SHIRLEY MARIA MAIA – PALMARES-PE

Berto, meu querido,

hoje, 12 de junho, Dia dos Namorados, estou roendo que só a porra.

Nezinho Pé-de-Mesa, meu macho adorado, viajou pra João Pessoa no seu caminhão e vou dormir sozinha essa noite.

Peço encarecidamente que você bote no ar esta música que estou mandando em anexo.

Uma linda composição intitulada “Vamos Desquitar“, na voz da minha ídola, a talentosa cantora Sara Sonaya.

Apareça uma hora pra gente tomar umas no Bar da Galêga, meu querido.

Um carinhoso abraços desta sua fã e conterrânea.

R. Pois pode me esperar que vou aparecer em Palmares amanhã, terça-feira. Vou passar o dia por aí.

Minha irmã Lúcia chegou de Brasília ontem e nós iremos rever a nossa terra de nascença. Levar flores ao túmulo de Seu Luiz Berto, nosso saudoso pai.

Vaguearemos pelas recantos de nossa infância e reveremos os becos, ruas e ladeiras que são os cenários onde se desenrolou a trama d’O Romance da Besta Fubana.

Aí a gente se encontra pra matar as saudades. E pra tomar umas lapadas no Bar da Galêga. Quer dizer, você toma no meu lugar que eu estou em abstinência compulsória.

Um beijão, lindona.

Saiba que esta música tocou o meu coração e me deixou com lágrimas nos olhos.

Uma poesia digna da sala de qualquer puteiro da Coreia, a nossa querida zona do alto meretrício.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

12 junho 2017 PERCIVAL PUGGINA

COMPROMISSO COM OS PROBLEMAS

No Brasil, infelizmente, certas desgraças vêm para ficar, fazem ninho, dão cria e são zelosamente nutridas; algumas têm fã clube e vivem sob a proteção da tesouraria. “E as soluções?”, perguntará o leitor mais proativo. Pois é, meu caro, aí é que está. Nosso país não tem compromisso com soluções, mas com problemas. Quanto maior for a encrenca, mais sólida será a adesão nacional àquilo que lhe dá causa.

A alavanca com a qual Arquimedes afirmou que poderia mover a Terra se lhe dessem um ponto de apoio não serve para o Brasil. Parece não haver braço de alavanca nem ponto de apoio capazes de abalar a inércia nacional em relação a suas principais dificuldades. Em compensação, por aqui, nada é mais sólido do que uma boa conversa mole, que se resume em encontrar razões para deixar tudo como está. Os acontecimentos – sim, há fatos acontecendo – terríveis, assustadores, vexatórios, em nada alteram a alma do país. O poder público continua escrevendo o roteiro, dirigindo a peça, escolhendo os atores. E embolsando a bilheteria. Lê-se em toda parte que o Brasil tomará jeito quando os brasileiros aprenderem a votar, o padrão cultural e socioeconômico da sociedade avançar, houver menos pobres. Verdadeira mixórdia de causas e efeitos que transforma a borda do poço em opressivo horizonte.

Tome, por exemplo, a questão da insegurança pública. Apenas uma corrente de opinião muito minoritária, minúscula, é contra legislação penal mais rígida e penas que desestimulem a atividade criminosa. No entanto, o que está em vigor é o desencarceramento e a total leniência, inclusive para com crimes de maior potencial ofensivo. Por quê? “Porque só prender não resolve”, respondem, como se tal frase contivesse um argumento e refutasse a verdade esférica de que bandido preso perturba menos do que bandido solto.

O mesmo tipo de raciocínio, que quebra, na prática, a alavanca de Arquimedes, é usado quando se apresenta o parlamentarismo como ponto de apoio para resolver o problema institucional no Brasil. “Só isso não resolve”, repetem. Claro que só isso não resolve! Precisamos, também, de alguma forma de voto distrital, de cláusula de barreira que reduza o número de partidos, de uma justiça mais disposta a julgar casos de corrupção e mau uso dos mandatos eletivos, e de tudo mais que a divergência queira incluir. Não bastará! Insatisfeitos, retornarão em ares de xeque-mate: “No parlamentarismo, com esse Congresso, o chefe do governo vai ser alguém tipo Renan Calheiros ou Rodrigo Maia”.

Desculpem-me os eleitores de uns e de outros, mas não parece justa essa restrição num país que, por conta própria, elegeu Collor, reelegeu FHC, deu dois mandatos para Lula e outros dois para Dilma. Se é para usarmos o instituto da eleição direta para produzir resultados assim, continuo preferindo o parlamentarismo, no qual o eleito por via direta será apenas chefe de Estado e não exercerá, simultaneamente, a chefia de governo. No presidencialismo, “the winner takes it all”, como cantou Meryl Streep. O vencedor leva tudo; e leva mesmo.

O que nosso presidencialismo chama de “instituições funcionando” é isso que você vê. É assim que elas “funcionam”, gerando crises sem solução, criando instabilidade política, retração das atividades econômicas, desconfiança externa e interna, e sérios danos à vida de todos. No parlamentarismo também existem conflitos e disputas, mas a facilidade com que os governos são substituídos estabiliza a democracia e produz uma vida política sem sobressaltos. Instituições também são pedagogas. Elas podem ensinar perversão, como as nossas, ou podem ser uma sala de aula de bons resultados, como os que observei na Holanda, de onde retornei ontem, domingo.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

LEITORA FUBÂNICA OFENDIDA

Comentário sobre a postagem XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Payxão:

“Gente por que vocês quando acham alguma coisa feia, como a boca do ministro, e outras coisas, nominam-os “buceta”?

Vá lá que “buceta” dita é escrita não é muito bonita, mas cá prá nos, na acepção da anatomia, do prazer que ela proporciona, da utilidade que tem para nós humanos, procurem outro termo para designar essas coisas assim, como o ministro.

É pedir muito?

Eu, mulher, leitora frequente deste espaço me sinto ofendida com tal comparação.

Abraço!”

* * *

12 junho 2017 HORA DA POESIA

SONETO OCO – Carlos Pena Filho

Neste papel levanta-se um soneto,
de lembranças antigas sustentado,
pássaro de museu, bicho empalhado,
madeira apodrecida de coreto.

De tempo e tempo e tempo alimentado,
sendo em fraco metal, agora é preto.
E talvez seja apenas um soneto
de si mesmo nascido e organizado.

Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,
pois não sei como foi arquitetado
e nem me lembro quando apareceu.

Lembranças são lembranças, mesmo pobres,
olha pois este jogo de exilado
e vê se entre as lembranças te descobres.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

MELLO – CHARGE ONLINE

12 junho 2017 FERNANDO GABEIRA

ANSIEDADE NACIONAL BRUTA

Na Avenida Paulista, duas manifestantes tiram “selfie” durante um dos protestos organizados pelos movimentos “Vem Pra Rua” e MBL (Movimento Brasil Livre), que aconteceram neste domingo pelo Brasil

O que será de nós? É uma pergunta que ouço com frequência nas ruas, feiras e bares. Respondo com um discreto otimismo. Ninguém exige precisão na resposta, pois todos sabem quão nebuloso é o momento… Mas o que vejo na face e nos olhos das pessoas é ansiedade. Não tenho condições de estudar o assunto mais amplamente. Creio que outros o farão: qual o impacto psicológico de anos de notícias negativas na vida de um país?

A decomposição do sistema político eleitoral é uma novela longa e arrastada. Um roteirista de cinema já teria acabado com ela para não aborrecer os espectadores. Ainda que fosse uma série, do tipo “House of cards”, ele certamente estaria pensando em férias para escrever a nova temporada.

O ritmo dos acontecimentos no Brasil depende dos trâmites da Justiça. Além disso, as evidentes mentiras se arrastam. Quem acompanha fica irritado, sabe que não é bem aquilo, mas o processo legal não pode ser concluído como uma novela.

Minha experiência pessoal é a de que o trabalho em campo me diverte e que os momentos de lazer, diante do noticiário, trazem mais ansiedade. Se é assim com todos, imagino como estão os que não perdem, por interesse ou dever de ofício, um simples lance do psicodrama político-policial.

A experiência histórica talvez possa nos confortar. Isaac Deutscher, na célebre biografia de Trótski, oferece uma boa pista. Ele afirma que certas forças políticas tomam decisões estúpidas, não porque sejam necessariamente pouco inteligentes, mas sim porque sua margem de manobra torna-se muito estreita na crise.

Isso aconteceu com Dilma e acontece agora com Temer. Basta analisar a sucessão de erros que seus movimentos defensivos provocam para dizer que, nessas circunstâncias, o maior adversário de Temer é sua própria cabeça.

Temer substituiu o ministro da Justiça e esqueceu de comunicar ao que saía, tal a pressa em conter o avanço da PF. Demitido sem honras, o ministro voltou à sua cadeira no Parlamento e desalojou Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Temer. Resultado: Temer não conseguirá controlar a PF, e um dos seus cúmplices está preso, sob o risco de delação premiada.

E como se não bastassem tantas saídas estúpidas, Temer desmentiu a notícia de que viajou num avião de Joesley Batista para, logo em seguida, admitir que o fez sem, contudo, saber quem era o dono do avião ou quem pagava pela viagem. Sabemos que é mentira, inclusive Temer. Nesse momento, já não se preocupa mais com credibilidade, apenas a se agarrar ao cargo.

O julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE foi mais um momento em que fatos exasperam e provocam enjoo de estômago nos espectadores. O ministro Herman Benjamin fez um excelente trabalho, mas desde o início o resultado final do julgamento já estava definido.

A Odebrecht constava da petição inicial, Herman Benjamin realizou audiências na presença de todos, mas os juízes pró-Temer consideram que os dados da Odebrecht deveriam ser retirados do processo. Ambos argumentos, de defesa e acusação, podem ser desenvolvidos ad nauseam, inclusive com citações de juristas, professores acadêmicos e o diabo a quatro.

Herman Benjamin apenas cumpriu seu trabalho, foi atrás da verdade, respeitando a petição inicial que se referia à Odebrecht várias vezes. O que aconteceu depois, com as delações, foram novas evidências perfeitamente articuladas com as denúncias.

Ao excluir as evidências da Odebrecht, os ministros não negam sua realidade, apenas acham que chegaram tarde demais. Fora dos prazos.

O julgamento nos ajuda a compreender que não estamos diante de um fenômeno linear no Brasil, do tipo todos contra a corrupção. Na verdade, existe muita gente do lado de lá. Em, primeiro lugar os próprios corruptos, que sonham com a impunidade.

Todas as maiores forças políticas são contra a Lava-Jato. Lula tentou bombardeá-la, e ouvimos suas lamúrias, nos grampos da PF, sobre a passividade do STF. O PMDB tentou, e as gravações colhidas na delação premiada de Sérgio Machado indicam que a cúpula do partido queria deter a Lava-Jato. Aécio Neves, na época presidente do PSDB, também foi descoberto, em grampos, articulando anistia ao caixa dois e leis que inibem juízes e promotores.

Em torno do PT existe um grande número de militantes que acreditam que a Lava-Jato é apenas um processo de perseguição a Lula e seus líderes. Admitir a verdade obrigaria a um exame muito profundo da própria situação, assim como foram as denúncias dos crimes de Stálin. Para não ameaçar o edifício ideológico é melhor ignorar suas mazelas.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

12 junho 2017 DEU NO JORNAL

MARMELADA

Faveco Corrêa

O julgamento da chapa Dilma&Temer é mais uma palhaçada que ilustra o festival de besteiras que assola o país. Assistimos a um julgamento cujo veredito é do conhecimento público antes de começar. O presidente da Corte, o midiático, vaidoso, inadequado e perigoso Gilmar Mendes definiu o placar logo no início do jogo: 4×3 para o time do seu amigo Michel, de cuja torcida pertence e com quem janta amiúde no Palácio do Jaburu. E que lhe dá caronas no avião presidencial. Este mesmo Gilmar Mendes que, entre outras façanhas, manda soltar notórios criminosos tipo José Dirceu e Eike Batista, só para citar alguns, que não se sente impedido de julgar causas patrocinadas pelo escritório de advocacia onde sua mulher trabalha e que aproveita dos cargos que tem para bombar o Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual é sócio. E ainda protagonizou um espetáculo constrangedor assistido ao vivo pela TV por milhões de brasileiros, perplexos com o que estava acontecendo. Outra sacada dele: “temos que proteger o voto popular”. Algum de vocês votou em Temer?

E assim se coonesta o maior estelionato eleitoral de que se tem noticia na história país, até que o próximo estelionato o supere. O atual ocupante do Palácio do Planalto foi eleito na carona dos milhões gastos pela petista em sua milionária e, sustentam os fatos, criminosa campanha de 2014.

O triste espetáculo que assistimos vai ter desdobramentos.

O Tribunal Superior Eleitoral, mais uma jabuticaba brasileira sem paralelos no resto do mundo, a exceção da Costa Rica, uma fruta exótica tupiniquim, a exemplo do estojo de pronto socorro e extintor de incêndio obrigatório nos carros e da espetacular tomada de três pontas, assumiu que não tem serventia. Já não tinha autoridade definitiva pois de suas decisões cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal. Agora conclui melancolicamente que não tem razão de ser por não ter isenção e nem competência para atuar dentro dos limites da lei. Virou tribunal politico. Uma instituição inócua que consome 2,5 bilhões de reais por ano do nosso escasso e suado dinheirinho. Um escândalo. De agora em diante, com que cara vai poder fiscalizar e punir políticos eleitos ilegalmente? O TSE acabou, apesar dos esforços do Ministro Herman Benjamim, que produziu um voto profissional e exemplar, apoiado por dois ministros do Supremo, Luiz Fux e Rosa Weber. Os outros que votaram contra o relator nem sei bem quem são, exceção feita é claro ao notório Gilmar Mendes que mandou a modéstia às favas e que há muito tempo habita o noticiário, para seu deleite pessoal.

Muito pior do que o réquiem do TSE, que descanse em paz, é o estrago que esta palhaçada faz na nossa crença na justiça. Já não acreditamos no Legislativo, por abundantes razões, nem no Executivo, conspurcado por 13 anos de cleptocracia do PT e agora mais um do PMDB, que se mantém aos trancos e barrancos, ferido por escândalos de todos os tipos, corroído por um mar de lama de dar inveja aos inimigos de Getúlio Vargas.

Agora vem este ataque feroz contra um dos poderes da República que imaginávamos estar ainda incólume e que nos protegeria como Nação das safadezas em curso e na moda. Imaginávamos incólume, “pero no mucho”, já que refém do famigerado instituto do foro privilegiado, das 200 ações no STF que já prescreveram em benefício da bandidagem, e que mantém o Lula solto. Mas como a esperança é a última que morre, achávamos que a justiça um dia iria prevalecer. Era a nossa aposta. Perdemos por 4×3.

De toda esta lambança, o Ministro Herman Benjamim vai sair muito bem na foto, autor que foi da melhor frase do espetáculo: “eu, como juiz, recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”.

Pessoas como ele e o ex-ministro Joaquim Barbosa no mensalão, corajosas e imparciais, fazem a diferença. Como o Ministro Fachin está tentando fazer na Lava Jato, apesar de frequentemente derrotado na segunda turma do Lewandowski e do Tofolli.

E nós, os cidadãos, como ficamos? Qual será a nossa reação a tanta iniquidade?

O que é mais importante para nós, proteger uma “governabilidade” mambembe ou o império da lei?

Como sempre, só nos resta o caminho das ruas.

É lá que podemos exigir que as “autoridades” nos respeitem.

Sob pena de perderem a cabeça, como o fizeram as cabeças coroadas na Revolução Francesa.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE


STAND-UP COM POESIA

POETA LOUCO

Às vezes me sinto louco
Às vezes me sinto poeta
Quando sou poeta louco
Eu não me sinto

Às vezes eu sou passado
Às vezes eu sou presente
Quando eu sou futuro
Não me reconheço

Será quem sou?

* * *

ARREPENDIMENTO

Deus
Quando fez o homem
Pensou em tudo
E certamente
Não se arrepende
Só não deve ter pensado
Que da sua imagem e semelhança
Sairia o Gilmar Mendes

* * *

ENVELHECIMENTO

Envelheceu o meu corpo
Cabeça, tronco e membros
Só para citar as partes
Que no momento eu lembro
Por isso recorro a ti poesia
Quem sabe tenha um remédio
Pra minimizar meu tédio
E embotar a minha dor
Quem sabe, talvez, um verso,
Talvez, quem sabe, a fantasia…
Ou quem sabe, talvez, o amor.

* * *

QUEM FUI? QUEM SOU?

Já fui sardinha num coletivo
Viajando para o trabalho
Oprimido, pisado, espremido…
Antes de ser aposentado

Passei vexame, passei fome…
Para atingir minha meta
Só consolidei meu nome
Quando me tornei poeta

Sem mais nada pra fazer
Fiz poesia pra sobreviver

Estou vivo, querer mais o que?

12 junho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

12 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O DONO DO MEU CORAÇÃO

Sexta-feira passada fiz a periódica visita ao dono do meu coração, Dr. Sérgio Azevedo, um cardiologista da bixiga lixa. Foi no Hospital Português, uma potência hospitalar que é orgulho aqui da terrinha.

É ele que cuida também do coração do nosso querido colunista Poeta Jessier Quirino.

Sempre que nos encontramos, é conversa comprida pra medir de metro! A consulta é entremeada com fuxicos e falações sobre tudo que existe em cima da redondura da Terra.

Dr. Sérgio é um profissional competente que eu muito admiro e, mais que meu médico, é um amigo querido.

Como ele lê esta gazeta escrota diariamente, aproveito pra mandar um grande abraço e desejar uma excelente semana.

Resultado da consulta: tudo certo, tudo bem, tudo em paz com o meu motor peitoral. Ele analisou todos os exames laboratoriais que levei e disse que estava tudo nos conformes. 

Apenas recomendou que eu procurasse um urologista pra saber a quantas anda a minha próstata.

Conformei-me e já estou preparada pra levar a dedada no furico.

Aline fez esta foto durante a consulta:

Ao final, “intimei” o Dr. Sérgio a me manter vivo por mais 20 anos. Pelo menos.

E expliquei a razão: estou com 70, tenho um filho que vai fazer 10 e preciso chegar aos 90.

Que é pra ter a felicidade de ver o João adulto, formado e encaminhado na vida.

Depois, posso partir tranquila e serenamente.

Ele me disse que eu já poderia começar a preparar a festa do centenário e, em seguida, me contou a história de uma sua paciente, uma idosa com 102 anos de idade. Lúcida, lépida, ligeira, brincalhona e sempre de alto astral.

Contou-me Dr. Sérgio que esta senhora estivera com ele no dia anterior, para dizer-lhe que o fabricante do seu “stent” dava uma garantia de 10 anos ao aparelho.

– Pronto, doutor: o senhor vai ter me aguentar até os 112 anos – disse a idosa.

Pelas medições e análises que tenho feito, acho que vou empatar com esta senhora.

Num vai ter praga que me derrube nem tão cedo!!!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

NOITE DE CHUVA – Anderson Braga Horta

Cai a chuva em torrentes. Que frieza!
Enregela-se a rua. Vão, dormentes,
passando as sombras sobre a natureza.
E a água tomba, em ciclópicas torrentes.

Que de mistérios sob a noite! Acesa
em mil fogos azuis, fosforescentes,
a alma, de sonhos e delírios presa,
arde nos ermos plácidos, albentes,

do pensamento. Anseios e lembranças
de ventura, impossíveis esperanças,
sombras, espectros, ramos de cipreste

caem também sobre minha alma agora,
qual tomba a chuva em cântaros lá fora,
como legiões fantásticas da Peste!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Acho essa Gazeta escrota cada dia mais infame e difamatória, não se importando em tropeçar nas mais evidentes conceitos contraditórios quando quer falar mal de alguém.

Chamar o eminente (por que não iminente) Sinistro Gilmar Mendes de BOCA-DE-BUCETA é contraditar o que ele realmente é: um tremendo cara de PAU.

Como posso admitir uma BUCETA num PAU sem clamar pela coerência? Onde está a coerência, seu Editor do JBF?

Afinal, precisamos definir com a maior rapidez possível (e para isso invoco sua sabedora): ele é BOCA-DE-BUCETA ou Cara de PAU?

Meu abraço com cheiro de Buceta e distância do Pau,

R. Fique tranquilo, meu caro colunista fubânico, a questão que você levantou já está resolvida.

Nem Boca-de-Buceta nem Cara-de-Pau.

A partir de hoje ele passará a ser conhecido por Boca-de-Monstro-das-Trevas.

Um monstro que tem a boca de buceta, conforme foto comparativa abaixo:

 

12 junho 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

AH!!!! AGORA TÁ TUDO EXPLICADO: NÃO TEM NADA DEMAIS

Comentário sobre a postagem PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Goiano:

“Os educadores estão aí para isso mesmo, analisar os textos e considerar se eles são ou não adequados à educação e a cada faixa etária, de modo que, possivelmente, não seria adequado adaptar certos casos da mitologia grega, como a tragédia de Édipo, que mata o pai (sem saber que era seu pai) e se casa com a própria mãe (sem saber que era a mãe).

Os educadores estão, hoje, mais cuidadosos, graças, especialmente, à psicologia, com a forma como os contos infantis são transmitidos às crianças, o que parece ser essa história do folclore, segundo consta, do rei que queria casar com a filha (e não casou).

Quando eu era menino, os contos infantis não eram suavizados e nos era contado que o lobo mau engoliu a vovó, que as irmãs da Cinderela cortaram os dedos para ver se o sapatinho cabia nos pés delas, que a rainha comeu as vísceras da Branca de Neve e por aí vai.

Enfim, creio que o autor do livro que está sendo revisto e retirado de escolas não pensou em causar mal às crianças, mas teve o intuito de transmitir a elas algo do folclore; se isso não era adequado e passou despercebido, agora que se avaliou melhor que se corrija.

Nenhuma culpa: a não ser que caiamos todos de pau em cima e exijamos que a televisão pare de enfiar sexo e violência na cabeça das crianças.”

* * *

12 junho 2017 FULEIRAGEM

DIOGO RAMALHO – CHARGE ONLINE

MILITÂNCIA MELANCIA

Melancias eles são o novo e grande perigo para o mundo!

Os melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro, são o novo caminho do neomarxismo. A militância ideológica ambiental fugindo de qualquer lógica científica vem atormentando o mundo, impondo suas ideias pelo ‘bem do mundo’ e do futuro. Futuro de quem? Nem eles sabem. Até porque não sabem muito bem pelo que lutam, apenas militam na luta.

A derrocada do comunismo e das ideias marxistas que caíram junto com o muro de Berlim, levaram as esquerdas a buscarem novas bandeiras. Algumas já nasceram falidas como o Bolivarianismo, mas antes de serem expurgadas vão causando um baita estrago.

Outras como o politicamente correto, o bom mocismo e o ambientalismo tem um apelo palatável e muito difícil de contestar, o que se transformou em uma bandeira nova e um caminho de sobrevivência das ideias marxistas.

Se eles conseguirem, por estes caminhos uma brecha, lá virão de novo com seus projetos totalitários de controle social, sempre é claro pelo bem da coletividade e, é óbvio sem ´perguntar’ aos membros da ‘coletividade’ (o famoso povo) se ele deseja isto.

Mas perguntar ao povo o que ele quer para quê? Nossos ambientalistas sabem o que é melhor para nós e para o mundo. Aqui Ó!

Estes profetas do Armagedom tentam desqualificar qualquer ação antrópica, para eles é o homem em sua voracidade que está destruindo o meio ambiente e tudo que nos cerca. Verdade? Não, meia verdade.

Sim, destruímos bastante a natureza, mas as novas tecnologias, o desenvolvimento da sociedade capitalista tem nos levado, cada vez mais, a meios de produção menos agressivos. Com tecnologia é sim possível crescer, produzir, consumir sem destruir. E assim aos poucos iremos recuperando aquilo que nos é caro, o meio ambiente.

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12 junho 2017 FULEIRAGEM

CAMELO – CHARGE ONLINE

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES – RECIFE-PE

Gente amada:

Sábado pela manhã ouvido no Mercado da Encruzilhada, Recife, Pernambuco:

“Mais forte que um fio de aço é um fio de cabelo de buceta, que arrasta carro, casa e dinheiro”.

Boa semana!!!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
FERNANDO SANCHO, O “GENIAL MALVADO”

Por analogia, se o picareta Eduardo Cunha é considerado o bandido PREDILETO ou FAVORITO dos brasileiros, por ter prestado um relevante serviço à nação, em razão dele ter sido o algoz de Dilma, quando assinou áquele oportuno e bendito pedido de impeachment (É sempre bom lembrar que o impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff salvou o Brasil). Em paralelo vem em nossa mente àquela figura excêntrica e afamada, além de galhofeira e debochada desse magistral ator, Fernando Sancho, o nosso BOM HOMEM MAU… Por esse “interiozão” das cidadelas brasileiras, dias de feiras livres, fãs de memoráveis westerns spaghetti procuravam avidamente pelo nome de Fernando Sancho nos cartazes dos filmes dependurados em postes ou acompanhava o “locutor” num carro de marca Jeep ou Rural, com um microfone enrolado num farrapo de flanela vermelha, anunciando a película cinematográfica de logo mais à noite em CinemaScope, que era uma tecnologia de filmagem e projeção que utilizava lentes de última geração, pois ninguém tinha dúvida em comprar o bendito ingresso com a certeza de boa diversão.

O Genial Malvado foi muitas vezes estigmatizado ou rotulado de modo negativo como um bandido mexicano quando na verdade ele nasceu em Zaragoza, viveu na Espanha e morreu em Madrid. Com aquele seu corpanzil pesado, o ator espanhol que passava facilmente por mexicano, normalmente por bandido mexicano. Ele é um ator espanhol que se notabilizou por interpretar bandoleiros com seu barrigão exagerado, rosto suado, vestes ensebadas e gargalhada que se ouvia à distância de um ou mais quilômetros antecipando alguma crueldade. O nome desse ator é Fernando Sancho, que por mais que tentasse ser sinistro e sanguinário, nunca deixava de conquistar o espectador que, muitas vezes, secretamente até a gente torcia por ele…

Quando o WESTERNCINEMANIA elaborou uma enquete “GRANDES BANDIDOS DOS FAROESTES”, alguns cinéfilos como Darci Fonseca, Joaílton de Carvalho e Edson Paiva não se conformaram com a ausência do europeu Fernando Sancho entre os 50 homens mais selecionados para a enquete. ESCREVERAM: “Acho que na lista dos piores bandidos faltou Fernando Sancho, carismático, cruel, cínico e sujo”. OUTROS COMENTÁRIOS: “Fernando Sancho foi uma ausência de peso. (…) Acho que nenhum dos 50 da lista interpretou a quantidade de vilões que fizeram a fama de Fernando Sancho. (…) Ele marcou os westerns spaghetti e muitas vezes os filmes só valiam à pena por sua presença”…

O cinema espanhol não poderia prescindir de um artista como Fernando Sancho que, mesmo sempre um pouco acima do peso, era capaz de interpretar galãs com a mesma facilidade com que interpretava policiais, oficiais fardados e, melhor que ninguém, HOMBRES MALOS nos westerns spaghetti. Em sua briosa carreira, no auge, Sancho não parava de filmar e suas participações em produções na década de 60 é impressionante: sete filmes em 1961; – seis em 1962; – nove em 1963; – nove em 1964; – 14 em 1965; – 14 em 1966; – 12 em 1967; – nove em 1968; cinco em 1969. Nessa década Fernando Sancho fez desde pequenas participações em superproduções como “LAWRENCE DA ARÁBIA”, “O Rei dos Reis” e “55 Dias em Pequim” a papeis importantes como em “O Filho do Capitão Blood”. Ao todo foram mais de 200 filmes. Sancho participou de gravações cujos elencos eram liderados por campeões de bilheteria na Espanha como os astros infantis Pablito e Joselito. Foi pouco relevante mas que alcançou sucesso na Espanha interpretando “El Zorro” herói muito querido na terra de Cervantes. Em “A Vingança do Zorro” (1962), Fernando Sancho iniciou uma nova fase em sua carreira, agora no gênero western que atraía muito público na Europa. Além destes, Sancho atuou em muitos filmes com o italiano GIULIANO GEMMA, filmes como: “Uma Pistola Para Ringo”, “Ringo Não Discute: Mata”. Em “Uma Pistola para Ringo” ele é dublado por alguém bastante competente, o que deixa o filme ainda mais divertido. O melhor filme de Ringo com Sancho, donde, recomendo-o.

E haja filmes de faroestes!!!, entre tantos: “Pelo Prazer de Matar; – “Até no Inferno Irei à Sua procura”; – “Django Atira Primeiro”; – “Clint, o Solitário”; – “Django Mata por Dinheiro. Em “Arizona Colt”, GIULIANO GEMMA e FERNANDO SANCHO contracenam pela última vez num western. Dois spaghetti que alcançaram muito sucesso foram “O Dia da Desforra” e “Ódio por Ódio”, ambos com a presença de Sancho. São de 1967: “Um Homem e Um Colt”; – “Killer Kid” (com o ítalo/brasileiro Anthony Steffen); – “Billy, o Sanguinário” (o personagem de Sancho é ‘El Bicho’); – “15 Forcas para um Assassino”; – “RITA NO WEST” (Com Rita Pavone e Terence Hill); – “A Outra Face da Coragem” (com Mark Damon e John Ireland e Sancho interpretando “Carrancha”, mais um nome bastante significativo para o ator).

Finalmente, como curiosidade, os filmes da dupla “O Gordo e o Magro” faziam grande sucesso na Espanha e o eclético Fernando se tornou o dublador oficial de Oliver Hardy, o Gordo. Fernando Sancho tinha como seu grande ídolo: JOHN WAYNE. Os últimos westerns da filmografia de Fernando Sancho, nos anos 70, tiveram qualidade bastante inferior uma vez que diretores como Corbucci, Sollima, Tessari e principalmente LEONE (com quem Fernando Sancho nunca filmou) haviam dado adeus ao gênero. A fama de Fernando Sancho era tão grande na Europa de modo geral e mais especialmente em seu país, que a revista espanhola “INTERVIU” bateu recordes de tiragem quando estampou ensaio fotográfico com MAYTITA, a filha do ator. Já passando dos 60 anos de idade, o ritmo de trabalho de Fernando Sancho diminuiu sensivelmente, mas ainda assim nunca lhe faltou convites para atuar, no mais das vezes emprestando seu glorioso nome a produções de qualidade duvidosa. Sancho foi dirigido pelos principais diretores italianos e espanhóis de westerns, mas não teve oportunidade de atuar sob as ordens de SERGIO LEONE, o que aparentemente não o incomodou. Se vivo fosse Fernando Sancho teria completado 101 anos em janeiro de 2017. Morreu em 1990 aos 74 anos de idade de câncer. O gorducho nunca levava a sério, como também não ligava para certa discriminação que sofria de Hollyood. Porém, a única coisa que lamentava, isto sim, nunca ter participado de um filme de John Wayne, seu grande ídolo no cinema.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

HOMENAGEM CHIFRÍSTICA

Comentário sobre a postagem UM CORNO AGRADECIDO

Jairo Juruna:

“Bela homenagem.

E por falar nisso, o colunista fubânico Newton Silva fez uma divertida charge abordando o dia do corno:

12 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

A FLORA NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Dessa hora por diante,
A terra acalma o mormaço;
Um pedaço de jurema
Se esfrega noutro pedaço;
Parecem duas pessoas
Pegando queda de braço.”

Sebastião Dias

“Nunca mais vi milho assado
Mudando a cor do espeto
Cada pé de pau sem folha
Representa um esqueleto
Que a chuva trajou de verde
E a seca vestiu de preto.”

João Paraibano (1953 – 2014)

“Quem visitar o sertão
Fica de queixo caído
Olhando a roça queimada;
O mata-pasta nascido;
O verde em cima do preto
Deixando o chão colorido.”

Antônio de França

“Ronca o trovão no nascente,
Sopra o vento, a chuva bate;
As nuvens na cor de chumbo;
A terra cor de abacate;
E o campo troca de terno
Sem precisar de alfaiate.”

Pedro Bandeira

“No ano bom de inverno
Deus benze a agricultura,
O sertanejo gargalha
Olhando a roça segura;
Sai do inferno da fome;
Entra no céu da fartura.”

Francisco Sobrinho

12 junho 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

12 junho 2017 DEU NO JORNAL

GANHAMOS DA BAHIA: O NOSSO RECORDE DE AUSÊNCIAS FOI MAIOR!!!

* * *

Aqui em Pernambuco a coisa foi bem melhor.

Ganhamos da Bahia.

Estive pessoalmente no bairro do Recife Antigo e contei 13 (êpa!) manifestantes no chão e mais 12 atrepados no trio elétrico.

Pernambuco venceu a Bahia!!!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

SANTO – CHARGE ONLINE


http://www.forroboxote.com.br/
PLANTAR SONHOS E COLHER LUZES

Flutuar ao sabor das estrelas é navegar por infinitos nunca dantes trafegado. É colher luzes no pomar das alegrias infindas, ainda que só se tenha plantado sonhos com pouca luminosidade. Ver estrelas é despertar da noite escura e envolver-se, direta e completamente, num abajur de cores vivas e ardentes, em que os astros passam a ser companheiros a espantar cuidadosamente e com bons modos a senhora boba e feia chamada solidão. Que se acendam as estrelas e que os céus às vezes escuro permita o flutuar na vida, para o bem dos cosmos e alegria geral da alma de quem, sobre a franja de um muro irregular, procura ver-se acender a varinha mágica da paz. Ela ainda existe. Até quando?

12 junho 2017 FULEIRAGEM

SENNA – CHARGE ONLINE

12 junho 2017 DEU NO JORNAL

BANÂNIA, UM PAÍS DE TRIBUNAIS SUPERIORES QUE SÃO INFERIORES E BOSTÍFEROS

Cada um apaga as provas que tem

1) De Lula a Léo Pinheiro, segundo o ex-presidente da OAS:

“Se tiver, destrua”.

2) De Lula a Renato Duque, segundo o ex-diretor de Serviços da Petrobras:

“Se tiver alguma coisa [no exterior] não pode ter, entendeu?”

3) Do TSE aos brasileiros no julgamento da chapa Dilma-Temer, em tradução livre:

Nós temos, nós destruímos.

R. Vamos começar o dia com música.

Uma excelente semana para toda a comunidade fubânica!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE


http://www.fernandogoncalves.pro.br
UNIVERSIDADE PARA PERNAMBUCO 21

Em 2022, certamente com programação festiva e sem subfaturamento, comemoraremos duzentos anos da independência do Brasil. De país com “complexo de vira-latas”, como proclamava o pernambucano Nelson Rodrigues, e repleto de sabidos e sabidões, cínicos dilapidadores do erário público, alcançamos certo reconhecimento no cenário mundial, muito embora inúmeros problemas ainda nos atormentem, inclusive o da melhoria substancial da qualidade do nosso ensino superior. Cujas carências e desafios não devem ser ofuscados por imediatismos irresponsáveis ou omissões dos poderes públicos, desatentos aos desencantos crescentes de uma juventude que anseia por melhores amanhãs acadêmicos, com níveis de desenvolvimento técnico-científico que não maculem a dignidade nacional.

Em nossa região, com a fase economicamente claudicante em que se encontra o Estado de Pernambuco, o terceiro grau ainda se encontra em estágio muito aquém do ideal. Por iniciativa dos dirigentes universitários, como alerta estratégico, deveria ser obrigatória a entrega, para os aprovados nos vestibulares, de um panfleto similar ao Mapa do Fracasso, de Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia. Onde estariam ressaltados os balizamentos que precipitaram o mercado mundial num despenhadeiro em 2008 e 2010, principalmente o norte-americano. Parâmetros fatídicos que alertariam os novos acadêmicos para descaminhos letais que conduzirão os desatentos para percursos profissionais e acadêmicos nulificantes, causando desesperos existenciais, desumanizações e despolitizações. Ei-los: 1. Pensar em curto prazo – Não projetar, nem raciocinar para além de cinco anos; 2. Ser obsessivo – Ter como objetivo ganhar sempre, sem considerar os limites para os ganhos financeiros; 3. Acreditar que existe sempre alguém mais tolo do que você – Desprezar os outros, porque “sempre haverá alguém, inclusive ele um dia, suficientemente estúpido para só perceber o que está acontecendo quando for tarde demais”; 4. Acompanhar a manada – Não ouvir as vozes discordantes, que precisam ser ridicularizadas e silenciadas; 5. Generalizar sem limites – Criar preconceitos e condenar ou louvar instituições e pessoas por critérios difusos e subjetivos, sempre bajulatórios; 6. Seguir a tendência – Procurar ver o que está dando certo, copiando acriticamente e esperar que os resultados se repitam; 7. Jogar com o dinheiro dos outros – Arriscar progredir com o capital alheio.

A dinamicidade universitária por que passa Pernambuco provocará certamente, com a distribuição do panfleto, um viés positivo, favorecendo a emersão de iniciativas estruturadoras: ampliação da criticidade cidadã, contemporaneidade dos conhecimentos técnicos e humanísticos, ampliação da democracia universitária sem populismos eleitoreiros, fortalecimento cognitivo complementar dos ingressos através das cotas étnicas e sociais, construção de bibliotecas e ampliação sistemática dos seus acervos com a contratação de profissionais qualificados, consolidação de uma política pública de ensino a distância de qualidade, seleção pública de quadros docentes e administrativos com níveis salariais adequados, agressividade editorial, erradicação das temporalidades docentes e administrativas pela efetivação de concursos públicos, e a consolidação dos centros universitários regionais, respeitadas as vocações de cada uma das áreas geográficas.

Em época de generalizada passividade comunitária como a que estamos vivenciando, urge um planejamento estratégico que não seja vago nem fantasioso, tampouco meramente carimbológico, que não obstaculize decisões sementeiras, nem favoreça a diluição demagógica dos objetivos estabelecidos. Em toda universidade ou instituição de ensino superior do Estado de Pernambuco, o como começar não deverá ser viabilizado de uma única maneira. Cada uma deverá preservar suas peculiaridades, que exigirão procedimentos específicos, capazes de proporcionar um aproveitamento ideal entre talento e experiências locais.

Na construção de horizontes universitários promissores para Pernambuco, todo cuidado é pouco com os medíocres. Na definição de José Ingenieros, médico psiquiatra argentino já eternizado, autor de O Homem Medíocre, no Brasil editado pela Juruá, “o homem medíocre é uma sombra projetada pela sociedade; é por essência imitativo e está perfeitamente adaptado para viver em rebanho, refletindo as rotinas, preconceitos e dogmatismos reconhecidamente úteis para a domesticidade. Assim como os seres inferiores herdam a ‘alma da espécie’, o medíocre adquire a ‘alma da sociedade’. Sua característica é a de imitar a quantos o rodeiam, pensar com a cabeça alheia e ser incapaz de formar ideais próprios”.

Necessitamos, através das múltiplas maneiras de debater e deliberar, bem equacionar as diretrizes alavancadoras para o ensino superior pernambucano: Qual é a missão do ensino superior estadual?; Como bem diferenciar erro de negligência?; Que iniciativas poderão a curto e médio prazos serem tomadas diante das mudanças velozes que estão se processando na década atual?; Como implementar nosso planejamento estratégico com maturidade, sem as fobias advindas da idiótica dicotomia direita-esquerda? Como ser dirigentes conscientes, sem bajulações e subserviências?; Como reconhecer o desconhecido, sempre se vendo como um eterno aprendiz, sabendo bem diferenciar aprender e apreender? Que razões mais substantivas exigem ações sem procrastinações?; Como explicitar nossas inquietações propositivas, nunca nos comportando tal e qual aquele cego num quarto escuro procurando um gato preto que lá não mais se encontrava?; e até quando poderemos conservar, em nosso sistema universitário público, o título de Ensino Superior, diante de iniciativas outras que evoluem com mais rapidez e efetividade?

É dever de todos combater a “cegueira do progresso”, expressão feliz de Adorno, evitando a transformação da vida universitária brasileira em espetáculo e consumo circenses, favorecendo a conscientização de uma sociedade que ainda não questionou porque, no ranking mundial da educação, o Brasil se encontra numa muito vexatória colocação.

Não teria chegada a hora de se estruturar, no Poder Executivo de Pernambuco, uma Secretaria de Educação Superior, com seu Conselho de Educação Superior, desafogando a Secretaria de Ciência e Tecnologia, possibilitando que ela siga adiante com seus dinamismos próprios em prol de um Ensino Técnico e de uma C&T voltada para os amanhãs que necessitamos em todos os nossos setores econômicos? Tal como fez o Estado de São Paulo, numa iniciativa eminentemente catapultadora?

PS. No Dia dos Namorados, nesta segunda 12, confesso publicamente os meus dois amores institucionais: a Fundação Joaquim Nabuco e a FCAP-Universidade de Pernambuco.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

12 junho 2017 DEU NO JORNAL

NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

É peludinho, anda nos telhados, bebe leite, tem bigodinho, brinca com novelo de lã, tem 4 patas e faz miau.

O que é isso Gilmar Mendes?

Resposta: Não há evidências de que seja um gato. Voto pela exclusão do bigodinho e digo que é um Jacaré.

Mas excelência, jacarés não bebem leite nem sobem em telhados…

Resposta: esses dados foram divulgados somente depois da petição inicial e quando alguém já tinha colocado o jacaré no telhado.

E o fato de ele beber leite?

Resposta: sob pressão as pessoas fazem coisas inimagináveis.

R. Meu caro, eu acho que não vou mais permitir que aqui no JBF sejam feitas referências depreciativas ao Ministro Gilmar Boca-de-Buceta Mendes.

Ele merece todo nosso respeito.

A manchete de hoje, segunda-feira, do jornal Folha de S.Paulo, destaca que este pacato, discreto e humilde membro do Supremo está se queixando de “pressão de mídia“.

Veja só: 

Tá vendo???!!!

Obviamente Gilmar está se referindo a esta gazeta escrota, quando fala de “mídia“. Porque ele tem consciência de que o JBF faz parte da “grande mídia” banânica.

De modo que, a partir de hoje, não serão mais permitidas expressões injuriosas ou avacalhatórias ao Ministro Gilmar Boca-de-Buceta Mendes neste jornal de modo algum!

“Quem tem boca-de-buceta é o Deputado João Plenário. Eu não!!! Eu não pareço com ele nem de longe. Ainda bem que tem a Editoria do JBF pra me defender”


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