“AMNÉSIA MORAL”

2 maio 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

2 maio 2017 JOSELITO MÜLLER

MARIA DO ROSÁRIO É PEDIDA EM CASAMENTO

“A MEU VER, É CRIME ESPALHAR NOTÍCIA FALSA PARA DESMORALIZAR ALGUÉM. CONSIDERO ESSE SUJEITO UM CRIMINOSO, QUERO QUE ELE SUMA DE MINHA VIDA”.

Com estas palavras dura, a deputada federal Maria do Rosário adjetivou o bloguista Joselito Müller em matéria publicada ontem na Folha de São Paulo (Leia na íntegra AQUI)

Antes de qualquer indagação, Rosário advertiu: “Isso não é uma cantada” e complementou que

“SÓ CADEIA E UMA BOA SURRA DA JEITO NESSE FILHO DA PUTA QUE VIVE INVENTANDO BOATOS SOBRE MIM”.

Ao tomar conhecimento das declarações, Joselito afirmou em sua conta no Orkut que, “apesar da ressalva que ela fez, entendo a frase como uma declaração de amor”.

Ele se autodeclarou “de menor” e “vítima da sociedade”, afirmando que não teve muitas oportunidades “em nossa sociedade desigual, por isso parti pra vida do crime”.

Ainda motivado pela declaração da petista, Joselito entrou em contato com a assessoria da parlamentar com a intenção de formalizar um pedido de casamento.

“SOU AUTODECLARADO MENOR DE IDADE, VÍTIMA DA SOCIEDADE E RECONHECIDAMENTE POR ELA COMO CRIMINOSO, ACHO QUE ELA VAI ACEITAR”, DIZ COM AR DE OTIMISMO O DITO CUJO.

Maria do Rosário ainda não declarou se vai aceitar o pedido, mas nas redes sociais várias pessoas estão se mobilizando para ligar para o gabinete da deputada e convencê-la a aceitar.

“É POR ESSAS E OUTRAS QUE O POVO BRASILEIRO É CONSIDERADO O MAIS ROMÂNTICO DO MUNDO, SEGUNDO PESQUISA DO DATAFOLHA”, FINALIZA JOSELITO.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

CONTO COM SUAS ORAÇÕES, FERNANDA!

“Essa cumpanhera aqui do meu lado isquerdo num vai sarrepender-se nunca”

A grande atriz Fernanda Montenegro, do alto dos seus 87 anos de idade, deu uma declaração dolorosa na semana passada.

Vejam só o que ela disse:

“Esses corruptos invadiram Brasília feito ETs e dominaram o país. Sempre votei no Lula, mas minha decepção começou há tempos, em 2012, quando ele visitou Paulo Maluf para pedir apoio à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, bem antes da Lava-Jato. Ali, a máscara caiu, e ele virou um anti-herói.”

Eu chega fiquei morrendo de pena da bichinha.

Confesso a vocês que minha comoção foi ao extremo e lágrimas crocodílicas encheram meus olhos.

Xiuf, xiuf, snif, snif…

Força, Fernanda.

Repita três vezes, batendo no peito: “Hei de esquecer Lula e a quadrilha petista“.

E reze pra que os petistas fubânicos – leitores, colaboradores e colunistas -, não deixem nunca de ser lulistas e petistas.

Senão esta gazeta escrota vai perder a graça e seu nível de humor chegará próximo de zero.

Conto com as suas orações, Fernanda.

Já pensou se Ceguinho Teimoso resolve cair na real e passe a enxergar a realidade???!!!

Vôte!

Num quero nem pensar nisto.

Beijos!!!

2 maio 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

2 maio 2017 HORA DA POESIA

SONETO DA SEPARAÇÃO – Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

QUAL É A DEMOCRACIA DESSES CABRAS?

Ao ver essas imagens das ações violentas protagonizadas pelos criminosos pagos com dinheiro sujo para saírem às ruas em 28 de abril e 1º de maio, naquela farsa fracassada chamada de “greve geral”, pergunto?

– Qual é a democracia desses caras?

Homem é espancado porque portava a Bandeira do Brasil- 1º de maio 2017:

Arrebentando patrimônio público- 28 de abril 2017:

Humorista agredido- 28 de abril:

2 maio 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

TORTO FEITO FACA

“Eu quero é que esse canto torto feito faca corte a carne de vocês” (A Palo Seco, Belchior)

Dizem que a vida imita a arte. No caso de Belchior, a constatação foi sempre um vaticínio. Basta um conhecimento mínimo de sua obra musical para que o exegeta encontre algum verso que tenha sido transformado em ação durante, logo ou após ter sido concebido e musicado. Como na fábula do ovo e da galinha, fica difícil saber se, como poeta e conhecedor profundo da poesia, ele tinha noção dos próprios dons proféticos e, portanto, compor seria prever. Os céticos, contudo, dirão que ele escrevia os versos e, depois, os confirmava com atos. Qualquer dessas hipóteses pode ser correta.

Mas faço um desafio a quem duvidar de seus dotes proféticos. Como teria sido possível que na tarde de sábado 29 de abril de 2017, em plena flor de seus 70 anos, ele pudesse ter usado uma lâmina de barbear ou a ponta de uma tesourinha para cortar a própria aorta? Pois a causa de sua morte precoce e surpreendente foi uma dissecção da aorta, rasgo da parede da principal artéria do corpo humano, o que causa sempre grande perda de sangue? E não foi ele que escreveu a canção A Palo Seco, em que fez uma profecia pelo avesso: “Eu quero é que esse canto torto feito faca corte a carne de vocês”?

Quando ouvi esse verso pela primeira vez na voz do autor, reproduzido num velho gravador de cassete usado naqueles anos 70 na cozinha de meu apartamento na Rua Caio Prado, ele jamais poderia fazer-me imaginar que seria uma profecia da própria morte. Ocorreu-me antes de tudo uma grande familiaridade, exposta no título, pela afeição que ambos devotávamos a João Cabral de Melo Neto, embora o pernambucano não fosse afeito a imagens inexatas como essa da faca torta. Além disso, a expressão no fundo soava similar a “feito vaca”, comum na Campina Grande de minha adolescência para definir algo depreciativo em relação a um desafeto ou a um amigo que não agisse de forma correta.

Seja como for, o verso traduzia a força de sua rebeldia e de um enfrentamento com a vida rotineira que o sucesso como cantor popular não arrefeceu em seu temperamento. Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes era o cantor de maior nome na música popular brasileira, como ele brincava, fez sucesso de forma inesperada, compôs alguns clássicos do cancioneiro popular nativo, mas morreu inconformado com o que produzia aquele sucesso e o que ele mesmo gostaria de produzir.

Os amigos e alguns inimigos íntimos o chamavam de Bel à época em que vivia na obra da casa do engenheiro Simon e de sua mulher, Irede Cardoso, minha colega na redação da Folha de S.Paulo, onde também escrevia o produtor musical que inventou Elis Regina e tinha sido um disc-jóquei de muito sucesso no rádio um decênio antes: Walter Silva, produtor, criador e apresentador do Pick-Up do Pica-Pau, referência a seu enorme apêndice nasal. Com Manassés, o grande guitarrista e violeiro cearense, que hoje acompanha Fagner, a turma hospedada por Irede produzia saraus e canjas musicais que depois se tornaram produtos fonográficos de grande apelo comercial. Fagner ensaiou em jam sessions com Amelinha, Telma e Terezinha de Jesus seus primórdios de intérprete flamenco, reproduzidos depois em Traduzir-se. Há um CD de uma noite dessas que chegou pelas mãos de um fã improvável ao acervo do parceiro de Belchior na inesquecível Mucuripe e na infelizmente pouco lembrada Hora do Almoço.

No gravador de cassetes Belchior gravou duas canções que havia levado a Elis Regina, que o conhecera na condição de parceiro de Fagner, que havia morado na casa dela e de Ronaldo Bôscoli no Rio e afinara a amizade sob as bênçãos do Pica-Pau, que a Pimentinha tratava como pai. Quando ouvi pela primeira vez Como Nossos Pais e Velha Roupa Colorida, percebi de cara a força de desabafo inquieto das duas letras, mas não entendi o que o instinto animal da pequena gaúcha havia encontrado de original nas melodias. Belchior sempre foi um poeta fino e cortante e um músico de poucos acordes e harmonia limitada. Elis as transformou em clássicos hinos de uma geração insatisfeita. Coisas de Elis, ora, direis.

Pois, então. O próprio Belchior gravou as duas no mesmo LP, Alucinação, produzido pelo aclamado Mazzola. A primeira das dez faixas, contudo, não foi nenhuma das duas tornadas hits pela maior cantora brasileira de todos os tempos. E uma das dez faixas é a canção em cujos versos encontrei o título desta modestíssima homenagem e também a profecia em que ele pagou pela própria praga, cometendo talvez o único suicídio indesejado da História do gênero humano. Segundo o delegado Luciano Menezes, responsável pela investigação desse desfecho inesperado, Belchior, o que nunca sossegou, morreu sereno, durante o sono e ouvindo música clássica. Algum desavisado pode até pensar que a cena da hora da morte não combina com os momentos da vida irrequieta. Li panegíricos incompletos e balanços muito bem feitos sobre a vida e a obra do menestrel de Sobral. Poucos atentaram para esse detalhe.

Para fazer jus à homenagem ao autor da ópera O Guarani em seu nome, Bel cultivava, sim, música clássica. Frequentei uma casa em Santo Amaro onde ele guardava gravações de Bruno Walter e Karajan regendo Beethoven e Mozart. Mas o que mais chamava a atenção era sua biblioteca de poesia. Talvez fosse a mais completa e a mais seleta que conheci. Citou Poe e Rimbaud num verso e contou a Sônia Bridi, repórter do Fantástico, que estava traduzindo A Divina Comédia, de Dante Alighieri, texto sobre o qual debatemos longas horas. Quando eu tinha a editora A Girafa, ele me propôs organizar uma antologia de poesia brasileira manuscrita por ele. O menino rebelde do seminário e da faculdade de Medicina era calígrafo e tinha uma das mais belas letras manuscritas que já vi. Era também pintor. Se aquele anjo torto feito faca que apareceu para Drummond lhe perguntasse o que ele gostaria de ser, talvez tivesse dito Velásquez, não Bob Dylan, que ambos venerávamos.

Não, meninos, Belchior não usou um estilete para cortar a própria aorta. Talvez tenha sido uma peça pregada por aquele parceiro de Drummond, que ele venerou a ponto de gastar uma fortuna na produção de um álbum no qual registrou suas versões musicais do poeta de Itabira com os poemas por ele manuscritos em edição de luxo. E de Ismael Nery, artista plástico surrealista e dadaísta que mereceu o privilégio de ter quadros pendurados ao lado dos do próprio dono daquela casa sem mulher nem filhos que o eremita de Sobral povoava com arte e raiva. Esse parceiro atende pelo nome muito popular de Deus.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

ATORRES – DIÁRIO DO PARÁ

LEVA MEU SAMBA

Na data de hoje, 5 de maio, no ano de 1909, nascia em Minas Gerais o compositor Ataulfo Alves. Nasceu no seu “pequeno Miraí“, a cidade que ele homenageou com uma música.

Ataulfo encantou-se em abril de 1969. Vamos reverenciar sua memória ouvindo esta composição de sua autoria.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SEPARANDO O TRIGO DO JOIO

Os políticos profissionais criaram uma teoria que devemos apoiar. Dizem eles que é preciso separar o delito de uso de caixa dois nas campanhas eleitorais, da corrupção pura e simples. Eu apoio essa ideia defendida por Suas Excelências que têm sido incluídas nas delações daqueles que já resolveram confessar que se lambuzaram no dinheiro pago pelos contribuintes.

Na minha interpretação o crime de uso de dinheiro não declarado nas campanhas é muito pior do que aquele que usou o butim apenas para pagar despesas pessoais. Quem aceitou dinheiro não declarado para eleger-se cometeu um crime muito mais grave e deveria ter uma punição ainda mais severa. Eles trapacearam, para assumir um cargo em nome dos eleitores que acreditaram estarem dando seu voto para um candidato comprometido com uma sociedade melhor, um homem publico que deveria ter sobre suas costas o peso de representar com dignidade sua comunidade e lutar por suas demandas. Esse individuo iludiu o eleitor, levou vantagem sobre seus concorrentes, mentiu para a Justiça Eleitoral, fraudou a democracia em resumo.

Provavelmente quem pagou por fora para ajuda-lo a se eleger sonegou impostos, certamente não registrou em sua contabilidade a doação, tornando-se credor e címplice eterno desse politico e seus herdeiros. Em julho de 2005, descaradamente, Lulla declarou em entrevista ao Fantástico que as campanhas do PT eram abastecidas com dinheiro não declarado a Justiça Eleitoral: “o que o PT fez, do ponto de vista eleitoral, é o que é feito no Brasil sistematicamente”, disse o Operário Presidente. Fez e continuou fazendo desafiando, ou debochando de tudo e de todos.

O então presidente da república confessava um crime eleitoral à nação sem nenhum constrangimento. O messias que havia sido eleito para transformar o Brasil, de fato transformou esse país numa pátria sem moral, sem ordem nem progresso. Esse é um belo exemplo da gravidade do crime “inocente” de uso de recursos não declarados em campanhas eleitorais.

Suas excelências querem que acreditemos que o gerente da Petrobrás que recebeu propina para comprar carros, vinhos, quadros, etc. cometeu um crime mais grave do que o deputado que recebeu por fora um dinheirinho para sua campanha, trapaceou as eleições para trabalhar por quem o ajudou anonimamente, mesmo que isso signifique trair o voto de quem o elegeu. Não é verdade.

A esmagadora maioria dos políticos defende essa separação. FHC, Lulla, Calheiros, Jucá, Lobão, Sarney… e eu também defendo. A diferença é que eu acho que devemos separar e punir os “caixeiros 2” com muito mais rigor.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

O PRESIDENTE QUE SE DANE

Corria o ano de 1953. Aproveitando a noite carioca com Fernando Lobo, Capiba, estando em férias no Rio de Janeiro, foi a um sarau em Ipanema, num daqueles apartamentos enormes construídos nos anos 40. Só “colunáveis” da altíssima sociedade. Gente de grana, usuários do Copacabana Pálace e das colunas de Ibrahim Sued.

Os anfitriões era os Marcondes Ferraz. Já viu. Logo à chegada de Fernando e seu amigo de juventude, ofereceram um banco a Capiba. A madame Julieta mostrou os dentes, deu uma de propagandista da “Colgate” e em largo sorriso se ouviu:

– Prefere sentar-se logo no banco do piano sr. Capiba?

– Prefiro o Banco do Brasil, madame! – Respondeu o compositor, gozando a “véia” e levando o primeiro beliscão de Fernando Lobo.

Era tão gozador que em vida virou boneco

Em seguida foi teclando suas valsas e frevos canções. Teclando e encantando. Começou por Maria Betânia. Palmas mil. Pediram mais. Nem precisava. Diante de um piano ele passaria a noite se acompanhado de bom whisky e belas mulheres. Continuou tocando. E ficaria até o amanhecer se não fosse o fiasco que veio a seguir.

No ponto alto da noitada, aí pela meia-noite, chega certo ilustre e se fez uma pausa no espetáculo musical formando-se uma roda para as apresentações. A velhota, Primeira Dama da casa, com ares de Mestra de Cerimônias, toda deslumbrada, anuncia um figurão e depois de citar outros, com sua voz pouco melodiosa disse:

– General Anápio, aquele ali é o Dr. Lourenço da Fonseca Barbosa, conhecido compositor do Nordeste, Bacharel em Direito e também funcionário do Banco.

– Ah! Muito bem! Funcionário do Banco do Brasil?

– Infelizmente. – Disse Capiba.

Nesse instante trágico o “staff” do General Anápio Gomes para evitar outra mancada, cochichou que ele era Presidente do Banco do Brasil, e Fernando Lobo começou a “tirar o time de campo” procurando uma porta de emergência para escapar dali discretamente. Sabia que Capiba não deixaria sem resposta. E o compositor disparou:

– Ele é Presidente porque quer, eu sou funcionário porque preciso do Banco, por necessidade.

– Mas ele é seu Presidente! Disse o assessor!

– Presidente que se dane. Ele é provisório e eu sou efetivo.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

BEATRIZ MASSAROLLO – ARARAQUARA-SP

Berto,

todo blog que se preza coloca a palavra “home” pra designar a página principal.

Já aqui no Jornal da Besta, existe a palavra “Porteira“.

Por que isto?

Confesso que não entendi.

R. Cara leitora, é porque o Complexo de Comunicações Besta Fubana não passa de uma estrebaria, lotada de quadrúpedes e muares.

E toda estrebaria tem uma porteira.

Atente para um detalhe: cada coluna desta gazeta escrota possui um foto-ilustração no cabeçalho.

Confira e veja que a seção “A Palavra do Editor” é ilustrada com a foto de um jumento.

E isto diz tudo.

Tá respondida sua pergunta.

O Editor esclarecendo dúvidas dos leitores

2 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XVII

Ascenso Ferreira (1895-1965)

Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira Nasceu em Palmares, em 09/05/1895. Poeta integrante da Semana de Arte Moderna de 1922, que se destacou pela temática regional e folclórica de sua terra. Passou toda a infância em Palmares – conhecida como “Atenas Pernambucana” e Terra dos Poetas” – e aprendeu a ler e escrever em casa com a mãe, Dona Marocas, professora. Ficou órfão do pai aos 6 anos e a família passou por alguns perrengues. Aos 13 anos, passou a trabalhar com o padrinho na bodega “A Fronteira”. Era balconista e teve um aprendizado indispensável ao futuro poeta, na lida com a freguesia em busca de uma quarta de carne seca, bicadas de aguardente, cuias de farinha e meias garrafas de querosene.

Aos 16 anos publicou seu primeiro poema – Flor fenecida – no jornal “A Noticia de Palmares”, e aos 21 fundou a sociedade “Hora Literária” junto com outros poetas da cidade. No ano seguinte, o rapaz que fora registrado como Aníbal Torres, resolveu ser poeta e mudou seu nome para Ascenso Ferreira. Por defender o abolicionismo e a cidadania, passou a ser perseguido politicamente. Por isso, não encontrava trabalho em sua cidade e teve que se mudar para o Recife aos 24 anos. Conseguiu um emprego de escriturário no Tesouro do Estado de Pernambuco e se meteu na boemia recifense. Passou a publicar seus poemas no “Diário de Pernambuco”. Era o poeta preferido dos alunos da Faculdade de Direito do Recife, que certa vez o obrigaram a recitar seus poemas no palco do Teatro Santa Isabel. Era dotado de um aguçado sentido de ritmo e seus poemas engraçados encantavam a rapaziada. Ele não fez faculdade alguma, dizia-se que ele “aprendeu sem se ensinar”.

Certa vez numa roda de conversa sobre as semelhanças entre o nordestino e o gaúcho, realçando a intrepidez e valentia, ele fez um versinho e recitou-o imitando o sotaque sulista:

Riscando os cavalos !
Tinindo as esporas !
Saí de meus pagos em louca arrancada !

Para que ?
Pra nada !

Na década de 1920 fez amizade com Luís da Câmara Cascudo, com o poeta Joaquim Cardoso, Souza Barros, Gouveia de Barros entre outros. Em 1921 casou-se com Maria Stela de Barros Griz, filha do poeta Fernando Griz, mas o casamento durou pouco. Em seguida passou a participar do Movimento Modernista e publicou seu primeiro poema modernista intitulado Lusco-Fusco. Em 1927, incentivado por Manuel Bandeira, publicou seu primeiro livro: Catimbó. O livro foi um sucesso de público e crítica e logo saiu uma segunda edição, com lançamentos no Rio de Janeiro e São Paulo. Seus poemas ficam melhor quando recitados , o que ele fazia muito bem. Em São Paulo, deu um recital no Teatro de Brinquedos, sendo muito aplaudido, e fez amizade com vários intelectuais e artistas: Mário de Andrade, Cassiano Ricardo, Anita Malfatti, Alvaro Moreira, Oswald de Andrade, Olívia Penteado, Afonso Arinos, Tarsila do Amaral.

Por essa época passou boa parte de seu tempo viajando pelo Brasil dando recitais. Numa dessas viagens, conheceu e tornou-se amigo do poeta chileno Pablo Neruda, que participava do Congresso de Escritores, em Goiás. Em 1939 publicou o segundo livro Cana caiana, com as ilustrações de Lula Cardoso Ayres. Nessa época, tornara a viajar para o Rio de Janeiro, onde conheceu Cândido Portinari, Sérgio Milliet, Osvaldo Costa, entre outras personalidades. No início da década de 1940, se aposentou como diretor da Receita do Tesouro do Estado de Pernambuco e veio a se apaixonar por uma jovem adolescente – Maria de Lourdes Medeiros – indo viver em sua companhia. Com ela teve uma filha, que passou a ser a grande preocupação de sua vida. Temia morrer antes de poder cria-la.

Em seguida preparou a edição de outro livro – Poemas e xenhehém -, que só pode ser lançado em 1951, incorporado à edição de Poemas, que foi o primeiro livro surgido no Brasil apresentando um disco de poesias recitadas pelo seu autor. Nesta edição foi incluído o poema O trem de Alagoas, musicado por Villa-Lobos. Em 1955 tomou gosta pela política e passou a trabalhar na campanha de Juscelino Kubitschek para a presidência. Uma vez eleito, JK nomeou-o para dirigir o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife. Mas a nomeação logo foi cancelada devido a pressão de um grupo de intelectuais que não aceitaram no cargo um poeta irreverente com fama de boêmio. Deve ter pesado também no caso, o fato de ele não ser acadêmico. Mesmo assim, conseguiu ser nomeado assessor do Ministério da Educação e Cultura, onde passava todo mês para pegar o salário.

Em 1956 assinou um contrato com a prestigiada editora José Olympio, para uma nova edição de seus poemas. Pouco depois lançou um álbum duplo de discos com suas obras completas: 64 poemas escolhidos e 3 historietas populares, com apresentação de seu amigo Câmara Cascudo. Em 1963, a Editora José Olympio lançou Catimbó e outros poemas, seu último livro. A figura de Ascenso contribuía com o tipo brincalhão e amigo de todos. Gordo com quase dois metros de altura, vozeirão, chapéu de palha, suspensório e fumando um grande charuto, animava as rodas de amigos ou plateias. Manuel Bandeira descrevia-o assim: “Ascenso Ferreira tem uma estatura gigantesca, que, a princípio, assusta. No entanto, basta ele abrir a boca, para dissipar todos os terrores: é um sentimentalão, e sentimentalmente compreendeu e cantou o drama doloroso do matuto a quem ama […] Os seus poemas são verdadeiras rapsódias nordestinas, onde se espelhou fielmente a alma ora brincalhona, ora pungentemente nostálgica das populações dos engenhos”. Luís da Câmara Cascudo também fez um retrato semelhante: “Ascenso Ferreira, Ascensão, Ascenso Grandão, voz grossa de sapanta-boiada, chapelão imenso de carro de bois no alto do metro e noventa de estatura, coroando mais de cem quilos bem pesados”.

Tendo em vista o pouco conhecimento que temos do poeta, vale a pena colocarmos algumas opiniões relevantes sobre sua obra. Mario de Andrade: “Em numerosas passagens de ‘Cana caiana’ é tamanho o equilíbrio e a verdade da expressão lírica e formal, que se tem o sentimento muito firme da perfeição clássica”. Tristão de Athayde: “…um livro profundamente típico do Nordeste, de poemas do campo e do povo, que reflete a feição nativa, bárbara e localista do nosso modernismo: ‘Catimbó’ do sr. Ascenso Ferreira”. José Lins do Rego: “A poesia de ‘Catimbó’ a gente lê sempre e tem sempre vontade de ler outra vez. É uma poesia de verdade mais para o ouvido do que para os olhos. Daí o sr. Medeiros de Albuquerque, que é um homem surdo, não a perceber”. José Condé: “Ascenso Ferreira, incomparável como sempre, vate dos carrascais sertanejos, cantor dos engenhos e dos pastoris nordestinos, dos bêbados de feira, do trem de Alagoas e das velhas ruas do Recife”.

Numa avaliação crítica de sua obra, verifica-se ele iniciou a carreira com modelos poéticos tradicionais, compondo sonetos, baladas e madrigais. Só depois da Semana de Arte Moderna e sob a influência de Mario de Andrade, Joaquim Cardoso e Câmara Cascudo entre outros, é que sua poesia retorna aos temas regionais ligados aos engenhos, vaqueiros, cangaceiros, cegos violeiros, folguedos e das lendas populares. Além disso, a adesão ao modernismo implica também numa incorporação de recursos modernistas, como o aproveitamento poético da linguagem popular e o humor. Tal como Mario de Andrade em Macunaíma, ele gostava de ironizar a ética do trabalho numa referência a “preguiça inata” dos brasileiros: “Hora de comer – comer! / Hora de dormir – dormir! / Hora de vadiar – vadiar! / Hora de trabalhar? / – Pernas pro ar que ninguém é de ferro!“. Acrescente-se aqui o aguçado senso de ritmo nos versos dedicados ao trem de Alagoas, quando passava por Catende e musicados por Alceu Valença: “Vou danado pra Catende, / vou danado pra Catende, / vou danado pra Catende / com vontade de chegar […]“. Mário de Andrade chegou a dizer que seu compromisso entre fala e musicalidade era tanto que “mais sistematização sonora seria diretamente música”.

Em 5 de maio de 1965, faltando apenas quatro dias para completar 70 anos de idade, o poeta faleceu no Hospital Centenário, no Recife. Em sua homenagem e agradecimento, a Prefeitura ergueu seu busto na Rua Apolo, local onde ele gostava de vadear e perambular.

No pedestal do busto foram gravados um de seus versos preferidos:

Sozinho, de noite,
nas ruas desertas
do velho Recife, que atrás do arruado
deserto ficou,
criança , de novo,
eu sinto que sou

2 maio 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

SUCESSO MUSICAL

Música campeã, aquela que vai ganhar o primeiro lugar nas paradas de sucesso de Curitiba no próximo dia 10 de maio.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

LULA E DILMA FESTEJAM A GREVE CONTRA A REFORMA QUE DEFENDERAM

Em março deste ano, Lula saiu das catacumbas do Instituto que ganhou de empresas às quais prestou serviços indecentes e foi para a Avenida Paulista berrar bobagens contra as reformas propostas por Michel Temer. Sem ficar ruborizado, o ex-presidente disse à plateia amestrada o contrário do que afirmou no vídeo acima, gravado em 2015. Neste 28 de abril, faltou-lhe coragem para dar as caras nas ruas e juntar-se aos festejos do Dia Nacional da Vadiagem. Distante de pneus em chamas, ônibus incendiados, piquetes selvagens e black blocs fora da lei, aplaudiu “o sucesso da greve geral” concebida para barrar reformas que considerou indispensáveis e urgentes há menos de dois anos.

Como atesta o vídeo no final desta postagem, Lula sabe que a curva desenhada pelo crescimento da expectativa de vida tornou irremediavelmente grisalha a legislação previdenciária e outros papelórios aposentados pela passagem do tempo. “A gente morria com 60 anos de idade, com 50 anos de idade, agora a gente tá morrendo com 75″”, compara na gravação acima. “Você não pode ficar com a mesma lei que você tinha feito há 50 anos atrás”, rendeu-se. “É preciso que você avance”.

Por falta de convites para aparições públicas, também Dilma Rousseff aderiu à greve entrincheirada na sala de visitas do apartamento em Porto Alegre. “Nesses dias difíceis, a luta pela democracia e a defesa das conquistas sociais são dever de todos nós”, caprichou em dilmês erudito a pior governante desde o Descobrimento. “O povo brasileiro foi às ruas para dizer que não aceita a perda de seus direitos”. O neurônio solitário revogou o o que disse em janeiro de 2016 e eternizado no vídeo: “Cê tem várias formas pra encarar a questão da Previdência”, começou o falatório que completa o vídeo. “Os países desenvolvidos, todos eles, buscaram aumentar a idade de acesso, a idade mínima para acessar a aposentadoria. Tem esse caminho”.

A colisão frontal das discurseiras confirma que o casal que destruiu o país não tem compromisso com o que diz. A supergerente de botequim e o pregador de missa negra mentiram antes ou estão mentindo agora? Qual é a Dilma que vale? Qual é o Lula que vale? Simples: nenhum dos dois vale nada.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

WASHINGTON LUCENA – VISTA SERRANA-PB

Picasso nunca pintou
Tela com tanta beleza
Pois, quem fez a natureza
A sua beleza botou
Na tela que desenhou
Usou tanta inspiração
Que fez toda produção
Com a sua mercadoria
Deus pintou de poesia,
O quadro do meu sertão .

Deus pintou de avermelhado
Nosso Sol da cor de gema
E com a sua mão suprema
Fez tudo bem desenhado
O seu lápis bem traçado
Nunca precisou borrão
E tem toda precisão
Usando sua engenharia
Deus pintou de poesia,
O quadro do meu sertão .

Mote e glosas de Washington Lucena

2 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

2 maio 2017 DEU NO JORNAL

AMNÉSIA VERMÊIA

Marqueteiro do PT ironiza Dilma: ela sofre de “amnésia moral

“Dilma se achava chantageada pelo Marcelo Odebrecht”, afirmou João Santana à Justiça Eleitoral.

De acordo com o relato do publicitário, o objetivo da chantagem seria intimidar a então presidente a ponto de fazê-la impedir o avanço das investigações da Lava Jato.

* * *

Minino, a cada dia eu aprendo uma nova.

Já vi tudo quanto é tipo de amnésia neste mundo.

Mas “amnésia moral” esta é a primeira vez que vejo.

Deve ser um distúrbio mental de alta periculosidade vermêio-istrelada.

Claro, lógico, natural, evidente, previsível que é um tipo de amnésia que só poderia mesmo atacar um nome de destaque do PT, já que se trata de um distúrbio de ordem moral, que tem a ver com ética e caráter.

João Santana afirma que Dilma se sentia “chantageada” por Marcelo Odebrecht.

Pelo que sei do mundo da bandidagem, uma criatura só pode ser chantageada quando tem o rabo preso com o chantagista.

É isto mesmo, Ceguinho???!!!

Hein???

“Dilma, tu afrouxa o furico assim feito eu tô te mostrando com a minha mão, porque a pica que tu vai levar é de grosso calibre; segue o conselho da cumpanhera Marta Suplicy: relaxa e goza no fedegoso”

2 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

CATILINÁRIAS

Recentemente o Ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato, possivelmente tocado pela lastimosa corrupção brasileira, que se avulta, avocou a obra “Um inimigo do povo”, do escritor norueguês Henrik Johan Ibsen (1828-1906). O enredo, ficcional, da obra transcorre em uma pequena cidade do litoral meridional da Noruega e tem como protagonista o médico Dr. Thomas Stockmann, que desgraçou a sua vida e de sua família lutando para que a verdade e o bem comum triunfassem sobre os interesses particulares, mas desgraçadamente o mal venceu o bem: os interesses espúrios triunfaram em desfavor da sociedade. Estigmatizado feito vítima da AIDS, o venerando médico norueguês passou a carregar o difamante epíteto de “Um Inimigo do Povo”. Por aplicação analógica seria um “Tiradentes” norueguês com a diferença de que lá o personagem é criação do fabulista. Embora a obra (sementeira de indignação) tenha sido editada em novembro de 1882, faz crer que Ibsen serviu-se da mesma fonte que sacia a corrupção brasileira.

Mas se as circunstancias nacionais ensejam a evocação da obra “Um inimigo do Povo”, por razões igualmente justas e oportunas, merecem evocação as “Catilinárias de Cícero”, expressão alusiva aos célebres discursos, ferventes, pronunciados por Marco Túlio Cícero, 63 a.C. (político, cônsul, filósofo), contra o senador, corrupto, Lucio Sergio Catilina, despudorado político que planejava derrubar o governo republicano para obter riquezas e poder. Depois de acirrado confronto liderado por Cícero no Senado, Catilina resolveu afastar-se do parlamento indo juntar-se a seu exército ilícito, mas, falhanço, pereceu em combate. Para não cansar o leitor reproduzo apenas o exórdio de um flamejante discurso proferido por Cícero contra o mafioso Catilina, na Tribuna do Senado de Roma:

“Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo o teu desatino há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente..? {..}”

Inumeráveis vozes, (abonadas por justificadas razões e pautadas pelo rigorismo do fraque), algumas evidentemente em suspeição, subiram, cheias de si, à tribuna do Senado Brasileiro para defender a lei sobre abuso de autoridade quando poderiam prestar-se ao propósito de alargar a rigidez contra a corrupção: mãe das iniquidades sociais, usina de meninos de rua, estrela-guia dos presídios. Sequer uma admoestação, uma reprimenda, menos ainda uma catilinária, o povo consegue escutar daquela tribuna contra as práticas corruptivas; que de tão recorrentes e espontâneas sugerem o amparo de alvará de funcionamento; mas que a JUSTIÇA haverá de ab-rogá-lo. Se alguém conseguir escutá-las por certo virão sob a forma de lendas difusas e remotas brotadas da imaginação da imprensa.

Conclamo o País a gritar esta frase:

ATÉ QUANDO, Ó CORRUPTOS, IRÁ VIGER ESSE ALVARÁ QUE ADMITE DESSEIVAR O BRASIL?

2 maio 2017 FULEIRAGEM

ALEX VAZ – CHARGE ONLINE

CONSULTANDO UM ESPECIALISTA

A página O Antagonista publicou hoje cedo esta notícia:

STF se prepara para soltar José Dirceu hoje à tarde

E, pelo que os fuxiqueiros andam boatando, esta soltura determinada pela ala petista do tribunal, tem a ver com a possível delação de Palocci. Pra fazer o Italiano calar o bico, ou qualquer coisa assim.

Francamente, confesso que num intendi nada. Esses fuxiqueiros me deixam completamente leso.

O fato é que fiquei encucado com este vazamento e encaminhei a notícia para o Departamento de Investigação de Mentiradas, Parolagens e Feiquicis (DIMPF), comandado pelo nosso competente colaborador Ceguinho Teimoso, doutor neste assunto.

Estou aguardando ele nos dar retorno pra saber se a informação procede ou se é mentirosa. E nos explicar como danado é que isto vazou.

E, já que estamos falando do nosso glorioso Supremo Tribunal Federal, órgão máximo da justiça de Banânia, e que ontem, por decisão do Exmo. Sr. Ministro Boca-de-Buceta, mandou soltar o prisioneiro político Eike Batista, eu vou fazer outra consulta ao Ceguinho.

É o seguinte:

É verdadeira ou é apenas uma grosseira montagem a foto abaixo:

2 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

BELCHIOR – NOSSA HOMENAGEM

* * *

01 – E que tudo mais vá para o céu – (Belchior / Jorge Mautner) – 1982

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02 – Divina Comédia Humana – (Belchior) – 1978

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03 – Balada de Madame Frigidaire – (Belchior) – 1988

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04 – Tudo outra vez – (Belchior) – 1979

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05 – Doce mistério da vida – (V.Herbert / Belchior) – 1996

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06 – Num país feliz – (Jorge Mello / Belchior) – 1993

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07 – Notícia de terra civilizada – (Jorge Mello / Belchior) – 1993

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08 – Paralelas – (Belchior) – 1977

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09 – Pequeno perfil de um cidadão comum – (Belchior / Toquinho) – 1979

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10 – Aparências – (Cury / Ed Wilson) – 1996

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11 – Não leve flores – (Belchior) – 1976

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12 – Elegia obscena – (Belchior) – 1988

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13 – Como nossos pais – (Belchior) – 1976

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14 – Galos, noites e quintais – (Belchior) – 1977

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15 – Medo de avião – (Belchior) – 1979

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2 maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

NO TEMPO EM QUE SE CORTAVA PONTO DE GREVISTA (II)

Gosto muito de ler e pesquisar no seriíssimo blogue Brasil 247, uma publicação isenta, desapaixonada e que não tem corruptos de estimação.

Baixa o pau em ladrões de todas as tendência!!!

Esculhamba com ratos do PT, do PSDB, do PMDB e da PQP.

Do mesmo jeito que fazemos aqui no JBF. Podes crer, amizade!!!

Ontem dei uma passeada por lá e reli esta manchete que o 247 publicou em julho de 2012:

Eu gostei mesmo foi do fecho da notícia.

Está ótimo:

Pau, pau, pedra, pedra

Isto mesmo, Dilma, você agiu corretamente: cassetete no lombo e no furico de vagabundos!

E se a greve for convocada para uma sexta-feira, cassetete de tamanho dobrado.

Pra fechar a postagem, vamos ver a patriótica manchete que o 247 publicou hoje, terça-feira, versando sobre a vergonha que tem quem nasce na República Federativa de Banânia.

Uma república onde existe um partido que tem a cara-de-pau de escolher Temer pra ser vice de sua candidata Dilma.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)


DI MELO, APRESENTAÇÃO, SURPRESA E AMIZADE

Di Melo, o encontro

Descobrir o cantor e compositor Di Melo foi um presente de ouro da Marina, a filha que sabe que sou um caçador de pernambucanidades importantes, fatos, personalidades, efemérides, muitas vezes sem o reconhecimento nacional, quiçá local.

Numa dessas datas comerciais, me mandou o LP original do artista. Sou contra datas comerciais, mas adoro presentes bem escolhidos. Por sua vez, a Marina recebeu a dica do cineasta Pedro Severien, que costuma garimpar essas preciosidades.

Disco clássico, gravado em 1975

A partir daí, comecei a procurar os shows que Di Melo começava a fazer em São Paulo. Sesc-Pinheiros, Belenzinho, casas noturnas. Shows e mais shows e viagens agendadas pelo país.

Comecei a segui-lo nas redes sociais, acompanhar sua carreira, fazer minha parte. Justamente pela crença de que ali estava um artista especial.

É com esta convicção que me sinto impelido a falar do seu trabalho. É pluralizar a música de qualidade, que me faz bem.

Ainda que tivesse vindo “apenas” com o disco de 1975, os registros do uso de suas músicas por DJs internacionais, além da grande carreira de gravações no exterior – notadamente no Japão – tivesse vindo com esse conteúdo no matulão, já teria lugar no setlist das canções de qualidade da música brasileira.

Mas Di Melo continua fértil e sua obra ainda está em construção. Já depois de sua volta que o tornou “imorrível”.

Barulho de Fafá, “Di Melo Imorrível – 2016

Houve que formamos uma amizade boa e sadia, a partir de nossos referenciais, via redes sociais e, principalmente, pelos shows. Uma amizade despretensiosa e assaz afetuosa.

Quando do lançamento de “São Paulo, um estado de emoções”, meu primeiro livro, lá estava Di Melo, com toda a sua alegria, expansividade e energia, dando um brilho extra ao evento.

Agora, como bônus aos que passaram a se interessar pelo trabalho de nosso Di, vai o seu hit de apresentação “Kilariô”. Som, soul, suingue impossível de se ouvir, sem se mexer…

Kilariô, de Di Melo, pelo mesmo. Arranjos Hermeto Pascoal – 1975

 Espero que se divirtam. Até semana que vem.

2 maio 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa