9 junho 2017 FULEIRAGEM

RLIPPI – CHARGE ONLINE


http://www.apoesc.blogspot.com.br
QUERO O MEU FORRÓ DE VOLTA

Me criei ouvindo Elino,
Jackson, Marinez, Gonzaga,
Heróis que ninguém apaga,
Do cenário nordestino.
Como se fosse algum hino
A gente ouvia uma canção
Mas hoje essa tradição
Só nos provoca revolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Quero muitas brincadeiras
Resgatando o nosso brilho
Matuto comendo milho
No braseiro das fogueiras
Os sambas de gafieiras
Tocando em cada salão
O povo com animação
Sem precisar de escolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Não pode deixar de fora
O forró de seu Luiz
Nesse cenário infeliz
Hoje o nordestino chora
A ganância que explora
Fere o povo do sertão
É grande a desolação
Com tanta reviravolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Quero ver um zabumbeiro
Tocando em festa junina
Com pandeiro e concertina
Na latada do terreiro
Tem que ter um triangueiro
Sertanejo eu não vou não
E o nosso traque e rojão
Se deixar a gente solta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

9 junho 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

QUATRO POEMAS NORDESTINADOS

A EXTINÇÃO DO JUMENTO – Donzílio Luiz

Jumento, ó velho jumento
Deste de ti cem por cento
Nunca pediste um aumento
Nem promoção no emprego
Por dez motores forçavas
Por dez homens laboravas
E à noite suportavas
As mordidas do morcego

Debaixo duma cangalha
Só por um feixe de palha
Animal nenhum trabalha
Do tanto que trabalhavas
Depois de velho caído
Certo do dever cumprido
Nunca foi reconhecido
O grande lucro que davas

Teu dono te punha a sela
Depois se escanchava nela
E na frente e atrás dela
Botava mais dois guris
Furava com as esporas
Corria duas, três horas
Quebrava cinco, seis toras
De pau malhando os quadris.

Jumento, quando eu reflito
Lembro teu pêlo bonito
Parece ouvir o apito
Da força da tua voz
Chego à triste conclusão
Que a raça em extinção
Deixa saudade ao sertão
E muita falta pra nós.

Passaste dentro da brenha
Tombando feixe de lenha
Que o sertão talvez não tenha
Animal melhor de carga
Hoje, porque estás cansado
És no desprezo atirado
Pra viver abandonado
Numa vida tão amarga.

Mas não percas a esperança
De quem espera não cansa
Adia tua vingança
Para outra encarnação
Pede para o Soberano
Para nesse outro plano
Voltares um ser humano
E o homem voltar gangão.

* * *

O CASAMENTO DOS VELHOS – Louro Branco

Tem certas coisas no mundo
Que eu morro e num acredito
Mas essa eu conto de certo
Dum casamento bonito
De um viúvo e uma viúva
Bodoquinha Papaúva
E Tributino Sibito

O véio de oitenta ano
Virado num estopô
A véia setenta e nove
Maluca por um amor
Os dois atrás de esquentar
Começaram a namorar
Porque um doido ajeitou

Um dia o véio comprou
Um corpete pra bodoquinha
Quando a véia foi vestir
Nem deu certo, coitadinha
De raiva quase se lasca
Que o corpete tinha as casca
Mas os miolo num tinha

No dia três de abril
Vêi o tocador Zé Bento
Mataram trinta preá
Selaram oitenta jumento
Tributino e Bodoquinha
Sairam de manhazinha
Pra cuidar do casamento

O veião saiu vexado
Foi se arranchar na cidade
Mandaram chamar depressa
Naquela oportunidade
O veião chegou de choto
Inda deu catorze arroto
Que quase embebeda o padre

O padre ai perguntô:
Seu Tributino, o que pensa,
Quer receber Bodoquinha
Sua esposa, pela crença?
O veião dixe: eu aceito
Tô tão vexado dum jeito
Chega tô sem paciência

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9 junho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

PROFETA ENGAIOLADO

Eduardo Cunha previu em 2012 que acabaria tomando sol em companhia com Henrique Alves no mesmo pátio de cadeia

“E ainda vou ter de aturar o lider (sic) Henrique Alves me enchendo a paciencia (sic)”.

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e exterminador de acentos, preso em Curitiba, profetizando em junho de 2012, na mensagem pelo Twitter, que algum dia dividiria a mesma cadeia com seu antecessor Henrique Eduardo Alves, engaiolado no início da semana em Brasília.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

SÍRLIA LIMA – NATAL-RN

Bom dia,

sou Sírlia Lima, Poetisa potiguar, Pedagoga, Especialista em Educação e atualmente estudante de Direito da Universidade Potiguar.

Quero compartilhar este cordel que escrevi ao assistir a um julgamento em Natal, ocorrido no mês passado.

* * *

* * *

O PESCADOR E O ADOLESCENTE: EVOCANDO LIÇÕES DA JUSTIÇA – SÍRLIA LIMA

Vou contar para vocês
Uma história real
Ocorrido aqui
Na cidade do natal
Que hoje se desenrola
Aqui neste tribunal

Miguel Seabra Fagundes
Que já foi procurador
Advogado ilustre
Ministro e desembargador
O fórum leva o nome
Deste homem de valor

Em sua vida pacata
Um senhor que é pescador
Pescava e vendia peixe
O benquisto morador
Todos respeitavam
O homem trabalhador

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9 junho 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

GATO POR LEBRE

O uso do termo a cima descrito, dizem, começou lá pelas bandas do reino de Espanha durante a idade média, quando a carne era escassa e a fome por ali grassava.

Existe um antigo registro do termo (1611) – gato por lebre – no livro o Tesouro do castelhano, da lavra do escritor espanhol, Sebastián de Covarrubias.

Registra-se, também, numa narrativa do folclorista catalão Joaquin Bastús, – século 19 – que quando se ia servir a carne pedida pelo cliente, este bradava ante a iguaria servida: “Se fores cabrito, mantenha-se frito; se fores gato, salta do prato”. A anedota tinha lá seus fundamentos, pois partes do cabrito e, a lebre e o gato, quando decepados e esfolados, apresentam bastante semelhanças

Por aqui, em Banânia, desde antanho até os dias atuais, são frequentes e criativos os meios usados para ludibriar os incautos, ou até mesmo aqueles que se consideram expert..

Trago á tona, alguns dos truques mais usados pelos malas. Eles,que são mais soltos do que peido em bombacha.

LEITE DE VACA COM ÁGUA.

Quando o leite vinha a coalhar (ou talhar), o apreciador começava então a desconfiar. É que o leiteiro adicionava água para render mais. Aqueles ressabiados que já sabiam e reclamavam da qualidade do leite, o leiteiro já trazia em garrafinhas devidamente separadas, para não haver mais bronca.

VENDER GALINHA DE GRANJA COMO CAIPIRA

Isso é pra lá de corriqueiro. O “cidadão” usa tintura (…de urucum, por exemplo) nas aves brancas para serem vendidas, bem mais caras, como se fossem as originais galinhas caipiras.

SEMENTE DE MAMÃO POR PIMENTA DA REINO

O kg da pimenta do reino, em alguns lugares, chega a custar R$ 20,00 (vinte reais). Aí , vem o “leso”, coleta sementes de mamão na Ceasa ou feiras livres, bota pra secar ao sol e, pronto. Seus problemas se acabaram. Se o desconfiado cidadão pede para moer, a mistura é de dois pra um. O cheiro da pimenta é que se sobressai.

ÓLEO DE ALGODÃO POR ÓLEO DE BALEIA – O HOMEM DA COBRA

A folclórica figura, ainda é visto em algumas feiras livres interioranas. O indefectível e experto“ homem da cobra”. Tempos atrás, fazia ponto no entorno do mercado de São José. Sua bagagem – a mala – consistia em um precário microfone e um, não menos precário e irritante, megafone. Para chamar atenção dos transeuntes, o cabra mostrava na calçada dentro da mala aberta, uma reluzente cobra, que dizia ser “muito venenosa”. O gaiato ainda dizia que “a cobra só mordia menino que mentia aos pais”, a molecada ficava temerosa e distante. Como um frenético locutor de futebol de rádio, ele anunciava os benefícios e as curas milagrosas do seu infalível óleo de baleia (claro que não passava de óleo de algodão). Servia pra todo tipo de dor: “uvido, estombo, figo, rin, coração, cabeça,…”. Curava até doença que ainda ia existir. Era fila pra comprar.

POLPA DE CUPUAÇU

A produção deste fruto não é tão perene. No período da entressafra do produto e para “atender” a demanda, já com o preço lá em cima, os comerciantes de polpa de cupuaçu se viram nos trinta. Eles adicionam, meio a meio, a inesgotável banana. Já que o aroma do cupuaçu é bem marcante, fica quase impossível se detectar a tapeação.

É bem provável que algumas vezes tenhamos comprado cupuaçu misturado com banana.

MEL DE ABELHA ITALIANA (MEL DE CANA CAIANA)

Este é clássico em qualquer região. O sujeito compra o mel, vendido como “puro, de abelha italiana” e, após alguns dias, ele percebe que, lá no fundo da garrafa, começam a aparecer algumas pedrinhas cristalizadas parecendo açúcar… cristal ???!!!. Dançou.

O vendedor jamais tornará a vender sua puro mel de abelha italiana por aquele roteiro

Ainda hoje persiste o engodo do mel de abelha italiana.

ARROZ TIPO 1 COM ARROZ TIPO NENHUM

A dona de casa exigente, não gosta de adquirir arroz novo, pelo fato de alem de não render, fica empapado e mole. É aí que entra em ação os vivaldinos de plantão: Adquirem o arroz agulhinha – tipo 1 – e misturam com arroz tipo nenhum (velho e quebrado), que nem classificação comercial tem A receita é simples: Mistura-se meia saca de arroz a granel (tipo nenhum) a uma saca de arroz agulhinha. Na aparência classificatória aproxima-se ao arroz tipo 2, o que é de difícil distinção

SAL ROSA DO HIMALAIA

Atualmente, por ser politicamente correto em termos de saúde, o modismo da vez é consumir o sal rosa do Himalaia e dispensar o sal industrializado refinado iodado.

Como sou hipertenso, fui me consultar com uma fitoterapeuta, sobre o benefício do uso do cristal de sal rosa do Himalaia.

Ela me sorriu e disse: Melhor consumir o sal marinho grosso triturado. Pois estão falsificando o sal rosa do Himalaia. Seguinte: Num recipiente grande (tambor plástico, por exemplo) coloca-se o sal grosso e sobre ele deita-se algumas rodelas de beterraba e cenoura. Deixa por 24 horas ou mais. A absorção pelo sal dos sumos de cenoura e de beterraba, vai tingir o cristal com uma leve tonalidade de coloração rosa, que fica incrustada no sal. Um legítimo gato por lebre. O que custou um real o quilo, passará a custar mais de cinquenta reais, pela metamorfose sofrida.

FEIJÃO MACASSAR POR FEIJÃO VERDE

Difícil não apreciar um bom feijão verde.

O truque é deixar o feijão macassar (num barril) de molho, com corante de anilina de abacate. Daí, o falso feijão adquire ares e aspecto de feijão verde bem novinho, como se tivesse sido debulhado naquela hora.

Para dar ares de veracidade, o “novo” feijão é ensacado em embalagens plásticas transparente, e vendido ao meio das vagens (cascas) de feijão verde debulhado. De legítimo, só as cascas da vagem.

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA, AQUELE QUE UM DIA NÃO CAIU NUM DESSES CONTO DO VIGÁRIO.

POLÍTICOS

É óbvio que tais pequenos delitos, que já fazem parte da cultura e do anedotário popular, nem se comparam aos crimes de colarinho branco, protagonizados pelos políticos que quebram nossa economia deixando à míngua hospitais, escolas e estradas.

GATO POR LEBRE

Hoje em dia, o folclórico dito popular perde um pouco de sua malícia e magia. Dirão que o ditado está errado e defasado, visto que, um gato com pedigree (o egípcio ou o de bengala, por exemplo) pode custar alguns milhares de dólares. E uma lebre, coitada, pode não alcançar o preço de duas galinhas caipira. Das legítimas é claro.

O povo tem que ficar mais desconfiado (antenado, ligado) do que cego que tem amante.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

A SEQUELA

Adonias era jovem e pedreiro dos bons. Certo sábado pela tarde resolveu adiantar um serviço de assentamento de pastilhas na fachada do edifício. Estava preparando o andaime para trabalhar quando de repente escorregou; ainda não havia colocado o equipamento de segurança individual, deu-se o desastre, caiu do quinto andar.

Teve muita sorte, os andaimes abaixo amorteceram a queda e Adonias caiu em cima de um monte de caixas de papelão e areia fofa. A pancada foi forte, os colegas o levaram imediatamente para o Pronto Socorro. O médico que atendeu o acidentado confirmou ter sido um milagre. Adonias estava cheio de escoriações, hematomas e vários ossos quebrados. Contudo, um detalhe inusitado chamou a atenção, talvez pela pancada deu-se uma sequela imediata, o priapismo, ou seja, a ereção persistente e constante do pênis, mais conhecida pela massa ignara como “paudurecência”.

Enfaixaram e engessaram Adonias em suas múltiplas contusões, porém, o levantar do lençol em certo local, dava para perceber o priapismo. O médico previu no mínimo vinte dias de cama e determinou sua transferência para algum hospital. Levaram Adonias em ambulância para uma Casa de Saúde com todo corpo enfaixado, apenas uma parte livre e dura. Dia seguinte um jornal fez reportagem sobre o acidente, acusando a falta de segurança da construtora e o jornalista destacou a sequela do priapismo.

A partir desse dia não houve mais sossego para Adonias. Foi visitado por curiosos e por gente interessada em estudar o fenômeno. Uma turma de estudantes de medicina acompanhou o caso diariamente. Algumas jovens foram de tamanha dedicação, davam plantão à noite tentando resolver o problema. Algumas visitas voluntárias até dormiam como acompanhante, uma mostra de solidariedade humana. Duas beatas de uma igreja da redondeza, quando souberam do acontecido entraram nessa corrente, dando seu sacrifício para confortar o pedreiro. Ramona, um conhecido homossexual, fez várias tentativas para debelar o priapismo do jovem, ele gostava de admirar aquela “doença.”

Adonias foi se recuperando dos ossos quebrados, mas a dureza continuava desafiando a medicina, mesmo com todas as solidárias tentativas.

O dono da construtora contratou algumas jovens da Boate Areia Branca. As profissionais não conseguiram amolentar. Pedro já se sentia incomodado com tanta gente cheia de caridade.

Depois de sete dias e seis noites de ininterrupta rigidez, lembraram em falar com Mãe Dolores, que atendia num terreiro do Tabuleiro. Certa noite levaram Mãe Dolores, coroa bonita e experiente, ex dançarina do Circo Garcia, ainda jovem trabalhou em várias casas noturnas pelo Nordeste. Conhecida dos velhos boêmios pelos seus dotes e serviços completos, ela sabia posições sem nunca ter lido o Kama-Sutra, fazia um “frango-assado” como ninguém. Uma mestra.

Explicaram qual o trabalho, abaixar o priapismo, ela aceitou. Ao chegar à Casa de Saúde pediu para ficar a sós com o paciente dentro do apartamento e entrou com ramos e óleo de benza trancou a porta por dentro. Mais de 40 minutos se passaram quando ouviram um barulho como se fosse um baque no chão. Os amigos bateram à porta, preocupados. Dolores apareceu toda faceira, sorria maravilhosamente com cara desavergonhada. Dentro do quarto, Adonias enfaixado, caído no chão, satisfeito, vibrava olhando a parte afetada: “Consegui! Consegui! Viva Dolores!”

O caso do priapismo foi discutido em seminários em todo o Brasil e no exterior. Alguns cientistas disseram que foi a pancada da cabeça no chão devido à queda da cama que fez voltar ao normal. Os esotéricos acharam que a cura foi devido à reza de Mãe Dolores. Já os boêmios, os conhecedores da vida e dos serviços da dançarina tiveram certeza que foi o divino trabalho de Dolores, sua especialidade, o “frango assado” que ela fazia magistralmente. Mestra nesse ofício, ela ainda tinha mais alternativas além do “frango assado”, como o “psilone”, o “rolo compressor”, o “130”, para resolverem com magia e competência a sequela de Adonias.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

DESERDADOS

Nós chegamos neste mundo
Com o destino traçado
Cada pedaço da vida
Vem pronto pra ser montado
Quem nasce em berço de ouro
Ou num rancho esburacado
Seguirá pra mesma toca
Sem levar nenhum trocado.

O vivente chega aqui
Pior do que gato ensacado
Completamente banguela
Chorando fragilizado
Careca, sem fala e cego
Louco de frio e pelado
Sem nome nem documento
Para ser apresentado.

No dia em que nascemos
Nossa morte é decretada
Pois a passagem de ida
Já vem junto anexada
Moribundo ou milionário
Anda aqui só de cruzada
Quem não tem nada tem tudo
Quem tem tudo não tem nada.

Não adianta bancar o tal
Só por ser endinheirado
Andar que nem elefante
De narigão empinado
Se achando dono do mundo
Rei do café e do gado
Que o tempo senhor de tudo
Vai destruir teu reinado.

Teu corpo vai se dobrar
E ficar todo entrevado
Teu mundo desabará
Como trem descarrilado
Teu coração vai parar
Num último aviso dado
Vais acabar num cortejo
Dentro dum caixão deitado.

Teus bens serão reduzidos
A só dois metros quadrados
Teu orgulho, com teus ossos
Serão juntos sepultados
Talvez não mais te visitem
Nem no dia de finados
Teus trastes e tua riqueza
Um a um serão leiloados
Que todos nós por aqui
Somos pobres deserdados.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto

Um evento imperdível para leitores e leitoras dessa gazeta de bixiga lixa.

R. Vôte!

Danô-se!

Arre égua!!!!

Será que vai ter pau-de-sebo neste São João baiano?

Vô mandar Polodoro pra esse evento.

A muierzada vai rinchar de prazer com a presença do nosso querido jegue.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

GRANDES DA MPB – TAIGUARA & EVINHA

Taiguara e Evinha

* * *

Taiguara sugerido pela leitora/ouvinte : Sonia Regina.

01 – Hoje – (Taiguara) – Taiguara – 1969

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02 – Casaco marrom – (Renato Corrêa/Guarabyra/Danilo Caymmi) – Evinha – 1969

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03 – Viagem – (Taiguara) – Taiguara – 1970

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04 – Marido ideal – (R.Corrêa/M.Rocha/Guto G.Mello) – Evinha – 1976

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05 – Universo no teu corpo – (Taiguara) – Taiguara – 1970

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06 – Cantiga por Luciana – (Edmundo Souto/Paulinho Tapajós) – Evinha – 1969

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07 – O velho e o novo – (Taiguara) – Taiguara – 1970

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08 – Que bandeira – (Marcos e Paulo Sérgio Valle) – Evinha – 1971

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09 – Teu sonho não acabou – (Taiguara) – Taiguara – 1972

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10 – Pigmalião – (Marcos e Paulo Sérgio Valle/Novelli) – Evinha – 1970

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11 – Que as crianças cantem livres – (Taiguara) – Taiguara – 1973

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12 – Teletema – (Tibério Gaspar/Antonio Adolfo) – Evinha – 1970

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13 – Piano e viola – (Taiguara) – Taiguara – 1972

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14 – No meio da madrugada – (Jon Lemos/Roberto Corrêa) – Evinha – 1973

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15 – Carne e osso – (Taiguara) – Taiguara – 1971

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16 – Seus olhos falam por você – (Zé Maria/Robson) – Evinha – 1974

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9 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

BOIADA SEM PONTEIRO, SEM BERRANTE

Assim como o ponteiro e o berrante estabilizam a marcha de uma boiada, uma nação carece de um mandatário que sirva de NORTE ao seu povo, sobremodo aos investidores, aos setores produtivos.

Quem, na ponta da boiada, se houver incapaz de tirar do berrante uma nota monocórdia, longa e sedutora, para confortar o rebanho sequaz, urge desapoderá-lo desse mister; acudi-lo com ações interditas.

Todo o assomo de desânimo, de incerteza, da falta de confiança que acomete a NAÇÃO BRASILEIA, decorre do estado em que se encontra o seu dirigente máximo: acuado por um vozear protestativo, submergindo na suspeição, açoitado pela desonra.

A NAÇÃO, atordoada, já não ouve o sedutor repenicar do berrante, tão acalentador quanto gotas de chuva que tamborilam no telhado. Urge um novo berranteiro, um novo guia, para motivar e não desestabilizar a boiada com notas dissonantes.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
SANTO ANTÔNIO OU SÃO GONÇALO?

Foto da colunista

Meu querido Santo Antônio,
Não perca oportunidade
De me arranjar um marido.
Estou falando a verdade!
Ou apelo a outro Santo,
Que me faça a caridade.

Há tempos que lhe recorro,
Sem ver qualquer resultado.
Pelo jeito o senhor anda
Desatento ou relaxado.
Ou tendo tantos pedidos,
Foi deixando o meu de lado.

Acho que o senhor é mesmo,
Um santinho do pau oco.
Eu peço, suplico, imploro
Só ainda não dei soco
Para atender meu pedido
E me tirar do sufoco.

Só que agora eu descobri,
Que o senhor tem concorrente.
Um santo casamenteiro,
Que é menos exigente,
Que se chama São Gonçalo,
E é muito eficiente.

Diz o povo que ele casa
Mulher de qualquer maneira:
A donzela, a desquitada,
Viúva e até mãe solteira,
As que já passaram da idade,
E quem é raparigueira.

Por isto, meu Santo Antônio,
O senhor preste atenção:
Me arrume um bom casamento,
Ou mudo de devoção.
Vou procurar São Gonçalo
Já cansei de embromação

Não há solteira que aguente,
Essa sua lentidão.
São Gonçalo desempenha,
Muito melhor a função,
E por não ser exigente
É veloz na solução.

Santo não faz diferença
Na hora do matrimônio.
Me arranjo com São Gonçalo,
Se vacilar Santo Antônio
Se eu ficar no caritó
Faço o maior pandemônio.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR (SP)

9 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

QUEM FOI O PROFESSOR DELE?

O prisidente Michel Cara-Lisa confirmou que viajou com a esposa Marcela num jatinho de Joesley Batista, quando era vice de Dilma (Dilma do PT, não custa nada lembrar).

Mas disse que não sabia que o jato, prefixo PR-JBS, era do Corrutor Ativo goiano. Do dono da JBS.

Uma sigla, vejam que coincidência!, que consta do prefixo do avião.

Foi uma viagem a passeio, para a paradisíaca ilha de Comandatuba, na Bahia, em janeiro de 2011

Esta de Temer dizer que “não sabia” quem era o dono do jatinho, me lembrou outro personagem da pulítica banânica.

Mas eu ando meio leso da memória e não me lembro qual é este personagem.

Esta figura com quem Temer aprendeu a passar Óleo de Peroba no fucinho e a declarar “não sei de nada” toda vez que se vê envolvido numa safadeza.

Quem me tirar esta dúvida, dizendo qual foi o professor de Temer, vai ganhar um brinde da Editoria do JBF.

Um brinde que será entregue pessoalmente pelo fubânico petista Explicador Incansável.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

O FORRÓ

Na etimologia popular, a origem da palavra “forró” está associada à expressão da língua inglesa “for all” (para todos). Para essa versão, conta-se que no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco, para construir a ferrovia Great Western, sempre promoviam bailes abertos ao público, ou seja “para todos”. O termo passou a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos.

Outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos americanos fixados em Natal, no período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar foi instalada em Parnamirim (RN). As festas na base aérea eram constantes e os americanos disponibilizavam ônibus para levar as moças da sociedade natalense para os bailes que promoviam. Daí surgiram namoros e muitos casamentos de jovens potiguares com soldados americanos.

Atualmente, o forró é a dança mais popular do Nordeste brasileiro e a que provoca maior animação entre as pessoas jovens. As tradicionais festas juninas só são autênticas, quando abrilhantadas por conjunto de forró pé-de´serra, com sanfona, triângulo e zabumba.

Pois bem. Adelino era comerciante, casado com Adélia, e o casal tinha três filhos. Os dois se queriam muito e se tratavam carinhosamente por Fio e Fia. Estudo, tinham pouco, mas o comércio prosperava cada vez mais, e o “vil metal” dá brilho e estudo a quem não tem. Tinham uma loja de sapatos invejável, residência chique, automóvel do ano, conta bancária gorda e mesa farta. Os meninos estudavam em colégio particular e o casal dispunha de empregadas domésticas.

Adelino (Fio) e Adélia (Fia) gostavam muito de festas, religiosas ou profanas, e eram excelentes colaboradores das obras assistenciais. Frequentavam os bailes, realizadas no clube social da cidade e gostavam muito de dançar. O casal era o que se chamava, na época, “pé de valsa”.

Era o mês de junho, o mais festeiro do ano. O autêntico forró pé-de-serra dominava as festas, pois nessa época ainda não havia o desconcertante forró eletrizado. Na véspera de São João, o casal recebeu parentes em sua casa e a bebedeira rolou o dia todo. Na hora da festa propriamente dita, 21 horas, Adelino já estava triscado e puxando o fogo.

Foram todos ao Clube Comercial, para a festa de São João, onde o Conjunto “Peba na Pimenta”, estaria tocando o legítimo forró pé- de- serra, com um sanfoneiro que se dizia discípulo de Luiz Gonzaga. O som do forró contagiou os presentes e logo o salão ficou lotado.

Adelino (Fio) e Adélia (Fia) dançavam como duas carrapetas, rodando sem parar. Numa das rodadas, Fio se desequilibrou e caiu no meio do salão, arrastando a mulher.
Com o pé torcido, Fia, chorando, reclamava:

– Tá vendo Fio? Eu já disse que não gosto dessas “cuivas.”

9 junho 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

SALVIANO VIGNOLLI – BARRETOS-SP

Berto,

Ceguinho Teimoso já fez algum comentário sobre a petista Benedita pregando um banho de sangue?

Ele já se pronunciou contra este crime cometido pela deputada petista?

Procurei no JBF e nada encontrei.

Agradeço as atenções.

R. Não. Ele ainda não fez qualquer comentário sobre este grave fato, meu caro. Este crime estarrecedor, cometido em público, com direito a plateia de descerebrados e transmissão ao vivo.

Foram feitas duas postagens sobre o assunto, com direito a vídeo e tudo.

Uma postagem no dia 5, segunda feira, na coluna A Palavra do Editor, e a outra na coluna do colaborador fubânico Percival Puggina, na quarta-feira, dia 7.

Nas duas postagens, Ceguinho deu o calado por resposta. 

E também nunca fez um único comentário explicando porque votou em Temer, ao lado de Dilma, e hoje em dia prega o “Fora, Temer“.

Assim como existe o que Lula chama de “vazamento seletivo“, Ceguinho exerce o sagrado direito da “comentação seletiva“.

Tem assuntos que ele não toca de modo algum. Por mais cabeludo que seja.

E olhe que um dos maiores prazeres da vida dele é fazer comentários.

“Putz! Tem coisa que não dá pra comentar: fico de rabo preso. E logo eu que tenho tara por comentários…”

9 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

MEU SERTÃO

Contemplando o sertão eu sinto o cheiro
Dessa rosa chamada poesia.

Mote do colunista

Quando a tarde é chegada no sertão
Sinto nele a presença do divino
Na pintura de um quadro nordestino
Vejo o sol se esconder na imensidão
Logo mais vai chegar a escuridão
Contrastando com a lua que alumia
Vejo pássaros saldando o fim do dia
E as galinhas subindo no puleiro
Contemplando o sertão eu sinto o cheiro
Dessa rosa chamada poesia.

Vem a noite trazendo a branda brisa
Que alivia a quentura sertaneja
Se escuta no fone da igreja
Uma ave maria que eterniza
O momento em que o céu confrarteniza
O sentido real da alegria
Ligo o rádio pra ouvir a cantoria
Bem sentando no banco do terreiro
contemplando o sertão eu sinto o cheiro
Dessa rosa chamada poesia.

De manhã chega o sol que clareando
Vai enchendo o sertão de energia
Pois o quente do sol quando irradia
Contagia um pássaro que cantando
Já saúda cedinho festejando
O nascer de um dia de magia
Eu campônio escutando a melodia
No instante em que acende um fogareiro
Contemplando o sertão eu sinto o cheiro
Dessa rosa chamada poesia

No caminho estreito do roçado
Minhas pernas trançando o verde mato
O orvalho molhando o meu sapato
Que do uso se encontra desbotado
A enxada pendendo para o lado
E a cabaça levando a água fria
Pra merenda farinha na bacia
Pro descanço uma cama de balceiro
Comtemplando o sertão eu sinto o cheiro
Dessa rosa chamada poesia

Vou pra casa na hora do almoço
Esperando encontrar na refeição
Um manjar de costela com pirão
Onde a carne sozinha sai do osso
Um feijão nem salgado nem insosso
E depois uma doce melancia
Nem seara, friboi e nem sadia
Nem tampouco sardinha da coqueiro
Contemplando o sertão eu sinto o cheiro
Dessa rosa chamada poesia.

9 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

OS IDIOTAS SE FAZEM DE ESQUECIDO…

Comentário sobre a postagem HERINGER – CHARGE ONLINE

Zé:

“Michel Temer foi votado, junto com a Dilma, duas vezes pelos eleitores petralhas.”

Nas outras duas vezes os petralhas votaram na dupla Lula e José Alencar.”

* * *

9 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

A TIMIDEZ JUDICIÁRIA E O ESTADO DE DIREITO

Nas alegações finais da promotoria no processo em que é pedida a condenação de Lula e sua prisão, declara-se que a sofisticação dos delinqüentes era tão grande que devem ser condenados por indicios, pois esses criminosos conseguiram praticar os crimes sem deixar provas.

Segundo as alegações finais, “os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova”; e prossegue-se afirmando que “isso não é apenas um “fruto do acaso”, mas sim “da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus”.

Desse modo, parece entender o acusador que estamos defronte de crimes perfeitos, onde não existem mais do que o que ele entende como “provas indiretas”, atribuindo a “indícios” o valor probatório.

E esforça-se o acusador em demonstrar que, embora no Brasil os indícios não costumem ser tomados como provas pelos tribunais, isso é um erro!

Pois bem, há muito mais com o que se espantar, mas espante-se ou adira aos argumentos escabrosos contra Lula quem o queira, lendo diretamente o, digamos assim, “arrazoado”… – Estão aí as trezentas e trinta e quatro páginas assinadas em Curitiba no dia 2 de junho de 2017: (Clique aqui para ler)

Da leitura atenta, veremos muito mais: por exemplo, lendo nas entrelinhas, que no caso da corrupção devemos adotar a tese de que os fins justificam os meios, de tal forma que o poder judiciário deve deixar de ser tímido e assim abster-se de aplicar aos julgamentos nos processos de corrupção uma tal de “timidez judiciária”, valendo-se, ao contrário, de algo que, imagino, há de ser uma “coragem judiciária”, aquela capaz de, à falta de provas, mas com base em indícios (se assim podemos chamar certas ilações) atingir o fim ”condenação”.

Isso se expressa no trecho: “Se queremos ter um país livre de corrupção, essa deve ser um crime de alto risco e firme punição, o que depende de uma atuação consistente do Poder Judiciário nesse sentido, afastando a timidez judiciária na aplicação das penas quando julgados casos que merecem punição significativa, como este ora analisado”.

Pois bem, será que “afastar a timidez judiciária” pode consistir em aceitar como prova a palavra de empresários – os mesmos que praticaram toda a sorte de crimes de corrupção e de imoralidades para atingir o seu objetivo desonesto de lucros extras obtidos mediante a apropriação indébita, também conhecida como roubo?

Pode ser digno de crédito quem, com tais credenciais, procura tirar a corda do próprio pescoço?

Serão os membros da Procuradoria Geral da República (do Ministério Público), os juízes, desembargadores e ministros do judiciário ingênuos a ponto de não perceberem que muitas das delações são evidentemente armadas em função do ambiente favorável, são mentiras palatáveis, fáceis de ser tomadas como verdades por servirem, também, aos interesses justiceiros do momento?
Ou estarão todos envolvidos pelo desejo de arrancar os anéis ainda que os dedos se vão juntos?

Ora, inconsistências saltam aos olhos em inúmeras delações. Vejamos: Independente de ser Sérgio Cabral culpado ou inocente das acusações de corrupção que pesam sobre ele, não se há de estranhar que a H. Stern, em acordo de delação, ao mesmo tempo em que abre sua caixa-preta para revelar que vende sem notas fiscais (e quem vende sem nota fiscal também compra sem nota fiscal, práticas realizadas para sonegar impostos, o que é o mesmo que ladroagem), aumenta a conta de Sérgio Cabral e sua mulher, apresentando uma lista que amplia de 11 para 41 itens as jóias adquiridas por eles em dinheiro e sem nota fiscal – destaque-se, “em dinheiro e sem nota fiscal” – acrescentando mais 4 milhões de reais ao patrimônio do ex-governador de tal forma que isso só poderia ser comprovado se as jóias fossem encontradas em poder do casal, mas… não foram!

Eu, por mim, invalidaria, à vista de tantas mentiras, inúmeras das delações feitas: e faria, mesmo, o possível para encontrar no direito positivo penas severas que pudessem ser aplicadas aos mentirosos, para que as chamadas delações premiadas não pudessem servir a interesses criminosos (inclusive, em certos casos, como uma forma de lavagem de dinheiro, quando alguém diz que deu para outrem uma quantia que, na verdade, não deu, de modo que possa usufruir para si desse valor de uma maneira que acaba encoberta pela própria justiça).

Ou seja, em vez de deixar de lado a minha “timidez judiciária”, mantê-la-ia, se abandoná-la correspondesse a desrespeitar a lei e os princípios mais fundamentais do direito.


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