14 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

14 abril 2017 DEU NO JORNAL

TIMAÇO

* * *

Estamos muito bem servidos de prisidentes.

Os cinco ex e o atual.

Formam um time do caralho, uma seleção de encher o peito banânico de orgulho.

Eles merecem uma salva de palmas!!!

14 abril 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

NOTÍCIAS DE PORTUGAL

Numa semana marcada pela devastação da Odebrecht declaro, a quem interessar possa, estar enojado com tanta lama. Com Brasília. Com a maneira torta de fazer política, por lá. E, nesse dia santo de sexta-feira, decidi tirar férias do Brasil. Para falar do português falado em Portugal. Diferente do nosso. Só num exemplo, com palavras, pois sim lá é sim. E pois não, é não. O contrário de nós, pois. Diferentes nos personagens, também. Como Os 3 Patetas, que são Os 3 Estarolas. Ou O Gordo e O Magro, que são Bucha e Estica. Até nos filmes. Bastardos inglórios, em Portugal é Sacanas sem lei. Um corpo que cai é A mulher que viveu duas vezes. Quando explodem as paixões é Aguenta-te canalha. A Noviça rebelde é Música no coração. Clamor do sexo é Esplendor na relva. Duro de matar é Assalto ao arranha-céus. Sem contar ser difícil, para brasileiros, ler jornais portugueses. Não por estarem errados, os textos. Apenas se dando que, por vezes, não os conseguimos compreender. Alguns exemplos de manchetes recentes:

• “O oceano é um sítio de muitos animais escalafobéticos”.

• “É por isso que tenho esta carantonha”.

• “Os chumaços estão de volta”.

• “Por que há pens a sair das paredes?”

• Primeiro a marca e depois a bejeca.

• Ataca pais com golpes de catana.

• O joelho de Orelhas na vida de Canelas.

• Os piratões da TV à borla.

• Rabo vira boia.

• “A Antiga Casa Faz Frio lá escapou”.

• “Homem acusado de assédio sexual depois de ter dito à mulher, quando começou a chover – não somos nada perante a força da natureza”.

• “Para praticar remo, na doca de Santo Amaro, leva-se o barco às costas”.

• “Marinha envia 50 fuzileiros para o golfo da Guiné. Por contenção de custos, ficam todos estacionados na Lagoa de Santo André”.

• “Comissão Europeia decide criminalizar estúpidos hábitos dos casais, no supermercado, em que um fica na fila e o outro vai trazendo as compras”.

• “New York considera o buraco da Avenida de Ceuta o mais lindo da Europa”.

• “Estamos convictos de que não se elimina o sofrimento com a morte”.

• “A felicidade consiste em ter boa saúde e má memória” (entrevista de Eurico Lafer).

• “Cavaco (Silva, ex-presidente da República) diz que (José) Socrates (ex-primeiro ministro) usou um micro-ondas para espioná-lo”.

• “Mesmo aquilo que é mais improvável, como sejam as vacas voarem, também isso pode não ser verdade”. António Costa, primeiro ministro.

• “Estou a procurar Augusto M. Seabra e Vasco Valente para salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também” (João Soares, Ministro da Cultura).

• “Sérgio Moro num país tropical”.

14 abril 2017 FULEIRAGEM

FERNANDES – DIÁRIO DO ABC (SP)

14 abril 2017 DEU NO JORNAL

MILAGREIROS CELESTES

Não há na Lista Fachin nenhuma grande surpresa, mas da relação de investigados estão políticos que sempre fizeram pose de vestais, comportando-se como freirinhas inocentes no meio de um “bordel chamado Congresso”.

Entre os “santos do pau oco” estão a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) e a não menos auto-canonizada deputada Maria do Rosário (PT-RS), ambas na folha da Odebrecht.

Vanessa Grazziotin levou R$1,5 milhão. Seu codinome, “Ela”, porque era a única mulher do PCdoB a negociar propina na Odebrecht.

Carlos Zarattini, líder do PT, é acusado de ajudar a Odebrecht a vender um shopping por R$ 800 milhões ao fundo Previ (Banco do Brasil).

A Odebrecht diz que Aloysio Nunes (PSDB-SP) pediu e levou R$ 500 mil no caixa 2.

* * *

É cada santinho com uma cara de pau maior que o outro.

Haja óleo de peroba pra incensar este altar.

Num céu em que Lula é tido como Deus, existem santos pra todos os gostos.

Vôte!

14 abril 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


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A SEXTA-FEIRA SANTA NA CASA DE MINHA AVÓ

Minha avó já amanhecia com a cara séria e taciturna logo pela manhã. Quem a via daquele jeito, toda acabrunhada, exigindo a obrigação do silêncio, diria que algo muito sério havia acontecido. Logo ela que sempre fora uma mulher jovial, divertida e brincalhona o tempo todo, mas na Sexta-feira Santa era para ser um dia triste.

– Mataram o Nosso Senhor! – Dizia ela solenemente encurvada, com o terço preto nas mãos trêmulas e a face confiscada por uma pronunciada e profunda melancolia.

Eu, meu irmão e minha irmã, ainda pequenos, ficávamos assustados com aquela transformação de minha avó. Alguém havia morrido realmente.

Na casa dela, nesse dia fatídico e proibitivo, minha avó fazia várias recomendações que tínhamos que seguir à risca e em silenciosa obediência.

Ela dizia, por exemplo, que se numa casa estiver treze pessoas e todas se sentarem na mesma mesa do almoço, uma delas – a que for mais velha ou a mais jovem – morrerá ao cabo de poucos dias. Isso era assustador. Nós, ainda meninos, tínhamos tanto medo que preferíamos comer sentados no chão, só para garantir.

Outra coisa que ela dizia era que na Sexta-feira da Paixão não se pode cortar as unhas de jeito maneira!

– Porque faz unheiro, a pessoa fica com dor de dentes ou as juntas dos dedos podem até mesmo inchar. Só a madrinha de batismo é que pode cortar as unhas de uma criança, mas é melhor que não corte. – Nesse dia, minha avó escondia todas as tesouras e alicates de unha da casa.

– Cuidado para não varrer a casa. Faz mal. Pode ficar com o braço torto, porque vai estar varrendo os cabelos de Nosso Senhor. Ave Maria! – E se benzia toda.

– Também não pode cortar nem se chupa cana.

– Viajar, nem pensar. Também faz mal e é muito perigoso. Conheci um homem que teimou com a mulher, viajou na Sexta-feira Santa e morreu num desastre.

– Também para os homens que são muito teimosos e não acreditam nas coisas sagradas, não podem fazer a barba, pois não se deve olhar no espelho, pois é agouro.

– Também não pode rir. Quem ri na sexta-feira chora no domingo. – Dizia taxativa.

– Para as mulheres que têm o mesmo nome de Maria não devem cortar o cabelo, nem podem se pentear, porque Nossa Senhora Maria Santíssima não se penteou. Se alguma mulher que se chame Maria se pentear nesse dia, vem o Diabo e carrega ela num pacote.

– Socar os temperos no pilão para fazer alguma comida, não pode. É proibido.

– Quando fizer o café, tem que ser tomado amargo, porque os soldados romanos deram fel amargoso ao Nosso Senhor Jesus Cristo – para sempre seja louvado.

– Se pular uma janela na Sexta-feira Santa vira um cachorro.

– Se lavar roupa na Sexta-feira Santa a água se torna suja de sangue e estraga a roupa.

– Não pode falar nome feio que fica com a língua presa e os dentes caem.

– Não pode usar o martelo, nem pode pregar prego, pois está martelando Jesus na cruz.

– Não pode negociar. Quem vender alguma coisa na Sexta-Feira da Paixão, está vendendo Nosso Senhor Jesus Cristo.

– Não pode usar o moinho de jeito nenhum. Se moer milho, em vez de sair fubá sai é o sangue de Jesus.

– Também não se doar nenhuma roupa, porque os demônios estão a postos e podem fazer feitiço com as roupas.

– Também não se pode dançar, nem cantar música de carnaval ou fazer alguma festa pois pode virar mula-sem-cabeça ou lobisomem.

– Se andar para trás ou deixar a chinela emborcada para cima está agourando os pais. Também não pode dormir antes da meia-noite.

Ficávamos ali parados, sentados na varanda, sem nem poder se mexer porque tudo era proibido. Minha avó ficava de olho na gente e de vez em quando nos lembrava de mais uma outra proibição que ela ainda não tinha dito.

Ficávamos ali parados, sentados na varanda, esperando o sábado de aleluia, pois sabíamos que se acabavam as proibições e era dia de alegria.

Jesus ressuscitou.

14 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

14 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

EM POLÍTICA, A PERVERSÃO PASSA DE PAI PARA FILHO

Ninguém escolhe a família em que vai nascer. Na política, demonstra a Lava Jato, além do formato do nariz os filhos herdam os maus hábitos dos pais. Vários sobrenomes frequentam o escândalo do petrolão aos pares. Por exemplo: Renan Calheiros e Renan Filho; Jáder Barbalho e Helder Barbalho, Cesar Maia e Rodrigo Maia; Romero Jucá e Rodrigo Jucá; José Agripino Maia e Felipe Maia; José Dirceu e Zeca Dirceu, Mário Negromonte e Mário Negromonte Júnior.

O fenômeno ajuda a explicar por que o melado da política escorreu até chegar à devassidão exposta na colaboração da Odebrecht. Os pais, naturalmente, não queriam encrencar os filhos. E vice-versa. A questão é que, nesse universo, a promiscuidade entre os agentes políticos e as empresas que gravitam na orbita do Estado sempre foi natural como as escamas nos peixes. Antinatural é a exposição da pilhagem que sustenta o modelo.

Entre as serventias da família está a de recordar ao indivíduo sua condição humana. Acompanhando o envelhecimento dos pais, os filhos lembram que vieram do pó e a ele voltarão. A Lava Jato talvez acelere o processo de envelhecimento das carreiras de alguns herdeiros políticos. Esqueceram de espanar o pó acumulado sobre os móveis enquanto apregoavam novidades.

* * *

14 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

UM FOLHETO PRA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

OS SOFRIMENTOS DE JESUS CRISTO – Um folheto de José Pacheco

Oh ! Jesus meu redentor
Dos altos céus infinitos
Abençoai meus escritos
Por vosso divino amor
Leciona um trovador
Com divina inspiração
Para que vossa paixão
Seja descrita em clamores
Desde o princípio das dores
Até a ressurreição.

Dentro do livro sagrado
São Marcos com perfeição
Nos faz a revelação
De Jesus crucificado
Foi preso e foi arrastado
Cuspido pelos judeus
Por um apóstolo dos seus
Covardemente vendido
Viu-se amarrado e ferido
Nas cordas dos fariseus.

Dantes predisse o Senhor
Meus discípulos me rodeiam
E todos comigo ceiam
Mas um me é traidor
Só a mão do pecador
Meu corpo ao suplicio vai
Porém vos digo que vai
Do homem que por dinheiro
Transforma-se traiçoeiro
Contra o filho de Deus Pai.

Todos na mesa consigo
Clamavam em alta voz
Senhor, Senhor qual de nós
Vos trai dos que estão contigo
Disse Cristo: é quem comigo
Juntamente molha o pão
E todos me deixarão
Mas São Pedro respondeu
Mestre garanto que eu
Não vos deixarei de mão.

Em verdade deixarás
Nesta noite sem tardar
Antes do galo cantar
Três vezes me negarás
Pedro com gestos leais
Disse em voz compadecida
Eis-me a morte preferida
Mas não serei teu contrário
Ainda que necessário
Me seja perder a vida.

Estava tudo benquisto
Com Pedro dizendo igual
Até na hora fatal
Da prisão de Jesus Cristo
Então quando se deu isto
Pedro a espada puxou
Num fariseu despejou
Um golpe tão destemido
Que destampou-lhe o ouvido
Quando a orelha voou.

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14 abril 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

MAGNO BEZERRA DOS SANTOS – CHICAGO-ILLINOIS-EUA

P.A.P.A. Luiz Berto

(Poderoso Aporrinhador de Políticos Abestados) Luiz Berto

Sinto-me na obrigação de esclarecer o significado de circuncisflótico a você e a alguns dos amigos fubânicos que desejam sabê-lo.

O termo é uma derivação do “circuncisfláutico”, que significa “o que aparenta possuir muitas qualidades, méritos ou qualificações”, que são alguns dos atributos positivos que empresto à sua estimada pessoa. Mas a derivação de circuncisfláutico para “circuncisflótico” tem sua história.

No começo dos anos 60, estudava eu o Colegial em uma pequena localidade no estado do Rio de Janeiro, próximo a Volta Redonda (por muitos considerada a cidade mais intelectual do Brasil, pois o sujeito vai para lá uma besta quadrada e volta redonda), quando conheci um alemão que tinha algumas características especiais. A primeira era o seu gosto por picles e chucrutes, e a segunda e mais marcante era sua aversão a sabonetes e escovas de dentes, o que nos permitia perceber a sua chegada antes que a visão a detectasse.

Também tinha uma curiosidade enorme pela língua portuguesa que, talvez devido à sua garganta já curtida pelos repolhos e pepinos azedos, ou à sua origem germânica, não conseguia pronunciar direito. Assim, sua profissão era de “farmaçóitico” (farmacêutico), e a palavra circuncisfláutico virou “circuncisflóitico”, que, gozadores que éramos, virou “circunclisflótico”, termo usado por mim até os dias atuais quando quero dizer algo realmente bom sobre uma pessoa ou situação particular.

Quanto ao seu nobre convite de nomear-me correspondente nos Isteites, agradeço profundamente o elogio, mas se tal honraria me fosse concedida não teria como contrapartida nenhum dinheiro envolvido, pois basta-me o prazer diário de participar da comunidade fubânica, a mais esclarecida de todas as escrotices nacionais.

Tenha um bom final de semana.

14 abril 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

14 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A PRECISÃO BATEU À PORTA

Diz a tradição náutica que os ratos são os primeiros a pular fora quando sentem que o navio vai afundar.

O intrépido, ousado e isento jornalista Paulo Henrique Amorim, o homem da conversa mais que fiada, veio a público pra declarar que pulou fora do navio que está afundando.

Ou, melhor dizendo, pulou fora do navio já afundado,

O navio de Lula.

Mudou o gunverno, acabou a boquinha, secaram as tetas, sumiram os pixulecos e a precisão negra da fome bateu à porta.

E o cabra quando está na precisão é capaz de tudo.

É capaz de dar nó em pingo d´água

E é também capaz de desmontar e, em seguida, montar um relógio de pulso debaixo d’água usando luva de boxe.

E com uma venda nos olhos!

Vejam a via-sacra de Paulo Henrique, a sexta-feira de sua paixão, na qual ele baixa o cacete em Lapa de Corrupto, seu ídolo de outrora, ao mesmo tempo que diz que ele é perseguido pelos “justiceiros da Lava Jato“.

E ele caga este tolôte oral com a cara mais lisa do mundo!

Uma no cravo, outra na ferradura. Embora tenha castigado mais o cravo.

O fubânico petista Ceguinho Teimoso vai ficar completamente emputiferado com Paulo Henrique Amorim.

Vejam o vídeo e divirtam-se:

14 abril 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

14 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

EM NOVA FASE, POLÍTICA EXALA O ODOR DO ACORDÃO

14 abril 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

ABRE A JANELA

Um samba de 1938, composto por Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, defende a regalia de o marido “cair na orgia” e ter a compreensão da mulher. Um tema arretado para as feministas de hoje em dia. Interpretação de Orlando Silva.


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