11 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

ITARARÉ LIMEIRA – NATAL-RN

Prezado Berto,

Segue foto que recebi e que ilustra, penso eu, um sentimento difuso e coletivo, com a recente decisão do TSE.

Basta ter bons advogados, fora e dentro dos tribunais….

Abraços,

11 junho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

11 junho 2017 JOSIAS DE SOUZA

SILÊNCIO DE TEMER É ELOQUENTE

11 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

JOSÉ NÊUMANNE PINTO – SÃO PAULO-SP

Peço licença aos prugilos
Dos Quelés da juvenia
Dos tofus dos audiacos
Da Baixa da silencia
Do Genuino da Bribria
Do grau da grodofobia

Com estes versos de Zé Limeira, o poeta do absurdo, abro esta concessão que faço a minha imagem de crítico, impiedoso, austero, duro e seco sertanejo para comemorar uma efeméride familiar.

Isabel e eu comemoramos nesta sexta de festa 9 de junho de 2017 bodas de trigo, ou seja, três anos de casados.

E não sinto vergonha nem pudor de me derreter todo e compartilhar com você dessa alegria incontida.

Para a ocasião preparei um poema, o li e cheguei até a gravar um vídeo fazendo essa leitura num post publicado em meu site Estação Nêumanne

R. Parabéns, meu caro colunista fubânico!

Pra você e pra Isabel.  

Vocês constituem um belo casal e merecem desfrutar desta felicidade que embala a vida dos dois.

Saiba que é um privilégio editar um página que conta com um colaborador do seu quilate.

Um malassombrado que faz a república tremer a cada novo comentário que coloca no ar!

Pra celebrar estas Bodas de Trigo, a Editoria do JBF oferece uma música pro casal.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE


GRAVE RISCO

Lastimável, é tudo que se pode dizer do comportamento de quatro dos sete membros do TSE- Tribunal Superior Eleitoral, que estão julgando o arrependido pedido do PSDB para a cassação da chapa Dillma e Temer, uma tragédia nacional. A fortíssima fundamentação e argumentação do relator, que pede pela cassação da chapa, sofre constantes contestações dos “ministros partidários” que estão não julgando, mas realizando de forma desavergonhada a defesa dos meliantes que se usufruíram de caminhos tortuosos e criminosos para chegar ao Poder. O despreparo do ministro Ademar Gonzaga é gritante, mostrou-se desconhecedor até de documentos probatórios apresentados pelo ministro relator Herman Benjamin. É na mão de julgadores como ele que está o destino do Brasil e seu povo. Ele como outro membro, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, foram nomeados por Temer há pouco mais de 90 dias e, ao que parece, pelos argumentos e posturas contra o relatório, estão fazendo as pagas. Mesmo conhecedor das falcatruas da chapa, o ministro Tarcísio vota contra a cassação pelo simples motivo de que não aceita juntada das provas neste processo por terem sido pós demanda.

O que se observou durante o julgamento, comandado pelo presidente do Tribunal, ministro Gilmar Mandes, é que a conveniência política nos tribunais está se sobrepondo aos ditames da lei, e isso é grave. Juiz está lá para julgar de acordo com a lei. Essa saída que professa Gilmar Mendes, de que mais que a aplicação da lei, está o momento de estabilidade política e de governo, é uma desfaçatez jurídica, é um ponto fora da curva, com alto risco de se tangenciar e sabe-se lá o que poderá de mal causar ao Brasil. Uma coisa é certa, com esse tangenciamento, reergue das cinzas todo o bando quadrilheiro com forte argumento, de alta influência na população pouco esclarecida, de que houve sim um golpe e que tudo que está acontecendo é uma tramoia das elites. Vai respingar até na Lava Jato.

Este fato comportamental de Gilmar Mendes e companheiros na absolvição, está pautado pelas influências dos partidos e chefes partidários como FHC, todos envolvidos com a Justiça. Entram nesse saco de malfeitores, Lulla, Aécio Neves, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Jucá e outros tantos saqueadores dos cofres da República. A impunidade vai retornar com força e o campo das negociatas e apoio do dinheiro sujo perderá o receio de penalidade. A chancela legal dada a chapa Dillma-Temer é temerária. Com toda certeza, o TSE saíra chamuscado.

Seja lá o que for decidido pelo TSE, uma verdade é inequívoca, não há mais condições de se manter o processo político vigente. Urge uma reforma política e aquele que sair na frente sem o laço jurídico no pescoço, receberá a aprovação popular. Acredito que a salvação dos atuais partidos seria o afastamento imediato de toda sua cúpula diretiva e política envolvida com a justiça, não há outro caminho a ser trilhado. Terminada a votação do pedido de cassação da chapa PT-PMDB e vencida por esta, há uma enorme probabilidade de acontecer uma revolta na população que poderá ser manifestada nas ruas ou na rejeição de forma acintosa à classe política e seus líderes que se verão impedidos de frequentar lugares públicos.

João Dória, Marchesan e outros líderes da nova geração política, deverão, o mais rápido possível, marcar claramente suas posições ante a estrutura arcaica e contaminada dos seus atuais partidos. O PSDB-Dória, como exemplo, tem que se impor aos carcomidos chefes políticos e pedir imediato afastamento de todos eles. Ou o Dória faz isso ou será tragado pela lama dos chefes contaminados. O que se vê no TSE é a extensão dessa política indecente, que se proliferou desde a ascensão do PT ao governo, com o beneplácito de FHC que busca também pela salvação de Lulla na Lava Jato. Está passando da hora da população reagir de forma dura com todas essas atuações fétidas da atual classe política brasileira, raras exceções. Vem por aí muito mais podridão do governo e seu bando de aliados, muitas caixas de corrupção estão para serem abertas, agora somadas às caixas Loures e Palocci. É alguma coisa de surreal ver um Deputado Federal, braço direito do Presidente da República, sair correndo pelas ruas com uma mala cheia de dinheiro da corrupção. A que ponto chegamos. O momento é de grave risco.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

A GARGALHADA DO COVEIRO DE PROVAS VIVAS

“Recuso o papel de coveiro de prova viva”, resumiu o ministro Herman Benjamin no fecho da monumento à verdade que ergueu em meio às ruínas da Justiça. “Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”, completou o relator do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral.

Com o apoio de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, indiferente a provocações, apartes impertinentes, risos debochados e sussurros cafajestes, Benjamin acabara de devassar com comovente altivez a catacumba repleta de canalhices protagonizadas pela dupla que fez o diabo para ganhar a eleição de 2014.

Ele soube desde a primeira linha da surdez obscena do trio de súditos afinado com o solista no comando. Mas entendeu que precisava mostrar a milhões de brasileiros o que seria enterrado nesta sexta-feira. E deixar claro que ainda há juízes mesmo em tribunais infestados de espertalhões e sabujos trajando togas puídas nos fundilhos.

O que falta é mais gente decidida a avisar nas ruas, aos berros, que o Brasil decente não se deixará intimidar pelos poderosos patifes que teimam em obstruir os caminhos da Lava Jato. Refiro-me à verdadeira Lava Jato, representada por Sérgio Moro, não à caricatura parida em Brasília por Rodrigo Janot.

A gargalhada de Gilmar Mendes na primeira página da Folha deste sábado comunica que o nada santo padroeiro de amigos em apuros continuará tentando marcar encontros com o que chama de “prisões alongadas ocorridas em Curitiba”. Faria um favor a si mesmo e, sobretudo, ao país se marcasse encontros com princípios e valores abandonados em algum lugar do passado. Quase todos podem ser localizados no histórico voto de Herman Benjamin.

Não será difícil ao atarefado Gilmar Mendes achar tempo para a tentativa de reencontrar a Lei, a Verdade e a Justiça. Basta suspender por algumas semanas encontros com bandidos de estimação e com agentes funerários especializados no sepultamento de provas do crime.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

O ladrão é preso com um porco nas costas ao sair do sítio da vítima.

Ele perguntou ao policial:

– Como foi que o senhor me prendeu tão depressa?

O policial respondeu:

– O  vizinho denunciou, ele viu quando você entrou no sítio da vítima.

O ladrão respondeu:

– Então eu tenho de ser solto imediatamente, porque o porco que eu roubei ainda não estava nas minhas costas quando entrei no sítio, portanto não era parte da denúncia quando ela foi apresentada. Então se desconsiderarmos o porco, não temos roubo nenhum.

O policial deu uma porrada no meliante, enfiou ele no camburão e disse:

– Tá pensando que isto aqui é o TSE, seu merda?!!!

11 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

LOTEAMENTO DE CARGOS

Dentre os inúmeros erros e desacertos estruturais que desequilibram o bom funcionamento do serviço público, um dos piores, é a tal da indicação política para cargos administrativos. O abominável loteamento de cargos. A desastrosa nomeação de afilhados, geralmente despreparados para o cargo, visa somente resguardar interesses próprios. Transformar o servidor em agente partidário, em moeda de troca. Garantir apoio e benefícios futuros para determinadas alas.

A prática é norma antiga. Defende a tradicional tática do “é dando que se recebe”. O que sobra são desmandos. Interferências. Acúmulo de problemas, improbidade administrativa, abusos, influências negativas que ferem os princípios constitucionais, a ética e a boa-fé, enquanto lesam a legalidade, a finalidade, a motivação, sobretudo, os direitos de cidadania.

Os políticos do alto escalão da esfera municipal, estadual e federal não useiros e vezeiros dessa vergonhosa estratégia pouco se lixando se ferem os princípios da moralidade, da finalidade, motivação e da eficiência.

Para os apadrinhados, costumeiramente são reservadas nomeações para cargos administrativos em creches, escolas, hospitais públicos, unidades de saúde, repartições, superintendência ou chefia de órgãos civis e militares, secretarias e ministérios, ultrapassando a vez de concursados, desobedecendo hierarquia. Desconsiderando a necessidade de conhecimentos técnicos para a função. A obrigatória capacidade para a gestão. A natural experiência de servidores de carreira.

Para os nomeados, ficam abertas vagas, enquanto durar o mandato, para parentes e amigos com o propósito de fechar a cerca para indesejáveis invasores que possam arranhar o prestígio político.

Daí a ineficiência no serviço público, o desinteresse no atendimento ao cidadão, as propinas, a roubalheira, os desvios de recursos, a lavagem de dinheiro, considerado sujo pela Justiça. Fertilizando a cultura da corrupção.

O poder corrompe. O poder tem o vício de desconsiderar o lema democrático de que, legalmente, o poder pertence ao povo. Ao gestor, compete a obrigação de garantir os direitos e deveres de cidadania. Administrando os sagrados limites entre a administração e administrados.

A razão do país enfrentar tremenda turbulência decorre em primeiro lugar de nomeações estritamente políticas. Feitas a granel. Sem se aprofundar no perfil técnico do indicado, com o intuito apenas de acomodar aliados. Por isso é que nas listas de nomeação em todas as esferas institucionais, raramente aparece alguém capacitado para alavancar a economia, tão rastejante. Sem fôlego no momento.

Por exclusiva culpa de gestores, que só agem negativamente, a Nação se encontra ineficiente. A população, desanimada e inquieta, bombardeada pelos efeitos da terrível recessão econômica e pelas inesgotáveis denúncias de corrupção, exige pressa nas mudanças. Quer agilização nas reformas, deseja um serviço público profissionalizado, com base unicamente na meritocracia, com base somente na aptidão individual. Sem a interferência da política burocrática. Puramente patrimonialista. A começar pela nomeação de cargos públicos estritamente por critérios técnicos. Considerando a competência individual.

O povo, submisso e sofrendo as agruras de 14 milhões de desempregados, quer ação enérgica do Congresso Nacional, atualmente composto por pessoas desacreditadas. Somando a inércia congressista, a impopularidade do governo, a crise política, reforçada pelas delações, o que resulta são tumultos, vandalismo e agressões.

Não sobra nadica de nada para se pensar em ordem, em país democrático, em desenvolvimento, onde ação alguma possa ser resolvida somente nos bastidores. Na surdina. Sem a participação do povo.

Para a economia escapar do enguiço, voltar a crescer, engradecer o PIB, gerar emprego, distribuir renda, combater a pobreza e reduzir gastos, é alinhavar as duas maiores forças de desenvolvimento. A força de trabalho com os meios de produção. Como foi feito até a metade do século XX.

Sem isso, nada feito. Tudo não passa de conversa mole. Balela. Conversa pra boi dormir.

Sem isso, nada feito. Tudo não passa de conversa mole. Conversa pra boi dormir.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 junho 2017 DEU NO JORNAL

ELE CAGOU UM NOVO TOLÔTE ORAL

Mais uma de Lula neste sábado, no evento de posse do diretório paulista do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo:

“Nunca o Brasil precisou tanto do PT como está precisando agora. Nós sabemos como fazer a economia crescer.”

Que o digam os 14 milhões de desempregados deixados pelo governo petista.

* * *

Já que falamos do canalha – o maior mentiroso que este país já viu com a bunda na cadeira da presidência -, não custa nada lembrar que ele é o tema da pesquisa que o Instituto Data Besta botou no ar.

Cumpra sua obrigação fubânica e o seu dever cívico dando a sua peruada.

É só ir ai do lado direito desta gazeta escrota.

Um excelente domingo pra todos vocês!!!

11 junho 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

SEPTICEMIA SOCIAL

Este colunista e o finado candidato a presidente, Eduardo Campos

No dia imediatamente anterior ao “acidentamento” do Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, então candidato à presidência da nossa República; em um gesto altamente premonitório, encerrou sua última fala à nação com uma frase que ecoa em nossas mentes até os dias de hoje: NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL!

O mesmo Eduardo, por ser possuidor de uma sensibilidade extremamente aguçada para o estado de espírito da população, coisa que está tremendamente escassa atualmente em nossas camadas dominantes, percebeu o altíssimo grau de desencanto que perpassa todas as camadas sociais de nossa nação, fruto principalmente da extrema bandalheira que vem sendo praticada diuturnamente pela nossa briosa classe política. Diagnóstico mais preciso do que este seria impossível! De lá para cá, esta situação só se agravou! Tanto que estamos nos aproximando rapidamente de um paroxismo social.

O prezado Dr.Eduardo Campos, de saudosa memória, que me perdão, mas está tremendamente difícil não desistir do Brasil. Especialmente para qualquer pessoa possuidora de uma visão um pouquinho mais ampla e circunstanciada da situação de nossa combalida e tripudiada nação. De minha parte, não estou fazendo segredo nenhum de que o meu limite já foi ultrapassado há muito tempo e que meu saco estourou.

Antigamente, a impressão que eu tinha da estrutura social do Brasil era a de uma criançona retardada mental e com hidrocefalia. Via assim devido ao grande inchaço da sua suposta estrutura de comando, assim como das inúmeras distorções aberrantes da mesma, tal qual ocorre na síndrome utilizada como metáfora.

Hoje, a impressão que eu tenho é de que a imensa cabeçorra gangrenou toda! Está podre e fedendo!

Em casos de gangrena em algum órgão do corpo humano, a única solução eficaz encontrada até agora tem sido a total extirpação do órgão afetado, de modo a que este, por sua condição de podridão, não venha a infeccionar todo o restante do organismo e, por consequência, levá-lo à morte.

No presente caso do Brasil, a situação é deveras bem mais complicada!

Como a putrefação atingiu toda a hipertrofiada estrutura de comando da nação, encaramos uma situação inusitada em que teremos que tentar fazer um transplante de cabeça e, ao mesmo tempo, manter o combalido e debilitado organismo acéfalo vivo.

Ocorre que, ao nosso ver, dado o total estado de putrefação dos órgãos dominantes, a podridão já se espalhou em metástase por todos as demais partes do organismo, mesmo que algumas ainda insistam em esforços ingentes pela busca de sua perpetuação em vida. É uma situação que poderíamos adequadamente denominar como sendo de SEPTICEMIA SOCIAL. Ou seja: A infecção já se alastrou por todo o organismo.

Podemos concluir, a partir desta metáfora médico-escatológica, que será dificílimo para o Brasil se recuperar de todo o mal que vem sendo praticado e intensamente nutrido pelo tsunami de imbecilidades cultivado pela gangue petista e seus acólitos.

Tenho viajado a negócios durante os últimos tempos por diversas cidades do mundo e, por consequência, tenho mantido conversas com inúmeros homens de negócios e líderes empresariais nos inúmeros países por onde tenho me deslocado. A conversa tem sido sempre a mesma:

– Adoraria visitar e fazer negócios com o seu país mas, ao que me parece, a taxa de criminalidade por lá é extremamente alta. É realmente assim como dizem os jornais?

Eu, por uma motivação que vem do mais íntimo do meu ser, tenho uma profunda repugnância de pessoas que falam mau de seu país ao se encontrarem em países diferentes. Por outro lado, tenho também profundas reservas com relação a contar mentiras e a enganar quem quer que seja. Vejo-me então de uma verdadeira “Escolha de Sofia”: Falo que é mentira, negando a realidade de uma situação de criminalidade que se assemelha à guerra da Síria, induzindo o gringo a erro, ou digo a verdade e fico me sentindo terrivelmente mal por estar confirmando os piores temores dele com relação à nossa querida nação?

Assumo então uma posição de mussu ensaboado:

– É! Realmente temos uma alta taxa de criminalidade mas esta é confinada, primordialmente, em bolsões onde a miséria é predominante e há problemas com drogas.
Só para dar um pequeno exemplo das imensas perdas econômicas que vem sendo provocadas pelo nosso caos social, analisemos o caso da cidade de Trogir, na costa da Dalmácia (Croácia), que acabei de visitar.

Informaram para mim que há cerca de 4.000 pequenos veleiros sendo arrendados para turista na região. A capacidade de cada um destes veleiros é, em média, de 10 pessoas. Podemos estimar, de forma bastante conservadora, que cada uma dessas pessoas gastará cerca de US$ 1.000 durante sua permanência média de uma semana na região. Considerando que a temporada turística, que vai de meados de maio até meados de outubro, tenha uma duração de 25 semanas de atividades, podemos concluir que há uma injeção de aproximadamente US$ 1 BILHÃO (UM BILHÃO DE DÓLARES) a cada estação, diretamente na economia deste pequeno país, recém saído de uma guerra fratricida e cruel. (4.000 barcos X 10 Ocupantes/barco X US$ 1.000 por ocupante X 25 semanas = US$ 1 BILHÃO)

Os sinais da felicidade econômica estão em toda parte. Desde as obras de expansão do pequeno aeroporto, de onde saem e chegam voos internacionais a cada 5 ou 10 minutos, principalmente para a Alemanha e a Escandinávia, até o sorriso cansado e feliz das atendentes nos hotéis, restaurantes e marinas. Cansados mas felizes, por estarem assegurando honestamente seu sustento ao longo de todo o restante do ano.

Esta pequenina região acolhe mais de 20% de todos os turistas internacionais que visitam o Brasil a cada ano. Por que será? Será porque podemos sair todos do barco a passear, e ficarmos TOTALMENTE despreocupados com relação a entrarem em nosso barco e roubarem alguma coisa? Será porque todos os serviços públicos funcionam incrível e monotonamente bem sempre que deles precisamos? Será porque os comerciantes praticam sempre preços razoáveis, sem se aproveitar do fato de estarem localizados em ilhas distantes e serem a única fonte possível de suprimento? Será porque as meninas que nos atendem são deslumbrantemente lindas, elegantes, risonhas, simpáticas, e falam sempre uma meia dúzia de idiomas à nossa escolha? É tudo isso e muito mais!

Ah, Brasil! Quantos séculos mais de evolução serão necessários para nos livrarmos desta urucubaca?

ACIDENTAMENTO – neologismo criado pelo autor para caracterizar o desfecho da condição de extrema tendência a acidentes fatais de que passam a ser possuidores aquelas pessoas que venham a ameaçar as ambições de hegemonia política dos partidos de esquerda em nosso país. Vide os casos do Ministro Teori Zavask, Celso Daniel, do próprio Eduardo Campos, e outros. É o desdobramento e uma continuidade adaptativa do conceito de “justiçamento”, princípio inúmeras vezes utilizado por esta facção criminosa.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

11 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM FUBÂNICO ENXERIDO DENTRO DO CONTEXTO

Quinta-feira passada ligou-me o colunista fubânico Jessier Quirino.

Como sempre, foi conversa comprida igualmente um dia de fome.

Falamos de tudo e de todos. De cabo a rabo.

Jessier me contou a história verdadeira de uma velha rica, uma matrona paraibana, cheia de propriedades, que, no leito de morte, chamou a cambada de filhos pra falar sobre a divisão da herança.

E os filhos começaram a discutir, questionando os critérios da mãe na repartição dos bens entre eles.

A cachorrada foi feia. A discussão alcançou tal intensidade que a velha se arretou e gritou com aquela cambada de filhos gananciosos:

– Que arenga do caralho! Pois fiquem sabendo que não vou mais morrer porra nenhuma!

Ameaça feita, ameaça cumprida: a velha tá vivinha até hoje!!!

Mas a principal notícia da conversa foi que nosso querido colunista está com um novo programa na Rádio CBN, de João Pessoa.

Uma coluna intitulada Enxerida no Contexto.

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Parabéns, meu caro Poeta!

Em nome de toda a comunidade fubânica, desejo muito sucesso neste seu novo empreendimento.

Aliás, sucesso é a marca registrada de toda as suas atividades. E vai continuar sendo.

Um brinde dominical para os nossos leitores:

Clique aqui para ouvir o programa de estreia.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

MEU SANTO É BRASA

Chegou o São João ! ! !

Um embalo junino composto pela dupla Jackson e Anastácia, na voz de Jackson do Pandeiro. 

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Anastácia e Jackson do Pandeiro

11 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

11 junho 2017 REPORTAGEM

PETRALHAS A TODO VAPOR

INDIRETAS JÁ – A senadora Gleisi Hoffmann foi eleita indiretamente por 367 pessoas, muitas investigadas pela Justiça

A eleição da senadora Gleisi Hoffmann (PR) para a presidência do PT só corrobora o fato de que a direção tomada pelo partido é uma só: a do precipício. O partido escolheu, por eleição indireta, uma presidente denunciada no Supremo Tribunal Federal (STF) por receber dinheiro de propina para financiar suas campanhas eleitorais. Com isso, o partido segue na contramão de algumas (poucas) tendências do partido, como as capitaneadas por petistas históricos como Olívio Dutra e Tarso Genro, ávidos por uma reflexão profunda sobre os malfeitos da legenda nos últimos anos. Gleisi, pelo contrário, parece não enxergar problemas na maneira como o PT foi conduzido nos últimos tempos. À platéia, apinhada de processados, imprimiu novas cores à narrativa. Agora, não descarta que o partido tenha incorrido em atos ilícitos. “O dinheiro desviado só não estava destinado a enriquecer” a companheirada – argumento que, sabe-se, também não guarda relação com os fatos.

A petista teve escola. Gleisi não teria alcançado o posto máximo da legenda sem a prestimosa contribuição do famoso padrinho. Foi eleita com a bênção do ex-presidente Lula, o que mostra que ele continua sendo o grande coronel do partido, embora pentarréu e prestes a ser condenado em primeira instância. A atuação do ex-presidente no pleito interno do PT contraria inclusive seu próprio depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, no qual disse não possuir influência nas decisões da legenda desde quando assumiu a Presidência da República em 2002 ao ser questionado se ele tinha conhecimento da corrupção na Petrobras perpetrada por seu partido.

“O PT não é organização religiosa e, por isso, não faz profissão de culpa, nem tampouco nos açoitaremos” Gleisi Hoffmann, presidente do PT

Outra demonstração de que a velha-guarda ainda continua viva entre as galerias da legenda – e pronta para atacar de novo os cofres do país – foi o “carinho” demonstrado a um dos políticos mais implicados nos últimos escândalos de corrupção: José Dirceu. Durante a abertura do 4ª Congresso Nacional do PT, na sexta-feira 2, em Brasília, o nome dele foi recebido com o tradicional canto de guerra: “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”.

A platéia qualificada com militantes graduados no mundo do crime contou ainda com a presença do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. Delúbio foi condenado por lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato a uma pena de cinco anos de prisão em regime fechado. Delúbio é acusado de participar de uma operação de empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões concedido ao pecuarista Jose Carlos Bumlai e que teve como destino real o PT. De chapéu branco, ele entabulava conversas descontraídas, sem qualquer sensação de culpa.

Por fim, a opção pela senadora Gleisi em detrimento de petistas dispostos a puxar o PT para outro rumo, o do mea culpa, revelou também uma característica da cúpula que agora será liderada por ela pelos próximos dois anos: a de descartar como sapato velho companheiros que estão mais implicados com a Justiça, como é o caso dos ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci. Este último preso em Curitiba. Os dois são assuntos proibidos no partido. Eles estão prestes a assinar acordo de colaboração premiada com a força-tarefa da Lava Jato.

No seu primeiro discurso já como presidente eleita do PT, no sábado 3, Gleisi mandou um recado aos militantes e fez um gesto de que dará continuidade à forma de se fazer política dentro da legenda. Ou seja, a senadora vai passar uma borracha no passado de sujeira e não reconhecerá os erros, como a institucionalização da corrupção nos governos de Lula e Dilma.

PT não é igreja

No discurso de posse carregado de ironia e escárnio, Gleisi disse que a legenda não é organização religiosa e, por isso, não faz profissão de culpa, nem tampouco “nos açoitaremos”. E, mais uma vez, se apoiou em cantilenas antigas para justificar sua omissão. “Não vamos ficar apontando nossos erros para que a burguesia e a direita se aproveitem disso. Nós reconhecemos nossos erros na prática”, disse a senadora.

Mas o motivo dela não querer escarafunchar o passado é outro. Gleisi também é investigada pela Operação Lava Jato. A senadora é ré no processo que tramita no STF. A ação imputa a ela crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ela teria recebido R$ 1 milhão do esquema montado na Petrobras. A senadora foi ainda citada por três delatores da Odebrecht que afirmaram que ela se beneficiou da propina paga ao marido, Paulo Bernardo, quando ele ocupava a cadeira de ministro dos governos de Lula e Dilma. O dinheiro serviu para irrigar a conta de campanha dela para a prefeitura de Curitiba em 2008 e ao Senado, em 2010. Além disso, as despesas com a corrida dela ao governo do Paraná em 2014 também contaram com aportes da empreiteira.

GRUPELHO – O senador Lindbergh Farias ficou em segundo na eleição para presidente do PT, com 226 votos, num congresso esvaziado. O partido está ficando cada vez menor 

Gleisi responde ainda a outro processo na Suprema Corte. Os ministros devem julgar a ação que investiga o envolvimento dela com irregularidades em contratos do Ministério do Planejamento com empresa de gestão de empréstimos consignados. Na ocasião em que foi deflagrada a Operação Custo Brasil, em junho de 2016, o marido dela, Paulo Bernardo, chegou a ser preso.

Para vencer seus adversários, como o colega de bancada no Senado, Lindbergh Farias (RJ), ela recorreu ao colégio eleitoral petista, em eleição indireta, contrariando a tradição do partido nos últimos anos, em que o presidente era eleito de forma direta pelos 2 milhões de filiados. Gleisi foi eleita por 367 (61%) dos 593 votos. Em segundo lugar, ficou Lindbergh, com 226.

A eleição de Gleisi poderia significar um ato de vanguarda, por ser a primeira mulher a exercer a função mais alta do partido. Mas, diante dos crimes que lhe são imputados, esse fato passará despercebido.

PT sem rumo

O PT, que prega eleições diretas, escolheu a nova presidente, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), pela via indireta, num colégio eleitoral composto por apenas 593 petistas

Em anos anteriores, o presidente do partido foi eleito por eleições diretas, com o voto dos dois milhões de petistas

Desta vez, Gleisi foi eleita por apenas 367 pessoas, o que dá para encher menos de dez ônibus

O senador Lindbergh Farias (RJ) ficou em segundo, com 226 votos

Transcrito da Revista IstoÉ

11 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

PEDRO CELESTINO BATISTA (PEDRO BIQUARA)

Boêmio, poeta, humorista e amigo terminal, é o mínimo que se pode dizer desse matuto nascido em Boi velho, que pertencia a Monteiro-PB. Tal qual o personagem Buendía do romance “Cem Anos de Solidão” de Gabriel Garcia Marques, fez na vida de tudo um pouco sem que nada de material lhe restasse quando partiu.jogo do bicho

Morreu pobre mas cercado pelos muitos amigos que fez ao longo de uma existência onde foi agricultor, comerciante (representante comercial: representava o foto Odeon, que fazia ampliações fotográficas, pelo Cariri paraibano e ribeiras do Pajeú).

Um dia, largou tudo e foi ser cambista, sendo essa a atividade mais duradoura. Isso foi lá pelos idos de 40/50.

Pedro era amigo dos cantadores, promovia cantorias e lhes dava abrigo dentro dos limites da sua pobreza. Era um verdadeiro mecenas. Como as cantorias aconteciam sempre à noite e varavam as madrugadas, era muito comum vê-lo dormindo durante o dia, sobre a “banca de bicho”.

Contam que um dia num beco de São José, ele foi acordado por uma mulher muito feia que foi logo lhe perguntando:

– Meu senhor, é aqui que passa bicho?

Ao que de imediato respondeu:

– É não minha senhora, mas pode passar!

Outra ocasião, uma velhinha chegou na banca e lhe consultou no ouvido, afinal era um bom palpite que não podia ser partilhado com ninguém:

– Seu Pedro, eu sonhei essa noite, que a minha casa tava pegando fogo. O que é que eu jogo seu Pedro?

E Pedro sem pestanejar:

– Jogue água minha senhora!

Bem perto de morrer sofrendo de barriga d’água, na cidade de Monteiro, o poeta Zé de Cazuza foi à sua casa e encontrando na sala a sua esposa perguntou-lhe:

– Como está indo Pedro?

Ela respondeu:

– Vai bem não Zé, ainda ontem o médico tirou sete litros de água da barriga dele!

Pedro, deitado numa cama ali junto chamou Zé:

– Pra você ver meu amigo, naquela seca de trinta e dois eu quase morro de sede, agora estou com uma cacimba dentro do bucho!

11 junho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

11 junho 2017 DEU NO JORNAL

MELIANTE CARA-DE-PAU

O ex-presidente Lula não quis comentar o resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrado na sexta-feira (9).

Quando questionado pela imprensa, se limitou a dizer:

Quem sou eu para dar palpite sobre decisão judicial?”.

* * *

Atenção: não riam.

Ele disse isso mesmo.

O Homem-Que-Não-Opina-Sobre-Nada é um cabra coerente mesmo!!!

Assim como Ofélia, ele só abre a boca quando tem certeza.

De preferência diante de plateias com antas amestradas.

“Silêncio, Mantega. Ele vai dar mais uma declaração peidando. Vem aí um novo tolôte”

11 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

11 junho 2017 REPORTAGEM

LULA OBSTRUI A JUSTIÇA E NÃO É PRESO

A PESO DE OURO – Em palestra a empresários em Angola, com Emílio Odebrecht na platéia, Lula ganhou R$ 479 mil da empreiteira

Em depoimentos ao juiz Sergio Moro, dois importantes personagens da Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, confessaram que foram procurados pelo réu Lula para lhes propor que destruíssem provas contra petistas que foram pegos dilapidando os cofres públicos. O primeiro a confirmar que Lula pediu que destruísse provas foi Léo Pinheiro, da OAS. Lula lhe perguntou se ele tinha algum documento do acerto de contas de pagamentos de propinas feitos ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari. “Você tem registro de encontro de contas com o Vaccari? Se tiver, destrua”, disse Lula. O outro ato de obstrução de Justiça aconteceu entre Lula e Renato Duque. O ex-diretor da Petrobras informou que teve três encontros com o petista depois que ele deixou a presidência e, em um deles, em 2014, num hangar no Aeroporto de Congonhas, o ex-presidente lhe perguntou se ele tinha alguma conta na Suíça por onde teria recebido propinas. “Presta atenção”, disse Lula a Duque, “se tiver alguma coisa no teu nome, destrua”. Apesar dessas duas ordens de Lula para a destruição de provas na Lava Jato, o ex-presidente na teve a prisão decretada.

A obstrução de Justiça e a prática de mentir em juízo não é uma primazia de Lula. Seus advogados também são useiros e vezeiros na arte de ludibriar o Poder Judiciário. Na segunda-feira 5, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, entrou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região pedindo que fossem suspensos os depoimentos do empreiteiro Emílio Odebrecht e do ex-diretor da companhia Alexandrino Alencar, Zanin alegou que só soube naquela segunda-feira pela manhã, dia dos depoimentos, do teor das delações de Emílio e de Alencar, e que não teria tempo de analisar o que disseram na audiência que aconteceria na segunda à tarde. Mentira tem perna curta. Funcionários do juiz Sergio Moro entraram no sistema de processos eletrônicos da Justiça Federal e verificaram que Zanin acessou os dados nos dias 31 de maio e 1 de junho. O advogado disse que o juiz estava “espionando” seu escritório. Moro divulgou nota desmascarando o advogado do petista.

Na verdade, quem anda espionando decisões de Moro são amigos de Lula. No dia 4 março do ano passado, quando Lula teve a condução coercitiva determinada pelo juiz do Paraná, o ex-presidente já sabia de tudo com antecedência. Espiões a seu serviço lhe contaram tudo antes. Então, quando a PF foi a seu apartamento em São Bernardo do Campo naquele dia, o ex-presidente fez cara de espanto só para dramatizar. Esta semana tudo ficou claro com o depoimento da auditora da Receita Federal Rosicler Veigel. Ela declarou à Lava Jato que disse ao seu namorado Francisco José Abreu Duarte, petista confesso, que ela tinha uma “bomba” contra Lula em sua bolsa. Tratava-se de uma cópia do mandado da condução coercitiva contra o petista. Francisco “roubou” uma cópia do documento, segundo Rosicler, e telefonou para o blogueiro Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, ligado ao PT, passando-lhe os dados. Imediatamente, Guimarães ligou para José Crispiniano, assessor de imprensa de Lula, transmitindo todas as informações. Crispiniano, obviamente, avisou Lula que, portanto, já sabia da ação da PF bem antes de todo mundo.

Cadê o dinheiro?

O réu Lula está sendo instado também a explicar onde foram parar quase R$ 350 milhões que lhe foram pagos em propinas pela JBS, Odebrecht e Sete Brasil. Os dirigentes dessas empresas disseram, em delação premiada na Justiça, que o ex-presidente recebeu esses valores em contas no Brasil e no exterior e agora o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) quer saber onde o dinheiro foi parar. O procurador da República Ivan Claudio Marx, do MPF-DF, abriu inquérito na segunda-feira 5 para saber o destino de US$ 80 milhões (R$ 256 milhões) depositados pelo empresário Joesley Batista numa conta na Suíça, a pedido do ex-ministro Guido Mantega.

Além do dinheiro da JBS, Lula ainda é acusado de ter recebido R$ 40 milhões em propinas da Odebrecht, numa conta corrente mantida pela empreiteira em seu Setor de Operações Estruturadas, o “departamento de propinas”. Segundo Marcelo Odebrecht, essa conta, com o codinome de “amigo”, era atribuída a Lula. Outra “bolada” que Lula ainda não explicou é uma propina de R$ 51 milhões que ele teria recebido durante a criação da Sete Brasil no ano de 2010. O negócio gerou uma propina de R$ 102 milhões para o PT, dos quais metade teria sido destinada a Lula, segundo depoimento de Rogério Araujo, ex-executivo da Odebrecht, que fez acordo de delação premiada com a PGR.

Caça ao tesouro

• O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) abriu inquérito para investigar o que foi feito de R$ 256 milhões (ou US$ 80 milhões) depositados por Joesley Batista na Suíça em nome de Lula

• A conta foi aberta a pedido de Guido Mantega

• Marcelo Odebrecht disse em sua delação premiada que a empreiteira mantinha em seu Setor de Operações Estruturadas, o “departamento de propina”, uma conta em nome de Lula com R$ 40 milhões “para atender demandas” do ex-presidente

• A conta era administrada pelo ex-ministro Antonio Palocci

• O ex-diretor da Odebrecht, Rogério Araújo, disse em delação premiada que metade de R$ 102 milhões (ou R$ 51 milhões) em propinas para o PT na venda de seis sondas da Sete Brasil para a Petrobras, era destinada ao ex-presidente Lula

• A comunicação de que metade era de Lula foi feita por Palocci

Transcrito da revista IstoÉ

11 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

11 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

AGRESSÃO À LÓGICA

A revista Veja deu um furo da porra.

Não “furo” no sentido jornalístico. Mas furo no sentido de mancada, erro, cagada.

A revistona, líder da grande mídia golpista, afirmou que o serviço de inteligência do governo Temer, a inútil ABIN, estava futucando, espionando e fuxicando com a vida do Ministro Fachin.

Segundo apurou o Departamento de Inutilidades do JBF, ainda hoje, domingo, o Instituto Lula vai soltar uma nota peitando a revista.

A nota vai dizer que a revista Veja é especializada em denunciar apenas falcatruas e safadezas de Lula, de Dilma e do PT.

Esta publicação direitista e reacionária não tem nada que publicar denúncias contra Temer.

Contra Temer, contra Aécio ou contra qualquer outro sacripanta da direita.

Segundo o fubânico petista Ceguinho Teimoso, esta matéria da revista Veja é uma agressão à lógica.

Perseguir notícias não tem nada a ver com perseguir Lula, que é a função primordial da chamada grande mídia.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAUDIO MOR – CHARGE ONLINE

A TERRA EM QUE NASCESTE

Vamos esquecer um pouco a bandidagem de colarinho branco, a insegurança nas ruas, os delatores premiados: trocando uns ou outros nomes, o jornal do dia é igual ao da véspera, os telejornais apresentam há um tempão as mesmas cenas, variando apenas os personagens. E todos negam com veemência aquilo que todos sabem que é verdade, e aguardam com serenidade o decorrer dos processos – enquanto esperneiam para que todos eles virem de cabeça para baixo. Esperneiam, mas nem disso sabiam.

Vamos à raiz de tudo: o tumulto da estrutura legal do país. Há poucos dias, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional 96, que autoriza as vaquejadas em todo o país. “Práticas esportivas” e “manifestações culturais” com bichos deixam de ser tidas como cruéis, e a vaquejada passa a ser “bem de natureza imaterial”. Há quem ache que puxar um boi pelo rabo, obrigando-o a correr entre dois cavalos, até que alguém o derrube numa área demarcada, é cruel. Mas não entremos no mérito da questão. O que aqui se discute é a introdução da vaquejada na Constituição.

Tratar-se-á, perguntaria o presidente Temer, de tema constitucional? E por que não o futebol, praticado por mais gente, em mais lugares? Se tudo cabe na Constituição, por que não substituí-la por uma lista telefônica, ou uma Wikitituição, em que cada um vai botando aquilo que acha sobre tudo que quiser? Sai mais barato e o resultado é o mesmo: não funciona.

Nosso exemplo

Originalmente, a Constituição republicana brasileira foi baseada na americana. A Constituição americana nasceu em 1789 com sete artigos, definindo os Três Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário), os direitos e responsabilidades dos Estados. De lá para cá houve 27 emendas, sendo as dez primeiras conhecidas pelo nome de Bill of Rights, em tradução livre Lista de Direitos. No Brasil, a Constituição de 1988 tem 250 artigos, que sofreram de lá para cá cento e poucas emendas. A Constituição americana tem 228 anos; a brasileira, de 1988, é a sexta da República para cá. Mais uma vez sem entrar no mérito, a deles parece mais durável que as nossas.

Vai, dinheiro!

O ótimo portal jurídico Espaço Vital traz uma informação interessantíssima sobre a ladroeira (que todos sabiam que existia mas que agora vem sendo mais bem conhecida). O economista Cláudio Frischtak, da consultoria Inter.B, estudioso da infraestrutura brasileira, levantou o custo da corrupção em obras públicas no país, nos últimos 45 anos. Em valores corrigidos para a moeda atual, mas sem juros, a ladroeira atingiu algo como R$ 2,1 trilhões de 1970 até 2015. Um número de 16 algarismos, observa o portal.

Uma comparação: o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, que marca a quantidade de impostos municipais, estaduais e federais pagos a cada instante em todo o Brasil, marcava até 9 de junho, às 19h06, muito menos da metade da quantia roubada nos últimos 45 anos.

Voa, dinheiro

Há um motivo pelo qual a Operação Lava Jato está tão interessada na delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci, e que não envolve nem bancos nem outras grandes empresas: é, isso sim, levantar o processo de liberação de aproximadamente R$ 8 bilhões do BNDES para a J&F, dona do JBS, Friboi, Swift, Seara, Vigor, São Paulo Alpargatas, Osklen e outras, entre 2007 e 2015. Todo o processo de obtenção e liberação de verbas do BNDES, acreditam os investigadores, passou pelas mãos de Palocci.

O mundo gira

Há dois anos, o J&F pensou em entrar no setor da iluminação pública em São Paulo. Hoje tenta vender a Vigor e a Alpargatas para fazer caixa.

Humor no TSE

Primeiro, um momento de descontração: o pessoal das redes sociais descobriu que o ministro Hermann Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, é parecidíssimo com duas personalidades nacionais: a deputada Luiza Erundina e o maestro Tom Jobim. Outra semelhança parece ter passado despercebida até agora: Benjamin é a cara da senhora que aparece no logotipo da franquia Casa do Pão de Queijo.

Guerra no TSE

Algumas frases dos duelos travados no TSE, durante o julgamento:

Hermann Benjamin: “Só os índios não contactados da Amazônia não sabiam que a Odebrecht havia feito colaboração premiada”.

Gilmar Mendes: “Um Barusco corresponde a US$ 100 milhões nesta corruptocracia”.

Hermann Benjamin: “Vossa Excelência, senhor presidente Gilmar Mendes, tem de pedir desculpas a si mesmo, pelas suas contradições”.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

UM CORNO AGRADECIDO

Comentário sobre a postagem DIA NACIONAL DO CORNO

Marido da nissei:

“Eu não tinha prestado atenção nas letras das músicas, mas foi bem bolado.

Obrigado pela homenagem ao nosso dia.”

* * *

11 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)


A CAMPAINHA PASSERIFORME

Xexéu – o pássaro brasileiro que imita tudo

Era uma rua antiga no bairro. Bem antiga e importante, por que servia de parâmetro indicativo para muita gente.

Tipo: fica próximo da Rua Jambeiro!

Era uma referência, inclusive para os carteiros dos Correios. Nessa rua ficava a casa 38. Casa da Dona Amelinha, a mais antiga moradora da rua e do bairro. Chegara ali por volta dos anos 50 e viu progredir várias gerações da sua árvore genealógica e de outras famílias. Seu Gonzaga e Dona Amelinha, era o casal proprietário da casa 38.

Antes que ali chegassem Seu Gonzaga e Dona Amelinha, que vieram da Vila Santa Quitéria, uma espécie de condomínio fechado (nos dias de hoje) e casas contíguas, a Rua Jambeiro fora bastante arborizada e, claro, entre as árvores uma porção de jambeiros. Daí o nome da rua, que, na verdade, era oficialmente denominada de Rua Presidente Prudente de Moraes. Mas o povo resolveu chamar definitivamente de Rua Jambeiro.

Mudar pra quê?

Durante anos, Seu Gonzaga manteve instalada uma campainha afixada na porta frontal da casa, com o objetivo de facilitar o atendimento a quem chegava – devido o tamanho da casa – para alguma visita. Também durante anos, na alameda central que dividia a Rua Jambeiro em duas, existiu um jambeiro que, sem qualquer explicação, produzia mais jambos que os demais. E, também floria mais que o normalmente esperado. Ficava na frente da casa, dividindo a rua, aquele tapete róseo em toda a época da floração.

Eis que, chegou o dia da volta eterna de Seu Gonzaga. Dona Amelinha enviuvara, e, praticamente, passou a morar só, naquele casarão. Os filhos e netos pouco vinham visita-la. Era uma solidão enorme. Não demorou muito, e até o jambeiro secou, envelheceu e quebrou.

Inexplicavelmente, durante anos e quase todos os dias, sempre por volta das 10 horas, a campainha da casa 38 tocava. Tocava repetida e insistentemente. Dona Amelinha levantava da velha cadeira de balanço, caminhava demoradamente para atender o toque da campainha. Abria a porta e não encontrava ninguém.

E, não havia ninguém, mesmo. No telhado da casa, pousado num velho galho seco do antigo jambeiro, um xexéu cantava todo dia, imitando a campainha que, durante anos ouviu tocar a aprendeu. Demorou para Dona Amelinha perceber. Por anos, achava que Seu Gonzaga chegava para leva-la junto.

Feijão com nada

A única panela fazendo a única comida

Chove. Chove? Chove, chuva! Chove sem parar.

Ainda que não chovesse, o sertanejo se “armava” com uma desgastada enxada e, sem pau-de-arara, ônibus, trem, metrô ou vlt, caminhava todo dia para o “escritório roçal”. O objetivo sempre foi produzir. Produzir algo relevante. Produzir muito do que você – que, sem enxada, vai navegando no carro importado, na boa estrada e no ar refrigerado – vai comer. Feijão, batata, aves e carnes.

Não. Isso não é o toma-lá, da-cá. Essa é apenas uma das misturas infames que os ditos humanos impõem uns aos outros: a desigualdade social.

Muitos desses, que produziram e continuarão produzindo o que todos vão comer, ao final da vida terrena são carregados para a última morada numa rede velha rasgada, enquanto outros vão num caixão de ipê transportado numa limusine.

Haverás de perguntar: que diferença faz, se os dois morreram?

Não. Não falamos da morte nem do pós-morte. Falamos do usufruto e da vida que os dois levam antes de caminharem para o jazigo.

E aí esquecemos tudo, e vamos ao feijão. Fava rajada, feijão sempre verde, feijão carioquinha, feijão mulatinho e tantos outros feijões temperados com paio, charque, linguiça calabresa, toucinho, pé de porco, costelinha de porco – mas isso é para você. É na sua mesa.

Aquele que planta, cuida e colhe está mesmo é comendo feijão com nada. Acrescenta apenas o sal – o que já alguma coisa.

11 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Prezado Mestre

Não sei se poderá ser publicado mas quero denunciar o estado das coisas no Brasil.

Caso: Quem tem Celular TIM com vencimento em 25/02/2017 poderá verificar na sua conta de 25/04/2017 que foi cobrado juros e multa para quem fez o pagamento via programação bancária (pagamento em 01/03/2017).

Explicação: Dia 25/02 foi sábado de carnaval e o programação bancária faz o pagamento no 1º dia útil imediatamente posterior ao vencimento (01/03/2017 = quarta-feira de cinzas). Cobraram 4 dias de multa e juros.

Argumento da TIM: Dia 25 (sábado de Carnaval) as “lotecas” estavam abertas, como se as “lotecas” não estivessem ligadas ao sistema bancário, “loteca” e sábado fossem lugar e dia “de praxe” para pagamentos de contas.

Na reclamação via telefone no SAC TIM tenho os números de protocolo.

Para a TIM, esta ação representou ~ 2 % de faturamento a mais em todo o Brasil. Pelos meus cálculos ~ R$ 1.000.000,00 de reais extras sem prestação de serviços e com certeza não percebido pela maioria dos seus clientes.

Pior de tudo é que Individualmente esta cobrança não foi percebida pela maioria dos Clientes. Imagine uma conta de R$ 200,00 teve um acréscimo ~ igual a R$ 4,00. Quem percebeu e teve saco para reclamar, recebeu o absurdo da resposta acima.

Com esta resposta absurda a TIM está contando que para o Cliente:

1 – Qual a alternativa? reclamar na Justiça – kkkkkk.

2 – Quem recebeu esta resposta vai levar adiante?

Obviamente quase ninguém ou somente um “louco” como eu.

Perfeito. Topei a briga, não pelos valores, é óbvio, mas por princípios.

1º – Reclamei na TIM e na ANATEL via carta protocolada (A cópia da carta está em anexo e os protocolos também).

2º – Esperei a próxima conta (25/05/2017) e a TIM não fez nada

Em função do tamanho do problema, (a TIM devolver ~ R$ 1.000.000,00 de reais em todo o Brasil), nem a TIM nem a ANATEL deram a mínima satisfação, contando com a minha desistência, em função do valor individual ridículo.

3º – Levei o problema a imprensa, via Folha de São Paulo – Jornal Agora – Defesa do Aposentado e parece que também não terei nenhuma ação ou satisfação, já que a “briga” seria muito grande.

Portanto só me resta este blog fantástico para pressionar estes desonestos, estúpidos e incompetentes, antes de eu entrar com uma ação na justiça.

É possível você fazer algum comentário sobre esta merda que é o Brasil e sua justiça, lerda e burocrática por isso não utilizada.

Um grande abraço de um Paulistano de nascimento e Nordestino de coração.

Anexos:
– Cópia da carta enviada a Tim e a Anatel
– Ticket de registro nos correios
– Site dos correios do rastreamento da entrega.

R. Fique ancho que só a peste por você classificar esta gazeta escrota de “blog fantástico“.

E que está em condições de arrochar “desonestos, estúpidos e incompetentes“.

Meu caro, o relato detalhado que você fez dispensa qualquer comentário.

Vamos divulgar e malhar estas porras destas empresas felas-da-puta.

Conte sempre com este espaço pra baixar o cacete nas coisas erradas que acontecem neste nosso país.

Você e todos os leitores fubânicos.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa