13 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

13 junho 2017 DEU NO JORNAL

O ÓDIO A BORDO

Míriam Leitão

Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo.

Sábado, 3 de junho, o voo 6237 da Avianca, das 19h05, de Brasília para o Santos Dumont, estava no horário. O Congresso do PT em Brasília havia acabado naquela tarde e por isso eles estavam ainda vestidos com camisetas do encontro. Eu tinha ido a Brasília gravar o programa da Globonews.

Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo.

Fui uma das primeiras a entrar no avião e me sentei na 15C. Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiram olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas.

– Terrorista, terrorista – gritaram alguns.

Pensei na ironia. Foi “terrorista” a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim.

Uma comissária, a única mulher na tripulação, veio, abaixou-se e falou:

– O comandante te convida a sentar na frente.

– Diga ao comandante que eu comprei a 15C e é aqui que eu vou ficar – respondi.

O avião já estava atrasado àquela altura. Os gritos, slogans, cantorias continuavam, diante de uma tripulação inerte, que nada fazia para restabelecer a ordem a bordo em respeito aos passageiros. Os petistas pareciam estar numa manifestação. Minutos depois, a aeromoça voltou:

– A Polícia Federal está mandando você ir para frente. Disse que se a senhora não for o avião não sai.

– Diga à Polícia Federal que enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De nada.

Não vi ninguém da Polícia Federal. Se esteve lá, ficou na porta do avião e não andou pelo corredor, não chegou até a minha cadeira.

Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso.

Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias. Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: “quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo”, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas.

O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões, pousamos no Santos Dumont. A Avianca não me deu – nem aos demais passageiros – qualquer explicação sobre sua inusitada leniência e flagrante desrespeito às regras de segurança em voo. Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.

Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho.

* * *

Nota da Editoria do JBF:

O Editor do JBF se solidariza com a jornalista Míriam Leitão.

E dedica uma música ao bando de antas descerebradas, os imbecis petralhas, os tabacudos luleiros que covardemente agrediram a jornalista, ao mesmo tempo que agrediam a liberdade de expressão e o livre pensamento. Duas coisas que esta canalha bolivariana vermêio-incarnada odeia.

Esta música é pra vocês, bando de filhos-da-puta (sem qualquer ofensa às putas, claro).

13 junho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

13 junho 2017 FULEIRAGEM

RLIPPI – CHARGE ONLINE

13 junho 2017 DEU NO JORNAL

FURANDO A FILA

STF deve analisar pedido de prisão de Aécio no próximo dia 20, diz relator.

Marco Aurélio informou que deverá levar a julgamento na próxima terça o pedido de prisão do tucano.

Ministério Público denunciou Aécio por 2 crimes e pediu prisão preventiva.

* * *

Esta furação de fila está me deixando ansioso e emputiferado.

Se a prisão de Aécio já está demorando demais, imaginem a de Lula.

Tem que botar toda esta raça de guabirus, corruptos e ladrões pra obrar de coca no boi da cadeia.

Sejam azuis, vermêios ou roxos.

“Companheiro Lula, neste momento a pajaraca tá apontando pro meu furico; vai preparando o teu que tá chegando a hora…”

13 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

13 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

ESTADO ISLÂMICO ASSUME AUTORIA

A emissora de TV Al Jazeera publicou na manhã de hoje um telegrama no qual o Estado Islâmico assume autoria das declarações do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Napoleão Nunes Maia, no qual Sua Excelência afirmou que “a ira do profeta”, cairá sobre delatores que mencionaram seu nome e fez em seguida um gesto que lembra decapitação.

No referido documento, o Estado Islâmico reivindica os direitos autorais sobre as declarações, afirmando que cobrará adsense pela divulgação.

O grupo terrorista, no entanto, negou qualquer envolvimento com o voto do ministro, que se posicionou pela absolvição da chapa Dilma-Temer das acusações de abuso de poder econômico.

“SOMOS TERRORISTAS, MAS DAÍ A DIZER QUE NÃO HOUVE ABUSO DE PODER ECONÔMICO É DEMAIS ATÉ PRA GENTE”, DIZ O DOCUMENTO.

Procurado por nossa equipe, o ministro se recusou a falar sobre o ocorrido.

Em contraposição ao relator, Napoleão votou pela absolvição da chapa Dilma-Temer, alegando, na oportunidade, que “a Justiça Eleitoral não pode se arvorar como terceiro turno do pleito eleitoral.”

13 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – XXIII

Lula Cardoso Ayres

Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu em Rio Formoso, em 26/09/1910. Pintor, desenhista, ilustrador, cenógrafo, fotógrafo, programador visual e professor. Seu talento artístico surgiu na infância e foi incentivado pelo pai João Cardoso Ayres, um dos donos da Usina Cucaú e mais tarde (1930), junto com outros acionistas paulistas, da Companhia União dos Refinadores. Era conhecido na região como o “Rei do Acúcar”. Aos 12 anos estudou desenho e pintura com o artista alemão Heinrich Moser, cujo aprendizado foi fundamental em sua carreira.

“Considero muito importante tudo que aprendi, não como aluno, mas como ajudante do mestre Moser. Ele nos ensinava desde como se deve lavar um pincel, principal instrumento de trabalho do pintor, até as técnicas de pintura. Dizia-me sempre não entender um pintor de uma só técnica – o óleo, a aquarela, o guache ou o bico de pena. Mandava-nos fazer tudo, até pintar em vidro, retocar vitrais que então fazia. Esse meu período junto a Moser foi de 1922 até fins de 1924.”

Em 1925 foi morar em Paris, onde tomou contato com o movimento “Art déco” na Exposição Internacional de Artes Decorativas. Este movimento modificou radicalmente os rumos das artes decorativas e influenciou. Em 1930 retornou ao Brasil e passou a viver no Rio de Janeiro. Frequentou, como aluno ouvinte, a Escola Nacional de Belas Artes, tendo como professores Rodolfo Amoedo e Carlos Chamberlland, que exerceram grande influência em sua obra. Pouco depois, conheceu Cândido Portinari, de quem se tornou amigo e discípulo. Abriu um ateliê no Bairro Laranjeiras e passou a exercer a veia artística em termos profissionais.

Por essa época, passou a se interessar, também, por cenários para teatro. Trabalhou na companhia de Procópio Ferreira, que lhe deu carta branca para suas criações. Em fins de 1932, com a crise do açúcar, voltou ao Recife a pedido do pai, para ajudar na administração da usina. Não se deu bem nessa atividade e passou a pesquisar a realidade regional, a fazer documentação fotográfica verificando tipos, cenas, costumes e incorporando a fotografia ao seu trabalho de desenho e pintura. Tal vivência lhe possibilitou uma estreita ligação com os temas locais No ano seguinte, já entrosado com os artistas do Recife, como Cícero Dias, passou a realizar exposições e agitar a vida cultural do Recife. Em 1934, participou da exposição de pintura do Congresso Afro Brasileiro, organizado por Gilberto Freyre, com quem fez amizade e recebeu influências “Realmente a obra dele, naquele tempo, abriu-me uma porta que ainda estava fechada, chamando a atenção para as coisas que estavam mais perto da gente. Para o conteúdo social…

Suas exposições individuais e coletivas se expandem para outras capitais do país e no exterior. Porém, em 1945 passou por alguns perrengues financeiros, e retornou ao Recife. Executou cerca de 100 painéis e murais em várias cidades; fez ilustrações para livros; fundou um curso de desenho para crianças e foi professor na Escola de Belas Artes da UFPE. A partir de 1950 sua produção volta-se para o abstracionismo, porém sem abrir mão da figuração. Tal mudança se dá com a participação nas primeiras Bienais de São Paulo, demonstrada nas telas Ex-Votos e Três Ex-Votos, que são exemplos da solução encontrada nessa fase, que trabalha sobre a figura para chegar a uma síntese.

Na década de 1960 seu nome é reconhecido em âmbito nacional com a amostra retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo, organizada por Pietro Maria Bardi. Seus trabalhos incorporam o figurativismo e o abstracionismo. Figuras do carnaval recifense, do frevo, maracatu, bumba meu boi e cortadores de cana são recorrentes em suas pinturas. Para Gilberto Freyre, “O que ele desejava era impregnar-se de povo, de região, de tradição… Nenhum pintor brasileiro de qualquer época, dentre os maiores, que tenha sido ou seja ao mesmo tempo tão moderno e tão da sua terra; tão da sua gente; e, ainda, tão sobrecarregado do que há de misterioso, de irracional, de espiritual na vida, no passado, nos sofrimentos, nas alegrias, nas esperanças, nas ansiedades dessa sua gente”.

Em 1978 sua obra é analisada no livro Lula Cardoso Ayres: Revisăo Crítica e Atualidadedo crítico de arte Clarival do Prado Valladares. Suas obras são expostas nos grandes museus do mundo. Em 1984, foi convidado pelo Metrô do Recife para pintar murais em suas estações, que se constituem em suas últimas obras. Faleceu no Recife, em 30/06/1987. Em 1993 foi criado o Instituto Cultural Lula Cardoso Ayres, em Jaboatão dos Guararapes. Trata-se do único museu privado brasileiro dedicado a um único artista plástico. Seu acervo é constituído por mais 300 trabalhos entre pinturas, fotografias, ilustrações, trabalhos gráficos, e mais de 50 projetos de suas cenografias, painéis e murais.

13 junho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

JUSTIÇA ELEITORAL

Não procure escondido nas tocas e buracos aquilo que os próprios tribunais já escancaram; não espere dos ratos aquilo que apenas certos homens togados podem dar: o dissimulado caráter de justo ao que é mentira, e o caráter de justiça ao que é comprovadamente injusto e falso.

Querer justificar em nome da “paz social” um governo eleito na base da maior fraude eleitoral da história do Brasil, é o mesmo que pretender justificar a não punição de um estupro em nome da “pacificação” entre as partes. Canalhice ímpar, porcas alegações. Juiz ou verme?

Na clássica definição, democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo. No caso concreto brasileiro; democracia é a maneira que os partidos políticos encontraram de fazer com que o povo pague para continuar sendo enganado e pobre, enquanto elege políticos para que eles se tornem “democraticamente” poderosos e ricos.

Um país sem verdadeira justiça é um país afundado na mentira. E uma democracia corrompida é pseudo democracia, uma suja imoralidade. Legitimidade usurpada, legião de canalhas. Eleição que apenas disfarça, que solapa uma razão e não passa de arranjo, é um mero faz de conta, um abuso, um truque combinado entre malandros pra fraudar seu próprio povo e assim governar roubando. Infeliz destino, podres poderes. Brasil, reaja! Brasil, reaja! Até quando viverás se desmoralizando? Até quando conviverás com tanta trapaça?

Justiça Eleitoral ou almofada de carimbo? Tribunal ou selo de chancela? Lei eleitoral ou mera letra morta? Destino de um país ou sua triste procela? Toga do Juiz ou a capa de um Mandrake?

Eleições gerais ou processo de araque? Voto respeitado ou alheias vontades? Eleitor ou palhaço feito involuntário? Urnas eletrônicas ou grande lorota? Democracia ou coelhos na cartola? País sério ou feio picadeiro? Povo ou pouco importa?

E por fim registro aqui meus parabéns ao sr. juiz Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE . A ele envio meus respeitos e admiração. E viva sua decência e coragem em meio ao joio, em meio ao nojo, em meio ao sórdido. Parabéns também à senhora ministra Rosa Weber por seu voto, e igualmente parabéns ao senhor ministro Luiz Fux, vocês três honraram a toga que vestem e a função que exercem. O Brasil decente agradece.

13 junho 2017 FULEIRAGEM

PIRES – CHARGE ONLINE

DEUS NÃO É BRASILEIRO

Uma antiga piada um tanto sem graça conta a história de uma reunião convocada pelos principais líderes do mundo, presente, além deles, os líderes, ninguém menos que Deus. Isto mesmo. Deus. Pessoalmente. O motivo para tal encontro teria que ser, mesmo, muito relevante. E era. Os líderes mundiais buscavam saber por que o Brasil não era flagelado por terremotos, tornados, ciclones, tsunamis e outros desastres do gênero, enquanto eles eram tão atingidos.

Provavelmente achando ser pouco a renitente seca nordestina, Donald Trump, o impetuoso presidente dos Estados Unidos, ameaçou não mais permitir a entrada de católicos em território norte-americano enquanto o problema não estivesse sanado, o que lhe valeu um cutucão de Theresa May, a primeira-ministra inglesa, lembrando-lhe que a máquina de guerra estado-unidense de nada vale contra a vontade divina.

Sabe o que Ele fez?

Reuniu o grupo e sintonizou, um a um, os telejornais. Em todos, praticamente a totalidade do tempo de duração do programa era ocupado pela ladroagem, pelo estelionato eleitoral, pelas práticas desonestas que, em suas várias faces, todas perversas, destroem a autoestima do país.

Na sala só se ouvia um silêncio consternado, só interrompido, enfim, pela voz do Criador: Vocês viram por que não dei terremotos, não dei tsunamis, não dei essas tragédias naturais ao Brasil? Quando viram os telejornais vocês prestaram atenção ao povo que botei lá?

Triste Brasil. Neste país que a cada biênio promove uma eleição, esse mesmo povo vai reeleger todos os políticos que só pensam em seus interesses e pouco estão ligando para quem os elegeu.

Você está acabando de ler uma historieta, apenas isso, mas tratando-se do Brasil, ela é verdadeira, como as urnas têm demonstrado tempo afora.

A propósito, você viu como Michel Temer se saiu bem no Tribunal Superior Eleitoral?

13 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

ORIGINAL & VERSÃO

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano

* * *

01 – My Little One – (Gussin/Howe) – Frankie Laine – 1955

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02 – Meu Benzinho – (versão: Cauby de Brito) – Agostinho dos Santos – 1956

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03 – Honey – (B.Russel) – Bobby Goldsboro – 1968

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04 – Querida – (versão: Fred Jorge) – Moacyr Franco – 1968

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05 – Longer – (Fogelberg) – Dan Fogelberg – 1979

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06 – Bem Maior – (versão: Aldir Blanc) – Roupa Nova – 1999

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07 – Those Were The Days – (Gene Raskin) – Mary Hopkin – 1968

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08 – Aqueles Tempos – (versão: Fred Jorge) – Joelma – 1969

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09 – Rose Garden – (Joe South) – Lynn Anderson – 1970

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10 – Mar de Rosas – (versão: Rossini Pinto) – The Fevers – 1971

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11 – Greenfields – (Gilkyson/Dehr/Miller) – The Brothers Four – 1960

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12 – Greenfields – (versão: Romeo Nunes) – Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano) – 1961

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13 – Beautiful Sunday – (Boone/McQueen) – Gerry & The Pacemakers – 1970

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14 – Domingo Feliz – (versão: Rossini Pinto) – Ângelo Máximo – 1971

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15 – (Let´s) Get Together – (Chet Powers) – The Youngbloods – 1967

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16 – Na Luz Deste Sol – (versão:Sérgio Sá) – Chrystian e Ralf – 1995

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13 junho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

13 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

INSTITUTO DATA BESTA INFORMA

Aqui estão os números apurados na última Enquete Fubânica.

A Editoria do JBF agradece  a todos que participaram.

13 junho 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

FESTA DE SANTO ANTONIO

Homenagem ao santo do dia de hoje, 13 de junho, o casamenteiro arranjador de marido pras moças que estão no caritó.

Vamos ouvir o rei Luiz Gonzaga interpretando esta composição de autoria da dupla Alcymar Monteiro e João Paulo.

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* * *

pdb

Pau da Bandeira de Santo Antônio, devoção e muita aguardente na maior festa popular de Barbalha-CE; neguinho enche o rabo de cachaça debaixo do pau da bandeira do santo

13 junho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

13 junho 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MOACIR SANTO I – DO PAJEÚ PARA MÚSICA MUNDIAL

Moacir Santos: genial artista pernambucano, quase um desconhecido, ante a obra e talento monumentais

Quando João Bosco apresentou para amigos músicos, ali pela metade dos anos 1960, alguns trabalhos do maestro Moacir Santos, a reação foi uma só: “não nos perdoamos por não tê-lo conhecido antes”.

No meu caso pessoal, tive a mesma reação ao conhecê-lo somente há 15 anos. Se fosse mais atento não teria deixado passar a quase sutil citação de Vinícius de Moraes, em parceria com Baden Powel, no “Samba da Bênção”, de 1965. Ali, um verso já bradava alto e bom som: ”A bênção, maestro Moacir Santos, que não és um só, és tantos, tantos como meu Brasil de todos os santos”.

Embora já contasse com admiradores tão ilustres e um primeiro álbum arrebatador – “Coisas” – também lançado em 1965, Moacir Santos – pernambucano da região do Pajeú – não viu grandes perspectivas de trabalho em seu próprio país e migrou para os EUA, em 1967.

“Coisa nº 1”, do Álbum “Coisas”, Moacir Santos/Clovis Mello, lançado em 1965, pelo selo Forma e produzido por Roberto Quartin

As peças “Coisas” vão de 1 a 10, mas são dispostas em seu disco original fora de ordem. O LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stones como o 23º melhor disco brasileiro de todos os tempos.

Nas três décadas seguintes, o maestro seguiu praticamente anônimo para a maioria dos brasileiros. Felizmente, desde a redescoberta de “Coisas”, em 2001, por meio do projeto “Ouro Negro”, Moacir tem sido cada vez mais absorvido pelos artistas jovens.

Idealizado pelo maestro Mario Adnet e o saxofonista Zé Nogueira, o projeto resultou num CD Duplo, em 2001, e um DVD, de 2005, de que falei acima.

Tanto um como outro tiveram participação de amigos e admiradores, como João Bosco, Djavan e Ed Motta. Somem-se a eles, outras iniciativas como lançamento de uma biografia e de outro álbum em homenagem ao maestro.

Sem falar na valorização de seu repertório por iniciativa de jovens músicos. Vamos ouvir, então, já do álbum novo “Ouro Preto”, a canção Oduduá, em parceria com Ney Lopes, com João Bosco:

Para alguns historiadores, como Zuza Homem de Mello, o longo hiato de invisibilidade talvez de justifique pelo vanguardismo de Moacir do que por sua partida para os EUA. Em 2005, no artigo “Coisas Afro-Brasileiras”, Zuza defendeu a tese: “Coisas é o mais desconcertante disco instrumental dos anos 1960. É natural que suas consequências ficassem para muito depois. Na obra do maestro, o primitivo encontra o futuro. O ontem o amanhã”.

Aqui, faço um registro para aplacar a curiosidade de tantos, que quanto eu, se perguntaram por que a maioria de suas músicas era tituladas como “Coisa nº 1”, “Coisa nº 2”, “Coisa nº-8”, etc.

A terminologia “coisa”, para 10 de suas principais peças, nada mais era do que a substituição de opus, que significa número. O próprio Moacir Santos explica no “DVD Ouro Negro”, de 2005, que, até pensou em opus, mas sua modéstia o levou a não se apropriar de termo tão ligado ao erudito, embora não negasse seu desejo de chegar a este patamar.

PS: Nei Lopes

Nascido no Rio de Janeiro, em maio de 1942, Nei Braz Lopes é compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas no continente de origem e na diáspora africana.

Notabilizou-se como sambista, principalmente em parceria com Wilson Moreira. Ligado ao Salgueiro e à Vila Isabel, é compositor desde 1972. Vem, desde os anos 90, esforçando-se para romper a barreira que separa o samba da chamada MPB, em parcerias com Guinga, Zé Renato e Fátima Guedes.

Participou do projeto musical “Ouro Negro”, em homenagem ao ilustre maestro Moacir Santos, escrevendo letras para cinco temas do homenageado, em canções como “Nação do Amor”, “Navegação”, “Sou Eu”, “Oduduá” e “Orfeu”.

Semana que vem mais coisas de Moacir….

13 junho 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Berto

Diz o ditado:

“Mulher não gosta de homem bonito – quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta é dinheiro!”

Rapaz esse dito é porreta mesmo!

Uma moça muito bonita, conhecida minha, que trabalhava num dos melhores e mais caros restaurantes aqui da capital da terra do pequi, um dia se cansou de passar dificuldades financeiras, pois cuida da mãe doente, um dia dasabafou:

– Mãe. Eu tenho aqui no meio das pernas uma maquininha de passar cartão desejadíssima pelos safados dos homens! Pois eu vou deixar de ser boba. Vou me entrosar com os ricaços (deputados, juízes de direito, desembargadores, fazendeiros e empresários) que frequentam o restaurante e vivem me cantando, e ganhar dinheiro pra vivermos uma vida digna.

Dito e feito.

Hoje ela possui um belo apê num bairro nobre daqui de Goiânia, e mais dois que estão de aluguel e garantindo suas despesas.

Continua ganhando dinheiro na difícil vida fácil. Andando como uma princesa, de carrão, e vivendo numa boa!

Taí – mulher bonita e esperta não dá de graça para feladaputa nenhum !

Dá pra quem lhe paga, e bem.

PS. Nunca comi. Pois não tenho dinheiro pra tanto…

Abraços.

R. Meu caro, esta sua conterrânea tem vocação pra ocupar qualquer cargo na administração pública de Banânia.

Sobretudo no parlamento ou na governança.

Dar para quem paga bem é a função primordial dos nossos putos homens públicos.

Do mesmo jeito que fazem as mulheres públicas.

13 junho 2017 FULEIRAGEM

GILX – JORNAL O DIA (PI)

LAVANDO PROPINA, CAIXA 2 E DOAÇÕES

“A chapa que foi absolvida por excesso de provas”, desabafou Renata Lo Prete na GloboNews ao noticiar a absolvição por 4 X 3 da reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. “Absolvição por excesso de provas é anomalia do Direito”, disse o procurador-geral do Ministério Público do Estado de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, citado por Renata Bezerra de Melo em coluna no jornal recifense Folha de Pernambuco. “Como juiz, eu rejeito o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”, ironizou o relator da ação do derrotado PSDB contra a chapa vencedora no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Herman Benjamin. A grande maioria da Nação, decerto, compartilha esses desabafos de frustração. Qualquer um tem todo o direito de se indignar, mas não de se surpreender com absolvição de Temer e Dilma pelo TSE

Essa tal ação teve prólogo, contexto e epílogo com episódios dignos de nota, alguns de espantar armaduras de aço inoxidável e fazer corar frades de pedra. Começou com a omissão do PSDB, que então se dizia o maior partido de oposição do Brasil e negligenciou a possibilidade legal de fiscalizar a contagem de votos eletrônicos no TSE, por não ter negociado por preguiça a aprovação de uma lei para permitir a fiscalização da apuração final pelos partidos disputantes. Optou por chorar sobre o leite derramado e, depois do resultado final anunciado e aceito e os vencedores devidamente cumprimentados, pedir uma recontagem de votos. É claro que a recontagem impossível nada trouxe de novo, mas, antes de ter isso sido noticiado, o candidato derrotado, dublê de presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG), ainda ao longo do ano eleitoral de 2014, moveu essa ação aparentemente sem futuro algum. Ela chegou a parecer enterrada quando a professora Maria Thereza de Assis Moura, formada e doutorada na sede da sabedoria acadêmica liberal no Brasil, a Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, mandou-a para os arquivos de forma peremptória e sem reações negativas notáveis do plenário da Corte.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, sempre leal a seus amigos tucanos, contudo, trouxe-a de volta das gavetas ao debate e conseguiu aprovação da maioria dos colegas para reabri-la. Das mãos da convicta acadêmica petista a relatoria saiu diretamente para as de Herman Benjamin, um juiz competente, culto e inimigo mortal de corruptos, corruptores e corrupção. De repente, o processo ganhou novo fôlego com a permissão dada para usar provas colhidas pela força-tarefa da Lava Jato, que ganharam mais consistência com a delação, dita do fim do mundo, de 77 executivos e ex da Odebrecht. Até então, o TSE nunca passou de uma instância para coonesgar a contabilidade, digamos, criativa dos partidos políticos, cujas prestações de contas não são de maneira alguma confiáveis. A reputação do órgão dito fiscalizador tem sido enxovalhada sempre que algum político denunciado por agentes e procuradores federais usa o mote “declaração de contas aprovada pela Justiça Eleitoral” para ocultar seus malfeitos. Tudo mentira, é claro.

Embora gaste diariamente R$ 5,4 milhões de suado dinheiro público nesta angustiante crise econômica, o TSE não dispõe de um quadro adequado de fiscais sequer para ler com algum interesse as peças de ficção que lhe são apresentadas sob a imprecisa definição de “prestação de contas”. Salvo alguma exceção desconhecida e improvável, na verdade, as contas não prestam e não chegam sequer a ser analisadas, quanto mais aprovadas ou reprovadas. Trata-se simplesmente de uma lavanderia de fundo sujo partidário, seja sob a forma de propina em espécie, entregue em malas e mochilas, anotações do chamado caixa 2 e doações oficiais disfarçadas. No conjunto de depoimentos e documentos colhidos na investigação e no trabalho do relator ficou demonstrado o fato inequívoco de que a reeleição de Dilma e Temer, em 2014. ocorreu mercê da maior fraude eleitoral de uma história que começa com as eleições de bico de pena na República Velha e tinha tudo para terminar com chave de ouro com a punição dos responsáveis pelo descalabro inédito neste século 21.

No entanto, tudo levou para o desfecho de sempre. E quando parecia que poderia desembocar num acordão de escroques com a cassação da chapa, a manutenção dos direitos políticos do vice que virou presidente e a completa perda de direitos da “presidenta” que virou carta fora do baralho, o julgamento, que estava marcado para abril, foi adiado para que se ouvissem testemunhas selecionadas da lista da megadelação da Odebrecht.

Com as oitivas o calendário teve de ser esticado e dois ministros foram sucedidos por substitutos do próprio TSE indicados por um dos acusados, o presidente da República. Desde o Código de Hamurabi, aplicado na Babilônia e até hoje exposto no British Museum em Londres, o professor Michel Miguel Temer Lulia, lente de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, tornou-se o único réu do mundo a indicar dois de sete encarregados de julgá-lo.

É claro que ambos teriam de se declarar impedidos, mas que juiz, de qualquer instância, na injustiça geral brasileira, se exime de julgar parentes, amigos ou apaniguados? Porventura Dias Toffoli se abstém de julgar seus antigos patrões do PT? O presidente do próprio TSE, Gilmar Mendes, não concedeu habeas corpus a Eike Batista, cliente do escritório do advogado Sérgio Bermudes, do qual sua consorte, Guiomar, é sócia em Brasília?

Admar Gonzaga, duplamente suspeito, de vez que advogou para a ré Dilma Rousseff na eleição de 2010 e foi nomeado pelo vice da chapa, Michel Temer, não apenas votou como tentou desqualificar o relator, chamando-o de mau colega, dizendo-se por ele constrangido. E acompanhou até no estilo indelicado os colegas Tarcísio Vieira e Napoleão Nunes Maia Filho na dissidência que matou as provas vivas e ressuscitou o governo zumbi de Temer e o direito de Dilma ser “merendeira de escola”.

Esse direito, aliás, adquirido num episódio que até o de sexta-feira 9 de junho próximo passado era o mais nauseabundo do Judiciário no Brasil: o fatiamento do artigo 52 da Constituição da República para permitir à presidente deposta ocupar cargo público. Em maio de 2016, esse estilo Jack, o Estripador (ou “só se for a pau, Juvenal”) foi usado pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Gilmar Mendes, colega deste, pisou nos calos de Minerva, deusa da sabedoria dos antigos romanos, para bater o último pênalti e correr para abraçar o poderoso chefão do Poder Executivo, de quem se orgulha de ser amigo do peito. Com nome de goleiro campeão, o ministro artilheiro, que mata provas vivas e ressuscita governos mortos, ainda teve o desplante de dizer que o tribunal que preside funciona como uma academia para averiguar deslizes e denunciar fraudes cometidas por partidos de bandidos em eleições. Vôte!

Trata-se de uma Minerva burra e de uma academia que nada ensina a ninguém. Nem serve de exemplo. Com seu voto de desempate, o excelentíssimo senhor ministro boquirroto jogou a pá de cal no enterro da reputação de uma instituição que nunca honrou o dinheiro público que desperdiça. Qualquer reforma constitucional de mínima vergonha, como exigia o historiador Capistrano de Abreu e recomendam agora os juristas Modesto Carvalhosa, José Carlos Dias e Flávio Bierrembach, deveria ter como principal objetivo simplesmente extinguir essa lavanderia de propinas, caixa 2 e doações.

13 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


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