ABRAÇO DE AFOGADA

Dilma acusa Michel Temer de ser parceiro de falcatruas

“Mais uma vez vão cometer uma injustiça e com base em um depoimento absolutamente sofrível. E como o Temer não tem nada a ver com isso? Na campanha, ele arrecadou R$ 20 milhões de um total de R$ 350 milhões. Nós pagamos integralmente todas as despesas dele. Jatinhos, salários de assessores, advogados, hotéis, material gráfico, inserções na TV”.

Dilma Rousseff, em entrevista à Folha, confessando que roubou, mas que atropelou o Código Penal com Michel Temer como co-piloto.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

17 abril 2017 FERNANDO GABEIRA

A FACE MAIS CRUEL

Apesar de ofuscada pela divulgação da lista da Odebrecht, a prisão do ex-secretário de Saúde de Cabral não me surpreendeu. Desde 2010, quando imaginei poder competir com essa gigantesca e sedutora máquina de corrupção, apontei, diretamente, para os desvios na Saúde. Minha ideia era simples. Havia corrupção em toda a parte, mas era preciso priorizar as denúncias. Na Saúde, a corrupção mata. É mais fácil passar a mensagem, embora em outros setores ela também produza grandes estragos.

A variedade de escândalos, desde aluguéis de carros que valiam mais do que os próprios carros, ao superfaturamento da compra de material elementar, como gaze, até equipamentos complexos, não deixava dúvida: roubava-se em tudo. No fundo, todas as pessoas informadas estavam alertas como a vizinha de Sérgio Côrtes, na Lagoa. Ela pediu ao porteiro que a acordasse, a que hora fosse, quando a Polícia Federal viesse prender o assecla de Cabral. O interessante nas gravações reveladas pela Lava-Jato é constatar como a equipe de Cabral pensa, agora que foi descoberta. Sérgio Côrtes queria combinar uma delação premiada com o cúmplice, tomando o cuidado de omitir as cifras roubadas, senão teria que devolver o dinheiro. A condenação pública e a própria cadeia não são os fatores que preocupam Côrtes, mas, sim, uma fórmula de reter o dinheiro acumulado. Tudo de valor que poderia ter sido apreendido em sua casa foi vendido, inclusive obras de arte. Para que servem as obras de arte, senão para serem convertidas em dinheiro? Por isso são compradas pelos corruptos brasileiros. Na verdade, a prisão de Côrtes não surpreendeu a ninguém, nem mesmo a ele. A demora serviu apenas para que se preparasse e salvasse um pouco da grana, uma vez que sempre contam com cadeia curta.

A lista da Odebrecht saiu num momento difícil para mim. Meu avião partia às 6h para Roraima. A opção era dormir ou pesquisar todos os detalhes dos pedidos de inquérito. Matérias tão amplas e vazadas parcialmente acabam trazendo um pouco de confusão. É o ônus do mundo on-line. Lula e Dilma não estavam na lista. Não têm foro privilegiado. Mas alguns admiradores que, no passado, defendiam-nos com o argumento de que todos recebiam dinheiro foram um pouco mais longe: insinuaram, agora, que todos, menos o Lula e a Dilma, receberam. São um espanto.

O tempo vai mostrar que o sistema político brasileiro sofreu um grande baque, e só sua renovação interessa. A esquerda sonha com a vitória de Lula porque acha que vitória na eleição absolve. Nesse quadro mental, a aplicação das leis passa pela contagem de votos. É um caminho para a instabilidade, porque processos legais seguem seu ritmo. Urnas não lavam um passado de crimes. Da mesma maneira, o PSDB terá que reduzir seu leque de candidatos. Os que foram denunciados pela Odebrecht estariam sujeitos também à mesma instabilidade no poder. A diferença entre os dois partidos é o fato de a esquerda se apoiar apenas no nome de Lula. Como é um líder carismático, milhares acreditam nele, mesmo com tantas evidências contrárias. A estratégia é vencer as eleições para escapar da prisão. No caso do PSDB, sem líderes messiânicos, os eleitores tendem a se comportar de uma forma mais severa. Uma candidatura, apenas para se salvar da polícia, seria tão desastrosa que morreria ao nascer. Não foi apenas o quadro da eleição presidencial que se abalou com as delações da Odebrecht. Foi todo o sistema partidário, o modo de fazer eleições – esses temas que já estavam no ar antes da aparição da lista.

Os jornalistas pediram tempo de análise, diante de tantos nomes e fatos surgidos na delação da Odebrecht. Apesar da rapidez que a tecnologia impõe, faria bem a todos que discorrem sobre o tema ler com cuidado toda a massa de informações. Por isso, divido a prisão de Côrtes com a lista. Esta última ainda merece reflexão e debate, algo difícil para mim agora, trabalhando na fronteira com a Venezuela. O caso de Côrtes e da quadrilha de Cabral, no entanto, é um terreno mais seguro. Algumas pessoas costumam dizer que não se alegram com a prisão do outro. Compreendo que sejam assim, mas seria falso admitir esse sentimento em mim. Certas prisões me alegram. Pessoas que roubam na Saúde, superfaturam remédios e próteses, inventam desnecessárias cirurgias e ficam podres de ricas com isso, merecem cadeia. Muitos anos de cadeia.

A sofrida população do Rio, por exemplo, os milhares de rostos anônimos, de corpos doloridos jogados em macas nos corredores dos hospitais, todos estão incluídos no conceito de ser humano. E às vezes escapam dos radares dos autointitulados progressistas que votaram em Cabral, com a bênção de Lula. Vivemos um momento pantanoso, o país precisa de tolerância e alguma unidade para enfrentar seus problemas. Mas existe uma linha divisória incontornável. Os brasileiros precisam responder qual é o seu lado: o de quem roubou ou de quem foi roubado.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

17 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

REVISÃO NOS LIVROS DE HISTÓRIA

Os arrasadores depoimentos dos Odebrecht, o pai  Emílio e o filho Marcelo, serviram prum bocado de coisas.

A primeira delas foi fazer sumir dos ares internéticos o time de antinhas hipnotizadas da militância vermêio-istrelada com os seus psicopáticos comentários.

Aquele time que torra a paciência de qualquer cristão quando se metia a fazer a indefensável defesa de Lula, de Dilma e do PT.

Eles sumiram assim feito peido de aviador, desaparecendo nos ares.

E pararam de fazer os comentários idiotas que empesteavam o mundo com a fedentina dos disparates que escreviam. 

Todavia, existe uma coisa que considero mais importante ainda que o sumiço dos debilóides zisquerdais.

É o seguinte: as palavras dos delatores serviram pra que fosse feita uma importante revisão nos livros de História do Brasil, mostrando quem era o real prisidente e quais eram os dois únicos ministros nos gunvernos petistas, aqueles dois que executavam as ordens do mandatário de fato.

Tá feito o registro.

O prisidente da República Federativa de Banânia e seus dois cheira-peidos

17 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

PERGENTINO L. ANDRADE – FORTALEZA-CE

Alô Berto.

Veja no anexo mais uma bela notícia.

Clique na manchete abaixo para ler.

Isso aconteceu em Fortaleza.

O RAIO é o batalhão de elite da Polícia Militar do Ceará.

Um abraço.

R. A diputada vermêio-istrelada Maria da Novena deve ter lamentado muito esta triste notícia.

Polícia matando pobres cumpanheros excluídos é de fazer chorar qualquer debiloidinho zisquerdóide.

Enquanto isto, vamos continuar aguardando a revogação desta absurda lei de desarmamento dos cidadãos indefesos.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

17 abril 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

17 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

OQUÊI, TANKIU E GUD BÔI

Semana passado fomos eu e Aline deixar João no colégio onde ele estuda e passei na cantina pra tomar um refrigerante.

E me espantei com o rapaz atrás do balcão respondendo aos “good morning” da meninada.

E tome inglês pra lá, e tome inglês pra cá.

É isto mesmo: o colégio é bilingue! 

It’s not mole não!!!

Estou falando do Colégio Eminente, uma organização exemplar e que dá um orgulho danado a gente saber que tem um educandário deste porte aqui na terrinha.

As poucas vezes que me dirigi à instituição, via computador, foi sempre pra elogiar. Nunca pra reclamar. (Atenção, Tesouraria: qualquer descontinho na mensalidade, por conta deste comercial, será muito bem vindo!)

Existem países, como Alemanha e Holanda, onde o visitante não precisa falar os idiomas pátrios daquelas nações. O inglês por lá é tão fluente quanto o idioma de nascença dos moradores. Se você consegue lascar um “Thank you“, pode muito bem se virar por lá.

Pois como se não bastasse o “good morning” no colégio do meu filho, ainda tem mais esta outra história:

Todos os sábados o João tem uma aula, que dura hora e meia, num curso daqui do Recife, especializado em desasnar crianças e adolescentes nos segredos da ciência da informática.

João faz um tal de curso de robótica. O que quer que isto signifique…

Sábado passado fui lá deixá-lo e não resisti: fotografei a placa.

Vejam

Oh, My God, tudo em ingrês!

Pois é.

O fubânico que mora aqui no Recife e tiver interesse no curso pros filhos ou netos, o telefone está aí na foto.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

DITADURA IMORTAL

O fantasma do período militar no governo continua nos assombrando apesar de 32 anos passados desde o ultimo general presidente. Tanto os esquerdóides insistem em malhar o Judas, como a direita mais extremada ainda sonha com a redenção dos generais no comando da nação.
Sobre isso escreveu nosso infalível confrade Tito: “Em 64, com outra Constituição, os militares intervieram, arrumaram a bagunça e devolveram, como não podia deixar de ser, aos civis”

Em atenção ao mesmo assunto o inigualável Roberto Campos declarou: “Os militares brasileiros, ao apoiarem a candidatura de Costa e Silva, acabaram preferindo ser funcionários do poder, antes que missionários de emergência, como visualizava Castello Branco”

A intervenção militar no inicio dos anos 60 foi o menor dos males que nos ameaçavam naquele momento. Um remédio amargo que não trouxe a cura, mas nos livrou da caótica ameaça comunista que nos rondava. Evitou que fossemos a Venezuela de hoje na segunda metade do século passado. O problema é que seduzidos pelo poder, nossos generais passaram mais tempo do que deveriam comprometendo a proposta inicial de apenas garantir a ordem.

Incrível como os que se disseram perseguidos e prejudicados pela Ditadura Militar, principalmente o pessoal do PT, quando no poder, repetiram alguns erros cometidos por quem eles tanto criticam. Controle de preços, reserva de mercado, politica de campeões nacionais. Tanto os militares, quanto os corruPTos acreditaram que a burocracia estatal é capaz de substituir a competição de mercado. Velhas fórmulas do tempo do “Pra frente Brasil”, modelos derrotados no passado foram ressuscitados com novos slogans: PAC, Nova Matriz Econômica, etc. Aperfeiçoaram no quesito corrupção.

Não dá para comparar Otávio Bulhões, Roberto Campos, Simonsen, até Delfim Neto; com Palocci, Mantega e Nelson Barbosa. Mesmo com competentes economistas os militares nos deixaram projetos inúteis e uma divida impagável. Restabeleceram a ordem, mas não nos conduziram ao progresso.

Volto a usar o depoimento incontestável de quem participou, teve a sinceridade de reconhecer erros cometidos e o despreendimeto de criticar o modelo equivocado: “O fato de serem anticomunistas não os tornava simpatizantes do capitalismo, pois suas percepções e instintos os predispunham favoravelmente ao dirigismo estatal e ao paternalismo socialista. É notória a propensão estatizante dos militares, pela crença antismithiana de que a motivação social do governo, se bem menos eficaz, é mais nobre que o principio do lucro. Preferem a mão visível do Estado à mão invisível do mercado”, declarou Roberto Campos.

Com sua forma enfática de expor seus pontos de vista, Coronel Tito afirma: “Os civis receberam, esculhambaram tudo, mentiram, passaram a caluniar os militares que arriscaram a vida pela democracia chamando-os de bandidos, tornaram heróis os verdadeiros bandidos, e agora querem colo?”

Civis e militares, somos todos brasileiros, é um erro separar, não existe nenhum conflito latente entre civis e militares. Essa figura do “nós contra eles” é uma estratégia desesperada de Lulla para sobreviver politicamente nos seus “currais” remanescentes. Estou certo que a sociedade brasileira quer os militares atuando nas suas funções constitucionais, nada além disso. Como sugere Tito. Nada contra os militares nessa condição. O descontentamento com a situação corrente é comum à civis e militares, é de todos nós.

Está na hora da Ditadura Militar virar apenas história com seus erros e acertos. Infelizmente esse assunto continua mantendo em pé alguns zumbis do nosso vergonhoso ambiente político nacional e pior, segue como solução para alguns poucos cidadãos barulhentos.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

17 abril 2017 REPORTAGEM

DELAÇÃO CITA PEDIDOS DE LULA PARA FILHO E IRMÃO

Réu em cinco processos referentes à Lava Jato e seus desdobramentos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de outros seis pedidos de investigações criminais enviados pelo ministro Edson Fachin – relator do caso no Supremo Tribunal Federal – para a Justiça Federal de primeira instância. As solicitações foram feitas com base em delações de executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht.

Lula, segundo delatores, se comprometeu a melhorar as relações entre a empreiteira e a presidente Dilma Rousseff em troca de apoio da Odebrecht a projetos de seu filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva. O ex-presidente, conforme relatos, também tinha conhecimento do pagamento de uma mesada a seu irmão mais velho, José Ferreira da Silva, o Frei Chico.

Segundo depoimento do patriarca da família, Emílio Alves Odebrecht, e do ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar, “o ex-presidente Lula teria se comprometido a melhorar a relação entre o Grupo Odebrecht e a então presidente Dilma, sendo que, em contrapartida, receberia o apoio da Odebrecht na atividade empresarial desenvolvida por seu filho Luís Cláudio”.

Os delatores dizem que chegaram a se encontrar com o caçula de Lula para conhecer o projeto “Touchdwn”, que previa a criação de uma liga de futebol americano no Brasil. A petição de Fachin não deixa claro se houve algum repasse da Odebrecht a Luís Cláudio. O filho do petista é investigado na Operação Zelotes. A empresa dele, LFT Marketing Esportivo, teria recebido R$ 2,5 milhões da Mautomi & Marcondes, que representava montadoras de automóveis em Brasília.

‘Mesada’

Em outro depoimento, Alexandrino e o ex-chefe do chamado departamento de propinas da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, disseram que Frei Chico recebia uma espécie de mesada da empreiteira. “Os pagamentos eram efetuados em dinheiro e contavam com a ciência do ex-presidente”, diz a petição.

Irmão mais velho de Lula e ex-militante do Partido Comunista, Frei Chico foi o responsável por despertar o interesse do ex-presidente pela política e iniciar o petista pelo sindicalismo. Ele não foi encontrado ontem.

Oito delatores, entre eles Emílio e seu filho Marcelo Odebrecht, relataram outros casos env0lvendo o ex-presidente.

Um deles é a suposta negociação em torno da edição da Medida Provisória 703/15 que regulamenta a possibilidade de acordos de leniência entre o poder Executivo e pessoas jurídicas sem a participação do Ministério Público.

Outro pedido de abertura de inquérito diz respeito às obras realizadas pela Odebrecht no sítio usado por Lula em Atibaia e à compra de um terreno para o Instituto Lula em São Paulo.

Os outros dois pedidos enviados por Fachin à Justiça Federal de Curitiba tratam de delações sobre ações no setor petroquímico, área de interesse da Brakem, empresa do Grupo Odebrecht, e de supostas interferências de Lula junto a autoridades de Angola em favor da empreiteira.

Fachin também enviou à Justiça Federal de São Paulo trechos da delação de Alexandrino que falam em um suposto pedido de caixa 2 de Lula para a campanha de Fernando Haddad à prefeitura em 2012.

Transcrito da Revista Isto É

17 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


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O DERRADEIRO WHISKY DE UM HOMEM SÓ

Eis que a madrugada chega, apressada, estragando o prazer do homem só. Quantas doses lhe foram servidas? Quantos cinzeiros se encheram com as cinzas de seu cigarro? E agora, quanta conversa terá que ser adiada até o próximo encontro? Quantos abraços deixarão de ser trocados? Conversas outras ficarão de novo guardadas. Palavras continuarão escondidas no fundo do coração, silentes e misteriosas. São segredos apenas conhecidos daquela mulher de coxas muitas, seios fartos e decote generoso, tanto quanto seus ouvidos a escutar histórias, lamentos e confidências indecorosas. As cores da Noite abraçam a luz do Dia. Cadeiras começam a se amontoar nos cantos e as toalhas manchadas se preparam para o iminente enxágue. As mesas serão limpas, já à luz do sol. Os abajures se apagam e a sala se despenumbra lentamente. No palco da lembrança, os mais melosos boleros parecem soar para deleite da alma. O garçom, já sem gravata, lhe serve o derradeiro whisky enquanto a mulher se despede presenteando-o com um beijo, meio-batom, meio-gim. O homem volta a ser só. Ele, ele e sua saudade de não sei o quê.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

17 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

PT E PSDB AMAVAM ODEBRECHT ENQUANTO FANÁTICOS SE ODIAVAM EM PRAÇAS PÚBLICAS

PT e PSDB monopolizam as eleições presidenciais no Brasil há mais de duas décadas. Com o passar do tempo, as disputas foram adquirindo um quê de briga de pátio de colégio. Na sucessão de 2014, a coisa descambou. O tucanato dizia que o petismo roubara no mensalão e no petrolão. E o petismo respondia que o tucanato é que assaltara no mensalão mineiro e no escândalo dos trens paulistas. De repente, os delatores da Odebrecht esclarecem que os dois lados têm razão. E os torcedores fanáticos, que pareciam dispostos a matar e morrer por uma honra inexistente, percebem que fizeram papel de bobos. Não sabem onde enfiar o ódio que estocaram para alimentar suas lacraias interiores.

Há dois anos e meio, quando Dilma foi reeleita, Aécio era o principal líder da oposição e Lula se jactava de ter dado à luz um poste pela segunda vez – algo nunca antes visto na história do país. Hoje, Dilma é matéria-prima para Sergio Moro, Aécio divide com o notório Jucá o título de campeão de inquéritos da lista de Fachin e Lula nunca esteve tão próximo da cadeia. Legenda de um líder só, o PT está no brejo sem cachorro. Com Alckmin e Serra no mesmo pântano, o PSDB ficou num mato com João Doria. O tucanato, incorporado ao governo de Michel Temer, virou força auxiliar de um apodrecido PMDB. O PT, devolvido à oposição, derrete como sorvete exposto ao sol.

A lição primeira da hecatombe produzida pela colaboração da Odebrecht deveria ser a de que todas as premissas sobre as quais o eleitor brasileiro construiu as suas ilusões políticas depois da redemocratização do país precisam no mínimo pegar um pouco de ar. Para que o desastre servisse de aprendizado, seria preciso que os brasileiros se convencessem de que a industrialização do ódio pior do que uma sandice, é um erro. A maluquice se apaga com o esquecimento. O erro exige reflexão e correção.

Enquanto os fanáticos se odiavam em praça pública – ou nas redes sociais, que muitos acreditam ser a mesma coisa – petistas e tucanos amavam a Odebrecht no escurinho do departamento de propina da empreiteira. Parte da torcida ainda tenta fechar os olhos para a realidade. Mas está cada vez mais difícil. Os 78 delatores da Odebrecht azucrinam os fanáticos em toda parte. Eles estão na tevê, no rádio, na internet, no jornal, na revista…. E não adianta ignorar o noticiário. A voz de Marcelo Odebrecht pode invadir o grupo da família no aplicativo do celular, exigindo uma reação do fanático. Pode ser uma cara de nojo.

Há também a opção de continuar enxergando a democracia como o regime em que as pessoas têm ampla e irrestrita liberdade para exercitar a sua capacidade de fazer besteiras por conta própria, tratando a eleição como uma loteria sem prêmio e encarando o voto como um equívoco que pode ser renovado de quatro em quatro anos. De resto, aqueles que preferem odiar alguém a amar o país, podem odiar-se a si próprios. Como diria Nelson Rodrigues, um dia o sujeito acaba arrancando a própria carótida e chupando o próprio sangue, como um vampiro de si mesmo.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

NA BASE DA CHINELA

Vamos começar a semana em alto astral e com um embalo gostoso. Música de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro, na interpretação de Geraldo Azevedo e grupo Cascabulho. 

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