17 junho 2017 DEU NO JORNAL

CUMPRINDO AS ORDENS

Pouco antes de assumir a presidência do PT, Gleisi Hoffmann confidenciou a colegas que estava arrependida de ter aceitado a empreitada.

Ela descobriu que não terá a autonomia que imaginava.

A executiva é quem dá as cartas ali.

* * *

Onde está escrito “executiva”, leia-se “Lula”.

O proprietário do estabelecimento é quem dá ordens.

O resto, desde a presidente até o Ceguinho Teimoso, simplesmente cumpre o que é determinado por Lapa de Meliante.

Uma petista autêntica: botando chifres no marido petista e cumprindo as ordens de Ali Baba

17 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

AUTOCRÍTICA É ISSO

Lula admite que a presença no STF de alguns ministros que indicou causa constrangimento até num Lula

“Precisamos discutir com a sociedade um novo critério para indicar ministros da Suprema Corte. É extremamente importante aperfeiçoar o sistema democrático
para não parecer que presidente tem influência sobre um ministro e outro. Acho que não tem”.

Lula, sugerindo a criação de normas que impeçam outros presidentes de premiar gente como Ricardo Lewandowski com a toga de ministro do Supremo Tribunal
Federal.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

17 junho 2017 RUY FABIANO

O FIM DA PINGUELA

Se o gC dependia do PSDB para definir seu futuro, terá de se conformar com a indefinição. Os tucanos superaram a si mesmos ao levar a ambiguidade a patamares inéditos. Continuam no governo, mas já recorreram ao STF contra o próprio governo, pedindo que reveja a absolvição pelo TSE da chapa Dilma-Temer.

O partido fica onde está não pelo presidente, mas apesar dele. O compromisso, segundo o governador paulista Geraldo Alckmin, é com as reformas não com o governo.

Não explicou como é possível dissociá-los, já que as reformas emanam dele e têm seu patrocínio, mas isso lhe pareceu secundário.

Temerosos de que novos escândalos venham a desabar sobre o presidente e seu governo, os tucanos acham mais prudente manter-se em cima do muro, prontos a saltarem para o lado de fora tão logo o Ministério Público acrescente novos itens ao prontuário presidencial. A expectativa é de que isso ocorra ainda esta semana.

As delações anunciadas do doleiro Lúcio Funaro e do ex-deputado Eduardo Cunha, além de possíveis novas denúncias da JBS, mantêm o presidente refém de si mesmo.

Os tucanos, porém, não estão em condições muito melhores. Daí a ambiguidade de sua conduta.

Unem-se ao presidente, ainda que pelo avesso, no temor da Justiça. Enquanto Temer receia por si e por seus ministros mais próximos, todos sob investigação policial, o PSDB preocupa-se com seu presidente licenciado, o senador afastado Aécio Neves, cuja prisão está sendo pedida pelo Ministério Público.

Todos temem perder o manto protetor do foro privilegiado. Estar no governo, ainda que sem meios para governar, parece mais seguro do que estar fora. Concretamente, a única reforma que, neste momento, importa a Temer e a seu governo é a de sua folha corrida.

Daí o empenho de melar a Lava Jato, tarefa a que se dedica hoje o conjunto da classe política, sem distinção de partidos ou de ideologia. O crime, afinal, não é de direta, nem de esquerda. E a ameaça comum de prisão une os seus cultores.

Lula continua a criticar Temer e seu governo, mas jamais esteve tão próximo dele. Finge que quer diretas, na certeza de que não virão – e na certeza de que, se vierem, não terá como vencê-las (dado o seu alto grau de rejeição) ou mesmo disputá-las, dada a iminência de sua condenação, ainda que responda em liberdade.

Mas a certeza predominante – e isso une todos os partidos – é de que, mesmo com a saída de Temer, a sucessão será indireta. Lula serve-se da crise – e de seu hipotético favoritismo eleitoral – para transmutar-se de infrator penal em perseguido político.

Finge estar em campanha, visitando seus redutos no Nordeste, enquanto inversamente negocia a preservação do status quo, privado da liberdade de desfilar impunemente pelas ruas do país, onde já constatou que desperta hostilidades.

Ele, Temer e PSDB buscam exorcizar o juiz Sérgio Moro e a Força Tarefa da Lava Jato. Acompanham a contagem regressiva da conclusão do mandato do procurador-geral Rodrigo Janot, que ameaça os três Poderes com uma fúria de fera ferida.

Coroando a semana, o ex-presidente Fernando Henrique confundiu a todos ao considerar que Michel Temer, embora legítimo, perdeu as condições de governar – e que, nessas condições, deveria antecipar as eleições diretas. Foi o único tucano a descer do muro, dando a impressão de que o fazia para credenciar-se ele próprio a ocupar a vaga de Temer e promover a antecipação que propôs.

Não achou, porém necessário explicar como, mas acabou por decretar o fim da pinguela que ele mesmo erigiu. Uma semana tucana, que precede outra, que se antevê turbulenta.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA LINDA COMPOSIÇÃO PARA A MILITÂNCIA DESCEREBRADA DA DIREITA

17 junho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 FERNANDO GABEIRA

MALA PRETA AOS TRÊS ANOS DA LAVA JATO

O Brasil não é para principiantes. Tantas vezes ouvimos essa frase que se tornou lugar-comum. A fase de combate à corrupção iniciada há três anos pela Lava Jato pode levar-nos a conclusões maniqueístas, do tipo bem contra o mal, republicanos contra patrimonialistas.

Olhando de perto, a frente que se coloca contra o trabalho da Lava Jato é muito mais ampla do que o grupo dos grandes partidos que articulam para destruí-la, no governo e no Congresso.

Líder entre os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que absolveram a chapa Dilma-Temer, apesar das provas, Gilmar Mendes fixou-se num argumento importante: o da estabilidade. Quem a rejeita, num país com 14 milhões de desempregados? O argumento de estabilidade deveria sempre estar sobre a mesa.

No entanto, conforme mostrou Bolívar Lamounier, em intervenção recente, um julgamento visto por todo o País no qual se enterram as provas é um fator de instabilidade. Cava um novo fosso entre a sociedade e as instituições, revelando uma Justiça Eleitoral, pouco conhecida até então, como um artefato de outra galáxia.

Em outra posição dentro da grande frente adversária estão os responsáveis, jornalistas próximos ao Planalto e o próprio PSDB, que saltou para a enganadora maciez dos cargos no governo.

Interessante classificar os que pedem a queda de Temer como irresponsáveis. Já que estamos usando a palavra, é bom lembrar que não somos presidentes nem recebemos um empresário investigado à noite, sem anotação na agenda, usando senhas no portão de entrada.

Não nos parece responsável um presidente que mantém aquele tipo de diálogo, tarde da noite, com o dono da Friboi. Tampouco parece responsável designar como interlocutor do empresário Joesley Batista um assessor especial que, horas depois, é filmado carregando a mala com R$ 500 mil.

Para ficar no universo mínimo de uma só palavra, a irresponsabilidade decisiva foi de Temer. Supor que três anos depois da Lava Jato não só tudo terminaria em pizza, como o dinheiro da propina seria pago diretamente na Pizzaria Camelo.

Foi Temer sozinho que arruinou suas chances de conduzir as reformas e jogou para fora da pinguela uma grande parte da sociedade, já constrangida com ela, mas vendo-a como a única saída momentânea. A maioria tem o direito de rejeitar um presidente que se envolve em práticas tão sospechosas. De achar que ele deva ser investigado, mas que os dados já expostos o desqualificam para o cargo.

Neste instante, a pergunta dos que defendem a instabilidade: se Temer cair, não pode ser pior, o caos não tomaria conta? A hipótese das diretas é bom tema para uma pajelança, mas não é uma proposta viável, na medida em que sua aprovação depende do Congresso.

Não tenho ilusões sobre um presidente eleito pelo atual Parlamento. Também ele seria escolhido com base numa promessa de neutralizar a Lava Jato. Independentemente de seu perfil, ele terá, de alguma forma, de comandar a frente contra as investigações.

Lula cumpriu o seu papel, a cúpula do PMDB e o presidente do PSDB também o cumpriram. Nesse particular, até o momento foram derrotados.

Temer está em guerra aberta contra a Lava Jato. Usa a mesma tática de Lula contra Moro. Agora o general a abater nas hostes adversárias é o ministro Edson Fachin. Esta semana surgiu a notícia de que Temer teria usado a Abin para investigar a vida de Fachin, descobrindo seus pontos fracos. Atribui-se a notícia a um assessor de Temer. Se isso foi mesmo assim, fico em dúvida se ele queria atingir seu chefe ou deixar no ar uma suspeita sobre Fachin.

Na Câmara, um dos veteranos da batalha Eduardo Cunha, o deputado José Carlos Marin, tornou-se vice-líder do governo. E disse que é perfeitamente legal a Abin investigar um ministro do STF.

Marin e outros veteranos da batalha de Cunha articulam uma CPI da JBS e o objetivo principal é levar Fachin para depor. Fachin é o Moro de Temer, até que Temer caia do governo nos braços do próprio Moro.

Estranha estabilidade a que nos oferecem os defensores da presença de Temer. Nos tribunais as provas não valem. Durante as investigações também pouco importam: em vez de se defenderem, os acusados passam a atacar os investigadores.

A máquina do Estado volta-se agora contra as instituições que realmente estão trabalhando com seriedade, desvelando o esquema continental de corrupção. Temer assumiu a mesma tática de Lula. E sem nenhuma combinação prévia se prepara para gastar dinheiro com um pacote de bondades que o tire do isolamento de hoje. Nem os próprios defensores da estabilidade econômica pensavam num desdobramento como esse.

Quando se desenha uma estabilidade com um presidente na corda bamba, as pretensões, mesmo legítimas, vão esbarrar a cada instante na sua própria negação. Ao invés do termo estabilidade, para conservar o que já existe, prefiro uma expressão para mudar o que está aí: equilíbrio dinâmico.

Se Temer incorreu em crime, ele precisa sair. Um novo presidente, eleito pelo Congresso, fará parte do mesmo bloco contrário ao da sociedade que apoia a Lava Jato. Mas como seria o último a tentar a batalha final, talvez tivesse algum cuidado – nessa guerra já caíram alguns dos principais expoentes da política brasileira. Num ano eleitoral existe uma chance de a sociedade controlar um pouco mais o Parlamento e o presidente escolhido por ele.

Não é um futuro dos sonhos. É um caminho difícil no rumo das mudanças, mas é o que a Constituição nos oferece. Teremos muito ainda que suportar. Mas será um fardo menor que enterro de provas nos tribunais e guerra contra investigações que podem destruir o gigantesco esquema de corrupção.

Por enquanto, vamos assistir à guerra de Temer contra a Lava Jato. Apertem, pois, os cintos: o que chamam de estabilidade nós chamamos de turbulência.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FIQUEI ABESTALHADO E CONFUSO

Minha querida amiga Cabeça-de-Fossa, Tesoureira do Comitê Municipal do PT em Palmares, me acordou hoje bem cedo com um telefonema.

Ela estava eufórica com a capa da revista Época que circula neste final de semana.

Uma capa botando no furico de Temer sem cuspe e sem piedade.

A chamada de capa é arrasadora: “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil“, repercutindo declaração de Joesley Safadão.

Alertei Cabeça-de-Fossa que a revista Época é uma publicação das Organizações Globo, considerada reacionária, golpista e direitista pela militância pêtelha.

Ou “usurpadora”, o termo preferido pelo fubânico petista Ceguinho Teimoso.

E, em sendo uma publicação da Globo, a revista deve esculhambar apenas com o PT, conforme diz o Regulamento Abestalhatício-Idiotal do partido que é de propriedade de Lula. 

Cabeça-de-Fossa interrompeu bruscamente as minhas palavras com um “Não mude de assunto, seu coxinha safado”.

E bateu o telefone na minha cara, encerrando a conversa de imediato.

Vôte!!!

17 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

17 junho 2017 JORGE OLIVEIRA

PALOCCI ENTREGA MANTEGA, OUTRO CHEFE DA ORGANIZAÇÃO

A se confirmar a delação premiada de Palocci de que seu substituto no Ministério da Fazenda, Guido Mantega, vendia informação privilegiada ao mercado financeiro sobre operações de juros e mudanças de câmbio, está mais do que caracterizado que o Partido dos Trabalhadores, de fato, criou no país uma organização criminosa de alta periculosidade. Quem o acusa sabe o que diz. Palocci informou aos investigadores da Lava Jato que o seu colega de partido montou o esquema desde 2003 quando era ministro do Planejamento e continuou em 2014 ao assumir o BNDES. O Brasil, portanto, esteve nas mãos desses vendilhões desde que o PT botou suas patas dentro do Palácio do Planalto.

As revelações da delação de Palocci, que tem 16 anexos, são do repórter Paulo de Tarso Lyra, do Correio Braziliense, e estão contidas no blog do editor Vicente Nunes. É, sem dúvida, a mais grave acusação já feita a um homem público, que durante os dois mandatos da Dilma foi o responsável pela economia do seu governo o que a torna cúmplice de toda essa bandalheira.

Palocci está fazendo delações seletivas. Para não entregar Lula, o chefe de toda bandidagem, ele preferiu descarregar as acusações contra Mantega. Vão-se os dedos, ficam os anéis. Ele teme pela própria vida e tem medo de virar persona non grata dentro do Partido dos Trabalhadores e ser hostilizado como traidor.

De qualquer forma, ao entregar Mantega e se autoacusar diante dos procuradores da Lava Jato, ele deixa claro a formação de quadrilha criada pela cúpula petista quando governou o país.

As delações de Palocci são um soco no estômago de todos os brasileiros que um dia apostaram no lirismo de um partido, como o dos trabalhadores, de que poderia resolver os problemas sociais e econômicos do país. O que se vê agora, diante de tanta tramoia e dessa corrupção desenfreada, é que a república sindical foi danosa porque não apena saqueou as empresas estatais como enganou o povo que um dia apostou na decência e na ética desse partido de seguidores fanáticos.

Palocci foi mais longe ao entregar Mantega, segundo revelou o repórter Paulo de Tarso Lyra. Ele disse que seu sucessor na Fazenda tinha um esquema com a indústria automobilística e era também o comandante da arrecadação de recursos da Odebrecht que iam parar nas mãos do marqueteiro João Santana e depositados na Suíça. Tratava-se, na verdade, de uma conta corrente que foi primeiro administrada pelo delator e depois por Mantega. Quanto a indústria automobilística, Mantega teria se transformado num lacaio desse setor recebendo benesses pelos benefícios que proporcionava a esses empresários como a desoneração de impostos.

Apenas para refrescar a memória dos mais incautos, que ainda acreditam na inocência e na ética do PT. Quando desonerava os impostos da indústria automobilística, o chefe Lula aparecia na televisão e, em discurso demagógico, dizia que o pobre dali para frente poderia comprar carro mais barato. Mentira deslavada. Tudo não passou de uma farsa para ajudar financeiramente os empresários. Quem comprou esses carros a prestações a perder de vista foi obrigado a devolvê-los aos bancos que se fartaram com a revenda.

Por trás desse populismo indecente, sabe-se agora, pelo próprio Palocci, que a organização criminosa se locupletou de benefícios financeiros das montadoras. Podemos também entender porque o Mantega tentou evitar que os carros populares saíssem de fábrica com o airbag, medida aprovada pela Câmara dos Deputados.

Queria evitar maiores custos para as empresas, mesmo pondo em risco a vida de milhares de pessoas. Só recuou diante do clamor da população. Que me perdoem os meus leitores pela franqueza, mas se trata de dois ministros vigaristas que enganaram os brasileiros o tempo todo.

Diante de um crime tão grave como esse é de se estranhar que Guido Mantega ainda esteja solto, mesmo depois de confessar espontaneamente que mantinha uma conta no exterior, sem declarar a Receita Federal, mesmo exercendo o cargo de Ministro da Fazenda. Um sonegador confesso que administrou a economia brasileira por dez anos seguidos.

A pergunta que se faz é: o que se pode pensar de um senhor desse diante da prática de tantos crimes?

17 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

17 junho 2017 DEU NO JORNAL

PAU QUE DÁ NA CABEÇA DE QUALQUER CORRUPTO

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato na primeira instância, publicou nesta sexta-feira um post em sua conta na rede social Twitter no qual diz que a “falsa estabilidade” vendida pelo governo Michel Temer pode “desabar no próximo escândalo”.

“Governo vende falsa promessa de estabilidade, posta sobre pilares corroídos pela corrupção, prontos a desabar no próximo escândalo”. Ele não explicou se sabe de algum outro escândalo à vista envolvendo o governo ou se falou apenas em tese.

* * *

Ué…

Agora fiquei confuso…

Eu pensei que o coxinha Dallagnol perseguisse e falasse mal apenas do cuzinho Lula.

Vôte!!!

Dallagnol pertence àquela grupo de jovens que é acusado por Lula de “ter feito concurso“, uma coisa horrível e imoral.

A militância descerebrada do PT vive gritando que Dallagnol é parcial e que acusa apenas os vermêios-istrelados.

Confesso que fiquei sem entender.

Alguém poderia me ajudar???

Deltan Dallagnol, um jovem procurador que não tem bandido predileto, seja Lula ou seja Temer

17 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 REPORTAGEM

R$ 480 MILHÕES PARA A CAMPANHA DE DILMA

Na segunda-feira 12, o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS Friboi, e seu diretor Ricardo Saud prestaram depoimentos na Procuradoria da República no Distrito Federal para detalhar como foram feitos os pagamentos dos valores de corrupção que ele mencionou em sua delação premiada. Segundo Joesley, uma bolada de US$ 150 milhões (R$ 490 milhões ao câmbio atual) estava em contas na Suíça à disposição dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma, ambos do PT. O valor foi repassado em dinheiro vivo, notas frias e até como doações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e era parte que o grupo obteve a partir dos financiamentos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Procuradoria já sabe que os pagamentos eram feitos no Brasil. A conta em nome de Joesley, mas reservada para Lula, tinha US$ 80 milhões (R$ 262 milhões). A destinada a Dilma, somava US$ 70 milhões (R$ 229 milhões). Segundo o empresário, todos os recursos foram usados na campanha de 2014, quando a petista se reelegeu ao derrotar Aécio Neves (PSDB). Na sexta-feira 9, o TSE concluiu que houve uso de caixa 2 na campanha, mas não cassou a chapa de Dilma, cujo vice era o hoje presidente Michel Temer, por entender que provas obtidas com a empreiteira Odebrecht e com o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura não poderiam ser usadas. O dinheiro da JBS chegou a abastecer outras campanhas eleitorais petistas, todas indicadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Desde que o assunto surgiu, Lula, Dilma e Mantega têm negado as acusações de Joesley Batista e de outros delatores da JBS. “Essa versão não se sustenta e sua falsidade será atestada na Justiça”, afirmou a assessoria de Dilma, que assegura que ela “jamais teve contas no exterior”. “Um empresário canalha diz que eu tenho conta no exterior, mas a conta está no nome dele, e é ele que movimenta o dinheiro”, ironizou Lula no último Congresso do PT.

Pedala

Apesar das negativas dos petistas, o Ministério Público ainda investiga o caso e quer mais explicações de todas as partes, inclusive dos empresários. O ex-ministro Guido Mantega será ouvido pela Procuradoria, segundo apurou ISTOÉ. A depender do que ouvirem do ex-titular da Fazenda, os investigadores poderão chamar Lula e Dilma para prestar esclarecimentos. Para a Procuradoria, a situação de Dilma é mais complicada que a de Lula. Isso porque o dinheiro atribuído a Lula também foi gasto nas eleições em que Dilma concorreu. Joesley afirma que a petista chegou a indicar que R$ 30 milhões deveriam ser destinados ao amigo Fernando Pimentel (PT), vitorioso no pleito para o governo de Minas Gerais naquele mesmo ano. Já em relação a Lula, o dono da JBS afirma que apenas comunicou a ele que estava usando todo o saldo da “conta corrente” naquelas campanhas, mas que não recebeu resposta nenhuma do petista. Mantega era quem indicava os políticos que deveriam ser beneficiados com os recursos contabilizados nas contas no exterior.

Mantega se complica em duas situações, ambas em vias de serem melhor analisadas pela investigação. Um único evento no exterior pode ter deixado rastros. A pedido do ex-ministro, Joesley transferiu US$ 20 milhões da conta no exterior para outra pessoa. Um ano depois, Mantega solicitou que o valor fosse devolvido à conta. Os procuradores querem saber quem foi beneficiado com o lucro da aplicação financeira. Para isso, faltam os extratos das contas. Outra ponta da investigação trata do empréstimo de US$ 5 milhões feito por Joesley a pedido de Mantega na Pedala Equipamentos Esportivos. O dinheiro nunca foi devolvido e o empréstimo, perdoado. A empresa pertence a um sócio do filho de Mantega, Leonardo.

E-mail secreto

Assim como seu ex-ministro, Dilma também está se encalacrando em novas investigações. Uma delas diz respeito à troca de mensagens eletrônicas por meio de uma conta criada por sugestão da marqueteira Mônica Moura. Segundo Mônica, para não deixar rastros de suas conversas, ambas acessavam a conta no modo rascunho e deletavam as mensagens antes que fossem enviadas. O Ministério Público pediu uma ação cautelar para que o Google, proprietário do domínio gmail, informe quais computadores estavam vinculados ao endereço 2606iolanda@gmail.com. Para isso, é preciso ter acesso aos IPs, números de conexão para internet. Com os registros dos IPs que acessaram a conta, é possível saber se Dilma trocou mensagens usando computadores dos palácios do Planalto e da Alvorada, o que é ilegal.

Outra investigação apura o pagamento de R$ 350 mil da Odebrecht ao ex-assesssor especial de Dilma, Anderson Dorneles. Marcelo Odebrecht afirmou em sua delação que o dinheiro, pago em sete parcelas, era para facilitar a comunicação, “inclusive pelo envio de e-mails notas à presidente”. Na semana passada, a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito sigiloso para investigar o “menino”, como Anderson é chamado por Dilma.

Já a JBS, investigada pela Polícia Federal por fazer operações de câmbio com informações privilegiadas antes da divulgação de sua delação, não pode considerar o acordo de leniência assinado com o Ministério Público como sendo um salvo conduto completo. Pelo trato, o grupo pagará R$ 10,3 bilhões, divididos em parcelas durante 25 anos. ISTOÉ apurou que o pacto não abarca as investigações da Operação Bullish, da Polícia Federal. Isso porque os investigadores desconfiam que os desfalques da empresa contra o BNDES e fundos de pensão foram bem maiores do que o apurado até agora. Joesley deve depor na Polícia Federal para esclarecer prejuízos que, por baixo, beiravam os R$ 30 milhões, mas podem ser muito maiores. A suspeita é que houve “compra de ações da JBS por preço superior à média ponderada praticada na Bolsa de Valores”, conforme mostra perícia contábil da Polícia Federal. Em 14 de junho, a empresa anunciou a contratação de um escritório para um projeto de controle e compliance no grupo.

A propina para Lula e Dilma

Em novo depoimento na Procuradoria da República do DF, Joesley Batista explicou como fez repasses milionários a Lula e Dilma no exterior.

– Contas na Suíça – A JBS depositou US$ 150 milhões (R$ 480 milhões) em contas de propina em bancos suíços. US$ 80 milhões para Lula e US$ 70 milhões para Dilma. O dinheiro foi usado na campanha de Dilma em 2014.

– Dinheiro vivo e notas frias – Joesley disse que parte foi pago em dinheiro vivo, parte em notas frias e parte como doações oficiais em caixa 1

– Encontros com Mantega – O dono da JBS disse que Guido Mantega operava as contas. Toda semana ele se reunia com Mantega, que lhe passava listas de políticos que deveriam receber doações

– Reunião com Lula – Em 2014, Joesley diz ter se encontrado com o ex-presidente no Instituto Lula e afirmou que todo o dinheiro depositado lá fora foi usado para a campanha da reeleição de Dilma

Transcrito da Revista Isto É

17 junho 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM PRÊMIO TENTADOR

Foi postado um comentário aqui no JBF neste termos:

“Presto minha solidariedade a todos os petistas que são agredidos verbalmente todos os dias pela jornalista Miriam Leitão.”

A Editoria do JBF está interessada em publicar estas agressões.

Como elas eram feitas “todos os dias“, segundo está escrito lá no comentário, devem ser muitas as agressões, pois esta jornalista deita falação diariamente na telinha da Globo.

O leitor que enviar para cá um vídeo ou um áudio com agressões verbais de Míriam Leitão contra qualquer petista, vai ganhar um brinde.

Atenção: não valem análises econômicas ou comentários críticos. Tem que ser “agressão verbal“. E tem que ser agressão verbal contra petista.

Ou seja, desaforo, xingamento, esculhambação.

Cada leitor, de qualquer parte do Brasil, que mandar um áudio ou um vídeo, vai ganhar de presente uma viagem pra Palmares, onde irá almoçar no Restaurante Pérola, o mais chic e sofisticado da cidade. Tem até ventilador pra espantar as moscas!

Almocei lá terça-feira passada e garanto a vocês que o serve-serve do estabelecimento é porreta!

Vejam na foto abaixo que a fogueira de São João já está armada em frente a esta luxuosa casa palmarense.

Mãos à obra!

Estou aqui aguardando os áudios  e vídeos de Míriam Leitão agredindo verbalmente os petistas.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)


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