25 junho 2017 FULEIRAGEM

DUM – CHARGE ONLINE

25 junho 2017 FERNANDO GABEIRA

O FUTURO DOS PREDADORES

Sempre que ligo a tevê no noticiário político, o PSDB está deixando o governo ou decidindo ficar com ele. O partido não conhece aquela teoria da dissonância cognitiva. Ela afirma que, uma vez feita uma escolha, a tendência é reforçá-la com racionalizações. Se escolhemos rosas brancas no lugar das amarelas, tendemos a ressaltar a beleza das brancas e a enfatizar os defeitos das amarelas. O PSDB ou está saindo ou ficando. Se decide ficar, faz precisamente o contrário do que acontece na dissonância cognitiva: começa a refletir sobre as vantagens de sair. No momento em que toma a decisão do desembarque, certamente vai falar muito das vantagens de ficar no governo. Enfim, parece ter uma permanente incapacidade de tomar decisões e seguir com elas.

O drama do PSDB se acentuou com as denúncias contra Aécio Neves. Sua tendência quase genética a subir no muro torna-se mais compulsiva no momento em que tem de escolher entre a Lava-Jato e o sistema político em colapso.

O interessante é observar como a existência das investigações mexe com a sorte dos partidos. O PT, por exemplo, torce para que Aécio Neves não seja preso, pois isso destruiria o argumento de que o partido é, seletivamente, perseguido. A prisão de Aécio pode tornar mais fácil a de Lula. Ambos olham com esperança para Temer, não porque o admirem e sim porque é o único com instrumentos potencialmente capazes de salvar todo mundo.

Escolha de Procurador Geral, mudanças na direção da PF – o sonho de consumo das estruturas partidárias cai nas mãos de Temer, por sua vez, preocupado com sua própria situação, sobretudo com o avanço das delações premiadas.

Janot deixa o cargo em setembro. Fala-se em corrida de delações. Ao mesmo tempo, fala-se num acordo para fixar a diferença entre receber dinheiro pelo caixa 2 sem oferecer nada em troca, ou receber em troca de favores oficiais. Quando setembro chegar, talvez termine o primeiro ato. O PSDB vai hesitar muitas vezes, os adversários políticos continuarão fingindo que não estão umbilicalmente ligados no barco que naufraga.

As raposas políticas trabalham para que Temer escolha um substituto amigo para Janot. É preciso ver como isto vai se passar na instituição, se ela se rende com sem luta, ou resiste ao lado da sociedade. Diz a imprensa que a candidata Raquel Dodge tem apoio de Sarney, Renan e Moreira Franco. Se a eleição dependesse do voto popular, esse apoio seria um abraço mortal.

Tudo é possível num país como o nosso. Surreal mas não o bastante para apagar de nossa consciência o gigantesco processo de corrupção que arruinou o país.

Terça-feira acordei em Curitiba e olhei pela janela do hotel: manhã fria, cinzenta e chuvosa. Pensei nos presos que estão por aqui. O inverno será duro para eles. E, certamente, alguns outros virão para cá.

Mas ainda assim, creio que uma fase esteja acabando. Ela não resolve nada sozinha. Mas abre a possibilidade do país enterrar o sistema politico partidário, buscar algo novo, ainda que questionável, como fizeram os franceses, por exemplo.

O esforço de Sarney, Renan, Moreira e outras raposas do PMDB para deter o curso das mudanças é patético.

Pessoalmente não acredito que uma procuradora de alto nível iria se prestar ao papel histórico de se tornar cúmplice da quadrilha que mantém o país oficial na lata do lixo.

Quando setembro chegar, com o ritmo intenso dos acontecimentos, o perigo de um retrocesso talvez já não esteja no ar. Qualquer substituto, minimamente decente, terá de concluir o trabalho já feito. Muitos fatos ainda devem ser desvendados. Algumas delações devem ajudar. Não creio que a de Eduardo Cunha possa ser uma delas. Cada vez que se fala em sua provável delação, é possível que ele enriqueça mais, vendendo o silêncio, inclusive para inocentes.

Mas a carta de Cunha revela uma reunião entre ele, Lula e Joesley que o dono da Friboi não mencionou sua delação premiada. Isso reforça a suspeita de que Joesley esteja escondendo jogo.

Semanas favoráveis, semanas negativas, semanas no muro, tempo vai se passando, as ruínas do velho sistema político partidário se acumulam. No entanto, o debate sobre a renovação ainda não ocupa o espaço merecido.

Com os dados que temos, é possível que as instituições que sobrevivem realizando seu trabalho e a sociedade que as apoia saiam vitoriosas dessa luta.

De nada adiantará essa vitória se não houver uma alternativa de mudança. Nem todos os bandidos serão presos e a força da inércia pode trazê-los de novo ao topo da cadeia alimentar. Eles comem, anualmente, cerca de dois por cento do PIB.

Por que mantê-los, sobretudo agora que estão se desintegrando? O preço do silêncio e da indiferença pode nos levar a perder uma nova chance de tirar o Brasil do buraco.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

BANDIDOS E MOCINHOS

Existirmos: a que será que se destina? – Caetano Veloso

Uma pergunta que sempre incomodou todas aquelas pessoas que costumam pensar um pouco além da refeição seguinte que farão foi a razão da nossa existência. Por que e para que existimos? Qual o objetivo disso tudo? Existe alguma razão para a existência do universo? Qual a nossa missão? Se fomos criados, para que fomos criados? Qual o plano de nosso criador para conosco?

Essas tem sido a pergunta de um milhão de dólares de todos os tempos!

Para uns, como o filósofo Jean Paul Sartre, pai do existencialismo, “A vida é de graça!” Quer dizer: nada faz sentido algum. Nihilismo total. A vida seria apenas uma sucessão de dias totalmente esvaziados de qualquer sentido ou finalidade.

De minha parte, eu me recuso a aceitar este grande “nada” repulsivo!

Por outro lado, todas as religiões, através de seus respectivos profetas, chegaram a inúmeras respostas diferentes, sempre através de “revelações divinas” às quais só teve acesso o iluminado fundador da seita e outros privilegiados. Como algumas das respostas obtidas eram conflitantes, puseram-se a exterminar-se mutuamente com todo o denodo de que seriam capazes, sempre tentando fazer calar a voz dos “infiéis”, considerados indignos de viver simplesmente por verem o mundo com outros olhos.

Retrato da mais absoluta barbárie que domina o nosso tempo

O horror! O horror! O ser humano reduzido à mais abjeta selvageria pelo simples fanatismo religioso.

Para aquelas mesmas raras pessoas pensantes, este tipo de resposta vinculada a uma entrega absoluta à confiança em uma revelação divina à qual só teve acesso um iluminado desconhecido e a longo tempo atrás nunca foi plenamente satisfatória. A velha máxima do “Credo quia absurdum” não lhes era suficiente.

Quanto a mim, considero as análises apresentadas pela doutrina estabelecida pelo senhor Allan Kardec como sendo extremamente coerentes e possuidoras da mais alta dose de plausibilidade. Acrescentou a esta minha confiança o saudável ceticismo pregado pelo mesmo com referência a qualquer tipo de explicação oriunda de supostas fontes do “além”, e cuja verificação empírica não pudesse ser efetuada. Seria assim uma espécie de “Teologia da Religião Positiva”; uma religião sempre posta à prova dos fatos.

Segundo pude entender, o que o grande mestre fundador realizou, na realidade, foi uma tremenda síntese entre religião e ciência, entremeada pela mais saudável filosofia cristã da tolerância e respeito mútuo, filosofia esta já enunciada pelo budismo, pelo hinduísmo, e até mesmo pelo fundador do Islã.

Impossível não tirar o chapéu a esta realização monumental.

Ao fundo desta belíssima cosmogonia, estaríamos nós, parte exilada do ser perfeito, cuja missão mais sublime seria a busca do retorno às suas origens através de uma constante depuração das imperfeições que se nos agregaram neste mundo de sofrimento e de dor. Verificamos assim o quanto tinha razão o Padre Teilhard de Chardin quando este afirmava que “Tudo o que se eleva, converge!”. Seria esta uma visão moderna e aperfeiçoada da velha ideia da Roda da Vida dos Hindus, complementada pelos sublimes ensinamentos de Jesus, o Cristo.

A luta pelo retorno à casa paterna, sempre através de ciclos sucessivos.

Assim, considerando que o nosso destino e missão é retornarmos à perfeição de Deus, de onde nos originamos, não podemos nunca nos considerar humanos, já que somos meramente serem em constante elaboração e aperfeiçoamento. Nós nos tornamos humanos através desta evolução moral, assim como regredimos aos estágios das bestas selvagens quando praticamos atos de uma selvageria premeditada da qual nem as feras mais selvagens são capazes.

Este animal de “pruridas rutilâncias”, no dizer de Augusto dos Anjos, é verdadeiramente um intervalo em aberto em ambos os extremos, ou “uma corda atada entre o abismo e o infinito”, segundo Nietszche. Ao mesmo tempo em que é capaz de realizações sublimes, é também capaz de atrocidades indescritíveis e inimagináveis. Somos realmente “um anjo cavalgando um porco”, como nos definiu Santo Augustinho.

Tudo isso passa constantemente pela minha mente ao ler as notícias a respeito da imensa hecatombe moral pela qual estão passando as nossas lideranças políticas.

Ao praticarem esforços frenéticos e desesperados, sempre em busca de alguma forma de sobrevivência ao total opróbrio, tornam-se todos ainda mais patéticos e execráveis. Nem a dignidade de um mea culpa compungido presenciamos. Despem totalmente as máscaras e passam a praticar o mais absoluto cinismo. Tornam-se assim uma mera caricatura grotesca da velha pompa e pose de dignidade que ostentavam. Da imagem de elites e lideranças, seu apanágio até há bem pouco tempo, não restaram nem farrapos. Ficam todos entrincheirados em suas torres de marfim, sempre regiamente custeados pelo erário, esquivando-se de contatos com a população irada, ocasião em que certamente lhes serão cobrados os desmandos, aguardando covardemente, trêmulos e terrificados, o momento em que o cutelo da justiça se abaterá inexoravelmente sobre suas cabeças degeneradas.

Tal qual os ratos, que verdadeiramente os são, ficam-se em bandos nas suas entocas, a borrarem-se de medo a cada movimento das engrenagens da justiça, sempre sonhando com alguma manobra salvadora das suas putrefactas carcaças, ou que, no momento final, conseguirão que algum mancomunado seu, encastelado nas estruturas corrompidas dos outros poderes, lhes abra uma porta de salvação e uma rota de escape. Sonhar não custa nada.

Quem bem definiu a nossa atual situação foi o grande Percival Puggina, em seu artigo recente: “Eram dez mil índios à frente, dez mil à retaguarda, outros dez mil de cada lado. O que farei? perguntava. “O melhor é tornar-me índio também!”.

Descrevia assim a situação de total derrocada do governo, do parlamento e do judiciário, bem como a situação de total desamparo do simples cidadão frente a este quadro desolador. É por isso que toda a população decidiu virar índio também: Virou concurseiro.

EU QUERO MAIS É ME LOCUPLETAR!!! O RESTO QUE SE EXPLODA!

25 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

25 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

FÁBIO ASSUNÇÃO FURA FILA

CRACOLÂNDIA – O portal “O Antagonista” já havia anunciado ontem que o ator Fábio Assunção seria preso hoje, mas ninguém acreditou.

O fato, deveras comentado nas redes sociais desde que o vídeo em que o galã aparece no interior do camburão foi divulgado, chama a atenção para o level hard de esculhambação em que o Brasil se encontra, conforme lecionam os especialistas.

“TODO MUNDO AGUARDA A PRISÃO DE LULA E AÉCIO NEVES HÁ DIAS, MAS O FÁBIO FUROU A FILA E ACABOU INDO ANTES PARA O XILINDRÓ, O QUE DEMONSTRA QUE NEM FILA SE RESPEITA MAIS NESTE PAÍS”, LAMENTOU UM ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PÚBLICA.

O ator teria sido preso por ter desacatado policiais durante uma festa junina no interior de Pernambuco.

“POR ISSO QUE SOU CONTRA AÇÕES POLICIAIS NA CRACOLÂNDIA”, GRITAVA O ATOR ENQUANTO ERA CONDUZIDO PARA A VIATURA.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

O BRASILEIRO MISTERIOSO QUE SUPEROU O HERÓI FRANCÊS

Pierre Cambronne, último dos generais de Napoleão, foi tão importante que tem o nome inscrito, com destaque, no Arco do Triunfo. Era tão ligado ao imperador, que o acompanhou no exílio na ilha de Elba e com ele retornou ao continente para, em março de 1815, reiniciar a quadra final da glória bonapartista.

Ferido na decisiva batalha de Waterloo, que sepultaria a glória da lenda napoleônica, com o exército francês despedaçado e seriamente ferido, Cambronne teria sido instado a render-se ao general inglês Charleslville, a quem teria respondido que a Guarda francesa morreria, mas não se renderia. Ante a insistência do inglês, então, o e, em teria aconselhado, altaneiro, a ir à merda, “à la merde!”, no original.

Recentemente um brasileiro anônimo fez mais do que o general francês. Mostrou que a história pode se repetir não necessariamente como farsa ou como tragédia. Não se limitou a verbalizar la merde, mandou-a para o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, em um protesto sobretudo pacífico, embora repugnante. Em vez de enviar uma carta-bomba, como fazem em muitas partes do mundo, optou por remeter uma carta-merde… Ao que se comenta, outros deputados também teriam recebido o excrementício regalo, talvez inaugurando uma nova forma de protesto, mas nada disseram. Não revelaram a cor da tinta – se é que se pode dizer assim – mas a mensagem foi clara.

De pronto, o presidente determinou que a polícia legislativa encontre o verdadeiro culpado, e após os primeiros passos já foram identificados um remetente falso e o conteúdo do envelope. Aconselha-se, porém, que os investigadores se preparem para enfrentar muito trabalho, já que, diante dos atos desonestos, dos escândalos que se perpetuam e se ampliam no tempo, envolvendo, invariavelmente, políticos, sobretudo os legisladores, o culpado pode ser qualquer um dos quase duzentos milhões de brasileiros que trabalham e pagam os escorchantes impostos a que são submetidos.

Presidente, a medida cabível neste caso é comprar muito papel higiênico para assear o Congresso Nacional. Mãos a la merde, pois.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

IMPÉRIO SUECO-NORUEGUÊS

Temer incorpora Dilma e transforma o monarca norueguês em rei de todos os suecos

“Embora voltando hoje ao Brasil, desde já, com a reunião que tivemos ontem com os empresários e da reunião que tivemos agora com Vossa Excelência e, um pouco mais adiante, com sua majestade, o rei da Suécia, eu já tenho a mais firme convicção de que, embora muita rápida nossa visita, ela estreita cada vez mais os laços do Brasil com a Noruega”.

Michel Temer, no último dia de sua viagem à Europa, ao presentear como o trono da Suécia o rei da Noruega, Harald V, provando que ninguém é vice de Dilma Rousseff por cinco anos impunemente.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

UNE… UNIÃO NACIONAL DO QUE MESMO?

A UNE (União Nacional dos Estudantes), autoproclamada entidade representante única dos interesses dos estudantes brasileiros, nunca foi uma entidade que congrega anjos.

Se pensarmos, com um pouquinho de criticidade, poderíamos dizer, até, que a tempos deixou de ser uma entidade que congregue ou que tenha em seus quadros pessoas honestas e que trabalhem em prol da nação.

A UNE deixou a muito tempo, se é que representou algum dia, de representar os interesses dos estudantes brasileiros. A UNE virou uma máquina de apoio ideológico aos partidos da esquerda falida brasileira.

E um trampolim ou picadeiro para oportunistas e aprendizes de políticos corruptos. Sua pauta não interessa a nação brasileira tampouco aos estudantes do Brasil. Sua pauta é ideológica, rançosa e retrógrada e ecoa os mantras de sempre da esquerda pregando a intolerância, o retrocesso e o caminho ao totalitarismo de esquerda.

Nos seus quadros, além dos oportunistas de ontem e de hoje, podemos encontrar, especialmente nos quadros diretivos da União dos Estudantes atuais e de outrora, representantes e próceres da indigna política brasileira.

O que pensar de uma instituição que teve como ex-presidentes políticos da laia de Lindberg Farias, José Serra, Aldo Rebelo e Orlando Silva? Todos enrolados até o pescoço nos escândalos políticos que pululam nosso país. Pode-se inferir que ali, na gestão da dita ‘entidade estudantil’, temos uma eficiente máquina de formação de políticos e sem-vergonhas.

Mas até o que já era ruim consegue piorar!

A UNE já teve a presidência anterior ocupada por uma jovem chamada Carina Vitral que comportou-se como um macaco de auditório do PT e de Dilma Roussef.

A UNE enrolada em acusações de desvio de verbas federais e, que ainda não foi condenada, porque os mesmos políticos que por ali fizeram carreira e nome, sepultaram a CPI que investigaria os mal-feitos de nossos ‘estudantes’.

A UNE que acha que lutar pelos direitos dos estudantes é fechar ruas, prejudicar o trabalhador que não consegue voltar para casa e quebrar lojas e propriedades públicas e privadas.

A UNE reacionária ao extremo com qualquer ação governamental que tente limitar a balbúrdia de seus próceres ou que corte a verba pública que fluia e sustentava estes vagabundos que fazem qualquer coisa menos estudar.

A UNE dos estudantes profissionais que levam 10, 20 anos, ocupando vagas em Universidades públicas, sem ir a aulas e só fazendo política e outras cositas más, proibidas por lei é óbvio.

É esta UNE que ser arvora a querer ‘defender’ nossa educação, nossos estudantes e nosso futuro. Deus nos livre!

Agora nossos estudantes profissionais conseguiram algo inédito. Elegeram a cidadã Marianna Dias sua nova presidente (é presidente viu, não presidenta).

Elegeram uma cidadã que segundo consta não é estudante. Homessa! Só no Brasil a presidência de uma entidade estudantil nacional é ocupada por uma pessoa que não é estudante.

Não que isto seja novidade na UNE. Lindberg Farias que presidiu a entidade no impixamento de Collor aproveitou a fama e o palco, abandonou a faculdade e foi enriquecer na política. Hoje está enrolado até o pescoço na lava-jato. Com sorte será defenestrado da política nas próximas eleições.

E, pior, a cidadã Marianne, segundo informações divulgadas na imprensa, não só não é estudante como cursou,ou melhor ocupou uma vaga inutilmente, por 14 (quatorze) semestres em um curso de pedagogia em Instituição pública.

Pasmem! O curso dura, regularmente, oito semestres. Esta moça ficou gastando dinheiro público quase pelo dobro do tempo do curso. Ocupando uma vaga que poderia ser de um estudante que quisesse estudar de verdade. E pior ela não se formou.

Bom este fato, não ter se formado, pode ter sido uma benção. Imaginem na escola de seu filho uma pedagoga que, sabe-se lá por que, levou mais de 14 semestre para formar-se.

Que moral ela teria para ‘cobrar’ de colegas ou alunos. Que experiências e vivências teria para relatar e orientar seu filho e os outros alunos? Seria um caos!

Ainda bem que nos livramos por enquanto desta pedagoga. Claro que há o risco, enorme, de que ela vire política e, ajude a destruir o país de outra forma mais danosa.

Esta é nossa União de Estudantes. A mesma que chafurdando na lama e do alto de sua incoerência combate outras iniciativas, até judicialmente, de criar representações estudantis isentas no Brasil. Entidades como os Estudantes pela Liberdade, entre outros, que vêm nascendo da inconformidade dos verdadeiros estudantes abandonados pela UNE.

Por isso a pergunta: o que quer dizer UNE mesmo?

União Nacional dos espertalhões, das esquerdas, dos escroques?

De estudantes não é mesmo! Mas a percepção do que é, do que faz e quem são e foram seus dirigentes, faz-nos começar a entender os motivos da educação brasileira ser tão ruim.

Com uma entidade estudantil desta laia só poderíamos ter a educação de bost.., quero dizer, péssima, que temos!

25 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

CONTRAPESO

Comentário sobre a postagem TEMER NEGOCIA VENDER O ACRE PARA A NORUEGA

Paulo Terracota:

“Quando a tiazinha da Noruega souber que ao comprar o estado do Acre terá que levar a Marina Silva de contrapeso, desistirá na hora.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”

* * *

“Cumpanhera Marina, essa turma iscrota, reacionara e gorpista do JBF só sabe sacaniar cum nóis isquerdista revulucionaro que só pensemu nu bem du Brasi”

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

NOSSO PAÍS É LEGAL

Roger Abdelmassih, médico cassado, condenado a 181 anos de prisão por estuprar 37 pacientes anestesiadas, preso há pouco menos de três anos, já está deixando a cadeia: ganhou o direito a prisão domiciliar, com direito de sair de sua casa para tratar-se de broncopneumonia. A justificativa é notável: o presídio onde cumpria pena não tem condições de tratá-lo.

Na última vez em que foi libertado, Roger Abdelmassih fugiu do país e ficou três anos foragido, até ser localizado e preso no Paraguai.

Indignado? Então, mais uma: Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por participar do assassínio a pauladas de seu pai e sua mãe, em cerca de três anos teve direito de sair da cadeia para – sim, é isso mesmo – comemorar o Dia das Mães. Tem o direito também de sair da cadeia no Dia dos Pais; e na Páscoa, no Dia da Criança e na semana do Natal e Ano Novo. Há certo simbolismo em algumas dessas datas: Natal lembra o Papai Noel, o único papai que lhe restou depois do assassínio do seu; a Páscoa celebra o milagre da Ressurreição; o Ano Novo, o recomeço. O Dia dos Pais e o Dia das Mães, convenhamos, já é demais.

E por que acontecem esses absurdos, em que criminosos condenados ganham benefícios muito antes de cumprida a pena? Porque a lei permite. É preciso ficar indignado não só com esses casos, mas com as leis esburacadas, com os legisladores que não sabem o que fazem. Ou sabem.

Ganhando sempre

É fácil ficar com pena de Roger Abdelmassih, 74 anos, doente. Mas um relato do bom repórter Renato Lombardi conta quem ele é: uma das vítimas de estupro disse ao médico que iria denunciá-lo. A resposta que ouviu: “Pode ir quantas vezes quiser. Sou poderoso e vamos ver quem ri por último”. Renato Lombardi completa a narrativa: “E ele está rindo”.

Como é o nome disso?

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o Governo estuda a possibilidade de reter parte do Fundo de Garantia de assalariados demitidos sem justa causa para reduzir gastos com o seguro-desemprego. O Fundo de Garantia foi criado exatamente para ajudar o desempregado na hora em que mais precisa; e garantir ao aposentado um pecúlio para a velhice. Tomar uma parte desse dinheiro tem nome. Como isso se chama?

Ajuda dos universitários

Se tiver alguma dúvida quanto à resposta, procure-a no Código Penal, artigos 155 e 157. O Código Penal reúne as leis que, em outros países, definem aquilo que é proibido, por ser crime; e que, no Brasil, servem como roteiro para quem gosta de levar muita vantagem em tudo.

Mais motivos…

Hoje, dos cinco ex-presidentes vivos, quatro estão sendo processados – o único contra quem nada consta é Fernando Henrique. O atual presidente está sendo processado (embora o Congresso possa determinar que a ação seja encerrada). Ministros e ex-ministros, há 30 com problemas judiciais. Governadores, dez; senadores, mais de 20; deputados federais, mais de 60. E dois figurões que estiveram na linha de sucessão presidencial, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, estão presos.

…para indignação

Pois este pessoal faz parte do grupo que planeja aprovar, daqui a algumas semanas, a verba de R$ 3,5 bilhões para a campanha eleitoral de 2018. A criação do Fundo de Financiamento de campanhas já tem apoio de PMDB, PSDB, DEM, PP, PSB, PSD e PR. O PT, pioneiro na tese de financiamento público de campanhas, também deve votar a favor.

Lula lá longe

O colunista Cláudio Humberto do Diário do Poder, um dos mais importantes do país, informa que dirigentes petistas discutem se Lula, caso seja condenado pelo juiz Sérgio Moro, deve fugir do país. Claro que a fuga não seria considerada fuga, embora fosse fuga: o PT a chamaria de “período sabático” em outro país – possivelmente o Uruguai, próximo, tranquilo, agradável e dirigido por aliados de Lula (o presidente é Tabaré Vásquez, da Frente Ampla, que reúne partidos de esquerda). Ter aliados no poder é importante, para evitar que pedidos de extradição sejam aceitos. Os outros países bolivarianos, que também têm aliados no poder, são menos agradáveis: Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua e Equador.

Lula cá

Há dirigentes petistas frontalmente contrários a qualquer fuga. Acham que Lula, por seu perfil político, não deve fugir: deve, sim, percorrer o Brasil, proclamando-se perseguido. Consideram difícil que, em caso de condenação, por mais severa que seja a sentença, os tribunais exijam que Lula seja preso antes do julgamento em segunda instância. Ele aproveitaria o tempo para articular e tentar virar politicamente o jogo.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Panelas Amassadas

Já ouvi e também li algumas referencias sobre o silencio das “panelas”. Até charges mencionaram esse fenômeno utilizado no governo anterior ressaltando o mesmo silencio.

De minha parte, não estou em condições de amassar mais panelas para esse governo. Os pecados de que acusam o Presidente Michel, deixo para a Justiça. Eles devem ter competência para fazer seu trabalho, afinal estão lá pra isso.

É claro e notório que o sonho dos despejados seria a volta do bate panela, som muito mais estridente do que o tal “Fora Temer” ou o antigo “É Golpe”.

Quando colocaram a arrogante, candidata para a Presidência, porque não colocaram um vice-presidente de seu partido? Nomes, acho eu, não faltam aos despejados. Porque a senhora Gleisi pode ser presidente do seu partido e não serviu para ser vice da arrogante? Ou talvez a senhora Graça Foster, ou ainda Lindenberg? Quem sabe até o ex. presidente, seu padrinho? Sei lá, ainda deve ter alguns fora da cadeia que poderiam ajudar o partido para não perder o poder e os polpudos ganhos que obtiveram desde 2003.

Não sei se a arrogante conseguiria eleger-se sem a ajuda do PMDB, considerado até então, o maior partido no Brasil. Também ouvi integrantes desse partido da tribuna do senado, queixar-se de não terem candidato a Presidente devido a sua abrangência no território brasileiro. Lei lá; são coisas da política e político é um ser à parte na sociedade.

Encerro chamando atenção para um pequeno detalhe:

– Em 2014, ano da eleição, as oposições eram minoria no legislativo e mesmo assim conseguiram uma votação expressiva. Em 2016, os despejados perderam muitas prefeituras e encolheram sua bancada. Ora, já havia uma clara insatisfação. Isso também é golpe?

Tempos estranhos onde, integrantes de todos os governos ocupam as paginas policiais quase numa concorrência com os bandidos que preocupam os cidadãos nas ruas, mas as panelas voltaram a ter comida mais barata e estão hoje no fogão cumprindo seu trabalho que é:

– Cozinhar.

Que fazer?

Não sei. Mas posso atrever-me a fazer um pedido:

– Senhor Presidente e Senhores todos que receberam votos para trabalhar em nome dos cidadãos, deixem de lado seus interesses pessoais, parem de ajudar uns aos outros e respeitem minhas;

Panelas Amassadas

25 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)


O PEBA DO MALAQUIAS E A LAGOSTA DO ALFREDO

Peba preparado na casa de Malaquias

Volto a focar o assunto das relembranças, e reviver as coisas boas que me fizeram bem. Começo dizendo para alguns, que, Pedreiras, cidade onde nasceu o poeta João do Vale, é no Maranhão. Andei pesquisando sobre o assunto e cheguei a visitar o lugar.

Em Pedreiras existiam dois povoados com nomes interessantes, engraçados e misteriosos: Pedras Verdes e Centro dos Doidos, mas o que mais chamava a atenção de muitos era Lago da Onça. Pedras Verdes foi o primeiro nome de Pedreiras, antes da emancipação. Ali, dizem, era moradia de uma antiga tribo indígena, onde descobriram “ametista” com coloração esverdeada. Passaram a chamar o povoado de “Pedras Verdes” e, entre essas, escolheram uma maior de todas – que passaram a considerar “sagrada”. E Pedras Verdes virou Pedreiras e, mais tarde, com a quase extinção da tribo indígena, foi emancipada.

Centro dos Doidos hoje tem o nome de Alegria (o povoado ficava muito distante da sede, Pedreiras – o que ensejou a que o povo passasse a dizer que, só morava naquele povoado, quem era doido). E foi no Lago da Onça que João do Vale conheceu “Seu Malaquias”, que acabaria virando personagem e letra de um dos sucessos do “Homem do século no Maranhão”.

Peba, teiú, camaleão (iguana), veado, porco do mato, mucura, rolinha, jaçanã, avoante e tantos outros “bichinhos” silvestres, que muitos comem nos interiores – com maior ênfase no Nordeste – são comidos como meio de sobrevivência. Muitas vezes, é a única coisa que o sertanejo e sofredor homem da roça consegue “pegar” para comer. Nada disso é comido por “maldade”.

Deixando essa reflexão de lado, se você nunca comeu peba (tatu), tenha certeza que, bem preparado por quem sabe fazer isso, você está perdendo um delicioso prato da “culinária da necessidade” do Nordeste.

Lagosta com iscas de figo e batatinhas

Eu era um solteiro namorador – iniciante na arte da vida. Ano de 1965, para ser mais preciso. Já trabalhava como Teletipista na The Western Telegraph quando resolvi acrescentar alguma coisa à minha renda, pois estava me preparando para casar, o que acabou não acontecendo.

Fiz o curso de Árbitro de Futebol pela Federação Cearense de Desportos, então presidida pelo General da Reserva Remunerada, Aldenor da Silva Maia. O professor do curso foi Alzir Brilhante, Árbitro conhecido nas regiões Norte e Nordeste. Dois meses após a conclusão desse curso, ascendi ao Quadro A, que, naquela época era também o principal.

Logo fui escalado para arbitrar uma partida noturna no Estádio Presidente Vargas. Foi a minha estreia na nova carreira. Foi um bom trabalho e fui elogiado, inclusive pelo próprio Alzir Brilhante. Terminado o jogo, fui à Tesouraria e lá estava à minha disposição, o valor correspondente ao pagamento da cota da Arbitragem.

Um dinheirão para um iniciante como eu. R$2.000,00 (naquela época não lembro bem se a moeda vigente era o cruzeiro ou o cruzado). Uma excelente cota. Naquele tempo, mais que meu salário, também excelente, na própria Western.

Resolvi me premiar com o meu sucesso inicial. A Beira-Mar de Fortaleza estava muito distante de ser o ponto de atrações turísticas de hoje. Na orla, mais propriamente na Praia do Meireles, ficava o restaurante do “Alfredo – O Rei da Peixada”. Peguei o cardápio, e sem noção da quantidade de comida, pedi: Cavala ao molho de camarão; e uma Lagosta à moda da casa.

O garçom me perguntou se podia servir tão logo ficasse pronto, ou se eu ia esperar meus convidados. Disse à ele que não haveria convidados – como ele ganhava por comissão de vendas, não me disse mais nada. Era comida para um mínimo de quatro pessoas.

Para não me sentir no prejuízo – mas, satisfeito! – comi parte da cavala e a lagosta inteira. Cheguei em casa pelo início da madrugada, e tive dificuldades para dormir. Comi além da necessário. Faz tempo não faço essas extravagâncias.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

CRISTIANNE VIEIRA – PALMAS-TO

Berto, meu editor preferido do meu jornal preferido,

Sou evangélica e leitora diária do JBF.

Veja este vídeo e tire suas conclusões.

Que Deus proteja sempre você!!!

Saudações cristãs.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

CISMA

Colocado em cima de turbulenta cova, sem a devida sustentação, a economia balança. Arraste-se pra cima e pra baixo, sem rumo, procurando apoio no primeiro galho que encontrar para escapar de sucessivas quedas. Fugir de decadência.

Mas, as dificuldades são enormes. Os obstáculos, inúmeros. Todos, parecendo intransponíveis, por razões específicas. A previsão de crescimento de 4% do PIB aparenta impossibilidade. As empresas encontram dificuldades para se levantar de baques. O desemprego permanece teimoso, sem equilíbrio. Mantendo elevado o índice de desocupados. A queda da taxa de juros é outra parada dura. Não tem pressa pra cair. Por isso a lenta queda, entrava investimentos. O crédito, assusta. A inflação, persistente, não atende as amargas medidas de combate. A inadimplência não baixa.

Realmente, está comprovado. A política de expansão do crédito subsidiado pelos bancos públicos, não foi uma boa medida. Agora, percebe-se que causou muitos estragos. Até encontrar o fio da meada, o país deve se contorcer bastante. Passar noites em claro, pensando numa saída. Difícil de aparecer.

É verdade que alguns lampejos de luminosidade brilham na rota de recuperação. A produção industrial, embora timidamente, reage com positividade. As vendas no varejo saem da completa escuridão. Aparentam acordar. O volume de serviços engordou um pouquinho. Foi por isso que o PIB, no primeiro trimestre, reagiu positivamente. Alçando pequeno voo.

Até a indústria automotiva resolveu dar aquela colher de chá em abril. Criou ânimo, aumentou a produção, achou a saída do travamento. Puxou a exportação de veículos.

O maior entrave para a recuperação é a falta de confiança. Não engrena, não sai do zero. A prova é o consumo, ainda fraco. Preguiçoso. Talvez por causa da inflação que não atrai o consumidor. O corte da taxa de juros que, depois de tormentosas encrencas políticas, planeja esfriar o ritmo de queda. Demonstra desequilíbrio na descida.

Desde o início de 2014, os indicadores anunciavam. Ao entrar na recessão, a economia deixou de inspirar confiança. O sinal estava claríssimo, quando o índice Ibovespa retrocedeu em 2013, apresentando a inesperada marca de 15.5%. O que fez o volume de estoque crescer e o endividamento engordar, em função da gradativa queda de consumo.

Na época, os dados negativos já mostravam a necessidade de fazer reformas para reverter as derrotas. Abafar o infortúnio. Mas, como os governos não moveram uma palha sequer, não melhoraram a infraestrutura, desatualizada, não modernizaram o sistema estrutural e tarifário, a economia perdeu a confiança. O consumidor, o investidor e o empresário, desestimulados, mantiveram-se afastados da cadeia econômica. Devido ao calor da recessão que espreme o emprego e a renda.

Ainda bem que a equipe econômica não parou no tempo e no espaço. Não esmoreceu. Tomou acertadas medidas, mesmo com deslizes e pressão da onda de radicalização e de bagunça que assola no país.

Pelo menos algumas decisões estão no ar e podem ser observadas a olho nu. A tacada contra a taxa básica de juros, a revitalização da política cambial e o barateamento do crédito são notórios. Embora, acanhada, a abertura de brechas para atrair investimentos nos programas de concessão ao setor privado caminha relativamente bem. Ensaia. O problema é a desoneração tributária que atrapalha demais. Justamente por falta de ajuste fiscal.

Opiniões divergentes entre aliados e russos, no pós-guerra de 1945, levaram à desindustrialização da Alemanha, fechando fábricas bélicas. Foi a falta de conciliação entre as partes beligerantes que dividiu o país em duas Alemanha, a Ocidental e a Oriental. Somente depois de acordos, mexidas, atos cirúrgicos, bordoadas, a destroçada Alemanha se levantou. Até se transformar na atual potência econômica, graças à raça, coragem e dinamismo dos alemães que não se curvaram diante de incertezas.

Do mesmo jeito, o radicalismo e a corrupção, que aleijam, estão acabando com o Brasil. Caso o povo não acorde, o barco pode afundar. Brevemente.

É verdade que as expectativas de recuperação começam a pintar. Mas, se continuar nesse ritmo, o pulo do gato deve demorar. Até apagar as brasas da recessão, semelhante à braba de 1980, que chamuscou a economia por um bom período.

Por isso, cautela e precaução são essenciais no momento. Assim como caldo de galinha é recomendado para levantar as forças de debilitados, o Banco Central não deve esmorecer na derrubada da taxa de juros. Deve ir em frente. Corajosamente.

Porém, depende do novo governo, presumido para 2019, que deve seguir a regra do jogo. Sem mudanças radicais. Sem alterar o traçado do modelo econômico, pensando apenas no corporativismo político. Desprezando as necessárias reformas, previdenciária, trabalhista, política e tributária, para transpor obstáculos. Como o enriquecimento ilícito, a corrupção, o desvio de recursos e o loteamento de cargos, perfeitos nutritivos para não prometer dias melhores no futuro.

Para marcar a trajetória, algumas decisões são fundamentais. Fortalecer o setor de serviços, estimular a indústria, reduzir drasticamente as altas despesas governamentais, forçar as famílias a controlar o consumo. Eliminando desperdícios.

Apesar de alguns pontos nevrálgicos, que pedem reparos, os Estados Unidos não relutam. Para manter a dignidade ativa, a ordem, o respeito e a organização em dia, os americanos empregam apenas duas enérgicas palavras. Liberdade e reponsabilidade. Não importa se ferem negro, branco, rico ou pobre.

Daí o Tio Sam empregar o bordão. “Escreveu, não leu, o pau comeu”. Sem complacência.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

25 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

SARNEY DIZ QUE É CANDIDATO A PRESIDÊNCIA

AMAPÁ – Um alento para quem achava que nas eleições presidenciais de 2018 não haveria nenhum candidato novo disputando para sentar suas nádegas presidenciáveis na cadeira atualmente ocupada pelo esposo de Marcela.

O ex-presidente da República, José Sarney, declarou que pretende ser candidato, “pois o Brasil precisa de renovação”.

A declaração foi feita durante o lançamento da segunda edição, revista e ampliada, de seu livro “Marimbondos de fogo”, na Academia Brasileira de Letras, da qual Sarney é membro.

Sarney revelou que pretende introduzir medidas inovadoras na economia, caso eleito, tais como o congelamento de preços e o corte de três zeros do valor nominal da moeda.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

EM PLENO EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTAR JUMENTALMENTE

Comentário sobre a postagem LEMBRANDO NELSON RODRIGUES

Joaquim Francisco:

“A ultima frase foi plagiada por Lula:

– De gente burra só quero votos!”

25 junho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

GALINHA AO MOLHO PARDO

Na década de 70 ouvi uma história que Paul Bocuse esteve por aqui, na década anterior, para conhecer nossa culinária regional. Após degustar vários pratos, elegeu dois em condições de figurarem no cardápio da culinária internacional: Feijoada e Galinha ao molho pardo. No primeiro, acertou em cheio. E no segundo, errou em cheio?

Onde ele comeu essa galinha? Como era servido o molho pardo? A “iguaria” pode ter sido servida no famoso restaurante “O Cabeça Chata”, comandado por Manezinho Araújo, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, onde permaneceu até 1963. Dizem que lá serviam uma boa galinha ao molho pardo. Não cheguei a frequentar o restaurante, mas conheço o molho pardo desde criança.

Ajudava minha mãe, segurando as asas da galinha, enquanto ela prendia a cabeça e cortava o pescoço, previamente depenado, com uma faca afiada. O sangue escorria num prato fundo com umas três colheres de vinagre, evitando assim que coalhasse. A galinha esperneava, o sangue jorrava, e em poucos minutos estava morta. Era uma cena corriqueira nas famílias nordestinas, porém difícil de se executar hoje em dia.

Em seguida, o molho era colocado de lado e partia-se para o preparo da galinha: O cozido era como o de uma galinha qualquer, ao molho e bem temperada com coentro, cebolinha, cominho e outros temperos. A gordura que se desprendia da galinha melhorava bastante o molho que a cozinhava e dava-lhe um sabor especial. Depois de umas duas horas de cozimento o prato estava pronto para comer, e somente umas poucas pessoas se lembravam do molho pardo.

Ele ficava numa vasilha num lado distante da mesa, pois havia gente que não podia nem ver aquele molho escuro, grosso. Outros, como eu, meu pai e minha mãe, adoravam o molho e com ele lambuzávamos as coxas da galinha antes de degluti-la. Era comer e lamber os beiços, como se dizia naquela época.

Fazer o molho era bem fácil; a dificuldade estava em obter o sangue vivo da galinha. Uma vez cozida, retira-se umas duas ou três conchas do molho e coloca-se junto com o sangue numa pequena panela e põe-se a cozinhar. Salga a gosto e em cinco minutos está pronto o molho pardo.

Anos depois, vendo algumas galinhas no quintal da minha sogra no interior de São Paulo, cuidei para que matassem a galinha daquela maneira e me dispus a fazer o molho. A princípio acharam estranho, primitivo e mesmo repugnante aquele modo de matar a galinha: “isto é um assassinato”, disseram alguns. Mas, quando o prato estava na mesa, esqueciam-se do “crime” cometido e comiam extasiados os pedaços de galinhas lambuzados com o molho pardo.

Assim, me acostumei a fazer a tal galinhada em São Paulo (capital), onde podia encontrar galinha caipira em qualquer granja. Escolhia a ave e pedia para matar, instruindo como obter o sangue em separado. Com o passar do tempo, ficou difícil encontrar galinha caipira viva. Algumas granjas têm, mas não matam na hora; outras não as vendem vivas. Levar para casa, extrair o sangue quando não se tem um quintal torna a operação mais difícil ainda.

Nos restaurantes nem se fala disso. Depois do “Cabeça Chata”, nunca mais ouvi falar em servirem o prato em São Paulo ou no Rio de Janeiro. É um prato que se fazia antigamente, mas que ainda permanece na lembrança de muita gente. Certa vez ouvi falar de um restaurante em Natal (RN) que servia o prato, mas era muito caro; era um prato chique.

Outra vez, encontrei o prato servido num boteco de Caruaru. Era um prato comum, igual o PF (prato feito) que faziam e cobravam o mesmo preço. Fiz o pedido e fiquei salivando enquanto esperava. Não foi boa a experiência: a galinha não era muito caipira e o molho veio junto misturado com os pedaços de carne. Reclamei com o dono do boteco que não era assim que se servia, o molho pardo tinha que vir separado para o freguês utilizá-lo ao seu gosto. Mas não teve jeito. Só serviam daquele modo.

Hoje é quase impossível comer a galinha ao molho pardo em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O Governo proibiu a venda da galinha viva e não se pode obter o sangue para fins comestíveis, apenas para industrialização. Ouvi dizer que procurando muito pode-se encontrar um local onde servem o prato, mas é clandestino e, portanto, ilegal. É a intromissão do governo em nossa cozinha, impedindo que se deguste um bom prato.

Voltando ao Paul Bocuse, se ele viesse aqui hoje e quisesse comer aquele prato, seria difícil, teria que incorrer num delito. Dizem que o prato é de origem francesa, levado para Portugal e daí para cá na época colonial. Como se vê estamos diante de um típico caso onde a modernidade não incorporou, ou melhor, desconheceu totalmente e destruiu a tradição com a mãozona do Governo. Hoje eu vivo na cidade de São Paulo, tenho bem viva a memória gustativa do molho pardo, gostaria muito de lambuzá-lo numa coxa de galinha, mas estou proibido por duas leis: uma proíbe a venda da ave viva; outra proíbe o uso doméstico do seu sangue.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE


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