31 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

31 maio 2017 DEU NO JORNAL

FALA, LÍNGUA PRESA!

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci negocia com a Procuradoria-Geral da República um acordo de delação premiada em que promete focar seus depoimentos em banqueiros, empresários e no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em troca, pede para sua pena ser cumprida em um ano de prisão domiciliar.

As informações são da edição desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo.

* * *

Se Palocci contar mesmo tudo o que sabe sobre a ladroagem lulaica, a Editoria do JBF já oferece de antemão um belo domicílio pra ele cumprir sua pena.

O caixa desta gazeta escrota não tem dinheiro pra pagar o salário de Chupicleide, secretária da redação, mas pra estimular Palocci a dar com a língua presa nos dentes, eu arranjo dinheiro na hora com um patrocínio da JBS.

E compro pra ele um belo triplex no Guarujá, pra cumprir sua pena se rindo-se dos contribuintes que nadam lá embaixo.

Fala, Palocci!!!

“Chefe, com essa oferta do JBF, eu acho que vou botar sem pena no teu furico..”

31 maio 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

FRANCISCO CANINDÉ – NATAL-RN

Berto,

veja aí a fuleiragem que tá rolando lá pros lados de Caicó.

R. Danô-se!

Que fuleiragem da porra este cabra aprontou aí em Caicó.

Vôte!

Esta versão bostífera de Galopeira tá arretada! Merece ser gravada e apresentada no Programa do Faustão, que só bota música merda no ar. Ou, melhor dizendo, músicas que tenham merda na letra.

Agora, veja só: esta música a Galopeira, composta pelo paraguaio Mauricio Cardozo Ocampo com versão em português de Pedro Bento, é a música preferida do meu querido cunhado Macedo, casado com minha querida irmã Lúcia, residentes em Brasília.

Toda vez que Macedo toma uma bicada, ele inventa de cantar esta música.

Vou mostrar pra ele esta presepada do cachacista que está no vídeo que você nos mandou pra saber o que é que meu cunhado acha desta versão inusitada.

E, pra fechar a postagem, vamos ouvir a música Galopeira com Donizeti, que ficou famoso ainda quando era criança cantando esta composição.

Donizeti adulto e Donizeti criança cantando Galopeira:

31 maio 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

A REPÚBLICA DOS COMPADRES

Chicanas e negaças não impedem o mau cheiro das manobras da máfia que ainda nos governa

Em nossa capital dos convescotes, onde os três Poderes da República confraternizam nos fins de semana e passam os dias úteis conspirando para salvar a própria pele e esfolar a Nação, a máfia dos compadritos – malfeitores portenhos na ficção genial de Jorge Luis Borges – se esfalfa para não ser extinta.

No Poder Legislativo, bocas malditas dão conta à boca pequena de que se conspira para dar de mão beijada aos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (por que não Fernando Collor?) indulgência perpétua para manter Michel Temer solto, caso seja defenestrado, como o major boliviano Gualberto Villarroel – este foi atirado pela janela do Palacio Quemado e linchado pela malta enfurecida, em 21 de julho de 1946. Ninguém espera que Temer seja atirado vidraça afora do Palácio do Planalto, tendo a palavra defenestrado sido usada apenas como um reforço de linguagem, uma metáfora do desejo da quase totalidade da população brasileira, que o prefere sem poder. Mas que saia inteiro, como a rainha da sofrência Roberta Miranda se dirige ao ex-amor no sucesso Vá com Deus. Embora seja mais difícil querer que ele saia íntegro desde a explosão sobre a faixa presidencial da bomba H da delação de Joesley Batista, o marchante de Anápolis que virou tranchã do próspero negócio da proteína animal no mundo.

Passadas duas semanas das revelações do delator premiado, Temer não contestou nenhuma das acusações que lhe faz, com base na delação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no pedido de abertura de inquérito encaminhado ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin: corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da investigação. Em vez disso, contratou o perito Ricardo Molina para acusar a gravação da conversa nada republicana de delator com delatado de má qualidade e de prova de incompetência e ingenuidade dos procuradores que a negociaram. OK. E daí?

O Palácio do Planalto já desmentiu o procurador-geral. Mas juntamente com o desmentido foi dada a prova mais evidente – para qualquer cidadão com quociente de inteligência superior a 50 – de culpa do chefe do governo ao introduzir o roque do xadrez na gestão pública. Insatisfeito com a “timidez” de seu ministro da Justiça na direção da Polícia Federal (PF), ele demitiu o deputado Osmar Serraglio (PMDB) e o substituiu pelo jurista Torquato Jardim, cuja opinião depende tanto do interesse do patrão quanto a do atrapalhado legista. Renan Truffi revelou neste jornal que, em texto escrito em julho de 2015, ele escreveu que, “desconstituído o diploma da presidente Dilma, cassado estará o do vice Michel”.

Como se sabe, em maio de 2016, dez meses depois, o vice Michel era presidente e, no mês seguinte, o renomado causídico assumiu a pasta da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União. Desde então, tornou-se um devoto discípulo do “Velho Capitão” Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, cujo engenho, mesclado à flexibilidade ética que praticava, produziu a pérola que pode servir de lema para o brasão do mais ilustre membro do clã Jardim: “A coerência é a virtude dos imbecis”. É ou não é?

Segundo relato de Felipe Luchete, do site de notícias jurídicas Conjur, o ministro criticou, em 21 de fevereiro passado, procedimentos da Operação Lava Jato: Jardim “listou problemas como as longas prisões provisórias, com duração de até 30 meses, e condenações sem provas, já reconhecidas pela Justiça. Ao comentar a operação, ele afirmou ainda que vazamentos seletivos geram ‘nulidade absoluta’ de processos”. O jornal Diário do Povo do Piauí publicou no dia de sua posse no Ministério de Temer sua profecia de que a Lava Jato teria destino igual ao das operações anteriores da Polícia Federal, caso da Castelo de Areia, sepultada no STF. Bidu!

Fiel ao brocardo de Chatô professado pelo chefe, sua assessoria tentou negar os fatos acima revelados, contrários à opinião da maioria da população, em nota ao Fantástico, que os noticiara. Mas isso não quer dizer que a troca de Osmar Serraglio por ele difira da substituição, feita por Dilma, do advogado José Eduardo Martins Cardozo pelo procurador Eugênio Aragão, alcunhado de “Arengão” por seu chefe, ex-amigo e agora desafeto, Janot.

Mais pernóstica do que a missão que ele nega, contudo, é a tentativa de transferir o antecessor para a pasta que antes o incoerente ocupava. O boquirroto Serraglio se jactava para quem se dispusesse a dar-lhe um minuto de atenção de que não era “pato manco” no governo Temer. E todos sabemos que isso se deve ao fato de sua permanência na pasta garantir o salvo-conduto para o suplente Rodrigo da Rocha Loures continuar no lado bom do dilema “ou foro ou Moro”, mantendo o foro privilegiado na cadeira para a qual o ex-futuro ministro da Transparência foi eleito.

O episódio encerrado com a recusa de Serraglio de ocupar o novo cargo cancela os significados de transparência, fiscalização, controle, justiça e outras já explidas da gestão pública e da política do País: ética, decoro, vergonha… Mas essa consequência é menor do que o motivo real do frustrado “movimento combinado do rei e de uma das torres, que se desloca para uma posição mais atuante para dar mais segurança ao rei”, como o Dicionário Houaiss define o roque, aquela jogada de xadrez acima citada.

Assim como a tentativa de desqualificar o depoimento do marchante delinquente por causa de seus crimes pregressos ou da má qualidade da gravação que ele fez nos porões do palácio, o odor infecto da matéria orgânica à tona de 17 de maio para cá já ficou insuportável. E exige mais atenção às manobras com que os compadritos da política tentam manter seus privilégios no status quo. Desfaçatez, chicanas e negaças não perfumam o ar apodrecido das catacumbas da máfia multipartidária que nos governa.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
FUMO NA CARNIÇA

Hoje trinta e um de maio
É o dia mundial
Sem tabaco instituído
Pois o tabaco faz mal
O povo disso é ciente
Mas no Brasil do presente
O fumo já é viral.

Diante da roubalheira
Que aflige essa nação
O país contaminado
Virou antro de ladrão
E nossa gente sem rumo
É quem mais entra no fumo
No palco da corrução.

Tudo isso se agravou
No estouro do mensalão
Pra ficar mais complicado
Explodiu o petrolão
Desbaratando os bandos
Políticos nos comandos
Degradando essa nação.

As brigas no senado
Mostram falta de respeito
Do político anarquista
Pelo nosso povo eleito
Incendiando a nação
Insuflando a multidão
E querendo ter direito.

É o lixo e o monturo
É o sujo e o mal lavado
Um acusando o outro
Cada qual mais descarado
Só espero que a justiça
Bote em cana essa carniça
Que empesteou a nação.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

31 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O INSTITUTO DATA BESTA ESTÁ NAS RUAS

Caros leitores, uma nova Enquete Fubânica está no ar.

Veja aí do lado direito do JBF.

Não negue fogo: vá lá e cumpra o seu dever cívico, dando a sua piruada.

Queremos saber a sua opinião.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

31 maio 2017 JOSIAS DE SOUZA

TUCANO PERDE O DISCURSO E O SENSO DE RIDÍCULO

A reação do tucanato à crise que engolfa Michel Temer transformou o ninho em motivo de piada. Uma das principais lideranças governistas no Congresso diverte deputados e senadores traçando uma analogia entre os tucanos e um português de anedota. Sorriso nos lábios, o apologista da administração Temer conta assim a piada luso-tucana:

“Os bombeiros entraram num prédio incendiado, para verificar os destroços. Encontraram um português morto. Estava de cabeça para baixo, com o dedo indicador apontando para um dos cantos do cômodo. Ao lado da vítima, um extintor e uma placa com a seguinte instrução: ‘Em caso de incêndio, vire para baixo e aponte para a chama’. Atordoado com as labaredas que consomem a gestão Temer, o PSDB imita o português. O partido já virou de ponta-cabeça. Só falta decidir para que lado vai apontar o bico.”

Desde que explodiu a delação do Grupo JBS, de Joesley Batista, a cúpula do PSDB ensaia um rompimento com o governo. Viria depois das explicações de Temer. Foi adiado para depois da decisão do STF sobre a integridade do áudio com a voz do presidente. Foi protelado para depois da decisão do TSE sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer…

Na noite desta segunda-feira, os grão-tucanos Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati reuniram-se com Michel Temer e o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) num hotel de luxo em São Paulo. “Foi uma conversa boa e proveitosa. Conversa boa e capaz de nos garantir, a eles e a nós, que as reformas passarão”, disse Moreira Franco. Falou-se sobre “caminhos para o futuro”.

O encontro irritou parte da bancada do PSDB na Câmara.

Os deputados tucanos estavam a ponto de explodir na semana passada. Foram contidos pelo senador Tasso Jereissati (CE), que assumiu a presidência da legenda depois que Aécio Neves foi fisgado pelo autogrampo do delator Joesley. Dias depois de pedir calma aos deputados, Tasso abusou da paciência dos correligionários ao tomar parte do conciliábulo paulista. “Além de não romper, estamos fazendo novos acordos com Temer”, queixou-se um deputado tucano.

A bancada do PSDB na Câmara voltou a ferver. E o tucanato flerta com a divisão interna. Depois de escalar o muro, seu habitat natural, os tucanos correm o risco de descer de lados diferentes.

Paradoxalmente, o PSDB frequenta a crise como autor das ações que podem levar à cassação de Temer e como principal fiador do governo do primeiro presidente da história a ser investigado no cargo pelos crimes de corrupção, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa.

Temer tira proveito do desentendimento do PSDB consigo mesmo e com o DEM, para esticar um governo em estado terminal. Com Temer no Planalto, o tucanato é força auxiliar do PMDB. Sem ele, pode virar coadjuvante do DEM, pois o ‘demo’ Rodrigo Maia, presidente da Câmara é, no momento, o favorito numa eventual eleição indireta para a escolha do substituto de Temer.

Num dos trechos da gravação que registra a conversa desqualificada que manteve com o dono da JBS, o senador Aécio Neves disse que o PSDB representou no TSE contra a chapa Dilma-Temer apenas para “encher o saco do PT.” Dilma foi enviada mais cedo para casa. E Aécio, depois de se tornar o fiador da aliança do PSDB com Temer, apodrece junto com o aliado em praça pública.

Com suas principais lideranças tisnadas pela Lava Jato – além de Aécio, ardem no caldeirão Geraldo Alckmin e José Serra – o PSDB perdeu a hora do rompimento com Temer e o discurso da moralidade. A distância entre as ameaças de desembarque e sua concretização impõe à situação uma certa ponderabilidade cômica. De ponta-cabeça, o tucanato não sabe em que direção deve apontar. Perdeu o rumo e o senso de ridículo.

* * *

31 maio 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

31 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A CANDIDATURA ESTÁ FIRME E FORTE

Numa postagem feita ontem, informei ao distinto público a minha candidatura à Presidência da República.

E esta candidatura imediatamente ganhou o apoio de inúmeros fubânicos, leitores e colunistas, e eu fiquei ancho que só a porra. Confiram lá na postagem.

A grande poeta Dalinha Catunda chegou a fazer um verso.

Vejam que lindo:

A faixa lhe caiu bem
Meu consagrado editor
Fazendo o que prometeu
Não vai faltar eleitor
E pode ficar ciente
Pois será o presidente
O nosso maior gestor.

Agradeço do fundo do coração o apoio de todos vocês.

E quero informar que irei tomar posse e receber a faixa presidencial não com o tradicional terno, de paletó e gravata.

Irei vestido com meu uniforme de catimbozeiro, devidamente paramentado de Pai Papa-Cu, que é como sou conhecido nos terreiros aqui do Recife e lá de Palmares.

E tenham certeza que vai ter um biquinho de peito em estatais e órgãos públicos pra cada um dos meus queridos leitores mamar enquanto durar o meu mandato.

Já tem até uma comissão se mobilizando pra fundar o Instituto Berto, a fim de sistematizar as mentiras e lorotas que irei inventar sobre a minha administração.

Aguardem.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

COERÊNCIA É ISSO

A versão ministerial de Torquato Jardim debocha do Torquato Jardim modelo 2015

“Desconstituído o diploma da presidente Dilma, cassado estará o do vice Michel, visto que a eleição é mera decorrência da eleição do titular”.

Torquato Jardim, num artigo publicado em julho de 2015 no site de seu escritório de advocacia.

“Nunca vi tantos especialistas em TSE, e sem entender nada“.

Torquato Jardim, na sexta-feira passada, ao saber que seria ministro da Justiça, informando que considera “inevitável” um pedido de vista que adie a impugnação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

31 maio 2017 JOSELITO MÜLLER

GENTILI CONTRAI DOENÇA VENÉREA

O humorista Danilo Genitália Gentili entristeceu seus fãs na tarde de hoje ao anunciar no Twitter que suspeita que contraiu doença venérea ao passar em suas partes pudendas uma notificação remetida pela deputada Maria do Rosário.

Gentili, que ironizou o que chamou de “tentativa de censura”, aparece num vídeo rasgando o documento e colocando os pedaços dentro de sua cueca.

“ANTES DE GRAVAR O VÍDEO PENSEI ATÉ ME PEDIR UMA CUECA EMPRESTADA AO JOSÉ GUIMARÃES, QUE TEM AS MANHAS PARA CARREGAS DÓLARES NAS ROUPAS DE BAIXO, MAS ACABEI DECIDINDO USAR UM SIMPLES CUECÃO DE COURO, JÁ QUE ISSO, PENSAVA EU, NÃO INTERFERIRIA NO RESULTADO”, FALOU O HUMORISTA.

Ocorre que o que começou como uma inocente piada, acabou virando caso de saúde pública.

Gentili revelou com exclusividade à nossa reportagem que, horas após gravar o vídeo, sentiu uma “agonia” no ovo, que descia até a beirada do “olho de Tandera”, o que o levou a procurar um médico.

O referido profissional da saúde não revelou detalhes do diagnóstico, mas ficou calado ao ser questionado por nossa equipe se o apresentador havia contraído gonorreia, ou qualquer desgraça do gênero, em razão de seu ato inconsequente.

Como quem cala consente, interpretamos o silêncio do médico como uma resposta positiva.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

A MESMA ESTÓRIA

Um samba de Cartola e Elton Medeiros. Gravado por Cartola no final da década de 70.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

31 maio 2017 JORGE OLIVEIRA

IRMÃOS BATISTA NO PAÍS DO MACUNAÍMA

Os irmãos Batista – Joesley, José e Wesley – deitaram na sopa no governo Lula. Além dos 8,1 bilhões de reais que embolsaram do BNDES, eles também espalharam seus tentáculos para outros setores importantes do país. Depois de arrastar o Temer para o buraco negro da corrupção, os Batista meteram as patas dentro do STF. Veja que coisa desagradável: o ministro Gilmar Mendes, da principal Corte do Brasil (sempre ele, gente!), fez reuniões com o Joesley. Discutiram, em encontro reservado, a contribuição do Funrural que os irmãos não queriam pagar, causa que o STF estava julgando à época.

Os Batista lembram o bilionário Eike, aquele que esteve preso no presídio de Bangu. Descobriu-se que ele enriqueceu usando os mesmos expedientes dos goianos. Corrompia os petistas que facilitavam empréstimos nos bancos estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o BNDES, Casas da Mãe Joana no governo da dupla Lula/Dilma. Ou seja: os caras ficaram bilionários da noite para o dia as custas do suor do trabalhador brasileiro. E pensar que ainda existem lunáticos que vão às ruas pela volta dos gângsteres petistas, aí é de lascar.

Depois de rico, os Batistas planejaram sonegar impostos. Queriam deixar de pagar o Funrural, mantido com a contribuição de produtores rurais à previdência. É muito cara de pau desses caras, não acha?

Para por o plano em prática procuraram Gilmar Mendes, cuja família vende bois para os frigoríficos dos irmãos. Mendes nega de pés juntos qualquer insinuação na conversa para ajudá-los a burlar às leis. Disse que o encontro foi republicano. Até votou contra o interesse deles no julgamento do Funrural, disse. Mas tudo isso é muito esquisito. E a pergunta que todo brasileiro hoje faz é: por que esse encontro não foi oficializado, numa audiência pública, dentro do próprio STF? Será que o ministro não tinha receio de ser gravado, como aconteceu com o Temer?

Na verdade, nunca passou pela cabeça de ninguém que um dia os Batista virassem delatores. Tanto é assim que o ministro Edson Fachin pediu ajuda do lobista da empresa dos irmãos Batista para chegar ao STF. Ricardo Saud, o homem da mala da JBS, percorreu os gabinetes do Congresso Nacional para convencer os senadores da capacidade jurídica do ministro, hoje o comandante da Lava Jato. Vangloriava-se de ter a maior bancada de deputados e senadores no Congresso, todos vivendo a soldo da JBS. Montou, inclusive, uma rede na internet para divulgar as qualidades do pretendente ao cargo. Fachin, que já havia feito discurso defendendo a Dilma, finalmente chegou à Corte pelas mãos dela.

Como não existe jantar de graça, como dizem os lobistas em Brasília, eis que os irmãos Batista caem na rede do crime. Principal distribuidor de propinas para políticos, Joesley fez um acordo com o Ministério Público para se livrar da cadeia (e que acordo, hein!). Para manter a fortuna e receber salvo conduto para sair do país, ele resolve abrir o bico e detona todo mundo. Faz uma gravação – que não passou pelos peritos da Polícia Federal para atestar se foi adulterada ou não – e leva aos procuradores. Depõe sem o menor constrangimento, como se estivesse fazendo uma entrevista de emprego tal a cordialidade do interrogatório. Seleciona o que quer dizer e a quem quer acusar, e se manda para o exterior para gozar dos benefícios no império que construiu com o dinheiro de todos os brasileiros.

A parte curiosa de tudo isso é que enquanto Marcelo Odebrecht e outros empresários que cometeram crimes idênticos aos dos Batista mofam na cadeia, os irmãos Batista vivem no paraíso. Que azar dos Odebrecht! Eles até tentaram comprar um ministro do STJ que iria dar um habeas-corpus ao Marcelo e botá-lo no olho da rua. Mas a tramoia não deu certo e ele decidiu fazer a delação para diminuir a pena. O caso dos Batista é diferente. Eles não passaram pelas mãos implacáveis dos procuradores de Curitiba e do juiz Sérgio Moro. Fizeram suas delações para outro grupo, sob o olhar vigilante do Rodrigo Janot, e tiveram suas declarações homologadas por Fachin, o protegido deles para chegar ao STF.

Vale a pena repetir: no país do Macunaíma, não existe jantar de graça.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

JAIR GUSTAVO RAPOSO – MONTES CLAROS-MG

Senhor Editor,

Leio o JBF todos os dias junto com a minha esposa Sara.

E divulgo muito esta gazeta que não tem nada de escrota.

Peço por favor que divulgue o Prêmio Goleiro Bruno.

Um grande abraços e minhas cordiais saudações para todos os colegas leitores do JBF

31 maio 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

A “PRAIA DE LULA” FICA A 5 MINUTOS DO TRIPLEX NO GUARUJÁ

Lula frequentou o Forte dos Andradas durante e depois de deixar a Presidência. Em 2011, passou 12 dias no local ao lado da família

Lula e Léo Pinheiro conversam na beira da piscina do sítio em Atibaia 

A fotografia que mostra Lula e Léo Pinheiro conversando na beira da piscina do sítio em Atibaia é mais uma prova de que o ex-presidente trata a verdade a socos e pontapés – tanto diante de plateias amestradas quanto durante interrogatórios em tribunais. No depoimento a Sérgio Moro, ele admitiu que teve encontros com o chefão da OAS, mas só em São Bernardo e no Instituto Lula. Foi desmoralizado pela imagem armazenada no computador de Paulo Gordilho, ex-diretor da empreiteira, que Lula também jura não conhecer.

Nenhuma surpresa. Sem ficar ruborizado, o torturador de fatos incômodos continua garantindo que não é o dono do sítio visitado por integrantes de seu esquema de segurança, entre 2012 e 2016, nada menos que 111 vezes. Bom de bico e ruim de álibi, não conseguiu explicar até agora nem as viagens a Atibaia nem os motivos que levaram a Odebrecht e a OAS a investirem uma bolada e tanto na reforma de uma propriedade rural que, segundo a papelada suspeitíssima providenciada pelo amigo Roberto Teixeira, pertence a um amigo de um filho do verdadeiro proprietário.

“Não é assunto para discutir agora”, desconversou o depoente em Curitiba. Ele também gostaria de deixar para depois o caso do triplex no Guarujá – outra maracutaia que até um detetive estagiário saberia desvendar em poucas horas. “Era muito pequeno para uma família de cinco filhos e oito netos”, repetiu na conversa fiada que Moro ouviu pacientemente, durante a qual tirou da manga a carta que lhe parecia decisiva: “Percebi que aquele apartamento era praticamente inutilizável por mim, pelo fato de eu ser uma figura pública e só poderia ir naquela praia numa segunda-feira ou numa quarta-feira de cinzas”.

O argumento faria sentido se Lula tivesse imaginado algum dia frequentar a praia em frente do triplex. Ele pretendia continuar desfrutando das areias do Forte dos Andradas, uma propriedade do Exército situada a menos de 5 minutos de carro do Edifício Solaris. Lula virou freguês do lugar quando estava no Planalto, e continuou aparecendo por lá depois de deixar a Presidência. Em 2011, por exemplo, a convite do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ele, Marisa Letícia, filhos, noras e netos passaram mais de 12 dias no local, com todas as despesas pagas pelo dinheiro dos impostos. Uma reportagem do jornal O Globo revelou que o forte fora reformado para aumentar o nível de conforto do visitante em sua terceira temporada no lugar.

A curta distância entre o triplex e a praia preferida de Lula é mais uma coincidência? Confrontado com a pergunta, o réu que de tudo sabe dirá novamente que nunca soube de nada.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

BELEZA E POESIA

Comentário sobre a postagem NÃO HÁ HERÓIS NESSA FARSA DE HORROR

Alvaro:

“Como sou um amante das palavras e do interessante jogo de sons e significados que se pode fazer com elas, adorei um trecho da prosa do Mestre Nêumanne quando diz que Toffoli “serviu de forma servil” ao PT quando já era Ministro do STF.

Que belezura!

Que poesia!”

* * *

31 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

PALAVRÕES AO VENTO

Quem achava que Osmar Serraglio, como ministro da Justiça, não passava de uma nulidade, equivocou-se: passava, sim. Comprovou que, também em questão de caráter, tinha plenas condições de equiparar-se a outros ministros de Temer e Dilma. Seu desempenho na Justiça só não conseguiu reprovação unânime porque foi elogiado por Roberto Requião – ou seja, era pior ainda. E terminou o serviço abandonando Temer, com quem tinha tramado a estratégia para manter o mandato de seu suplente, Rocha Loures, evitando que caísse nas mãos de Sérgio Moro. Gente fina.

Serraglio virou ministro para que Loures (aquele da mala de dinheiro), assumisse sua cadeira de deputado, com foro privilegiado. Talvez Temer achasse que, se até José Eduardo Cardozo foi ministro da Justiça, por que não Serraglio? Temer logo viu o engano. Então resolveu levar Torquato Jardim, bem avaliado, bem relacionado, para a Justiça. E, para garantir o foro de Loures, Serraglio continuaria ministro, agora na Transparência.

Serraglio concordou, deixou que o Governo anunciasse a troca, e recuou, pondo Loures na linha de tiro dos juízes da primeira instância. Aécio Neves, hoje aliado de Temer, definiu-o com palavrões diversos (tranquilize-se: esta coluna é de família, não irá transcrevê-los). Serraglio bem poderia ter assumido: em Brasília, Ministério da Transparência não pode fazer nada. E o ministro seria tão transparente que ninguém o veria.

Perdas, não: ganhos

Com a desistência de Serraglio, Temer nada perdeu: o ministro do STF Édson Fachin decidiu manter o processo de Loures unido ao dele. Temer tem foro privilegiado e Loures fica junto. Só perdeu outra preocupação: um afilhado político de Serraglio, Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, está no alvo da Operação Carne Fraca. Dizem que está disposto a uma delação premiada, atingindo Serraglio. Seria muito ruim para Temer ter outro ministro sob suspeita.

Palavras ao vento

Desde a delação premiada de Joesley Batista, surgiram grandes frases. Quem acompanha a vida de alguns políticos as achará ainda melhores.

Joesley: “Eu dava essa grana toda, mas ficava muito constrangido“.

Renan Calheiros: “Se falar de propina comigo, mando prender“.

Rocha Loures: “Eu não sabia o que tinha na mala”.

Lula: “O PT pode ensinar a combater a corrupção”.

Dilma: “Olha o que eles fizeram com o Brasil

Aécio Neves: “Lamento minha ingenuidade”.

Escuta seu lamento

Quando governador de Minas, Tancredo Neves, avô de Aécio, deu longa entrevista a este repórter. No final, perguntei-lhe qual o melhor telefone para esclarecer alguma dúvida. Tancredo disse que não falava ao telefone.

Por que? “Eu fui ministro da Justiça e sei como são essas coisas”.

Tancredo foi ministro da Justiça até agosto de 1954 – há quase 63 anos. Não havia celulares que gravam e fotografam. Mas ele sabia como eram essas coisas. Seu neto Aécio, hoje, quando gravações e interceptações progrediram um pouco, fala tudo ao telefone. Pelo jeito, herdou do avô aquele belo apartamento no Rio, alguns imóveis e o sobrenome. Só.

Tem motivos para lamentar-se.

As diferenças

Mais uma frase, desta vez do jurista Ives Gandra Martins, sobre o comportamento da Ordem dos Advogados do Brasil:

“A OAB levou dez meses, depois do meu parecer, para pedir o impeachment de Dilma, e 24 horas com uma fita com trechos individuais nos pontos comprometedores, para pedir o impeachment de Michel Temer, no momento em que o Brasil começava a sair do caos petista”.

Ajuste governamental

O novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, em entrevista ao Correio Braziliense, já se mostrou mais adequado ao cargo e ao Governo Temer do que seus antecessores. Tem, por exemplo, uma versão mais palatável do soturno encontro nos porões do Palácio do Jaburu entre o presidente da República e Joesley Batista, que vinha gravá-lo para enriquecer sua delação premiada. Afinal, por que Temer permitiu conversas tão inconvenientes e tolerou, sem reagir, confissões de crimes que o interlocutor lhe narrava?

“O presidente é parlamentar faz 24 anos”, disse Jardim, “e tem a conduta de informalidade própria de quem é do Congresso. Ele tem uma descontração ao encontrar as pessoas, doadores de campanha, empresários… Nesse âmbito é que eu compreendo ele ter recebido o empresário.” Explicar, no caso, é melhor do que negar, ou, como Aécio, lamentar a própria ingenuidade. Acreditar na explicação é outra tarefa.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

31 maio 2017 DEU NO JORNAL

É PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA!!!

* * *

O Instituto Lula acabou de soltar uma nota esculhambando com Temer e com FHC.

Segundo as sensatas palavras do órgão, esta catástrofe de termos 14 milhões de desempregados foi gerada pelos tucanos e pelos ratos pmdebistas.

A nota do Instituto se baseia nos números e estatísticas rotineiramente divulgados pelo fubânico petista Ceguinho Teimoso.

A nota diz também que quando Lula voltar à presidência, em 2018, ele vai, mais uma vez, acabar com a fome, com a pobreza, com a violência, com o desemprego e, sobretudo, acabar com a corrupção.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


ARREDE O PÉ SEU MALUVIDO

Não faz muito tempo dei uma lida em várias postagens feitas pelos colunistas Jessier Quirino, Xico Bizerra, Aristeu Bezerra, Walter Jorge e Zelito Nunes – a intenção era reaprender e me inteirar com o palavreado e o extenso vocabulário nordestino. O computador, em algumas situações nos inclui socialmente, mas, em outras oportunidades, nos exclui. Nos tira do mundo real.

Li e reli. Juntei tudo e percebi que, na maioria das vezes, o que se fala nem precisa tanta explicação dos especialistas na linguagem regional. É claro que, se você chega num local para participar de uma reunião ou assembleia de sócios, e pede a “ata”, você jamais estará pretendendo se referir à “ata”, fruto que, no nordeste tem esse nome e em outras regiões tem o nome de “fruta do conde”.

Da mesma forma, se você chega ao mercado que vende carnes, aves, frutas e legumes e pergunta ao comerciante pela “ata”, jamais ele vai abrir a gaveta e tirar o livro com o registro de fatos da última reunião. Quero dizer, quase tudo tem estreita relação com o ambiente.

Manga, abacaxi, farofeiro (o sujeito que faz a farofa de farinha e o sujeito metido a valentão), e tantas outras palavras que existem no nosso diário de comunicação. E, não dá para falar num assunto como esse sem lembrar uma das figuras centrais dessa matéria na cultura brasileira: Luís da Câmara Cascudo.

Luís da Câmara Cascudo, nasceu em Natal, a 30 de dezembro de 1898, e faleceu em Natal, a 30 de julho de 1986. Foi um historiador, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro. Câmara Cascudo passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), cujo Instituto de Antropologia leva seu nome. Pesquisador das manifestações culturais brasileiras, deixou uma extensa obra, inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Entre seus muitos títulos destacam-se: Alma patrícia (1921), obra de estreia, e Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971), foram editadas postumamente. Cascudo quase chegou a ser demitido de sua posição como professor por estudar figuras folclóricas como o lobisomem. Começou o trabalho como jornalista aos 19 anos em “A Imprensa”, de propriedade de seu pai, e depois passou pelo “A República” e o “Diário de Natal” – nos anos 1960 já havia publicado quase 2.000 textos. (Transcrito do Wikipédia)

São muito nossas, nordestinas, as expressões que, pronunciadas à quem não tem intimidades com o linguajar, provavelmente não significam nada. Exemplo: “mijar fora do caco”.

Para os “habituês”, mijar fora do caco significará, sempre, “dar uma mancada”, ou ainda, “se intrometer aonde não é chamado”. Mas, há lugares que pretendem dar o mesmo sentido à expressão, dizendo: “mijar fora do penico”.

Assim, hoje escolhemos uma palavra igual na grafia, mas, com sentido completamente diferente: carrapato.

Carrapato – verdadeira peste para alguns animais

Carrapato – Um carrapato ou carraça é um artrópode da ordem dos ácaros, classificado nas famílias Ixodidae ou Argasidae. São ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças. Registros fósseis sugerem sua existência há pelo menos 90 milhões de anos, com mais de 800 tipos.

Entre esses mais de 800 tipos desse bichinho aí, os nordestinos que gostam de se relacionar com mulheres – e que já fizeram muito isso com “profissionais do sexo” nos baixos meretrícios – não esquecerão, jamais, o “chato”. O “chato” é uma espécie de carrapato transmitido através da relação sexual. É tão incômodo que, popularmente, recebeu o nome de “chato”. Inicialmente se instala e se reproduz nos pelos pubianos masculinos e femininos. Em estágio avançado “viaja” pelos demais pelos do corpo.

Provavelmente por isso, mais que pela questão higiênica, tanto o homem quanto a mulher estão aderindo à depilação total. Embora alguns ainda prefiram as “selvas amazônicas tradicionais”, tem muita gente aderindo ao “careca total” tanto para o pinto quanto para a xereca.

Vários estágios do carrapato (“chato”) em seres humanos

Mamona (carrapato)

A infância foi algo muito bom para todos nós, meninos e meninas. As brincadeiras, o aprendizado e a convivência nos moldaram o corpo e o caráter. Mas, que tinha coisa ruim, isso tinha.

Ser acordado às 5 da madrugada pela mãe, que, com uma colher na mão e um chinelo na outra determinava:

– Abre a boca! Vamos, abre logo!

E ali, ainda zonzo por ter despertado assim “de sopetão” para tomar o pior purgante que já existiu para uma criança, não podia ser considerado algo bom. Óleo de rícino (fico arrepiado até em escrever o nome), cuja matéria prima é a mamona ou, para nós cearenses, o carrapato da carrapateira.

Horrível! Intragável! Vade retro!

Mamona (carrapato) – Ricinus communis L., conhecido popularmente como mamona, mamoneira, carrapateira, carrapato e rícino, é uma planta da família das euforbiáceas, bem como a semente dessa planta. Recebe outras designações, conforme a região: em algumas regiões da África, é abelmeluco; na língua inglesa, é castor bean; na língua espanhola, é ricino, higuerilla, higuereta e tártago.

O seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino. Embora seja usado na medicina popular como purgativo, este óleo possui largo emprego na indústria química devido a uma característica peculiar: possui uma hidroxila (OH) ligada na cadeia de carbono. Não existe outro óleo vegetal produzido comercialmente com esta propriedade. Na mamona também podemos encontrar uma grande presença de THC (do inglês Tetrahydrocanabinol) e o CBD (Canabidiol) o ultimo com menores concentrações. Existem diversos estudos na área, podendo ser uma das maiores descobertas no que se diz respeito as plantas psicotrópicas. Há plantas do gênero Lesquerella que também produzem óleo hidroxilado, mas ainda não são cultivadas comercialmente. Outra importante propriedade do óleo de mamona é ser composto entre 80 e 90 por cento de um único ácido graxo (ácido ricinoleico), o qual lhe confere alta viscosidade e solubilidade em álcool a baixa temperatura. Pode ser utilizado como matéria prima para o biodiesel, mas a quase totalidade do óleo de produzido no mundo tem sido utilizado pela indústria química para produtos de maior valor agregado.

Mamona – também conhecida no Nordeste como “carrapato”

Na semana passada postamos aqui neste mesmo Jornal da Besta Fubana, um texto onde falávamos das antigas brincadeiras (da minha casa, por exemplo) com boizinhos feitos ingenuamente com sementes verdes de mamona (carrapato).

Essa era, entre tantas, mais uma utilidade dessa semente, largamente utilizada na medicina e como biocombustível. De rápido plantio de tempo muito curto entre o nascedouro e a colheita e por ser uma cultura constantemente renovável, além de utilizar espaço pequeno, a mamona está sendo considerada uma das riquezas da agricultura brasileira.

Mamona (carrapato) no casulo, fora dele e transformada em óleo medicinal

31 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

31 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

É ÁGUA QUE SÓ A GÔTA SERENA!

Recife amanheceu debaixo d’água. A chuva tá botando pra torar.

É água até umas horas!

O Rio Capibaribe, que passa aqui por trás do apartamento onde moro, já está com um volume bem mais acentuado do que o normal.

E as previsões é de que São Pedro vai continuar mandando água, pra saudar a chegada do mês de junho, amanhã, quando terá início o ciclo dos festejos juninos.

Êita povo festeiro que só a bixiga lixa!

Enquanto isto, lá no interior do estado, sobretudo na Zona da Mata, o desmantelo continua grande com as chuvas e as cheias.

Só assim minha querida Palmares sai no noticiário nacional: é quando o Rio Una bota pra lascar e invade a cidade todinha, um fato que faz parte da minha vida desde os tempos de menino.

Os principais jornais televisivos de ontem, SBT,  Record, Band e Globo, todos eles se ocuparam do fato, mostrando a mundiça e o povão disputando a tapas as mercadorias que foram jogadas no lixo por um supermercado local.

Aliás, a propósito deste desmantelo provocado pelas chuvas e pelas cheias, transcrevo mensagem que me foi enviada agora há pouco por um leitor fubânico, oficial da reserva do Exército.

É esta aqui:

As Forças Armadas, o Exército Brasileiro em particular, já estão sendo empregadas para auxiliar o povo nordestino e gaúcho que ora enfrenta as consequências de uma enchente.

Não vi a presença de membros da CUT, CGT ou qualquer outra organização sindical.

Também não vi nenhum membro de partido político ou militante contratado para ajudar a população.

Também não vi nenhum discurso de apoio às ações.

E não vi nenhum artista célebre se predispor a fazer um show beneficente. Botar a mão na massa nem pensar.

Enfim nenhum parlamentar vai esbravejar em discurso pelo emprego das Forças Armadas?

As pessoas resgatadas sãs e salvas e as da Esplanada semana passada numa Brasília incendiada sabem a quem prestar continência: ao soldado brasileiro!

Marcos Balbi

31 maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

31 maio 2017 PERCIVAL PUGGINA

AS RUIDOSAS GALERIAS E OS RUINOSOS SUSSURROS DOS PEREGRINOS ENGRAVATADOS

De todos os lados entram nos meus grupos de whatsapp e na caixa de e-mails cópias de um vídeo contendo discurso do deputado federal Pedro Cunha Lima, filho do senador Cassio Cunha Lima e campeão de votos em seu Estado. Praticamente desconhecido fora da Paraíba, com uma fala de poucos minutos virou celebridade nacional.

Com voz calma, sem excessos retóricos, listou obviedades. Fez afirmações que frequentam cada mesa de família, boteco, programa de rádio ou carta de leitor aos jornais. Há tal sintonia entre suas afirmações e o sentimento dos cidadãos de todas as classes sociais, inclinações políticas, níveis intelectuais e faixas etárias, que todos, ao ouvi-lo, se percebem representados. E se põem a repassar o discurso aos seus círculos de relação.

Um representante que representa virou fenômeno! Um deputado de presença discreta na Câmara ganha justa notoriedade em cinco minutos, apenas com afirmações sensatas e verdades incontestáveis, mas raramente condensadas e proferidas por nossos políticos.

O jovem Cunha Lima simplesmente disse:

1. que é preciso reformar a máquina pública;

2. que não se pode fazer ao trabalhador rural exigências das quais se isenta a elite política do país;

3. que não é o povo que tem que obedecer aos políticos, mas os políticos que devem obediência ao povo;

4. que está enganado quem pensa que o povo continuará tolerando isso e que todos se acalmarão com o simples escoar dos dias;

5. que auxílio moradia deve ser para quem não tem casa e auxílio alimentação para quem não tem alimento, jamais para quem recebe bons vencimentos e subsídios;

6. que haver um servidor com a tarefa de ajeitar a cadeira onde cada ministro do STF senta é símbolo de um tempo que passou;

7. que é populista, dissimulada e enganadora a atitude dos deputados contrários à reforma trabalhista que silenciam diante da necessária reforma da máquina pública;

8. que o Congresso deveria parar por 15 dias, se necessário, e tratar dessa reforma, em regime de urgência e votação de urgência;

9. que só então terá o Congresso apoio popular e legitimidade para fazer as demais reformas tão importantes para a vida nacional.

Aí está, esquematicamente, 100% do conteúdo abordado pelo deputado (os poucos minutos do discurso podem ser assistidos no vídeo abaixo). Há algo muito errado num país em que semelhantes obviedades ganham brilho, arrancam aplausos nacionais e “viralizam” nas redes sociais.

É preciso afirmar e voltar a afirmar às lideranças políticas que a nação clama por exemplos que venham de cima. Num país com pretensões de justiça e democracia, nem mesmo em período de abundância (coisa que nunca houve fora do Brasil ficcional e dos discursos demagógicos) se justificam demasias como as que são reservadas a setores muito bem identificados nas instituições do Estado. Menos ainda é possível admiti-las em momentos como este, de grave crise fiscal. No entanto, quando se trata de privilégios, o Congresso Nacional só ouve as ruidosas galerias e os peregrinos engravatados que sussurram nos gabinetes, dizendo-se portadores dos mais legítimos anseios e direitos. Estranha democracia, essa, em que as minorias comandam o show e se sobrepõem à nação, destinatária compulsória de todas as contas.

Os que se omitem ante a reforma da máquina pública (e das instituições) estão a serviço dos inimigos da democracia e de todas as reformas porque o Estado que lhes convém é exatamente esse que está aí, destrambelhado e injusto. Tão óbvio quanto o importante discurso do deputado paraibano: a reforma da máquina pública equivale a um contrato social com a justiça e com o direito. Vale, também, por uma faxina. Casa bem higienizada não abriga formigas, ratos e baratas.

31 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

MÁRIO TAMURA – SÃO PAULO-SP

Berto,

um vídeo caseiro no qual fizeram uma montagem gozadíssima.

Ri um bocado.

Repasso para os colegas leitores fubânicos.

Saudações


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