17 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 maio 2017 DEU NO JORNAL

FURO ESPETACULAR DA REDE GLOBO: ARROMBARAM A TABACA DE XOLINHA E FUDERAM TEMER

* * *

Esta bomba foi soltada agora há pouco pelo jornal O Globo, e repercutida com estardalhaço pelo canal Globo News, da Rede Globo.

O Jornal Nacional fez uma chamada em edição extraordinária.

Minha querida amiga Cabeça-de-Fossa, tesoureira do Comitê Municipal do PT em Palmares, acabou de me ligar dizendo que a mídia usurpadora é uma merda mesmo: só publica mentiras.

O ex-prisidente Lula, procurado pela reportagem do JBF, declarou que isto faz parte da insidiosa campanha da grande mídia reacionária pra perseguir os homens de bem.

Só podia ser mesmo uma notícia saída na Rede Globo“, declarou Lula furioso à Editoria desta gazeta escrota.

Temer não pode ser processado por crimes que cometeu antes de ser prisidente.

Mas esta safadeza, revelada hoje pela Rede Globo, se deu quando ele já estava com a bunda na cadeira do Palácio do Planalto.

Ou seja: esta foi pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

Foi pra fuder!!!

A situação de Temer Cara-de-Buceta não é apenas grave: é crítica.

Pelo que me disseram, Aécio Cheirador também tá enrolado.

Aguardem mais detalhes.

Pelo que está sendo divulgado, o peido vai avuar e a merda vai dar 10 tostões o dedal.

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me.

Essa Globo, como dizem os fubânico petistas Ceguinho Teimoso e Cobra-de-Resguardo, é uma merda mesmo. É muito tendenciosa, pende para uma única banda e só divulga inverdades.

Lula e Dilma ligados no plantão da Rede Globo

17 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

17 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA NOTA DA PORRA!

O marqueteiro das campanhas presidenciais do PT, João Santana, emitiu nota nesta quarta-feira (17) sobre entrevista concedida ao jornal O Globo pelo petêlho José Eduardo Cardoso, ex-ministro da justiça no gunverno Lula. 

Cagão Cardoso afirmou que não houve caixa 2 nas campanhas de 2010 e de 2014. 

Nestas horas, os valorosos socialistas mudernos petralhas procuram os órgãos da grande mídia golpista, assim como o Globo, pra cagar suas opiniões.

A nota de João Santana enfia impiedosamente uma pajaraca de grosso calibre bem no meio do olho do furico do petista idiota (desculpem a redundância…).

Leiam a íntegra da nota:

“A grotesca e absurda entrevista do advogado José Eduardo Cardozo ao Globo faz-me romper o compromisso – que tinha comigo mesmo – de somente tratar dos termos das colaborações, minha e de Mônica, no âmbito da Justiça.

Desta forma, digo de forma sucinta (e reservo detalhes para momentos apropriados):

1. Não há nenhuma contradição naquilo que Mônica e eu afirmamos sobre as informações recebidas, em fevereiro de 2016, a respeito de nossa prisão iminente. Quando disse que soube da prisão pelas câmeras de segurança de minha casa -acessadas por computador desde a República Dominicana – referia-me ao óbvio: foi naquele momento, na manhã do dia 22 de fevereiro, que eu vi, de fato e realmente, a prisão concretizada.

2. Antes, sabíamos, por informações da presidente Dilma, que a prisão seria iminente. Seu último informe veio no sábado, em e-mail redigido com metáforas, cuja cópia está anexada aos termos da nossa colaboração.

3. Apenas para ficar em dois indícios não devidamente noticiados: se não estivéssemos sendo informados da iminência da prisão, porque chamaríamos, na sexta, 19 de fevereiro, o nosso então advogado, Fabio Tofic, para que viesse às pressas a S. Domingos?

4. Por que cancelaríamos nosso retorno ao Brasil, dias antes, com passagem comprada e com reserva já confirmada? (A Polícia Federal chegou a esse detalhe através de investigação feita na época).

5. Com relação ao Caixa-2, o advogado Cardoso insiste também na versão surrada expressa a mim, desde 2015, pela presidente Dilma, de que o “altíssimo custo” oficial da campanha seria uma prova vigorosa de que não houvera “pagamentos não contabilizados”. Este argumento não se sustenta para qualquer pessoa que conheça os altos custos e a realidade interna das campanhas.

6. Diz, também, de forma enviesada que haveria um espécie de acordo tácito entre eu e Marcelo Odebrecht para misturar caixa dois das campanhas do exterior com a campanha de Dilma. É uma mentira deslavada: nos nossos depoimentos está bem discriminado o que são campanhas do exterior e campanhas do Brasil.

7. De forma cínica diz que não houve caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Pra cima de mim, José Eduardo?

8. Para finalizar, afirmo que as únicas vezes que menti sobre a presidente Dilma – e isso já faz algum tempo – foi para defendê-la. Jamais para acusá-la. Lamento por tudo que ela, Mônica e eu estamos passando. A vida nos impõe momentos e verdades cruéis.

JOÃO SANTANA”

É isso aí.

Pois é, então.

Quero ter o prazer de repetir uma frase desta nota aí de cima.

É esta aqui:

Para finalizar, afirmo que as únicas vezes que menti sobre a presidente Dilma – e isso já faz algum tempo – foi para defendê-la. Jamais para acusá-la.

Agora, pra fechar a postagem, o nosso querido jegue Polodoro vai relinchar em homenagem aos eleitores de Dilma.

Os eleitores de Dilma e os de Lula, que são do mesmo curral, claro.

Dedico a estes eleitores lobotomizados petralhocais não apenas o relincho, mas também a pica de Polodoro que aparece no vídeo abaixo.

Rincha, Polodoro!

17 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

CORRUPTOS PÚBLICOS E PRIVADOS

Desde março de 2014 acompanhamos diariamente na imprensa as notícias da operação Lava-Jato. Tudo que é apurado nas investigações converge para um grande esquema criminoso para enriquecimento e financiamento dos políticos (principalmente), herdado, aperfeiçoado e ampliado pelo PT sob o comando de seu grande líder Luís Inácio Onesto da Silva. Evidências, acusações, delações premiadas, piadas, tudo aponta para Lulla.

A nação desconfia, faz muito tempo, que todas as operações do serviço público custam aos cofres municipais, estaduais e federal muito mais do que nossas operações privadas equivalentes. Construções, compra de passagens, remédios, tudo que cai na rede é peixe, todos os níveis da administração pública, participam da farra, quase todos os partidos políticos estão de alguma forma com suas digitais na cena do crime. Dá para imaginar que o Petrolão/operação Lava-Jato é apenas um dos tentáculos da corrupção que nos sufoca. Tem muito mais ainda.

Nos três anos que se passaram grandes empresas foram seriamente atingidas pelo escândalo, sofreram punições e algumas estão em situação bastante comprometida em relação a continuidade de suas atividades. Muitos executivos e acionistas dessas companhias passaram pelo vexame de serem presos e apontados para o mundo todo como criminosos. Alguns merecem o castigo máximo, outros apenas cumpriram ordens e mesmo assim estão com suas reputações comprometidas.

Como sempre acontece o setor privado corre riscos, é penalizado pela burocracia, paga altos impostos, sofre com todo ambiente hostil ao empreendedor, enquanto o setor público segue sugando o sangue dos contribuintes oferecendo muito pouco, ou quase nada em troca. No caso da Lava-Jato e suas derivadas o que estamos assistindo é ainda pior. Senador debocha da ordem do Supremo Tribunal Federal, o Congresso desafia a nação e ameaça criar leis que os protejam cada vez mais, etc.

Quase blindados pelo maldito foro privilegiado, Suas Excelências continuam zombando de todos nós desafiando os investigadores a encontrarem o recibo da corrupção. – O documento estava na minha casa, mas se não tem minha assinatura não vale nada – Enquanto isso os corruPTos privados “pagam o pato” quase sozinhos. O Brasil segue nesse ritmo, atônito, perdendo as esperanças de que o resultado seja uma grande limpeza na política nacional e novos procedimentos na administração pública para dificultar e punir severamente os maus servidores e políticos corruPTos.

Não estamos sendo roubados apenas nas nossas finanças, estão roubando a esperança dos brasileiros num país melhor a partir da apuração das responsabilidades nesse escândalo. Todos nós sabemos exatamente como tudo aconteceu, quem participou, comandou. E daí? Sentimos as consequências do desgoverno na forma de desemprego, falta de segurança, assistência médica… tudo. Precisamos que a justiça atue nas duas pontas a jato. O tempo é grande inimigo, estamos numa emergência que exige um esforço turbinado, a jato, antes que a nação sofra um colapso financeiro e moral.

Por que existe um ritmo para os corruptos privados e outro para Suas Excelências?

17 maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

17 maio 2017 DEU NO JORNAL

ELE CHEGA LACRIMEJAVA DE EMOÇÃO QUANDO ROUBAVA MUITO

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou nesta terça-feira (16) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador Sérgio Cabral, que agora é réu pela oitava vez nas investigações da Operação Lava Jato.

Além dele, tornam-se réus o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes e outros cincos acusados.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Côrtes foi escolhido pelo ex-governador com o objetivo de dar prosseguimento ao esquema de propinas na área da saúde que existia no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into).

“A propina foi instituída desde que Sérgio Cabral entrou no governo, em 2007, e Sérgio Côrtes foi nomeado para transferir o esquema do Into para o sistema de saúde”, destacou o procurador regional da República, José Augusto Vagos, na denúncia.

* * *

O Instituto Sérgio Cabral emitiu nota dizendo que tudo isto não passa de “perseguição judicial” contra o probo ex-gunvernador do Rio. Uma perseguição para a qual é dada ampla divulgação na grande mídia golpista e reacionária.

É tudo mentira o que se diz contra o ex-gunvernador.

Nunca se provou nada, absolutamente nada, contra Sérgio Cabral.

Sérgio Cabral não roubou o povo do Rio da Janeiro. Segundo seu aliado fiel, Luiz Inácio Lula da Silva, Sérgio Cabral chega enchia os olhos de lágrimas quando falava do amado povo daquele estado, que ele trazia enternecido no mais fundo do seu coração.

O Instituto Lula solidarizou-se com Sérgio Cabral – logo após ele ter virado Octa Réu -, e pediu que o JBF colocasse no ar as palavras do seu companheiro de honestidade e probidade, o ex-prisidente Lula, em apoio ao injustiçado gunvernador carioca, hoje em dia injustamente encarcerado, cagando de coca num boi imundo no presídio de Bangu.

Vamos atender ao pedido do Instituto Lulas:

17 maio 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

17 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

TELMA CAPISTRANO – BELO HORIZONTE-MG

Impagável e indecente Editor,

É impossível escrever “corruPTo” sem PT.

Um grande abraço para o melhor blog da net.

Minhas saudações para a comunidade fubânica de todo o Brasil, diretamente daqui de BH, a capital brasileira com a maior quantidade de bares e botecos do Brasil.

Beijão!!!!

R. Cara leitora, eu acho que você foi muito peremPTória.

Que também é outra palavra que não se escreve sem PT.

Aliás, você está aPTa a se tornar uma grande comentarista fubânica.

Outro beijão de volta!

17 maio 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

17 maio 2017 HORA DA POESIA

VOLÚPIA – Florbela Espanca

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade…
A núvem que arrastou o vento norte…
– Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço…
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças…

17 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO


O CABOGRAMA E BIBIU CARA DE JUMENTO

Mapa da rede de distribuição das linhas da Western

Os anos 60. Marca forte na vida de todos os que nasceram no Brasil nas décadas de 40 ou 50. Uma geração que procurava melhorar sempre de vida. No Ceará, as condições climáticas atrapalhavam o desenvolvimento e com ele emperrava também o crescimento. Atravanca tudo. Era um miserê danado.

Nas escolas, as coisas caminhavam rotineiras e a vida social e noturna da capital cearense começava conhecer novos valores, novos hábitos, novas modas. A música trazia novidade com novos ritmos empurrados pelo rock, pelo iê-iè-iê, sem deixar de lado os ritmos afros.
Após a baixa no Exército, o enfrentamento da vida civil. Um trabalho burocrático na Organização Silveira Alencar, que vendia e representava a marca automotiva Chevrolet. Também vendia muito a marca Frigidaire (geladeiras).

E os novos desafios chegaram. Fiz um teste – tipo concurso concorrendo com mais outros 15 jovens – na companhia inglesa THE WESTERN TELEGRAPH COMPANY LIMITED, que operava no ramo da Comunicação, mais precisamente com cabogramas – um dos avanços tecnológicos daquela época. Primeiro, um estágio para assegurar a prática de trabalhar como Operador Teletipista, enviando e recebendo telegramas (cabogramas).

Foi fácil e rápida a adaptação, o que garantiu a admissão com um dos melhores salários e algumas boas e até então desconhecidas vantagens. Enquanto o trabalhador brasileiro (de empresas nacionais) recebia 13 salários por ano, os funcionários da Western recebiam 16 – acrescidas três gratificações: carnavalina, junina e natalina.

Um ótimo e descontraído ambiente de trabalho, com três horários flexíveis de 6 (seis) horas diárias: das 5 às 11 horas; das 11 às 17 horas e das 17 às 23 horas. Nesse último horário, a garantia do transporte para levar em casa.

Teletipo adaptado com teclado e perfurador de fita para envio de cabogramas

Ranqueada entre as empresas mais confiáveis entre as que operavam no ramo da Comunicação no Brasil, a Western era a garantia da rapidez na comunicação – preferida para envio de ordens de depósitos bancários, muitos utilizados pelos bancos públicos e particulares de uma praça para outra.

A confiabilidade era marca registrada e os erros ou equívocos, embora acontecessem, eram muito raros e até chamavam a atenção, quando aconteciam. A rapidez na entrega da correspondência garantia a preferência pela Western.

Um equívoco, certa vez, marcou a vida de um antigo Operador de Teletipo, já próximo da aposentadoria. Um mestre no envio de mensagens – mas, como acontece com qualquer um, certa vez cometeu o equívoco imperdoável, embora, naquele tempo, poucos acreditassem que ele teria se equivocado, preferindo acreditar que o “equívoco” fora proposital.

Uma conhecida empresa de Fortaleza (que vou omitir o nome) enviou um cabograma para São Paulo, com os seguintes dizeres: “ENVIEM URGENTE CINCO DÚZIAS DE BARALHOS PT.”

Na hora de digitar, o Operador “trocou” o “B” da palavra “BARALHOS”, por uma letra “C”. Foi um erro imperdoável, e, pela seriedade da Western, o funcionário respondeu um inquérito interno, foi suspenso do trabalho por alguns dias, e quase era demitido por justa causa, o que significaria a perda dos muitos anos de trabalho e a aposentadoria que se aproximava.

Bibiu conduzindo a jumenta para o banho no açude

Os tempos mudaram. Muitas coisas mudaram. O bonde deixou de circular em algumas capitais; começaram a aparecer veículos sem o uso da manivela; apareceu o telefone celular; já quase não se usa mais o serviço dos sapateiros e já existe no Brasil o que antes era chamado apenas de “pãozinho” – porque o mais vendido e mais comprado era o que hoje chamamos de bisnaga.

Diminuíram sensivelmente os inferninhos (por que hoje o namorado já faz sexo com a namorada no primeiro encontro – e, se não fizer ela mandar o sujeito “andar” e sair da fila); não existem mais confessionários nas igreja e já se comunga sem confessar. Mudou muita coisa.

O avião é mais veloz; a energia elétrica é mais cara; já existe energia eólica e a propina é algo instituído no Brasil. O analfabetismo cresceu, as escolas ensinam cada vez menos, e a política, que era uma ciência, virou uma putaria.

Mas, isso tudo já acontece nas capitais e cidades grandes. Nas cidades menores, muito ainda é como antigamente. A molecada continua tendo a primeira experiência de sexo “comendo jumenta” nas capoeiras – e nem precisam mais recorrer à masturbação como fazíamos antigamente.

E, por falar em comer jumenta, lá na minha Queimadas existia um tal Bibiu Cara de Jumento, por que desde os 15 anos até os 32 ele usou as jumentinhas para “essa necessidade biológica” – um verdadeiro tarado pelas “mocinhas das capoeiras”.

As moçoilas das capoeiras das Queimadas “percurando” Bibiu

Durante muitos anos, os rapazes da mesma faixa etária de Bibiu Cara de Jumento começaram a perceber que o dito cujo não namorava. Não conseguia arrumar uma namorada. Nenhuma menina se aproximava dele – e ele nem fazia muita questão disso. Muitos passaram a achar que ele fosse um “Guardador de Espadas”, daqueles bem enrustidos.

Na linguagem chula atual: muitos achavam que Bibiu era baitola, qualhira, gay, “menina”, fresco, frango, paneleiro (como se diz em Portugal).

Depois de alguns tempos, soube-se que Alzira, uma das muitas filhas de Otacílio Mangueira, precisou atravessar uma das muitas capoeiras do lugar, e avistou Bibiu Cara de Jumento com as calças arriadas “furufando” uma jumentinha. Resolveu contar para as amigas, e, a partir dali, nenhuma quis mais conversa com Bibiu Cara de Jumento.

Ele não se importava muito, pois as meninas do lugar não faziam o que as “moçoilas da capoeira” faziam.

A vida é assim mesmo. A vida é bela!

17 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

REPÚBLICA DE 1817 É LEMBRADA PELO SENADO

Exmos Senadores Humberto Costa e Cristovam Buarque, ilustres membros, companheiros estudiosos de 1817, meu amigo Rubem Amaral Júnior, Embaixador, que aqui veio prestigiar a nossa fala, fala esta que vai de todo à gratidão, à gratidão ao Senador Humberto Costa, que teve a iniciativa de festejar, lembrar e proclamar os feitos da Primeira República do Brasil, a República de 1817. Portanto, o meu agradecimento pessoal, como pernambucano.

Mas eu tomo para mim, neste início de fala, as palavras do poeta João Cabral de Melo Neto, quando ele, no poema Pergunta a Joaquim Cardozo, interroga:

É que todo o dar ao Brasil
de Pernambuco há de ser nihil?
Será que o dar de Pernambuco
é suspeitoso porque em tudo
sintam à distância, o pé atrás,
insubserviente de quem já foi mais?

Meus amigos, o que hoje se comemora foi um comportamento permanente dos pernambucanos.

Muito antes do iluminismo, existia um sentimento de autonomismo em Pernambuco, sentimento este que se encontra presente até nos dias atuais.

Quem nasce em Pernambuco – desculpem a imodéstia – tem sempre um queixo levantado, tem sempre um orgulho muito grande de ser pernambucano.

Não é à toa que o símbolo dos revolucionários de 1817 está nas cabeças, nas camisas dos pernambucanos, que é a nossa bandeira, proclamada, outorgada pelos revolucionários de 1817, desenhada pelo Padre João Ribeiro Pessoa Montenegro e ressurgida pelo Governador Manuel Borba.

O pavilhão azul e branco encontra-se sempre nas cabeças de todos aqueles que, em plena festa de Carnaval, estão a demonstrar o seu orgulho; se vão para um campo de futebol, levam uma bandeira de Pernambuco.

Portanto, estamos diante do sentimento de autonomismo ainda hoje presente em Pernambuco.

Das antigas províncias formadoras do Território nacional, nenhuma deu maior número de mártires do que Pernambuco, haja vista a imensa lista de condenados à morte que nós herdamos de 1710, de 1817, de 1824, de 1848.

Numa consulta à história de Pernambuco, veremos que todos esses movimentos foram gerados do orgulho nativista dos restauradores de 1654.

Com uma mesma ideologia, de que os antepassados pernambucanos conquistaram toda a região do Nordeste do Brasil, da foz do São Francisco até o Maranhão, fora conquistada pelos seus antepassados.

Como diria o Padre Antonio Vieira, sós, pelejando com suas relíquias, Pernambuco conquistou todo aquele território, em batalhas de 1648 e 1649, com a expulsão dos holandeses em 1654. Com tal conquista doaram todo aquele território – que hoje é o Nordeste brasileiro – ao El-Rei de Portugal, à suserania da Coroa Portuguesa, mas debaixo de certas condições, a condição do autonomismo. E essa doutrina nos segue, nos persegue, nos impregna até os dias atuais.

Então, toda vez que Pernambuco se achava ferido no seu autonomismo, ele se manifestava através de uma revolta armada, como a que aconteceu com a República de Olinda, de 1710, chefiada por Bernardo Vieira de Melo, seus filhos e irmãos.

Nela, o governador português, Sebastião de Castro Caldas, se refugiou na Bahia, deixando no governo da capitania o bispo de Olinda, mas logo depois veio o outro governador.

O novo Governador português Félix José Machado de Mendonça – sucedendo a Sebastião de Castro Caldas – resolveu acusar os pernambucanos de tentarem uma rebelião contra a família do próprio governador e, com isso, mandou encarcerar todos os que tiveram destaque no movimento de 1710 e os envia para Lisboa, trancafiando-os na prisão do Limoeiro.

Nos cárceres, os prisioneiros pernambucanos, com o tempo, vão desaparecendo pelas mortes mais misteriosas, como se pode comprovar nos atestados do Livro de Óbitos da Paróquia de São Martinho. Um a um, vão morrendo e, quando chega o perdão real da Coroa, já não havia mais ninguém para perdoar, todos já haviam morrido.
Graças a tais certidões de óbito, pudemos comprovar o dia da morte da cada um dos nove que pereceram na prisão.

Observa José Antônio Gonsalves de Mello que a interligação de um ideário de liberdade dos pernambucanos remonta “à vitória sobre os holandeses e se renova não só em 1710, aqui referido, como ainda em 1817, em 1824 e em 1848. Dentro dessa linha de reivindicações, aqueles que pagaram então com a vida, nas celas do Limoeiro, seu ideal político de participação no governo de sua terra estão na companhia de outros mártires pernambucanos como o Padre João Ribeiro, o Frei Caneca e o Desembargador Nunes Machado”.

No século XVIII, por conta das ideias dos filósofos iluministas da segunda metade, veio a ser gerado, entre os estudantes de Pernambuco, um ideário liberal, um ideário republicano.

Essas ideias vieram a ser propagadas não só por aqueles estudantes de Coimbra e de Lisboa, cujos processos consegui ler detidamente.

Alguns deles tomaram parte ativa na Revolução de 1817, como é o caso do nosso Antônio Morais Silva, autor do primeiro Dicionário da Língua Portuguesa.

No século XVIII, as ideias daqueles iluministas foram divulgadas pelos seminaristas do então Seminário de Olinda, criado em 1799, e pelas lojas maçônicas, que já se faziam presentes no Recife.

Tais ideias passaram para uma revolta armada, eclodida no dia 6 de março de 1817, quando era proclamado um governo de caráter republicano, com representação dos militares, do clero, da magistratura, do comércio e dos senhores rurais.

Por um curto período de dois meses e meio, viveu-se naquela capitania um regime republicano, regido por uma Constituição, chamada de Lei Orgânica, que, sob a orientação de um Conselho de Estado, regulava a representatividade de classes, a independência da magistratura, a imprensa livre e outros direitos até então desconhecidos entre nós.

A Coroa Portuguesa logo combateu a revolta a ferro e fogo, levando à prisão centenas de patriotas, como eram chamados, nas cadeias do Recife e de Salvador.

Dessa lista, 13 presos foram condenados à morte, quatro foram fuzilados em Salvador, e nove foram enforcados no Recife, sendo depois seus corpos esquartejados; com suas cabeças separadas do corpo, juntamente com seus membros. Os troncos eram amarrados às caudas dos cavalos e arrastados até o cemitério.

Esses troféus de cabeça e dos quatro membros eram colocados em pontos previamente determinados.

Morreram, como consequência direta no envolvimento da Revolução de 1817, na atual Praça da República, no centro do Recife, que veio a ser chamada de Campo da Honra, em 8 de julho de 1817, os Capitães Domingos Teotônio Jorge e José de Barros Lima, além dos mártires Antônio Henrique Rabelo, Amaro Coutinho, José Peregrino Xavier de Carvalho, Inácio de Albuquerque Maranhão e o Padre Antônio Pereira de Albuquerque.

Na Bahia, foi executado por fuzilamento, no Campo da Pólvora, o Padre José Ignácio de Abreu e Lima (Padre Roma), em 29 de março de 1817, seguindo-se dos patriotas Domingos José Martins, José Luiz de Mendonça e o Padre Miguel Joaquim de Almeida (Frei Miguelinho), em data de 12 de junho de 1817.

Discurso proferido em sessão especial do Senado Federal no dia 8 de maio de 2017

17 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

17 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O PALCO IDEAL

Os petistas vivem baixando o pau nos coxinhas.

Já os anti-petistas vivem baixando o pau nos cuzinhos.

Coxinhas  amarelos e cuzinhos vermêios travam uma batalha feroz aqui nesta gazeta escrota.

Esta troca de tabefes é muito gratificante para a Editoria pois aumenta impressivamente a quantidade de acessos – sempre beirando os 50 mil por dia -, engordando as nossas estatísticas.

Estas duas torcidas podem usar e abusar livremente deste espaço.

É um prazer enorme ceder o ringue para a troca de tabefes entre coxinhas e cuzinhos.

17 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


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