AMANHÃ É SÁBADO

Hoje é sexta. Véspera do sábado.

Um samba de Martinho da Vila na doce voz da potiguar Roberta Sá. Com participação do próprio compositor.

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roberta_

7 abril 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

7 abril 2017 DEU NO JORNAL

BOAS NOVAS

Polícia Federal mata seis assaltantes de banco

Policiais federais mataram seis bandidos na manhã de hoje durante uma troca de tiros com uma quadrilha especializada em assaltos a banco.

O confronto, segundo a PF, ocorreu nas águas do rio Paranapanema, no município de Alvorada do Sul, no Paraná.

Antes, na madrugada, duas agências bancárias do interior de São Paulo foram explodidas por essa quadrilha.

Uma das armas utilizadas pela quadrilha

* * *

Este fato auspicioso aconteceu hoje, sexta-feira.

Uma excelente notícia pra levantar o astral e esperarmos o final de semana sorrindo.

Sendo ruim pra diputada petralha Maria da Novena, é ótimo pra cidadania.

Celebremos!!!

“Uma horrível chacina da PF golpista contra pobres excluídos. Xiuf, xiuf, snif, snif…”

7 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

corrupto chinês

Corrupto chinês ouvindo a sentença de morte no tribunal

Bráulio Tavares glosando o mote:

Lá na China corruto é fuzilado
e a família inda paga a munição!

Vou-me embora morar na velha China
que tem lá seus defeitos, tudo bem,
mas o nosso defeito ela não tem:
dar guarida a quem vive da rapina.
Deputado que lá ganha propina
pagará com a vida a corrução!
Lá na China político ladrão
bem depressa vai preso e condenado…
Lá na China corruto é fuzilado
e a família inda paga a munição!

Desde o tempo das velhas dinastias
toda vez que um político roubava
na melhor das hipóteses ficava
na prisão pelo resto dos seus dias.
Liminares, renúncias, anistias…
nada disso na China é solução!
O remédio é fuzil e pelotão
e um apito na boca dum soldado…
Lá na China corruto é fuzilado
e a família inda paga a munição!

Se um ministro chinês é desonesto
e é pilhado fazendo trambicagem,
a Justiça deslancha a engrenagem
que liquida a questão sem deixar resto.
Doze balas é um preço bem modesto
e o país nunca perde um só tostão
debita na conta do finado…
Lá na China corruto é fuzilado
e a família inda paga a munição!

* * *

Diniz Vitorino glosando o mote:

A noite é uma criança
E eu sou o brinquedo dela.

Adoro a noite estrelada
Pra cantar beijando as flores
E logo morrer de amores
Nos braços da madrugada;
Uma estrela prateada
Há de me servir de vela
E em cada flor amarela
Deixo um verso por lembrança…
A noite é uma criança
E eu sou o brinquedo dela.

A noite é mansão divina
Onde versejo e namoro,
A Lua, noiva que adoro,
Ninfa esbelta e pequenina;
Minha dócil bailarina,
Pura, divinal e bela;
Eu poeta, ela donzela,
Enquanto eu canto ela dança.
A noite é uma criança
E eu sou o brinquedo dela.

O céu é alva parede
Por onde a noite entra e sai;
Cada neblina que cai
Na terra me mata a sede;
Cada nuvem é uma rede
Feita com malha amarela;
A Lua se deita nela,
Deus pega o punho e balança…
A noite é uma criança
E eu sou o brinquedo dela.

* * *

Geraldo Amâncio glosando o mote:

Não tem nada parecido
Com o amor da mãe da gente.

A mãe nova ou mãe antiga
Tem coragem como loba
Se tem um filho que rouba
Pra defendê-lo se obriga
Se a polícia lhe investiga
Diz que o filho é inocente
Grita, chora, jura e mente
E defende o filho bandido
Não tem nada parecido
Com o amor da mãe da gente.

* * *

Zé Adalberto glosando o mote:

Quando sinto os impulsos da saudade
Faço um verso de amor pensando nela!

Quando aquela saudade impaciente
Me coloca no leito do seu colo
Minhas pernas não sentem mais o solo
Minha alma flutua intensamente
Fecho os olhos e a vejo em minha mente
Se despindo pra mim e eu pra ela
Parecendo uma cena de novela
Mas no fundo acontece de verdade
Quando sinto os impulsos da saudade
Faço um verso de amor pensando nela!

* * *

Ivanildo  Vila Nova glosando o mote:

Toda distância é pequena
pra se escutar cantoria.

Eu vou suar a camisa
pelo nosso interior,
pra escutar cantador,
que pensa, sente, analisa,
toca, canta, realiza,
num instante uma poesia,
eu sinto aquela magia,
como festa da novena.
Toda distância é pequena
pra se escutar cantoria.

* * *

Zilmo Siqueira glosando o mote:

Minha vida é marcada por desgosto,
Alegria só tenho quando choro.

Em São Paulo, vivi de empregado
Muitas coisas por lá adquiri
Mas deixei pra morar no Cariri
Hoje vivo no sítio do alugado
Dia e noite trabalhando no roçado
Tô feliz nesse canto onde moro
Jesus é meu santo que imploro
Me dá forças pra ser homem disposto
Minha vida é marcada por desgosto,
Alegria só tenho quando choro.

Eu nasci pra ser um andarilho
Me sinto feliz viver andado
O que ganho na vida estou guardando
Pra filha querida e pro meu filho
Meu filho, meu verdadeiro brilho
Minha filha que amo e tanto adoro
É no ombro do filho que me escoro
Minha filha me beija no meu rosto
Minha vida é marcada por desgosto,
Alegria só tenho quando choro.

* * *

Louro Branco homenageia Pinto de Monteiro glosando o mote:

O maior cantador da profissão
Foi soldado, poeta e foi vaqueiro.

Retransmito a noticia mais não brinco
Sendo da Paraíba o nato membro
Nasceu Pinto vinte e um de novembro
Mil oitocentos e noventa e cinco
Pra nascer com amor e afinco
Foi na carnaubinha o seu terreiro
Sendo no município de Monteiro
Mas viveu na fazenda do feijão
O maior cantador da profissão
Foi soldado, poeta e foi vaqueiro.

Sentou praça com veto, voz e vez
Para ser um policial disposto
Isso foi dia cinco de agosto
De mil novecentos e dezesseis
Mais os anos não foram nem a treis
Trabalhou em Recife de enfermeiro
Depois disso voltou pro seu viveiro
Pra cantar os segredos do sertão
O maior cantador da profissão
Foi soldado, poeta e foi vaqueiro.

Pinto é imortal ninguém derriba
Foi um gênio maior do que esférico
Foi amigo do grande Zé Américo
O ministro maior da Paraíba
Enfrentou Louro Branco João Furiba
João Bernado, Xudu, Jô e Granjeiro
Zé Feitosa e Sebastião Cordeiro
Mas morreu sem sofrer decepção
O maior cantador da profissão
Foi soldado, poeta e foi vaqueiro.

Se uma boca disser, depois não prova
Que viu Pinto cantando dar o prego
Com noventa foi paralítico e cego
Com seis anos depois deitou na cova
Enfrentou Venturini e Vila Nova
Os Batista, Galbini e mais Guerreiro
Conversando era muito lundunzeiro
Mas cantando dobrava a multidão
O maior cantador da profissão
Foi soldado, poeta e foi vaqueiro.

7 abril 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

7 abril 2017 DEU NO JORNAL

NADA DE NOVO

O executivo Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-presidente da Construtora Norberto Odebrecht e principal braço do setor de infraestrutura do grupo, confessou ao Tribunal Superior Eleitoral que repassou R$ 17 milhões em propinas, entre 2012 e 2013, ao PT no contrato de construção de 5 submarinos – um deles movido à energia nuclear – para a Marinha.

O negócio de R$ 31 bilhões foi fechado em parceria com a francesa DNSC, que tem como principal acionista o governo da França, em 2008.

Mercadante, Sérgio Cabral, Dilma; no fundo, no fundo, Odebrecht pagando propina…

* * *

Eu queria novidade.

Notícias diferentes.

O PT recebendo propina é notícia velha e sem graça.

Que monotonia…

7 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


http://calamus-scribae.blogspot.com.br
O CABRA QUE LEVOU UM MÓI DE CHIFRE E SE AMANCEBOU-SE COM UMA MALA VÉIA

Pois é, o Chiquim de Nóca, se casou-se com uma moça vistosa! Pense numa cabôca arrumada!

Ela era gostosa mermo? Ouvi dizer.

Vixe! Marminino! Era tão boazuda, a muleca, que num tinha uma roupa que fosse que coubesse nela! Ela só vestia roupinha curta, mostrando os balengotengo! Tudo à mostra! Os zôme virava as cabeça e quase torava o percoço pru mode olhar pra danada!

E o Chiquim de Nóca, comparecia no serviço direitim ou num dava no couro?

Aí eu já num sei! Mas ouvi dizer que lá pras bandas dos lados do Peixe Gordo, tinha um vaqueiro bem afeiçoado, todo reluzente, cheio do cobre, dentede ouro, todo vestido de gibão de couro de bode, que arrebatou o coração da muié do Chiquim de Nóca.

Vixe! Agora lascou! E o que aconteceu?

Pois é, a muié fugiu com o vaqueiro reluzente e deixou o Chiquim de Nóca chorando pelos cantos, chêi de chifre!

Êita! Foi mermo?

Pois foi! Entonce, o Chiquim de Nóca endoideceu. O pessoal diche que depois dele levar o mói de chifre, o hôme perdeu as estribeiras. O que num é pra menos!

Vixemaria! O que aconteceu?

Pois o hôme se apaixonou por uma mala véia que ele tinha em riba do guarda-roupa. Ficou se abufelando com a mala véia, como se fosse uma muié de verdade. Pois ele beijava a tal da mala até na boca! Já imaginasse?

Valha meu santontôin! Pense num mói de chifre inviezado!

Pois ele abaicava a mala véia com gosto de gás. Quando ele saía de casa, guardava a mala véia em cima da cama e ainda dava um beijim de despedida, como se fosse mermo uma muié.

Pois num é que um dia, a mãe dele, sabendo dessa arrumação, foi lá na casa dele quando ele não tava, pra acabar com aquela marmota e deu fim na mala véia! Eu soube depois que me disseram, que a mãe dele diche que a mala véia fedia mais do que as cuecas do cão dos infernos! A mãe dele tocou foi fogo na tranqueira!

Êita do estrupício medonho!

Bote estrupício nisso! Aí quando ele soube que a mãe dele tinha dado fim na mala véia, que ele dizia que era a mulher da vida dele, perdeu o resto do juízo e saiu correndo nu no mêi dos matos e os cachorros correndo atrás!

Viuxe! Tem hôme que num aguenta levar chifre que perde a rabiola!

Eche negóço de chifre num existe não. É coisa que botam na nossa cabeça!

Aí dento! Chifre é igual a consórcio, quando mesmo se espera a gente é contemplado!

Pois falando em chifre, eu vô pra casa que é pru mode eu vê a muié. Sabe lá se num aparece um vaqueiro reluzente deche que abaicou a muié do Chiquim de Nóca?

Valha mindeuso! Ramo simbóra!

7 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Aqui temos a Lava jato

Quero falar sobre a liberação do fundo de garantia que o governo autorizou, mesmo obedecendo certas regras.

Ouvi coisas incríveis sobre a liberação do fundo. Sito ao menos duas:

1ª) Tem valores muito pequenos!

Ora, pra quem está com a corda no pescoço, qualquer dinheirinho extra é bem vindo.

2ª) Esse dinheiro vai direto pra pagar dividas!

A frase foi dita com ironia, sem qualquer respeito por quem gosta de ter seu nome limpo e eventualmente contratar outras dividas.

Lembro que também no governo do Presidente Fernando Henrique, foi liberado o pagamento na área do FGTS, para acerto de planos antigos e que vieram em boa hora pra pagar minhas contas atrasadas. Aliás, dou graças de terem tomado essa atitude antes de entregar o governo aos aproveitadores.

Não tenho lembrança nos anos de 2003 a 2016, afora a gastança desenfreada do governo, qualquer medida para o cidadão retirar um dinheiro na boca do caixa do bando sem que tivesse que pagar prestações com os famigerados “juros”.

Afora os cartões de crédito para comprar até casinha de cachorro financiada e o “Minha casa minha vida”, que também não foi novidade, pois, no Estado de São Paulo, na década de 80 foram construídas muitas casas e apartamentos pelo sistema COHAB com juros baixíssimos.

Qual benefício de longo prazo para o cidadão foi sedimentado pelo governo despejado?

Já disse e repito que não votei no Presidente Michel. Também acho que a vida de um Presidente que assume depois de um despejo, não deve ser nada fácil. Posso até imaginar aquela fileira de “excelências” que ofereceram o voto “sim”, com a fatura na mão para a devida cobrança. Não acho que são todos iguais, seria o pior dos mundos, mas, num congresso que tem “cidadão” cuspindo no outro, tudo é possível.

Considero que o maior inimigo do atual governo é a criatura Renan. Essa figura não suporta estar sempre em segundo ou terceiro plano. Apoia qualquer governo desde que o deixem governar a seu modo. É no meio de sua corriola que ele sente o poder que tem. Mas, não posso esquecer que ele recebeu votos para estar onde esta.

“Bom, sempre teremos Paris”, frase dita no final do filme Casablanca e nós dizemos:

Aqui temos a “Lava Jato”.

7 abril 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

7 abril 2017 FERNANDO GABEIRA

PERGUNTAS DA RUA

Numa entrevista de TV com a escritora norte-americana Sarah Chayes, estudiosa da corrupção e autora do livro ‘Ladrões do Estado’, o repórter Luis Fernando Silva Pinto perguntou mais ou menos assim: “Uma sociedade tão atingida pela corrupção tem condições de superar isso?”. Chayes respondeu que eram muito poucos os casos de sucesso. Mencionou o Peru, que depois de Fujimori se recuperou, assim mesmo de forma modesta. De fato, houve uma recuperação no Peru, apesar de a Odebrecht ter envolvido ao menos um ex-presidente nas teias da corrupção, Alejandro Toledo. A pergunta que se faz nas ruas é mais simples, mas vai na mesma direção do repórter: o Brasil tem jeito?

Sandra Chayes enumerou uma série de qualidades do País: capital humano, criatividade, energia. E concluiu que sim, o Brasil teria condições de oferecer esse exemplo de superação ao mundo.

Embora as ruas ainda não sintam a chegada do crescimento econômico, surgem sinais positivos e hoje muitos especialistas acham que o Brasil está reencontrando o seu rumo.

Se o front econômico realmente dá sinais visíveis de melhora, as expectativas vão se concentrar nas mudanças políticas. Nesse campo o desafio é gigantesco. Será preciso acionar todas as nossas qualidades e neutralizar os principais defeitos para obter a conquista de dimensão internacional.

Uma verdadeira reforma política só é possível com presidente e Parlamentos eleitos. A legitimidade não basta, é preciso que uma transição prepare o caminho para os vencedores.

De que adianta um novo presidente não querer fazer barganhas, se terá uma miríade de partidos para negociar?

No passado, a cláusula de barreira era um obstáculo para o surgimento de novos partidos com conteúdo político. Mas eles já tiveram seu tempo de conquistar representatividade nacional. Hoje a redução do número de partidos é uma necessidade superior, pois o presidencialismo de coalizão foi para o brejo.

Com tantos marqueteiros enredados com a Justiça, já era tempo de perceber que existe algo errado com o chamado programa eleitoral gratuito. A transformação de um programa político em espetáculo de TV é muito cara. Se os partidos se contentassem com algumas vinhetas, poderiam passar suas mensagens pela TV, desenvolver o debate na internet e, ao mesmo tempo, realizar intervenções eficazes e baratas. Desde que tenham algo a dizer.

As eleições de 2018 serão um processo de depuração. Mesmo que se consiga derrubar o foro privilegiado, é muito possível que o julgamento dos eleitores chegue antes do veredicto dos juízes. Em algumas circunstâncias, os eleitores podem absolver políticos corruptos. Nesse caso, resta confiar na Justiça, pois a aprovação popular não se sobrepõe à lei.

Todas essas possibilidades serão mais bem avaliadas depois que alguns impasses forem superados. O sigilo sobre o conteúdo das delações premiadas é um deles. Enquanto não sairmos do período que se encerra com todos os dados na mesa, o debate sobre o futuro próximo é um pouco capenga.

Alguns acham que os políticos tentarão um ato defensivo para se protegerem da Lava Jato, com a lei do abuso de autoridade. Duvido que consigam emplacar punições contra a interpretação da lei. Se o Supremo aceitar uma lei assim, será difícil até de explicar suas sessões televisionadas em que vemos tantas visões diferentes num choque salutar.

Duvido que consigam a votação em lista fechada, algo que funciona em países em que os partidos ainda gozam um nível de respeito. No Brasil seria um desastre.

Não há dúvida, entretanto, de que os políticos vão fazer tudo para manter o status. Alguns analistas acham até compreensível que num ato de desespero eles tentem mesmo um golpe contra a Lava Jato.

Um Parlamento que tenta sobreviver legislando em causa própria está cavando seu túmulo. E cavará seu túmulo errando o timing.

O primeiro julgamento será dos eleitores. Não é inteligente construir um escudo contra a Lava Jato com os traseiros expostos para as flechadas populares.

Existe um potencial de renovação em 2018. As pesquisas têm indicado forte rejeição ao políticos. Alinho esses fatos para fortalecer a tese de Chayes de que o Brasil pode dar a volta por cima e iniciar uma nova fase.

Nas ruas percebo a sensação de que algo vai mal, não deu certo, e uma dúvida sobre a capacidade de recuperação nacional. Alinho algumas ideias para fortalecer a tese de Chayes de que há um caminho possível de recuperação, apesar de ser algo bastante singular essa volta por cima. Um pouco pelo desejo de ver começar uma etapa, um pouco com uma dose de otimismo, que, aliás, está presente na entrevista de Chayes.

A esperança sozinha, divorciada dos fatos, não resolve nada. No entanto, se as expectativas forem corretas, ela é um elemento indispensável na resposta ao problema em que estamos metidos há algum tempo: como sair dessa maré. A resposta que dou na rua continua a mesma: é difícil, mas não impossível. Mas se a economia dá sinais de retomada e o caminho da reforma política for aplanado para 2018, aí, então, poderemos dar passos mais largos para nos tornamos um país que sobreviveu a um nível devastador de corrupção.

Toda essa expectativa depende de muitos fatores imponderáveis. O PMDB do Nordeste iniciando um movimento desagregador, tendo à frente Renan Calheiros, em princípio é apensas uma reação à impopularidade das reformas. Mas é também uma aproximação com Lula, que tem votos no Nordeste.

Na verdade, é uma resistência regional que parte dos lugares onde o PT é mais forte e alguns políticos simplesmente não podem perder as eleições, porque a Lava Jato está esperando de boca aberta. Se implodirem o governo, vão se deliciar com o estardalhaço. Mas o problema nacional continua. Eles até têm uma força destrutiva. Mas faltam energia e perspectiva para construir a nova situação. Teríamos perdido tempo, mas não a esperança.

7 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

7 abril 2017 DEU NO JORNAL

SUGESTÃO

O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, foi preso na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal.

A prisão faz parte das ações da operação Águas Claras, que apura um esquema de desvio de recursos públicos repassados à CBDA, envolvendo dirigentes do órgão e empresários.

* * *

O nome da operação, “Águas Claras”, tem tudo a ver com o guabiru, que é presidente de uma entidade que cuida de desportos aquáticos e que estava roubando dinheiro público.

A Polícia Federal está especializada (além de prender corruptos…) em criar interessantes nomes pras suas operações.

Vou enviar à PF uma sugestão pra dar nome à operação que vai prender Lula em breve.

Poderia ser chamada de “Águas Sujas”.

Ou “Águas Petroladas”.

Ou, ainda, “Água de Peroba”.

Qualquer uma destas dará certinho com o nosso umedecido Lapa de Corrupto.

7 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

AUTO REFLEXÃO

Mote:

Eu escrevo na minha partitura
O concerto que narra meu destino

Autor: Poeta Zé Bezerra (Clube do Repente)

Glosas do colunista

Sou eu mesmo o autor da minha história
Construida aos poucos, passo a passo
Se o futuro me reservar fracasso
Ou um porvir loureado pela glória
Estará preservado na memória
Que a mim não faltou coragem e tino
Se tornei-me pacato ou ferino
Fui eu mesmo criador e criatura
Eu escrevo na minha partitura
O concerto que narra meu destino

Se o que fiz é motivo de louvores
Se as ações foram dignas e corretas
Se cumpri com meus planos, minhas metas
Os meus sonhos foram meus condutores
Meus princípios, meus idealizadores
Minha marca, meu jeito de menino
Persistência como a de Severino
Com a crença na paz que tudo cura
Eu escrevo na minha partitura
O concerto que narra meu destino.

Quando eu erro é tentando acertar
Mas o erro me serve de lição
Aprendi a também pedir perdão
Ao irmão que aceita perdoar
Minha escola me ensina a admirar
A bravura do povo nordestino
Que suporta sem medo o sol a pino
E extrai toda força da quentura
Eu escrevo na minha partitura
O concerto que narra meu destino

“Forest Gump” não narra meu roteiro
Pois eu sei que pra mim “a vida é bela”
O meu conto não é de “cinderela”
Mas do riso e do drama tem o cheiro
Se pergunto “o que é isso companheiro?”
É porque pela causa eu me atino
Pois no oscar da vida eu tiro um fino
No cinema da minha desventura
Eu escrevo na minha partitura
O concerto que narra meu destino.

Com Raul aprendi “tente outra vez”
Com Baleiro “você só pensa em grana”
No forró o meu idolo é Santanna
E a rainha se chama Marinês
Zé Ramalho cantando já me fez
Perceber “Avohai” como seu hino
Com música de Chico eu me fascino
Vendo a vida com os olhos da cultura
Eu escrevo na minha partitura
O concerto que narra meu destino.

7 abril 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

MORO ESTICA A MERECIDA TEMPORADA DE ANDRÉ VARGAS NA CADEIA

O deputado gatuno que sonhava com a presidência da Câmara perdeu a vergonha, o mandato, a carteirinha do PT e a liberdade

O deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, repetindo gesto dos mensaleiros presos

Eleito deputado federal em 2006, reeleito em 2010 por milhares de paranaenses irresponsáveis, o companheiro André Vargas entrou para a história da Câmara no mesmo instante em que dali saiu: num Congresso que lembra uma Papuda sem grades, ter o mandato cassado por falta de decoro equivale a ser expulso do hospício por excesso de loucura – e por decisão dos demais malucos. O despejo consumado em 10 de dezembro daquele delirante 2014 reafirmou que o meliante em ascensão na seita de Lula era uma abjeção sem similares.

Onze meses antes, ao assumir a vice-presidência, ele já decidira chegar ao comando da Câmara pela rota da cafajestagem. Ao debochar do ministro Joaquim Barbosa na sessão de abertura do ano legislativo, tornou-se o primeiro parlamentar a ofender publicamente um chefe do Poder Judiciário. Ele seria o primeiro deputado a fazer companhia ao sócio Alberto Youssef no noticiário político-policial. E logo se transformou no primeiro figurão do PT defenestrado por um partido que absolve até ladrões capturados no interior do cofre com a gazua na mão.

O paranaense falastrão entrara em 2014 convencido de que festejaria o réveillon como candidato imbatível à presidência da Câmara. Começou 2015 desempregado e tentando escapar da candidatura (apoiada com entusiasmo pela Polícia Federal) a uma cela coletiva. Não conseguiu uma coisa nem outra. Em abril, ainda chapinhando na vadiagem, foi preso na 11ª fase da Lava Jato, batizada de “A Origem” numa justa homenagem ao primeiro parlamentar flagrado em suspeitíssimas conversas telefônicas com doleiro Youssef.

Em setembro de 2015, o juiz Sérgio Moro condenou Vargas a 14 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Uma fartura de provas demonstrou que o vice-presidente da Câmara embolsou propinas de bom tamanho agenciando contratos de publicidade com a Caixa Econômica e o Ministério da Saúde. Nesta quinta-feira, Moro voltou a condenar o gatuno sem remédio – agora a quatro anos e meio de prisão por lavagem de dinheiro. Vai cumprir a etapa inicial da pena em regime fechado.

Na abertura do ano legislativo de 2014, André Vargas posou para os fotógrafos com um sorriso triunfante, braços erguidos (como convém a guerreiros do povo brasileiro) e punhos cerrados a centímetros da cabeça de Joaquim Barbosa. O espetáculo do cinismo facilitou o trabalho da polícia, dispensada de medir-lhe o tamanho do traje e a circunferência dos pulsos. Bastou um atento exame das fotos para a confecção do uniforme de presidiário e das algemas personalizadas.

7 abril 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


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