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RODA DE GLOSAS

Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta também.

Mote: Silvano Lyra

Tenho sido refratário
Nessa olaria do verso
Suplanto todo reverso
Sem me sentir temerário
Resisto a todo cenário
Calor não me faz refém
Termicidade mantém
Meu nome nesse regaço
Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta Também!

Silvano Lyra

Sou doida por cantoria
Desde os tempos de menina
Essa moda nordestina
É coisa que me arrepia
Faço versos todo dia
E não falo com desdém
Mas meu verso quando vem
O meu ego satisfaço
Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta também.

Dalinha Catunda

Não sei fazer improviso
Sou poeta de bancada
Pra não ficar atolada
Não perturbar meu juízo
Faço o verso mais preciso
Eu não sei se faço bem
Só sei que vou mais além
Voando por esse espaço
Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta também.

Vânia Freitas

Sempre me entrego a paixão
Nos braços do meu amor
Mostro todo meu fervor
Sei atiçar emoção
Meu verso vira canção
Na hora que me convém
É a trilha do vaivém
De quem sabe apertar laço
Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta também.

Dalinha Catunda

Mote de Silvano Lira
Dalinha, firme, glosou
Vânia Freitas decolou
Como fibra de embira
Duas jóias de safira
Que a métrica segue bem
Só recebem nota cem
Que é preciso ter compasso:
Só faz do jeito que eu faço
Se for Poeta também!

Bastinha Job

3 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

3 junho 2017 RUY FABIANO

O ABRAÇO DOS AFOGADOS

Enquanto aguarda a qualquer momento ordem de prisão, por atos de corrupção numa escala sem precedentes na História, Lula, a bordo de seis inquéritos criminais, finge que quer eleições diretas – e estimula uma falsa hostilidade a Michel Temer.

Nos bastidores, porém, negocia não apenas com ele, mas com outro falso inimigo, o senador tucano Aécio Neves. Os três têm algo em comum: complicações com o Código Penal, que não se resolvem apenas com os contorcionismos jurídicos de seus advogados.

É preciso recorrer à política, atividade em tese voltada à gestão dos interesses da coletividade, mas, nos dias que correm, pretexto às mais variadas formas de truques e heterodoxias.

Michel Temer, que já havia sofrido escoriações nas delações da Odebrecht, foi atingido em cheio nas da JBF. Não bastasse, seu ex-assessor Rodrigo Loures, flagrado com uma mala de dinheiro – R$ 500 mil em propinas da JBF -, que, segundo os delatores, se destinariam ao próprio presidente, perdeu o foro privilegiado.

Suplente de deputado pelo PMDB do Paraná, teve de devolver a vaga a seu titular, Osmar Serraglio. Este deixou o Ministério da Justiça, substituído por Torquato Jardim, e recusou a manobra de ir para o Ministério da Transparência, para manter o ex-assessor de Temer guarnecido pelo foro privilegiado.

Loures pode ser preso a qualquer momento e, pior, negociar uma delação premiada. Trata-se de alguém que o presidente mencionou como de sua “mais estrita confiança”. Mas há mais: começa a ganhar visibilidade outro personagem que opera no universo paralelo do presidente, o coronel João Baptista Lima Filho.

Segundo Ricardo Saud, executivo-mor de Wesley e Joesley, o coronel, na reta final da campanha de 2014, teria sido receptador de R$ 1 milhão em espécie, entregues na sede de uma de suas empresas, “conforme indicação direta e específica de Temer”.

O dinheiro, segundo o delator, era parte de um acerto de R$ 15 milhões feito com Temer. Os investigadores foram ao escritório do coronel e lá encontraram comprovantes de pagamento e recibos de despesas de familiares e também do próprio presidente.

Em uma caixa, havia recibos de pagamentos de reforma da casa de uma filha de Temer, Maristela, além de planilhas com movimentações bancárias e programação de outros pagamentos.

Juridicamente, a situação se complicou – e o jeito é aprofundar as manobras. No STF, o julgamento de restrições ao foro privilegiado, que não interessava nem a Temer, nem a Lula ou Aécio – e se prenunciava vitorioso -, foi interrompido por um inesperado pedido de vistas do ministro Alexandre de Moraes, o único indicado por Temer e seu ex-ministro da Justiça.

Para conter seus adversários na área sindical, Temer acertou com Lula a manutenção do imposto sindical na reforma trabalhista, que, além de nutrir uma elite milionária de pelegos, provê a máquina petista para manifestações como as da semana passada na Esplanada dos Ministérios, contida apenas pela chegada do Exército.

O PT, ao tempo em que não se opõe à continuidade de Temer, em cujo desgaste e strip-tease político busca salvar sua própria reputação, raciocina também com a hipótese de sua saída.

Nesse caso, mesmo se abstendo de votar no colégio eleitoral, vê com bons olhos a chapa Rodrigo Maia (DEM)-Aldo Rebelo (PCdoB), que está sendo costurada no Congresso para o período de transição até 2018. O “diretas já” não passa de encenação.

Lula sabe que o favoritismo que as pesquisas lhe atribuem é falso e decorre de um truque: a diluição dos votos dos seus adversários em candidaturas hipotéticas como a de Sérgio Moro e Joaquim Barbosa. Com 20% de simpatizantes e 60% de rejeição não vai a parte alguma. Mas sabe que a popularidade do passado recente ainda infunde medo aos adversários – e o explora.

Com isso, busca consolidar a imagem de perseguido político. A realidade, porém, é outra. Faz pouco mais de sete meses que fracassou na tentativa de eleger vereador, em São Bernardo, onde vive há meio século, um enteado. E não impediu que o PT perdesse nada menos que 75% das prefeituras que detinha.

Já Aécio vive a mais incômoda das situações. Administra o choque da quebra de sua imagem, que há três anos empolgou 51 milhões de eleitores, que o supunham paladino do antipetismo.

Mesmo os que não o estimavam não o imaginavam de tal forma mergulhado no mesmo submundo. Afastado da presidência de seu partido e do mandato de senador, com a irmã, Andrea, presa, manobra para sobreviver ao Conselho de Ética do Senado, em cuja composição influiu, sugerindo os nomes de alguns de seus juízes.

Se sobreviver, terá o guarda-chuva do foro privilegiado, que os amigos Temer e Lula se empenham em preservar.

3 junho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

MAIS DO MESMO…

Passam-se dias, semanas, anos e nada parece mudar em nosso Brasil.

É claro que as coisas estão mudando, mas a força da cúpula, daqueles que estão no topo das instituições republicanas para represar estas mudanças é quase incomensurável.

Esquecem-se, os pseudo-democratas, que as vezes, ao represarmos um fluxo apenas retardamos o movimento que dar-se-á quando do rompimento da barragem.

As tentativas, cada vez mais descaradas, dos envolvidos nas acusações da operação Lava-jato em detê-la só farão com que esta operação se fortaleça.

E, se estes senhores tentarem, apesar das advertências, uma manobra ousada enfrentarão um torrente popular que se assemelhará a um tsunami.

Uma revolução popular geralmente termina com cabeças rolando e com a aristocracia decrépita indo ao encontro do seu povo, em praça pública, geralmente pendurada pelos pés ou enforcada.

Senhores resignem-se, paguem pelos seus maus feitos, mas não ousem enfrentar o povo brasileiro. Somos pacíficos, até demais, mas não somos mais cordeirinhos da esquerda ou da direita. Tomamos as rédeas do país, agora o levaremos adiante, contra todas as dificuldades e contra todos aqueles que as impõem.

Temer resiste

Temer sangra no poder, mas ainda resiste, a primeira onda já passou. Só cairá ante fatos novos. O problema que as incertezas são péssimas para o combalido Brasil. Mais desemprego, mais problemas, mais tempo para sair do buraco onde o PT e Dilma nos enfiaram.

O pior é que acho que os fatos novos virão em breve e ai provavelmente Temer cairá. Quiçá tenhamos a sorte de que o país não caia em uma esparrela.

Contabilidade Suíça

As provas abundam contra Lula e Dilma esta última das contas na Suíça é algo constrangedor, não há mais motivo para postergar. Eles tem de ser presos, imediatamente. Tem de ser parados na cruzada criminosa que vêm empreendendo nos palanques Brasil e mundo afora, onde tentam a qualquer custo salvarem-se a custa da destruição do Brasil.

Que os prendam junto com Aécio e toda a corja.

O boi foi para o brejo

O grito geral da população e mídia surtiu efeito e a JBS teve a imposição de multas um pouco mais condizentes com o estrago que fez ao Brasil. Mas isto não é nada perto do que a justiça americana fará com os irmãos Batista. Aguardem!

Língua solta

Palocci vai soltar a língua, outra bomba no nove dedos. Lula tem de ser preso.

A quietude das ruas

O fracasso retumbante das últimas manifestações pró-Lula, Fora Temer e pelas Diretas apesar do esforço das esquerdas mostrou que eles (a esquerda e os pseudo-intelectuais) não dominam mais as ruas e a vontade do povo. Meia dúzia de gatos pingados foram as ruas por estas pautas, mesmo com o Showmício de artistas, pseudo-intelectuais e sub-celebridades em Copacabana. Sinal dos tempos. Até eles admitem que a adesão foi pequena, 10, 20 mil pessoas, o que é isto?

Isto demonstra que o povo está de saco cheio de tudo isto que está ai. O problema reside em que ninguém mais tem coragem de ir a rua defender o indefensável.

Tem de ser muito louco ou sem-vergonha para dar a cara a tapa por Lula, Aécio ou Temer.

Só que as ruas vazias fazem com os diabinhos na consciência de nossos políticos se excitem com a possibilidade de poderem fazer alguma manobra que lhes seja vantajosa.

Não façam isto ou vão pagar um preço imenso, junto com o país. A próxima retomada das ruas, se necessária será definitiva.

Global

Ridícula uma manifestação/show em que a TV Globo é um dos alvos seja protagonizada por ‘empregados’ da mesma Globo que amanhã estarão na TV elogiando a empresa.

Sem comemorações… ainda

A recuperação da economia anunciada ontem é maravilhosa, mas não podemos comemorar pois ainda é muito pouco.

E ademais refere-se ao primeiro trimestre, bem antes da última crise. No momento nossa economia está em queda de novo. As articulações políticas, como a possibilidade de criar um novo imposto sindical e, a paralisação das reformas, agora mini-reformas, vão detonar tudo de novo.

Balela das diretas

Não vou gastar latim aqui. Vão ler a Constituição, não pode. Não pode! Mesmo que vocês queiram não pode.

Ai sim é golpe!

Terrorismo brasileiro

Os black blocks e outros ‘anjos’ das manifestações não são pessoas se manifestando em nome da democracia. São terroristas e bandidos, até porque o que eles querem não é democracia, é uma ditadura de esquerda.

Jovens que fazem quebra-quebra com coquetéis Molotov e bombas tem de levar porrada.

Só falta agora o FDP que perdeu os dedos com a bomba querer se ‘encostar’ no INSS as custas do povo brasileiro, se dirá portador de necessidades especiais. É mole ou quer mais.

O outro anjinho que apanhou (até acho que foi um pouco de exagero do oficial da PM, mas que se apure e puna o PM) do policial estava protestando pacificamente? Claro que não. E o tal afro-negrão (não consigo dizer afro descente) que apareceu na foto levando um bico nos bagos, não tinha um porrete na mão? O que ele ia fazer? Bater no policial, apanhou antes. Bem feito!

Os policiais são gente, profissionais competentes, mal pagos, discriminados que estão ali cumprindo seu dever ante uma turba de sem-vergonhas, filhinhos de papai. Vão apanhar quietos? Claro que não. Porrada nos black blocks.

Ah, e se fosse teu filho? Meu filho é bem educado. E enquanto eu tiver forças e pátrio poder sobre ele se cogitar em participar de uma ‘manifestação’ destas quem vai enchê-lo de porrada sou eu (me processem, mas faz parte das funções de pai educar os filhos).

Mas tenho certeza que ele não o fará pois sempre teve amor, exemplo, caráter e um pulso firme (quando necessário) em casa.

Meu pai diz que quando não se educa em casa, a rua educa. E nas ruas não há pena ou compaixão. É preferível uma palmada de pai ou mãe que uma cacetada da polícia ou tijolaço de um vagabundo.

Mas quem não educa seu filho repassa ao Estado o dever de educar o anjinho e ai a polícia faz o que pode.

Neste ínterim quero parabenizar e manifestar meu apoio as recentes ações da polícia.

Porrada neles! É o que merecem!

Até a nova crise ou notícia

Pelo que vejo do noticiário vem novas bombas por ai. Encerro esta coluna com a certeza que voltarei em breve. Talvez para comentar a queda de mais um Presidente neste curto período de redemocratização, talvez para festejar a(s) prisão(ões) de algum(ns) ex-presidente(s).

Este é o Brasil!

3 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

3 junho 2017 DEU NO JORNAL

TESOUREIRO É QUEM CUIDA DO TESOURO ALHEIO

O Congresso do PT, que começou com Rui Falcão chamando os condenados José Dirceu e João Vaccari Neto de “heróis do povo brasileiro”, recebeu a visita de Delúbio Soares.

O ex-tesoureiro petista foi condenado no mensalão a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de corrupção ativa e, na Lava Jato, a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Ele aguarda em liberdade o julgamento em segunda instância.

O PT é Dirceu.

O PT é Vaccari.

O PT é Delúbio.

* * *

O que eu achei arretado mesmo foi o flagrante mostrando a mesa diretora dos trabalhos larapiosos-guabirutais-pixulecários-lulaicos deste 6º congresso vermêio-istrelado.

A foto é de fazer inveja a Don Corleone. 

Ainda bem que neste antro de malfeitores não vigora a Omertà, a lei do silêncio da Máfia.

A cada dia aumenta a fila dos arrependidos que, a exemplo do língua presa Palocci, querem dar com a língua nos dentes.

Vamos homenagear o bando criminoso com um lindo samba.

Um samba que cabe como uma luva (ou como um chapéu?) na cabeça destes cabras safados.

3 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

3 junho 2017 HORA DA POESIA

A CIGARRA QUE FICOU – Olegário Mariano

Depois de ouvir por tanto tempo, a fio,
As cigarras, bem perto ou nas distâncias,
Só me ficou no coração vazio
A saudade de antigas ressonâncias…

Todas se foram… bando fugidio
Em busca do calor de outras estâncias,
Carregando nas asas como um rio
Leva nas águas – seus desejos e ânsias…

E ainda cantaram na hora da partida:
Era um clamor dentro da madrugada…
Essa, entretanto, desgarrou daquelas,

E entrou, tonta de luz, na minha vida,
Porque sabia que era a mais amada,
E cantava melhor que todas elas…

3 junho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

DESEMPREGO

Continua o desespero. O desemprego aumenta, o mercado produtivo mostra tímidos sinais de recuperação, fragilizando a renda e o orçamento doméstico, enquanto espicha as dívidas. O cenário é triste. Causa transtornos, entristece, desmotiva a pessoa que, sem ação, ver o endividamento crescer descontroladamente, sem poder fazer nada para evitar o pior.

Realmente o acumulo de dívidas doe tanto na consciência, quanto a dor física provocada por um calo seco no pé. Não é mole para o desempregado abrir a gaveta e topar com a fatura do cartão de crédito, o carnê da loja e as contas de luz e água, vencidas e não pagas.

Por isso que na base do desespero, muitos endividados recorrem aos agiotas na esperança de quebrar o galho. Mesmo sabendo que a iniciativa não é nada recomendada, pois só faz aumentar o endividamento.

Infelizmente, este é o cenário que se descortina no país, a pós a divulgação das últimas notícias sobre o fraco desempenho da economia. Vítima de alta recessão que derrubou o PIB por oito trimestres seguidos.

Pelo andar da carruagem não é possível incutir no povo o clima de otimismo. Ainda é cedo para sentir o gostinho de recuperação. Mesmo depois dos indicadores mostrarem que houve crescimento de 1% no PIB neste trimestre que passou.

As incertezas ainda impregnam o mercado. Afastam o investimento, mantém acesa a dose de desconfiança que reina no pedaço. Alimentada por dois duros obstáculos. A discussão no Congresso sobre as reformas trabalhista e previdenciária.

Desde a década de 80, o país perde competividade. A indústria não tem condições de se modernizar de acordo com os planos.

Diversos itens proíbem o crescimento da indústria. A baixa qualificação profissional, o câmbio desfavorável, os juros altos e os constantes reajustes de salário acima da inflação, que aumentam o custo do trabalho, impedem os avanços produtivos. Enfraquecem a competitividade do país.

Incrível é constatar que o PIB atual tem o mesmo tamanho do PIB de 2010. Os anos passaram, mas não levantou, não engradeceu o Produto Interno Brasileiro. Graças aos inúmeros erros de política econômica, empregados pelos vários gestores que comandaram o país.

Daí a dificuldade de se esperar, pelo menos a curto prazo, a implantação do crescimento sustentado. Resultante do crescimento, firme e duradouro, da capacidade produtiva para puxar a geração de empregos, a distribuição de renda e a inclusão social.

O que fez a economia desatolar, momentaneamente, foi a excelente safra de grãos, com destaque para a soja, e as exportações do agronegócio que reduziram o patamar do desemprego de 13,7% para 13,6%.

Mas o fôlego não foi suficiente para baixar a quantidade de desempregados que ainda permanece no vergonhoso nível de 14 milhões de desocupados.
Lamentavelmente.

Mas o fôlego não foi suficiente para baixar a quantidade de desempregados que ainda permanece no vergonhoso nível de 14 milhões de desocupados. Lamentavelmente.

3 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

3 junho 2017 DEU NO JORNAL

MALFEITOR SOLTO DÁ NISSO

Eliziário Goulart Rocha

No aconchego da prisão domiciliar graças à complacência da Justiça com malfeitores graduados, José Dirceu sente-se à vontade para fazer ameaças e debochar da cara dos brasileiros decentes. “A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos”, afirmou em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo o homem que um dia comandou o PT, foi braço-direito de Lula durante o Mensalão, responde à acusação de ser sócio-fundador do Petrolão e continuou a engendrar manobras obscuras mesmo na cadeia.

Se um dia se declarou quase convencido da própria inocência, ele agora parece plenamente convencido da credulidade popular. Só parece. Sabe muito bem que apenas devotos de seitas que cultuam corruptos de estimação são capazes de crer que houve um golpe, que ele é um guerreiro do povo brasileiro, que Lula de nada sabia e que a culpa é da Marisa Letícia. Não apenas finge acreditar na reconquista do poder nas urnas, como desdenha disso. “Podemos até vencer, mas sem ilusões: sob quaisquer circunstâncias, nosso norte é o avanço no rumo de uma revolução política e social, democrática”, prossegue em seu delírio o sujeito envolvido na montagem do maior esquema de corrupção da história. “Pela força das ruas, se nossas elites continuarem de costas para a nação”, ameaça o ex-guerrilheiro cujos únicos disparos que experimentou até hoje foram os verbais, desferidos contra a verdade e a lógica.

José Dirceu não reivindica indulgência das vítimas, tampouco a oferece: “Não há espaço para conciliação”, decreta. Malfeitor solto dá nisso.

3 junho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

JOSÉ GIMENEZ – PONTAL DO PARANÁ-PR

Deu no UOL:

“Jovem de 17 anos tenta assaltar farmácia e é morto por policiais à paisana

‘Quatro policiais à paisana balearam e mataram um adolescente que assaltava uma farmácia em Itumbiara, interior de Goiás, na noite da última quarta-feira’.

Mais uma noite insone.

Desta vez por pena de Maria do Rosário e não por barulhos estranhos no telhado do vizinho.

De Zé, pontalense do Paraná, fubânico dependente.

R. Caro leitor, tem mais “fubânico dependente” neste mundo do que dependente de drogas na Cracolândia.

É gente pra dar de pau!

Por favor, transmita um grande abraço para os “dependentes” aí dessa bela Pontal, onde esta gazeta escrota foi acessada 55 vezes nos últimos dias, segundo dados do Google Analytics.

Quanto à bovina petralha Maria do Rosário, citada por você, ela costuma se emocionar duplamente.

Primeiro quando se empolga ao ver os manos, os pobres excluídos pelo brutal e desumano sistema capitalista, exercerem o seu legítimo direito de expropriar os bens da burguesia reacionária.

E também ela chora quando lê notícias assim como esta que você nos mandou, dando conta de que um indefeso expropriador foi brutalmente assassinado pela polícia.

Esta polícia que existe em todos os estados e que só serve pra massacrar os pobres coitados trabalhadores que buscam justiça social e distribuição de renda.

3 junho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

3 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

CARLOS EDUARDO – PATY DO ALFERES–RJ

Prezado Editor Berto,

eu admiro a forma de raciocínio do economista Armando Castelar. Neste artigo que encaminho ele faz uma análise interessante incluindo um tema que considero fundamental para a evolução da nossa sociedade.

Estamos sempre à procura de um messias que irá nos guiar a glória. Getúlio, JK, FHC, Lulla. Quem será o próximo? Nem existe o salvador da pátria, nem o governo pode tudo. Como disse Ronald Reagan, o governo não é a solução, e sim o problema.

Encaminho esse texto com o objetivo de dividir com a comunidade fubânica universal essa reflexão interessante sobre nosso querido Brasil.

Para ler, basta clicar aqui.

Um grande abraço do seu fiel leitor,

3 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

A ENXURRADA

Ponte sobre o Salgadinho Avenida da Paz – 1949

A chuva tamborilava nas vidraças das janelas, batia forte feito um chicote. O aguaceiro descia pelo telhado do bangalô, transbordando a calha de zinco, em cuja extremidade, parecendo cachoeira, caía em jorro no gramado do jardim. Três crianças alvoroçadas, alegres, aproveitando a inesperada bica, tomavam banho de chuva, brincavam empurrando um ao outro. Entardecia, de repente ouviu-se um estrondo, o relâmpago iluminou o céu e o mar, por um instante avistou-se alguns barcos, jangadas, balançando em mar revolto, pescadores retornavam da faina diária. O trovão assustou os meninos e os moradores da redondeza. Era final do mês de maio de 1949 quando aconteceu o maior temporal da história de Maceió.

Na cabeça de Gabriel vieram-lhe os caranguejos. Durante trovoadas goiamuns saem das tocas e entram facilmente nas armadilhas. As cinco “ratoeiras” feitas por ele, usando lata de azeite, deviam estar desarmadas, fechadas, com um baita goiamum preso. Dia seguinte, bem cedo, iria recolhê-las, pensava o menino. No início daquela tarde, como sempre fazia, Gabriel colocou cinco armadilhas em tocas de goiamum no sítio de coqueiros de Dona Sinhá, terra salobra, manguezal, celeiro de caranguejos, à margem do Riacho Salgadinho.

Raios e trovões continuavam. Da varanda onde os meninos saltitavam encharcados não se enxergava o horizonte da imensidão do mar. Naquele momento estacionou na porta do bangalô um Ford 1946, preto. Doutor Bernardo abriu a porta do carro e o guarda-chuva, correu em direção à casa atravessando o jardim. Ao chegar à varanda foi abraçado pelos três filhos encharcados. Feliz por estar em casa gritou recomendando à esposa:

– Isabel mande esses moleques trocarem de roupa, a chuvarada vai continuar, tenho medo de uma cheia igual à do ano passado.

Não foi preciso o pedido à Isabel, era como se fosse ordem direta aos filhos. Os três correram para seus quartos, tomaram banho, vestiram pijamas, retornaram à sala onde o pai balançava-se numa cadeira de palhinha ouvindo o noticiário da Rádio Difusora de Alagoas – ZYO4, sobre a chuva forte caindo em toda região de Maceió.

Na noite do temporal os meninos brincavam despreocupados. Antes do jantar, Dr. Bernardo pediu ao filho mais velho um grogue. Mário abriu o bar, colocou três dedos de conhaque Napoleón que o doutor tomou de uma talagada, engolindo o líquido que desceu ardendo goela abaixo. Pediu outro, precisava, havia se encharcado na chuvarada, comentou. Depois do jantar a família reunida ouvia as notícias pelo rádio, algumas barreiras caíram na periferia, ninguém sabia a previsão do tempo. O noticiário confirmou que foi o maior volume de água caída na cidade nos últimos anos. Eram nove e meia quando Isabel colocou os meninos para dormir.

Por volta das 10 horas da noite ouviu-se um estrondo contínuo, era barulho de água em movimento. Uma enxurrada em velocidade passava por perto. A tromba d’água descia desde o bairro do Tabuleiro dos Martins 15 quilômetros acima da região da orla e foi se avolumando, crescendo pelo bairro do Farol como uma onda desgovernada, atropelando o que encontrava pela frente. Virou carros e carroças, derrubou árvores. Quando a enxurrada desceu como uma cachoeira no bairro das Mangabeiras, desprendeu-se um enorme pedaço da encosta caindo por trás de mais de 20 casas. A barreira cobriu de terra e lama essas casas, muitas pessoas morreram soterradas.

A tromba d’água tomou o Vale do Riacho Salgadinho, cada vez mais volumosa, insustentável, levava o que havia no leito do riacho. Na foz, no desembocar do mar, a água chegou avassaladora quebrando ao meio a ponte de concreto da Avenida da Paz sobre o riacho, arrastou os dois blocos pesados da ponte à beira mar.

No vão onde havia a ponte sobre o Salgadinho, ficaram apenas os trilhos dos bondes pregados em seus dormentes. O tamanho da tragédia foi avaliado quando o dia amanheceu.

Fragmentos do romance MANGUABA a ser lançado em julho


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