SAUDADE

Minha querida Tia Amara, que encantou-se hoje, foi uma grande carnavalesca, pioneira do Galo da Madrugada.

Ela era uma brincante que se destacava nos blocos e troças do Recife, enchendo de vida e de alegria as ruas desta cidade mágica.

Na foto abaixo, ela aparece embaixo do estandarte do Bloco da Besta Fubana, usando a camiseta branca da nossa agremiação, com a Besta Fubana estampada nela.

Foi no carnaval de 2004.

Em homenagem a ela, aqui vai o frevo-de-bloco intitulado Saudade, da autoria de Aldemar Paiva.

A interpretação é do coral do Bloco da Saudade, a agremiação cujo desfile Tia Amara acompanhava toda segunda-feira de carnaval.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

10 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TIA AMARA ENCANTOU-SE

São três irmãs: Quitéria, Amara e Marlene.

A mais velha, Quiterinha, me pariu quando tinha apenas 17 anos de idade.

As outras duas irmãs mais nova, Amara e Marlene, é que ajudaram Quiterinha a me criar nos primeiros dias de vida e foram de fundamental importância na minha formação quando comecei os doces anos da infância.

Quiterinha encantou-se em março de 2014, cercada pelo amor de toda a família.

Quando foi hoje, agora nesta tarde chuvosa aqui do Recife, Tia Amara partiu e vai nos deixar um vazio imenso. 

Restou Tia Marlene, uma criatura doce e meiga, que mora num lugar de grande aconchego no meu coração.

Festeira como ela só, o São João deste ano vai perder em animação, pois Tia Amara não estará presente nos inúmeros festejos juninos de que costumava participar aqui na capital pernambucana.

Fomos visitar Tia Amara no hospital, eu e Aline, na última quinta-feira, ante ontem. Ela estava no apartamento e foi uma despedida triste.

Assim que voltamos pra casa, nos avisaram que ela tinha sido levada para a UTI.

Quando foi hoje, sábado, ela partiu pro infinito. 

Infelizmente, Tia Amara não viveu o tempo suficiente pra escrever o livro que planejava, contando os causos e histórias de sua movimentada, alegre e rica vida.

Um trabalho sobre o qual ela falou num vídeo que publiquei aqui no JBF em janeiro passado.

Descanse em paz, Madrinha!

Você foi um mulher porreta! Uma figura como poucas.

Um beijão saudoso do seu sobrinho e afilhado.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

10 junho 2017 RUY FABIANO

O PÚBLICO E A PRIVADA

Os ministro Gilmar Mendes, Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Neto que votaram contra o relatório do ministro Hermann Benjamin

A absolvição (4 a 3), pelo TSE, da chapa presidencial Dilma-Temer, eleita (?!) em 2014, adiciona mais um capítulo à novela de espantos da crise brasileira; um julgamento de quatro dias, de que já se sabia com larga antecedência os votos de cada um dos ministros.

Alguns foram escolhidos por um dos réus, casos de Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, indicados por Temer. Gonzaga, inclusive, advogou para a chapa Dilma-Temer em 2010, mas, como o caso em pauta se referia à eleição posterior, não se sentiu impedido.

Clamor das ruas? Ora essa: “Não se deve ouvir a turba”, proclamou o ministro Gonzaga, exercendo com fulgor o seu papel nesta crônica de uma absolvição anunciada.

Seu colega Napoleão Nunes Maia trocou o slogan “voz das ruas” pelo “voz das urnas”, o que, no limite, torna desnecessária a existência do próprio TSE. Não importa (é o que se infere do que disse) o que fez as urnas falarem – mas falaram, tá falado.

O teor fulminante das provas, expostas pelo relator Hermann Benjamin, não impressionou os juízes, que, aliás, já as conheciam em detalhes. Bocejavam de tédio e contrariedade diante do expositor – e lhe pediam objetividade.

Não contestaram as evidências documentadas, mas aspectos, digamos, formais, tais como a data de junção das provas aos autos. Pouco importava que se referissem a fatos contemporâneos ao que se julgava, apenas revelados posteriormente.

O mesmo plenário que autorizou colher os depoimentos da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura sustentou, por maioria, que eram inválidos.

Absolveram-se os réus não em face da inocência, na qual ninguém sustentou crer, mas por motivos que variavam da argumentação já referida dos prazos à dos supostos riscos à estabilidade da economia do país. Houve mesmo quem argumentasse (ministro Napoleão) que não apenas os réus, mas todos os candidatos teriam incidido nos mesmos atos.

Assim sendo, se todos delinquiram, absolvam-se todos, já que, segundo ele ainda, em reeleição, é natural o abuso de poder econômico. Validou, assim, a blague segundo a qual “ou todos nos locupletamos ou restaure-se a moralidade”.

O TSE, no entanto, não estava julgando a todos, mas um caso específico, que, por envolver uma eleição presidencial, quebraria um paradigma nefasto, que inversamente consagrou.

O julgamento agrava a crise na medida em que aprofunda o descrédito geral nas instituições. Quando o próprio Judiciário obstrui a Justiça, em nome de fatores a ela estranhos, como a estabilidade da política e da economia – na verdade, do governo -, assume o papel mencionado pelo relator de “coveiro de provas vivas”.

Ao se eleger vereador pelo Rio de Janeiro, nos anos 50, o humorista Barão de Itararé prometia: “Farei na vida pública tudo o que faço na privada”. Era uma piada, mas era também uma profecia, em pleno cumprimento nos dias em curso.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

FLAVIO AXEL – RIO DE JANEIRO-RJ

Prezado Berto,

Sou um fubãnico fanático e seu eleitor caso se concretize a sua candidatura à presidência de república em 2018!…rs

Há tempos tenho vontade de te enviar nossa publicação mas não tenho seu endereço de correspondência.

Estou querendo te enviar a nossa última edição do Brasil em Números 2016, que neste ano contou com a parceria da Fundação José Augusto-RN.

Nossa publicação conta com a colaboração de diversos professores doutores em diversas áreas do conhecimento, é um boa leitura…

Me mande seu endereço postal para inseri-la em nossa lista VIP,

Forte Abraço e Saúde!

Atenciosamente,

R. Caro leitor, amigo e eleitor, você me deixou ancho que só a peste.

Constar da lista VIP do IBGE, um dos mais eficientes, produtivos e isentos órgãos do serviço público brasileiro, é uma honra arretada.

Enviei o meu endereço postal, conforme solicitado. E informo que o correio já me entregou a encomenda que você mandou.

Muito grato mesmo.

E, para não deixar os nossos queridos leitores com inveja, informo que é só clicar na ilustração ao final da postagem que terão acesso a esta publicação.

Um minucioso retrato em números do nosso país.

O fubânico Citador de Números, viciado em estatísticas, números e dados, vai fazer a festa!!!

Um abraço pra toda essa turma competente do IBGE, especialmente para o pessoal da Gerência de Relações Institucionais.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

10 junho 2017 HORA DA POESIA

RETORNO DOS RETIRANTES – Maria Braga Horta

Na volta, achamos os perdidos passos
do abandono da terra: nos currais
velhos cochos lascados e os baraços
destorcidos e secos dos manguais;

esqueletos fundidos nos penhascos
e caveiras no espanto dos pardais;
ferraduras com esquírolas de cascos
e mofados arneses nos portais;

por estirões sem fim de álveos vazios,
devassados mistérios, por assente
que nem sempre de água são seus rios,

e, nos toscos casebres, negros fumos
com que a vida marcou, no tempo ausente,
dos rudes passos os cansados rumos.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

10 junho 2017 PERCIVAL PUGGINA

ERA O QUE FALTAVA. TRIBUNAIS NÃO SABEM MAIS O QUE SÃO!

Interessante, não é mesmo? Em relação à cassação da chapa Dilma-Temer pode-se formular duas indagações com respostas possivelmente contraditórias, a saber:

– a chapa deveria ter sido cassada?

– convinha ao momento político e econômico brasileiro a cassação da chapa?

Eu responderia à primeira pergunta, com a imensa maioria do povo brasileiro, de modo afirmativo. O assalto aos cofres públicos promovido pelo PT e pelo PMDB contaminou a dupla presidencial e, de cambulhada, os mandatos de parcela expressiva do Congresso Nacional. Estivesse sendo julgado o mandato de um prefeito, de um parlamentar e mesmo de um governador, com muito menos evidências do que as disponíveis neste caso, o tribunal teria resolvido o assunto numa sentada sem blá-blá-blá.

Já à segunda pergunta eu daria resposta negativa. Estabilidade política é condição indispensável ao desenvolvimento das atividades econômicas, à míngua das quais entra-se em “depressão” social, com queda do nível de emprego e precarização das condições de vida. A cassação da chapa e o afastamento do presidente criariam um novo sobressalto institucional. Prolongado sobressalto, diga-se de passagem, porque caberia recurso ao STF, com direito a todas as juntadas, embargos e pedidos de vista. Confirmada a decisão, haveria a posse de um governo provisório, através do presidente da Câmara (Rodrigo Maia), seguido da articulação política e legislativa para definir as regras da eleição indireta de um novo presidente pelo Congresso Nacional. Este novo mandatário, então, cumpriria um período de poucos meses, suficientes para fins de direito, mas insuficientes para nossas urgências sócio-econômicas.

Parece evidente que este confronto entre a óbvia presença das condições para a cassação da chapa e a conveniência do ato compareceu às sessões de deliberação do TSE e agitou seus bastidores. Gilmar Mendes, empanturrado de autoestima, na completa saciedade de si mesmo, deixou isso muito claro ao longo de suas manifestações, sempre desprezando as provas para assumir um discurso nitidamente político. E note-se, atropelando a coerência ao afirmar que … “Não devemos brincar de aprendizes de feiticeiro. Não tentem usar o tribunal para resolver crise política. O tribunal não é instrumento. Resolvam seus problemas”. Não foi isso que ele fez?

O tribunal foi instrumentalizado, sim. Quatro ministros serviram votos às conveniências da atividade política. Agiram na esteira das circunstâncias e jamais repetirão as mesmas frases em decisões subsequentes.

Creio que fica, assim, caracterizado um gravíssimo problema institucional. Ele se havia manifestado, recentemente, quando o STF mudou de opinião sobre o afastamento das presidências da Câmara e Senado quando na condição de réus perante a corte. Se Renan Calheiros saísse, seu vice, o petista Jorge Viana, se encarregaria de acabar com a governabilidade do país. Então, coube a Celso de Melo dar jeito de coisa séria àquela patacoada.

Nossos tribunais superiores não sabem mais o que são. Não sabem se atuam no campo do Direito, no topo do poder político como poder moderador da República, ou as duas coisas. Na segunda função, têm servido ao que Gilmar diz não se prestar, precisamente enquanto se presta: a aprendizes de feiticeiro para resolver crise política.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

DACOSTA – CHARGE ONLINE

JOÃO JOSÉ DA COSTA – AMERICANA-SP

Amigos,

eu sou Administrador, Advogado e Professor.

Agora, aos 76 anos, aposentado, dedico-me a escrever livros infanto-juvenis educativos.

Tenho um site, onde disponibilizo meus livros para baixar gratuitamente. Estes livros educativos são úteis e importantes para que as crianças de sua cidade sejam melhores pessoas e cidadãs mais conscientes!

Meus trabalhos são, essencialmente, voltados ara a EDUCAÇÃO de nossas crianças. São livros que colaboram para o desenvolvimento e formação de pessoas, bem como para inspirar, despertar e reforçar o interesse, nos seguintes aspectos: caráter e valores morais; conceito de cidadania; consciência ecológica; valores de família; respeito aos educadores (pais, avós e professoras); ordem e disciplina; cultura e conhecimento; incentivo ao estudo como caminho para o sucesso e espiritualidade.

O site tem o caráter filantrópico e educativo, sem fins lucrativos.

Clique aqui para acessar.

Agradeço o apoio de vocês na divulgação do site, possibilitando-me uma parceria para uma melhor Educação de nossas crianças!

Se gostou do site, divulgue-o aos seus amigos.

Atenciosamente,

10 junho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

SERTÃO DE VOLTA

Comentário sobre a postagem QUERO O MEU FORRÓ DE VOLTA

Xico Bizerra:

“Com a invasão de outros ritmos em nossas festas juninas, empanando, sobremaneira, nossas tradições, criou-se o movimento QUERO O MEU SÃO JOÃO DE VOLTA.

Há dez anos, juntei-me com Bráulio Medeiros e, como se premonição fosse, fizemos o QUERO MEU SERTÃO DE VOLTA, de certa forma ampliando o conceito do movimento atual.

Foi gravada por Ilana Ventura, em belíssima interpretação.

Ou seja, não basta o São João de volta.

Queremos, também, nosso Sertão de volta.”

* * *

10 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto

Eis mais um absurdo encontrado na primorosa educação de Banânia.

Livro infantil sugere casamento entre pai e filha!!!

R. Meu caro colunista fubânico, com a atuação massacrante e incansável destes descerebrados muderninhos do “politicamente correto“, eu não me espanto com mais nada.

Nada que os idiotas zisquerdóides excretem de suas mentes cheias de bosta, me causa espanto.

Depois da massacrante pregação baitolística e da intensa campanha heterofóbica, agora só faltava mesmo este absurdo.

Vamos mandar um recado pro autor do livro e pra todos os felas-da-puta mudernóides de Banânia.

Vão tomar no meio do olho-do-furico, seus degenerados safados!!!

Prestem atenção nas vomitativas explicações da editora que imprimiu esta merda e que estão no final do vídeo abaixo.

10 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

COMEÇAR DO ZERO

Comentário sobre a postagem UM PODER LEGISLATIVO BANÂNICO

Lena:

“Esta lista impressionante, mais a do poder judiciário (STF) e os últimos ocupantes do Palácio do Planalto, nos fazem ter certeza de que o melhor é fazer como sugeriu meu saudoso professor de História do Brasil nos anos 80:

Pegar o Brasil, virar e bater várias vezes para cair tudo no Oceano Atlântico, voltar à posição inicial e começar tudo de novo, do zero!”

* * *

 

10 junho 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE


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