5 junho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

5 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA TERRORISTA BANÂNICA VERMÊIO-ISTRELADA

O ator Antonio Pitanga, pai da atriz Camila Pitanga, é conhecido nos meios artísticos e no submundo da fuxicagem como sendo o que se costuma chamar de “bem dotado“.

Quer dizer, o nosso talentoso ator é um cabra que tem uma pajaraca descomunal.

Em matéria publicada na revista IstoÉ, no ano de 2001, Antonio Pitanga assumiu publicamente esta condição e declarou orgulhoso que ele e o saudoso jogador Garrincha (curiosamente nascido em Pau Grande-RJ), eram as duas celebridades que tinham os cacetes de maior centimetragem na história de Banânia!

No caso de Pitanga, desconfia-se que tenha uma bimba do mesmo tamanho da bimba de Garrincha, que seria de exatos 25 cm. Clique aqui para ler a matéria da revista.

Antonio Pitanga é casado com a diputada petêlha Benedita da Silva, conhecida na Câmara dos Deputados por suas constantes exigências à cata de mais regalias, mais mordomias e mais vantagens dentro do mandato que exerce.

O casal Antonio Pitanga e Benedita da Silva

Segundo meu querido amigo Zé Malamanhado, conterrâneo de Palmares, especialista em Ciências Cacetíferas, um sujeito que tem o pau exagerado é um verdadeiro terrorista em relação à sua companheira.

Ele é capaz de fazer a parceira também virar terrorista. E incitá-la a falar em derramamento de sangue com a maior naturalidade.

A estrovenga descomunal do marido leva às raias da loucura qualquer fêmea, mesmo quando elefantosa e de grande volume.

Eu me lembrei disto quando ouvi o trecho de um discurso que a deputada Benedita proferiu num evento acontecido há poucos dias no Senado, em Brasília.

Ela declara – na condição de evangélica que é, e citando a Bíblia -, que “sem derramamento de sangue, não haverá redenção“, referindo-se ao momento político do país. Só isto, apenas isto, nada mais que isto.

Com o fucinho lambuzado de Óleo de Peroba.

O fato de que Benedita estava participando de uma mesa (mesa com a bandeira petralha) na qual estavam sentados o dinossauro Requião, a botadeira de chifres Gleisi Ventinha e o lobotomizado Rui Tabacudo Falcão, já resume toda a situação.

Enfim, temos aqui uma parlamentar que pertence ao bando de propriedade do Lula, em pleno regime democrático, com os três poderes da república funcionando abertamente e com a Constituição Federal em pleno vigor, pregando terrorismo, soluções de força e golpismo dentro do Parlamento Federal.

Segundo apurou o Departamento de Inteligência do JBF (que é de “inteligência” mas também trata de personalidades burras…), ela já foi convidada para chefiar uma facção do Estado Islâmico.

Merece.

Seria uma terrorista de muita competência.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

BARROS DE ALENCAR E ZÉ DA ESTRADA – NOSSA HOMENAGEM

Barros de Alencar e Zé da Estrada

Encantaram-se hoje, 5, em São Paulo e São José do Rio Preto, dois astros do rádio e da música brasileira.

Barros de Alencar – Nascido em Uiraúna na Paraíba em 05/08/1932, começou sua carreira de radialista, compositor, cantor e apresentador de TV em Campina Grande-PB, na Rádio Borborema, no final da década de 1950. Nos anos 1960 veio para São Paulo, e na capital paulista passou a fazer parte do time de locutores das rádios Tupi, Record e América. Estava com 84 anos.

Não me peça um beijo – (Mário e Antonio Marcos) – Barros de Alencar – 1968 

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Zé da Estrada – Da dupla com Pedro Bento por mais de 60 anos cantando as músicas sertanejas e caipira para todo o Brasil. Waldomiro de Oliveira, o Zé da Estrada, nasceu em Botucatu-SP, em 22/09/1929. Estava com 88 anos.

Chitãozinho e xororó – (Serrinha/Athos Campos) – Pedro Bento e Zé da Estrada – 1971

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5 junho 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

CAMILO – TAUBATE-SP

Caro Berto,

ví o vídeo postado em um site.

O rapaz que faz as acusações é o Hicaro Jacaré (no Facebook) que diz que foi estagiário dela, aí fica a pergunta:

Será que a Maria do Rosário vai notificá-lo também?

Abraço de um fã do JBF

5 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

UM EDITOR MENTIROSO SENDO CHAMADO DE SINCERO

Comentário sobre a postagem UM NÚMERO IRRISÓRIO

Roberto:

“Deixa de ser modesto, homem!

Você deve estar – e com toda a razão – feliz que só a porra por esses números maravilhosos.

Pode crer que muito blog alimentado a leite de pata de estatal não consegue tal sucesso.

Parabéns.

Quem diria que a sinceridade pode ser recompensada, não é mesmo?”

* * *

O Editor do JBF, de microfone em punho, mentindo para um auditório repleto de pessoas crédulas

5 junho 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

5 junho 2017 PERCIVAL PUGGINA

UMA DÚZIA DE LIÇÕES SOBRE EDUARDO CUNHA, QUE OS PETISTAS ESQUECERAM

A cartilha petista manda atribuir a Eduardo Cunha o impeachment de Dilma Rousseff. Na sequência, como esse evento é considerado o episódio mais sinistro da história do partido, o ex-presidente da Câmara dos Deputados passa a ser descolado do PT e apresentado como encarnação de um belzebu fascista.

Torna-se necessário, então, acender a lanterna sobre certas lições a respeito de Eduardo Cunha que o lulismo jogou para o lado escuro da mente.

1. Cunha elegeu-se deputado federal pelo PMDB em 2003, tendo integrado a base do governo durante os dois mandatos de Lula e o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Aliás, já em 2007 ajudou a preservar Dilma, ministra de Minas e Energia, na CPI do Apagão Aéreo. Seria, pois, na condição de aliado e sócio de atividades escusas que apareceria, anos mais tarde, molhado nas mangueiradas da Lava Jato.

2. Os negócios de Eduardo Cunha, portanto, são pixulecos das grandes operações comandadas, entre outros, por Lula, José Dirceu, Antonio Palocci e Guido Mantega. Ele não criou o “mecanismo” (para ficarmos com a expressão de José Padilha (O Globo, 21/02/2017). Foi a operação do “mecanismo” durante o governo petista que o trouxe à ribalta.

3. Em 2014, Cunha considerou chegada a hora de emergir do baixo clero para a cúpula do poder, disputando a presidência da Câmara. Sua candidatura dividiu a base do governo e fez fracassar o projeto do governo, que patrocinava a campanha de Arlindo Chinaglia. Em fevereiro de 2015, ele se tornou presidente da Câmara.

4. A partir desse momento, após longa e frutuosa camaradagem, Cunha passou a ser visto pelo PT como inimigo. Inimigo? “Pero no mucho”, como se verá a seguir.

5. Quando a Lava Jato o exibiu encharcado à opinião pública, Cunha foi à CPI da Petrobras, em março de 2015, mês e pouco após sua posse na presidência da Casa, e negou ter contas no exterior. Essa declaração formal motivou o processo que correu junto à Comissão de Ética e conduziu à cassação de seu mandato. Durante mais de um ano, porém, Cunha manobrou contra a tramitação desse processo usando medidas regimentais e jurídicas.

6. Assim como seu destino estava nas mãos da Comissão, os requerimentos de impeachment de Dilma Rousseff passavam pelas suas. Cabia a ele despachá-los ou não. E eram muitos.

7. Trinta dias após a grande manifestação de 15 de março de 2015, mais de três dezenas desses requerimentos empilhavam-se sobre a mesa de Eduardo Cunha.

8. Foi ele, então, um dos menos dispostos e mais lerdos protagonistas dessa história. Para alegria do PT, freou e retardou tudo o quanto pode, esvaziando as manifestações populares ao longo de 2015. Muito mais eficientes foram os pareceres técnicos da CGU, do TCU e os sucessivos achados da Lava Jato e delações a ela levadas.

9. Cunha preservou sobre sua mesa o cacife com o qual passou a negociar o apoio de que precisava para se safar da Comissão de Ética. Um dos meios usados foi o de impedir o quorum necessário para abertura de suas sessões. Houve um momento, inclusive, em que coube aos deputados do PT tomar essa providência. Inimigos, “pero no mucho”. O PT precisava de Eduardo Cunha.

10. Ao contrário do que o partido pretende fazer crer, Cunha beneficiou em muito o governo Dilma, concedendo-lhe, contra a opinião pública, de fins de março a dezembro de 2015, tempo precioso para fazer a coisa certa e se livrar da pressão política e técnica pelo seu impeachment. No entanto, o PT e a presidente continuaram apresentando sempre mais do mesmo.

11. Cunha, porém, continuou beneficiando Dilma Rousseff. Ao sentir-se perdido na Comissão de Ética, e ainda mais abandonado no plenário, dentre dezenas de requerimentos com igual fim, escolheu o que mais convinha à presidente. O único que nada dizia sobre a Lava Jato. O único que não mencionava a refinaria de Pasadena. Essas omissões, que trouxeram para a ribalta o requerimento de Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, fizeram com que os debates sobre o impeachment se restringissem àquele fastidioso plano técnico das contas públicas.

12. Em 5 de maio de 2016, uma decisão liminar do ministro Teori Zavascki afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados por considerar comprovado que ele, no exercício de sua função, conspirava contra a Lava Jato. Horas mais tarde, por unanimidade, o pleno referendou a decisão.

Ora, conspirar contra a Lava Jato, declará-la insulto à boa justiça e instrumento maligno da direita raivosa, é, se não tudo, ao menos boa parte das tarefas petistas para esta quadra de sua existência. Pois tal era, na opinião do STF, uma especialidade de Eduardo Cunha, silencioso na prisão, companheiro de tantos, longos e proveitosos anos daqueles que hoje o inculpam por estarem enfrentando as conseqüências do mal que fizeram ao país.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

5 junho 2017 FERNANDO GABEIRA

DO SUPOSITÓRIO DE MAGNÉSIA AO OLHO MÁGICO PARA CAIXÃO

Quando o “Casseta & Planeta” lançou a ideia do conglomerado de empresas Organizações Tabajara, não tinha como objetivo lançar o desenho do futuro do Brasil. Muito menos, o patriarca da OT, Gilvan Saturnino Tabajara, ao aportar no Brasil trazendo na bagagem apenas um produto, o Supositório de Magnésia Bisurada, não tinha a mínima ideia de como seu império iria crescer, faturando bilhões e abarcando 27 empresas.

O “Casseta & Planeta” se desfez, e das Organizações Tabajara não resta mais nada de pé, nem o Salsichão Brasil, uma das joias do império de Gilvan. Sobrou apenas um nome próximo de Gilvan, Gilmar, Gilmar Mendes, para lembrar a epopeia do criador do Supositório de Magnésia Bisurada, ao afirmar que o Brasil se parece com as Organizações Tabajara.

A ideia dos criadores do “Casseta & Planeta” era apresentar sob o rótulo Tabajara empresas toscas, precárias, ridículas, uma crítica indireta ao que não funcionava bem no país. Surgiu até o Tabajara Futebol Clube, que, na sua trajetória de derrotas, jamais conseguiu superar a realidade do Íbis de Pernambuco, o pior time do mundo.

Ao comparar o Brasil com as Organizações Tabajara, Gilmar Mendes se esqueceu de um dado essencial do momento: o país está sendo passado a limpo e, pela primeira vez na sua história, vivemos algo parecido com uma sociedade na qual a lei vale para todos.

Inegável que vivemos numa crise. Mas supor que essa crise está nos jogando para trás é obra de um personal enganator, para usar linguagem comum aos memorandos das Organizações Tabajara.

Gilmar recentemente foi grampeado combinando com Aécio Neves como iria cabalar votos de senadores para a lei contra o abuso de autoridade, destinada a inibir a Lava-Jato e proteger os políticos. Um ministro do STF que articula nos bastidores do Congresso votos para uma lei escapa completamente de suas funções. É um ministro Tabajara.

Em outro momento, numa situação anterior à Lava-Jato, Gilmar foi grampeado consolando o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, famoso por conceder milionárias isenções fiscais, inclusive à JBS. Gilmar, no áudio, considerava absurda a incursão da PF para apreender documentos na casa de Silval.

Mais recentemente, depois do célebre grampo de Joesley Batista, Gilmar admitiu que se encontrou com o empresário da Friboi, mas apenas para discutir questões ligadas ao comércio de gado, pois sua família vendia carne para os irmãos Batista.

Não seria um pouco Tabajara um ministro do Supremo tratar de negócios de gado com um empresário investigado. Pode-se dizer que Joesley ainda não era investigado. Mas todas as pessoas bem informadas sabiam muito bem que se ele não era ainda investigado, fatalmente o seria, pois seus negócios cresciam milagrosamente.

Na conglomerado de Gilvan Saturnino Tabajara, se me lembro bem, não houve assaltos ao dinheiro público, embora, certamente, tenha havido uma série de atos politicamente incorretos, sem os quais o humor não prospera.

Falar mal do Brasil é comum. É uma prática antiga que usamos sempre que algo nos incomoda. O momento é difícil, uma razão a mais para a multiplicação das críticas. Mas é preciso acentuar que, pela primeira vez na história, surgiu uma oportunidade consequente de desmontar o gigantesco esquema de corrupção formado por partidos políticos e empresas ambiciosas. É um momento de valor inestimável, que abre inúmeras possibilidades para que o Brasil entre no rol dos países avançados, nos quais a corrupção existe em escala menor; em outras palavras, ela não é banida totalmente mas é administrável.

Isso significa desde já, com os riscos maiores para os corruptos, que grande parte dos recursos nacionais podem ser canalizados para os serviços públicos. Em seguida, vai abrir também a possibilidade de um planejamento baseado nas necessidades do povo e nas limitações dos recursos naturais.

Isso já é algo bastante diferente de obras construídas para atender a empreiteiras ou isenções fiscais que, simultaneamente, nos empobrecem e tornam inviáveis alguns aspectos vitais, como, por exemplo, a mobilidade urbana.

Se Bussunda estivesse vivo, creio que interpelaria o ministro: fala sério, Gilmar. Livrar o país da promiscuidade entre empresas e governo, colocar corruptos na cadeia, conquistar um alto nível de liberdade de imprensa, viver numa sociedade em que as pessoas são mais informadas e compartilham, incessantemente, suas ideias, tudo isso é indicação de um novo país surgindo.

O que parece Tabajara para alguns é, para outros, a desordem natural de um grande movimento renovador.

O Brasil que está acabando nesses anos tumultuados até que poderia vender, maciçamente, no mercado de Brasília, inclusive para o residente Temer, um produto de alta necessidade nesses tempos convulsionados: o olho mágico de caixão, o que daria uma boa ideia do que acontece do lado de fora.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

5 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

COXINHAS E CUZINHOS AGEM DE MODOS DIFERENTES

Há poucos dias o coxinha Aécio Neves pediu afastamento da prisidência da quadrilha tucana.

Enrolado até o gogó em ladroagens corrupcionais, o Cheirador voluntariamente caiu fora da gerência do PSDB.

Já a cuzinho Gleisi Hoffmann, tão enrolada em guabirutagens quanto o figurão tucano, foi escalada pra ser prisidenta do PT, o partido que é de propriedade do Lula.

A propósito deste assunto, uma leitora fubânica me mandou neste último final de semana a montagem abaixo:

Francamente, num intendi nada.

Como estamos em Banânia, o certo seria Aécio agir do mesmo modo que o PT.

Ele deveria declarar que está sendo perseguido pelo Ministério Público, pela Operação Lava-Jato e que é vítima de calúnias da grande mídia golpista.

E, sobretudo, não largar a prisidência do seu bando de modo algum.

Ou eu tô inganado, gente???

Este nosso gigante varonil me deixa cada dia mais confuso.

Vôte!

5 junho 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

SERTÃO – Anderson Braga Horta

Lá dos ermos sertões nas soturnas paragens,
na placidez hostil dessas terras selvagens,
vive uma árvore triste, estranha e retorcida,
em mudo e eterno espanto ante a aflição da vida.

Do verde-plúmbeo véu das escassas ramagens,
o olhar vê, tão-somente, as plácidas paisagens
monótonas, do céu e da gleba suicida,
exposta à ânsia do sol, seca, estéril, dorida.

Minha vida é o sertão; e minha alma, essa planta,
que se afastou de tudo, e em seu refúgio canta
o tédio que alimenta a seiva de meu crânio,

num desespero lento e surdo, subterrâneo
como o interno labor dos vermes infelizes
e a transubstanciação oculta das raízes.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

Berto,

Foto de um trem em Cascais, Portugal:

R. Meu caro leitor, nesta foto que você mandou, composta por pessoas que, segundo os portugueses, estão “a mudar o mundo“, eu não identifiquei qualquer pessoa.

Não conheço nenhuma das caras.

Tem algum brasileiro neste meio?

Hein?

Algum brasileiro que esteja mudando o mundo com a sua atuação?

Estou confuso e conto com a ajuda de todos vocês, leitores fubânicos.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

GILSON – CHARGE ONLINE

WASHINGTON LUCENA – VISTA SERRANA-PB

Mote: Silvano Lyra
Glosa: Washington Lucena

Escrevendo poesia
Eu faço muita façanha
Subo Everest a montanha
Repleto de fantasia.
Numa nave todo dia
Eu decolo para o além
Nessa viagem convém
Eu malhar em pleno espaço
Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta também.

Karl Marx o socialista
Renovei seu ideal.
Troquei a lei marcial
Pelo regime anarquista.
A Coréia comunista
Eu mudei porque convém
Para não deixar ninguém
Tomar conta do pedaço
Só faz do jeito que eu faço
Se for poeta também.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

IVAN – CHARGE ONLINE

VIÚVO MATA VIÚVA DENTRO DO WC PÚBLICO

Assim que entrou no ônibus, seu Acácio, um viúvo com mais de sessenta anos, cheio de vida e tesão, teve a sensação de que estava para acontecer algo de bom em sua vida depois de mais de um ano vivendo solitário, após separação traumática com sua ex Zefinha por absoluta incompatibilidade crenticista. Ela, evangélica intolerante; ele, um liberal pós-feminista errático. Ela, papai mamãe; ele, topo tudo pelo prazer.

Apesar de pegar o ônibus para ir ao trabalho naquele mesmo horário, seu Acácio ainda não havia posto os olhos naquela cabocla que subia no mesmo coletivo e no mesmo horário. Com mais ou menos um metro e cinquenta de altura, rosto redondo, olhos pretos, boca vermelha, cintura modelar, coxas grossas, bunda grande e dura, cintura de pilão, peitos abundantes. Tudo nos trinques. A morena também parecia não ter pretendente, ser solteira, no ponto certo para os olhos carentes do seu Acácio.

Quando a viu pela primeira vez dentro do ônibus, ela olhando nos olhos dele como se quisesse dizer alguma coisa – pura ilusão de ótica – ele ficou doido, um quenturão tomou-lhe conta do corpo, apropriou-lhe o desejo e seu Acácio sentiu a paixão tomá-lo por inteiro. Ao descer do ônibus, perto do local de trabalho, estava tão atarantado por ter visto a morena com aquele olhar de Gabriela focado no seu, que não percebeu uma poça de água no meio do caminho, levou um trupicão e, bufu! caiu esparramado dentro da lama feito uma jaca mole. Apesar de ficar todo lambuzado, levantou-se sorrateiro e continuou pensando na cabocla como tábua de salvação para a sua solidão.

Passado o vexame lamaçal, seu Acácio não parava de pensar na morena. Assim que chegou ao local de trabalho, mesmo todo melado, saiu de fininho pelo corredor, e foi direto ao mictório, tomou um banho, ensaboou-se todo e, sem tirar a cabocla da cabeça, começou a lhe sentir um desejo tão possessivo que ali mesmo a possuiu na mão, tocando uma bronha, pela primeira vez desde que se separou de dona Zefinha e não ter tido contado físico com outro “cara preta”.

Após esse dia que viu a morena e da cabeça não a ter tirado, passaram-se mais de três semanas para seu Acácio encontrá-la novamente. Foi aí que ele percebeu que estava mais do que apaixonado pela cabocla, mesmo não tendo falado com ela, ter tido contato, saber o nome dela, se era casada, solteira ou namorava alguém. Não! Seu Acácio só estava pensando no que determinava seu instinto. Tentou se aproximar dela dentro do ônibus, mas cada impulso que dava era como se estivesse num sonho: do canto não saía e quando dava fé chegava a parada de descer, e seu Acácio mais uma vez ficou só na vontade. Percebendo que estava cada vez mais apaixonado, imaginando aquele “pedaço de mau caminho” nua nos seus braços, com ele lhe acariciando as tetas, o corpo nu, beijando aqueles lábios de mel, seu Acácio não aguentava de tesão e corria ao banheiro da repartição e possuía a morena ali mesmo à mão. Ficou tão viciado nas bronhas pensando na cabocla que passou a andar cambaleante pelos corredores do trabalho, corpo quebrado, sem memória, todo enfadonho. Chegando ao ponto de os colegas de trabalho perceberem que seu Acácio não andava bem de saúde mental, parecia “lelé da cuca”, e ficaram preocupados.

Foi quando certo dia uma colega da repartição, ao se aproximar do viúvo, preocupada com seu estado de “abilolamento”, perguntou-lhe se estava bem de saúde.

– Cida – disse ele à colega de trabalho – meu problema é sério, é mais do que eu imaginava que fosse! Meu problema é paixão! Não sei por que, mas me apaixonei por uma mulher dentro do ônibus que sequer conheço. Ainda não sei nem o nome dela, mas já estou perdido, apaixonado até os quatro pneus por ela! Estou tão apaixonado por ela que, quando a imagino nos meus braços nua a todo momento, aí não aguento, corro para o sanitário e como ela na mão feito menino buchudo. Estou quase perdendo o juízo de tanto tocar bronha pensando nela, disse ele à colega de trabalho, pedindo-lhe desculpas pelas confissões pornográficas.

Ao que Cida, sirrindo-se de se mijar com a confissão ingênua do colega e já acostumada com esses “leros leros” de alcova de outros colegas, disse-lhe incisiva:

– Te cuida não, visse Acácio! Eu já vi muito homem tantam parar no manicômio sofrendo dessa mesma doença que a tua. Para mim só existe um remédio para tu pores fim a tudo isso: Esquecer que existe essa mulher. Ou senão se declarar a ela, falar da sua paixão e pedir a mão dela em casamento. A única coisa que ela pode te dizer de ruim é um não, que já é compromissada e fim de papo! Qual problema que há nisso?

– Reaja, homem! – prosseguiu a colega olhando-lhe nos olhos! Acabe com seu “abestalhamento!” Na época de hoje tu fazes um arrodeio do caralho desses para se declarar a uma mulher já arrombada feito eu! Onde já se viu isso? Se fosse comigo eu te mandava pastar!

Meu filho – prosseguiu a colega olhando-lhe nos olhos – formalismo nem em cerimônia de casamento mais, onde, se brincar, a noiva ou o noivo já comeu até a sogra, o sogro, o padre, as cunhadas, os cunhados e as testemunhas!

Depois desse puxão de orelha da amiga de trabalho alertando seu Acácio para sair da roldana de vidro e se ligar na modernidade, ele foi para casa estudar uma maneira de se aproximar da cabocla no outro dia, declarar-se a ela e lhe dizer o quanto estava apaixonado, sem arrodeio, sem tergiversação.

Ansioso e doido para que amanhece o dia, pois não aquentava mais aquela vida de aflição, solidão e bronhas, seu Acácio seguiu os conselhos da amiga de trabalho. Arrumou-se todo. Perfumou-se. Escovou os dentes até sangrar as gingibas. Lambuzou-se de óleo de peroba e seguiu para a parada do ônibus. Para sua surpresa, a morena já estava lá com outras colegas de trabalho conversando animada, feliz da vida!

Seu Acácio se aproximou dela mais trêmulo do que pinto quando sai do ovo, deu bom dia e, sem esperar uma resposta, pediu-a em casamento na bucha.

Surpresa com a proposta inusitada, a morena olhou nos olhos de seu Acácio, fitou-os bem dentro, o que o deixou mais atarantado ainda, e, desinibida, voz sensual, respondeu:

– Até ontem eu estava livre esperando uma proposta de um cavalheiro, depois de mais de um ano viúva, mas infelizmente eu não vou aceitar porque já disse sim a um pretendente que me assediava há muito tempo também! Você é muito gentil, mas…

Depois deste petardo no toitiço, o mundo caiu para o seu Acácio e, percebendo não haver mais clima para prosseguir no mesmo ônibus da morena, desceu, pegou outro de volta para casa, ao isolamento do quarto, dizendo-se a si mesmo nunca ir esquecer aquela cabocla, apenas culpando a timidez por não poder desfrutar daquelas carícias tão festejadas nas bronhas tocadas no WC público, solitariamente.

A paixão não acorda quem dorme! E seu Acácio ficou na mão!

5 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

5 junho 2017 JOSIAS DE SOUZA

TEMOR DE DELAÇÃO EXPÕE A FRAGILIDADE DE TEMER

A prisão de Rodrigo Rocha Loures potencializou um fenômeno surgido há duas semanas em Brasília. Tomados por uma espécie de Loresfobia, Michel Temer, seus ministros e apoiadores políticos mais próximos vivem o temor de uma delação que está por vir. O presidente poderia imunizar-se contra o risco de intoxicação. Bastaria romper com o amigo e ex-assessor, desqualificando-o. Mas Temer faz o oposto. Elogia publicamente um personagem que foi preso por traficar influência e receber do Grupo JBS uma mala com propina de R$ 500 mil. Temer soa como refém do potencial delator. É como se o adulasse em troca de proteção.

Temer e seus operadores esboçam o discurso que pretendem esgrimir na hipótese de Rocha Loures se tornar um colaborador da Justiça. Dirão que ele foi vítima de uma cilada urdida por um empresário desonesto, Joesley Batista, em parceria com uma Procuradoria que conspira contra a estabilidade do governo. Afirmarão, de resto, que não há na atual gestão nenhum vestígio de favores que o governo possa ter prestado à JBS em troca da mala de dinheiro que Rocha Loures, num misto de confissão e arrependimento, devolveu depois de ter sido filmado.

A versão do procurador-geral Rodrigo Janot é mais simples. Para ele, Rocha Loures agiu como um “verdadeiro longa manus” do presidente. Quer dizer: indicado por Temer como a pessoa de sua “estrita confiança” a quem Joesley deveria encaminhar as pendências da JBS no governo, Rocha Loures representa um prolongamento da mão do próprio presidente. Nessa versão da Procuradoria, as digitais que aparecem na mala são do preposto de Temer. Mas o dinheiro destinava-se ao próprio presidente – exatamente como informaram os delatores da JBS em seus depoimentos.

Temer pode espernear como quiser. Pode repetir que o áudio em que soou indicando Rocha Loures a Joesley foi editado. Pode afirmar que os delatores da JBS foram tratados a pão de ló por Janot. Pode insistir na tese de que o ministro Edson Fachin, que mandou prender Rocha Loures, não é o juiz natural do caso. Mas nada vai apagar a impressão de que falta alguma coisa à reação oficial. Há no discurso do governo como um todo e nas palavras do presidente em particular um déficit de indignação.

Ao referir-se a Rocha Loures numa entrevista com pessoa “de boa índole, de muito boa índole”, Temer abusou da paciência da plateia. Ao sustentar noutra entrevista que o ex-assessor, não é senão “vítima de uma armação”, o presidente ofendeu a inteligência alheia. É como se a autoridade máxima da República pedisse ao brasileiro para fazer o papel de bobo. É como se rogasse aos patrícios que, pelo bem da nação, fingissem não notar a fragilidade do presidente.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

5ª SINFONIA DE BEETHOVEN

No dia de hoje, 5 de junho, o genial artista Oswaldinho do Acordeon, nascido em Duque de Caxias-RJ e radicado em São Paulo, completa 63 anos.

Vamos ouvi-lo interpretando  a 5ª Sinfonia de Beethoven. 

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Oswaldinho do Acordeon: um sanfoneiro da bixiga lixa

5 junho 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

5 junho 2017 MARY ZAIDAN

DIRETAS-JÁ MERECEM RESPEITO

Ulisses Guimarães, Praça da Sé, São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, durante o movimento Diretas Já

Por ignorância, esperteza ou má-fé, tem-se atribuído à eleição direta para presidente o status de elixir infalível, capaz de purgar todos os males que se abateram sobre o país. E, em um lastimável arremedo da História, acrescenta-se a ela o advérbio já, o mesmo usado em 1983-84, quando o Brasil lutava para emergir de duas décadas de ditadura.

Comparar os dias de hoje com aqueles é um acinte. Inadmissível até para os mais jovens, que não vivenciaram os limites e os horrores dos tempos de exceção. Quanto mais para os que combateram o regime que extirpou milhares da vida nacional, torturou e matou. Que impedia ir, vir, reunir, escrever, falar, cantar, atuar, pensar.

Longe de ser um movimento para beneficiar candidaturas de um ou outro, as diretas-já de 1983-84 pressupunham retomar direitos usurpados pelos militares. O que unia diferentes ideologias era a derrubada do regime. E, ao contrário da Rússia ou de Cuba, e das metralhadoras de José Dirceu e Dilma Rousseff, mirava-se a democracia – e a arma era o voto.

Ainda que seja um dos maiores instrumentos da expressão popular, o voto direto por si só não garante a democracia. Muito menos a liberdade e os direitos do cidadão. A vizinha Venezuela que o diga.

Desde Hugo Chávez sufoca-se qualquer um que discorde do mandatário. Criam-se distritos, juntas e leis eleitorais ao bel-prazer do presidente, convocam-se eleições a qualquer hora, muda-se a Constituição.

Ou seja: a urna tem pouca ou valia alguma se servir a casuísmos de eternos donos do poder, populistas e ditadores que nela se escoram para referendar seus desmandos.

Por aqui, as eventuais mudanças constitucionais de ocasião serviriam a propósitos igualmente duvidosos, abrindo precedentes perigosíssimos.

Em nome de se fazer o bem, como muitos creem, abrem-se janelas para o mal.

Se é urgente alterar a Constituição para resolver o pós-Temer – evento circunstancial, que duraria pouco mais de um ano se o presidente caísse hoje – quanta loucura bolivariana, fascista, de extremismos à direita e à esquerda não poderia ser feita amanhã, com respaldo em imediatismos?

Dirão alguns que o atual Congresso, com pelo menos um terço dos seus envolvidos em falcatruas, não teria legitimidade para escolher um presidente de forma indireta. Cabe a questão: e por que esses mesmos parlamentares seriam legítimos para aprovar uma emenda constitucional pelas diretas?

Agora, o tema diretas ganhou força pela fragilidade do presidente, abatido pela delação de Joesley Batista, o canalha, alcunha imposta pelo ex Lula em discurso no 6º Congresso Nacional do PT, que terminou ontem.

Aliás, Joesley conseguiu quase o impossível: ser igualmente odiado por Lula e Temer. E por todo o país, que considera excessivo o benefício que a ele foi concedido, rico, leve e solto. É o canalha que Lula mimou e a quem entregou R$ 12,8 bilhões de dinheiro dos brasileiros, via BNDES. E o carrasco de Temer, que estrangulou o presidente e o país.

Mesmo encurralado, Temer continua presidente, o que torna surrealista falar de eleições para sucedê-lo, sejam elas indiretas ou diretas.

Apresenta-se como um sobrevivente que tem conseguido, com aparelhos, manter a respiração. Perdeu fôlego no Congresso, mas não o suficiente para ser impedido, algo que pode vir – se vier – do TSE, que marcou para terça-feira, 6, o julgamento da ação do PSDB de cassação da chapa Dilma-Temer. Mas nada aponta que será condenado de imediato e, se for, que sairá rápido do Planalto, dadas as possibilidades de recursos.

Falar hoje em diretas-já avilta o movimento que enterrou a ditadura. Confunde as bolas. A não ser que os defensores da tese de eleições diretas para substituir Temer pretendam retirar o presidente à força. Aí, adeus democracia.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

LEANDRO – CHARGE ONLINE

5 junho 2017 REPORTAGEM

O QUADRILHÃO EM APUROS

A QUADRILHA VAI DANÇAR – Integrantes do “quadrilhão” serão denunciados até setembro pelo procurador-geral da República por crimes que podem chegar a oito anos de prisão. Entre os políticos que fazem parte da quadrilha estão: Mário Negromonte, Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha, João Vaccari, Lula e Antonio Palocci (da esq. para a dir.) 

Políticos apontados como principais chefes da “organização criminosa” incrustada dentro de três partidos – PT, PMDB e PP – devem sofrer um novo revés nas próximas semanas. Antes de deixar o cargo em 17 de setembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar a maior parte das denúncias contra os 23 integrantes do chamado “quadrilhão” da Operação Lava Jato. Serão denunciados políticos como o ex-presidente Lula e o ex-ministro Antonio Palocci, pelo PT, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) pelo PMDB do Senado, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pelo PMDB da Câmara, e o senador Benedito Lira (PP-AL) e o ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA) pelo PP. Janot vai apontar esses e outros políticos dos três partidos que sustentaram os governos petistas no poder como mentores de um esquema de arrecadação de dinheiro em estatais e órgãos do governo, em conluio com grandes empreiteiros de grandes obras públicas. A acusação contra eles será a de crime de organização criminosa, cuja pena varia de três a oito anos de cadeia.

De acordo com Janot, os políticos do PT, do PMDB do Senado e da Câmara e do PP formaram um grupo criminoso com o objetivo “de saquear os cofres públicos” beneficiando empresários amigos e financiando as atividades desses partidos. Para a PGR, existe “uma teia criminosa única”, mas com “núcleos políticos” diferentes neste “grupo criminoso”. As cúpulas dos partidos que compõem o “quadrilhão” montaram também um esquema de “enriquecimento ilícito com fim de beneficiar seus integrantes, bem como financiar campanhas eleitorais, a partir de desvios públicos de diversas empresas estatais”, segundo Janot.

O procurador-geral narrou em documentos que integram os quatro inquéritos do “quadrilhão” que, inicialmente, “alguns membros do PP, PMDB e PT, utilizando as siglas partidárias, dividindo entre si, por exemplo, as diretorias de Abastecimento, Serviços e Internacional de Petrobras” para a arrecadação das propinas. “Como visto, a indicação de determinadas pessoas para importantes postos chaves do ente público, por membros dos partidos, era essencial para implementação do projeto criminoso.”

Entretanto, os crimes se arrastaram para outros órgãos do Estado. “Os elementos de informação que compõem o presente inquérito modularam um desenho de um grupo criminoso organizado único, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura com vínculos horizontais”.

Parte do raciocínio do procurador-geral da República sobre o chamado “quadrilhão” está na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Lula pela posse do triplex, no Guarujá. Nela, os procuradores narram fatos de um governo regido por propinas, a chamada “propinocracia”, para contextualizar a acusação de que o petista ganhou um apartamento e a armazenagem de bens da empreiteira OAS em troca dos favores que concedeu à empresa de Léo Pinheiro. Lula não foi denunciado pelo crime de organização criminosa exatamente porque essa parte faz parte da denúncia do “quadrilhão” e é tratada no Supremo Tribunal Federal.

A divisão do butim

Para o Ministério Público, está claro que os três partidos comandavam o esquema de arrecadação de dinheiro usando dois vértices comuns no relacionamento com os empreiteiros. O primeiro eram altos funcionários públicos, muitos deles indicados para postos-chave pelos partidos. No entanto, essas indicações de diretores à cargos na Petrobrás eram condicionadas ao pagamentos de propinas para os políticos e suas campanhas eleitorais, por meio de caixa dois ou de doações registradas oficialmente. Na Petrobras, por exemplo, o PT tinha o controle da Diretoria de Serviços, comandada por Renato Duque. O PMDB, controlava a área Internacional, que ficou a cargo de Nestor Cerveró e Jorge Zelada. E o PP, comandava o setor de Abastecimento dirigido por Paulo Roberto Costa.

Esses dirigentes recebiam dinheiro das empresas fornecedoras e partilhavam o “butim” com os políticos. Para isso, se utilizavam do segundo vértice, os operadores da lavagem de dinheiro. Doleiros, lobistas e até tesoureiros dos partidos eram usados em esquemas complexos de repasse de dinheiro em espécie, ou na forma de depósitos no exterior, até chegarem às mãos dos políticos. No PT, quem exercia esse papel era o ex-tesoureiro João Vaccari, que já acumula condenações que superam os 33 anos de prisão. No PP, o principal arrecadador era o doleiro Alberto Youssef , que só está em casa porque fez acordo de colaboração premiada. No PMDB, esse papel era feito pelos lobistas Fernando Soares, Milton Lyra e Jorge Luz, que repassavam o dinheiro para os senadores e deputados peemedebistas.

Transcrito da revista IstoÉ

5 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

EMPATIA

Empatia é a capacidade psicológica de tentar compreender sentimentos e emoções alheias. Uma característica forte de quem sente empatia é a competência de se colocar no lugar do outro, principalmente, quando vivencia acontecimentos dificultosos. Ela está intimamente ligada ao altruísmo, amor e interesse pelo próximo, e a vontade de ajudar e agir seguindo princípios morais.

A empatia é diferente da simpatia. A simpatia é comumente confundida com carisma. As pessoas dizem que alguém é simpático quando tem uma aparência agradável, sabe se comunicar e possui um belo sorriso. Ser simpático é uma forma de se relacionar com o próximo. É uma capacidade que está ligada ao encontro, ao primeiro momento, um nível inicial de percebermos os sentimentos de outros indivíduos. Empatia não é uma emoção, por conseguinte, não se pode “sentir empatia” – uma formulação encontrada inadequadamente em vários artigos sobre o assunto. Ela é uma habilidade socioemocional de reconhecer, compreender e reproduzir emoções de outrem.

Encontrei um exemplo de empatia pesquisando o maravilhoso universo do repente. Certa vez, cantava Valdir Teles e João Paraibano (1952 – 2014) quando um cego entrou no recinto da cantoria. Valdir Teles, imediatamente, fez uma sextilha perfeita:

“Eu não critico nem cego
Que vive a perambular;
Posso perder minha vista
E a dele recuperar;
Eu ir para o lugar dele
E ele vir pra o meu lugar.”

5 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

5 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM AMIGO MUITO QUERIDO

A manchete abaixo foi publicada no Jornal do Commercio, daqui no Recife, na última sexta-feira, dia 2 de junho.

Clique nela para ler a notícia:

Médico pernambucano é convidado para casamento de israelense salva por ele há 13 anos

O médico é o meu querido amigo João Veiga, um cabra que mora na minha estima.

No mesmo dia em que a notícia foi publicada, liguei pra ele e disse da profunda emoção que senti quando li a matéria.

Na conversa pelo telefone, ele resumiu rapidamente as corajosas atitudes que tomou naquele dia, rasgando o peito da paciente com muita rapidez e sem qualquer anestesia.

Pegou na mão o coração que já estava sem bater, colocou o dedo no buraco da bala e começou a fazer uma massagem sofregamente.

O esforço foi recompensado: o coração voltou a bater e a paciente voltou a viver!!!

A jovem turista estrangeira que ele ressuscitou num plantão médico há 13 anos, em pleno carnaval, convidou-o pra ir ao casamento dela em Israel.

E ele vai. Embarca na próxima quinta-feira, dia 8, pra atender ao convite.

Confesso que meus olhos marejaram e a emoção que senti me fez ganhar o dia.

João Veiga: um médico da porra!!!

Você é um cabra malassombrado da gôta serena, sujeito!

Orgulho da sua cidade de nascença, a sertaneja Tabira, e de todos nós pernambucanos.

Faça uma boa viagem, tenha um feliz regresso e dê um abraço na noiva em nome de toda a comunidade fubânica.

Para fechar esta postagem:

No mês de fevereiro de 2013, Veiga teve uma mensagem publicada na seção de cartas do JBF, na qual eu teci alguns comentários.

Clique aqui para ler.

E em setembro de 2011, publiquei uma crônica com o título de Meu Amigo João Veiga.

Clique aqui para ler.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)


http://www.forroboxote.com.br/
TEMPO AMARELO

As fotografias, em preto e branco, estão perdidas num álbum antigo, empoeirado e guardado no fundo de uma gaveta poucas vezes aberta. Agora, tudo se dá no momento, na ponta dos dedos, no diafragma automático, exposição definida e programada pela própria máquina. A tecnologia se encarrega de buscar a luz adequada, o ângulo perfeito, o bom enquadramento. Se, apesar de tudo, não ficar bom, corrige-se depois: técnicas há para isto. O digital esqueceu o papel e a arte se escondeu no progresso técnico. Restou, apenas, a visão obturada de papéis amarelados pelo tempo, com vincos de saudade, riscados de ontem. Já não mais há revelações. Foram-se a luz e a velocidade deixando quimeras, utopias e delírios em close-up.

5 junho 2017 FULEIRAGEM

RLIPPI – CHARGE ONLINE

NAVEGANDO NOS RIOS BANÂNICOS

Comentário sobre a postagem BYE BYE BRASIL

Leo Cavinati:

“Boa ideia, meu caro!

Mormente se você for morar num barco fora da Mãe Gentil, Pátria amada Brasil.

Fiz isto certa vez aqui mesmo na terra Brasilis e desisti bem depressinha porque logo na saída fui assaltado por piratas na foz do rio Ivaí, quando navegava pelo lindo Rio Paraná.

Desisti quando, no terceiro assalto, me levaram até a “canoa”.

Foi quando abandonei definitivamente a vida de navegante e voltei pra terra firme onde estou até hoje sem chances de voltar a navegar.”

5 junho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
TRIBUTO AO REPUBLICANO CLINT EASTWOOD

O Republicano Clint Eastwood, eleitor e torcedor número um do CACHORRO LOUCO, Donald Trump, já afirmou em discurso de campanha em prol do presidente eleito que será muito melhor do que Ronald Reagan, quando disse que as pessoas estão ficando “Cansadas do politicamente correto, que fala para agradar. a geração em que estamos agora é um saco”. Clint Eastwood não morreu. Continua vivo como nunca. Esse tem sido o desejo de muita gente do Partido Democrata norte-americano, desde que o ator/diretor, aos 86 anos, fez um ato na Convenção Republicana, utilizando de seus dotes artísticos para conversar com uma CADEIRA VAZIA que representava o péssimo presidente, o negão Barack Obama. A cena foi tão espetacular que o Republicano foi aplaudido de pé.

Como bom ator, foi uma cena extraordinária. Mas não podemos deixar que essa outra sua virtude como um excelente político também, ofusque o que o velho Clint fez e representa na carreira – não só para o cinema, mas para nós, quando ele comunga com a extinção – em território americano – dos terroristas muçulmanos; é contra os porcos fedorentos mexicanos que entram em seu país clandestinamente; é lamentável Clint não saber que na América do Sul, mas propriamente no Brasil, há uma SEITA, denominada de Putada Petralha que, politicamente deveria sofrer um extermínio por completo, ser aniquilada, sumida do mapa, por só pensar naquilo: ROUBAR!!!

Pois bem, o que interessa num artista é sua obra. O resto é perfumaria… É o Clint Eastwood ator que devemos relembrar: por mais amargurado e indômito que tenha sido nos westerns spaghetti que fez, cruel em determinados momentos, mas há sempre um tremendo humanismo, dignidade e caráter, uma busca desesperada por redenção. São lições que devemos tirar do velho herói, independentemente de um ou outro momento infeliz que possa ter protagonizado. Em que pese o Diego Marques ser um jornalista petralha e comedor de toco, puxa-saco de dizer basta do Lula e da Corja “incarnada”, isso não impede que seja um excelente crítico de cinema e um cinéfilo dedicado e profundo conhecedor dos filmes de faroestes, ao afirmar que: “Clint foi uma figura importantíssima no faroeste spaghetti, um dos gêneros mais cultuados do cinema. Foi a partir de sua parceria com o italiano Sergio Leone(Lee Van Cleef, também!!!), que o ator se tornou um ícone como o anti-herói do Velho Oeste. Clint personificou a figura amargurada e perigosa que marcou o olhar cínico e o contraponto do western tradicional, feito principalmente por John Ford”.

Sem sombra de dúvida, Clint Eastwood fez história a partir da década de 60 como uma das estrelas máximas de Hollywood, como ratificou a revista EMPIRE, que o colocou em segundo lugar no ranking dos 100 maiores astros de todos os tempos. Quem acompanha esta modalidade de cinema, sabe muito bem que, o convite que mudaria sua carreira veio em 1964. O cineasta italiano Sergio Leone convocou o ator para interpretar “O Homem Sem Nome” de Por Um Punhado de Dólares, filme que deu início não só à Trilogia dos Dólares, mas também a todo um gênero: o bang bang à italiana ou western spaghetti. Na sequência, Clint e Leone realizaram Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), ele desempenhando o papel de o BOM; Eli de o FEIO; e Cleef de o MAU.

Eis os principais filmes de Clint Eastwood na modalidade bang bang: 1965- Por uns Dólares a Mais; – 1966- Três Homens em Conflito (O MELHOR DE TODOS ELES); – 1966- Por um Punhado de Dólares; – 1968- A Marca da Forca; – 1970- Os Abutres têm Fome; – 1973- O Estranho Sem Nome; – 1976- Josey Wales, o Fora-da-Lei; – 1985 O Cavaleiro Solitário; – 1992- Os Imperdoáveis (neste filme ele atuou tanto como ator quanto diretor e faturou 4 Oscar). Eastwood é certamente um dos maiores diretores de cinema em atividade. Toda sua obra está composta em cerca de 90 películas. Tanto como ator quanto diretor.

Um detalhe impressionante na carreira desse astro é que, mesmo marcado pelo jeito durão em que aparece em seus filmes, Clint nunca conquistou a ANTIPATIA das pessoas e, com o tempo, foi provando que também era um sujeito de sensibilidade artística única. Em 1992, dirigiu Os Imperdoáveis, que é considerado por muitos como o último grande faroeste, sendo a despedida com chave de ouro do gênero que o consagrou. A produção conquistou quatro prêmios Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme. Clint é sempre um machão. Homem duro, de poucas palavras. Seus personagens são briguentos, geralmente mulherengos, intransigentes com o que eles consideram errado e muitas vezes atormentados por algum trauma do passado.

Por fim, há de se registrar que, ele foi eleito prefeito da cidade de CARMEL, em 1986, na Califórnia, e foi convidado para ser mais ativo dentro do partido Republicano, mas preferiu não dar seguimento à carreira política, para a felicidade da sétima arte. Hoje, aos 87 anos, o Diretor Clint Eastwood, EX-PREFEITO republicano de sua cidade natal, está atualmente dirigindo o filme “Sully”, que será estrelado por TOM HANKS e chegará aos cinemas brasileiros ainda este ano.


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