PARA FACHIN, 42 REAIS VALEM MAIS QUE MALAS COM MEIO MILHÃO

Em 7 de fevereiro deste ano o ministro Edson Fachin negou o habeas corpus que libertaria uma mulher de 39 anos, na cadeia desde 2011. Motivo da prisão: ela tentou furtar, num estabelecimento comercial de Varginha, no interior de Minas Gerais, dois desodorantes e cinco fr ascos de chicletes que hoje custariam, somados, 42 reais. Fachin encampou o parecer do relator Ricardo Lewandowski, que se mostrou inconformado com o fato de a ré ser reincidente na tentativa de levar sem nada pagar meia dúzia de ninharias. “O contexto revela que a acusada, no caso, é pessoa que está habituada ao crime”, concordou o agora relator dos casos da Lava Jato no STF.

Quase cinco meses depois, Fachin resolveu mostrar que no peito de um ministro durão bate um coração que sabe ser compassivo. Na sexta-feira passada, 30 de junho, valendo-se do que o time da toga chama de “decisão monocrática”, ele mandou soltar Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado federal e ex-assessor do presidente Michel Temer, engaiolado em Brasília desde 3 de junho. Como sabem milhões de telespectadores, Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal ao sair de uma pizzaria da capital federal carregando uma mala com 500 mil reais em dinheiro vivo, recebidos de um executivo da JBS. O flagrante cinematográfico é parte da meia delação premiadíssima de Joesley Batista.

Para encerrar a curtíssima temporada na cela do famoso “homem da mala”, Fachin explicou que a possibilidade de Rocha Loures cometer novos crimes foi aplacada – atenção para o supremês castiço – “em face do transcurso de lapso temporal e das alterações do panorama processual”. Só Deus e Fachin sabem o que quis dizer com isso o doutor que esbanja severidade com quem afana chicletes e desodorantes. A mineira punida em fevereiro por tentar furtar em Varginha menos de 50 reais errou a cidade e a quantia. Se tivesse embolsado em Brasília algo em torno de R$ 500 mil, não ficaria presa mais do que 27 dias.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

ENSINO PÚBLICO

Os debates sobre a educação pública são constantes. Porém, complexo, o tema atrai opiniões divergentes. Os defensores da proposição de terem melhorado a educação no país, visando holofotes, alegam que a construção de escolas e a ampliação de matrículas foram os requisitos necessários para evoluir e aperfeiçoar a educação infantil. Depois dessas benéficas iniciativas, dizem, a educação evoluiu.

Todavia, a ala que rejeita tal afirmativa, aponta que nada do que foi feito serviu para eliminar a deficiência educacional, que permanece claudicante. Apesar de nos últimos 15 anos o Pisa-Programa Internacional de Avaliação de Alunos constatar sinais de evolução nos estudos, após avaliar o ensinamento de 49 países.

Como o Brasil não introduziu a qualificação e a atualização didática no ensino, as melhorias observadas não surtiram os efeitos almejados. Pelo menos nos itens relacionados à leitura, ao aprendizado em ciências e a experiência em matemática que contradizem tais conquistas. Nesses aspectos, o nível dos alunos permanece baixo. Decepcionante.

Os críticos da defendida evolução educacional atribuem a causa de tímidas mudanças à falta de investimentos pelo poder público que, alegando temor de provocar quebradeira no caixa de estados e municípios, pouco investe.

Enquanto o mundo capta aceleradas transformações, que deviam ser acompanhadas com naturalidade pelas gerações brasileiras, as fragilidades de programas oficiais, o atraso do país na utilização de quadro negro e de giz, retardam, dificultam a conclusão do ensino médio dentro da idade certa.

Da mesma forma, a repetência e a evasão escolar são outras questões desmotivadoras que induzem o jovem a abandonar a escola, antes do tempo. Antecipadamente. Dada a necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas de casa.

Outro detalhe chocante é a deficiente estrutura pedagógica básica. Na sequência, aparecem os prédios, geralmente inadequados, desestruturados, calorentos e degradados. A falta de áreas para recreação, a carência de espaços verdes, a inexistência de ginásio esportivo completo e as bancas desconfortáveis contribuem para desviar a atenção dos alunos. Distanciar o entendimento das matérias expostas na sala de aula.

Dificilmente, se encontram escolas bem equipadas com biblioteca e demais itens necessários para atrair o aluno e incrementar o nível de aprendizagem. Dentre tantos inconvenientes, duas questões se destacam na baixa qualificação do ensino brasileiro. O baixo salário pago ao professor e as desigualdades sociais que desregulam o país.

Justamente, para evitar tais contratempos, aproximar o patamar educacional nacional à realidade mundial, a sociedade, deve impor maior fiscalização ao Plano Nacional de Educação-PNE, de modo a atingir, até 2024, o fiel cumprimento das 20 metas objetivas elaboradas na proposta de evolução educacional.

Ao contrário do Brasil, onde anualmente o magistério passa três meses de greve, reivindicando melhor salário, que é baixíssimo, o professor alemão, por ser funcionário público e receber digna renda, não faz greve. No conceito alemão, mobilizar a categoria para reivindicar melhor salário e condições de trabalho é coisa rara.

Realmente, na maior parte do continente europeu, o magistério é profissão valorizada e cobiçada. É reconhecido como carreira nobre. Graças à qualificação, comumente ao nível de mestrado, o professor europeu recebe bom salário. Goza de prestígio. Desfruta de excelente padrão de vida.

Na Finlândia, o babado também funciona de maneira diferente. O governo não promete e nem inventa. Apenas atende aos interesses da Nação e dos estudantes. Do infantil à faculdade, a moçada pode cursar todos os estágios de instrução pedagógica, gratuitamente.

Concluído o fundamental, o aluno finlandês, de acordo com a revelada habilidade vocacional é direcionado às escolas profissionalizantes. Vencida esta etapa, o candidato é endereçado ao mercado de trabalho, preferencialmente ao setor industrial ou à atividade agrícola. Atividades em franca expansão.

A Finlândia também emprega moderno modelo educacional. Até 1970, este conceituado membro da União Europeia, era um país pobre. Depois, então, de reformular o sistema de ensino, priorizar a Educação, o panorama interno mudou. Radicalmente. Atualmente, a Finlândia estampa o status de país rico. Mostra enorme poderio econômico.

Graças à modernização, o aluno, na Finlândia, aprende inicialmente a raciocinar para em seguida assimilar matérias. Não as 13 disciplinas que são impostas ao estudante do ensino médio brasileiro. Talvez pela quantidade de matérias escolares, algumas chatas, cansativas e desestimulantes, o estudante brasileiro não sente atração pelos estudos. É desmotivado.

É normal na Educação finlandesa, por ser igualitária, o filho de rico assistir aula junto com o filho de gari na mesma classe. Sem discriminação e problemas. Até a faculdade, a pisada é a mesma. Não muda nada.

No Brasil, o sistema de educação é deficiente. Por vários motivos. Começa que, por falta de escolas, normalmente colocam até 40 alunos em sala de aula. Apertando o ambiente, desconcentrando a atenção da classe na aula.

Na Finlândia, ao contrário, no ensino básico, cada sala de aula só pode ter 20 alunos. Nos níveis mais elevados, a quantidade não passa de 25. No máximo. Salvo exceções.

Segundo o pensamento finlandês, o fundamental é o Estado oferecer boa educação a quem deseja estudar, aprender. Melhorar o nível de escolaridade é desejo geral da população. Capacitar o jovem para a vida adulta é a ordem do dia. Enfim, habilitar a pessoa para a fase profissional no mercado de trabalho local, altamente disputado, é dever do Estado finlandês.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

NÚPCIAS – Anderson Braga Horta

Sobre o leito nupcial da noite arqueja a Lua,
virgem noiva a gemer, tentadora divina.
Espera o noivo, o Sono, esplendorosa e nua,
com um sorriso de amor na face alabastrina.

Ao seu riso de luz a treva se ilumina.
No côncavo do céu treme a lunar falua.
O cortejo silente e espectral da neblina,
doce véu passional, corre, assombrando a rua.

Fremem por todo o espaço arrepios sensuais,
ante o surdo rumor dos frígidos amplexos.
E do fundo palor das faces esponsais

os anjos, pelo azul, vêem, escandalizados,
fitando na amplidãos grandes olhos perplexos,
feitos astros rolando os suores congelados.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

3 julho 2017 DEU NO JORNAL

BOÇAIS NO AR

Roberto Pompeu de Toledo

Faz parte dos usos e costumes da esquerda abusar do xingamento de fascista, mas quem protagonizou um episódio no autêntico modelo fascista foi ela mesma, com as hostilidades deflagradas por um grupo de petistas contra a jornalista Míriam Leitão, durante um voo da companhia Avianca entre Brasília e o Rio de Janeiro. Para quem perdeu a história, ocorrida no último dia 3, Míriam já era vítima da assuada dos petistas antes mesmo de embarcar. Durante o voo, segundo relato escrito pela jornalista em sua coluna do jornal O Globo, sucederam-se “gritos, slogans e cantorias” contra ela e a Rede Globo. Alguns, em silêncio, lança­vam-lhe “olhares de ódio ou risos debochados”; outros armavam o celular para flagrar o momento em que ela reagiria – o que não aconteceu. “Houve um gesto de tão baixo nível”, continua Míriam, “que prefiro nem relatar aqui.” Os mais façanhudos, ao perambular pelo corredor, empurravam sua poltrona.

O episódio difere por duas razões de similares como os xingamentos sofridos pelo ex-ministro Guido Mantega à porta do hospital aonde fora levar a mulher ou os sofridos pelo também jornalista Alexandre Garcia num aeroporto. Em primeiro lugar, nesses casos os agressores eram livres-atiradores, enquanto no de Míriam eram delegados que, depois de participar da convenção nacional do partido, regressavam às suas bases. Em segundo, eles agiam como um grupo organizado, o que os aproxima dos esquadrões de assalto do fascismo italiano e do nazismo alemão e lhes aumenta a covardia. Eram uns vinte, segundo a jornalista, alguns já entrados nos 50 anos, e vestiam a camisa vermelha assim como os fascistas e nazistas de outro­ra vestiam a camisa negra.

Faz pouco tempo Míriam Leitão rompeu o silêncio que guardou por muitos anos sobre um episódio ocorrido quando, jovem militante do PCdoB, foi presa na ditadura. Seus algozes, depois de tapas, chutes e repetidas ameaças de estupro, trancafiaram-na, nua, numa sala escura, e ali a deixaram com uma jiboia por companhia. O escuro, o desamparo, a impotência, o esforço para não se mexer nem fazer ruído que pudesse atrair a cobra – tudo somado, o medo era proporcional ao tamanho da crueldade. O caráter revelado pelos petistas do avião os aproxima dos torturadores. Deixa supor do que seriam capazes, se possuíssem os meios de coerção e punição dos agentes da ditadura. E, no entanto…

No entanto, o que fez o PT? Numa nota, a nova presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, lamentou o ocorrido e afirmou ser orientação à militância “não realizar manifestações políticas em locais impróprios e não agredir qualquer pessoa por suas posições políticas”. É pouco. O grupo em questão não era de peões da militância. Era de delegados ao maior evento do calendário partidário, a convenção nacional, mais relevante ainda, nesse caso, porque elegeria a nova presidente e os novos diretores do partido. O primeiro motivo de perplexidade é saber que gente da laia de quem agrediu a jornalista está entre os convocados para decidir os altos destinos da agremiação. O segundo motivo é que até onde se sabe nenhuma sanção interna, nem a mais leve admoestação, foi dirigida pelas instâncias superiores do partido ao grupo de cafajestes e trogloditas do voo da Avianca.

Eis o PT flagrado em seu labirinto. A mesma nota da senadora Gleisi afirma que a Rede Globo é “em grande medida responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil”. Não fosse o argumento uma tentativa de atenuar o impossível de ser atenuado, revela que o PT continua a assistir à Rede Globo do tempo da ditadura e da campanha de Collor. Assim como o PSDB, seu contrário mas também seu alter ego, tem o futuro comprometido por não conseguir se desgarrar do passado. É pena porque o PT é importante para o Brasil. Representa um segmento significativo da opinião pública, tem raízes na sociedade e canalizou para as arenas parlamentar e eleitoral forças que, sem essa alternativa, estariam à deriva como estiveram as que na Colômbia aderiram às Farc.

“Quando me levantei”, escreveu Míriam Leitão, no fecho de seu relato, “um deles, no corredor, me apontou o dedo, xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.” Em nenhum momento a turba foi perturbada pelo comandante ou pela tripulação. No voo e nas instâncias partidárias prevaleceu, impune e triunfante em sua boçalidade, o PT do estardalhaço fascista.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

RLIPPI – CHARGE ONLINE

3 julho 2017 DEU NO JORNAL

CUMPANHERO MENTIROSO

Antonio Palocci contou para a Lava Jato que usava a Projeto, sua empresa de consultoria, para receber pagamentos de propina das empresas.

Ele contou também que, nos principais contratos, Lula era seu sócio.

O relato é explosivo, porque a partir dele a Lava Jato poderá provar o papel do comandante máximo da ORCRIM e rastrear a partilha de propina.

“90% pra eu e 10% pra tu, cumpanhero Palocci. Racha munto justo”

* * *

Palocci é um tremendo dum mentiroso.

Eu não acredito em nada do que ele diz.

Nem eu, nem o fubânico petista Ceguinho Teimoso.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

3 julho 2017 FERNANDO GABEIRA

CONVERSA NUM BARCO ENCALHADO

Na semana passada nosso barco encalhou perto da Baía dos Pinheiros, no litoral sul do Paraná. A maré baixou rápido e ficamos mais ou menos perdidos: só tínhamos as coordenadas e um rádio. Não havia o que fazer, exceto esperar a maré subir. Alguém me provocou: nosso barco está encalhado como o país.

Nessas horas de espera a gente alonga a conversa. Disse que de uma certa forma só voltaríamos a flutuar quando viessem as eleições de 2018. Até lá estaremos encalhados de uma forma diferente do pequeno barco colado na lama do fundo do mar. Haveria muita turbulência e, como estamos no final de uma grande investigação, muitas situações repetidas.

A de Temer, por exemplo, afirmando que não há provas, dizendo-se vítima de uma perseguição. Quem não ouviu essa fala em outros atores da grande série político-policial?

Embora às vezes a gente se sinta perdido na complexidade da crise brasileira, é possível achar um rumo. Ele passará pela sociedade e pelo Congresso. Vamos entrar num período eleitoral, e a sociedade costuma ter mais peso nessas épocas. O Congresso torna-se mais sensível às pressões populares. De memória, lembro-me apenas de uma grande exceção: a derrota na emenda Dante de Oliveira.

Enquanto o barco não sai do lugar, movido pelos ventos da legitimidade, há muito o que fazer na espera. Num barco, temos de distribuir as bananas, agasalhar a garganta do sudeste frio que sopra no litoral. Num país é preciso saber o que se quer enquanto estamos à espera de voltar a navegar. Fora Temer, ou fica Temer.

A Câmara terá que decidir isto. Mas não o fará sozinha. Se a pressão social a levar a aceitar a denúncia contra Temer, é o fim para ele. Só restará, depois de visitar a União Soviética, passar umas férias no Império Austro-Húngaro.

Começaria aí uma nova etapa, a escolha do novo presidente. É preciso algumas precauções básicas, pois não é possível derrubar presidentes com tanta frequência.

Entregue a si próprio, o Congresso tende a escolher alguém que o proteja da Lava-Jato. Mas não existe mais possibilidade de tomar as decisões nas madrugadas. Uma vigilância social pode conter os passos do escolhido para a transição.

O que se espera de um presidente de país encalhado é principalmente tocar a administração. Quando a maré subir, com eleitos no poder, tomam-se as grandes decisões.

Alguém me lembra que isso é não é uma situação sonhada. Mas a que a realidade nos coloca. Mesmo as eleições de 2018, embora tragam mais legitimidade aos eleitos, não devem ser vistas na categoria de sonho, mas sim de uma oportunidade, depois de tudo o que pessoas viram e ouviram sobre o sistema político partidário.

Na rua ouvem-se muito os nomes de Lula e Bolsonaro. Potencialmente pode surgir uma força de equilíbrio que suplante as duas. Não creio que aconteça o mesmo que aconteceu na França, onde houve uma ampla renovação, da presidência ao Congresso.

Mas alguma coisa vai acontecer. Enquanto a maré não sobe, há muito o que fazer no barco encalhado. É preciso que o essencial funcione.

No momento em que escrevo ouço os helicópteros da PM sobrevoando o morro. Uma dezena de tiroteios por dia, uma onda de roubos de carga, imagens de crianças deitadas no chão da escola enquanto os tiros ecoam.

Temer chegou a anunciar um plano de segurança para o Rio. Era pura agenda positiva, esse tipo de ação que fazem quando a barra está muito pesada e é preciso mudar de assunto. A dimensão da crise no cotidiano, a existência de 14 milhões de desempregados, esse pano de fundo inquietante torna a tarefa mais difícil. Quando governantes já caídos se apegam ao poder, na verdade colocam seu destino acima do destino nacional. Os reflexos na economia são sempre negativos.

Encalhamos um pouco mais.

A compreensão do momento vai exigir da sociedade evitar que o barco encalhado torne-se um barco naufragado. Será preciso um amplo entendimento entre todos que reconhecem a gravidade da crise, para que cheguemos em condições razoáveis em 2018.

Esta semana faltaram passaportes na Polícia Federal. É um sintoma. Se não houver o mínimo de energia na administração, daqui a pouco não faltarão apenas passaportes mas as próprias saídas.

Não é nada agradável se desfazer de dois presidentes num curto espaço de tempo. Mas o roteiro, de uma certa forma, estava escrito. Retirado o PT do governo, restaram em seu lugar os companheiros de uma viagem suja pelos cofres públicos brasileiros.

A investigação chegou a eles e à própria oposição. Não importa qual o desfecho jurídico desse imenso esforço, ele serviu para desvendar para a sociedade um gigantesco esquema de corrupção e um decadente sistema político partidário.

Daí pra frente a bola está com a sociedade.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

BREVE REFLEXÃO SOBRE O TEMPO

Percorremos grande parte da nossa vida ocupando a consciência com o passado e o futuro, então findamos nos esquecendo do tempo presente. Ruminamos coisas do passado, geralmente nos culpando porque acreditamos que deveriam ter ocorrido de outra maneira. Quando pensamos no futuro, preenchemos nossa consciência com circunstâncias preocupantes que poderão estar acontecendo.

Nessa perspectiva, a nossa intenção é a de que tudo aconteça de uma forma exata e pertinente porque não desejamos ter problemas ou viver situações desgastantes. Acontece que nós vivemos enclausurados entre a culpa (passado) e a preocupação (futuro). O que passou não pode ser retificado, entretanto o futuro pode ser diferente.

A maioria das pessoas gasta uma grande quantidade de tempo preocupando-se com o futuro. Sem nenhum proveito. Nem um único momento de desassossego tornará a realidade melhor. A grande questão sobre a preocupação é que ela gera ansiedade e expectativa sobre como será o futuro, como as coisas serão encaminhadas. Ninguém sabe ao certo como será o dia de amanhã, pois existem contratempos que modificam qualquer programação e esforço pessoal. Enfim, a preocupação só irá contribuir a fim de que sejamos ineficientes para lidar com o presente.

Vamos utilizar um poema de Mário Quintana (1906-1994) para proporcionar uma visão simples, sintética e sábia sobre a importância de se viver o momento presente:

Seiscentos e sessenta e seis

“A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio,
seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”

3 julho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

QUANDO EU CONTAR IAIÁ

Zeca Pagodinha canta um samba bem balançado de sua autoria para alegrar este nosso início de semana.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE


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MEDOS E TEMORES 

Já não me assombram as sombras que faziam minha noite durar muito mais do que o necessário para o regresso do dia. Já não mais me assusto com o arrastar de correntes imaginárias nos corredores da casa sem luz. Já não me mete medo o escuro de uma noite chuvosa e seus trovões zoadentos clareados por relâmpagos faiscantes. Nada disso me apavora, mais. Meus temores são outros. Temo pela injustiça social, pelo desrespeito do homem pelo próprio homem. Sofro pela presença maciça e constante de políticos ladrões, de governantes irresponsáveis, de gestores públicos descompromissados com seu povo, sua gente. Se pudesse, voltava a ter apenas os pequenos medos e temores de minha infância. Assustam menos as sombras, as correntes arrastadas e as noites chuvosas repletas de trovejar que ratos ricos e poderosos passeando livres pelos planaltos do meu País. Com bafo de uísque escocês e cheiro de perfume francês, tudo patrocinado por todos nós.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

3 julho 2017 DEU NO JORNAL

LÁ COMO CÁ

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste domingo (2) o uso que faz da plataforma de mensagens curtas Twitter diante do que classificou de tentativas dos “meios de comunicação mentirosos” de fazer com que ele deixe de usar as redes sociais e, ao mesmo tempo, voltou a atacar a imprensa.

Um vídeo postado por Trump no Twitter mostra ele derrubando um homem, cujo rosto foi substituído pela logomarca da rede de notícias CNN, e depois o espancando com socos ainda no chão.

Em resposta, a CNN afirmou que Trump “está se comportando de forma juvenil, bem abaixo da dignidade do seu cargo. Nós vamos continuar fazendo nosso trabalho, e ele deveria começar a fazer o dele“.

Segundo a emissora, “é um dia triste quando o presidente dos Estados Unidos encoraja à violência contra repórteres.

 

* * *

Cada país tem o Lula que merece para atacar a imprensa da sua nação.

Idiota exercendo a presidência da república existe no primeiro ou no décimo terceiro mundo.

A diferença é que lá nos Zistados Zunidos o presidente sabe escrever e usa e abusa do Twitter, enquanto que aqui temos um Lula analfabeto e bronco que não consegue redigir uma única linha.

E depois dizem que é só em Banânia que merda inimiga da liberdade de opinião é que ganha eleição presidencial.

Pois sim.

O eleitorado de lá é tão idiota quanto o de cá.

Em tempo: não custa nada repetir – de novo, novamente e mais uma vez -, que este Editor não tem nem bandido nem idiota de estimação, seja ele de qualquer coloração ideológica.

3 julho 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO


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