10 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

GLOSA

Mote:

Quem ordena um ataque sem razão
Mancha com sangue a terra inteira

Se parece com Nero e Rasputin
Quem tem instinto perverso
Mexe com o equilíbrio do universo
Quem faz uso de antraz e gás sarin
Bashar al-Assad, Trump e Putin
Induzidos por uma letal cegueira
Não respeitam território nem fronteira
Pois carregam um míssil em cada mão
Quem ordena um ataque sem razão
Mancha com sangue a terra inteira

10 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PREGAÇÃO

A pregação dos bispos católicos contra as reformas deixa muito claro que o combate contra as mudanças, que, aliás, tem encontrado eco num Congresso corrompido, suspeito e, sobretudo, pouco representativo, que grupos de parasitas e sanguessugas não aceitam de maneira nenhuma perder privilégios, inalcançáveis pelo cidadão comum, porque insistem em ficar mamando nas tetas do governo e chupando o sangue do povo.

Quem combate as reformas são os sindicalistas, os militantes dos partidos que foram despejados do poder, porque estavam comandando um grande assalto aos cofres da República, e os hierarcas católicos.

Todos eles são dependentes de imposto sindical, fundo partidário, óbulos e dízimos.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

10 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

10 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

REPÚBLICA DE CURITIBA JÁ TEM UM SEGUNDO MORO

Há um segundo Sergio Moro na República de Curitiba. Chama-se Friedmann Anderson Wendpap. É juiz titular da 1ª Vara Federal da capital paranaense. Nesta sexta-feira, decretou a indisponibilidade dos bens do Partido Progressista e de 11 políticos filiados à legenda. Seis deles são deputados federais. O bloqueio será de R$ 476,8 milhões. Alcançará contas bancárias, imóveis e até automóveis. Deve-se a providência a uma ação de improbidade administrativa movida pela força-tarefa da Lava Jato. Pela primeira vez, os investigadores invadem o salão de um partido político que apadrinhou diretores na Petrobras para assaltar os cofres da estatal. Vêm aí novas ações, contra o PT e o PMDB.

No vídeo abaixo, o juiz Friedmann Wendpap informa, em depoimento à Escola da Magistratura do Paraná, como encara a missão de um julgador. Afirma que, para além de ser um Poder, o Judiciário é essencialmente um prestador de serviços à sociedade. Nessa linha, o colega de Sérgio Moro vem se revelando um servidor público implacável no combate à corrupção.

No final do ano passado, Friedmann Wendpap já havia acatado pedido da Advocacia-Geral da União em outra ação de improbidade administrativa. Bloqueara parte da receita da Odebrecht e da OAS para cobrir prejuízos impostos ao Tesouro Nacional no escândalo da Petrobras. Anotara na sentença que, se a propina de 3% que as empreiteiras pagavam em troca de contratos não lhes inibia “a libido empresarial”, o bloqueio do mesmo percentual de suas receitas “há de ser motivo de júbilo na purgação das condutas deletérias que privatizaram ilegitimamente os bens públicos.”

Implacável, o magistrado adere agora ao esforço da força tarefa de Curitiba para processar civilmente os partidos e seus protagonistas, que já mastigam o pão que o Tinhoso amassou nas ações penais tocadas na 3ª Vara Federal de Curitiba, sob os cuidados de Sergio Moro. Conforme já comentado aqui (veja video abaixo), essa ação contra o PP abre uma nova e promissora clareira. Os investigadores avançam sobre as logomarcas partidárias por meio de ações de improbidade. Um tipo de ação em que não há foro provilegiado. Mesmo os encrencados que excercem mandatos parlamentares terão de prestar contas não aos minsitros do Supremo Tribunal Federal, mas ao servidor público Friedmann Wendpap, lotado na primeira instância, base do sistema jurídico.

A responsabilidade de Friedmann Wendpap é dupla. Além de colocar em prática a sua teoria segundo a qual os juízes devem defender os interesses do seu patrão – o contribuinte – o doutor tem diante de si uma fabulosa oportunidade para desmentir os incrédutos que dizem que o fim do foro privilegiado não resolverá o problema da impunidade do pedaço engravatado da quadrilha do petrolão.

* * *

10 abril 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

AI QUE SAUDADES DE AMÉLIA

Na data de hoje, 10 de abril, ano de 1928, nascia Mário de Souza Marques Filho, que passou para a história da MPB com o nome de Noite Ilustrada. Ele encantou-se em julho de 2003.

Vamos ouvi-lo cantando uma composição de autoria da dupla Ataulfo Alves e Mario Lago. Uma letra de fazer militante feminista meter o dedo no furico e rasgar.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE


http://www.forroboxote.com.br/
FANTASMAS E FLORES

A Casa sem ninguém, dentro ou fora, é adormecida pelo vento das lembranças do que se foi. Fantasmas dormem por ali e, quase nunca, vagueiam pelas varandas escuras ao lado de pirilampos e vagalumes de luzes desacendidas. Na confusão da fumaça que embaça os vitrais da porta semi-aberta, ou semi-fechada, um vulto passeia, cabelos em desarrumo, roupas brancas e esfarrapadas. Qual a sua missão? O que faz ali? De mãos dadas com o tempo, aquela senhora vai ao quintal, colhe flores e deposita-as na jardineira sem areia, sem chuva e sem perspectiva de qualquer futuro. Mas o faz. É sua missão florir a vida até onde vida não há. Ou até quando for possível fazê-lo. A lua vai embora, os fantasmas despertam e esperam novos ventos para que a casa de novo lhes faça companhia e adormeça.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

CÍCERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Berto:

Não sei se o nobre editor ouviu esse vídeo do jornalista Ricardo Boechat malhando o cacete em sua insolência Romero Jucá.

O bonito do vídeo está nas considerações finais feitas pelo jornalista ao surubático senador, que possui uma ficha política mais suja do que a tabaca de Xolinha!

R. Não ofenda Xolinha, meu caro.

A tabaca da nossa querida cachorra, se comparada com a ficha de Jucá, é limpa que só a porra.

Ouvindo o trecho que contém o discurso de Jucá neste vídeo – se dizendo perseguido e baixando o cacete na imprensa -, num sei mesmo porque me lembrei de Lula…

Coisas do pensamento…

A pajaraca que Boechat enfia no guabiru Jucá é pra arrombar as pregas de qualquer tipo de guabiru.

Aliás, em falando de arrombar pregas, concordo com você, meu caro colunista fubânico: as considerações finais do afiado jornalista são pra fuder!!!

O fecho do vídeo é antológico.

Escutem e prestem atenção:

10 abril 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
DJANGO É FRANCO NERO

Franco Nero ficou conhecido entre os cinéfilos graças a DJANGO, onde interpreta o personagem-título. Pois bem, diferentemente de Charles Bronson, Franco Nero conhece o Brasil, inclusive, em 2013, participou de um filme brasileiro, contracenando com a atriz IRENE RAVACHE. Trata-se de A MEMÓRIA QUE ME CONTAM. No filme ele dá vida a PAOLO, um italiano que vive no Brasil e precisa lidar com a inesperada prisão por ter participado de um atentado terrorista em seu país natal há décadas atrás. Destaque para a participação de Franco Nero como o marido de Irene Ravache e o lado político que o personagem também carrega, só que desta vez relacionado com sua Itália natal. Perguntado pelo cinéfilo e blogueiro do ADOROCINEMA, como foi aprender a língua em tão pouco tempo, o “ITALIANO DJANGO” respondeu: “Não foi nem um pouco fácil!!! Falo espanhol muito bem, mas português é uma língua completamente diferente para mim. Tinha uma amiga aqui em Roma, Natália, que é brasileira e me ajudou com as falas em português. Procurei decorar os diálogos das minhas cenas e correu tudo bem”.

O filme A MEMÓRIA QUE ME CONTAM retrata o tempo da ditadura militar e gira em torno da ex-guerrilheira ANA(Simone Spoladorre). O filme foi uma homenagem da cineasta Lúcia Murat a sua amiga Vera Sílvia Magalhães guerrilheira na juventude e marcante na vida de várias pessoas. Na verdade, VERA poderia ter desfilado a beleza de seus vinte anos pelas calçadas de Ipanema, no Rio de Janeiro onde nasceu. Poderia ter sido uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones ou então nos embalos de sábado à noite curtindo John Travolta, no liberou geral de costumes que varreu o mundo na década de 60. Ou poderia ter concluído o curso de Economia e levado uma vida burguesa, mas Vera Sílvia Magalhães amava a revolução e, como tantos jovens de sua época, não admitia viver sob a ditadura implantada pelo golpe de 64. MEMÓRIA QUE ME CONTAM com participação dos Super Star setentões Nero e Irene é um bom filme brasileiro , recomendo-o, mas poderia ser melhor, o tema é farto e exigia isso.

Custa-nos crer, que haja no gênero cinematográfico que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste, uma palavra mais sagrada, Importante, influente e pessoalíssima que “DJANGO”. O personagem atingiu proporções inimagináveis não apenas em termos de sucesso junto ao público, mas também pela influência que gerou. Pelo menos 50 filmes se apropriaram do título “Django” criado por Sergio Corbucci, quase todos com personagens centrais que pouco lembravam a imagem notável concebida por FRANCO NERO. Segundo um dos maiores cinéfilos do país, na modalidade de filmes faroestes, DARCI FONSECA, “nenhum outro western spaghetti, à exceção da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, se equipara a “DJANGO” (filmado no ano de 1966 tendo como diretor, Sérgio Corbucci), na empatia com o público e na importância no relativamente curto percurso em que o gênero dominou as telas do mundo”. Merecidamente, claro!!!

Neste filme que leva o mesmo nome do personagem, o andarilho solitário Django difere em muito de outros filmes. Introspectivo, compenetrado e altamente econômico nas palavras o homem do PONCHO e da CIGARRILHA nos apresenta uma grata surpresa em não cavalgar em nenhum momento e nem poderia fazê-lo pois o caixão que arrasta parece um complemento de seu corpo. O filme Django é Inovativo em diversos aspectos, haja vista que tem o eixo da história pouco original pois o personagem central é o divisor de águas em meio a dois grupos que se defrontam para obter o poder jurisdicional do Condado local. Segundo o crítico de cinema Darci Fonseca nos faz uma alerta que, quando perguntado sobre para quem é aquele CAIXÃO, ele responde que é para ele próprio, em razão de ser um homem atormentado por seu próprio passado. Entre os dois grupos contendores, Django tem simpatia pelos renegados mexicanos, acreditando no idealismo destes.

E continua Fonseca: Assemelham-se, no entanto, os dois personagens na inverossímil indestrutibilidade, na frieza com que enfrentam inimigos mais poderosos e em maior número. Django tem uma vingança como escopo e não sente repulsa ou aversão às mulheres, pois ao final declara a vontade de recomeçar a vida ao lado de Maria. O respeito da crítica pelo diretor deste filme(Sergio Corbucci), tem início com “Django” porque neste filme o diretor demonstra ter estilo próprio. A LAMACENTA RUA PRINCIPAL DO LUGAREJO SEMIDESERTO com casario cinzento é perturbadora, assim como a decoração opressiva do SALOON onde transcorre boa parte do filme. É nessa ambientação que rebenta uma sucessão de violência que faz de “Django” um western como sendo um palco de incontido sadismo.

Na sinopse e detalhes, Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local. Só que desconfiado das intenções do bandido, ele resolve se juntar a María, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano e seu bando. Se deleite com uma síntese de apenas 3 minutos do vídeo logo abaixo. Advertindo sempre que, depois de completar 50 anos que chegou as telas do mundo inteiro, Django é um filme para quem nunca assistiu vale a pena vê-lo e, para quem já assistiu vale a pena ver de novo!!! Leitores!!! Não abram o caixão que vocês podem ter um susto. Abram o link abaixo e terão uma grata surpresa.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

10 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

PARA DILMA, SÓ SANTIFICAÇÃO DE LULA SALVA O PAÍS

Ainda não surgiu melhor definição para democracia do que a fornecida por Churchill: é o pior regime imaginável com exceção de todos os outros. Neste sábado, Dilma Rousseff decidiu associar-se ao pelotão dos que cultuam as alternativas muito piores. Ao participar de seminário organizado por alunos brasileiros da universidade americana de Harvard, em Boston, a presidente deposta insinuou que a democracia brasileira só terá futuro se Lula for canonizado.

Dilma declarou estar muito preocupada com o risco de que “mudem as regras do jogo democrático” no Brasil. “Vou dar nome aos bois”, ela prosseguiu. “Me preocupa muito que prendam o Lula. Me preocupa que tirem o Lula da parada.” Ouviram-se risos na plateia. Mas Dilma não se deu por achada: “Todo mundo aqui pode rir. Infelizmente, para as oposições, ele tem nas pesquisas 38%. Com tudo o que fizeram com ele! Não acho que o Lula tem de ganhar ou perder. Eu acho que ele tem de concorrer.”

O contrário de um anti-Lula raivoso é um pró-Lula ingênuo, que aceita todas as presunções de Lula a seu próprio respeito. Em matéria de direito penal, isso inclui concordar com a tese segundo a qual Lula, a “alma viva mais honesta” que a República já viu, tem uma missão de inspiração divina a cumprir. Uma missão tão sublime que é indiscutível. Réu em cinco ações penais, Lula continua sendo, para Dilma, uma superpotência moral que não deve explicações senão à sua própria noção de superioridade.

Dilma já fareja o triunfo eleitoral de Lula. “Isso é uma possibilidade concreta”, declarou ela em Harvard. “Desculpem-me as pessoas que riram, mas é uma possibilidade concreta, meus caros. Deixa ele concorrer, para ver se ele não ganha!” O que Dilma considera “gravíssimo” é que, diante da perspectiva de retorno do ser supremo ao poder, queiram agora “inventar todos os possíveis cenários alternativos para tirá-lo da parada.” É o que madame costuma chamar de “golpe dentro do golpe.”

O mais assustador na pregação de Dilma não é o timbre ingênuo. O que espanta de verdade é a sensação de que a oradora não percebe que está soando cínica. É como se ela acreditasse mesmo no que diz. Embora conheça a perversão por dentro, Dilma é movida pela mesma fé que leva o petismo a tratar sua divindade como santo de procissão, gritando efusivamente sob o andor: “Lula, guerreiro do povo brasileiro…”

Investigado pela Polícia Federal, Lula foi indiciado. Submetido ao crivo da Procuradoria, foi denunciado à Justiça Federal. Ao folhear os processos, magistrados de Brasília e de Curitiba enviaram-no ao banco dos réus em cinco ações penais. No momento, a divindade petista exerce o sacrossanto direito de defesa. Dispõe dos melhores advogados que a fortuna amealhada em palestras às empreiteiras pode pagar.

Se Lula for condenado, recorrerá aos tribunais de segunda instância. Mantida a sentença, vai em cana. E torna-se um ficha-suja, impróprio para o consumo eleitoral. Absolvido, vai à sorte das urnas em 2018. Qualquer coisa fora desse script seria, aí sim, uma mudança inaceitável nas regras do jogo democrático, uma afronta ao preceito constitucional segundo o qual todos são iguais perante a lei, um atentado à Constituição.

Alguém poderia argumentar que todos os defeitos de Lula estão perdoados e seus eventuais crimes prescritos, no entendimento tático de que ser responsável pela eleição Dilma Rousseff e ter a tragédia como defensora já é castigo suficiente para qualquer um. Mas Lula não é qualquer um. Ainda não foi formalmente canonizado, mas já virou símbolo. E precisa responder judicialmente por tudo o que passou a simbolizar. Ninguém transforma um partido numa máquina coletora de propinas ou chefia um governo tisnado por dois escândalos do porte do mensalão e do petrolão impunemente.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

10 abril 2017 DEU NO JORNAL

A REPÚBLICA BANÂNICA NOS ARES

Os órgãos que compõem o governo federal, como ministérios, o Palácio do Planalto, autarquias e empresas públicas gastaram mais de R$ 1,6 milhão com… mortadelas.

O gasto é com a comida e não deve ser confundido com os famosos “mortadelas”, manifestantes pagos com lanche e trocados para fazer apoio ao falecido governo do PT.

Gastos com coxinhas não são discriminados pelo portal Transparência.

Só entram na conta produtos alimentícios comprados regularmente por órgãos do governo. Vinhos, por exemplo, são comprados à parte.

No total, foram 2,9 mil toneladas de mortadela, calabresa, banana, pepino, presunto, pimentão e repolho. Tudo por nossa conta.

Em 2006 Lula torrou R$ 3,7 milhões na mordomia do avião presidencial. Tinha costela de cordeiro, pato, picanha e peixe. E bebidas, claro.

* * *

Se estes gastos já são no gunverno Temer, não tem qualquer explicação.

É desperdício de dinheiro público, do suado dinheirinho dos nossos impostos.

Quanto aos quase 4 milhões de reais que Lula gastou em 2006 no avião prisidencial, este é plenamente justificado.

É que voavam junto com o ex-prisidente pessoas importantes e que mereciam uma alimentação de primeira.

Comprovem na foto abaixo:

Marcelo Odebrecht e Lapa de Avuador desembarcando do avião oficial da Presidência da República de barriga cheia, ambos de camisa branca pra enfrentar o calor dos trópicos,

10 abril 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

CÉU DE ESTRELAS – O RASCUNHO DO ROMANCE QUE O CIÚME QUEIMOU NA LAMPARINA

Embora não tenha sido escrito nos anos trinta, época em que predominou na Literatura Brasileira a chamada geração neorrealista, com a publicação de vários romances significativos que marcaram esse período rico da nossa literatura, como A Bagaceira (1928), de José Américo de Almeida (1887-1980); São Bernardo (1934), de Graciliano Ramos (1892-1953); O Quinze (1927), de Raquel de Queiroz (1910-2003); Caminhos Cruzados (1935), de Érico Veríssimo (1905-1975); Capitães de Areia (1937), de Jorge Amado (1912-2001), dentre outros, que tinham como características principais em suas temáticas o retrato cruel, pessimista e desolador da realidade brasileira com seus elementos históricos e sociais nocivos. O romance Céu de Estrelas, escrito por volta de 1986 à mão por um jovem carpinense, egresso da escola pública estadual, onde havia terminado o curso ginasial com todas as deficiências e mazelas pedagógicas da época e que até hoje prevalecem, contava a história de três jovens adolescentes determinadas que, marcadas por intensas transformações psíquicas, físicas e sociais, se reúnem na Praça Central da cidade de Carpina em plena Festa de Réis e começam a bolar um plano de mudança de vida e de atitude: se mandarem daquela cidadezinha acolhedora, mas sem vida, sem perspectiva de trabalho, sem novidades, sem acontecimentos relevantes de uma grande metrópole onde, acreditavam, as revoluções culturais, científicas, econômicas, políticas e sociais aconteciam e o mundo tomava conhecimento instantaneamente.

É nesse ambiente de jubilação, depois daquela véspera efervescente da Festa de Reis dos idos de oitenta que as jovens tomam uma decisão inesperada: no dia seguinte viajam até a Estação Rodoviária do Recife, compram três passagens na Itapemirim e, sem o conhecimento da família, numa madrugada sombria e sinistra duma segunda-feira, se mandam da cidade natal rumo à cidade maravilhosa em busca de novos ares, novas oportunidades, que só uma metrópole podia oportunizar – acreditavam.

E assim, caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento, como diz a canção do gênio de Santo Amaro da Purificação, rumam as três jovens à cidade grande em busca do incerto, do inesperado, do desconhecido, deixando as famílias apavoradas porque a única pista que haviam deixado dessa aventura fora um bilhete assinado pelas três dirigidos aos familiares com os seguintes dizeres: mãe, pai e irmãos, não se preocupem. Partimos em busca de uma vida melhor. Assim que chegarmos, daremos notícias onde estamos. Beijos!

Mal começa a viagem, e as jovens já começam a sentir o gosto amargo do inferno: o início das ações marginais urbanas que atingem e apavoram os coletivos de forma assustadora e irreversível. Bandos armados assaltando tudo pela frente, empunhando a violência e o terror. E o pior: não encontravam nada!

Numa dessas investida apavorante, já prenunciando o cenário instalado na cidade maravilhosa nos idos de oitenta, um bando de ensandecido armado até os dentes, toma o coletivo de assalto, barbariza com os passageiros e ordenam ao motorista arrastar o coletivo até a cidade de Deus. O resto dessa história profética e assustadora só depois da publicação do romance que, infelizmente, nunca será lançado porque o ciúme, que destrói tudo sem ter razão, lhe deu um fim trágico-cômico: virou cinza nas chamas do candeeiro.

Esse era o enredo do romance Céu de Estrelas que já prenominava o inferno que viria a serem as cidades grandes do futuro, como São Paulo e Rio de Janeiro – principalmente esta onde a história se passava -, hoje dominada por milícias, quadrilhas, bandos armados, tráfegos de drogas, assaltos, assassinatos, corrupção desenfreada, um verdadeiro caos sem solução à vista, onde a classe política dá a tônica projetando um caos social eterno.

Depois desse trágico incidente com o rascunho do romance destruído nas chamas da lamparina, esse jovem romancista teve um desgosto tão da molesta do cachorro que se isolou no sítio que comprou do segundo sogro, situado à beira do rio Capibaribe, na divisa entre Lagoa do Carro e Limoeiro, e tomou a mesma decisão do romancista americano Jerome David Salinger, ou J. D. Salinger (1919-2010), autor do romance The Catcher in the Rye (1951) (O Apanhador no Campo de Centeio), em tradução brasileira. Construiu uma casa de taipa dentro e lá vive até hoje isolado da civilização, criando bodes, cavalos, bois, jegues, galinhas, pirus, pavões. Alimentando canários, papa-capins, pintassilgas e galos de campina no campo livre. Ouvindo as canções do bardo Elomar Figueira Mello, ou Elomar, como Na Quadrada das Águas Perdidas, Fantasia Leiga para um Rio Sêco, Das Barrancas do Rio Gavião, Auto da Catingueira, Árias Sertânicas, Concerto Sertanez e tantas outras árias. Talvez tentando esquecer até hoje o fim trágico do seu primeiro romance, destruído nas chamas da lamparina por um ciúme adolescente doentio, dominador, patológico, que nem Freud explica.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

EU NASCI HÁ 10 MIL ANOS ATRÁS

Raul Seixas canta uma música de sua autoria.

Uma composição criativa e antológica:

10 abril 2017 FULEIRAGEM

RENATO – A CIDADE (RIBEIRÃO PRETO)

OCEANO

No humano coração um oceano existe
que é síntese fugaz de todos os oceanos.
Às vezes a rugir, no esto dos desenganos,
outras vezes cantando à flor do sonho o viste.

Quando a felicidade acena, em sombra, ao triste
com o distante luzir dos astros desumanos,
ele, sem pressentir da fatal queda os danos,
ao côncavo do céu responde ondas em riste.

Mas quando a angústia o aperta entre os malignos dedos,
e os vendavais da vida o atiram nos escolhos,
e ele grita de horror na ponta dos penedos,

o homem, das ilusões, por únicos espólios,
guarda os beijos de amor que sangram mortos, quedos…
e a água do coração lhe escorre pelos olhos.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

10 abril 2017 FERNANDO GABEIRA

INOCENTES DO LEBLON

A Lava-Jato representa uma novidade no Brasil. Mas, às vezes, tem uma recaída, típica dos momentos anteriores. Considero insensato permitir que Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, cumpra prisão domiciliar. Não desconfio da honestidade do juiz. Prefiro supor que tenha caído, como todos nós caímos, na armadilha do meloso sentimentalismo que envolve nossa cultura.

Em primeiro lugar, quero dizer que concordo com a ideia das mães cumprirem prisão ao lado dos filhos. As cadeias foram feitas para homens, e a ONU reconheceu essa inadequação ao aprovar as Regras de Bangcoc. As regras são boas, vão no sentido do progresso e reconhecem a singularidade da mulher. No entanto, como quaisquer regras, não podem ser aplicadas cegamente. Não creio que sejam no Brasil, onde dois terços dos pedidos de prisão domiciliar foram negados pela Justiça. A primeira pergunta que todos colocaram, inclusive a ministra dos Direitos Humanos: “Por que Adriana Ancelmo, e não todas as outras, tem direito à prisão domiciliar?” Pelo menos, a intervenção do governo admite que pobres também são humanos e retira esse conceito do limbo em que foi jogado por militantes que consideram humano apenas quem compartilha de suas ideias.

No entanto, não é esse o meu ponto. A decisão de transferir Adriana Ancelmo para sua casa foi insensata por outras razões, que se relacionam também com o conceito de Humanidade. Adriana é um dos cérebros da quadrilha que assaltou o Rio. O dinheiro das propinas de Cabral passava por suas mãos. Ela acompanhava o marido nas viagens ao exterior, nas quais o casal organizava melhor a distribuição da fortuna pelos diferentes esconderijos.

Os promotores acham que Cabral desviou R$ 1 bilhão. Cerca de R$ 300 milhões foram encontrados e, inclusive, aliviaram o drama de aposentados que não recebiam havia meses. E os outros possíveis R$ 700 milhões… Onde estariam? Adriana Ancelmo certamente sabe e vai querer redistribui-los não só para os gastos imediatos, mas também para utilizá-los no futuro. Cadeias no Brasil duram pouco.

Essa é a questão ética que se coloca para o juiz Marcelo Bretas, e ele respondeu de forma equivocada: atender à mãe separada dos filhos ou às milhares de mães que teriam seus dramas amenizados se o dinheiro fosse encontrado? Verdade que ele tomou precauções. Adriana não pode usar telefone nem internet. Mas como a Justiça brasileira, que não consegue bloquear telefones nos presídios, vai fazê-lo num prédio do Leblon? De novo, as precauções: a Polícia Federal está autorizada a realizar vistorias periódicas, sem avisar. Nos presídios, o próprio Exército está fazendo esse trabalho, que, na verdade, é um trabalho de Sísifo: você apreende os celulares hoje, reaparecem novos aparelhos na semana seguinte.

Em sua casa, Adriana poderá receber parentes, sem as regras rígidas do presídio. A essa altura, os defensores de Bretas devem estar pensando: se nos presídios não se bloqueiam celulares, qual a vantagem de mantê-la presa? Se a família Cabral não respeita as regras do presídio, graças ao grande cúmplice Pezão, que diferença faz receber parentes no Leblon?

Desde o início da década tenho acentuado a simpatia que a Justiça do Rio tem por Sérgio Cabral. No TSE ameaçavam processar quem o questionasse. Os tentáculos parecem se estender ao STJ, onde amigos estão prontos para ajudá-lo.

As recentes prisões de quase todos os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado dão apenas uma visão da metástase do processo de corrupção em todos os setores do estado fluminense.

A Lava-Jato caiu na armadilha. Achou um caminho para que um dos cérebros da quadrilha continuasse a trabalhar em paz, articulando a redistribuição do botim. Fez tudo isso para que ela cumprisse suas funções maternas, levasse de novo paz à casa desfeita. Mesmo essa boa intenção implícita nas Regras de Bangcoc torna-se ridícula quando analisada no caso de Adriana.

A decisão de Bretas e dos simpatizantes de Cabral no STJ levou o inferno ao Leblon. O quarteirão onde está o apartamento de Adriana vive em sobressalto. Manifestações, panelaços, gritos de protesto. O próprio restaurante em que Cabral comia, tão perto que os garçons poderiam servi-lo em casa, não é mais o mesmo. Carros buzinam a todo instante, e as vozes dos motoristas indignados penetram no salão. A experiência mostra que esses focos crônicos de protesto tendem a polarizar quando a conjuntura se agrava. Há um potencial de tragédia no ar.

Não é o caso de Bretas, mas, se Cabral tem amigos no STJ, é bom que saibam que ele pode delatar. É preciso gostar muito dele para ajudá-lo. E acreditar que a recíproca é tão verdadeira que, louco para reduzir a pena, Cabral não os entregue também.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

10 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NAS ESTANTES DOS ZISTEITES

A Biblioteca do Congresso (Library of Congress) é um monumento da civilização mundial. Seu fantástico acervo é uma coisa impressionante. Documentos raríssimos, preciosidades inestimáveis, escritos históricos e manuscritos que valem ouro.

Gente do mundo inteiro dá expediente por lá, fazendo pesquisas, levantamentos e estudos.

Vale a pena dar uma entrada na sua página e fazer um passeio (Clique aqui para acessar).

Estive lá em meados da década de 80, junto com um grupo de mais de 30 escritores de vários países de todo o mundo, participando de um programa sobre escrita criativa (é assim que os americanos chamam a prosa de ficção…) a convite do governo daquele país.

Durante a visita, o nosso guia entregou pra cada um de nós os registros dos nossos livros que lá estavam guardados. Obras que faziam parte do acervo da Biblioteca do Congresso. E eu recebi a papeleta onde constava O Romance da  Besta Fubana, o livro que, de tão badalado naquele tempo, motivou o convite dos gringos para bater pernas na terra deles.

Hoje vejo, ancho que só a porra, que lá estão todos os livros que compõem a minha modesta obra, segundo descobriu Aline, em suas intermináveis buscas na rede de computadores.

Vejam:

Só dei falta do livro de crônicas A Prisão de São Benedito.

Desconfio que seja por conta de se tratar de um santo preto, e não tem cabimento estar figurando numa biblioteca na terra dos galêgos trumpianos dos zóios zazuis.

Enfim, tô fazendo esta postagem só mesmo pra me amostrar, inxirido que só peste feito eu sou.

Uma excelente semana pra toda comunidade fubânica!

10 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

O VALOR DA BELEZA

Todos os seres humanos possuem a sua beleza natural e, se observassem bem, cuidariam da saúde para manter a vitalidade por meio de prática de exercícios, alimentação adequada e bom senso na convivência diária. Não existem homens e mulheres feios. Existem aqueles insuficientemente amados, mal tratados e com baixa autoestima. Esses fatores contribuem para que tais pessoas busquem, numa fuga, aquilo que é exótico ou uma aberração, entretanto o objetivo é ser o centro de atenções. E assim vão vivendo pelo ter e esquecem completamente o ser.

Atualmente, quantas pessoas estão perdendo a vida por buscar um beleza artificial? E esta é implacável, não poupa aqueles que a procuram, pois, quando o corpo reage a estímulos negativos, surge um grande risco de o organismo não suportar a agressão feita a sua fisiologia. A beleza vem de dentro para fora. Vem dos pensamentos, dos sentimentos, das boas ações e da ética.

O repentista Geraldo Amâncio deu uma grande lição sobre o valor da beleza quando descreveu numa sextilha a saga do grande astro americano Michael Jackson:

“Na vida de Michael Jackson
Eu sei o que aconteceu
Não tinha fama arranjou
Era pobre, enriqueceu
Era preto, ficou branco
Mudou de cor e morreu!”

10 abril 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

10 abril 2017 DEU NO JORNAL

TÁ FALTANDO UMA LÂMINA NO PESCOÇO DOS GUABIRUS

No Senado, o Conselho de Ética se reuniu pela última vez em maio de 2016, ainda assim em caráter de emergência, porque a Casa queria se livrar de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que, preso, entregou vários colegas.

Hoje não há sequer designados para integrar o conselho, muito embora dois senadores sejam réus no Supremo Tribunal Federal: o próprio ex-presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a ex-ministra e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) – ambos acusados de corrupção.

* * *

Ao invés de Conselho de Ética, o que deveria haver no Senado atual era um Conselho Guilhotinístico.

Guabiru pra ter a cabeça cortada é o que não falta naquela casa, outrora respeitável.

Um casal que forma uma parelha perfeita na ladroagem banânica: PT+PMDB

10 abril 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

10 abril 2017 MARY ZAIDAN

LULA E A LEI

O ex Luiz Inácio Lula da Silva se diz ansioso para depor ao juiz Sérgio Moro. Sua pupila e sucessora, a presidente cassada Dilma Rousseff, se “preocupa muito que mudem as regras” e prendam o seu padrinho. Combinados, eles fazem o jogo do contrário: o claro é escuro, o dia é noite.

Assim como os demais enrolados e arrolados pela Lava-Jato, Lula quer distância de Moro, mas não pode correr de uma intimação. E Dilma apenas engrossa a conhecida lengalenga de perseguição a Lula. Condená-lo não seria aplicação da lei, mas ação deliberada para impedir seu retorno à Presidência.

Ambos descem a lenha no Ministério Público Federal e na atuação da Justiça e, ao mesmo tempo, têm a desfaçatez de se dizerem defensores da Lava-Jato.

Há quase um ano, Lula, Dilma e o PT tentam convencer o mundo de que o Brasil vive em estado de exceção. Com algum sucesso, até conseguiram apoio internacional na campanha contra o “golpe” que afastou Dilma.

Neste sábado, na Universidade de Harvard, em Boston, em evento organizado por alunos brasileiros, Dilma repetiu a ladainha. Acrescentou a pregação que o PT e Lula têm batido nas redes sociais e nas ruas: uma eventual condenação de Lula seria uma armação para tirá-lo da “parada” em 2018. E misturou – por confusão, má-fé ou ambos – regras eleitorais com prestação de contas à Justiça.

Além de ser mais uma afronta às instituições brasileiras, especialmente à Justiça, a tese reforça a intocabilidade que Lula e aqueles que o cercam exigem para o ex.

Ele estaria acima de qualquer lei. Acima de qualquer coisa. Na verdade, sempre se considerou assim.

Reforçar esse discurso do injustiçado pela Justiça, que quer cassar os direitos de Lula de concorrer no ano que vem, é a saída que resta para a possibilidade cada vez mais palpável de o líder maior do petismo ser condenado em um ou mais dos cinco processos nos quais é réu.

Tem-se ainda uma corrida contra o relógio. Nada a ver com a oitiva de Lula por Moro no dia 3 de maio, quando o PT pretende colocar tropas em Curitiba, mas com as delações do marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura. E, de quebra, com os estragos que o também marqueteiro Duda Mendonça pode fazer ao falar com o MPF, audiências premiadas que começam em breve.

Até José Dirceu, preso em São José dos Pinhais, teria feito considerações de que serão delações explosivas, com potencial de colocar Lula e Dilma na cadeia. Para fazer frente a elas, o ex-capitão do time petista crê que é preciso ocupar as ruas.

Mobilizar, colocar os aparelhos das centrais sindicais e dos ditos movimentos sociais na rua é o menor dos desafios. O problema real está no teor das delações, nos documentos e cruzamentos de dados que incriminam Lula.

Está na objetividade da acusação que o ex tenta dizer que é subjetiva quando se remete às trapalhadas do powerpoint do procurador Deltan Dellagnol, que, em setembro do ano passado, apontava Lula como beneficiário central da Lava-Jato, apoiado em “convicção”.

De lá para cá Lula e seus advogados sabem das novas diligências, das novas delações e das cooperações internacionais firmadas. Do rastreamento das palestras milionárias pelo mundo combinados com os contratos que a Odebrecht conseguiu nos “países amigos”. Do sorvedouro de dinheiro público para financiar campanhas, luxos e mimos do ex, de sua afilhada e de aliados, incluindo gente que hoje eles acusam de “golpista”.

Para os fiéis, Lula, Dilma e o PT deverão recrudescer o discurso do “todos contra Lula”, sempre sem dizer quem são os “todos”. Paralelamente, assim como fez na semana passada, Lula vai aliviar a fala em relação a Moro. Fará outros elogios, repetirá que Moro “cumpre papel importante”.

Firulas petistas à parte, ao Brasil só interessa que a Justiça seja justa. Que absolva inocentes, condene e coloque na cadeia aqueles que surrupiaram o país. Seja quem for, seja ou não um Lula.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

BOMBA, BOMBA!

Penúltimas Notícias! (Agência GoyambúNews)

Tão dizendo que agora não tem mais jeito, Cunha vai abrir a boca e jogar uma bomba que vai explodir o mundo empresarial; e, pior, se cuidem os frigoríficos, um dos alvos é o setor de carnes.

Consta que a coisa da delação que ele vai fazer decorreu de diálogo tipo assim:

Conversa entre um aconselhador e o cara:

“Aconselhador”: – Tu tens que delatar para seres premiado.

Acusado: – Mas deletar o quê? Não sobrou mais nada, já inventaram tudo o que podia ser inventado.

“Aconselhador”: – Não, ainda tem uma coisa.

Acusado: – O qüê?

“Aconselhador”: – Caixa 1.

Acusado: – Mas caixa 1 não é crime!

“Aconselhador”: – Mas é a tua salvação. Dirás que todas as doações de caixa 1 para tais e quais candidatos eram oriundas de transações ilícitas e foram feitas como propina…

Acusado: – Valeu! Já é!

“Aconselhador”: – E tem mais, tu tens de dizer que toda aquela grana que tava em contas lá fora e que tu sacaste foi toda dada pras bolas da vez da hora, são alvos fáceis.

Acusado: Deixa comigo! Tá tudo bem escondidinho.

“Aconselhador”: – Faz isso, te encontro semana que vem lá fora. Leva o meu.

10 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

10 abril 2017 DEU NO JORNAL

E É DO “SUPREMO”…

Os três patrocinadores de um seminário em Portugal organizado pelo instituto de ensino que tem o ministro Gilmar Mendes como sócio possuem interesse em processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Em ao menos um deles, o próprio ministro era o relator do processo até ontem, quando se declarou impedido após ser questionado pela reportagem sobre a ação.

O recurso foi proposto pelo Estado do Rio de Janeiro contra a Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-RJ), que financia o evento em Lisboa – previsto para ter início no próximo dia 18.

Gilmar se declarou impedido pelo fato de a federação ter como advogado Sérgio Bermudes. O escritório de advocacia de Bermudes tem no quadro de advogados em Brasília Guiomar Mendes, esposa do ministro.

No entanto, Gilmar disse que não vê conflito de interesse entre o patrocínio do evento em Lisboa e sua atuação no Supremo.

* * *

Já tivemos um Collor e um Lula no Executivo.

No Legislativo temos um Renan e um Lobão.

E no Judiciário temos Gilmar e Tofinho.

Isto sem contar com todos os outros nomes, em todos os poderes e em todos os escalões.

É phoda!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha.

Êita paiszinho safado é este nosso…

“Cumpanhero Gilmá, é só tu dizê qui num sabia de nada e qui é tudo presseguição da midia gorpista”

10 abril 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


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