9 junho 2017 FULEIRAGEM

RLIPPI – CHARGE ONLINE


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QUERO O MEU FORRÓ DE VOLTA

Me criei ouvindo Elino,
Jackson, Marinez, Gonzaga,
Heróis que ninguém apaga,
Do cenário nordestino.
Como se fosse algum hino
A gente ouvia uma canção
Mas hoje essa tradição
Só nos provoca revolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Quero muitas brincadeiras
Resgatando o nosso brilho
Matuto comendo milho
No braseiro das fogueiras
Os sambas de gafieiras
Tocando em cada salão
O povo com animação
Sem precisar de escolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Não pode deixar de fora
O forró de seu Luiz
Nesse cenário infeliz
Hoje o nordestino chora
A ganância que explora
Fere o povo do sertão
É grande a desolação
Com tanta reviravolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Quero ver um zabumbeiro
Tocando em festa junina
Com pandeiro e concertina
Na latada do terreiro
Tem que ter um triangueiro
Sertanejo eu não vou não
E o nosso traque e rojão
Se deixar a gente solta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

9 junho 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

QUATRO POEMAS NORDESTINADOS

A EXTINÇÃO DO JUMENTO – Donzílio Luiz

Jumento, ó velho jumento
Deste de ti cem por cento
Nunca pediste um aumento
Nem promoção no emprego
Por dez motores forçavas
Por dez homens laboravas
E à noite suportavas
As mordidas do morcego

Debaixo duma cangalha
Só por um feixe de palha
Animal nenhum trabalha
Do tanto que trabalhavas
Depois de velho caído
Certo do dever cumprido
Nunca foi reconhecido
O grande lucro que davas

Teu dono te punha a sela
Depois se escanchava nela
E na frente e atrás dela
Botava mais dois guris
Furava com as esporas
Corria duas, três horas
Quebrava cinco, seis toras
De pau malhando os quadris.

Jumento, quando eu reflito
Lembro teu pêlo bonito
Parece ouvir o apito
Da força da tua voz
Chego à triste conclusão
Que a raça em extinção
Deixa saudade ao sertão
E muita falta pra nós.

Passaste dentro da brenha
Tombando feixe de lenha
Que o sertão talvez não tenha
Animal melhor de carga
Hoje, porque estás cansado
És no desprezo atirado
Pra viver abandonado
Numa vida tão amarga.

Mas não percas a esperança
De quem espera não cansa
Adia tua vingança
Para outra encarnação
Pede para o Soberano
Para nesse outro plano
Voltares um ser humano
E o homem voltar gangão.

* * *

O CASAMENTO DOS VELHOS – Louro Branco

Tem certas coisas no mundo
Que eu morro e num acredito
Mas essa eu conto de certo
Dum casamento bonito
De um viúvo e uma viúva
Bodoquinha Papaúva
E Tributino Sibito

O véio de oitenta ano
Virado num estopô
A véia setenta e nove
Maluca por um amor
Os dois atrás de esquentar
Começaram a namorar
Porque um doido ajeitou

Um dia o véio comprou
Um corpete pra bodoquinha
Quando a véia foi vestir
Nem deu certo, coitadinha
De raiva quase se lasca
Que o corpete tinha as casca
Mas os miolo num tinha

No dia três de abril
Vêi o tocador Zé Bento
Mataram trinta preá
Selaram oitenta jumento
Tributino e Bodoquinha
Sairam de manhazinha
Pra cuidar do casamento

O veião saiu vexado
Foi se arranchar na cidade
Mandaram chamar depressa
Naquela oportunidade
O veião chegou de choto
Inda deu catorze arroto
Que quase embebeda o padre

O padre ai perguntô:
Seu Tributino, o que pensa,
Quer receber Bodoquinha
Sua esposa, pela crença?
O veião dixe: eu aceito
Tô tão vexado dum jeito
Chega tô sem paciência

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9 junho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

PROFETA ENGAIOLADO

Eduardo Cunha previu em 2012 que acabaria tomando sol em companhia com Henrique Alves no mesmo pátio de cadeia

“E ainda vou ter de aturar o lider (sic) Henrique Alves me enchendo a paciencia (sic)”.

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e exterminador de acentos, preso em Curitiba, profetizando em junho de 2012, na mensagem pelo Twitter, que algum dia dividiria a mesma cadeia com seu antecessor Henrique Eduardo Alves, engaiolado no início da semana em Brasília.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

SÍRLIA LIMA – NATAL-RN

Bom dia,

sou Sírlia Lima, Poetisa potiguar, Pedagoga, Especialista em Educação e atualmente estudante de Direito da Universidade Potiguar.

Quero compartilhar este cordel que escrevi ao assistir a um julgamento em Natal, ocorrido no mês passado.

* * *

* * *

O PESCADOR E O ADOLESCENTE: EVOCANDO LIÇÕES DA JUSTIÇA – SÍRLIA LIMA

Vou contar para vocês
Uma história real
Ocorrido aqui
Na cidade do natal
Que hoje se desenrola
Aqui neste tribunal

Miguel Seabra Fagundes
Que já foi procurador
Advogado ilustre
Ministro e desembargador
O fórum leva o nome
Deste homem de valor

Em sua vida pacata
Um senhor que é pescador
Pescava e vendia peixe
O benquisto morador
Todos respeitavam
O homem trabalhador

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9 junho 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

GATO POR LEBRE

O uso do termo a cima descrito, dizem, começou lá pelas bandas do reino de Espanha durante a idade média, quando a carne era escassa e a fome por ali grassava.

Existe um antigo registro do termo (1611) – gato por lebre – no livro o Tesouro do castelhano, da lavra do escritor espanhol, Sebastián de Covarrubias.

Registra-se, também, numa narrativa do folclorista catalão Joaquin Bastús, – século 19 – que quando se ia servir a carne pedida pelo cliente, este bradava ante a iguaria servida: “Se fores cabrito, mantenha-se frito; se fores gato, salta do prato”. A anedota tinha lá seus fundamentos, pois partes do cabrito e, a lebre e o gato, quando decepados e esfolados, apresentam bastante semelhanças

Por aqui, em Banânia, desde antanho até os dias atuais, são frequentes e criativos os meios usados para ludibriar os incautos, ou até mesmo aqueles que se consideram expert..

Trago á tona, alguns dos truques mais usados pelos malas. Eles,que são mais soltos do que peido em bombacha.

LEITE DE VACA COM ÁGUA.

Quando o leite vinha a coalhar (ou talhar), o apreciador começava então a desconfiar. É que o leiteiro adicionava água para render mais. Aqueles ressabiados que já sabiam e reclamavam da qualidade do leite, o leiteiro já trazia em garrafinhas devidamente separadas, para não haver mais bronca.

VENDER GALINHA DE GRANJA COMO CAIPIRA

Isso é pra lá de corriqueiro. O “cidadão” usa tintura (…de urucum, por exemplo) nas aves brancas para serem vendidas, bem mais caras, como se fossem as originais galinhas caipiras.

SEMENTE DE MAMÃO POR PIMENTA DA REINO

O kg da pimenta do reino, em alguns lugares, chega a custar R$ 20,00 (vinte reais). Aí , vem o “leso”, coleta sementes de mamão na Ceasa ou feiras livres, bota pra secar ao sol e, pronto. Seus problemas se acabaram. Se o desconfiado cidadão pede para moer, a mistura é de dois pra um. O cheiro da pimenta é que se sobressai.

ÓLEO DE ALGODÃO POR ÓLEO DE BALEIA – O HOMEM DA COBRA

A folclórica figura, ainda é visto em algumas feiras livres interioranas. O indefectível e experto“ homem da cobra”. Tempos atrás, fazia ponto no entorno do mercado de São José. Sua bagagem – a mala – consistia em um precário microfone e um, não menos precário e irritante, megafone. Para chamar atenção dos transeuntes, o cabra mostrava na calçada dentro da mala aberta, uma reluzente cobra, que dizia ser “muito venenosa”. O gaiato ainda dizia que “a cobra só mordia menino que mentia aos pais”, a molecada ficava temerosa e distante. Como um frenético locutor de futebol de rádio, ele anunciava os benefícios e as curas milagrosas do seu infalível óleo de baleia (claro que não passava de óleo de algodão). Servia pra todo tipo de dor: “uvido, estombo, figo, rin, coração, cabeça,…”. Curava até doença que ainda ia existir. Era fila pra comprar.

POLPA DE CUPUAÇU

A produção deste fruto não é tão perene. No período da entressafra do produto e para “atender” a demanda, já com o preço lá em cima, os comerciantes de polpa de cupuaçu se viram nos trinta. Eles adicionam, meio a meio, a inesgotável banana. Já que o aroma do cupuaçu é bem marcante, fica quase impossível se detectar a tapeação.

É bem provável que algumas vezes tenhamos comprado cupuaçu misturado com banana.

MEL DE ABELHA ITALIANA (MEL DE CANA CAIANA)

Este é clássico em qualquer região. O sujeito compra o mel, vendido como “puro, de abelha italiana” e, após alguns dias, ele percebe que, lá no fundo da garrafa, começam a aparecer algumas pedrinhas cristalizadas parecendo açúcar… cristal ???!!!. Dançou.

O vendedor jamais tornará a vender sua puro mel de abelha italiana por aquele roteiro

Ainda hoje persiste o engodo do mel de abelha italiana.

ARROZ TIPO 1 COM ARROZ TIPO NENHUM

A dona de casa exigente, não gosta de adquirir arroz novo, pelo fato de alem de não render, fica empapado e mole. É aí que entra em ação os vivaldinos de plantão: Adquirem o arroz agulhinha – tipo 1 – e misturam com arroz tipo nenhum (velho e quebrado), que nem classificação comercial tem A receita é simples: Mistura-se meia saca de arroz a granel (tipo nenhum) a uma saca de arroz agulhinha. Na aparência classificatória aproxima-se ao arroz tipo 2, o que é de difícil distinção

SAL ROSA DO HIMALAIA

Atualmente, por ser politicamente correto em termos de saúde, o modismo da vez é consumir o sal rosa do Himalaia e dispensar o sal industrializado refinado iodado.

Como sou hipertenso, fui me consultar com uma fitoterapeuta, sobre o benefício do uso do cristal de sal rosa do Himalaia.

Ela me sorriu e disse: Melhor consumir o sal marinho grosso triturado. Pois estão falsificando o sal rosa do Himalaia. Seguinte: Num recipiente grande (tambor plástico, por exemplo) coloca-se o sal grosso e sobre ele deita-se algumas rodelas de beterraba e cenoura. Deixa por 24 horas ou mais. A absorção pelo sal dos sumos de cenoura e de beterraba, vai tingir o cristal com uma leve tonalidade de coloração rosa, que fica incrustada no sal. Um legítimo gato por lebre. O que custou um real o quilo, passará a custar mais de cinquenta reais, pela metamorfose sofrida.

FEIJÃO MACASSAR POR FEIJÃO VERDE

Difícil não apreciar um bom feijão verde.

O truque é deixar o feijão macassar (num barril) de molho, com corante de anilina de abacate. Daí, o falso feijão adquire ares e aspecto de feijão verde bem novinho, como se tivesse sido debulhado naquela hora.

Para dar ares de veracidade, o “novo” feijão é ensacado em embalagens plásticas transparente, e vendido ao meio das vagens (cascas) de feijão verde debulhado. De legítimo, só as cascas da vagem.

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA, AQUELE QUE UM DIA NÃO CAIU NUM DESSES CONTO DO VIGÁRIO.

POLÍTICOS

É óbvio que tais pequenos delitos, que já fazem parte da cultura e do anedotário popular, nem se comparam aos crimes de colarinho branco, protagonizados pelos políticos que quebram nossa economia deixando à míngua hospitais, escolas e estradas.

GATO POR LEBRE

Hoje em dia, o folclórico dito popular perde um pouco de sua malícia e magia. Dirão que o ditado está errado e defasado, visto que, um gato com pedigree (o egípcio ou o de bengala, por exemplo) pode custar alguns milhares de dólares. E uma lebre, coitada, pode não alcançar o preço de duas galinhas caipira. Das legítimas é claro.

O povo tem que ficar mais desconfiado (antenado, ligado) do que cego que tem amante.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

A SEQUELA

Adonias era jovem e pedreiro dos bons. Certo sábado pela tarde resolveu adiantar um serviço de assentamento de pastilhas na fachada do edifício. Estava preparando o andaime para trabalhar quando de repente escorregou; ainda não havia colocado o equipamento de segurança individual, deu-se o desastre, caiu do quinto andar.

Teve muita sorte, os andaimes abaixo amorteceram a queda e Adonias caiu em cima de um monte de caixas de papelão e areia fofa. A pancada foi forte, os colegas o levaram imediatamente para o Pronto Socorro. O médico que atendeu o acidentado confirmou ter sido um milagre. Adonias estava cheio de escoriações, hematomas e vários ossos quebrados. Contudo, um detalhe inusitado chamou a atenção, talvez pela pancada deu-se uma sequela imediata, o priapismo, ou seja, a ereção persistente e constante do pênis, mais conhecida pela massa ignara como “paudurecência”.

Enfaixaram e engessaram Adonias em suas múltiplas contusões, porém, o levantar do lençol em certo local, dava para perceber o priapismo. O médico previu no mínimo vinte dias de cama e determinou sua transferência para algum hospital. Levaram Adonias em ambulância para uma Casa de Saúde com todo corpo enfaixado, apenas uma parte livre e dura. Dia seguinte um jornal fez reportagem sobre o acidente, acusando a falta de segurança da construtora e o jornalista destacou a sequela do priapismo.

A partir desse dia não houve mais sossego para Adonias. Foi visitado por curiosos e por gente interessada em estudar o fenômeno. Uma turma de estudantes de medicina acompanhou o caso diariamente. Algumas jovens foram de tamanha dedicação, davam plantão à noite tentando resolver o problema. Algumas visitas voluntárias até dormiam como acompanhante, uma mostra de solidariedade humana. Duas beatas de uma igreja da redondeza, quando souberam do acontecido entraram nessa corrente, dando seu sacrifício para confortar o pedreiro. Ramona, um conhecido homossexual, fez várias tentativas para debelar o priapismo do jovem, ele gostava de admirar aquela “doença.”

Adonias foi se recuperando dos ossos quebrados, mas a dureza continuava desafiando a medicina, mesmo com todas as solidárias tentativas.

O dono da construtora contratou algumas jovens da Boate Areia Branca. As profissionais não conseguiram amolentar. Pedro já se sentia incomodado com tanta gente cheia de caridade.

Depois de sete dias e seis noites de ininterrupta rigidez, lembraram em falar com Mãe Dolores, que atendia num terreiro do Tabuleiro. Certa noite levaram Mãe Dolores, coroa bonita e experiente, ex dançarina do Circo Garcia, ainda jovem trabalhou em várias casas noturnas pelo Nordeste. Conhecida dos velhos boêmios pelos seus dotes e serviços completos, ela sabia posições sem nunca ter lido o Kama-Sutra, fazia um “frango-assado” como ninguém. Uma mestra.

Explicaram qual o trabalho, abaixar o priapismo, ela aceitou. Ao chegar à Casa de Saúde pediu para ficar a sós com o paciente dentro do apartamento e entrou com ramos e óleo de benza trancou a porta por dentro. Mais de 40 minutos se passaram quando ouviram um barulho como se fosse um baque no chão. Os amigos bateram à porta, preocupados. Dolores apareceu toda faceira, sorria maravilhosamente com cara desavergonhada. Dentro do quarto, Adonias enfaixado, caído no chão, satisfeito, vibrava olhando a parte afetada: “Consegui! Consegui! Viva Dolores!”

O caso do priapismo foi discutido em seminários em todo o Brasil e no exterior. Alguns cientistas disseram que foi a pancada da cabeça no chão devido à queda da cama que fez voltar ao normal. Os esotéricos acharam que a cura foi devido à reza de Mãe Dolores. Já os boêmios, os conhecedores da vida e dos serviços da dançarina tiveram certeza que foi o divino trabalho de Dolores, sua especialidade, o “frango assado” que ela fazia magistralmente. Mestra nesse ofício, ela ainda tinha mais alternativas além do “frango assado”, como o “psilone”, o “rolo compressor”, o “130”, para resolverem com magia e competência a sequela de Adonias.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

DESERDADOS

Nós chegamos neste mundo
Com o destino traçado
Cada pedaço da vida
Vem pronto pra ser montado
Quem nasce em berço de ouro
Ou num rancho esburacado
Seguirá pra mesma toca
Sem levar nenhum trocado.

O vivente chega aqui
Pior do que gato ensacado
Completamente banguela
Chorando fragilizado
Careca, sem fala e cego
Louco de frio e pelado
Sem nome nem documento
Para ser apresentado.

No dia em que nascemos
Nossa morte é decretada
Pois a passagem de ida
Já vem junto anexada
Moribundo ou milionário
Anda aqui só de cruzada
Quem não tem nada tem tudo
Quem tem tudo não tem nada.

Não adianta bancar o tal
Só por ser endinheirado
Andar que nem elefante
De narigão empinado
Se achando dono do mundo
Rei do café e do gado
Que o tempo senhor de tudo
Vai destruir teu reinado.

Teu corpo vai se dobrar
E ficar todo entrevado
Teu mundo desabará
Como trem descarrilado
Teu coração vai parar
Num último aviso dado
Vais acabar num cortejo
Dentro dum caixão deitado.

Teus bens serão reduzidos
A só dois metros quadrados
Teu orgulho, com teus ossos
Serão juntos sepultados
Talvez não mais te visitem
Nem no dia de finados
Teus trastes e tua riqueza
Um a um serão leiloados
Que todos nós por aqui
Somos pobres deserdados.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto

Um evento imperdível para leitores e leitoras dessa gazeta de bixiga lixa.

R. Vôte!

Danô-se!

Arre égua!!!!

Será que vai ter pau-de-sebo neste São João baiano?

Vô mandar Polodoro pra esse evento.

A muierzada vai rinchar de prazer com a presença do nosso querido jegue.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

GRANDES DA MPB – TAIGUARA & EVINHA

Taiguara e Evinha

* * *

Taiguara sugerido pela leitora/ouvinte : Sonia Regina.

01 – Hoje – (Taiguara) – Taiguara – 1969

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02 – Casaco marrom – (Renato Corrêa/Guarabyra/Danilo Caymmi) – Evinha – 1969

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03 – Viagem – (Taiguara) – Taiguara – 1970

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04 – Marido ideal – (R.Corrêa/M.Rocha/Guto G.Mello) – Evinha – 1976

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05 – Universo no teu corpo – (Taiguara) – Taiguara – 1970

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06 – Cantiga por Luciana – (Edmundo Souto/Paulinho Tapajós) – Evinha – 1969

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07 – O velho e o novo – (Taiguara) – Taiguara – 1970

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08 – Que bandeira – (Marcos e Paulo Sérgio Valle) – Evinha – 1971

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09 – Teu sonho não acabou – (Taiguara) – Taiguara – 1972

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10 – Pigmalião – (Marcos e Paulo Sérgio Valle/Novelli) – Evinha – 1970

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11 – Que as crianças cantem livres – (Taiguara) – Taiguara – 1973

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12 – Teletema – (Tibério Gaspar/Antonio Adolfo) – Evinha – 1970

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13 – Piano e viola – (Taiguara) – Taiguara – 1972

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14 – No meio da madrugada – (Jon Lemos/Roberto Corrêa) – Evinha – 1973

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15 – Carne e osso – (Taiguara) – Taiguara – 1971

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16 – Seus olhos falam por você – (Zé Maria/Robson) – Evinha – 1974

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9 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

BOIADA SEM PONTEIRO, SEM BERRANTE

Assim como o ponteiro e o berrante estabilizam a marcha de uma boiada, uma nação carece de um mandatário que sirva de NORTE ao seu povo, sobremodo aos investidores, aos setores produtivos.

Quem, na ponta da boiada, se houver incapaz de tirar do berrante uma nota monocórdia, longa e sedutora, para confortar o rebanho sequaz, urge desapoderá-lo desse mister; acudi-lo com ações interditas.

Todo o assomo de desânimo, de incerteza, da falta de confiança que acomete a NAÇÃO BRASILEIA, decorre do estado em que se encontra o seu dirigente máximo: acuado por um vozear protestativo, submergindo na suspeição, açoitado pela desonra.

A NAÇÃO, atordoada, já não ouve o sedutor repenicar do berrante, tão acalentador quanto gotas de chuva que tamborilam no telhado. Urge um novo berranteiro, um novo guia, para motivar e não desestabilizar a boiada com notas dissonantes.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa