19 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O INSTITUTO DATA BESTA INFORMA

Números da última Enquete Fubânica, fechada hoje:

Grato a todos pela participação.

O troféu Taça Enquete já foi entregue ao vencedor, que recebeu a comenda com muita alegria.

Sô o maió que eztepaiz já teve“, declarou o grande campeão durante a solenidade de entrega do prêmio.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

A TRÁGICA VIAGEM DE PEDRO ÁLVARES CABRAL

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Numa sala de aula, diante da pergunta – Quem descobriu o Brasil?

E qualquer criança responde com precisão: Pedro Álvares Cabral!

Ao que a professora complementa:

No dia 22 de abril do ano de 1500.

A verdadeira história, porém, nos seus meandros de grandeza e tragédias, só os versos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) podem melhor enunciar:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por que te cruzamos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nossos, ó mar!

Na década final do século XV, graças aos informes seguros trazidos pelo navegador Duarte Pacheco (1460-1533), D. Manuel I, O Venturoso, resolve consolidar o chamado Caminho das Índias, descoberto por Vasco da Gama (c.1469-1524), em 1498, iniciando a exploração das terras desconhecidas ao sul do Equador.

Para isso vem constituir uma grande esquadra formada por seis naus, três caravelas redondas, uma nau mercante, uma naveta de mantimentos, acrescida da nau-capitânia e da sota-capitânia, cujo comando, por carta régia de 15 de fevereiro de 1500, sob o comando de Pedro Álvares de Gouveia, depois Pedro Álvares Cabral, com o falecimento do seu irmão mais velho.caravela

Na manhã de 9 de março daquele ano, zarpou de Lisboa a armada levando em seu bojo entre 1200 a 1500 homens. Na tripulação, soldados, besteiros, feitor, agentes comerciais e escrivães, além do cosmógrafo Mestre João Faras, especialista em geografia e astronomia, do capelão frei Henrique de Coimbra, oito sacerdotes seculares, oito frades franciscanos. Levava como intérprete o cristão-novo Gaspar da Gama, também conhecido como “Gaspar da Índia”, um judeu polonês, capturado por Vasco da Gama, que lá vivera 30 anos e que, em Lisboa, fora convertido ao cristianismo e batizado com o nome de família do seu padrinho.

Contando com a experiência de navegadores consagrados, como Nicolau Coelho, que acompanhara Vasco da Gama em sua primeira viagem; de Bartolomeu Dias, o primeiro a contornar o Cabo da Boa Esperança (1487) – conhecido pelos mareantes como Cabo das Tormentas ou Cabo Não -, e de seu irmão, Diogo Dias, Pedro Álvares aventurou-se no mar. As demais naus eram comandadas por representantes da nobreza de então: Simão de Miranda Azevedo, Aires Gomes da Silva, Simão de Pina, Vasco de Ataíde, Nuno Leitão da Cunha, Pero de Ataíde, Gaspar de Lemos, Luís Pires e Simão de Pina.

Na terça-feira após a Páscoa, 21 de abril, segundo testemunho do escrivão da armada, Pero Vaz de Caminha, foram encontradas, muita quantidade d’ervas compridas a que os mareantes chamam de botelho e assim outras, a que também chamam de rabo d’asno confirmando assim os primeiros sinais de terra.

No dia seguinte, 22 de abril de 1500, segundo a mesma fonte, pela manhã, topamos aves conhecidas por fura-buchos, e nestes dias, a hora das vésperas, houvemos vista de terra, primeiramente dum grande monte bem alto e redondo e de outras serras mais baixas ao sul dele e de terra chã com grandes arvoredos; ao monte pôs o capitão o nome de Pascoal e à terra, Terra da Vera Cruz.

Estava assim lavrado o “Auto de Achamento do Brasil”, culminando com Pedro Álvares a série de incursões de navegadores anônimos.

Descobrimento do Brasil 02

Nas suas expedições, anteriores a 1500, procuravam esses anônimos portugueses, tendo a frente Duarte Pacheco, situar um ponto do desembarque oficial. De modo a obedecer a raia estabelecida a 7 de julho de 1494, quando da assinatura do Tratado de Tordesilhas, que reservara para a coroa portuguesa as terras existentes dentro das 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

A trágica viagem

Passada uma semana, Pedro Álvares continuou sua viagem com destino à Índia, seguindo as recomendações de Vasco da Gama, navegando, no sentido sudeste, em busca do Cabo da Boa Esperança (África do Sul), denominado então pelos marinheiros de Cabo das Tormentas.

A sorte, porém, que o acompanhara até então, parece o ter abandonado: logo no dia 23 de maio, quando uma forte tempestade, já nas proximidades do cabo veio a provocar fortes baixas na esquadra. Na ocasião naufragaram as naus de Aires Gomes da Silva, Luís Pires e Simão Dias, levando consigo mais de 300 homens, seguindo-se da caravela de Bartolomeu Dias, o mesmo que houvera descoberto o dito Cabo da Boa Esperança, com 80 homens.

Somente a 16 de julho, os cinco navios restantes da esquadra vieram se reencontrar, completamente avariados e com as suas tripulações em pânico, na ilha de Quiloa, na costa do atual Quênia.

A viagem se seguiu com o que restou da primitiva frota atingindo Sofala (Moçambique), em julho, e Melinde (Quênia), a dois de agosto, onde com o apoio do xeque Omar conseguiu os serviços de um piloto hindu que a conduziu até a Índia.

Em 13 de setembro, aportaram em Calicute (Índia) a capitânia de Pedro Álvares, a sota-capitânia de Sancho Tovar, e a Anunciada, de Nuno Leitão da Cunha, além de duas outras comandadas por Nicolau Coelho e Simão de Miranda.

No final de setembro o capitão-mor teve o esperado encontro com o Samorim de Calicute – ou Samudri-Raj, o “Senhor do Mar” -, quando lhe fez entrega da carta do D. Manuel I, escrita em árabe, e presenteou-lhe com moedas de ouro e prata, sedas e brocados, recebendo em troca autorização para instalação de uma feitoria naquele movimentado centro comercial.

Mas o pior estava por vir. Enquanto os portugueses carregavam suas naus de especiarias, enfrentando a concorrência dos comerciantes árabes, que os viam como uma ameaça aos seus negócios, a esquadra veio a ser atacada, a 16 de dezembro de 1500, por cerca de 300 árabes e hindus.

Na ocasião perdeu a vida o escrivão Pero Vaz de Caminha, juntamente com o feitor Aires Corrêa, seis frades franciscanos e 50 outros portugueses. Em represália, segundo relato do Piloto Anônimo, foi Calicute bombardeada durante dois dias pelos portugueses “matando infinita gente e causando muito dano à cidade”.

Em seguida Pedro Álvares buscou abrigo no reino de Cochim (hoje a maior cidade do estado de Kerala, na costa do Malabar), distante 200 km de Calicute, para onde se dirigiu no dia 20 de dezembro. O rajá local, rival de Calicute, permitiu a instalação de uma feitoria e o carregamento das naus de pimenta, gengibre, canela e outras especiarias.

Em 16 de janeiro de 1501, com uma cabeça de ponte instalada em Cochim, na Índia, os navios que restaram da esquadra de Pedro Álvares iniciaram sua viagem de retorno a Lisboa.

No seu regresso foi encontrar em Bezeguiche, hoje Dakar, a nau desgarrada de Diogo Dias, com uma tripulação de apenas sete homens, e, numa feliz coincidência, com a expedição de Gonçalo Coelho que seguia em busca do Brasil.

Dos treze navios somente regressaram a Lisboa, a nau Anunciada, sob o comando de Nuno Leitão da Cunha, em 23 de junho de 1501, seguindo-se depois da nau capitânia de Pedro Álvares, que veio aportar no Tejo a 21 de julho de 1501, unindo pela primeira vez os quatro continentes: Europa, América, África e Ásia.

O restante dos navios e suas tripulações pereceram no mar, juntamente com todos os seus tripulantes; bem de acordo com a descrição do poeta Fernando Pessoa:

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

19 abril 2017 FULEIRAGEM

LEONARDO – CHARGE ONLINE

OSCAR – RIO DE JANEIRO-RJ

Caro Berto,

O bravo povo venezuelano está nas ruas há 30 dias e a nossa mídia esconde o fato.

Por favor, divulgue.

Grato.

R. Curioso…

Já vi várias matérias sobre este assunto naquilo que você chama de “nossa mídia”.

Clique aqui e veja, por exemplo, uma que foi ao ar hoje, dia 19 de abril.

E, em falando da Venezuela devastada pelo bolivarianismo, ontem vi na televisão uma reportagem feita numa cidade no norte do Brasil que faz fronteira com aquele país.

A matéria mostrava que o hospital do lugar abrigava mais pacientes venezuelanos do que pacientes brasileiros.

Os irmãos vizinhos tem um sistema de saúde pública que está pior do que o nosso, imagine!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha.

O chavez-madurismo fudeu a outrora rica nação latino-americano de uma maneira impressionante.

Não é por acaso que os tabacudinhos zisquerdóides banânicos endeusam o regime daquele país: tudo que não presta neste mundo cabe na cabeça dessa turma de idiotas.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

19 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

RETÓRICA DE LULA EMPURRA PALOCCI PARA A DELAÇÃO

Antonio Palocci tomou gosto pela ideia de se tornar um colaborador da Justiça. Sua movimentação injeta na decomposição do petismo uma novidade: a autofagia companheira. Acusado de coletar verbas por baixo da mesa em nome de Lula, Palocci viu-se imprensado entre dois gigantes. De um lado, a provedora Odebrecht, que diz ter bancado os confortos do morubixaba petista. Na outra ponta, o beneficiário dos mimo$, que jura não ter recebido nada. Se não colocar o dedo para suar, Palocci acaba migrando para a inusitada condição de desviador dos desvios.

Com sua retórica da negação, o próprio Lula empurra o companheiro para o colo dos investigadores. Na semana passada, o “guerreiro do povo brasileiro” ironizou a revelação de Marcelo Odebrecht de que provisionou R$ 40 milhões nas planilhas do departamento de propinas para atender às necessidades do “Amigo” da construtora. Tudo combinado com Palocci, que destacou um assessor, Branislav Kontic, para apanhar dinheiro vivo e levá-lo até Lula. Coisa de R$ 13 milhões entre entre 2012 e 2013.

Disse Lula: “Quem tiver contando mentiras, quem tiver inventando historinhas, quem tiver dizendo que criou uma conta pra mim, para um terceiro… Já faz sete anos que eu deixei a Presidência. Essa conta está onde? Esse terceiro está onde? Esse cara deve estar comendo, então, o dinheiro que era pra mim, porra!”

Lula deixou Palocci na situação do português da piada, que recebe sua primeira aula prática depois de entrar para divisão de pára-quedismo da Aeronáutica. “Estamos a dois mil pés de altura”, diz o instrutor ao recruta. “Você saltará por aquela porta. Ao puxar a primeira cordinha, o pára-quedas se abrirá. Se isso não acontecer, o que é improvável, puxe a segunda cordinha. Se não abrir, o que é improbabilíssimo, puxe a terceira cordinha e o equipamento se abrirá. Lá embaixo, haverá um jipe à sua espera, para levá-lo de volta ao quartel.” Joaquim salta. Puxa a primeira cordinha. Nada. Puxa a segunda. Nem sinal. Puxa a terceira. E o pára-quedas permanence fechado. O recruta se inquieta: “Ai, Jesus! Agora só falta o jipe não estar lá embaixo.”

Palocci ouviu dizer que a Lava Jato não chegaria à Odebrecht. Chegou. Disseram-lhe que Marcelo Odebrecht jamais seria preso. Está hospedado numa unidade do Moro’s Inn de Curitiba há quase dois anos. Juraram-lhe que o príncipe das empreiteiras nunca se tornaria um delator. Os vídeos da deduragem estarrecem os brasileiros no horário nobre da tevê há uma semana. As falas de Lula mostraram a Palocci que não há nenhum jipe esperando lá embaixo.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

LUCIANO MOREIRA – SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ-MG

Berto,

Você já viu este laudo?

É sobre o sítio de Atibaia.

Abraço,

R. Caro leitor, vi o laudo agora, graças a você que me mandou.

Ainda não conhecia esta peça que fala sobre uma vistoria feita por técnicos especializado da Polícia Federal num lugar conhecido pelo vulgo de “Sítio de Atibaia“.

Mas. devidamente aconselhado pelo Departamento Jurídico do JBF, só darei minha opinião depois de ouvir um especialista no assunto.

Trata-se do estimado colega da comunidade fubânica Ceguinho Teimoso, diplomado em laudos e vistorias.

Eu vou esperar que ele leia o documento, ateste ou não a veracidade do mesmo, diga o que acha sobre o assunto e, só então, emitirei a minha opinião.

Enquanto aguardo, recomendo aos nossos leitores que leiam o documento na íntegra e também digam o que acham.

Para acessar, basta clicar na frase abaixo:

FOTOS E PERÍCIA – SITIO ATIBAIA

Aliás, ainda falando desta misteriosa, impalpável e etérea instituição chamada “Sítio de Atibaia“, vamos fechar a postagem com uma interessante matéria sobre este assunto.

Matéria que saiu hoje, 19 de abril, na grande mídia golpista e reacionária, com direito a vídeo e tudo mais.

É só clicar na manchete abaixo para ler a reportagem completa:

19 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

NOVOS RUMOS

Paulinho da Viola interpreta uma composição da dupla Rochinha e Orlando Porto.

Este Editor curte muito esta música e sempre se emociona quando a escuta porque ela tem muito a ver com a sua própria vida. Era sempre pretexto pra tomar uma naquele saudoso tempo em que não estava cumprindo uma abstinência compulsória…

19 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

19 abril 2017 DEU NO JORNAL

BIDU: ELA REVELOU O QUE TODO MUNDO JÁ SABIA

A empresária Monica Moura, mulher do marqueteiro de campanhas eleitorais do PT João Santana, confessou ao juiz federal Sérgio Moro nesta terça-feira, 18, o uso de Caixa 2.

No início do mês, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, homologou as delações premiadas do marqueteiro, de sua mulher e do funcionário do casal André Reis Santana.

O magistrado questionou Monica se houve recebimento de pagamentos não contabilizados.

“Sim”, respondeu.

Moro perguntou a frequência.

“Frequente, Dr.. Todas as campanhas políticas que nós fizemos, todas da Polis e antes da Polis, quando eu era apenas uma funcionária de outras campanhas, de outros marqueteiros, sempre trabalhamos com caixa 2, com recursos não contabilizados, em todas as campanhas”, afirmou.

Monica Moura declarou que ela e João Santana trabalham juntos na Polis Propaganda, ‘que é nossa agência’, há 15 anos. “Nós somos casados, vivemos juntos há 18 anos.”

* * *

Não precisava confirmação.

Nós todos – nós que não sofremos das vistas e que enxergamos a realidade ao nosso redor -, já sabíamos da fedentina que envolvia as campanhas de Lula e de Dilma.

Menos, evidentemente, o fubânico petista Ceguinho Teimoso.

Este não enxerga nem com a porra!!!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

MARCOS ANDRÉ – RECIFE-PE

Hoje é o dia em que você saca que não mora no Brasil, mas habita um País e um Estado oculto chamado Odebrecht.

Eu pago impostos para a Odebrecht, eu ando no metrô da Odebrecht, votava nos políticos da Odebrecht, tomava cerveja da Odebrecht. Minha luz é da Odebrecht.

Para quem cantou “Brasil, mostra sua cara”, hoje ela apareceu. “Qual o seu negócio, o nome do teu sócio”. É uma construtora.

Pai e filho compraram Presidentes, Governadores, Senadores, Deputados, Prefeitos, Milicianos !!!

Até quando nós *Cidadãos Honestos* vamos aturar isso ?

Em depoimento ao MP o Odebrecht (pai), riu quando questionado !

Que espécie de povo somos nós ?

A culpa pelo Estado e o país estar literalmente *na merda*, não é da Previdência…

Ou nós acordamos e vamos pra rua ou vamos ficar na história por fazermos todos papel de idiotas.

*Pensem… Repassem…*

Cazuza morreu sem saber a resposta que hoje já se sabe:

“Brasil, qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?”

ODEBRECHT!!!!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

COMO SERIA HOJE, DIÓGENES?

Sua história desafia os séculos, caro Diógenes. Vem de um tempo em que você vagava pelas ruas da Grécia na mais completa miséria. Penúria tanta, aliás, que você chegou a ser vendido como escravo. Diz-se até que por não ter casa para morar você vivia em um barril. De seu, apenas um alforje, um bastão e uma tigela. Muito pouco, não é mesmo? Pois saiba que transcorridos tantos séculos, muitos brasileiros continuam a não ter nada, nem ao menos o direito a comer todos os dias.

Mas voltemos a você. Das histórias que cercam a sua vida, ilustre Diógenes, a mais conhecida é aquela em que você, em plena luz do dia, acendia uma lamparina e procurava pelas ruas homens honestos.

Outra história também marcante, é aquela de que certo dia você foi visto pedindo esmola a uma estátua, e ao lhe perguntarem o porquê de tal conduta, você teria dado uma explicação lapidar: “Por dois motivos: primeiro é que ela é cega e não me vê, e segundo é que eu me acostumo a não receber algo de alguém e nem depender de alguém.”

Quatro séculos antes de Cristo, Diógenes, você já lutava contra a mediocridade, a desonestidade, mas o mundo do seu tempo era outro. Vivesse você nos dias atuais, sua lamparina queimaria por completo sem que você encontrasse o tão procurado homem honesto. Pelo menos é o que se pode pensar ao voltar a atenção para Brasília.

A propósito, você viu a lista do ministro Edson Fachin? Tem de tudo! Tem até presidente da República! Presente e passado!

Pensando bem, Diógenes, os ladravazes deveriam ter-se espelhado no seu exemplo da estátua. Ao pedir propina, seriam ignorados por ela – já que estátua não vê nem ouve – e, assim, talvez eles se acostumassem a não receber algo de alguém, principalmente o ilícito.

No mínimo, não estariam às voltas com os rigores da lei!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

19 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)


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