2 abril 2017 FULEIRAGEM

LORENZO – CHARGE ONLINE

2 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

PSDB JÁ NÃO É O QUE FOI E NÃO SABE O QUE SERÁ

O PSDB vive uma crise de identidade. Tornou-se o pior tipo de ético – o tipo que não consegue enxergar a ética no espelho. Houve tempo em que o partido se vangloriava até de sua divisão interna. Cada arranca-rabo para a escolha de uma candidatura tucana era tratado como um marco civilizatório na vida política nacional. Dizia-se que uma disputa entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra só trazia vantagens, pois nenhuma outra legenda podia levar à vitrine contendores tão qualificados. Agora, o tucanato se esforça para medir não a qualificação dos seus pássaros, mas a quantidade de lama que cada um traz sobre a plumagem.

Até ontem, o PSDB apresentava-se como campeão da moralidade. E se atribuía o direito de denunciar os adversários como salteadores. Apanhados com a asa nas arcas da Odebrecht, os tucanos protegem-se alegando que caixa dois não é corrupção. Suprema ironia: na crise do mensalão, o tucanato achou que poderia sangrar Lula e varrer para baixo de sua hipocrisia a aliança do seu presidente, Eduardo Azeredo, com Marcos Valério. Na era do petrolão, o ninho acha natural ecoar o lero-lero da verba “não-contabilizada” do tesoureiro petista Delúbio Soares. Mandou a credibilidade para o beleléu.

Nas pegadas da derrota apertada de Aécio Neves em 2014, o PSDB foi ao Tribunal Superior Eleitoral. Acusou a coligação adversária de prevalecer na base do abuso do poder político e, sobretudo, econômico. Pedia, então, a cassação da chapa Dilma-Temer e a posse da chapa Aécio-Aloysio Nunes, segunda colocada. O tempo passou. Sobreveio o impeachment. Tucanos viraram ministros. E o PSDB pede ao TSE que condene Dilma à inelegibilidade, mas livre Temer da guilhotina. Sustenta que o dinheiro sujo que bancou a continuidade de madame não contaminou a reeleição do seu substituto constitucional. O tucanato perdeu o nexo.

Sem ética, sem credibilidade e sem nexo, o PSDB já não é o que foi – ou imaginava ser. E ainda não sabe o que será. Deve doer em Aécio, Alckmin e Serra a ideia de encenar o papel de políticos que fazem pose de limpinhos numa peça imunda. Meteram-se num enredo em que a personagem principal é a Odebrecht e cujo epílogo é uma candidatura presidencial do prefeito João Dória fazendo cara de nojo e alardeando na televisão que é um empresário, não um político.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

FRAGA – CHARGE ONLINE

2 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA RECOMENDAÇÃO E UMA PRAGA

No texto de Mary Zaidan, publicado hoje no JBF, tem uma frase que eu gostaria de ressaltar.

É esta aqui:

“Em cada novo ato do MPF, da PF e de Moro, o apavoramento se agudiza.”

Recomendo a leitura da coluna dela com muito entusiasmo. Está logo aí embaixo.

Bom domingo para nós todos, eleitores e contribuintes, homens de bem e cidadãos decentes.

E uma praga pra tudo quanto é ladrão e corrupto deste país:

Vão vocês tudinho tomar no olho do fedegoso e arder nas chamas das profundas dos quintos dos infernos, bando de cabras safados!!!

2 abril 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

2 abril 2017 REPORTAGEM

DESACATOS EM SÉRIE

Declarações investidas de uma audácia ímpar proferidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-ministro Ciro Gomes, repletas de ofensas e críticas pesadas aos coordenadores da Operação Lava Jato, colocam os dois pretensos candidatos a presidente da República em 2018 na rota de colisão com o ordenamento jurídico. O tom raivoso de Lula, que chamou um procurador de “moleque”, pode ser enquadrado, no mínimo, como um crime de injúria. O despautério de Ciro, que afirmou receber “na bala (sic)” as pessoas porventura enviadas pelo juiz Sergio Moro para prendê-lo, configura uma ameaça gravíssima. Num passado não muito distante, declarações como essas levariam os dois a serem responsabilizados por desacato à autoridade. Se fossem cidadãos comuns, poderiam ser presos por isso.

A escalada de ataques ao Judiciário não encontra paralelo na história recente do País. O palco da sanha verborrágica de Lula, como não poderia deixar de ser, foi um seminário do PT, na sexta-feira 24, em que o partido, logo quem, dignou-se a pontificar sobre a Operação Lava Jato. Claro, a estrela principal do evento, réu em cinco processos, três dos quais por corrupção, estava ali única e exclusivamente para destilar impropérios contra as autoridades que o investigam e julgam. O procurador Deltan Dallagnol foi tachado de “moleque”. Já Moro e um delegado da Polícia Federal, segundo a régua de Lula, não tinham “a lisura, a ética e a honestidade” que, pasme, o petista alega ter. Afirmou ainda que sua condução coercitiva pela Polícia Federal em março de 2016, foi “a coisa mais sem vergonha da história deste País”. Dois dias depois, foi a vez de Ciro, famoso por suas declarações completamente destrambelhadas e intimidatórias, típicas de um coronel do Nordeste, passar mais uma vez do tom. “Ele que mande me prender que eu recebo a turma do Moro na bala”.

Juristas ouvidos por IstoÉ dizem que Lula e Ciro também cometeram crime de injúria ao ameaçarem autoridades

Os ataques a Moro e Dallagnol não são impensados. Em 4 de março de 2016, no dia da condução coercitiva de Lula, o senador Jorge Viana (PT-AC) telefonou para o advogado do petista, Roberto Teixeira, e recomendou que o ex-presidente enfrentasse o processo jurídico de forma política, forçando uma prisão por “desacato”, chamando o juiz de “bandido”, a fim de transformar Lula em um “preso político”. Ou seja, trata-se de uma um estratagema do petista para escapar da Justiça, e do radar de Moro, apelando para a vitimização.

Tanto assim que logo depois da condução coercitiva, Lula ingressou no Tribunal Regional Federal, da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, com pedido para que o juiz Sergio Moro deixasse de ser o responsável por seu julgamento em Curitiba. Lula, como se sabe, perdeu. Das cinco ações em que Lula é réu, duas estão com Moro. Uma delas é sobre os benefícios que ele recebeu na aquisição de um tríplex no Guarujá. Ate junho, o ex-presidente pode ser sentenciado. Caso seja condenado e o TRF-4 reafirme a sentença, Lula torna-se ficha suja e não poderá ser candidato em 2018. Já contra Dallagnol, Lula entrou na Justiça porque o procurador o denunciou como “chefe de quadrilha” numa entrevista coletiva para anunciar a abertura de mais um processo contra o ex-presidente. Lula chamou essa entrevista de denúncia do “Power point” e está acionando Dallagnol na Justiça, pedindo uma indenização por danos morais de R$ 1 milhão.

Fontes ligadas à Justiça do Paraná dizem que tanto Lula quanto Ciro poderiam responder por crime de injúria ou desacato, mas que nem Dallagnol e nem Moro pretendem se ocupar com isso. O professor da USP José Álvaro Moisés entende que as declarações dos dois presidenciáveis mostram um jeito autoritário de se lidar com quem pensa diferente. “Nos dois casos, embora em graus diferentes – o Ciro é muito mais despreparado -, eles partiram para brutalidade”, avalia. Para o especialista, Ciro “merece ação policial”. Até quando?

Transcrita da Revista Isto É

2 abril 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)


NO TEMPO DO QUEROSENE E DO VELOCÍPEDE

Lamparina usada para “aluminar” as casas da roça de antigamente

A casa era grande – não no sentido da Casa Grande de Gilberto Freyre – com vários cômodos. Paredes construídas com barro de estuque e varas de marmeleiro amarradas com palha de carnaúba, deixava sempre um cheiro de Terra. Cheiro de vida, de suor e tempero da paixão que sempre tivemos pelo nosso lugar. Lugar onde nascemos, vivemos e nos sentiríamos premiados por Deus, se, também pudéssemos ter a sorte de fechar pela última vez os olhos naquele mesmo lugar.

O dia, como um poema que se renova a cada dia, começava com o cantar do galo e os berros dos cabritos, cabras e bodes. O silêncio era tão grande, que qualquer pessoa de boas “oiças” poderia escutar o barulho da água fervendo para o café matinal.

A claridade chegava e com ela a hora de apagar a lamparina acesa no escurecer do dia anterior, “na boquinha da noite” – para alumiar apenas o “cômodo” onde se juntasse mais gente.

– Meu fii, vá na venda comprar “uma quarta de litro de querosene”!

A fala continha um misto de ordem com um pedido de favor e poderia ser entendida de outra forma, se não fosse atendida imediatamente:

– Menino, se avexe e cuide logo, se não nós fica no escuro, quando a noite chegar!

Por anos, a lamparina foi a principal “peça” noturna daquela casa. Servia para tudo. Desde “alumiar” a escuridão, até acender o cachimbo – era, também, a grande forma de economizar o desperdício de fósforos.

Bomba de rojão

Começava o mês de abril e, quando menos se esperava, chegava a Semana Santa e, logo após, o dia 13 de maio, comemorado no Brasil em homenagem à Nossa Senhora de Fátima. O fim de maio chegava rápido, como se fosse guiado por um meteoro.

Começava junho e a propaganda iniciava os apelos para as compras do Dia dos Namorados, 12 de junho. Em seguida – o dia seguinte – os rojões, traques, foguetes e tudo que representava o período junino começava a “espocar” pela cidade. Fortaleza, ainda hoje é assim.

As fogueiras, as bananeiras sendo “feridas a faca” pelas simpatias das solteironas, anunciavam o dia de Santo Antônio: 13 de junho e estava aberta a porteira oficial para os milhos assados, os bolos de carimãs, os aluás de milho, de pão ou de casca de abacaxi. Os bolos de milho, pé-de-moleque, bolo de batata doce.

Pais chegavam de volta à casa e com eles vinham as caixinhas de “traques” de estalinho, bombas de fósforo, foguetes rabos de saias – mas nunca faltavam as bombas de rojão, as cabeças de nêgo, as rasga latas.

Fila para telefonar no “orelhão” – o outro, com defeito

Ao completar 18 anos e ficar livre de servir ao Exército, Paulinho precisava sair da casa dos pais para tentar a vida (ainda sem uma profissão definida). Com o dinheiro colocado no cofrinho de lata, conseguiu comprar a passagem para a capital. Lá trabalharia mais alguns meses e juntaria as economias para viajar e tentar a vida em São Paulo. Nas priscas eras, na capital paulista sempre se encontrava trabalho fácil – para quem queria realmente trabalhar.

Tudo como planejado. Trabalho garantido, estudos reiniciados para a profissionalização definitiva que não demoraria.

Na tarde do sábado, Paulinho gastou passagens de ônibus e de trem urbano e foi até o “centro” onde encontraria a Central Telefônica e, lá, telefonaria para casa. Mais precisamente para a venda do Seu Cipriano. Falou pouco, pois falaria mais no domingo, com tarifa mais barata:

– Alô, é Seu Cipriano?

– Sim. Quem fala?

– Seu Cipriano, aqui quem fala é Paulinho, filho de Ademir de Rosa. Por favor, peça para alguém falar um recado para o meu pai, que, amanhã, às 10 horas eu volto a telefonar para falar com ele.

Era assim que se usava telefone, não faz tanto tempo assim. Hoje, embora seja o objeto preferido dos assaltantes, para trocar ou pagar dívidas com a droga, qualquer pessoa possui um telefone celular. Telefone de conta no final do mês, telefone pré-pago com direito a bônus e ainda tem o whats-ap.

Detalhe: nenhuma operadora de telefone (apesar de “pagar muita propina”) que serve ao povo brasileiro, presta serviço de qualidade.

Velocípede – presente comprado com esforço pelos pais

Velocípede, patinete, pião, io-iô, bambolê (para as meninas), quebra-cabeças, carrinho de madeira – no meu caso, sempre ganhei mesmo foi serra tico-tico, martelo, serrote, lixo para madeira, prego e eu mesmo que fizesse meus brinquedos.

Por muitos anos, pais faziam economia para garantir a compra do material escolar no ano seguinte, bem como o uniforme, os sapatos e a pasta para carregar os livros. Mas, o velocípede, era um presente que os “niños” ganhavam para passear ás tardes na pracinha ou no parque. Ou em casa, no alpendre.

Por que mudamos tanto?

O que ganhamos, de prático, com essas mudanças?

Não faz tanto tempo, o nosso “telefone” eram duas latas vazias amarradas a um barbante, e vivíamos na ilusão da comunicação – e, provavelmente por isso, nunca nos trumbicamos.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

2 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ENQUETE FUBÂNICA (X)

O instituto Data Besta informa o resultado da última pesquisa.

A Editoria desta gazeta escrota agradece a participação dos que votaram.

Semana que vem tem mais!

 

2 abril 2017 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE (BA)

2 abril 2017 RUY FABIANO

O ESCÂNDALO DOS SIGILOS

Na hierarquia dos escândalos brasileiros – que não são poucos, nem insignificantes -, nenhum se sobrepõe ao da preservação do sigilo das delações dos 78 executivos da Odebrecht.

O vazamento mais recente, ontem registrado, envolve o senador Aécio Neves, do PSDB, acusado pelo ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, de ter recebido propina em conta corrente de sua irmã, Andrea Neves, em Nova York.

A propina teria sido contrapartida ao atendimento de interesses da construtora, ao tempo em que Aécio governava Minas, entre 2007 e 2010 – mais especificamente, a obra da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, de cujo consórcio participou a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica.

Há, nos demais depoimentos, acusações equivalentes ou piores, envolvendo as mais graduadas figuras da República, que, se inocentes fossem, deveriam ser as mais interessadas em divulgá-los.

O escândalo do sigilo em benefício dos infratores, tratado como ato legítimo e necessário pela Justiça, mesmo não o sendo, está envolto em um doce mistério: por que tamanho zelo com a reputação de quem não teve zelo algum com os contribuintes e os cofres públicos? As histórias de detetive ensinam que, quando uma ação não tem dono – e é o caso -, convém buscar sua autoria na resposta a uma pergunta: a quem interessa?

No caso, o sigilo só interessa aos políticos delatados, já que seus parceiros na rapina, os empresários, não tiveram sigilo algum. Os sigilos induzem aos vazamentos. E a Justiça continua mais preocupada com eles que com o que revelam, atitude em desacordo com o sentimento geral da sociedade. Se vazar é ilegal – e é -, resta saber se é legal ocultar o que claramente precisa ser público.

Até hoje, não se sabe, por exemplo, por que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anulou a delação premiada de Leo Pinheiro, da OAS, o empreiteiro mais próximo de Lula, responsável pela doação do controvertido tríplex do Guarujá.

Em relação à delação da Odebrecht, Janot age de maneira oposta: pede ao STF, mais especificamente ao relator da Lava Jato naquela Corte, o ministro Edson Fachin, que quebre o sigilo. Fachin, até aqui, fez-se de surdo – e mudo. Resta o mistério: por que Janot mandou incinerar o depoimento de Leo Pinheiro?

O ministro Gilmar Mendes, do STF e presidente do TSE, ameaçou fazer o mesmo com o depoimento de Marcelo Odebrecht ao juiz Herman Benjamin, relator do processo que examina se houve irregularidades na eleição da chapa Dilma Roussef-Michel Temer, nas eleições de 2014. Segundo Marcelo, houve – e muitas.

Foi preciso que vazasse para que se soubesse – não tudo, mas alguma coisa, o suficiente para desfazer mitos correntes, como o de que a ex-presidente Dilma Roussef não sabia de nada e de nada participou. Os crimes lá relatados, dos quais ela é cúmplice, incluem Lula, mesmo não sendo ele o objeto da ação.

Permitem ver também – e principalmente – que aquela eleição é nula de pleno direito, assim como as que a precederam na Era PT. As dimensões da roubalheira não têm precedentes nem aqui, nem em parte alguma do planeta, em nenhuma época.

Só a Odebrecht – e há mais umas dez empreiteiras a depor – pagou a políticos propinas de 3,4 bilhões de dólares – cerca de R$ 10 bilhões -, entre os governos Lula e Dilma.

De onde veio esse dinheiro? Simples: licitações fraudadas, obras superfaturadas, propinas estocadas nos caixas dos empresários amigos, para serem liberadas não apenas a pretexto das eleições, mas a qualquer tempo e hora. A Petrobras foi a vítima maior, mas não a única. A Odebrecht abriu uma filial no Panamá apenas para gerenciar as propinas.

Marcelo contou que, nesse setor de sua empresa, havia uma “conta” intitulada “Presidência da República”, inicialmente movimentada por Lula, via Antonio Palocci (o “Italiano”), e posteriormente por Dilma, via Guido Mantega (o pós-Italiano).

Ambos eram ministros: Palocci, da Casa Civil (de onde teve de se demitir, devido a denúncias), e Mantega, da Fazenda. Nada menos que os dois principais figurões da República.

Do atual governo, além do próprio presidente, há ao menos dois ministros – Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência da República -, os presidentes da Câmara e Senado e uma centena de parlamentares acusados.

É isso, dentre outras coisas, que o sigilo oculta da sociedade. Um escândalo que acoberta os demais – e é do tamanho deles.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

FATOS, DADOS, PROVAS E NÚMEROS: COISA DE BOBINHOS

Comentário sobre a postagem DEU NO ANTAGONISTA

Goiano:

“O papel aceita tudo.

Os bobinhos também.”

* * *

AGUENTAR UMA DESSA É O QUÊ???

2 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

2 abril 2017 MARY ZAIDAN

INTELIGÊNCIA QUE DÁ MEDO

Condenado a mais de 15 anos de cadeia, o ex-deputado Eduardo Cunha volta a assustar. Não porque tenha poder de fogo – é carta fora do baralho, teria dificuldades até mesmo para firmar um acordo de delação premiada -, mas pelo teor da sentença que o condenou. A peça confronta a sofisticação dos crimes cometidos com os avançados padrões de inteligência para rastreá-los, com indiscutível vitória da investigação.

A leitura da sentença é didática. Em 536 tópicos, 109 páginas, o juiz Sérgio Moro resume as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, realizadas com apoio da Suíça, indicando cada um dos documentos comprobatórios da acusação.

A remessa para Cunha de dinheiro originário da compra, pela Petrobras, de um campo de exploração em Benin, na África, feita em parceria com uma empresa sem qualquer expertise no setor e muito menos fundos, e que não produziu uma única gota de óleo. O cruzamento entre contas bancárias oficiais e não declaradas mantidas no exterior com cartões de crédito e de compras, de depoimentos, telefonemas, contas de terceiros citados pela defesa do ex-deputado, dados da Receita Federal. Tudo ali unido, pontos e pontas.

Provas fartas, difíceis de serem rebatidas. Desmoronamento de falsos álibis e das teses de nulidade pretendidas pela defesa, a maior parte delas, como Moro faz questão de citar, negada pelo então relator da Lava-Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, morto há pouco mais de dois meses.

A sentença mete medo porque não há acusação sem prova. Nem mesmo apoio na tese de domínio de fato, tão contestada na época do mensalão. Não se embasa em relatos de delatores (embora os use para corroborar os delitos), mas em documentos, extratos, assinaturas.

E como os investigadores e a origem dos delitos são os mesmos, fica claro que também será assim no Supremo para aqueles que gozam de privilégio de foro.

Ainda que já tivessem sido alertados para o requinte que as investigações adquiriram, políticos enrolados com a Lava-Jato aparentemente continuavam sem crer nisso. Especialmente os que passaram ao largo do mensalão, processo restrito à instâncias superiores, sem a montagem de uma equipe especial de primeiro grau para as apurações. Na época, também não se viu colaboração internacional do porte da que se tem hoje.

Tanto é assim que a roubalheira não cessou pós-mensalão. Como as penas mais severas recaíram para os operadores do esquema e não para os políticos, imaginava-se que mesmo diante de um escândalo de maiores proporções valeriam as regras da impunidade e da incapacidade de a investigação produzir provas.

“Nem Eduardo Cardozo, quando era ministro da Justiça da Dilma, acreditava que a Polícia Federal fosse capaz de rastrear isso”, diz um agente federal que participou das investigações da Lava-Jato.

Sem falar uma única palavra sobre o teor das apurações – para as quais defende sigilo absoluto -, ele diz que governo algum, nem Lula, nem Dilma, nem Michel Temer, tem como interferir no trabalho da PF. Nem para o bem nem para o mal. Eles “desconhecem o nível do desenvolvimento dos setores de inteligência da PF”, que começou a interagir com o que há de mais sofisticado em matéria de rastreamento de dinheiro no planeta a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, um marco para a cooperação das polícias em todo o mundo.

Em cada novo ato do MPF, da PF e de Moro, o apavoramento se agudiza.

Na mesma quinta-feira em que Moro sentenciou Cunha, parlamentares do PT, Zé Geraldo (PA), Wadih Damous (RJ), e do PSB, Danilo Forte (CE), se revezaram em acusações grosseiras ao juiz, convidado especial para um debate na Câmara dos Deputados sobre o novo Código Penal.

Fora a descortesia, a virulência dos ataques revela o despreparo (e o desespero) dos deputados para lidar com a situação posta: Moro vai julgar fatos a partir de provas apresentadas pelo MPF e pela PF.

Não importa quem é o réu. Na quinta-feira foi Eduardo Cunha, o ex-todo-poderoso do PMDB. Em um futuro próximo, o ex-presidente Lula, hoje sem a regalia do foro de função. E, ainda que apeláveis ao Supremo, as decisões de Moro têm sido na maior parte das vezes referendadas pela Corte superior.

E – justiça seja feita – nada disso seria possível sem a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, sem a inteligência. São elas que propiciam que o martelo da Justiça possa pôr fim à impunidade.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

O MAR SERENOU

Na dia de hoje, 2 de abril, no ano de 1983, encantou-se Clara Nunes.

Já lá se vão 34 anos que ela partiu…

Vamos reverenciar sua memória ouvindo-a cantar uma composição da autoria de Candeia.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

É SEM NUNCA TER SIDO

O Tribunal Superior Eleitoral inicia depois de amanhã o julgamento da chapa Dilma-Temer, acusada de abuso do poder econômico nas eleições de 2014. Se houver condenação, a chapa é cassada; os candidatos perdem o cargo que tenham obtido. Dilma já se foi; Temer perde o mandato.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio cassou o registro da chapa Pezão – Francisco Dornelles. E, portanto, decidiu afastá-los dos cargos que ocupam, governador e vice-governador do Rio.

Pezão e Dornelles foram cassados, mas continuam exercendo o mandato até que o Tribunal Superior Eleitoral julgue seu recurso. Não dá tempo: até o recurso ser julgado, o mandato de ambos estará findo. Algo semelhante deve ocorrer com Michel Temer: o relator do processo, ministro Hermann Benjamin, pode apresentar relatório desfavorável ao presidente. Mas, ao que se sabe, ministros favoráveis a Temer estão dispostos a pedir vistas do processo, paralisando tudo. Na prática, não há prazo para devolver os autos, e enquanto isso o julgamento não anda. Mas imaginemos que o processo se mova e Temer seja derrotado. Vai continuar no cargo enquanto todos os recursos não forem julgados. E, em 31 de dezembro de 2018, à meia-noite, seu mandato presidencial se encerra. Depois disso, uma eventual condenação não passará de curiosidade histórica. Como dizia o ex-ministro Roberto Campos, o Brasil não corre o menor risco de dar certo.

Numerologia 1

Da internauta Simone Queiroz, assídua leitora desta coluna:

“13 é o número do PT/13 anos no poder
13,5 milhões de desempregados
Está comprovado: 13 é um número azarado.”

Numerologia 2

O juiz Sérgio Moro trabalha na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

Inflação em queda

A inflação (em parte por maus motivos, como a recessão que obriga os fornecedores a reduzir, ou no máximo manter, seus preços; em parte por bons, já que as medidas antiinflacionárias estão funcionando) mostra tendência de queda – a tal ponto que o ministro Henrique Meirelles pensa em reduzir a meta oficial, em 2018, para 4,25%; e para 4% em 2019. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, já propôs que, a longo prazo, o país busque inflação máxima de 3% ao ano. Hoje a meta é de 4,5%, e o Governo Dilma a ultrapassou todos os anos.

Comércio respirando

A assessoria econômica da Federação do Comércio de São Paulo registra boa recuperação do varejo paulistano em janeiro. É o terceiro aumento seguido nas vendas, que subiram 5,9%, puxadas por concessionárias de veículos, que tiveram alta de 2,8%. Segundo a Federação, o crescimento de vendas de veículos indica a melhora das expectativas dos consumidores paulistanos, já que envolve gastos elevados por um extenso período. Mas os números do desemprego continuam altos.

Ainda falta!

As leves melhoras na economia não foram suficientes para dar uma injeção de popularidade no presidente da República. Uma pesquisa do Ibope, encomendada pela CNI, Confederação Nacional da Indústria, mostra péssimos índices para Michel Temer. Dos entrevistados, 55% consideram seu Governo ruim ou péssimo, contra 10% que o consideram ótimo ou bom. A esperança de Temer está numa recuperação econômica que seja percebida pelos eleitores e os convença de que o desemprego será reduzido.

Falta muito!

De acordo com pesquisa de outro instituto, o Ipsos, sobre a avaliação dos políticos brasileiros, o ex-presidente Lula está na frente: 38%. Mas tem dois grandes obstáculos no caminho para disputar a Presidência: o primeiro é que tem 59% de rejeição. A popularidade não é suficiente para elegê-lo no primeiro turno, e a rejeição é alta demais para permitir-lhe a vitória no segundo. O outro motivo é que o juiz Sérgio Moro e o ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa são mais populares do que ele, e enfrentam menor rejeição. Moro tem 63% de popularidade; Barbosa, 51%.

Fato novo

Há também um novo possível candidato que pode criar problemas para Lula: o prefeito paulistano João Dória Jr., do PSDB, cuja administração vem sendo muito bem avaliada. Dória diz que não pretende deixar a Prefeitura no meio do mandato e que seu candidato a presidente é o governador Geraldo Alckmin. Mas como se comportará se as pesquisas, no ano que vem, o indicarem como o mais forte candidato entre os tucanos, com possibilidades reais de se eleger presidente? Alckmin, lembremos, já perdeu de Lula, com menos votos no segundo turno do que no primeiro.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

2 abril 2017 DEU NO JORNAL

TRAÍDA PELO SACANA DO VICE

O vice-procurador Geral Eleitoral, Nicolao Dino, que atuou na ação de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, afirmou em seu parecer final que a campanha vitoriosa em 2014 recebeu ao menos R$ 112 milhões em recursos irregulares

* * *

Dilma nada tem a ver com isto.

Ela nem sabia disto.

A culpa é de Michel Temer, o “usurpador“.

E mais: quem votou em Dilma, não votou em Temer

Podem perguntar pro fubânico petista Abusador da Razão que ele confirma o que estou dizendo.

E, além do mais, 112 milhões é uma ninharia. Uma merreca.

No país do Petrolão – o maior escândalo do Planeta Terra -, essa minxaria num quer dizer absolutamente nada.

Posse na Praça dos 3 Poderes: desde este dia que Temer vinha se preparando pra sacanear, trair e usurpar – imoral e ilegalmente -, o lugar de Dilma

2 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

FRANCISCO BERNARDO DE MENEZES – CHICO DE DEDÊS

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Chico e sua companheira no velho casarão de Dedês onde moravam

Nasceu no sítio Olhos D’água, hoje município de Ouro Velho no Estado da Paraíba, em 1930. Foi ajudante de caminhão, agricultor e morava com a mulher na mesma casa centenária, sem reboco  e de chão batido, onde nasceu.

Chico escondia por trás do vasto bigode toda uma vida de aventuras, arruaças e histórias engraçadas. Gago e desconfiado, não fazia amizade à primeira vista. Num contato mais próximo, tornava-se aquilo que se pode chamar de “amigo de infância”, tal era o seu desprendimento e a sua lealdade.

Aos   oitenta anos, o seu patrimônio era um centenário casarão com paredes de tijolos nus, uma pequena  aposentadoria rural que recebia, alguns trocados que ganhava na atividade rural e um monte enorme de histórias que fizeram dele sem dúvida o sujeito mais importante daquelas plagas.

Sábio como era,  se não foi pro céu, foi  por que não quis. O caminho ele conhecia.

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Da direita  para a esquerda: Manoel Filó, Zelito Nunes, Sebastião Dias, Chico de Dedês, Dulau e Nildinho, num congresso de Cantadores em Monteiro-PB

A MISSA DA CABRA

Chico tinha uma cabra ladrona que tava entrando no roçado de um sujeito lá perto dos Olhos Dágua aonde ele morava. Um dia na feira do Boi Velho o camarada encontrou-se com ele e pediu providências e Chico prometou dar um jeito.

Na outra semana , outra reclamação:

– Mas Chico, será que vai ser preciso eu ir pra polícia?

– Pode deixar Fulano, que não vai mais acontecer.

Dois dias depois o cabra encontrou Chico:

– Chico, assim não dá, você tem que dar um jeito nessa cabra!

Chico respondeu :

– Agora meu velho, a única coisa que eu posso fazer é rezar uma missa pra alma dela pois eu já matei a coitada, vendi o couro e até já comi a buchada.

Chico, que já vinha doente, passou mal e foi levado pra Monteiro. Lá o médico, depois de examiná-lo, recomendou:

– Seu Chico eu vou mandar aplicar um soro no senhor.

E Chico respondeu:

– Doutor, eu prefiro que o senhor me dê o leite ou o queijo, o soro não vai resolver meu problema não.

Melhorou e voltou pros Olhos Dágua. Dois dias foi de novo pra Monteiro.

Dessa vez, não voltou mais.

Aí, todos os olhos do lugar se encheram d’água com a sua partida.

Em frente à casa de Paulo Preto na Boa Vista dos Barões, município de Prata-PB; na foto Chico de Dedês está em pé; sentados: Nerise, Edelzuita Rabelo, Zelito Nunes, Santanna, Antonio de Catarina, Edleuza, Luciano Nunes e outros

2 abril 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

2 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MANTENHA A DÚVIDA

Lendo na internet, em blogues e grandes páginas, alguns comentários de militantes defendendo Lula, Dilma e o PT – e baixando o cacete na “direita golpista” -, me alembrei-me de uma frase do meu guru, Millôr Fernandes:

“É preferível ficar calado e deixar as pessoas pensarem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida.”

2 abril 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

DURO CASTIGO

Embora seja chegado desesperadamente a pingos d’água, a Natureza gosta de aprontar com o sofrido Nordeste. Em vez de abrir as torneiras em cima da Região para molhar o chão, encharcar o torrão ressecado, acumular água suficiente nos reservatórios, a mãe Natureza prefere transferir os aguaceiros para outros locais. Deixa a região nordestina a ver navios, sofrendo as agruras da seca, sem água para matar a sede da população, manter a flora esverdeada e a bicharada sadia. Sem sede. Vendendo saúde.

Esta tem sido a sina do nordestino, especialmente do sertanejo, em várias épocas. Reclamar contra a escassez de chuvas, lamentar a pobreza, sofrer com a fome que a secura de colheita e renda provoca. O índice pluviométrico na Região dificilmente ultrapassa a marca de 800 mm/ano. Além disso, tem o agravante das altas temperaturas elevar a evaporação demasiadamente. Liberando infernal calor.

Três fatores contribuem para a sequência de estiagens duradouras. A temperatura da água do Oceano Atlântico, o evento climático El Niño originado no Pacífico, e a baixíssima umidade atmosférica. Além da indústria da seca, ideia política, que só faz atrapalhar, especialmente na gastança de recursos federais, feita sem o mínimo de critérios razoáveis, tem também o agravante da alta natalidade e a concentração fundiária.

O Sertão, o Agreste, o semiárido, tem o tipo de relevo que dificulta a união de massas de ar quente com a umidade local para formar chuvas. A anomalia é o suficiente para o clima do semiárido não favorecer a incidência de chuvas. Daí o natural aparecimento de estiagens prolongadas.

Toda vez que a estiagem se alonga a choradeira invade a área, principalmente no campo. O êxodo rural se expande. O roçado perde o brio, tem plantas que na luta para escapar da morte, perde as olhas na tentativa de conservar a umidade, a agricultura enfraquece e os animais morrem de sede e de fome. Até a pecuária extensiva baixa o rendimento. Aumentando o prejuízo.

Daí a existência de muitas barragens nos rios e a profusão de açudes para aliviar a barra. Armazenando água para suportar longos períodos de estiagem, como este em evidência. Somente a cambada de pessoas sem escrúpulos, aproveita a onda de intempéries na natureza para enriquecer. Ficar milionário à custa do humilde povo. Da corrupção expansiva. Prática de gente desnaturada ainda em vigor no país.

O nordeste já atravessou muitos períodos de seca. A primeira notícia de seca surgiu em 1583, segundo relato do padre Fernão Cardim. A dura estiagem deixou a terra estéril. Sem produção agrícola e a falta do que comer, os índios começaram a pedir socorro aos brancos, implorando por comida. Aí, foram explorados à beça.

A de 1919 foi tão terrível que forçou o governo a pensar mais alto. Incentivou a criação do DNOCS-Departamento Nacional de Obras contra a Seca. Com a seca de 2007 apareceu a ideia da transposição do Rio São Francisco. Obra até agora em construção quando devia estar concluída para perenizar os secos rios nordestinos. Servindo de campo de propaganda para serviços eleitorais. Gastam rios de dinheiro com passagens aéreas, hotéis e mordomias, ao invés de aplicar a gastança em coisa útil. a serviço do povo humilde.

A atual seca é mortal. Dura desde 2010 e devido ao baixo volume de chuva ser inferior à media, a atual seca é considerada a pior dos últimos cem anos. Apesar de obras estruturantes e a demorada construção de adutoras, o problema permanece grave. Sério. Afinal, são 3.500 localidades pedindo clemência para amenizar os efeitos da mortal seca. São 23 milhões de pessoas sonhando com a possibilidade de encontrar solução para corrigir as distorções climáticas. Interferir nas variações pluviométricas.

Criada para suprir deficiências, até a Sudene teve de ser extinta em 2001, devido à descoberta de desvio de verbas no valor estimado de R$ 1,7 bilhão. Apesar de atuar durante 42 anos, o órgão não resolveu os principais problemas nordestinos. Apenas amenizou um pouquinho.

A aflição cresceu depois de surgir ameaças de colapso no abastecimento de importantes cidades. O açude Castanhão, que abastece Fortaleza, no Ceará, como apresenta pouco volume de água, oferece o risco de racionar o abastecimento na capital cearense.

A seca causa profundos arranhões de efeitos econômicos, sociais e políticos na Região. Começa pela deficiente distribuição de recursos, especialmente de água, para suavizar o sofrimento da população atingida. A estiagem é tão danosa que deixa a paisagem do agreste e sertão nordestina completamente desértica.

Até o inicio do ano, o governo federal enquadrou 272 municípios nordestinos em situação de emergência, em decorrência da estiagem.

No Piauí foram relacionados 57 municípios, no Ceará 130, no Rio Grande do Norte, 153 cidades, na Paraíba, 196, em Pernambuco, só do Agreste apareciam 70 municípios relacionados, em Sergipe, 30 e na Bahia, figuravam 314.

A vantagem de enquadrar o município em situação de emergência é a facilidade para pedir socorro ao governo federal no que tange a assistência à população, no recebimento de serviços essenciais, como o fornecimento de carro-pipa e renegociação de dívidas na agricultura.

O incrível é a existência de diversos órgãos para combater os efeitos da seca, mantidos para prestar serviços na irrigação, na construção de poços artesianos e açudes e fazendo frentes de trabalho para distribuir renda entre as vítimas da estiagem.

Todavia, como faltam ações do Poder Público, o nordestino se ferra com esta estressante ausência de chuvas na Região. O silêncio sobre a assistência é total. Enquanto o governo cruza os braços, o povo se atola em necessidades. Apesar das reclamações, o nordestino só serve como moeda de troca. Garante voto nas campanhas políticas.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

2 abril 2017 DEU NO JORNAL

APRENDEU A LIÇÃO

* * *

Agora sim, Aécio agiu certo.

A primeira coisa o Cheirador já fez: pedir acesso à dedada, ou melhor, à deduragem que levou no furico emplumado.

O segundo passo é dar um discurso dizendo-se perseguido pela grande imprensa usurpadora e direitista.

Este destaque aí de cima saiu na revista Veja, expoente da mídia golpista. Fora a capa que a revistona deu cagando na cabeça do tucano.

Na etapa seguinte Aécio tem que vir a público e dizer que tudo isto é mentira.

Pra fechar com chave de ouro, ele deve fazer um pronunciamento declarando, com toda humildade possível, que é mais honesto do que Jesus Cristo.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

LAVA-JATO COM TELEX-FREE

O saudoso “Cappo de tutti capi” do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o folclórico Castor de Andrade, costumava dizer, do alto de sua imensa experiência a respeito, que as duas coisas mais fáceis de vender para essa multidão de cabeças de bagre que forma a humanidade, é vaidade e ilusão. Sábias palavras!

Temos acompanhado a interminável novela, tipo assim uma série da Netflix, que recebeu a alcunha de Operação Lava-Jato. É um festival de ilusões e vaidades que nunca acaba. Primeiro, de gente que acha que vai ficar desmessuradamente rico roubando e que ninguém vai dizer ou fazer absolutamente nada (mera ilusão). Depois, um festival de vaidades absolutamente brega e terceiro mundista: Iates e aviões suntuosos a mancheias; carros valendo milhões e servindo apenas de enfeite na sala de jantar, desbunde total com hoteis em castelos medievais; restaurantes suntuosos cujas refeições terminam sempre em bebedeira e com os guardanapos nas cabeças servindo de bandana; joias e mais joias impossíveis de serem usadas, tanto porque levantariam questionamentos sobre suas origens espúrias, como pela possibilidade de suas usuárias virem a ser degoladas por assaltantes querendo se apossar das mesmas; imóveis suntuosos, reformados e “emprestados por amigos” corruptores e comparsas na ladroagem; listas de compras intermináveis em lojas de grife; etc. A sequência segue interminável, terminando sempre em Bangu-9 ou na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, graças à atuação do impávidos juizes e procuradores (Deus os proteja e guarde quando andarem de avião). Isto apesar da nomeação de amigos do peito para o STF com a única missão lá de proteger as pregas dos facínoras que os indicou, os sabatinou, ou os empossou.

A cada dia, surge uma nova “delação premiada”, denunciando e envolvendo nos crimes mais uma carrada de ex-comparsas. Parece muito com aquelas “correntes” financeiras fajutas em que, cada um que entra, tem a obrigação de arrastar no mínimo mais dez, de modo a fazer com que a roleta da picaretagem não pare nunca e cresça sempre. Enquanto isso, a nação exângue permaneçe no aguardo de que esta novela xumbrega chegue ao seu final e todos as lideranças dos larápios venham a ser adequadamente engaiolados, em um grande “Happy End” apoteótico, como soi acontecer.

Esta menção à Operação Lava-Jato e a correntes financeiras faz-me lembrar que existe uma outra sacanagem com a nossa espoliada nação, que vem ocorrendo bem diante dos olhos de todos, e cuja magnitude financeira será talvez bem maior que aquela roubalheira que ocorreu na Lava-Jato, e que (por enquanto) está absolutamente incólume e despercebida pelo público e pelas autoridades. É o famigerado FIES!

Temos aí (de novo) mais um caso clássico em que pessoas espertas vendem uma vaidade, a de que todos os analfabetos deste país se tornarão “doutores”, juntamente com a ilusão de que esta nova condição lhes abrirá as “Portas da Esperança”, tal e qual naquele programa televisivo famoso, através de aumentos substanciais nos seus ganhos financeiros, ganhos estes que deverão ser mais que suficientes para pagar os vultosos empréstimos assumidos e ainda deixá-los todos ricos. Nada mais distante da verdade!

Na realidade, o que vem ocorrendo no ensino superior do Brasil é a formação de gigantescos conglomerados, cujo valor atinge a casa dos BILHÕES DE DÓLARES, e cuja formação se deveu ao patrocínio direto de nosso estimado Governo petista, bem como aos repasses continuados de verdadeiras montanhas de recursos federais, em uma escala nunca vista antes neste país, ou mesmo em qualquer outro lugar no mundo.

A alegação por trás desta imensa “derrama” dos escassos recursos governamentais nestas instituições vem se dando com base em um raciocínio até certo ponto correto: Já que as universidades federais são insuficientes para atender à imensa carência brasileira por profissionais com nível superior, caberia ao governo financiar os estudos em universidade particular de todos aqueles cujo rendimento escolar se situasse acima de um certo patamar e que não dispusessem de recursos suficientes para tal. Só que, como tudo o que o PT se apropriou de governos anteriores dando uma nova roupagem, este velho “Crédito Educativo” (da época dos militares) recauchutado é uma meia verdade e, como tal, não passa de uma mentira completa.

Ao se iniciar este processo de liberalização dos pagamentos dos cursos universitários diretamente às faculdades, uma série de empreendedores altamente expertos percebeu imediatamente a imensa janela de oportunidades que se abria diante deles: Primeiro, fundaram instituições “mantenedoras” das suas faculdades que passaram a assumir a função de verdadeiras “Holdings” do projeto empresarial. Logo depois, lançaram suas ações na Bolsa de Valores através de estreptosas cerimônias, sempre ao estilo NASDAQ, aqui bem representado pelo mitológico Eike Batista. Orientados por especialistas em I.P.O (Initial Public Offer), conseguiram criar um imenso impacto junto aos investidores e, com isso, levantaram muitos milhões logo no lançamento das mesmas.

Era um jogo de cartas marcadas e todos os envolvidos já sabiam muito bem aonde iria dar esta estória toda.

A etapa seguinte foi a frenética busca por instituições menores, normalmente regionais e de origem familiar, a fim de serem rapidamente adquiridas e incorporadas aos imensos grupos criados. Dinheiro para estas aquisições era o que menos faltava, já que estavam com os cofres abarrotados com os recursos provenientes do lançamento das ações na bolsa.

A esta altura, só faltava equacionar quem seria o otário que bancaria o imenso fluxo financeiro necessário à manutenção das imensas estruturas que se criaram, tendo em vista a situação de extrema penúria a que havia sido reduzida a classe média deste país por obra dos malabarismos da amaldiçoada “Nova Matriz Econômica” do catastrófico governo do PT. O candidato preferencial para entrar de ré e com as calças arriadas em casos similares a este é sempre o nosso querido Governo. Não deu outra!

Caminhou tudo muito bem, exatamente conforme o previsto, com os imensos dinossauros empresariais se acasalando e se entredevorando, até que sobraram menos competidores na arena que os dedos de uma mão. De repente, e não mais que de repente, o setor mais estratégico para qualquer nação que pretenda ter algum futuro se tornou um dos mais oligopolizados do mundo. E O CADE NÃO DEU UM PIO A RESPEITO!

Mais eis que, de repente de novo, havia uma pedra no caminho. E era imensa. O Governo quebrou!

A roubalheira foi tanta, depenaram tanto o Governo, as mamatas foram distribuidas tão generosamente, que ao final, os cofres públicos se encontravam totalmente “zerados”. Foi quando a vaca peidona, acolitada por um jumento que se achava “o pica” em termos econômicos, decidiu apelar para as pedaladas. Foi nessa que ela quebrou a cara e dançou, levando consigo toda a trupe de economistas imbecis, arrogantes e corruptos.

Imaginem as frenéticas negociações levadas a efeito para que fossem liberados os R$ 32,2 BI gastos com pelo FIES, só em 2016, e que o Governo se encontrava absolutamente impossibilitado de honrar. Dá para imaginar o valor dos argumento$$$$$$ que foram utilizados para convencer o burocrata picareta, que se achava dono da chave do cofre na ocasião, a fim de convencê-lo a soltar a grana? Se for verificar, a operação Lava-Jato vira dinheiro de trombadinhas. E o que é pior: tudo foi feito dentro da mais legítima legalidade e atendendo a uma imensa demanda social. Só que, mensalidades que giravam ao redor de R$ 200,00 ou R$ 300,00 Reais, viram-se rapidamente infladas para novos patamares ao redor de R$ 1.000,00. – Já que é o Governo quem vai pagar, não quero nem saber quanto custa! Depois agente vê como fica. Resultado: inadimplência de 53%. Ninguém paga porra nenhuma. O prejuízo sobra para os otários de sempre.

A rentabilidade dos imensos grupos assim formados ascendeu aos ceus. O valor das suas ações multiplicou-se várias vezes. O tempo de retorno dos investimentos relizados pelos mesmos ficou em torno de tres a quatro anos. Cresce mais porque é mais rentável. É mais rentável porque cresce mais.

Nunca satisfeitos com os ganhos imensos, passaram a adotar modelo de gestão selvagem celebrizado por aquela cervejaria, e que esfola todos os “Stack Holders”, e que tem a única finalidade de entupir os acionistas de dinheiro. O virtual monopólio exercido sobre o mercado facilita sobremaneira a tarefa de esfolar seus profissionais, fornecedores, clientes, financiadores, todos que tiverem o azar de atravessar os seus caminhos. Avançam agora para a etapa seguinte do projeto. A fase que denomino de Telex-Free.

Como a fonte do FIES está secando, já que as tetas estatais estão totalmente murchas, passaram a financiar os incautos que lhes cairem às mão com recursos próprios. Dinheiro para isso não lhes falta.

– Estude agora e pague só depois de se formar!

Cursos que custam R$ 200 ao mês, financiados por R$ 1.000 mais os juros. Isso acrescido de que, com a quase sempre baixíssima qualidade do ensino que está sendo aplicado, aliada à sesquipedal ignorância da maioria absoluta do alunado, entrarão burros e sairão jumentos diplomados. Só que devendo uma fortuna. Daqui há alguns anos, teremos uma imensa multidão de inadimplentes devendo até os cabelos da cabeça a estes mesmos grupos. Será a hora do nosso querido governo entrar em cena de novo e arrumar um subsídiozinho de alguns Bilhões para que estes possam quitar as suas dívidas. Eita brasilzinho danado!

2 abril 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

2 abril 2017 DEU NO JORNAL

PÁREO DURO

Lula está animado com as pesquisas.

O destaque de seu site é o levantamento do instituto Ipsos, segundo o qual ele é aprovado por 38% dos brasileiros.

O site de Lula só se esqueceu de dizer que, na mesma pesquisa, ele é reprovado por 59% dos brasileiros.

Até Luciano Huck ganha dele.

* * *

Vamos complementar esta notícia aí de cima com mais outros números, só pra estragar o domingo de Cabeça-de-Fossa, minha querida amiga e conterrânea de Palmares, tesoureira do Comitê Municipal do PT na nossa cidade.

A notícia é esta:

Em termos de satisfação, Lula ficou atrás somente de Joaquim Barbosa e Sérgio Moro, que têm aprovação de 51% e 63%, respectivamente.

Na minha opinião, eu acho que a disputa final será entre a dupla L/L (Lula/Luciano)

Vai ser uma briga pra torar.

Um pleito emocionante.

Um páreo duríssimo

Um batalha capaz de arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

Francamente, eu mesmo tô numa dúvida danada sobre pra quem devo dar meu voto ano que vem.

Esta dúvida atroz me oprime o peito.

Luciano Huck ou Luiz Inácio?

Daqui pra lá eu resolvo.

Eleições 2018: duas excelentes opções para o eleitorado banânico

2 abril 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – BLOG DO JOSIAS

MAURICIO DE NASSAU RETOMA O RECIFE

O espírito de Mauricio de Nassau de vez em quando baixa no Recife. Seu apreço pela cidade é tamanho que deu seu nome à cidade: “Mauricéia”, que mais tarde Mario de Andrade imitou em São Paulo com “Paulicéia, mesmo que seja desvairada, um sinal dos tempos.

O que ele fez pela cidade em sete anos de governo em termos de infraestrutura (e também de superestrutura), considerando-se os recursos da época, é inatingível por qualquer governante até hoje. O plano urbanístico, palácios, jardins, pontes e diques ainda estão lá para quem quiser ver. Claro que para isso recebeu uma ajuda substancial da colônia judaica, pois ninguém faria aquilo tudo isso sozinho. Quando foi chamado de volta à Holanda, os judeus se mobilizaram e quiseram cobrir o salário que lhe pagavam para que permanecesse na cidade. Não teve jeito, voltou para a Europa e se instalou na Alemanha.

Mas não esqueceu a cidade que mais tarde Albert Camus chamou de “Veneza Brasileira”. Tanto é que 66 anos depois de seu retorno à Europa, foi chamado de volta para ajudar na emancipação do Recife numa revolta contra o domínio português instalado em Olinda. Em 1710 esteve por aqui auxiliando os recifenses na condição de estrategista dos mascates. Nassau não era político nem militar, era um empresário que exercia o poder com o conhecimento dos homens de negócios. Quanto a exploração da mão de obra escrava, não fazia como os portugueses que exploravam, torturavam e matavam os trabalhadores. Dizia que pode-se tosquiar a ovelha, mas o cutelo não pode atingir a pele do animal, numa analogia ao tratamento dado pelos portugueses.

Sua ajuda foi decisiva: Recife venceu a Guerra dos Mascates, conquistou a autonomia e pode prosseguir com seu talento para se tornar uma metrópole mundial, como ele idealizara. Mais tarde, em 1817, foi solicitado de novo a colaborar com a independência da Nação Pernambucana (e por extensão, brasileira). Porém, não botou muita fé no empenho; achou que a pretensão era grande demais e não veio participar diretamente do embate. Manteve uma ajuda à distância, dando apenas consultoria aos revoltosos através da inspiração. Um dos fatores que o desanimou foi a participação de militares napoleônicos articulada pelos revoltosos, e até a possibilidade de se transferir Napoleão, preso na Ilha de Santa Helena, para o Recife, com o intuito de retomar o Império Napoleônico. Sabe-se que as relações entre a Alemanha e a França não eram cordiais. A Revolução Pernambucana prosperou apenas por 74 dias e foi fragorosamente derrotada. Mesmo assim, antecipou uma independência negociada cinco anos depois.

Como empresário multinacional (foi um dos dirigentes da Companhia das Índias Ocidentais), sua estratégia era outra. Seu negócio era manter o domínio através de novos mercados, e Pernambuco tinha cacife para isto. Passados todos estes anos, eis que Nassau surge de novo, agora inspirando um alemão empresário e art designer, para restaurar o que restou daquela época e retomar o devido lugar do Recife no mapa mundial. Agora não se trata mais de invasão territorial, pois o processo de globalização iniciado naquela época se dá hoje de modo diverso. O processo hoje se dá pelo meio empresarial, onde Nassau tem uma longa e comprovada experiência.

Seu conterrâneo, Klaus Meyer, esteve no Recife e foi inspirado por Nassau a se apaixonar pela cidade. Na busca de um lugar para morar e trabalhar, encontrou na Rua da Soledade (bairro da Boa Vista) um vistoso casarão, de 1840, com o nome de “Villa Ritinha” esculpido no pórtico, o nome da esposa do proprietário. O local pertencia a um casal de portugueses, onde se dava grandes festas da elite pernambucana do século XIX. Tem até um elevador, um dos primeiros do Recife, que vai ser restaurado. O alemão se apaixonou de imediato pelo imponente prédio, e comprou-o. “Quando eu comecei a restaurar a casa, descobri que havia muitas obras de arte cobertas por pinturas e achei que isso não poderia ficar fechado. As pessoas tem o direito de conhecer isso. Mudei todo o plano”, disse Meyer.

Iniciou a restauração do prédio de 400m² há três anos, e as pinturas, afrescos e altos-relevos em estilo francês e italiano da época foram aparecendo por baixo das camadas de tintas retiradas. São belíssimos quadros espalhados pelas salas e corredores do casarão. Seu projeto consiste na instalação de um centro cultural com café, bar, auditório e galeria de arte para visitação pública. A Villa Ritinha pode ser vista em todo seu esplendor na Intenet (https://www.youtube.com/watch?v=UlGsQhri–Y). Sua ideia é estimular outros empresários a adquirirem mais casarões antigos nas redondezas, restaurá-los e retomar a beleza que um dia foi chamada de “Veneza Brasileira”.

A iniciativa de Klaus Meyer estimulou a Prefeitura do Recife a retomar a restauração da cidade iniciada na década de 1990, com a Rua do Bom Jesus. Ou será que foi o espírito de Nassau interferindo e influenciando também na municipalidade? Não importa, o que interessa é que o secretário de Planejamento Urbano, Antônio Alexandre, está disposto a restaurar boa parte dos prédios antigos que se encontram abandonados, alguns correndo o perigo de desmoronar. “Começou como um polo institucional e agora está atraindo o interesse do mercado imobiliário. Vamos começar a fazer experimentos na cidade”, declarou. Pelo que temos “percebido”, Nassau anda agora exercendo sua influência nos empresários do Porto Digital, de modo a transformar toda aquela parte do centro velho do Recife num belo recanto onde o antigo e o novo se conjugam em perfeita harmonia.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

2 abril 2017 DEU NO JORNAL

VOTOS CERTOS

* * *

O estimado fubânico Teimoso Renitente está coberto de razão.

A eleição de Lula em 2018 está garantida.

Não vai faltar eleitor pra mode votar nele.

2 abril 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)


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