18 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

ESSE SABE

Jucá acusa diretores da Odebrecht de subestimarem a tabela de preços adotada por gatunos da classe executiva

“Por R$ 150 mil, não se vende medida provisória nem na feira do Paraguai”.

Romero Jucá, líder do PMDB no Senado, esclarecendo que, de acordo com a tabela de preços adotada por corruptos da classe executiva, uma medida provisória custava muito mais que os R$ 150 mil de que foi acusado de cobrar.

18 abril 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

18 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PRETEXTO

Esta postagem é apenas um pretexto.

Um pretexto pra ouvirmos mais um delicioso vídeo do colunista fubânico Jessier Quirino.

Jessier esteve ontem no Recife e me ligou no final da tarde, convidando pra tomar café na Livraria Jaqueira, um ponto cultural arretado aqui da capital pernambucana.

Fomos lá encontrá-lo a família toda, eu, Aline e João,

E João fez esta foto:

Jessier veio aqui para uma consulta com o Dr. Sérgio Azevedo, o cardiologista que é o dono dos nossos corações, o meu e o dele.

Daqui pro final do mês também vou passar por uma rigorosa bateria de exames.

A conversa foi mais comprida do que um dia de fome, e só saímos quando fomos expulso pelo garçom, às 8 da noite, avisando que a casa iria fechar.

Foi um privilégio ouvir os novos causos do repertório do nosso querido poeta.

Fuxicamos e falamos da vida alheia com tal intensidade que saímos com o astral lá em cima e o ânimo redobrado.

Saúde pra nós dois, meu caro! Nós merecemos.

Que os nossos corações continuem batendo por muitos e muitos e muitos e muitos anos!!!

18 abril 2017 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

PESQUISA FURADA

Comentário sobre a postagem PESQUISA FUBÂNICA

Joe Bass:

“Essa pesquisa está furada.

Qualquer pessoa sabe que a alternativa correta é a “Nenhum dos dois é ladrão“.

Como ela pode ter apenas 4% dos votos?

Tanto o Lula como o Cabral apenas se apropriaram temporariamente de fundos públicos para fortalecerem a democracia brasileira.

E no mais, se os fundos são públicos, pertencem a eles também.”

* * *

18 abril 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

A LISTA FECHADA E A LISTA DE FACHIN

A lista que era de Janot e agora é de Fachin, resumindo as delações feitas pelos 77 executivos e ex da Odebrecht, pôs o Congresso Nacional em polvorosa. Todos os deputados federais e senadores que foram citados com a mão no buraco do tatu, em doações eleitorais no caixa 2 ou recebendo propina em troca de atuação em favor da maior empreiteira do Brasil (e que se tornou a número um exatamente porque participou do maior escândalo de corrupção da História do Brasil) querem uma saída para evitar processo e, em última instância, prisão.

A saída evidente tem o pomposo nome de lista fechada. É simples entender. Atualmente as Casas de leis – nos níveis municipal, estadual e federal – têm as bancadas partidárias distribuídas matematicamente pelo critério dito proporcional. Ou seja: os 35 partidos políticos autorizados a funcionar pela Justiça Eleitoral apresentam listas de candidatos escolhidos em convenções para oferecer à escolha do eleitor. O cidadão apto a votar escolhe um desses nomes para a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa ou Distrital (no caso do Distrito Federal) e a Câmara dos Deputados. Ao votar em qualquer um dos candidatos, o eleitor também sufragará sua legenda. A proporção funciona da seguinte forma: o total dos votos é dividido pelo número de vagas e estas são preenchidas de acordo com o total conseguido pela legenda, chegando a um número denominado quociente eleitoral. Os candidatos mais votados para aquela bancada a ocupam de acordo com o número de vagas determinado pelas vezes permitidas pelo tal quociente. Os que não atingem a vaga, mas dela se aproximam, ocupam as suplências e podem assumir uma cadeira na Casa de leis desde que algum dos efetivamente eleitos a desocupe – por morte, licença, doença ou, o que é mais comum, pela ocupação de cargo público.

O sistema proporcional não é uma das dez maiores maravilhas do universo contemporâneo, é claro. E seus defeitos foram agravados na Constituição de 1946 e, depois, muito mais pelo Pacote de Abril de 1974, que criou os biônicos e também a matemática absurda das bancadas que representam os eleitores de determinados Estados. Os mais populosos, principalmente São Paulo, são subrepresentados. Os antigos territórios, artificialmente elevados a Estados, são, ao contrário, representados muito além do que deveriam. Isso cria uma enorme deformação na matemática da representação, chegando a configurar o que se chama de crise de representatividade.

O relator da reforma política, que se propõe a resolver essa crise, é o deputado Vicente Cândido (PT-SP). Sua ideia mais radical é adotar a chamada lista fechada. A defesa que ele faz do novo método se baseia, segundo sua palavra, numa prática adotada em mais de 80% das democracias mais tradicionais do mundo. Será? Bem, vamos ver do que se trata: a direção partidária faz uma lista em ordem crescente dos candidatos às vagas. O sistema proporcional seria mantido, com todas as suas distorções, inclusive seus desafios à aritmética, com uma diferença: só caberia ao eleitor votar na legenda, ou seja, no partido. Os candidatos eleitos para as vagas seriam listados, sem sua aprovação, pelos manda-chuvas partidários. O sistema é realmente adotado em democracias avançadas, pois fortalece os partidos, cuja democracia interna é valorizada. A fragmentação dos partidos em nosso caso, ao contrário, decretaria uma espécie de ditadura dos hierarcas partidários, criando uma situação em que o eleitor, muito pouco chamado a escolher seus governantes (apenas nas eleições), realisticamente não elegeria sequer os que se dizem seus representantes.

Atualmente, ando muito seduzido pela ideia de Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias, que assinaram no domingo 9 de abril passado um Manifesto à Nação na página de Opinião do Estadão, sugerindo um plebiscito para convocar uma Constituinte, que pode ser, por decisão da cidadania, congressual, como foi a de 1988, ou independente. Neste caso, o colegiado seria eleito pelo povo, mas sob duas condições: nem pode ser mandatário atual nem disputar mandato ao longo de oito anos. A reforma relatada por Vicente Cândido tem um objetivo: garantir a reeleição dos parlamentares citados na delação do mundo todo, que acaba de vir a público. A tendência é que, pelo menos no caso dos legisladores, haja uma renovação maior do que a costumeira, que já tem sido bem grande a cada quadriênio. Carvalhosa propõe uma lista negra de representantes do povo investigados por ordem do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. Eu chego a ser mais radical: minha lista negra inclui todos os ocupantes de cargos no Legislativo e no Executivo. Poucos terão lista negra e menos ainda farão como quero fazer. Mas é certo que a renovação não será pequena.

Seria nula, isso sim, se prevalecesse a mudança da regra do jogom proposta por Cândido, que não tem honrado seu sobrenome. Ao contrário: a lista fechada seria a boia salva-mandatos de todos os dirigentes e queridinhos desses dirigentes partidários, a serem incluídos, sem sombra de dúvida, na tal lista fechada. Em minha experiência de repórter, tomei conhecimento desse sistema, quando vigorava na Venezuela uma caquética democracia elitista. A democracia derreteu, o bolivarianismo assumiu e é um risco que, em nossas condições, não estou disposto a defender. Vade retro, Satanás, eparrê mil vezes!

O petista paulista tem todas as razões do mundo para propor a armadilha. Segundo denúncia do Ministério Público, o deputado Vicente Cândido, de codinome “Palmas”, solicitou e recebeu 50 mil reais da Odebrecht para atuar na busca de uma “solução para o financiamento” da Arena Corinthians, estádio construído para a Copa de 2014. Ele também é um destacado integrante da Bancada da Bola e ocupa um cargo de diretor na Confederação Brasileira de Futebol, onde desempenha o papel de homem forte de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e alvo de investigações do FBI por suspeita de participar de um esquema de propinas da Fifa. A abertura de inquérito deu-se com base nos depoimentos dos ex-executivos da empreiteira Alexandrino Alencar, Carlos Paschoal e Benedicto Barbosa Júnior. Em nota, o deputado afirma: “A forma como a mídia trata os pedidos de abertura de inquérito confere ares de condenação. Tenho certeza de minha idoneidade e me coloco a disposição para quaisquer esclarecimentos à Justiça”.

Há boas reformas a fazer sob a vigência da atual Constituição. São os casos da cláusula de barreiras para coibir a proliferação das legendas sujas e da proibição das coligações nas eleições proporcionais. Mas é tal o estágio de putrefação do Estado brasileiro que para a Nação não atolar no pântano dos políticos só será possível reconstruir as instituições fora dele por meio da Constituinte independente pregada por Carvalhosa, Bierrenbach e Dias.

18 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

18 abril 2017 EVENTOS

BANDA DA PORTARIA

A Banda da Portaria é formada pelos músicos João Mantovani, Henrique Stella, Danilo Trevisan, Binho Siqueira, Arthur Lobo e o poeta Vitor Miranda.

Eles estão lançando a primeira música, “Leve”, junto com o videoclipe.

A Portaria mistura poesia musicada e falada. Dentro de “Leve” há o poema “Cidade Linda” que fala sobre o amor proibido entre o sol e a chuva numa crítica ao cinza de João Doria. A cidade quer diálogo. O poeta entende que o prefeito não está dialogando com a população e que está tentando calar os artistas quando congela a verba da cultura e abre um edital pra grafite que diz que está proibido fazer crítica política na arte.

A gravação da música foi realizada pelo Arthur Lobo na casa dele e a mix e master foi feita pelo Ricardo Prado.

O videoclipe conta com a participação de alguns amigos. O artista poeta Samuel Luis Borges, a atriz Bruna Moro e Fernanda Lelles que registrou as imagens em Buenos Aires.

18 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

NELSON GONÇALVES CANTA NOEL ROSA

O endereço era este: Rua Coronel Austriclínio, nº 683, Palmares-PE. A rua ainda tem este nome e fica no centro da cidade. Mas o número foi substituído por outro quando a prefeitura implantou um novo sistema. E na casa em que passei minha infância hoje existe uma loja.

Pegado parede-e-meia com a minha casa, existia o casarão em que morava a família Capistrano, que foi demolido nos anos 70 e no local construiram a moderna sede da Telpe, a então empresa estadual de telefonia.

A família Capistrano era capitaneada por Seu João e Dona Nena. Uma família grande, muito unida e feliz. Tinha Hamilton, Humberto, Jairo, Lula, Bartolomeu, Djalma, Maria, José, Jarbas e Tereza. Da minha faixa etária, só mesmo Jarbas, menino feito eu; e Tereza, que era a caçula. Todos os outros eram bem mais velhos. Eu era criança e eles já eram adultos. Na casa da família Capistrano, onde costumávamos brincar no oitão e no fundo do quintal, havia uma radiola hi-fi, única em toda rua, com uma grande coleção de discos LP, o hoje chamado vinil.

Os filhos adultos dos Capistranos, quando viajavam pro Recife, ao voltar sempre traziam mais e mais discos, cada novidade mais espetacular que a outra. E foi ouvindo aquela fantástica coleção dos vizinhos que se embasou a minha cultura musical, sobretudo de música popular brasileira.

Havia muitos LPs de Nelson Gonçalves. Entre eles, existia um no qual o saudoso cantor gaúcho interpretava apenas composições de Noel Rosa. Uma das maiores vozes brasileiras cantando músicas de um dos maiores gênios da música brasileira. A capa do LP, gravado em 1956, quando eu tinha 10 anos de idade, é esta que está reproduziada logo abaixo:

capa nelsongoncalves

Hoje, dia 18 de abril, se completam exatos 19 anos que Nelson Gonçalves encantou-se e partiu do mundo dos vivos. Ele nasceu em Santana do Livramento-RS, no mês de junho de 1919, e morreu em 1998.

Para registrar esta data, uso a seção Do Fundo do Caçuá Musical para oferecer à comunidade fubânica as oito músicas do disco cuja capa está reproduzida aí em cima, sendo 4 músicas do lado A e quatro músicas do lado B.

Boa audição!

Coração 

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Último Desejo

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Feitiço da Vila 

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Quando o Samba Acabou 

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Só Pode Ser Você 

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Silêncio de Um Minuto 

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Com que Roupa 

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Palpite Infeliz 

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18 abril 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Meu Papa,

sua sabedoria talvez consiga esclarecer minha dúvida.

Desperta minha curiosidade o fato de, diante dessa “montanha” de denúncias oriundas de tantas delações, alguns citados taxarem os delatores de “mentirosos” e reclamarem de “vazamentos seletivos” e “perseguição”.

Nenhum deles, entretanto, processou os delatores “mentirosos” por crime de calúnia.

Nem Serra, nem Aécio, nem Lula, nem Alkmin, nem Dilma, nem FHC, nem Temer, ninguém.

Será que por ser tudo inventado, apesar das evidências, o tempo provará a inocência deles?

R. Meu caro colunista fubânico, eu tenho uma teoria sobre este assunto.

Estou acompanhando o noticiário desde a Quarta-Feira de Trevas, na semana passada, e, diante da avassaladora quantidade de declarações de santa inocência dos acusados – dadas de boca própria ou através de seus advogados -, cheguei a uma conclusão:

As acusações que são feitas contra estas personalidades que você citou – e mais dezenas de outras -, são inteiramente falsas!!!

Os inúmeros vídeos com os depoimentos de Marcelo Odebrecht e de 77 executivos da empreiteira – depoimentos prestados em juízo -, não passam de um grosseiro embuste.

Se levarmos em consideração a vida pregressa e o currículo de cada um dos acusados, não teremos outra saída senão chegarmos à conclusão de que todos eles se emparelham com anjos celestiais.

Vai de Querubins a Serafins.

Veja na galeria de fotos que vem a seguir, que todos eles se assemelham a figuras celestiais santificadas.

Ou, mais ainda, como disse um dos que você citou, todos eles só perdem pra Jesus Cristo em honestidade.

É isto o que penso sobre o assunto.

18 abril 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

O OURO DOS TOLOS

Há 53 anos houve uma das maiores enganações a que submeteram o sofrido povo de Banãnia.

Nos idos de 1964, os militares no poder e, dizia-se à época, que os militares encontraram o pais em situação econômica difícil, numa penúria danada, no maior liseu.

Consta que foi feita uma “patriótica” campanha para ajudar o pais a sair da pior. Foi então que entrou em cena o todo poderoso da comunicação no Brasil daquela época, Assis Chateaubriand, mais conhecido como Chatô, comandante – diretor – presidente – dono, dos “Diários Associados”, a Rede Globo da época, lançando em cadeia, em cada região do país, um pedido para que a população socorresse a nação, com o criativo slogan: “Dei ouro para o bem do Brasil”.

Com incessantes chamadas pelo rádio e pela TV Tupi, além dos jornais do então poderoso grupo empresarial pelo Brasil afora, conclamou a população que, comovida, mobilizou-se para praticar um ato cívico de cidadania.

Povo ordeiro, patriota e pacato, fez chover doações em ouro e dinheiro. Valia todo tipo de jóia, objetos de decoração/estimação, adornos, anéis, alianças, pulseiras, colares, brincos, tudo de ouro, que eram arrecadados nos postos pré-determinados. Os casais que doassem suas alianças de casamento, por exemplo, receberiam de volta alianças de metal e um diploma com os dizeres: “Doei ouro para o bem do Brasil”.

E olha que a toada dessa campanha, já tinha antecedente. O povo paulista já tinha experimentado experiência semelhante. Também com o mesmíssimo lema: “Doei Ouro para o Bem de São Paulo”, que no começo dos anos 30 aglutinou toda a população paulista para se sacrificar por São Paulo doando seus pertences.

Nesta campanha pós revolução de 64, num balanço arredondado feito a época, e que foi informado pela revista O Cruzeiro, constatou que foram arrecadados algo superior a 400 Kg de ouro e cerca de meio bilhão de Cruzeiros. Não vamos nos ater a conversão de moeda em termos atuais do dinheiro arrecadado, mas, os 400 quilos de ouro dariam mais ou menos uns 516 milhões de reais, pela cotação de hoje no mercado, no exato momento em que redijo estas mal traçadas linhas.

Independente do valor arrecadado, sem estimar um parâmetro de quanto o pais realmente precisava, a campanha lançada fez um estrondoso barulho e teve um grande alcance.

Embora não se tenha mais falado no assunto, o que se sabe é que ninguém tem conhecimento do valor total levantado, nem a destinação a que fora dada ao montante e, tampouco, o resultado final daquela campanha que, entrou para história como uma grandessíssima picaretagem já perpetrada contra o patriótico povo brasileiro.

Seja lá como for, o ufanismo patriótico estava aflorado. Certamente que, com muito orgulho, alguns diziam de peito estofado: Dei ouro para o bem do Brasil!

Apesar disso tudo, jamais se teve informação do paradeiro de todo ouro e do dinheiro arrecadado. Do novo regime militar não houve também uma nota sequer de agradecimento ao povo. Em lugar nenhum encontramos os números definitivos dessa campanha que terminou silenciosa e a população engabelada.

Essa história se assemelha muito com aquela campanha enganação lançada para que o trabalhador comprasse ações da Petrobrás. Foi em 2008, onde foi até permitido o uso do FGTS para o trabalhador se tornar um ACIONISTA.

Mas isso já fica para uma próxima história.

18 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

ARAEL M. DA COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Para começar bem a semana.

Uma constatação…

Abraços,

18 abril 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)


STAND-UP COM POESIA

DEVASTAÇÃO

Os jovens escrevem
Seus nomes nas árvores
Corações entrelaçados
Tornam-se adultos
E por nem um minuto
Ficam parados.
Dilaceram os corações
E destroem as árvores

* * *

EU E VOCÊ

Você:
Exagerou no decote
Eu o olhei de viés
A mim você ignorou
E eu saí de fininho
Triste, segui sozinho
Lamentei o desperdício
E minha falta de sorte

* * *

O VICIADO

Já usei COCA
Fui um viciado
Vivia drogado
Eu estava perdido
Hoje arrependido
Só uso PEPSI

* * *

REALIDADE

Nos caminhos estreitos
Da minha infância
Cabia meus medos
Cabia meus sonhos,
Cabia muito mais…

Nas estradas largas
Do meu mundo adulto
Os medos se acabam
Os sonhos se esvaem
Cabem só as lembranças
Os percalços, nada mais.

* * *

HISTÓRIA DA CRIAÇÃO

No dia da criação
Éramos os últimos da fila
Chegada a nossa vez
Acabou o material
Com a obra incompleta
Descansar Deus não podia
Com infinita sabedoria
Deus amassou argila
De mim Deus fez poeta
De você Deus fez poesia


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