17 junho 2017 DEU NO JORNAL

CUMPRINDO AS ORDENS

Pouco antes de assumir a presidência do PT, Gleisi Hoffmann confidenciou a colegas que estava arrependida de ter aceitado a empreitada.

Ela descobriu que não terá a autonomia que imaginava.

A executiva é quem dá as cartas ali.

* * *

Onde está escrito “executiva”, leia-se “Lula”.

O proprietário do estabelecimento é quem dá ordens.

O resto, desde a presidente até o Ceguinho Teimoso, simplesmente cumpre o que é determinado por Lapa de Meliante.

Uma petista autêntica: botando chifres no marido petista e cumprindo as ordens de Ali Baba

17 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

AUTOCRÍTICA É ISSO

Lula admite que a presença no STF de alguns ministros que indicou causa constrangimento até num Lula

“Precisamos discutir com a sociedade um novo critério para indicar ministros da Suprema Corte. É extremamente importante aperfeiçoar o sistema democrático
para não parecer que presidente tem influência sobre um ministro e outro. Acho que não tem”.

Lula, sugerindo a criação de normas que impeçam outros presidentes de premiar gente como Ricardo Lewandowski com a toga de ministro do Supremo Tribunal
Federal.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

17 junho 2017 RUY FABIANO

O FIM DA PINGUELA

Se o gC dependia do PSDB para definir seu futuro, terá de se conformar com a indefinição. Os tucanos superaram a si mesmos ao levar a ambiguidade a patamares inéditos. Continuam no governo, mas já recorreram ao STF contra o próprio governo, pedindo que reveja a absolvição pelo TSE da chapa Dilma-Temer.

O partido fica onde está não pelo presidente, mas apesar dele. O compromisso, segundo o governador paulista Geraldo Alckmin, é com as reformas não com o governo.

Não explicou como é possível dissociá-los, já que as reformas emanam dele e têm seu patrocínio, mas isso lhe pareceu secundário.

Temerosos de que novos escândalos venham a desabar sobre o presidente e seu governo, os tucanos acham mais prudente manter-se em cima do muro, prontos a saltarem para o lado de fora tão logo o Ministério Público acrescente novos itens ao prontuário presidencial. A expectativa é de que isso ocorra ainda esta semana.

As delações anunciadas do doleiro Lúcio Funaro e do ex-deputado Eduardo Cunha, além de possíveis novas denúncias da JBS, mantêm o presidente refém de si mesmo.

Os tucanos, porém, não estão em condições muito melhores. Daí a ambiguidade de sua conduta.

Unem-se ao presidente, ainda que pelo avesso, no temor da Justiça. Enquanto Temer receia por si e por seus ministros mais próximos, todos sob investigação policial, o PSDB preocupa-se com seu presidente licenciado, o senador afastado Aécio Neves, cuja prisão está sendo pedida pelo Ministério Público.

Todos temem perder o manto protetor do foro privilegiado. Estar no governo, ainda que sem meios para governar, parece mais seguro do que estar fora. Concretamente, a única reforma que, neste momento, importa a Temer e a seu governo é a de sua folha corrida.

Daí o empenho de melar a Lava Jato, tarefa a que se dedica hoje o conjunto da classe política, sem distinção de partidos ou de ideologia. O crime, afinal, não é de direta, nem de esquerda. E a ameaça comum de prisão une os seus cultores.

Lula continua a criticar Temer e seu governo, mas jamais esteve tão próximo dele. Finge que quer diretas, na certeza de que não virão – e na certeza de que, se vierem, não terá como vencê-las (dado o seu alto grau de rejeição) ou mesmo disputá-las, dada a iminência de sua condenação, ainda que responda em liberdade.

Mas a certeza predominante – e isso une todos os partidos – é de que, mesmo com a saída de Temer, a sucessão será indireta. Lula serve-se da crise – e de seu hipotético favoritismo eleitoral – para transmutar-se de infrator penal em perseguido político.

Finge estar em campanha, visitando seus redutos no Nordeste, enquanto inversamente negocia a preservação do status quo, privado da liberdade de desfilar impunemente pelas ruas do país, onde já constatou que desperta hostilidades.

Ele, Temer e PSDB buscam exorcizar o juiz Sérgio Moro e a Força Tarefa da Lava Jato. Acompanham a contagem regressiva da conclusão do mandato do procurador-geral Rodrigo Janot, que ameaça os três Poderes com uma fúria de fera ferida.

Coroando a semana, o ex-presidente Fernando Henrique confundiu a todos ao considerar que Michel Temer, embora legítimo, perdeu as condições de governar – e que, nessas condições, deveria antecipar as eleições diretas. Foi o único tucano a descer do muro, dando a impressão de que o fazia para credenciar-se ele próprio a ocupar a vaga de Temer e promover a antecipação que propôs.

Não achou, porém necessário explicar como, mas acabou por decretar o fim da pinguela que ele mesmo erigiu. Uma semana tucana, que precede outra, que se antevê turbulenta.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA LINDA COMPOSIÇÃO PARA A MILITÂNCIA DESCEREBRADA DA DIREITA

17 junho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 FERNANDO GABEIRA

MALA PRETA AOS TRÊS ANOS DA LAVA JATO

O Brasil não é para principiantes. Tantas vezes ouvimos essa frase que se tornou lugar-comum. A fase de combate à corrupção iniciada há três anos pela Lava Jato pode levar-nos a conclusões maniqueístas, do tipo bem contra o mal, republicanos contra patrimonialistas.

Olhando de perto, a frente que se coloca contra o trabalho da Lava Jato é muito mais ampla do que o grupo dos grandes partidos que articulam para destruí-la, no governo e no Congresso.

Líder entre os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que absolveram a chapa Dilma-Temer, apesar das provas, Gilmar Mendes fixou-se num argumento importante: o da estabilidade. Quem a rejeita, num país com 14 milhões de desempregados? O argumento de estabilidade deveria sempre estar sobre a mesa.

No entanto, conforme mostrou Bolívar Lamounier, em intervenção recente, um julgamento visto por todo o País no qual se enterram as provas é um fator de instabilidade. Cava um novo fosso entre a sociedade e as instituições, revelando uma Justiça Eleitoral, pouco conhecida até então, como um artefato de outra galáxia.

Em outra posição dentro da grande frente adversária estão os responsáveis, jornalistas próximos ao Planalto e o próprio PSDB, que saltou para a enganadora maciez dos cargos no governo.

Interessante classificar os que pedem a queda de Temer como irresponsáveis. Já que estamos usando a palavra, é bom lembrar que não somos presidentes nem recebemos um empresário investigado à noite, sem anotação na agenda, usando senhas no portão de entrada.

Não nos parece responsável um presidente que mantém aquele tipo de diálogo, tarde da noite, com o dono da Friboi. Tampouco parece responsável designar como interlocutor do empresário Joesley Batista um assessor especial que, horas depois, é filmado carregando a mala com R$ 500 mil.

Para ficar no universo mínimo de uma só palavra, a irresponsabilidade decisiva foi de Temer. Supor que três anos depois da Lava Jato não só tudo terminaria em pizza, como o dinheiro da propina seria pago diretamente na Pizzaria Camelo.

Foi Temer sozinho que arruinou suas chances de conduzir as reformas e jogou para fora da pinguela uma grande parte da sociedade, já constrangida com ela, mas vendo-a como a única saída momentânea. A maioria tem o direito de rejeitar um presidente que se envolve em práticas tão sospechosas. De achar que ele deva ser investigado, mas que os dados já expostos o desqualificam para o cargo.

Neste instante, a pergunta dos que defendem a instabilidade: se Temer cair, não pode ser pior, o caos não tomaria conta? A hipótese das diretas é bom tema para uma pajelança, mas não é uma proposta viável, na medida em que sua aprovação depende do Congresso.

Não tenho ilusões sobre um presidente eleito pelo atual Parlamento. Também ele seria escolhido com base numa promessa de neutralizar a Lava Jato. Independentemente de seu perfil, ele terá, de alguma forma, de comandar a frente contra as investigações.

Lula cumpriu o seu papel, a cúpula do PMDB e o presidente do PSDB também o cumpriram. Nesse particular, até o momento foram derrotados.

Temer está em guerra aberta contra a Lava Jato. Usa a mesma tática de Lula contra Moro. Agora o general a abater nas hostes adversárias é o ministro Edson Fachin. Esta semana surgiu a notícia de que Temer teria usado a Abin para investigar a vida de Fachin, descobrindo seus pontos fracos. Atribui-se a notícia a um assessor de Temer. Se isso foi mesmo assim, fico em dúvida se ele queria atingir seu chefe ou deixar no ar uma suspeita sobre Fachin.

Na Câmara, um dos veteranos da batalha Eduardo Cunha, o deputado José Carlos Marin, tornou-se vice-líder do governo. E disse que é perfeitamente legal a Abin investigar um ministro do STF.

Marin e outros veteranos da batalha de Cunha articulam uma CPI da JBS e o objetivo principal é levar Fachin para depor. Fachin é o Moro de Temer, até que Temer caia do governo nos braços do próprio Moro.

Estranha estabilidade a que nos oferecem os defensores da presença de Temer. Nos tribunais as provas não valem. Durante as investigações também pouco importam: em vez de se defenderem, os acusados passam a atacar os investigadores.

A máquina do Estado volta-se agora contra as instituições que realmente estão trabalhando com seriedade, desvelando o esquema continental de corrupção. Temer assumiu a mesma tática de Lula. E sem nenhuma combinação prévia se prepara para gastar dinheiro com um pacote de bondades que o tire do isolamento de hoje. Nem os próprios defensores da estabilidade econômica pensavam num desdobramento como esse.

Quando se desenha uma estabilidade com um presidente na corda bamba, as pretensões, mesmo legítimas, vão esbarrar a cada instante na sua própria negação. Ao invés do termo estabilidade, para conservar o que já existe, prefiro uma expressão para mudar o que está aí: equilíbrio dinâmico.

Se Temer incorreu em crime, ele precisa sair. Um novo presidente, eleito pelo Congresso, fará parte do mesmo bloco contrário ao da sociedade que apoia a Lava Jato. Mas como seria o último a tentar a batalha final, talvez tivesse algum cuidado – nessa guerra já caíram alguns dos principais expoentes da política brasileira. Num ano eleitoral existe uma chance de a sociedade controlar um pouco mais o Parlamento e o presidente escolhido por ele.

Não é um futuro dos sonhos. É um caminho difícil no rumo das mudanças, mas é o que a Constituição nos oferece. Teremos muito ainda que suportar. Mas será um fardo menor que enterro de provas nos tribunais e guerra contra investigações que podem destruir o gigantesco esquema de corrupção.

Por enquanto, vamos assistir à guerra de Temer contra a Lava Jato. Apertem, pois, os cintos: o que chamam de estabilidade nós chamamos de turbulência.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FIQUEI ABESTALHADO E CONFUSO

Minha querida amiga Cabeça-de-Fossa, Tesoureira do Comitê Municipal do PT em Palmares, me acordou hoje bem cedo com um telefonema.

Ela estava eufórica com a capa da revista Época que circula neste final de semana.

Uma capa botando no furico de Temer sem cuspe e sem piedade.

A chamada de capa é arrasadora: “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil“, repercutindo declaração de Joesley Safadão.

Alertei Cabeça-de-Fossa que a revista Época é uma publicação das Organizações Globo, considerada reacionária, golpista e direitista pela militância pêtelha.

Ou “usurpadora”, o termo preferido pelo fubânico petista Ceguinho Teimoso.

E, em sendo uma publicação da Globo, a revista deve esculhambar apenas com o PT, conforme diz o Regulamento Abestalhatício-Idiotal do partido que é de propriedade de Lula. 

Cabeça-de-Fossa interrompeu bruscamente as minhas palavras com um “Não mude de assunto, seu coxinha safado”.

E bateu o telefone na minha cara, encerrando a conversa de imediato.

Vôte!!!

17 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

17 junho 2017 JORGE OLIVEIRA

PALOCCI ENTREGA MANTEGA, OUTRO CHEFE DA ORGANIZAÇÃO

A se confirmar a delação premiada de Palocci de que seu substituto no Ministério da Fazenda, Guido Mantega, vendia informação privilegiada ao mercado financeiro sobre operações de juros e mudanças de câmbio, está mais do que caracterizado que o Partido dos Trabalhadores, de fato, criou no país uma organização criminosa de alta periculosidade. Quem o acusa sabe o que diz. Palocci informou aos investigadores da Lava Jato que o seu colega de partido montou o esquema desde 2003 quando era ministro do Planejamento e continuou em 2014 ao assumir o BNDES. O Brasil, portanto, esteve nas mãos desses vendilhões desde que o PT botou suas patas dentro do Palácio do Planalto.

As revelações da delação de Palocci, que tem 16 anexos, são do repórter Paulo de Tarso Lyra, do Correio Braziliense, e estão contidas no blog do editor Vicente Nunes. É, sem dúvida, a mais grave acusação já feita a um homem público, que durante os dois mandatos da Dilma foi o responsável pela economia do seu governo o que a torna cúmplice de toda essa bandalheira.

Palocci está fazendo delações seletivas. Para não entregar Lula, o chefe de toda bandidagem, ele preferiu descarregar as acusações contra Mantega. Vão-se os dedos, ficam os anéis. Ele teme pela própria vida e tem medo de virar persona non grata dentro do Partido dos Trabalhadores e ser hostilizado como traidor.

De qualquer forma, ao entregar Mantega e se autoacusar diante dos procuradores da Lava Jato, ele deixa claro a formação de quadrilha criada pela cúpula petista quando governou o país.

As delações de Palocci são um soco no estômago de todos os brasileiros que um dia apostaram no lirismo de um partido, como o dos trabalhadores, de que poderia resolver os problemas sociais e econômicos do país. O que se vê agora, diante de tanta tramoia e dessa corrupção desenfreada, é que a república sindical foi danosa porque não apena saqueou as empresas estatais como enganou o povo que um dia apostou na decência e na ética desse partido de seguidores fanáticos.

Palocci foi mais longe ao entregar Mantega, segundo revelou o repórter Paulo de Tarso Lyra. Ele disse que seu sucessor na Fazenda tinha um esquema com a indústria automobilística e era também o comandante da arrecadação de recursos da Odebrecht que iam parar nas mãos do marqueteiro João Santana e depositados na Suíça. Tratava-se, na verdade, de uma conta corrente que foi primeiro administrada pelo delator e depois por Mantega. Quanto a indústria automobilística, Mantega teria se transformado num lacaio desse setor recebendo benesses pelos benefícios que proporcionava a esses empresários como a desoneração de impostos.

Apenas para refrescar a memória dos mais incautos, que ainda acreditam na inocência e na ética do PT. Quando desonerava os impostos da indústria automobilística, o chefe Lula aparecia na televisão e, em discurso demagógico, dizia que o pobre dali para frente poderia comprar carro mais barato. Mentira deslavada. Tudo não passou de uma farsa para ajudar financeiramente os empresários. Quem comprou esses carros a prestações a perder de vista foi obrigado a devolvê-los aos bancos que se fartaram com a revenda.

Por trás desse populismo indecente, sabe-se agora, pelo próprio Palocci, que a organização criminosa se locupletou de benefícios financeiros das montadoras. Podemos também entender porque o Mantega tentou evitar que os carros populares saíssem de fábrica com o airbag, medida aprovada pela Câmara dos Deputados.

Queria evitar maiores custos para as empresas, mesmo pondo em risco a vida de milhares de pessoas. Só recuou diante do clamor da população. Que me perdoem os meus leitores pela franqueza, mas se trata de dois ministros vigaristas que enganaram os brasileiros o tempo todo.

Diante de um crime tão grave como esse é de se estranhar que Guido Mantega ainda esteja solto, mesmo depois de confessar espontaneamente que mantinha uma conta no exterior, sem declarar a Receita Federal, mesmo exercendo o cargo de Ministro da Fazenda. Um sonegador confesso que administrou a economia brasileira por dez anos seguidos.

A pergunta que se faz é: o que se pode pensar de um senhor desse diante da prática de tantos crimes?

17 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

17 junho 2017 DEU NO JORNAL

PAU QUE DÁ NA CABEÇA DE QUALQUER CORRUPTO

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato na primeira instância, publicou nesta sexta-feira um post em sua conta na rede social Twitter no qual diz que a “falsa estabilidade” vendida pelo governo Michel Temer pode “desabar no próximo escândalo”.

“Governo vende falsa promessa de estabilidade, posta sobre pilares corroídos pela corrupção, prontos a desabar no próximo escândalo”. Ele não explicou se sabe de algum outro escândalo à vista envolvendo o governo ou se falou apenas em tese.

* * *

Ué…

Agora fiquei confuso…

Eu pensei que o coxinha Dallagnol perseguisse e falasse mal apenas do cuzinho Lula.

Vôte!!!

Dallagnol pertence àquela grupo de jovens que é acusado por Lula de “ter feito concurso“, uma coisa horrível e imoral.

A militância descerebrada do PT vive gritando que Dallagnol é parcial e que acusa apenas os vermêios-istrelados.

Confesso que fiquei sem entender.

Alguém poderia me ajudar???

Deltan Dallagnol, um jovem procurador que não tem bandido predileto, seja Lula ou seja Temer

17 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 REPORTAGEM

R$ 480 MILHÕES PARA A CAMPANHA DE DILMA

Na segunda-feira 12, o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS Friboi, e seu diretor Ricardo Saud prestaram depoimentos na Procuradoria da República no Distrito Federal para detalhar como foram feitos os pagamentos dos valores de corrupção que ele mencionou em sua delação premiada. Segundo Joesley, uma bolada de US$ 150 milhões (R$ 490 milhões ao câmbio atual) estava em contas na Suíça à disposição dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma, ambos do PT. O valor foi repassado em dinheiro vivo, notas frias e até como doações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e era parte que o grupo obteve a partir dos financiamentos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Procuradoria já sabe que os pagamentos eram feitos no Brasil. A conta em nome de Joesley, mas reservada para Lula, tinha US$ 80 milhões (R$ 262 milhões). A destinada a Dilma, somava US$ 70 milhões (R$ 229 milhões). Segundo o empresário, todos os recursos foram usados na campanha de 2014, quando a petista se reelegeu ao derrotar Aécio Neves (PSDB). Na sexta-feira 9, o TSE concluiu que houve uso de caixa 2 na campanha, mas não cassou a chapa de Dilma, cujo vice era o hoje presidente Michel Temer, por entender que provas obtidas com a empreiteira Odebrecht e com o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura não poderiam ser usadas. O dinheiro da JBS chegou a abastecer outras campanhas eleitorais petistas, todas indicadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Desde que o assunto surgiu, Lula, Dilma e Mantega têm negado as acusações de Joesley Batista e de outros delatores da JBS. “Essa versão não se sustenta e sua falsidade será atestada na Justiça”, afirmou a assessoria de Dilma, que assegura que ela “jamais teve contas no exterior”. “Um empresário canalha diz que eu tenho conta no exterior, mas a conta está no nome dele, e é ele que movimenta o dinheiro”, ironizou Lula no último Congresso do PT.

Pedala

Apesar das negativas dos petistas, o Ministério Público ainda investiga o caso e quer mais explicações de todas as partes, inclusive dos empresários. O ex-ministro Guido Mantega será ouvido pela Procuradoria, segundo apurou ISTOÉ. A depender do que ouvirem do ex-titular da Fazenda, os investigadores poderão chamar Lula e Dilma para prestar esclarecimentos. Para a Procuradoria, a situação de Dilma é mais complicada que a de Lula. Isso porque o dinheiro atribuído a Lula também foi gasto nas eleições em que Dilma concorreu. Joesley afirma que a petista chegou a indicar que R$ 30 milhões deveriam ser destinados ao amigo Fernando Pimentel (PT), vitorioso no pleito para o governo de Minas Gerais naquele mesmo ano. Já em relação a Lula, o dono da JBS afirma que apenas comunicou a ele que estava usando todo o saldo da “conta corrente” naquelas campanhas, mas que não recebeu resposta nenhuma do petista. Mantega era quem indicava os políticos que deveriam ser beneficiados com os recursos contabilizados nas contas no exterior.

Mantega se complica em duas situações, ambas em vias de serem melhor analisadas pela investigação. Um único evento no exterior pode ter deixado rastros. A pedido do ex-ministro, Joesley transferiu US$ 20 milhões da conta no exterior para outra pessoa. Um ano depois, Mantega solicitou que o valor fosse devolvido à conta. Os procuradores querem saber quem foi beneficiado com o lucro da aplicação financeira. Para isso, faltam os extratos das contas. Outra ponta da investigação trata do empréstimo de US$ 5 milhões feito por Joesley a pedido de Mantega na Pedala Equipamentos Esportivos. O dinheiro nunca foi devolvido e o empréstimo, perdoado. A empresa pertence a um sócio do filho de Mantega, Leonardo.

E-mail secreto

Assim como seu ex-ministro, Dilma também está se encalacrando em novas investigações. Uma delas diz respeito à troca de mensagens eletrônicas por meio de uma conta criada por sugestão da marqueteira Mônica Moura. Segundo Mônica, para não deixar rastros de suas conversas, ambas acessavam a conta no modo rascunho e deletavam as mensagens antes que fossem enviadas. O Ministério Público pediu uma ação cautelar para que o Google, proprietário do domínio gmail, informe quais computadores estavam vinculados ao endereço 2606iolanda@gmail.com. Para isso, é preciso ter acesso aos IPs, números de conexão para internet. Com os registros dos IPs que acessaram a conta, é possível saber se Dilma trocou mensagens usando computadores dos palácios do Planalto e da Alvorada, o que é ilegal.

Outra investigação apura o pagamento de R$ 350 mil da Odebrecht ao ex-assesssor especial de Dilma, Anderson Dorneles. Marcelo Odebrecht afirmou em sua delação que o dinheiro, pago em sete parcelas, era para facilitar a comunicação, “inclusive pelo envio de e-mails notas à presidente”. Na semana passada, a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito sigiloso para investigar o “menino”, como Anderson é chamado por Dilma.

Já a JBS, investigada pela Polícia Federal por fazer operações de câmbio com informações privilegiadas antes da divulgação de sua delação, não pode considerar o acordo de leniência assinado com o Ministério Público como sendo um salvo conduto completo. Pelo trato, o grupo pagará R$ 10,3 bilhões, divididos em parcelas durante 25 anos. ISTOÉ apurou que o pacto não abarca as investigações da Operação Bullish, da Polícia Federal. Isso porque os investigadores desconfiam que os desfalques da empresa contra o BNDES e fundos de pensão foram bem maiores do que o apurado até agora. Joesley deve depor na Polícia Federal para esclarecer prejuízos que, por baixo, beiravam os R$ 30 milhões, mas podem ser muito maiores. A suspeita é que houve “compra de ações da JBS por preço superior à média ponderada praticada na Bolsa de Valores”, conforme mostra perícia contábil da Polícia Federal. Em 14 de junho, a empresa anunciou a contratação de um escritório para um projeto de controle e compliance no grupo.

A propina para Lula e Dilma

Em novo depoimento na Procuradoria da República do DF, Joesley Batista explicou como fez repasses milionários a Lula e Dilma no exterior.

– Contas na Suíça – A JBS depositou US$ 150 milhões (R$ 480 milhões) em contas de propina em bancos suíços. US$ 80 milhões para Lula e US$ 70 milhões para Dilma. O dinheiro foi usado na campanha de Dilma em 2014.

– Dinheiro vivo e notas frias – Joesley disse que parte foi pago em dinheiro vivo, parte em notas frias e parte como doações oficiais em caixa 1

– Encontros com Mantega – O dono da JBS disse que Guido Mantega operava as contas. Toda semana ele se reunia com Mantega, que lhe passava listas de políticos que deveriam receber doações

– Reunião com Lula – Em 2014, Joesley diz ter se encontrado com o ex-presidente no Instituto Lula e afirmou que todo o dinheiro depositado lá fora foi usado para a campanha da reeleição de Dilma

Transcrito da Revista Isto É

17 junho 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM PRÊMIO TENTADOR

Foi postado um comentário aqui no JBF neste termos:

“Presto minha solidariedade a todos os petistas que são agredidos verbalmente todos os dias pela jornalista Miriam Leitão.”

A Editoria do JBF está interessada em publicar estas agressões.

Como elas eram feitas “todos os dias“, segundo está escrito lá no comentário, devem ser muitas as agressões, pois esta jornalista deita falação diariamente na telinha da Globo.

O leitor que enviar para cá um vídeo ou um áudio com agressões verbais de Míriam Leitão contra qualquer petista, vai ganhar um brinde.

Atenção: não valem análises econômicas ou comentários críticos. Tem que ser “agressão verbal“. E tem que ser agressão verbal contra petista.

Ou seja, desaforo, xingamento, esculhambação.

Cada leitor, de qualquer parte do Brasil, que mandar um áudio ou um vídeo, vai ganhar de presente uma viagem pra Palmares, onde irá almoçar no Restaurante Pérola, o mais chic e sofisticado da cidade. Tem até ventilador pra espantar as moscas!

Almocei lá terça-feira passada e garanto a vocês que o serve-serve do estabelecimento é porreta!

Vejam na foto abaixo que a fogueira de São João já está armada em frente a esta luxuosa casa palmarense.

Mãos à obra!

Estou aqui aguardando os áudios  e vídeos de Míriam Leitão agredindo verbalmente os petistas.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

RODRIGO VENTURA DE GUSMÃO – FORTALEZA-CE

DERROTAS

Bem se sabe que a derrota e a vitória,
São apenas os dois lados da medalha,
E aquele que perdeu uma batalha,
Pela luta pode merecer a glória.

Mas também são registrados pela história,
Vencedores que não têm mérito algum,
Perdedores que também não têm nenhum
Ato heróico a guardar em sua memória.

Em política e esporte, o meu país,
A razão talvez esteja com quem diz
Que a derrota se tornou algo comum.

E o povo, derrotado outra vez,
Já entende que perder de 4×3
Pode ser até pior que 7×1.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

17 junho 2017 DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA É HOSTILIZADO EM AEROPORTO MAS NÃO CAI NA PILHA

Rodrigo Constantino

Quando um sujeito começa a ofender um senhor na fila para o avião, achando-se o tal por conta disso, temos um caso de fundo do poço para a moralidade, o respeito ao próximo, a decência. E foi isso que esse Ricardo Pilha fez com o jornalista Alexandre Garcia, da TV Globo. Um ato de covardia pura, de canalhice, sem falar da repetição de slogans idiotas que parecem retirados de alunos marxistas de uma escola de quinta categoria. Vejam as cenas:

E quem é Ricardo Pilha, o autor da baixaria? Alexandre Gonçalves fez um bom resumo: Pilha era assessor da Érika Kokay, a que quer mudar o sexo de crianças sem o consentimento dos pais. Pilha já xingou Joaquim Barbosa em restaurante. Pilha já tirou o ex-motorista do Marighela, Aloysio Nunes, do sério. Pilha, agora, atacou o jornalista Alexandre Garcia apenas porque não concorda com seu posicionamento político. Os argumentos? “Golpista”, “a Globo apoiou a ditadura” e por aí vai.

Na foto abaixo podemos ver a cara do “malandro” brasileiro. O sujeito ronda em torno do poder de olho em privilégios, em tetas estatais, enquanto defende o socialismo igualitário. Um típico loser, um cara medíocre incapaz de produzir riqueza, e que, por isso e pela completa falta de valores morais, vai buscar no estado a alternativa para expropriar riqueza dos outros.

Um sujeito que acha que o PSDB é de “extrema-direita” deveria estar internado num manicômio. Mas eis o ponto aqui: Pilha poderia ser considerado apenas um imbecil qualquer, mas não é o caso, pois como ele, existem outros milhares, milhões! Há método nessa tática, que vem de cima, das lideranças do próprio PT e suas linhas auxiliares. E há um padrão nessa estupidez.

Pilha é como o Smith do “Matrix”: existem diversos clones espalhados por aí, todos iguais, doutrinados nas escolas e universidades por militantes marxistas disfarçados de professores. As coisas que ele repete são as mesmas que essa extrema-esquerda toda diz por aí. Eles perderam qualquer capacidade de raciocínio, não conseguem mais pensar.

Com as boquinhas estatais desaparecendo aos poucos, com o “chefe” da quadrilha podendo ser preso, com a possibilidade do fim do imposto sindical, esses esquerdistas entram em desespero e partem para a agressão, a intimidação, o desrespeito, pois esta é a única coisa que lhes restou. Ou alguém imagina um cara desses participando de algum debate? Mais provável haver debate com um jegue, convenhamos.

Porcos selvagens acuados enlouquecem e partem para a agressão. Os petistas estão como os porcos acuados. E, ingratos, chamam de golpista o vice-presidente que elegeram, cospem na TV Globo que lhes concede enorme espaço, hostilizam jornalistas como Miriam Leitão que também é de esquerda e que ainda pede quase desculpas depois, alegando que o PT não é “isso”. Como não? O PT é exatamente isso. Pilha é a cara do PT!

Alexandre Garcia, uma das poucas vozes de bom senso que restaram na emissora, não caiu na pilha. Manteve a serenidade. Melhor assim, pois tudo que um marginal desses quer é uma reação, para poder bancar a vítima depois, invertendo tudo como sempre fazem. Mas confesso: vendo aquelas cenas, dá vontade de ver uma alma decente intervindo, nem que fosse para matar um pernilongo pousado bem na bochecha do recalcado petista…

17 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)


LARGUE O OSSO TEMER

A atitude do PSDB em manter apoio ao governo só tem um resultado: a continuidade de um presidente que já não é mais, e nunca foi, capaz de conduzir o Brasil a uma consistente recuperação econômica. Temer conseguiu se manter em agonia e leva com ele toda a população brasileira ao sofrimento. O discurso psdbista de não se afastar do governo em nome da melhora da economia e da volta de empregos é falacioso, não se sustenta e é um confronto com o desejo da população. O que passa a Nação, na verdade, é que essa atitude tem pôr finalidade a salvação do malfeitor, Senador Aécio Neves, o presidente do partido. E os milhões de brasileiros adeptos do partido, como ficam nisso? Apoiar as reformas não implica em permanência no governo e muito menos em 2018 se pensarmos que o PMDB está abraçado ao PT pelas lambanças que praticou desde 2003 e, principalmente, com a eleição da chapa Dillma – Temer. Aliás, o PT, no fundo, vibra com a entrega desse pacote bomba ao PSDB e este, por miúdos, o recebe gentil e graciosamente.

É visível que a atitude do PSDB foi de manutenção de interesses de pequeno grupo diretivo do partido. Foram com o prato feito para a reunião, já temperado e ao sabor de Temer. Vozes que antes apoiavam freneticamente a permanência no governo começam a tomar direção oposta após perceber a reação dos milhares de seguidores do partido contra a decisão tomada. FHC já mudou a direção das velas do seu barco dada a fortíssima reação contrária, notadamente nos psdbistas das regiões sudeste e sul do País e muito mais ainda, especificamente, no Estado de São Paulo, vital à permanência do partido no cenário nacional. Neste estado está o motor propulsor do PSDB e nele o partido dá certo. A postura de Geraldo Alckmin em permanecer no apoio é que o PMDB com sua estrutura de diretórios por todo o Brasil, seria um grande sustentáculo a uma possível coligação em sua candidatura a presidente. Cair fora do governo é quebrar com essa possibilidade.

Acontece que a estratégia do governador de São Paulo Geraldo Alckmin está levando para o lamaçal aquela que é uma das grandes promessas na política brasileira, o prefeito da capital paulista, João Dória Junior. Ao seguir o seu governador, Dória compromete a sua postura de ser contra tudo que de malfeito aconteceu e está acontecendo na política. Sua personalidade como homem de defesa do que é correto e ético começa a ficar esfumaçada pelo fogo em que arde o PT e o PMDB com toda a lambança que aprontaram nestes últimos 15 anos e ainda continuam aprontando. É preciso Dória tomar um rumo próprio e desvincular sua atuação na política nacional do Governador Alckmin. Este tem seu campo de ação voltada a sua candidatura à presidência. Há que se pensar também que o governador está enrolado com os trilhos do metrô paulista, o que não é pouca coisa no pensar dos eleitores. Qualquer fala agora ou mesmo ações como essa favorável ao não desembarque do governo pelo PSDB, poderá ter alto custo a curto prazo.

Eu, particularmente, já começo a pensar em uma reavaliação da minha postura pró Dória. Acho que ele tem que se postar dentro daquilo que se propôs. O sinal que passa é que poderá ser, como tantos o são, aquele político de acertos não muitos republicanos já que, pelas suas iniciais participações de cunho nacional, se mostrou um dos “conciliadores” com malfeitores e isso não faz parte do caderno de boa conduta política que tanto eu como todos os brasileiros, esperam. É necessário rever imediatamente esse comportamento sob pena de começar a cair no poço do descrédito político e ser envolvido pelos tentáculos desse bando que desmantelou o Brasil e seu povo. Muita coisa vem aí para ruir essa postura do “nada fiz” do atual presidente. João Dória Jr tem que rever sua posição e, assim como está fazendo FHC, marcar seu terreno, seu espaço. Do presidente Temer nada se pode esperar, muito menos que, seria uma enorme surpresa, vá ter o gesto de grandeza pedido por FHC para convocação de eleição direta. É imperativo que os políticos comprometidos com a ruptura de tudo que estamos vivendo, pressionem com uma bela mobilização como o tema “largue o osso Temer”.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

17 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

AS ÁGUAS FUDERAM TUDO!

As chuvas aqui no Recife nos últimos dias estão botando pra torar.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha! Água que só a porra.

Cada pingo do tamanho de um caroço de jaca.

Quinta-feira passada, ao atravessar uma avenida completamente inundada, as águas arrancaram a placa dianteira do nosso carro, tão forte era a correnteza. Aline estava dirigindo e manteve a sua habitual serenidade.

Tivemos sorte de não ficarmos parados no meio da enxurrada. Um monte de meninos já estava nas imediações, prontos pra ganhar alguns trocados empurrando os carros que estancavam.

Tive que mandar fazer uma nova placa.

E fui a uma loja comprar os parafusos para afixar a nova placa no nosso bólido.

Compra feita, sentei-me com Aline para tomar um café. Ao lado havia uma banca de revistas.

A manchete de um jornal, o Aqui Pernambuco, me chamou a atenção.

Vejam que manchete da porra:

Choveu, Fu…

Os três pontinhos não foram suficientes para tirar o impacto do “Fudeu”.

Choveu, fudeu tudo.

As ruas ficam alagadas e o desmantelo é enorme.

Foi este mesmo jornal que há algum tempo publicou a manchete “Prostituta fica puta com seu amante“.

Quando eu digo que nesta terra existe de tudo e mais algum coisa, tem neguinho que não acredita.

Pois sim.

17 junho 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

17 junho 2017 REPORTAGEM

O JOGO POLÍTICO DE JANOT

JANOT MANDA PRENDER – Uma semana depois das gravações, o procurador Ângelo Goulart foi preso a pedido da PGR

As mais recentes ações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, muitas das quais controversas, revelaram que ele vinha trafegando numa linha tênue e perigosa que separava a boa e necessária liturgia jurídica de seus interesses pessoais e políticos. O que ISTOÉ traz agora em suas páginas indica que Janot pode ter ultrapassado e muito essa fronteira. Trata-se de duas ligações telefônicas, ainda sob sigilo judicial, interceptadas pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato, obtidas com exclusividade pela reportagem de ISTOÉ. Na gravação, com pouco mais de 13 minutos de duração, a procuradora da República Caroline Maciel, chefe da PGR no Rio Grande do Norte, mantém uma conversa estarrecedora com o colega Ângelo Goulart. No diálogo, Caroline o alerta sobre os perigos de um eventual apoio dele a Raquel Dodge, candidata à sucessão do procurador-geral da República e tida como “inimiga” de Janot. De acordo com Caroline, “a tática de Janot é apavorar quem está do lado de Raquel”. Sete dias depois da conversa, ocorrida em 11 de maio deste ano, Ângelo teve sua prisão decretada pelo próprio Rodrigo Janot. “A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel. Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa. Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel”, afirmou.

Outro trecho é ainda mais revelador sobre um possível – e impróprio – modus operandi na PGR. Guarda relação com as investidas da procuradoria-geral da República contra parlamentares. Deixa claro que as ações envolvendo políticos nem sempre estão assentadas, como deveriam, no estrito exame da lei. Sugerem que investigações podem estar contaminadas por ambições tão individuais quanto inconfessáveis. Em tom de desespero, devido ao clima beligerante instalado na procuradoria, Caroline afirma que, por ter franqueado apoio a Raquel Dodge, o presidente do DEM e senador José Agripino Maia (RN) entrou na alça de mira da Procuradoria-Geral da República. Segundo Caroline, outro procurador da Lava Jato compartilha da mesma apreensão. “É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (…) ele disse que se fala lá nessa história de (senador) José Agripino (DEM-RN) ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora lascar José Agripino. (…) Aí Rodrigo é um que está apavorado. ‘É, estou com medo de acontecer alguma coisa, agora Janot vai partir pra cima e não sei o quê…’ Eu disse: Meu Deus do céu, ele tá apavorado, senti que ele está apavorado. Porque Rodrigo (Teles), coitado, ele não é ligado a ninguém”.

Os áudios são devastadores e tisnam a imagem do procurador-geral da República num momento crucial para a Lava Jato e de suma importância para o País, a três meses do encerramento do seu mandato. Mostram que Janot pode estar se movimentando ao sabor de suas conveniências particulares e políticas, o que coloca em suspeição não só as ações pretéritas do procurador-geral como as futuras. Não foram leves as últimas munições disparadas por Janot, como o controverso acordo com os donos da JBS, – celebrado no afogadilho e marcado pela condescendência com os delatores investigados – as prisões de Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e a própria denúncia contra o ex-presidente do PSDB. Como não é nada desprezível o arsenal que Janot vem preparando para breve. Nos próximos dias, ele deve denunciar o presidente da República, Michel Temer, por corrupção passiva e organização criminosa. A questão que se impõe agora, diante das revelações trazidas por ISTOÉ, é: terá o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, legitimidade para levar adiante ações de tamanha envergadura com potencial para influir não só na atual disposição das peças do tabuleiro do poder político, como na sucessão presidencial de 2018?

O alerta a Angelo Goulart

Em conversa mantida no dia 11 de maio deste ano com o procurador da República, Ângelo Goulart, a colega Caroline Maciel mostra grande preocupação com o eventual apoio dele a Raquel Dodge, arqui-inimiga e candidata à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ela, Janot quer “destruir todo mundo nos arredores” e que sua “tática é apavorar quem está do lado de Raquel”. Sete dias depois da conversa, Ângelo teve sua prisão decretada.

Caroline Maciel – Eu soube da informação que (Rodrigo) Janot está pensando em ficar, em tentar permanecer, e quer destruir todo mundo nos arredores. A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel (Dodge, candidata à PGR e opositora de Rodrigo Janot).

Goulart – Eu?

Caroline Maciel– Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa.

Goulart – Mas da onde apareceu isso, gente? Nem contato com a Raquel eu tenho?

Caroline Maciel – Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel. Claro que tem gente que nem liga. Mas tem gente que…

Caroline Maciel – Parece que o negócio tá…

Goulart – Incoerente. Ontem ele (Janot) pediu um favor para ver um negócio no TSE para ele (Goulart atuava na vice-procuradoria-geral eleitoral, com uma mesa de trabalho no TSE inclusive).

Vícios de origem

Assim como Agripino Maia, Temer tambéminclina-sepor Raquel Dodgepara substituir Janot. Ela é a candidata prefe- rida não só de Temer, como de auxiliares do presidente – tudo o que o procurador- geral menos quer, como demonstram claramente os áudios. Se, como dizem as gravações, Agripino seria perseguido pela PGR por articular apoio à arqui-inimiga de Janot na procuradoria-geral, por que o mesmo não poderia estar acontecendo com outros políticos, o presidente da República incluído? Janot, nesse contex- to, pode ter declarado guerra aberta ao presidente Temer por sua inclinação a favor de Raquel. Em qualquer País sério do mundo, as deliberações de Janot se- riam seriamente questionadas, para dizer o mínimo, por conter vícios de origem.

SILÊNCIO CONVENIENTE – O ministro Edson Faquin ainda deve explicações sobre jantar com delator da JBS

A própria prisão do procurador Ângelo Goulart foi precedida de eventos nebulosos. Como é notório, Goulart é o procurador que foi preso em 18 de maio deste ano, acusado de receber dinheiro para repassar informações ao empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, a respeito de investigações que o envolviam. A prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Fachin, a propósito, ainda deve explicações a respeito de um suposto jantar com a presença de Joesley e Ricardo Saud, executivo da JBS, durante sua campanha à vaga de ministro. A informação sobre os vazamentos de Goulart foi passada à PGR pelo próprio Joesley Batista em delação premiada. Na famosa conversa mantida entre Joesley e Temer, o empresário comunica ao presidente sobre a ‘compra’ de um pro- curador da República para ajudar os acionistas da holding com informações sobre as investigações em andamento. Segundo o dono da JBS, Goulart recebeu suborno para repassar informações sigi- losas sobre a Operação Greenfield, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais. Ocorre que, inicialmente, Joesley negou aos procuradores que o aliciamento ao procurador fosse para valer. Classificou-o como “blefe” e “bravata”. Dias depois, quando as negociações com a Procuradoria avançaram, ele resolveu mudar o depoimento e asseverou que, sim, a compra do informante era real. Diante das revelações trazidas à baila agora por ISTOÉ é licito indagar: o que pode ter provocado a reviravolta? Mais: o possível apoio de Goulart a Raquel Dodge pode ter sido determinante para a mudança de versão e a conseqüente prisão do procurador, uma vez que Joesley e a equipe de Janot estavam indiscutivelmente afinadas e interessadas em correr com uma delação “boa para ambas as partes”?

Clima de guerra

A julgar pelas palavras da procuradora Caroline Maciel, identificada na conversa como “Carol”, trata-se de um cenário plausível. Durante toda conversa, ela demonstra sua angústia em relação à guerra interna responsável por incendiar a PGR nos meses que antecedem a nova eleição ao cargo de procurador-geral da República, que terá novo ocupante em setembro. Desde março, as movimentações para a disputa vêm se intensificando e o clima se deteriorando na mesma proporção. O diálogo indica que a atmosfera na Procuradoria é de caça às bruxas, em que os procuradores têm medo de serem associados a algum candidato específico e sofrer retaliações após o resultado – um temor que deveria passar a léguas de distância de um órgão como o Ministério Público Federal, criado exatamente para denunciar abusos e atos criminosos contra a sociedade. “Esse negócio é muito ruim, esse ambiente”, lamenta Ângelo em dado momento do diálogo. A procuradora corrobora: “Muito ruim. Eu estou te falando porque eu adoro você. E vi seu nome virando pelos meios lá. Ficou tipo assim, como inimigo (de Janot). Eu não gosto dessas coisas não, Ângelo”. Ela volta ao tema ao dizer que “os ânimos estão muito piores do que se pensava. “Eu tô apavorada, que eu não gosto disso, não.”

Quando o diálogo aconteceu, ainda não havia se encerrado o prazo de apresentação das candidaturas para a eleição pelo comando da PGR, o que só se concretizou no dia 24 de maio – 13 dias depois. Àquela altura, Janot ainda cogitava concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Por isso, num trecho da conversa, Caroline fala numa “estratégia de guerra” para Janot se manter no cargo. “Tô te dizendo isso porque a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra, e tá se falando lá pelo gabinete que Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar”, afirma ela, para logo em seguida reforçar. “Se você quiser apoiar que você quiser, você pode apoiar. Isso tem que ser uma coisa democrática. Meu Deus do céu. Mas parece que tá assim: se você está com um você é inimigo do outro. Ai, meu Deus, isso não existe para mim”. Procurada por ISTOÉ na quinta-feira 15, a procuradora-chefe da PGR no Rio Grande do Norte, Caroline Maciel, reiterou as afirmações extraídas do áudio. “Não estava defendendo nem a candidatura de Raquel nem de Janot”, quis deixar claro.

GOULART – Depois de cooptado por Joesley, vazou para o delator dados das investigações

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acabou recuando da ideia de um novo mandato, principalmente depois do esgarçamento da relação com Temer, em consequência da divulgação do acordo de delação premiada com os irmãos Wesley e Joesley Batista, da J&F. Mesmo assim, Janot permanece empenhado, mais do que nunca, em evitar a ascensão de Raquel Dodge. Em 2015, ela obteve 402 votos dos colegas e ficou em terceiro lugar na preferência para ocupar o posto. A escolha dela pelo presidente da República pode representar o ponto final da era Janot na PGR. Concorrem contra ela, Nicolao Dino e Mário Bonsaglia (ver quadro), hoje os preferidos do procurador-geral. Janot receia sobretudo que Raquel, uma das responsáveis pela Operação Caixa de Pandora, contrarie interesses de seu grupo na procuradoria. Por “contrariar interesses” leia-se abrir uma série de investigações internas e instaurar processos administrativos capazes de colocar em xeque as ações de Janot – muitas das quais nadas republicanas, como indicam as gravações reveladas agora por ISTOÉ – à frente do órgão.

A perseguição a Agripino

A procuradora da República Caroline Maciel diz a Angelo Goulart que, por ter prometido apoio a Raquel Dodge, o senador José Agripino Maia (RN), presidente do Dem, virou alvo da Procuradoria-geral da República. “querem de alguma forma agora lascar José agripino”, revelou ela.

Goulart – Olha, na boa, Carol, eu estou c. (palavrão) e andando para isso. Eu tenho consciência do que eu faço. Então, quer achar? Acha. Não fiz nada demais, nada demais.

Caroline Maciel – É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, outro procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (…) ele disse que se fala lá nessa história de (senador) José Agripino (DEM- RN) ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora querem lascar José Agripino (Agripino responde a inquérito no STF e teve seus sigilos quebrados em apuração sobre suspeita de propina paga a ele pela OAS).

Goulart – Então, tô nem aí.

Caroline Maciel – Agora, Rodrigo (Teles), coitado, acho que estão fazendo aquela tática tipo assim: “Raquel vai destruir todo mundo”, sabe? Aí Rodrigo é um que está apavorado. “É, estou com medo de acontecer alguma coisa, agora Janot vai partir pra cima e não sei o quê…” Eu disse: Meu Deus do céu, ele tá apavorado, senti que ele está apavorado. Porque Rodrigo (Teles), coitado, ele não é ligado a ninguém.

Goulart – Mas isso aí… o que ele vai poder prejudicar? Vai prejudicar em que, cara?

Caroline Maciel – Não sei, sei lá. Enfim, fico apavorada com esses negócios. Mas estamos lá: seu santo nome em vão no meio e o meu também.

Goulart – O seu também?

Caroline Maciel – O meu também porque eu estou sendo acusada de ter intermediado o acordo de José Agripino com Raquel (Dodge) (risos) Coitada de mim. A única vez que tive com José Agripino fiquei foi me tremendo todinha com as coisas, porque eu não sou acostumada com esse negócio.

Caroline Maciel – Cacete… Então meu santo nome está lá, dizendo que eu estou intermediando o encontro de José Agripino com Raquel. Só que é óbvio que quem intermedeia esses encontros é Luciano Maia, que é primo dele.

Neste trecho da conversa, a procuradora da República Caroline maciel fala sobre o clima beligerante na PgR e o possível vale-tudo para que Rodrigo Janot permaneça no cargo por mais um mandato. “a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra … e tá se falando lá pelo gabinete que o Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar”

Goulart – Esse negócio é muito ruim, esse ambiente.

Caroline Maciel – Muito ruim. Eu estou te falando, porque eu adoro você. E vi seu nome virando pelos meios lá. Ficou tipo assim como inimigo.

Goulart – É um jogo, cara, tá um clima horrível isso aí.

Caroline Maciel – É nesse jogo acaba que gente que não tem nada a ver pode se prejudicar, sabe?

Caroline Maciel – Eu tô te dizendo isso porque a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra e tá se falando lá pelo gabinete que o Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar.

Raquel Dodge, a sucessora?

Na bolsa de apostas da sucessão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Ferreira Elias Dodge está bem cotada. Em 2015, ela obteve 402 votos dos colegas e ficou em terceiro lugar na listra tríplice dos preferidos para ocupar o cargo de procurador-geral. Como Janot ficou em primeiro, ele foi o escolhido para continuar no cargo e teve seu nome aprovado no Senado. A eventual eleição de Raquel Dogde agora, seria o ponto final da era Rodrigo Janot na PGR, já que ela faz oposição aberta ao atual chefe do MPF.

Transcrito da Revista Isto É

17 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

O MISTÉRIO DE LANCIANO

Quinta-feira passada a Igreja Católica celebrou o Corpus Christi, o mistério da Eucaristia, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo. Daí eu escrever este texto para ser interpretado sob a ótica da análise científica que o embasa, sem querer influenciar ninguém nem descambar para qualquer tipo de exagero místico.

Trata-se do mistério de Lanciano, antigo vilarejo italiano. O fato se deu no mosteiro de São Legoziano, abrigo dos monges de Sâo Basílio, em meados do ano 700 depois de Cristo. Dentre eles havia um cuja fé vacilava. Duvidava que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e, o vinho, o Seu verdadeiro Sangue.

Certa manhã, celebrando a Santa Missa, atormentado por sua dúvida, o monge viu a hóstia se converter em carne viva e o vinho em sangue vivo. Confuso e dominado pelo temor, permaneceu longo tempo tomado pelo êxtase diante da constatação sobrenatural. Visivelmente emocionado ele voltou-se para as pessoas presentes à celebração conclamando-as para, também, atestarem a ocorrência.

A suspeita do monge quanto à transubstanciação havia se dissipado. Os fieis guardaram as relíquias num tabernáculo de marfim e, adiante, em 1713, as transferiram para uma custódia de prata e um cálice de cristal, onde permanecem até hoje, na Igreja de São Francisco, na mesma localidade.

Pois bem, a Hóstia-Carne, como se observa no santuário que a abriga, tem o tamanho da hóstia grande em uso na Igreja Latina. É ligeiramente escura e quando olhada contra a luz adquire um colorido róseo. O Sangue está coagulado em cinco glóbulos irregulares e diferentes um do outro e, em sua forma e tamanho, tem cor de terra tendente ao ocre. Um estupor para os olhos.

Em novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais cuidadores da Igreja do Milagre, com a autorização de Roma, resolveram confiar a um grupo de eméritos professores italianos a perícia científica das relíquias, datadas de doze séculos.

As análises procedidas com absoluto rigor científico e documental de uma série de fotografias ao microscópio foram publicadas em inúmeras revistas científicas de todo o mundo. Eis as conclusões surpreendentes:

“A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e sangue são do mesmo grupo sanguíneo (AB) – o mesmo do Santo Sudário. A carne e sangue SÃO DE UMA PESSOA VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue humano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE MESMO DIA”.

“A Carne é constituída de tecido muscular do Coração (miocárdio). A conservação dessas relíquias deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos atmosféricos e biológicos permanece um fenômeno extraordinário”.

Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado – e todas são de tamanhos diferentes-, cada uma delas tem o mesmo peso das pedrinhas juntas.

A verdade é que a ciência se rendeu ante as evidências extraordinárias do mistério de Lanciano. Os ateus, certamente, apontarão fraudes nas análises das relíquias ou debitarão os resultados obtidos no rol de enigmas pesquisados carentes de solução. Já os crentes, racionalizarão a ocorrência como um milagre de Deus.

Quanto a mim, se provocado, eu me alinho com os últimos.


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