NEURÔNIO MAFIOSO

Dilma reconhece que foi uma faxineira que não soube viver sem lixo por perto

“Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem és”.

Dilma Rousseff, em entrevista à Folha, justificando por que passou tantos anos ao lado de José Dirceu, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Alfredo Nascimento, Carlos Lupi, Edson Lobão e Lula, fora o resto.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE–MS

Sr. Editor,

Hoje deparei-me com uma fubânica notícia que me levou a meditar, incluindo entre as grandes questões do universo as seguintes indagações:

Quem é a cafetina?

Quem são as “meninas”?

Será que as frenéticas defensoras da Anta fazem parte dessa “casa”?

Será que entenderam mal o “é dando que se recebe”, esquecendo que também “é dando que se concebe”?

Então resolvi consultar esse emputecido oráculo fubânico para deslindar tão intrigante mistério.

R. Quem quiser saber as razões da angústia do nosso meditativo e filosofófico leitor, é só clicar na manchete abaixo que ficará por dentro de tudo:

Petistas de Lula recebiam dinheiro sujo da Odebrecht até em puteiros, diz Marcelo Odebrecht

Uma coisa é certa: se existe a palavra “puteiro” no meio, com absoluta certeza tem a ver com Lula e com o JBF, antro de escrotidão e raparigagem.

Só pra você ter uma ideia, veja o reclame que recebi ontem da minha querida amiga Maria Beira-Roxa, dona da Pensão Riso-da-Noite, o maior puteiro de Palmares.

Me mandou a publicidade do estabelecimento e também uma foto dela, proprietária, pedindo que fossem ambas publicados no JBF. 

Aproveito esta postagem pra atender ao pedido desta estimadíssima figura, pela qual tenho um carinho e um bem-querer muito grande. Publico com muita satisfação.

Maria Beira-Roxa é uma conterrânea empreendedora, excelente recrutadora e administradora de tabacas, além de cantora afinadíssima de músicas bregas.

Quando aparece algum xexeiro em seu estabelecimento, ela expulsa debaixo de porrada e, em seguida, canta “Vá Com Deus“, de Roberta Miranda. E a freguesia aplaude com entusiasmo.

Confira na tabela aí embaixo que Palmares evoluiu tanto que “bimba” passou a ser chamada de “pinto“, como acontece nos grandes centros putáricos bananíferos.

E vamos aproveitar que os preços estão baratinhos.

É promoção de Páscoa!!!

Maria Beira-Roxa, distinta amigo do Editor, e a tabela de preços do seu estabelecimento

6 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

6 abril 2017 HORA DA POESIA

HIMENEU – Vinicius de Moraes

Na cama, onde a aurora deixa
Seu mais suave palor
Dorme ninando uma gueixa
A dona do meu amor.

De pijama aberto, flui
Um seio redondo e escuro
Que como, lasso, possui
O segredo de ser puro.

E de uma colcha, uma coxa
Morena, na sombra frouxa
Irrompe, em repouso morno

Enquanto eu, desperto, a vê-la
Mesmo sendo o homem dela
Me morro de dor-de-corno.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

CASAL DO MAL

Comentário sobre a postagem MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

Dalinha Catunda:

Subia a temperatura
A chapa estava esquentando
Mas acabaram botando
Muita água na fervura
E nessa tal conjuntura
Só perde a população
Uma boa ocasião
De se livrar do casal
Que já causou tanto mal
Ao povo desta nação.

* * *

6 abril 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

A SEMANA É SANTA, MAS ENTRE VINHOS E CHOCOLATES

Meus netos estão se empanturrando de chocolate para alegria dos fabricantes. Essa invencionice comercial, a venda da “comida dos deuses” durante a Páscoa, está definitivamente institucionalizada pela propaganda massiva. Nossos netos vêem o ovo de chocolate e o coelho como símbolos da semana da paixão e morte de Cristo. Um período mais apropriado à meditação, à oração, tornou-se a festa do chocolate.

Os marqueteiros não combinaram com a Igreja, tão conservadora nos assuntos sobre sexo, pois, coelho é o símbolo de procriação, de fertilidade, de muitas transas, e chocolate é conhecido como alimento afrodisíaco. Portanto, os símbolos da semana santa moderna, inventados pelo comércio, são apologias ao sexo. Não deixa de ser uma evolução da Igreja, sempre castradora em sua história.

Juntar coelho com ovo de chocolate deu samba de crioulo doido. Meu neto menor em sua inocência perguntou porque o ovo de coelho é de chocolate e o da galinha é de cozinha. Foi difícil explicar.

Sou saudosista das tradições, mesmo sem muita crença, tenho boas recordações da semana santa de meu tempo de criança ou juventude.

Iniciava no Domingo de Ramos quando se comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém montado em um burrico. Seus discípulos trouxeram dois burricos puseram em cima deles suas vestes, e sobre elas Jesus montou. A multidão estendeu suas vestes e cortaram ramos das árvores, espalhando-os pela estrada, formando um tapete de folhagem para o Rei dos Reis passar em cima de um jerico. O povo acompanhava Cristo, aclamava: “Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” Entrando Jesus em Jerusalém, toda cidade se alvoroçou. Perguntavam Quem é este? E a multidão respondia: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.” Assim li, aprendi e está escrito na Bíblia.

Sempre achei essa parte da história de Cristo muito emblemática. Entrada triunfal num jerico, logo depois ser traído e crucificado. Mas para meninada dos anos 50/60, o melhor do Domingo de Ramos era a procissão. Iniciava na Catedral, os colégios femininos religiosos compareciam: São José, Sacramento, um desfile de meninas bonitas, a moçada comparecia mais para paquerar. Um olhar, um sorriso, um piscar de olho valia a pena a missa, a procissão.

O feriado começava na quinta-feira santa, a partir desse dia era proibido comer carne. Em compensação minha mãe cozinhava um delicioso bacalhau, arabaiana, camarão, feijão ao coco, jerimunzada, brêdo, uma delícia. Por que só existe esse maravilhoso tipo de comida na semana-santa? Nunca esclareceram-me essa dúvida.

Na noite da quinta-feira havia uma brincadeira perigosa. A meninada saía em bando, cinco a seis moleques para o “Serra Velho”. A serração de velho é uma tradição européia conhecida desde o século XVIII. Reunia-se o grupo de jovens brincalhões, diante da casa de um velho. Serravam um pedaço de tábua com muito ruído, muito choro, muito lamento. Os velhos “serrados” irritavam-se com a brincadeira. Pela crença popular, velho serrado morreria naquele ano, não chegava à outra Quaresma. A garotada cantava alto acordando a vizinhança: “As almas do outro mundo vieram lhe avisar que deste ano o “Seu Fulano” não vai passar”. “Encomende a alma a Deus, que seu corpo já não vale nada”. E liam um bem humorado testamento em versos feitos anteriormente com ajuda de adultos. Os velhos ficavam brabos. Certa vez levamos uma carreira do pai do Toroca na Pajuçara. Seu Pádua um velho ranzinza da Avenida, quando estávamos lendo seu “testamento”, jogou um penico cheio de xixi, tive que ir para casa tomar um demorado banho.

Na Sexta-feira da Paixão parecia que o mundo havia se acabado. As rádios tocavam músicas fúnebres, era proibido ir à praia, tomar banho de mar, proibido sorrir. As mulheres da vida fechavam as portas dos cabarés e o balaio; nem pensar numa visita fortuita.

À noite todos iam à Igreja para beijar os pés de Nosso Senhor morto. Finalmente o sábado de aleluia. A meninada preparava um boneco de pano, o Judas, sempre com um nome de algum político ou algum inimigo público ( quanta gente hoje poderia ser o Judas! ). Quando às 10 horas, os sinos da Igreja dobravam anunciando a aleluia, a moçada caía de cacete malhando, tocando fogo no Judas amarrado em um poste. Melhor do que malhar um Judas, era roubar os Judas dos pivetes da vizinhança. (Já estão taxando a malhação de Judas como uma brincadeira primata, politicamente incorreta)

Afinal chegava o domingo da ressurreição. Os padres contavam a história como Cristo depois de morto subiu aos céus. Hoje é um espetáculo pirotécnico com atores globais para se assistir comendo chocolate e tomando vinho.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

ATORRES – DIÁRIO DO PARÁ

QUATRO AVE-MARIAS BEM CHEIA DE GRAÇA

Rezo quatro Ave Maria
Ao Glorioso São Gerome
Pra que nos livre da dor
Da agonia e da fome
Duma casa com goteira
Cacimba longe de casa
Dente de piranha preta
Dum teco-teco sem asa
Dum sem pensar no juízo
Dum teje-preso! ou cadeia
De sofrer uma cambrainha
Bem cedo de manhãzinha
Por ter pisado sem meia.

Da tercerez desse mundo
De passagem só de ida
Ferroada de lacrau
Coice de besta parida
Nos livre da companhia
Dum cabra chato e pidão
Dum sujeito bexigoso
Sem figo e sem coração
Duma tosse igrejeira
Dum trupicão de ladeira
Duma largada de mão.

Nos livre da punição
Da saúde canigada
Pois a enxada na mão
É melhor que mão inchada
Nos livre duma dentada
Dum vira-lata espritado
Picada de mangangá
Dum soldado má-criado
Dum baque de rede pensa
De briga de má-querença
Dum jogo má-radiado.

Nos livre dum nôro besta
Ou duma genra fregona
Que Zé meu abaixe o facho
Pro lado daquela dona
Nos livre duma visagem
De alma braba e defunto…
Puxando agora de banda
Disgaviando o assunto:
Nos livre daqui pra diante
Do roubo dos governantes
Coisa que duvido muito.

Poema publicado em 1998, no livro Agruras da Lata D`água

6 abril 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

YEVTUSHENKO EM OLINDA

Yevgeny (Aleksandrovich Gangnus) Yevtushenko nasceu (18.07.1932) em uma pequena cidade, Zima, da Sibéria (Russia). E morreu, sábado passado (01.04.2017), longe de casa. Nos Estados Unidos. Onde lecionava, na Universidade de Tulsa (Oklahoma) e no Queens College (Nova York). Filho de modesta família camponesa, acabou sendo um poeta do mundo.

Em fins dos anos 1980, passou pelo Recife. A convite do Partido Comunista, deu recital na lendária Livro 7 de Tarcísio Pereira. Apresentado pelo famigerado Jommard Muniz de Brito. Numa noite, levado por Naíde Teodosio, foi parar em Olinda. Na casa do pintor José Cláudio – que pensava encontrar um homem baixinho, branquelo e de barriga proeminente. Só que bateu na sua porta um sujeito enorme, com corpo de atleta, vestindo bermuda e camiseta brancas.

Conversaram em espanhol. Lembrança dos tempos em que viveu na Ilha, em 1964, redigindo o roteiro de um filme de propaganda, Soy Cuba. Era próximo de compañeros como Allende, Neruda e Che Guevara.

No fim da visita, perguntou se poderia escrever algo na parede. Nada a estranhar, tratando-se de um poeta. Quando redigi uma biografia de Fernando Pessoa, estive na Biblarte – Miradouro de São Pedro de Alcântara, Lisboa. E lá, bem no fim da loja, o alfarrabista Ernesto Martins mostrou um pequeno quarto. Onde Pessoa dormia todo fim de tarde. Para curar dos quilos de álcool consumidos. E se preparar para noitadas com os amigos. Só depois da morte de Pessoa (em 1935), Martins (que nunca lá ia) percebeu que as paredes estavam todas rabiscadas. Com versos imortais. Perdidos, para sempre, depois de uma reforma. Ninguém se preocupou em preservar o local. Talvez porque, naquele tempo, ainda Pessoa não fosse Pessoa.

Lembro, a propósito, conto de Julio Cortázar (“Grafito”) que fala na história de homem e mulher que se apaixonam, durante a ditadura, e se comunicam por frases escritas nos muros de Buenos Aires. Até que, um dia, ele escreveu “también me duele a mi” (também me dói). E nunca mais se soube dos dois. Como disse Victor Hugo, “palavras são passagens para os mistérios da alma”.

Voltando a Olinda, Leo foi logo buscar um carvão. Desses que pintores usam para fazer rascunhos nas telas. Yevtushenko pegou nele e escreveu, na parede bem branca da sala de jantar, “La felicidad es el sufrimiento que se ha cansado” (A felicidade é o sofrimento que se cansou). E assinou, por baixo. Despediram-se. Zé Cláudio pensou em pintar uma moldura, em volta, como se aquela frase fosse um quadro. Para mostrar aos visitantes. Mas era tarde, estava cansado e foi dormir.

Dando-se que no dia seguinte, bem cedinho, Mané Pé-de-Pano entrou em ação. Contrariado por terem sujado, com palavras estranhas, aquela parede que com tanto zelo havia pintado na véspera. E passou tinta branca por cima. Deixando nela, sem razões para explicar isso, apenas a assinatura do poeta (que ainda hoje lá está) – começando por algo que se parece com a letra E. Mais o resto do nome, em cirílico.

Agora se foi Yevtushenko. Em palavras de Pessoa “Quem, morrendo, deixa escrito um verso belo deixou mais ricos os céus e a terra e mais emotivante misteriosa a razão de haver estrelas e gente”. É pena. Quando perdemos um poeta, o mundo fica menor. Uma estrela se apaga, no céu. E todos nós ficamos um pouco mais tristes.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Prezado Editor,

Podem falar o que quiserem de Lula, mas quando nosso estadista fala dele mesmo, não mente.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

DE ÍNDIOS EXTERMINADOS

Um pouco de história

Antes do bicho homem branco se apaixonar por essas plagas, nossos antepassados dominavam os Sertões e eram indígenas.

Em nosso querido Seridó se movimentavam entre a caatinga, sobre esse solo pedregoso, os índios Cariris.

Índios que os historiadores descrevem como homens altos, fortes, adestrados para a peleja, ferozes no combate e de traços delgados. Tenho a satisfação, também, de trazer no sangue da minha prole a genética desse povo, herança pelo lado da minha mãe. Os Cariris eram conhecidos como Janduís aqui no Rio Grande do Norte.

Os novos habitantes, colonizadores portugueses, não traziam o conceito da fraternidade e, embriagados pelo orgulho das conquistas e das riquezas adquiridas, demonstravam apenas desprezo pelo nativo com ações de tirania escravizadora. Os índios Janduís, povo inteligente, percebendo tal coisa e não aceitando o jugo da escravidão, homens acostumados que eram à liberdade, começaram a desencadear sérias rixas com os fazendeiros. Em 1685 já era grave a revolta e, dois anos depois, em 1687 alastrou-se de vez o levante das tribos que desencadearam em ações violentas e rápidas nas ribeiras do Assu, Mossoró e Apodi.

Foi no vale denominado como sendo d’Acauã que no ano de 1688 travou-se a destruidora batalha em que tomaram parte cerca de dois mil Janduís (Cariris), contra uns quatrocentos soldados das tropas do Terço Paulista, todos homens de armas treinados pelo experimentado cabo de guerra Domingos Jorge Velho e ajuntadas às margens do São Francisco, prontos para as tocaias ao grande Zumbi e seu movimento, vindos sobre determinação para a guerra contra os índios.

Domingos pouco tempo passou no Rio Grande do Norte, pois foi enviado novamente ao combate do quilombo dos Palmares. Para substituí-lo, chegou com toda probabilidade Matias Cardoso de Almeida, quem de fato comandou os homens aqui em nosso estado.

Esse encontro do Terço Paulista com nossos antepassados, foi dos mais sanguinários da rebelião geral dos nativos. Muitos historiadores chamam de Confederação dos Cariris e outros de Guerra dos Bárbaros. Eu mesmo prefiro o segundo termo.

A Guerra dos Bárbaros durou dez anos, de 1687 a 1697. Já em sua fase final as hostes do Terço Paulista receberam mais reforços de soldados vindos da então bem sucedida ação contra o Quilombo dos Palmares em 1693.

Da guerra não escapou muita gente para contar a história. Mas que escapou, escapou! Prova disso é o cabra Jesus de Ritinha de Miúdo, todo ancho e recontando essa história tão fantástica quanto triste, ouvida tantas vezes nas rodas pelas calçadas e lida mais de uma vez nos livros de Cascudo, de onde, aliás, tirei as descrições dos janduís.

Histórias de índias capturadas a casco de cavalo – e domesticadas com paciência – depois daquela sanguinária empresa, nós temos algumas. De uma dessas sobreviventes descende parte da família Costa, gente de Caicó, conforme me contou pessoalmente o genealogista Sinval Costa, hoje o maior conhecedor das raízes e dos galhos familiares ora ocupando esses sertões de inúmeras barbáries.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

6 abril 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO


OPORTUNIDADE

Vivendo embora na mesma cidade,
nos encontrando com certa constância,
entre nós dois jamais houve amizade,
pois me esnobavas com tua arrogância.

Nunca me deste uma oportunidade!
Interessante agora é que a distância,
que em nossos corações põe a saudade,
nos aproxime com recíproca ânsia.

A vida é sempre cheia de surpresa!
Do meu castelo já quase em ruínas,
quem sabe, venhas te tornar princesa?!

Pra que possamos, em noites de lua,
entre flores e o orvalho das campinas,
caminhar juntos, minha mão na tua!

6 abril 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

NICOLAU, POR QUE VOS AFASTAIS NICOLAU?

A coisa no Brasil está feia, feiíssima!

Nos dias atuais o Corcunda de Notredame, Quasímodo, ganharia papel de galã de novela por aqui. Como diziam os antigos, tem gente aos montes chamando urubu de meu louro.

Tem maluco achando a Graça Foster ‘ajeitadinha’ e dizendo que o olho tonto do Cerveró até é charmoso. Tempos estranhos!

Mas para as bandas do Planalto Central é pior ainda, ninguém dorme mais. Ou dorme de paletó para não ser pego de cuecas ou pijamas pela PF, as seis da madrugada. Nunca vimos tantos vagabundos levantando de madrugada como nos tempos atuais.

Políticos não desencostam a bunda da parede nem para participar de comício. Os poucos que ousam andar por ai, só andam se estiverem com cuecas de ferro. E mesmo assim se aparecer alguém com um abridor de latas é aquela correria.

E mesmo assim ainda temos que aturar a desfaçatez, as sandices, sem-vergonhice e cara-de-pau de nossos políticos.

O Brasil não pára de nos surpreender nos três poderes. Executivo, judiciário e legislativo parecem estar competindo para ver quem faz mais besteiras em menos tempo.

Dilma Roussef fez escola. Sua proto-linguagem sem pé nem cabeça foi aprendida e está sendo usada nos três poderes.

Falta saber se a falta de pensamento lógico, nexo ou auto-crítica é estratégia de sem-vergonhas ou um mal contagioso, herança dos tempos petistas.

Um amigo médico afirmava em reuniões e conversas que só há uma doença incurável no mundo. Somente uma doença que para a qual não há nem haverá cura, nunca. Esta doença é a BURRICE. Burrice! E outro amigo médico gaiato diz que burrice tem até CID.

Deste mal sofre boa parte da intelectualidade brasileira, principalmente aqueles que, pasmem, ministram aulas em nossas universidades públicas. E o auge de obscurandade desta parcela letrada ocorreu nos desgovernos petistas, tanto do apedeuta como da anta.

A turma baba vermelho cada vez que um cacique das ‘zisqueradas‘ solta besteiras e bazófias pela boca. Nivelam-se pela mediocridade de líderes que além desta, mostram-se corruptos e ineptos. Só a burrice nos explicaria tal comportamento. E falando em burrice não podemos esquecer nossa ex-presidenta (sic) e eterna anta, Dilma.

Falando nela, o TSE e as delações do casal Santana indicam que a presidenta inocenta (sic) de inocente nada tinha. Dona Dilma pelo andar da carruagem vai acabar obrando de cócoras em Curitiba antes do apedeuta.

E nas últimas entrevistas não é que nossa ex afirmou que mal conhecia Marcelo Odebrecht. Que apenas teve encontros passageiros com o príncipe dos empreiteiros corruptos. Enquanto isso ele soltou o verbo e disse que Dilma sabia de tudo e que foi avisada pessoalmente por ele no México.

E Dilma, de forma genial afirma que no momento que ele a teria avisado não prestou atenção pois estava saindo do banheiro.
Diarreia mental? É ruim, hein!

Olhem a situação. Um homem que conhece só de passagem a Presidente de uma das maiores nações do mundo, aguarda ela na saída de um banheiro no México e lhe dá um aviso ininteligível.

Só o fato, inusitado de aguardar na saída do banheiro já demonstra alguma intimidade (quem falou do banheiro foi ela, eu apenas estou aprofundando a discussão).

Aliás, vocês já imaginaram a cena? Dilma apertando a barriga, com uma tempestade intestinal, depois de alguns tacos apimentados, na porta de um banheiro mexicano. Seguranças por todo o lado, falando em rádios, óculos escuros.

Segurança Líder: Atento! Cachorro Atrás 1 (Dilma deveria ter um codinome) vai ‘obrar, câmbio.

Segurança 2: Sala de cirurgia limpa, pode trazer Cachorro atrás 1, câmbio.

E a presidente entra esbaforida no toilete, sobre olhares incrédulos das autoridades mexicanas.

Marcelo Odebretch é impedido de acompanhá-la por um segurança.

No mesmo momento em que a presidente passa todos os presentes fazem uma careta e tampam o nariz. Nossa primeira mandatária soltou uma ‘bufa’ digna do livro dos recordes.

Barulhos, trovões, trovoadas, barulho de batida na água, gritos!!!. E um cheiro de cadáver que faz com que metade das autoridades vá dar uma voltinha. E Marcelo ali, firme esperando a presidenta (sic).

Eis que ela surge, suada, cara esbranquiçada, aspecto de alienação, olhar perdido. Ela balbucia algo ininteligível (como de praxe) e Marcelo emenda seu aviso.

Como a presidente poderia compreender após esta brusca perda encefálica? Pode alguém perder algo (cérebro) que nunca teve? Dilma compreendeu o que Marcelo disse? Dilma compreendeu algo que ela mesmo disse?

O final deste dramalhão mexicano será revelado nos testemunhos e na delação do casal Santana. Aguardemos!

Enquanto isso a Anta e o Apedeuta andam desesperados em buscar vítimas, cúmplices e incautos.

Cúmplices para os roubos e maracutaias que possam levá-los de volta ao poder. Vítimas, ou seja o povo brasileiro, para enganar, vilipendiar e roubar.

E incautos para poderem botar a culpa, literalmente enfiar a culpa no rabo dos pobres.

Nestas horas me lembro de uma piada sobre o cauteloso São Nicolau, que não quis esperar o desfecho da obra do Salvador e, se mandou antes que sobrasse no dele.

Dizem que Jesus (o Cristo) ao deixar os Apóstolos, após a Santa Ceia, chamou-os para uma despedida e, assim disse o Senhor:

Vinde a mim apóstolos. Simão, vinde Simão e beije minha mão.

Tomé, vinde Tomé e beije meu pé.

Nicolau, Nicolau? Por que vos afastais Nicolau?

Está na hora do Brasil dar uma de Nicolau e afastar-se da Igreja Vermelha do PT e de São Lula da 51, antes que eles botem no nosso.

De novo!

6 abril 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

6 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O MELHOR DA INTERNET

O distinto leitor Anhanguera me envia mensagem contando sua longa odisseia e os sofrimentos pelos quais passou ao tentar cancelar a assinatura de uma revista semanal impressa.

Um rolo da porra envolvendo o banco, onde descontava automaticamente a assinatura, e o departamento comercial da publicação.

Aquele tipo de dor-de-cabeça que o consumidor banânico conhece muito bem.

Ao cabo, Anhanguera desistiu da assinatura da revista, mandou o banco pra puta que pariu e concluiu assim a mensagem que me mandou:

“Pela internet a notícia chega mais cedo. Hoje, o melhor noticiário é o do Jornal da Besta Fubana.”

Eu fiquei ancho que só a porra!

Brigadão pela força e pela audiência, meu caro.

Como bem diz Trumpão, o JBF é o melhor site.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)

CANTO E ENCANTO

6 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

DILMA CONFESSA SABER QUE FIM LEVOU O DINHEIRO SUJO

6 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

PERGENTINO L. ANDRADE – FORTALEZA-CE

Alô Berto.

Veja o que encontrei.

O LINGUAJAR CEARENSE – JOSENIR A. DE LACERDA

Todo poeta de fato
É grande observador
Seja da rua ou do mato
Seja leigo ou professor
Faz verdadeira pesquisa
Vasto estudo realiza
Buscando essência e teor

Por esse nato talento
Na hora de versejar
Busca o tema e o momento
Visa o leitor agradar
Não sente conformação
Se não passa a emoção
Que dentro do peito está

Neste cordel-dicionário
Eu pretendo registrar
O rico vocabulário
Da criação popular
No Ceará garimpei
Juntei tudo, compilei
Ao leitor quero ofertar

Se alguém é desligado
É chamado de bocó
Broco, lerdo e abestado
Azuado ou brocoió
Arigó e Zé Mané
Sonso, atruado, bilé
Pomba lesa e zuruó

Artigo novo é zerado
Armadilha é arapuca
O doido é abirobado
Invencionice é infuca
O matuto é mucureba
Qualquer ferida é pereba
Mosquito grande é mutuca

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6 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

CORRUPÇÃO ASSINTOMÁTICA

Apesar da revolta da sociedade com os políticos corruPTos, o brasileiro em geral, inconscientemente, não é contra a corrupção. Quem nunca deu uma graninha ao guarda de transito para não levar a multa? Quem nunca levou um agrado para o funcionário público para ser atendido na hora marcada, ou para acessar um atalho e ganhar tempo? Qual dono de restaurante, boteco, padaria que não serve um cafezinho, ou uma refeição para os guardas protegerem sua esquina? Talvez você seja uma exceção e nunca tenha participado diretamente, ou ativamente disso, mas com certeza já foi testemunha e nunca denunciou, o que te torna um cidadão omisso e conivente com essa praga nacional.

Eu mesmo tenho dois casos em que fui vencido pela cultura corruPTa brasileira. Um deles até divertido e inesquecível. Dirigindo meu carro na BR 101, altura de Macaé, em velocidade bem acima da permitida no trecho, fui parado pela PRF. O agente me comunicou que havia sido flagrado pelo radar e que deveria ser multado pela infração considerada gravíssima. Concordei com o policial e pedi que fizesse a autuação e me deixasse seguir viagem. Com isso frustrei o guarda que estava muito mais interessado numa negociação do que aplicar a lei. O representante federal não desistiu do seu plano e fez questão de mostrar o código de trânsito, a pontuação que seria aplicada à minha habilitação, todas as punições que eu estaria sujeito no caso dele lavrar a ocorrência. A conversa era infindável e cansativa, sempre conduzindo à possibilidade de resolver o assunto de acordo com o interesse do guarda. Cansei de escutar e fiz a pergunta que ele gostaria de ouvir: Como é que você quer resolver este caso? Resposta: “Dotô deixa o valor da multa e eu não faço a autuação” A multa na época seria próximo de R$ 400,00.

Lembrei então que num bolso eu tinha uma nota de R$ 50,00 e disse para o policial: Impossível, só tenho R$ 50,00 aqui no bolso, mas preciso colocar R$ 40,00 de gasolina para chegar em casa. O guarda nem pestanejou, pegou os R$ 50,00 e deu o troco.

Na outra situação eu bati na traseira de um automóvel, sem nenhum dano material para nenhum dos dois carros, mas um guarda estadual (PM) estava presente e resolveu conferir a documentação dos automóveis e dos motoristas. Lamentavelmente o outro motorista não estava com a documentação do carro em ordem e eu que havia provocado o flagrante fiquei com a consciência pesada e permaneci no local por solidariedade, sendo obrigado por isso a ser testemunha e até parte na negociação da propina para que o motorista vítima da trombada e do achaque, não tivesse o carro rebocado para o depósito.

Pois é, estou confessando minha parcela de culpa, ou minha incapacidade de rejeitar esse mau hábito que faz do nosso país um dos campeões em burocracia e corrupção, pois uma coisa precisa muito da outra. Se você nunca participou, nem foi testemunha disso, cuidado! Sua hora vai chegar. Como dizia aquela velha propaganda: “Carro a álcool, um dia você ainda vai ter um”. Num país corrupto não há como escapar.

A corrupção na nossa terra é irresistivelmente sedutora, engana que é facilitadora, quando na verdade é um grande inibidor do progresso e sua pior consequência é instalar na alma do brasileiro essa doença que não tem cura, de sintomas quase imperceptíveis para o indivíduo, mas que provoca danos enormes na sociedade. Infelizmente, aqui no Brasil corrupção não é exceção é “ampla geral e irrestrita”. Muitas vezes chamada de jeitinho brasileiro.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

6 abril 2017 EVENTOS

SANDRA BELÊ LANÇA CLIPE NA WEB

Após apresentação única em 2016 no dia de Finados, Sandra Belê lança agora na internet o videoclipe “Maria no Andor”, parte do projeto “Cantando para o Eterno”, que reúne as inselenças: cantigas fúnebres entoadas em velórios no Nordeste profundo.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


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E TALAGADA SE FOI…

A conversa corria animada na mesa 5 do bar do Carneiro. Entre goles de cerveja e uca, três fregueses contumazes, dos que marcam o ponto todos os dias, várias vezes ao dia, faziam considerações sobre o abuso do álcool, motivados pelo assunto da semana: a morte anunciada e mais que esperada de Talagada, um dos maiores beberrões de Vila Invernada e região. Percebendo que a conversa iria longe, Carneiro ofereceu aos três, gratuitamente, rodelas de tomate como tira-gosto. Caprichou no sal, na esperança de forçar o consumo de cerveja. Não se decepcionou.

Não houve, apesar do alto consumo de bebidas, alterações, pela simples razão de que todos concordavam com todos. De fato, quem não sabe beber não deve beber, que dúvida? É preciso saber parar. Ali, por exemplo, nenhum dos três já fora visto cambaleando pelas ruas do bairro. Isso era coisa para Talagada, que vivia tocado. Agora, uma vez ou outra, pode acontecer de o sujeito bambear, ossos do ofício, acidente de percurso. Quem não sabe beber coloca à saúde em risco, cria problemas com a família (que mulher gosta de ver o marido mamado?), prejudica a carreira profissional, compromete os negócios etc. Isso sem contar os gastos, claro. Os três eram, como se vê, adeptos dos alertas estampados nas peças publicitárias: “Beba com moderação” e “Se beber, não dirija”. Mas também nesse ponto os amigos de copo e de cruz concordavam: “moderação” é conceito vago e não são umas canas a mais que vão derrubar ases do volante, como eles, três cobras criadas.

E os colegas, depois de algumas penúltimas rodadas, se foram, convencidos de que jamais terminariam como Talagada. Um deles tropeçou. Culpa da mulher do Carneiro. Maldita mania de encerar o piso.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

DON PABLITO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Ola Berto.

Consegui fotografar a concentração dos que pretendem ir à Curitiba quando o Lula for lá depor.

É uma ruma deles.

R. Meu caro, esta foto que você nos mandou – na qual aparece uma tuia de eleitores de Lula -, está em desacordo com as informações de que disponho.

Na verdade, consta aqui nos meus arquivos que a caravana que vai a Curitiba defender Lapa de Indefensável constitui uma tuia de bosta.

Não custava nada a gente apurar este detalhe.

Não vou publicar a foto que tenho aqui comigo pra não embrulhar o estômago dos nossos sensíveis leitores.

E também porque esta gazeta, embora sendo escrota, não é ambiente escatológico.

6 abril 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

6 abril 2017 DEU NO JORNAL

É OU NÃO UM CASO DE ARROMBAMENTO DE TABACA?

Um documento sigiloso enviado por Sergio Moro a Herman Benjamin mostra que, entre outubro de 2014 e maio de 2015, o departamento de propinas da Odebrecht repassou 22,5 milhões de reais a João Santana:

A Lava Jato vai anexar os depoimentos de João Santana e sua mulher a esse inquérito e mandar Janete para o banco dos réus.

* * *

Solicito ao nobre fubânico Teimoso Renitente, doutor advogado, que dê uma preciosa assistência ao Departamento Jurídico do JBF.

A dúvida é esta:

Isto tem valor?

Esta nova revelação é capaz pra arrombar a tabaca da Vaca Peidona?

É mesmo um caso de mandá-la se sentar ao lado de Lapa de Mentiroso no banco dos réus?

Agradeço antecipadamente a atenção que, tenho certeza, irei merecer do nosso estimado jurisconsulto.


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