30 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

DETETIVE RURAL

O antigo exterminador de bagres transformou-se em protetor de marrecos

“Que bicho comeu os marrecos?”.

Lula, em outubro de 2014, revelando que, depois de defender o extermínio dos bagres do Rio Madeira, converteu-se num ambientalista tão fervoroso que até tentou identificar o assassino dos marrecos – que não eram dele – do sítio de Atibaia – que nunca lhe pertenceu.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

30 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A CANDIDATURA DO EDITOR ESTÁ LANÇADA !

Comunico aos nobres leitores fubânicos que, em caso de uma eventual vacância do cargo, sou candidato à Presidência da República.

Se a pajaraca entrar no furico de Michel Temer, oficializarei meu nome de imediato.

Como a eleição é indireta, realizada no Poder Legislativo, peço aos meus caros amigos que enviem mensagens aos parlamentares dos seus estados recomendando votar neste Editor.

Digam pra eles que eu sou a favor de mensalão, de propina, de ladroagem, de compra de votos e de grossa corrupção. Que darei peitinhos públicos pra todos eles mamarem e que sou muito amigo do Joesley Safadão, o bilionário da JBS.

E que seguirei os passos de Collor, de Lula, de Renan, de Dilma, de Aécio e de Temer. 

Tenho certeza que conseguirei o voto de todos os senadores e deputados federais.

Meu símbolo de campanha será o jegue fubânico Polodoro, aquele que ilustra a coluna que eu assino no JBF, A Palavra do Editor.

Como música de campanha, vou utilizar um frevo composto em 2013 pelo fubânico Bráulio de Castro, gravado por Ivanildo Silva, intitulado Rincha, Polodoro, que vocês irão ouvir no vídeo que está logo a seguir.

Conto com vocês, meus queridos leitores!!!

30 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

30 maio 2017 HORA DA POESIA

A ULISSES – Judas Isgorogota

Quando à manhã parti – era a partida
de um novo Ulisses à Ítaca sonhada –
eu vivia da homérica investida
e empolgavam-me os lances da chegada!

Menino, ia este sonho me levando…
Não nasci para Ulisses… melhor fora
não ouvir a sereia enganadora
e ter ficado junto ao mar, sonhando…

Mas, se voltasse a ser, numa outra vida,
a mesma criança de alma forasteira,
sempre a rolar como uma pedra mó,

certo, madrugaria na partida,
na ânsia de não ser nada a vida inteira
e ser Ulisses um minuto só…

30 maio 2017 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

TEMER SONHA COM JOESLEY

Como se fosse a solução para todos os males da nação, parece que Temer, parte do PMDB e uma facção da base cúmplice do governo estão tentando convencer o restante do país que um cadáver insepulto ocupando o cargo de presidente poderia conduzir as reformas constitucionais suficientes para minimizar o descontrole orçamentário que ameaça levar o Brasil para a falência econômica. Querem então permanecer governando prometendo a retomada do crescimento, a recuperação dos empregos, controle da inflação.

Oferecem isso em troca do perdão pelos crimes cometidos por décadas, pelos vários governos criminosamente loteados pelos diversos partidos que ocuparam o cargo máximo de presidente da república da sofrida nação brasileira. Como se fosse uma compensação ao cidadão idiota que votou e acreditou nos mentirosos, pagou seus impostos, respeitou a lei e assistiu ao Tesouro ser assaltado, as empresas estatais roubadas, fundos de pensão destruídos, o povo que sofreu com a combinação perversa de incompetência e corrupção. Querem nos convencer de que para o bem do país será melhor convivermos com a mentira do “rouba mas faz”.

O esforço no meio político é montar uma força capaz de neutralizar o bom trabalho de parte do Poder Judiciário, somado a banda descente da Policia Federal e Ministério Público que compõe a onda moralizadora da “Operação Lava-Jato” e as derivadas. O engodo é que o Brasil precisa de um ambiente de governabilidade para ter ordem e progresso.

Participam desse arranjo político infame os grandes partidos e suas lideranças. Quase todos denunciados pelo MP, citados pelos réus confessos em suas delações mais do que premiadas, alguns políticos já sendo réus em processos em andamento nas diversas esferas da justiça. Mesmo assim insistem em serem considerados como aqueles que têm a capacidade de operar no Congresso para viabilizar a aprovação dos remendos legislativos capazes de livrar o Brasil da falência. Uma situação que foi criada por eles mesmos. Querem o poder para estarem protegidos e com força para a queda de braços entre Legislativo, Executivo e a parte podre do Judiciário contra a Lava-Jato.

Suas Excelências não estão preocupadas em construir um país decente que dê ao cidadão a tranquilidade de saber que vivemos num regime que as instituições corrigem desvios de conduta, que temos como fiscalizar o uso dos nossos recursos e que podemos sonhar com um futuro melhor. Querem apenas um armistício, um tempo para o eleitor esquecer tudo isso e na melhor das hipóteses, quem sabe, ganharem o salvo conduto da reeleição.
Temer e sua turma sonham com um acordo tipo joesley.

Não precisamos de Temer nem da sua base cumplice. Precisamos respeitar a constituição, investigar e punir todos os corruptos públicos e privados para sair da crise econômica e principalmente moral. Temer é um zumbi, assim como Lulla, Sarney, Renan, FHC, Aécio, etc. Vamos enterrar os mortos.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


STAND-UP COM POESIA

PEDIDO DE AJUDA

Tô sofrendo ameaças
De vida longa
Durante o dia
Mesa e banho
Durante à noite
Quarto e cama
Corpo em chamas
Com teu beijo quente
E com o sol nascente
Do outro dia
Se você quer saber
Tudo de novo
O mesmo sacrifício
Fazer o que
Só se submeter
São ossos do ofício…

Oh Deus!
Tende piedade da gente.

* * *

EU QUERIA SER…

Eu queria ser um pássaro
Para atingir as alturas
Numa fantástica aventura
Olhar com ironia pra baixo…
Não sou.

Não sendo eu queria ser
Um renomado poeta
Sendo eu queria escrever
Poesias lindas pra você…
Não sou

Eu queria ser uma criança
Numa aventura incrível
Acreditar que sou livre
Como manda os estatutos
Não sou

Pequei por ser um adulto

Não sendo nada vou sendo
O que nunca pensei em ser.

* * *

TIRA TUDO

Amor: Tira estas tuas vestes
Que me impede de ver tuas curvas
Tira tudo, tira às meias, tira as luvas…
Já não há mais pecado em se despir
Vem comigo, espera só, o sol nascer
Se você ainda quiser, pode se vestir.

* * *

SILÊNCIO

O meu poetar
Quem sabe, talvez
Não seja tudo

O meu cantar
Talvez, quem sabe
Também não sei

Outros poetam
Os pássaros cantam
E também encantam

O que mais dói
É o que eu penso
Quando não falo
E que me desconstrói

O pior de tudo
É este silêncio
De um poeta mudo.

* * *

QUANDO ÉRAMOS… QUANDO

Quando éramos crianças
Olhávamos, brincávamos
Tocávamos, abraçávamos
Beijávamos sem maldade
E na maior simplicidade
Íamos nos conhecendo
Quando éramos… quando
Tudo sem, querer querendo
Acabávamos fazendo sexo
Eu acho.

Aquilo sim, era poesia
O que escrevo hoje, não

30 maio 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

30 maio 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

O poeta, escritor e advogado Hildebrando Diniz glosando o mote

“Quem mandou você furtar galinha,
pra não ter o direito à delação”.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

ESSA É BOA

Advogado de Lula ensaia mais um capítulo da defesa indefensável

“Sem provas para sustentar a acusação relativa ao tríplex contra Lula, os acusadores investem na oferta de prêmios para réus confessos tentarem produzir factoides (…) Os papéis só provam o desespero dos acusadores, que agora querem transformar uma fotografia com Lula e uma suposta passagem de avião em prova de propriedade imobiliária e de recebimento de vantagens indevidas”.

Cristiano Zanin Martins, advogado de defesa de Lula, expondo a tese segundo a qual uma foto em que duas pessoas aparecem rindo e se olhando amigavelmente é a maior prova de que elas não se conheciam.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

30 maio 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


ANTÔNIO MARIA II – FREVOS CLÁSSICOS COM DOSE DUPLA

Antonio Maria: em uma de suas moradas

Além de cronista, jornalista, caricaturista e produtor de rádio e tv, Antônio Maria também fez belíssimos frevos. Aqui, vou chamá-los de frevos de autoexílio, por entender que tais sentimentos descritos nas letras destas músicas só podem ser vividos por quem deixou o Recife para trás.

Vamos caminhar com Maria em seus primeiros passos, os grandes sucessos internacionais, a fama, e, o que me interessa hoje – mostrar aos leitores desta coluna, três frevos maravilhosos de Maria. Eis logo o primeiro:

Frevo nº 1, Antonio Maria, 1951, com Coral Madeira de Lei e Naná Vasconcelos

O nosso personagem passou a infância entre o engenho do avô e o velho sobrado da cidade. Estudou piano e francês, No final da adolescência, já era amigo de vários compositores, a exemplo de Fernando Lobo, Arlindo Gouveia e Hugo “Peixa”. Enveredou pela boemia, passando a buscar os prazeres noturnos no “Cabaré Imperial” e num pequeno bar chamado Gambrínus.

Tornou-se locutor e apresentador de programas musicais na Rádio Clube de Pernambuco. Seu nome passou a se destacar ao lado de profissionais da época, como Nelson Ferreira, Helio Peixoto e Aloísio Pimentel.

Em 1940, foi trabalhar no Rio, como locutor esportivo na Rádio Ipanema. Em 1944, uma reviravolta, voltou para o Nordeste, casou-se com Mariinha Gonçalves Ferreira, e foi morar em Fortaleza, passando a trabalhar na Rádio Clube do Ceará. Além de Fortaleza, trabalhou em rádio na Bahia.

Em 1948, retornaria ao Rio, como diretor de produção da Rádio. Depois, com o mesmo cargo na TV Tupi, em 1951.

Antônio Maria não tocava instrumento algum. Costumava cantarolar as músicas e fazer as letras na medida em que criava as melodias. O seu primeiro frevo – intitulado Frevo nº 1 do Recife (trabalho integrante de uma série de cinco). Depois fez o número 2 o 3. Não consegui levantar a série de cinco a que se refere sua discografia. Vamos, então, ouvir o nº2:

Frevo nº 2, Antonio Maria, com Coral Madeira de Lei

Compôs em parceria com dezenas de compositores, sendo chamado de “O Rei do Samba-Canção, entre as décadas de 1940 e 1950. Entre seus parceiros, estão Manezinho Araújo, Vinicius de Morais, Evaldo Gouveia, Moacir Silva, Paulo Soledade, Zé da Zilda, João Pernambuco, João Roberto Kelly e Luís Bonfá. Escreveu trilhas para “O Auto do Frade”, “Orfeu do Carnaval” e “Brasileiro: Profissão: Esperança”.

Capa de coleção da Abril com os maiores compositores da MPB

Além dos frevos que hoje estamos realçando, fez sucesso nacional e internacional com “Ninguém me Ama”, “Suas Mãos” e “Manhã de Carnaval”. Entre os maiores intérpretes Ângela Maria, Nora Ney, Aracy de Almeida, Emilinha Borba, Eliseth Cardoso, Jamelão. Agostinho dos Santos, Claudionor Germano e Luiz Bandeira. Frank Sinatra, Stan Getz e Nat King Cole também gravavam Maria. Vamos ao maravilhoso Frevo nº 3.

Frevo nº 3, de Antonio Maria, com Geraldo Maia

Amigos leitores, importante lembrar que estes três frevos são bastante conhecidos, cantados em várias versões e com diversos arranjos, ora puxando para o frevo de bloco, ora puxando para o frevo rasgado.

O número 1, por exemplo, tem uma belíssima versão, tocada originalmente no filme “Saravá”, de Pierre Baroucch, que apresenta Maria Betânia cantando o nº 1. Há porém, uma série de erros na letra, que na minha maneira de ver, não chegam a estragar a peça de Antônio Maria.

Preferi, no entanto, mostrar os frevos o mais fidedignamente, vez que eles já vêm metidos em outras confusões. Os frevos nº 1 (Ô,ô saudade, saudade tão grande etc) é costumeiramente confundido com o de nº 2 de Antônio Maria, que diz (“Ai que saudades tenho do meu Recife, da minha gente que ficou por lá”).

Para fechar o assunto, o nº 3, talvez o mais lírico é que introduz com (“sou do Recife com orgulho e com saudade, sou do Recife com vontade de voltar”). Vejo até mesmo cantores profissionais da noite do Recife trocarem os nomes. Por favor, gente….

Até semana que vem…..

30 maio 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

ATENDENDO A PEDIDO

Comentário sobre a postagem DEZENA FUNESTA

Carlos Francisco de Farias:

“Foda foi o Mantega,ex Ministro da fazenda no governo Dilma, que tinha 600 mil dólares em conta não declarada na Suíça.

Mas, segundo o mesmo, nega veementemente que não foi propina. Disse ainda o meliante, na maior cara de pau, que abriu a conta antes mesmo de assumir o cargo de Ministro da fazenda.

Agora pergunto: Como pode um Ministro logo da Fazenda, não declarar suas contas na receita federal?

Ainda quer fazer o povo de idiota ao dizer que não foi fruto de propina.

Olha ai Berto, ou bota o Polodoro pra rinchar, ou coloca aquela música mandando esse porra tomar no cu.”

* * *

A Editoria do JBF vai atender os dois pedidos do leitor:

30 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

NÃO HÁ HERÓIS NESSA FARSA DE HORROR

Desarmado, inerme e calado diante do tumulto, o cidadão comum, que se esforça, sua e sofre, gostaria de saber por que Joesley Batista, de uma família de modestos açougueiros de Anápolis, no Goiás de Íris & Íris Rezende, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e dos Caiados, tiraram a sorte grande desde o começo. De marchantes dos ermos a reis do mundo da carne verde ou seca, trilharam um caminho que deu na Quinta Avenida, com direito a missa de domingo na Catedral de São Patrício. Enquanto isso, o tal cidadão, que pagou a conta, está desempregado ou, se ainda não perdeu o emprego, morre de medo de se juntar a quem mendiga seguro-desemprego ou, no mínimo, trabalha o dobro para ganhar um terço do salário que um dia já recebeu e, pelo visto, nunca mais será o mesmo.

Seria natural que ele tivesse um herói a quem se agarrar, não para suplicar um lugar ao sol de Manhattan, mas para pelo menos viver com um mínimo de dignidade, que agora lhe é negado. Qual o quê? Apenas lhe resta ser exemplo para si mesmo, pois nem aos próprios filhos pode vender seu modelo de honestidade, que esse tipo de virtude no Brasil de hoje só pode dar uma camiseta regata toda esburacada. No filme que vê diariamente nos telejornais do dia a dia só atuam vilões da pior espécie, dos quais não dá nem para comprar uma bicicleta usada e enferrujada recém-saída do ferro-velho, quanto mais votar e pôr, de novo, nas mãos da gangue de sempre toda a poupança nacional vilipendiada.

De claro mesmo só a evidência de que os irmãos Batista e seus executivos, sócios e empregados se saíram muito bem em sua trajetória de sanguessugas do esforço coletivo. Na hora de delatar só pensaram no prêmio que iam ganhar, com direito a ex-miss no tálamo e dupla sertaneja nas festas de papai e mamãe. O patrocinador dessa farra toda é padim Lula de Caetés, que os afilhados não hesitaram em delatar para desfrutar o bem-bom na Big Apple e o convívio com os filhotes, matriculados em boas escolas e com o futuro garantido por muitas gerações. Não precisaram, pelo menos até agora, nem contar a verdadeira história do acúmulo daquilo que o velho Marx, o barbudo a quem sempre recorrem os acólitos sabidos do ex-sindicalista, batizou de mais-valia. Até agora ninguém ficou sabendo como isso de fato aconteceu e esse é um relato para ser reproduzido na história do crime no capitalismo selvagem.

Os Batistas não caíram na armadilha de Marcelo Odebrecht, que demorou muito para delatar e terminou pegando cana dura e brava. Nem repetiram o garoto esperto Eike Batista, que resolveu dar uma de migué e entregar uns caraminguás sem contar com a astúcia de Chapolim Colorado dos agentes policiais, que não entraram em sua cantiguinha de cego. Resolveram contar tudo, sem esconder nada, antes de algemas e tornozeleiras. Para isso, sabiam que podiam contar com um agente da lei disposto a usar a própria expertise em malandragem para se dar bem. E, assim, assim contrataram para ajudar a preparar sua proposta de delação premiada justamente Marcelo Miller, o procurador que era tido como o braço direito do procurador-geral Janot. O ex-procurador saiu do Ministério Público Federal em março para trabalhar no escritório Trench, Rossi & Watanabe, do Rio de Janeiro, que, “por sorte”, não menos do que “por acaso”, presta serviços advocatícios ao grupo delator. Quanta coincidência!

Os irmãos Esley Safadões delataram outro procurador, que funcionava como um X 9 de dez dedos, Angelo Goulart Vilella, pela nada módica quantia de R$ 50 mil por mês. Mas, para a J&F, holding da JBS em que resultou o antigo açougue de Zé Mineiro, pai dos alcaguetes mais finórios do país da malandragem, Miller nunca teve nada que ver com a permanência dos milhões nos saldos bancários dos marchantes bilionários.

Acredite quem quiser. Mas o espetáculo precisa continuar. Sem faltarem oportunistas nesse conto de carochinha de horror. O Ministério Público Federal (MPF) foi tão camarada dos próprios colaboradores que nem se deu ao trabalho de periciar a gravação que o generoso informante lhes deu com a prova dos crimes do chefão do governo federal. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, endereçou ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, o pedido de investigação do presidente Michel Temer, sem titubear. E Fachin pôs seu jamegão no papel, pois, afinal, o juiz, advertiu, só verifica a legalidade da delação, sem discutir o prêmio a ser dado ao delator. No meio da confusão, Jorge Bastos Moreno registrou no “Cantinho do Moreno”, do Globo, que o relator passeou pelo Senado na companhia de Ricardo Saud, um dos delatores da JBS, para conquistar a simpatia dos “varões de Plutarco” amigos dos barões da proteína. Jura que não sabia que a empresa era dada à delinquência. Talvez em 2015 só ele não soubesse, tão inocente, diria o Compadre Washington. Mas, já avisou Marco Antônio perante o cadáver de César, doutor Fachin “é um homem honrado”.

Não falta quem discuta essa desculpa entre seus pares. Marco Aurélio Mello, interessado em melar delações premiadas em geral e as da Lava Jato em particular, logo avisou que quem sentencia é juiz, e procurador é parte. Na cola dele veio o loquaz Gilmar Mendes que, apesar de presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem tempo para dar diariamente seus showzinhos de arrogância (“o Supremo somos nós”, à Luís XIV). Este engatou seu vagão retórico na locomotiva do do primo de Collor e já aproveitou para deixar claro que quer pegar carona no deslize de Fachin para desautorizar a maioria do plenário, da qual até ele fez parte, para presentear os advogados de grã-finos do Brasil com a volta atrás na decisão da prisão de condenados após a segunda instância.

O colega Luís Roberto Barroso chiou. E com razão. Quem negará a razão de seus pronunciamentos ao UOL? O Judiciário não pode servir como “um instrumento para perseguir inimigos e proteger amigos”, disse Barroso, agora que a Lava Jato chegou a Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB). “A jurisprudência não pode ir mudando de acordo com o réu. (…) Você só muda a jurisprudência quando existe mudança na realidade ou na percepção social do direito. Não aconteceu nem uma coisa nem outra.” De fato, a realidade não se limita às opiniões dos líderes do mimo aos reis da segunda instância, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. “É preciso mostrar às novas gerações que o crime não compensa e que o mal não vence no final. Será uma pena se o Brasil retroceder nisso.” Aí é que mora o busílis. Quem é cavalgado sabe que ele está certo e quer que sua opinião vença. Mas quem cavalga…

Não tenha ilusões de que exista alguém nessa briga que esteja realmente empenhado em defender a cidadania. O ministro Gilmar Mendes pretende somente facilitar a vida de dois amigos em dificuldades: Michel Temer, presidente da República, e Aécio Neves, ex-presidente nacional do PSDB. Nada tem que ver com inocentes que eventualmente percam seu direito de defesa prolongado às calendas pela eventual permissão de prisão apenas para condenados em terceira instância, como propugna Dias Toffoli. Assim, o presidente do TSE segue, confirmando uma parceria iniciada na Segunda Turma no plano comum de liberar acusados do PSDB, de cujo governo (Fernando Henrique) ele foi advogado-geral, e do PT, de cujo governo (Lula) Toffoli foi advogado-gerao e a cujos filiados serviu de forma servil já como ministro do Supremo, no julgamento do mensalão.

Contra a delação de Joesley não são seus inimigos, mas os amigos de Temer, Aécio, Lula, Dilma e outras vítimas de sua bocarra. A favor dela é quem quer ver esses figurões pagar pelos delitos de que são acusados, seja em que instância for. Quem conhece bem o Brasil sabe que não sai punição no andar de cima da Justiça. Só na primeira instância. De resto, de boas intenções, dizia minha avó, o inferno está cheio. No Brasil de hoje, reprodução bastante próxima do inferno visitado por Virgílio, o poeta romano e protagonista da Divina Comédia de Dante, só há agentes do Estado com as intenções mais personalistas que existem. São todas ótimas, mas só interessam a seus amigos, parentes, afilhados e apaniguados. O resto é mera lorota. Sob qualquer pálio ideológico.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR (SP)

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Ilustríssimo Editor Luiz Berto,

Escute com redobrada atenção esse áudio.

Nele está gravado uma conversa entre os bandidos Lula e Lindbergh Farias, com ambos planejando atos terroristas como o que aconteceu na Esplanada, há poucos dias.

É de dar inveja no PCC!

30 maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

GRANDES VOZES DA MPB – CLÁUDIA BARROSO & LINDOMAR CASTILHO

* * *

01 – A vida é mesmo assim – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1971

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02 – Coração vagabundo – (Pitter) – Lindomar Castilho – 1972

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03 – Ah! se eu fosse você – (Carlos Bonani) – Cláudia Barroso – 1973

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04 – Nós somos dois sem vergonha – (L.Castilho / R.Adriano) – Lindomar Castilho – 1976

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05 – Quem mandou você errar – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1971

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06 – Vou tirar você deste lugar – (Odair José) – Lindomar Castilho – 1983

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07 – Amor querido – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1972

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08 – Eu vou rifar meu coração – (L.Castilho / Letinho) – Lindomar Castilho – 1973

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09 – Você já era – (Portinho / Osmar Navarro) – Cláudia Barroso – 1974

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10 – Cabecinha no ombro – (Paulo Borges) – Lindomar Castilho – 1980

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11 – Por Deus, eu juro – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1972

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12 – Você é doida demais – (L.Castilho / Ronaldo Adriano) – Lindomar Castilho – 1974

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13 – Amor proibido – (Anastácia / Dominguinhos) – Cláudia Barroso – 1978

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14 – Ébrio de amor – (Palmeira / Ramoncito Gomes) – Lindomar Castilho – 1967

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15 – Eu quero ser feliz – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1973

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16 – Camas separadas – (L.Castilho / R.Adriano) – Lindomar Castilho – 1976

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30 maio 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

CÍCERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Caro Editodos Luiz Berto:

No dia 06 de março de 2017, publiquei aqui no espaço da minha coluna desta Gazeta Escrota uma crônica trágico-cômica intitulada PALMARES, AS ENCHENTES E O HOMEM-CAPÃO, mostrando o drama de uma comerciante, dentre centenas de outras, que havia perdido tudo após as enchentes arrasadoras que destruíram Palmares em 2010 e 2011, deixando-a reduzida a escombros com o transbordamento do rio Una.

Apesar das promessas pirotécnicas, midiáticas e politicalhas dos governos federal e estadual, com seus mandatários sobrevoando os destroços de Palmares em helicóptero ali no calor da calamidade, prometendo liberar milhões e mais milhões para soerguer a cidade da ruína provocada pelas chuvas, nada foi feito de concreto e a bufunfa, se foi liberada, virou caixa dois para coxinhas, cuzinhos e petralhas.

Seja para seca, seja para as enchentes calamitosas, toda promessa feita pelos mandatários federal, estadual e municipal, não passa de lorotas vãs sopradas ao vento.

Prova disso é a nova enchente acachapante que mais uma vez atingiu Palmares e outras cidades do sertão pernambucano como Rio Formoso, servindo apenas de matérias-primas para noticiários sensacionalistas.

Decididamente o Brasil é vaso sanitário, onde os manda-chuvas cagam e mijam emporcalhando as paredes do WC.

R. Meu caro colunista fubânico, o desmantelo em Palmares tá de lascar. Como diz meu querido amigo Orlando Tejo, desmantelo só presta grande. E este foi grande mesmo. Enorme.

Caiu tanta chuva na cidade que foi visto cachorro bebendo água em pé. Os amigos me deram notícia que era cada pingo do tamanho de um caroço de jaca.

Só assim Palmares virava notícia no mundo todo. O noticiário local, o noticiário nacional e o noticiário internacional estão todos eles se ocupando do assunto. De manhã, de tarde e de noite.

Acho que daqui pro final de semana as coisas entrarão nos eixos, o tempo voltará ao normal e o meu querido Rio Una vai dar uma trégua e voltar a correr normalmente no seu velho leito.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

POEMA DE UMA RIMA SÓ

Eis aqui este poeminha
Feito numa rima só
Outras rimas vão entrar
Mas a tese é uma só.

Esta outra é consequência
Do que acabo de escrever
Como o roubo é consequência
inevitável do poder

Quanto ladrão por aí
Que rouba tanto e não diz nada
Ou quase nada
Já me utilizei de todas as letras
E no final não roubei nada
Não deu em nada

E voltei pra minha tese
Como eu volto pra dizer
Vou cantar com a minha rima
Como eu gosto de viver

E quem rouba do Estado
As notas do cidadão
Vai ver sol nascer quadrado
Na cela de uma prisão. Tóim!

30 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

30 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DOIS HEXA CAMPEÕES

O Clube Náutico Capibaribe, um dos grandes times aqui de Pernambuco, ganhou o campeonato estadual por seis vezes seguidas, de 1991 a 1996.

Virou Hexa Campeão.

Um feito que nenhum outro clube aqui do Recife conseguiu realizar até agora.

E, a partir deste fato, os alvi-rubros cunharam a expressão Hexa é Luxo.

Um lema, um mote, um grito de guerra que embala a equipe.

Uma conquista que só mesmo o Náutico se dá ao luxo de ter.

O colunista fubânico José Paulo Cavalcanti, eminente jurista brasileiro, é torcedor apaixonado pelo Náutico. Num texto publicado aqui no JBF no último dia 25, ele escreveu a seguinte frase:

“Lula é réu pela sexta vez. Hexa não é mais luxo.”

Depois que li sua coluna, fazendo referência ao Hexa, perguntei se ele já havia ocupado algum cargo na diretoria do clube.

E ele me respondeu com uma mensagem que está abaixo transcrita, onde faz referência a sua esposa Maria Lectícia, grande intelectual aqui da terrinha e que, junto com o marido, é imortal da Academia Pernambucana de Letras.

“No Nautico, que Maria Lecticia não saiba disso, sou sócio contribuinte. Contribuo. Muito. Bem mais do que seria razoável. Muito mais. O fato mais engraçado é que ela, do Sport, vai sempre comigo aos jogos. Dois problemas. Um é que, por azar, vai sempre vestida das cores do time adversário. Se for jogo do Palmeiras, por exemplo, escolhe uma roupa verde. Agora, antes, informo as cores do adversário. Para que ela escolha uma diferente. Preferia que fosse de vermelho e branco. Ela diz que isso não. Quer ir de vermelho e preto. Eu digo que isso não. Então vai de cor diferente. Ainda bem. Pior é que ela dá uma sorte danada. Quando vai, o Náutico ganha. Como se fosse uma mascote boa. Quando o jogo é importante, o pessoal da diretoria faz uma apelo para ela ir. Dá uma sorte danada. Num jogo que estava 1 x 1, aos 40 do segundo tempo, íamos indo embora. O presidente do clube, André Campos, pediu para ficar um pouquinho mais, já aos pés da escada, que o Náutico precisava fazer um gol. No primeiro ataque, gol. André virou-se para nós, disse ” Muito obrigado ” , e completou: ” Agora já podem ir “

Bom, o fato é que Lula empanou o brilho do exclusivo lema “Hexa é Luxo” e, a partir de agora, também ostenta uma vistosa taça.

Um troféu que o Editor do JBF mandou entregar no Instituto Lula.

E Lula, o único ex-prisidente do mundo que é Hexa Réu, num gesto simpático, posou com a taça e mandou a foto pra ser publicada aqui nesta gazeta escrota:

30 maio 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XXI

Moacir Santos (1926-2006)

Moacir José dos Santos nasceu em 26/07/1926, em São José do Belmonte. Compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentalista. É considerado como um dos principais arranjadores, que renovou a linguagem da harmonia na música popular brasileira. Órfão de pai e mãe aos 3 anos, foi morar com a madrinha em Flores do Pajeú. Desde cedo sua brincadeira predileta era imitar a banda de música da cidade, com seus amigos, utilizando-se de latinhas e pífanos. Não perdia os ensaios da banda e foi aprendendo a tocar todos os instrumentos. Aos 10 anos já se aventurava na trompa, saxofone, percussão, clarineta, violão e banjo, até que foi incorporado aos 14 anos como clarinetista da Banda Municipal.

Em seguida fugiu de casa e fez uma peregrinação por diversas cidades do sertão, sempre tocando em bandas municipais até 1943, quando foi trabalhar na Rádio Clube do Recife, e se apresentava num programa comandado por Antônio Maria. Em 1944 foi para João Pessoa para cumprir o serviço militar. No exército foi logo acolhido na banda marcial. No ano seguinte ingressou na Rádio Tabajara da Paraíba como saxofonista solista. Foi aí que conheceu sua futura mulher Cleonice Santos. O casal decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro, em 1948, e logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde trabalhou por 18 anos, como maestro. A Direção da casa, não botando fé naquele negrinho, pediu ao maestro titular Chiquinho para explicar como havia sido feito o teste com o jovem maestro e ouviu a seguinte explicação: “O teste foi para nós, senhor diretor. Colocamos umas músicas para o rapaz e ele tocou tudo. Entretanto, ele colocou umas músicas para nós e nós não as tocamos”.

Em abril de 1949 nasceu o único filho do casal e no mesmo ano ele decidiu estudar regência. Ingressou no curso do maestro Guerra Peixe, um dos mais importantes do País. Depois, em busca de uma formação mais sólida e diversificada ingressou no curso do maestro alemão Hans-Joachim Koellreuter, precursor do dodecafonismo no Brasil, de quem se tornou assistente. O curso era de 5 anos, mas ele atingiu a excelência em 3 anos em todas as disciplinas. Em 1954 foi trabalhar em São Paulo, contratado como diretor artístico da TV Record. Ficou apenas dois anos e retornou ao Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar como assistente de Ari Barroso nas gravadoras Copacabana e Rozenblit. Em seguida, passou a dar aulas e ficar famoso como professor de gente muito talentosa como Paulo Moura, Carlos Lyra, Flora Purim, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Nara Leão, Dori Caymmi e Airto Moreira entre outros. Com esse time de alunos é que ficou conhecido como “Patrono da Bossa Nova”.

Foi parceiro de Vinicius de Moraes, que o homenageou na canção Samba da benção: “Moacir Santos/tu que não és um só, és tantos/como este meu Brasil de todos os santos”. Baden Powell também não economizava em elogios: “Era um professor sensacional, meio metafísico, explicava a harmonia, os intervalos entre as notas, as dissonâncias, usando como exemplo as estrelas. Fui estudar com ele essas sabedorias”. Prestigiado pelos grandes músicos, teve seu primeiro álbum solo gravado pela lendária gravadora Forma, em 1965, intitulado Coisas. Perguntado por que escolheu esse nome, respondeu: “Os compositores eruditos chamam suas músicas de ‘opus’. Desejei ser um compositor erudito, mas não ousei. Então, ‘coisas’ é minha tentativa de ser um deles”. Foi também procurado pelos cineastas para fazer trilhas sonoras para filmes tais como: Love in the Pacific, Seara vermelha, Ganga Zumba, O santo médico, Os fuzis etc.

Em 1967 foi convidado para a estreia mundial do filme Amor no Pacífico, e decidiu fixar residência em Pasadena, Califórnia, onde passou a viver compondo trilhas para o cinema e ministrando aulas de música. As condições de vida de um músico negro aqui eram bem mais desfavoráveis do que nos EUA, onde teve seu valor devidamente reconhecido. Lá chegou a gravar mais três discos, considerados clássicos: Maestro (1972), Saudade (1974) e Carnival of the spirits (1975). Passou a visitar o Brasil esporadicamente seja para apresentações ou para receber homenagens. Em 1985, abriu junto com Radamés Gnattali, no Rio de Janeiro, o I Free Jazz Festival. Em 1996, foi condecorado pelo Presidente Fernando Henrique com a comenda da Ordem do Rio Branco. No mesmo ano, foi homenageado no Brazilian Summer Festival, em Los Angeles. Nos EUA, o tropetista Wyinton Marsalis chamava-o de “Mestre”.

Entre suas composições mais célebres estão Nanã (com Mario Telles), Menino travesso, Triste de quem, Se disser que sim (com Vinicius de Moraes) e Coisa nº 5. Em 2001 sua obra foi relançada no Brasil, através do álbum Ouro negro, com arranjos e produção de Mario Adnet e Zé Nogueira e participações especiais de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Ed Motta, João Bosco, João Donato etc. Em 2005 foi lançado um DVD com um show da “Banda Ouro Negro” e um disco, pela gravadora Biscoito Fino, com algumas músicas inéditas do inicio de sua carreira, intitulado Choros & Alegria. Em julho de 2006 foi agraciado com o Prêmio Shell de Música. Dois meses após faleceu, em 06/08/2006.

Havia a intenção de publicar uma autobiografia, mas não foi possível. Porém entre os manuscritos encontra-se uma declaração sobre suas intenções como compositor: “Procuro dar-lhes (às composições) caráter essencialmente moderno, bem atual. Espero criar algo absolutamente pessoal – e para isso estou dando o melhor dos meus esforços. Esforços de quem quer vencer, criar. Eu sou um africano nascido no Brasil. Há 500 anos, eu fui trazido para o Brasil nos genes de meus ancestrais. Sonho em fazer minha música para um aspecto que não se enquadra na poética popular do ‘pintar um quadro diferente’. Na música popular o ritmo é constante, é uma diferença. Eu sinto a falta, quando estou embrenhado em música sinfônica, sinto falta daquele ritmo que é o meu berço. Vou ter que achar um jeito de que os instrumentos façam minha percussão, que eu fique satisfeito. Pois bem, esse é meu sonho não realizado.”

A musicista e pesquisadora Andrea Ernest Dias realizou uma pesquisa de fôlego sobre o músico e sua obra, objeto de sua tese de doutoramento. A tese resultou na biografia que ele não conseguiu realizar, publicada em 2014 pela editora Folha Seca: Moacir Santos, ou os Caminhos de Um Músico Brasileiro. Em agosto de 2016, a revista “Continente”, publicada pela CEPE-Companhia Editora de Pernambuco, publicou uma alentada reportagem em comemoração aos 10 anos de morte do maestro e anunciou alguns projetos de resgate de sua música. Pelo menos em seu estado natal ele pode ser reconhecido; só está faltando ser descoberto pelo Brasil.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

JOSÉ ANTONIO GOVATSKI – CURITIBA-R

Sou José Antonio, um adorador fubânico aqui de Curitiba.

Pensei em também contribuir para este angu de caroço.

Se gostar, publica.

É uma versão de Augustus De Morgan’s “A Budget of Paradoxes

R. Caro leitor, gostei desta sua expressão “adorador fubânico”.

Quando eu digo que aqui tem de tudo e mais alguma coisa, ainda existe neguinho que num acredita.

Esta “Canção de Bebedeira Astronômica” é um título da porra!

Tá publicado a seguir do jeitinho que você mandou, caro leitor.

E transmita um abraço a todos os “adoradores” fubânicos aí de Curitiba, onde o JBF foi acessado 1.719 vezes do dia 1º de maio até a data de hoje.

* * *

CANÇÃO DE BEBEDEIRA ASTRONÔMICA

Quem quisesse as estrelas perscrutar / Seus segredos apreender, sir
Devia tomar seu gole, ao menos, tentar/um copo ou dois beber, sir
A sã virtude está na Razão Áurea / e um homem tem que molhar sua tarrafa, sir
Junte os dois ditados e eis a láurea / Cada dia uma garrafa, sir
O velho Arquimedes, sábio reverendo / pelo trunfo da fama renomado, sir

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30 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


Mundo Cordel
SETE ESTROFES SOBRE O SETE

Era uma sexta-feira, quando o jornalista Paulo Cunha me ligou perguntando se eu conhecia um cordel sobre o número sete.

– Conheço não, Paulo. Pra que é?

– É que eu vou fazer a apresentação do livro de uma amiga, e acho que ficaria bom se eu encaixasse no discurso uns versos sobre o número sete.

– Se é só isso, aguarde aí que eu faço umas estrofes e lhe mando.

Conforme prometido, fiz algumas estrofes em setilhas e enviei no dia seguinte pelo WhatsApp. Minutos depois, Paulo respondeu:

– Você percebeu que fez cinco estrofes? Por que não fez logo sete?

Ele tinha razão. Já que o assunto era o número sete, por que não fazer SETE ESTROFES, CADA ESTROFE COM SETE LINHAS, CADA LINHA COM SETE SÍLABAS?

E ficou assim:

A redondilha maior
Tem SETE linhas rimadas,
Cada qual com SETE sílabas,
Em estrofes agrupadas.
O SETE está na poesia,
Como a luz está no dia,
E o frio nas madrugadas.

Nas lendas, o SETE surge
Em insólitas versões:
Dragões de SETE cabeças,
Reinos com SETE dragões,
Ou, numa história mais leve,
Ao fugir, Branca de Neve
Encontrou os SETE anões.

Se alguém jurar SETE vezes,
É melhor desconfiar,
Pois quem SETE vezes jura,
Nas SETE pode falhar.
Há erros que são banais,
Mas, pecados capitais,
São SETE, a nos condenar.

O gato tem SETE vidas
O arco-íris SETE cores
É sempre um belo presente,
Um buquê com SETE flores.
Quem viaja os SETE mares
Conhece muitos lugares,
E vive muitos amores.

SETE são as maravilhas
SETE as notas musicais
SETE os dias da semana
E as virtudes divinais.
SETE também são os céus
Destacam-se os SETE véus
Entre as danças sensuais.

SETE reinos se uniram
E formaram a Inglaterra,
O SETE nos acompanha
Até se a vida se encerra,
E o finado, no caixão,
É posto embaixo do chão,
A SETE palmos de terra.

O porquê de tantos SETES
A ciência não responde.
Isso tudo começou
Não se sabe quando ou onde.
Estas SETE estrofes dão
Uma pequena noção
Do que o SETE nos esconde.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

30 maio 2017 DEU NO JORNAL

APLAUSOS, MUITOS APLAUSOS

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) não deve ter gostado de algo dito pelo apresentador do SBT, Danilo Gentilli, e enviou uma comunicação oficial ao humorista.

O que ela não esperava é que Gentilli fosse gravar um vídeo sobre o recebimento da carta e publicasse em sua página oficial no Facebook, onde é seguido por 12 milhões de pessoas.

* * *

Aplaudo de pé a atitude de Danilo, que vocês vão ver no vídeo abaixo.

Esculachar sumidades vermêio-istreladas é algo altamente saudável para a cidadania.

E uma petralha assim feito Maria da Novena – que vive nadando na merda dos mais entupidos esgotos de alucinações ideológicas petralhais -, torna o esculacho digno de louvores e muitos elogios.

Minhas palmas entusiasmadas para Danilo: clap, clap, clap, clap, clap!!!!!!!

* * *
“Essa doeu. Enfiou um envelope bem grosso no meu cu… sem pena, sem cuspe e sem vaselina. Num passou nem um tiquinho de goma arábica. Rasgou minhas pregas todinha. Xiuf, xiuf, xiuf, snif, snif, snif…”

30 maio 2017 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)


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