4 abril 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

DELAÇÃO ACEITA

4 abril 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

4 abril 2017 DEU NO JORNAL

O ADVOGADO CERTO PARA BANDIDOS DE ALTO CALIBRE

O criminalista Alberto Toron, que defendeu petistas durante o julgamento do mensalão no STF e atua no caso do sítio de Lula em Atibaia, agora tem um novo cliente: o tucano Aécio Neves.

* * *

Ladrões de grosso calibre (e ricos) precisam mesmo de advogados competentes.

Lula e Aécio estão em boas mãos com o trabalho do notável criminalista Dr. Alberto Toron, detentor de Mestrado e Doutorado em Direito Penal, além de professor desta matéria.

Doutor Alberto Toron na tribuna, defendendo bandidões vermêios de primeiro escalão, como o mensaleiro João Paulo Cunha, cuja absolvição ele conseguiu no STF lewandowskiano

4 abril 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

4 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

RENAN É A PROVA DE QUE O ILÓGICO REGE A POLÍTICA

Há três meses, seria chamado de maluco alguém que dissesse que Renan Calheiros, tido como pilar da governabilidade sob Michel Temer, viraria líder da oposição no Brasil. Em dezembro de 2016, a pretexto de salvar o país do Apocalipse que sobreviria ao afastamento de Renan da presidência do Senado, o Supremo Tribunal Federal agraciou o personagem com uma punição meia-sola. Réu em ação criminal, Renan foi retirado da linha de sucessão da Presidência da República, mas foi mantido no comando do Senado, posto que exerceria até 2 de fevereiro de 2017.

O ministro Marco Aurélio Mello, dono da toga que ordenara a saída de Renan da poltrona de presidente, rendeu homenagens àquele que rasgara seu judicioso despacho. “Hoje, pensa o leigo que o Senado da República é o senador Renan Calheiros”, disse Marco Aurélio, na sessão do Supremo em que a maioria dos colegas deu de ombros para a desobediência de Renan. ”Diz-se que, sem ele, tomado como um salvador da pátria amada, não teremos a aprovação de medidas emergenciais visando combater o mal maior, que é a crise econômico-financeira. Quanto poder! Faço justiça ao senador Renan Calheiros. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República.”

Súbito, Renan Calheiros, agora na pele de líder do PMDB, o partido do presidente da República, põe-se a torpedear as reformas que prometia carregar sobre os ombros. Vira a cara para a terceirização da mão-de-obra. Faz careta para a reforma da Previdência. Tacha o governo de “errático” o governo que supostamente apoiaria. Faz troça da propalada habilidade política do pseudo-aliado Michel Temer: “Quem não ouve erra sozinho.”

Em tempo recorde, a tese de que o réu Renan seria o esteio do governo no Congresso virou um conto do vigário no qual o seis ministros do Supremo caíram. “Em benefício do Brasil e da Constituição da qual somos guardiões, neste momento impõe-se de forma muito especial a prudência do Direito e dos magistrados”, dissera, por exemplo, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, na fatídica sessão. “Estamos tentando reiteradamente atuar no máximo de respeito e observância dos pilares da República e da democracia.”

Antes das manifestações de Marco Aurélio e Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux mencionara a “anomalia institucional” que enxergava no cenário. E acrescentara que o afastamento de Renan seria mais ruinoso que sua permanência. Sem ele, estaria comprometida toda uma agenda nacional que exigia deliberação imediata do Congresso.

Deve-se a migração de Renan da condição de Salvador-Geral da República para o posto de Puxador-Geral de Tapetes a um sentimento que pode ser batizado de ostracismofobia. Investigado em 12 inquéritos, nove dos quais relacionados à Lava Jato, o senador convive com o medo de não ser reeleito em 2018. Sem mandato, seus processos desceriam do Supremo para a Vara de Sergio Moro, em Curitiba. Daí em diante, o risco do cárcere e do ostracismo seriam o limite. É por medo de fracassar nas urnas que Renan toma distância da impopularidade de Temer. Preocupa-se também com o futuro do seu herdeiro político, Renan Cilho, candidato à reeleição ao governo de Alagoas.

Renan notabiliza-se como um desses políticos admiráveis que conseguem atravessar a vida sem fazer nada de admirável. Repete com Temer o que já fez com Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Dilma. Enquanto os governos estão em boa situação, o mandarim de Alagoas se oferece para como voluntário sofrer na própria pele as mais insuportáveis vantagens. Quando o mar fica revolto, Renan salta da embarcação. Age sempre com a desenvoltura de um transatlântico que abandona os camundongos. No momento, Renan se recompõe com Lula, cuja popularidade em Alagoas continua roçando as nuvens.

Renan aposta na volta de Lula. O senador cospe num prato em que já não há muito o que comer, com a perspectiva de retornar à mesa em momento de maior fartura. A reincidência com que Renan reaparece nos arredores dos cofres do poder é a maior evidência do ilógico que rege a política. Sua capacidade de regeneração é um atestado da inconsequência de um país que ainda confunde prontuários com biografias. A Lava Jato ensinou à oligarquia política e econômica que a desfaçatez passou a dar cadeia. Mas Renan resiste. A exemplo de correligionários como Eduardo Cunha, Renan passou a impressão de atear fogo às próprias vestes durante o ciclo do PT no poder. A grande diferença em relação a Cunha é que Renan sempre se despe antes de riscar o fósforo.

4 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

4 abril 2017 DEU NO JORNAL

UM NOME DE CARRO PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA!

A Hyundai vai lançar um SUV compacto na Europa para ficar abaixo do Tucson.

O “primo” europeu do Creta brasileiro se chamará Kona, mas o nome não pegaria bem em Portugal, onde o som da palavra remete ao nome vulgar do órgão sexual feminino.

Assim como Santa Fe e Tucson, a ideia inicial era fazer uma homenagem a uma região da América do Norte. Desta vez, o Havaí foi escolhido, e o nome vem de Kailua-Kona, área turística da ilha norte-americana.

Mas em Portugal o lançamento receberá o nome de Kauai.

A Hyundai, seguindo a estratégia de denominação de modelos da gama SUV, adaptou a cada mercado a designação do modelo de acordo com a adequação fonética de cada língua“, afirmou a empresa, evitando a gafe.

* * *

De Kona pra cono, a diferença é mesmo pequena.

E cono, em Portugal, é a nossa conhecida buceta, na ortografia fubânica. (A ortografia dicionarizada, boceta, num tem graça nenhuma…)

Pois se a Hyundai quiser lançar este modelo aqui no Brasil com o nome de “Buceta“, pode acreditar que vai fazer um sucesso danado.

O carro será o líder de vendas de norte a sul, de leste a oeste, com toda certeza. Eu mesmo trocaria o meu surrado calhambeque por um carango com esta denominação.

Neguinho vai se sentir orgulhoso de desfilar ao volante do seu bólido, tendo este emblema pregado na lataria:

Ao contrário da nação lusitânica, a nação banânica não sentirá qualquer melindre de ver circulando em suas ruas um carro com este nome.

Fique sabendo a Hyundai que este é o pais do deboche, da zorra, da zona, do esculacho, da mangação e da anarquia.

E mais: fique a Hyundai sabendo que esta terra foi gunvernada pelo PT por mais de uma década.

Quer zona mair do que esta???!!!

O cono, que em Portugal é a estimada e querida bacurinha, (também conhecida pelos nomes de goelão, xibiu, perseguida, xoxota, carne-mijada, casa-de-rola, beira-roxa, porteira-do-mundo, caranguejeira, chiranha, vagina, mealheiro, migué, aranha, inchu, boca-sem-dente, bregueço, lascadinha, pão-crioulo, forno, racha-do-cão, tabaca, brecha, engole-pau, carteira, do-cu-pra riba, e muitos outros mais), já foi até cantado em um magistral soneto de Bocage.

Na minha mocidade, este foi um dos primeiros sonetos que decorei, além de vários outros, da obra putárica do vate português, que eu declamava, atendendo a pedidos, nas intermináveis rodas de boemia e cachaça.

Confiram:

Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putissimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas teem reinado:

Dido fui puta, e puta d′um soldado:
Cleopatra por puta alcança a c′ròa;
Tu, Lucrecia, com toda a tua pròa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Russia imperatriz famosa,
Que inda ha pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques pois, oh Nise, duvidosa
Que isto de virgo e honra é tudo peta.

4 abril 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

DEBOCHE

* * *

CONTINUA SEMIANALFABETA

4 abril 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

4 abril 2017 HORA DA POESIA

TÂNTALO – Maria Braga Horta

Não seria maior, nem mais forte o castigo,
fosse o crime de morte ou pecado de amor!
Mas o néctar do céu, que trouxeste contigo,
trouxe o fogo do inferno a teu mundo interior.

Foi cruel o suplício, e cruel o inimigo
ao negar-te, da água, a doçura, o frescor;
ao negar-te um só pomo, ao negar-te um abrigo,
e te expondo ao olhar um país de esplendor.

Por teu crime sofreste e foi grande a tortura!
(Era o néctar tão doce, a ambrosia tão pura!
Se não fossem de Zeus, tentariam a Zeus!)

Não amaste, porém, e não foste obrigado
a partir triste e só, e deixar o ente amado
sem um beijo de amor, sem um gesto de adeus…

Lajinha, 2-2-1956

4 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

4 abril 2017 DEU NO JORNAL

UMA PARELHA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

Ciro Gomes chamou Michel Temer de “ladrão fisiológico”.

Ele disse também:

“Está muito provado que ele pediu dinheiro dentro do Palácio do Jaburu à Odebrecht. Eu tenho as cópias do processo em que uma senhora reclamou união estável e pensão na Companhia Docas de Santos e ela descreve como se dividia o dinheiro em parte com o Michel Temer”.

Ciro Gomes não é candidato a presidente da República.

Ele é apenas a bucha de canhão de Lula.

Vai à linha de frente para tomar tiro dos inimigos do petismo.

* * *

Os dois formam uma bela parelha.

Nunca vi uma dupla representar tão bem a cara desta esculhambada república de Banânia como Lula e Ciro.

Lapa de Corrupto e Lapa de Cínico são feito pinico e urinol: a mesma coisa!

Possivelmente, este é o par mais certo e apropriado que se formou neste fudido país no último decênio.

Farão muito sucesso juntos.

Idiotas pra bater palmas pros dois é o que não falta. Podem te certeza disto.

“O que mais tem neste mundo é mato e gente besta, cumpanhero Lula. Pode se rir-se mesmo: ainda existem babacas que acreditam no que nós dois falamos”

4 abril 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

ENXOFRE NA GUANABARA

Houve um tempo em que o Rio de Janeiro, mercê da marcha famosa de André Filho, era conhecido como “cidade maravilhosa”. Hoje outra canção de sucesso, de Gilberto Gil, também é profética ao decretar que a antiga capital do País “continua sendo”. No Rio, modas são criadas e adotadas e, depois, se transmitem ao resto do País. E foi assim que a capital do samba e da bossa nova virou também o exemplo mais descarado da corrupção desregrada que assola o País desde que a aliança entre PT, PMDB e partidos menos importantes tomou o poder na República insana.

Os métodos adotados pelo ex-governador Sérgio Cabral para cobrar e receber propinas de empreiteiros amigos que depois viraram desafetos, como Fernando Cavendish, da Delta, vieram acompanhados de histórias de amor, desamor, desejo, ciúmes e traição. Seu caso com uma parente do empresário tornou-se público depois da queda do helicóptero que a transportava para uma festa na Bahia, para a qual ele iria em outro. A descoberta e a insistência dele em não aceitar a imposição pela mulher, Adriana Ancelmo, do ex-marido para chefiar a Casa Civil resultaram numa separação do casal, que logo em seguida voltou a conviver como se nada tivesse acontecido. Esse vaivém de alianças também ocorreu na política, pois ele e seu amigão do peito Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Estado e cúmplice em várias falcatruas e tramoias, apoiaram o adversário tucano do PT na eleição presidencial de 2014.

Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira perderam a eleição para Dilma e Temer, mas a delação dos 77 da Odebrecht deixou claro que a dita oposição também sujou as mãos na porcaria da roubalheira geral brasileira. E nesta semana os netos de Tancredo Neves, o conciliador-mor do século 20 na política brasileira, tanto Aécio quanto a irmã Andrea, foram citados nas famigeradas delações premiadas dos 77 da Odebrecht. Na semana em que Aécio é capa de Veja, os jornais anunciam a marcha para a delação premiada do próprio Cabral. Para temor generalizado dos três poderes no Estado que ele governou e na Federação.

Por enquanto, o mundo já desabou sobre o Executivo, que ele chefiou, e o Legislativo. A Operação O Quinto do Ouro, da Polícia Federal, prendeu cinco, mantendo quatro presos em Bangu e o presidente em exercício usando tornozeleiras no lar amargo lar, dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Dos dois restantes, um – Jonas Lopes Filho – delatou os outros. E uma restou sendo a única representante sem explicações a dar à polícia e à Justiça. O TCE do Rio inaugurou uma nova dúvida nacional: e os outros TCEs do País? Como terão se comportado os conselheiros estaduais, municipais e o federal? O chefão do TCE, que não é órgão do Judiciário, mas assessor da Alerj, deputado estadual Jorge Picciani, presidente da Casa, foi também conduzido coercitivamente para se explicar na Polícia Federal. E na bagunça geral brasileira voltou do depoimento para discursar na tribuna de representante do povo.

As respostas estão sendo dadas nas reuniões do ex com os procuradores do Ministério Público Federal para negociar uma prisão mais leve, como, por exemplo, a da mulher, Adriana Ancelmo, agraciada com uma decisão leniente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em nome de sua condição maternal.

Anthony Garotinho, que recentemente protagonizou cenas de esperneio explícito ao ser preso acusado de fraude eleitoral, tem acompanhado de forma diligente as aventuras do político que o lançou em cena na política fluminense, em seu blog sempre muito bem informado.

Segundo Garotinho, agora desafeto, comenta-se no Rio que esta não é a única delação premiada temida por juízes, parlamentares, pois fala-se muito em outro ex-assessor da intimidade do ex-governador, que, segundo consta, foi escolhido exatamente para o lugar que a sra. Ancelmo desejava para o ex-marido.

Garotinho, cujo blog publicou as célebres fotos da turma do Guanabara dançando o cancã num restaurante em Paris, deu um furo espetacular, ao revelar que “Cabral desconfiava já há algum tempo que a não inclusão do nome de Regis Fichtner em qualquer operação ou investigação cheirava a proteção. Ou seja, o homem que o acompanha desde os tempos de deputado estadual, foi seu suplente de senador e seu chefe da Casa Civil, estaria entregando informações do grupo do qual fazia parte em troca de não ser investigado. No início da semana passada Sérgio Cabral teve certeza disso, e quem lhe contou foi um dos enviados, que foi especialmente a Bangu para detalhar o acordo de proteção a Regis Fichtner. Segundo o aliado que virou desafeto, Cabral foi “tomado de ira” e, entre palavras e expressões de baixo calão, referiu-se a Regis Fichtner como “traíra”, prometendo ao tal interlocutor que vai delatar “todo o esquema dele e da família com a Justiça do Rio”.

Segundo Garotinho, há vários capítulos dedicados a juízes, mas a delação também envolve “sua relação com Jorge Picciani, Pezão, Eduardo Paes e outros nomes do PMDB”. Teria, segundo seu informante, sobrado até para o emissário petista que recebia parte das propinas de verbas federais enviadas para obras no Rio. “Aliás, isso está anotado em uma das cadernetas apreendidas pelo Ministério Público Federal”, jura o outro ex-governador.

E Garotinho não deixa por menos ao anotar que “a operação no Tribunal de Contas do Estado foi denominada O Quinto do Ouro. A delação de Cabral, se for homologada, está sendo chamada de O quinto dos infernos, porque vai encerrar a carreira de muita gente prematuramente, gente grande, poderosa, que segundo Cabral está num lago de enxofre”.

De qualquer maneira, a soma das delações de Sérgio Cabral e do infiel Fichtner vai produzir muita dor de cabeça às margens da Guanabara, que encantou Cole Porter antes de se tornar a baía da imundície que fez mal a iatistas disputando a Olimpíada de 2016. Ou bem longe delas a seus asseclas espalhados pelo resto do Brasil. Certamente, muita gente importante da República gostaria de pagar para não ver no pôquer da impunidade, cada vez mais desejado e distante, sua carta jogada na baía do diabo.

4 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

JOAQUIM MARQUES DE SOUZA – CUIABÁ-MT

Luiz Berto

Segue abaixo mais uma para a sua coluna em homenagenm aquela desvairada.

Clique na manchete para ler a notícia:

Três bandidos morrem em confronto com a Rotam em Cuiabá

R. Caro leitor, aproveito a oportunidade e repasso pros amigos fubânicos outro endereço com mais uma excelente notícia, que nos foi enviada por uma leitora cearense.

Uma notícia pra matar de raiva a diputada petêlha Maria da Novena:

Cinco bandidos mortos: Quadrilha invade cidade no interior do Ceará e é surpreendida pela polícia

Estes leitores fubânicos são impiedosos: oito pobres excluídos sociais barbaramente assassinados pela polícia, três no Mato Grosso e cinco no Ceará…que coisa horrível… seguindo neste rítmo, vão acabar com a saudável prática da expropriação dos bens da burguesia neste país…Xiuf, xiuf, snif, snif…

4 abril 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

TRIOS – NAGÔ E IRAKITAN

A seleção de hoje foi sugerida pelo amigo fubânico Paulo Terracota.

Pequena história a respeito dos trios Nagô e Irakitan:

O Trio Nagô foi criado em 1950 em Fortaleza (CE). Seus integrantes eram Evaldo Gouveia (compositor, cantor e violonista), Mário Alves (cantor e violonista) e Epaminondas de Souza (cantor e tocador de atabaque).

Até o ano de 1961, quando encerrou suas atividades, o trio gravou alguns LPs e dezenas de 78 rpm. Dentre a infinidade de trios vocais da música universal, merece destaque, pois, ao lado do Trio Irakitan foram os melhores exemplos na arte de vocalizar em trio. Foi o Trio Nagô quem desbravou o caminho e modelou os padrões dos arranjos adotados mais tarde pelos outros trios brasileiros, inclusive o Irakitan.

O Trio Irakitan foi criado na cidade de Natal (RN) também por volta de 1950 e contava com Edinho, no violão, Paulo Gilvan, no afoxé e Joãozinho no tantã. O primeiro nome dado ao trio foi Trio Muirakitan, escolhido por Luís da Câmara Cascudo, cujo significado em tupi-guarani é pedra verde em forma de sapo, muito encontrada nos rios da Amazônia. Como na época já havia um trio com o mesmo nome, Câmara Cascudo resolveu criar um neologismo, rebatizando de Trio Irakitan, que segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou numa linguagem poética, doce esperança. Continua em atividade até os dias de hoje.

Os leitores/ouvintes do JBF podem, a exemplo do Paulo Terracota, sugerir artistas ou músicas para a montagem das seleções desta coluna.

Desde já, fico grato a todos.

Trio Nagô e Trio Irakitan

* * *

01 – Ave Maria no morro – (Herivelto Martins) – Trio Nagô – 1954

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02 – Viagem – (João de Aquino/Paulo César Pinheiro) – Trio Irakitan – 1985

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03 – Mocambo de paia – (Gilvan Chaves) – Trio Nagô – 1955

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04 – Vereda Tropical – (G.Curiel / versão: Paulo Gilvan) – Trio Irakitan – 1961

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05 – Prece ao vento – (Alcyr P.Vermelho/G.Chaves/F.Luis) – Trio Nagô – 1955

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06 – Sonhando contigo -(Anísio Silva/Paulo Guimarães) – Trio Irakitan – 1963

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07 – Boiadeiro – (Armando Cavalcanti/Klécius Caldas) – Trio Nagô – 1957

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08 – A Barca – (R.Cantoral / versão: Nely B.Pinto) – Trio Irakitan – 1963

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09 – Terra Seca – (Ary Barroso) – Trio Nagô – 1955

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10 – Ronda – (Paulo Vanzolini) – Trio Irakitan – 1985

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11 – Laura – (João de Barro/Alcyr Pires Vermelho) – Trio Nagô – 1954

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12 – Prisioneiro do Mar – (versão:G.Morales) – Trio Irakitan – 1961

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13 – Aquarela Cearense – (Waldemar Ressurreição) – Trio Nagô – 1955

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14 – Desesperadamente – (G.Ruiz/J.Ronaldo/L.Mendez) – Trio Irakitan – 1963

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15 – Saudades da Bahia – (Dorival Caymmi) – Trio Nagô – 1954

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16 – Perfídia – (A.Dominguez/versão: Lamartine Babo) – Trio Irakitan – 1959

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4 abril 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

4 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

OS DOIS FORMARIAM UMA PARELHA PERFEITA

Vejam esta história:

Nos festejos de Ano Novo, na virada de 73 para 74, (faltavam ainda 2 anos pra Aline nascer…) eu tomei todas as cachaças do mundo na festa de reveillon. Me juntei a um grupo de catimbozeiros e bati tambor a madrugada inteira, jogando presentes pra Iemanjá nas águas do Lago Paranoá, em Brasília, onde eu então morava. Saí de lá quando o sol nasceu e passei o dia dormindo. Quando a tarde chegou, fui almoçar na casa da minha irmã Lúcia, onde fiquei até a boca da noite.

Quando foi lá pelas 19 horas, completamente sóbrio e descansado, voltei pra meu apartamento de solteiro e, no meio do caminho, um cabra dirigindo uma kombi entrou na contramão, bateu de frente comigo e eu só vim acordar quando estava sendo medicado no hospital da Asa Norte. Estava desacordado quando me retiraram de dentro do carro. Naquele tempo não havia cinto de segurança e, com a batida, eu empurrei o painel do carro com os dois joelhos até lá perto do motor. Milagrosamente, não tive uma única fratura.

Meu heroico Corcel 4 portas, que só bebia gasolina azul, ficou em estado de miséria. O meu dileto amigo Raimundo Floriano, ex-colunista desta gazeta, no dia seguinte fotografou meu fucinho e meu carro, ambos completamente avariados.

Tempos depois, ainda fazendo fisioterapia, compareci à delegacia na qual estava instaurado um processo contra o causador do desmantelo. Pela primeira vez fiquei frente a frente com ele (sem ser por conta de barruada…). O cabra estava com uma perna engessada, carregava um par de muletas e tinha a cara de lascado. O delegado disse que o encontro era pra gente tentar fazer um acerto amigável pra ele pagar o prejuízo que eu tivera, já que o laudo da perícia o apontava como responsável pelo acidente. Aliás, nem precisava de perícia pra constatar este fato. O sujeito estava na contramão.

Fiquei trancado numa sala sozinho com ele e comecei a conversa perguntado se ele tinha alguma proposta pra me fazer. Ele respondeu dizendo que a kombi não era dele, que era emprestada, que era feirante, que ganhava pouco, que estava fudido, que não tinha dinheiro pra me dar e que, finalmente, ele “não tinha culpa alguma pelo acidente”.

Perplexo, lembrei-lhe que o laudo da perícia dava ele como sendo o culpado. E ele me deu uma resposta que nunca mais saiu da minha cabeça. Uma resposta que virou uma espécie de lema do qual eu sempre me lembrava quando tentava argumentar com pessoas cabeçudas. Citei muito esta resposta nas minhas aulas de Lógica Matemática. É o mesmo lema que me vem à lembrança sempre que tento argumentar com algum espancador da razão que briga desesperadamente com os fatos e com a realidade, coisa que acontece com espantosa frequência aqui no JBF.

O sujeito me respondeu o seguinte:

Tá certo. Eu estava mesmo na contra-mão. Mas se o senhor não estivesse ali, dirigindo naquele momento e naquele lugar, eu não teria batido. E tem mais: neste tal de laudo, eles escrevem o que bem entendem.

Um argumento do caralho! Um sofisma irretorquível! Uma defesa tribunalesca que nem mesmo os advogados de Lula conseguiriam fazer hoje em dia.

Fiquei fascinado com a resposta do ardiloso. Arquei com o prejuízo, dispensei-o de me pagar qualquer coisa, assinei na frente do delegado a papelada quitando tudo e dei a questão por finda.

Eu me lembrei dessa história no último final de semana, quando conversava com meu cunhado, e me veio à cabeça um pensamento instigante:

Seria ótimo se eu pudesse reencontrar esse sujeito e, melhor ainda, que ele fosse navegador da internet.

Ele formaria uma excelente dupla com o Ceguinho Teimoso pra fazer comentários sobre os cacetes que eu dou em corruptos, notadamente nos corruptos do PT. Ele e Ceguinho iriam brilhar na defesa da guabirutagem dos vermêio-istrelados. Uma defesa que protege até um rato do porte de Renan, pelo fato de que Renan é aliado Lula.

“Se o senhor não estivesse ali, dirigindo naquele momento e naquele lugar, eu não teria batido.”

Um argumento perfeito que se casaria admiravelmente com o pensamento de qualquer defensor das mais de três décadas de gunverno petralha.

Nem me lembro mais o nome dele. Mas, se eu der a sorte de que ele chegue a ler estas mal traçadas linhas, o convite já está feito:

Venha pro JBF, sujeito!

Com a argumentação que você usou na delegacia, vai ser mais um a brilhar nesta gazeta escrota ao lado do Ceguinho Teimoso.

4 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

INVERNADA

Da janela do nascente
Avisto um céu nebuloso
Um vento cheirando a chuva
Me deixando esperançoso
Levando o bafo das trevas
Desse verão tenebroso.

Hélio Crisanto

Meu São José, santo esposo
Da sagrada Mãe Maria,
Peça com fervor a Deus
Pra que abra a franquia
E nos dê bônus de chuva
Findando a nossa agonia.

Wellington Vicente

4 abril 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

TEMER E RENAN RASGAM OS PANOS

4 abril 2017 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE (BA)

4 abril 2017 DEU NO JORNAL

“USURPADOR” RECEBE REI

O presidente Michel Temer participou na noite desta segunda-feira (3) da cerimônia de encerramento do Conselho Empresarial Brasil-Suécia, com a presença do Rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha Silvia, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

* * *

O rei sueco tem medalhas, colares e broches que só a porra.

Anda mais enfeitado do que penteadeira de puta!

Ser recebido pelo prisidente de um país de rapariga e cheio de penduricalhos feito o nosso, é uma cerimônia linda de se ver.

A rainha e o rei da Suécia: um reinado condignamente recebido numa república bananeira

4 abril 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – XI

Barbosa Lima Sobrinho 1897-2000

Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho nasceu em Recife, em 22/01/1897. Foi essencialmente um jornalista, mas teve atuação destacada também como atleta, historiador, escritor, advogado e político. Seu nome já apareceu no Guinness of Recordes como o jornalista mais antigo do mundo em atividade. Durante 76 anos escreveu um artigo semanal no Jornal do Brasil (1924-2000), período no qual publicou mais de 4 mil artigos. Presidiu por três vezes a ABI-Associação Brasileira de Imprensa (1926-1927, 1930-1932 e 1978-2000) e a presidência do Conselho Administrativo de 1974 a 1977. Ou seja, teve toda a sua vida dedicada ao jornalismo entremeada com outras atividades. Oriundo de uma família tradicional do Recife, deve seu nome ao tio Barbosa Lima, que governou Pernambuco no período 1892-1896. O que lhe garantiu tanta longevidade foi o fato de ter sido, na juventude, atleta nadador e remador. “No Clube Náutico Capibaribe, no Recife, eu era o proa da guarnição dos remadores. Nossa guarnição foi a única do Brasil que teve dois acadêmicos, o Múcio Leão e eu”,

Ainda criança, a família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou o curso primário. Poucos anos depois, retorna ao Recife, onde concluiu os primeiros estudos no Colégio Salesiano e Instituto Ginasial Pernambucano, em 1911. Aos 13 anos já escrevia nos jornaizinhos destas escolas, e aos 15 anos publicou seus primeiros artigos no jornal A Província, do Recife. Em 1913 entrou para a Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1917, quando passou a trabalhar como adjunto de promotor. A partir daí exerceu a advocacia sem deixar de colaborar na imprensa: Diário de Pernambuco, Pequeno Jornal e Jornal do Recife, onde publicava uma crônica dominical de 1919 a 1921. Neste ano mudou-se para o Rio de Janeiro e foi contratado imediatamente pelo Jornal do Brasil a partir de abril de 1921, a princípio como noticiarista, mais tarde como redator político e, a partir de 1924, como redator-chefe. Em 1926 foi eleito presidente da ABI pela primeira vez. Foi quem instituiu a profissão de jornalista, de fato, no Brasil: conseguiu unificar a classe, então dividida em três associações, reformulou os estatutos da entidade, instituiu a carteira de jornalista e o título de sócio e estabeleceu intercâmbio com as associações de imprensa dos estados, proporcionando a integração dos jornalistas em todo o país.

Em 1931, decidiu se casar com Maria José e foi pedi-la ao pai. O velho Horácio Pereira foi honesto e suscinto:

– “Minha filha não sabe cozinhar, não sabe costurar e nem passar”.

O jovem pretendente não deixou por menos:

– “Se eu quisesse uma empregada, doutor, não teria vindo falar com o senhor. Trabalho no jornal que tem a maior seção de classificados do País”.

Eleito deputado federal por Pernambuco para o triênio 1935-37, foi escolhido líder de sua bancada, membro da Comissão de Finanças e relator do Orçamento do Interior e Justiça. No final do mandato foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde atuou também como secretário-geral em 1952; presidente em 1953 e 1954; diretor da Revista da Academia em 1955 e 1956; diretor da biblioteca de 1957 a 1978 e tesoureiro de 1978 a 1993.

No ano seguinte (1938), foi designado presidente do IAA-Instituto do Açúcar e do Álcool, onde conheceu, deu emprego e ficou amigo de Miguel Arraes. Em sua gestão o IAA realizou com sucesso as primeiras experiências na utilização do álcool como combustível automotivo, através da mistura de álcool anidro e gasolina. Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), quando escasseou o petróleo, houve um mês, em São Paulo, em que os veículos só contaram com aquele tipo de combustível fornecido pelo IAA. Vê-se hoje o pioneirismo do IAA na política energética: apenas na década de 1970, a política de produção do álcool como substituto da gasolina seria adotada pelo governo, passando a implementar a fabricação de veículos movidos à álcool para fazer frente ao alto custo da importação do petróleo. No plano interno, estabeleceu o serviço assistencial médico e dentário para os funcionários e seus dependentes, além de providenciar a transferência do IAA para uma nova sede, na praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro. Clique aqui e leia este artigo completo »

4 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

ELOGIANDO E ENALTECENDO UM ÉTICO E IMPOLUTO PARLAMENTAR BRASILEIRO QUE SABE DAS COISAS

Comentário sobre a postagem UMA PARELHA PERFEITA

Goiano:

“Renan só pode ter bola de cristal, para unir seu nome e sua candidatura ao nome de Lula.

Ou, simplesmente, é um cara que sabe das coisas…”

* * *

“Ocê Renan, qui é um cumpanhêro qui sabe das coisas, tenha coidado: aquele assunto do dinhêro da Odebrecht fica só entre nóis dois”

4 abril 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

4 abril 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MINAS – PANORAMA II

Estátua de Tiradentes na cidade com seu nome

Os textos oficiais informam que “ao ser proclamada a República, o governo precisava de símbolos que representassem o novo regime. Deste modo, a cidade que se chamava São José, em homenagem ao príncipe d. José I, de Portugal, passou a chamar-se Tiradentes, que combateu o governo monárquico”.

Tornou-se um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservados do Brasil, criando uma demanda turística, a partir da metade do século XX. A cidade de Tiradentes é patrimônio histórico nacional.

Bom ressaltar que Tiradentes, o alferes, nasceu na Fazenda do Pombal, hoje município de Ritápolis. Na época, as terras eram disputadas por São João Del Rei e São José do Rio das Mortes. Ainda hoje, porém, existe uma disputa entre Ritápolis, São João Del Rei e Tiradentes sobre qual seria considerada a cidade natal do mártir.

Pousada D´Óleo de Guignard

Em Tiradentes, escolhemos ficar na Pousada D´Oleo de Guignard, verdadeira chácara-pomar com ar paradisíaco, clima do interior e uma infraestrutura, sofisticadamente simples, que nos deixou em estado de calma e contemplação por cinco dias. A escolha da pousada poderia ter sido pelo belo nome, indicando a conexão do grande pintor mineiro, nascido no estado do Rio, e a idealizadora do lugar. Mas também pode ter sido pela ótima relação custo/benefício oferecida, face à outra dezena de hotéis e hospedarias da cidade.

Fato é que, ao nos hospedarmos ali, convivemos com a memória da criadora do recanto, Karin Ellen Von Smigay, onde, a seu tempo, Guignard tirou das madeiras de árvores especiais das terras da pousada o óleo para uso em boa parte de sua pintura. Karin destacou-se com trabalhos em torno da violência de gênero, sendo doutora em psicologia social, da UFMG. Nasceu em 1948 e faleceu em 2011, em Belo Horizonte.

A ligação dessa militante do movimento feminista brasileiro, em Minas Gerais, em plena Ditadura Militar, e o pintor, nos trouxe de volta o registro do artista que melhor registrou as paisagens históricas de Minas, Alberto da Veiga Guignard, que havíamos conhecido mais amiúde em Ouro Preto, onde está o Museu Casa de Guignard e os Passos de Guignard – nove pontos da cidade donde retratava as entranhas, morros e arruados da antiga Vila Rica.

Paisagens de Ouro Preto-MG

Paisagem da Janela, de Lô Borges e Fernando Brant, com Flavio Venturini

Guignard

Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo-RJ, em 1896 e faleceu em 1962. Foi o pintor brasileiro que ficou famoso por retratar as paisagens mineiras.

Guignard nasceu com uma abertura total entre as boca, o nariz e o palato (lábio leporino), causando horror e compaixão a seus pais. Ficou órfão de pai, ainda menino, e a mãe casou-se em seguida com um barão alemão arruinado, bem mais jovem que ela, com quem se mudaram para a Alemanha.

A formação de Guignard foi sedimentada na Europa, pois viveu ali dos 11 aos 33 anos. Frequentou as academias de Belas Artes de Munique e de Florença.

De volta ao Brasil, nos anos 20, tornou-se um nome representativo dessa década e da seguinte, juntamente com Cândido Portinari, Ismael Nery e Cícero Dias.

Foi um artista completo, atuando em todos os gêneros da pintura – de naturezas mortas, paisagens, retratos até pinturas com temática religiosa e política, além de temas alegóricos.

Sou grato a José Salles, que me apresentou Tiradentes, antes mesmo que pudesse conhecê-la.

Semana que vem, tem mais…

4 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

POMBO CORREIO

No dia de hoje, 4 de abril, no ano de 1992, encantava-se Gilberto Alves aos 77 anos de idade. Vamos ouvi-lo cantando um samba de autoria da dupla Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira.


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