4 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

4 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SEM CUSPE E SEM PENA NO FURICO DO BANDO

A existência de uma certa “Sala de Guerra da Globo” foi um furo mundial exclusivo do JBF. (Clique aqui para conferir).

Uma sala reacionária e golpista criada exclusivamente para divulgar notícias falsas e avacalhar com Lula, com Dilma e com as administrações do PT.

A propósito deste fantástico assunto, dou de presente pra vocês um vídeo com uma reportagem da TV Record – aquela televisão de propriedade do Bispo Macedo, da Igreja Universal do Queijo do Reino -, que é uma verdadeira pajaraca enfiada no furico da quadrilha vermêio-istrelada.

Trata-se de uma matéria que foi ao ar no final do ano passado e que continua atualíssima.

E a gente não vê um único tabacudinho bradando na internet “Abaixo a Record”.

Ou “Abaixo o SBT”, ou “Abaixo a Band”, emissoras que botam no ar as mesmas matérias com denúncias que a Globo bota. 

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me com a militância lobotomizada lulaica.

Vejam que reportagem da porra.

Uma pajaraca de bom calibre no furico do bando petralha.

(O fubânico petista Ceguinho Teimoso, especialista em dados e estatísticas, bem que poderia comentar os números citados nesta matéria.)

4 junho 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

O AMIGO E SEUS AMIGOS

Lula confirma que merece o codinome que ganhou do departamento de propinas da Odebrecht

“Sei quem são meus amigos de sempre e quem são meus amigos eventuais”.

Lula, numa discurseira durante o congresso do PT, revelando que só um Amigo com letra maiúscula, como é grafado seu codinome nos registros de maracutaias da Odebrecht, sabe enxergar diferenças entre comparsas que não abrem o bico sobre o que ele fez, como José Dirceu, e cúmplices que fecham acordos de delação premiada e encurtam a distância que separa São Bernardo de Curitiba.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Homem que é homem

Bento era um caboco roceiro morador em um povoado de poucas casinhas chamado ARRANCA TOCO, no município de Caxambu, interior de Goiás.

Rapaz trabalhador e prestativo, muito querido no lugar. Quando não tinha serviço na roça pegava quintais pra limpar, pequenos concertos do ofício de marceneiro meia-boca, capação de porcos e outros misteres – que ele não era de mamparrear nas obrigações de filho único de mãe solteira (o namorado de juventude nem chegou a pedi-la em casamento). Morreu numa desavença que teve com um cigano por causa de namoro repartido. Deixou-a prenhe pra criar o Bento, sozinha, como Deus aprouvesse.

Aos sábados, após a labuta do dia, tomava banho no córrego ali perto, vestia roupa limpa que a mãe preparava, e rumava pro povoado, tomar uma talagada de pinga e jogar conversa fora com os amigos, como era o costume do lugar – vidinha mangosa do interior.

Pois bem. Bento tinha um primo, cujo pai, irmão do seu falecido, era o fazendeiro mais rico do lugar. Esse primo chamava-se Adelmar.

Adelmar, por ser abastado, não precisava trabalhar e levava a vida mais ociosa do mundo. Sujeito truculento, metido a besta e a conquistador de mulheres. Andava montado numa mula baia bem ataviada de ricos jaezes, comprados nos mercados de fora do estado.

Levava na cintura um trinta e oito cabo de madrepérola (naquele tempo não havia proibição de porte de armas) – o delegado, que era sempre indicado pelos chefes políticos da região, que se virasse para manter a ordem.

Além disso, portava sempre um punhal de vinte centímetros atravessado na cinteira.

Se havia uma coisa que Adelmar não deixava por menos era vontade de aparecer e se mostrar valentão.

Por incontáveis vezes humilhou outros rapazes do vilarejo na presença das mocinhas, as quais andavam à cata de um marido – o que era coisa muito difícil por ali.

Adelmar nunca chegava perto do Bento. Talvez por acha-lo sem préstimo, ou por orgulho de andar chic e com bastante dinheiro no bolso pra gastar

Não ia perder seu tempo com parentes insignificantes que não acrescentavam nada na sua vida e, eventualmente, poderiam até lhe pedir uns cobres emprestados pra acudir os apuros…

Não, ele não estava nem aí.

Certa feita, ao chegar ao povoado viu que o primo Bento cortejava, sentado no banco da pracinha, a Gilda, uma das moças mais bonitas dali, menina pobre, mas muito ajuizada e prendada nos afazeres domésticos. Há tempos Bento estava de olho na Gilda. Sua intenção era pedi-la em casamento assim que conseguisse levantar mais um puxado na casinha de pau-a-pique da mãe.

Adelmar achou que não podia perder aquela oportunidade de troçar com a cara do primo. Inda mais que já havia planejado descabaçar a Gilda. Se depois o delegado da comarca pretendesse obriga-lo a honrar as calças ele tinha o pai poderoso pra comprar a autoridade. Fez isso uma dezena de vezes, infelicitando moçoilas que depois tinham que se virar pra conseguir um homem que quisesse amigar e tocar a vida pra frente.

Adelmar apeou da mula, ajeitou o chapéu na testa e o lenço no pescoço, gritando bem alto e a bom som:

– Primo Bento! Vamos tomar umazinha comigo que tou com uma baita secura na garganta!

– Desculpe primo – respondeu Bento – mas hoje não tou a fim de beber…

– Deixa de ser frouxo cara! Prá mim, cabra que não bebe pinga, não pita e não carrega faca de ponta na cintura não é homem! – Provocou ele.

Bento, que não gostava de confusão, àquela altura havia levantado e chamado a Gilda pra ir embora pra casa.

Repentinamente foi puxado violentamente pelo braço.

Adelmar jogou-o de costas na poeira da rua, arrancando gargalhadas das pessoas ao redor.

Bento levantou-se calmamente com um sorriso amarelo no rosto. Abraçou o Adelmar pela cintura respondendo:

– Tudo bem primo. Já que é você quem esta pagando não tenho por que recusar…

Mal haviam dado cinco passos em direção à venda, num gesto rápido, tirou o punhal da cintura do Adelmar e, segurando-o firme pelos culhões, enterrou a arma branca até o cabo no peito do desafeto. A lâmina penetrou pela saboneteira (localizada abaixo da clavícula), atravessando o tórax de baixo acima. Adelmar deu um berro estatelando-se no chão nos estertores da morte…

Foi um grito só na pequena multidão. Ato contínuo, Bento pulou na sela da mula e escafedeu-se nos rumos da serra do Caxambu.

Nunca mais se viu o Bento no ARRANCA TOCO.

Pouco tempo depois a mãe dele e a Gilda se arribaram dali pra lugar incerto e não sabido. A Gilda contou pros pais que ia fugir com a mãe do noivo. Eles não se opuseram.

Dizem que elas foram se encontrar com o Bento nos cafundós do Mato Grosso…

Ninguém sabe…

4 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAUDIO DUARTE – CHARGE ONLINE

4 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

TEMER ENCONTROU COM JOESLEY ÀS ESCONDIDAS

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer revelou na manhã de hoje o motivo pelo qual encontrou o empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu na calada da noite, em reunião que não constava da agenda oficial.

Segundo o presidente, Joesley compareceu ao palácio para combinar um churrasco que seria feito de surpresa no aniversário da primeira-dama, Marcela.

“O Joesley, como todos sabem, é empresário do setor de carne, então não vi problema em convidá-lo para tratarmos de assuntos pertinentes ao seu ramo de comércio”, revelou Temer, que acrescentou que empresários do ramo do sal grosso e do carvão também participaram da mesma reunião, mas não revelou nomes.

O presidente reforçou que, na ocasião, não foi cometido nenhum ato ilícito e que a carne que negociou com Joesley na reunião não foi paga com dinheiro do erário.

“EU O CONVIDEI PARA NEGOCIAR UMAS PICANHAS, PORQUE, COMO AQUI EM CASA QUEM VAI AO SUPERMERCADO É A MARCELA, EU NÃO TINHA NOÇÃO DE QUANTO CUSTAVA O QUILO DA CARNE”, FINALIZOU TEMER.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

HISTÓRIA DE LAMPIÃO

No dia de hoje, 4 de junho, há 119 anos, nascia em Serra Talhada-PE, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, um dos mais destacados mitos da Nação Nordestina.

Para lembrar a data, vamos ouvir uma composição de Onildo Almeida, História de Lampião, que resume a vida de Lampião. A interpretação é de Marinês.

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lampião

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (* 04.Jun.1898 – 28.Jul.1938)

4 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

ZÉ QUEBRA PANELA

Era um matutinho nascido ali perto de Tabira. Comprido, zarolho e desdentado, feio de quebrar resguardo de raposa, mas portador de uma sagacidade e de uma capacidade de enganar o seu semelhante sem limites, andava bem vestido e calçava sapatos de duas cores, um evidente indicativo de malandragem na época para uns, para outros, e um traço de boemia que distinguia os seres iluminados e raros que ousam ser diferentes. Zé era o nosso João Grilo.

Vendia e comprava tudo, mas gostava mesmo era de negociar com fumo de rolo nas feiras. A banca de fumo, numa feira, era, talvez, a mais simples, uma vez que não tinha sequer uma lona cobrindo; era aquela mesinha feita com velhas tábuas de caixão, acinzentadas pelo sol e pela chuva, com os pregos torcidos e mal pregados, um tronco de pinhão ou um pedaço de corda queimando com o fogo eterno de uma pira sagrada onde os matutos iam acender os cigarros e economizar os fósforos, que, como todo produto industrializado, eram caros; o matricó era pouco usado, pois dava trabalho para acender , o isqueiro nem pensar, viria muitos anos depois.

Mas Zé achava que Deus vivia lhe chamando pra outra missão mais nobre do que envenenar os pulmões daqueles desgraçados que lhe compravam fumo, e se meteu a fazer imagem de santo, ser o novo Aleijadinho daqueles Pajeús, numa inspiração que ele considerava ter vindo direta do céu.

Passou o nosso Roque Santeiro, a viver dentro das caatingas, juntando troncos secos de imburana, com os quais fazia as imagens, que, por faltar-lhe um mínimo de jeito para a coisa, estas saíam todas tronchas e com as feições “labrogeiras”, como dizem os matutos.

Aproveitando o “embalo”, quando a ocasião favorecia, vendia também lascas de tábuas de velhos caixotes de sabão, que jurava serem milagrosas, por terem sido tiradas do caixão do santo “Padim Ciço”. Repetia o gesto dos soldados romanos rateando o manto sagrado, quando negociava mulambos de tecido preto afirmando serem garras miraculosas da batina do “Meu Padrinho”.

Um dia, estava ele na feira, comercializando esses produtos completamente heterogêneos: a banca de fumo e a de santo ali junto, quando chegou uma devota, velhinha com cara de rezadeira e de quem entendia do traçado:

– Meu senhor, eu conheço um magote de santo, já “froquentei” muita novena, igreja, o diabo a quatro. Já paguei muita promessa, mas estou aqui “mei atrapaida”, isto aqui é São José ou Santo Antônio?

Zé, com ar professoral, explicou:

– Olhe, minha senhora, o santo se tiver com o menino no braço direito, é São José, se tiver no braço esquerdo, é Santo Antônio, agora se o bicho tiver um par de chifres, um rabo e um espeto comprido na mão, não chegue nem perto que isso aí é o satanás!

Outra vez, em uma de suas transações, um cabra mais sabido “empurrou-lhe”, literalmente, dois rolos de um fumo muito ruim que ele não conseguia vender de jeito nenhum; o matuto chegava, cheirava, “arripunava”, ia embora e nada de comprar.

Não se deu por vencido, botou tudo num saco e danou-se para a feira de Sertânia, que ficava para outras bandas e onde ninguém lhe conhecia as manhas. Já no adiantado da hora, a feira terminando e nada de comprador. Zé se aperreou e apelou para um recurso no qual ele era mestre: o seu marketing pessoal.

– Óia, pessoá, quem comprar desse meu fumo agora, vai tudim pro Juazeiro comigo, eu levo tudim pra o Juazeiro do meu Padim Ciço!

Não demorou muito, e lá se foram os dois rolos de fumo. Também, quem era besta perder uma promoção daquelas!? Um pedaço aqui, outro ali, e vendeu toda aquela mercadoria de péssima qualidade.

A coisa ia bem, até que chegou uma velhinha apressada:

– Ô, meu senhor, adonde tá o caminhão mode noís ir botando os troços em riba?

Zé pegou na bucha:

– Que caminhão que nada, dona Maria aonde foi que a senhora já viu pagar “premessa” de caminhão? O meu “Padim” não gosta de caminhão chegando lá não!  Nóis vamo tudo é à pé.

 Promessa é promessa!

4 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

4 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

GENTE BESTA E MATO É O QUE MAIS TEM NESTE MUNDO

Há pouco tempo, a média diária de acessos a esta gazeta escrota estava na faixa dos 40 mil por dia.

Pouco mais, pouco menos.

Logo depois, esta média subiu para 50 mil.

De uns dias para cá, os acessos estão beirando perigosamente a faixa dos 60 mil diários, quase chegando lá.

As razões deste aumento fogem à minha compreensão.

Eu só acho é que existe muita gente interessada em besteiras, inutilidades, safadezas e futilidades em cima da redondura da Terra.

Tudo que não presta tem público cativo neste mundo.

Vejam os números dos últimos dias, conforme dados da LocaWeb, a empresa que hospeda esta gazeta escrota (sem patrocínio da Petrobras… o que é uma pena…)

 

4 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

DOMINGOS SALVIO FIOROT – COLATINA-ES

Ali babá e os 40 ladrões

Se você perguntar a dez pessoas sobre Ali Babá, provavelmente onze vão dizer que ele era o chefe de um bando de ladrões.

Santa ignorância, Ali Babá, pelo menos na famosa lenda, não foi ladrão é muito menos chefe de bando.

Resumindo a lenda era um pobre lenhador que, ao ouvir o tropel, escondeu-se e assim ficou sabendo a senha “abra-te sésamo e fecha-te sésamo” que permitia o acesso à gruta onde os ladrões guardavam as suas riquezas.

Pobre, porém inteligente, usou estas senhas para, aos poucos, ir pegando o tesouro do bando.

Ocorre que o irmão de Ali Babá, que era mais rico que ele, sabendo que ele estava conseguindo ouro, acabou por saber com ele a senha para abrir e fechar a gruta, mas como devia ser desatento, após abrir a gruta e se fechar dentro dela acabou se esquecendo da senha para reabri-la e acabou morto pelos ladrões e seu corpo foi cortado em quatro partes e deixado dentro da gruta.

Ali Babá, vendo o sumiço do ganancioso irmão foi à gruta, resgatou o corpo dele, mandou costurá-lo e lhe fez um enterro decente.

Quando os ladrões retornaram na gruta e não mais viram o corpo do visitante indesejado compreenderam que outro vivente sabia como entrar e sair da gruta da riqueza.

Fizeram várias investidas à procura de Ali Babá, para matá-lo.

Os dois primeiros emissários do bando, fizeram marcas na casa de Ali Babá, mas foram decapitados pelo chefe por não conseguirem mostrar a casa dele aos ladrões, enganados que foram por Morjana, escrava do irmão falecido, que fazia a mesma marca em outras casas.

O chefe do bando avocou para si a investigação, gravou em sua mente as características da casa da pretensa vítima e, travestido de mercador de azeite pediu a Ali Babá hospitalidade para suas mulas carregadas com 38 odres de azeite. Porém apenas dois destes odres continham azeite e nos demais estavam escondidos os outros componentes do bando, que aguardavam, na calada da noite, a ordem do chefe para assassinarem Ali Babá.

Morjana descobre os 37 ladrões e os mata a todos com azeite fervente. Sabendo disto o líder foge.

Mas determinado a matar Ali Babá, torna-se amigo do filho dele e acaba convidado para um jantar na casa de sua vítima favorita.

Mas Morjana reconhece o último ladrão e, demonstrando uma dança com um punhal, o espeta no coração dele, num momento de descuido.

Ali Babá ficou bravo com Morjana, mais ao saber da história, liberta a escrava que acaba por se casar com o seu filho.

A história acabou bem para todos, menos para o irmão ganancioso de Ali Babá e para os 40 ladrões.

Assim este relato serve como um habeas data em favor de Ali Babá que, em face da santa ignorância, vem sendo chamado injustamente de chefe de ladrões.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

EUFEMISMO PRA CHUPADA

Comentário sobre a postagem SURUBA VERMÊIA

jm:

“A senadora é louca pra fazer felações premiadas.”

* * *

Na foto abaixo, destacado pelo círculo vermêio (êpa!), aparece o felado por Gleisi Ventinha, a Amante da lista da Odebrecht, ao lado de Lapa de Fudedor.

Trata-se do Ricardão Alexandre Romano, um gostosão que já foi vereador pelo PT na cidade de Americana-SP.

Pra não fugir à regra petralha, este cabra foi preso na 18ª fase da operação Lava Jato.

Uma operação que tinha o sugestivo nome de Pixuleco II.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


DIRETAS JÁ SEM CORRUPTOS

A situação do governo Temer é periclitante política e economicamente. Política porque ninguém se entende mais sobre o apoio ao governo e a permanência em sua base. Como continuar se o governo não tem no Congresso Nacional a sua sustentação para aprovação de medidas que possam criar condições de desenvolvimento, de flexibilidade administrativa e o suporte legal as suas ações. A economia está em recessão e não resolve usar pequenos avanços como fundamento para discursos e mensagens a população brasileira, tão engabelada por governos nestes últimos quinze anos. Somos quase 207 milhões e com estimativa de 166 milhões em condições de trabalhar. Temos hoje 90 milhões de empregados, 14,2 milhões de desempregados, 13 milhões de subempregados, aqueles que trabalham bem menos do que poderiam – só 15 horas semanais, por exemplo, e ainda tem os desalentados que já não mais procuram emprego que somados aos que não querem trabalhar chegam a casa astronômica de 72 milhões sem ganhos. É uma brutal força de trabalho inutilizada pela incompetência de gerar condições para o desenvolvimento.

Vemos todos os dias que no Brasil só se fala de política, melhor, politicagem. A classe política, com as exceções de praxe, vive em função de disputas de cargos e favores do Executivo. Aí entra em campo o poder de barganha que toma conta e tempo da administração brasileira. A tal governabilidade nada mais é que negociatas de benesses, posições e outros favores nada republicanos. Não há mobilidade do governo em direção a gestão, não há um gestor. O que vivemos no momento é inacreditável e o País chafurda no lamaçal da corrupção e nos absurdos que seriam cômicos se não fossem sérios. É o caso da comissão de ética do Senado ser formada por vários senadores envolvidos em processos na Lava Jato e outros problemas judiciais. Que respeito pode merecer esse Poder? Que crença podemos ter nessa instituição? O que podemos esperar de bom do senado Federal que tem 28 dos 81 senadores com problemas na justiça? Na Câmara Federal 299 deputados possuem ocorrências nos tribunais, são cerca de 60% dos membros, sendo que 76 já foram condenados.

Assim estamos caminhando, presidente e congressistas enrolados com a justiça. Não podíamos ter outro resultado que não o que vivemos no momento. O Brasil sangra desde 2002 com a metodologia de governo com base na corrupção. Não bastasse, perdemos a confiança no Poder judiciário, principalmente na maior Corte, que tem proferido decisões bem suspeitas de favorecimentos. Mais, estão começando a deixar o âmbito do STF para se imiscuir com atos e opiniões na esfera do Congresso e do Executivo. Ao invés de buscar por alinhamento entre suas esferas jurídico processuais, se debatem entre si, não só na questão de egos, mas querendo reduzir a extensão de ações que procuram limpar este País das gangues que se aboletaram no Poder. Não há como continuar como está. É preciso uma mudança urgente e hoje 72% da população desejam uma eleição direta ainda neste ano.

Temos que antecipar essas eleições, nem que for para ganhar meses. É importante que se faça a mudança. Há, entretanto, que se estabelecer regras rígidas sob pena de voltar ao cenário político todos os envolvidos com a justiça e a corrupção. Tem que ser agora para que o momento possa ser aproveitado de forma a impedir a eleição dos que promoveram essa lambança toda que desmantelou o Brasil. Deixar para outubro de 2018 é permanecer na mesma situação, uma vez que a proximidade da eleição não permitirá ambiente propício para novas regras impeditivas de candidaturas.

O bom Senador por Mato Grosso, José Medeiros, propôs emenda a PEC que altera o artigo 81 da Constituição Federal para eleição direta. Sua proposta é no sentido de que, todo aquele que tiver alguma condenação ou que, denunciado e se tornado réu, não poderá ser candidato. A proposta será uma extensão da Lei da Ficha Limpa. É a chave mestra para a limpeza dos maus políticos da vida brasileira, pelos menos dos atuais. A resistência às diretas se dá por conveniência partidária dos caciques. A eleição em 2018 favorecerá o controle do comando do processo nas convenções e poderá trazer de volta ao cenário na legislatura seguinte, muitos dos hoje considerados corruptos. Sou, diante dos fatos, favorável às eleições diretas já, mas sem corruptos. 

4 junho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Caríssimo Mestre Berto,

Veja o deputado Paulo Pimenta, do partido fundador da República de Ladrões que saqueou o país por quase 14 anos, defendendo com unhas e dentes o regime do ditador Nicolás Maduro. E o pior é que somos nós que pagamos o salário desse crápula.

O vídeo abaixo foi publicado pela embaixada da Venezuela:

4 junho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


O FRANGO QUE DEMOROU NASCER

A marmita de Simplício

O Rio de Janeiro é uma das melhores cidades brasileiras para se viver. Estudar, trabalhar e viver com muita alegria. Há quem afirme que, “ser carioca” é um estado de espírito – em vez de ser apenas quem nasce no Rio de Janeiro.

É uma cidade bela por natureza. Tem problemas, por que toda cidade brasileira tem problemas mil – também sofre com infraestrutura, com falta d´água, com transporte urbano, e, nos últimos anos, passou a enfrentar muito mais problemas com a segurança pública. Mas, isso, jamais lhe tirará o apelido de “Cidade Maravilhosa”.

Morei no Rio de Janeiro por mais de 25 anos. Ali cheguei, quase que “fugindo” das agruras dos anos de chumbo, inclusive abandonando uma universidade na minha terra de nascimento. Passado, e página virada. Comecei (ou recomecei) do zero, tentando abater um leão por dia. Me adaptei, e passei a usufruir das boas coisas da Cidade Maravilhosa.

Chope lembra Bar Luiz e bolinho de bacalhau do Méier; Angu do Gomes lembra o tempo frio na noite carioca, e a necessidade de dar uma rebatida no “grode”. Samba, feijoada, Copacabana, Maracanã, Teatro Municipal, Teatro João Caetano, Quinta da Boa Vista e Central do Brasil. Muitas livrarias com muitos bons livros. Coisas que a gente não vê nem tem em outras cidades.

Mas, o que de melhor a gente encontra no Rio de Janeiro é a carioquice. A gentileza e a parceria do carioca é algo contagiante, que chama a gente para perto, para brincar, para ser amigo e principalmente para gozar as delícias materiais da cidade.

Por anos morei de aluguel no Rio de Janeiro. Por anos morei na periferia. Por anos carreguei solene e dignamente minha marmita preparada em casa antes de pegar o trem das 5 da manhã, para tentar chegar no trabalho às 8. Um sofrimento que, dividido com outros, se transforma em alegria e resistência. Se transforma em amor pela Cidade Maravilhosa.

Está fresquinho na memória: certo dia, no intervalo para o almoço estávamos todos no refeitório. Marmitas aquecidas na estufa. Uns se preocupavam em orar antes da principal refeição, e outros tinham pressa para comer e aproveitar o tempo (apenas 1 hora de intervalo) que lhes restava, indo ao banco ou indo fazer outra coisa qualquer.

Cerca de 30 funcionários no refeitório. Simplício (nome fictício) abre a marmita dele, e, enquanto todos se mantinham calados, ele, tentando justificar alguma coisa diz em alto e bom tom:

– Ih, caramba! Minha mãe esqueceu de botar o meu frango!

A marmita continua apenas o tradicional feijão preto com arroz branco e um ovo frito.

Isso foi o suficiente para Arnaldo (nome fictício) exercer sua carioquice:

– Ela não esqueceu nada. Ela botou. Só que ainda não nasceu!

O silêncio que tomava conta do refeitório foi quebrado com uma gargalhada quase geral, enquanto Simplício, sem graça, demonstrava arrependimento por ter revelado algo que ninguém lhe perguntara.

Coisas de carioca.

O apito

O trem dos meus sonhos

Alguém apitou. Você escutou um apito. Alguém apitou, com certeza.

Vou escutou, e parou. Parou para olhar e tentar descobrir quem apitou.

O apito te fez parar.

De onde veio esse apito?

Quem apitou?

Se você jogava e o Árbitro apitou, você escutou e parou.

E, se foi no trânsito e o guarda apitou – por que e para que você parou.

Você comeu alguma irregularidade, com certeza. Ultrapassou a velocidade permitida.

E, se você parou e o guarda não apitou para você – o que fazer?

Mas, se foi o maquinista do trem – você está na linha e não tem para onde correr?

O que fazer?

Correr ou morrer?

Pois era o trem, sim senhor!

E, felizmente, você apenas acordou.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

4 junho 2017 DEU NO JORNAL

MENTOR

Em setembro de 2012, o publicitário Marcos Valério prestou depoimento ao Ministério Público Federal e revelou que foi informado em 2004 pelo secretário-geral do PT, Silvio José Pereira, que o presidente Lula estava sendo chantageado.

A conversa entre os dois ocorreu dois anos após o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

O publicitário disse que o empresário Ronan Maria Pinto exigia 6 milhões de reais para não divulgar informações relacionadas ao caso Santo André, envolvendo o presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu e o então assessor particular Gilberto Carvalho.

Marcos Valério diz agora que quer esclarecer todos detalhes da chantagem. Pelo menos foi o que ele garantiu à deputada Mara Gabrilli, que colheu um longo depoimento do publicitário: “O Valério me disse que Ronan ia apontar o ex-presidente Lula como mentor do assassinato do Celso Daniel”, disse a deputada. Segundo ela, Valério garantiu ter as provas da chantagem.

Valério: o publicitário decidiu revelar os segredos do Caso Santo André

A primeira conversa de Valério com a deputada foi no dia 11 de outubro. Ela foi ao presídio atender às reivindicações de presos portadores de necessidades especiais e encontrou o publicitário em uma das celas. No ano passado, Mara, que é filha de um empresário que foi extorquido pela quadrilha que atuava na Prefeitura de Santo André, tinha entregado ao juiz Sérgio Moro um dossiê sobre o assassinato. No dia 3 de abril, Mara enviou um ofício ao procurador de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, narrando as conversas com o publicitário e pedindo andamento às investigações do crime.

“Ele (Valério) deixou muito claro que o senhor Ronan Maria Pinto ia entregar o senhor Luiz Inácio Lula da Silva para a polícia como mentor do assassinato do prefeito Celso Daniel”, escreveu a deputada. Para ela, o depoimento de Valério pode ajudar a desvendar o crime.

Mara Gabrilli: duas conversas com Valério na cela

Valério já vem negociando sua delação premiada com três promotores de Minas Gerais e dois procuradores da República. O publicitário disse que o ex-prefeito, pouco antes do assassinato, ia entregar um dossiê para a Polícia Federal e para o presidente Lula, envolvendo petistas com o crime organizado.

Após o envio do ofício da deputada ao procurador de Justiça de São Paulo, dois promotores foram visitá-lo. O publicitário quer depor somente à Polícia Federal.

* * *

Não tenho nada a comentar.

Nada a declarar.

Aguardemos a pronunciamento do fubânico petista Ceguinho Teimoso com seus jacarés embaixo da cama e deitando falação sobre “Teorias Conspiratórias

Vou fechar a postagem com música para alegrar o nosso domingo.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

SURUBA, TROCA-TROCA, VALE TUDO

Um político que está no poder faz tanto tempo sabe das coisas. E foi o senador Romero Jucá (PMDB-Roraima), que deu o nome à festa: suruba. É suruba, mas também pode chamar de troca-troca. Todos com todos, todos amigos. Afinal, as turmas de Dilma e Temer são as mesmas.

Na terça, entra em julgamento a chapa Dilma-Temer, por abuso de poder na campanha presidencial. Dilma e Temer são adversários. Mas, se a Justiça cassar a chapa, é ruim para Dilma (impedida de sair para o Senado em 2018); para Temer, que perde o mandato; para o PSDB, que fez a denúncia, porque Aécio depende dos dois para salvar-se das delações. Uma mão lava a outra, as duas lavam a cara e cada uma pega o que pode.

A Comissão de Ética da Presidência livrou o petista Aloízio Mercadante da acusação de tentar impedir a delação de Delcídio do Amaral.

Rede e PSOL pediram a cassação de Aécio. O PT não assinou o pedido.

Temer e Lula, delatados por Joesley do JBS, defendem-se da mesma maneira, desacreditando a investigação e acusando o delator. Para Lula, a Lava Jato “é uma palhaçada” e Joesley é “canalha” e “bandido”. Temer chama Joesley de “o menino, o grampeador”. E, sobre uma possível delação de seu amigo Rocha Loures, diz que só crê numa hipótese: “Nunca posso prever se ele tiver um problema maior, e as pessoas disserem para ele: ‘olha, você terá as vantagens tais e tais se disser isso e aquilo’”.

Jogo duro

Ambos dizem, com palavras diferentes, que a delação ganharia valor (e os benefício da Joesley e seu irmão Wesley seriam prova disso) se fossem eles os delatados. Sem as acusações contra eles, teriam tantos benefícios?

Fala a defesa

O respeitado advogado José Roberto Batocchio, que defende Lula e Dirceu, vem há tempos criticando (muito antes da Lava Jato) o instituto da delação premiada. Batocchio sustenta a tese de que a delação premiada abre caminho para a “delação a la carte”: o acusado não precisa contar a verdade inteira, mas apenas a parte que interessa à acusação, para obter os benefícios oferecidos – como a liberdade, apesar dos crimes cometidos

Voto…

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral deve ser apertada, para um lado ou outro. PT e Temer jogam juntos – primeiro, na possibilidade de um dos ministros pedir vistas do processo por 30 dias, o que, graças às peculiaridades do sistema jurídico nacional, fará com que o julgamento demore tanto que o mandato de Temer já esteja encerrado, ou se encerrando (e, ao mesmo tempo, que a possível candidatura de Dilma ao Senado, pelo Rio Grande do Sul, já esteja consolidada). E 30 dias são apenas o começo: frequentemente algum ministro demora mais tempo com o processo em suas mãos – prazo que pode ultrapassar um ano.

…a voto

Se nenhum ministro pedir vistas, há um pedido do PT que pode mexer na votação: o pedido para que as delações da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura sejam retirados do processo, que deve limitar-se à denúncia formulada pelo PSDB no final de 2014. Esta é uma questão que os ministros devem decidir antes de iniciar o julgamento. Se a tese for aceita, o relator Herman Benjamin terá de retirar de seu voto tudo o que se refira à delação – que deve ser a parte mais contundente. Dilma é a mais beneficiada, porque a delação dos marqueteiros não atinge Temer. Mas a da Odebrecht atinge. De qualquer forma, para Temer é boa qualquer solução que adie e tumultue o processo, o que o beneficiará indiretamente.

Chegando junto

E se o Tribunal Superior Eleitoral decidir cassar a chapa Dilma-Temer, levando a novas eleições (indiretas) para a Presidência? Existe um grupo de trabalho cuidando disso na Câmara Federal: Orlando Silva, do PCdoB, que foi ministro de Lula, Andrés Sanchez, do PT, ex-presidente do Corinthians, e Vicente Cândido, do PT, representam a esquerda na negociação com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, do DEM fluminense. O objetivo é colocar Maia na Presidência da República, tendo Aldo Rebelo, do PCdoB, ex-ministro de Lula, como vice. DEM, PT e PCdoB – hoje, tudo a ver.

Diretas, mas não já

O PT faz campanha pela convocação de eleições diretas, caso Temer seja afastado? Faz, no grande palco público, e desfaz no mundo real. Fora a negociação com o DEM, fora a luta para adiar o voto do TSE que poderia derrubar Temer, há uma atitude simbólica de grande efeito: mudou as normas internas do partido, trocando a eleição direta por indireta para presidente da sigla. Isso leva ao comando do PT a senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná, que foi ministra de Dilma e é investigada, com autorização do Supremo, por desvio de recursos da Petrobras.

4 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

4 junho 2017 DEU NO JORNAL

O DATA BESTA INFORMA !

Na tabela abaixo estão os números da última Enquete Fubânica.

A editoria agradece a todos que participaram.

Até a próxima!

4 junho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

MISTÉRIOS DA CRIAÇÃO LITERÁRIA 2

Como você escreve? Como se dá a criação literária? Como procede ao escrever? São perguntas tão recorrentes nas entrevistas com os escritores quanto a “Por que escrever?” desvendada aqui domingo passado (clique). O fato me levou a coligir, do mesmo modo, as respostas à esta pergunta. Deixemos a filosofia (Por que?) de lado e partamos para o pragmático ”Como?” Cheguei até a encontrar pesquisas anteriores, como na primeira pergunta, sobre o assunto. Em 1932, o crítico francês Georges Charensol decidiu perguntar aos seus colegas escritores como se dava o processo da escrita e reuniu as respostas no livro Comment ils écrivent, publicado na coleção “Histoire Littéraire”, da Éditions Montaigne.

Ele reuniu 50 respostas de ilustres escritores da época, entre os quais encontram-se alguns famosos até hoje: Paul Valéry, Jean Cocteau, Collete, François Mauriac, André Maurois e Georges Simenon. No momento meu levantamento conta com mais de 300 respostas. Reuni umas 100 de autores mais conhecidos e publiquei o volume 2 da série “Mistérios da criação literária, com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Os livros desta série podem ser consultados no meu site Tiro de Letra Dos seis volumes editados, este foi o mais procurado pelos leitores e o mais vendido nas livrarias.

Imagino que algumas pessoas confundiram-no com um livro de auto-ajuda ou manual de escrita criativa. Uma moça chegou a me perguntar se era isso mesmo, se o conteúdo ensinava como escrever. Respondi que não; que o propósito foi reunir muitos escritores dizendo como eles procedem ao escrever. Ela vendo tantos procedimentos, quem sabe, poderia encontrar algum mais conveniente ao seu modo.

De fato, as respostas são as mais diferentes possíveis, conforme assinalou Ignácio de Loyola Brandão na introdução: “Cada um tem um processo, um método, um sistema, uma idiossincrasia, uma superstição e muitas manias”. Conta-se que tem alguns escritores que gostam de escrever nus; e outros têm como hábito escrever em pé. Mas isto é folclore ou fofoca e, de qualquer modo, não são estes aspectos que motivaram a pesquisa. O que motivou a empreitada foi “encarar o aspecto instrumental da palavra. Ou, visto de outro ângulo, os modos como o escritor utiliza o aparato necessário ao registro do texto, enquanto elabora o parto da criação”, nas palavras de Fábio Lucas, o prefaciador do livro.

O escritor Bernardo Ajzenberg faz uma advertência e uma conclusão pertinentes na orelha do livro: “Não estamos diante de um relatório médico protocolar ou de um inventário frio das atividades profissionais de uma determinada categoria social. Tampouco diante de um estudo psicológico… A graça e o mérito de um levantamento tão minucioso como o que o presente livro nos apresenta estão justamente em propiciar ao leitor o saudável exercício de distinguir, à luz de tão curiosos depoimentos, a realidade do método e dos instrumentos do trabalho artístico existente por trás dos possíveis filetes de invenção”.

Entre as respostas encontramos algumas interessantes, como a de Juan Rulfo: “No começo, você deve escrever levado pelo vento, até sentir que está voando. A partir daí, o ritmo e a atmosfera se desenham sozinhos. É só seguir o vôo. Quando você achar que chegou aonde queria é que começa o verdadeiro trabalho: cortar, cortar muito”; ou Vladimir Nabokov: “O esquema vem antes da coisa. Preencho os claros da palavra cruzada, em qualquer parte, com toda liberdade. Anoto os trechos em fichas, até terminar o romance. Meu esquema é flexível, mas sou bastante exigente quanto a meus instrumentos de trabalho: fichas de cartolina com pauta e lápis bem apontados, macios, com borracha”; ou Moacyr Scliar: “Às vezes faço anotações. Mas isso é uma fraqueza. É melhor não anotar nada. A ideia verdadeira persegue o escritor. Este, aliás, é um bom teste: não escrever de imediato. Se a ideia for boa, legítima, ela reaparece sempre”.

Como material suplementar propiciando um aprofundamento no tema, inclui uma bibliografia com resumos de 18 livros referentes ao assunto. Os interessados em saber mais algumas repostas, podem consultar o site citado. O livro atualmente se encontra esgotado no mercado livreiro, mas ainda disponho de alguns exemplares, e os interessados em sua aquisição ao custo de R$ 25 reais (porte pago), podem entrar em contato através do e-mail: literacria@gmail.com 

4 junho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

4 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A MULHER CERTA NO CARGO CERTO

Coisas que só acontecem na República Federativa de Banânia.

Esta foi a manchete que brilhou no noticiário nacional de ontem, sábado:

PT ELEGE RÉ NA LAVA JATO COMO PRESIDENTE DO PARTIDO

Glesi Ventinha, escalada pelo proprietário do PT para ser a nova prisid-Anta do bando, tem um currículo perfeito pra assumir o cargo e suceder Rui Tabacudo Falcão.

Ventinha é ré na Operação Lava Jato sob a acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ela recebeu R$ 1 milhão desviados no esquema de corrupção na Petrobras.

A nova gerenta do estabelecimento, que é de propriedade de Lula, foi citada por três diretores da empreiteira Odebrecht em delação premiada.

Segundo eles, o marido da senadora, o corno Paulo Bernardo, pediu pagamentos quando era ministro dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Gleise já é ré, responde a dois inquéritos e está a caminho de entrar em mais outras investigações.

É casada com outro petralha que roubava aposentados e que já foi preso por ladroagem.

Enfim, Ventinha Tabaca-Aberta tem mesmo todos os requisitos para gerenciar, a mando de Lula, o bando vermêio-istrelado.

Fora isso, é uma tremenda duma chifreira que figurava com o codinome de “Amante” na lista dos corruptos passivos da Odebrecht.

Bota um chifre arretado na testa do marido, um corno vermêio idiota.

É gaia que só a porra!!!!

4 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

BYE BYE BRASIL

Trogir – Croácia

Durante toda minha vida, sempre desejei profundamente ir morar em outros países. Por uma série de razões particulares, (casamento, filhos, etc.) nunca pude realizar este projeto pessoal, mesmo tendo tido algumas excelentes oportunidades para tal.

Só agora, quando ultrapassei a casa dos sessenta, foi que este velho sonho renasceu das cinzas.

Considerando que…

1- Os filhos estão criados, crescidos e casados;

2 – Estou divorciado e vivo só;

3 – Estou prestes a me aposentar;

4 – E que o Brasil finalmente mergulhou de cabeça no seu “Destino Manifesto” (como gostavam de dizer os militares a seu tempo) e se transformou no maior e mais esculhambado puteiro a céu aberto de todo o planeta;

Creio ser chegada a hora de seguir os passos dos mais de 3 milhões e meio de brasileiros que já foram embora. Vou embora também!

Só que as coisas nunca são tão fáceis quanto gostaríamos que fossem. Ir morar em outro país na condição de clandestino e ficar fugindo da polícia todo o tempo não me parece ser uma alternativa nada interessante.

Procurar casamento com alguma gringa, velha e desesperada por um homem, só para ganhar o direito de viver por lá, também é uma alternativa que não me apetece muito.

Por outro lado, com a merreca que deverão me pagar após a aposentadoria, creio que não será possível me dar a muitos luxos, especialmente se considerarmos o combalido poder de compra da nossa moeda frente às moedas dominantes do mundo.

Ponderando tudo isso, cheguei a pensar na hipótese de morar em uma “Motor Home” e levar uma vida errante de cigano: sempre em movimento e mudando de lugar todos os dias. Só que esta alternativa apresenta algumas características altamente negativas: Gasolina custa muito caro; Não se pode trafegar ou estacionar o “Motor Home” em qualquer lugar; e Permanece o problema da permissão de residência.

Assim, decidi que a solução ideal para as minhas aspirações seria MORAR EM UM BARCO!

Comecei então a realizar todo tipo de pesquisa a respeito: Tipos de barcos existentes, tamanhos diferentes, suas vantagens e desvantagens, preços de barcos novos e usados, no Brasil e em inúmeros outros países, licenças necessárias, documentação dos barcos, etc…, bem como a respeito dos mais diversos aspectos relacionados com a vida em uma casa flutuante.

É todo um ADMIRÁVEL MUNDO NOVO! A cada nova descoberta, uma grande surpresa.

Primeiro foi a constatação de que existe uma comunidade imensa pensando de maneira semelhante à minha e vivendo de acordo com tal pensamento. São milhares de barcos zanzando mundo afora e de todas as nacionalidades possíveis e imagináveis. O caso da família Schurmann, praticamente único no Brasil, não causa a mínima surpresa a ninguém nos países civilizados.

Depois, que são literalmente, milhares de marinas ao longo da costa mediterrânea da Europa, assim como em todas as ilhas do Caribe e na costa atlântica dos Estados Unidos. Cada enseada esconde uma marina de primeiríssima qualidade, disponibilizando todos os confortos básicos necessários a quem chega navegando e sempre por um preço bastante razoável. Algo como 60 Euros por estadia. Se imaginarmos que nos barcos normalmente viajam 8 a 10 pessoas, sai a um custo de 6 a 7 euros por pessoa. Os governos chegam a exigir de todos os portos comerciais que disponibilizem marinas para os viajantes dos pequenos barcos, sob pena de não liberar a licença de operação dos mesmos.

Por último, que os preços de tudo relativo a este tipo de vida no exterior é de apenas cerca de 30 a 40% dos preços praticados no Brasil. Esta é a razão pela qual apenas uma pequena e restrita “elite” financeira pode se dar a este “luxo” em nosso país, ficando esta atividade restrita àquelas pessoas que possuem acesso a contratos superfaturados e bom trânsito junto a gabinetes governamentais com alto poder decisório. Gente da “qualidade” de um Joesley Batista, Eike também Batista, ou mesmo um Paulo Roberto Costa. Enquanto que nos paises do hemisfério norte do globo, esta é uma atividade eminentemente de classe média.

O fato é que, depois que os povos da Europa pararam de tentar se exterminar reciprocamente, canalisaram os imensos volumes de recursos, antes direcionados à construção de poderosas marinhas de guerra, para a construção de barcos de lazer. Tornou-se uma febre! Todo mundo passou a sonhar com possuir seu próprio barco. A febre começou há cerca de 30 ou 40 anos, logo que os benefícios da recuperação econômica do pós-guerra começou a se refletir em aumento do poder aquisitivo das famílias. Foi quando os estaleiros dos barcos pequenos começaram a fazer a festa: Junneau, Beneteau, Ferretti, Bavária, e outros…

Ao longo destas pesquisas, deparei-me com inúmeras ofertas de cursos de curta duração para a concessão de “Carteira de Motorista” para pequenos barcos, todas com validade internacional. Pensei cá com meus botões: É NESSA QUE EU VOU! Vou conseguir uma licença internacional para guiar barcos e, em paralelo, vou ver como é a experiência de viver em um, nem que seja somente por uma semana.

O curso que eu escolhi fazer iniciou no último sábado (27 de maio), na cidade de Trogir, na Croácia, em uma marina gerida por suecos.

Vista da marina, em Trogir, e da cidade de Starigrad, numa das ilhas visitadas

São dezenas de marinas espalhadas ao longo da costa do país e, principalmente, nas cidades existentes na miríade de ilhas do mar Adriático na região da Dalmácia. As características comuns a todas: são cidades com mais de dois mil e quatrocentos anos (do período pré-helênico) e cheias de construções históricas dos mais diversos tipos: gregas, romanas, medievais, bizantinas, do império Austro-Húngaro, etc. A água é sempre absolutamente cristalina. Creio eu porque não existem muitos rios na região e a costa é composta majoritariamente por rochas calcarias. Assim, a visibilidade alcança muitos metros de profundidade, com a cor variando entre a água marinha, nos locais mais rasos, e um topázio “Deep Blue”, nos locais mais profundos. Dá para ver os peixes nadando e a âncora no fundo. A limpeza é absoluta. Ninguém ousa jogar fora nada que possa conspurcar o meio ambiente maravilhoso e a paisagem deslumbrante.

Flagrante do mais novo “Lobo do Mar” em ação e vista da sua tripulação

Minha “tripulação” é composta por um jovel casal sueco, uma senhora sueca e o marido holandês, duas enfermeiras russas (acho que são namoradas), o “skipper” croata e o representante da briosa e fudida nação brasileira: este cronista que vos escreve. Quando fala todo mundo ao mesmo tempo é uma barafunda dos diabos! Sueco, russo, croata, holandês e português. Dá pra imaginar? Pra minimizar a bagunça, concordamos todos só falar em inglês.

Ao longo de nosso périplo por estas ilhas paradisíacas, temos encontrado barcos de todas as nacionalidades possíveis e imagináveis. Naturalmente que a maioria dos barcos é croatas mas, mesmo assim, encontramos poloneses, russos, finlandeses, irlandeses, americanos, suecos, etc. Só não tem brasileiros! Aliás, procurei pra caramba e o único brasuca que encontrei por aqui foi eu mesmo.

Eu só sei o seguinte: Tudo o que eu quero na vida é que o nosso presidente, juntamente com nossa honestíssima classe política, não consiga empombar com a minha aposentadoria que está prestes a acontecer, que é pra eu poder passar o resto da minha vida só vendo notícias do Brasil na internet.

Tão logo possa, a frase que meus valorosos leitores terão de mim será: FUI!

4 junho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

4 junho 2017 DEU NO JORNAL

DÚVIDA CRUEL

No avacalhado comício denominado “Convenção do PT”, Lula declarou o seguinte:

“Um canalha de um empresário disse que fez uma conta para mim e outra para Dilma, mas a conta está no nome dele e é ele quem mexia na conta”.

* * *

Agora eu fiquei curioso pra saber como é que Lula tem conhecimento de que “a conta está no nome dele“, do canalha Joesley.

E também como é que Lula sabe que era o canalha que mexia na conta.

Confesso que fiquei curioso mesmo…

Será que Ceguinho Teimoso teria como nos tirar desta dúvida?

Outra dúvida que Ceguinho poderia tirar pra gente:

Por que é que Lula também não chamou de canalha o cumpanhero Mantega, que confessou ter uma conta ilegal no exterior?

Hein???

Lula, Joesley, Dilma: um trio que é o retrato cagado e cuspido da Banânia dos últimos anos

4 junho 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

O CAVALO DE TROIA E A POLÍCIA DE BRASÍLIA

Os troianos não apenas aceitaram o “Cavalo de Tróia”, presente que lhes ofereceram os gregos em nome da paz, mas também permitiram que essa colossal dádiva fosse conduzida ao interior dos seus muros protetores. Em vez de ocado, como imaginavam os troianos, o “cavalo” ocultava dezenas de soldados gregos fortemente armados. Mas esqueçamos do cavalo; deixemo-lo repousando às páginas épicas de Ilíada e Odisseia, (de Homero).

Pois bem, ante às vistas da Polícia do Distrito Federal, inclusa Polícia Rodoviária, adentraram à Brasília quinhentos ônibus entupidos de pessoas para protestar contra o Presidente da República, e as reformas. A Polícia de Brasília, num acesso de ingenuidade, acreditou que essas pessoas eram todas de boa índole, tais quais pacatos romeiros, pagadores de promessas ao lendário “Padim Pade Ciço” e que dentre elas não havia nenhum baderneiro, enfim, nenhum criminoso com o firme propósito de depredar e incendiar os bens públicos, adquiridos com o suor do contribuinte brasileiro.

Ao principiar das manifestações, manhã de 24 de maio/2017, soldados esforçaram-se, debalde, por revistar, em plena Esplanada dos Ministérios, os recém-vindos, mas foram atropelados pela turba; já incontrolável, de fogo atiçado.

Porém, a polícia não está desacompanhada nessa lambança. O Governo Federal se houve ainda pior. Ignorando o histórico de quebra-quebra tomou o malsinado alvitre de manter, nessa fatídica data, expediente regular nos ministérios, circunstância que expôs milhares de servidores aos iminentes riscos de balas sem dono e demais vexações.

Sem a força policial suficiente para custodiar os prédios públicos, a exemplo do que já sucedera ao prédio do Itamarati, o resultado não poderia ser outro senão o esbandalho que deteve de perplexidade o Brasil e mundo. Restou o pesar nacional pela maneira inusitada, a trouxe-mouxe, com que as forças governamentais, dotadas de recursos aparatosos, se houveram para proteger da ação dos criminosos os prédios e bens públicos da capai tal federal.


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