltei para ficar porque aqui é meu lugar”. Em contraposição, outros asseveram: “eu não volto mais”. Sob esta antinomia, e ao sabor de conveniências pessoais, vão-se acomodando os antitéticos: o gosto, o desgosto; a esperança, a desesperança; o consenso, o dissenso; a malquerença, a benquerença; a ventura, a desventura e por aí além.

Em menino, ouvi um tio-avô referir-se a uma história real que encerrava o desaparecimento de Inês, uma mulher recém-casada. No justo momento em que, no adro da catedral os nubentes recebiam dos convivas cumprimentos efusivos referentes ao himeneu que o padre acabara de celebrar, ela disse ao esposo:

– Irei ao toalete, mas volto já.

Escafedeu-se, nunca tornou.

Com o extravio perpétuo de Inês o cônjuge supérstite prosseguiu, sob o arrimo de autoviuvez, substancialmente desolado, desassossego; jamais obtivera notícias da esposa: nem de viva nem de morta.

Este realismo encontra paralelo surpreendente em um samba do letrista Adoniran Barbosa:

Apaga o Fogo Mané”:

 

18 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

18 março 2017 DEU NO JORNAL

FELIPE MOURA – LULA REBAIXA DEUS À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA

18 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

TÃO MAGNÍFICO QUANTO ELE ! ! ! ! !

Comentário sobre a postagem TEMER UM USURPADOR

Glória Braga Horta:

“O poema está perfeito!

Viva o Goiano! Viva o Lula!

Viva o povo brasileiro, que não aguenta mais essa corja no poder!

Se não puder ser o Lula, que venha um presidente socialista, tão magnífico quanto ele!”

* * *

18 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

18 março 2017 REPORTAGEM

ENTREVISTA COM PAULO MALUF

Conhecido como o “senhor rouba mas faz”, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), 85 anos, enche o peito para se gabar de não estar na lista de Janot, assim como não esteve no mensalão. Em entrevista à IstoÉ, embalado pelo momento político, Maluf posa de vestal, sem ser, é claro, e diz que, perto do PT, ele se considera um “santo”. Afinal, segundo ele, os petistas trabalhavam com empresas que tinham até departamento de propina, enquanto que ele jacta-se de não ter sido condenado em última instância em nenhuma ação por corrupção. Acusado de ter superfaturado várias obras, enquanto prefeito de SP, Maluf alega que responder a processos não significa nada. Argumenta, num discurso batido, que as acusações carecem de provas. Sobre a prisão em 2005, sob a acusação de depositar US$ 160 milhões nos EUA, Maluf inverte as coisas: “Não fui preso. Fui solto”.

Sempre disseram que o senhor era o maior corrupto da história do País, mas agora você está se gabando de não estar na lista de Janot. O senhor se redimiu?

Vou ser franco. Eu tenho um defeito. Sou polêmico porque falo o que eu penso. Eu tinha um preceptor político, Antonio Gontijo de Carvalho, era mineiro, que dizia: “Maluf, na minha terra, quando o adversário não tem defeito, eu invento”.

Mas não inventaram que o senhor é corrupto.

Vamos aos fatos. Quando entrei na política, tomava posse Costa e Silva e o ministro Delfim Neto. Convidado pelo Delfim para ser presidente da Caixa, eu tinha 35 anos, eu já morava na casa onde eu moro. Já era diretor da Eucatex. Não entrei na vida pública para enriquecer. Eu já entrei rico. Detesto essa palavra rico. Mas entrei na vida pública pensando no bem público. Construiu quase todas as grandes obras de São Paulo. Eu não destruí nada. Só construí.

Mas é sabido que algumas dessas obras foram superfaturadas.

Não tem mais prova neste País? O sujeito fala por falar? No mínimo tem que ter um documento provando. Quando se faz uma obra, foi um conjunto de mil pessoas. Um viaduto, tem a Secretaria de Obras que faz a concorrência, tem 30 engenheiros, tem o julgamento da concorrência que é público, vai construindo o viaduto e vão sendo autorizados pagamentos. Tudo isso é auditado pelo Tribunal de Contas. Para dizer que você superfaturou, tem que botar mil na gaveta. Isso não existe. As obras que eu fiz em São Paulo foram auditadas pelo Tribunal de Contas.

O que o senhor responde a quem garante que o senhor é corrupto?

Eu falo a eles: trabalhem como eu.

E sobre o PT, o que o senhor diz?

O PT hoje é exemplo de corrupção. As empresas que trabalharam para eles, tínham um departamento de propina. Não era um diretor que corrompia. Eles tinham um departamento inteiro. Eu morava na rua Costa Rica 146 e continuo morando na Costa Rica 146. Quando eu fui casar há 62 anos, na Igreja da Catedral da Sé, fui no Rolls Royce da minha mãe. Naquele tempo já tínhamos um Rolls Royce.

O senhor quer dizer que perto do PT …

Perto do PT, eu sou um santo. Não só do PT. Perto de todos os políticos do mundo. O dinheiro nunca me estimulou. O que me estimula é desamarrar fitinha de inauguração. Fiz mais de 60 viadutos em São Paulo. Fiz túneis que nunca alagaram, estações de metrô que nunca caíram…

Mas o Lula foi à sua casa em 2012 pedir apoio para a candidatura do então candidato a prefeito Fernando Haddad. O senhor não sabia que os petistas usavam dinheiro de caixa dois para eleger seus candidatos?

O que eu disse claro para o Rui Falcão, presidente do partido, é que eu não me caso no porão de igreja. Eu me caso no altar e com o cardeal. Eu não lhes pedi nada. Acho que o Haddad é um cara correto, mas o cardeal tem que ir em casa me pedir em casamento. Foi assim que aconteceu. Lula foi na minha casa. A mídia tomou um susto quando soube que o Lula tinha almoçado na minha casa. Mas não houve oportunismo da minha parte. Haddad tinha 3% nas pesquisas. O Serra liderava com folga, com 31%, mas acabou perdendo.

Mas usaram dinheiro de caixa dois na campanha…

Não sei se usaram. Cada campanha é uma campanha. O Haddad naquela eleição era o novo, como foi o Doria agora.

Apesar de o senhor dizer que é santo, ainda responde há mais de 60 processos por corrupção, como no superfaturamento da avenida Águas Espraiadas (atual Roberto Marinho)…

Processo não é condenação. Processo é oportunidade para provar juridicamente que é inocente. Qual é a função do Ministério Público? Por que ganham R$ 30 mil por mês? É para trabalhar. Então eles acusam. Ótimo. E a gente se defende. Não sou contra processo. Eu não perdi nenhum.

E aquela ação em que o senhor perdeu por ter doado os fusquinhas para cada um dos jogadores da seleção de futebol de 70?

Eu ganhei. Demorou 30 anos, mas eu ganhei na última instância.

Se é assim, por que o senhor ainda está na lista da Interpol, podendo ser preso caso deixe o Brasil?

Estou na lista da Interpol porque não temos governo aqui no Brasil. A lista da Interpol não mostra que eu fui condenado não. É que eu estou sendo processado nos Estados Unidos, mas o processo nem começou. Para começar o processo eu tenho que ser ouvido. Eu disse, eu quero ser ouvido sim. Mas quero ser ouvido aqui, por carta rogatória ou por videoconferência, como diz a legislação brasileira.

E por que os americanos insistem que o senhor seja ouvido nos Estados Unidos?

Eles querem passar por cima das leis brasileiras. Aliás, no caso dos pilotos americanos do Legacy, que derrubaram o jato da Gol em 2006, matando 150 pessoas, eles foram ouvidos naJustiça brasileira por videoconferência. Quero ser ouvido sim. Mas eles querem que eu tome um avião e vá até lá. Não vou. Não vou. Sou um homem que respeita a lei. Querem me ouvir, tem que me ouvir aqui onde eu moro. Se tivesse um governo com autoridade, enfrentava o governo americano e dizia: aqui não é quintal americano e vocês que mandem uma carta rogatória para ele ser ouvido aqui.

O senhor chegou a ficar preso 41 dias na sede da Polícia Federal em São Paulo, juntamente com seu filho Flávio. O senhor acha que prisão é uma coisa que ficou no passado para o senhor?

Não fui preso. Eu fui solto. É diferente. O Supremo Tribunal Federal me deu a garantia de que não havia fundamento legal nenhum para a prisão. Se soltaram o goleiro Bruno, que é assassino, se o Pimenta Neves é assassino confesso e ficou solto, por que iriam me manter preso? Eu tinha que responder em liberdade. Qual é o perigo que o Paulo Maluf oferece à sociedade solto? É um absurdo. Tem gente que só joga para a platéia. Aquela prisão o Supremo disse que foi ilegal e que se tivesse alguma coisa que eu respondesse em casa.

E como o senhor está vendo o governo atual? Ele é menos corrupto do que foi o de Lula?

Esquece corrupção. Tenho esperança no governo Temer. Está fazendo força pelas reformas que o País precisa. Vou votar a favor da reforma da Previdência do governo. Um dia desses, uma repórter me ligou querendo saber porque eu votaria a favor da reforma. Eu perguntei quantos anos ela tinha. Ela me disse ter 25. Eu falei pra ela: olha, você está contribuindo agora não para a sua aposentadoria, mas para quem está aposentado. Se a gente não fizer a reforma, não vai ter dinheiro para pagar a tua aposentadoria. Essa é a questão.

Temer vai tirar o País da crise?

Acho que sim. Já conversei com ele mais de uma vez. Ele conversa muito com o Delfim também, que é um dos economistas mais lúcidos do Brasil. Está disposto a fazer as reformas da Previdência, Trabalhista e a reforma política. Ele me disse: não quero ser endeusado na próxima eleição, mas quero deixar meu nome para a próxima geração.

O Lula está dizendo que quer voltar. O senhor concorda com uma nova candidatura dele em 2018?

O Lula foi bom presidente. Todas as acusações de corrupção contra ele são mentirosas.

Mas para o Ministério Público, empreiteiras lhe beneficiaram com apartamento e sitio…

O triplex do Guarujá não é triplex nenhum. São três apartamentinhos do BNH um em cima do outro. Se o Lula quiser ir para o Guarujá, eu tenho uma casa com cinco suítes, defronte para o mar. Está à disposição dele.

E o sítio de Atibaia?

Aquele sitiozinho de merda de Atibaia é uma acusação injusta. O que move o Lula não é o dinheiro, ele gosta de poder.

Mas não é um risco para o País? Afinal o PT quebrou o Brasil.

Ele tem o direito democrático de querer concorrer. Agora, não será roubando a bola e não deixando ele participar do jogo. Isso sim é antidemocrático.

O senhor já está com 85 anos e há uns dez anos disse que não pretendia mais disputar eleições, pois desejava cuidar dos netos. O senhor mantém essa postura?

Ainda é cedo para falar em 2018, mas pretendo me reeleger deputado federal.

Transcrito da Revista Isto É

18 março 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

18 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

LAVA JATO: OU O BRASIL AVANÇA OU VIRA RATOCRACIA

18 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

18 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

LUZIA TORTORIELLO – MOGI DAS CRUZES-SP

Caro Berto,

Goiano está coberto de razão: Lula pode muito bem ser eleito novamente em 2018.

Acho que ele, Lula, deveria colocar Dilma como vice

E contratar o goleiro Bruno como marqueteiro e cabo eleitoral.

Viva Banânia!!!!

Kakakakakaka

Bruno dá autógrafo a jovens em seu primeiro dia como jogador do Boa Esporte, em Varginha

R. Pois é: o assassino Bruno solto e dando autógrafo pra crianças.

Enquanto isto, nos Zistados Zunidos, Mark David Chapman, assassino de John Lennon, cumpre pena de prisão perpétua há 37 anos. E já teve diversos pedidos de liberdade condicional negados através dos anos.

Lá naquele país atrasado e subdesenvolvido, este negócio de lei penal é um pouquinho diferente daqui…

Caríssima leitora, eu concordo com você. Com o tipo de eleitores que temos em Banânia, Lula tem todas as chances de ser novamente eleito. E tendo Dilma como vice.

Além da turminha que milita nos Direitos do Manos, tem outro tipo de gente que pode ser convocada pra votar em Lula: o pessoal que faz doações e paga dízimo pros sabichões que comandam as igrejas neo-petralhais, como Edir Macedo, Valdemiro e RR Soares, entre vários e vários outros.

O nosso querido colunista Goiano, excelente estrategista e competentíssimo explicador-pregador, bem que poderia fundar e ser proprietário de uma nova seita, onde, com toda certeza, angariaria milhões de votos para Lula.

18 março 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

18 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

LULA USA TEMER COMO ESCADA RUMO AO PEDESTAL

Lula poderia estar jogando conversa fora na câmara de descompressão de São Bernardo. Mas foi condenado pela Lava Jato à candidatura presidencial perpétua. Aprisionado por seus advogados no figurino de vítima, Lula se esforça para retornar ao pedestal de presidenciável antes do depoimento marcado por Sergio Moro para 3 de maio. Para acelerar a subida, Lula pisa em Michel Temer como se escalasse os degraus de uma escada.

Sob gritos de “olê, olê, olá, Lulaaaaa, Lulaaaaaa”, o morubixaba do PT discursou em ato contra a reforma da Previdência, na Avenida Paulista. A certa altura, declamou para o microfone a retórica de sempre: ”Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado nesse país não foi apenas contra a Dilma, contra os partidos de esquerda.” Hummmm… Tenta-se também ”acabar com as conquistas da classe trabalhadora ao longo de anos, com a reforma trabalhista e da Previdência.”

Longe de clarear, as palavras de Lula escurecem a realidade. Deve-se a Lula a chegada de Temer ao Planalto. Primeiro porque foi ele quem negociou a conversão de Temer em vice nas chapas de 2010 e 2014. Segundo porque também é de sua autoria a fábula da supergerente que produziu a ruína econômica que levou ao impeachment.

De resto, o que aniquilou “as conquistas da classe trabalhadora” foi a gestão empregocida de Dilma. Lula sabe que a legislação trabalhista precisa tomar uma lufada de ar. Também sabe que a Previdência irá à breca sem uma reforma. O amigo e ex-colaborador Henrique Meirelles já lhe explicou a situação das arcas previdenciárias. Não repete em público o que ouviu em privado porque a verdade não rende aplausos.

Assim, pisando em Michel Temer distraído, Lula retorna ao pedestal de candidato. Em maio, Sergio Moro interrogará uma pose, não um suspeito. Na sequência, condenará um projeto político, não um culpado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se a sentença for confirmada na segunda instância, como parece provável, descerá ao xilindró um mártir petista, não um presidiário.

* * *

18 março 2017 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

18 março 2017 REPORTAGEM

METAMORFOSE NA CAPITAL DO PODER. A DESFAÇATEZ DOS POLÍTICOS

“Cuidado com os idos de março”. A expressão, que remonta a 44 a.C., numa alusão à conspiração senatorial contra Júlio Cesar em 15 de março, ajusta-se como uma luva ao atual momento político. Mesmo com a escassez de chuvas em Brasília na última semana, uma nuvem negra com estrondosos relâmpagos estacionou sobre o Congresso Nacional e não tem previsão de se dissipar tão cedo. A aguardada “lista de Janot”, baseada na delação dos 77 executivos da Odebrecht, com 83 pedidos de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e 211 solicitações de distribuição de investigações para outras instâncias da Justiça, atingiu em cheio a classe política brasileira e provocou um festival de desfaçatez, mesmo ainda sem a revelação dos detalhes que fundamentam as futuras investigações.

Os políticos, verdadeiros camaleões que se adaptam a toda e qualquer nova situação, começaram a se movimentar nos porões do navio em busca de boias para salvarem a própria pele, nem que para isso precisem editar leis que apaguem os crimes que cometeram no passado. O grande perigo é a lista de Janot ser triturada pelas conveniências políticas do momento. Fazer picadinho do material encaminhado pelo procurador-geral significa submeter as investigações da Lava Jato ao risco de terminar como a Operação Mãos Limpas, na Itália, que perdeu fôlego e, ao fim e ao cabo, serviu aos interesses dos corruptos. “Não pode acontecer o que ocorreu na Itália. Logo depois da operação, houve uma redução dos crimes. É verdade. Mas como os políticos agiram para garantir a própria impunidade, os crimes voltaram a ocorrer e de forma ainda mais sofisticada. A mobilização da sociedade diminuiu porque as pessoas caíram em desesperança”, alertou o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

CARGA PESADA – A lista de Janot chegou ao STF dentro de dez caixas, carregadas por funcionárias da Procuradoria-Geral da República

Até agora, foram revelados 38 nomes da lista, mas informações de fontes com acesso às investigações apontam que mais de 150 políticos devem se tornar alvos de inquéritos. Os pedidos chegaram ao Supremo na terça-feira 12, mas ainda estão guardados sob sigilo até que o relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, autorize a divulgação das informações.

O pânico se alastra entre membros do Executivo, Legislativo e ex-autoridades, sob a percepção de que a lista pode ser capaz de implodir o sistema político brasileiro: os repasses de recursos feitos pela Odebrecht, registrados oficialmente ou por caixa dois, poderão implicar num grande número de parlamentares em casos de corrupção. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma mensagem interna aos seus pares, após a apresentação da lista, na qual diagnostica uma democracia marcada essencialmente pela corrupção. Suas palavras são de perplexidade. “As revelações que surgem dos depoimentos, embora já fossem presumidas por muitos, lançadas assim à luz do dia, em um procedimento formal perante a nossa Suprema Corte, nos confrontarão com a triste realidade de uma democracia sob ataque e, em grande medida, conspurcada na sua essência pela corrupção e pelo abuso do poder econômico e político”, escreveu Janot.

Os políticos atingidos, em um primeiro momento, exibiram o já usual cinismo. Como sempre, tentaram diminuir o fato de estarem na lista, dizendo que ser citado por delatores não basta e que vão provar a inocência durante as investigações. Mero malabarismo de palavras. A mesma adaptação do discurso ocorre quando são indiciados, denunciados até quando se tornam réus. É do jogo. O que traz riscos à democracia é a ofensiva, em geral deflagrada em conjunto pelas vossas excelências, no sentido de descriminalizar os crimes que eles próprios cometeram. É o que ocorre agora. Nos últimos dias, em meio ao clima de salve-se quem puder, o espírito de corpo prevaleceu e os parlamentares se uniram para articular, mais uma vez, uma anistia ao caixa dois. Nessa empreitada, contaram, até mesmo, com o apoio do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, que deu surpreendentes declarações à BBC Brasil defendendo “desmistificar” a prática, classificando-a como uma “opção” das empresas para evitar serem achacadas pelos candidatos enciumados com doações aos concorrentes. Sem corar a face, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou até que pautaria o projeto, desde que algum deputado se identificasse como autor. “Qualquer tema pode ser pautado. Não tenho objeção a nenhum tema, contanto que ele seja feito com nome, sobrenome e endereço fixo da matéria e um pedido dos partidos políticos. Aí a gente não pode se negar a pautar”, afirmou.

Primeira lista foi aperitivo

O que os parlamentares tentam fazer agora é o mesmo que mudar as regras de um jogo com a partida em andamento. Ou pior. É como se tivessem sido flagrados roubando lanche da cantina do Congresso e, de repente, resolvessem estabelecer que o furto não só será permitido como quem furtou não receberá qualquer tipo de sanção ou punição. Atingido pela lista, o PMDB do Senado convocou uma reunião de emergência na quarta-feira 15 no gabinete do presidente da Casa, Eunício Oliveira. Na saída, os parlamentares evitaram comentar o motivo da reunião, mas não puderam se esquivar das perguntas sobre o assunto. Sem meias-palavras, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) classificou as delações como “má-fé”. “A investigação não constitui uma acusação concreta. Não me oponho a nenhuma investigação. É o momento de se provar inocência”, repetia. O atual líder do PMDB no Senado, Romero Jucá (RR), conhecido por suas declarações desastrosas, não fugiu ao hábito. Primeiro, tentou transparecer tranquilidade: “A melhor resposta que o Congresso pode dar é trabalhar. Votar aquilo que precisa ser votado”, explicou. Mas, em seguida, escancarou seu verdadeiro estado de espírito: “Estamos em guerra e, morrer na guerra, acontece, faz parte”.

Seis ministros na lista

A grandiosidade do material gerado pela delação da Odebrecht deixa no chinelo a primeira lista de Janot, enviada ao Supremo em março de 2015 com base nas delações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Na ocasião, foram abertos 21 inquéritos. O número agora representa quase quatro vezes a quantidade de investigações iniciadas no Supremo naquela ocasião e também vai significar a remessa de cerca de 200 petições às primeiras instâncias judiciais por não envolver autoridades com foro privilegiado – estão nesse pacote, por exemplo, as citações a Lula e Dilma. Foram cerca de 950 depoimentos de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht e da Braskem (braço petroquímico da empreiteira), que foram gravados em vídeo e totalizam 500 gigabytes de dados.

Além dos abalos ao Congresso, a lista de Janot atinge o coração do governo: ao menos seis ministros estão nos pedidos de investigação, incluindo o palaciano Eliseu Padilha (Casa Civil), apontado como interlocutores de Temer na obtenção de recursos da Odebrecht. A situação de Padilha é a mais complicada, porque o ex-assessor de Temer José Yunes contou em depoimento aos investigadores que recebeu um pacote em seu escritório a pedido de Padilha. A suspeita é que o ministro da Casa Civil tenha recebido R$ 4 milhões da Odebrecht, por diversos meios, inclusive envio de dinheiro em espécie ao Rio Grande do Sul, seu Estado. Temer não deve ser investigado nesse caso, apesar de ter participado de um jantar com Marcelo Odebrecht para selar o pedido de R$ 10 milhões ao PMDB. O entendimento adotado por Janot é que o presidente da República não pode ser processado por fatos estranhos ao exercício do atual mandato. Os outros quatro ministros alvos de pedidos de investigação são Gilberto Kassab (PSD-SP), da Ciência e Tecnologia, Aloysio Nunes (PSDB-SP), das Relações Exteriores, Bruno Araújo (PSDB-PE), das Cidades e Marcos Pereira (PRB-RJ), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Os chefes dos Executivos estaduais também não foram poupados, já que diretores regionais da Odebrecht participaram das delações e cuidavam dos acertos locais. Ao menos seis governadores devem ser alvos de investigações no STJ: Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Renan Filho (PMDB-AL), Fernando Pimentel (PT-MG), Tião Viana (PT-AC) e Beto Richa (PSDB-PR).

A expectativa é que o ministro Fachin demore alguns dias para despachar os pedidos de Janot. Apesar de ter juízes auxiliares, ele quer ler pessoalmente as peças. Não foi o que o ex-ministro Teori Zavascki fez quando recebeu a primeira lista. Ele, quase que imediatamente, tornou-a pública. Quando Fachin autorizar as aberturas de inquérito, ele deve também retirar o sigilo dos processos. A grande dúvida é se as investigações servirão para realmente separar o joio do trigo e punir corruptos ou se elas fornecerão combustível à realização de uma anistia geral. As palavras finais da carta de Janot dão um norte do que seria possível construir para aprimorar a democracia, em vez de enterrá-la de vez: “Por fim, é preciso ficar absolutamente claro que, seja sob o ponto de vista pessoal, seja sob a ótica da missão constitucional do MP de defender o regime democrático e a ordem jurídica, o trabalho desenvolvido na Lava Jato não tem e jamais poderia ter a finalidade de criminalizar a atividade política”, ponderou. Para Janot, o sucesso das investigações conduzidas pelo MPF representa uma oportunidade ímpar de depuração do processo político nacional. Ao menos para aqueles que acreditam verdadeiramente ser possível fazer política sem crime e para os que crêem que a democracia não é um jogo de fraudes, nem instrumento para uso retórico de demagogos. Que a Justiça acompanhe a precisão cirúrgica das palavras do procurador-geral da República. Colaborou Ary Filgueira

Transcrito da Revista Isto É

18 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


BATENDO CABEÇAS

O Partido dos Trabalhadores ficou 13 anos no Poder. Nunca fez absolutamente nada e agora se apresenta como aquele que tem as soluções aos gigantescos problemas por ele mesmo criados. É muita falta de decência e respeito com a população ver o senhor Lulla da Silva em palanque na Av. Paulista fazendo discursos contra o governo que tenta arrumar a bagunça que ele, Lulla, aprontou com sua enteada política Dillma Rousseff. Querer assumir a paternidade da contestação da reforma previdenciária passa a ser hilário, ainda mais acompanhado de auto elogios e proclamas do seu governo como aquele que deu ao Brasil uma esperança de grande futuro. O desastre que essa gangue promoveu na vida do País e seu povo é algo nunca visto na nossa história. O que realmente leva a toda essa palhaçada que exibem no cenário nacional não é a sua candidatura em 2018, mas a sua tentativa de escapar da prisão, que é algo inexorável. A montagem da Av. Paulista foi teatral, quando o povo começou a se deslocar para o comício blindado pelos sindicatos, ele se mandou, com meros dez minutos de sua presença. Fugiu das vaias e dos ovos. Um patife que destruiu a vida brasileira.

Não bastasse esse acontecimento, vem a rede Globo de televisão, em seu maior noticiário, apresentar reportagem sobre o emprego, imprimindo a tese de que hoje não há mais necessidade de formação universitária, ou seja, de conhecimento cientifico ou profissional para se obter um crescimento na escala do plano de carreira. Basta apenas que seja um prático, sim, um prático que conheça um pouco do que vai fazer, um mero montador. Já não basta o enorme fosso entre o que o Brasil precisa de pessoas especializadas e o que temos no mercado, ainda vem uma TV de grande penetração criar a ilusão de que sem estudo é possível, e muito, se desenvolver e garantir seu trabalho. O País tem necessidade de 35% de sua população com cursos universitário e técnicos para poder pensar em desenvolvimento e em tecnologia de ponta, a base dos países do primeiro mundo.

Não satisfeita, a mesma TV apresentou matéria em seu programa dominical sobre identidade de gênero envolvendo crianças, estimulando-as a opções sexuais incompatíveis com o seu desenvolvimento intelectual, uma aberração em que a malemolente justiça brasileira não toma a menor atitude, é um crime o que fizeram para justificar suas absurdas novelas de sodomias em horário nobre. Querem transformar o Brasil em terra de pedofilia, de transgressão dos costumes sociais, impor suas preferências culturais e fazer disso um paraíso do sexo. Aproveitam do momento propício em que vive a Nação com seu desmantelamento jurídico, político e de comando. Onde estão as entidades de defesa do menor que condenam tapas corretivos dos pais e permite uma barbárie dessa? Em busca de audiência, expõe uma criança dentro do vale tudo. O governo é o responsável por fiscalizar as televisões, elas são uma concessão dele e cabe a ele fiscalizar. A verdade é que “come na mão” dos donos das empresas televisivas.

Outro fato que mostra bem a formação do quadro político é o caráter desses mandatários que se envolveram nas tenebrosas transações e negociatas com empreiteiras para recebimento de dinheiro ilícito para suas campanhas e de seus partidos. A decência, a ética, a moral e os bons costumes deveriam fazer parte da personalidade desses políticos, mas não fazem. Caso fizessem, de forma honesta e correta, pediriam afastamento de suas funções até que esclarecidas a sua não participação. É inadmissível o Brasil continuar com senadores, deputados e ministros envolvidos nas tramoias com empreiteiras e permanecerem, de cara deslavada, nos cargos como se nada estivesse ocorrendo. Esses senhores dos escalões mais altos e de foro privilegiado, deveriam ter prioridade no sistema judiciário brasileiro, incluso os julgamentos no Supremo Tribunal Federal-STF, que pelo andar da carruagem parece estar contemporizando as ações dos malfeitores. É uma pena que o País esteja totalmente à deriva pela falta de comprometimento moral e de eficacia de suas instituições de Poder. É preciso mais brio na cara dos brasileiros que fazem parte dos três poderes da Nação.

Tudo aqui exposto, são fortes razões para o brasileiro ir às ruas no dia 26 e exigir respeito dos Poderes do Brasil. Vamos lá defender a Lava Jato e o fim do Foro Privilegiado. Já que até o Exército está acovardado, vamos todos nós participar da mobilização no próximo dia 26 de março. É tudo que nos resta, participar ou ficar engolindo a seco tudo que aí está e batendo as cabeças.

18 março 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

WASHINGTON LUCENA – VISTA SERRENA-PB

Quando Deus fez o sertão
Disse bem a natureza:
Faça pelo Céu encanto,
Bote na terra beleza,
Pra que todo mundo saiba,
Respeitar minha GRANDEZA!

*

Sertanejo queima pote
Que serve de geladeira.
Água trazida em galão
Ou tirada da biqueira
Que é muito mais saudável
Dessa que sai da torneira.

*

Um país sem direção
E sem freios nos pedais
Que pilota uns marginais
Traidores da nação
O real tem inflação
Aumenta sem diretriz
E o governo sem matriz
Não evolui um por cento
Tá faltando um rolamento,
Na direção do país.

Mote: Lintônio.

18 março 2017 FULEIRAGEM

LEANDRO – FOLHA DE CIANORTE (PR)

18 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

CORRUPÇÃO JÁ AFETA ATÉ CHURRASQUINHO NA LAJE

É a suprema esculhambação: em operação batizada de ‘Carne Fraca’, a Polícia Federal esquadrinhou uma organização criminosa que levava às mesas dos brasileiros carne estragada. Para atenuar a aparência de coisa vencida, maquiava-se o produto com ácidos e elementos químicos.

Integram a quadrilha fiscais do Ministério da Agricultura e funcionários de algumas das maiores empresas do ramo frigorífico. Por trás do esquema, como de hábito, há partidos políticos. Entre eles o PMDB e o PP.

Assim, o brasileiro ficou sabendo que a corrupção já invadiu até o churrasquinho na laje. No Brasil, a diferença entre o que pode e o que não pode está está no valor do agente estatal. Ainda não chegamos à fase do “cumpra-se a leio”. Continuamos no triste estágio do “compra-se a lei”.

18 março 2017 FULEIRAGEM

GUABIRAS – CHARGE ONLINE

NÃO ERA BISBILHOTAGEM

Comentário sobre a postagem GANHA TANTO QUE NÃO SABE NEM QUANTO RECEBE

Marcos Mairton:

“Berto,

mais que o fato de Lula não saber quanto ganha (o que me parece razoável, vindo de alguém que está mais preocupado com os grandes problemas nacionais), um ponto me chamou a atenção nesse vídeo: Lula que diz que recebe R$ 20.000 que Marisa recebia; que passou pra R$ 30.000, mas ela não chegou a receber R$ 30.000, porque faleceu antes.

Depois acrescenta que é a empresa LILS que paga.

Isto quer dizer que Dona Marisa era empregada da LILS? Ou sera sócia e esse valor era de pro-labore?

Aparentemente, seria sócia, porque, se fosse empregada, teria deixado uma pensão de no máximo R$ 5.189 (salvo engano), que seria paga pelo INSS.

Suponhamos então que fosse sócia. E Lula? Não é sócio da LILS? Não recebe pro-labore também?

São informações muito confusas, quando o interrogatório propriamente dito ainda nem havia começado.

Aliás, o juiz não estava bisbilhotando a vida do ex-presidente, mas apenas definindo o perfil sócio-econômico do acusado, como manda o Código de Processo Penal:

Art. 187. O interrogatório será constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os fatos.

§ 1o Na primeira parte o interrogando será perguntado sobre a residência, meios de vida ou profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade (…).

Não sei se os advogados de Lula o orientam mal, ou se é ele que não segue suas instruções.

Vendo o depoimento completo, percebe-se que ele se precipita em responder as perguntas antes que o juiz as conclua. Acaba falando o que não interessa e deixando de falar o que interessa.

São orientações básicas que os advogados dão aos seus clientes: 1) escute bem as perguntas e responda exatamente o que foi perguntado; 2) fale o estritamente necessário.

Ao que acrescento: o juiz bem preparado sabe exatamente os pontos sobre os quais considera importante ouvir o acusado.

Discursos longos e divagações mais têm maior possibilidade de prejudicar a defesa que de ajudar.

Faço essas observações apenas tentando compartilhar com os leitores aspectos técnicos do interrogatório.

Por favor, não as tomem como crítica ao interrogado ou interesse em sua condenação”.

* * *


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