30 abril 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

30 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PRECISAMOS DE CONFIRMAÇÃO

Pedimos ao querido colaborador fubânico Ceguinho Teimoso, especialista em descobrir montagens sacanais na internet, que nos confirme se este vídeo é verdadeiro.

As imagens, segundo se diz, foram feitas na Avenida Paulista, durante a greve vagabundal da sexta-feira passada.

Aguardemos o pronunciamento do nosso estimado amigo.

30 abril 2017 FULEIRAGEM

FRAGA – CHARGE ONLINE

30 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

BELCHIOR ENCANTOU-SE

Encantou-se ontem à noite o cearense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes.

O querido cantor e compositor Belchior.

O JBF presta uma homenagem ao artista oferecendo aos nossos leitores uma de suas mais conhecidos composições.

Belchior (Out/1946 – Abr/2017)

30 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

30 abril 2017 REPORTAGEM

OS SEGREDOS QUE PALOCCI VAI REVELAR

Terremoto – O que Palocci tem para contar deve provocar nova turbulência no País e no PT

O ex-ministro Antonio Palocci é um pote até aqui de mágoa. Na última semana, movido por esse sentimento que o consome desde setembro de 2016, quando foi preso em Curitiba, o homem forte dos governos Lula e Dilma deu o passo definitivo rumo à delação premiada: contratou o advogado Adriano Bretas, conhecido no mercado por ter atuado na defesa de outros alvos da Lava Jato que decidiram, como Palocci, romper o silêncio. Lhano no trato, embora dono de temperamento mercurial quando seus interesses são contrariados, o ex-ministro resolveu abrir o baú de confidências e detalhar aos procuradores todo arsenal de informações acumulado por ele durante as últimas duas décadas, em que guardou os segredos mais recônditos do poder e nutriu uma simbiótica relação com banqueiros e empresários. “Fiz favor para muita gente. Não vou para a forca sozinho”, desabafou Palocci a interlocutores.

ISTOÉ conversou nos últimos dias com pelo menos três fontes que participaram das tratativas iniciais para a colaboração premiada e ouviram de Palocci o que ele está disposto a desnudar, caso o acordo seja sacramentado. Das conversas, foi possível extrair o roteiro de uma futura delação, qual seja:

– Palocci confirmará que, sim, é mesmo o “Italiano” das planilhas da Odebrecht e detalhará o destino de mais de R$ 300 milhões recebidos da empreiteira em forma de propina, dos quais R$ 128 milhões são atribuídos a ele.

– Contará como, quando e em quais circunstâncias movimentou os R$ 40 milhões de uma conta-propina destinada a atender as demandas de Lula. Atestará que, do total, R$ 13 milhões foram sacados em dinheiro vivo para o ex-presidente petista. Quem sacou o dinheiro e entregou para Lula foi um ex-assessor seu, o sociólogo Branislav Kontic. Palocci se compromete a detalhar como eram definidos os encontros de Kontic com Lula. Havia, por exemplo, uma senha, que apenas os três sabiam.

– Dirá que parte da propina que irrigou essa conta foi resultado de um acerto celebrado entre ele e Lula durante a criação da Sete Brasil, no ano de 2010. O ex-presidente teria ficado com 50% da propina. Um total de R$ 51 milhões.

– Está empenhado em revelar como foi o processo de obtenção dos R$ 50 milhões para a campanha de Dilma, num negócio fechado entre o PT e a Odebrecht, com a ajuda de Lula e do ex-ministro Guido Mantega. E mostrará como Dilma participou das negociatas e teve ciência do financiamento ilegal.

– Afirmará que a consultoria Projeto foi usada também para recebimento de propinas. Indicará favorecidos. Comprometeu-se ainda a entregar o número de contas no exterior que foram movimentadas por esse esquema.

– Pretende mostrar como empresas e instituições financeiras conseguiram uma série de benefícios dos governos petistas, como isenção ou redução de impostos, facilidades junto ao BNDES, renegociação de dívidas tributárias, etc.

Palocci sabe que uma chave está em suas mãos. Com ela, pode abrir as fechaduras da cela onde está detido, no frio bairro de Santa Cândida, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Para ajudar a desvendar o megaesquema de corrupção na Petrobras, a memória do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma será colocada à prova. Ele tem informações que podem explicar como, a partir do início do governo do ex-presidente Lula, organizações criminosas foram montadas para sustentar politicamente o PT, o PMDB e o PP e mantê-los no poder. Tudo à base de propina, dizem os investigadores da Operação Lava Jato, que serviram também para enriquecimento pessoal.

Há interesse dos procuradores em saber em minúcias, se possível com documentos, dados sobre a gênese do que se convencionou chamar de Petrolão. Um investigador de Curitiba disse que Palocci terá de reunir dados novos e com “fundamentação” se quiser convencer a PF e a Procuradoria a endossar o acordo. Ele entende que o ex-ministro precisa apresentar provas ou, ao menos, indícios “consistentes” e tratar deles num depoimento “de peito aberto”. A julgar pelo cardápio apresentado até agora pelo ex-ministro, isso não será óbice. Segundo interlocutores que conversaram com Palocci nas últimas semanas, o ex-ministro não enxerga problema algum em assumir a clássica postura de delator. Sente-se amargurado. Abandonado por companheiros de outrora. Por isso está “bastante tranquilo” para assumir as consequências dos eventuais efeitos colaterais da colaboração premiada.

No início das negociações para a delação, o ex-ministro se propôs a fornecer informações detalhadas sobre os R$ 128 milhões da Odebrecht que teriam passado por ele. Embora tenha chamado a atenção, procuradores acharam pouco. Sustentaram que o que já foi reunido a esse respeito seria o suficiente para a elucidação dos fatos. E que as revelações não seriam tão bombásticas assim. Diante do impasse, foi deflagrada uma nova rodada de negociação, que culminou com a renúncia de José Roberto Batochio de sua equipe jurídica. Depois de procurar ao menos três escritórios de advocacia pouco antes da Páscoa, Palocci acertou com uma dupla de criminalistas já ambientada ao mundo daqueles que resolvem colaborar com a Justiça em troca de reduções das penas. Além de Bretas, foi contratado também o advogado Tracy Reinaldet dos Santos.

Após a primeira etapa de conversas com o novo time de defensores, ficou definido que Palocci vai começar a abrir sua caixa de Pandora pelo escândalo da Sete Brasil, uma empresa criada em 2010 para construir as sondas (navios de exploração de petróleo) para a Petrobras. Além do capital da estatal, a Sete tinha dinheiro de bancos, como o BTG e de três fundos de estatais (Petros, Previ e Funcef). As seis primeiras sondas da empresa foram construídas pelo estaleiro Enseada Paraguaçu (com capital da Odebrecht, OAS e UTC). Cada sonda ao custo de US$ 800 milhões. As seis, portanto, estavam orçadas em US$ 4,8 bilhões (ou R$ 15,3 bilhões), embora a Sete Brasil estimasse um investimento de US$ 25 bilhões para construir 29 sondas até 2020. Na delação, Palocci pretende contar que o PT exigiu que a Sete Brasil e as empreiteiras do estaleiro Enseada Paraguaçu pagassem propinas de 1% do contrato de US$ 4,8 bilhões, ou seja, US$ 48 milhões (R$ 153 milhões). Desse total, dois terços, ou R$ 102 milhões, ficariam para o partido e um terço (R$ 51 milhões) para diretores da Petrobras. Sem medo de ser feliz, Palocci vai entregar que Lula exigiu metade das propinas. Não para o partido, nem para a companheirada, mas para ele, Lula.

“Sapo barbudo”

O depoimento de Rogério Araujo, ex-executivo da Odebrecht que acabou de celebrar um acordo com a Procuradoria-Geral da República, fornece o caminho das pedras sobre a tentativa do PT de embolsar ilegalmente R$ 153 milhões desviados da Sete Brasil. Araujo disse que o PT exigiu que 1% do contrato das sondas da Sete Brasil, assinado em 2012, fosse fixado como propina. O valor havia sido pedido pelo “sapo barbudo”, numa referência a Lula. “O Pedro Barusco (ex-gerente da Petrobras e dirigente da Sete Brasil), voltou para mim e falou: ‘Olha, esse 1%… vocês vão ser procurados por um interlocutor do PT, o sapo barbudo deu instrução. Ele me disse que 1% vai ser todo pago para o PT, porque não querem empresas estrangeiras pagando esses dois terços para o PT. Eles têm confiança na Odebrecht”, relatou Araújo na sua delação. A conversa de Araújo com Barusco aconteceu em 2012, depois da assinatura do contrato com o consórcio formado pela Odebrecht, OAS e UTC, além da japonesa Kawasaki. “A conversa foi no Rio. Normalmente eu almoçava com o Pedro Barusco. Só eu e ele”, asseverou Araújo, explicando que as seis sondas da Sete Brasil para a Petrobras custariam US$ 4,8 bilhões. Barusco disse, então, a Araújo que estava acertado que 1% das seis sondas era na proporção de um terço para a “casa” (dirigentes da Petrobras) e dois terços para o PT (R$ 102 milhões). Quem receberia essa propina seria o então tesoureiro João Vaccari, preso em Curitiba. É aí que Palocci entra em cena. O superior de Rogério Araújo, o executivo Marcio Farias disse que o ex-ministro Palocci havia lhe pedido uma reconsideração na propina da Sete Brasil. Ou seja, que os 100% de 1% fossem destinados para o PT, pois Lula entrou no negócio e estava pleiteando a metade do valor.

Como a operação precisava do aval do topo da hierarquia do esquema, Marcelo Odebrecht foi acionado. Ele, então, mandou chamar Palocci e disse que as comissões da Sete Brasil destinadas ao PT já estavam incluídas na conta corrente do partido no Setor de Operações Estruturadas, o “departamento de propina” da empresa, entre as quais a “Italiano” (Palocci), o “Pós-Itália” (Mantega) e o “Amigo” (Lula). Essa conta, que Palocci atestará que é mesmo dele, chegou a somar R$ 200 milhões em 2012. Se sua delação for aceita pelos procuradores, Palocci irá confirmar não só o encontro com Marcelo como os valores da propina repassada para Lula, dinheiro este derivado da Sete Brasil e que já estava contemplado na planilha da empreiteira – perfazendo um total de R$ 51 milhões.

Como na exuberante movimentação bancária do ex-ministro entre 2010 e 2015, boa parte dos recursos depositados era oriunda de sua empresa, a Projeto, as consultorias de Palocci merecerão um capítulo à parte em sua delação. Os serviços contratados iam além dos conselhos. Muitas vezes, os serviços de consultoria nem eram prestados. Traduziam-se em lobby. Em português claro: tráfico de influência em favor de grandes empresas junto aos governos petistas. Na condição de interlocutor preferencial da banca e da meca do PIB nacional, Palocci teria negociado ajuda a várias empresas e bancos. Por isso, segundo seus interlocutores, ele promete contar os bastidores das concessões de benesses a grupos econômicos.

Quem tem mais a perder, no entanto, é PT. E o próprio Lula. Não por acaso, o partido entrou em parafuso quando Palocci sinalizou que estava disposto a partir para a delação. Nos últimos dias, dirigentes do partido e emissários do ex-presidente foram escalados para ir a Curitiba, onde o ex-ministro está preso. Todos ainda acalentam o sonho de que Palocci volte atrás. A despeito de as ofertas serem muitas, e tentadoras, o ex-ministro já avisou: não pretende recuar. Prevendo um novo infortúnio, petistas que conviveram com Palocci no Congresso já têm até em mente uma daquelas narrativas espertas destinadas a desvincular Lula de todo e qualquer crime que tenha cometido com o testemunho e a cumplicidade metódica de Palocci. Eles mencionam um caráter supostamente “individualista” do ex-ministro, desde que debutou para a política em Ribeirão Preto. Claro, só os convertidos, e inocentes úteis, vão cair em mais essa catilinária.

Transcrito da Revista IstoÉ

30 abril 2017 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

30 abril 2017 DEU NO JORNAL

NO FURICO DO CORONÉ

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (28/4), que, se o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci fizer uma delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato pode prejudicar muita gente, menos ele.

“Tenho certeza absoluta que o Palocci não vai fazer delação. Se fizer, ele pode contar tudo que sabe e tenho certeza que pode prejudicar muita gente, menos eu”, afirmou Lula, em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre (RS).

* * *

Quando Lula falou “Tenho certeza absoluta que o Palocci não vai fazer delação” eu me lembrei do “Caso Celso Daniel”.

Num sei mesmo porque me lembrei disto.

Que coisa esquisita é o nosso pensamento.

A frase de Lula soou nos meus zouvidos assim como uma ameaça ao Italiano, expoente do PT que foi seu Ministro da Fazenda.

Qualquer coisa do tipo “Se tu falá, nóis vai fazer cuntigo o mermo qui fizemo cum Celso Daniel“.

Vôte!

Palocci e Léo Pinheiro: um já empurrou um bom pedaço da pica no furico de Lula; Palocci promete empurrar o resto até os ovos

30 abril 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

BRASIL – DE VOLTA PARA O FUTURO 3

Esta Coluna foi publicada em 01/11/2015 e em 13/03/2016 no Jornal da Besta Fubana. Como o tema está cada dia mais atual e prioritário, decidi revisá-la e publicá-la de novo.

O nosso país todinho ESTÁ DE SACO CADA DIA MAIS CHEIO com a bandalheira!

Só escrevemos e discutimos sobre as coisas asquerosas que estão ocorrendo na administração pública. Ficamos todos num tremendo baixo astral! Chegou a hora de começarmos a pensar em alguma coisa minimamente positiva para o nosso país. Assim, mesmo indo contra todas as evidências, que nos agridem todos os dias, informando que afundamos mais um pouco no pântano da corrupção, do cinismo e do desgoverno; vamos fazer um esforço e pensar como podem ser as notícias positivas que todos nós gostaríamos de ver.

La vai: Brasília – DF: Abril de 2017

Pois muito bem! Derrubamos Dilma e tiramos o PT do poder. E agora?

Vamos realizar eleições, amplas, gerais e irrestritas, para deputado, senador e Presidente. Vamos dar um Control-Alt-Del em Brasília. Recomeçar tudinho de novo através de mais uma Assembleia Constituinte.

Quem é o novo Presidente da República? – Sei lá! Não sei e não interessa!

Quais são os novos partidos? – Também não sei e não interessa! O importante é adotar as seguintes providências nos primeiros 100 dias de governo:

1º Decreto: Exonera TODOS os DAS e extingue os cargos. Fim da função de ASPONE no Brasil.

2º Decreto: EXTINGUE todos os ministérios não constantes da lista abaixo. Só sobram:

1) Fazenda/Planejamento,
2) Relações Exteriores,
3) Desenvolvimento Econômico (incluindo Ciência e Tecnologia + Comércio Exterior + Turismo + Micro Empresa + Pesca + Produção Agrícola + Minas+ Integração),
4) Justiça (+Segurança Institucional + Direitos Humanos)
5) Defesa,
6) Infraestrutura (Portos + Aeroportos + Estradas + Ferrovias + Energia+Comunicações),
7) Educação e Cultura + Esportes,
8) Casa Civil
9) Saúde
10) Assistência Social.

3º Decreto: Extingue TODAS Secretarias Especiais da Presidência com Status de Ministro.

4º Decreto: Contrata empresa de consultoria para realizar auditoria geral e preparar Plano de Reforma e Enxugamento da Estrutura do Estado. Definir as funções de cada órgão, bem como fundir e enxugar os órgãos redundantes. Fechar aqueles inúteis e sem sentido. Funcionários excesso deverão ser colocados em disponibilidade. Receberão apenas o salário básico, com direito a PDV.

5º Decreto: Proíbe a promiscuidade entre os diferentes poderes. Deputados e Senadores (ou ex-deputados e ex-senadores) NÃO poderão ser cooptados para ministro nem nomeados para tribunais superiores. O mesmo vale para o caso de ministros (ou ex-ministros) serem nomeados para estes mesmos tribunais. A seleção dos ministros e dos Secretários Gerais dos ministérios se dará através de empresas de “Head Hunter” internacionais. A nomeação de cada um só se dará após o seu plano de trabalho e suas respectivas metas para o tempo de mandato ser aprovado pelo congresso, após ampla divulgação pública e debates. O não cumprimento das metas anuais aprovadas ensejará demissão sumária.

6º Decreto: Ajustes necessários após a extinção de alguns ministérios e secretarias.

a) Com a extinção do Ministério do Trabalho, ficam extintas contribuições sindicais mandatórias e, consequentemente e PRINCIPALMENTE, repasses governamentais a sindicatos e centrais. Total liberdade sindical sem tutela do governo. Sindicatos e Centrais terão de se autofinanciar

b) Com a extinção da Secretaria de Comunicação, fica proibido ao governo gastar com propagandas (enganosas e auto laudatórias). Só em caso de absoluta necessidade pública.

7º Decreto: Com a extinção do Ministério da Previdência, fica proibido ao governo administrar a aposentadoria de quem quer que seja, assim como de criar taxação sobre os salários. Será criada uma Agência Nacional de Previdência Social com a missão de fiscalizar os Fundos de Poupança para Aposentadoria dos Cidadãos (TODOS OS CIDADÃOS), fundos estes a serem criados. O CPF identificará a conta de poupança de cada um, conta esta administrada por um fundo de livre escolha do cidadão. O governo calculará o valor das contribuições realizadas por cada cidadão até o presente e fará o deposito inicial deste valor na conta do mesmo. Os 40,8% sobre os salários que os empregadores atualmente repassam compulsoriamente ao governo, passarão a ser totalmente depositados nesta conta. (ver o site Guia Trabalhista). Tudo o mais da CLT permanece intocado. A destinação desta massa imensa de recursos e a avaliação periódica dos resultados de cada fundo se dará FORÇOSAMENTE através de audiência pública anual, aberta a todos os cotistas e à imprensa, assim como a eleição da sua Diretoria .e Comitês Fiscais. Com isso, todo o “Sistema S” terá de se autofinanciar através dos serviços que prestar.

8º Decreto: Fica PROIBIDO ao governo fazer qualquer repasse de recursos a ONGs, Associações, OSCIPs, etc, a qualquer título: Fundos não reembolsáveis, investimentos a fundo perdido, etc. Com isso, encerra-se o repasse de recursos a partidos políticos (FIM DO FUNDO PARTIDÁRIO). Fim das propagandas eleitorais e partidárias gratuitas.

9º Decreto: Venda de todos os ativos governamentais não ligados à sua missão precípua de governar: Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil, etc. Os recursos obtidos devem ser TOTALMENTE canalizados para a eliminação da dívida pública.

10º Decreto: Modificação na Constituição Federal para a adoção da pena de Prisão Perpétua nos casos de crimes hediondos, de corrupção por agentes do Estado e contra o Estado (Crime de Lesa Pátria).

11º Decreto: Proibição ABSOLUTA de todas as formas de remuneração indireta, em todos os níveis e em todos os 3 poderes. Servidores públicos farão jus apenas ao salário básico, sem previdência especial, salários estes a serem definidos através de plebiscito na população atingida pelo custo destes.

12º Decreto: Todos os tribunais e delegacias deverão se autofinanciar através da cobrança dos custos dos processos às partes perdedoras dos litígios, valor este a ser previamente caucionado.

13º Decreto: Formar Grupo de Trabalho nos Ministério do Planejamento e do Desenvolvimento, com pessoas de altíssimo nível, com a missão de preparar, dentro de um breve espaço de tempo, o Plano Nacional de Desenvolvimento. A principal meta será a eliminação total do endividamento público através da utilização das economias a serem realizadas pelas reformas acima. Depois, reduzir-se-á a carga tributária para um MÁXIMO de 20% do PIB, Contra os atuais 36%.

14º Decreto: Transformar TODAS Universidades Federais e CEFETS em Fundação Autônoma. Todas estas instituições deverão se autofinanciar através das mensalidades de seus alunos e, suas pesquisas, através de convênios com empresas da Iniciativa Privada. O governo fornecerá financiamento aos estudantes e Bolsas Gratuitas àqueles que se destacarem em seu desempenho acadêmico.

Nosso Lar

Haverá choro e ranger de dentes no período de adaptação à nova realidade, mas, com isso, poderemos começar a pensar em legar o país que sonhamos para os nossos netos.

P.S. Vou publicar esta proposta TODOS OS ANOS, até ver essa merda de país se encaminhar na direção proposta: Um governo enxuto, sério, probo, e que nos guie em direção ao desenvolvimento para todos.

30 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

30 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CONSULTA PRA TIRAR UMA DÚVIDA

Semana passada eu vi uma matéria na televisão sobre um negócio chamado “cirurgia bariátrica”.

Uma destas reportagens vadias que vivem sempre aparecendo na grande mídia idiotal de Banânia.

Trata-se de uma cirurgia pros gorduchinhos perderem peso.

Aí me veio à cabeça um ideia que ficou rondando meu juízo.

É o seguinte:

Já que existe a cirurgia bariatrica, pra eliminar o excesso de peso, deveria existir também a cirurgia cerebrática, pra eliminar o excesso de merda existente na cabaça dos tabacudos.

Um cabra que vota no PT, que acredita que Lula é um pulítico sério e que garante que Dilma é uma grande estadista, poderia se submeter a uma cirurgia cerebrática e eliminar os muitos quilos de bosta que carrega no interior do crânio.

Seria um progresso do caralho nas Ciências Médicas!!!

A literatura médico-científica, especializada no assunto, registra casos de petistas que limparam o fossa existente em suas cabeças, sem precisar de cirurgia. Apenas tomando comprimidos de um remédio chamado Bom-Senso.

É o caso da pulítica mineira Sandra Starling.

No ano de 1982 ela foi candidata ao governo de Minas Gerais pelo PT.

Depois, pelo mesmo partido, foi eleita deputada estadual e também deputada federal por dois mandatos.

E mais: Sandra foi ministra do Trabalho no governo Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 2003.

Sandra Starling curou-se totalmente da doença petralhal sem precisar de cirurgia cerebrática.

Em 2014, chegou ao cúmulo de apoiar o candidato Aécio Neves!!!

Vou aproveitar esta oportunidade para fazer uma consulta ao fubânico petista Ceguinho Teimoso, especialista em feiqui, esta putaria inventada pelos coxinhas pra difamar a reputação de pessoas honesta.

A consulta é a seguinte:

Ceguinho, esta montagem aí em cima expressa a realidade?

Sandra Starling realmente fez esta declaração, no ano de 2010, chamando de idiota toda pessoa que vota no PT?

Ou isto é mais uma daquelas infâmias inventadas pela Sala de Guerra da Globo pra difamar os socialistas mudernos vermêio-istrelados?

Hein?

Aguardo vossa resposta, estimado colaborador desta gazeta escrota.

30 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

AJUSTE-SE À JUSTA JUSTIÇA

Este colunista discorda de uma das principais reivindicações da oposição: a que rejeita modificações na Previdência e exige uma aposentadoria mais justa. Aposentadoria mais justa, acha o colunista, seria uma pensão equivalente ao último salário recebido na ativa, mais uma porcentagem que compense o aumento inevitável de gastos dos idosos.

O problema é que não há dinheiro para isso. A questão sai da esfera da justiça e passa ao setor a que efetivamente pertence, o econômico. Há dois tipos de aposentadoria: o que usamos, de repartição simples (quem trabalha paga, e os aposentados recebem. Cada geração paga a aposentadoria da anterior); e o de capitalização (o desconto de cada assalariado vai para uma conta em seu nome e é investido. Como num fundo de pensão, os rendimentos são somados ao capital. Na aposentadoria, o cidadão passa a receber parcelas de seus investimentos). Cada sistema tem virtudes e defeitos. Ambos são limitados pelo comportamento da economia. Ambos podem ser bem ou mal geridos. Na capitalização, os aposentados recebem mais, ou menos, conforme a gestão. No nosso caso, quem cobre os buracos é o Tesouro, e surgem as reformas para que a Previdência sobreviva. No Governo Fernando Henrique, houve o fator previdenciário; agora, é o aumento do tempo de contribuição para se aposentar. Nos dois casos, não se fala em justiça. Nos dois casos, a correia sai do couro. Do aposentado.

Inúmeros números

As centrais sindicais dizem que 40 milhões de brasileiros cruzaram os braços em adesão à greve geral. O Governo, extraoficialmente, fala em meia dúzia de gatos pingados, que bloqueou os transportes para impedir que a população chegasse ao trabalho. Ambos os lados têm sua parcela de razão: houve sindicatos que fizeram greve, muitas escolas de classe média alta que aderiram; houve agressões a quem queria trabalhar (no aeroporto de Santos Dumont, no Rio, por exemplo), e ações de combate urbano na tentativa (quase sempre fracassada) de bloquear o trânsito. Em boa parte dos casos, não houve greve, mas violência para bloquear não grevistas.

Greve de cima

O mais curioso na greve foi a adesão, disfarçada ou não, de entidades de Estado. Os tribunais regionais do trabalho de Minas, Bahia e Rio Grande do Sul suspenderam o expediente, liberaram servidores, adiaram os prazos que venceriam na sexta para o primeiro dia útil seguinte (terça-feira). O TRT baiano suspendeu o expediente em todo o Estado, “por segurança institucional de magistrados, servidores, advogados e cidadãos”. Desobedeceram à ordem expressa do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra, para que os TRTs funcionassem normalmente. O TRT gaúcho foi além: explicou sua decisão de não funcionar “levando em conta as manifestações de entidades que expressaram repúdio às reformas”.

Maldade

Mas a participação na greve nada tem a ver, com certeza, com o feriadão que vai até amanhã, 1º de Maio. Com a greve, o feriadão acabou virando um superferiado, com quatro dias de duração.

Cuidado com a festa

O foro privilegiado, alvo de tantas queixas nos últimos tempos, sofreu duro golpe nesta última semana: foi derrubado no Senado, em primeira votação, mantendo-se apenas para os chefes dos três poderes. Mas ainda não é hora de festejar: eliminado o foro privilegiado, quem está sendo processado em tribunais superiores será enviado aos juízes de primeira instância. Pode ser bom para os processados, com reabertura de prazos, etc., e a possibilidade de recorrer à segunda instância e, eventualmente, de chegar ao Supremo de novo, passados alguns anos. Há outros problemas, de hierarquia: pode um ministro do Superior Tribunal de Justiça ser processado por um juiz hierarquicamente inferior? Talvez essas questões atrapalhem o bom andamento da Justiça ainda mais que o foro privilegiado – e talvez esse tipo de problema seja levado ao Supremo.

Quem cai com a Odebrecht

A situação financeira do grupo Odebrecht vem sendo discretamente acompanhada e discutida pela área econômica do Governo. A preocupação não é exatamente com a Odebrecht, mas com sua dívida superior a R$ 100 bilhões. Se a empresa não conseguir pagar esses débitos, vai atingir pesadamente o balanço dos bancos que lhe fizeram empréstimos. E as despesas continuam altas: os 77 executivos que concordaram em fazer delações premiadas receberam, em troca de seu afastamento da empresa, a promessa de indenizações substanciais. Enfrentando problemas e multas no Brasil e no Exterior, onde irá a Odebrecht buscar mais dinheiro?

Não é no BNDES, que já deu R$ 100 bilhões de subsídios, nos últimos nove anos, às empresas “campeãs nacionais” escolhidas pelo Governo.

30 abril 2017 FULEIRAGEM

EUNÉSTO NASCIMENTO – CHARGE ONLINE

LAVÍNIA FERREIRA – ANÁPOLIS-GO

Ilustre e querido editor,

Premonição, vidência, adivinhação, ou coisa do gênero.

Veja só este antigo desenho animado.

Um beijão pra você e pra todos os leitores desta sua gazeta escrota.

Saudações

30 abril 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

30 abril 2017 REPORTAGEM

TÁTICA RASTEIRA

POWER POINT PETISTA – Os advogados Cristiano Zanin (em pé) e Roberto Teixeira (sentado) defendem Lula das acusações de corrupção

Roberto Teixeira é mais do que um advogado para o ex-presidente Lula. Em alguns crimes pelos quais Lula é acusado, como no recebimento de R$ 12,4 milhões da Odebrecht para a compra de um terreno para a nova sede do Instituto Lula e aquisição de duplex vizinho ao seu em São Bernardo, Teixeira é comparsa e também réu no processo ao lado de Lula. Em outros, como no sitio de Atibaia, o advogado é suspeito de ter forjado contratos para a aquisição e reforma do imóvel. Então, mais do que advogado, é cúmplice do ex-presidente. Há 40 anos, a relação dos dois é de compadrio. Assumiu também o papel de tutor de Lula, sendo seu bem-feitor, oferecendo-lhe pequenos favores pessoais, como moradia de graça, carro com motorista e outras coisas pouco republicanas. Para auxiliá-lo na defesa do ex-presidente, ele conta com a ajuda do genro, o também advogado Cristiano Zanin Martins, e suas duas filhas, as advogadas Valeska e Larissa.

É com esse perfil de amizade indissolúvel que os advogados de Lula entram em campo para defendê-lo. A banca tem agido mais com o fígado do que com a cabeça. O time de advogados fiéis a Lula adota uma estratégia de defesa baseada num tripé tão surrado quanto elementar que consiste em: 1. Atacar a Justiça, em especial, o juiz Sergio Moro; 2. Tomar medidas protelatórias e 3. Negar tudo, mas sem contestar os fatos. Aliás, os fatos para eles são como o gol para Parreira: meros detalhes. Ao agir dessa forma, invertem papeis. Processam, por exemplo, o juiz Moro e procuradores, colocando Lula como vitima de um processo jurídico consistente, com abundância de provas e testemunhas. Chegaram ao cúmulo de pedir a prisão de Moro por abuso de autoridade, mas perderam, por óbvio. Trata-se de uma linha de defesa preventiva para o caso de uma apelação da sentença que Moro vier a dar.

O ápice da tática dos advogados de Lula será alcançada na audiência marcada pelo juiz Sergio Moro para tomar o depoimento do ex-presidente no caso do tríplex no Guarujá no próximo dia 10. Lula e seus advogados devem transformar a sala do magistrado num palanque eleitoral, dizendo-se perseguido, cerceado em sua defesa, acusado injustamente, sem que seus detratores tenham provas do que dizem, entre outras aleivosias do tipo. Ocorre que os fatos são cada vez mais eloquentes. Afinal, é o próprio dono da OAS, Léo Pinheiro, quem diz que o tríplex pertence a Lula e que tratou-se de uma contrapartida pelas propinas que a empresa recebeu de seus negócios escusos com a Petrobras no tempo em que ele era presidente da República e depois que deixou a cadeira, mas manteve a ascensão sobre o governo Dilma Rousseff. Lula refuta que o tríplex seja seu, mas não tem conseguido explicar o que fazia no apartamento ao lado de Léo Pinheiro durante as reformas, nas quais sua mulher Marisa Letícia pedia aos engenheiros da obra para que construíssem um elevador privativo no local, a fim de facilitar o deslocamento do casal pelo imóvel de três andares.

Sem conseguir rebater as acusações de corrupção, os advogados pintaram Moro como um ser diabólico, perseguidor, inquisidor. Percebendo que não têm elementos para refutar as acusações do MPF, encampadas pelo juiz que transformou o ex-presidente em réu, os advogados do petista partem para o ataque. Em praticamente todas as audiências das quais participam com Moro, integrantes da banca de Lula, sem juízo, desrespeitam o juízo. No final do ano passado, chegaram a denunciar Moro à ONU, dizendo que este exercia o “lawfare” (perseguição jurídico-política). Lula ingressou na Justiça também contra o procurador Deltan Dallagnol, em razão da denúncia que ele fez contra o petista por corrupção. Lula chamou a denúncia de “Power-point” e pediu uma indenização de R$ 1 milhão. Não logrou êxito. Recentemente, amargou outra derrota nos tribunais: no processo em que pediu R$ 1,5 milhão do ex-senador Delcídio do Amaral. Contrariados por não verem seus conselhos atendidos, José Roberto Batochio, Juarez Cirino Santos e Nilo Batista, abandonaram a defesa do petista. Possivelmente também por terem perdido a esperança na absolvição do ex-presidente. Sobrou para a banca de compadres.

Embaraço à Justiça

Na segunda-feira 24, o ex-presidente voltou a entoar a velha cantilena: “Não sou de reclamar, mas ninguém agüenta. São quase 18 horas de Jornal Nacional tentando massacrar este pobre coitado que veio de Guaranhuns”, disse Lula durante um seminário do PT, em Brasília. No evento, o petista voltou a escancarar suas reais intenções, caso retorne ao Planalto: defenderá a regulamentação da mídia, um eufemismo para censura à grande mídia. “Vou dizer algumas verdades. Ser candidato para depois dizer que você tem que jantar com os Marinho, almoçar no Estadão? E a Veja você vai conversar? Não vou”, sapecou Lula.

Enquanto Lula repisa o velho refrão de alma mais honesta do planeta, os advogados tentam criar embaraços de toda ordem para postergar as decisões judiciais. Na ação em que o ex-presidente é acusado de corrupção ao receber a doação do terreno para o Instituto Lula e o duplex em São Bernardo, foram arroladas 87 testemunhas. Se o juiz ouvir uma por dia, sem considerar feriados e finais de semana, serão necessários quase cinco meses para conclusão do processo. A ideia é essa, obstruir a Justiça.

Na última segunda-feira 24, a tropa de choque de Lula ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para que os dez termos de investigações contra Lula determinados pelo ministro Edson Fachin não sejam remetidos a Moro e sim à Justiça de Brasília ou de São Paulo. É a tal história: quem não deve, não teme. Neste caso, Lula teme não só por seu futuro político, cuja imagem já foi jogada na lata do lixo da história.

O ataque como defesa

Os advogados de Lula usam a estratégia futebolística para livrar o ex-presidente da prisão: a melhor defesa é o ataque

– Ataque à Justiça. Como não têm argumentos, os defensores de Lula procuram desqualificar o juiz Sergio Moro e os procuradores do MPF da Operação Lava Jato

– Medidas protelatórias. Os advogados de Lula adotam medidas protelatórias para dificultar o andamento processual, como o pedido de que o juiz Sergio Moro faça a inquirição de 87 testemunhas no caso em que o ex-presidente é acusado de ganhar um terreno para a nova sede do Instituto Lula e um duplex ao lado do seu em São Bernardo

– Negar tudo. A tática dos advogados é de negar todas as acusações, mesmo as mais evidentes e recheadas de provas, como no caso do triplex do Guarujá, mas sem conseguir contestar os fatos

– Inversão de papeis. Dessa forma, invertem papeis. Processam, por exemplo, o juiz Moro, procuradores e jornalistas, colocando Lula como vitima de um processo jurídico consistente, com abundância de provas
e testemunhas

Transcrito da Revista IstoÉ

30 abril 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

MIGUEL MARCONDES E AS MATUTINHAS DO BALANÇO

Miguel Marcondes e Luís Homero, Banda Vates e Violas

Uma vez, na década de noventa, eu acabara de chegar na minha cidade da Prata-PB, quando fui convidado por Antenor Dirceu, irmão dos Vates e Violas e meu primo, pra um forró em homenagem a não sei quem no sítio Balanço na Santa Catarina, comunidade rural nossa vizinha, que tem parte das terras no município de Monteiro.

Já na boquinha da noite, “se juntamos” eu Miguel, Antenor e mais uns dois cachaceirinhos e fomos pro samba, lá no pé da serra de Santa Catarina, aonde por trás se vê o clarão da iluminação de Monteiro. Chegamos na casinha do forró aonde o sanfoneiro era um negro magro e imbuanceiro, filho de Vital, um astro da sanfona lá daquelas bandas.

Como a bebida se resumia a uma cachaça” lasca peito” misturada com “crush”, fomos até Monteiro em busca de uma bebidinha mais palatável. Antenor ficou no forró, que não tava lá essas coisas todas. Também pudera, tava apenas começando.

Fomos até Monteiro, paramos num bar, demos de garra de um litro de uísque (Natu Noblilis) e nos esquecemos do Balanço e de Antenor. Lá pelas tantas, alguém lembrou que o nosso companheiro ficara lá esperando a nossa volta pois tínhamos saído somente pra ir buscar a bebida.

Retornamos lá pelas oito da noite e o forró ainda do mesmo jeito que deixamos. Levados por Antenor, eu e Miguel entramos no salão pra dar uma olhada. No meio dos poucos casais dançavam duas matutinhas, uma servindo de par para a outra.

Chamei Miguel:

– Migué, vai apartar aquelas duas pra ver se a gente consegue dançar hoje aqui.

Miguel saiu com aquele jeitão magro, comprido e empenado pra um lado e abordou as meninas:

– Bora dançar com nós dois, disse olhando pra mim que, por ser péssimo dançarino, nunca tive coragem de chamar ninguém pra dançar.

Muito menos de “apartar” duas mulheres.

Era um costume lá pelo sertão, devido ao  fato dos maridos não estarem presentes, as mulheres jamais poderiam dançar com cavalheiros.

Diante da proposta de Miguel a matutinha se virou sem parar a dança  e respondeu:

– Nóis não pode dançar com homem não, nós somos casadas.

E Miguel respondeu:

– Tudo bem, eu quero ver é vocês fazerem menino…

* * *


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa