O AÇOUGUEIRO PREDILETO DE LULA ESQUARTEJA A VERDADE

Na entrevista concedida à revista Época, Joesley Batista assumiu a paternidade de outra brasileirice repulsiva. Sob a supervisão do procurador-geral Rodrigo Janot e com as bênçãos do ministro Edson Fachin, relator dos casos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, foi o dono da JBS o inventor da meia delação premiadíssima. Em troca da impunidade perpétua, o depoente conta apenas uma parte do muito que sabe. Para alegria do chefe do Ministério Público, é exatamente essa a parte que arquiva bandalheiras que envolvem seus alvos preferenciais.

Como nos depoimentos cujos trechos mais ruidosos foram divulgados há pouco mais de um mês, também na entrevista a Diego Escosteguy o credor favorito do BNDES não se atreveu a negar o que qualquer bebê de colo está cansado de saber: “Lula e o PT institucionalizaram a corrupção”. Mas quem lidera “a quadrilha mais perigosa do Brasil é Michel Temer”, não o antecessor que concebeu e dirigiu o maior esquema corrupto de todos os tempos. Esse, aos olhos do delator espertalhão, foi sempre um modelo de civilidade e respeito à lei. “Nunca tive conversa não-republicana com o Lula. Zero”, jurou. “Eu tinha essas conversas com o Guido Mantega”.

“Conheci o Lula só no fim de 2013”, mentiu no fim da fantasia. A verdade esquartejada foi recomposta no parágrafo seguinte. “O senhor não era próximo do Lula quando ele era presidente?”, perguntou o entrevistador. “Estive uma vez com o presidente Lula quando assumi o comando da empresa em 2006”, derrapou o entrevistado. O primeiro encontro da dupla, portanto, ocorreu sete anos antes — sete anos excepcionalmente lucrativos. Em 2006, o faturamento da JBS somou 4 bilhões de reais. Saltou para 14 bilhões já no ano seguinte.

De lá para cá, o grupo dos irmãos Batista, anabolizado por empréstimos de pai para filho liberados pelo BNDES, desenhou uma curva ascendente de dar inveja a magnata de filme americano. Em 2016, graças a sucessivos negócios internacionais facilitados pela usina de favores do Planalto, o faturamento bateu em R$ 170 bilhões. Mas Joesley fez questão de registrar que as também “as relações com o BNDES foram absolutamente republicanas”. Nada de conversa não-republicana com o presidente Luciano Coutinho ou diretores da generosa instituição. Quando precisava de outro empréstimo, bastava falar com Mantega.

Ou seja: a corrupção institucionalizada por Lula e seu partido rolou solta por mais de 13 anos, mas Joesley continua concentrando a artilharia em Michel Temer e no PMDB, sem esquecer de reservar a Aécio Neves algumas balas de grosso calibre. Decidido a poupar a mais gulosa e atrevida organização criminosa (ORCRIM, ele simplifica), Joesley segue repetindo, sem ficar ruborizado, que teve como comparsa um único e escasso oficial graduado da tropa de larápios: Guido Mantega, codinome Pós-Itália.

Se cinismo fosse crime, nem a dupla Janot e Fachin conseguiria livrar da cadeia o açougueiro predileto do chefão da quadrilha. Ele mesmo, o governante que criou o Brasil Maravilha com dinheiro roubado do país real.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SUEVAN BRAGA – CAUCAIA-CE

Berto.

Temos uma página chamada Cultura Soure, que divulgamos as coisas boas e as memórias da nossa querida Caucaia-CE.

Esse conto que estou lhe enviando é criado e escrito por mim.

Tenha um bom dia e muita saúde pra vc.

* * *

OS MATUTOS NO MOTEL

Eu e Fravim vivia nos cafundós do sertão. Fazia temos que agente namorava e num queria casar. Pra que casar se nós se se amava de todo jeito nos meios daqueles matos? Eu gostava muito do Framim e ele gostava de mim. Sempre que agente conversa fava dos sonhos. Um dos meus sonhos era ir pra cidade grande e conhecer um tar de moté para namorar com o Fravim. Ele vivia me prometendo:

– Um dia quando a safra der boa, agente pega uma parte do dinheiro e vai passar uns 03 dias na cidade.

Assim o tempo foi passando e os invernos sempre era pouquim. Num dava pra sobrar nada. Mais nois era paciente porque sabia que mais dia menos dia as coisas iam mudar. Um ano desse a chuva veio boa. A noite tinha muita chuva e de dia um sol levim. Tava muito bom pra plantação. Foi roça e legume pra tudo que era canto. Os bicho que tava magro ficaro tudo gordim. Fravim pegou um porco grande e disse que aquele era nossa viage para cidade. Fiquei que num me guentava de felicidade. Até que fim ia conhecer a cidade grande. Vendí minha mandioca para fariada e fui na feira comprar umas roupinha nova. Só comprei coisa bonita e uma tal de longerrí que a mulher disse que era bonita para quem ia namorá. Chegou o dia e eu e o Fravim fumo para beira da estrada pegar o ônibu que ia para cidade. Ele passou e nós subimo. Fravim meteu a mão no bolso e tirou o pacote de dinheiro para pagar a passage. Motorista educado, levou a gente inté as cadeiras. Nisso vei um homi muito educado e disse:

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20 junho 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

O EDITOR ESTÁ SE CAGANDO DE MEDO

Comentário sobre a postagem DESDE O TEMPO DAS CAVERNAS

Guilherme Bilinski:

“Já tirei print.

Você tem a capacidade de usar a imagem de uma escultura minha sem permissão, além disso a manipula com uma referência política?”

* * *

A escultura que é obra-prima das artes mundiais usada indevidamente pelo Editor do JBF, que deverá ser processado por este crime hediondo

20 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

QUEM DEVE A LULA

Nélson Rodrigues, o Sófocles do subúrbio carioca, enchia a boca para dizer que “toda unanimidade é burra”. Poucas unanimidades sobreviveram à guerra das torcidas organizadas da rapina pública desde que Nélson saiu de fininho da vida para virar gênio da dramaturgia na paz do Senhor. Mas ainda há verdades tão óbvias que seduzem as multidões a ponto de arrancarem um gemidinho de gol perdido das galeras ensandecidas nas arquibancadas. Agora, por exemplo, o presidente Michel Temer, embarcado para a Noruega e a Rússia para fingir que governa, é uma quase unanimidade nacional. Poucos, muito poucos brasileiros, ainda apostam um centavo nele. E o fazem no melhor da boa-fé. Acreditam que ruim com ele, muito pior sem ele. Nunca ninguém vai tirar a prova dos nove nessa questão de última aposta contra a crise, porque a diaba continuará de qualquer jeito e quem não puder muito não se salvará nela.

Alguns velhos cínicos, como o autor destas notas, acha que a grande maioria deve até ter uma antipatia congênita, pois o macróbio de Tietê não desperta apreço nem simpatia de ninguém com seu estilo mesoclítico e sua mentalidade neolítica. Meu amigo Mauro Guimarães, caipira de Bebedouro, costumava dizer que nunca é de bom alvitre desprezar a pré-racionalidade do povo. Acredito nessa máxima e faço fé de que mais do que a antipatia congênita, a voz estridente e os apostos em sequência enervante em nada influem no desgosto popular quanto ao primeiro mandatário. O povo apenas não se esquece, como este autor e mais alguns, de que Sua Excelência é apenas um acólito do esquema que, ao juntar PT, PMDB, outros partidecos e a oposição graúda do PSDB, paga com propina para não ir até o fundo das coisas, sob a égide de Luiz Inácio Lula da Silva, não deixando moeda sobre moeda nos cofres de Viúva.

Outra quase unanimidade, apadrinhado por Lula e recebido em segredo por Temer no Palácio do Jaburu, que o povo mantém para ele morar com a mulher e o filhinho temporão, é o bamba do abate de bois Joesley Batista. Poucos, muito poucos brasileiros, apenas o suficiente para não entrar na definição de burrice do autor de O Boca de Ouro, comprariam uma bicicleta usada do moço de Anápolis, embora consumam muitos produtos que suas empresas fabricam e vendem em supermercados – da coalhada da Vigor à costela da Friboi. É essa equação que Mauro chamava de “pré-racionalidade”. Não convém desconhecê-la abusivamente.

Atualmente essas duas referências nacionais da quase unanimidade contra disputam no ringue do MMA da política o cinturão do desagrado amplo, geral e irrestrito. Tudo indica que, por mais que lutem, ambos nunca escaparão do empate, assim como um lance de dados jamais abolirá o acaso, de acordo com o preceito mallarmaico. Todo brasileiro com mais de cinco anos, se não sabia, desconfiava de que o Batistinha é bandido de marca. Mas nunca foi um bandido NOSSO, que merecesse o perdão marxista do historiador britânico Eric Hobsbawn, como o célebre Robin Wood e o menos conhecido Ned Kelly. Joesley está mais para aqueles bandoleiros medíocres catalogados por Jorge Luís Borges em seu clássico dos clássicos da realidade tornada ficção História Universal da Infâmia.

Joesley é um bandidinho DELES – Lula, Dilma, Temer e Aecinho. Está sempre disposto a dar uma esmola pedida de bilhões, desde que ganhe mais bilhões em negócios da China patrocinados pelo desatento contribuinte traído. Michel Temer, seu recente desafeto, sabia disso. Tanto sabia que achou um bom redator para resumir a história de sucesso do bamba do abate que virou o papa da propina numa nota oficial que seus assessores prepararam para desmascarar o Billy the Kid do pequi.

Faço questão de reproduzir o texto, porque é exemplar em bile e síntese. “Em 2005, o Grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES. Dois anos depois, alcançou um faturamento de R$ 4 bilhões. Em 2016, o faturamento das empresas da família Batista chegou a R$ 183 bilhões. Relação construída com governos do passado, muito antes que o presidente Michel Temer chegasse ao Palácio do Planalto. Toda essa história de ‘sucesso’ é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista.” No primeiro parágrafo descreveu-se o malfeito, como diria a Doidinha Dilma, de quem Temer foi desprezado vice. No segundo, foram lembrados os artífices, quais sejam, “os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos”.

É desnecessário perguntar que falha de memória impediu que o chefe do governo abrisse os porões do palácio para recebê-lo, ouvi-lo e até, de certa forma sutil, como é seu hábito, estimulá-lo. Mas importante é deixar registrado que ambos conheciam bem um ao outro e suas origens para dividirem aquela conversa “nada republicana”. Como Joesley repetiu, imitando com seu idioleto próximo do português o que falava Márcio Thomaz Bastos, professor de Lula em republicanismo.

O que nos interessa saber aqui é algo mais relevante e mais urgente: por que os agentes federais, os procuradores públicos de Brasília e o seriíssimo ministro Fachin não tiveram a curiosidade de perguntar como foi possível obrar aquele milagre citado no primeiro parágrafo da nota de Temer? O editor-chefe da revista Época, Diego Escosteguy, que chefia uma briosa equipe de repórteres investigadores e entrevistou o corsário dos abatedouros, foi um pouquinho, bem pouquinho, além. Até perguntou. Mas se contentou com vagas respostas. Sim, quem deu o dinheiro foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Não diga! Mas não, o doutor Luciano Coutinho nunca levou um mísero tostãozinho de recompensa, vulgo propina, por isso. E Lula, chefão do professor? Com esse aí Joesley teve duas conversinhas, mas elas foram bem republicanas. Terá sido sobre futebol, sexo ou cachaça? Não é mesmo fabuloso?

Então, é o caso de esclarecer algumas coisinhas. Primeiro, a Polícia Federal não é um monólito de republicanismo, como a definia o citado ex-ministro da Justiça do padim Lula. Não: a PF é uma areia radiativa que contamina adversários dos senhores de suas diversas facções: os petistas de Paulo Lacerda, os tucanos de Marcelo Itagiba, as viúvas de Tuma e por aí afora. Isso não é necessariamente mau. É até bom, pode crer, caro leitor. É dessa fragmentação que emerge o conhecimento que temos dos podres poderes nacionais, levantados por operações como a Castelo da Areia, dissolvida por Bastos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a Lava Jato, que continua, impávido colosso, a assombrar políticos de todos os partidos que só não a enxugaram ainda por causa da idolatria que o povo lhe devota.

Quanto aos procuradores-gerais da República, é útil lembrar que Roberto Gurgel poupou o chefão do Partido dos Trabalhadores (PT), que o ungiu no alto cargo, nos libelos acusatórios do celebérrimo mensalão. E Rodrigo Janot teve cobrada sua ingratidão em telefonema desse mesmo Lula a Jaques Wagner. Terá chegado agora a hora da gratidão, quando seus subordinados não levaram em conta o dinheiro público que enriqueceu os irmãos Batista, tornando-os os maiores produtores de proteína animal do mundo? Pode ser que sim, pode ser que não. Novos fatos o dirão…

O prêmio máximo obtido pelos bilionários da JBS recebeu ainda o beneplácito homologatório do relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin. Este empreendeu longa e árdua batalha para ser aprovado pelo Senado para o lugar que Dilma lhe reservou no Supremo. Teve a seu lado o braço amigo de Ricardo Saud, um dos delatores premiados dos bambas do abate. E acólitos caros e solícitos pagos pelo Erário e emprestados por obra e graça de madama, cuja campanha apoiou às claras.

Pode ser que seja tudo mera coincidência. Mas quanta coincidência há em logo Lula ser credor de todos eles de uma forma ou de outra, não é?

20 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

CÍCERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Caro editodos Luiz Berto:

Primeiramente: espero encontrá-lo curado da maldita gripa que o acometeu ontem e que, sobre os cuidados e o amor de Dona Aline, ela tenha desaparecido sem lhe deixar uma mancha de catarro nas narinas.

Segundamente, segue um vídeo aula engraçadíssimo do genial dramaturgo e escritor Ariano Suassuna comentando sobre ética na advocacia e na política, exclusivamente para o mau caráter Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Cara de Furico de Hipopótamo Mendes, que em palestras ontem aqui na bela Venérea Brasileira, Recífilis, cagou um monte de tolêtes grossos como: “É preciso impor “limites” nas investigações da Lava Jato, cujos propósitos são “colocar medo nas pessoas, desacreditá-las“.

Impor limites a ladrão é crime? Só mesmo em Banânia!

Imaginar que o também mau caráter Fernando Henrique Cardoso impôs goela abaixo do Senado a nomeação desse verme para o STF é de se acreditar que realmente o Brasil, politicamente é uma bosta, não tem jeito.

Ainda bem que a Associação do Ministério Público de Pernambuco – AMPPE, a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (FRENTAS, A APAMAGIS – Associação Paulista de Magistrados, soltaram notas de repúdios a essa figura execrável que tem como propósito sistemático desmoralizar o Poder Judiciário junto com seus comparsas Dias Cara de Cu Tofolli e Ricardo Bigode de Besouro Espalha Bosta Lewandowski.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

20 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

PRESIDENTE DA UNE PEDE AO INSS PARA SE APOSENTAR

Mal foi eleita democraticamente como a mais nova presidenta da União Nacional dos Estudantes, a jovem Marianna Dias, PCdoB, passou a ser alvo de críticas reacionárias somente pelo fato de estar há oito anos cursando sua graduação em pedagogia.

A crítica, geralmente partindo de indivíduos sem consciência de classe, tampouco conhecendo a missão histórica dada ao proletariado estudantil, se ampara no fato de o referido curso ter oito períodos, o que possibilitaria terminá-lo em quatro anos.

Os ataques sofridos pela presidenta, no entanto, além de ser explícito machismo implícito, também evidencia que seus detratores desconhecem a teoria de Einstein, que comprovou que o tempo é relativo: nada a estranhar, uma vez que vários de seus críticos são seguidores do Olavo de Carvalho.

O que pouca gente sabe, no entanto, é que Marianna encaminhou esta semana um pedido ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, no qual pleiteia aposentadoria na condição de estudante profissional.

Segundo a legislação brasileira, todo aquele que permanecer cursando graduação pelo dobro do tempo previsto para concluir tem direito a aposentadoria especial.

Procurada por nossa reportagem, Marianna não quis se manifestar sobre o assunto.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

20 junho 2017 PERCIVAL PUGGINA

PREFÁCIO DE BANDIDOLATRIA E DEMOCÍDIO

Quando foi lançado o livro Bandidolatria e Democídio – Ensaios sobre garantismo penal e a criminalidade no Brasil, eu estava em viagem de férias e não pude comparecer, como tanto gostaria e como seria meu dever, distinguido que fora pelos autores com o privilégio de prefaciá-lo. Registro, então, o fato e o ato, publicando o texto que escrevi sobre minha leitura desta corajosa e importante obra. Bandidolatria e Democídio é uma co-produção das editoras Armada e Resistência Cultural e teve sessão de autógrafos na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country em Porto Alegre, dia 7 deste mês de junho.

A obra que você tem em mãos, antes de ser um livro, é um acontecimento. Entendida assim, deveria ser manuseada como se o leitor participasse de um evento, desses que o acaso nos permite testemunhar e as compulsões da vida moderna fazem surgir o desejo de capturar em forma de imagem. Clic! Este livro, saiba, está na categoria dos atos heróicos. Há nele muito do destemor exigido para um salto ao fosso das ariranhas. Seus autores são membros do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, o que torna ainda mais relevante a corajosa determinação de, juntos, o produzirem.

O promotor de Justiça Diego Pessi, atua na comarca de Erechim e o promotor Leonardo Giardin de Souza exerce suas atividades em Taquara. Os dois trazem às páginas de Bandidolatria e Democídio – Ensaios sobre garantismo penal e a criminalidade no Brasil – vigorosas experiências de quem, no exercício de sua função institucional, conhece e atribui justíssimo valor às expectativas da sociedade em relação ao aparelho judicial. E sofre, com a sociedade, as dores de suas perdas ante a terrível expansão da criminalidade em nosso Estado e em nosso país. Dessa angústia nasce cada página desta obra, da qual me foi dado o privilégio da leitura prévia e o convite para prefaciá-la.

Há, aqui, alguns relatos sobre criminalidade, a guisa de ilustração, tomados ao acaso no farto provimento disponibilizado pelo cotidiano nacional. Na dose certa, eles servem como motivação para o que lhe é essencial: constatar e demonstrar que os avanços da criminalidade contam com inegável favorecimento proporcionado pelas elites políticas, pelas instituições do Estado brasileiro, por amplos segmentos do mundo acadêmico, por doutrinas em voga e moda no mundo jurídico, pela ideologia que imanta os adeptos da Teologia da Libertação e pela maior parte dos nossos formadores de opinião. Não por acaso, listei, quase à exaustão, a parcela da elite nacional de quem a sociedade espera a fração de bem comum que não seja de produção própria.

Os autores, com diferentes estilos e focos, vão desmontando as falácias que fornecem inspiração à maior parte dos textos que chegam ao grande público sobre o tema da sua própria insegurança. Eles demonstram que essas abordagens são desfocadas, ou erradas, ou mal-intencionadas, como bem evidenciam suas consequências na vida social.

O grande inimigo aqui combatido é, ao mesmo tempo, o grande amigo da criminalidade e causa eficiente do descontrole a que chegou entre nós. Leonardo Giardin de Souza, informa seu nome e sobrenome: é o “Garantismo Penal, filho bastardo do Marxismo Cultural, gestado no ventre de aluguel do Positivismo Jurídico”.
Vai-se a obra, então, atrás dessas raízes, mostrando a perversidade da seiva que por elas flui, a envenenar, desde dentro, a árvore institucional brasileira, robustecendo todos os níveis do mundo do crime e debilitando a sociedade. Eis a esteira doutrinária pela qual se chega à “bandidolatria”, prática corrente no ambiente jurídico e penal brasileiro, que transforma o criminoso em vítima de quem não se poderia exigir conduta distinta e a vítima em imperdoável beneficiário e coautor da desigualdade social que levaria ao crime. Sem a dolosa conduta de todas as vítimas – disso querem nos convencer os bandidólatras – viveríamos num mundo de amor, segurança e paz. Os autores sustentam diferentemente e, ao fazê-lo, confrontam poderes e poderosos. Não miram para o rés do chão, mas para as Torres de Marfim das elucubrações e para a insensível arrogância de tantos gabinetes.

Com fundamento em bons autores e em estudiosos da criminologia como ciência, afirmam que o criminoso é um agente consciente de seu poder, buscando realizar desejos, informado sobre o quanto lhe estão franqueados os meios de ação pela falta de reação e investido de autorização tácita expedida pela “intelectualidade” nacional. Sendo infinitamente maior o número de necessitados do que o número de criminosos e havendo tantos criminosos materialmente abastados, resulta óbvia a conclusão de Diego Pessi: não é a necessidade que leva ao crime, mas a submissão ao conjunto de paixões e pulsões, na ausência da alteridade. A inteligência do criminoso calcula riscos, avalia ganhos e benefícios, e toma decisões como qualquer empreendedor em relação a seus objetivos.

Há neste livro, que percebo como um acontecimento, absoluta honestidade intelectual e compromisso com o bem da sociedade. Citam-se sentenças judiciais que escandalizam consciências bem formadas. Inclusive sentenças colegiadas, de segundo grau, que, feliz e oportunamente, receberam severas revisões. Constituem exemplos clássicos do que os autores reputam importante combater. São expressão vultosa do inimigo doutrinário, cultural, ideológico e político a desmascarar e superar.

Sem necessidade de formação jurídica, a sociedade brasileira já deu claros sinais de haver entendido a quem servem aqueles que reservam à atividade policial apenas palavras de censura, advertência e condenação. Cumprem tarefa antissocial minuciosamente caracterizada nestas páginas. Seguem à risca a prescrição que determina marcar sua atuação como em defesa dos direitos humanos. São onipresentes para apontar o dedo acusador a alguma ação excessiva, mas desaparecem envoltos no próprio silêncio e omissão quando policiais morrem defendendo a sociedade. É importante a reflexão dos autores, com apuro técnico e verdadeiro humanismo, a respeito dos encargos que recaem sobre a categoria funcional dos policiais. No elevadíssimo nível de violência incidente em nosso país, os criminosos, protegidos pela bandidolatria, ampliam sem cessar seus confrontos com a sociedade e, especialmente, com a polícia. Esta constitui, portanto, a parcela mais exposta, mais confrontada de modo violento e é nela que, proporcionalmente, se contabiliza o maior número de vítimas de homicídio.

Fracassará irremediavelmente toda política de segurança pública que não incluir a ampliação dos contingentes policiais e a construção de estabelecimentos prisionais em números suficientes para atender a demanda. O mero controle de território e a simples pressão sobre tal ou qual atividade criminosa apenas fazem com que os agentes do crime migrem para outro local ou para outro ramo. Será infrutífera toda legislação que desconhecer o fato de que a cadeia é o lugar onde os bandidos devem estar. Carência absoluta de penitenciárias é o sonho sonhado por todo criminoso. A bandidolatria aposta no caos da segurança pública como berçário de sua utopia. Por isso, não hesita em reprimir a atividade policial, em ser a favor do desarmamento da população, contra a construção de novos presídios e hospitais psiquiátricos, contra a pena de prisão e contra a redução da maioridade penal, contra a prisão após condenação de segunda instância e tem verdadeira devoção pelo sistema recursal do nosso processo penal (CPP).

Não se chega a um nível de criminalidade geral em que meio milhão de veículos são roubados anualmente e o número de homicídios bate nos 60 mil anuais (caracteriza o que este livro denomina democídio), sem que os valores capazes de inspirar condutas retas tenham passado pelo moedor do relativismo moral. É a infeliz vingança do Adão pós-moderno. Ele expulsa Deus do seu peculiar “paraíso humanista”, cuja primeira perda é a do fundamento conceitual da própria dignidade. Eis a gênese da displicência moral que se expande sem poupar a parte mais saudável da sociedade brasileira. Afinal, o que seria pecado, ao sul do Equador? Assim, enquanto, por um lado, as fanfarras do relativismo fazem evanescer as noções de certo e errado, bem e mal, verdade e mentira, por outro chega-se a tempos ainda mais assustadores, soturnos. A soleira da porta é local de perigo, espaço aberto aos predadores.

O garantismo jurídico que empolga teóricos da inação e da passividade togada é irmão gêmeo do desarmamento e das carpideiras de bandidos, olhos secos ao genocídio das pessoas de bem. São os mesmos que afirmam e reafirmam, para concluir que “prender não resolve”, a falácia segundo a qual já temos presos em excesso. E são os mesmos, também, que veem nas páginas policiais relatos de guerrilha social, newsletters cotidianas de uma Sierra Maestra revolucionária, infinitamente mais violenta e menos sutil do que a original. São os mesmos, por fim, que fornecem aos malfeitores a porção de “ternura” – para não olvidar Che Guevara – em forma desse falso e desumano humanismo que resguarda o malfeitor e se desapieda de suas vítimas.

É nesse tempo e para esse tempo que escrevem Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza. Há em suas páginas angústia, sangue e dor, mas, também, valentia e esperança. E um suave perfume que me permito definir como amor ao Direito, à Justiça e ao bem da sociedade a que se comprometeram a servir no desempenho de sua missão institucional.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

20 junho 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MOACIR SANTOS II – NOSSO GENIAL MAESTRO

Busto do compositor Moacir Santos, inaugurado em março de 2011, erguido em praça à margem do Rio Pajeú, em Flores, sertão de Pernambuco. A obra apresenta falta de manutenção, e vem se deteriorando.

Nascido em 26 de julho de 1926, em Flores, cidade lindeira ao rio Pajeú, em Pernambuco, Moacir José dos Santos ficou órfão de mãe, Julita, aos 3 anos. Morreu em 2006, aos 80 anos, na Califórnia.

Perder a mãe, ainda tão cedo, só agravou a sobrevivência dos quatro irmãos – três meninas e um menino. O pai de Moacir, José, abandonou o seio familiar para aderir a uma Força Volante que empreendia caçada ostensiva a Lampião.

Entregues à própria sorte, os irmãos foram adotados por famílias de Flores. A guarda de Moacir ficou sob a responsabilidade de sua madrinha Corina. Depois, foi tutelado pelas famílias Lúcio, aos cuidados da filha Ana, moça solteira que o colocou na escola e permitiu sua proximidade com a banda musical da cidade.

Autodidata, nos intervalos dos ensaios, Moacir aprendeu a tocar vários dos instrumentos usados pelos músicos. Aos 10 anos já lidava com trompa, saxofone, percussão, clarineta, violão, banjo e bandolim.

Aos 14 anos, sentindo-se uma espécie de escravo da família Lúcio, embora Ana Lúcio tenha lhe assegurado boa formação, Moacir já gozando de prestígio local em apresentações musicais como “Neguinho de Flores”, tomou a decisão de fugir de casa e peregrinar pelo sertão nordestino, em mais de uma dezena de cidades.

Coisa nº 5 – (Nanã), Moacir Santos e Mario Telles, canta Céu, 2007

Depois de um roteiro de incertezas e privações – ele chegou a passar fome e dormir na rua – resolveu ir para o Rio de Janeiro, no início de 1948, com a mulher Cleonice. Ali cessaram suas piores privações.

Este artigo conta com a imprescindível boa parte dos dados da biografia “Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro” (editora Folha Seca), da flautista e pesquisadora Andrea Ernest Dias.

O trabalho em que apoio esta coluna persegue a trajetória internacional de Moacir, mas também retrocede às suas décadas de formação, entre os anos 1930 e 1940. Mostra uma história de altivez e superação que beira o inverossímil, tamanhas as agruras enfrentadas pelo adolescente Moacir, dos 14 aos 18 anos.

Seu depoimento ao Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em 1992, ajudou bastante a refazer sua caminhada.

Sou Eu (Luanne), de Moacir Santos/Nei Lopes, canta Moacir Santos.
No
 trombone Frank Rosolino

Moacir consagrou-se como um dos maiores compositores e arranjadores populares da música instrumental mundial. Seus quatro álbuns americanos – três pela Blue Note (The Maestro, de 1972; Saudade, de 1974 e Carnival of Spirits, de 1976) e um pela Discovery Records (Opus 3, nº 1, de 1979), não deixam dúvidas do do legado grandiloquente deixado pelo maestro nascido em berço humilde em pequena cidade do interior de Pernambuco.

Semana que vem mais coisas para nós…

20 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Comentário sobre a postagem UM PRÊMIO TENTADOR

Maurício Assuero:

“Meu caro Editodos, acredito que vosmicê está criando uma gincana impossível de ser cumprida: primeiro pede para um petista lhe ajudar a descer a lenha em Aécio; agora pede um vídeo de Miriam Leitão falando mal do PT e ainda exige que não seja comentário econômico.

Daqui a pouco vai pedir para os fubânicos apresentarem o seguinte:

Pulítico que pensa no bem social; prego de duas cabeças; sutiã pra cobra; petista consciente; o número do celular de Lula; foto de enterro de anão; cidadão agredido por bandido que tenha sido defendido pelo pessoal dos “direitos dos manos”; certidão de nada consta emitida por Deus, passada em cartório do céu – como dizia Vinicius – em nome de Lula, Dilma, Temer, Cunha, Cabral, etc.; o certificado de conclusão do primeiro grau de Tiririca; o saldo da conta de Paulo Maluf na Suíça; o saldo da conta paga pelo Brasil à OPAS para trazer médicos cubanos que, dos R$ 11 mil pagos só recebem R$ 3 mil; o teste do pezinho de Garotinho; o lugar em que Roberto Jefferson escondeu os R$ 4 milhões de reais que recebeu no mensalão; foto das pregas do fiofó de Aécio depois da torada de aço.

Enfim a lista é grande!

Vamos aos fatos, parafraseando o grande ator Francisco Milani, o Pedro Pedreira, da Escolinha do Professor Raimundo: Cópia de tudo isso, tem? Então, não me venha com chorumelas.

É mais fácil a gente procurar na história do Recife a contribuição dada à cidade por Dona Lindu, que ganhou um parque com o seu nome.”

20 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

LUIZ LEAL – CASIMIRO DE ABREU-RJ

Olha só essa Berto

Deve ser colega do Goiano.

R. Você está certo, caro leitor.

Os dois são colegas de práticas humorísticas.

Os comentários que Goiano postou hoje em sua coluna –  a propósito da candidatura de Jair Bolsonaro -, além do próprio texto escrito, são tão hilários quanto esta presepada do Incelentíssimo Sinhô Veriador do Recife.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

20 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

LULA DIZ: “SEMPRE FUI UM MERO LARANJA DO TEMER”

ATIBAIA – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desabafou na manhã de hoje, após fechar acordo de delação premiada, reforçando a afirmação do empresário Joesley Batista, segundo a qual Temer é o capo di tutti capi.

“PARA QUEM ME ACUSAVA INJUSTAMENTE, FICA AÍ A LIÇÃO. SEMPRE FUI UM MERO LARANJA DO TEMER”, CONFESSOU LULA ENTRE PRANTOS.

Lula também declarou que os fatos que vieram à tona recentemente confirmam que ele realmente não sabia de nada.

“EU NEM SABIA QUE ERA CHEFIADO PELO TEMER ATÉ ESSA DELAÇÃO DO JOESLEY, O QUE PROVA QUE FUI ENGANADO ESSE TEMPO TODO”.

Visivelmente abalado, Lula revelou à nossa reportagem que pretende pedir exame de DNA para atestar se Lulinha é realmente seu filho.

“DEPOIS DESSAS REVELAÇÕES EU NÃO DUVIDO MAIS DE NADA”, FINALIZOU.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

20 junho 2017 DEU NO JORNAL

UFA! QUE ALÍVIO! O BANDIDÃO RESPIRA FELIZ

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, tirou do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, três casos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tiveram origem nas delações premiadas de executivos e ex-funcionários da Odebrecht.

* * *

O implacável Fachin contrariou Tiririca: em Banânia é sempre possível ficar pior do que já está.

Bom, eu acho o seguinte: em sendo uma medida tomada pelo STF, composto só de sumidades isentas e probas, deve ser uma medida correta.

Gilmar, Toffinho e Lewandosquinho concordam comigo.

“Ele vai soltar um peido: de alívio, de alegria e de agradecimento”

20 junho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

CARLOS EDUARDO CARVALHO DOS SANTOS – NOSSA HOMENAGEM

O colunista fubânico Carlos Eduardo Carvalho, que completou 81 anos no último dia 18

* * *

Com esta seleção, quero prestar homenagem ao jovem octogenário Carlos Eduardo, que domingo, 18, completou mais um aniversário.

Parabéns, caro amigo e colega colunista desta gazeta, oitenta e um não é para qualquer um.

Continue com toda essa jovialidade e alegria expressas em suas crônicas. Que você tenha bastante saúde e seja muito feliz.

* * * 

01 – É de amargar – (Capiba) – Mário Reis e Diabos do Céu – 1933

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02 – Casinha pequenina – (Capiba) – Clara Nunes – 1969

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03 – Gosto de te ver cantando – (Capiba) – Ciro Monteiro – 1940

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04 – Maria Bethânia – (Capiba) – Nelson Gonçalves – 1944

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05 – Serenata suburbana – (Capiba) – Dalva de Andrade – 1960

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06 – A mesma rosa amarela – (Capiba/Carlos Pena Filho) – Maysa – 1960

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07 – Oh! Julia / Casinha pequenina / Gosto de te ver cantando / Linda flor da madrugada – (Capiba) – Claudionor Germano

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08 – Trombone de prata – (Capiba) – Expedito Baracho – 1979

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09 – Madeira que cupim não rói – (Capiba) – Bloco Mocambinho na Folia – 1963

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10 – Nação Nagô – (Capiba) – Os Titulares do Rítmo – 1958

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11 – Verde mar de navegar – (Capiba) – Claudionor Germano

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12 – Bloco das ilusões – (Capiba) – Bloco Canto e Corda

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13 – Um pernambucano no Rio – (Capiba) – Nelson Ferreira e Orquestra – 1958

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14 – A pisada é essa – (Capiba) – Lula Côrtes

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15 – Cala a boca menino – (Capiba) – Reginaldo Rossi

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16 – É de amargar / Tenho uma coisa pra lhe dizer / Manda embora essa tristeza / Quem vai pra farol é o bonde de Olinda – (Capiba) – Claudionor Germano

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20 junho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

20 junho 2017 DEU NO JORNAL

PARADA GAY, PROMISCUIDADE E O VIÉS DA IMPRENSA

Rodrigo Constantino

Neste fim de semana rolou a Parada Gay em São Paulo. Para não variar, houve muita baixaria, promiscuidade e hedonismo, incluindo a presença de crianças no local, além de escancarada politização, com gritos de “Fora Temer”. Enquanto isso, a imprensa cobria o evento com seu viés escancarado de sempre, elogiando, inflando números de presentes, achando o máximo a mensagem “progressista” do troço.

Progressista? Se a Parada Gay é o progresso, então talvez seja melhor parar um pouco, refletir, e quiçá regressar alguns passos ao passado. Não tem nada a ver com “homofobia”, mas com decência. Conheço vários gays que abominam o evento, até porque ele denigre a imagem dos homossexuais, como se todos tivessem de ser uns depravados imorais. Não há gay decente mais?

As cenas são sempre chocantes, e feitas para chocar. Mas como vivemos num mundo sem limites, de total relativismo moral, fica cada vez mais difícil chocar. E por isso mesmo é preciso aumentar a dose sempre. Como viciados, que não sentem mais prazer naquele singelo cigarro de maconha, e precisam de coisas mais e mais potentes para ter a mesma onda.

Não vou, por respeito aos leitores, mostrar as coisas mais bizarras. Mas esse vídeo, publicado por Gil Diniz, já dá uma pequena ideia do que rolava por lá. E reparem: na frente de crianças! Que tipo de gente leva uma criança para uma Parada Gay?! Eu já levei minha filha, quando pequena, para uma Parada da Disney. Ela ficou encantada. Viu os heróis, os ícones dos desenhos. O ambiente era familiar. Mas… Parada Gay?! Vejam o vídeo, que nem de perto é o pior que há nesses locais.

O inferno talvez seja uma eterna Parada Gay, como desabafa o próprio Gil Diniz. A turma chega ao ápice do ridículo quando fala em “estado laico”. Atenção: não estão fazendo um protesto na Arábia Saudita ou em algum país muçulmano, mas no Brasil! No país em que bater no cristianismo é o hobby predileto de todo “progressista”, e os ataques são sempre chulos, ofensivos, desrespeitosos.

Coisas que, se alguém devolvesse aos próprios “progressistas” na mesma moeda, seria motivo de escândalo, muito mimimi, vitimismo e reportagens na mídia, sobre a intolerância e o preconceito dos religiosos. Mas ser intolerante e preconceituoso com cristãos não tem problema algum, claro, e a imprensa ainda dá uma ajuda:

É ou não patético esse viés? Marchar em nome de Jesus? Isso é bloquear as vias. Mas enaltecer a baixaria em local público na frente de crianças, isso é lindo! E depois os “progressistas” e os “jornalistas” não entendem porque o povo vota em Trump, em Bolsonaro, e chama a mídia de “fake news”. Vejam:

É muita deturpação de valores em nome do “progresso”, aquele que nos colocará de volta na condição de bestas selvagens agindo por puro instinto animal e sem freio civilizacional algum…

PS: Daniela Mercury, estrela do evento, é aquela cantora que fez uma música de sucesso em 1992 e desde então se apagou, voltando ao “estrelato” após se assumir lésbica? Parece que a inclinação sexual de alguns virou mesmo substituto para o talento…

20 junho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto

O JBF precisa levar ao conhecimento dos seus incontáveis leitores esse mais perfeito exemplo de uma livre escolha, nunca antes registrado.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – XXIV

Orlando Dias (1923-2001)

José Adauto Michiles nasceu no Recife, em 01/08/1923. Compositor e cantor representante do estilo chamado hoje de “brega-romântico”. Dedicou-se à música sob a influência de seu avô, violonista e poeta. Iniciou a carreira artística em 1938, num programa de calouros, na Radio Clube de Pernambuco, imitando Orlando Silva, o “Cantor das multidões”.

Casou-se no inicio da década de 1940 e mudou-se para o Rio de Janeiro. Conseguiu um contrato na Radio Mayrink Veiga, mas não ficou no Rio por muito tempo. Em 1946 voltou ao Recife e pouco depois viúvo. Desiludido, decidiu viver de novo no Rio, em 1950, onde veio a gravar seu primeiro disco pela gravadora “Todamérica”, em 1952. Tinha um estilo próprio composto de um gestual exagerado, teatral, com o lenço branco acenando para o público, muitas vezes se ajoelhando e declamando versos emotivos ou dando um “muito obrigado minhas fãs”. Para melhorar o visual romântico da época vestia roupas desalinhadas.

De 1953 em diante foi se afirmando como cantor romântico e gravando sucessos como o samba Não te quero bem nem mal, de J.Cascata e Leonel Azevedo; o fox-trote Façamos as pazes, de Luiz de França e Ubirajara Nesdan (1954); o baião Perigo de morte, de Gordurinha e Nelson Bastos (1955). Em 1959 estreou na gravadora Odeon com os boleros Se eu pudesse, de Valdir Machado e Nas tuas horas de tristeza, de Cid Magalhães. Na década de 1950 ainda não havia o que chamamos de MPB. O que existiam eram cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi aí que surgiram os primeiros cantores de um tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser chamado de brega-romântico.

Em 1960 atinge o auge de sua carreira e passa a ser cobiçado pelos compositores românticos. Gravou a guarânia Minha serás eternamente, de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. No ano seguinte, lançou o bolero Tenho ciúme de tudo, um grande sucesso, de Valdir Rocha, de quem gravou outros boleros. Outro de seus grandes sucessos foi Perdoa-me pelo bem que te quero. Em 1963, gravou o LP Se a vida fosse um sonho bom, muito bem recebido pelo público, trazendo além da faixa-título, Beija-me, ambas de Valdir Machado. Para animar o carnaval de 1965, lançou o samba Saravá, de Zilda Gonçalves e Jorge Silva. No ano seguinte gravou mais um LP pela Odeon: O ator da canção, incluindo músicas de Arsênio Carvalho (Sonho de amor) e Ramirez (Uma esmola).

Junto com Anísio Silva e Altemar Dutra, ele fazia a tríade do gênero brega-romântico que influenciou músicos como Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Cauby Peixoto e Reginaldo Rossi. Em 1968, lançou o LP “O Atual”, pela Odeon , destacando as músicas Amor desesperado, de Dino Ramos e Perdoa-me, de Manzareno. Em 1973, gravou mais um LP pela Odeon, intitulado “O cantor mais popular do Brasil”, com destaques para Leva-me contigo, de sua autoria, e Tu partiste, de Pedrinho. Na década de 1980 passou a viajar pelo interior do país para divulgar seus discos e apresentação em rádios locais. Tais viagens estenderam-se em seguida pelo exterior: França, Holanda e Itália. Em 1997, regravou vários sucessos em CD intitulado “Vinte supersucessos”. Em 2000, teve dois discos relançados pela EMI Music dentro da Série BIS, comprovando uma carreira plena de sucessos.

Ao longo da carreira, vendeu cerca de 6 milhões de discos. Ele vivia com sua filha no Rio de Janeiro, e nos últimos anos sofria do mal de Parkinson. Faleceu em 11/08/2001, a 10 dias de completar 78 anos, vítima de um infarto.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

20 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM DIA EM PALMARES

Tá completando uma semana hoje.

Terça-feira passada passei o dia em Palmares.

Saímos de Recife bem cedo e só voltamos no final da tarde. Eu, Aline e minha irmã Lúcia.

Lúcia veio de Brasília passar uns dias conosco. Aproveitamos a oportunidade para irmos juntos curtir a nossa terra de nascença e matarmos as saudades daquele torrão onde passamos nossa infância e adolescência.

Uma passeio repleto de nostalgia e histórias do passado.

Lúcia, irmã do Editor, e a placa com o nome do nosso saudoso papai

Na primeira edição de “A Prisão de São Benedito“, publicada em 1982, eu citei na contracapa do livro a frase de um conterrâneo que é um amigo muito querido, o Rubão.

Um cabra que, muito mais que amigo, é um irmão de estimação que mora num lugar especial na minha bem querença.

Rubão costumava dizer: “Eu não troco Palmares por Paris

Contracapa de 1ª edição de “A Prisão de São Benedito”

Tem outra frase de Rubão que é um primor. Ele costuma dizer que “a única coisa que vai pra frente em Palmares é o atraso”.

Como ele nunca saiu de lá, está provado que adora o esculhambado atraso da nossa terrinha. O que é a mais pura verdade.

Na casa de Rubão fui recebido pelo seu papagaio, Fodinha, com a simpática e educada saudação de “Vá tomar no cu!

Além do carinhoso cumprimento de Fodinha, ganhei também o disco de Rubão, no qual ele declama poesias matutas de vários autores. Declamar é a grande paixão na vida deste querido amigo.

Brigadão, sujeito, pelo dia agradável que você me proporcionou.

E pode aguardar que voltarei em breve.

Pra fechar a postagem, quatro poesias declamadas por Rubão em seu disco:

Vamos pegar no fuzil, de Geraldo Caldas:

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O mal se paga com o bem, de Zé Laurentino:

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Desabafo, de Pica-Pau (outro querido amigo de Palmares, que declama junto com Rubão):

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O jogo de futibó, de Zé Laurentino:

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20 junho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

20 junho 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

JAIR BOLSONARO VEM AÍ?

Eu confesso que não tenho opinião formada sobre Jair Bolsonaro, mas sei que ele vem crescendo nas pesquisas; e como Lula está sofrendo uma perseguição atroz que, dentre outras coisas, prejudica grandemente a sua popularidade, há a possibilidade de ele vir a ser eleito presidente da república.

Se forem verdadeiras certas notícias que falam de algumas de suas posições, embora os humanistas sejam absolutamente contrários a elas, e os esquerdistas repudiem com horror acenos ao militarismo e ao poder ditatorial, há milhões e milhões de pessoas que, atordoadas pelo clima confuso da política e pelas revelações da corrupção desmedida, voltam-se para algum tipo de chefe político poderoso que “ponha ordem na casa”, seja capaz de agir com extrema dureza para isso, usando recursos menos, digamos assim, “convencionais”, para atingir o objetivo de botar todo o mundo na linha.

O que se diz dele é, para citar alguns exemplos, que em uma entrevista para a revista Veja, em 2 de dezembro de 1998, Bolsonaro afirmou que a ditadura chilena de Augusto Pinochet, que teria matado mais de 3.000 pessoas e exilado outras 200.000, “devia ter matado mais gente”.

E que Bolsonaro teria elogiado o presidente peruano Alberto Fujimori como um “modelo” pelo uso de intervenção militar contra o judiciário e o legislativo.

Consta que em 1999 ele afirmou ao programa “Câmera Aberta” que era “favorável à tortura” e chamou a democracia de “porcaria”.

Perguntado, então, se fosse presidente do País, respondeu que não havia “a menor dúvida” de que “fecharia o Congresso” e de que “daria um golpe no mesmo dia”.

Na mesma época, ao explicar ao apresentador Jô Soares por que defendeu o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, ele disse que “barbaridade é privatizar a Vale e as telecomunicações, entregar as nossas reservas petrolíferas ao capital externo”.

Dele também seria a alegação de que a ditadura foi uma época “gloriosa” da história do Brasil. Em carta publicada no jornal Folha de S.Paulo ele se refere ao período militar como “20 anos de ordem e progresso”, o que costuma causar espanto a quem viveu os chamados “anos de chumbo”.

Vendo o peixe pelo preço que comprei: Jair Bolsonaro afirmou, durante uma discussão com manifestantes em dezembro de 2008, que “o erro da ditadura foi torturar e não matar.” Será?! Ele falou isso mesmo?! Seja como for, deve haver algo de verdade nisso, tanto assim que ele foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo grupo “Tortura Nunca Mais” por isso e por ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que se dirigia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar dizendo que “quem procura osso é cachorro”. Pessoalmente, custo a crer que alguém seria capaz de tanta falta de respeito, humanidade e misericórdia.

Em 1993, apenas oito anos após o retorno da democracia no país, Bolsonaro teria afirmado que apenas um regime militar conduziria a um Brasil mais “próspero e sustentável”.

Mas… as pessoas mudam, as idéias evoluem, e quem sabe Bolsonaro virá a público para desmentir tudo ou parte disso e acrescentar quanto ao que não possa ser desmentido que ele é, hoje, outra pessoa, diferente e melhor do que aquele outro.

Deverá, mesmo, mostrar que não é mais o Jair Bolsonaro que em 2002 defendeu, numa entrevista à IstoÉ, a utilização da tortura em casos de narcotráfico e sequestro, bem como a execução sumária em casos de crime premeditado.

Quem sabe dirá que não é mais aquele que teria justificado o uso da tortura, quando, afirma-se, teria dito que “o objetivo é fazer o cara abrir a boca”, “ser arrebentado para abrir o bico” , e, ainda, que “nós não devíamos só torturar, devíamos torturar e matar.”

Porém, não creio que Jair Bolsonaro procurará desmentir nada disso, nem dizer que mudou e sequer tentará dourar a pílula, pois o seu charme, por assim dizer, e popularidade, vêm justamente da imagem divulgada, por exemplo, pelo vídeo postado pelo filho, o deputado Eduardo Bolsonaro , em que se afirma que “violência se combate com violência” e não com bandeiras de direitos humanos, como as defendidas pela Anistia Internacional, que ele afirmou ser formada por “canalhas” e “idiotas”.

Essa popularidade vem, também, de posições favoráveis ao uso de extrema violência contra bandido; questionado sobre um levantamento que mostrou que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, Bolsonaro disse: “Eu acho que essa Polícia Militar do Brasil tinha que matar é mais. Quase metade dessas mortes são em combate, em missão. Então, a Anistia Internacional está na contramão do que realmente precisa a segurança pública do nosso país.”

Quem o quer como presidente da república talvez aplauda o fato de ter ele dedicado seu voto, quando da aprovação do processo de impeachment de Dilma Roussef, ao falecido coronel Brilhante Ustra, tido por dezenas de perseguidos políticos e familiares de vítimas do regime militar como responsável por perseguições, tortura e morte de opositores do Golpe de 64; e há de estar de acordo com suas manifestações a respeito das mulheres e de homossexuais, assim como das melhores formas de educar os filhos.

A campanha presidencial vem aí e, então, veremos se será cultivada essa figura que até o momento se apresenta, carreando milhões de seguidores, ou se um novo Bolsonaro será oferecido aos eleitores.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

IVAN – CHARGE ONLINE

HOJE TEM

Um forró de Ilmar Cavalcante e Nanado Alves. Interpretado por Sandra Belê.

20 junho 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Nomes esdrúxulos

Dias atrás sentei-me, como sempre faço nos fins de semana, no banco da praça que fica em frente minha casa pra fazer meu passatempo favorito – palavras cruzadas (mas tem que ser a – A Recreativa).

Quando iniciava quebrar a cabeça minha doce esposa Mariquita chegou para fazer-me companhia e um dedo de prosa. Amo muito estes nossos momentos.

Não demorou e a sobrinha dela – que é casada e tem um filho de 1 ano e um mês, chegou e sentou-se conosco.

Com ela veio a babá do menino – uma jovenzinha de uns 15 anos, de nome Ednéia.

Gosto muito de crianças e fui logo perguntando o nome do menino – pois já havia esquecido. Minha sobrinha respondeu:

– É Pedro, meu marido que escolheu.

Foi quando a Ednéia entrou na conversa :

– Também tenho dois sobrinhos filhos da minha irmã mais velha. O primeiro se chama Rodrigo. Mas lá em casa a gente queria era PIERDECARLO. O cartório não aceitou botar esse nome.

– PIERDECARLO? Repetí meio abobado.

– Sim. Confirmou ela. É… a gente queria mas não deixaram. Meu tio é quem escolheu. Ele morou uns tempos na Inglaterra…

E continuou:

– Meu segundo sobrinho, irmão do Rodrigo, também não aceitaram por o nome que a gente escolheu. Mesmo a gente tendo ido noutro cartório…

Curioso, perguntei:

– Ednéia, e qual era o nome desta vez?

– RUDNESDÁRLEY! O cartório também não quis registrar… aí pusemos Renato.

– Sei… murmurei mais abestado ainda.

Informei a ela que os cartorários devem orientar os pais quanto ao registro de nomes que expõem as pessoas ao ridículo.

No que ela retrucou:

– É… mas que é um nome bonito, é…

Aí minha beleza se cansou.

Peguei minha Recreativa PHD e fui pro meu quintal sentar-me debaixo do pé de goiaba, a matutar.

Bem que o Berto fala:

Gente besta e mato é o que mais tem no mundo!

Concordo!


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa