19 junho 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

REPARTINDO O BUTIM

Comentário sobre a postagem TACHO – JORNAL NH (RS)

Maurício Assuero:

“Caro editodos,

essa charge deveria ser acompanhada da música Repartindo um Boi, da autoria de Alvarenga e Ranchinho.”

* * *

19 junho 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

SÃO JOÃO NA PASSAGEM

Chegou o São João ! ! !

Um forró da dupla Toninha e Adão Ferreira na interpretação d’Os 3 do Nordeste. 

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19 junho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

TRAMBICAGEM SUPERIOR ELEITORAL OU TSE

Estou escrevendo este texto para a coluna um pouco atrasado, sei disso. É que as mudanças de cenários e rumos no Brasil são tão vertiginosas que tiram qualquer um dos eixos.

Além do mais a decisão do TSE da semana passada me deixou extremamente estupefato que não consegui ter qualquer reação, não mesmo.

Se tentasse canalizar minha sensação de desprezo e indignação em palavras, naquele momento, seria uma profusão de palavrões e xingamentos do mais baixo calão.

Não conseguiria fazer uma análise lógica dos fatos, não sei se conseguirei agora. Mas o que houve no nosso tribunal?

Um pouco de tudo: safadeza, proselitismo judicial, alargamento das interpretações jurídicas, guerra de vaidades, interesses ocultos, talvez até preocupação com a estabilidade do país. Talvez, apenas, talvez, sentimento cívico.

Já havia vaticinado em minhas colunas que Michel Temer, passado o turbilhão dos primeiros dias, se não renunciasse, dificilmente cairia do posto. Só que o preço disto é alto pois praticamente inviabiliza as reformas tão necessárias ao país. Há um preço político para tudo inclusive a permanência no poder, a dita estabilidade.

As reformas serão este preço, claro e a impunidade junto e, nós, o povo, obviamente, pagaremos o pato.

Quando colocaram todos os partidos no mesmo barco: PT, PSDB, PMDB, PP et caterva fizeram com que eles se aliassem a qualquer preço. É uma questão de sobrevivência, só isso.

Pior ainda é que ainda não houve punibilidade aos gestores /criadores da ORCRIM, Lula e o PT. Então a impunidade ante as evidências levou a todos os novos envolvidos a fazerem uma grande aliança e partirem para cima da lava-jato.

Queremos os corruptos, todos, independente de cor partidária na cadeia, mas para isso é preciso estratégia ou acabaremos sem punir ninguém. Observem como o PT está quieto, Lula também. Eles sabem que estão enrolados e agora silenciam ante a agonia dos demais. O ideal seria ter abatido um a um todos os corruptos.

Mas são tantos que não deu. O TSE teve a chance de fazer uma limpa, não o fez alegando entre outras coisas a manutenção da estabilidade política do país. Mentira absurda, mas eles a usaram como justificativa.

O Brasil está caótico e instalou-se uma resiliência interessante, blindando os setores mais importantes do país, das cada vez mais cotidianas crises. Esta resiliência acaba acalmando o mercado e a economia por isso e, porque já tinha atingido o fundo do poço, pelo menos não piora. A população também mescla um que de desilusão com sentimento de que nada adianta e um desprezo pela política como um todo.

Estes fatores somados levam a uma inércia da população e o silêncio das ruas dá aos corruptos e simpatizantes a chance de articularem uma tentativa de salvação de seus rabos nos podres porões de nossa república.

O TSE a título de manter a estabilidade política preferiu ser cego ante a colossal e meridiana coletânea de provas. Não quis cassar a chapa Dilma-Temer.

A única estabilidade que mantiveram foi a deles mesmos. Poderá o futuro provar que meu pensamento está equivocado e que o Ministro Gilmar Mendes e, os outros 3 inomináveis que o acompanharam, tinham razão. Por hora só me resta o desprezo e a indignação ante suas atitudes.

Mas como já comentei eu havia vaticinado isto em outras colunas.

O que está decisão do TSE nos deixou de lições?

1 – Escancarou a corrupção e a falência do sistema político e eleitoral brasileiro;

2 – Demonstrou que de honesta Dilma não tinha nem o penteado;

3 – Mostrou que as jararacas ainda rastejam nos porões de nossas instituições;

4 – Mostrou ao Brasil um grande jurista, o Ministro Herman Benjamin. Ele teve a coragem de desafiar o status quo reinante e colocar o dedo na ferida, infelizmente sua tese não prosperou;

5 – Infelizmente também o Ministro Hermam Benjamin jogou para as calendas qualquer chance de ascender ao STF;

6 – STF que, creio eu, dificilmente reverterá a decisão do TSE;

7 – O que nos demonstra a inutilidade e o desperdício de dinheiro nos Tribunais Eleitorais Brasil afora. Eles são uma criação da ditadura Vargas na década de 1930. Não tem utilidade nenhuma nos dias de hoje. Tribunais comuns deveria julgar problemas eleitorais, assim o é na maioria dos países desenvolvidos. O TSE e seus congêneres são jabuticabas típicas do sub desenvolvimento do Brasil. Têm de acabar.

8 – Ganharam nesta história toda o PT, Dilma, Lula, Temer e os corruptos. Perdeu o Brasil.

Mas o que fazer?

Não desistir da luta. É isto e apenas isto. E atenção, muita atenção!

Atenção com os Salvadores da Pátria que surgirão aos borbotões. Atenção com o ressurgimento de Lula e do PT travestidos de sei lá o que.

E principalmente atenção com os golpes. Golpe das eleições diretas. Golpe do voto em lista. Golpe da negociação pelas reformas (como a volta negociada do maldito imposto sindical). Golpe do contra as reformas. O que eles querem é que fique tudo como está!

E como as coisas estão? Estão uma M…. Estagnação só interessa aqueles que nos colocaram neste buraco.
O Golpe da Constituinte. Este golpe é fatal e virá. Aguardem! Nossa constituição é ruim, muito ruim. Por exemplo fala em mais de 40 momentos em direitos (especialmente direcionados a alguns grupos) mas só fala 5 vezes de deveres. É garantista demais e dessintonizada do nosso tempo e do nosso país. Mas delegar a este bando de corruptos o poder originário de uma nova constituinte é suicídio. O melhor é varrê-los do poder e depois consertar a Constituição (na minha opinião,aliás, não tem conserto é jogar fora e fazer de novo), mas tudo a seu tempo.

Ah, e observem que também chegará a hora de discutir privilégios e modus operandi da justiça e principalmente do MPF. Eles não são essa maravilha toda e corremos o risco de acabar numa ditadura legal. Devemos ter cuidado.

E cobrar. Sempre cobrar nas ruas, nas redes sociais. A todo o momento. Mas sempre pensando antes, a passionalidade é burra, sempre foi.

Quanto ao TSE, serei passional, mesmo depois da reflexão devida.

Fica aos senhores Ministros (aqueles 4 é óbvio) meu desprezo e indignação.

Os Senhores transformaram nossa política em uma verdadeira trambicagem eleitoral.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

OU VOCÊ É CAPITALISTA OU É SOCIALISTA, SEU EDITOR!

Comentário sobre a postagem UMA LINDA COMPOSIÇÃO PARA A MILITÂNCIA DESCEREBRADA DA DIREITA

Tito:

“Berto,

sou de direita, e apesar muito idiota achar que somos a favor de censura, sem saber o que é ser de direita, acho que todo imbecil tem o direito sagrado de falar a merda que quiser, mesmo fazendo papel de palhaço (aqui no JBF têm alguns que já conhecemos). Confundem extrema-direita com direita, dizem que esquerda é direita e fingem que não existe extrema-esquerda.

Você se diz de centro, até acredito, mas ninguém sabe que bicho é esse. Não existe “em cima do muro”, ou você é socialista ou é capitalista. Ou você é democrata ou totalitário. Não existe nem nem, a não ser que você seja um anarquista, “se hay gobieno, soy contra”

Ser contra o stabilichment atual, seja ele de direita ou de esquerda, não é ser de centro, é apenas ser contra um governo bandido e corrupto, seja de que lado estiver. No nosso caso, de esquerda, por sinal o lado que tem mais bandido.

Como você disse, os milicos ficam putos sim quando você fala mal do Bolsonaro. Sabe por quê?, porque nós o conhecemos e muitos, como eu, pessoalmente. E você não, apesar de também ter sido milico. E ele não é nada daquilo que a mídia tomada pela esquerda o rotula. Ele não é de direita como eu, não de extrema-direita, pois é um democrata. Não é racista, homofóbico etc.

Acima de tudo, ele é honesto, não bandido, como você escreveu, e os seus filhos também são honestos, porque foram bem criados. Se todos estão na política é graças a isso e não foi o pai que os colocou, foi o voto e o exemplo do pai. Eles não são Maia, Sarney, dentre outros que entraram na política para roubar, seguindo o mal exemplo dos pais corruptos, comprando votos de um povo ignorante.

Tudo que o Bolsonaro fala, que você classifica de merda, é exatamente o que o povo pensa e quer, basta ver o resultado das pesquisas e a acolhida que ele tem tido aonde vai.

Ele, ao contrário da maioria dos políticos, pensa e faz pelo Brasil, não por ele próprio. Ele não sabe tudo, não conhece economia, como disse o comunistinha enrustido do Villa, seu ídolo, que se acha dono da verdade, e é o único a confessar e diga-se de passagem, nenhum Presidente é obrigado a saber – O Lula e a Dilma sabiam? -, basta ter assessoramento de pessoas técnicas e, acima de tudo, honestas, o que faltou e falta nos governos dos últimos tempos.

Não se deixe levar pelo que diz a mídia mainstream, procure conhecê-lo melhor. Não seja mais um ceguinho teimoso.

Ao invés de você repetir bobagem e fazer juízo de valor pelo que os outros dizem, procure entrevistá-lo. Com toda a certeza ele irá atendê-lo e garanto que você vira eleitor.

Grande abraço.

* * *

19 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

ANTEPRIMAVERA – Anderson Braga Horta

Manhãs claras, manhãs de etérea natureza.
Bailam sonhos no céu como espumas num lago.
Soluça na amplidão, sobre a quieta beleza
da terra, um beijo fluido, indefinido, vago.

Tardes de cinza e chuva. A alma, de angústias presa,
aquieta-se a chorar, os silêncios que trago.
Cala-se a passarada ante a calma frieza.
A própria solidão é um bálsamo, um afago.

Há por tudo o fremir de um silêncio emotivo…
Também sob a mudez nebulosa em que vivo
há um presságio de flor e o arder de uma cratera

– que hão de um dia explodir e, como sóis dispersos,
deflagrar em minha alma (estranha primavera!)
a erupção do desejo e a floração dos versos!

19 junho 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

ARISTIDE, UM RAPARIGUEIRO NATO

Aristide era um raparigueiro nato. Não tinha vocação para namoros porque segundo afirmava os ritos solenes do ditos cujos eram incompatíveis com seu temperamento de querer partir logo para os finalmentes. Queria pegar logo as tetas da mina, apalpá-las, beijar-lhe a boca, passar-lhe as mãos por todo o corpo, sentir o cheiro do perfume natural da amada emanado dos poros.

Das mais de dez namoradas que teve até completar vinte anos nunca teve o prazer de alisar os peitos, apertar o corpo, prensar a cintura dela à sua, beijar o cangote, o pescoço, chupar a língua, dançar um tango argentino, uma lambada de Beto Barbosa, Pinduca. Dançar ao ritmo dos boleros de Waldick Soriano, Lindomar Castilho, Nelson Gonçalves, Paulo Sérgio, Mauricio Reis, José Ribeiro, suas prediletas paixões musicais.

– Não nasci para esse tempo: ficar admirando o retrato da namorada na parede – dizia ele aos amigos, revoltado com as azarações dos pais vigiando a filha. Comigo é assim: ou eu fico com ela ou eu não olho para a cara dos coroas nem falo com eles.

– Saí da minha casa todo perfumado, trocado de roupa, andar mais de um quilometro a pé até a casa da namorada para ficar sentado no tamborete espiando a morena sendo vigiada pelo pai ou a mãe e depois sair de lá com a cara de tabaco leso sem ter feito nada, nem sequer pegar nas mãos dela? Isso é negócio de corno! Tô fora!!

Depois de refletir muito sobre as coisas solenes do namoro que sentiu não dar para ele, Aristide resolveu seguir os conselhos dos seus dois amigos cachacistas e raparigueiros, Zé Amaro e João de Zefa, e foi conhecer o Cabaré de Maria Bago Mole, que ficava no Centro da cidade, perto da Praça Joaquim Nabuco, onde todo sábado as calçadas eram tomadas de bancos de feira para vender verduras, frutas, roupas e bugigangas…

Na primeira noite que visitou o Cabaré de Maria Bago Mole com os amigos, Aristide ficou encantado com as raparigas! Mulheres as pampas, radiola de fichas, cachaças as soltas. Tudo que ele sonhava em termo de cabaré ali estava à sua frente. E muita carne mijada de todo tipo, cor, idade, os cambaus.

– Eita mundo bom da porra! – dizia ele aos amigos sobre o cabaré, todo serelepe. Aqui está a vida que sempre pedi a Deus! – dizia – acendendo um cigarro hollywood.

Na primeira noite de visita ao Cabaré, Aristide foi logo se chegando para uma moreninha cor de canela que se encontrava sentada sozinha à espera de um “freguês”.

Pernas torneadas, coxas grossas, cintura mais ou menos, peitos grandes e moles, mas, segundo Aristide, “bons para o gasto”. Melhor do que ficar em casa de namorada vendo a lua ir embora e o sol aparecer clareando a estrada da solidão sem fim – pensava.

Chegou junto da morena, disse qualquer coisa no ouvido dela e sem nem lhe perguntar o nome combinou qualquer coisa e subiu para o quarto. Duas horas depois volta Aristide todo ancho descendo a escada de madeira. Esse ritual ele continuou repedindo por mais de dois meses até que descobriu que havia sido acometido de uma blenorragia, uma crista de galo, uma gonorreia que o deixaram acamado, tendo que tomar umas Benzetacil que o deixaram traumatizado para o resto da vida, tamanha era a dor e o sofrimento dos efeitos colaterais.

– Nunca mais quero saber de porra de cabaré – dizia ele aos amigos mais próximos. Só tem mulher podre, meu! Puta que o pariu! De cara uma lindeza, mas por dentro o tapuru já está comendo tudo! Arriégua!

Depois que contraiu as doenças venéreas e não ter se curado, mesmo tomando as Benzetacil, Aristide ficou traumatizado com o cabaré e nunca mais quis por os pés por lá. Mas como tinha o espírito aventureiro, de raparigueiro nato, partiu para uma empreitada inusitada: conquistar piniqueiras nas casas abastadas, principalmente aquelas que vinham dos sítios, filhas de lavradores que não possuíam dinheiro nem para comprar um vestido de chita para suas rebentas.

Mesmo sem estar curado das doenças venéreas que contraiu com uma cabocla no Cabaré de Maria Mago Mole, Aristide toda noite trocava de roupa, se perfumava todo, enfiava no bolso uma carteira de cigarro hollywood e partia para conquistar as piniqueiras na Praça Joaquim Nabuco, maior reduto de empregadas domésticas à procura de um pretendente que lhe desse um lar.

Certo dia fitou os olhos numa morena que estava a sós no banco da praça. Aproximou-se, conversou qualquer coisa e, de repente, os dois estavam se beijando ali mesmo sendo só assistidos pela lua que alumiava a escuridão da praça.

Na segunda noite, dia de folga da empregada, já marcaram um encontro na casa dele. Quando chegou a sua casa com a morena, Aristide não perdeu tempo, foi logo a arrastando-a para dentro do quarto e pôs a funcionar seu instinto selvagem onde a emoção e o prazer falou mais alto que a razão.

Antes de qualquer investida, Ritinha, que estava alucinada de desejos também, quis lhe dizer alguma coisa, mas Aristide não deixou porque naquelas alturas do esfrega-frega, ambos nus, ele só pensava com a parte de baixo.

Quando terminou o calamengal e se virou de lado satisfeito, Ritinha não perdeu tempo e, e num gesto de sinceridade e honestidade consigo mesma, foi dizendo para ele que tinha vindo do Cabaré de Maria Bago Mole e que estava cheia de doenças venéreas. Queria contar para Aristide antes, mas ele não deu a mínima, agora era tarde.

Foi nesse momento que Aristide deu um pulo da cama, nu, e com os olhos arregalados, perguntou a Ritinha:

– Puta que o pariu! Você foi também do Cabaré de Maria Bago Mole, aquele aquadouro de tapuru? Eu também fui infectado lá! Me tornei um cadáver ambulante com os dias contado! E, baixando o tom da voz – concluiu: Já que você está na mesma situação que eu, vamos aproveitar o resto da vida e vivermos juntos, como diz o meu ídolo Waldick Soriano, sem se preocupar com o amanhã? A gente já está fudido mesmo! E sem perder mais tempo, embrulhou-se com Ritinha na colcha de algodão e foram dormir relaxado sem se importar para a sífilis, a gonorreia, a blenorragia, a chanha e a crista de galo.

Dois anos depois desse encontro alucinante, ainda permaneceram juntos se amando e se dando todos os dias e vivendo um para o outro como se não houvesse amanhã, até se encantarem sem deixar herdeiros nem sucessores.

* * *

PLS DOS FERIADOS

Há um PLS 389/2016 de autoria do senador Dário Berger tramitando no Senado Federal que estabelece que serão comemorados por antecipação, nas segundas-feiras, os feriados que caírem nos demais dias da semana, com exceção dos que ocorrerem nos sábados e domingos, e outros que especifica.

Segundo o PLS, serão comemorados por antecipação, nas segundas feiras, os feriados que caírem nos demais dias da semana, com exceção dos que ocorrerem nos sábados e domingos, e dos dias 1º de janeiro (Confraternização Universal), Carnaval, Sexta-Feira Santa, 1º de maio (Dia do Trabalho), Corpus Christi, 7 de setembro (Dia da Independência), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil) e 25 de dezembro (Natal).

Esse PLS, que é de suma importância para disciplinar a gangorra de feriados estaduais e municipais díspares comemorados por todo o Brasil, permanece parado na Comissão Coça Ovo do Senado. Aprovado do jeito que está, com certeza daria um basta a essa enxurrada de feriados estaduais e municipais desnecessários que hoje se comemoram em todas as regiões do Brasil, ora na terça, ora na quarta, ora na quinta, ora na sexta, prejudicando toda a dinâmica da economia, a mola mestra do capitalismo de resultado.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

A JBS E SEU COMPETENTE PROPRIETÁRIO NOS TEMPOS EM QUE O BNDES ERA PROPRIEDADE DO PT

Comentário sobre a postagem FIQUEI ABESTALHADO E CONFUSO

Goiano:

“O financiamento do BNDES foi tão bem aplicado e com critérios tão adequados que foi com a ajuda do BNDES que a JBS se tornou a maior empresa de carnes do mundo.”

* * *

“Aprique tudo cum critero, cumpanhero Joerli Safadão”

19 junho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

FILOSOFIA DE PARA-CHOQUE

“Meu coração por você não bate, capota.”

“Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.”

“Se já fui pobre não me lembro. E se já fui rico me roubaram.”

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que… molha tudo.”

“Quem não deve, não precisa pagar.”

“No baralho da vida perdi uma dama.”

“Minha mulher uma vez me mandou escolher entre ela e o caminhão, até hoje sinto saudades dela.”

“Depois da tempestade vem a… enchente.”

“Não é a cerca que segura o boi no pasto, mas sim o capim que ele come.”

“Caminhoneiro não é mágico, mas vive de truck.”

“Não é pressa, é saudade!”

“Mais perigoso que um cavalo na estrada é um burro no volante.”

“Pobre é igual a disco de embreagem: quanto mais trabalha, mais liso fica .”

“Sorria. Você acabou de ser ultrapassado por um caminhão.”

“Não sou o Sílvio Santos, mas vivo do baú.”

“Na subida paciência, na descida dá licença.”

“Se não existisse avião e político andasse de caminhão, as estradas teriam melhor conservação.”

“Antes de rir do meu carro, termine de pagar o seu!”

“Ás vezes, é melhor ficar quieto e deixar que pensem que você é um idiota do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida.”

“Dinheiro não traz felicidade, então, me dê o seu e seja feliz. “

19 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SÔNIA REGINA – SANTOS-SP

Sr. Editor,

deparei com uma montagem da capa da revista Época que circula neste final de semana.

Acho que as alterações feitas estão corretas, afinal, tal-qual um jogo da Lotofácil, minha preferida, quem leva o premio maior deve ficar no “Topo”.

Falando democraticamente, certas regras devem valer também para a “bandidagem”.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
QUE SÃO JOÃO NÓS TEMOS?

Hoje o nordestino pede
De volta o seu São João
Porém vejo que esqueceu
De cultivar tradição
Em busca de novas trilhas
Trocam as velhas quadrilhas
Por luxo e ostentação.

As quadrilhas são temáticas
Perderam a singeleza
Se apresentam com requinte
No cortejo tem princesa
Na verdade já descamba
Para uma escola de samba
Competindo com riqueza.

Numa vestimenta cara
O farto brilho conduz.
No cabelo penteado
Custoso adorno reluz.
Aquela festa brejeira
Onde brilhava a fogueira
Só a cinza se reduz.

Cadê o velho São João
Festejos de antigamente
O casamento matuto
Com jeito de nossa gente
A dança e a simpatia
Que no passado havia
Agora é tão diferente.

Não tem mais chapéu de palha
E nem camisa estampada
O homem não usa mais
Sua calça remendada
A canção de Gonzagão
Já não anima o São João
Vejo a coisa bem mudada.

Nas quadrilhas não tem mais
Nossa cabocla bonita
Com as pintinhas na cara
Com seu vestido de chita
Com seu cabelo trançado
Na trança de cada lado
O seu lacinho de fita.

Quem quer o São João de volta
Exercita a tradição
Preserva sua história
Antes da reclamação
Sua cultura propaga
Da memória não apaga
Costumes e tradição.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

QUAL É A SOLUÇÃO?

Hoje, no Brasil, estamos com carência de líderes. Ou seria…carência de inteligência?

A não vai resolver, B não vai resolver. Então, quem vai resolver?

Eu sei quem vai resolver. Vocês não sabem?, então eu digo: o povo.

O povo? Como?… Pelo voto consciente. Aí é que a vaca torce o rabo, pois nosso povo não sabe votar. Vota no amigo, no caso dos municípios, vota naquele que o amigo ou a igreja indicou, vota em quem pagou, vota em quem o patrão mandou (ainda existe o coronelismo). Nunca vota em quem tem um projeto, aliás, nem lê o projeto.

Mas, graças à Deus, lentamente que seja, o povo está mudando, está acordando de um sono profundo. Não vai ser agora nas próximas eleições, talvez nem na subsequente, mas tenho fé que o Brasil , que a política, vai mudar. Que a Constituição vai mudar.

Uma parcela de imbecis até crê que uma intervenção militar resolveria, ledo engano. Os militares poderiam até voltar, arrumar a casa e devolvê-la novamente aos civis, mas o que ocorreria, pelo menos hoje? O povo votaria novamente nos mesmos e voltaríamos ao estágio anterior.

Precisamos de apenas uma coisa, de políticos honestos, que pensem no Brasil antes de pensar em si mesmos, que vejam os anseios dos brasileiros, antes dos próprios.

E agora? Temos algum?…Temos sim, o “anticristo”, de acordo com a mídia ideológica, Bolsonaro.

Mas votar nele resolve? Não, se só votarmos nele e mantivermos o mesmo Congresso, pois a Constituição cidadã do Doutor Ulysses, que Hades o mantenha no inferno, não permite a ninguém governar sem que tenha que fazer barganhas, sem que fique refém dos deputados e senadores. Precisamos, também, eleger políticos novos, sem rabo preso, em resumo, fazer uma limpa no Legislativo para aí, então, fazer uma nova Constituição que dê direitos, claro, mas com uma contrapartida de deveres, o que a do Doutor não fez. Brasileiro não gosta de dever. A eleição tem que ser dobradinha.

Mas o Bolsonaro é maluco, homofóbico, racista, machista e tudo quando é “fóbico” e “ista” que existe. Verdade? Jura?…Vocês não o conhecem, apenas são guiados pela mídia mianstrean que está toda tomada pelo gramscismo e tem pavor da direita, pois todos são socialistas, apesar de não dividirem seus salários com os menos favorecidos. Vamos cantar Imagine, do comunista caviar John Lennon, hino do globalismo e da extinção das religiões. Não acreditam? Leiam a letra da linda música, pois a música é linda, só. Ele dividiu o seu dinheiro com os pobres? Fez o que escreveu na letra? Não, socialismo é lindo pros outros fazerem, né Chico Buarque? Que venham os muçulmanos!, esses são espertos, se aproveitam da ignorância e da ingenuidade dos “humanitários” globalistas, bando de babacas, para fazer a hégira.

O que tem a ver muçulmanos com eleições?…Simples, elejam as pessoas erradas e logo estaremos chorando, rezando e fazendo vigílias pelos mortos nos atentados terroristas. Leiam o que escrevi sobre isso e leiam a nova Lei de Imigração, do comunista Aloysio Nunes.

A direita não é o que nossos jornalistas dizem. Ser de direita é ser a favor da família; ser a favor do livre mercado; ser a favor da liberdade com responsabilidade, inclusive a de expressão; ser contra o Estado empresário; ser contra o Estado babá; e acima de tudo, acreditar que a renda vem do trabalho… Ih!, eu penso assim, sou de direita e nem sabia.

Pois é, é assim que pensa o Bolsonaro… Viu Berto?

19 junho 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

19 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NÃO ADIANTA DAR DESCARGA

Mês que vem se completam três anos que a torcida no Maracanã, uma multidão de mais de 50 mil pessoas, entoou em coro “Hei, Dilma, vai tomar no cu“.

Um espetáculo magnifico como poucos que já vi em minha vida!

Um coro que deliciou as minhas oiças por um longo tempo.

Pois vejam só esta:

A torcida que vaiou e mandou Dilma tomar no cu, o povão das arquibancadas que lotava o Maracanã, foi chamada de “direitista” num postagem que li por aí pela internet. 

Postagem feita por um descerebrado petista. Claro, lógico, evidente.

Esta é uma pequena amostra da cabeça dos tabacudos zisquerdóides de Banânia.

Num tem botão de descarga que limpe a bosta contida na caixa craniana dessa turminha de antas.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
LEE MARVIN: UM DOS PRIMEIROS DURÕES DA HISTÓRIA DO CINEMA

A dupla de atores de filmes Cawboys, LEE MARVIN/LEE VAN CLEEF, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além da dupla de atores de filmes Cawboys, Lee Marvin /Lee Van Cleef, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além de cruéis, cínicos e perversos, pois representavam perfeitamente o que poderíamos chamar de maiores vilões dos filmes de faroestes. Os dois personagens malvados desempenharam papéis memoráveis em praticamente todos os filmes de bangue bangue que tão bem representaram em suas belas carreiras e se transformaram em inesquecíveis bandidões. Na verdade, os dois foram os melhores homens maus do cinema que deram muito trabalho aos mocinhos. É bom que se diga que esses dois excelentes atores sempre foram fadados a serem eternos COADJUVANTES em Hollyood e, por incrível que pareça, no filme O Homem que Matou o Facínora (Com John Wayne & James Stewart), os dois LEE trabalham juntos e são parceiros…

Lee Marvin trabalhou com John Wayne em O Homem que Matou o Facínora, este filme dirigido por John Ford, é um western inserido historicamente num momento de mudanças. O Homem que Matou o Facínora se passa numa era de transição, na qual palavras como “VOTO” e “DEMOCRACIA” passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. O enredo vem à tona, através do distinto senador dos EUA, Ransom Stoddard (James Stewart) retorna meio incógnito à pequena Shinbone, cidade onde há muitos anos iniciou sua carreira política e de onde partiu famoso, não apenas por ter insistido na importância da lei e da ordem para a prosperidade, mas, e, sobretudo, por ser o responsável pela morte de Liberty Valance (Lee Marvin) o bandido mais temido das redondezas. Porém, na verdade, este equívoco foi desvendado mais tarde, haja vista que, quem matou o bandido Casca Grossa Liberty Valance (Lee Marvin) foi Tom Doniphon(John Wayne). Este filme é imperdível, recomendo-o!!!

A galinha dos ovos de ouro chegou ou apareceu para Lee Marvin foi mesmo no ano de 1965 com o premiadíssimo filme CAT BALLOU, que no Brasil teve a denominação de Dívida de Sangue. O bandido durão e casca grossa ganhou o Oscar de melhor ator por seu papel duplo como o temível assassino sem nariz (foi arrancado por uma mordida numa luta) Tim Strawn e como Kid Shelleen, um atrapalhado beberrão que luta contra o mal. A excelente e linda Jane Fonda co-estrela como Catherine Cat Ballou, a ex-professora transformada em fora-da-lei associada ao beberrão Kid(Marvin). O cantor Nat King Cole e o comediante Stubby Kaye, também participam interpretando a canção-título, A Balada de Cat Ballou. Esta viva e alegre aventura é o exemplar máximo do western norte-americano.

A Película Cat Ballou é um Tremendo Bang Bang com um excelente musical comandado por Nat King Cole. O filme tem cenas antológicas, vale a pena assisti-lo. Pois é uma mistura de comédia faroeste de aventura, ação e caiu bem por ter um bom elenco. Aliás, a última aparição do GRANDE Nat King Cole, ele morreria logo após as filmagens com câncer no pulmão, diga-se de passagem sua morte foi prematura com apenas 45 anos de idade. Quanto a Lee Marvin morreu em 1987 com 63 anos, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto).

Como já fora dito, Marvin ganhou o Oscar de melhor ator em 1965, por DÍVIDA DE SANGUE – “Cat Ballou” -, que fez ao lado de Jane Fonda. Nesse filme ele faz duplo papel: o do pistoleiro BOM, eternamente bêbado e que ajuda a personagem de Fonda, e o pistoleiro MAL. O filme foi indicado em quatro categorias para o Oscar, recebendo somente o de melhor ator, entregue para Lee Marvin. Na entrega do Oscar Lee fez um dos agradecimentos mais rápidos da história daquela premiação dizendo apenas: “Metade deste prêmio pertence a um cavalo que está por aí pelo vale” . Se soubesse o rumo que sua carreira tomaria após “Cat Ballou”, passando a integrar o rol dos astros mais bem pagos de Hollywood, Lee poderia dizer que devia também ao cavalo BORRACHÓN ter se tornado um milionário. A propósito, veja esta cena abaixo de Kid & Borrachón!!!

19 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ -JORNAL DA BESTA FUBANA

19 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A FALTA QUE ELA FAZ…

Amanheci o dia numa gripe da porra. Fiquei até o meio-dia em cima da cama, gemendo e penando feito um condenado.

Isto apesar de ter tomado a tal “vacina contra gripe”.

Pedi até pra Aline postar um aviso alertando vocês.

Me alembrei-me da minha saudosa mãe, Quiterinha, que não tomava “vacina pra idosos” nem com a mulesta dos caxorros!!!  Dizia que aquilo era invenção do governo pra matar os velhos e não ter mais que pagar o INSS que papai deixou de pensão pra ela.

Depois desta segunda gripe em poucos dias, eu tô quase acreditando no que mamãe dizia…

Na verdade, eu acho que este negócio de ficar gripado é consequência da abstinência compulsória que meu cardiologista, o Dr. Sérgio Azevedo, me impôs. A falta de aguardente debilita sobremaneira o organismo de um vivente.

Vou tentar convencer o meu médico a me liberar deste martírio.

Para tanto, irei pedir pro Dr. Sérgio meditar sobre uma advertência do saudoso poeta Manoel Filó. 

Vejam que glosa linda e constatem a genialidade do poeta popular nordestino:

Eu acho que não convém
Falar de quem bebe porre
Porque se quem bebe morre
Sem beber morre também
Apenas quem bebe tem
Suas artérias normais
Trata das fossas nasais
Controla o metabolismo
Cachaça no organismo
É necessário demais.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


http://www.forroboxote.com.br/
A IDADE DOS RELÓGIOS

Letras, sílabas, palavras estão perdidas em páginas frias, em papel fino e empoeirado. Parágrafos extensos, não revisados, ali permanecem preservados do olhar, protegidos do saber, desaprumados na estante. Ninguém os desempoeira. Pendurados na parede, ponteiros enferrujados já não marcam horas, nem minutos, nem segundos. Sequer saem do lugar. O tempo está perdido dentro da biblioteca. Ninguém percebe, mas o romance, em seu leito de morte, sofre espasmos de tristeza e de dor tendo por testemunha apenas um calendário de datas passadas, que não mais voltarão. O livro está fechado e as letras escorrem por entre o papel sem que ninguém as leia. Um relógio que não marca horas a tudo observa. Apenas observa. Nada pode fazer.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
RESISTÊNCIA DESPERTADORA

Embora tenha sido editado pela Zahar no final da década passada, os discursos do escritor Thomas Mann contra Hitler, de 1940 a 1945, deveriam ser relidos por aqueles que estão antenados com a atual crise mundial, brasileira inclusive, onde ideologias se fragmentaram e uma sociedade civil se encontra amplamente estilhaçada por interesses individualistas, nunca solidários, recheados de preconceitos e tipicamente voltados para um mercado capitalista sectariamente ambicioso.

No livro Ouvintes Alemães! – Discursos contra Hitler (1940-1945), Zahar, 2009, estão reunidos discursos que o escritor alemão Thomas Mann, do exílio, a convite da rádio BBC, enviava aos seus conterrâneos, comentando a realidade da guerra e incentivando seus irmãos germânicos a derrotarem Hitler, o nazismo e seus assassinos.

O livro reúne 58 pronunciamentos de Mann, onde ele, sincero, enfático, emocionado, irado, esperançoso, revoltado, sarcástico, realista e profundamente engajado, proclamava a cidadania alemã, batendo-se contra “o sujeito miserável que ainda se diz Führer da Alemanha”.

Com as comunicações modernas de hoje, tudo seria mais fácil. Mas vejam os leitores deste site fubânico como a operação se processava: todo o discurso, de cinco a oito minutos, era gravado no Recording Department da NBC, em Los Angeles, a gravação sendo enviada a Nova York por via aérea e transferida por telefone para uma outra gravação em Londres, executada diante do microfone, ensejando a escuta clandestina de milhões de alemães, suíços, suecos, holandeses e tchecos. Todos ansiosos por uma voz vibrante, que incutisse esperança na luta pelo término de um regime nefasto para o mundo inteiro. Mesmo sob a ameaça de um Führer que denunciou, numa cervejaria de Munique, que havia emissões de Thomas Mann que tentavam incitar o povo alemão à revolução contra ele e seu famigerado sistema.

Aos leitores fubânicos, algumas reflexões do escritor alemão, autor de A Montanha Mágica, Nova Fronteira, 2006, uma leitura que merece entusiásticas releituras. Ei-las: 1940 – Esta luta será demorada, ninguém tem ilusões quanto a isso. Porém quanto mais ela durar, mais certo será seu desfecho; 1941 – Seus tiranos lhes inculcaram a ideia de que a liberdade é uma quinquilharia obsoleta; 1942 – Conheço o suficiente das leis morais do mundo e sinto por elas respeito o bastante para dizer a vocês: uma depuração, uma purificação e uma libertação devem e vão acontecer na Alemanha, tão radicais e tão determinadas que estejam à altura de atos criminosos nunca antes vistos no mundo; 1943 – Creio que o estrondo da porta batida será superado por um imenso concerto de vaias no auditório do mundo, pois nunca se encenou nada tão miserável quanto a peça dessa trupe sanguinária de atores de feira; 1944 – Nenhum canalha quer ir para o inferno sozinho; ele sempre procurará levar o maior número possível de pessoas com ele. Que outros sejam culpados como ele, essa a sua alegria; 1945 – Apesar de tudo, o retorno da Alemanha à humanidade é um momento grandioso. Ele é duro e triste porque a Alemanha não pôde conduzi-lo com suas próprias forças. O nome da Alemanha sofreu um dano terrível, difícil de reparar, e o poder se foi. Mas o poder não é tudo, não é nem mesmo a coisa mais importante, e a dignidade alemã nunca foi uma mera questão de poder. Pode voltar a ser o poder de obter respeito e admiração através da colaboração humana, do espírito livre.

Uma pequena amostra de uma estratégia de resistência de um intelectual alemão famoso que combateu com sua escrita para a erradicação do nazismo numa Alemanha que tinha caído na esparrela de um líder inteligentemente delinquente com seu grupo de seguidores assassinos.

Para os mais jovens, que ainda não aquilataram a tragédia de 12 anos que se espraiou pela Alemanha, 1933-1945, recomendo dois livros incrivelmente esclarecedores, ambos de um mesmo autor, Ian Kershaw, historiador inglês, professor de História Contemporânea da Universidade de Sheffield, da qual se aposentou em 2008, reconhecido como um dos maiores especialistas da história da Alemanha nazista.

O primeiro livro é Hitler, SP, Companhia das Letras, 2010, a mais completa biografia do assassino nazista, superando todos os relatos já publicados. Numa linguagem incisiva, lúcida, penetrante e incrivelmente reveladora, o texto de Kershaw, agora condensado em um só volume, tornou-se, segundo o Los Angeles Times, “um guia indispensável e definitivo sobre Hitler, o nazismo a nação que, por algum tempo, refletiu vergonhosamente seu gênio maligno”. Uma abordagem que explica com ampla serenidade analítica “as expectativas e motivações da sociedade alemã” para o III Reich, onde Adolf Hitler foi o epicentro do ataque nazista às raízes da civilização germânica.

O segundo livro, O fim do Terceiro Reich: a destruição da Alemanha de Hitler, 1944-1945, SP, Companhia das Letras, 2015, Ian Kershaw decifra, com base em amplos levantamentos históricos ainda inéditos, os meses finais da Alemanha nazista, do malsucedido atentado a Hitler, julho de 1944 (Operação Walkyria) à capitulação final, o suicídio do tirano, cumprindo sua obstinação, a de que jamais se entregaria vivo às forças aliadas. Segundo Hitler, a destruição total, mas heroica, era infinitamente preferível às capitulações consideradas por ele como atos de covardia.

A leitura dos três textos em muito ampliará a consciência cidadã dos que almejam uma democracia de características mínimas para todos os quadrantes de um planeta, erradicados as ideologias sectárias e os fundamentalismos religiosos de todos os naipes, inclusive romanos.

19 junho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

19 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA GRIPE DA BIXIGA LIXA

Olá fubânicos,

o Berto amanheceu gripado. Está em repouso, tomando Salsa, Caroba e Cabacinha.

Em breve esta gazeta será atualizada.

Obrigada pela paciência de todos.

Aline Berto

19 junho 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)


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