7 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

FLATULÊNCIAS DE TRUMP

WASHINGTON – Uma denúncia que poderá justificar um eventual pedido de Impeachment foi revelada na manhã de hoje pela CNN e tem assustado o presidente Donald Trump.

Segundo um relatório divulgado por agências especializadas em promover estudos sobre o aquecimento global, Donald Trump, que esta semana retirou os Estados Unidos do chamado Acordo de Paris, solta constantes flatulências, o que tem contribuído para a emissão de CO2 na atmosfera e, por conseguinte, colaborado para que o planeta continue em constante aquecimento.

“ISSO EVIDENCIA QUE A POSIÇÃO DE TRUMP, SEGUNDO A QUAL O AQUECIMENTO GLOBAL NÃO EXISTE, É MOTIVADA POR INTERESSES PESSOAIS, ALGO INADMISSÍVEL PARA UM CHEFE DE ESTADO”, AFIRMOU UM ÂNCORA DA CNN.

A denúncia foi encaminhada para uma comissão de senadores democratas, que se comprometeram a estudar os documentos e tomar providências pertinentes.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

7 junho 2017 DEU NO JORNAL

UM DEFENSOR À ALTURA DO DEFENDIDO

Cristiano Zanin, advogado de Lula, afirmou que foi surpreendido com a inclusão dos vídeos da delação da Odebrecht nos autos do processo do terreno do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.

O TRF-4 determinou, assim, que Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar fossem ouvidos outra vez.

De acordo com Sérgio Moro, no entanto, Zanin pode ter mentido:

“Apesar da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva não ter aberto a intimação eletrônica, consta, nos registros eletrônicos, que o advogado Cristiano Zanin Martins acessou o processo e ainda especificamente os depoimentos extrajudiciais de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e de Emílio Alves Odebrecht ainda em 31/05/2017, por diversas vezes, e novamente, por diversas vezes, no dia 01/06/2017.

“Assim, salvo melhor explicação por parte da Defesa, não aparenta corresponder à realidade a afirmação do advogado Cristiano Zanin Martins de que foi surpreendido na audiência de 05/06/2017, já que os registros eletrônicos do sistema informam que teve acesso à prova com relativa antecedência, em 31/05/2017 e 01/06/2017. Salvo melhor explicação, os fatos afirmados na impetração pelos advogados, de que a Defesa teria sido surpreendida em 05/06/2017, não são lamentavelmente verdadeiros.”

Que feio.

* * *

Se o constituinte é mentiroso contumaz, é natural que a defesa dele procure também o caminho da inverdade.

Uma coisa lógica e irretorquível.

Todavia, o dotô que defende o proprietário do PT pode ficar tranquilo quanto a esta pajaraca sem cuspe que o Juiz Sérgio Moro enfiou no furico dele.

O petista fubânico Justificador Incansável, que é Bacharel em Ciências dos Direitos Lulíferos, vai explicar tudinho, tim-tim por tim-tim.

E provar que toda esta fofoca não passa de perseguição da grande mídia golpista e reacionária.

“Eu não minto. Eu apenas conto verdades que nunca aconteceram. Afinal, sou advogado de Lula”

7 junho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

DILMA E TEMER SÓ SERÃO SALVOS PELA MORTE DA JUSTIÇA ELEITORAL

A chapa vitoriosa em 2014 só escapará do castigo se a maioria dos ministros do TSE mandar às favas à lei e submeter a Justiça aos interesses dos réus

Os brasileiros saberão nesta semana se o Tribunal Superior Eleitoral ouve exclusivamente o que diz a lei ou também ouve os sussurros de quem acha que a Justiça deve subordinar-se ao quadro político e econômico que aflige o Brasil. A resposta será dada pelos sete ministros que, a partir desta terça-feira, escreverão o epílogo do julgamento da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014, acusada de abuso de poder político e econômico na campanha presidencial.

Essa dupla não teria quaisquer chances de salvação se os julgadores se ativessem apenas a critérios jurídicos – e, na hora de votar, não fechassem os olhos à montanha de provas que incriminam a dobradinha que fez o diabo para ganhar a eleição. Os fatos berram que os dois parceiros foram financiados por dinheiro sujo. Ambos sempre souberam de onde vinha a enxurrada de doações multimilionárias, ambos sempre desfrutaram sem remorso das relações promíscuas entre larápios com foro privilegiado, figurões do Executivo e bandidos de estimação premiados com o segredo do cofre do BNDES. .

Dilma já é carta fora do baralho: caso preserve os direitos políticos e se atreva a disputar uma vaga no Senado, será aposentada com humilhação, e definitivamente, pelas urnas de 2018. O protagonista da novela em curso no TSE é Temer. Se o julgamento não for interrompido por outro pedido de vista, formulado por algum cúmplice desprovido do sentimento da vergonha, Temer só escapará do castigo se a maioria dos ministros mandar às favas à legislação eleitoral e agarrar-se à falácia segundo a qual o mundo político e a política econômica não sobreviverão a mais uma troca de guarda no Planalto.

Nessa hipótese, o Tribunal Superior Eleitoral se transformará em mais uma corte reduzida a puxadinho dos podres poderes, habitado por juízes sem juízo e, por isso mesmo, prontos para submeter-se aos interesses de empresários com medo de falência ou pais da pátria com medo de cadeia. Nem por isso a esperança estará revogada. Os que sonham com a rendição do Brasil decente primeiro precisam conseguir a capitulação da República de Curitiba. É tarde demais para paralisar a Lava Jato personificada não por Rodrigo Janot, mas por Sérgio Moro.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

7 junho 2017 DEU NO JORNAL

PRISIDENTES NOS ARES BANÂNICOS

* * *

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota nesta quarta-feira (7) na qual afirma que, em janeiro de 2011, o presidente Michel Temer, à época vice-presidente da República, utilizou um avião particular para levar a família de São Paulo a Comandatuba, na Bahia.

De acordo com a nota, Temer não pagou pelo serviço e não sabia a quem o avião pertencia.

* * *

Conforme apurou o Departamento de Inverdades do JBF, o Manual de Cerimonial Aéreo da Presidência da República estabelece que o prisidente deve sempre dizer que não sabe quem era o dono do avião no qual pegou carona.

Seja o dono do avião Eike Batista, seja o dono do avião Joesley Também Batista, ou seja o dono do avião qualquer outro Corruptor Ativo.

“Não sei e não interessa ao distinto público saber quem é o dono”, é esta a resposta recomendada pelo Manual.

E fim de papo.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

7 junho 2017 JORGE OLIVEIRA

MAIS UMA MARIONETE NAS MÃOS DE LULA

Lula é um sujeito previsível. Os seus passos só não são conhecidos por seus fanáticos que não enxergam os seus truques fisiológicos para permanecer no poder a todo custo. Depois de mentir para o juiz Sérgio Moro e jurar de pés juntos que não tem nenhuma influência no PT, eis que aparece em Brasília erguendo a mão de Gleisi, eleita presidente do seu partido, para quem ele cabalou votos. É a segunda mulher que Lula patrocina a eleição e vira cabo eleitoral para continuar manipulando os bastidores da política.

Dessa vez, Lula terá ao seu dispor mais de 100 milhões do fundo partidário (em 2016 foram 98 milhões, segundo o TSE) para começar a sua campanha presidencial, já que, se não for condenado, não contará mais com a boa vontade dos empresários amigos e dos diretores das empresas estatais que roubavam dos cofres públicos para patrocinar as campanhas do PT.

A Gleisi é ré na Lava Jato e o seu destino é incerto daqui para frente se realmente se deixar levar pela conversa de camelô do seu chefe, a exemplo do que ocorreu com os ex-tesoureiros do PT e o José Genoino, ex-presidente, que cumpriu pena por desvio de recursos do partido.

Para disfarçar o autoritarismo e dar um ar democrático a eleição, Lula indicou para disputar a presidência do partido dois aliados: Gleisi e Lindbergh. Um tal de José de Oliveira se vestiu de laranja, mas não teve um voto sequer. Qualquer um dos dois que ganhasse ele estaria bem servido. Mas a Gleisi, na verdade, tinha sua preferência. A exemplo do que aconteceu com a desqualificada Dilma, que levou o país ao caos econômico e ético, Lula agora tem outra mulher para fazer o papel de fantoche. O pretexto é o mesmo: abrir espaço político para as mulheres como se as verdadeiras mulheres necessitassem de um empurrãozinho para sobreviver na política ou em qualquer outra atividade.

Agora vigiado pelos investigadores da Lava Jato, Lula não pode movimentar nem a conta que a JBS mantém à sua disposição e da Dilma no exterior. Precisava, portanto, de uma fonte de renda para usar com gastos pessoais e da campanha dele e de seus comparsas petistas, já que a redução no número de prefeituras em 2016 reduziu o dízimo dos cargos comissionados. Assim, ele escalou a senadora Gleisi que, além de militante, é fanática da seita lulista, com quem ele pode contar incondicionalmente para manipular o dinheiro do fundo partidário.

Praticamente não houve disputa. Escaldados, petistas de outras tendências preferiram não apresentar candidatos. Não quiseram participar do joguete de Lula e acabar na cadeia ou condenados como foram Zé Dirceu, João Vaccari Neto, Genoíno, Delúbio Soares e tantos outros que abriram os cofres para Luiz Inácio da Silva. Pela primeira vez dentro do PT não houve disputa acirrada dos núcleos para chegar à presidência do partido. Ninguém quer ir para a cadeia para satisfazer a ganância e a ambição desenfreada do chefe Lula.

A estratégia de Lula – previsível, mais uma vez – era ter um candidato que não morasse em São Paulo. E isso aconteceu. Gleisi é do Paraná e mora em Brasília com o marido Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e da Comunicação que já amargou uns dias de cadeia por corrupção. Assim, a presidência do partido será representada por uma pessoa de confiança de Lula que assumirá toda parte administrativa do partido. Gleisi, coitada!, só vai assinar papel como aconteceu com Dilma impedida de governar pelas mãos ferro de seu protetor.

Depois de homenagear no congresso os presidiários Zé Dirceu e João Vaccari Neto, o fundamentalista Rui Falcão deixou a presidência do partido e o abacaxi nas mãos de Gleisi. A senadora inicia o mandato tendo que responder a processo da Lava Jato. Ela também é líder do PT no Senado e ré juntamente com o marido Paulo Bernardo. O ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR que acusava os dois de terem recebido ilegalmente 1 milhão de reais para sua campanha ao Senado em 2010. Eles respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Não se pode aqui achar que Gleisi Hoffmann é ingênua politicamente. Senadora ativa, bem articulada, ex-ministra da Casa Civil de Dilma, várias vezes candidata derrotada em seu estado, ela se vê de uma hora para outra guindada por Lula aos principais cargos importantes do PT. Mas acontece que cego quando vê muita esmola desconfia.

Será que a senadora não desconfia de nada? Será que a cúpula petista tão afoita em disputa iria abrir mão da presidência de um partido que administra mais de 100 milhões reais se alguma trama não tivesse por trás de tudo isso? Senadora, cuidado para não antecipar o seu recolhimento ao presídio da Papuda só para atender a fúria incontrolável de poder do seu chefe.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

7 junho 2017 JOSIAS DE SOUZA

TSE NÃO PODE IGNORAR A FOME DE LIMPEZA NO AR

7 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

CHEGOU SÃO JOÃO

Já começaram os festejos juninos na Nação Nordestina!

Marinês e Sua Gente alegram o forró fubânico cantando uma música junina da autoria de Zé Dantas e Joaquim Lima.

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7 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

7 junho 2017 DEU NO JORNAL

NINGUÉM ROUBA A POLE DE LULA

Eliziário Goulart Rocha

A retomada do julgamento da chapa pelo TSE coloca na berlinda Michel Temer e – mas quem se importa com ela a esta alturas – Dilma Rousseff. Aécio Neves está todo enrolado e Sérgio Cabral se tornou réu em dez processos da Lava Jato, um recorde impressionante. Fora outros figurões engaiolados ou à espera das algemas.

Mesmo com tanta fartura, o primeiro posto já tem dono. Da mesma forma que ninguém tirava a pole position de Ayrton Senna da Silva, o menino sem medo que nos acordava mais cedo aos domingos e enchia de orgulho todos os “da Silva” deste país, ninguém tira de Luiz Inácio Lula da Silva, o menino sem vergonha que nos faz ter pesadelos e desonra o mais brasileiro dos sobrenomes, a pole position na fila de embarque formada por passageiros do camburão.

Somente quem finge que nada sabe ainda acredita no homem que finge que nada sabe. A cegueira ideológica espanta, sobretudo, por assaltar mentes grisalhas com diploma universitário, pós-graduação, doutorado e MBA. Para essa gente, os dólares subtraídos aos cofres públicos pelo corrupto de estimação do vizinho parecem sempre mais verdes do que os surrupiados por seu próprio corrupto de estimação. Jamais irão aceitar o fato de que de Paulo Maluf, uma espécie de decano brasileiro das malfeitorias com dinheiro público, a Lula, dono da camisa 10 e capitão da seleção nacional dos colecionadores de pixulecos, corrupto é corrupto. Aliás, no cenário atual, Maluf pode sonhar, no máximo, com uma vaga na Segundona da safadeza.

Adotar um corrupto implica responsabilidades. Significa, por exemplo, ter de alimentá-lo o tempo todo e protegê-lo com amor paternal do permanente risco de colisões com o Código Penal. Mas os seguidores da viva alma muito viva não querem saber dessas miudezas. Ao contrário do que ocorre em jogos de adolescentes ou marmanjos desmiolados de qualquer idade, seguem tentando provar que “o seu é maior do que o meu”.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

AMNÉSIA VIGARISTA

Lula não consegue lembrar nem o nome dos velhos amigos engaiolados pela Lava Jato

“Eu não era um desconhecido do Lula, como ele afirmou que não tinha relação comigo. Eu vivia no Palácio do Planalto, e participava de pelo menos duas reuniões por mês do Conselho Político, com todos os presidentes dos partidos”.

Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP de Pernambuco, condenado no julgamento do Mensalão e preso desde 2015 pela Lava Jato, ao mostrar durante o depoimento a Sérgio Moro fotos ao lado do ex-presidente cuja memória diminui sempre que o prontuário aumenta mais um pouco com a descoberta de outra bandalheira.

Lula, José Dirceu e Pedro Corrêa

7 junho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

IOLANDA & ZÉDANTAS, A PARCERIA DO BEM-QUERER

Iolanda Dantas – 86 anos

Nestas festas do juninas de 2017, a musa maior do compositor José de Souza Dantas Filho (1921-1962) não se encontra entre nós; partiu para a eternidade em dois de janeiro passado aos 86 anos no Rio de Janeiro.

Dona Iolanda Dantas é hoje mais uma estrela que brilha em nosso céu. Foi ela a musa e inspiração maior do Zedantas, como gostava de ser chamado o mais importante parceiro da trajetória musical de Luiz Gonzaga do Nascimento (1912-1989).

Para Dona Iolanda o Zedantas apaixonado escreveu Letra I (1953); Vem morena; Sabiá e uma tantos outros sucessos que marcaram as nossas festas juninas.

Dona Iolanda morreu aos 86 anos, numa segunda-feira, 2 de janeiro de 2017, no Rio de Janeiro, onde encontrava-se internada numa clínica médica da Tijuca, tendo o seu corpo sido cremada e suas cinzas transportadas para o Recife onde se encontram junto aos restos mortais de seu grande amor: José de Souza Dantas Filho, o nosso Zedantas poeta maior do nosso cancioneiro regional.

Segundo a bibliotecária Lúcia Gaspar, da Fundação Joaquim Nabuco José de Souza Dantas Filho, conhecido como Zé Dantas ou Zedantas, como costumava assinar, nasceu no município de Carnaíba de Flores, Sertão do Alto Pajeú de Pernambuco, no dia 27 de fevereiro de 1921.

Ainda criança, mudou-se para o Recife para estudar e tornar-se médico, como queriam seus pais, pertencentes à burguesia rural nordestina. Foi aluno dos colégios Nóbrega, Americano Batista e Marista.

Em 1938, aos 17 anos, já compunha xotes, baiões e toadas, chegando a publicar alguns na Revista Formação, editada pelo Colégio Americano Batista.

Segundo depoimento do folclorista Mário Souto Maior, seu colega no Marista, Zedantas vivia batucando numa caixa de fósforos e criando músicas de improviso, pelos corredores do Colégio.

Durante a época em que era estudante de Medicina, para desespero do seu pai, tornou-se um boêmio. Passava noites em bares dos subúrbios da cidade, fazendo versos, cantando e desenvolvendo sua criatividade musical.

Em 1947, quando ainda estudava Medicina, já com certa fama de artista “improvisador” e compositor no meio universitário recifense, descobriu que o cantor e compositor Luiz Gonzaga, de quem era grande admirador, estava no Recife, hospedado no Grande Hotel.

Conseguiu entregar-lhe algumas composições suas, entre as quais era provável que estivessem Vem morena e Forró do Mané Vito, que foram gravadas por ele em 1949; A volta da asa branca e Acauã, gravadas respectivamente em 1950 e 1952.

Em dezembro de 1949, formou-se em Medicina, pela então Universidade do Recife. No ano seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, então a capital da República, para fazer residência médica em obstetrícia. Trabalhou no Hospital do IPASE, onde chegou a ser Vice-Diretor da Maternidade; atendia em seu consultório, como ginecologista, mas continuou investindo na sua carreira de compositor. Foi, ainda, diretor do programa O Rei do Baião, da Rádio Nacional e do Departamento Folclórico da Rádio Mayrink Veiga.

Casado com Iolanda Simões, em 26 de junho de 1954, a quem dedicou o baião “Letra I”, Zé Dantas foi pai de Sandra, Mônica e Zé Dantas Neto, merecendo essas recordações.

Zé Dantas era um homem maravilhoso, pai carinhoso e amigo dos seus amigos. (…) Todos sentimos muito orgulho dele e hoje, sua neta Marina Elali revive sua obra, cantando baiões do vovô Zé Dantas – com destaque para Sabiá; O Xote das Meninas.

Falecendo aos 41 anos, em onze de março de 1962, coube a sua mulher, Iolanda Dantas, educar os três filhos e se transformar na sentinela e guardiã de sua obra.

Assim eu a conheci, na luta em favor da preservação da memória de Zé Dantas, ainda dos anos de 1986, quando da edição do livro de Sinval Sá, O Sanfoneiro do Riacho da Brígida, que surgira em 6ª edição, “numa edição gorda”, segundo ironizava o próprio Luiz Gonzaga, trazendo o Cancioneiro de Zé Dantas, dentro da Coleção Pernambucana – 2ª Fase, com estudo introdutório de minha autoria.

Por essa época Dona Iolanda estava formando o seu filho, José de Souza Dantas Neto, em Medicina, pela Universidade do Rio de Janeiro, e a mim coube mandar apertar o anel de formatura, que pertencera ao próprio Zé Dantas, tarefa por mim confiada ao ourives Olegário Barreto, que tinha sua oficina na Rua da Concórdia.

O tempo passou, a amizade foi crescendo, era Iolanda irmã de meu amigo Manuel Simões, quando chega às minha mãos os originais de Mundicarmo Ferretti, com o título: “Na batida do zabumba, no balanço do forró”.

Com o consentimento de sua autora, optamos por um novo título “Baião dos dois – A música de Zedantas e Luiz Gonzaga no seu contexto de produção e sua atualização na década de 70”, que veio ser lançado com prefácio de minha autoria em 1988, pela Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco.

Nas nossas longas conversas tudo girava em torno do “Zé”, como se referia ela ao seu grande amor.

Passei a ser um dos vigilantes da sua memória, sempre chamando a atenção daqueles que teimavam em omitir o nome de Zé Dantas de suas interpretações, para isso sempre contando com o apoio dos amigos Toinho Alves e Marcelo Melo, do Quinteto Violado, e do próprio Luiz Gonzaga, que veio relançar o LP gravado em 1959 e relançado em 1970, Luiz Gonzaga canta seus sucessos com Zedantas, seguindo-se em 1962 da composição de Antônio Barros, Homenagem a Zé.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

7 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CONTINUA TUDO DO MESMO JEITO…

Esta fato assucedeu-se no ano de 1989. Já lá se vão 28 anos.

Uma turma de jovens da minha cidade inventou de fundar o Grupo de Arte Popular dos Palmares para se dedicar ao teatro.

Naquele tempo eu morava em Brasília e eles entraram em contato comigo, me pedindo que criasse um texto para marcar a estreia do grupo.

Rapidinho eu escrevi uma comédia em um ato, intitulada Peibufo, Etc. e Coisa e Tal.

O título foi inspirado num verso do livro “Zé Limeira – O Poeta do Absurdo”, uma obra-prima do meu querido amigo Orlando Tejo.

Esta peça foi levada ao palco em Palmares, Recife, Belo Horizonte e Brasília-DF, sempre com casa cheia e muito sucesso.

Tinha dança e música ao vivo, e a encenação terminava com um pastoril profano que envolvia e plateia e fazia o público vibrar

Foi uma grande alegria, pra mim e pro grupo de jovens palmarenses.

Resumidamente, a peça contava a história de uma moça que saiu da roça e foi trabalhar num puteiro em Palmares. Virou rapariga. Acontece que pra sua família ela mandou dizer que era funcionária pública, que trabalhava pro governo.

Um dia, ela recebe um telegrama que explode como uma bomba no bordel onde ela cumpria seu expediente.

O telegrama era do pai da moça avisando que vinha visitá-la e que gostaria de ter o prazer de conhecer a repartição onde ela trabalhava.

Imediatamente, pra enganar o velho, as putas inventaram de transformar a zona numa repartição do governo federal, com Maria Uleiro, a dona do estabelecimento, se transformando no Presidente Sarney, de bigode e tudo, levando o público às gargalhadas.

O enredo todo era repleto de trocadilhos e situações dúbias. Enfim, uma comédia que agradou imensamente ao distinto público.

Estou pensando em dar uns retoques no texto, atualizá-lo e levá-lo novamente à cena.

Só tô em dúvida sobre quem seria o personagem que iria dirigir a zona atualmente:

Lula, Dilma ou Temer?

Uma dúvida crudelíssima.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

7 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

HENRIQUE ALVES FOGE DA PENITENCIÁRIA

ALCAÇUZ – O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, PMDB-RN, preso na manhã de hoje por decisão proferida pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte, ganhou a liberdade no início da tarde ao escapar por um dos diversos túneis existentes naquela unidade prisional.

Conhecido em todo o país graças ao massacre de presos e pelas constantes fugas, Alcaçuz é localizado na cidade de Nísia Floresta, região metropolitana de Natal.

A transferência de Henrique para aquela unidade prisional se deu em razão de Habeas Corpus impetrado pela defesa do PMDBista, que alegou que ele estava sendo cerceado em sua liberdade de modo indevido, motivo pelo qual requereu sua transferência para Alcaçuz.

“COLOCAMOS ELE NA CELA, MAS NÃO DUROU MUITO TEMPO E ELE FUGIU POR UM TÚNEL”, DECLAROU UM AGENTE PENITENCIÁRIO.

Investigações preliminares constataram que o referido buraco foi construído pela OAS, empreiteira a que Henrique é acusado de ter envolvimento em esquemas de propina.

“O BURACO FOI FEITO SEM LICITAÇÃO, O QUE VAI CERTAMENTE DAR CAUSA A OUTRA INVESTIGAÇÃO”, DECLAROU O DELEGADO, QUE JÁ DIVULGOU RETRATO FALADO DO EX-MINISTRO, QUE SE ENCONTRA FORAGIDO ATÉ O PRESENTE MOMENTO.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

7 junho 2017 PERCIVAL PUGGINA

SANGUE E VIOLÊNCIA NO ESTADO DE DIREITO PETISTA

No dia 29 de maio passado, professores de Direito, parlamentares e lideranças petistas se reuniram no Seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção”. O magno evento foi uma promoção da Fundação Perseu Abramo, órgão de formação do Partido dos Trabalhadores. As imagens e trechos de vídeos que circulam na internet mostram um auditório formado por militantes partidários e uma direção onde, sob o comando da deputada Benedita da Silva, sucederam-se, entre outros, Gleisi Hoffmann, Roberto Requião, Carlos Zaratini, Claudio Fonteles e Flávio Dino.

Desse evento, multiplicaram-se nas redes sociais extratos das intervenções do senador Requião e da deputada Benedita, cujo teor dei-me o trabalho de degravar e transcrever.

Senador Roberto Requião:

(…) Passar horas acessando blogs de esquerda, combatendo com o que lemos, satisfazendo-nos e sentindo-nos vingados dos fascistas. Para quê? Para assomar a tribuna, qualquer tribuna e denunciar os descalabros e desmandos da Educação, da Saúde, o desmonte do SUS, deste ou de qualquer programa que o raio do governo Temer quer proporcionar o desmonte do país… e daí? Companheiros, amigos e amigas que comigo dividem o pão amargo do poder. Não faltaram palavras. Não faltou uma vírgula sequer nos discursos, em nossos artigos, em nossos debates. Dissemos tudo, uma, duas, mil vezes. O que, então, estamos esperando para cruzar o rio, para jogar a cartada decisiva de nossas vidas? Senhores e senhoras, universitários aqui presentes. Convençam-se. Não há mais espaço para a conversa e para os bons modos. (Aplausos delirantes e grito de ordem multifônico da plateia: “Se muda, se muda, imperialista! A América Latina será toda socialista!”.

Deputada Benedita da Silva:

“Quem sabe faz a hora e faz a luta. A gente sabe disso. E na minha Bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não haverá redenção. Com a luta e vamos à luta, com qualquer que sejam as nossas armas!” (Uivos de prazer do público que a aplaude de pé).

Tal episódio não aconteceu num grêmio estudantil, com adolescentes falando para adolescentes. Os oradores são membros do Congresso Nacional, a iniciativa, segundo o portal PT na Câmara, era da bancada de deputados federais do partido e a organização esteve a cargo do órgão de formação política da legenda que, até bem pouco, presidia a República. A partir daí tudo adquire gravidade muito maior.

Não se trata de cobrar ações judiciais porque a lei protege infinitamente os parlamentares em sua capacidade de falar besteiras. Trata-se, isto me parece que sim, de divulgar ao máximo tais vídeos e o teor das duas manifestações porque esse tipo de peixe ou morre pela boca ou cresce muito e come tudo à volta. O Brasil precisa saber o que, sob aplausos de seus militantes, vai na cabeça dos que saquearam o país, levaram-no ao caos, e agora pretendem voltar pelos piores modos, no dizer do senador Requião, ou mediante derramamento de sangue, nas palavras da deputada Benedita. Nos anos 60 do século passado, queriam o mesmo por iguais métodos.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

7 junho 2017 DEU NO JORNAL

UM PODER LEGISLATIVO BANÂNICO

Além do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, todos os seus antecessores nas últimas duas décadas viraram alvo da Lava Jato – os dois mais recentes (Eduardo Cunha e Henrique Alves) estão presos.

Aécio Neves foi denunciado e Michel Temer também será.

* * *

É para arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Não custa nada lembrar que, antes de se tornarem presidentes de um dos poderes da república, eles foram eleitos deputado federal pelo curral de antas dos seus estados.

Através do voto direto, livre e secreto.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

SUICÍDIOS COM O PUNHAL NAS COSTAS

Em Brasília, todos são gente do ramo, hábeis, espertíssimos. Mas…

1 – O PSDB voltou ao poder aliando-se a Temer. Porém, ao perder a eleição, processou os vitoriosos “só para encher o saco do PT”, como Aécio agora admitiu. Esta ação, revanche infanto-juvenil, se não derrubar Temer, o enfraquece. O PSDB encheu o saco do PT. E perde junto.

2 – A queda de Dilma se acelerou porque o PT queria vingar-se de Eduardo Cunha. Cunha avisou que, se o PT o deixasse em paz, ele não poria o impeachment em pauta. O PT pôs Cunha em julgamento, Cunha pôs Dilma em julgamento, deu no que deu: Cunha preso e Dilma fora.

3 – Hoje o grande problema de Temer é seu amigo Rocha Loures. Loures era suplente. Assumiu a deputança (e o foro especial) quando Temer nomeou o inacreditável Osmar Serraglio para ministro da Justiça. Serraglio não deu certo, Temer resolveu trocá-lo de Ministério, sem se dar ao trabalho de conversar com ele – justo Temer, sempre tão educado! Serraglio recusou a troca e reassumiu o mandato, deixando Loures sem foro especial. Temer podia ter mantido Loures na Câmara nomeando outro deputado do Paraná. Não o fez. Rocha Loures, sem foro, foi preso. E ele era da tchurma, sabe o que todos fizeram no verão passado. Numa delação, pode acelerar a queda de Temer e até mesmo ameaçar sua liberdade.

Quando a esperteza é muita, dizia Tancredo, vira bicho: come o esperto.

O PSDB

Aécio foi secretário de seu avô, Tancredo Neves, e teve a oportunidade de, bem jovem, acompanhar a costura política que destruiu por dentro o bloco governista e lhe permitiu derrotar Paulo Maluf. Tancredo jamais “encheu o saco” dos adversários. Mantinha com eles um diálogo urbano, que lhe permitiu, por exemplo, aceitar José Sarney como vice e com ele devolver o poder aos civis. Pensava-se que Aécio seria o herdeiro do talento de Tancredo. Quem imaginaria que herdasse apenas o sobrenome?

O PT

Apesar do bombardeio que vem sofrendo, e da derrota eleitoral em 2016, o PT lidera as pesquisas para 2018, com Lula. Então entra em campo, recém-saído da cadeia, aquele que Lula já chamou de “capitão do time”, José Dirceu, e propõe controles bolivarianos sobre quase tudo, mas em especial a imprensa. Em seguida, na mesma cerimônia petista, Benedita da Silva diz que só se pode reformar o país com derramamento de sangue. No Rio, que Benedita já governou, há muito derramamento de sangue. E, como mostrou Cabral, reformas não houve. Junte-se a corrupção a essas duas propostas e Lula, se puder concorrer, terá muito trabalho. Ainda mais precisando explicar por que disse que não conhecia vários delatores, esquecendo que esta é a época dos celulares: todos tinham fotos com ele.

Dinheiro sai

Derrotada a dinastia Sarney, o comunista Flávio Dino, PCdoB, assumiu o Governo com promessas de mudança. Já começou a mudar: em vez de pendurar o pessoal do Sarney nas tetas do Estado, está pendurando o seu.

O Procon do Maranhão tem 76 funcionários. O governador Flávio Dino nomeou, para chefiá-los, 347 novos chefes, todos sem concurso. São mais de quatro chefes por funcionário. Mas Dino tem um problema no Supremo: o ministro Alexandre de Moraes pede explicações sobre a violação da lei que criou o Procon, que exige o preenchimento dos cargos por concurso.

Dinheiro voa

Lembra de Carlos Gabas, ministro da Previdência de Dilma, que levava a chefe na garupa em passeios de moto? Não se preocupe com ele: já está bem empregado. Ganhou um cargo do senador Lindbergh Farias (PT-Rio) no gabinete da liderança da minoria. Salário (bruto): R$ 20.950 mensais. Lindbergh Farias foi também quem contratou Gilberto Carvalho, que foi ministro de Lula e Dilma. Gilbertinho ganha R$ 15.700. Nenhum dos dois precisará assinar o ponto ou comprovar presença. Você, caro leitor, paga.

Pra que dinheiro?

De acordo com o Tribunal de Contas da União, o prejuízo da Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas, foi de US$ 800 milhões. A refinaria era conhecida como Ruivinha, por estar inteirinha enferrujada.

Mas o maior prejuízo brasileiro em refinarias não foi culpa da Petrobras. Em 2006, por ordem do presidente Evo Morales, o Exército boliviano ocupou duas refinarias da Petrobras, e passou-as ao controle de La Paz. Foi uma ação sem reação, já que o Governo brasileiro silenciou sobre o caso. Mais tarde, a Bolívia decidiu pagar US$ 112 milhões pela “desapropriação” das duas refinarias, cujo valor estimado era de US$ 1 bilhão.

Mais um

Renato Duque, ex-diretor da Petrobras condenado a 40 anos de prisão pelo desvio de R$ 650 milhões, se ofereceu para ser delator. Sabe muito.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

A QUESTÃO É: XENOFOBIA OU A PROTEÇÃO DOS NOSSOS INOCENTES?

Vou falar o que penso, como sempre e acho que vou levar pancada de todos os lados, mas faz parte.

Não é xenofobia, é apenas uma constatação da realidade, dos tempos difíceis que vivemos. O terrorismo tem de ser duramente combatido. Guerra é guerra!

A questão aqui é mais ampla. Não é mais um atentado terrorista. Não é mais uma questão conflito cultural, é genocídio!

Nossa cultura está sendo atacada, nossas crianças estão sendo mortas. Outra vez os radicais islâmicos fazem vítimas no Ocidente. Outra vez o ocidente se cala, o ocidente busca nas ‘suas culpas’ a razão da loucura dos outros.

E a civilização ocidental treme ante a ação destes terroristas, bárbaros que massacram nossas crianças, matam nossos velhos e aterrorizam turistas e pessoas no seu cotidiano.

É impossível ficar quieto ante isto. Por óbvio vêm ideias xenófobas a nossa cabeça. Não sou xenófobo, não gosto de ideias xenofóbicas, mas o que fazer ante estas barbáries?

Os povos do Ocidente, a cultura ocidental não pode se culpar pelas ações dos terroristas muçulmanos ou de qualquer outro terrorista ou maluco. Temos que reagir e reagir fortemente.

O que fazer ante a inclemente destruição de nossa civilização? Civilização que está sendo dizimada por ação dos terroristas? Ficar inerte?

Não, não mesmo! Não venha me dizer que a culpa é do ocidente que interviu nas questões árabes, nas questões do oriente ou nas questões dos muçulmanos. Isto é bazófia! É mentira! Nós não temos culpa das questões internas deles. Nós não temos culpa da loucura deles, nem da loucura de qualquer tiranete ou suicida que surja mundo afora.

A civilização ocidental a custa de muito sacrifício, trabalho e também a ferro e fogo, evoluiu até chegar ao que é hoje. E agora alguns imbecis querem dizer que tudo é nossa culpa? A pobreza, a barbárie, a loucura, o fundamentalismo é nossa culpa?

O Islã é pacífico? Não, não é pacífico. Nenhuma religião é pacífica. O cristianismo não é pacífico, o budismo não é pacífico. Toda religião tem seus fanáticos, seus embates internos e externos. Observemos os conflitos sangrentos na origem das grandes religiões monoteístas. Judeus, Cristãos e Muçulmanos mataram-se entre si e uns aos outros por séculos.

As Cruzadas foram o estopim de anos de morte mútua (não há anjos ou inocentes nas Cruzadas, os dois lados buscavam glória e poder). A Inquisição, as Guerras dos Judeus, as Intifadas, violência, Deus, poder e sangue. Lado a lado. Faz parte da alma humana.

Nem o budismo é pacífico, um breve olhar nos conflitos do passado no oriente e veremos monges combatendo. A agressividade do Pastor que chuta a santa no culto é reflexo e reflete o animus dos fiéis.

Religiosidade sempre atraiu fanáticos e o fanatismo trucida a razão e qualquer traço de humanidade. Ao assassino é profissão divina matar em nome de Deus, não importa qual deus, basta matar.

O que diferencia hoje o ocidente do oriente é que o progresso, os avanços civilizatórios, os ganhos sociais permitiram que no ocidente dito ‘mais desenvolvido’ coloca-se um hiato entre a fé e a vida cotidiana, afastando o radicalismo. Mas onde reina o atraso, as diferenças sócio-econômicas, a pobreza, cria-se terreno fértil ao radicalismo religioso.

E então chegam os oportunistas e os profetas do Armagedon, os eloquentes líderes religiosos e as pobres ‘ovelhas’ dos rebanhos, buscando um canal para extravasar suas frustrações. Daí é um passo até os malucos suicidas, até aqueles que canalizam sua raiva e insucessos nos outros. Um passo até que homens, mulheres e meninos em transe decidam dar sua vida, martirizados, em troca da promessa de um paraíso. Até ai tudo bem, o problema é que eles querem levar-nos junto. Aí não violão!

Cada religião tem seus dogmas e verdades, profecias de fé. Assim como cada religião retrata ou espelha a alma daqueles que a seguem. No islamismo como em qualquer religião há uma grande maioria de pessoas boas que apenas querem viver segundo os desígnios de sua fé. Mas há, também, como em todas as religiões, grupos de malucos fundamentalistas.

O problema atual é que os malucos suicidas islâmicos estão proliferando, e repercutindo sua revolta nas periferias e subúrbios dos países que os acolheram. E a estrutura da religião por inépcia ou omissão não os combate, não os denuncia. Este é o problema! No seio da comunidade islâmica recebem no mínimo acolhida, quiçá não recebam apoio e compadrio.

Se as comunidades os protegem, mesmo que apenas por questões culturais ou por não identificar, o óbvio, o risco destes radicais. Cabe-nos o que? Eliminar, infelizmente, o mal pela raiz.

O ocidente ajudou na radicalização islâmica? Sim, neste ponto o desastre que foi a gestão Obama, ajudado pelos anti-capitalistas, anti-sionistas, pelos ativistas de direitos humanos e por toda a caterva de esquerda, deram um grande empurrão nos radicais de agora.

Os direitos humanos implementados goela baixo na União Europeia tornaram os europeus dóceis e cordatos, como ovelhas indo em direção ao matadouro. Alia-se a isto ações erradas como a intervenção cirúrgica em alguns problemas pequenos que acabaram virando numa carnificina. Derrubaram ditadores sim, ditadores sanguinários, como Muammar Kadhafi e Bashar Al Assad são erros idiotas. Eles não são exemplos de humanidade ou decência mas mantinham a turba sob controle.

Os imigrantes são interessantes para qualquer país, uma nação ganha muito mais do que perde com os imigrantes. Tanto no Brasil como nos Estados Unidos os imigrantes ajudaram a moldar e construir a cultura destes países.

O que temos que ter claro é isto, a cultura é nossa cultura. Se eles estão vindo para o nosso país eles têm que se adaptar a nossa cultura.

Têm que se adaptar as culturas ocidentais dos países para os quais se mudam. Ou fiquem no buraco onde estavam metidos. Desculpem a franqueza.

Se um homem tem o direito de aspirar coisas boas na vida e, se um homem quer buscar uma melhoria para si e para sua família, também deve ter claro que se a terra para onde emigram tem melhores oportunidades deve ser porque sua cultura tem virtudes. Querer implantar sua cultura, seus valores, na terra dos outros é, no mínimo, incoerência.

Se nossos valores são tão bons que servem a eles, que não estão bem nos seus países, virem buscar conforto, dinheiro, melhores condições de vida, na nossa cultura, no nosso país em nossos valores. Porque não podem adequar-se a estes valores?

Respeitar a diversidade sim. Baixar a cabeça ante os outros, nunca!

Que se respeitem a religião ou tradições desde que não contradigam nossas leis. Ou alguém aqui vai defender o direito de um imigrante (não importa de onde ou de que religião, não estou me referindo a nenhuma religião em especial) bater na esposa porque está casa dele? Isto não é, xenofobia é realidade. Ou será que uma dessas muitas meninas que vão lá protestar com ideias de esquerda todas pintadas vão achar bonito se os imigrantes implantarem aqui no Brasil as burcas?

Aí vem um bando de idiotas culpando a cultura ocidental por tudo. Tudo é culpa do grande mal do mundo, do capitalismo, do colonialismo ocidental. Lindo, não?

É lindo protestar morando em Paris ou no Leblon, com toda a segurança da civilização ocidental. Vão protestar em democracias como a Venezuela, Cuba ou qualquer país Islâmicos onde impere a Xaria, vão e descubram o que vai acontecer.

Vão defender os ‘Direitos Humanos’ no Afeganistão.

Bom chegamos ao cerne da questão. O que fazer quando um nacional, filho ou neto de imigrantes, mas nascido no meu país, falando minha língua, conhecendo meus costumes se radicaliza? Pior ainda o que fazer com um indivíduo que está disposto a morrer pelo seu ideal? Ameaçá-lo de morte? Não vai fazer efeito.

Não há como monitorar a todos. Então dependemos das comunidades, onde eles vivem. Dependemos que o Imã da Mesquita, que o vizinho ou o parente os denunciem. Farão? Difícil.

O que fazer então? Infelizmente teremos de controlar estas comunidades. E, eventualmente punir aqueles que por ação ou simplesmente omissão permitiram que o mal se criasse.

E é melhor que o Estado implante estes controles de forma efetiva do que, a repetição do terror cotidiano, leve a massa, o povo a agir. O Estado pode agir e impor limites, na turba revolta não há como impor limites.

E infelizmente a punição deve ser dura: pena de morte aos terroristas, deportação a quem os protege. Só assim impediremos pelo exemplo que o mal se alastre. Puna um, eduque cem.

O bom mocismo, o politicamente correto, a neo-esquerda, as burradas de líderes como Obama, nos levaram a esta situação. Não é agradável mas tempos duros levam a decisões duras.

Chegará um tempo, em breve, infelizmente, em que veremos a morte e a punição de muitos inocentes.

Mas não é isto que estás pregando em tua escrita? Não. Estou pregando que o ocidente saia de sua inércia, que reaja ante o suplício ao qual está sendo submetido.

Precisamos reagir, parar de caminhar cabisbaixos, como cordeiros em direção ao matadouro.

E reagir passa por atitudes duras. Vão atingir culpados e inocentes? Sim. Vão punir inocentes? Sim. Mas guerra é guerra e o terror está nos levando a uma guerra. Aliás estamos em guerra.

Agora cabe-nos, a todos nós ocidentais uma decisão difícil. Se vão morrer, inexoravelmente, crianças e inocentes, decidamos quais.

As nossas ou as daqueles que nos atacam?

7 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

7 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA INTOLERANTE GERENCIANDO A CASA DE TOLERÂNCIA

Quem entrar no Wikipédia e procurar a biografia de Gleisi Ventinha, mais conhecida como Amante na lista de propinas da Odebrecht, vai encontrar este trecho:

Recebeu educação básica no colégio Nossa Senhora Esperança, administrado pelas irmãs bernardinas, onde permaneceu até a oitava série. Em seguida, integrou o Colégio Medianeira, de formação jesuítica. Durante a adolescência, pensou em seguir a vida como freira no Rio Grande do Sul, mas foi impedida pelo pai.

Quando é agora, a quase-freira, pra lá de enrolada na Lava Jato, é eleita prisidenta do PT, por ordem do proprietário Lula.

Aí eu se alembrei-me daquela velha piada, da freira que gerenciava um bordel.

Francamente, Banânia é o país da piada pronta.

“Pra gerenciar um puteiro, num tem ninguém melhor que eu! Num é, Lula???”

7 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)


ÊÊÊÊ BOIAAADA!

“No lombo do meu boi, tem um céu todo estrelado;
Ferro em brasa não encosta, meu boi é mimoso;
Meu boi é mimado.”

Começam os folguedos do bumba-boi do Maranhão

Desde o último domingo do mês de maio (28), muita coisa mudou no Maranhão. É assim que acontece todo ano, quando tem início a temporada junina, a maior atração turístico-cultural do Estado, aliás (a manifestação), tombada como Patrimônio Cultural do Brasil.

Se não existisse o sol – Boi da Maioba – Uma História de Amor 

“Se não existisse o Sol
Como seria pra Terra se aquecer
Se não existisse o mar
Como seria pra natureza sobreviver?
Se não existisse o luar
O homem viveria na escuridão
Mas como existe tudo isso meu povo
Eu vou guarnicê meu batalhão de novo.”

Numa verdadeira e grande mistura de ritmos – Bumba-boi, com mais de cinco variações orquestrais, Tambor de Crioula, Cacuriá – que iluminam e renovam as praças e terreiros das brincadeiras juninas, São Luís se transforma no maior Centro Cultural Latino-Americano, recebendo centenas de milhares de turistas de todas as regiões brasileiras.

Como a violência urbana também se espraiou Brasil à fora, as brincadeiras ganharam ares cosmopolitas e passaram a se apresentar, também, nas áreas dos shoppings centers espalhados pelos bairros – numa ilusão de que, assim, os dançarinos, brincantes e apreciadores estarão mais seguros.

“Esqueça aqueles momentos felizes que você me deu,
Esqueça aqueles juramentos que fizemos só você e eu,
Esqueça a noite, a madrugada, e a lua que já se perdeu.”

Esqueça – Boi Pirilampo

Índias do Boi Pirilampo em apresentação

De comum acordo e pelo bem da cultura maranhense, nos grandes terreiros, o secular e tradicional Tambor de Crioula antecede às apresentações do Bumba-boi, qualquer que seja o ritmo (orquestra, costa de mão, matraca, pandeirões ou de zabumba).

O Tambor de Crioula é uma dança de origem africana quase sempre praticada por descendentes de negros, que reaviva ainda mais os ritmos e os laços da ancestralidade africana com o Brasil.

Apresentação especial (junina) do Tambor de Crioula do Maranhão

O Cacuriá, ou Cacuriá de Dona Tetê, é uma dança típica do estado do Maranhão. Embora já seja parte constituidora do folclore brasileiro, sua origem não remonta mais do que quarenta anos atrás. Essa dança é apresentada durante a Festa do Divino Espírito Santo da região.

A festa do divino é considerada uma das manifestações culturais mais importantes do Maranhão e, por esse motivo, merece um texto à parte com melhores explicações. No entanto, como o tema desse texto é o Cacuriá, apenas pincelarei alguns fatos para contextualizar essa dança na festa do divino. Trata-se de uma festa que ocorre no dia de Pentecostes, sete semanas após a Páscoa, com a intenção de celebrar o dia em que o Espírito Santo teria descido para encontrar os doze apóstolos.

Muito embora a Festa do Divino pareça uma comemoração cristã, no Maranhão ela é bastante sincrética (mistura popular de diferentes crenças) ao apresentar elementos católicos e de religiões africanas. Durante a festa, várias danças são apresentadas como o Tambor de Crioula e o Carimbó. Após a apresentação do Carimbó, foi introduzido o Cacuriá como uma dança mais profana do que as outras.

Apresentação multicolorida de uma das alas do Cacuriá

Mas, nesse período, não ficam de fora as antigas e tradicionais brincadeiras de Quadrilhas e Danças Portuguesas, Casinhas da Roça e todos os ritmos e tradições que fortalecem a cultura popular maranhense.

Isso, evidentemente, que, sem contar a venda das comidas típicas da época, e as que colocam o Maranhão no top dessas particularidades.

7 junho 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

CARTA DE APRESENTAÇÃO

No limiar do século XX, quando ainda não se podiam retesar as rédeas da natalidade (por meios contraceptivos) menos ainda o preconceito de cor, (explícito e difícil de ser desbastado), o útero piauiense engrossou a sua prole partejando mais um rebento. O descendente chegara bendito por dentro e desventurado por fora. Bendito por que trouxera, em si, a marca da genialidade; desventurado por que viera cunhado de dois atributos “desprezáveis”: a negritude e a pobreza. Pertencente ao proletariado, portanto peça inferior do patriciado, não pudera esse filho arrebanhar estudo de espessura. Todavia, por meio da sua restrita dialética sertaneja fazia-se entender muito bem, ainda mais quando dedilhava a sua viola; à luz da lamparina ou sob um céu recamado de estrelas.

Refiro-me ao poeta, violeiro e repentista, gênio da cantoria, o negro Domingos Martins da Fonseca (1913-1958), nascido no distrito de Santa Luzia, município de Miguel Alves, Piauí. Domingos Fonseca foi o maior cantador lírico ao som da viola, emparelhado apenas a Pinto do Monteiro e aos irmãos Batista Patriota. De fama desaproveitada em seu chão natalício, Domingos rompeu a fronteira; tornou-se erradio aos moldes sarracenos. Encantando plateias Brasil afora, aportou no Teatro Santa Isabel, Recife, 1948, onde se sagrou cabal vencedor do Festival de Cantadores, ocasião em que, altivo, sobrepôs-se ao lendário Dimas Batista Patriota. Nessa ocasião já era distinguido pela alcunha de “armazém do improviso”. Apesar de os seus pares o considerarem o mais lírico dentre todos, professava-se cantador de dores. Em 1956 publicou “Poemas e Canções”. Cantou para várias emissoras, destacadamente as rádios: Nacional do Rio de Janeiro e Bandeirantes de São Paulo. Também cantou para notáveis, a exemplo do governador Alberto Silva, General Mascarenhas de Morais e tantos outros. Ainda que os seus méritos tenham lhe feito credor de muitos preitos, apenas uma rua lhe faz homenagem na capital piauiense: “Rua Poeta Domingos Martins da Fonseca“, bairro Cristo Rei, Teresina.

Certa feita, durante um desafio de viola, ouvira do seu oponente, de cor branca, o seguinte desacato: “Domingos, alem de ser pobre é tão triste a tua cor”. Para desafrontar-se do agravo Domingos redarguiu:

Falar de nobreza e cor
É um grande Orgulho seu
Morra eu e morra um nobre,
Enterre-se o nobre e eu,
Que amanhã ninguém separa
O pó do nobre do meu!

Noutra ocasião, durante uma cantoria, pegou uma “deixa” e exaltou os favores com que o CRIADOR distingue as suas criaturas:

Nós viemos de Deus, o CRIADOR,
E aqui somo do pai as criaturas,
Que depois de melhores e mais puras
Voltarão para as mãos do seu autor.
E vivemos aqui do seu favor:
Do seu ar, do seu sol, da correnteza,
Dos seus campos, dos mares, da beleza;
Da família e do pão com que se cria,
Para que repitamos todo dia:
Quanto é grande o poder da Natureza.

Pronto, dou por encerrada a tarefa a que me impus: apresentar um brasileiro, negro, de bom senso e temperança, óculos símile a Lampião, cuja obra, que muito me honra, gostaria que figurasse em meu currículo, um tostão que fosse, mas quem nasceu para polca não chega a tango argentino. Aos que lhe desconheciam a existência, eis os elementos que, suponho, retratam o premiado poeta piauiense, cuja fama, aliás, jaz sob as páginas do catálogo do esquecimento. O fiz a partir de folhas dilaceradas e bolorentas que as esgaravatei junto aos alfarrabistas, invulgarmente inexpressivos, do Nordeste, que as conservam porque nisto se comprazem. Desse plebeu, de invejável riqueza poética, restaram as cinzas e a saudade da sua incomum arte de versejar. Tivesse ficado rico teria virado branco, ao estilo Michael Jackson.

Consigno desculpas se dele pronunciei exageros (que lhe tenham alterado a fisionomia) ou se cometi omissões (que tenham lhe escurecido a memória).

Esta breve elocução vai para todos os leitores, destacadamente para o particular amigo, Miguel alvense, Dr. Evilásio, (tão criminalista dos pobres quanto violeiro) ainda vestido no enlutado desconsolo que lhe impôs a partida, recente, prematura, de sua Geni, que numa ascensão gloriosa para Deus dispensou carta de apresentação.


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