COMO FRAUDAR VERMÊIO-ISTRELADAMENTE UMA ELEIÇÃO

Vocês se alembram-se de Protógenes Queiroz, aquele delegado da Polícia Federal que comandou a Operação Satiagraha?

Cuida-se aqui daquela operação contra ladroagem brava, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro  A operação foi desencadeada em princípios de 2004 e resultou na prisão de banqueiros, diretores de banco e investidores.

Pois é.

Hoje os distintos leitores do JBF terão notícias de Protógenes.

Ele vive exilado na Suíça por conta de ameaças que recebeu.

Vocês sabiam disto???

No vídeo abaixo temos um pequeno trecho de reveladora entrevista que ele concedeu à jornalista Mariana Godoy, há pouco menos de um mês, no dia 4 de abril passado.

(Eu desconfio que esta entrevista foi montada na SGG – Sala de Guerra da Globo, aquela fantástica entidade revelada ao mundo pelo JBF)

Vocês se lembram de que, na última eleição pra prisidente, Aécio estava na frente de Dilma, ganhando em tudo quanto é canto e, de repente, não mais que de repente, as urnas eletrônicas gerenciadas por Dias Toffoli começaram a reverter os números?

Se alembram-se?

Pois é.

Apos ouvir este vídeo de pouco mais de 6 minutos, vale a pena ver a matéria completa, de quase 1 hora de duração.

E como vale a pena!

Quem quiser ver a matéria completa é só clicar aqui.

1 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

1 maio 2017 MARCO DI AURÉLIO


http://www.marcodiaurelio.com/
UM BOI SEM NOME

Perdido em lembranças
perdeu-se no tempo
e na solidão urrando lamentos
por falta de aboio
findou-se em espera
ao lado do dono.

Perdido em espera
perdeu-se do dono
e na solidão urrando aboios
findou-se em lamentos
por sobra de tempo
e excesso de sono.

Um boi sem seu dono
é boi desgarrado
ao longe esquecido
sem ter no ouvido
o som do chamado
chamado dolente
do dono insistente
juntando seu gado.

Na relva do bem
os dois se encontraram
trocaram passadas
nas terras aladas
pois cercas não tem
deixaram pra trás
o couro e a coragem
saindo em viagem
pros campos do além.

1 maio 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

REFORMAS

O Brasil entrou num mar revolto, guiado por violentas tormentas, que balançou as bases. Desarrumadas por péssimas gestões. A nefasta atitude de governos enfraqueceu a atividade produtiva. Implantou braba recessão. Tombou a economia. Desempregou. Sugou a renda. Prostrou o país na inércia. Desorientado, estonteado, sem saber que rumo tomar.

A única saída para escapar da tormenta é reformar tudo que estiver enviesado. Mas, como tem coisa à beça entortada, atravessada, mal encaminhada, a luta vai ser grande. Os desafios enormes. Até varrer a vergonhosa corrupção em vigo, a virada será fatigante.

Daí a necessidade de reformas. Indispensáveis. Seja de que natureza for tributária, trabalhista, a CLT requer mais clareza nos direitos básicos e objetivos para facilitar os acordos e negociações, a reforma sindical, sindicatos mesquinhos para o trabalhador, reformas previdenciária e política, em especial. Infelizmente, doa em quem doer. Senão, o futuro do país e do povo ficará mais turvo, ainda. O amanhã poderá vir mais enegrecido, carregado, tétrico. Encobrindo o caminho do desenvolvimento e da tranquilidade social.

Provavelmente, muita gente que hoje rejeita as reformas em votação no Congresso, sai às ruas para protestar, rejeitar, até certo ponto, coberta de razão, desconhecendo as reais necessidades de reformar para incrementar a economia. A persistente dúvida leva automaticamente às desvirtuadas manifestações.

Pensando direitinho, o Brasil está totalmente desajeitado. Desestruturado. Desarrumado. Fizeram muita porcaria no passado. Antes, ordeiro, obediente e quieto. As irregularidades e as aberrações cometidas nos últimos anos, contando com a conveniência do legislativo e também do executivo, distorceram o país. Seguidamente. Avacalharam. Desajustaram.

Foi justamente pela inocência da população que o amado país entrou pelo cano. Os escândalos, os privilégios e as mordomias concedidas apenas para meia dúzia de beneficiados, implantaram gordurosa injustiça social. Arrombaram tudo. Economia, emprego, renda, arrecadação de tributos.

A postura do Congresso é de lascar. O cinismo político mata qualquer pessoa de bom senso. Enquanto gritam, berram exigindo eleições diretas pra já, querendo expulsar Temer do comando do governo, defendem o voto indireto nas suas ações. Defendem as suas vantagens na calada da noite. Covardemente.

Tudo bem, o atual Chefe do Executivo, que tem dado mancada também, está cercado de pessoas suspeitas, com ficha suja. Conceito nada recomendável para alguém ocupar cargo de projeção no cenário governamental. Comendo do bom e dom melhor no seio do poder. Sem merecer. Dando a entender que a impunidade vigora. É privilégio de poucos. Permanece ativa no território brasileiro. Chateando milhões.

Até o Judiciário, eternamente rígido e lento, perdeu a credibilidade, desperdiça a confiança do povo. A instituição precisa se fortalecer para ajudar a Nação a se levantar da brutal queda. O sonho da seriedade e da transparência precisa ser restabelecido. Recomposto.

É inconcebível o acúmulo de milhares de ações trabalhistas engessadas no Judiciário. Recebendo continuadamente baús de recursos para dificultar e eternizar o trâmite dos processos.Retardar sentenças.

Temendo perder força sindical, os sindicatos combatem a Lei da Terceirização, numa clara demonstração de que estão preocupados unicamente com seus interesses, apreensivos apenas na dinheirama prestes a perder. Sem, no entanto, pensar no bem do trabalhador.

Evidentemente que uma política fiscal equilibrada estimula a produtividade, fortalece os negócios, corta o cenário de incertezas que naturalmente distorcem o mercado. Reorganiza o mercado.

O país, pobre como é, não pode ficar gastando 13% do PIB com a previdência. Ao contrário de países ricos como a Alemanha, Suécia, Noruega e Bélgica, detentores de mais poderio econômico/social e enorme quantidade de idosos, gastar menos.

Tá na cara, o governo se fechou em concessões. É rejeitado. Porém, a proximidades das eleições, mexe com a cabeça de ambos os lados. Executivo e Legislativo. Agora, o povo atônito, confuso, às vezes, pega péssimas caronas e termina cometendo sérios deslizes. Bloqueio de direitos dos outros, enquanto defendem os seus, obstruem a mobilidade, praticam confrontos, causam vandalismo, evitam a modernização da legislação. No Brasil as leis estão bastante atrasadas, antiquadas, arcaicas. Favorecendo meia dúzia.

Em 1963, Martin Luther King deu um banho de manifestação política. Ativista e pacifista, o líder mostrou domínio de massas na grande passeata pelas ruas de Washington, nos Estados Unidos. Cobrando trabalho, liberdade, justiça social e o fim da segregação racial, a causa, bem organizada, emocionou até o Presidente John Kennedy. Pela ordem e o alto grau de civismo.

Embora o temor de que a aglomeração causasse conflitos, retardasse a aprovação das novas leis sobre os direitos civis, ora em discussão no Congresso americano, trouxesse enormes transtornos ao país, nada de anormal aconteceu. Muito pelo contrário. Transcorreu tudo numa boa.

A célebre frase de Martin Luther King, “I Have a Dream”, “Eu Tenho um Sonho” bombou nos anais da oratória americana e também do mundo. Ainda hoje é citada como exemplo de criatividade e de força política. Sem cometer agressões generalizadas.

1 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

JOSÉ CABRAL – MACAU-RN

Caro Sr. Berto.

Se olharmos para trás, para desde a restauração da nossa democracia, é de assombrar a qualidade do nossos ex-presidentes.

Vejam só: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula da Silva, Dilma Roussef e agora Michel Temer, o próximo a compor a famigerada galeria.

De todos os ex o que nos deixou a melhor lembrança foi Itamar Franco ao nos apresentar a descuidada Lílian Ramos.

E o pior de tudo é que não existe perspectiva de melhoria na qualidade dos que estão por vir.

Abraços,

R. E nisto que você qualifica como aqueles “que estão por vir“, despontam nomes como o de Lula ou de Bolsonaro.

Ô paiszinho com eleitorado bosta é este nosso…

Caro leitor, você acertou em cheio: desta galeria todinha de felas-da-puta (sem qualquer ofensa às putas), merece destaque a figura proba e honesta de Itamar Franco.

Não era corrupto e não roubou durante o exercício da presidência.

Nunca comeu dinheiro público.

O que ele gostava mesmo de comer era uma priquita. Comeu até a sua ajudante-de-ordens, uma linda oficial da Marinha.

Tinha uma vida modesta e, quando morreu, deixou um patrimônio compatível com a sua renda. Legou um apartamento em Juiz de Fora para suas duas discretas filhas, que não ficaram milionárias e nem criaram empresas do tipo Gamecorp, aquela de propriedade do Lulinha, filho de Lapa de Corrupto.

Também não constam na ficha de Itamar coisas como sítios ou apartamentos triplex doados por grandes empreiteiras.

Eu já era admirador de Itamar, e fiquei seu fã mais ainda quando ele foi filmado e fotografado ao lado da tabaca de Lilian Ramos, um fantástico priquito pegando vento num camarote, durante o desfile do carnaval carioca na Marquês de Sapucaí.

No dia de sua posse, perante o Congresso Nacional, Itamar interrompeu a cerimônia e fez um pedido ao senador que presidia a cerimônia: que ele recebesse a sua declaração de bens.

Enfiou a mão no bolso do paletó e passou o envelope às mãos do parlamentar, senador Mauro Benevides, conforme se pode ver no vídeo abaixo.

Quando deixou a presidência, seus bens continuavam os mesmos relacionados naquela declaração.

Itamar Augusto Cautiero Franco (Jun/1930 – Jul/2011)

1 maio 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

1 maio 2017 EVENTOS

LIVRARIA RESISTÊNCIA CULTURAL – PROMOÇÃO PARA OS LEITORES FUBÂNICOS

A melhor homenagem ao Dia do Trabalho é – além de trabalhar normalmente – relembrar e exaltar a figura de Roberto Campos contra todos os obscurantismos.

Em comemoração ao centenário de Roberto Campos (1917-2001), a Livraria Resistência Cultural Editora entrega ao público este Lanterna na proa – Roberto Campos Ano 100, obra organizada por Ives Gandra Martins e Paulo Rabello.

Mais de sessenta personalidades do mundo literário, diplomático, político e empresarial se debruçam sobre a vida e a obra do admirável brasileiro, apontando, a partir das suas ideias de liberdade, os caminhos que o Brasil deve trilhar para o desenvolvimento.

Depois do sucesso de O homem mais lúcido do Brasil – as melhores frases de Roberto Campos, organizado por Aristóteles Drummond – um dos colaboradores do presente livro –, a Resistência Cultural, com este Lanterna na proa, firma-se como editora comprometida com a divulgação do pensamento do grande economista e estadista, sobretudo em seu centenário, proclamando 2017 o Ano Roberto Campos.

Colaboradores da obra:

Adolfo Sachsida, Agatha Justino, Alberto Venancio Filho, Alex Catharino, André Burger, Aristóteles Drummond, Armínio Fraga Neto, Arnaldo Niskier, Arnoldo Wald, Augusto Cattoni, Augusto Nardes, Bernardo Cabral, Bonifácio Andrada, Candido Mendes, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, Carlos Rodolpho Schneider, Cezar Roedel, Eduardo dos Santos, Ernane Galvêas, Ernesto Lozardo, Francisco Müssnich, Gastão Alves de Toledo, Gastão Reis Rodrigues Pereira, Gilberto Simões Pires, Guilherme Afif Domingos, Gustavo H. B. Franco, Gustavo Loyola, Irapuan Costa Junior, Ives Gandra da SilvaMartins, João Guilherme Sabino Ometto, João Paulo dos Reis Velloso, José Gregori, José Luiz Alquéres, José Sarney, Lucas Berlanza, Luiz Jardim, Luiz Lemos Leite, Marcel Domingos Solimeo, Marcondes Gadelha, Marcos Cintra, Merval Pereira, Miro Teixeira, Ney Prado, Paulo Rabello de Castro, Paulo Roberto de Almeida, Percival Puggina, Rafael Jordão M. Vecchiatti, Rafael Pavão, Reginaldo Teixeira Perez, Ricardo Vélez Rodriguez, Roberto Fendt, Roberto Macedo, Roberto Teixeira da Costa, Rodrigo Constantino, Rogério de Souza Farias, Rossini Corrêa, Rubens Barbosa, Rubens Penha Cysne, Sérgio Eduardo Moreira Lima, Sérgio Reze, Thomás Tosta de Sá, Ubiratan Iorio.

Promoção especial para os leitores do Jornal da Besta Fubana: de R$ 99,00 por R$ 79,00

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1 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

VISÃO DO SÉCULO SEM ALMA

Num crepúsculo histérico e disperso,
vi, ao som de harmonias funerárias,
os homens como brutas alimárias
e o mundo em práticas de sangue imerso.

Crescente nódoa no horizonte terso,
vi bilhões de agoureiras procelárias,
e o esmorecer das luzes solitárias
que brilhavam inúteis no universo.

E, tementes do século vindouro,
vítimas neurastênicas do tédio,
os homens impassíveis vi, depois,

irem seguindo para o matadouro
com a trágica abulia sem remédio
e o olhar melancólico dos bois!

1 maio 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

A MENINA E O SORVETE

Este fato assucedeu-se aqui na capital pernambucana.

O sotaque da menina mostra claramente que ela é recifense da gema.

Pelas explicações que a inteligente garota dá pra mãe dela, constata-se uma vocação precoce: será uma grande política.

Ela vai brilhar, com toda certeza, em qualquer um dos três poderes.

Nem Lula, nem Renan, nem Gilmar Mendes conseguem argumentar tão bem quando esta lindeza de criança.

Esta fofíssima e inteligente menina terá um brilhante futuro!!!

A balconista da sorveteria forçou a coitadinha a tomar sorvete gelado, o que é proibido pela mãe dela, mesmo tendo ela pedido um sorvete quente…

1 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
AMOR E CARIDADE

Há relatos que santificam vivências solidárias com os sofrimentos alheios. Lendo o livro As Vidas de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, São Paulo, Leya, 2010, me deparei com a trajetória de uma enfermeira que deveria merecer referências honrosas nos Cursos de Enfermagem deste Brasil que tanto está a carecer de apoio aos mais necessitados, principalmente das classes mais abonadas.

O nome da heroína? Aparecida Conceição Ferreira, enfermeira técnica do Setor de Isolamento da Santa Casa de Misericórdia, Uberaba, Minas Gerais. Nascida em 19 de maio de 1915, em Igarapava, São Paulo, foi criada por um tio. Quando meninota, vendia doces, frutas e verduras para auxiliar nas despesas da casa. Em 1934, casou-se com Clarimundo Emídio Marques e principiou a criar a apanhar crianças de rua para criar. Um acidente com o marido obrigou-a a duplicar suas atividades, mudando-se para cidade mineira de Nova Ponte, onde exerceu atividade de magistério na zona rural, além de trabalhar como parteira. Posteriormente, já em Uberaba, exerceu atividade profissional de enfermagem na Santa Casa de Misericórdia, quando, a partir de 1957, principiou a tratar de pacientes portadores do Pênfigo Foliácio, chamada vulgarmente de Doença do Fogo Selvagem.

Rejeitados pela Santa Casa de Misericórdia, Aparecida saiu pelas ruas de Uberaba com os doentes que deixavam rastros de sangue por onde passavam, até encontrar um homem que se interessou pelo assunto e que a fez retornar com os enfermos ao hospital, determinando à diretoria que os eles permanecessem internados. O homem providencial era o Promotor de Justiça de Uberaba.

Magoada pelo tratamento recebido pela direção do hospital, Aparecida resolveu ir embora, sendo acompanhada pelos doentes que, impossibilitados de sair pela porta da frente, quebraram um pedaço do muro, indo o grupo alojar-se na própria residência de Aparecida, cujo marido e filhos encareceram-lhe uma tomada de decisão: ou eles ou os doentes. E os doentes foram os eleitos e ela foi auxiliada pelos vizinhos com colchões, cavaletes, tábuas, caixotes e tudo o mais que pudesse servir de camas. À tarde, estavam todos os doze devidamente agasalhados. Posteriormente, compreendendo a missão de Aparecida, marido e filhos retornaram ao lar, ajudando-a nos cuidados com os enfermos.

Dias depois de instalada, recebeu Aparecida a visita do diretor da Saúde Pública e do Assessor Municipal de Educação, que dependências do Asilo São Vicente de Paula. Disseram-lhe que poderia ali ficar por dez dias, até encontrar alojamentos mais convenientes. Ela permaneceu com seus doentes por dez anos! Em 1961 havia 363 enfermos, logo Aparecida percebendo que a situação se agravava e que o local estava inapropriado. Embarcou para São Paulo, onde, no Viaduto do Chá, pedia esmola para seus doentes, chamando a atenção da Segurança Pública. Foi presa por quatro dias, sendo libertada através de uma advogada voluntária chamada Dra. Izolda M. Dias, sua defensora no processo. Na ocasião, um repórter, Saulo Gomes, da TV Tupi, fez uma reportagem, filmando e mostrando a realidade dos enfermos. A reportagem resultou numa ampla campanha beneficente, com a participação de muitas cidades paulistas.

Quando a situação financeira apertava, Aparecida ia para São Paulo, onde contava com o apoio da comunidade espírita paulistana. Segundo ela própria, a população paulistana ajudou muitas vezes mais que a própria comunidade uberabense. E quando a alimentação tornava-se periclitante, Aparecida tomava um caminhão e percorria as fazendas de Uberaba, encarecendo e recebendo alimentos dos fazendeiros.

Certa feita, premida por mil e uma dificuldades, Aparecida resolveu pedir SOS a Chico Xavier, que havia se transferido de São Leopoldo para Uberaba. No dia seguinte, um auxiliar de Chico Xavier levaria dois conjuntos de roupa para cada doente, além de lençóis, fronhas, pijamas, toalhas de rosto e banho, além de vestidos e um par de sapatos para ela. E o que mais impressionou Aparecida foi o número do sapato enviado, 40, um exagero para mulheres de baixa estatura. Como teria Chico adivinhado o tamanho do seu sapato?

Na semana seguinte, foi o próprio Chico em pessoa que visitou sua residência, levando um envelope com 300 cruzeiros, quantia necessária para que ela pudesse saldar as dívidas pendentes e ainda reforçar a despensa.

Em 1961, o número de pacientes do pavilhão de São Vicente de Paula atingiu 363, tornando a área muito diminuta para tanta gente. Foi quando Aparecida encasquetou a ideia de construir um hospital. Deu 300 mil cruzeiros por um terreno oferecido por um amigo, coletas múltiplas feitas nas ruas, e quando se preparava para iniciar a construção, descobriu que tinha caído numa armadilha, posto que o terrena tinha sido adquirido de pessoa errada, os verdadeiros proprietários dispostos a processá-la por invasão de propriedade.

Negociado acordo com os proprietários, Aparecida partiu para São Paulo na busca de auxílios, levando apenas um cartão de apresentação do Chico Xavier para um jornalista já consagrado, Assis Chateaubriand, que pôs à sua disposição suas emissoras de rádio, proporcionando-lhe uma campanha que arrecadou 720 mil cruzeiros.

Visitando, na capital paulista, um Centro Espírita, Aparecida foi convidada compor a mesa de reunião, tendo o presidente da sessão solicitado a aplicação de um passe na presidente da Centro, vítima de uma paralisia repentina que a impedia de andar. Mesmo sem nada ter aprendido sobre o assunto, Aparecida rezou junto à enferma, que no dia seguinte já se levantava, caminhava com suas próprias pernas, tornando-se sua amiga, também companheira em várias campanhas beneficentes. A partir de então, Aparecida começou a aplicar passes curadores em seus doentes, beneficiando inúmeros com resultados surpreendentes.

Internada, em 2009, no Lar da Caridade, novo nome do Hospital do Pênfigo, Aparecida, com problemas cardiológicos, desencarnou na manhã de 22 de dezembro, com 95 anos, depois de mais de cinquenta anos de cuidados múltiplos com doentes e crianças.

Ao tomar conhecimento da desencarnação de Aparecida Conceição Ferreira, Divaldo Franco assim se manifestou: “Recebida com júbilos por verdadeira multidão capitaneada pelo irmão Chico Xavier, mais uma estrela retorna ao mundo espiritual, para iluminar a noite das almas errantes e sofredoras da Terra.”

Sobre a vida e obra de Aparecida Conceição Ferreira, a Dona Cida como era por muitos conhecida, um livro merece ser lido: “Uma Vida de Amor e Caridade”, Izabel Bueno, Editora Espírita Cristã Fonte Viva, Belo Horizonte, Minas Gerais.

1 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

NILMA – CAMPO GRANDE-MS

Querido editor,

estes sádicos não deixam os bichinhos em paz.

A Sociedade Protetora dos Animais deveria intervir e por um basta nesta vergonhosa situação.

Chega de tanta humilhação com os irracionais!!!!!!!!

1 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

JOÃO PIRE, O INTRONCADIM INVOCADO

João Pire era um matuto invocado. Um metro e cinquenta, mulato, cara redonda, braços fortes, narigão, pescoço entroncado. Nunca levava desaforo para casa. Se alguém o provocasse na rua e ele não fosse com a cara do desafeto, ali mesmo o pau comia no centro. Muitas vezes ele apanhava que só a molesta do cachorro, mas não cedia e partia para cima do desafiador trincando os dentes e mordendo a língua até sangrar feito cachorro doente.

Por causa desse temperamento irascível, João Pire nunca parava nos colégios onde estudava. Sofria de uma patologia que até hoje a ciência não estudou: encrenqueiro nato! Toda hora de recreio no colégio onde estudava era palco de briga com os colegas de turma. Só vivia sendo chamado pela coordenação, que lhe aplicava um castigo e o expulsava durante três dias, mandando comunicar o ocorrido aos pais, que nunca recebiam a reclamação porque ele rasgava “a queixa” antes de chegar ao destinatário final.

De saco cheio de tanta arruaça que arranjava, e sem ter um pingo de vocação para as letras, principalmente para as ciências exatas, quando completou dezesseis anos conseguiu uns bicos de encanador e foi trabalhar cavando, limpando fossa e fazendo instalações hidráulicas nas residências dos bastardos da cidade. Possuía uma habilidade infernal para encanador!

Tornou-se tão conhecido em pouco tempo no oficio que era requisitado por todo mundo para fazer as instalações hidráulicas das residências. Como não possuía tino administrativo fazia tudo sozinho. A agenda era cheia e ele não parava em casa. Muitas vezes se perdia no labirinto das anotações e muitos serviços eram queimados. Os esquecidos ficavam putos com ele, mas como sabiam da sua fama de encrenqueiro…

Cheio da grana e já marmanjo, vestido a caráter de calça boca sino, danou-se a frequentar o cabaré de Maria Bago Mole, no baixo meretrício, na zona sul de Floresta dos Leões. Gostava principalmente de uma ala chamada West Saloon, enfeitada de retratos de cawboys de spaghetti western, onde a cafetina Quitéria reservava os filés mignons que os pais expulsavam de casa por denegrir a honra da família, deflorada pelos noivos antes de casar. A honra era a lei do cabaço!

Apaixonado até os pneus por uma rechonchudinha dos peitos fartos, coxas grossas, sem cintura, sem pescoço, redonda como um botijão, que com ele havia dormido uma semana. Não tendo sido correspondido na cantada feita por ele a ela para irem morar juntos, João Pire, rejeitado e com o orgulho ferido, tomou uma cachaça de ficar bodejando, chegou no West Saloon virado na besta fera altas horas da noite e com um tronco de juá e uma foice na mão, quebrou toda a prateleira, as garrafas de cachaças, os pratos, os tamboretes, as mesas, pôs todos os marmanjos para correr e sumiu madrugada a dentro para nunca mais voltar.

No outro dia, quando soube que estava sendo caçado pelo comissário da delegacia de polícia por arruaças e ter quebrado o cabaré de Maria Bago Mole, pegou o ônibus da Itapemirim e se mandou para a Capital.

Aqui chegando, se instalou logo no quartinho do inferninho do Centro, administrado pelo Sociólogo das Putas Liêdo Maranhão, que lhe arranjou logo uns bicos de encanador por perceber suas habilidades nas instalações hidráulicas.

Não demorou muito para o marmanjo João Pire ficar tão conhecido que não dava conta da demanda, e passou a fazer só serviços em prédios grandes, condomínios residências senhoris. Vez por outra, por ser pavio curto, arranjava uma confusão com os administradores, o pau comia no centro, e ele abandonava o serviço sem dar satisfação, deixando todo mundo de mãos atadas às fezes.

Indicado por Liêdo Maranhão, João Pire foi fazer um conserto no edifício conhecido no Centro. Lá chegando percebeu que era um caso encrencado, entupimento delicado no cano mestre dos dejetos. Avisou ao administrador que precisava que avisasse a todos os moradores para não irem aos banheiros enquanto ele estivesse consertando o cano mestre.

Crente de que depois do aviso poderia fazer o serviço tranquilo, João Pire chegou ao prédio logo cedo todo equipado: uma escada de três metros, corda para amarrar a cintura. Lá chegando, descobriu onde era o entupimento, pegou a serra, serrou o cano na parte que estava entupida, e no momento que estava fazendo a limpeza correta, um adolescente filho de um dos condôminos, entrou no prédio sem ser percebido, subiu até o apartamento e com a barriga daquele jeito, entrou no sanitário, despejou um verdadeiro sarapatel de excremento e, sem saber do alerta do encanador, deu descarga e o sarapatel de excremento lambuzou a cara de João Pire toda.

Puto da vida com o incidente, o introncadim invocado não perdeu tempo: desceu da escada todo melado e fedendo, mais mudo do que poste, bufando de ódio, partiu para cima do administrador, meteu-lhe os braços na fuça, quebrou-lhe os dentes e quase lhe estourou os olhos. Quebrou a guarida, as divisórias do prédio, os vidros, deu de garra de suas ferramentas de trabalho, pôs a escanda no lombo, e ganhou a rua para nunca mais voltar.

Dois anos após desse episódio fatídico para o administrador que apanhou mais do que Lou Savarese no rigue contra Mike Tyson, voltei a encontrar Liêdo Maranhão no Mercado de São José e com aquela cara de gozador nato ele me confidenciou sirrindo-se de se mijar:

– Se lembra daquele encanador escurinho da tua terra, todo metido a acochado, se dizendo mais macho do que um preá de agave, que morava naquele quarto da Rua da Concórdio? Tomou uma cachaça tão da porra, que foi dormir com o travesti Rebimboca da Parafuseta pensando que era a nega dele. No outro dia quando se acordou que viu aque desmantelo nu ficou tão desmoralizado que pegou os mijados e sumiu no mapa com a cara mais deslavada do mundo com medo da gozação dos amigos. Kákákákáká.

Até hoje nunca se soube o paradeiro de João Pire: se foi para a Cochinchina ou morar na Serra das Russas feito um bicho do mato. Ou se está morando na caverna da Mata Atlântica com seu Antônio Pirocão.

Liêdo Maranhão (Jul/1925 – Mai/2014)

1 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

1 maio 2017 DEU NO JORNAL

LÍNGUA-PRESA VAI BOTAR NA PEIDA DO CUMPANHERO ITALIANICAMENTE

Lula disse ter “certeza absoluta” de que não será delatado pelo seu ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Mas convém o ex-presidente se preparar para o pior.

Além de contar como dividia as propinas com Lula, Palocci detalhará o rateio de R$ 128 milhões dos R$ 300 milhões usados pela Odebrecht para bancar o esquema de corrupção do PT. Essas pistas têm sido vazadas por pessoas com acesso ao ex-ministro.

A revista IstoÉ desta semana também dá detalhes do acordo de delação.

Palocci admitirá o óbvio: ele é o “Italiano” nas planilhas de corrupção da Odebrecht, numa referência ao fato de ser portador de passaporte da Itália.

O ex-ministro deixará Lula muito mal ao revelar suas “demandas” na gestão da conta-propina de R$ 40 milhões reveladas pela Odebrecht.

Palocci promete entregar contas no exterior, negociatas a mando de Lula, favores a empresas e a bancos em troca de propina.

* * *

Acabei de enviar mensagem ao Instituto Lula.

Aconselhei o nosso estimado ex-prisidente a ficar tranquilo.

Sua defesa será feita aqui no JBF, com ardor e paixão.

E por gente competente.

Cumpanhero Lula, tu me desculpe: mas pra salvar o meu, eu vou botar no teu furico; até os ovos…

1 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


http://www.forroboxote.com.br/
POEMA FINAL

O Poeta engasgou-se com sílabas e ficou enauseado com a gordura dos parágrafos extensos. Levantou-se da mesa certo do pouco que lhe restava. O verso já não chegava e o respirar era difícil. A hora do partir, inexorável, chegara. Antes, porém, no vomitar de rimas, instantes finais, um soluço de poesia lhe fez abrir os olhos e enxergar, nos estertores do poema final, um Drumond conversando com Gullar, a poesia a dizer adeus. Um Manoel de Barros rindo com a prosa de Vinícius ainda conseguiu fazer-lhe sorrir naquela hora. Um soneto se demorou um pouco no meio do caminho, tropeçou em pedras, e se deslumbrou com Pessoa. E ela, demorará a chegar? O Poeta merece um pouco mais de vida e nós merecemos um traço, por mais tênue que seja, de sua enorme Poesia. Bebeu três gotinhas de Quintana, duas colheres de chá de Bandeira e uma dose de Chico Buarque. … sua Poesia continuou viva.

1 maio 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

PRONUNCIAMENTO ESPECIAL PARA A DATA DE HOJE, O DIA DO TRABALHO

Uma história de assombração para o dia em que ninguém trabalha

Temer bateu as botas e se danou pras profundas.

Dias depois ele voltou à Terra, incorporou e se materializou no corpo da mulher de quem foi vice, escolhido pelo partido dela.

E fez este pronunciamento especial para o JBF, uma fala para comemorar a data de hoje, 1º de maio, Dia do Trabalho, o dia em que ninguém faz porra nenhuma.

Até os zisquerdistas lobotomizados irão aplaudir estas verdades claras e insofismáveis.

Escutem:


1 maio 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
CHARLES BRONSON: O JUSTICEIRO DAS TELAS

Charles Bronson

O ator norte-americano de origem lituana, Charles Dennis Buchinsky, foi um intérprete que falava através da sua atuação com aquela maneira fria e serena em cada cena que interpretava ou representava. Ou seja, era um ator frio e calculista. Charles Bronson é considerado um dos maiores ícones de Hollywood dos filmes policiais e do velho oeste, muitos deles caracterizados por violência excessiva e louvor à vingança. Interpretou muitas vezes ou quase sempre o bordão ou molde daquele herói durão e de sangue frio, inclemente contra os “Criminosos”…

Com a conhecida carreira rica em westerns e policiais, acabou se transformando em um autêntico justiceiro vingativo da violenta e controversa série “Desejo de Matar“. Foi nesta série de muito sucesso que Bronson chegou ao estrelato aos 53 anos, quando interpreta pela primeira vez o papel de Paul Kersey, um arquiteto que tem a mulher assassinada e a filha violentada. Inconformado pelos responsáveis não terem sido presos, vira um justiceiro e sai matando criminosos em Nova York às dezenas. O “Cara Durão” se auto descreveu em uma das poucas entrevistas concedidas ao completar 80 anos da seguinte maneira: “Tenho a aparência de uma pedreira, onde explodiu uma carga de dinamite“. Bronson sofria de Mal de Alzheimer e morreu no ano de 2003, aos 81 anos de idade em consequência de uma pneumonia.

O feioso e durão Charles Bronson. “o homem de poucas palavras e muita ação”, como afirma o cinéfilo Darci Fonseca, na vida real foi motorista de caminhão pelo exército americano durante a 2ª Guerra Mundial; na carreira do ator teve seu devido reconhecimento com uma estrela na calçada da fama, além de um Globo de Ouro em 1972, ao lado de Sean Connery. Até antes de morrer, Bronson era o quarto ator mais lucrativo do mercado americano, atrás somente de Robert Redford, Barbra Streisand e Al Pacino. Uma curiosidade triste para os fãs brasileiros tem como cenário um contato do colunista social Amaury Júnior com o ator nos Estados Unidos, quando o brasileiro se apresentou como jornalista para entrevistá-lo, sendo que o ator recusou veementemente em falar para o seu público da América do Sul ao pronunciar um sonoro não e afirmar em tom de menosprezo: Brasil… Que país é este?!?!?! Eu nunca ouvi falar!!! Em resposta, o humilhado jornalista armou um barraco e sapecou-lhe um tremendo jargão pejorativo no seu focinho: Você é um ator canastrão!!!

Charles Bronson fez sua estreia em filme bang bang em Sete Homem e um Destino, quando tinha apenas 21 anos de idade. Em que pese ter sido, para os padrões da época, um ator de pequena estatura(1,73m), pois atores baixinhos nunca se deram muito bem em Hollywood e as poucas exceções lembradas são os casos de Al Pacino, James Dean e Audie Murphy, que servem para confirmar essa regra. Porém, Bronson sempre tirava tudo isso de letra. Em excepcional forma física aos 50 anos de idade, Charles Bronson cavalga entre “cavalos selvagens” sem dublê, salta por entre rochas no melhor estilo de Burt Lancaster e possui inegável carisma ainda que não seja um verdadeiro intérprete. No filme “Fuga Audaciosa“, de 1975, é mostrado um plano de fuga de uma prisão, utilizando-se um helicóptero que, pilotado por Bronson, pousa no pátio de um presídio e resgata o prisioneiro interpretado por Robert Duvall. A cena se tornou famosa no Brasil, pois teria inspirado a fuga do bandido Escadinha, que usou o mesmo estratagema para fugir do presídio carioca da ilha grande, em 1985.

Acredito eu, que mesmo no além, na eternidade, Charles Bronson tenha sido o maior cabo eleitoral do cachorro louco, Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos. Trump, que vai construir um muro entre San Diego e Tijuana que estão no extremo oeste da divisa entre Estados Unidos e México, deve ter tomado esta decisão depois de ter assistido ao filme A Fronteira, donde, Bronson interpreta um Oficial da Patrulha de Fronteira dos EUA, localizada a vinte milhas de San Diego. A fronteira entre os dois países é na atualidade um dos mais claros limites entre o mundo rico e o mundo pobre. Movimentam-se ali, bilhões de dinheiro pelos grandes empresários/traficantes com gente do mundo inteiro servindo-se de mula acompanhando os coiotes para atravessar o eldorado. Quando conseguem, essas mulas Levarão uma vida de foragidos. Se forem encontrados, serão deportados ou irão para a cadeia. E mais: Escondidas em fundos falsos de caminhões, caminhonetes e vans viajam toneladas de remédios banidos por lei, sapatos feitos com pele de animais em extinção, armas de todos os tipos, além de heroína, maconha e cocaína. O combate aos cartéis do narcotráfico é um dos pontos centrais das relações entre México e os Estados Unidos que Donald Trump não abre mão de jogar duro nesse delicado assunto entre as duas nações. O filme A Froteira, estrelado por Bronson (atuação impecável) relata todo esse drama que está na crista da onda.

Deixando A Fronteira para Trump resolver, um filme épico que marcou muita gente foi o faroeste “Era uma vez no Oeste” (1969), do famoso diretor italiano Sergio Leone, que fez de Bronson um ator irresistível para o público e o mais bem pago dos anos 70. Este magnífico espetáculo cinematográfico, que deu ao western Europeu/Spaghetti, produção marcada por um filme de grande esplendor. Ou seja, uma áurea definitiva de maioridade, seriedade e de competência, incomodando seriamente uma extensa comunidade de críticos e cinéfilos do western Americano. Para se ter ideia do elenco, ele é composto pela exuberante Claudia Cardinale, o perfeccionista Henry Fonda e o carismático negão Woody Strode (um dos primeiros negros americanos a tornar-se ator).

Logo abaixo, o Blog Besta Fubana oferece aos seus leitores um vídeo imperdível. Posicione-se na cadeira, e dê de garra de uma bacia esbarrotando de pipocas com uma garrafa PET de guaraná para acompanhar uma síntese, resumo ou sinopse de imagens escolhidas a dedo de apenas 10 minutos para o leitor apreciar um cenário deslumbrante, magnífico, espetacular, do filme “Era uma vez no oeste”, que eu recomendo em razão de não ser somente um clássico da modalidade faroeste, mas uma obra prima do cinema. Vale a pena conferir a seleção de 10 minutos do vídeo abaixo, com imagens esplendorosas, irresistíveis, fantásticas!!!

1 maio 2017 FULEIRAGEM

ALEX VAZ – CHARGE ONLINE

1 maio 2017 DEU NO JORNAL

EU SÓ QUERO OUVIR O PIPOCO

O ex-ministro Antonio Palocci está disposto a detonar de vez o PT.

Junto com Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, Palocci negocia um acordo de delação premiada no qual pretende revelar como as propinas originadas do esquema de corrupção na estatal abasteceram as campanhas do partido e o bolso do ex-presidente Lula.

Na próxima sexta-feira, 5 de maio, Duque deverá prestar depoimento ao juiz Sergio Moro – e dar uma amostra das revelações explosivas que estão por vir.

Para o PT, os segredos de Palocci e Duque certamente causarão mais estragos que as acusações feitas pelo ex-líder do governo no Senado Delcidio do Amaral, que acusou Lula e Dilma de obstrução da Lava-Jato.

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Eu tô aguardando ansiosamente o “terremoto” citado na manchete aí de cima.

Desastres naturais são a minha paixão.

Ainda mais quando desastres da natureza derrubam construções e reputações petralhas.

Que venha logo o estouro desta bomba!

1 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

MARCELO ADJUTO – PARACATU-MG

Berto,

Veja esta promoção especial.

Os confrades fubânicos devem aproveitar.

Uma liquidação black friday muito especial

Saudações e um grande abraço para todos.

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1 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

FRASES E REFLEXÕES DE GUIMARÃES ROSA

“Quem sabe direito o que uma pessoa é? Antes sendo: julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.”

“Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo.”

“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”

“O senhor… mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra de montão.”

“A vida é feita de poucas certezas e muitos dar-se um jeito.”

“Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarrumado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.”

“Qual o caminho da gente? Nem para frente nem para trás: só para cima. Ou parar curto quieto. Feito os bichos fazem. Viver… o senhor já sabe: viver é etcétera .”

“O fato se dissolve. As lembranças são outras distâncias. Eram coisas que paravam já, à beira de um grande sono. A gente cresce sempre, sem saber para onde. “

“O rio não que chegar a lugar algum, só quer ser mais profundo.”

“Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. “

“Significa que posso não ter muito conhecimento e/ou experiência, porém desconfio de como as coisas sucedem já que possuo imaginação.”

“A gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesmo nunca se deve tolerar ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é.”

“A culpa minha, maior, é meu costume de curiosidade de coração. Isso de estimar os outros, muito ligeiro, defeito esse que me entorpece.”

” Tem trechos em que a vida amolece a gente, tanto, que até referver de mau desejo, no meio da quebradeira serve como benefício.”

“Refresca teu coração. Sofre, sofre, depressa, que é para as alegrias novas poderem vir.”

“Até hoje, para não se entender a vida, o que de melhor se achou foram os relógios. É contra eles, também, que temos que lutar…”

“O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.”

“Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é o que é viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e se abaixa… O mais difícil não é ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.”

“A história de um burrinho, como a história de um homem grande, é bem dada no resumo de um só dia de sua vida.”

“A vida da gente vai em erros, como um relato sem pés nem cabeça, por falta de sisudez e alegria. Vida devia ser como sala de teatro, cada um inteiro fazendo com forte gosto seu papel, desempenho.”

Guimarães Rosa (1908-1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros do modernismo, além de ter seguido a carreira de diplomata e médico. Foi o o terceiro ocupante da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1967. Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ocorreram quase todos nos chamados sertão brasileiro. A sua obra destaca-se pelas inovações de um palavreado popular e regional que, adicionado à erudição do autor, permitiu a criação de vários vocábulos.

1 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

GOLPE NA LÓGICA

Ceguinho Teimoso declarou à reportagem do JBF que vai votar em Lula ano que vem.

Com uma ressalva:

“Se o estado de golpe não conseguir tirá-lo da jogada”

Esta foi do caralho!!!!

Um contorcionismo engraçadíssimo, excelente pra gente começar o mês se rindo-se.

Num tá ótimo este “Estado de golpe”????

Pra completar a anedota, bem que Ceguinho poderia ter escrito assim:

“Estado de Golpe fundamentado na lei e previsto na Constituição”.

Quando eu digo que no JBF tem de tudo e mais alguma coisa, tem gente que num acredita…

1 maio 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

1 maio 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

1 maio 2017 FERNANDO GABEIRA

PROMESSAS DE MAIO

Em maio, as manhãs no Rio costumam ser lindas e, ao entardecer, em Minas, começam a aparecer crianças vestidas de anjo. Mas é em Curitiba que grande parte da atenção se concentra. O depoimento de Lula diante de Sérgio Moro é tido como um grande momento. Talvez contra a corrente, acredito que nada de essencial será mudado.

Em confronto com as evidências que o ligam ao triplex de Guarujá e o sítio de Atibaia, Lula vai negar e, possivelmente, reafirmar que não há documento oficial que o ligue a essas propriedades. Imagino também que, se houver provocações, Sérgio Moro terá a habilidade e vai contorná-las, seguindo com as perguntas que realmente possam esclarecer.

A ideia de que um processo dessa natureza se resolve com manifestações políticas é mais um equívoco da esquerda. Aliás, apoiado em outro equívoco: o de que uma performance num interrogatório pode ser transformado numa alavanca para a campanha presidencial. Se, por acaso, têm como modelo o famoso “A História me absolverá” de Fidel Castro, independentemente de comparar oratórias, é gritante a disparidade de situações. Uma coisa é ser acusado de tramar contra a ditadura de Fulgêncio Batista, outra é ser acusado de receber propinas por negócios na Petrobras. Lula está numa situação incômoda, tentando revertê-la em seu favor, e apreensivo com a possibilidade de prisão. Algo que, creio, não vai acontecer. As forças de esquerda no Brasil jogam toda a sua sorte num líder carismático e resolvem acompanhá-lo na aventura, pois temem desaparecer sem ele.

Não sou muito de discutir processos, notas frias, assinaturas falsas. Talvez por isso me interesse mais pela experiência vivida, aquilo que meus olhos e ouvidos revelaram. Por exemplo, estou voltando de Porto Velho, onde aprendi um pouco sobre a história da Usina de Santo Antônio, aquela em que a Odebrecht comprou todo mundo: governador, senadores, deputados, centrais sindicais, polícia e índios.

A delação da Odebrecht fala que as centrais sindicais foram lá, a pedido da empresa e pagos por ela, para controlar os motins dos trabalhadores. O que o delator não contou é que a Odebrecht precisava terminar a obra com muita rapidez, pois assim teria um tempo para vender a energia no mercado livre, por um preço três vezes maior. Os trabalhadores foram submetidos a um intenso ritmo de trabalho, e por isso se rebelaram. Não é a maneira mais racional de reagir. Mas era um trabalho intenso no calor insuportável de Rondônia. Eu mesmo, depois de um dia de trabalho levíssimo se comparado com os deles, não me sentia muito capaz de reagir racionalmente. Não antes, pelo menos, de um banho frio.

As duas obras de Rondônia foram a famosa estrada Madeira-Mamoré, com o sacrifício de muitos na selva, e a Usina de Santo Antônio, imposta em ritmo extremamente duro para os trabalhadores.

A História vai registrar que a CUT e a Força Sindical se colocaram a serviço de uma empresa que, ansiosa por sobrelucros, oprimiu milhares de peões. Lula surgiu com aquela frase dos bagres impedindo a construção da usina. Como bom funcionário da Odebrecht, omitiu que não eram os bagres, mas todas as espécies de peixe que se movimentam no Rio Madeira para a reprodução.

O julgamento dos 20 mil trabalhadores, dos atingidos pela barragem, dos moradores da Jaci Paraná quando tomarem conhecimento de tudo isso, certamente vai dispensar a ida ao tabelião para buscar provas. É uma verdade histórica.

Com a insistência na negação suicida e jogando todas as suas fichas no destino de seu líder, se a esquerda sonha de verdade em chegar ao governo e não está apenas fugindo da polícia, é um sonho cinzento. Nas circunstâncias, dificilmente venceria e, se o fizesse, a resistência colocaria a todo instante a tentação totalitária.

Isso não é futuro, é punk. O que pode acontecer com essa insistência no erro é um cenário parecido com o da França, onde, por outros motivos, a esquerda nem chegou ao segundo turno.

Não tenho a pretensão de acertar num futuro tão nebuloso como o nosso. Mas algumas coisas, aprendi. O que fizeram na Usina de Santo Antônio, por dinheiro, foi uma vergonha. Todos os que se intitulam progressistas e embarcam nessa canoa furada do lulapetismo, diante do episódio não têm outra saída: ou engolem ou cospem.

Num artigo escrito há quase dez anos, previ que a experiência petista ia acabar numa delegacia da esquina. O artigo era “Flores para os mortos”.
Talvez por isso, maio em Curitiba me pareça tão familiar como as lindas manhãs do Rio e os anjos subindo ladeira ao entardecer numa cidade histórica de Minas. A maioria da esquerda ainda acredita que nada aconteceu e que vai chegar ao poder. O interessante é que muitos que sabem o que aconteceu consideram possível essa hipótese.

Em maio, costumo delirar.


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