19 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

EXPLICANDO O QUE É “CARNE MIJADA”

Comentário sobre a postagem CARNE MIJADA

Dalinha Catunda:

Com gosto dou a resposta
Se é isso que você quer.
É uma carne especial,
Quem oferta é a mulher.
Mas pro cabra degustar
É preciso ele portar
Um adequado talher.

19 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

19 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

OSMAR SERRAGLIO NÃO NOTOU, MAS ESTÁ EM APUROS

A sorte do nariz é que a respiração é uma atividade vital. Do contrário, ele seria uma parte dispensável do corpo. Só serve para espirrar, coçar e se meter onde não deve. O nariz de Osmar Serraglio, por exemplo, meteu-se nos assuntos da fiscalização agropecuária do Ministério da Agricultura. Deputado, Serraglio tocou o telefone para um fiscal a quem chamou de “grande chefe”. Na conversa, tomou as dores do dono de um frigorífico que estava sob fiscalização. Seus dois interlocutores – o fiscal e o fiscalizado – foram pilhados na Operação Carne Fraca. E Serraglio, agora ministro da Justiça, encontra-se na incômoda condição de matéria-prima de uma Polícia Federal que deveria chefiar.

Chama-se Daniel Gonçalves Filho o “grande chefe”. Entre 2007 e 2016, comandou a Superintendência do Ministério da Agricultura no Paraná, o Estado de Serraglio. Recebeu ordem de prisão sob a acusação de ser ”o líder da organização criminosa” que, em troca de propinas, fechava os olhos para o comércio de carne imprópria para o consumo humano. Chama-se Paulo Rogério Sposito o empresário que Serraglio socorreu. É proprietário do frigorífico Larissa. Também foi brindado com um mandado de prisão. Acusam-no de pagar suborno para se livrar de autuações da fiscalização agropecuária da pasta da Agricultura.

Deu-se em fevereiro do ano passado o diálogo vadio em que Serraglio encareceu ao “grande chefe” que verificasse a atuação de um fiscal que “deixou o Paulo apavorado” ao varejar-lhe o frigorífico. Captada em grampo autorizado pela Justiça, a conversa foi transcrita num relatório anexado ao inquérito sobre o caso da carne podre (a cópia vai reproduzida abaixo). Com a deflagração da operação policial, o documento ganhou o noticiário.

Serraglio, que chegou à pasta da Justiça precedido pela maledicência de ser homem de Eduardo Cunha, enxergou vantagem onde todos viram apenas constrangimento. Em nota oficial, a assessoria do ministro escreveu que a divulgação do grampo prova a sua disposição de não interferir nas atividades da Polícia Federal. ”Esse é um exemplo cabal que fala por si só”, anota o texto, antes de informar que o ministro soube da Operação Carne Fraca “como um cidadão igual a todos, que teve seu nome citado em uma investigação.”

Tomado pelas palavras dos assessores, Serraglio acha que tem razões para se jactar: “A conclusão, tanto pelo Ministério Público Federal quanto pelo juiz federal, é a de que não há qualquer indício de ilegalidade nessa conversa gravada.” A avaliação de Serraglio sobre o incidente que o envolve tem o valor de uma nota de três reais. Protegido pelo escudo do foro privilegiado, o ministro só pode ser investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal. Se admitisse a necessidade de investigar Serraglio, o juiz Marcos Josegrei da Silva, que cuida do caso, teria de abdicar da Operação Carne Fraca, remetendo o trabalho de quase dois anos do Paraná para Brasília.

O magistrado preferiu torturar os fatos a abrir mão do caso. ”Não se extraem elementos suficientes no sentido de que o parlamentar (Serraglio) que é interlocutor em um dos diálogos, que detém foro por prerrogativa de função, esteja envolvido nos ilícitos objeto de investigação no inquérito policial relacionado a este feito”, escreveu. Ele considerou ”natural” que os servidores da Agricultura ”busquem auxílio ou intervenção de deputados de seu Estado a fim de viabilizar o atendimento de interesses do órgão.” Ora, foi Serraglio quem buscou o auxílio do “grande chefe”, não o contrário.

Seja como for, o juiz Marcos Josegrei teve o cuidado de vacinar-se contra surpresas futuras: ”Até que se tenham, pelo menos, indícios mínimos da participação efetiva de pessoa detentora de mandato eletivo, com foro privilegiado, nos delitos de corrupção, falsidades, lavagem de dinheiro, dentre outros apurados na presente investigação, entendo que não há motivo para deslocamento de competência a instância superior.”

O que o juiz declarou, com outras palavras, foi mais ou menos o seguinte: “Abstenho-me de levar as mãos ao fogo por quem mete o nariz onde não é chamado. Por ora, não há indício de crime praticado pelo superior hierárquico da Polícia Federal. O futuro a Deus pertence. Quanto ao passado, torça-se para que o ministro tenha boas explicações para tudo o que fez no último verão.” Serraglio ainda não percebeu, mas parece estar em apuros.

19 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

19 março 2017 DEU NO JORNAL

OS FATOS SÃO MENTIROSOS

Com a delação dos executivos da Odebrecht, a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já não era boa, vai ficar ainda mais complicada.

Um ex-diretor da empreiteira contou aos procuradores que pagava uma mesada a um dos irmãos do ex-presidente.

Além disso, a empreiteira confirmou que reformou o sítio de Atibaia, comprou um lote para abrigar o Instituto Lula, financiou palestras e ainda patrocinou o filho mais novo do petista – tudo a pedido do ex-presidente.

* * *

Que perseguição da porra!

Quanta mentira, quanta invenção, quanta indignidade jogada ao vento na tentativa de enlamear a honra do homem mais honesto do mundo.

Tão honesto quanto Jesus Cristo.

Um homem que vive tendo seu nome invocado em vão, em flagrante desrespeito à palavra sagrada.

Estas denúncias sem cabimento são parte de uma campanha orquestrada para desmoralizar o indesmoralizável ex-prisidente, o melhor mandatário que Banânia já teve desde o dia do seu descobrimento.

Uma campanha promovida pelos reacionários golpistas, pelos nazistas da extrema direita, pelos coxinhas e pelos insensíveis que querem que o Brasil volte a ter pobres, inflação, carne podre, desemprego, violência, estradas esburacadas e gente morrendo por falta de atendimento nos hospitais públicos.

Tudo coisas que Lula baniu do mapa!

Lula foi chamado ontem de “Magnífico” aqui no JBF.

De “magnífico” para “sagrado e divino” é só um pulo.

E a palavra de um fubânico petista vale mais do que provas, documentos e delações de executivos da Odebrecht.

Acabei de enviar mensagem aos procuradores sugerindo que deixem de ouvir mentirosos e marquem um encontro com a dupla de petistas fubânicos Ceguinho Teimoso e Enxergadora da Realidade.

Aí eles – os procuradores, os investigadores, a Polícia Federal -, irão ouvir a versão corretíssima do comportamento luleiro.

A realidade objetiva e os fatos apurados são muito enganadores.

* * *

19 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

MARIA BOA

Na data de hoje, 19 de março, no ano de 1911, nascia o compositor Assis Valente, que encantou-se em 1958. Vamos ouvir uma música de sua autoria, interpretada pelo Bando da Lua.

19 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

19 março 2017 DEU NO JORNAL

O PODER NO BANCO DOS RÉUS

Ruy Fabiano

A longevidade de um delito, como é óbvio, não o legitima. No entanto, esse é o argumento central com que políticos e financiadores de campanhas reclamam inocência – e exigem absolvição -, diante dos crimes de caixa dois e derivados.

“Sempre se praticou”, dizem uns; “desse jeito, ninguém escapará”, dizem outros. As variantes são nesse rumo.

O próprio Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, espantou-se com o fato de tal prática estar sub judice. E não escondeu que sua empresa a endossa desde sempre e que ele próprio – assim como seu falecido pai e fundador do grupo, Norberto Odebrecht – não via nenhum problema nisso.

A Lava Jato não desconhece a tradição da prática, mas, digamos assim, diverge conceitualmente dos Odebrecht. Está convencida de que não apenas é preciso erradicá-la, como o único meio de fazê-lo é punindo os que a praticaram. O país concorda.

Se, na área penal, antiguidade fosse posto, ou mesmo servisse de atenuante, homicídio não seria crime, ou pelo menos não tão grave, já que inaugurado com Caim, na origem da humanidade.

As delações dos 77 executivos da Odebrecht, cuja divulgação é aguardada, não encerram – antes inauguram – a principal fase da Lava Jato, a que vai ao coração do Congresso e do governo, este e o que o precedeu. Não se trata nem sequer de saber quem vai preso. Trata-se de expor as entranhas de um sistema que liquidou o país.

Os delitos, de fato, não são iguais, nem da mesma gravidade; uns devem ser presos, outros não; uns misturaram caixa dois com propina; outros só o caixa dois; outros lavaram a propina no caixa um. Etc. O dano político, porém, é geral. Não absolve ninguém.

De cara, os presidenciáveis de sempre – uma geração em fim de carreira, distribuída nos principais partidos – já foram citados e estão na condição que o falecido Antonio Carlos Magalhães considerava a mais letal a um político: ter de se explicar. Têm tentado, mas encontram compreensão apenas entre colegas.

Isso explica o ressurgimento do voto em lista fechada exatamente neste momento em que os políticos temem o contato com as ruas. Trata-se de poupá-los do cara a cara com o eleitor. Este votaria apenas na legenda, ficando o encargo de preencher a lista por conta do próprio partido – ou por outra, dos caciques do partido.

É piorar o que já não é bom. O argumento dos que querem as listas fechadas é de que criam um elo mais forte entre eleitores e partidos. Vota-se no partido, não em candidatos. Em tese, sim, mas com esses partidos? De quebra, a novidade os reduziria – há hoje 35 legendas, 28 com assento no Congresso, o que faz com que cada votação seja precedida de um imenso toma lá dá cá.

Mas, se houvesse mesmo interesse em reduzir o número de partidos, bastaria extinguir as coligações nas eleições para deputado.

O que se contempla, neste momento, é uma desesperada tentativa de sobrevivência da velha política, diante da renovação compulsória que o fenômeno da Lava Jato vem impondo.

O strip-tease moral é avassalador e, quando se pensa que já se viu tudo, surge outro escândalo com conexões políticas: a carne envenenada. Atinge em cheio o setor mais produtivo do país, o agronegócio, responsável, de algumas décadas para cá, pelo superávit da balança comercial.

O escândalo é localizado, no segmento carne, mas suas consequências, não: desmoralizam as certificações oficiais do Brasil indistintamente, com reflexos profundos nas exportações.

De quebra, outro problemão para o presidente Temer: seu recém-empossado ministro da Justiça, Osmar Serraglio, estaria envolvido na história, acusado de apadrinhar um dos mafiosos. Mesmo inocente, terá dificuldades de ordem moral e política para prosseguir no cargo. E assim caminha o governo, num entre e sai de ministros, respingados pela lama da corrupção. Antes assim.

A Lava Jato chega ao terceiro ano e não tem data para terminar. O país oficial continua no banco dos réus.

19 março 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

19 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

RECORDAR É SE RIR-SE (OU TER RAIVA…)

O vídeo abaixo foi feito no ano de 2015, durante entrevista que Lapa de Cínico deu a blogueiros amestrados e bem pagos.

Num era bem entrevista. Era apenas mais um comício em recinto fechado preparado pela marquetagem bandida dos vermêios.

A encenação fazia da parte da montagem do cenário para que a então presid-Anta Vaca Peidona, vulgo Dilma Rousseff, propusesse a reforma da Previdência Social.

Nos mesmos termos da reforma que Michel Cara-de-Tabaca quer fazer nos dias de hoje, aumentando a idade de machos e fêmeas para fins de aposentadoria.

Atentem para a rápida e quase inaudível risadinha do baba-ovo, do xeleléu, do corta-jaca, do puxa-saco, do xaleirador, do carrega-tralha, do bajulador que está na platéia de antinhas descerebradas.

19 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

SONHOS

A Lava-Jato chegou pra ficar. Não tem mais como dar chabu. Estourar fora do esquema. Como é uma operação de limpeza, montada exclusivamente para peitar altas expressões do poder econômico e social do país, que desviaram bilhões dos cofres da Petrobrás e de outros cantos, tomara a Lava-Jato possa realizar o sonho dos brasileiros. Jogue o imprestável pro lixo. Elimine finalmente a sujeira que emporcalha a imagem brasileira.

O bom é que a Lava-Jato não se curva, não se humilha perante o poder. Não abre as pernas para quem se julga a autoridade onipotente. Dona de tudo. Até da moral dos mais fracos.

Pelo andar da carruagem não tem mais justificativa saudável que faça a maior rede de investigação contra a corrupção desaparecer do mapa. Dar no pé. Pelo menos até os próximos anos, quando sentir a barra pesada ficar limpa das tranqueiras. De cabo a rabo.

Ao completar três anos de atividade e efetiva investigação, a Lava-Jato foi longe. Ultrapassou expectativas. Pulou barreiras, outrora impenetráveis. Deixa políticos, empresários e doleiros em polvorosa. Com medo de receber a surpreendente visita matinal da Polícia Federal.

Receber o inesperado convite dos gentis policiais para dar uma voltinha no famoso camburão preto da instituição. Compete à Polícia Federal justamente a responsabilidade pela manutenção da segurança pública na preservação da ordem, da inalterabilidade e integridade dos brasileiros de caráter, dos bens e interesses da União.

A delação premiada foi um achado que deu certo. Foi uma invenção bombástica que deu pano pra mangas para abrir o bico de imprudentes bandidos de colarinho branco. Escancarar os arquivos de desonestos que só pensam no próprio bolso. Em detrimento do interesse coletivo. Desaferrolhar o cofre de personalidades que se julgavam inatacáveis, com direitos invioláveis para responder denúncias ou processos em instâncias inferiores. Diante de o foro privilegiado afastar, dificultar o assédio policial nas investigações.

Não é mole. Descortinar o palco de grandes empreiteiras super organizadas em poderoso cartel, destinado a pagar polpudas propinas a escolhidos felizardos, recebendo em troca bilionários contratos, maquiados com superfaturamento, é coisa do outro mundo.

Mas, parece que o Brasil desse tempo morreu. Foi pras cucuais. Tudo indica que a juventude atuante na Justiça tem outro pensamento. Mais real, justo e prudente. Não exibe mais aquela idiota sensação de falsa Justiça que só existia para acobertar a grandeza social. Punindo apenas o povão.

O STF está de prontidão para analisar a enxurrada de denúncias de supostos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro doado para fins eleitoreiros.

Pena que por falta de estrutura nos órgãos judiciais teme-se não zerar tanto cedo as pendências. Fiquem algumas engavetadas por um bom tempo. Correndo o risco da prescrição de crimes. Retardando o prazer do brasileiro em ver muito rato de colarinho branco atrás das grandes. Pagando criminalmente pelos erros cometidos. Ressarcindo integralmente ao erário público, com juros e correção monetária, o produto dos roubos praticados contra o patrimônio nacional e do povo que se julga, com razão, injustiçado, diante de desastrosas injustiças.

Todavia, se sobra tanta grana para a roubalheira faltam explicações ao povo que padece na fila de hospitais carentes de recursos para prestar boa assistência médico/hospitalar a quem precisa e não tem condições de pagar os caros planos de saúde.

19 março 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

19 março 2017 DEU NO JORNAL

E AINDA TEM CAPADÓCIOS QUE SÃO CONTRA…

* * *

E ainda tem neguinho (inclusive aqui no JBF) que é contra a Lava Jato, contra os procuradores que botam pra fuder e contra o arrochante juiz Dr. Sérgio Moro.

É phoda ouvir os tolôtes que estes capadócios cagam pela boca!

Parabéns aos sofridos funcionários do Rio de Janeiro, sobretudo aos aposentados, a turma da terceira idade.

Saim do sufoco, tirem a barriga da miséria e façam bom proveito dos caraminguás que receberam.

19 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT


ZÉ, O MENINO QUE VENDIA GIA

 Zé exibe um dos seus troféus

A chuva continuava caindo e, embora não dissesse nada para ninguém, na sua linguagem apropriada parecia dizer: “vou demorar a passar” – e, fina como um cabelo, se deixava tanger pelo vento, parecendo cair na horizontal.

Durante o dia e boa parte da noite anterior, choveu de forma mais intensa. As galerias pluviais receberam mais água, os reservatórios subiram o volume e os animais e insetos que ali se abrigavam para viver e se reproduzir começaram a se incomodar. A fuga foi quase imediata.

Era isso que Zé queria. O tempo era propício para o que considerava ser o “seu trabalho”: voltar a ganhar o apelido de “maior pegador de gia” do Jardim América, um bairro de Fortaleza, que existe como se fora uma divisória entre os diversos bairros suburbanos da zona leste e zona central da capital cearense.

Menino pobre que enfrentava necessidades mil, que ainda tinha a virtude de ser honesto, mania abestalhada e retrógrada que lhe passaram os pais. Trabalhava incansavelmente para ajudar a levar o sustento para casa – e, estranho, nem ele nem seus pais viam alguma coisa relacionada à escravidão ou exploração infantil. Mais uma das frescuras atuais das gerações nem-nem. Assim era o Zé.

Gia do “papo vermelho” de alto valor nutritivo e comercial

“As rãs possuem importância econômica por possuírem carne muito apreciada pelo homem, além de serem historicamente empregadas nas pesquisas biológicas, farmacêuticas e medicinais como cobaias. Diferente dos sapos, que pertencem a família dos Bufonidae, as rãs comestíveis são aquelas espécies que possuem peso acima de 50 gramas quando adultas. No Brasil, existem várias espécies de rãs de grande porte, que pertencem a família Leptodactylidae (rã-manteiga, rã-pimenta, gia, etc.). No Peru existe a famosa rã do lago Titicaca, que pertence a família Pipidae. A maior rã do mundo Rana Goliath vive exclusivamente nas florestas da Mauritânia (África), pertence à família Ranidae.

As espécies da família Ranidae (inclusive a rã-touro), se diferenciam das espécies da família Leptodactylidae (dedos terminados em ponta) por possuírem membranas natatórias entre os dedos, (tipo pé-de-pato). A Rana catesbeiana é originária da América do Norte, mas foi introduzida no Brasil por empreendedores que viram nesta espécie grandes potencialidades comerciais pelas qualidades nutricionais e sabor delicado de sua carne. Fonte(s):.ufv.br/dta/ran/rana (Transcrito do Wikipédia)

Zé, apesar de criança na faixa de 12 anos, “pegou tino de vendedor” no sofrimento diário que a vida lhe impôs. Cedo aprendeu a distinguir o bem do mal, e o bom do ruim. Sempre andou pelo caminho reto – por isso, os pais não tinham qualquer tipo de preocupação com ele. Tinhoso, Zé cuidava detalhadamente daquilo que lhe rendia algum tipo de lucro.

Os anos 50 e 60, em Fortaleza, eram diferentes desses mesmos anos no interior do Estado, sempre convivendo com a seca que tangia o sertanejo e lavrador para a capital à procura da sobrevivência. Chovia regularmente em Fortaleza e, às vezes, chovia além do necessário. Partes da cidade sofriam com alagamentos e a ausência de esgotos e drenagens para as águas pluviais.

Foi aí que a Prefeitura descobriu a necessidade de “canalizar” o Jardim América e bairros adjacentes, a fim de livrar a população de alagamentos e prejuízos materiais. Construiu um canal, e para ele dirigia a água das chuvas. Galerias médias e grandes foram construídas. E era exatamente nessas galerias que Zé “escondia as gias”, sua principal fonte de renda.

Gia grande do papo vermelho sendo “preparada”

“Pelophylax Fitzinger, 1843 é um género de rãs da família Ranidae com distribuição natural alargada na Eurásia, desde a Península Ibérica ao Extremo Oriente, e com algumas espécies no norte de África. O género agrupa as rãs com vida predominantemente aquática e coloração em geral esverdeada, o que lhes mereceu os nomes comuns de rãs-aquáticas e rãs-verdes. O taxon foi inicialmente proposto por Leopold Fitzinger, em 1843, para acomodar as rãs do Velho Mundo que considerava distintas das rãs-castanhas do género Rana proposto por Carl Linnaeus. Esta distinção foi rejeitada pela maioria dos taxonomistas dos séculos XIX e XX, mas o recurso às técnicas da filogenia molecular confirmou que a semelhança morfológica entre os grupos se deve essencialmente a convergência evolutiva, não constituindo um grupo monofilético com Rana. Dependentes da presença de água doce, as espécies deste géneros ocorrem numa vasta gama de habitats, desde ambientes húmidos nas regiões temperadas e temperadas frias a oásis em desertos.” (Transcrito do Wikipédia)

Gia gigante preparada à moda milanesa consumida como tira-gosto

Nesse mesmo período, em Fortaleza, mais precisamente no bairro Montese, localizado ao lado do Jardim América, foi inaugurado um colégio para o ensino médio (naqueles tempos, cursos primário, ginasial e científico), onde a maioria do corpo docente era formada por padres – e, entre esses, um considerável número de holandeses e de nascidos em outros países da Europa.

Não demorou muito e Zé descobriu que os padres holandeses apreciavam a carne de gia. Arrumou e consumou uma seleta freguesia. Provavelmente para manter o “fornecedor” sempre perto deles, os padres até conseguiram convencer Zé a estudar e lhe ofereceram uma Bolsa de Estudos com gratuidade total. Juntaram o útil ao agradável.

Rã de criatório (ranário) tem larga aceitação

Sou pai de cinco filhos. Quatro moças e um rapaz – aliás, já contei isso aqui. O primeiro casamento me deu duas filhas, ambas nascidas no Rio de Janeiro, mais precisamente em Bento Ribeiro. Fomos vizinhos próximos do “Ronaldo Fenômeno”. As outras duas, nascidas do segundo casamento, são maranhenses de São Luís. Dos cinco filhos, o rapaz é o caçula. Seria coincidência que, por algo que não consigo explicar, ele resolveu se graduar em Nutrição?

Quando tinha por volta dos 8 meses de nascido, contraiu uma forte gripe e pensávamos que seria por conta da dentição que começara. A gripe ficou mais forte e demorada, e tivemos que leva-lo a um hospital. Por coisas que a gente não conseguiu entender, no hospital, ele contraiu uma infecção intestinal que praticamente destruiu com a flora intestinal dele, quase levando-o ao óbito.

Depois de amenizada (e provavelmente curada) a infecção, foi prescrita uma rigorosa dieta alimentar à base de duas carnes: rã e coelho. Daí o meu interesse pessoal por esse alimento exótico – e quase me transformo num criador do “bicho”, pois comprar três ou quatro quilos em fornecedor especializado acabava ficando muito oneroso.

Rã (ou gia de outra espécie menor) preparada como refeição principal

19 março 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

AGRONEGÓCIO É DEMONIZAÇÃO!

Comentários sobre a postagem TÃO MAGNÍFICO QUANTO ELE ! ! ! ! !

Carlos Mendes:

1) De tudo o que rolou hoje por aqui, uma coisa me ficou na mente e chega a ser assustador: esses petistas são mesmo muito perigosos e esquizofrênicos. Pessoas que são capazes de ficar contra quem denuncia a venda e comercialização de carne podre!

E isso só pelo fato de tal denúncia poder vir a afetar as imagens do ex-presidente e da ex-presidente que concederam muitas facilidades aos frigoríficos envolvidos! Não estão nem aí para a saúde do povo, tudo o que lhes importa é a imagem do Lula, é livrar a cara do partido. E ainda que sejam as siglas PMDB e PP as primeiras envolvidas na sujeira e as que foram mencionadas pela imprensa, não deixam barato.

No fundo sabem que de uma forma ou de outra o PT está igualmente envolvido com mais essa sujeirada toda. Por isso, mais uma vez, vociferam contra a PF, gritam contra tudo o que signifique combate à corrupção. Na verdade eles petistas são a alma e o corpo de tudo o que há de errado no Brasil atualmente! Destarte, detestam quem combate o erro. Combate ao erro = combate ao PT.

* * *

Reparem o que disse um conhecido blogueiro e jornalista defensor de Lula e do petismo: “Só um país burro permite que uma operação espalhafatosa coloque em risco uma cadeia produtiva que exporta US$ 15 bilhões por ano“.

Agora eles se mostram preocupados com o que representa o agronegócio perante a nossa balança comercial!

Essas pessoas são muito mais sinistras do que qualquer pessoa razoável possa imaginar. Como alguém já se colocou hoje por aqui, peço também licença para pedir: Libera nos Domine, meu Deus, do cinismo dessa gente.

* * *

Todos sabem que para os petistas o agronegócio brasileiro é motivo de demonização, aliás, todos sabem que para os petistas nunca importou se esse setor produtivo tantas vezes salvou a economia nacional de fechar o ano no vermelho. Isso anos após anos. Porém agora são os primeiros a gritar contra a ação institucional da PF. O que há por trás de tanta histeria por parte dos petistas? Algo mais não cheira bem nessa podridão toda.

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19 março 2017 FULEIRAGEM

JULIO – CHARGE ONLINE

19 março 2017 REPORTAGEM

DILMA NO PAÍS DA FANTASIA

A ex-presidente Dilma Rousseff não se emenda. A petista insiste numa cantilena antiga para não responder aos atos que cometeu no passado, como se pouco ou quase nada fosse responsável pela ruína econômica, ética e política que ela própria legou ao País. Uma pilhéria. Depois da batida retórica de que o processo legítimo do impeachment sacramentado no Senado foi um golpe, Dilma usa novamente o discurso da vitimização para tentar escapar do alcance dos tentáculos da lei. Pior, suas idéias não correspondem aos fatos. Fala pelos cotovelos em palestras além-mar como se vivesse num mundo paralelo, o da fantasia, como Alice. Em recentes intervenções, a petista, integrante da lista de Janot e cada vez mais encalacrada no processo que analisa a cassação da chapa que venceu a eleição presidencial em 2014, tentou imputar às forças e corporações que combatem a corrupção no País – em especial à força-tarefa da Lava Jato – a pecha de que são meros instrumentos de luta política e ideológica contra inimigos e opositores. Ao perceber que a mácula não colou nas equipes que investigam os vultosos desvios de dinheiro impostos por agentes do PT à Petrobras, pois havia por trás da declaração dela a tentativa de salvar a própria pele, Dilma agora quer reunir num mesmo balaio todos os políticos que receberam apoio financeiro, inclusive aqueles que declaram as doações ao Tribunal Superior Eleitoral. A estratégia dela não é mais que um disparate, ao querer defender a ideia de que a corrupção é sistêmica, ou seja, está em todos os poderes, e que todos têm o mesmo grau de responsabilidade.

AMNÉSIA DE DILMA

Os devaneios não param. Não param, não. Em recente viagem por Genebra, na Suíça, Dilma, que, pasme, arriscou dialogar em francês num programa de televisão, – não bastasse tanto maltratar o idioma pátrio – , tornou a se defender das acusações de Marcelo Odebrecht de que não só sabia do pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores bem como também consentiu a prática criminosa. Porém, dessa vez, com menos ênfase na sua defesa e usando um novo expediente: de dividir o delito que praticou o PT ao longo dos 13 anos que ficou no poder com todos os agentes da política brasileira. “O sistema político brasileiro vai ser investigado, mas nenhum partido apenas pode ser chamado de corrupto. Duvido que vão continuar dizendo que o PT é corrupto. Porque não sobra ninguém nos outros”, vociferou ela, como se tivesse esquecido que foi o PT quem sistematizou o maior esquema de corrupção da história do País.

Dilma é suspeita de comandar a captação ilegal de R$ 50 milhões da Odebrecht para sua campanha, coordenada pelo publicitário João Santana

Felizmente, não é assim que pensam as autoridades. Responsável por colocar em julgamento a ação proposta pelo PSDB no TSE, com foco na arrecadação de verba para a campanha de Dilma em 2014 – essa sim, uma prática com fortes indícios de lavagem de dinheiro – o presidente daquela corte eleitoral, ministro Gilmar Mendes, chegou a afirmar para a imprensa que as doações por meio de caixa dois podem não configurar corrupção. Definitivamente, não foi o caso da campanha petista. Três gráficas que não fizeram por merecer a fortuna de R$ 52 milhões pagas pelo PT não conseguiram comprovar até hoje que tipo de serviço prestaram à campanha de Dilma Rousseff à reeleição em 2014. Tudo indica que a VTPB, Focal e Red Seg são empresas de fachada e serviram de ponte para o pagamento de propinas do Petrolão por meio do caixa um, aquele declarado ao TSE, como doação legal.

ELA SABIA DE TUDO

Não é somente sobre esse fato que se debruçam os investigadores. Em sua delação premiada, Marcelo Odebrecht contou como participou pessoalmente da negociação de um pagamento de um caminhão de dinheiro à campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010: um total de R$ 50 milhões em propinas da Braskem em troca de benefícios fiscais para a petroquímica. Os valores sairiam do caixa dois da Braskem no setor de operações estruturadas, nome pomposo para o departamento de propinas da Odebrecht. Marcelo relatou que tratou de propina com Dilma Rousseff em um encontro que teve com ela no México. Segundo o empresário, ele avisou que os pagamentos feitos ao marqueteiro João Santana estariam “contaminados” porque partiram de contas que a Odebrecht usava para pagar propina. Ou seja: Dilma sabia do que estava acontecendo, ao contrário do que sempre negou com veemência. O episódio narrado pelo príncipe-herdeiro da maior construtora do País é a demonstração cabal do envolvimento de Dilma Rousseff, não por acaso uma das integrantes da Lista de Janot encaminhada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot ao STF e à primeira instância, situação em que ela se enquadra por não ter privilégio de foro.

QUEM BANCA?

Em seu paraíso particular, no qual a acompanha somente uns gatos pingados de uma turma de bajuladores, Dilma é incapaz de realizar qualquer tipo de autocrítica. À plateia estrangeira, que inacreditavelmente ainda a leva a sério, Dilma Rousseff ainda mencionou duas supostas “tramas” para, pasme, afastar Lula de uma possível nova candidatura à Presidência da República: a adoção do parlamentarismo e o adiamento das eleições de 2018. Não tem pé nem cabeça. Nenhuma das duas propostas se encontram na agenda do dia no Congresso ou fora dele. Por falar nisso, convém perguntar: qual é a agenda da ex-presidente destituída? Com que objetivo ela é cumprida? E, principalmente, quem a banca?

Transcrito da Revista Isto É

19 março 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

FRANÇA MENEZES, UM FILÓSOFO DO BOI VELHO

França foi como quase todos dali, também agricultor, depois dono de bodega e finalmente vereador na cidade de Ouro Velho. É sobrinho de Cabôclo Ferreira, primo de Joaquim Menezes e de Cabôco Ferreira .

França, tinha aquela têmpera de sertanejo feito pra durar eternamente mas teve que viajar  há uns seis  meses atrás, isso com  mais de noventa e seis anos. Semi-analfabeto, nunca deixou sem resposta qualquer que fosse a pergunta a ele dirigida .

As suas respostas carregadas de refinado humor, ainda divertam aos que o procuravam. Proprietário de uma padaria, foi o continuador da fabricação das famosas “BOLACHAS MENÊS” que foram inventadas por uma sua tia, juntamente com  uma vizinha, chamada Madalena Nunes, tia de meu pai.

As famosas “BOLACHAS MENÊS” como são chamadas vêm de uma tradição que já dura quase um século. São um produto genuinamente Ourovelhense e a sua fórmula é tão secreta quanto a da coca cola são fofas e adocicadas contendo um forte sabor de canela e cravo, ir a Ouro Velho e não provar as tradicionais bolachas Menês, é um sacrilégio tão grande quanto ir à Roma e não ver o Papa. As bolachas “Menês”, são componentes obrigatórios da bagagem de qualquer ourovelhense com destino a outros rincões do país, principalmente São Paulo e Brasília, destino fatal da maioria dos que emigram dali.

Antes mesmo do abraço e da saudação quando chega numa dessas cidades, o ourovelhense  saúda o conterrâneo com um pacote de bolachas nos peitos.

Na década de cinquenta, França era proprietário de uma pequena bodega em Boi Velho, e naquela época, por não existir ainda a luz elétrica no lugar, o consumo de querosene era alto, e todo estabelecimento, tinha uma lata grande de dezoito litros, em cima de um tamborete, com uma torneirinha por onde escorria o líquido que enchia as garrafas dos fregueses.

Um dia, chegou uma pessoa procurando querosene, e França, mandou Sebastião seu filho, ainda menino, encher a garrafa do freguês.

Era dia sete de setembro e, justamente na hora em que Sebastião abriu a torneira da lata e botou a garrafa embaixo, o desfile ia passando na porta da bodega e ele correu pra ver a parada que só ocorria, uma vez por ano.

Bastião ficou lá vendo a festa e nem se lembrou do querosene, que a essa altura já tomava conta de todo o estabelecimento.

França gritou por Sebastião que finalmente lembrou-se da garrafa que havia deixado na boca da torneira.

Correu de volta, e ao entrar na bodega, já foi debaixo de pau!

– Oi pai, porque está dando em mim? Perguntou se fazendo de inocente.

E França:

– Pra você saber que dentro de uma garrafa não cabe uma lata de querosene!

19 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

19 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FAZENDO RAIVA À DIPUTADA MARIA DA NOVENA (VIII)

Esta série é uma homenagem à diputada petralha Maria da Novena, a grande defensora dos Direitos dos Manos em Banânia.

Solicito aos nossos que leitores que mandem aqui pro JBF qualquer notícia onde os bandidos se dão mal, são presos ou, melhor ainda, são eliminados.

Todas serão publicadas.

A banda decente da nação antecipadamente agradece a participação de todos vocês.

Vale até encenação, como esta que está no vídeo enviado pelo leitor fubânico José Crente, de São Paulo, a Terra da Garoa.

19 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

EPITÁFIO

In memorian desses gigantes, grande parte dos quais imigrantes pobres e alucinados por trabalho, cuja obra de suas vidas levou este país a sair da condição de produtor agrário para a condição em que metade do PIB era de produtos manufaturados e com altíssimo valor agregado. Hoje todas as suas empresas, com raríssimas e honrosas excessões, encontram-se fechadas, falidas, em recuperação judicial ou foram vendidas.

BARÃO DE MAUÁ (ESTALEIRO E NAVEGAÇÃO)

DELMIRO GOUVEIA (COTONIFÍCIO e HIDROELÉTRICA DE PAULO AFONSO)

CARLOS DE BRITO (INDÚSTRIAS PEIXE)

JOEL CARNEIRO (AGUARDENTE PITU)

BRENNAND (CIMENTO E VIDRO)

FRANCESCO MATARAZZO

PAVAN & ZANETTI (INJETORAS E SOPRADORAS)

VICENTI FILIZOLA (BALANÇAS)

ANTÔNIO BARDELLA (INDÚSTRIAS METAL-MECÂNICAS)

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19 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

19 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SUPREMO VISUAL BIGODÍSTICO

O cumpanhero Lewandowski, um cabra de excelente caráter, um homem que sabe ser grato e que foi nomeado por Lula para o STF, resolveu dar uma mudança no visual.

Vejam só que lindo ele sentado na sala principal do tribunal, envergando sua imaculada toga e ostentando esta obra prima localizada entre o beiço superior e a extremidade da venta:

Vendo tão encantadora fotografia, me lembrei logo de outro cumpanhero petista, o galã Mercadante, astro principal de vários filmes de Zé do Caixão.

Vejam que coisa linda:

A visão de ambos me trouxe à memória um cabra que trabalhava na feira de Palmares, carregando balaio das madamas, com uma rodilha permanentemente sobre a cabeça e ostentando no fucinho um bigode da porra.

Ele era conhecido pela alcunha de Bigode-de-Escovar-Pinico.

19 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

REFORMA DA PREVIDÊNCIA. ABSURDO DIFERENCIAR OS MILITARES!

Greve da PM no Estado X.

Barbárie se espalhando. Sobe vertiginosamente o número de assassinatos. A população está presa nas suas casas com medo. Nem lá estão seguras. O que fazer? Chamem as Forças Armadas!

Não dá! Depois da reforma da previdência, quando eles foram colocados na vala comum, por questão de justiça, também ganharam os mesmos direitos dos civis. A tropa que iria para o Estado X entra em greve porque o governo disse não ter recursos para pagar as diárias, as horas extras e o adicional noturno a que tem direito.

Mas não é só isso, oficiais, com idade já avançada, não têm vigor para se imporem à tropa. Os cabos e soldados alegam que eles não conseguem acompanhá-los nas missões e os deixarão expostos aos marginais, pois estarão sem comando.

As polícias dos outros estados, sabendo que não serão substituídas, também entram em greve. O caos se espalha pelo país.

Aproveitando-se da situação, o restante das Forças Armadas também resolve parar para reivindicar melhores salários e condições de trabalho. E agora? Aeroportos paralisados, aeronaves clandestinas liberadas para transportar drogas, fronteira ainda mais exposta e chega a notícia de que um país estrangeiro envia sua marinha para tomar as plataformas de petróleo, pois não aceita que o Brasil tenha mar territorial de 200 milhas e alega que o petróleo está em águas internacionais.

Cria-se uma coalizão para invadir e internacionalizar a Amazônia com a desculpa de deter a destruição do “pulmão do mundo”. Divide-se a Amazônia entre as potências mundiais e começa a aparecer o verdadeiro motivo, a mineração e a água.

Convoca-se a reserva? Não existe mais reserva, agora os militares são aposentados e não estão mais mobilizáveis. E mesmo que fossem, estariam muito velhos para qualquer tipo de ação que exige força.

Mandam-se tropas de ocupação da ONU para extinguir as Forças brasileiras e “pacificar” o país.

Cria-se um governo internacional e o Brasil perde a sua identidade. O globalismo esquerdista se completa. O Grande Irmão toma conta.

Exagero?, talvez. Impossível?, não, mas serve para mostrar a importância das Forças Armadas, que muitos põem em dúvida.

Com essa estorinha, pretendo mostrar o porquê de não se colocar os militares na previdência comum. Hoje, para aqueles que não sabem, os militares não têm previdência, têm um Sistema de Proteção Social pago pelos cofres da União. Militar só desconta “previdência” para as pensões das viúvas. E ao contrário do que dizem, ela seria majoritária não fosse depositada na Conta Única da União e sim em uma conta própria, lembrando que o desconto se dá até a morte do militar. E se não têm previdência, como podem ser culpados pelo déficit…da previdência? Grande falácia.

Não há como fazer comparação com o servidor civil, seja ele público ou privado. Militar não se aposenta, não tem hora extra, não tem FGTS, não tem direito de greve, não tem adicional de periculosidade, serve e leva a família para locais sem um mínimo de infraestrutura, não tem insalubridade, não tem 40 horas semanais, não pode ter outro trabalho, não fica mais de dois anos em uma cidade – o que impede o cônjuge de trabalhar para auxiliar na renda familiar -, e tem o menor salário pago pela União.

Além disso, 30 anos de serviço militar correspondem a 45 anos de serviço civil.

Não é sem motivo que a previdência dos militares é diferenciada em todo o do mundo.

Não fosse o desejo das esquerdas de destruir as Forças Armadas para que possam tomar o poder – sim, são os militares que os impedem – e, claro, o puro revanchismo por não tê-las permitido outrora, nem se estaria discutindo tamanha afronta.

Reclamam dos “privilégios” dos militares, mas quem quer ter os mesmos deveres sem a contrapartida dos direitos que eles não têm?

19 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

MAIOR PRAZER

Pra começarmos o domingo em alto astral, um samba excelente, de 1939, composto por Buci Moreira e Miguel Baúso. Interpretado por Carmem Barbosa.

19 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

19 março 2017 REPORTAGEM

O BRASIL DEPOIS DO LULOPETISMO

JUDAS – Manifestantes do grupo “Patriotas”, de Belo Horizonte, queimam boneco do ex-presidente intitulado “Lula jararaca” durante malhação de Judas

A rua que dá acesso a um dos prédios da Justiça Federal em Brasília tinha policiamento reforçado e trânsito suspenso durante a manhã da terça-feira 14. Do lado de fora, um minúsculo grupo que não passava de 30 militantes petistas fazia sua tradicional arruaça, criticava a imprensa e gritava palavras de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, descrito pelo Ministério Público Federal como o “comandante máximo” do esquema de corrupção da Lava Jato. Não se trata de um recurso meramente retórico. Antes de seu governo, é inegável que o chamado presidencialismo de coalizão já havia se corrompido. Seria ingenuidade dizer o contrário. Mas o lulopetismo inovou. Para pior. Muito pior. Estabeleceu um projeto estruturado de corrupção e poder. Graças a ele, o debate de idéias e propostas de interesse da sociedade perdeu totalmente a relevância. Em vez de discutir projetos e submetê-los à uma salutar e democrática disputa política no Congresso, o governo petista instituiu o mensalão. Como atalho para o alcance de vitórias no Legislativo, preferiu comprar o que chamava de 300 picaretas em vez de dobrá-los no argumento ou mesmo no voto. Depois, veio o Petrolão a dilacerar os cofres da Petrobras, e de outras estatais, com desvios destinados a irrigar campanhas de petistas e aliados por meio de um crime quase perfeito: a doação registrada oficialmente na Justiça Eleitoral. Os objetivos também foram sofisticados. Além da perpetuação no poder, a propina encheu cofres e dourou vaidades pessoais num inequívoco propósito de enriquecimento próprio, como se já não bastassem as vantagens políticas.

BANCO DOS RÉUS – Lula chega à Justiça de Brasília, onde prestou o primeiro depoimento como réu, por obstruir a Justiça

O que foi bom para o PT, foi ruim para o Brasil. O esquema criminoso que floresceu durante o lulopetismo é sem dúvida um dos principais responsáveis pela débâcle do sistema político, que a lista de Janot, divulgada na última semana, traz em seu bojo. Corrupção sempre existiu. Desde Cabral. Houve malfeitos em governos passados, seria pueril não reconhecer. Mas a hecatombe ética, política e econômica tem nome e sobrenome. O pai da institucionalização da corrupção como método é conhecido. Agora, com corpinho de 2018, Lula parece que vive em 1980, como se nada tivesse ocorrido de lá para cá. Como se os brasileiros tivessem deletado da memória o que ocorreu nos 13 anos de PT no poder, Lula nutre a vã expectativa de que surgirá impávido dos escombros da Lava Jato, que, pressupõe-se, devastará parte expressiva da classe política. Apresenta-se como salvador da pátria, como aquele que construirá um novo castelo sobre as ruínas de um prédio que ele mesmo ajudou a implodir. Até mesmo a esquerda, hoje carente de propostas e lideranças, ele sufocou. O PT de Lula subjugou à sua influência os outros grandes partidos de esquerda, mantendo-os como satélites e impedindo o surgimento de novas lideranças políticas capazes de discutir o Brasil depois da lista de Janot. A Reforma da Previdência, hoje, é um exemplo disso. Legendas, mesmos as mais alinhadas ao ideário de esquerda, encontram dificuldades para apresentar propostas alternativas ao texto do governo.

A estratégia de antecipar a sua candidatura em 2018 é, acima de tudo, personalista. Foi ardilosamente pensada para pressionar a Justiça a não condená-lo, politizando o que deveria ser tratado somente no âmbito policial e judicial. No íntimo, Lula sabe que uma condenação em primeira instância é favas contadas. Concentra-se para evitar uma derrota na segunda instância, que o tornaria automaticamente um “ficha suja”, tirando-o do páreo eleitoral, mesmo que ele não vá para cadeia. Pelas suas contas, o julgamento derradeiro ocorreria entre abril e junho de 2018, período em que as candidaturas a presidente já estarão postas. Sobretudo a dele. Para não ser limado do processo, lançará mão de um discurso matreiro que já vem sendo embalado aos poucos. O de que irão condená-lo apenas para impedir sua candidatura, quando o que ocorre é exatamente o inverso. E não precisa ser um expert em política para enxergar: Lula antecipa o lançamento de seu nome à Presidência para evitar uma condenação.

ROTEIRO CONHECIDO

CHAMA O LADRÃO – Em três anos de Lava Jato, o PT foi alvo de várias operações da PF no combate à corrupção

Na última semana, ao sentar-se no banco dos réus pela primeira vez, Lula cumpriu o script à risca. Em seu depoimento, o petista voltou a colocar em marcha sua tática de intimidação contra autoridades públicas. Em um dado momento, chegou a exortar a militância petista a processar quem acusasse o PT de constituir uma organização criminosa – fechando os olhos para as graves evidências de desvios de recursos de estatais que abasteceram não apenas os cofres da legenda mas também o bolso de ex-dirigentes partidários, como seu ex-braço direito e “capitão do time” José Dirceu. “Eu tô cansado de ver procurador dizer que não precisa de prova, que ele tem convicção. De juiz dizer que ‘não preciso de prova, eu tenho fé, vou votar com fé’. Eu quero provas, alguém tem que dizer qual é o crime que eu cometi, aonde que eu cometi. Chamar o PT de organização criminosa? Se dependesse de mim, cada deputado do PT, cada vereador do PT, cada militante abria um processo para quem disser qual é a quadrilha”, afirmou ao juiz Ricardo Leite.

Em vez de rebater o mérito das acusações, o petista recorreu ao teatro do absurdo, aquele mesmo criado na década de 60 pelo crítico húngaro Martin Esslin. Interpretou o papel de vítima e fez propaganda política sobre sua trajetória. “Há mais ou menos três anos, doutor, eu tenho sido vítima de quase que um massacre. Eu acho que todos aqui têm dimensão do que é um cidadão que foi presidente da República, que foi considerado o mais importante presidente da história desse país, que saiu com 87% de aprovação de bom e ótimo, que fez com que o Brasil fosse respeitado no mundo inteiro e virasse protagonista internacional, de repente é pego de surpresa por manchete de jornais, por notícias de televisão, todo dia, todo santo dia. No café da manhã, no almoço e na janta, alguém insinuando: ‘Tal empresário vai prestar uma delação e vai acusar o Lula. Tal deputado vai prestar uma delação e vai acusar o Lula. Agora vão prender fulano, agora vão pegar o Lula. Prenderam a Odebrecht, vai delatar o Lula. Prenderam a OAS, vai delatar o Lula. Prenderam Bumlai, vai delatar o Lula. Prenderam o Delcídio, vai delatar o Lula. Prenderam o papa, vai delatar o Lula”, discursou, esquecendo-se que a plateia não era de militantes, como de costume, mas de autoridades jurídicas.

SEM SUCESSORES – Em quase quarenta anos de PT, Lula não deixou sucessores. O atual presidente Rui Falcão (esq) está “queimado” e JoséDirceu (dir) na cadeia

Ainda mais surreal foi a resposta dada à questão sobre o seu salário. Disse que recebe aposentadoria, no valor de “uns R$ 6 mil”, mais benefícios de sua mulher, Marisa Letícia, que morreu no mês passado, em decorrência de um AVC. “Acho que pode botar uns R$ 50 mil, estou tentando chutar”, disse Lula. As fontes de renda do petista são tão variadas, e são tantos os “amigos” a bancar-lhe, que nem ele consegue saber mais ao certo quanto pinga mensalmente em sua conta. Dois dias depois, soube-se que somente por meio de sua empresa de palestras, o ex-presidente recebeu R$ 1 milhão em 2015, o equivalente a quase R$ 80 mil por mês.

Durante a audiência, o juiz Ricardo Leite, aparentemente, não se deixou iludir pela proverbial oratória do petista. Quando o ex-presidente entabulava a ladainha palanqueira, o magistrado logo o fazia voltar às questões objetivas da ação penal. Como quando questionou Lula sobre as acusações da delação do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e perguntou se o ex-presidente tratou da compra do silêncio do Cerveró em reuniões no Instituto Lula, com o ex-líder do governo.

O caso sobre o qual Lula foi ouvido corresponde à acusação mais leve que pesa contra ele na Lava Jato: a de ter comandado uma organização criminosa montada para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. É só a primeira de uma série de ações penais em andamento contra o petista. Seu segundo depoimento como réu, desta vez perante o juiz federal Sérgio Moro, está marcado para 3 de maio, em Curitiba, no processo em que é acusado de corrupção passiva pela reforma feita pela OAS no tríplex do Guarujá. Na tentativa de intimidar Moro, o depoimento promete ser quente também do lado de fora da sala de audiências. Entidades alinhadas ao PT pretendem levar 50 mil pessoas ao prédio da Justiça Federal em Curitiba. Como se o ex-presidente estivesse acima da lei e não pudesse, como qualquer outro brasileiro, ser interrogado. A segurança no local deve ser reforçada para evitar confusão.

NAS MALHAS DA LEI – Em sua estratégia, Lula inverte os papeis e processa o juiz Sergio Moro

Apesar de Lula se apresentar à Justiça como uma vítima de investigadores malvados, faz parte de sua tática de intimidação a abertura de um sem-número de processos e representações contra autoridades. Uma das mais recentes é uma ação em que o petista pede indenização por danos morais ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, em razão da denúncia envolvendo o tríplex do Guarujá. Lula quer que Dellagnol lhe indenize em R$ 1 milhão. Em defesa do procurador, a Advocacia-Geral da União expressou bem as reais intenções do petista: “Ao tentar fazer o réu responder a uma ação com pedido de indenização exorbitante, o autor visa interferir nas decisões e medidas adotadas no âmbito da Operação Lava Jato, criando um receio generalizado de que as ações legítimas contra o autor estarão sujeitas a fortes reações. O verdadeiro fim é intimidar e retaliar, e não compensar o dano moral dito abalado”. Os advogados de Lula também processaram o delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, por ter apontado em um relatório que o petista seria o “amigo” das planilhas da Odebrecht que detalhavam o recebimento de valores ilícitos. A ação pede o pagamento de R$ 100 mil por danos morais. Em pouco tempo, porém, todos saberão oficialmente que o codinome “amigo” se devia ao seu bom relacionamento com o patriarca da família, Emílio Odebrecht.

OFENSIVA INÓCUA

O Procurador Deltan Dallagnol

Contra o juiz federal Sérgio Moro, as ofensivas também se acumulam. Em dezembro, a defesa do petista protocolou reclamação disciplinar no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra Moro, acusando-o de vazar informações sigilosas e de desvio de função por comentar, em tom crítico, a ação movida por Lula contra o delegado da PF. Também protocolaram uma queixa-crime contra o juiz federal no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, acusando-o de abuso de autoridade. No processo, os advogados de Lula pediam a suspensão das funções de Moro, por determinar no ano passado a condução coercitiva do petista, e a busca e apreensão em sua residência. Ou seja, Lula acha que deve ser submetido a um regime especial, não pode ser investigado e que qualquer decisão de Moro contra seria abusiva.

Na ausência de justificativas plausíveis para as benesses obtidas de empreiteira, Lula prefere partir para o ataque. Por ora, não tem surtido efeito. As palavras do juiz Sérgio Moro, após ser alvo de críticas por ter autorizado a condução coercitiva de Lula, traduzem bem o estado de ânimo de integrantes da Lava Jato e magistrados de qualquer instância: “Aqui, até o príncipe está sujeito à lei”. Que assim seja.

A tática de intimidação

Ex-presidente Lula trabalha para acuar autoridades e tentar sobreviver às graves denúncias de corrupção

Candidatura

Lula antecipou a disputa das eleições de 2018 para se apresentar como um perseguido da Justiça caso seja condenado e tentar politizar os processos judiciais para pressionar as autoridades a não puni-lo

Mídia

O ex-presidente tem movido ações contra veículos de imprensa e jornalistas, além de ser acompanhado em eventos por militantes que tem como um dos papeis intimidar os profissionais de comunicação e dificultar o exercício da profissão

Dallagnol

Lula pediu indenização de R$ 1 milhão em ação de danos morais contra o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. AGU diz que processo é para “intimidar e retaliar”

Moro

O petista também apresentou diversas medidas contra o juiz federal Sérgio Moro, como uma representação no CNJ e uma queixa-crime no TRF-4, alegando ser perseguido

Delegado

Lula processou até mesmo o delegado da Polícia Federal Filipe Pace por ter escrito em um relatório da Lava Jato que o petista era o “amigo” das planilhas da Odebrecht, alcunha que se devia à sua amizade com o patriarca Emílio Odebrecht

Audiências

Os advogados de Lula procuram o confronto verbal com os juízes, sobretudo Moro, nas audiências em que testemunhas do ex-presidente são ouvidas. Fazem de tudo para desestabilizar o juiz e depois dizerem que o objetivo dele é perseguir o ex-presidente, o que não é verdade. O juiz só não permite que os advogados tumultuem as audiências

Transcrito da Revista Isto É

19 março 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

RECIFE & MANHATTAN

O problema urbano apresentado no filme Aquarius, de Kleber Mendonça, parece uma cena bucólica diante do que vou contar. Pois, o que se pretendia demolir ali (no filme) era um pequeno e antigo prédio de três andares; enquanto o que vou relatar trata-se de um grande edifício. Em 1969 estive “hospedado”, na condição de turista-mochileiro, na Praça de Boa Viagem. Um lugar agradável, arborizado, com bancos para sentar, dormir e palestrar. Uma beleza! Para chegar na praia, bastava atravessar a rua e de lá a vista da praça ficava mais bonita ainda: o arvoredo, a igrejinha ao fundo, e do lado esquerdo um edifício moderno, de uns 10 andares, fazendo a curva na esquina da praça com a avenida. Era um hotel de luxo (o Hotel Boa Viagem).

Voltei à praça 30 anos depois e não encontrei o edifício. No lugar dele encontro um espigão de uns 40 andares. Do lado direito, encontra-se outros espigões do mesmo tamanho. A praça ficou espremida entre uma enorme fileira de edifícios altíssimos que se estende pela orla de lado a lado. Desnecessário dizer que esse novo entorno desfigurou a praça, deixando-a mais acanhada, limitada pelos altos edifícios. É o preço inevitável que se paga pelo progresso, dizem alguns. Mas será que vale a pena? A desfiguração urbana provocada causou alguma melhoria na paisagem?; a qualidade de vida daqueles recifenses teve alguma melhoria? Esta mudança na paisagem da orla de Boa Viagem já vinha acontecendo bem antes de minha estadia como turista-mochileiro. Em 1960 o poeta e cronista Paulo Mendes Campos esteve hospedado por lá e escreveu uma crônica, publicada na revista “Manchete”, exatamente sobre a altura dos edifícios que começavam a pipocar no lugar de prédios já de bom tamanho. O que ele disse?: “Alguém poderia imaginar a municipalidade de Roma permitindo que se construíssem arranha-céus nas áreas que restam da cidade antiga? Em Boa Viagem se comete um desvario parecido. Não se trata de ruínas ilustres, mas de um patrimônio social que seria preciso preservar e transmitir intato às gerações. Pois essa mensagem de vida, de beleza e graça está sendo devastada pela ganância imobiliária, repetindo-se na praia pernambucana a estupidez grosseira que arrasou Copacabana em vinte anos. Os primeiros edifícios de apartamentos saltam com despudor agressivo da orla marítima”.

Constatado o estrago feito na paisagem urbana, ele parte para a denúncia e advertência: “O crime vai sendo praticado sem que os habitantes de Recife acreditem que se possa fazer ainda alguma coisa para evitá-lo. A andar nesse passo, o Brasil acabará aleijado, natural e exuberante nas áreas que o homem não atingiu, e confinado e imprevidente nas concentrações humanas. Tanta imprevidência, tanta falta de respeito pelos que ainda não se fizeram adultos, é de dar muita pena e muita raiva. Estragar Boa Viagem é envenenar as águas de uma fonte pura”.

Mais 10 anos se passam e retorno ao Recife para matar saudades. Flanando pelo centro velho, deparo estarrecido com duas torres enormes, de 42 andares. “São as torres gêmeas” em total desacordo urbanístico com o Cais de Santa Rita, onde estão instaladas. A motivação dessa ganância imobiliária é óbvia: adensamento da população, valorização do custo dos imóveis, aproveitamento da infraestrutura viária etc. E quanto a beleza e conforto urbano? Será que haverá lucros aí também? O desejo e a preferência pelos altos edifícios nas grandes (e agora também nas pequenas) cidades brasileiras vêm sendo criticadas desde princípios do século passado. Em 1927 Pirandello esteve no Rio de Janeiro e foi entrevistado por Sergio Buarque de Holanda. Conversa vai e vem, e ele foi solicitado a dizer o que está achando da cidade. Sua resposta foi uma advertência aos cariocas que, ao seu ver, estavam imitando sem necessidade a cidade de Nova Iorque: “Os arranha-céus no Brasil provêm de um erro profundo. É injustificável e lamentável numa terra rica de espaço esse sistema de construções que em outras cidades, em Nova Iorque, por exemplo, tem sua explicação e sua razão de ser. No Rio de Janeiro a existência dos arranha-céus não tem sentido. É uma imitação. As formas de arte não resultam de uma vontade. Não há forma de arte intencional. E, por isso mesmo, os vossos arranha-céus, que não correspondem a uma necessidade, que não surgem espontaneamente da terra, são necessariamente uma expressão falsa de arte. Penso muito que, de um modo geral, a arquitetura no Rio é quase uma ofensa à paisagem. Deve-se procurar sempre uma linha correspondente à da natureza” (¹).

Agora há pouco, em 10/1/17 (), falamos aqui sobre a origem histórica comum de Recife e Manhattan e mostramos a semelhança geográfica. (clique aqui para ler) As imagens poderiam servir para não seguirmos no mesmo caminho. Será que estamos condenados a copiar inclusive os defeitos das grandes metrópoles?

* * *

(¹) Entrevista conduzida por Sergio Buarque de Holanda e publicada n’O Jornal (RJ), 11/12/1927. (reproduzida n’ O Estado de São Paulo, 31/12/1988)

19 março 2017 FULEIRAGEM

SANTO – CHARGE ONLINE

JORGE – NATAL-RN

Garboso editor.

Na opinião desse fuderoso jornal, Lula merece receber dos seus futuros colegas de cela uma DILATAÇÃO PREMIADA?

Afinal, depois de passar “anus” fudendo o fiofó dos brasileiros, não seria justo que deixe de ser enrabado na prisão.

R. Primeiramente, antes de mais nada, quero responder logo a pergunta que você mandou:

Merece! Lula merece mesmo uma “dilatação premiada”.

Meu caro, já me xingaram de tudo quanto é nome nesta gazeta escrota.

Mas ser chamado de “garboso” foi a primeira vez.

Fiquei ancho que só a porra!

Brigadão mesmo!

Quanto à “dilatação premiada“, eu achei uma expressão da bixiga lixa esta que você criou.

Tá arretada.

Dizem que Lula andou dilatando o rabo de um menor quando estava enjaulado. Naquele tempo o termo “pedofilia” não era nem conhecido.

E o caso passou à história da sacanagem banânica com o título de “O Menino do MEP“.

Aliás, é importante salientar que a revelação deste fato escabroso foi feita por um cumpanhero petralha, que abandonou as fileiras do bando por não aguentar mais a fedentina.

Trata-se de um caso raríssimo: um militante vermêio que abre os olhos e fica indignado.

Vejam a notícia de novembro de 2009:

“O cientista político e ex-militante petista César Benjamin fez acusação contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, Benjamin afirmou que Lula tentou abusar sexualmente de um colega de cela, quando esteve preso no Dops, em 1980.

César Benjamin e Lula

De forma que, meu caro leitor, já que Lula andou “dilatando” rabos na prisão – como uma espécie de ensaio pra dilatar o furico de todos nós, os brasileiros -, seria ótimo que ele sofresse, além da delação premiada, uma dilatação premiada quando estiver, em breve futuro (que Deus nos ouça!) atrás das grades em Curitiba.


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