16 maio 2017 DEU NO JORNAL

O POVO EM DEFESA DE LULA E O RECADO DE CURITIBA

Carlos Zarattini (Deputado Federal, líder do PT)

O Brasil viveu na última semana um momento histórico. Mais de 50 mil de pessoas foram a Curitiba, capital do Paraná, para gritar alto e bom som que confiam no ex-presidente Lula, que prestou depoimento à Justiça Federal no âmbito da chamada Operação Lava-Jato. Foi uma espetacular manifestação política, mas não apenas em defesa de Lula, que é vítima de uma campanha sórdida de parte do Ministério Público, da Justiça e da mídia.

Foi também uma defesa de tudo o que Lula representa em termos de avanços e conquistas dos trabalhadores e dos segmentos médios da população, bem como na defesa dos interesses nacionais com os projetos estratégicos e estruturantes que implementou em seus dois mandatos. Lula garantiu desenvolvimento e justiça social, nossa economia ganhou números superlativos, Brasil ganhou outra projeção no cenário internacional. Avanços que estão sendo jogados no ralo pelo governo ilegítimo Michel Temer.

Trama burlesca- À parte as cristalinas explicações de Lula ao juiz Moro, as quais desmontaram a burlesca trama montada por procuradores em torno de um triplex de beira de praia, os milhares de manifestantes que estiveram pacificamente em Curitiba mostraram a força do povo para segmentos autoritários do Judiciário. Deixaram bem clara a importância da defesa da democracia e do Estado de Direito. Essas manifestações são importantes num momento ímpar da nossa história, de perseguição a Lula, ao Partido dos Trabalhadores e aos movimentos populares.

Mas não há trégua. No dia imediatamente à manifestação de Curitiba, começou gigantesca operação que reúne parte do Judiciário e da mídia para tentar minimizar a importância do depoimento histórico de Lula. Passou-se a jogar contra ele novas acusações sem provas. A população percebe a cada dia a farsa de um processo e de delações cujo único objetivo é beneficiar o delator para que possa usufruir recursos obtidos de maneira suspeita.

Defesa da democracia – É por isso mesmo que em Curitiba milhares de militantes e representantes dos movimentos social e sindical realizaram uma programação política e cultural em defesa dos direitos do ex-presidente. Vigílias, aulas públicas, assembleias e conferências, deixando recado que vao continuar ocupando as ruas para defender a nossa recente democracia e também protestar contra manobras que enfraquecem o Estado Democrático de Direito. Um grande exemplo de resistência, união e luta democrática.

Como disse o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e integrante da Frente Brasil Popular, Guilherme Boulos: “O que está em jogo é não aceitar medidas de exceção e que uma investigação que se coloque contra a corrupção e que é necessária não descambe para uma perseguição política”. Outros dirigentes condenaram o massacre político e midiático movido contra Lula, configurando um Estado de exceção que chama a atenção de observadores e da mídia estrangeira, enquanto a nossa imprensa fecha os olhos para tal monstruosidade jurídica e política.

A população já percebeu a campanha anti-Lula. Consolida-se com nitidez a percepção de que se busca criminalizar Lula (e o PT) para impedir sua candidatura em 2018. A perseguição cresce à medida que a cada nova pesquisa eleitoral Lula surge à frente de todos os outros para a eleição presidencial de 2018. E é isso que a direita, derrotada quatro vezes nas urnas, não admite. Eis a fonte da ignóbil e criminosa perseguição a Lula. Persegue-se Lula sem provas enquanto sobram denúncias de corrupção contra membros da cúpula do Palácio do Planalto e de seus apoiadores, muitos deles com contas na Suíça não declaradas ao Fisco.

Cidadania- A bela cidade Curitiba, que ficou ainda mais conhecida pela Operação Lava Jato, deu lição de cidadania e de democracia. Mostrou, enfim, que o povo brasileiro está disposto a lutar contra não só o governo Temer e os retrocessos que ele representa em termos de conquistas civilizatórias, mas também contra arbitrariedades judiciais e em defesa do Estado de Direito.

O depoimento de Lula a Moro deixou clara a sua inocência. Lula saiu maior do que entrou quando foi depor. É um gigante da política e um dos maiores presidentes que o Brasil já teve. O dia 10 de maio de 2017 passa à História. Lula é muito maior do que seus adversários que movem mundos e fundos para enfraquecer a democracia.

O mundo viu e vê: a solidariedade de milhares de pessoas a Lula, as pesquisas que o colocam como líder na corrida à Presidência. Lula é a única esperança do povo para revogar as medidas antipopulares e destruidoras de direitos em curso no País, como as reformas trabalhista e previdenciária e a entrega de riquezas nacionais a grupos estrangeiros, como o pré-sal.

A verdade prevalecerá ante as calúnias e as difamações. O povo já sabe disso há muito tempo. Tanto que fez em Curitiba a maior manifestação de carinho e solidariedade ao presidente Lula vista nos últimos tempos.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

16 maio 2017 JOSELITO MÜLLER

CASAL DE LÉSBICAS FAZ CONFUSÃO

O dia das mães foi marcado por muita confusão na 457ª Delegacia de Polícia da circunscrição de Lapão Roliço.

Várias pessoas com escoriações generalizadas compareceram ao local para registrar ocorrência por agressão física e duas mulheres chegaram a ser presas.

A celeuma teve início quando um casal de lésbicas ficou irritado ao ver uma propaganda alusiva ao dia das mães que dizia a frase: “Mãe só tem uma”.

Ao verem tal slogan impresso na propaganda, as duas mulheres exigiram a retirada da mesma, mediante alegação de que o conteúdo era discriminatório e lesbofóbico.

“SE NÓS TIVÉSSEMOS UM FILHO ELE TERIA DUAS MÃES, ORA!”, EXCLAMOU UMA DAS DUAS.

“Essa propaganda se pauta pelo ultrapassado conceito de família tradicional, onde só existia um pai, uma mãe e os filhos”.

A partir de então a confusão se iniciou só foi apaziguada com a chegada da polícia, que conduziu os envolvidos ao distrito policial.

Após ouvir as partes, o delegado resolveu autuar o dono do estabelecimento onde a propaganda estava exposta, prendendo-o em flagrante delito de lesbofobia.

O autuado pagou fiança e deve responder o processo em liberdade.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

16 maio 2017 DEU NO JORNAL

VERGONHA

Faveco Corrêa

Infelizmente, é tudo uma vergonha.

O patético depoimento do Lula ao juiz Sergio Moro, a lambança no Supremo entre os “velhacos” Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, coadjuvada por Rodrigo Janot, a delação dos marqueteiros envolvendo os ex-presidentes petistas na sacanagem, a libertação de José Dirceu, Adriana Ancelmo e Eike Batista, etc. E vem mais por aí: “reforma política” instituindo a lista fechada e criando um “fundinho” de bilhões de reais para financiar os partidos para que possam eles, os coitados, fazer suas milionárias campanhas políticas às nossas custas. Além do risco de o Congresso retirar do projeto de reforma trabalhista o fim do imposto sindical obrigatório, esta excrecência que fez brotar como erva daninha mais de 12 mil sindicatos pelo Brasil afora.

Como era de se esperar, o Lula confirmou ao juiz Moro que não sabe de nada. Que nunca soube. Nem do mensalão nem da Lava Jato. Nunca foi dono de apartamento triplex no Guarujá, que seria investimento da falecida dona Marisa, nem de sitio em Atibaia, e que não sabe por que a OAS e a Odebrecht fizeram reformas nos dois imóveis, que não conhece o Renato Duque, o amigo do Vacari, e que quem deveria ser preso era o juiz Moro, a quem ameaçou, por ser responsável por 600 milhões de desempregados no Brasil – e outras barbaridades. Apesar de tudo, o grande representante do povo continua, sem nenhuma cerimônia, vivendo como um nababo, viajando de jatinho executivo enquanto seus seguidores, um bando de vagabundos que mataram o trabalho para ir a Curitiba comer mortadela e fazer festinha, viajaram em 130 ônibus pagos ninguém sabe por quem, numa longa viagem regada a vodca da pior qualidade e sem temor de ressaca. Nem Engov foi distribuído, já que desnecessário porque eles não iriam mesmo trabalhar nos dias seguintes.

A batalha de Curitiba, que se transformou em verdadeira batalha de Itararé, foi um espetáculo estarrecedor. A mais longa ópera bufa que se tem notícia, com seu protagonista encenando por 5 horas para reafirmar o que já estamos cansados de saber: Lula não tem nada que ver com isso.

Mesmo assim, segundo um ouvinte independente que publicou esta matéria nas redes sociais, algumas coisas descobrimos no seu depoimento:

1) Lula foi o presidente da República que mais visitou a Petrobras na história, mas ia lá só para passear, e não tinha qualquer conhecimento do que acontecia na estatal;

2) A Lava Jato é um complô entre O Globo, o Estadão, o Jornal Nacional, a revista Isto é e o Ministério Público, que não se conformam em ver proletário na Presidência;

3) Dona Marisa sempre ia passar as férias em Ipanema obrigada, e sorria nas fotos só pra não fazer desfeita, pois odiava praia;

4) “Vou mandar prender jornalistas” é só força de expressão;

5) Lula quer ser atropelado por um ônibus;

6) Lula não sabia e nem tem qualquer responsabilidade pelo que acontecia no Instituto Lula;

7) Apesar de milionário e presidente da segunda maior empreiteira do país, o executivo Leo Pinheiro faturava um extra como corretor de imóveis, tentando vender os apartamentos que encalhavam;

8) Lula não sabia se João Vaccari Neto e Renato Duque se conheciam, mesmo assim pediu para o primeiro intermediar uma reunião dele com Duque porque “ele tinha mais amizade que eu”””

9) Se a Polícia Federal apreende objetos e documentos suspeitos na casa de alguém, é o agente que fez a apreensão que precisa se explicar sobre sua origem;

10) Aparentemente, segundo o próprio réu, a culpa foi de dona Marisa.

Apesar disso tudo, o petista reafirma que vai ser candidato à Presidencia da República, e que vai ganhar a eleição, que Deus nos livre.

E parece que vai ser candidato mesmo, pois ainda que condenado em primeira instância, o que é uma possibilidade cada vez mais concreta, continuará com sua ficha limpa, já que suja ficará só depois de condenado por um colegiado. Pelo menos enquanto vigir a atual legislação, que pode muito bem ser modificada pelo STF, onde 8 dos 11 ministros foram indicados pelo PT… Levando-se em consideração a morosidade da justiça, é bem capaz dele ter razão: vai ser candidato mesmo. Coisas do Brasil: um réu não pode estar na linha de sucessão do Presidente da República, mas condenado em primeira instância pode ser eleito Presidente.

E quem vai fazer sua campanha é o João Santana, o marqueteiro milagroso, que vai ganhar mais dinheiro ainda do Patrão, para engrossar a sua fortuna de dezenas de milhões de dólares, que é de fazer inveja ao Duda Mendonça.

O mesmo amigo João Santana que, em sua delação premiada, joga detritos de todas as espécies no ventilador, mostrando como se fabrica a peso de ouro um estelionato eleitoral e quem são os seus responsáveis.

É muita vergonha para o meu gosto.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUNANA

O MUNDO É PEQUENO PRA CONTER TANTO CEGUINHO DOS TRÊS OLHOS

Comentário sobre a postagem JUIZ NÃO INVESTIGA

Marcos Mairton:

“Muito bem explicado.

Mas o colunista deve estar ciente de que muitos continuarão tratando Sérgio Moro não apenas como investigador, mas como perseguidor dos investigados.

Aliás, de todos os investigados não.

Só de alguns.”

* * *

Nota da Editoria:

Uma saudação-homenagem do jegue fubânico Polodoro pros lobotomizados vermêios que dizem que Dr. Moro investiga e persegue os investigados.

É uma cegueira do caralho!!!

Rincha, Polodoro!

16 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

16 maio 2017 PERCIVAL PUGGINA

SUPREMA VAIDADE

Há pessoas que invertem a expressão popular. Nem sete palmos de terra lhes cobrirá a vaidade e ingressarão no além com a mesma fatuidade do aquém. Há poucos dias, votando a favor da libertação de José Dirceu, Gilmar Mendes se referiu aos procuradores federais da Lava-Jato como jovens que não teriam “vivência institucional”. E complementou, dirigindo-se a um colega: “Se nós cedêssemos a esse tipo de pressão, nós deixaríamos, ministro Lewandowsky, de ser supremos”.

Chega a assustar! Pode um ministro de presumível sabedoria, encarapitado no cume do poder onde atua, justamente quando fala sobre o valor da vivência institucional, adjetivar-se e a seus pares dessa maneira? Não. E não concebo que Gilmar Mendes faça isso em estado de exaltação. Vejo a frase como ato tão falho quanto simbólico do patrimonialismo incrustado em nossa cultura política, a contaminar as instituições e suas práticas. Num dos desvios por onde esse mal nos conduz, o ato de posse vira uma espécie de escritura de propriedade lavrada em favor do titular. No entanto, tomar posse não equivale a ser dono do cargo; antes, significa ser formalmente possuído pelos encargos que lhe são inerentes.

Foi tudo muito paradigmático, nas concessões daqueles polêmicos habeas corpus pela 2ª Turma do STF. É impossível não perceber, nos votos vencedores, os olhos fixos nos calhamaços de papel, tendo a nação, de quem se diz ser “soberana”, como estática paisagem, em cujo agravo os habeas corpus foram sendo concedidos. Jayme Eduardo Machado, com a autoridade de quem já foi subprocurador-geral da República, em ZH do dia 5 deste mês, qualificou essa desatenção à sociedade como “autofágico desvio”, capaz de minar de descrédito o poder.

Posteriormente, ao indignar-se com a atividade do colega Fachin, que deslocou para o Pleno a decisão sobre o habeas corpus de Antonio Palocci, Gilmar Mendes revelou a intenção de impor sua vontade com base na maioria de 3 a 2 que se formou na 2ª Turma do STF. Serão razões e fundamentos tão retos e jurídicos quanto os que fizeram seu colega Lewandowsky, brandindo a Constituição, fatiar a pena imposta pelo Senado à ex-presidente Dilma? É uma surpreendente indignação essa dos ministros que resolveram soltar meliantes prudentemente encarcerados pela Lava-Jato. Talvez tenham pensado: “Quem esse juiz e esses garotos do MPF pensam ser para andarem por aí criminalizando criminosos tão incomuns?”.

Por fim, vale lembrar que o STF não é o poder supremo da República. Ele ocupa a cobertura no edifício do Direito, justaposto ao qual, mas não subordinado a ele, está o edifício da Política. Cuide o STF de ser um bom Supremo em seu condomínio e não se meta a Poder Moderador, supremo sobre os demais, como reiteradamente vem tratando de ser. Tal figura não existe em nossa Constituição. Investir-se nela é usurpação. Contudo, não era a vaidade o pecado favorito do personagem John Milton em O Advogado do Diabo?

Do jeito que as coisas vão, a vaidade acabará senhora suprema do Supremo. Sob seus influxos se dilatam as demasias, se ampliam os votos, perde-se tempo, a justiça se arrasta, se rebusca a linguagem, e as frases, não raro, parecem uma bandeja de petit fours glacés. A vaidade se nutre da lisonja. A admiração se alimenta do serviço à nação. No campo da Justiça, a nação se submete ao STF. Mas admiração, reverência, presta a Sergio Moro e à Lava-Jato. Diante do espelho, a vaidade que aqui menciono não verá inveja?

16 maio 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

16 maio 2017 JORGE OLIVEIRA

A SEMANA DO NOJO

Que papelão, hein Luís Inácio! Que coisa feia. Depois das seguidas bravatas contra o Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato, na hora do confronto, parecia um coelhinho assustado saindo da cartola de um mágico. O ex-presidente repetiu mais de 80 vezes o “não sei de nada” para fugir das perguntas incômodas do juiz. Tentou fazer um discurso político, mostrou uma massaroca de papéis para se dizer perseguido pela mídia, especialmente pela TV Globo. Esqueceu-se que participou da mesma bancada do Jornal Nacional ao lado do William Bonner quando ganhou a eleição. Mas a coisa mais triste não foram as mentiras e as negativas do ex-operário frente ao magistrado. A vergonha maior foi ele entregar a mulher, Dona Marisa, como a intermediária da empreiteira do triplex de Guarujá.

Que decepção para os seus conterrâneos, hein Luís Inácio! Cadê aquele nordestino brabo que aparece em comícios e nas reuniões do PT brigando com o mundo, insultando os adversários? Virou farofa, como diria seus conterrâneos. O que ficou daquele Lula durante o depoimento é de morrer de pena. Encurralado pelas evidencias que o jogaram contra a parede, só teve uma alternativa: transferir para Dona Marisa todas as acusações que lhes eram atribuídas. Olha que coisa. Disse, por exemplo, que não sabia das visitas da sua mulher e do seu filho ao triplex. E que foi dela a ideia de adquirir o apartamento no litoral paulista mesmo sem gostar de praia. Que blasfêmia, hein Luís Inácio! Que falta de respeito a um ente querido que não está mais aqui para esclarecer os fatos.

Essa transferência de responsabilidade pelos malfeitos de Luís Inácio já vinha sendo engendrada desde que o pecuarista José Carlos Bumlai, o amigo do peito, montou uma versão fantasiosa para explicar o dinheiro da Odebrecht que compraria o terreno do Instituto Lula e que tinha ele como receptador. Solto pelo STF, logo o laranja do Luís Inácio criou uma versão para livrá-lo das acusações. Olha que cara de pau! Disse ao juiz Sérgio Moro que partiu de Dona Marisa a ideia para criar o Instituto Lula. Agora em liberdade, Bumlai pode conversar com quem quiser, inclusive com os advogados de defesa do Lula que, em vez de ajudar o seu cliente, monta estratégias estapafúrdias, como essa de envolver a Dona Marisa, para tirar seu cliente da cena do crime.

Luís Inácio reclamou do bully que seus netos vêm sofrendo na escola por causa do noticiário da mídia que o aponta como chefe da organização criminosa que saqueou os cofres públicos. E agora, depois de jogar a avó das crianças na Lava Jato, o que o Luís Inácio vai dizer para elas? Que a culpa pelos crimes em que ele está envolvido é da Dona Marisa? Coitado do Luís Inácio, a que ponto chegou o homem que ainda quer voltar a presidência da república. Que covardia diante dos fatos incontestáveis que foram colocados sobre à mesa que o acusam de crimes contra o patrimônio brasileiro, especialmente a Petrobrás.

Luís Inácio amarelou diante do Sérgio Moro e dos procuradores que o interrogaram. Chegou a negar Vaccari três vezes como fez Pedro diante de Cristo. Ao ser pressionado por um dos procuradores sobre os encontros que teve com o ex-tesoureiro do PT irritou-se para dizer que “não sabia de nada”. Cometeu a leviandade de afirmar que também “não sabia de nada” do que ocorria dentro do partido. Que coisa, hein Luís Inácio!

No final do depoimento, tentou reverter o clima desfavorável. A estratégia dos advogados era de que Luís Inácio dispusesse de muito tempo para fazer as considerações finais. Para isso, eles abriram mão de falar, deixando para o acusado o tempo necessário para ele se explicar. Luís Inácio ainda ensaiou um discurso político, criticou o Jornal Nacional, mostrou uma pesquisa do espaço negativo que tem ocupado na mídia, mas foi interceptado pelo juiz que julgou desnecessários seus argumentos fora do contexto do interrogatório.

E depois de mais de quatro horas de depoimento, o que seu viu, na verdade, foi o Luis Inácio amarelar e insistir na repetição de que o triplex não é dele porque não existe escritura passada em cartório, mas não teve como justificar a papelada encontrada em sua casa, com rasuras, que mostrava indícios de transações do imóvel. Luis Inácio tinha, na verdade, um contrato de gaveta tão comum nesses casos quando o comprador não quer ser reconhecido.

Por fim, fica a pergunta: por que Luis Inácio desrespeitou Dona Marisa, companheira de décadas? Ora, porque Luis Inácio não livra a cara de ninguém quando tem que livrar a sua própria. E agora, mais do que nunca, está provado que Luis Inácio está levando para o túmulo todos os amigos com quem conviveu nas últimas décadas. A diferença é que alguns estão sendo enterrados vivos.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Berto:

Nesta época, em que abundam tantos rábulas “’adivogados’ de porta de cadeia” (do tipo ZANINguém e cia., que, para se adonar dos milhõe$ dele, “defendem” o CAGÃO LULAladrão – que, para “tirar o cu dele da reta”, COVARDE que é, foi e será sempre, transfere seus crimes e culpas para a finada Mariza Letícia, que obviamente não pode se defender) – encontrei este trecho, abaixo, de uma carta de Heráclito Fontoura Sobral Pinto, endereçada ao amigo Augusto Frederico Schimidt (10/1944):

“O primeiro e mais fundamental dever do advogado é ser o juiz inicial da causa que lhe levam para patrocinar.

Incumbe-lhe, antes de tudo, examinar minuciosamente a hipótese para ver se ela é realmente defensável em face dos preceitos da justiça.

Só depois de que eu me convenço de que a justiça está com a parte que me procura é que me ponho à sua disposição.

[…] A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses.

Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa.

O advogado não é, assim, um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça.

O advogado é, necessariamente, uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça, incumbindo-lhe, por isto, aconselhar àquelas partes que o procuram a que não discutam aqueles casos nos quais não lhes assiste nenhuma razão.

[…] É indispensável que os clientes procurem o advogado de suas preferências como um homem de bem a quem se vai pedir conselho.

Orientada neste sentido, a advocacia é, nos países moralizados, um elemento de ordem e um dos mais eficientes instrumentos de realização do bem comum da sociedade.”

E, para – não perdermos as esperanças – pois ainda existem e atuam ADVOGADOS (sim, com letras maiúsculas) que seguem os mesmos preceitos, vale a pena ler o texto a seguir.

* * *

UM DESABAFO EM FAVOR DA ÉTICA – Marcelo Aiquel

Nasci, cresci e fui educado, numa família de advogados que sempre respeitou a ética acima do sucesso ou do ganho financeiro.

Formei-me advogado numa universidade tradicional e tive a alegria, a sorte, e o prazer, de receber lições de mestres renomados, todos juristas de mão cheia. Posso citar alguns, como Hermann Homem de Carvalho Roenick, Ruy Rosado de Aguiar, Ney Fayet, Mario Aurvalle, Oscar Gomes Nunes, Maria Amália Dias de Moraes, Fernando Schneider, Luiz Carlos Lopes Madeira, João Antonio Pereira Leite, entre tantos outros ícones do direito estadual e nacional.

E, quanta saudade eu sinto da advocacia de outrora.

Não que antes não existissem maus profissionais. Como em todos os setores, havia sim.

Mas – com certeza – era apenas uma minoria que ignorava a ética.

Depois – e assim ocorre até hoje para alguns colegas – a ética na advocacia passou a se assemelhar ao comportamento profissional das mulheres “de vida fácil” que, quando trabalhando nos bordéis, miram unicamente um maior faturamento ao final do turno, a qualquer custo. Ou seja, aquela atitude respeitosa com relação à verdade e, principalmente, quanto aos colegas advogados, infelizmente acabou. Ou foi substituída – por estes alguns – pelo crescimento das suas contas bancárias; pela farta exposição na mídia; ou ainda, por um suposto relacionamento afetivo (de amizade ou interesses).

Que saudade de um tempo em que os profissionais da advocacia tratavam seus oponentes com respeito e fidalguia.

Todos aqueles que não agiam deste modo naquela época recebiam o desprezo geral e, com rapidez, criavam má fama.

Tá certo que o número dos operadores de direito existentes era bem menor, e os que eventualmente “pisavam na bola” podiam ser facilmente identificados. Mas, ao contrário de agora, ÉTICA era ÉTICA. E ponto final!

Hoje nos deparamos com gente que está mais preocupada em “mostrar serviço” ao cliente pagador, do que respeitar o direito e a justiça.

Nesta semana o Brasil pode assistir aos impertinentes, arrogantes e inoportunos defensores do ex-presidente Lula da Silva, que, de tanto afrontarem ao magistrado que dirigia a audiência na Justiça Federal de Curitiba, levaram uma “chamada” do emérito Professor Doutor René Ariel Dotti. O octogenário jurista viu-se obrigado a ensinar – do alto da sua longa experiência – como deveriam se comportar os advogados, especialmente o “almofadinha” que é o porta-voz dos advogados de Lula.

O mesmo CARADURA que logo após o infeliz show do energúmeno ex-presidente, teve a coragem de declarar que o depoente obteve sucesso no interrogatório, quando – na verdade – além de inúmeras e graves contradições, ainda foi obstado pelo digno Juiz da audiência a fazer do ato um palanque eleitoral.

Tá certo que a turma do Lula quis armar um CIRCO na capital do Paraná. Convocou simpatizantes e, na falta destes, não teve pudor nem vergonha de levar à Curitiba um bando de pelegos pagos que, por não saber sequer porque estavam lá, acovardaram-se diante da polícia local.

E assim correu o depoimento: o “bufão” foi dominado pela seriedade do Juiz Moro; e seus marionetes confinados (e bem comportados) a uma praça.

Só os antiéticos advogados tentaram aparecer, mas estava lá um velho professor para lhes mostrar o caminho da boa conduta.

Oxalá tenham aprendido a lição!

16 maio 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO PAIVA – JORNAL DO BRASIL (RJ)

SANTO DO PAU OCO

João Santana prestará assessoria para Lula no próximo depoimento do ex-presidente a Sérgio Moro

“Lula sabia de todos os detalhes, de todos os pagamentos por fora recebidos pela Pólis, porque Antonio Palocci, então Ministro da Fazenda, sempre alegava que as decisões definitivas dependiam da ‘palavra final do chefe’”.

João Santana, marqueteiro do PT, ajudando Lula a preparar-se para o próximo depoimento a Sérgio Moro, no qual o ex-presidente dirá que encontrou-se uma ou duas vezes com João Santana, conhecia Antônio Palocci só de vista e não sabe nem onde fica o Ministério da Fazenda.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TEORIA CONSPIRATÍFERA BOMBEATIVA LULACAL ARROMBATIVA

Quando eu digo que neste JBF tem de tudo e mais alguma coisa, tem neguinho que não acredita.

Pois fiquem sabendo que tem mesmo!

Esta gazeta escrota é o palco ideal para a grande luta entre coxinhas azuis e cuzinhos vermêios.

E esta diversidade impressionante, estas coisas fantásticas que por aqui brotam e viçam, me dão uma alegria enorme pelo fato de ser editor deste jornal escroto.

Vou transcrever ipsis litteres (gostaram do latim?) trecho de uma postagem que foi publicada ante ontem. Que é pra gente começar esta segunda quinzena do mês de maio se rindo-se e de bom humor.

Quem adivinhar o autor do texto, transcrito logo a seguir, vai ganhar de presente o livro “Lula é Minha Anta“, escrito pelo incisivo Diogo Mainardi, o jornalista cujos textos tem um brilhantismo e uma lucidez que são capazes de ofuscar qualquer ignorância zisquerdal banânica.

Vejam que filosofança da porra:

A teoria da conspiração mais recente e uma das mais expandidas no Brasil é a que atribui ao ex-presidente Lula o comando de uma organização criminosa destinada a saquear os cofres do estado brasileiro.

Essa teoria alcançou tantos adeptos que envolveu até mesmo as instituições públicas, como a polícia federal, o ministério público e o judiciário, que, partindo do convencimento de que Lula é culpado de toda a corrupção levantada nos anos recentes, passaram a trabalhar para provar isso, contra as evidências primárias de que o ex-presidente vem de uma longa jornada política de grandes realizações sem jamais ter-se levantado contra ele qualquer suspeita ou acusação, o que só passou a acontecer no momento em que forças poderosas construíram uma teoria da conspiração contra ele.

O poder, nesse caso, não compreende apenas as instituições, que parecem ter-se envolvido em um processo de ingenuidade, de inocência útil, mas se extende, ainda, à imprensa e a uma parte da população. E as “verdades” construídas conspiratoriamente disseminaram-se de tal forma que até mesmo muitos dos que sempre apoiaram Lula, confiavam nele e estiveram a seu lado, passaram a duvidar de sua lisura, honestidade, honorabilidade e senso ético.

As teorias da conspiração podem causar sérios danos, como no caso de Lula, em que um exército conspiratório se armou contra ele, fazendo as pessoas acreditarem que ele é hoje um bilionário, nadando em dinheiro obtido à custa da corrupção, que sua família é dona de fazendas e riquezas inimagináveis, que ele é o responsável pela crise brasileira atual que seria uma herança dos seus maus governos, que ele é dono de apartamentos e chácara dos quais não há registros de que sejam dele exatamente por terem sido obtidos clandestinamente como forma de lavagem de dinheiro, que o que ele ganhou dando palestras também foi uma forma de lavagem de dinheiro,que atos legislativos foram baixados mediante propina, que sua atuação em favor do Brasil no exterior defendia interesses de empresas mediante remuneração, que ele furtou um crucifixo do Palácio do Planalto e ficou com jóias e outros bens valiosos que não eram do Estado, e por aí vai uma série absurda de mentiras que os ingênuos engolem e passam agir como se Lula fosse o inimigo público número um.

Você leram tudinho? Leram mesmo?

Pois é.

Garanto, afianço e juro que tá transcrito do jeitinho que o autor escreveu.

Podes crer, amizade.

Num tô mentindo não.

O cabra escreveu isto mesmo. 

Nem mesmo o contorcionismo Rasga-Tabaca ganha do contorcionismo dos fubânicos

16 maio 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – XIX

Solano Trindade (1908-1974)

Francisco Solano Trindade nasceu no Recife, em 24/07/1908. Poeta, teatrólogo, ator, pintor, pesquisador do folclore e um dos principais fundadores da cidade de Embu das Artes, na área metropolitana de São Paulo. Antes dele era apenas Embu e não figurava no roteiro turístico paulistano. Com sua chegada teve as artes agregada ao nome. De origem humilde, com o pai sapateiro Manuel Abílio Trindade e a mãe quituteira Dona Emerenciana, estudou no Recife até o segundo grau e participou, por um ano, do curso de desenho do Liceu de Artes e Ofícios. Compôs seus primeiros poemas, ainda jovem, em meados da década de 1920.

No inicio da década de 1930, passou a se interessar pela questão da identidade cultural dos negros e participou ativamente da organização do I Congresso Afro-Brasileiro, no Recife, em 1934, contando com o apoio de Gilberto Freyre. O lançamento do livro Casa Grande & Senzala, em 1933, é o mote para a realização do congresso. Pouco depois, em 1937, realizou o II Congresso Afro-Brasileiro, em Salvador. Logo, é um dos pioneiros na luta pelo reconhecimento dos negros como categoria social relevante, no Brasil.

No início da década de 1940, fez um périplo pelo Brasil, certamente na busca de um lugar para se fixar. Seguiu para Belo Horizonte e depois para o Rio Grande do Sul, onde fundou um grupo de arte popular em Pelotas. Em seguida retorna ao Recife, talvez para matar a saudade, e logo parte para o Rio de Janeiro, onde fixa residência em 1942. Seu primeiro livro Poemas de uma vida simples foi publicado em 1944, mas foi apreendido. Um dos poemas – Tem gente com fome – causou-lhe a prisão e posterior perseguição politica. Neste mesmo ano colaborou com seu amigo, o maestro Abigail Moura, no primeiro concerto da Orquestra Afro-Brasileira e fundou, junto com Haroldo Costa, o Teatro Folclórico Brasileiro.

Em 1945, ao lado de outro grande amigo, Abdias do Nascimento, constituíram o Comitê Democrático Afro-Brasileiro, que veio a ser o braço político do Teatro Experimental do Negro (TEN), liderado por Abdias. Mesmo participando do TEN, em 1950 fundou junto com a esposa Margarida Trindade e Edson Carneiro, o Teatro Popular Brasileiro (TPB). Era um grupo sediado na UNE-União Nacional dos Estudantes, formado por estudantes, operários e domésticas, cuja temática e inspiração eram baseadas nas manifestações culturais brasileiras, como o bumba-meu-boi, caboclinhos, dança do coco, capoeira etc. Faziam uma adaptação para o teatro destas danças e músicas, que mais tarde resultou na criação do grupo de dança Brasiliana, e realizou inúmeras apresentações aqui e no exterior.

A militância politica se deu no Partido Comunista e sua casa transformou-se na célula “Tiradentes”, reunindo uma turma de intelectuais, jornalistas, artistas e escritores cariocas. Certa vez a polícia do governo Dutra invadiu sua casa à procura de armas. Não encontrando, levaram-no preso. Pouco depois foi solto com o espirito revigorado para continuar sua trajetória libertária

Em fins da década de 1950, decidiu transferir o TPB para São Paulo, aproveitando a intensa vida cultural da cidade. Fixa residência na cidade de Embu, para onde mudam-se também muitos de seus amigos. Lá já residia o escultor japonês Tadakiyo Sakai, com se afiliou e exerceram grande influência no desenvolvimento das artes na cidade. O que se vê em seguida é a transformação da pequena cidade num verdadeiro centro cultural e de artes a céu aberto. Viveu no Embu de 1961 a 1970 e lá o TPB teve sua melhor fase, com apresentações sempre muito concorridas. Entre 1958 e 1961 lançou mais duas antologias de poemas: Seis tempos de poesia e Cantares ao meu povo, ambos bem recebidos pela crítica e pelo público.

É consenso no meio da crítica literária que Solano Trindade foi o grande criador da poesia assumidamente negra. Há quem diga que seus poemas têm mais crítica social do que poesia propriamente dita, mas quem é do ramo, como Carlos Drummond de Andrade, disse que “há nesses versos uma força natural e uma voz individual rica e ardente que se confunde com a voz coletiva”. Além das atividades literárias e nas artes plásticas, participou como ator em diversos filmes: Agulha no Palheiro (1955), Mistérios da Ilha de Vênus (1960), O Santo Milagroso (1966) e A hora e a vez de Augusto Matraga (1966).

Em 1970 a saúde começou a fraquejar. Teve uma pneumonia e arteriosclerose. Passou por diversos hospitais até falecer no Rio de Janeiro em 20/02/1974. Sua filha Raquel Trindade e os netos continuam sua obra em Embu das Artes, onde um teatro popular, uma escola e uma rua levam seu nome. No Rio de Janeiro foi criado em 1975 o Centro Cultural Solano Trindade e em 1976, em São Paulo, a Escola de Samba Vai-Vai desfilou com o samba enredo homenageando o poeta.

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16 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

ANTONIO EVANGELISTA – SALVADOR-BA

Berto,

essa bela canção é de Patinhas, talentoso jornalista e compositor, mas que oPTou pelo perigo do marketing fraudulento.

Tudo por dinheiro?

Deus é quem sabe…

Patinhas, antes, João Santana, hoje

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Sinal De Amor E De Perigo, com Diana Pequeno – Composição: Patinhas/Capenga

16 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 maio 2017 JOSIAS DE SOUZA

LULA RENEGA TRÍPLEX, MAS SE APROPRIA DE METÁFORA

Suprema ironia: no mesmo depoimento em que negou ser proprietário do tríplex que a Procuradoria diz ter sido presentado pela OAS, Lula se apropriou de metáfora alheia. Espremido por Sergio Moro, o réu usou “vaso chinês” como adjetivo, significando ultrapassado. Como em: “…Um ex-presidente vale tanto quanto um vaso chinês.” Esse raciocínio tem dono. Não pertence a Lula.

O pajé do PT repetiu para o juiz da Lava Jato algo que ouviu de Fernando Henrique Cardoso. O rival tucano gosta de recordar, entre risos, uma frase que diz ter escutado do líder socialista espanhol Felipe González: ex-presidentes são como vasos chineses. Todo mundo acha lindo. Mas ninguém sabe onde colocar.

Lula valeu-se da apropriação indébita quando Sergio Moro lhe perguntou que providências havia tomado ao verificar, em 2014, ano inaugural da Lava Jato, que um esquema criminoso se apossara da Petrobras com o propósito de desviar verbas para agentes políticos e partidos, inclusive o PT.

“Eu já estava fora da Presidência há quatro anos”, esquivou-se Lula. “E o senhor sabe que um ex-presidente vale tanto quanto um vaso chinês. Um vaso chinês é um vaso bonito que você ganha quando é presidente. Quando você deixa a Presidência, você não tem onde colocar ele. Você não sabe como cuidar de um ex-presidente. Você não sabe como cuidar do tal vaso chinês.”

Com sua influência no PT, solicitou uma apuração interna?, quis saber Sergio Moro. E Lula: “…Eu não tenho nenhuma influência no PT.” Deve ter sido difícil para procuradores e advogados presentes à sala de audiência da Justiça Federal do Paraná ouvir Lula falar sobre sua insignificância no PT sem reprimir um sorriso interior. Uma voz deve ter gritado no fundo da consciência de cada um: “Heim?!?”

A metáfora de González fazia muito sentido para FHC. Depois que deixou o Planalto, em 2002, o ex-presidente tucano foi mesmo tratado pelo PSDB como um vaso chinês. Enfiaram-no num armário, no quartinho de despojos. Só depois de levar três surras nas urnas o tucanato redescobriu FHC, devolvendo-o à sala-de-estar da legenda.

Com Lula, deu-se o oposto. Quem vê os petistas se benzendo e fazendo um variado número de gestos e genuflexões sempre que estão diante de sua divindade logo percebe que, para os membros da seita, Deus não morreu só porque deixou a Presidência da República. Apenas ganhou a forma de um vaso chinês. Um vaso que não deve contas senão à sua própria noção de superioridade.

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16 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

16 maio 2017 DEU NO JORNAL

REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS SÓ MESMO AQUI NO JBF

Esta gazeta escrota é um repositório útil de informações que são garimpadas pelos leitores e enviadas pra cá.

Recentemente revelamos ao mundo a existência de uma fantástica SGG – Sala de Guerra da Globo. Esta sala é um retrato sem retoques da despudorada mídia reacionária e golpista de Banânia.

Pois há poucos dias, um leitor nos revelou a existência de um cidadão por nome de Leonardo Stoppa.

O sobrenome é assim mesmo: sem a letra “e” no começo com duas letras “p“.

Não confundir com “estopa”

Nunca ouvi falar desta criatura, mas presumo que seja um cidadão muito bem informado, isento e de muita credibilidade, já que foi mencionado por componente da comunidade fubânica. Que citou este senhor num comentário.

Vejam o que escreveu o senhor Leonardo Stoppa:

“Dizem que sou ingênuo por acreditar na inocência do presidente Lula. Mas ingênuo mesmo é quem acredita na sua culpa. Lula teve investigação realizada por empresas de auditoria e pesquisa de renome internacional contratada por Moro para encontrar algo que o implique em qualquer esquema de corrupção antes, durante ou depois do seu governo”

E o senhor Estopa, perdão, o senhor Stoppa conclui dizendo que estas tais “empresas de auditoria e pesquisa” (tá no plural, pois são várias empresas) não descobriram nada, absolutamente nada contra Lula.

Peço, imploro e rogo aos bem informados leitores que me consigam respostas para três perguntas:

1 – Qual o nome destas empresas contratadas por Moro pra investigar Lula?

2 – Qual o montante pago por Moro a estas empresas?

3 – Onde Moro conseguiu o dinheiro pra fazer o pagamento?

Espero que vocês me consigam estas informações, que são importantíssimas, pois estou ansioso pra baixar o cacete neste juizeco parcial.

Como é de amplo conhecimento de todos, assim dito por altos e baixo, limpos e imundos, nobres e plebeus, letrados e tapados, pelos da governança e pelos do povo, a Editoria do JBF não tem corrupto predileto e esculhamba com todo e qualquer guabiru que apareça em cena.

Me consigam estas preciosas informações sobre a safadeza de Moro, revelado ao mundo pelo Sr. Estopa, quer dizer, Stoppa, que eu ficarei imensamente agradecido. Se as empresas são de “renome internacional“, como ele disse, devem ser bem conhecidas.

O competentíssimo e isento jornalista Paulo Henrique Amorim já disse que “Moro é um fracasso retumbante“.

O retumbante fracasso da Operação Lava Jato e a fantástica quantidade de sentenças que Moro exarou e que foram recusadas pelo STF e pelas instâncias superiores, prova que Paulo Henrique Amorim está certo. Certíssimo.

Ele, Paulo Henrique Amorim, nunca deu uma única bola fora.

Aliás, quem souber este número, sentenças de Moro que foram rejeitadas, por favor, informe aqui pra gente.

Enfim, estou ansioso pra baixar o cacete em mais um corrupto.

Uma ocupação que me dá um prazer danado.

“Putz… Leonardo Stoppa me entregou… Se o Editor do JBF começar a me esculhambar, minha carreira está ameaçada. Que merda…”

16 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

16 maio 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


FERNANDO LOBO, JORNALISTA, RADIALISTA, COMPOSITOR, PAI DE EDU

Fernando Lobo, jornalista, radialista, compositor. Quem não conhece “Chuvas de Verão”?

Clássico da MPB, “Chuvas de Verão” é uma composição de Fernando Lobo, feita em 1949.
O pernambucano Fernando de Castro Lobo nasceu no Recife, em 1915, e faleceu no Rio, em dezembro de 1996.

Entre tantas canções, a primeira com Nelson Ferreira e outras que viraram grande sucesso de carnaval, Fernando Lobo costumava dizer que “não fora a versão gravada por Caetano Veloso, duas décadas depois, talvez “Chuvas de Verão” não se tornasse um clássico.

Fernando foi plural em parcerias: tem canções com os conterrâneos Antonio Maria, Manezinho Araújo, além de Dorival Caymmi, Joel de Almeida e Paulo Soledade. A primeira gravação de Chuvas de Verão foi de Francisco Alves (ouça abaixo). Entre o “Rei da Voz” e o mano Caetano, foi gravada por Orlando Silva, Nelson Gonçalves e Silvio Caldas, entre outros.

Chuvas de Verão, de Fernando Lobo, 1949, na voz de Chico Alves

Na minha playlist de memória musical sentimental, “Chuvas de Verão” está na primeira fila, por sua simplicidade, beleza e por trazer um sentimento que todos temos ou tivemos em nossas vidas.

Fernando Lobo foi criado em Campina Grande-PB, onde iniciou seus estudos musicais. Sua mãe tocava bandolim.

De volta ao Recife, passou a estudar Direito. Nesse período, teve aulas de violino, atuando também como crooner e violinista da Orquestra Jazz Band Acadêmica de Pernambuco.

Trabalhou na imprensa pernambucana até 1939, ano em que se transferiu para o Rio de Janeiro, onde continuou a carreira jornalística. Atuou nas redações das revistas “Carioca”, “O Cruzeiro” e a “Cigarra”.

Foi diretor da rádio Tamoio e produtor de diversas emissoras de rádio, especialmente da Nacional. Em 1945, foi para os EUA, onde trabalhou nas cadeias de rádio e televisão CBS e NBC.

Fernando, ao lado do filho, Edu Lobo, e do neto Bena

Em 1957, já de volta ao Brasil, passou a trabalhar na televisão, além de continuar escrevendo na imprensa carioca. A partir da década de 1970, e durante os 80 e 90, produziu e apresentou inúmeros programas, na TVE do Rio, de resgate da memória musical brasileira, atuando até sua morte. Foi ainda entrevistador do projeto “O Som do Meio Dia”, no Teatro Cândido Mendes, no centro da cidade.

Chuvas de Verão, de Fernando Lobo, com Caetano Veloso

Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito.
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, nada mais

Fontes: Dicionário Ricardo Cravo Albin; Wikipedia; e Blog Museu da Canção.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

NÃO É, AÉCIO?

Comentário sobre a postagem O FIM DA NOVA REPÚBLICA

Osmario:

“Eu sempre estranhei a docilidade com que a “oposição” tratava a quadrilha petista.

A nomeação de Ministros para nossa Suprema Corte, que não passariam em um teste para estagiário, em um bom escritório de advocacia.

O golpe de Passadena que encheu de dólares o bolso de um bando de ladrões de plantão.

O uso, do sagrado dinheiro do povo brasileiro, para bajular gigolôs petista, América Latina a fora.

E eles lá quietinhos, como se vivessemos numa Suíça tropical.

Agora sabemos porque, afinal, os nobres representantes da oposição também metiam a mão no jarro.

Nesse ponto são piores que o PT.

Nada pior, que um canalha que pousa de bom moço.

Não é, Aécio?

Ao menos o PT sempre disse que fazia o diabo para se manter no poder.

O lixo da história politica da Republica, se encarregará, dos traidores da Pátria que travestidos de oposição, só queriam mesmo era uma teta bem farta para mamar.

* * *

16 maio 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

JOHNNY MATHIS & RAY CHARLES

Johnny Mathis e Ray Charles

* * *

01 – The Best of Everything – (A.Newman) – Johnny Mathis – 1959

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02 – Sweet Memories – (Mickey Newbury) – Ray Charles – 1968

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03 – A Certain Smile – (S.Fain / Paul F.Webster) – Johnny Mathis – 1958

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04 – I Can´t Stop Loving You – (Don Gibson) – Ray Charles – 1962

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05 – My Love For You – (Silver / Wayne) – Johnny Mathis – 1960

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06 – Georgia On My Mind – (H.Carmichael / S.Gorrel) – Ray Charles – 1960

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07 – It´s Not For Me To Say – (R.Allen / A.Stillman) – Johnny Mathis – 1957

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08 – Ruby – (Roemheld / Parish) – Ray Charles – 1961

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09 – Chances Are – (R.Allen / A.Stillman) – Johnny Mathis – 1957

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10 – Hit The Road Jack – (Percy Mayfield) – Ray Charles – 1961

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11 – Misty – (J.Burke / E.Garner) – Johnny Mathis – 1959

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12 – Unchain My Heart – (B.Sharp / T.Powell) – Ray Charles – 1961

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13 – A Time For Us – (L.Kusik / N.Rota / E.Snyder) – Johnny Mathis – 1969

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14 – Your Cheating Heart – (Hank Williams) – Ray Charles – 1962

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15 – Evie – (J.Webb) – Johnny Mathis – 1971

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16 – Seven Spanish Angels – (T.Seals / E.Setser) – Ray Charles & Willie Nelson – 1984

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16 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

16 maio 2017 DEU NO JORNAL

OS DOIS MELHORES PARTIDOS

Relator do processo que apura se a chapa composta por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou nesta segunda-feira o processo para julgamento.

Caberá agora ao presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, definir a data para que o plenário volte a analisar o caso.

* * *

Lamentável.

É uma pena mesmo.

Uma parelha tão distinta, um casal tão charmoso e probo, Temer e Dilma são vítimas desta infame campanha golpista e usurpadora.

Lula já disse que a “perseguição judicial” é uma injustiça típica deztepaiz.

Os dois, Temer e Dilma, formam uma aliança magnífica, uma união perfeita, PMDB + PT.

É mesmo odiosa esta perseguição contra os dois melhores partidos do Brasil.

Ainda bem que a marcação da data depende do discreto e isento Ministro Gilmar Boca-de-Buceta.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

JUIZ NÃO INVESTIGA

Não se deixe induzir. Quando lemos nas redes sociais “O moro não investiga Aécio” ou “o Moro não será mais comandante da investigação lava-jato” ou “estão esvaziando o poder de investigação do juiz Sérgio Moro”, entre outras frases no mesmo sentido.

O objetivo é deixar claro que: JUIZ NÃO INVESTIGA.

Quando qualquer jornalista diz que um juiz está comandando uma investigação, a informação dada por ele está INCORRETA. O pior é que nossa população é educada pela imprensa e, quando a imprensa erra, todos são induzidos ao erro.

VAMOS ESCLARECER

O Sérgio Moro é um juiz federal e os poderes do juiz federal estão escrito na Constituição Federal como “competência”. O artigo 109 da Constituição Federal diz o seguinte:

“Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar”.

Prestou atenção? O juiz federal (assim como os demais) PROCESSA e JULGA. Não existe competência do juiz federal para INVESTIGAR.

PROCESSAR nada mais é que reunir e organizar os documentos e provas produzidos durante a investigação e a tramitação do processo. E JULGAR é decidir com base nos documentos e provas apresentados.

A investigação, no caso específico da Operação Lava Jato, cabe à Polícia Federal, conforme o parágrafo primeiro, inciso primeiro, do artigo 149, da Constituição Federal:

“§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:

I – apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei”.

Investigar crimes é “apurar infrações penais”. Portanto QUEM INVESTIGA É A POLÍCIA.

Cabe destacar, ainda, que o MINISTÉRIO PÚBLICO também pode investigar, mas essa autorização vem da interpretação dada pelo STF – Supremo Tribunal Federal.

O juiz pode, no máximo, ouvir as partes, as testemunhas ou pedir novas perícias e diligências para esclarecimento e formar sua convicção quanto aos fatos julgados.

Portanto, o juiz processa e julga conforme as provas que lhe são apresentadas.
Logo, da próxima vez que ouvir alguém falar que juiz fulano ou sicrano está investigando algo, pode ter certeza que essa pessoa está desinformada.

OU MAL INTENCIONADA. O que é mais provável.

16 maio 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa