6 maio 2017 DEU NO JORNAL

ESSA FOI PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA

O ex-diretor da área de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, que está disposto a devolver 20 milhões de euros, que recebeu como propina.

O dinheiro, segundo ele, está em duas contas no exterior.

Além destes 20 milhões de euros, Duque também se comprometeu a devolver valores que estão em uma terceira conta no exterior.

Contudo, não mencionou o valor.

* * *

Pela cotação do Euro no dia de hoje, que está em R$ 3,49, esta fortuna de  20 milhões correspondem a R$ 69.800.000,00.

Quase 70 milhões de reais.

Na conta de uma pessoa física, de um corrupto vermêio-istrelado arrependido.

É dinheiro pra caralho!!!

Raciocinemos:

Concretizada a devolução, devolvido o dinheiro roubado aos cofres públicos, fica comprovada a guabirutagem petralha.

Sem qualquer sombra de dúvidas.

Nem mesmo o petista fubânico Citador de Números conseguirá dizer que é mentira ou que isto é “invenção dos golpistas usurpadores“.

Nem mesmo minha querida amiga Cabeça-de-Fossa, tesoureira do Diretório Municipal do PT em Palmares, poderá dizer que “isto é uma invenção da Sala de Guerra da Globo.”

E aí… E aí… E aí…

Deixa pra lá.

Num vou falar mais merda nenhuma.

Por enquanto

Depois a gente conversa sobre isto.

Vamos alegrar nossa magnífica noite de sábado comemorando esta excelente notícia para a banda decente do Brasil.

Saber que a banda imunda do país está completamente emputiferada, é pra encher de alegria o coração de todos os homens de bem e de todos os contribuintes desta espoliada nação.

Renato Duque disse que vai esclarecer, sem qualquer sombra de dúvidas, a “divisão da propina entre Lula, Dirceu e PT“.

Esclarece, Renato!!!

6 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

6 maio 2017 JOSELITO MÜLLER

FEMINISTA É ACUSADA DE FAZER APOLOGIA AO PATRIARCADO

A vida dos ativistas progressistas não está nada fácil no Brasil sob governo ditatorial do satanista Michel Temer.

Após um famoso personagem do cenário político ser acusado de machismo por ter comentando com uns amigos que havia sido corneado, suscitando com isso a ira da imprensa golpista, uma ativista feminista foi acusada por suas companheiras de fazer apologia ao patriarcado em uma foto, na qual aparece segurando uma placa com os dizeres: “Cansei de ser julgada pela minha aparência”.

O motivo da polêmica foi o inovador, inusitado e até mesmo pirocudo penteado que a referida militante usava (veja a foto na parte de cima desta publicação).

Em forma fálica, a roliça cabeleira em riste era ornamentada, de cada lado, por dois volumes redondos que lembravam os ovos testiculares típicos de homens do sexo masculino ou até mesmo de mulheres trans.

“NÃO VOU JULGAR A APARÊNCIA, MAS ACHO UMA AFRONTA À NOSSA LUTA ESSE CABELO EM FORMATO DE PIROCA”, COMENTOU UMA OUTRA FEMINISTA NO FACEBOOK.

O fato foi comunicado à polícia como crime de apologia ao patriarcado, e será investigado pelo departamento especializado em crimes contra as minorias da polícia civil.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

URUBU MALANDRO

Para alegrar o nosso sábado, o saudoso Altamiro Carrilho executa este lindo choro de Braguinha e Louro de Carvalho, abrilhantado por uma espetacular percussão.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

6 maio 2017 DEU NO JORNAL

O CANASTRÃO QUER SE LIVRAR DOS TOMATES

Eliziário Goulart Rocha

É natural que quem passou a vida interpretando se preocupe com o ângulo da câmera, sobretudo quando sabe que pode ser uma de suas últimas cenas fora das grades. Luis Inácio Lula da Silva interpreta até hoje o operário humilde, embora não saiba o que é trabalho de verdade desde os anos 1970 e tenha passado longo período saboreando as delícias do ócio ideológico remunerado por fora. E tanto atuou que está quase convencido de ser o personagem que criou, assim como Zé Dirceu estava quase convencido de sua inocência quando foi cassado e preso em função do Mensalão.

Há atores extraordinários e atores ordinários. Os extraordinários imortalizam personagens capazes de provocar na plateia o riso escancarado ou o choro convulsivo. Os ordinários não convencem ninguém, mas ainda assim conseguem levar às gargalhadas o público disposto a rir para não chorar e conduzir às lágrimas os patetas – ou cúmplices – capazes de acreditar na mais genuína história da carochinha.

O pedido da defesa de Lula para que a câmera, ao contrário do que ocorreu até aqui nos depoimentos da Lava Jato, não feche no interrogado, e sim utilize plano aberto para mostrar todo o ambiente, mais do que representar a malandragem porca visando a edições esperrrtas para o horário eleitoral gratuito – uma excrescência da qual os brasileiros há muito deveriam ter sido poupados -, revela o desespero de quem sabe que, na ausência de uma tábua salvadora, só resta mesmo é espernear.

O canastrão prestes a ter como camarim uma cela podia se poupar de certos micos, mas tal decisão dificilmente é tomada por quem se julga acima de coisas comezinhas como a Constituição, o Código Penal ou a vergonha na cara. Saber se retirar de cena quando ainda resta uma ínfima possibilidade de exibir dignidade é coisa para poucos. Na impossibilidade de evitar a metafórica chuva de tomates ao final de uma apresentação farsesca, resta pedir que os cinegrafistas façam plano geral, na esperança de que o público preste mais atenção nas cortinas ou no brilho do assoalho, e não no de sua cara de pau.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

PAULO WERNER – CHARGE ONLINE

6 maio 2017 DEU NO JORNAL

“VENTOS FRIOS SOPRAM DE CURITIBA”

6 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

MARLUCE NUNES – CAMPINAS-SP

O que faltou no depoimento do Renato Duque?

O PowerPoint do Deltan Dallagnol explicando tudo, tim tim por tim tim.

Ele confirmou a mesma história.

R. Fique tranquila, cara leitora.

O fubânico petista Citador de Números vai fazer uma brilhante e bem fundamentada defesa de Lula.

Citando números e apresentando gráficos bem mais lindos que este do procurador.

Aguarde.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

O FIM DO EMPREGO

Meu pai tinha devoção por Vitória. Uma escrevente do Tabelião Galba Pragana. Por sua enorme capacidade em transcrever longas minutas, nos livros. Com boa letra. Ligeiro. E errando pouco. Apesar de velhinha. A chamava, por isso, de Rainha Vitória. Só que não há mais rainhas assim, no mercado. Substituídas que foram por computadores. Minutas são enviadas, pelos escritórios de advocacia, diretamente aos Cartórios. Lá, são só formatadas. Por outras vitórias, terceirizadas, que nada escrevem. Já não há, nos Cartórios de hoje, livros físicos. Nem escreventes. A profissão desapareceu. Mais uma, entre tantas.

A Ernst Young (Estados Unidos) acaba de tornar público estudo segundo o qual, em 2025, 1 em cada 3 empregos vai ser substituído por tecnologias inteligentes. E a Universidade de Oxford (Inglaterra) outro, similar, revelando que 47% dos empregos que hoje conhecemos vão desaparecer até 2040. Nada a estranhar. O físico Stephen Hawking antevê que “a ascensão da inteligência artificial irá provavelmente levar à destruição massiva dos postos de trabalho, sobretudo na classe média”. Será isso bom ou ruim? Provavelmente bom e ruim. Ganha-se em eficiência na produção, qualidade nos produtos e custos. Perde-se em postos de trabalho.

Entre as profissões que mais rapidamente desaparecerão, segundo esses estudos, estão: Agricultor – O processo produtivo, no campo, será crescentemente automatizado. Caixas – A Amazon já abriu sua primeira loja em que não há funcionários. Clientes que têm um App Amazon go entram nas lojas, fazem as compras e vão embora. Essa experiência tende a se alastrar. Bancários – Cada vez mais seus lugares serão substituídos por home bankings. Operadores de telemarketing – As máquinas vão entender o que usuários dizem e aprenderão a responder. Carteiros – As comunicações serão cada vez mais eletrônicas. Agentes de viagem – O processo tenderá a ser crescentemente automatizado. Contabilistas – Serão substituídos por máquinas.

Mesmo profissões tradicionais, como médicos e advogados, vão sofrer. Nos Estados Unidos, um robot-advogado (chamado Ross) vem sendo já usado em várias firmas. Com sucesso. E médicos correm o risco de ser substituídos por máquinas que farão exames e prescreverão receitas, na maioria dos casos. Em resumo, todas as profissões que possam ser sistematizadas correm risco.

O futuro é já presente/ Na visão de quem sabe ler, disse Fernando Pessoa (“Quinto Império”). E ele é razoavelmente óbvio. Empregados com menor qualificação serão substituídos por mais qualificados. A robotização é inevitável. Não só porque robots não movem processos trabalhistas. É que, no longo prazo, custam menos. Também porque são mais precisos. E não erram. Só a fábrica da FIAT, em Goiana (PE), tem 700 robots. E cada robot substitui, em média, 5 trabalhadores. A FIAT, hoje, tem lá 3.000 empregados. Mas, sem os robots, ela teria 0 (zero). Que nem haveria essa fábrica. Impossível recusar o progresso.

Enquanto isso, no Brasil, um grupo bloqueia estradas e vai às ruas, enfurecido, na defesa só do passado – uma lei de 1943. Se batendo contra outro que defende só o presente. Para permitir redução de custos e mais previsibilidade nas relações de trabalho, agora. Ninguém se preocupa em estabelecer as bases do emprego, no futuro. Importante porque, dado os avanços da ciência, as pessoas estão vivendo mais. E tenderão a trabalhar por mais tempo. O que quer dizer ainda menos postos disponíveis, para todos. Está desenhada uma crise. A mais grave da humanidade. A crise do fim do emprego.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – CHARGE ONLINE

MEU AMIGO E CONTERRÂNEO OZI DOS PALMARES

Recebi do conterrâneo Ozi dos Palmares, artista da nossa amada terrinha que brilha em São Paulo, o seu último disco, intitulado Arrelique.

Ozi foi moleque-de-rua feito eu, pinotando nas águas do rio Pirangi e amorcegando caminhão carregado de cana pelas ruas da nossa cidade.

Arrelique é o título de uma das músicas.

Uma composição da autoria do colunista fubânico Xico Bizerra, que assim se expressão sobre o trabalho de Ozi:

Ser parceiro de Ozi é dividir o bem com o bom

Outro colunista fubânico que participa do disco é o meu cumpade Maurício Melo, também nascido em Palmares. Que falou assim:

Havia um sonho, ou talvez somente o desejo de fazer música.

Todos os sons se misturavam – desde o rock da vitrola do vizinho até os xotes do alto-falante da Rádio Cultura. Nada nos era estranho, embora fôssemos filhos da musicalidade nordestina renovada – Quinteto Violado, Fagner, Alceu Valença, Orquestra Armorial –, daquela explosão de possibilidades sonoras, um caudal vigoroso e vivo a nos revelar os infinitos caminhos daquela cultura prenhe de universalidade.

Daquele batalhão de nefelibatas se destacou Ozi. Era quem melhor se disciplinava diante das exigências da profissão do encanto. Herdeiro de tudo que se ouvia pelas ruas anárquicas de Palmares, mostra em cada novo trabalho, como neste seu quarto CD Arrelique, a fortaleza que começou a construir em tempo idos.

Havia um sonho, é verdade, que hoje se traduz na concretude de uma música forte e límpida, a música de Ozi, legado maior de toda uma geração de sonhadores. ”

Carinho incondicional a artistas brasileiros do meu querido chão, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Veludo e Rabeca, está explícito no meu “Arrelique!

Para adquirir o disco ou fazer contato com Ozi, aqui estão seu telefone e o seu endereço eletrônico:

(81) 9.9529-0637 – ozimusica@gmail.com

A seguir, as duas composições de autoria dos colunistas fubânicos, ambas musicadas pelo intérprete, Ozi dos Palmares:

ARRELIQUE – Xico Bizerra

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CAÇUÁ E POESIA – Maurício Melo

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6 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

ABALOS

Quando se pensava que a solidez econômica segurava a barra, era um forte protetor contra a invasão de tsunamis, o sonho se desfez. De repente, ouviram-se estrondos, provocados pelos desmandos. A força da ventania varou a rede de proteção. Estendida em defesa de importantes setores econômicos.

A devassidão, os desmandos, os abusos desestruturaram três superimportantes setores. Três outrora fortíssimas esferas econômicas. Desordenaram três estatais de peso. A Petrobrás, a Eletrobrás e o sistema naval.

Para recuperar o prestígio do trio de ferro foi necessária a presença de especialistas com mãos cirúrgicas para não deixar resquícios na vida das citadas empresas. Afetadas pelas desordens e roubalheira, de modo a evitar recaídas.

Jogaram a esculhambação no seio da Petrobrás. Bagunçaram o coreto. Embora a descoberta de ricas bacias de petróleo e gás seja uma verdade inquestionável, todavia nas profundezas do mar brasileiro, os maus traçados planos de desenvolvimento da outrora gigantesca estatal não levantaram a moral da empresa. Pelo menos, por enquanto. Por motivos óbvios.

O recuo na produção de petróleo pela Petrobrás realmente abalou. Os gastos sobem. A crise de caixa não acabou porque a dívida bruta está impagável. O brutal prejuízo de 1,3 bilhão de reais, que desde 2004 não acontecia, mexeu com os brios da companhia. Afugentou investidores. As melhorias operacionais ainda não se firmaram. Apesar do forte programa de reestruturação financeira em andamento.

O que mantém a estatal respirando é o programa de desinvestimento, orçado em bilhões de dólares, que visa repor as energias da Petrobrás, mediante a venda de ativos. Porém, o aumento da produção de petróleo pelo Irã, pode esfriar os planos da companhia. A queda do preço do petróleo na área internacional e a demora no ressarcimento da roubalheira a cargo da Operação Lava Jato ainda não é um fato concreto.

Outro setor avariado é o de energia. Os escândalos de corrupção e o prejuízo bilionário de 2015 enfraqueceram a Eletrobrás. Desnudaram a companhia. Introduziram incertezas que arrombaram a Eletrobrás. Aliás, o tombo de 2012, registrou violento prejuízo que o governo tentou dividir com os consumidores de energia.

Vítima de sete deficitárias distribuidoras de energia, e obrigada a engolir no seco em 1998, a Eletrobrás luta bravamente para escapar da pior fase de sua existência. Sem penalizar ainda mais o consumidor, cansado de tanto socorro à estatal, e ainda amargando o insuportável e imprevisto apagão.

No Nordeste, a Chesf, maior geradora de energia em potência instalada, por causa de consecutivos erros de ingerência política, amargou enorme prejuízo A estatal também sofre as consequências da desordem. Sem recursos, esta estatal viu-se obrigada a adiar a entrega de muitas linhas de transmissão. Tão necessárias para garantir o desenvolvimento regional.

Para sair do marasmo, a Chesf alimenta planos. Aumentar receitas. Dobrar os investimentos. Acreditar em reestruturação.

A pior consequência da crise econômica é abrir feridas em todos os cantos. Frágil, nem a indústria naval escapou. Embora no início prometia mundos e fundos, de repente, fraqueja, sucumbe. Cai de cara no chão, vitimada por efêmera euforia que só durou três anos. Implantando no lugar de sólidos projetos para a construção de navios, plataformas e sondas de perfuração, apenas saudades e duras incertezas.

Projetada para competir com os estaleiros asiáticos, a indústria naval brasileira não aguentou a onda. Não suportou a concorrência. Fortemente estruturada.

Com baixos índices de produtividade, a indústria naval brasileira está naufragando, também. Graças à crise econômica, a recessão, monstruosos escândalos, à ineficaz politica e ao baque da Petrobrás.

Depois da queda do preço internacional do petróleo, da comilança descoberta pela Lava Jato, da longa fase de recessão e do desinvestimento feito pela Petrobrás, as demissões cortaram a metade das vagas nos estaleiros.

Como resultado do baixo nível industrial e com o cancelamento de encomendas de navios, que foram transferidas para a China, estaleiros fecham as portas, demitem em massa, outros entram em falência, alguns, inclusive, entraram com pedidos de recuperação judicial, para ver se escapa da morte anunciada.

Aquela euforia do passado, que mantinha 36 estaleiros a pleno vapor, acabou. Desapareceu do mapa com o sistemático cancelamento de encomenda de novos navios.

Mas, para se manter de pé, sobreviver ao castigo de perniciosos projetos, os estaleiros que conseguiram escapar do declínio, vivem às duras penas, visando concluir projetos antigos ou fazendo apenas reparações em embarcações avariadas.

Tudo por causa do fim dos maltraçados sonhos e do começo de tormentosos pesadelos.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

AMNÉSIA SELETIVA

Com tantos companheiros presos, Rui Falcão finge que não se lembra de todos

“Saudamos a decisão do Supremo Tribunal Federal de libertar José Dirceu e esperamos que a mesma decisão se estenda ao companheiro João Vaccari”.

Rui Falcão, presidente do PT, esquecendo-se de interceder também pelos antigos comparsas Sérgio Cabral, Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci, que tanto contribuíram para os tempos de bonança do partido.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

MARTA R. BODINI – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

essa postagem do JBF, do dia 31 de março, é sobre o Aécio. (clique na foto abaixo para ler)

Aécio Neves que foi delatado no processo da Lava Jato.

Observa-se que não há um comentário sequer do Goiano.

Só um exemplo. Pois há outras postagens também.

Ele escreveu que os delatores contra o Lula só fazem isto pra reduzir as penas. Não existe prova.

E os que deduraram o Aécio? Aí pode!?

R. Vocês leitores desta merda de gazeta são uns fuçadores e fuxiqueiros da porra.

Agora, já que você tocou no assunto, eu senti falta mesmo do comentário de Goiano nesta matéria.

Não pelo mérito, pelo assunto, pois isto é o de menos.

O que importa é a diversão que os comentários dele nos proporciona.

Eu senti falta foi pelo fato de que a ausência de comentário do Goiano nesta matéria, ou em qualquer outra matéria, vai fazer demorar mais um pouco ele chegar ao recorde de 14.000 comentários postados, conforme os registros do serviço de editoria desta gazeta escrota. 

Este número aí de cima, 13.167 comentários, foi registrado ontem, sexta-feira, dia 5, às 21:54 hs.

Certamente este número vai ser largamente aumentado neste final de semana, para grande alegria do sistema JBF, pois quanto mais comentários mais aumentam o índices de acessos.

A demolidora denúncia feita ontem por Renato Duque, declarando com todas as letras que Lula, o canonizado de Goiano, era de fato o chefe da quadrilha vermêio-istrelada – coisa que nós que enxergamos e que usamos a razão já sabíamos -, vai ocupar os dedos de Goiano no teclado por um bom tempo.

Uma felicidade pra toda comunidade fubânica!!!

E esta saudável expectativa merece ser comemorada com música.

Um samba bem alegre:

6 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

6 maio 2017 JOSIAS DE SOUZA

DUQUE APROXIMOU LULA DO STATUS DE CONDENADO

O depoimento espontâneo de Renato Duque a Sergio Moro alterou drasticamente a situação penal de Lula. Até aqui, o grão-mestre do PT era personagem de uma ficção em que imóveis reformados lhe caíam sobre o colo – um sítio em Atibaia, um tríplex no Guarujá. Duque injetou na fantasia de Lula uma realidade que tem começo, meio e fim. Nela, Lula desempenha um papel mais condizente com o seu histórico -o papel de chefe.

Duque pintou no depoimento um Lula muito parecido com o personagem retratado numa petição que o procurador-geral da República Rodrigo Janot protocolou no Supremo Tribunal Federal em maio do ano passado. Na peça, Janot requereu a inclusão do ex-presidente petista no “quadrilhão”, como é conhecido o principal inquérito da Lava Jato.

Janot anotou: ”Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse.”

Representante do PT na diretoria corrupta da Petrobras, Duque adicionou carne no angu do procurador-geral. Disse que Lula não apenas sabia da roubalheira como era beneficiário das propinas. Contou detalhes dos encontros secretos que manteve com o pajé do petismo. Revelou mais: com a Lava Jato nos seus calcanhares de vidro, Lula orientou Duque a apagar as digitais que imprimira em contas na Suíça. Não é só: segundo Duque, Lula ecoava preocupações de Dilma Rousseff.

O depoimento de Duque mostrou que a defesa de Lula se autoimpôs uma missão irrealizável. Para refutar a acusação de que seu cliente era o comandante máximo do petrolão, os advogados de Lula se esforçam para provar que aquele ex-operário que chegou à Presidência como um mito e deixou o Planalto como um recordista de popularidade era, na verdade, um míope meio bobo – indigno de sua trajetória de sucesso.

A cinco dias do encontro de Lula com Sérgio Moro, o enredo do maior escândalo da história tornou-se mais lógico. Diferentemente do que sucedeu com o mensalão, o petrolão se afasta da construção fictícia de uma corrupção acéfala, uma máfia sem capo. O depoimento de Renato Duque alterou o status de Lula. O chefão do PT se distancia da condição de bobo, aproximando-se da de condenado.

* * *

6 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


http://calamus-scribae.blogspot.com.br
AS HORAS ABERTAS

As horas dividem os dias, as noites, os anos, os séculos e os segundos, sendo elas propícias ou maléficas. De acordo o entendimento dos antigos, desde os tempos remotos, esquecidos nas inefáveis colunas imemoriais dos tempos, existem certos espaços temporais chamados de “as horas abertas”, que são, conforme registrou Câmara Cascudo, “aquele momento em que as coisas más podem agir, deixando demônios e fantasmas atuarem livremente”.

Coincide sempre a morte chegar nessas horas. Os moribundos expelem seu último suspiro nesse pequeno espaço de tempo, pelas madrugadas, nas primeiras horas da manhã, no quebrar da barra ou ao anoitecer. São justamente essas as horas em que se morre.

“Ao escurecer e nas ultimas trevas, aparecem assombrando nas encruzilhadas negrinhos misteriosos, cavalos sem cabeça, visagens brancas e vagas, silvos, apitos, rumores sem a mínima explicação”.

Meio-Dia, Meia-Noite e pelas trindades, são horas misteriosas para o viajante. Horas de aparições e de bruxedos. Nessas horas inefáveis aparece lá em lugares ermos e sombrios o próprio Diabo a andar pela terra procurando a quem atentar com seus desejos e volúpias. Nas Trindades, que é a hora aberta, é quase de fé que nas encruzilhadas se vê coisas ruins.

À hora do Meio-Dia, encontram-se pelas estradas umas coisas más que se chamam de redemunhos e do meio deles saltam as visagens e as aparições saída dos infernos para expiar seus pecados e anunciar suas maldades.

Um caixeiro viajante ou um andarilho que, por pura má sorte, se encontrar em pleno meio-dia vagueando em uma estrada deserta e ouvir assovios, choro de criança ou vozes chamando, que nunca se vire, que não se comova e que não levante a cabeça. “O remédio é fechar os ouvidos, apressar o passo, fazer o Pai-Nosso e esconjurar o demônio”. Se olhar é certo que fica louco.

Muitas vezes, andarilhos solitários contam que se escutam vozes e passos de alguém caminhando ao lado e quando se olha para trás, somente a estrada vazia a se perder de vista.

É bom que não lhes dê ouvidos.

Acautelai-vos e apressai o passo. São as horas abertas procurando a quem devorar.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

A AMPLIAÇÃO DO UNIVERSO DE IDIOTAS

Comentário sobre a postagem MARIA DO CARMO BARBOSA – CONTAGEM-MG

Martinho Araujo Neto:

“Nelson Rodrigues é insuperável.

Quando ele falou isso fazia sentido porque não existia redes sociais, e a idiotice ficava circunscrita a democracia.

Com o advento das redes sociais, o universo de idiotas superou as expectativas porque deu voz a todos.”

* * *

6 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)


A AGONIA DOS CORRUPTOS

A declaração do Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de que proferiu um voto “histórico” sobre a soltura do condenado José Dirceu cria a possibilidade de entender que houve uma extrapolação de vaidade do comportamento ao julgar o processo. Outra possibilidade é que o encontro despretensioso com o petista Arlindo Chinaglia em um hotel em Portugal, entre outros assuntos, um poderia ser sobre a manutenção ilegal, pelo PT considerada, do malfeitor José Dirceu em cárcere privado. Não deixa de ser uma possibilidade também, o desenrolar das investigações da Lava Jato que começa a chegar no ninho tucano e muito providencial seria um apoio petista que teria, provavelmente, certa simpatia à causa plumada por alguns julgadores da maior Corte do País. Para mim, o voto “histórico” terá registro na história de um bando que desmantelou o Brasil, ou seja, entrará nos anais da bandidagem.

A postura do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, em levar para a decisão do plenário os casos mais conturbados, feriu de morte as esperanças dos corruptos em permanecerem soltos e a vontade para agirem na tentativa de possível reversão da situação de iminente prisão que todos eles vivem, inclusive o chefe do bando, o escroque Lulla da Silva. Não há como fugir da condenação com uma incomensurável e comprovada prática de crimes. Foi um assalto generalizado ao dinheiro do povo e sua utilização para compra de apoios internos e externos em detrimento da saúde, da educação, da segurança e por aí vai, da população brasileira. Valia de tudo e se entregavam as orgias empresariais como em prostíbulos. Contas no exterior, apartamentos, sítios, fazendas, aviões, jóias e nababescas viagens, tudo patrocinado pelo bolso do povo que paga com seu dinheiro impostos e juros extorsivos do seu cartão de crédito, na sua compra em supermercados, shoppings e no comércio. Esses partidos e seus membros diretivos deveriam ter cassados seus registros e os direitos políticos de todos participantes da cúpula nacional. Eles são os mentores e os beneficiados dos esquemas espúrios.

O voto de Gilmar Mendes tem uma forte agravante que é a repercussão dele no meio daqueles que pouco entendem dos mecanismos processuais. Rotular os competentes procuradores da república de “juvenis” e sem “experiência institucional” é querer desmoralizar com a justiça brasileira. Os “juvenis” estão lá via concursos e com mérito próprio e não via indicação de padrinhos políticos sem que tenha um único dia sequer de atuação como Juiz. É a experiência de julgador não existente em nove dos membros pertencentes a Corte. Todos tem como assessoria, para mastigar as falas em plenário, um gigantesco quadro de juízes. Isto não é dado aos “juvenis” procuradores que dispõe apenas do seu conhecimento e preparo para a profissão, as bases de suas demandas. Por ser um “supremo”, Gilmar Mendes proferiu um voto de “jardim de infância” jurídico ao justificar a soltura de um criminoso com a alegação de desrespeito e intimidação, pelos procuradores, ao Supremo Tribunal Federal- STF, não se atendo a lei e as decisões anteriores do próprio STF, que são contrárias ao posicionamento dos coniventes com o Partido dos Trabalhadores e deles oriundos por fé e por fazer parte da cozinha do chefe do bando, Lulla.

A intenção do trio Mendes, Tófolli e Lewandowisck é desestruturar a ação da Lava Jato, impingindo nela a pecha de injusta e perseguidora dos “pobres” que chegaram ao Poder. É muito visível que existe uma ação desses membros da Corte para preparar caminho para um descrédito dos operadores da Lava Jato e com isso fazer surgir da lama a candidatura dos corruptos e bandidos, entre eles o chefe Lulla. Esse descrédito visa aplacar a rejeição popular aos partidos de esquerda e seus parceiros que estão atolados no lamaçal da corrupção e sem qualquer possibilidade de sucesso na próxima eleição de 2018. Nem mesmo as encomendas suspeitas de pesquisas inverterá esse processo de banimento popular, assim foi nas eleições de 2016 e será na de 2018.

O esquema do trio ternura da segunda turma do STF passa pelo terrível medo do depoimento do ex ministro Palocci. Dele vai surgir muita coisa do sistema financeiro e judiciário e aí teremos um novo mar de lama. É por Palocci que o trio estava preparando o tapete vermelho para sua saída de Curitiba, mas Fachin acabou com a ação de adornar pisos, até porque de nada adiantaria já que o ex ministro quer falar. Este desejo da fala exige muito cuidado de segurança com o depoente. Tentam de tudo, mas não passarão, é a agonia dos corruptos.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

JOSE CLAUDINO PRIMO – IPIRANGA DO PIAUI-PI

Meu caro Luiz Berto

Bom dia

Estou passando esta mensagem para lhe avisar do encantamento do nosso amigo Pergentino Liberato (PT7AA).

Ele estava hospitalizado desde a semana passada e ontem ao cair da noite deu-se o passamento.

Eu lembro que ele estava vez ou outra mandando correspondência pra você.

Falei com familiares dele ontem à noite e aproveito aqui para mandar aos mesmos os meus pêsames.

Obrigado pela atenção e um grande abraço.

Cordialmente

R. Pergentino era um fubânico fiel e muito querido.

Acessava o JBF todos os dias.

A última carta que ele nos mandou foi publicada no dia 23 de abril, mês passado.

Sentiremos muito sua falta.

Meus pêsames para os seus familiares.

Que ele descanse em paz.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

ALMIR GUINETO – NOSSA HOMENAGEM

Almir de Souza Serra
(Rio de Janeiro, 12 de julho de 1946 – Rio de Janeiro, 05 de maio de 2017)

Almir Guineto, sambista e compositor, foi um dos maiores representantes do samba de raiz, fundador do Grupo Fundo de Quintal. Nascido e criado no Morro do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, teve contato direto com o samba desde a infância, já que havia vários músicos em sua família. Seu pai, Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba, sua mãe Nair de Souza (mais conhecida como “Dona Fia” ) era costureira e uma das principais figuras da Acadêmicos do Salgueiro, seu irmão Francisco de Souza Serra (mais conhecido como Chiquinho) foi um dos fundadores dos Originais do Samba.

Ao Almir Guineto, nossa homenagem.

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6 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

6 maio 2017 FERNANDO GABEIRA

A SUPREMA EMBOSCADA

Não gosto de escrever sobre Gilmar Mendes. Acho-o uma figura antipática e apreensões subjetivas costumam ser um risco ao equilíbrio e ao senso elementar de justiça.

Critiquei Mendes quando foi ao Congresso defender a urgência da lei de abuso de autoridade, aliando-se momentaneamente a Renan Calheiros. Não só pela posição que defendeu, mas pela forma de argumentar. Gilmar afirmou que operações como a Lava Jato acontecem todos os anos. O correto seria dizer que foi a mais importante das últimas décadas.

Subestimar a Operação Lavo Jato ou mesmo opor-se a ela faz parte do jogo democrático. No entanto, ele deu um passo adiante quando afirmou que o vazamento poderia anular a delação da Odebrecht. Nessa conclusão, nem seus defensores se alinharam com ele. A própria ministra Cármen Lúcia afirmou que as delações não seriam anuladas.

Uma decisão desse tipo teria repercussão continental. Muitas acusações contra os políticos em vários países seriam contestadas se o Brasil anulasse um documento de importância histórica.

Gilmar perdeu nessa. Mas havia outro caminho: questionar a duração das prisões preventivas da Lava Jato. O Supremo, segundo ele, teria um encontro marcado com essas prisões alongadas.

Gilmar, individualmente, libertou Eike Batista e seu sócio, Flávio Godinho. Ele argumenta, com razão, que existe grande número de presos provisórios no Brasil e quer reduzi-lo. É uma tese. No entanto, na prática, Gilmar resolve apenas o problema de um milionário e seu sócio, porque à sua mesa só chegam casos patrocinados por grandes bancas de advocacia.

Gilmar, ao conceder a liberdade a Eike, tomou o cuidado de determinar medidas cautelares. Isso pelo menos abre uma brecha para negociação.

Parece estranho usar esse verbo, mas Gilmar Mendes lidera a maioria na turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da Lava Jato. Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli fecham com ele, porque, fiéis ao PT, são do gênero de magistrado bolivariano, que faz tudo o que seu governo quer.

A Lava Jato se encontra, portanto, diante de um grande obstáculo. Não creio que a libertação de presos seja decisiva para delações premiadas. Suponho que pessoas inocentes e adultas não confessam algo só porque estão presas. Na minha suposição, o fator decisivo nas delações premiadas é a soma de evidências que é posta na mesa, a certeza do preso de que vai ser condenado.

De qualquer maneira vai se dar o confronto entre as pessoas que apoiam a Lava Jato e a trinca de ministros que podem neutralizar a operação. Não tenho fórmulas para algo tão surpreendente, uma vez que são ministros poderosos e, como dizemos no esporte, casca grossa, no sentido de que suportam a pressão social.

Um foco de resistência ao STF são as próprias medidas cautelares. No caso de Eike Batista, suspeito de esconder sua fortuna, foi imposta a multa de R$ 52 milhões. Pelo que se entende, se Eike não pagar, voltará para a cadeia, o que me parece improvável. De qualquer forma, é claro que uma das razões de sua prisão é evitar que maneje o que restou de sua fortuna, parte dela formada com dinheiro oficial, isenção de impostos e, por intermédio de Cabral, expulsão, à força, de pequenos agricultores de São João da Barra.

O caminho será sempre o de demonstrar a necessidade da prisão. Gilmar, Toffoli e Lewandowski vão discordar. Mas a sucessão de conflitos entre as necessidades da investigação e o esforço do trio de ministros para liberar presos pode levar também ao Supremo a necessidade de ampliar a discussão, em alguns casos.

O importante ao longo do debate é contestar a ofensiva de Gilmar e seus dois colegas com fatos, demonstrações precisas de que as pessoas precisam continuar presas. É difícil ficar contra a tese de que prisioneiros devem ter um limite para sua prisão provisória. Mas é perfeitamente possível demonstrar, em cada caso, como a prisão ainda é necessária.

No julgamento em que o Superior Tribunal de Justiça (STF) negou por unanimidade a soltura de Sérgio Cabral, um dos motivos alegados tem grande peso: combater a sensação de impunidade. Um peso simbólico que vai estar presente no maior feito da trinca de juízes: libertar José Dirceu, acusado de continuar no crime, mesmo depois de condenado no processo do mensalão.

A principal mensagem da Lava Jato de que a lei vale para todos e que os poderosos serão punidos sofre um abalo. Na argumentação de Gilmar, a lei que rege as prisões provisórias está sendo cumprida. Mas o fato de que vale apenas para quem consegue chegar à sua mesa reafirma a tese de que a Justiça atua de forma diferenciada.

A trinca de juízes articulada para neutralizar a Operação Lava Jato deverá enfrentar uma série de reações que não posso prever aqui. Uma das mais eficazes seria apressar os julgamentos em segunda instância, o que levaria os já condenados de novo à prisão.

São fatores um pouco distantes de nossa capacidade de influência. Ainda assim, não há motive para pânico: a Lava Jato já conquistou muito e deixou sua marca na História moderna do continente. A ideia de que a lei vale para todos tem uma força própria e, de alguma forma, a sociedade transformará essa expectativa em realidade. É improvável que uma trinca de ministros consiga derrubá-la, liberando políticos e empresários corruptos, batendo de frente com a lógica de investigações, preocupadas em evitar a destruição de provas e encontrar o dinheiro roubado.

Sem dúvida, começa uma fase difícil para a Lava Jato e aqueles que a apoiam. Lutar contra uma forca instalada no coração do Supremo não é algo comum.

Mas também diria que concordo com a ideia de que a História, na maioria dos casos, não apresenta problemas sem solução. É apenas mais uma pedra no caminho. O maior escândalo de corrupção foi posto a nu. O corpo é muito grande para três juízes se livrarem dele.

6 maio 2017 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

6 maio 2017 REPORTAGEM

PF INTERCEPTA LIGAÇÃO DE GILMAR MENDES PARA INVESTIGADO NO STF

À esquerda, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, entrega em 2013 uma medalha de honra ao mérito ao ministro e conterrâneo Gilmar Mendes 

Em 15 de maio do ano passado, (Nota da Editoria do JBF: esta matéria foi publicada pela revista Época em fevereiro de 2015) o Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria­Geral da República, autorizou a Polícia Federal a vasculhar a residência do então governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, à cata de provas sobre a participação dele num esquema de corrupção. Cinco dias depois, uma equipe da PF amanheceu no duplex do governador, em Cuiabá. Na batida, os policiais acabaram descobrindo que Silval Barbosa guardava uma pistola 380, três carregadores e 53 munições. Como o registro da arma vencera havia quatro anos, a PF prendeu o governador em flagrante. Horas mais tarde, Silval Barbosa pagou fiança de R$ 100 mil e saiu da prisão. Naquele momento, o caso já estava no noticiário. Às 17h15, o governador recebeu um telefonema de Brasília. Vinha do mesmo Supremo que autorizara a operação.

“Governador Silval Barbosa? O ministro Gilmar Mendes gostaria de falar com o senhor, posso transferi-lo?”, diz um rapaz, ligando diretamente do gabinete do ministro. “Positivo”, diz o governador. Ouve-se a tradicional e irritante musiquinha de elevador. “Ilustre ministro”, diz Silval Barbosa. Gilmar Mendes, que nasceu em Mato Grosso, parece surpreso com a situação de Silval Barbosa: “Governador, que confusão é essa?”. Começavam ali dois minutos de um telefonema classificado pela PF como “relevante” às investigações. O diálogo foi interceptado com autorização do próprio Supremo – era o telefone do governador que estava sob vigilância da polícia. Na conversa, Silval Barbosa explica as circunstâncias da prisão. “Que loucura!”, diz Gilmar Mendes, duas vezes, ao governador (leia ao lado um trecho da transcrição da conversa). Silval Barbosa narra vagamente as acusações de corrupção que pesam contra ele. Gilmar Mendes diz a Silval Barbosa que conversará com o ministro Dias Toffoli, relator do caso. Fora Toffoli quem, dias antes, autorizara a batida na casa do governador. Segue-se o seguinte diálogo:

Silval Barbosa é acusado de corrupção pela PF num inquérito que corre no Supremo

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6 maio 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

A ERA DE OURO DOS TRIOS

Não se fazem mais trios como os de antigamente. Nada como aqueles conjuntos musicais compostos por primeira, segunda e terceira vozes masculinas. Três intérpretes tendo como instrumental básico o violão, o afoxé e o tantã, com o qual obtinham o acompanhamento necessário para a perfeita colocação dos timbres vocais.

Os primeiros trios musicais a gravarem discos no Brasil foram o Trio Aurora e o Trio Royal, ambos com formações instrumentais surgidos na década de 1910. Os vocais apareceram a partir de 1930, com o Trio de Ouro de Herivelto Martins, Dalva de Oliveira e Francisco Sena. A partir de então mais de uma centena de trios brilharam e desaparecem no cenário musical brasileiro.

O bolero se moldou como uma luva para o trio. Esse ritmo surgiu em Cuba mesclado de raízes espanholas, porém, ficou mais conhecido como a canção romântica mexicana. Toda a América Latina sofreu a influência do bolero e, no Brasil, ele se popularizou a partir da década de 50.

Daí a importância do Trio Los Panchos como um dos divulgadores da música romântica mexicana. O conjunto formado, originalmente, por dois mexicanos e um porto-riquenho foi sucesso no Brasil, influenciando os trios que aqui se formaram.

Nessa época ocorreu a melhor safra de trios musicais do país. Para aclarar a lembrança eis alguns deles: Surdina, Prelúdio, Melodia, Cristal, Nagô, Marayá e Irakitan, os dois últimos originários do Rio Grande do Norte.

Os trios Irakitan e Marayá foram formados, respectivamente, em 1950 e 1954. O Irakitan somente gravou o primeiro disco em 1955, com o título Três vozes que encantam. Canta e encanta há quase sete décadas, pois ainda está em atividade após várias mudanças na composição original do conjunto.

Gravou perto de uma centena de discos, a maioria deles com o selo da Odeon. No meu entendimento, o mais representativo trabalho do trio chama-se Os boleros que gostamos de cantar, de 1959.

O Trio Marayá, embalado no sucesso da formação vocal conterrânea, obteve também o seu espaço no gosto popular. Assim como o Irakitan, o Marayá se apresentou em diversos países da América do Sul e da Europa com sucesso. A partir de 1975 o conjunto foi-se desintegrando.

No Ceará surgiu o Trio Nagô, em 1950, porém, foi dentre os trios o de menor duração no cenário musical. Ao se desfazer, doze anos após a criação, o conjunto abriu espaço para o crescimento do Trio Irakitan. Na curta existência, o Trio Nagô também angariou fãs e prestígio nas apresentações pelo país e no exterior.

Um dos fundadores e o líder do Trio Nagô foi Evaldo Gouveia, conhecido e festejado compositor brasileiro. Ao sair do trio, em 1962, Evaldo engatou parceria com Jair Amorim que resultou em mais de 150 composições emprestadas às vozes dos principais intérpretes brasileiros – o sucesso de Altemar Dutra deve-se às composições da dupla.

Uma das mais belas interpretações do Trio Nagô embalou o sono de meus três filhos, durante muitas noites e em diferentes épocas, quando eles interrompiam o repouso de Edilza, minha mulher. Deliciem-se com a leveza desta canção de ninar:

Sua Majestade, o Nenê – Trio Nagô

6 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)


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