SHIRLEY MARIA MAIA – PALMARES-PE

Berto, meu querido,

hoje, 12 de junho, Dia dos Namorados, estou roendo que só a porra.

Nezinho Pé-de-Mesa, meu macho adorado, viajou pra João Pessoa no seu caminhão e vou dormir sozinha essa noite.

Peço encarecidamente que você bote no ar esta música que estou mandando em anexo.

Uma linda composição intitulada “Vamos Desquitar“, na voz da minha ídola, a talentosa cantora Sara Sonaya.

Apareça uma hora pra gente tomar umas no Bar da Galêga, meu querido.

Um carinhoso abraços desta sua fã e conterrânea.

R. Pois pode me esperar que vou aparecer em Palmares amanhã, terça-feira. Vou passar o dia por aí.

Minha irmã Lúcia chegou de Brasília ontem e nós iremos rever a nossa terra de nascença. Levar flores ao túmulo de Seu Luiz Berto, nosso saudoso pai.

Vaguearemos pelas recantos de nossa infância e reveremos os becos, ruas e ladeiras que são os cenários onde se desenrolou a trama d’O Romance da Besta Fubana.

Aí a gente se encontra pra matar as saudades. E pra tomar umas lapadas no Bar da Galêga. Quer dizer, você toma no meu lugar que eu estou em abstinência compulsória.

Um beijão, lindona.

Saiba que esta música tocou o meu coração e me deixou com lágrimas nos olhos.

Uma poesia digna da sala de qualquer puteiro da Coreia, a nossa querida zona do alto meretrício.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

12 junho 2017 PERCIVAL PUGGINA

COMPROMISSO COM OS PROBLEMAS

No Brasil, infelizmente, certas desgraças vêm para ficar, fazem ninho, dão cria e são zelosamente nutridas; algumas têm fã clube e vivem sob a proteção da tesouraria. “E as soluções?”, perguntará o leitor mais proativo. Pois é, meu caro, aí é que está. Nosso país não tem compromisso com soluções, mas com problemas. Quanto maior for a encrenca, mais sólida será a adesão nacional àquilo que lhe dá causa.

A alavanca com a qual Arquimedes afirmou que poderia mover a Terra se lhe dessem um ponto de apoio não serve para o Brasil. Parece não haver braço de alavanca nem ponto de apoio capazes de abalar a inércia nacional em relação a suas principais dificuldades. Em compensação, por aqui, nada é mais sólido do que uma boa conversa mole, que se resume em encontrar razões para deixar tudo como está. Os acontecimentos – sim, há fatos acontecendo – terríveis, assustadores, vexatórios, em nada alteram a alma do país. O poder público continua escrevendo o roteiro, dirigindo a peça, escolhendo os atores. E embolsando a bilheteria. Lê-se em toda parte que o Brasil tomará jeito quando os brasileiros aprenderem a votar, o padrão cultural e socioeconômico da sociedade avançar, houver menos pobres. Verdadeira mixórdia de causas e efeitos que transforma a borda do poço em opressivo horizonte.

Tome, por exemplo, a questão da insegurança pública. Apenas uma corrente de opinião muito minoritária, minúscula, é contra legislação penal mais rígida e penas que desestimulem a atividade criminosa. No entanto, o que está em vigor é o desencarceramento e a total leniência, inclusive para com crimes de maior potencial ofensivo. Por quê? “Porque só prender não resolve”, respondem, como se tal frase contivesse um argumento e refutasse a verdade esférica de que bandido preso perturba menos do que bandido solto.

O mesmo tipo de raciocínio, que quebra, na prática, a alavanca de Arquimedes, é usado quando se apresenta o parlamentarismo como ponto de apoio para resolver o problema institucional no Brasil. “Só isso não resolve”, repetem. Claro que só isso não resolve! Precisamos, também, de alguma forma de voto distrital, de cláusula de barreira que reduza o número de partidos, de uma justiça mais disposta a julgar casos de corrupção e mau uso dos mandatos eletivos, e de tudo mais que a divergência queira incluir. Não bastará! Insatisfeitos, retornarão em ares de xeque-mate: “No parlamentarismo, com esse Congresso, o chefe do governo vai ser alguém tipo Renan Calheiros ou Rodrigo Maia”.

Desculpem-me os eleitores de uns e de outros, mas não parece justa essa restrição num país que, por conta própria, elegeu Collor, reelegeu FHC, deu dois mandatos para Lula e outros dois para Dilma. Se é para usarmos o instituto da eleição direta para produzir resultados assim, continuo preferindo o parlamentarismo, no qual o eleito por via direta será apenas chefe de Estado e não exercerá, simultaneamente, a chefia de governo. No presidencialismo, “the winner takes it all”, como cantou Meryl Streep. O vencedor leva tudo; e leva mesmo.

O que nosso presidencialismo chama de “instituições funcionando” é isso que você vê. É assim que elas “funcionam”, gerando crises sem solução, criando instabilidade política, retração das atividades econômicas, desconfiança externa e interna, e sérios danos à vida de todos. No parlamentarismo também existem conflitos e disputas, mas a facilidade com que os governos são substituídos estabiliza a democracia e produz uma vida política sem sobressaltos. Instituições também são pedagogas. Elas podem ensinar perversão, como as nossas, ou podem ser uma sala de aula de bons resultados, como os que observei na Holanda, de onde retornei ontem, domingo.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

LEITORA FUBÂNICA OFENDIDA

Comentário sobre a postagem XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Payxão:

“Gente por que vocês quando acham alguma coisa feia, como a boca do ministro, e outras coisas, nominam-os “buceta”?

Vá lá que “buceta” dita é escrita não é muito bonita, mas cá prá nos, na acepção da anatomia, do prazer que ela proporciona, da utilidade que tem para nós humanos, procurem outro termo para designar essas coisas assim, como o ministro.

É pedir muito?

Eu, mulher, leitora frequente deste espaço me sinto ofendida com tal comparação.

Abraço!”

* * *

12 junho 2017 HORA DA POESIA

SONETO OCO – Carlos Pena Filho

Neste papel levanta-se um soneto,
de lembranças antigas sustentado,
pássaro de museu, bicho empalhado,
madeira apodrecida de coreto.

De tempo e tempo e tempo alimentado,
sendo em fraco metal, agora é preto.
E talvez seja apenas um soneto
de si mesmo nascido e organizado.

Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,
pois não sei como foi arquitetado
e nem me lembro quando apareceu.

Lembranças são lembranças, mesmo pobres,
olha pois este jogo de exilado
e vê se entre as lembranças te descobres.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

MELLO – CHARGE ONLINE

12 junho 2017 FERNANDO GABEIRA

ANSIEDADE NACIONAL BRUTA

Na Avenida Paulista, duas manifestantes tiram “selfie” durante um dos protestos organizados pelos movimentos “Vem Pra Rua” e MBL (Movimento Brasil Livre), que aconteceram neste domingo pelo Brasil

O que será de nós? É uma pergunta que ouço com frequência nas ruas, feiras e bares. Respondo com um discreto otimismo. Ninguém exige precisão na resposta, pois todos sabem quão nebuloso é o momento… Mas o que vejo na face e nos olhos das pessoas é ansiedade. Não tenho condições de estudar o assunto mais amplamente. Creio que outros o farão: qual o impacto psicológico de anos de notícias negativas na vida de um país?

A decomposição do sistema político eleitoral é uma novela longa e arrastada. Um roteirista de cinema já teria acabado com ela para não aborrecer os espectadores. Ainda que fosse uma série, do tipo “House of cards”, ele certamente estaria pensando em férias para escrever a nova temporada.

O ritmo dos acontecimentos no Brasil depende dos trâmites da Justiça. Além disso, as evidentes mentiras se arrastam. Quem acompanha fica irritado, sabe que não é bem aquilo, mas o processo legal não pode ser concluído como uma novela.

Minha experiência pessoal é a de que o trabalho em campo me diverte e que os momentos de lazer, diante do noticiário, trazem mais ansiedade. Se é assim com todos, imagino como estão os que não perdem, por interesse ou dever de ofício, um simples lance do psicodrama político-policial.

A experiência histórica talvez possa nos confortar. Isaac Deutscher, na célebre biografia de Trótski, oferece uma boa pista. Ele afirma que certas forças políticas tomam decisões estúpidas, não porque sejam necessariamente pouco inteligentes, mas sim porque sua margem de manobra torna-se muito estreita na crise.

Isso aconteceu com Dilma e acontece agora com Temer. Basta analisar a sucessão de erros que seus movimentos defensivos provocam para dizer que, nessas circunstâncias, o maior adversário de Temer é sua própria cabeça.

Temer substituiu o ministro da Justiça e esqueceu de comunicar ao que saía, tal a pressa em conter o avanço da PF. Demitido sem honras, o ministro voltou à sua cadeira no Parlamento e desalojou Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Temer. Resultado: Temer não conseguirá controlar a PF, e um dos seus cúmplices está preso, sob o risco de delação premiada.

E como se não bastassem tantas saídas estúpidas, Temer desmentiu a notícia de que viajou num avião de Joesley Batista para, logo em seguida, admitir que o fez sem, contudo, saber quem era o dono do avião ou quem pagava pela viagem. Sabemos que é mentira, inclusive Temer. Nesse momento, já não se preocupa mais com credibilidade, apenas a se agarrar ao cargo.

O julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE foi mais um momento em que fatos exasperam e provocam enjoo de estômago nos espectadores. O ministro Herman Benjamin fez um excelente trabalho, mas desde o início o resultado final do julgamento já estava definido.

A Odebrecht constava da petição inicial, Herman Benjamin realizou audiências na presença de todos, mas os juízes pró-Temer consideram que os dados da Odebrecht deveriam ser retirados do processo. Ambos argumentos, de defesa e acusação, podem ser desenvolvidos ad nauseam, inclusive com citações de juristas, professores acadêmicos e o diabo a quatro.

Herman Benjamin apenas cumpriu seu trabalho, foi atrás da verdade, respeitando a petição inicial que se referia à Odebrecht várias vezes. O que aconteceu depois, com as delações, foram novas evidências perfeitamente articuladas com as denúncias.

Ao excluir as evidências da Odebrecht, os ministros não negam sua realidade, apenas acham que chegaram tarde demais. Fora dos prazos.

O julgamento nos ajuda a compreender que não estamos diante de um fenômeno linear no Brasil, do tipo todos contra a corrupção. Na verdade, existe muita gente do lado de lá. Em, primeiro lugar os próprios corruptos, que sonham com a impunidade.

Todas as maiores forças políticas são contra a Lava-Jato. Lula tentou bombardeá-la, e ouvimos suas lamúrias, nos grampos da PF, sobre a passividade do STF. O PMDB tentou, e as gravações colhidas na delação premiada de Sérgio Machado indicam que a cúpula do partido queria deter a Lava-Jato. Aécio Neves, na época presidente do PSDB, também foi descoberto, em grampos, articulando anistia ao caixa dois e leis que inibem juízes e promotores.

Em torno do PT existe um grande número de militantes que acreditam que a Lava-Jato é apenas um processo de perseguição a Lula e seus líderes. Admitir a verdade obrigaria a um exame muito profundo da própria situação, assim como foram as denúncias dos crimes de Stálin. Para não ameaçar o edifício ideológico é melhor ignorar suas mazelas.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

12 junho 2017 DEU NO JORNAL

MARMELADA

Faveco Corrêa

O julgamento da chapa Dilma&Temer é mais uma palhaçada que ilustra o festival de besteiras que assola o país. Assistimos a um julgamento cujo veredito é do conhecimento público antes de começar. O presidente da Corte, o midiático, vaidoso, inadequado e perigoso Gilmar Mendes definiu o placar logo no início do jogo: 4×3 para o time do seu amigo Michel, de cuja torcida pertence e com quem janta amiúde no Palácio do Jaburu. E que lhe dá caronas no avião presidencial. Este mesmo Gilmar Mendes que, entre outras façanhas, manda soltar notórios criminosos tipo José Dirceu e Eike Batista, só para citar alguns, que não se sente impedido de julgar causas patrocinadas pelo escritório de advocacia onde sua mulher trabalha e que aproveita dos cargos que tem para bombar o Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual é sócio. E ainda protagonizou um espetáculo constrangedor assistido ao vivo pela TV por milhões de brasileiros, perplexos com o que estava acontecendo. Outra sacada dele: “temos que proteger o voto popular”. Algum de vocês votou em Temer?

E assim se coonesta o maior estelionato eleitoral de que se tem noticia na história país, até que o próximo estelionato o supere. O atual ocupante do Palácio do Planalto foi eleito na carona dos milhões gastos pela petista em sua milionária e, sustentam os fatos, criminosa campanha de 2014.

O triste espetáculo que assistimos vai ter desdobramentos.

O Tribunal Superior Eleitoral, mais uma jabuticaba brasileira sem paralelos no resto do mundo, a exceção da Costa Rica, uma fruta exótica tupiniquim, a exemplo do estojo de pronto socorro e extintor de incêndio obrigatório nos carros e da espetacular tomada de três pontas, assumiu que não tem serventia. Já não tinha autoridade definitiva pois de suas decisões cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal. Agora conclui melancolicamente que não tem razão de ser por não ter isenção e nem competência para atuar dentro dos limites da lei. Virou tribunal politico. Uma instituição inócua que consome 2,5 bilhões de reais por ano do nosso escasso e suado dinheirinho. Um escândalo. De agora em diante, com que cara vai poder fiscalizar e punir políticos eleitos ilegalmente? O TSE acabou, apesar dos esforços do Ministro Herman Benjamim, que produziu um voto profissional e exemplar, apoiado por dois ministros do Supremo, Luiz Fux e Rosa Weber. Os outros que votaram contra o relator nem sei bem quem são, exceção feita é claro ao notório Gilmar Mendes que mandou a modéstia às favas e que há muito tempo habita o noticiário, para seu deleite pessoal.

Muito pior do que o réquiem do TSE, que descanse em paz, é o estrago que esta palhaçada faz na nossa crença na justiça. Já não acreditamos no Legislativo, por abundantes razões, nem no Executivo, conspurcado por 13 anos de cleptocracia do PT e agora mais um do PMDB, que se mantém aos trancos e barrancos, ferido por escândalos de todos os tipos, corroído por um mar de lama de dar inveja aos inimigos de Getúlio Vargas.

Agora vem este ataque feroz contra um dos poderes da República que imaginávamos estar ainda incólume e que nos protegeria como Nação das safadezas em curso e na moda. Imaginávamos incólume, “pero no mucho”, já que refém do famigerado instituto do foro privilegiado, das 200 ações no STF que já prescreveram em benefício da bandidagem, e que mantém o Lula solto. Mas como a esperança é a última que morre, achávamos que a justiça um dia iria prevalecer. Era a nossa aposta. Perdemos por 4×3.

De toda esta lambança, o Ministro Herman Benjamim vai sair muito bem na foto, autor que foi da melhor frase do espetáculo: “eu, como juiz, recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”.

Pessoas como ele e o ex-ministro Joaquim Barbosa no mensalão, corajosas e imparciais, fazem a diferença. Como o Ministro Fachin está tentando fazer na Lava Jato, apesar de frequentemente derrotado na segunda turma do Lewandowski e do Tofolli.

E nós, os cidadãos, como ficamos? Qual será a nossa reação a tanta iniquidade?

O que é mais importante para nós, proteger uma “governabilidade” mambembe ou o império da lei?

Como sempre, só nos resta o caminho das ruas.

É lá que podemos exigir que as “autoridades” nos respeitem.

Sob pena de perderem a cabeça, como o fizeram as cabeças coroadas na Revolução Francesa.

12 junho 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE


STAND-UP COM POESIA

POETA LOUCO

Às vezes me sinto louco
Às vezes me sinto poeta
Quando sou poeta louco
Eu não me sinto

Às vezes eu sou passado
Às vezes eu sou presente
Quando eu sou futuro
Não me reconheço

Será quem sou?

* * *

ARREPENDIMENTO

Deus
Quando fez o homem
Pensou em tudo
E certamente
Não se arrepende
Só não deve ter pensado
Que da sua imagem e semelhança
Sairia o Gilmar Mendes

* * *

ENVELHECIMENTO

Envelheceu o meu corpo
Cabeça, tronco e membros
Só para citar as partes
Que no momento eu lembro
Por isso recorro a ti poesia
Quem sabe tenha um remédio
Pra minimizar meu tédio
E embotar a minha dor
Quem sabe, talvez, um verso,
Talvez, quem sabe, a fantasia…
Ou quem sabe, talvez, o amor.

* * *

QUEM FUI? QUEM SOU?

Já fui sardinha num coletivo
Viajando para o trabalho
Oprimido, pisado, espremido…
Antes de ser aposentado

Passei vexame, passei fome…
Para atingir minha meta
Só consolidei meu nome
Quando me tornei poeta

Sem mais nada pra fazer
Fiz poesia pra sobreviver

Estou vivo, querer mais o que?

12 junho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

12 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O DONO DO MEU CORAÇÃO

Sexta-feira passada fiz a periódica visita ao dono do meu coração, Dr. Sérgio Azevedo, um cardiologista da bixiga lixa. Foi no Hospital Português, uma potência hospitalar que é orgulho aqui da terrinha.

É ele que cuida também do coração do nosso querido colunista Poeta Jessier Quirino.

Sempre que nos encontramos, é conversa comprida pra medir de metro! A consulta é entremeada com fuxicos e falações sobre tudo que existe em cima da redondura da Terra.

Dr. Sérgio é um profissional competente que eu muito admiro e, mais que meu médico, é um amigo querido.

Como ele lê esta gazeta escrota diariamente, aproveito pra mandar um grande abraço e desejar uma excelente semana.

Resultado da consulta: tudo certo, tudo bem, tudo em paz com o meu motor peitoral. Ele analisou todos os exames laboratoriais que levei e disse que estava tudo nos conformes. 

Apenas recomendou que eu procurasse um urologista pra saber a quantas anda a minha próstata.

Conformei-me e já estou preparada pra levar a dedada no furico.

Aline fez esta foto durante a consulta:

Ao final, “intimei” o Dr. Sérgio a me manter vivo por mais 20 anos. Pelo menos.

E expliquei a razão: estou com 70, tenho um filho que vai fazer 10 e preciso chegar aos 90.

Que é pra ter a felicidade de ver o João adulto, formado e encaminhado na vida.

Depois, posso partir tranquila e serenamente.

Ele me disse que eu já poderia começar a preparar a festa do centenário e, em seguida, me contou a história de uma sua paciente, uma idosa com 102 anos de idade. Lúcida, lépida, ligeira, brincalhona e sempre de alto astral.

Contou-me Dr. Sérgio que esta senhora estivera com ele no dia anterior, para dizer-lhe que o fabricante do seu “stent” dava uma garantia de 10 anos ao aparelho.

– Pronto, doutor: o senhor vai ter me aguentar até os 112 anos – disse a idosa.

Pelas medições e análises que tenho feito, acho que vou empatar com esta senhora.

Num vai ter praga que me derrube nem tão cedo!!!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

NOITE DE CHUVA – Anderson Braga Horta

Cai a chuva em torrentes. Que frieza!
Enregela-se a rua. Vão, dormentes,
passando as sombras sobre a natureza.
E a água tomba, em ciclópicas torrentes.

Que de mistérios sob a noite! Acesa
em mil fogos azuis, fosforescentes,
a alma, de sonhos e delírios presa,
arde nos ermos plácidos, albentes,

do pensamento. Anseios e lembranças
de ventura, impossíveis esperanças,
sombras, espectros, ramos de cipreste

caem também sobre minha alma agora,
qual tomba a chuva em cântaros lá fora,
como legiões fantásticas da Peste!

12 junho 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Acho essa Gazeta escrota cada dia mais infame e difamatória, não se importando em tropeçar nas mais evidentes conceitos contraditórios quando quer falar mal de alguém.

Chamar o eminente (por que não iminente) Sinistro Gilmar Mendes de BOCA-DE-BUCETA é contraditar o que ele realmente é: um tremendo cara de PAU.

Como posso admitir uma BUCETA num PAU sem clamar pela coerência? Onde está a coerência, seu Editor do JBF?

Afinal, precisamos definir com a maior rapidez possível (e para isso invoco sua sabedora): ele é BOCA-DE-BUCETA ou Cara de PAU?

Meu abraço com cheiro de Buceta e distância do Pau,

R. Fique tranquilo, meu caro colunista fubânico, a questão que você levantou já está resolvida.

Nem Boca-de-Buceta nem Cara-de-Pau.

A partir de hoje ele passará a ser conhecido por Boca-de-Monstro-das-Trevas.

Um monstro que tem a boca de buceta, conforme foto comparativa abaixo:

 

12 junho 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

AH!!!! AGORA TÁ TUDO EXPLICADO: NÃO TEM NADA DEMAIS

Comentário sobre a postagem PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Goiano:

“Os educadores estão aí para isso mesmo, analisar os textos e considerar se eles são ou não adequados à educação e a cada faixa etária, de modo que, possivelmente, não seria adequado adaptar certos casos da mitologia grega, como a tragédia de Édipo, que mata o pai (sem saber que era seu pai) e se casa com a própria mãe (sem saber que era a mãe).

Os educadores estão, hoje, mais cuidadosos, graças, especialmente, à psicologia, com a forma como os contos infantis são transmitidos às crianças, o que parece ser essa história do folclore, segundo consta, do rei que queria casar com a filha (e não casou).

Quando eu era menino, os contos infantis não eram suavizados e nos era contado que o lobo mau engoliu a vovó, que as irmãs da Cinderela cortaram os dedos para ver se o sapatinho cabia nos pés delas, que a rainha comeu as vísceras da Branca de Neve e por aí vai.

Enfim, creio que o autor do livro que está sendo revisto e retirado de escolas não pensou em causar mal às crianças, mas teve o intuito de transmitir a elas algo do folclore; se isso não era adequado e passou despercebido, agora que se avaliou melhor que se corrija.

Nenhuma culpa: a não ser que caiamos todos de pau em cima e exijamos que a televisão pare de enfiar sexo e violência na cabeça das crianças.”

* * *


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