4 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

4 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SEM CUSPE E SEM PENA NO FURICO DO BANDO

A existência de uma certa “Sala de Guerra da Globo” foi um furo mundial exclusivo do JBF. (Clique aqui para conferir).

Uma sala reacionária e golpista criada exclusivamente para divulgar notícias falsas e avacalhar com Lula, com Dilma e com as administrações do PT.

A propósito deste fantástico assunto, dou de presente pra vocês um vídeo com uma reportagem da TV Record – aquela televisão de propriedade do Bispo Macedo, da Igreja Universal do Queijo do Reino -, que é uma verdadeira pajaraca enfiada no furico da quadrilha vermêio-istrelada.

Trata-se de uma matéria que foi ao ar no final do ano passado e que continua atualíssima.

E a gente não vê um único tabacudinho bradando na internet “Abaixo a Record”.

Ou “Abaixo o SBT”, ou “Abaixo a Band”, emissoras que botam no ar as mesmas matérias com denúncias que a Globo bota. 

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me com a militância lobotomizada lulaica.

Vejam que reportagem da porra.

Uma pajaraca de bom calibre no furico do bando petralha.

(O fubânico petista Ceguinho Teimoso, especialista em dados e estatísticas, bem que poderia comentar os números citados nesta matéria.)

4 junho 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

O AMIGO E SEUS AMIGOS

Lula confirma que merece o codinome que ganhou do departamento de propinas da Odebrecht

“Sei quem são meus amigos de sempre e quem são meus amigos eventuais”.

Lula, numa discurseira durante o congresso do PT, revelando que só um Amigo com letra maiúscula, como é grafado seu codinome nos registros de maracutaias da Odebrecht, sabe enxergar diferenças entre comparsas que não abrem o bico sobre o que ele fez, como José Dirceu, e cúmplices que fecham acordos de delação premiada e encurtam a distância que separa São Bernardo de Curitiba.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Homem que é homem

Bento era um caboco roceiro morador em um povoado de poucas casinhas chamado ARRANCA TOCO, no município de Caxambu, interior de Goiás.

Rapaz trabalhador e prestativo, muito querido no lugar. Quando não tinha serviço na roça pegava quintais pra limpar, pequenos concertos do ofício de marceneiro meia-boca, capação de porcos e outros misteres – que ele não era de mamparrear nas obrigações de filho único de mãe solteira (o namorado de juventude nem chegou a pedi-la em casamento). Morreu numa desavença que teve com um cigano por causa de namoro repartido. Deixou-a prenhe pra criar o Bento, sozinha, como Deus aprouvesse.

Aos sábados, após a labuta do dia, tomava banho no córrego ali perto, vestia roupa limpa que a mãe preparava, e rumava pro povoado, tomar uma talagada de pinga e jogar conversa fora com os amigos, como era o costume do lugar – vidinha mangosa do interior.

Pois bem. Bento tinha um primo, cujo pai, irmão do seu falecido, era o fazendeiro mais rico do lugar. Esse primo chamava-se Adelmar.

Adelmar, por ser abastado, não precisava trabalhar e levava a vida mais ociosa do mundo. Sujeito truculento, metido a besta e a conquistador de mulheres. Andava montado numa mula baia bem ataviada de ricos jaezes, comprados nos mercados de fora do estado.

Levava na cintura um trinta e oito cabo de madrepérola (naquele tempo não havia proibição de porte de armas) – o delegado, que era sempre indicado pelos chefes políticos da região, que se virasse para manter a ordem.

Além disso, portava sempre um punhal de vinte centímetros atravessado na cinteira.

Se havia uma coisa que Adelmar não deixava por menos era vontade de aparecer e se mostrar valentão.

Por incontáveis vezes humilhou outros rapazes do vilarejo na presença das mocinhas, as quais andavam à cata de um marido – o que era coisa muito difícil por ali.

Adelmar nunca chegava perto do Bento. Talvez por acha-lo sem préstimo, ou por orgulho de andar chic e com bastante dinheiro no bolso pra gastar

Não ia perder seu tempo com parentes insignificantes que não acrescentavam nada na sua vida e, eventualmente, poderiam até lhe pedir uns cobres emprestados pra acudir os apuros…

Não, ele não estava nem aí.

Certa feita, ao chegar ao povoado viu que o primo Bento cortejava, sentado no banco da pracinha, a Gilda, uma das moças mais bonitas dali, menina pobre, mas muito ajuizada e prendada nos afazeres domésticos. Há tempos Bento estava de olho na Gilda. Sua intenção era pedi-la em casamento assim que conseguisse levantar mais um puxado na casinha de pau-a-pique da mãe.

Adelmar achou que não podia perder aquela oportunidade de troçar com a cara do primo. Inda mais que já havia planejado descabaçar a Gilda. Se depois o delegado da comarca pretendesse obriga-lo a honrar as calças ele tinha o pai poderoso pra comprar a autoridade. Fez isso uma dezena de vezes, infelicitando moçoilas que depois tinham que se virar pra conseguir um homem que quisesse amigar e tocar a vida pra frente.

Adelmar apeou da mula, ajeitou o chapéu na testa e o lenço no pescoço, gritando bem alto e a bom som:

– Primo Bento! Vamos tomar umazinha comigo que tou com uma baita secura na garganta!

– Desculpe primo – respondeu Bento – mas hoje não tou a fim de beber…

– Deixa de ser frouxo cara! Prá mim, cabra que não bebe pinga, não pita e não carrega faca de ponta na cintura não é homem! – Provocou ele.

Bento, que não gostava de confusão, àquela altura havia levantado e chamado a Gilda pra ir embora pra casa.

Repentinamente foi puxado violentamente pelo braço.

Adelmar jogou-o de costas na poeira da rua, arrancando gargalhadas das pessoas ao redor.

Bento levantou-se calmamente com um sorriso amarelo no rosto. Abraçou o Adelmar pela cintura respondendo:

– Tudo bem primo. Já que é você quem esta pagando não tenho por que recusar…

Mal haviam dado cinco passos em direção à venda, num gesto rápido, tirou o punhal da cintura do Adelmar e, segurando-o firme pelos culhões, enterrou a arma branca até o cabo no peito do desafeto. A lâmina penetrou pela saboneteira (localizada abaixo da clavícula), atravessando o tórax de baixo acima. Adelmar deu um berro estatelando-se no chão nos estertores da morte…

Foi um grito só na pequena multidão. Ato contínuo, Bento pulou na sela da mula e escafedeu-se nos rumos da serra do Caxambu.

Nunca mais se viu o Bento no ARRANCA TOCO.

Pouco tempo depois a mãe dele e a Gilda se arribaram dali pra lugar incerto e não sabido. A Gilda contou pros pais que ia fugir com a mãe do noivo. Eles não se opuseram.

Dizem que elas foram se encontrar com o Bento nos cafundós do Mato Grosso…

Ninguém sabe…

4 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAUDIO DUARTE – CHARGE ONLINE

4 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

TEMER ENCONTROU COM JOESLEY ÀS ESCONDIDAS

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer revelou na manhã de hoje o motivo pelo qual encontrou o empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu na calada da noite, em reunião que não constava da agenda oficial.

Segundo o presidente, Joesley compareceu ao palácio para combinar um churrasco que seria feito de surpresa no aniversário da primeira-dama, Marcela.

“O Joesley, como todos sabem, é empresário do setor de carne, então não vi problema em convidá-lo para tratarmos de assuntos pertinentes ao seu ramo de comércio”, revelou Temer, que acrescentou que empresários do ramo do sal grosso e do carvão também participaram da mesma reunião, mas não revelou nomes.

O presidente reforçou que, na ocasião, não foi cometido nenhum ato ilícito e que a carne que negociou com Joesley na reunião não foi paga com dinheiro do erário.

“EU O CONVIDEI PARA NEGOCIAR UMAS PICANHAS, PORQUE, COMO AQUI EM CASA QUEM VAI AO SUPERMERCADO É A MARCELA, EU NÃO TINHA NOÇÃO DE QUANTO CUSTAVA O QUILO DA CARNE”, FINALIZOU TEMER.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

HISTÓRIA DE LAMPIÃO

No dia de hoje, 4 de junho, há 119 anos, nascia em Serra Talhada-PE, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, um dos mais destacados mitos da Nação Nordestina.

Para lembrar a data, vamos ouvir uma composição de Onildo Almeida, História de Lampião, que resume a vida de Lampião. A interpretação é de Marinês.

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lampião

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (* 04.Jun.1898 – 28.Jul.1938)

4 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

ZÉ QUEBRA PANELA

Era um matutinho nascido ali perto de Tabira. Comprido, zarolho e desdentado, feio de quebrar resguardo de raposa, mas portador de uma sagacidade e de uma capacidade de enganar o seu semelhante sem limites, andava bem vestido e calçava sapatos de duas cores, um evidente indicativo de malandragem na época para uns, para outros, e um traço de boemia que distinguia os seres iluminados e raros que ousam ser diferentes. Zé era o nosso João Grilo.

Vendia e comprava tudo, mas gostava mesmo era de negociar com fumo de rolo nas feiras. A banca de fumo, numa feira, era, talvez, a mais simples, uma vez que não tinha sequer uma lona cobrindo; era aquela mesinha feita com velhas tábuas de caixão, acinzentadas pelo sol e pela chuva, com os pregos torcidos e mal pregados, um tronco de pinhão ou um pedaço de corda queimando com o fogo eterno de uma pira sagrada onde os matutos iam acender os cigarros e economizar os fósforos, que, como todo produto industrializado, eram caros; o matricó era pouco usado, pois dava trabalho para acender , o isqueiro nem pensar, viria muitos anos depois.

Mas Zé achava que Deus vivia lhe chamando pra outra missão mais nobre do que envenenar os pulmões daqueles desgraçados que lhe compravam fumo, e se meteu a fazer imagem de santo, ser o novo Aleijadinho daqueles Pajeús, numa inspiração que ele considerava ter vindo direta do céu.

Passou o nosso Roque Santeiro, a viver dentro das caatingas, juntando troncos secos de imburana, com os quais fazia as imagens, que, por faltar-lhe um mínimo de jeito para a coisa, estas saíam todas tronchas e com as feições “labrogeiras”, como dizem os matutos.

Aproveitando o “embalo”, quando a ocasião favorecia, vendia também lascas de tábuas de velhos caixotes de sabão, que jurava serem milagrosas, por terem sido tiradas do caixão do santo “Padim Ciço”. Repetia o gesto dos soldados romanos rateando o manto sagrado, quando negociava mulambos de tecido preto afirmando serem garras miraculosas da batina do “Meu Padrinho”.

Um dia, estava ele na feira, comercializando esses produtos completamente heterogêneos: a banca de fumo e a de santo ali junto, quando chegou uma devota, velhinha com cara de rezadeira e de quem entendia do traçado:

– Meu senhor, eu conheço um magote de santo, já “froquentei” muita novena, igreja, o diabo a quatro. Já paguei muita promessa, mas estou aqui “mei atrapaida”, isto aqui é São José ou Santo Antônio?

Zé, com ar professoral, explicou:

– Olhe, minha senhora, o santo se tiver com o menino no braço direito, é São José, se tiver no braço esquerdo, é Santo Antônio, agora se o bicho tiver um par de chifres, um rabo e um espeto comprido na mão, não chegue nem perto que isso aí é o satanás!

Outra vez, em uma de suas transações, um cabra mais sabido “empurrou-lhe”, literalmente, dois rolos de um fumo muito ruim que ele não conseguia vender de jeito nenhum; o matuto chegava, cheirava, “arripunava”, ia embora e nada de comprar.

Não se deu por vencido, botou tudo num saco e danou-se para a feira de Sertânia, que ficava para outras bandas e onde ninguém lhe conhecia as manhas. Já no adiantado da hora, a feira terminando e nada de comprador. Zé se aperreou e apelou para um recurso no qual ele era mestre: o seu marketing pessoal.

– Óia, pessoá, quem comprar desse meu fumo agora, vai tudim pro Juazeiro comigo, eu levo tudim pra o Juazeiro do meu Padim Ciço!

Não demorou muito, e lá se foram os dois rolos de fumo. Também, quem era besta perder uma promoção daquelas!? Um pedaço aqui, outro ali, e vendeu toda aquela mercadoria de péssima qualidade.

A coisa ia bem, até que chegou uma velhinha apressada:

– Ô, meu senhor, adonde tá o caminhão mode noís ir botando os troços em riba?

Zé pegou na bucha:

– Que caminhão que nada, dona Maria aonde foi que a senhora já viu pagar “premessa” de caminhão? O meu “Padim” não gosta de caminhão chegando lá não!  Nóis vamo tudo é à pé.

 Promessa é promessa!

4 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

4 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

GENTE BESTA E MATO É O QUE MAIS TEM NESTE MUNDO

Há pouco tempo, a média diária de acessos a esta gazeta escrota estava na faixa dos 40 mil por dia.

Pouco mais, pouco menos.

Logo depois, esta média subiu para 50 mil.

De uns dias para cá, os acessos estão beirando perigosamente a faixa dos 60 mil diários, quase chegando lá.

As razões deste aumento fogem à minha compreensão.

Eu só acho é que existe muita gente interessada em besteiras, inutilidades, safadezas e futilidades em cima da redondura da Terra.

Tudo que não presta tem público cativo neste mundo.

Vejam os números dos últimos dias, conforme dados da LocaWeb, a empresa que hospeda esta gazeta escrota (sem patrocínio da Petrobras… o que é uma pena…)

 

4 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

DOMINGOS SALVIO FIOROT – COLATINA-ES

Ali babá e os 40 ladrões

Se você perguntar a dez pessoas sobre Ali Babá, provavelmente onze vão dizer que ele era o chefe de um bando de ladrões.

Santa ignorância, Ali Babá, pelo menos na famosa lenda, não foi ladrão é muito menos chefe de bando.

Resumindo a lenda era um pobre lenhador que, ao ouvir o tropel, escondeu-se e assim ficou sabendo a senha “abra-te sésamo e fecha-te sésamo” que permitia o acesso à gruta onde os ladrões guardavam as suas riquezas.

Pobre, porém inteligente, usou estas senhas para, aos poucos, ir pegando o tesouro do bando.

Ocorre que o irmão de Ali Babá, que era mais rico que ele, sabendo que ele estava conseguindo ouro, acabou por saber com ele a senha para abrir e fechar a gruta, mas como devia ser desatento, após abrir a gruta e se fechar dentro dela acabou se esquecendo da senha para reabri-la e acabou morto pelos ladrões e seu corpo foi cortado em quatro partes e deixado dentro da gruta.

Ali Babá, vendo o sumiço do ganancioso irmão foi à gruta, resgatou o corpo dele, mandou costurá-lo e lhe fez um enterro decente.

Quando os ladrões retornaram na gruta e não mais viram o corpo do visitante indesejado compreenderam que outro vivente sabia como entrar e sair da gruta da riqueza.

Fizeram várias investidas à procura de Ali Babá, para matá-lo.

Os dois primeiros emissários do bando, fizeram marcas na casa de Ali Babá, mas foram decapitados pelo chefe por não conseguirem mostrar a casa dele aos ladrões, enganados que foram por Morjana, escrava do irmão falecido, que fazia a mesma marca em outras casas.

O chefe do bando avocou para si a investigação, gravou em sua mente as características da casa da pretensa vítima e, travestido de mercador de azeite pediu a Ali Babá hospitalidade para suas mulas carregadas com 38 odres de azeite. Porém apenas dois destes odres continham azeite e nos demais estavam escondidos os outros componentes do bando, que aguardavam, na calada da noite, a ordem do chefe para assassinarem Ali Babá.

Morjana descobre os 37 ladrões e os mata a todos com azeite fervente. Sabendo disto o líder foge.

Mas determinado a matar Ali Babá, torna-se amigo do filho dele e acaba convidado para um jantar na casa de sua vítima favorita.

Mas Morjana reconhece o último ladrão e, demonstrando uma dança com um punhal, o espeta no coração dele, num momento de descuido.

Ali Babá ficou bravo com Morjana, mais ao saber da história, liberta a escrava que acaba por se casar com o seu filho.

A história acabou bem para todos, menos para o irmão ganancioso de Ali Babá e para os 40 ladrões.

Assim este relato serve como um habeas data em favor de Ali Babá que, em face da santa ignorância, vem sendo chamado injustamente de chefe de ladrões.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

EUFEMISMO PRA CHUPADA

Comentário sobre a postagem SURUBA VERMÊIA

jm:

“A senadora é louca pra fazer felações premiadas.”

* * *

Na foto abaixo, destacado pelo círculo vermêio (êpa!), aparece o felado por Gleisi Ventinha, a Amante da lista da Odebrecht, ao lado de Lapa de Fudedor.

Trata-se do Ricardão Alexandre Romano, um gostosão que já foi vereador pelo PT na cidade de Americana-SP.

Pra não fugir à regra petralha, este cabra foi preso na 18ª fase da operação Lava Jato.

Uma operação que tinha o sugestivo nome de Pixuleco II.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


DIRETAS JÁ SEM CORRUPTOS

A situação do governo Temer é periclitante política e economicamente. Política porque ninguém se entende mais sobre o apoio ao governo e a permanência em sua base. Como continuar se o governo não tem no Congresso Nacional a sua sustentação para aprovação de medidas que possam criar condições de desenvolvimento, de flexibilidade administrativa e o suporte legal as suas ações. A economia está em recessão e não resolve usar pequenos avanços como fundamento para discursos e mensagens a população brasileira, tão engabelada por governos nestes últimos quinze anos. Somos quase 207 milhões e com estimativa de 166 milhões em condições de trabalhar. Temos hoje 90 milhões de empregados, 14,2 milhões de desempregados, 13 milhões de subempregados, aqueles que trabalham bem menos do que poderiam – só 15 horas semanais, por exemplo, e ainda tem os desalentados que já não mais procuram emprego que somados aos que não querem trabalhar chegam a casa astronômica de 72 milhões sem ganhos. É uma brutal força de trabalho inutilizada pela incompetência de gerar condições para o desenvolvimento.

Vemos todos os dias que no Brasil só se fala de política, melhor, politicagem. A classe política, com as exceções de praxe, vive em função de disputas de cargos e favores do Executivo. Aí entra em campo o poder de barganha que toma conta e tempo da administração brasileira. A tal governabilidade nada mais é que negociatas de benesses, posições e outros favores nada republicanos. Não há mobilidade do governo em direção a gestão, não há um gestor. O que vivemos no momento é inacreditável e o País chafurda no lamaçal da corrupção e nos absurdos que seriam cômicos se não fossem sérios. É o caso da comissão de ética do Senado ser formada por vários senadores envolvidos em processos na Lava Jato e outros problemas judiciais. Que respeito pode merecer esse Poder? Que crença podemos ter nessa instituição? O que podemos esperar de bom do senado Federal que tem 28 dos 81 senadores com problemas na justiça? Na Câmara Federal 299 deputados possuem ocorrências nos tribunais, são cerca de 60% dos membros, sendo que 76 já foram condenados.

Assim estamos caminhando, presidente e congressistas enrolados com a justiça. Não podíamos ter outro resultado que não o que vivemos no momento. O Brasil sangra desde 2002 com a metodologia de governo com base na corrupção. Não bastasse, perdemos a confiança no Poder judiciário, principalmente na maior Corte, que tem proferido decisões bem suspeitas de favorecimentos. Mais, estão começando a deixar o âmbito do STF para se imiscuir com atos e opiniões na esfera do Congresso e do Executivo. Ao invés de buscar por alinhamento entre suas esferas jurídico processuais, se debatem entre si, não só na questão de egos, mas querendo reduzir a extensão de ações que procuram limpar este País das gangues que se aboletaram no Poder. Não há como continuar como está. É preciso uma mudança urgente e hoje 72% da população desejam uma eleição direta ainda neste ano.

Temos que antecipar essas eleições, nem que for para ganhar meses. É importante que se faça a mudança. Há, entretanto, que se estabelecer regras rígidas sob pena de voltar ao cenário político todos os envolvidos com a justiça e a corrupção. Tem que ser agora para que o momento possa ser aproveitado de forma a impedir a eleição dos que promoveram essa lambança toda que desmantelou o Brasil. Deixar para outubro de 2018 é permanecer na mesma situação, uma vez que a proximidade da eleição não permitirá ambiente propício para novas regras impeditivas de candidaturas.

O bom Senador por Mato Grosso, José Medeiros, propôs emenda a PEC que altera o artigo 81 da Constituição Federal para eleição direta. Sua proposta é no sentido de que, todo aquele que tiver alguma condenação ou que, denunciado e se tornado réu, não poderá ser candidato. A proposta será uma extensão da Lei da Ficha Limpa. É a chave mestra para a limpeza dos maus políticos da vida brasileira, pelos menos dos atuais. A resistência às diretas se dá por conveniência partidária dos caciques. A eleição em 2018 favorecerá o controle do comando do processo nas convenções e poderá trazer de volta ao cenário na legislatura seguinte, muitos dos hoje considerados corruptos. Sou, diante dos fatos, favorável às eleições diretas já, mas sem corruptos. 


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa