6 maio 2017 DEU NO JORNAL

ESSA FOI PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA

O ex-diretor da área de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, que está disposto a devolver 20 milhões de euros, que recebeu como propina.

O dinheiro, segundo ele, está em duas contas no exterior.

Além destes 20 milhões de euros, Duque também se comprometeu a devolver valores que estão em uma terceira conta no exterior.

Contudo, não mencionou o valor.

* * *

Pela cotação do Euro no dia de hoje, que está em R$ 3,49, esta fortuna de  20 milhões correspondem a R$ 69.800.000,00.

Quase 70 milhões de reais.

Na conta de uma pessoa física, de um corrupto vermêio-istrelado arrependido.

É dinheiro pra caralho!!!

Raciocinemos:

Concretizada a devolução, devolvido o dinheiro roubado aos cofres públicos, fica comprovada a guabirutagem petralha.

Sem qualquer sombra de dúvidas.

Nem mesmo o petista fubânico Citador de Números conseguirá dizer que é mentira ou que isto é “invenção dos golpistas usurpadores“.

Nem mesmo minha querida amiga Cabeça-de-Fossa, tesoureira do Diretório Municipal do PT em Palmares, poderá dizer que “isto é uma invenção da Sala de Guerra da Globo.”

E aí… E aí… E aí…

Deixa pra lá.

Num vou falar mais merda nenhuma.

Por enquanto

Depois a gente conversa sobre isto.

Vamos alegrar nossa magnífica noite de sábado comemorando esta excelente notícia para a banda decente do Brasil.

Saber que a banda imunda do país está completamente emputiferada, é pra encher de alegria o coração de todos os homens de bem e de todos os contribuintes desta espoliada nação.

Renato Duque disse que vai esclarecer, sem qualquer sombra de dúvidas, a “divisão da propina entre Lula, Dirceu e PT“.

Esclarece, Renato!!!

6 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

6 maio 2017 JOSELITO MÜLLER

FEMINISTA É ACUSADA DE FAZER APOLOGIA AO PATRIARCADO

A vida dos ativistas progressistas não está nada fácil no Brasil sob governo ditatorial do satanista Michel Temer.

Após um famoso personagem do cenário político ser acusado de machismo por ter comentando com uns amigos que havia sido corneado, suscitando com isso a ira da imprensa golpista, uma ativista feminista foi acusada por suas companheiras de fazer apologia ao patriarcado em uma foto, na qual aparece segurando uma placa com os dizeres: “Cansei de ser julgada pela minha aparência”.

O motivo da polêmica foi o inovador, inusitado e até mesmo pirocudo penteado que a referida militante usava (veja a foto na parte de cima desta publicação).

Em forma fálica, a roliça cabeleira em riste era ornamentada, de cada lado, por dois volumes redondos que lembravam os ovos testiculares típicos de homens do sexo masculino ou até mesmo de mulheres trans.

“NÃO VOU JULGAR A APARÊNCIA, MAS ACHO UMA AFRONTA À NOSSA LUTA ESSE CABELO EM FORMATO DE PIROCA”, COMENTOU UMA OUTRA FEMINISTA NO FACEBOOK.

O fato foi comunicado à polícia como crime de apologia ao patriarcado, e será investigado pelo departamento especializado em crimes contra as minorias da polícia civil.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

URUBU MALANDRO

Para alegrar o nosso sábado, o saudoso Altamiro Carrilho executa este lindo choro de Braguinha e Louro de Carvalho, abrilhantado por uma espetacular percussão.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

6 maio 2017 DEU NO JORNAL

O CANASTRÃO QUER SE LIVRAR DOS TOMATES

Eliziário Goulart Rocha

É natural que quem passou a vida interpretando se preocupe com o ângulo da câmera, sobretudo quando sabe que pode ser uma de suas últimas cenas fora das grades. Luis Inácio Lula da Silva interpreta até hoje o operário humilde, embora não saiba o que é trabalho de verdade desde os anos 1970 e tenha passado longo período saboreando as delícias do ócio ideológico remunerado por fora. E tanto atuou que está quase convencido de ser o personagem que criou, assim como Zé Dirceu estava quase convencido de sua inocência quando foi cassado e preso em função do Mensalão.

Há atores extraordinários e atores ordinários. Os extraordinários imortalizam personagens capazes de provocar na plateia o riso escancarado ou o choro convulsivo. Os ordinários não convencem ninguém, mas ainda assim conseguem levar às gargalhadas o público disposto a rir para não chorar e conduzir às lágrimas os patetas – ou cúmplices – capazes de acreditar na mais genuína história da carochinha.

O pedido da defesa de Lula para que a câmera, ao contrário do que ocorreu até aqui nos depoimentos da Lava Jato, não feche no interrogado, e sim utilize plano aberto para mostrar todo o ambiente, mais do que representar a malandragem porca visando a edições esperrrtas para o horário eleitoral gratuito – uma excrescência da qual os brasileiros há muito deveriam ter sido poupados -, revela o desespero de quem sabe que, na ausência de uma tábua salvadora, só resta mesmo é espernear.

O canastrão prestes a ter como camarim uma cela podia se poupar de certos micos, mas tal decisão dificilmente é tomada por quem se julga acima de coisas comezinhas como a Constituição, o Código Penal ou a vergonha na cara. Saber se retirar de cena quando ainda resta uma ínfima possibilidade de exibir dignidade é coisa para poucos. Na impossibilidade de evitar a metafórica chuva de tomates ao final de uma apresentação farsesca, resta pedir que os cinegrafistas façam plano geral, na esperança de que o público preste mais atenção nas cortinas ou no brilho do assoalho, e não no de sua cara de pau.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

PAULO WERNER – CHARGE ONLINE

6 maio 2017 DEU NO JORNAL

“VENTOS FRIOS SOPRAM DE CURITIBA”

6 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

MARLUCE NUNES – CAMPINAS-SP

O que faltou no depoimento do Renato Duque?

O PowerPoint do Deltan Dallagnol explicando tudo, tim tim por tim tim.

Ele confirmou a mesma história.

R. Fique tranquila, cara leitora.

O fubânico petista Citador de Números vai fazer uma brilhante e bem fundamentada defesa de Lula.

Citando números e apresentando gráficos bem mais lindos que este do procurador.

Aguarde.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

O FIM DO EMPREGO

Meu pai tinha devoção por Vitória. Uma escrevente do Tabelião Galba Pragana. Por sua enorme capacidade em transcrever longas minutas, nos livros. Com boa letra. Ligeiro. E errando pouco. Apesar de velhinha. A chamava, por isso, de Rainha Vitória. Só que não há mais rainhas assim, no mercado. Substituídas que foram por computadores. Minutas são enviadas, pelos escritórios de advocacia, diretamente aos Cartórios. Lá, são só formatadas. Por outras vitórias, terceirizadas, que nada escrevem. Já não há, nos Cartórios de hoje, livros físicos. Nem escreventes. A profissão desapareceu. Mais uma, entre tantas.

A Ernst Young (Estados Unidos) acaba de tornar público estudo segundo o qual, em 2025, 1 em cada 3 empregos vai ser substituído por tecnologias inteligentes. E a Universidade de Oxford (Inglaterra) outro, similar, revelando que 47% dos empregos que hoje conhecemos vão desaparecer até 2040. Nada a estranhar. O físico Stephen Hawking antevê que “a ascensão da inteligência artificial irá provavelmente levar à destruição massiva dos postos de trabalho, sobretudo na classe média”. Será isso bom ou ruim? Provavelmente bom e ruim. Ganha-se em eficiência na produção, qualidade nos produtos e custos. Perde-se em postos de trabalho.

Entre as profissões que mais rapidamente desaparecerão, segundo esses estudos, estão: Agricultor – O processo produtivo, no campo, será crescentemente automatizado. Caixas – A Amazon já abriu sua primeira loja em que não há funcionários. Clientes que têm um App Amazon go entram nas lojas, fazem as compras e vão embora. Essa experiência tende a se alastrar. Bancários – Cada vez mais seus lugares serão substituídos por home bankings. Operadores de telemarketing – As máquinas vão entender o que usuários dizem e aprenderão a responder. Carteiros – As comunicações serão cada vez mais eletrônicas. Agentes de viagem – O processo tenderá a ser crescentemente automatizado. Contabilistas – Serão substituídos por máquinas.

Mesmo profissões tradicionais, como médicos e advogados, vão sofrer. Nos Estados Unidos, um robot-advogado (chamado Ross) vem sendo já usado em várias firmas. Com sucesso. E médicos correm o risco de ser substituídos por máquinas que farão exames e prescreverão receitas, na maioria dos casos. Em resumo, todas as profissões que possam ser sistematizadas correm risco.

O futuro é já presente/ Na visão de quem sabe ler, disse Fernando Pessoa (“Quinto Império”). E ele é razoavelmente óbvio. Empregados com menor qualificação serão substituídos por mais qualificados. A robotização é inevitável. Não só porque robots não movem processos trabalhistas. É que, no longo prazo, custam menos. Também porque são mais precisos. E não erram. Só a fábrica da FIAT, em Goiana (PE), tem 700 robots. E cada robot substitui, em média, 5 trabalhadores. A FIAT, hoje, tem lá 3.000 empregados. Mas, sem os robots, ela teria 0 (zero). Que nem haveria essa fábrica. Impossível recusar o progresso.

Enquanto isso, no Brasil, um grupo bloqueia estradas e vai às ruas, enfurecido, na defesa só do passado – uma lei de 1943. Se batendo contra outro que defende só o presente. Para permitir redução de custos e mais previsibilidade nas relações de trabalho, agora. Ninguém se preocupa em estabelecer as bases do emprego, no futuro. Importante porque, dado os avanços da ciência, as pessoas estão vivendo mais. E tenderão a trabalhar por mais tempo. O que quer dizer ainda menos postos disponíveis, para todos. Está desenhada uma crise. A mais grave da humanidade. A crise do fim do emprego.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – CHARGE ONLINE

MEU AMIGO E CONTERRÂNEO OZI DOS PALMARES

Recebi do conterrâneo Ozi dos Palmares, artista da nossa amada terrinha que brilha em São Paulo, o seu último disco, intitulado Arrelique.

Ozi foi moleque-de-rua feito eu, pinotando nas águas do rio Pirangi e amorcegando caminhão carregado de cana pelas ruas da nossa cidade.

Arrelique é o título de uma das músicas.

Uma composição da autoria do colunista fubânico Xico Bizerra, que assim se expressão sobre o trabalho de Ozi:

Ser parceiro de Ozi é dividir o bem com o bom

Outro colunista fubânico que participa do disco é o meu cumpade Maurício Melo, também nascido em Palmares. Que falou assim:

Havia um sonho, ou talvez somente o desejo de fazer música.

Todos os sons se misturavam – desde o rock da vitrola do vizinho até os xotes do alto-falante da Rádio Cultura. Nada nos era estranho, embora fôssemos filhos da musicalidade nordestina renovada – Quinteto Violado, Fagner, Alceu Valença, Orquestra Armorial –, daquela explosão de possibilidades sonoras, um caudal vigoroso e vivo a nos revelar os infinitos caminhos daquela cultura prenhe de universalidade.

Daquele batalhão de nefelibatas se destacou Ozi. Era quem melhor se disciplinava diante das exigências da profissão do encanto. Herdeiro de tudo que se ouvia pelas ruas anárquicas de Palmares, mostra em cada novo trabalho, como neste seu quarto CD Arrelique, a fortaleza que começou a construir em tempo idos.

Havia um sonho, é verdade, que hoje se traduz na concretude de uma música forte e límpida, a música de Ozi, legado maior de toda uma geração de sonhadores. ”

Carinho incondicional a artistas brasileiros do meu querido chão, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Veludo e Rabeca, está explícito no meu “Arrelique!

Para adquirir o disco ou fazer contato com Ozi, aqui estão seu telefone e o seu endereço eletrônico:

(81) 9.9529-0637 – ozimusica@gmail.com

A seguir, as duas composições de autoria dos colunistas fubânicos, ambas musicadas pelo intérprete, Ozi dos Palmares:

ARRELIQUE – Xico Bizerra

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CAÇUÁ E POESIA – Maurício Melo

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6 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

ABALOS

Quando se pensava que a solidez econômica segurava a barra, era um forte protetor contra a invasão de tsunamis, o sonho se desfez. De repente, ouviram-se estrondos, provocados pelos desmandos. A força da ventania varou a rede de proteção. Estendida em defesa de importantes setores econômicos.

A devassidão, os desmandos, os abusos desestruturaram três superimportantes setores. Três outrora fortíssimas esferas econômicas. Desordenaram três estatais de peso. A Petrobrás, a Eletrobrás e o sistema naval.

Para recuperar o prestígio do trio de ferro foi necessária a presença de especialistas com mãos cirúrgicas para não deixar resquícios na vida das citadas empresas. Afetadas pelas desordens e roubalheira, de modo a evitar recaídas.

Jogaram a esculhambação no seio da Petrobrás. Bagunçaram o coreto. Embora a descoberta de ricas bacias de petróleo e gás seja uma verdade inquestionável, todavia nas profundezas do mar brasileiro, os maus traçados planos de desenvolvimento da outrora gigantesca estatal não levantaram a moral da empresa. Pelo menos, por enquanto. Por motivos óbvios.

O recuo na produção de petróleo pela Petrobrás realmente abalou. Os gastos sobem. A crise de caixa não acabou porque a dívida bruta está impagável. O brutal prejuízo de 1,3 bilhão de reais, que desde 2004 não acontecia, mexeu com os brios da companhia. Afugentou investidores. As melhorias operacionais ainda não se firmaram. Apesar do forte programa de reestruturação financeira em andamento.

O que mantém a estatal respirando é o programa de desinvestimento, orçado em bilhões de dólares, que visa repor as energias da Petrobrás, mediante a venda de ativos. Porém, o aumento da produção de petróleo pelo Irã, pode esfriar os planos da companhia. A queda do preço do petróleo na área internacional e a demora no ressarcimento da roubalheira a cargo da Operação Lava Jato ainda não é um fato concreto.

Outro setor avariado é o de energia. Os escândalos de corrupção e o prejuízo bilionário de 2015 enfraqueceram a Eletrobrás. Desnudaram a companhia. Introduziram incertezas que arrombaram a Eletrobrás. Aliás, o tombo de 2012, registrou violento prejuízo que o governo tentou dividir com os consumidores de energia.

Vítima de sete deficitárias distribuidoras de energia, e obrigada a engolir no seco em 1998, a Eletrobrás luta bravamente para escapar da pior fase de sua existência. Sem penalizar ainda mais o consumidor, cansado de tanto socorro à estatal, e ainda amargando o insuportável e imprevisto apagão.

No Nordeste, a Chesf, maior geradora de energia em potência instalada, por causa de consecutivos erros de ingerência política, amargou enorme prejuízo A estatal também sofre as consequências da desordem. Sem recursos, esta estatal viu-se obrigada a adiar a entrega de muitas linhas de transmissão. Tão necessárias para garantir o desenvolvimento regional.

Para sair do marasmo, a Chesf alimenta planos. Aumentar receitas. Dobrar os investimentos. Acreditar em reestruturação.

A pior consequência da crise econômica é abrir feridas em todos os cantos. Frágil, nem a indústria naval escapou. Embora no início prometia mundos e fundos, de repente, fraqueja, sucumbe. Cai de cara no chão, vitimada por efêmera euforia que só durou três anos. Implantando no lugar de sólidos projetos para a construção de navios, plataformas e sondas de perfuração, apenas saudades e duras incertezas.

Projetada para competir com os estaleiros asiáticos, a indústria naval brasileira não aguentou a onda. Não suportou a concorrência. Fortemente estruturada.

Com baixos índices de produtividade, a indústria naval brasileira está naufragando, também. Graças à crise econômica, a recessão, monstruosos escândalos, à ineficaz politica e ao baque da Petrobrás.

Depois da queda do preço internacional do petróleo, da comilança descoberta pela Lava Jato, da longa fase de recessão e do desinvestimento feito pela Petrobrás, as demissões cortaram a metade das vagas nos estaleiros.

Como resultado do baixo nível industrial e com o cancelamento de encomendas de navios, que foram transferidas para a China, estaleiros fecham as portas, demitem em massa, outros entram em falência, alguns, inclusive, entraram com pedidos de recuperação judicial, para ver se escapa da morte anunciada.

Aquela euforia do passado, que mantinha 36 estaleiros a pleno vapor, acabou. Desapareceu do mapa com o sistemático cancelamento de encomenda de novos navios.

Mas, para se manter de pé, sobreviver ao castigo de perniciosos projetos, os estaleiros que conseguiram escapar do declínio, vivem às duras penas, visando concluir projetos antigos ou fazendo apenas reparações em embarcações avariadas.

Tudo por causa do fim dos maltraçados sonhos e do começo de tormentosos pesadelos.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

AMNÉSIA SELETIVA

Com tantos companheiros presos, Rui Falcão finge que não se lembra de todos

“Saudamos a decisão do Supremo Tribunal Federal de libertar José Dirceu e esperamos que a mesma decisão se estenda ao companheiro João Vaccari”.

Rui Falcão, presidente do PT, esquecendo-se de interceder também pelos antigos comparsas Sérgio Cabral, Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci, que tanto contribuíram para os tempos de bonança do partido.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE


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