BOMBA H NA LAVA JATO

Depoimento do petroleiro Renato Duque reduz a cinzas castelo de areia movediça das miragens de Lula

Não adianta chorar, espernear, berrar, atear fogo às vestes nem espargir cinza nos cabelos: o depoimento do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque ao juiz Sergio Moro, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, tem o efeito de uma bomba H na reputação e nas miragens fantasiosas de Lula e seus miquinhos amestrados sobre o papel dele no petrolão. Até 5 de maio a estratégia de defesa do ex-presidente da República era um castelo com alicerces apoiados em areia movediça. Suas bases se fundavam em hipóteses completamente estapafúrdias: o padim de Caetés estaria sendo perseguido por uma súcia de policiais e procuradores federais, sob o comando de um juiz tucano, bancado pelo imperialismo americano e pela sórdida burguesia nacional para evitar que ele fosse eleito presidente da República pela terceira vez no pleito de 2018. Fariam ainda parte desse bando de golpistas o titular da 10.ª Vara Federal Criminal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, e Marcelos Bretas, chefe da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. E todes teriam o apoio em tempo integral dos procuradores da Justiça paulista, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do desembargador que relata os processos a que responde no 4.º Tribunal Regional de Porto Alegre, João Pedro Gebran Neto. Ou seja, uma conspiração maligna e múltipla com vários tentáculos.

Ainda de acordo com essa teoria conspiratória em que o delírio se reúne à arrogância, à desfaçatez e ao cabotinismo em graus extremos, causam essa raiva feroz desses agentes do Estado as conquistas que favoreceram os pobres brasileiros nos oito anos das duas gestões de Lula e nos cinco anos, quatro meses e 12 dias dos desgovernos de sua afilhada, protegida e gerentona fiel Dilma Vana Rousseff Linhares. Esses podres burgueses teriam armado o golpe que apeou madame presidenta do poder federal por não suportarem mais pobres andrajosos viajando de avião como se fossem abastados e os métodos implacáveis contra a corrupção reinante na relação entre capital e burocracia estatal desde os tempos da colônia. Pois teriam passado a ser combatidos sem dó nem piedade pela Polícia Federal (PF) dos tempos em que era considerada republicana até o momento em que deixou de ser comandada pelo causídico Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça no primeiro mandarinato do máximo chefe.

A verdade dos fatos é que as divisões internas da PF, que vêm dos tempos da queda da ditadura militar com a eleição de Tancredo Neves e a posse de José Sarney na Presidência da República, de fato, a tornaram inexpugnável a ordens de cima. Até hoje, o órgão se divide entre os tucanos ligados ao delegado e ex-deputado federal Marcelo Itagiba; os petistas que prestaram inestimáveis serviços a José Dirceu e seus comandados petistas na documentação usada pelas bancadas do Partido dos Trabalhadores (PT) no impeachment de Collor e na demolição da boa imagem conquistada por Fernando Henrique no comando da maior revolução social da História, o Plano Real; e as viúvas de Romeu Tuma, o ex-diretor do Dops paulista que foi guindado a diretor da instituição e nela deixou marcas e devotados herdeiros. A verdade é que de Sarney até hoje nenhum presidente da República exerceu completo controle sobre a PF. Graças a essa divisão, não foram paralisadas investigações dos agentes federais por ordens de cima sob a égide do mensalão nem muito menos agora na Lava Jato.

A conjuntura internacional favoreceu tal “republicanismo”. O trabalho da polícia americana para desvendar a sofisticada engenharia financeira para tornar viável o atentado do Al Qaeda que demoliu as Torres Gêmeas em Nova York e quase fez o mesmo com o Pentágono acordou os ianques para a realidade de que não seria possível combater o terrorismo sem abrir guerra contra a disseminação da corrupção. Daí, fez-se um pacto internacional para combater a corrupção e caçar corruptos onde quer que eles estivessem. Foi nesse contexto que Fernando Henrique e seu ministro da Justiça, Renan Calheiros, assinaram a lei autorizando a colaboração com a Justiça, que seus alvos e sequazes apelidaram, talvez de forma irreversível, de “delações premiadas”. Dilma Rousseff e seu advogado de confiança no Ministério da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, não tiveram como não assinar o aperfeiçoamento dessa forma que se tem mostrado muito eficaz para identificar e processar larápios, de vez que a lei resulta de acordos internacionais que não tinham como não ser firmados. A repatriação de capitais no exterior obedece a uma lógica similar.

A chamada Ação Penal 470 foi o primeiro esforço para investigar, processar e prender criminosos do colarinho branco. Ao perceber que a velha regra da época dos coronéis conforme a qual só vão para o inferno prisional nacional os três pês – pobres, prostitutas e pardos – começava a ser demolida. A arraia miúda festejou e aplaudiu. Tornou Joaquim Barbosa, relator do mensalão e depois presidente do STF, seu herói da vez. Só agora é possível perceber que, de fato, esse senhor tinha motivações ideológicas que permitiram que os verdadeiros mandantes da roubalheira continuassem intactos. O resultado final é lastimável. Mofam na prisão o operador Marcos Valério e alguns empresários privados do segundo time, enquanto toda a cúpula do primeiro governo Lula está à solta, pois um indulto da companheira Dilma foi tornado perdão da pena por seus amiguinhos do STF. Diante do petrolão, o mensalão é uma farsa de iniciantes nas artes cênicas. Até Zé Dirceu, condenado por ter delinquido enquanto respondia à Justiça preso na Papuda, acaba de ser liberado, graças à ação conjunta da trinca da tolerância formada pelos maganões do Direito torto Gilmar Mendes, Ricardo Lewandoswki e Dias Toffoli. Dos chefões políticos do mensalão na cadeia resta o insignificante e abandonado Pedro Corrêa.

Apesar do talento, da expertise em lavagem de dinheiro e da lisura do comandante da Lava Jato, o juiz Sergio Moro, não tem sido fácil encontrar provas que incriminem o chefão de todos os petistas, pilhados saqueando todos os cofres da República. A revista Época desta semana, em completa reportagem de capa de Diego Escosteguy, reproduz copiosa documentação que dá conteúdo às delações ditas premiadas que fundamentam os cinco processos penais e as seis citações de Luiz Inácio Lula da Silva na lista dos 78 da Odebrecht, que virou de Janot e, depois, de Fachin. No entanto, não falta quem o defenda dizendo que não bastam a coincidência e a lógica dos depoimentos para incriminá-lo. “Faltam provas”; teimam, insistem, persistem, não desistem e repetem.

O depoimento de Renato Duque é demolidor em todos os sentidos. Por sua origem, por exemplo. Quando Paulo Roberto Costa era o vértice das delações dos ex-diretores da Petrobrás, o ilibado professor Ildo Sauer, da USP, espírito de santo de orelha de Lula em matéria de energia e ex-diretor de gás da apodrecida cúpula da Petrobrás saqueada, garantia, em entrevista à revista de sua grei acadêmica e, depois, ao Estadão, que naquele corpo diretivo só havia dois dirigentes acima de suspeita, Renato Duque e ele próprio. E demolidor também pelas revelações feitas perante o juiz testemunhando que Lula sabia de tudo e tudo comandava e que Dilma Rousseff, a afilhada e sucessora, se preocupava com a hipótese de algum diretor da Petrobrás nas gestões dela ter dinheiro em contas no exterior.

Não vai ser com seu castelo em cima de areia movediça que Lula abalará a consistência das revelações de Duque. E mais: é possível que ainda haja material explosivo pronto para detoná-lo. O que não terão a dizer Eike Batista e Antônio Palocci que possa comprometê-lo? Lauro Jardim, em sua coluna no Globo, garante que Sérgio Andrade, dono da Andrade Gutiérrez, até agora protegido pelo sócio Otávio Azevedo, está negociando a própria “delação premiada”. Ele também terá muito a dizer, não só a respeito de Sérgio Cabral, em cujo processo depôs, ou aos investigadores das Operações Zelote e Lava Jato. E ainda a respeito da bilionária guerra das teles, assunto que até agora ninguém abordou. Como não está preso, não foi indiciado e mora em Lisboa, sua decisão desmonta a tese fundamental da defesa de Lula, Dilma, Palocci et caterva: a de que negociam redução de penas e, por isso, mentem. E agora, Luiz?

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

PIRES – CHARGE ONLINE

9 Maio 2017 JOSELITO MÜLLER

FIDEL CASTRO SERÁ A TESTEMUNHA FALECIDA DE LULA

GUARUJÁ – Pouca gente sabe, mas entre as oitenta e sete testemunhas arroladas pela defesa do ex-presidente Lula no processo oriundo da Operação Lava Jato, está o ex-presidente cubano Fidel Castro.

Reeleito democraticamente durante quatro décadas seguidas, demonstrando com isso sua popularidade na Ilha, Fidel seria testemunha do espírito democrático e da honestidade de seu amigo petista.

Sendo uma situação processual atípica, já que não é corriqueiro mortos serem interrogados em juízo, a vara federal na qual a ação tramita armou um esquema especial, que contará com a colaboração de um médium, que incorporará o espírito do irmão de Raul e responderá as perguntas da acusação, defesa e do juiz da ação.

“O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL PREVÊ QUE EM CASO DE DEPOIMENTO DE TESTEMUNHA FALECIDA, DEVERÁ SER CONVOCADO UM MÉDIUM CREDENCIADO PELA JUSTIÇA PARA INCORPORARÁ OU PSICOGRAFARÁ AS RESPOSTAS”, EXPLICA O PROFESSOR DE DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAPÃO ROLIÇO, DOUTOR JACINTO PINTO AQUINO REGO.

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

DE TUDO UM POUCO…

Na última postagem fiquei de comentar em outro post, alguns assuntos que ficaram pendentes. Vou fazê-lo agora. Demorou alguns dias pois ao contrário de meus pares ando bastante atarefado e também tenho tido surtos de preguiça intelectual.

Ter de rediscutir as mesmas coisas cansa. Mas faz parte!

Soltaram o Zé! Que sacanagem?

Pode ser. Definitivamente é! É uma grande sacanagem com o brasileiro honesto e trabalhador.

Prova mais uma vez que este é um país em que há dois pesos e duas medidas, inclusive nos egrégios tribunais superiores.

Ladrão de galinhas fica preso, ladrão de faisão acaba solto e boquirroto!

Zé Dirceu, longe de ser herói ou preso político, é um escroque, bandido condenado e reincidente. Ladrão de carteirinha que nem na prisão deixou de roubar o sofrido povo brasileiro.

E não roubou só no sentido pecuniário, roubou esperanças, roubou vidas (e isto é assassinato). Sim roubou vidas daqueles que por causa da corrupção morreram nas filas do maravilhoso SUS de Lula.

Mas a soltura de Dirceu tem seu lado positivo. Aprendamos a fazer do limão uma limonada. Dirceu solto acaba com argumentos de que há presos políticos e que a justiça está contra o PT.

E também serve de alerta aos que coordenam a operação Lava-jato e ao povo como um todo mantenham-se alertas.

Mantenham-se alertas ou eles nos roubam as ruas e somente as ruas acabarão com a putaria nesse Brasil.

Quanto a Dirceu vale a pressão sobre o TRF 4, basta uma decisão confirmando a prisão deste crápula e voilá, o guerreiro do PT estará de volta a cana dura e de lá só sairá em 20 e poucos anos. Ou melhor só sairá morto!

As ruas devem agora pressionar o TRF 4.

Lingua plesa

A soltura de Dirceu não vai influenciar Palocci até porque o Ministro Fachin se alertou e jogou o Habeas corpus do Italiano para o pleno do STF, onde dificilmente será concedido (a maioria dos Ministros ainda não têm coragem de desafiar a lógica jurídica).

O Italiano sabe que o PT vai rifar-lhe, que ele não vale nada e que Lula vai sacrificá-lo sem dó nem piedade.

Sabe que se bobear vira outro Celso Daniel. E, ele Palocci sabe disso melhor que qualquer um.

Palocci também sabe que se não delatar Mantega o fará. Então preparem-se em duas ou três semanas virá la mamma di tutti le denunce.

Pesquisas e lógica

As pesquisas eleitorais feitas com tanta antecedência não servem nem para limpar a bunda (pois o papel é duro), todos sabem disso, principalmente quem as encomenda.

Mas manipulando e processando dados descaradamente, como débeis mentais metidos a espertos, fica óbvia a tentativa de criar um discurso protetivo para o Ninefingers.

Basta observar o rol da pesquisa: são Lula (pela esquerda), Marina (nem ela sabe por qual corrente, ainda está indecisa!) e um monte de gente pelo ‘outro lado’. É claro que divide a votação dos demais.

No PSDB colocam 4 candidatos (Serra, Alckimin, Aéci e Dória), mais Bolsonaro e ainda colocam uma série de pessoas que não vão concorrer ou que dificilmente concorram, tais como Joaquim Barbosa, Moro e Luciano Huck. Mas estranhamente mesmo tendo 4 pré-candidatos do PSDB há apenas um do PT, porque não inserir o plano B, Haddad?

Por medo de que ele suplante Lula na pesquisa!

É óbvio que os votos se dividem e Lula com plena exposição midiática acaba ficando na frente no primeiro turno. Mas no mano a mano Lula não ganha de ninguém. O resto é mentira tentando reerguer o mito.

Por que não deram destaque ao segundo turno? Não interessa a mídia esquerdopata, só por isso!

Não vou nem entrar em outros fatores como questionar as cidades, os locais, datas e horários onde as pesquisas são realizadas. Mas que é relevante, a isto é!
Pois se vocês ouvirem ‘pessoas’ aleatoriamente na rua, no meio de uma manifestação da CUT, adivinha que vai ter mais intenções de voto?

A pergunta que fica é por que não fazem uma pesquisa com horizonte definido? Por exemplo cinco candidatos prováveis: Lula, Marina, Ciro, Dória e Bolsonaro.
Por que não interessa a ala esquerda. Se fizerem isto Lula terá dificuldades de ficar em terceiro, é só observar os números da pesquisa atual e saber fazer contas.

O sonho

Um segundo turno nas eleições presidenciais contra Bolsonaro é o sonho do PT.

Não aprendem nada, nunca!

Não viram os EUA com a eleição de Trump? Não aprenderam nada?

Acham que podem explorar o radicalismo de Bolsonaro. Radicais querendo valer-se de outros radicais.

Se isso acontecer (segundo turno entre os dois), o que acho pouco provável, a esquerda levará um revés histórico.

Acho pouco provável que isto ocorra por dois motivos: Lula não será candidato e o PT, mesmo com Lula, não passará de 10% dos votos.

Também acho que Bolsonaro está perto de seu teto de votação, desculpem-me os que pensam o contrário. Mas acho que ele terá um papel relevante no país, como um dos líderes nascentes no novo Brasil.

Cadáver

Um cadáver em Curitiba. Um cadáver fresquinho para Lula transformar em palanque ainda é o grande sonho de Lula e do PT.

Não sejamos burros de dar-lhes o que desejam.

Amarelão

Lula e seus advogados estão amarelando. Os fatos, os depoimentos, as provas (elas existem sim), tudo leva a condenação de Lula.

E ele não é burro, sabe que a condenação vai levar-lhe ao abandono, se não pode ser mais útil perderá o poder.

Mas a possibilidade de poder concorrer e levar uma surra nas urnas também o preocupa, pois acabaria de vez o mito.

Lula está em uma sinuca de bico. Fala, grita e vocifera para plateias amestradas mas no fundo está amarelando.

E agora pediu adiamento do depoimento ante Moro.

Pasmem! Justifica o pedido para que sua defesa tenha mais tempo para analisar as provas apensadas ao processo (provas que a defesa alega não existirem).

Lula jogou tudo no ato em Curitiba, a transferência da semana passada desmobilizou parte da turma da mortadela. As providências e ações das autoridades paranaenses estão garantindo a segurança do evento e principalmente vão evitar o ‘cadáver’ desejado pelo PT.

O que amedronta Lula? Duas coisas, o fato, já sabido, que não poderá transformar o depoimento em showmício e principalmente o medo de não mobilizar tantos militontos quanto ele acha que mereça.

Por isso Lula está amarelando. Até acho que seria interessante transferir por uma semana. Mas isto deveria ser divulgado apenas amanhã a tarde. Por que? Porque vai desmobilizar ainda mais a canalhada e com o dinheiro curto vão ser menos mortadelas.

Mas que Lula amarelou, sim ele amarelou!

Encerro com uma trova bem gaúcha, sobre o amarelão de nove dedos.

Lula tá com medo
De Curitiba quer distância
Até do simples arremedo
Sérgio Moro lhe dá ânsia

Curitiba não poupa ladrão
E conheço piá de estância
Que monta em bicho-papão
Não têm segunda instância
Lula é um baita cagão!

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

DOENÇA DO INTELECTO

Comentário sobre a postagem ONDE ESTÃO OS CENTO E CINQÜENTA QUILOS DE DINHEIRO DO LULA?

Itararé Limeira:
 
“Pô Goiano, que trocadilho infame na abertura, você pode fazer melhor, com certeza…

Tenho vários amigos honestos, inteligentes e cultos (como acho que você é) que, quando se trata do PT e de Lula, se comportam de modo semelhante à uma beata do “Padim Ciço”.

Tudo bem se isso é religiosidade primitiva, mas tudo errado se é política.

Sempre que a esquerda deificou seus líderes, deturpou-se em tiranias e/ou cleptocracias, mas parece que não aprende.

Enfim, lamento mas não sei o remédio pra essa doença do intelecto.

Se não conhece, permita-me aconselhar a leitura do livro “A Mente Cativa” do escritor Czeslaw Milosz, Prêmio Nobel.

Tá tudo lá….

* * *

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PERNAMBUCANAS ILUSTRES XVIII

Bárbara de Alencar (1760-1832)

Bárbara Pereira de Alencar nasceu em Exu, em 11/02/1760. Bem antes de ser avó do romancista José de Alencar, foi uma destacada ativista que participou da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824. Três de seus cinco filhos – José Martiniano de Pereira Alencar, Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves – também foram revolucionários (o primeiro era padre, político e jornalista, foi o pai do romancista José de Alencar). Ainda adolescente, mudou-se para a vila do Crato, onde se estabeleceu e tornou-se matriarca de uma família que se notabilizou no Ceará, numa época onde a mulher se restringia a criar filhos e o patriarcado se impunha de modo rigoroso. Casou, aos 22 anos, com o comerciante português José Gonçalves dos Santos. Ela própria fez o pedido de casamento.

No Crato, ela constituiu em sua casa o núcleo do movimento revolucionário, em meados de 1815, que se organizava em Pernambuco. “Dona Bárbara sempre foi considerada a cabeça pensante. Ela tinha a política nas veias e, na articulação, era a referência do grupo”, afirma o escritor Roberto Gaspar, autor do livro Bárbara de Alencar, a Guerreira do Brasil. Quando estourou a Revolução Pernambucana, em 1817, Ela junto com seu filho José Martiniano (futuro pai do romancista), durante a missa dominical, proclamou a república tal como se fizera no Recife. As tropas da coroa portuguesa foram enviadas para conter a revolta, prenderam todos e foram enviados a pé para Fortaleza sob o sol escaldante, e levaram um mês num percurso de 600 km.

Uma vez presa, obrigaram-na a fazer uma peregrinação pelos calabouços de Fortaleza, Recife e Salvador. Em 1821 foi libertada, mas não se intimidou nem abandonou o sonho de ver o Brasil livre do jugo português. Em 1824 o movimento revolucionário “Confederação do Equador”, liderado por Frei Caneca, no Recife se espalhou pelo Nordeste e encontrou-a junto aos filhos pronta para a nova revolta. Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves morreram em combate; José Martiniano (se tornaria senador em 1832)
O sobrenome Alencar foi perseguido pelo poder constituído durante muitos anos após a Confederação do Equador. Algumas pessoas dotadas do sobrenome, mesmo sem participação na vida política, acabaram virando mártires. Conta-se que pelo menos 13 parentes, por consanguinidade e afinidade, foram assassinadas. Quando seu filho José Martiniano foi eleito Senador do Império, em 1832, Dom Pedro II vetou seu nome. Mesmo já tendo sido Ministro da Justiça, o Imperador temia o sangue revolucionário que corria nas veias da Família Alencar.

Assim foi que Bárbara de Alencar se tornou a primeira revolucionária e primeira presa politica da História do Brasil. Não deixa de ser paradoxal o fato de até hoje, quando o feminismo avança no País, ainda se trava uma batalha pelo seu reconhecimento como heroína da História brasileira. Falecida em 18/08/1832, apenas no Ceará seu nome é reconhecido e ainda lembrado no imaginário popular. Luiz Gonzaga, também nascido em Exu, nos seus shows na região do Cariri, gostava de saudar “Dona Bárbara de Alencar”. Em Fortaleza, a partir de 11 de fevereiro de 2005, O Centro Cultural que leva seu nome agracia três mulheres com a “Medalha Bárbara de Alencar”, uma respeitável condecoração. O Centro Administrativo do Governo do Ceará é batizado com seu nome. Uma estátua da heroína foi erguida na Praça Medianeira.

Em 1980, o poeta Caetano Ximenes de Aragão lançou o livro-poema Romanceiro de Bárbara, publicado pela Secretaria de Cultura do Ceará. Seu nome passou a denominar alguns logradouros; seu túmulo ainda está em processo de tombamento; e seu reconhecimento como heroína nacional ocorreu agora há pouco, em 22 de dezembro de 2014, pela Lei 13.056, com seu nome inscrito no “Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria Tancredo Neves, em Brasília. Só está faltando os historiadores se darem conta de sua importância na História do Brasil e passarem a incluir seu nome nos manuais didáticos da história.

* * *

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

GAITISTAS – FRED WILLIAMS & EDU DA GAITA

FRED WILLIAMS – Manoel Xisto, conhecido como Fred Williams, nasceu em 28/12/1926 no Rio de Janeiro-RJ., portanto está atualmente com 90 anos. Considerado o segundo grande sucesso de gaitista no Brasil, logo depois de Edu da Gaita, fez sua estréia em disco pela Todamérica em 1954. Em 1957 lançou a música “Baião da Serra Grande” de sua autoria que fez enorme sucesso tendo, em 1958 recebido letra de Palmeira e sendo gravado pela dupla Palmeira e Biá que faz até os dias atuais, muito sucesso.

EDU DA GAITA – Eduardo Nadruz, artisticamente conhecido como Edu da Gaita, nasceu em 13/10/1916 na cidade gaúcha de Jaguarão e morreu no Rio de Janeiro em 23/08/1982. Edu da Gaita começou sua carreira como um harmonicista prodígio ao vencer cerca de trezentas crianças em um concurso de harmônicas quando tinha nove anos, em Pelotas no Rio Grande do Sul. Na década de 30 mudou-se para São Paulo onde teve diversos empregos, além de cantor de tangos. Tocou no Hotel Copacabana Pálace e em cassinos no Rio de Janeiro, foi solista de orquestra sinfônica. Participou de muitas gravações acompanhando outros músicos. Em 1957 gravou o “Moto Perpétuo” de Paganini, originalmente escrito para violino e transcrito para harmônica pelo próprio Edu. Além de gravar como solista, também tocou no Sexteto de Radamés Gnattali e apresentou-se pela Europa e América do Sul.

Os artistas destacados hoje foram sugeridos pelo amigo fubânico, PAULO TERRACOTA.

* * *

01 – Jura – (Noel Rosa) – Fred Williams – 1961

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02 – Brasileirinho – (Waldir Azevedo) – Edu da Gaita – 1978

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03 – Gosto que me enrosco – (Sinhô) – Fred Williams – 1961

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04 – Serra da Boa Esperança – (Lamartine Babo) – Edu da Gaita – 1978

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05 – Baião da Serra Grande – (Fred Williams) – 1957

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06 – Feitiço da Vila – (Vadico / Noel Rosa) – Edu da Gaita – 1978

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07 – Balança a roseira – (Fred Williams) – Fred Williams – 1956

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08 – Conceição – (Dunga / Jair Amorim) – Edu da Gaita – 1957

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09 – Look For A Star – (M.Anthony) – Fred Williams – 1960

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10 – Summertime – (G.Gershwin / D.Heyward) – Edu da Gaita – 1957

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11 – Mexe bem – (Fred Williams) – Fred Williams – 1956

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12 – Lisboa Antiga – (R.Galhardo / J.Portela / A.Valle) – Edu da Gaita – 1957

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13 – Uma farra da orquestra – (Fred Williams) – Fred Williams – 1957

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14 – Saudades da Bahia – (Dorival Caymmi) – Edu da Gaita – 1957

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15 – Volte pra mim – (Fred Williams) – Fred Williams – 1956

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16 – Que murmurem – (Carlos Almarán) – Edu da Gaita – 1957

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9 Maio 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

9 Maio 2017 JOSIAS DE SOUZA

MORO INJETA “NORMALIDADE” NO ESPETÁCULO DE LULA

Dois espetáculos não cabem ao mesmo tempo num único palco. Atento ao princípio da impenetrabilidade da matéria -“dois corpos distintos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço…” – Sergio Moro se esforça para reagir à tentativa de Lula de enfiar um espetáculo dentro de um ato processual banal.

O petismo estava aí convocando sua militância para testemunhar em Curitiba, na próxima quarta-feira, um momento apoteótico da ópera da Lava Jato: o solo de Lula. Na noite deste sábado, Sergio Moro, maestro e coreógrafo da 13ª Vara Federal de Curitiba, pendurou na web um vídeo que impõe a mudança do cartaz.

Uma frase do juiz ganhou o letreiro com disposição de ficar: “É um ato normal do processo.” Na véspera, num encontro partidário que foi transformado em ensaio público do grande ato de Curitiba, o tenor do PT entoara sua ária predileta, feita de dois elementos: vitimização e autoelogio.

Lula declarou: “Há um pacto diabólico entre a Operação Lava Jato e os meios de comunicação: não importa a verdade, é preciso castigar a imagem. E eu dizia: não façam isso, porque vocês estão enfrentando uma pessoa que respeita a Justiça, que não está acima da Justiça. Mas vocês estão julgando de forma equivocada, com difamações, a pessoa que mais criou condições de combater a corrupção neste país. Mas isso eu vou deixar para quarta-feira…”

No seu vídeo, Moro tomou distância do tridente, mostrou a Lula uma boa trilha para desmontar “difamações” e insinuou que o pecador tende a enxergar as labaredas do inferno até nos procedimentos mais comezinhos do devido processo legal: “O interrogatório é uma oportunidade que o senhor ex-presidente vai ter para se defender”, afirmou o juiz. ”É um ato normal do processo. Nada de diferente ou anormal vai acontecer nesta data, apenas esse interrogatório.”

Lula será interrogado por Moro como réu num processo em que é acusado de ter recebido “vantagens indevidas” da OAS, empreiteira que participou do assalto à Petrobras. Uma das vantagens foi o tríplex turbinado do Guarujá. Outra foi o transporte e armazenagem das “tralhas” acumuladas durante a sua Presidência. Pelas contas da força-tarefa de Curitiba, os mimos contidos nesse processo somaram R$ 3,7 milhões.

Com a esperteza habitual, Lula fala do depoimento como se o evento envolvesse todas as acusações que lhe pesam sobre os ombros nas cinco ações penais em que figura como réu. Ele diz estar “ansioso” para encontrar Moro. Por quê? ”É a primeira oportunidade que eu vou ter para saber qual é a prova que eles têm contra mim.” Ora, Lula já prestou seis depoimentos. E continua pendurado nas manchetes de ponta-cabeça.

Lula sabe que o juiz da Lava Jato não poderá inquiri-lo senão sobre os dados contidos nos autos. Mas o pajé do petismo convoca a militância que o idolatra para uma ópera processual com jeitão de comício contra toda a urucubaca que lhe carcome a biografia. Farejando o cheiro de queimado, Moro encareceu ao pedaço da sociedade simpático à Lava Jato que se abstenha de comparecer à pajelança. O magistrado injeta normalidade no espetáculo.

“Eu tenho ouvido que muita gente que apoia a Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio. Ou pessoas mesmo de Curitiba pretendem vir aqui manifestar esse apoio. Esse apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário. Tudo que se quer evitar é alguma espécie de confusão e conflito. E acima de tudo não quero que ninguém se machuque e se envolva em eventual discussão. Minha sugestão: não venham, não precisa. Deixa a Justiça vai fazer o seu trabalho. Tudo vai ocorrer com normalidade.”

O que Sergio Moro disse, com outras palavras, foi mais ou menos o seguinte: ”Deixem que o PT e Lula se encrenquem sozinhos.” Mais um pouco e o magistrado vai acabar recomendando ao réu a leitura de um poema do poeta e compositor Abel Silva. A peça vai reproduzida abaixo:

Navegações
Minha casa está calma,
eu é que sou turbulento,
o país navega, dizem,
eu é que me arrebento
eu é que sempre invento
toda esta ventania
eu é que não me contento
com o rumo da romaria

não sei se a sorte é cega
ou eu que vivo a teimar:
sei que eu sou o barco
o marinheiro
e o mar.

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

AGENOR MOREIRA – SALVADOR-BA

Berto,

Aqui em Salvador estamos curiosos…

Tu achas mesmo que Coxinhas e Cuzinhos vão se guerrear amanhã em Curitiba?

Parece que o negócio vai ser feio.

R. Caro leitor, pelo que me consta os Coxinhas não irão às ruas.

Eles estão enviando mensagens uns para outros, convocando todo mundo pra ficar quietinho dentro de casa.

Em Curitiba estão sendo aguardadas apenas as caravanas com os Cuzinhos.

A curiosidade mesmo é outra:

Quem vai pagar transporte, estadia e alimentação dos Cuzinhos?

Isto é um mistério.

Tu tens alguma ideia?

Um militante Cuzinho vermêio pronto pra enfrentar um Coxinha azul

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

9 Maio 2017 FERNANDO GABEIRA

RAZÕES PARA PEDIR SOCORRO

Foi uma semana dura no Rio. A crise na segurança pública é alarmante. Tiroteios, saques, ônibus incendiados, um cenário de guerra. Concordo com os especialistas quando dizem que é preciso ajuda federal. Qualquer tipo de ajuda. Sei das reservas que as Forças Armadas têm em participar diretamente. Mas algo podem fazer. Na área de inteligência, por exemplo. O importante em termos de governo é se antecipar às tragédias anunciadas por esse incessante tiroteio.

Não entendo por que a segurança pública não está no topo da agenda nacional. Existem, é claro, outros problemas de peso, como as reformas ou a Segunda Turma do STJ, que resolveu, por uma escassa maioria, libertar alguns presos da Lava-Jato. Este é um debate difícil, porque quando você contesta uma decisão como leigo, às vezes ouve argumentos pesados: ignorante em leis, autoritário. Os ministros Celso de Mello e Edson Fachin também acham que a libertação dos presos é inoportuna. Seriam ignorantes em leis, como nos querem convencer os adversários da Lava-Jato?

Um pouco de humildade bastaria para reconhecer que é um problema complexo, decidir o momento adequado para soltar os presos. Um bom número deles já está em casa. Uma referência para mim é a lógica das investigações. Perigo à ordem pública, destruição de provas, ocultação do dinheiro roubado, continuidade no crime, como é o caso de José Dirceu, são fatores que pesam quando se avalia um habeas corpus.

Na decisão que manteve Sérgio Cabral na cadeia, o STJ incluiu um outro fator: amenizar a sensação de impunidade que se espalha, arrasando a confiança no país. Essa sensação de impunidade se adensa com as decisões da Segunda Turma, na qual a maioria é formada por Gilmar Mendes, um adversário declarado da Lava-Jato, e dois ministros fiéis ao PT.

Cerca de 40% dos presos no Brasil são provisórios, o goleiro Bruno é um deles. Mas nem todos têm condições de chegar ao Supremo ou a sorte de Eike Batista e seu sócio Flávio Godinho, que aterrissaram, precisamente, na mesa de Gilmar.

A mensagem da Lava-Jato de que a lei vale para todos fica abalada. As pessoas acabam acreditando que nada vai acontecer. Existe o forte argumento de que não importa se a pessoa é poderosa ou não, a lei tem de ser aplicada. Mas quando é aplicada só para a minoria que dispõe de competentes advogados, é preciso ser aplicada com rigor. Foi uma votação apertada, que derrotou dois competentes juristas. Para eles e para milhões de leigos, entre os quais me incluo, foi um erro motivado pela vontade de enquadrar a Lava-Jato.

Isso não significa que ela não possa ser enquadrada por instâncias superiores da Justiça. Uma coisa é corrigir erros para avançar, outra é se lançar contra os procuradores como faz Gilmar Mendes, ironizando uma denúncia como “brincadeira juvenil”. A impressão que Gilmar Mendes dá é a de que quer derrotar a Lava-Jato. Conheço os dois lados da moeda; o ímpeto juvenil e a experiência dos velhos. Aprendi que esses dois fatores podem andar juntos quando há um objetivo comum. E o objetivo deveria ser desmantelar o gigantesco esquema de corrupção que arruinou o país.

Gilmar e os dois ministros fiéis ao PT afirmam que estão cumprindo a lei. Celso de Mello e Edson Fachin veem uma outra maneira de cumprir a lei. O choque entre essas duas concepções não é uma luta contra ignorantes e letrados, autoritários e democratas. É apenas uma escolha diante da qual seremos responsáveis no futuro. Uma escolha entre fortalecer a Lava-Jato, inclusive criticando-a, ou simplesmente engrossar a ampla conspiração para liquidá-la.

Minhas dúvidas sobre a posição de Gilmar Mendes acabaram quando ele sugeriu a anulação das delações da Odebrecht porque houve um vazamento. Naquela altura, com todo o Brasil e parte do continente esperando os dados para conhecer o que houve, a sugestão de Gilmar Mendes trouxe um calafrio. Percebi que não só estava em luta contra os procuradores da Lava-Jato, como queria derrotá-los amplamente, inclusive o seu trabalho.

Não vejo problema em ministros e procuradores discordarem ou mesmo debater em público suas diferenças. As coisas complicam quando a luta entre concepções distintas chega a ponto de ignorar ou mesmo sacrificar um objetivo que deveria ser comum a todo o aparato da Justiça. Ignoro as razões mais profundas da cruzada de Gilmar Mendes contra a Lava-Jato. Na sua formulação, está garantindo o estado de direito. Na prática, não só através de sentenças, frases e sugestões, está tendo uma atitude destrutiva.

O que foi revelado até agora pelas investigações, o dinheiro recuperado, as delações – tudo marcou muito o imaginário brasileiro nos últimos anos. Vai ser difícil derrotar a Lava-Jato. É poeira demais para se esconder embaixo do tapete. No entanto, nesta fase de sua trajetória, encontrou um forte adversário: a turma que vai julgá-la no STF.

Novo cenário, novas aflições.

9 Maio 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

9 Maio 2017 JOSELITO MÜLLER

MALUF ROMPE COM PT E COM LULA

Uma inesperada notícia pegou os dirigentes do Partido dos Trabalhadores de surpresa no final da manhã de hoje.

Até então aliado da legenda, o deputado federal Paulo Maluf, anunciou rompimento político, dizendo que “tudo, até mesmo a esculhambação, tem limites”.

MALUF, QUE ERA ALIADO DO PT DESDE A CAMPANHA ELEITORAL DE FERNANDO HADDAD À PREFEITURA DE SÃO PAULO, DECLAROU QUE “TUDO BEM FAZER UMA MARACUTAIAZINHA OU OUTRA, MAS O PT EXTRAPOLOU OS LIMITES, FAZENDO ATÉ MESMO UMA PESSOA COMO EU SER CONSIDERADO UMA MADRE TEREZA DE CALCUTÁ PERTO DELES. ATÉ EU FIQUEI ESTARRECIDO COM A ROUBALHEIRA”.

Maluf disse que a aliança com a legenda estava comprometendo sua imagem junto aos eleitores, que o questionavam sobre a proximidade.

“ATÉ MESMO MINHA MÃE FICOU COM DESGOSTO, DIZENDO QUE EU SÓ ME JUNTO COM QUEM NÃO PRESTA, ENTÃO TIVE QUE TOMAR ESSA DECISÃO.”


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