19 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O INSTITUTO DATA BESTA INFORMA

Números da última Enquete Fubânica, fechada hoje:

Grato a todos pela participação.

O troféu Taça Enquete já foi entregue ao vencedor, que recebeu a comenda com muita alegria.

Sô o maió que eztepaiz já teve“, declarou o grande campeão durante a solenidade de entrega do prêmio.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

A TRÁGICA VIAGEM DE PEDRO ÁLVARES CABRAL

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Numa sala de aula, diante da pergunta – Quem descobriu o Brasil?

E qualquer criança responde com precisão: Pedro Álvares Cabral!

Ao que a professora complementa:

No dia 22 de abril do ano de 1500.

A verdadeira história, porém, nos seus meandros de grandeza e tragédias, só os versos do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) podem melhor enunciar:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por que te cruzamos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nossos, ó mar!

Na década final do século XV, graças aos informes seguros trazidos pelo navegador Duarte Pacheco (1460-1533), D. Manuel I, O Venturoso, resolve consolidar o chamado Caminho das Índias, descoberto por Vasco da Gama (c.1469-1524), em 1498, iniciando a exploração das terras desconhecidas ao sul do Equador.

Para isso vem constituir uma grande esquadra formada por seis naus, três caravelas redondas, uma nau mercante, uma naveta de mantimentos, acrescida da nau-capitânia e da sota-capitânia, cujo comando, por carta régia de 15 de fevereiro de 1500, sob o comando de Pedro Álvares de Gouveia, depois Pedro Álvares Cabral, com o falecimento do seu irmão mais velho.caravela

Na manhã de 9 de março daquele ano, zarpou de Lisboa a armada levando em seu bojo entre 1200 a 1500 homens. Na tripulação, soldados, besteiros, feitor, agentes comerciais e escrivães, além do cosmógrafo Mestre João Faras, especialista em geografia e astronomia, do capelão frei Henrique de Coimbra, oito sacerdotes seculares, oito frades franciscanos. Levava como intérprete o cristão-novo Gaspar da Gama, também conhecido como “Gaspar da Índia”, um judeu polonês, capturado por Vasco da Gama, que lá vivera 30 anos e que, em Lisboa, fora convertido ao cristianismo e batizado com o nome de família do seu padrinho.

Contando com a experiência de navegadores consagrados, como Nicolau Coelho, que acompanhara Vasco da Gama em sua primeira viagem; de Bartolomeu Dias, o primeiro a contornar o Cabo da Boa Esperança (1487) – conhecido pelos mareantes como Cabo das Tormentas ou Cabo Não -, e de seu irmão, Diogo Dias, Pedro Álvares aventurou-se no mar. As demais naus eram comandadas por representantes da nobreza de então: Simão de Miranda Azevedo, Aires Gomes da Silva, Simão de Pina, Vasco de Ataíde, Nuno Leitão da Cunha, Pero de Ataíde, Gaspar de Lemos, Luís Pires e Simão de Pina.

Na terça-feira após a Páscoa, 21 de abril, segundo testemunho do escrivão da armada, Pero Vaz de Caminha, foram encontradas, muita quantidade d’ervas compridas a que os mareantes chamam de botelho e assim outras, a que também chamam de rabo d’asno confirmando assim os primeiros sinais de terra.

No dia seguinte, 22 de abril de 1500, segundo a mesma fonte, pela manhã, topamos aves conhecidas por fura-buchos, e nestes dias, a hora das vésperas, houvemos vista de terra, primeiramente dum grande monte bem alto e redondo e de outras serras mais baixas ao sul dele e de terra chã com grandes arvoredos; ao monte pôs o capitão o nome de Pascoal e à terra, Terra da Vera Cruz.

Estava assim lavrado o “Auto de Achamento do Brasil”, culminando com Pedro Álvares a série de incursões de navegadores anônimos.

Descobrimento do Brasil 02

Nas suas expedições, anteriores a 1500, procuravam esses anônimos portugueses, tendo a frente Duarte Pacheco, situar um ponto do desembarque oficial. De modo a obedecer a raia estabelecida a 7 de julho de 1494, quando da assinatura do Tratado de Tordesilhas, que reservara para a coroa portuguesa as terras existentes dentro das 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

A trágica viagem

Passada uma semana, Pedro Álvares continuou sua viagem com destino à Índia, seguindo as recomendações de Vasco da Gama, navegando, no sentido sudeste, em busca do Cabo da Boa Esperança (África do Sul), denominado então pelos marinheiros de Cabo das Tormentas.

A sorte, porém, que o acompanhara até então, parece o ter abandonado: logo no dia 23 de maio, quando uma forte tempestade, já nas proximidades do cabo veio a provocar fortes baixas na esquadra. Na ocasião naufragaram as naus de Aires Gomes da Silva, Luís Pires e Simão Dias, levando consigo mais de 300 homens, seguindo-se da caravela de Bartolomeu Dias, o mesmo que houvera descoberto o dito Cabo da Boa Esperança, com 80 homens.

Somente a 16 de julho, os cinco navios restantes da esquadra vieram se reencontrar, completamente avariados e com as suas tripulações em pânico, na ilha de Quiloa, na costa do atual Quênia.

A viagem se seguiu com o que restou da primitiva frota atingindo Sofala (Moçambique), em julho, e Melinde (Quênia), a dois de agosto, onde com o apoio do xeque Omar conseguiu os serviços de um piloto hindu que a conduziu até a Índia.

Em 13 de setembro, aportaram em Calicute (Índia) a capitânia de Pedro Álvares, a sota-capitânia de Sancho Tovar, e a Anunciada, de Nuno Leitão da Cunha, além de duas outras comandadas por Nicolau Coelho e Simão de Miranda.

No final de setembro o capitão-mor teve o esperado encontro com o Samorim de Calicute – ou Samudri-Raj, o “Senhor do Mar” -, quando lhe fez entrega da carta do D. Manuel I, escrita em árabe, e presenteou-lhe com moedas de ouro e prata, sedas e brocados, recebendo em troca autorização para instalação de uma feitoria naquele movimentado centro comercial.

Mas o pior estava por vir. Enquanto os portugueses carregavam suas naus de especiarias, enfrentando a concorrência dos comerciantes árabes, que os viam como uma ameaça aos seus negócios, a esquadra veio a ser atacada, a 16 de dezembro de 1500, por cerca de 300 árabes e hindus.

Na ocasião perdeu a vida o escrivão Pero Vaz de Caminha, juntamente com o feitor Aires Corrêa, seis frades franciscanos e 50 outros portugueses. Em represália, segundo relato do Piloto Anônimo, foi Calicute bombardeada durante dois dias pelos portugueses “matando infinita gente e causando muito dano à cidade”.

Em seguida Pedro Álvares buscou abrigo no reino de Cochim (hoje a maior cidade do estado de Kerala, na costa do Malabar), distante 200 km de Calicute, para onde se dirigiu no dia 20 de dezembro. O rajá local, rival de Calicute, permitiu a instalação de uma feitoria e o carregamento das naus de pimenta, gengibre, canela e outras especiarias.

Em 16 de janeiro de 1501, com uma cabeça de ponte instalada em Cochim, na Índia, os navios que restaram da esquadra de Pedro Álvares iniciaram sua viagem de retorno a Lisboa.

No seu regresso foi encontrar em Bezeguiche, hoje Dakar, a nau desgarrada de Diogo Dias, com uma tripulação de apenas sete homens, e, numa feliz coincidência, com a expedição de Gonçalo Coelho que seguia em busca do Brasil.

Dos treze navios somente regressaram a Lisboa, a nau Anunciada, sob o comando de Nuno Leitão da Cunha, em 23 de junho de 1501, seguindo-se depois da nau capitânia de Pedro Álvares, que veio aportar no Tejo a 21 de julho de 1501, unindo pela primeira vez os quatro continentes: Europa, América, África e Ásia.

O restante dos navios e suas tripulações pereceram no mar, juntamente com todos os seus tripulantes; bem de acordo com a descrição do poeta Fernando Pessoa:

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

O PSICOPATA

19 abril 2017 FULEIRAGEM

LEONARDO – CHARGE ONLINE

OSCAR – RIO DE JANEIRO-RJ

Caro Berto,

O bravo povo venezuelano está nas ruas há 30 dias e a nossa mídia esconde o fato.

Por favor, divulgue.

Grato.

R. Curioso…

Já vi várias matérias sobre este assunto naquilo que você chama de “nossa mídia”.

Clique aqui e veja, por exemplo, uma que foi ao ar hoje, dia 19 de abril.

E, em falando da Venezuela devastada pelo bolivarianismo, ontem vi na televisão uma reportagem feita numa cidade no norte do Brasil que faz fronteira com aquele país.

A matéria mostrava que o hospital do lugar abrigava mais pacientes venezuelanos do que pacientes brasileiros.

Os irmãos vizinhos tem um sistema de saúde pública que está pior do que o nosso, imagine!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha.

O chavez-madurismo fudeu a outrora rica nação latino-americano de uma maneira impressionante.

Não é por acaso que os tabacudinhos zisquerdóides banânicos endeusam o regime daquele país: tudo que não presta neste mundo cabe na cabeça dessa turma de idiotas.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

19 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

RETÓRICA DE LULA EMPURRA PALOCCI PARA A DELAÇÃO

Antonio Palocci tomou gosto pela ideia de se tornar um colaborador da Justiça. Sua movimentação injeta na decomposição do petismo uma novidade: a autofagia companheira. Acusado de coletar verbas por baixo da mesa em nome de Lula, Palocci viu-se imprensado entre dois gigantes. De um lado, a provedora Odebrecht, que diz ter bancado os confortos do morubixaba petista. Na outra ponta, o beneficiário dos mimo$, que jura não ter recebido nada. Se não colocar o dedo para suar, Palocci acaba migrando para a inusitada condição de desviador dos desvios.

Com sua retórica da negação, o próprio Lula empurra o companheiro para o colo dos investigadores. Na semana passada, o “guerreiro do povo brasileiro” ironizou a revelação de Marcelo Odebrecht de que provisionou R$ 40 milhões nas planilhas do departamento de propinas para atender às necessidades do “Amigo” da construtora. Tudo combinado com Palocci, que destacou um assessor, Branislav Kontic, para apanhar dinheiro vivo e levá-lo até Lula. Coisa de R$ 13 milhões entre entre 2012 e 2013.

Disse Lula: “Quem tiver contando mentiras, quem tiver inventando historinhas, quem tiver dizendo que criou uma conta pra mim, para um terceiro… Já faz sete anos que eu deixei a Presidência. Essa conta está onde? Esse terceiro está onde? Esse cara deve estar comendo, então, o dinheiro que era pra mim, porra!”

Lula deixou Palocci na situação do português da piada, que recebe sua primeira aula prática depois de entrar para divisão de pára-quedismo da Aeronáutica. “Estamos a dois mil pés de altura”, diz o instrutor ao recruta. “Você saltará por aquela porta. Ao puxar a primeira cordinha, o pára-quedas se abrirá. Se isso não acontecer, o que é improvável, puxe a segunda cordinha. Se não abrir, o que é improbabilíssimo, puxe a terceira cordinha e o equipamento se abrirá. Lá embaixo, haverá um jipe à sua espera, para levá-lo de volta ao quartel.” Joaquim salta. Puxa a primeira cordinha. Nada. Puxa a segunda. Nem sinal. Puxa a terceira. E o pára-quedas permanence fechado. O recruta se inquieta: “Ai, Jesus! Agora só falta o jipe não estar lá embaixo.”

Palocci ouviu dizer que a Lava Jato não chegaria à Odebrecht. Chegou. Disseram-lhe que Marcelo Odebrecht jamais seria preso. Está hospedado numa unidade do Moro’s Inn de Curitiba há quase dois anos. Juraram-lhe que o príncipe das empreiteiras nunca se tornaria um delator. Os vídeos da deduragem estarrecem os brasileiros no horário nobre da tevê há uma semana. As falas de Lula mostraram a Palocci que não há nenhum jipe esperando lá embaixo.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

LUCIANO MOREIRA – SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ-MG

Berto,

Você já viu este laudo?

É sobre o sítio de Atibaia.

Abraço,

R. Caro leitor, vi o laudo agora, graças a você que me mandou.

Ainda não conhecia esta peça que fala sobre uma vistoria feita por técnicos especializado da Polícia Federal num lugar conhecido pelo vulgo de “Sítio de Atibaia“.

Mas. devidamente aconselhado pelo Departamento Jurídico do JBF, só darei minha opinião depois de ouvir um especialista no assunto.

Trata-se do estimado colega da comunidade fubânica Ceguinho Teimoso, diplomado em laudos e vistorias.

Eu vou esperar que ele leia o documento, ateste ou não a veracidade do mesmo, diga o que acha sobre o assunto e, só então, emitirei a minha opinião.

Enquanto aguardo, recomendo aos nossos leitores que leiam o documento na íntegra e também digam o que acham.

Para acessar, basta clicar na frase abaixo:

FOTOS E PERÍCIA – SITIO ATIBAIA

Aliás, ainda falando desta misteriosa, impalpável e etérea instituição chamada “Sítio de Atibaia“, vamos fechar a postagem com uma interessante matéria sobre este assunto.

Matéria que saiu hoje, 19 de abril, na grande mídia golpista e reacionária, com direito a vídeo e tudo mais.

É só clicar na manchete abaixo para ler a reportagem completa:

19 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

NOVOS RUMOS

Paulinho da Viola interpreta uma composição da dupla Rochinha e Orlando Porto.

Este Editor curte muito esta música e sempre se emociona quando a escuta porque ela tem muito a ver com a sua própria vida. Era sempre pretexto pra tomar uma naquele saudoso tempo em que não estava cumprindo uma abstinência compulsória…

19 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

19 abril 2017 DEU NO JORNAL

BIDU: ELA REVELOU O QUE TODO MUNDO JÁ SABIA

A empresária Monica Moura, mulher do marqueteiro de campanhas eleitorais do PT João Santana, confessou ao juiz federal Sérgio Moro nesta terça-feira, 18, o uso de Caixa 2.

No início do mês, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, homologou as delações premiadas do marqueteiro, de sua mulher e do funcionário do casal André Reis Santana.

O magistrado questionou Monica se houve recebimento de pagamentos não contabilizados.

“Sim”, respondeu.

Moro perguntou a frequência.

“Frequente, Dr.. Todas as campanhas políticas que nós fizemos, todas da Polis e antes da Polis, quando eu era apenas uma funcionária de outras campanhas, de outros marqueteiros, sempre trabalhamos com caixa 2, com recursos não contabilizados, em todas as campanhas”, afirmou.

Monica Moura declarou que ela e João Santana trabalham juntos na Polis Propaganda, ‘que é nossa agência’, há 15 anos. “Nós somos casados, vivemos juntos há 18 anos.”

* * *

Não precisava confirmação.

Nós todos – nós que não sofremos das vistas e que enxergamos a realidade ao nosso redor -, já sabíamos da fedentina que envolvia as campanhas de Lula e de Dilma.

Menos, evidentemente, o fubânico petista Ceguinho Teimoso.

Este não enxerga nem com a porra!!!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

MARCOS ANDRÉ – RECIFE-PE

Hoje é o dia em que você saca que não mora no Brasil, mas habita um País e um Estado oculto chamado Odebrecht.

Eu pago impostos para a Odebrecht, eu ando no metrô da Odebrecht, votava nos políticos da Odebrecht, tomava cerveja da Odebrecht. Minha luz é da Odebrecht.

Para quem cantou “Brasil, mostra sua cara”, hoje ela apareceu. “Qual o seu negócio, o nome do teu sócio”. É uma construtora.

Pai e filho compraram Presidentes, Governadores, Senadores, Deputados, Prefeitos, Milicianos !!!

Até quando nós *Cidadãos Honestos* vamos aturar isso ?

Em depoimento ao MP o Odebrecht (pai), riu quando questionado !

Que espécie de povo somos nós ?

A culpa pelo Estado e o país estar literalmente *na merda*, não é da Previdência…

Ou nós acordamos e vamos pra rua ou vamos ficar na história por fazermos todos papel de idiotas.

*Pensem… Repassem…*

Cazuza morreu sem saber a resposta que hoje já se sabe:

“Brasil, qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?”

ODEBRECHT!!!!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

COMO SERIA HOJE, DIÓGENES?

Sua história desafia os séculos, caro Diógenes. Vem de um tempo em que você vagava pelas ruas da Grécia na mais completa miséria. Penúria tanta, aliás, que você chegou a ser vendido como escravo. Diz-se até que por não ter casa para morar você vivia em um barril. De seu, apenas um alforje, um bastão e uma tigela. Muito pouco, não é mesmo? Pois saiba que transcorridos tantos séculos, muitos brasileiros continuam a não ter nada, nem ao menos o direito a comer todos os dias.

Mas voltemos a você. Das histórias que cercam a sua vida, ilustre Diógenes, a mais conhecida é aquela em que você, em plena luz do dia, acendia uma lamparina e procurava pelas ruas homens honestos.

Outra história também marcante, é aquela de que certo dia você foi visto pedindo esmola a uma estátua, e ao lhe perguntarem o porquê de tal conduta, você teria dado uma explicação lapidar: “Por dois motivos: primeiro é que ela é cega e não me vê, e segundo é que eu me acostumo a não receber algo de alguém e nem depender de alguém.”

Quatro séculos antes de Cristo, Diógenes, você já lutava contra a mediocridade, a desonestidade, mas o mundo do seu tempo era outro. Vivesse você nos dias atuais, sua lamparina queimaria por completo sem que você encontrasse o tão procurado homem honesto. Pelo menos é o que se pode pensar ao voltar a atenção para Brasília.

A propósito, você viu a lista do ministro Edson Fachin? Tem de tudo! Tem até presidente da República! Presente e passado!

Pensando bem, Diógenes, os ladravazes deveriam ter-se espelhado no seu exemplo da estátua. Ao pedir propina, seriam ignorados por ela – já que estátua não vê nem ouve – e, assim, talvez eles se acostumassem a não receber algo de alguém, principalmente o ilícito.

No mínimo, não estariam às voltas com os rigores da lei!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

FILME DE TERROR

19 abril 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

CÍCERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Caro editor Luiz Berto:

Os estudantes do curso de Direito da Faculdade de Direito do Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7), em Fortaleza, criaram um escudo politicamente incorreto para o time de futebol daquela instituição particular, simbolizando a posição mais nobre do “sexo frágil que não foge à luta” – como diz acertadamente Rita Lee na música “Cor de Rosa Choque”, e deram o nome de “HABEAS PERNAS”!

Segundo o centro acadêmico Agerson Tabosa (CAAT), que organizou o torneio, o “Habeas Pernas, apenas o nome, de forma razoável, pode ser entendido como um trocadilho com a prática futebolística de driblar ou, em outras palavras, passar a bola entre as pernas do adversário”.

O nome e o escudo criados viraram o maior buruçu entre os estudantes tabacudos e abilolados contrários, denunciando o caráter machista das escolhas da equipe, ressaltando que fazem apologia ao assédio e ao abuso sexual de mulheres!

19 abril 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

UM PELEGO DE ALUGUEL

Para qualquer sindicalista, da direção ou da base, que militasse nos anos 70 no movimento operário, a mais forte condenação feita a um adversário era chamá-lo de pelego. Afinal, de acordo com o Dicionário Houaiss, a palavra designa “agente disfarçado do governo que procura agir politicamente nos sindicatos”. O sentido original do termo remete à “pele de carneiro com a lã, colocada sobre os arreios para tornar o assento do cavaleiro mais confortável”. Ou, por extensão, “indivíduo servil e bajulador, capacho, puxa-saco”.

Dificilmente alguém que conhecesse, então, a fama de Luiz Inácio da Silva, o Lula, eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema (hoje do ABC) em 1975 com 92% dos votos e principal líder das greves da categoria na virada dos 70 para os 80 do século 20, o desqualificaria dessa forma. Afinal, foi eleito com o apoio do então presidente Paulo Vidal, fundador do chamado sindicalismo autêntico, contra os pelegos comprometidos com a máquina estatal desde o Estado Novo e seus adversários comunistas, leais à linha moscovita do marxismo-leninismo. Reeleito por força própria em 1978, também com quase a unanimidade de votos, construiu sua biografia alheio à herança populista de Getúlio e com fama de líder operário que não dava trégua ao patronato.

Dá, portanto, para imaginar o espanto nacional ao ver e ouvir, no último fim de semana, de um dos mais poderosos e agora sabidamente corruptos e corruptores burgueses brasileiros, Emílio Odebrecht, “patriarca” da empreiteira herdada do pai, Norberto, para o filho, Marcelo, que a empresa lhe pagou propina sistemática (por isso, corruptora) ao longo dos últimos 37 anos. Com dinheiro furtado da Petrobrás e de outras estatais (daí, corrupta), a construtora contratada para prestar serviços financiou campanhas eleitorais do ex-dirigente sindical nas disputas políticas para presidente da República. Isso após haver conseguido os favores dele na condução de greves da categoria em seu Estado, a Bahia.

À noite, em redes nacionais de televisão, de manhã nas edições dos jornais e ao longo de todo o dia nas emissoras de rádio, o empreiteiro bilionário contou um caso de assustar todos os brasileiros. “Foi uma greve que estava perdurando, com problemas seriíssimos. E eu sei que ele não só me ajudou, como criou uma relação diferenciada com o sindicato na área da Bahia, do petroquímico em particular. Isso, para nós, foi importante, tendo em vista o crescimento do petroquímico e tal. Então, você tem um processo de convívio com ele, quase que institucional. De quando em quando, duas, três, quatro vezes… talvez até em determinados anos mais”, disse Emílio Odebrecht literalmente, sem tugir nem mugir.

Brasileiros de todas as regiões, fés religiosas, idades e convicções políticas têm sido informados “noturna e diuturnamente”, como diria sua discípula favorita e sucessora, Dilma Rousseff, de que para manter o seu Partido dos Trabalhadores (PT) no governo o herói proletário permitira o diabo sob sua gestão. E não apenas para ganhar eleições, mas para ficar no poder. Sob sua égide, a referida senhora e seu vice, Michel Temer, protagonizaram a maior fraude eleitoral da História, que está sob julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E pelo que foi apurado até agora dá para perceber que, nos três mandatos e meio dos petistas, nenhum cofre da República ficou incólume: todos foram esvaziados.

O delegado Romeu Tuma Jr., filho do homônimo ex-diretor do Dops e da Polícia Federal, revelou em seu livro Assassinato de reputações (Topbooks, 2013) que o mais popular líder político da História do País foi informante de seu pai nos movimentos sindicais. Pode até não ser verdade. Só que até agora ninguém desmentiu oficialmente os argumentos usados pelo policial, ex-secretário de Segurança do Ministério da Justiça no primeiro mandato do indigitado.

Os depoimentos dos 78 executivos e ex da Odebrecht, já chamados de delação do fim do mundo e agora também do mundo todo, de vez que abrangem todo o espectro ideológico e político do País, trazem novas informações e documentos que jogam no pântano sua pretensão a ser o brasileiro mais honesto de todos os tempos. E conforme foi revelado agora, constata-se seu papel de “pelego enrustido” (apud Houaiss, dissimulado), eis que sempre atuou a serviço daqueles que publicamente execrava nas assembleias, nos palanques, nos meios de comunicação e nos pronunciamentos oficiais. Emílio contou que a Odebrecht participou da redação do documento mais importante da campanha histórica que levou ao poder pela primeira vez na História do Brasil um operário braçal, ele próprio: a Carta ao Povo Brasileiro.

E não ficou nisso. No livro O que Sei de Lula (Topbooks, 2011), registrei a versão muito comum, disseminada por empresários que conviveram com um dos ideólogos do golpe militar de 1964, o general Golbery do Couto e Silva, de que o metalúrgico teve a carreira apadrinhada por este. Fê-lo para evitar que seu inimigo, Leonel Brizola, encampasse os sindicatos de esquerda na redemocratização. Emílio Odebrecht contou o seguinte: “Eu fui pedir ajuda ao Golbery, conversar essas coisas todas para lhe pedir uma orientação e na conversa vai, conversa vem, vem o negócio de Lula. E ele chegou e fez um negócio que me marcou. ‘Emílio, Lula não tem nada de esquerda’. Foi-lhe, então, perguntado: ‘Nada de esquerda?’ E Emílio explicou: ‘Nada de esquerda. Ele é um bon-vivant. Olha, e é verdade. Ele gosta da vida boa’.” Pois é.

Réu em cinco processos na Justiça e alvo de mais seis petições remetidas pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, a várias varas da primeira instância, Lula já tem problemas de sobra para enfrentar. Só faltava a revelação de que o herói da classe trabalhadora nunca passou de um pelego enrustido, alugado pela corrupta burguesia nacional.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

AMIGO É PRA ESSAS COISAS…

“Nóis” arcando com o combustível mais caro do mundo, e o bonitão aí dando petróleo pra Cuba…

É o que diz Emílio Odebrecht:

19 abril 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

FALTA DE RESPEITO

O Governo Temer em cumplicidade com suas excelências deputados, assessorados por senadores resolveram modificar a proposta de reforma da previdência com flagrante desrespeito pela luta justa e interminável das mulheres pelo direito de serem tratadas da mesma forma que os homens.

Um absurdo o Legislativo e Executivo Brasileiro fecharem os olhos para as reivindicações muito justas das feministas pela igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres.

Tenho certeza que as mulheres mais atuantes, cidadãs conscientes, deputadas e senadoras não vão deixar barato essa afronta de tratarem as mulheres de forma desigual, determinando como idade mínima para aposentadoria os 62 anos, quando para os homens o que vale são 65 anos.

Quero ficar solidário com todas as representantes “legitimas” do sexo feminino e exigir que não se faça essa diferenciação injusta com a sociedade e mais uma vez tratando de forma desigual homens e mulheres.

Afinal de contas somos todos brasileiros e brasileiras.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

19 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NENHUMA EMPREITEIRA SE LEMBRA DE NÓIS…

Emílio Odebrecht declarou que “comprou” a revista Carta Capital, aquela publicação de propriedade de um Italiano que não o Palocci.

A Carta, um sutil trocadilho com o nome do dono, Mino Carta, defendia desinteressada e extremadamente Lula, Dilma e o PT.

Lula, o financiador, com Mino Carta, o financiado, o maior baba-ovo remunerado da imprensa pátria

Em seu depoimento, Emílio Odebrecht também disse que repassou dinheiro para o Estadão, o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil.

Enfim, a defesa da istrêla vermêia foi regiamente remunerada.

Mas minha dúvida é a seguinte: e a revista Veja, quem foi que comprou?

Hein???

Enquanto isto, o JBF continua na miséria total, com o caixa vazio e os cofres cheios de teias de aranha.

E o salário de Chupicleide, secretária da redação, atrasado como sempre…

“Tenham pena d’eu, sinhores empreiteiros: subornem o JBF pelo amor de Deus!”

19 abril 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

PODE VIR QUENTE QUE ESTOU FERVENDO

Agora que, passada a Páscoa, 2017 está começando, a Lava Jato vem com tudo: as delações premiadas de João Santana e Mônica Moura, os marqueteiros do PT (que conhecem boa parte das manobras da Odebrecht para financiar as campanhas de Lula, Dilma e candidatos presidenciais em países latino-americanos); e o avanço nas negociações para a delação premiada de Antônio Palocci, chefe da Casa Civil de Dilma, ministro da Fazenda de Lula e seu principal contato nos meios financeiros. Dizem que Palocci vai mostrar como bancos e conglomerados financiaram o PT.

Há ainda o depoimento de Léo Pinheiro, que era presidente da OAS na época da reforma do apartamento triplex, no Guarujá, que não é de Lula; da reforma do sítio de Atibaia, aquele que também não é de Lula; e do pagamento da guarda dos presentes que Lula ganhou como presidente, e que segundo o Ministério Público não são de Lula, mas da Presidência.

Por fim, o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. Lula montou duas estratégias: uma política, lotar ônibus com petistas e cercar o local do depoimento; outra, jurídica, de convocar 87 testemunhas, para atrasar o julgamento. Nenhuma deve funcionar: os antipetistas também prometem se reunir em Curitiba. E Sérgio Moro, para coibir a iniciativa de atrasar o julgamento, determinou que Lula esteja presente nos 87 depoimentos. Antecipar sua estada em Curitiba é aquilo que Lula menos deseja.

Avalanche – como lidar 1

Acusa-se o Supremo de lentidão – mas o fato é que lhe deram muitas atribuições sem reforçar sua estrutura. O tribunal que deveria julgar só temas constitucionais chega a cuidar de ladrões de galinhas. E o foro privilegiado agravou a situação: hoje, há 500 processos contra autoridades Para julgá-los, onze ministros. Agora, com a delação da Odebrecht, surgem mais 74 processos. A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, sugeriu a convocação de juízes instrutores para auxiliar os ministros. A medida é autorizada pelo regimento interno do Supremo.

Avalanche – como lidar 2

A ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, decidiu convocar um “grupo de reforço especializado” para dar agilidade aos processos de quem está relacionado à Operação Lava Jato. A assessoria de imprensa do STF diz que a decisão não tem nada a ver com o pedido da OAB. Coincidência.

Onde está o dinheiro…

Esta coluna errou, ao dizer que a Odebrecht gastou um bilhão e tanto em propina. Na verdade, em nove anos de petismo (2006 a 2014), tirou de seus cofres US$ 3,37 bilhões – veja bem, dólares, não reais. Até 2008, a Odebrecht gastava em propinas, agrados, pixulecos, mimos, 0,5% de sua receita anual. A partir daí, o volume aumentou muito. Em 2012, o custo do escândalo já era de 1,7% da receita – e a receita também tinha aumentado, graças ao fermento da propina. Para a Odebrecht, tudo bem: gastava mais, mas faturava muito mais. Para o país, péssimo: a eficiência ficou esquecida. Dava menos trabalho pagar mais pelos equipamentos, material de construção e serviços, e descontar tudo no superfaturamento, do que negociar os preços com seus fornecedores. O preço das obras explodiu.

…o gato comeu

Esta coluna perguntou como a Odebrecht tirava dinheiro de suas contas para subornar autoridades sem que Coaf e Receita Federal sequer suspeitassem da existência de algo errado. Um leitor assíduo desta coluna, conhecedor de finanças, explica: “O dinheiro vem de superfaturamentos. Uma obra é vendida e faturada pelo dobro (com a conivência remunerada de algumas autoridades e a desatenção ou incompetência de outras). Todos os impostos são pagos e, portanto, não há sonegação. O dinheiro aparece no balanço como lucro. Logo, não é caixa 2; mas a Odebrecht não pode, em circunstâncias normais, confessar que superfatura contratos e aditivos. Parte disso é dado como propina, que garante mais superfaturamento”.

OK; mas a dúvida continua válida. Como é que registra as retiradas do caixa, sem que a Receita Federal e autoridades financeiras não percebam?

Mas a vida continua

Aécio talvez não consiga ser candidato, depois da delação da Odebrecht. Serra apanhou menos, mas apanhou. Quem será o candidato do PSDB? Lula, apesar do temporal de acusações, continua bem nas pesquisas (mas com índice recorde de rejeição). E corre o risco real de virar ficha suja até 2018. Se não for Lula, quem será o candidato do PT à Presidência?

Pelo jeito, os candidatos deverão merecer a origem de sua condição (deveriam manter limpíssimas suas togas brancas – “cândidas”, em latim). Gente como Sérgio Moro (já disse que não quer), João Dória (já disse que seu candidato é Alckmin), Joaquim Barbosa (recusou convite do PSB). Ou candidatos exóticos, como Tiririca e Bolsonaro. Quem se habilita?

19 abril 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

19 abril 2017 DEU NO JORNAL

ARROMBOU A TABACA DE XOLINHA!

O juiz federal Sérgio Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas de defesa arroladas pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ação Penal da Lava Jato.

O magistrado afirmou que a presença de Lula será exigida em todos os depoimentos.

* * *

Butou sem vaselina no furico do sabidinho.

Butou até os zovos.

Sem vaselina e com a pajaraca enrolada em arame farpado.

Arroxa, dotô!!!

A banda honesta e decente do Brasil agradece do fundo do coração.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


O ESPELHO CRUEL

Já disse reiteradas vezes, que não sou poeta. Não entendo de poesia nem sei fazer poesia. Vez, por outra, enquanto espero a hora passar – para onde e para que, não sei – faço uns rabiscos sem rima nem sentido.

Vejamos, o que consegui dizer:

O espelho cruel

Um rosto que demonstra cansaço e trabalho

Rugas no rosto são marcas indeléveis
Da passagem dos tempos na vida
Contam dias, contam meses, contam anos
Não escolhem gêneros nem tamanhos.

Rugas no rosto são marcas indeléveis
Da passagem dos tempos na vida
Embranquecem bigodes e sobrancelhas
Derrubam pálpebras, olhos e orelhas.

Rugas no rosto são marcas indeléveis
Da passagem dos tempos na vida
Anunciam Parkinson ou Alzheimer
Juntos, te levam para a coma na cama.

Rugas no rosto são marcas indeléveis
Da passagem dos tempos na vida
Não existe oração ou magia negra
Que te faça exceção da regra.

As mãos e seus calos

 Mãos e calos que não aprenderam roubar

Olho para minhas mãos,
Grossas de calos e de trabalho.
Sinto o pulsar do coração,
E até escuto o correr do sangue
Pelas artérias que parecem pétalas
Renovadas pelo amor pulsante.

Olho para minhas mãos,
Grossas de calos e de trabalho.
Mãos que cavaram os chãos da vida
E alimentaram o pulsar do coração
Envelhecido pelos dias amargos
Entremeados nas escolhas bifurcadas.

Olho para minhas mãos,
Grossas de calos e de trabalho.
Calosas, enrugadas, traumatizadas
Pela dignidade do fazer e do servir.
Preparadas para um dia colher
O que os calos ajudaram a semear.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

MARCELO CORRALES – GOVERNADOR VALADARES-MG

Caro Berto,

Estou enviando para o melhor blog do Brasil um apelo que recebi ontem.

Peço que você encaminhe para o Ceguinho Teimoso.

Será muito útil para ele. 

Parabéns pelo sucesso.

Abraços,

PS: Acabei de votar na enquete fubânica.

* * *

AMIGO PETISTA DE RAIZ, A HORA É ESSA

Nós, seres humanos normais, sabemos que durante anos você vem se remoendo por ter se metido nessa enrascada. Você tem nosso respeito. Lutou a boa briga.

Quantas camisetas vermelhas, broches de estrelinha, adesivos e bandeirinhas você comprou!

Quantas cervejas você consumiu na mesa do bar do Gemini cooptando companheiros para acreditar nas propostas sociais, para lutar contra a burguesia, para meter o pau na Rede Globo e na Veja!

Aquela assinatura da Carta Capital no capacho da porta, mostrando para os vizinhos quem você é.

Os posters do Chê, do Fidel e do Chávez.

Aí veio a traição. O Mensalão, a Petrobras, as evidências de incompetência, de corrupção.

Você não tinha como voltar atrás. Estava por demais comprometido com sua ideologia. Estava na fase da negação, dando o dinheiro do almoço para ajudar o Zé Dirceu.

Você tem seu mérito. É fiel na vitória ou na derrota. Um PaTriota.

Vieram as pedaladas.

A gente sabe como você lutou para encontrar argumentos. As horas de google atrás de atos semelhantes nos governos de todos os outros partidos.

As músicas do Chico, os textos do Gregório, as gargalhadas com a Socialista Morena eram seu alívio.

E assim você deu murro em ponta de faca até que o sangue vermelho PT de suas mãos escorresse sobre suas amizades mais voláteis.

Quantos companheiros foram embora, mas você, firme, insistiu.

Amigo, essa é a hora.

A delação da Família Odebrecht era tudo que você precisava.

Uma porta de saída. Uma alternativa para voltar ao mundo real com a cabeça em pé.

Não perca essa chance, porque pode ser a última.

Grite que está decepcionado. Que não pode aceitar que seu líder tenha cedido ao vil Capital.

Prometo que nós, o resto do mundo, vamos acreditar quando você disser que SÓ ESSA foi a traição do Lula e do PT e que todo o passado valeu a pena.

Vai filho. O Paulo Henrique Amorim já foi.

Agora só falta você.

R. Tudo bem, caro leitor.

Conforme você solicitou, já encaminhei sua cartinha pro fubânico petista Ceguinho Teimoso.

Todavia, eu acho que isto não vai fazer o menor efeito.

Não vai curar nosso querido amigo desta terrível doença. O nome dele já diz tudo: teimoso. E, desconfio eu, incurável.

Ceguinho é daquele tipo de petista que olha pra água e diz que é areia. como na charge abaixo.

Nem os fantásticos e arrasadores depoimento de Marcelo e Emílio Odebrecht ele vai levar em conta. Aliás, nem mesmo comentário sobre o assunto ele fez até agora aqui no JBF.

E se vier a fazer, pode ter certeza que é pra dizer que os dois só falaram mentiras.

19 abril 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


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