4 julho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

4 julho 2017 PERCIVAL PUGGINA

A VENEZUELA EXISTE E É LOGO ALI

No Brasil, a violência política se faz visível em dois níveis de radicalização. Num, há a perda da noção de limites; o discurso se exaspera, os poderes e seus membros se retalham verbalmente, xingamentos agitam as redes sociais, a verdade apanha e a razão é posta à prova. Noutro, tem-se algo mais perigoso. Refiro-me à violência que nasce da ideologia, que não ocorre em assomos de indignação, nem se manifesta naqueles momentos em que o sangue ferve e as estribeiras são perdidas. Trata-se de algo fora dos parâmetros pelos quais se orientam pessoas normais.

Ao entender isso começa-se a compreender a razão pela qual, sem quê nem porquê, certos grupos passam a incendiar ônibus, a dar “voadoras” nas vitrinas e a disparar rojões contra a autoridade policial. Mauro Iasi citando Brecht, Guilherme Boulos e João Pedro Stédile com seus exércitos, falam por eles.

Em 1968, o general vienamita Vo Nguyen Giap, em artigo publicado em “El hombre y el arma”, escreveu (tradução de Igor Dias): “… os revisionistas contemporâneos e os oportunistas de direita do movimento comunista e do movimento operário seguem vociferando sobre ‘paz’ e ‘humanitarismo’; não se atrevem a mencionar a palavra ‘violência’. Para estes, a violência é um tabu. Temem esta assim como a sanguessuga teme o cal. O fato é que negam a teoria marxista-leninista sobre o papel da violência na história”. Mais adiante, lecionará o general: “Os comunistas expõem o papel histórico que cumpre a violência não porque sejam ‘maníacos’ por esta, mas sim porque é uma lei que rege o desenvolvimento social da humanidade. Não poderá triunfar nenhuma revolução e nenhum desenvolvimento da sociedade humana sem entender tal lei.”

Para Marx a violência é a parteira de toda velha sociedade que leva em seu seio outra nova. Assim, ela acompanha a ação política de tantas referências da esquerda brasileira, começando, entre outros, pelos nossos patrícios Prestes, Marighela, Lamarca; e vai importando seus bandidos – Fidel Castro, Che Guevara, Farabudo Martí, César Sandino, Tiro Fijo e por aí afora. Se há acusação que não se pode fazer a qualquer desses senhores é a de prezarem a democracia, seus valores e suas regras. Assim também se explicam 100 milhões de mortos com vistas ao tal “desenvolvimento social da humanidade”. Fala-me de teus amores e te direi quem és.

Para pôr freio nesses desequilibrados e em seus desequilíbrios, a democracia se afirma, aos povos, no horizonte das possibilidades. “Mas não se faz democracia sem democratas”, disse alguém, com muita razão. A democracia é um sistema e uma filosofia. Uma boa democracia exige que ambos sejam bons e andem juntos. O sistema é definido pelas regras do jogo político, ou seja, pelo conjunto de normas que legitimam a representação popular, regem eleições, determinam atribuições aos poderes, e definem o modo segundo o qual as leis são elaboradas, aprovadas e aplicadas. A filosofia é marcada por um conjunto de princípios e valores elevados, honestamente buscados e socialmente ratificados.

Sem a filosofia, o sistema pode dar origem a toda sorte de abusos, entre eles a ditadura da maioria. Sem o sistema, a filosofia pode descambar para a anarquia, ou para a ditadura da minoria, posto que faltarão os instrumentos de legitimação conforme a vontade social. Defender insistentemente o constitucionalismo e promover os princípios e valores que inspiram o regime democrático é a melhor proteção contra as perversões que se expressam pela violência. Não chegamos lá, mas tudo pode piorar. A Venezuela existe e é logo ali. Cuidado, pois.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

COISAS DA VIDA

Depois de alguns dias de férias, propositadamente longe do mundo virtual e, completamente desligado dos últimos acontecimentos desse planeta azul, volto de mansinho com essa modesta poesia, até me inteirar por completo dos fatos que viraram notícia, principalmente, as matérias que desfilaram aqui pela passarela do nosso querido JBF.

Aos trancos e solavancos
Essa vida ainda é bela
Alegrias e tristezas
Sempre farão parte dela
Por entre flor e espinho
Cada qual segue o caminho
Sempre aprendendo com ela.

As derrotas e vitórias
Virão junto com o vento
Teremos altos e baixos
Alegria e sofrimento…
Na longa estrada da vida
Cada batalha perdida
É um paiol de ensinamento.

Quem vive só se queixando
Nunca vai sair do chão
Pois a vida é um desafio
Desde a concepção
Quem vive se lamentando
Os outros sempre culpando
Vai morrer de inanição…

Nessa vida não se vem
Pra desfilar em passarela
Pois aqui a gente chega
Chorando de medo dela
Sem cabelo e assustado
Completamente pelado
Louco de frio e banguela.

Por essa estrada da vida
Mil lutas enfrentaremos
Pois vitórias e derrotas
Todos nós conheceremos
Diante de tanta incerteza
Nossa única certeza
É que ao pó voltaremos…

4 julho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

SERRA DA BOA ESPERANÇA

Francisco Alves interpreta um clássico da música brasileira, composto por Lamartine Babo.

LamartineBabo

Lamartine Babo (Jan/1904 – Jun/1963)

Saiba mais sobre Lamartine Babo e saiba também a curiosa história da música “Serra da Boa Esperança” clicando aqui

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4 julho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

4 julho 2017 DEU NO JORNAL

A CORDA E A CAÇAMBA

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Marcelo Odebrecht vão prestar depoimento nesta terça-feira (4), a partir das 14h30, como testemunhas de defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro.

Os dois depoimentos à Justiça Federal de Brasília serão prestados por meio de videoconferência.

* * *

Lula e Odebrecht.

Uma parelha de malfeitores autenticamente banânica.

Testemunhas de defesa de bandidões de grosso calibre.  

Um deles, Marcelo Odebrecht, já está preso. E outro está na fila.

Ô ordem de prisão demorada que só a porra…

4 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

A FLECHA E O BAMBU

Na semana em que o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) comemorou, em silêncio cerimonioso, a vitória por 11 a 0 contra os colegas que desafiam seu poder absoluto sobre os destinos dos réus sob o peso de seu martelo, seu parceiro procurador-geral da República recorreu a uma metáfora primitiva. O ministro do STF Luiz Edson Fachin e o chefão do Ministério Público Federal (MPF), Rodrigo Janot, este em fim de linha não se sentem forçados a dar explicações por terem patrocinado a delação premiada mais generosa da História da humanidade, que ambos concederam a Joesley Batista, o bamba do abate.

Todo mundo sabe, pelo menos dentro dos limites do Distrito Federal, que Ricardo Saud, um dos delatores premiados da holding J&F, que deixaram Anápolis, em Goiás, para brilhar nesse mundão grandão de Deus, foi solícito parceiro do excelentíssimo e eminentíssimo relator em sua peregrinação à cata de votos a seu favor na sabatina do Senado para aprovar sua nomeação para o Supremo. É ainda de conhecimento público que sua escolha não foi abençoada pela ausência de suspeitas e desconfianças, no momento em que a dra. Dilma Vana Rousseff Linhares resolveu substituir o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, por ele. E não eram meros detalhes desprezáveis, como diria o dr. Michel Miguel, devoto de palavras dicionarizadas que não têm uso corriqueiro. Ou, como o lente de Direito Constitucional da PUC de São Paulo podia preferir, lana caprina.

Assim que findou sua passagem pela presidência do STF, alegando ter sido ameaçado, Barbosa aposentou-se. A chefa do Poder Executivo levou oito longos meses, quase uma gestação, para substituí-lo. Os cheios de pruridos éticos na escolha para ser membro tão poderoso de uma instituição que deveria ficar acima de qualquer suspeita na vida toda – entre os quais o autor destas linhas – insistiram na tecla de que o ilustre jurista tinha advogado quando ainda era procurador do Estado do Paraná, o que fora proibido pela Constituição. Usei fora e não era porque a mudança constitucional foi usada como argumento para defendê-lo por entidades que não tinham por que se meter no caso: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Procuradores do Estado do Paraná, que apresentaram pareceres jurídicos a respeito. Ao aprová-lo na sabatina, o Senado estendeu aos pretendentes ao STF o princípio básico do direito de defesa no Direito Romano in dubio pro reo (ou seja, na dúvida a favor do réu) para os insignes candidatos à colenda Corte. Outro princípio dos tempos de Roma – à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer – foi às favas, como os escrúpulos do coronel Passarinho e a modéstia daquele que seria seu colega e contendor no órgão máximo, o ministro Gilmar Mendes. Escrúpulos e modéstia não são comuns no grupo em tela.

Em benefício da dúvida velha de guerra, o doutor foi liberado para exercer a extrema magistratura, mas seus aliados também tiveram de superar outros óbices, hoje já não se sabendo se mais ou menos espinhosos. Jurista respeitado por colegas de ofício de ideologias opostas, ele se fez conhecido por duas posições que põem eleitores e eleitos em pé de guerra. Esquerdista, militou em favor das causas de movimentos sociais que passam ao largo da legalidade, como o famigerado Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). E, católico devoto, frequentador de missas dominicais com a mulher, com quem é casado há longa data, esposou com fervor causas do Instituto Brasileiro do Direito de Família (IBDFAM), presidido pela gaúcha Maria Berenice Dias. Aos senadores conservadores explicou que a Constituição se sobreporia a eventuais posições políticas, partidárias ou referentes a causas que defendeu, entre elas, a múltipla paternidade e o convívio conjugal entre parceiros casados (ou não) de quaisquer opções sexuais. Convincente, foi aprovado.

Críticos mais renitentes lembraram que o professor foi remunerado por uma empresa controlada pelo Estado do Paraná numa causa contra uma concorrente americana, ao arrepio da lei, pois, sendo procurador, teria obrigação de defender a estatal estadual gratuitamente. Como titular do mesmo escritório de advogados, prestou serviços a uma empresa paraguaia contra a estatal binacional (meio brasileira) Itaipu. O mesmo escritório atuou em causas julgadas no Tribunal de Justiça do Paraná, no qual sua mulher, Rosana Amara Girardi Fachin, é desembargadora.

Sua Excelência também postou vídeo de apoio à candidata do PT à Presidência da República em 2010, Dilma Rousseff, que o indicaria. Não há proibição legal para fazê-lo. Mas isso criou mais problemas do que os outros seis pecados capitais, pois põe em dúvida a imparcialidade. No STF, contudo, isso não é lana caprina e, sim, favas contadas. Gilmar Mendes foi advogado-geral na gestão tucana de Fernando Henrique. Ricardo Lewandowski é amigo antigo da família Lula da Silva. Dias Toffoli foi advogado do PT e, depois da União nos mandatos de Lula. E Alexandre de Moraes é duas vezes comprometido: com o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, de quem foi secretário de Segurança Pública, e do presidente Michel Temer (PMDB-SP), de quem é amigo pessoal e foi ministro da Justiça. Vai longe a data em que Marco Aurélio Mello, primo de Collor e por ele nomeado para o STF, se declarou impedido de participar da decisão final sobre o impeachment do parente e benfeitor.

Aliás, quando o assunto foi aventado, Gilmar Mendes, inimigo declarado da Lava Jato e da delação premiada em geral, não apenas a dos irmãos Batista, recorreu ao princípio evangélico do “atire a primeira pedra”, advertindo que muito poucos colegas não contaram com a ajuda de empresários ou políticos investigados, processados ou apenados.

É difícil encontrar em Brasília quem não saiba que o substituto de Joaquim Barbosa foi instruído por um caríssimo gestor de crises contratado para o serviço não pelo ministro, mas pela mesma mão que o indicou para o cargo, a de Dilma. Pode não ter sido ilícito, mas não é nenhum indício de lisura a se exigir do membro da cúpula de um poder que decide querelas judiciais em última instância. Pode não ser o oitavo pecado, mas não deixa de ser uma mácula na fantasia de Batman que o ministro usa no trabalho.

Antes de chegar a Fachin, contudo, a generosíssima delação premiada de Saud & Batista foi negociada com o MPF, com o beneplácito de seu chefe, Janot, E este, com informações colhidas pelos depoimentos dos delatores, está entrando na História como autor do primeiro libelo acusatório contra um presidente da República no exercício da função

Os procuradores chefiados por Janot não deram a menor importância à lacuna imensa existente na delação dos irmãos Batista e do parceiro de Fachin na preparação da sabatina. Zé Mineiro, cujas iniciais inspiraram o nome JBS com a qual a carne da Friboi ganhou o mundo todo, começou sua vida num açougue de duas portas no longínquo interior goiano. Seus filhos Joesley e Wesley são hoje os mais bem-sucedidos produtores e vendedores de proteína animal do planeta. Até a neta grávida de Lula, notória por sua sem-cerimônia no uso de gestos obscenos, sabe que isso ocorreu mercê do uso de empréstimos pra lá de beneméritos do BNDES.

Aos federais e procuradores que negociaram sua delação a prêmio Joesley Batista contou que administrara contas de Lula e Dilma, que movimentaram US$ 150 milhões, na Suíça. A denúncia tem o valor de uma nota de R$ 3, pois o público pagante de seu vertiginoso enriquecimento não ficou sabendo de um documento habilitado a comprovar “no papel” a denúncia. É, digamos, uma delação de saliva, mas sem prova de tinta.

Depois de acusar Temer, alvo preferencial de uma ação controlada, que os sócios e amigos do presidente chamam de “armação”, Janot, aprovado por Fachin, que homologou os prêmios, pode até acusá-lo de ser réu confesso. Pois o presidente nunca negou as circunstâncias delituosas de seu encontro noturno em palácio com um bandido conhecido até em Tietê, sua cidade natal. Pode ser que isso dê um pouco de substância probatória à denúncia histórica do procurador. Mas não justifica o desinteresse dele pelas origens da fortuna criminosa da família Batista, em si só um delito.

Temer vingou-se dele nomeando uma desafeta, Raquel Dodge, para o lugar que Janot terá de abandonar em 17 de setembro. Mas, como Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, Janot prometeu uma “vingança maligna” até lá: “Enquanto houver bambu, vai ter flecha”. Resta saber quem, Janot ou Fachin, é a flecha. E qual dos dois é o bambu.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro editodos Luiz Berto:

Segue um vídeo intrigante, obsceno, sobre como a Autoridade Judiciária de Banânia é tratada por marginal preso nos primeiros contados sobre as condições da prisão dele, marginal, e depois, em outro interrogatório, em Audiência de Custódia, um troço inventado pelo Conselho Nacional de Justiça só para encher linguiça, dar moral a marginal e torrar o dinheiro do contribuinte inutilmente.

Veja que o marginal em questão desmoraliza os juízes que o interrogam, joga bosta no ar condicionado com deboche, escárnio e palavrões em plena audiência, mandando até o Juiz tomar no cu.

Depois, veja um exemplo de menos proporção ocorrido nos EUA entre um Juiz e uma prisioneira, país sério onde a Justiça funcional e marginal não tem voz nem vez. É tratado como marginal mesmo, dentro do grau da marginalidade, sem direito a nenhuma regalia.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

CONJUNTO FARROUPILHA & NILO AMARO E SEUS CANTORES DE ÉBANO

Sugeridos pelo leitor fubânico Paulo Terracota

Conjunto Farroupilha: conjunto vocal criado na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre, no fim da década de 1940, no início restringem-se ao repertório típico gaúcho. Na década de 1950 e 1960 mudaram um pouco o estilo e fizeram trabalhos ligados à bossa nova e internacionais. Sidney Moraes , um dos integrantes, lançou-se mais tarde em carreira solo com cantor de boleros com o nome de Santo Morales.

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano: Grupo Formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela. O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da mpb e do folclore e de versões para o português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel
no Brasil.

* * *

01 – Meu Tio – (Barcellini/Contet/Carrière)(versão: Fred Jorge) – Conjunto Farroupilha – 1959

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02 – Uirapuru – (Jacobina/Murillo Latini) – Nilo Amaro – 1963

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03 – Gauchinha bem querer – (Tito Madi) – Conjunto Farroupilha – 1968

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04 – Down By The Riverside – (Dazz Jordan) – Nilo Amaro – 1961

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05 – Prenda minha – (D.P.) – Conjunto Farroupilha – 1957

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06 – Leva eu sodade – (Tito Neto/Alventino Cavalcanti) – Nilo Amaro – 1961

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07 – Bolinha de sabão – (Orlann Divo/Adilson de Azevedo) – Conjunto Farroupilha – 1963

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08 – Fiz a cama na varanda – (Dilu Mello/Ovídio Chaves) – Nilo Amaro – 1961

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09 – Negrinho do pastoreio – (Barbosa Lessa) – Conjunto Farroupilha – 1957

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10 – Greenfields – (T.Gilkyson/R.Deher/F.Miller)(versão: Romeo Nunes) – Nilo Amaro – 1961

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11 – Chanson D`amour – (Wayne Shanklin) – Conjunto Farroupilha – 1958

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12 – Minha graúna – (Tito Neto/Avarese) – Nilo Amaro – 1961

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13 – Gauchinha – (Luis Cosme) – Conjunto Farroupilha – 1960

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14 – Tammy – (J.Livingston/R.Evans)(versão: Othon Russo) – Nilo Amaro – 1963

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15 – Me dá um mate – (Barbosa Lessa) – Conjunto Farroupilha – 1960

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16 – Boa Noite – (Francisco J.Silva/Isa M.Silva) – Nilo Amaro – 1961

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4 julho 2017 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE (BA)

4 julho 2017 DEU NO JORNAL

“O SÉRGIO É PURA EMOÇÃO. EU JÁ VI ELE LACRIMEJAR OS OLHOS FALANDO DO POVO DO RIO DE JANEIRO”

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral recebeu R$ 122 milhões em propinas através de transportadoras de valores.

O dinheiro era entregue por empresários do setor de ônibus e levado em carros-forte das empresas Prosegur e da Trans Expert.

…. as empresas de ônibus possuíam ‘contas’ nas transportadoras de valores para custódia dos recursos arrecadados com passagens”, diz trecho da denúncia do Ministério Público Federal, que desencadeou a Operação Ponto Final nesta segunda (3).

A Operação Ponto Final tem como alvo empresários de transporte público carioca, que subornaram políticos, órgãos de fiscalização e o ex-governador.

No total, o MPF afirma que foram movimentados ao menos R$ 260 milhões em propina.

* *  *

Propina levada em carro forte….

Vôte!!!

Este tal de Ministério Público é muito insensível e parcial.

Os promotores não levam em conta que o caridoso ex-governador Sérgio Cabral, atualmente obrando de coca no boi da prisão, tinha um “olhar fraterno e generoso” para com os pobres do Rio de Janeiro, conforme diz o ex-presidente Lula.

Assim como Lula botou os pobres pra viajar de avião, Sérgio Cabral botou os pobres pra andar de busão.

Com conforto, segurança e ar condicionado.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

“JACARÉS DEBAIXO DA CAMA”, OU FATO HISTÓRICO?

Tida por por muitos como lapidar, essa frase do dramaturgo alemão Bertholt Brecht nos instiga e provoca: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. Ok, vale a reflexão. E por valer, reflitamos também sobre isso que vos proponho pensar: sem suas margens, um rio não seria rio, seria leito espraiado, seria águas sem curso, seria rumo nenhum, jamais tocaria o mar. Bem assim é a liberdade, que sem seguras mãos-margens e medidas para guiar-se , perde-se então no caminho, desaprende o verdadeiro sentido de ser livre por desconhecer obrigações morais e negligenciar responsabilidades.

Na era dos absolutos hedonismos, tudo que não for meu próprio umbigo é castigo. Mesmo os filhos já estão sendo considerados fardos , pois que os corpos possuem-se e estão exclusivamente para o inteiro tempo do fetiche. Nada de dividir o “meu viver para meu prazer” com outros seres que me exijam dedicação e renúncias.

E desse jeito vamos nos tornando cada vez mais os egoístas habitantes de um mundo cultivador de paradoxos: por um lado exacerba-se ao infinito os individualismos ávidos que se levantam contra quaisquer valores morais impeditivos desse exercício da “plenitude do eu para mim”, por outro, corre-se cada vez mais para os braços garantidores do Estado, sempre com o fito de, através deste ente legiferante, impor por força de lei a aceitação social das concupiscências totais.

Em nosso País, em um debate contra o advogado brasileiro Miguel Nagib, fundador e líder do “movimento escola sem partido”, uma procuradora federal disse que “os filhos não são dos pais, mas do Estado”. No Reino Unido, legisladores entenderam que os médicos são os que possuem o direito de decidir, à revelia dos pais, se uma criança menor de idade que apresente alguma grave doença apontada como incurável deve ou não continuar em tratamento, ou se se deve desligar os aparelhos que possam lhe prolongar a vida.

Um caso concreto: o bebê inglês de nome Charlie que sofria de uma doença mitocondrial que lhe provocava o enfraquecimento dos seus músculos e sérios danos cerebrais. Os pais do menino, Chris Gard e Connie Yates, apelaram então aos Juízes britânicos, porém esses autorizaram o desligamento. Recursaram ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo; perderam mais uma vez. Registre-se que esses pais pretendiam levar seu filho aos Estados Unidos para um tratamento novo, experimental. Os agentes do Estado não lhes deram permissão.

Se uma determinada lei é elaborada como orientação moral coletiva para as ações de uma dada sociedade e torna-se exigibilidade nos regimes democráticos, quando votada e aprovada por suas casas legislativas, e sabendo-se que essas instituições representam o próprio povo que as legitimam a partir do voto dado livremente, perguntemo-nos: o que está acontecendo com a sociedade ocidental, cujos pilares estiveram milenarmente fincados em princípios cristãos de valorização e respeito à vida humana acima de tudo?

Uma pista segura para a descristianização dos nossos valores morais e éticos, e para a “desconstrução” filosófica e comportamental de uma cultura como a nossa, passa por aquilo que o marxismo chama de “revolução permanente, continuada”. Com efeito, uma ideia não cai junto com um muro derrubado, pois sobrevive renitente nas mentes e nas ações daqueles que a consideram a causa “redentora” da humanidade! E subsiste principalmente quando essas pessoas infiltram-se por tudo quanto há de instituições voltadas para a disseminação do conhecimento, ou seja, as instituições de ensino. Daí por diante, basta aguardar o resultado…

Na crença marxista, a materialidade das coisas causam as ideias e não o contrário. Então nossa história seria exclusivamente a história das relações entre a humanidade e a matéria que nos compõe e sustém, e o que passa daí é mera ideologia subvertedora da realidade e precisa ser posta abaixo em suas fundações, para que um dia se chegue ao “lugar comum” da felicidade geral: uma humanidade livre de classes sociais e finalmente conhecedora da definitiva e verdadeira liberdade, o derradeiro estágio de nossa história. Nada de religião, nada de metafísicas, nenhuma mística que não seja a nossa própria evolução histórica e social. Logicamente guiada pela “práxis” marxista.

Não é à toa que valores como família, religião, direito de propriedade, individualidade, etc. são considerados inimigos ideológicos do processo evolutivo marxista rumo ao destino comum de uma humanidade nascida para esse dia (segundo esse pensamento): o dia em que todos terão tudo segundo suas capacidades e não porque uma classe dominante subjugou e oprimiu as demais classes sociais.

E Marx ainda considerava que seu ideal de sociedade era baseado em um processo científico(?), isso em detrimento dos outros socialismos que seriam apenas utópicos. Assim, para os marxistas, o “céu” acontecerá aqui, mais dia, menos dia, e ele será enfim sem relações familiares opressoras ou dominações sociais de classes, sem acúmulos de capitais ou de poderes, e sem a necessidade de um Estado que exerça controle sobre as pessoas que livremente se respeitarão. Contudo, isso não é utópico, segundo o próprio!

Mas há um porém: antes disso, faça-se a revolução! E que os meios de produção mudem de mãos e passem a pertencer ao proletariado, e que se constitua um novo Estado não burguês, a partir dos membros do partido, para que todos sejam reeducados segundo os novos princípios que os libertarão do jugo dos valores opressores históricos. Esse filme já não foi visto? Sim, ele foi. Mas acontece de muitos ainda o quererem reprisar… Se não como “ditadura do proletariado”, agora como ditadura do pensamento único…

Nossa civilização é fruto de um conjunto de circunstâncias históricas e de valores que nos legaram, dentre outros edifícios, o método científico, a economia de livre mercado, o estado democrático de direito, o respeito às liberdades civis, os direitos humanos, a virtude da caridade, a razão filosófica estruturada, as belas artes, a música em todo seu esplendor e as universidades de tantos saberes.

Desde a antiguidade greco-romana, passando pela queda do império romano do ocidente e pela pacificação dos povos bárbaros germânicos, vimos nos construindo até chegarmos onde chegamos. O que há de tão errado conosco, ao ponto do marxismo nos tomar por uma grande mentira de liberdade ou mera farsa social que deve ser “desmascarada e desconstruída”?

De fato a elaboração marxista é bem engenhosa. E enganosa! Tenta fazer tudo o mais passar por ideologia encobridora da “realidade como ela deve ser”, e apenas sua filosofia da “materialidade histórico-dialética” do mundo é detentora das explicações das coisas e dos fatos. E olhem que Marx se propunha colocar o pensamento de Hegel, com seu “idealismo absoluto”, na “rota da verdade”: da materialidade das coisas, para o mundo ideal…

Não é nem mesmo pela questão da batalha econômica contra a pretensa “mais-valia”, “apropriada” pelo capital em “desfavor do operário”, que o marxismo torna-se um canto de sereia sedutor, e sim muito mais pelo que instiga as pessoas em suas propensões libertárias… Uma grande contradição, posto o próprio Marx ver o anarquismo como algo infantil…

Ora, se a tal mais-valia já se provou uma doutrina frouxa, tíbia em suas “explicações” da “exploração patrão-empregado”, isso não importa aos militantes da causa, pois para esses o que interessa é desconstruir a acumulação capitalista e pôr abaixo os opressores valores ocidentais. E para tal, esses militantes foram e continuam sendo sistematicamente doutrinados.

Lutar contra a opressão, ser iconoclasta, vanguardista, militante da construção de um novo amanhecer para um mundo livre, amante da justiça e quebrador dos grilhões que acorrentam os incapazes de enxergá-los, parece uma linda e necessária tarefa a cumprir. Por isso a sedução, o encantamento e a contente reprodução dessas ideias tão libertárias…

Agora voltemos à frase de Brecht : “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. Aparentemente bacana, não é mesmo? Isso é tudo que uma economia liberal precisa, concluiria algum apressado, associando logo as margens do rio contenedoras com a intromissão estatal sobre os rumos da economia e contra o pleno exercício do livre-mercado. Só que não! Sem a observação dos contratos, sem o cumprimento das leis (leis que sejam realmente justas e necessárias), sem o direito de propriedade assegurado, sem a manutenção das boas tradições, sem essas seguranças jurídicas e sem a observação de valores morais e éticos, não há verdadeira democracia, não há verdadeiro estado democrático de direito nem tampouco respeito às liberdades individuais.

Por ocasião da revolução socialista russa, iniciada em 1917 e que levou ao poder o Partido Bolchevique de Vladimir Lênin, o que se prometia era menos opressão e mais democracia. Acontece que as coisas por lá se deram sempre de forma a mais perpetuarem-se os poderosos sanguinários em detrimento da liberdade, da justiça e da democracia. Certo é que o marxismo previa certas “etapas” a serem galgadas até a “libertação final”. A começar pela ditadura do proletariado, e a tal da tomada dos meios de produção. Também havia o lema: tudo pelo partido, nada fora do partido…

E o governo provisório de Alexander Kerenski que haveria de cuidar da transição até uma maior participação popular foi sobrepujado por um Lênin sedento de poder, e os mencheviques (que defendiam uma revolução gradual, com democracia e liberdade capitalista a fim de se produzir riquezas e só depois implementar o socialismo -como o próprio Marx previa inicialmente), foram atropelados pelos ávidos bolcheviques do “paz, terra, pão, liberdade e trabalho”, e o Partido Comunista tornou-se o Estado inteiro, e Leon Trótski, um bolchevique!, foi assassinado no México, e Lênin morreu em janeiro de 1924, e um tal de Josef Stalin assumiu o poder, e começaram os expurgos, e o resto já pertence à história com seus fatos, suas crueldades e sua verdade incontestável.

Da próxima vez que alguém lhe disser que você anda vendo jacarés debaixo da cama, responda: não!, eu apenas estou atento à história e prestando muita atenção aos fatos, e eles me contam de outras roupagens, outras “escolas” do marxismo, porém de uma mesmíssima finalidade: a “libertação” socialista… Pois é, acontece que o socialismo seria só o penúltimo estágio, a antecâmara de um lugar-comum social onde finalmente todos seriam verdadeiramente livres. O que sempre dá de tão errado?

4 julho 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
AS TRAMAS DO OLHAR

Enfeitei aquele amor
Com o olhar da paixão
O que eu via era sagrado
Em minha concepção
Depois que rompi a teia
Vi o castelo de areia
Desmoronado no chão.

Fiz d’uma simples tapera
Meu castelo imaginado
Da cachaça com limão
O vinho mais cobiçado
Fiz d’um simples peregrino,
Um sem rumo e sem destino
O meu príncipe encantado.

Mas tudo que arde e queima
É certo ser cinza um dia
Quando a velha venda cai
Desfazendo a utopia
No colo da realidade
Reaparece a verdade
Desmanchando a fantasia.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

4 julho 2017 DEU NO JORNAL

AJUDA NÓS, SEU PRESIDENTE !!!

A chuva de pepinos que cai sobre Michel Temer há cerca de um mês e meio levou a Secretaria de Comunicação a gritar por reforço.

O governo vai reforçar a equipe de comunicação encarregada de atender as demandas relacionadas à cúpula do Executivo.

* * *

Quero informar à Secretaria de Comunicação da Presidência da República que o JBF está inteiramente às ordens do Presidente Michel Temer.

Dependendo do valor do pixuleco a ser pago, todos os espaços desta gazeta escrota ficarão sob o comando do Palácio do Planalto.

As finanças do Complexo Midiático Besta Fubana estão numa miséria tão grande que não dá nem pra exagerar. Qualquer tostão será muito bem vindo.

Não temos ajuda nem do setor público, nem do setor privado.

Ajuda nós, seu dotô!

Arranje qualquer minxaria que nem a Folha de S.Paulo conseguirá ser mais tendenciosa do que o JBF!

Vou tentar impressionar a assessoria de comunicação de Temer reproduzindo o anúncio abaixo:

4 julho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XXVI


Manezinho Araújo (1910-1993)

Manuel Pereira de Araújo nasceu no Cabo de Santo Agostinho, em 27/09/1910. Cantor, compositor, jornalista e pintor. De origem humilde, passou a infância no bairro de Casa Amarela, no Recife, onde concluiu os primeiros estudos. Na adolescência conheceu Minona Carneiro, grande cantador de emboladas, seu incentivador, através do qual tomou gosto pelo gênero e veio a se tornar um dos maiores intérpretes da embolada. Trata-se uma forma musical do nordestino, cuja origem remonta à literatura de cordel. De forma bem humorada, o embolador discorre sobre pessoas ou fatos cantando vantagens como se fosse um cronista.

Ingressou como soldado no exército, participando da Revolução de 1930. Quando seu pelotão chegou à Bahia, a revolta já havia acabada e sua tropa recebeu como prêmio uma viagem para o Rio de Janeiro já na condição de sargento. Decidiu ficar no Rio, passou por alguns perrengues para sobreviver e começou a cantar emboladas nos cabarés da cidade. Durou pouco essa temporada e voltou ao Recife, numa viagem de navio. Em Salvador embarcou um quarteto famoso: Carmen Miranda, Almirante, o violonista Josué de Barros e seu filho Betinho. Durante a viagem, participou de algumas rodas musicais, foi incentivado pela cantora e recebeu a promessa de Josué de Barros de lançá-lo no Rádio.

Em 1933 voltou ao Rio de Janeiro e pouco depois começou a trabalhar na Rádio Mairynk Veiga, onde assinou um contrato de exclusividade, para atuar como cantador de emboladas no programa “Casé”, comandado por Ademar Casé. Em pouco tempo, passou a viajar para apresentações em outros estados e ficou conhecido como o ”rei da embolada”. Foi o primeiro artista brasileiro a gravar jingles para importantes empresas. Foi contratado para a campanha dos sabonetes “Lifeboy”, fazia propaganda do óleo de peroba ao mesmo tempo em que compunha e se apresentava nos programas de diversas rádios.

Até a década de 1950, gravou mais de 50 discos 78 rpms e quatro LPs e teve suas composições gravadas por diversos cantores(as). Pode-se afirmar que deve-se a ele o interesse dos sulistas pelo folclore e músicas nordestinas. Além da música, participou de vários filmes e cinejornais da Atlântida, seja cantando emboladas ou contando causos. Era também um talentoso humorista. Em 1942, gravou com o cantor e compositor mineiro De Morais a valsa Minas Gerais, que se tornaria o hino popular do estado de Minas Gerais. Em 1945 gravou a música Dezessete e setecentos, de Luiz Gonzaga e Miguel, um de seus grandes sucessos. Com Fernando Lobo, gravou Cuma é o nome dele?, Maria roxa, Pra onde vai valente?, De jeito nenhum, coroné, Vatapá, Amô de rede, Tamanqueiro, Palmatória e Vapô de caragola; com Ismael Neto, compôs Suspiro que vai e vem; com Hervê Clodovil, compôs Rua do sol, Tem dó e A saudade é de matar. Em 1956, gravou mais um de seus grandes sucessos, a embolada Cuma é o nome dele, que serviu de prefixo para seus programas e apresentações.

Em 1957, chateado com diversos aspectos ligados ao meio artístico, entre os quais a autopromoção dos fãs clubes, decidiu “pendurar as chuteiras”, com um grande show no Tijuca Tênis Clube, com cerca de 15 mil pessoas, entre amigos e admiradores. Com o dinheiro arrecadado aproveitou sua fama de brincalhão e hospitaleiro para abrir um restaurante – Cabeça Chata – em Copacabana, onde a cozinha era comandada por sua esposa dona Lálá, e ele divertia a clientela com suas cantorias. O restaurante ficou famoso com alguns pratos, particularmente a “galinha ao molho pardo” e o “bobó de camarão”. Chegou a ser frequentado por gente famosa no âmbito nacional e internacional.

Em 1962, fechou o restaurante e mudou-se para São Paulo, onde reabriu o Cabeça Chata na Rua Augusta. Mas o empreendimento não durou muito; fechou o restaurante e passou a dedicar-se a pintura. A esposa adquiriu uma gravura inglesa para enfeitar a parede. Ele reparou bem, e disse: “Melhor do que isso, eu faço”. Dona Lalá, então, desafiou-o: “Então faça!”. Começou com aquarela e guache sem orientação alguma e dizendo-se “ceguinho em técnica”. Demonstrando algum jeito para a coisa, ganhou da esposa um conjunto de tintas a óleo e passou pintar cenas da infância, e da vida retratando cidades, paisagens, palafitas, barqueiros, pescadores etc.

Em pouco tempo passou de cantor famoso a pintor conceituado em seu estilo primitivo. Em 1963, deu-se a primeira exposição individual, em São Paulo, na Galeria Astréia e, dois anos depois, ocorre outra individual, na Galeria Capela. Publica, no Rio de Janeiro. Em 1968, sai publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil, com apresentação de Aldemir Martins. Ao todo, realizou mais de 30 exposições, onde os quadros alcançaram boa vendagem. Alguns dos quadros se encontram em diversos museus do Brasil e no Museu Calouste Gulbenkian , em Lisboa. Segundo os críticos de arte, são três as características recorrentes em sua pintura: a presença das linhas compositivas bem definidas, traçadas com clareza; a cadência marcada, a distribuição marcada de elementos pela superfície da pintura e a escolha de temas ligados ao universo popular: a colheita, a religião, a feira, a favela.

Foi nesta condição de pintor renomado que o “rei da embolada” faleceu em São Paulo, em 23/05/1993, aos 83 anos. Em 2010, Geraldo Maia compilou alguns de seus sucessos e gravou o CD “Ladrão de purezas”, para que seu centenário não passasse em “brancas nuvens” da música. Por esta época, Inconformado com o descaso e o pouco conhecimento do compositor/pintor em sua própria terra, o jornalista José Teles passou a investigar mais sua obra e encontrou apenas um pequeno livro – Um certo Manezinho Araújo – escrito por Bernardo Alves e publicado pela Uzyna Cultural, contendo a vida, discografia e uma entrevista do compositor em 1978. Sua pesquisa resultou no livro lançado em 2013, Cuma é o nome dele? – Manezinho Araújo, o rei da embolada, pela Editora Bagaço. A biografia musical de uma das figuras mais populares do Brasil na época de ouro dos programas de rádio, no período 1930-1954.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Eterna ilusão

Hoje querida, tu passaste em minha rua,
bela e altiva, bem faceira, a passo lento,
e, provocante, puseste ardor no sentimento
de quem já vive a padecer por culpa tua.

É que o sol beijando o rosto, a face nua,
causou-me inveja, e num gesto ciumento,
eu desejei esmagar o meu sentimento
dentro do peito onde a dor se perpetua.

Vai feiticeira… leva contigo a emoção,
Deixa a saudade, boa e terna companheira,
encher meu peito dessa eterna ilusão

De que um dia, quando eu bem achar que não,
tu voltarás com a decisão de a vida inteira
fazer morada dentro do meu coração!

4 julho 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

4 julho 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


CAPIBA, PARA ALÉM DOS GRANDES FREVOS

Quem ler, de relance o nome de Capiba aí em cima no título, poderá dizer: “ah, esse eu já conheço, eu quero é novidade”…

Em primeiro lugar, não há dúvida que o maior compositor pernambucano é eterno e, portanto, será sempre uma novidade, com fundadas tradições.

O disco que Raphael Rabelo produziu e executou pouco tempo antes de morrer tão precocemente, é prova nacional do interesse pelo nome e pelo legado musical.

Aqui, entre nós, fubânicos, é bem possível, que essa frase soe repetitiva, porém muito além dos grandiosos frevos “Ó Bela”, “De Chapéu de Sol Aberto” ou “Madeira de Lei que Cupim não Rói”, mas entre os não tão fubânicos assim talvez poucos conheçam as belíssimas valsas, sambas-canção e boleros que ele fez.

Como aqui assumo a condição de também registrar os dados básicos de todos os homenageados, lá vai: Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba) nasceu em Surubim, em 28 de outubro de 1904, encantando-se em 31 de dezembro de 1997, no Recife, aos 93 anos.

Maria Bethânia – Com Nelson Gonçalves e Caetano Veloso

“Cais do Porto”, com maestro Guerra Peixe e Orquestra e “Titulares do Ritmo”, nos vocais

Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba), 1904-1997

Capiba era aquele cara que, quando numa roda de bar, surgia o ranking dos maiores compositores do Brasil, sacava-se do Sul, Lupicínio Rodrigues, da Bahia, Dorival, do Rio, Noel ou Tom, de São Paulo, Adoniran e Geraldo Filme, entre os capixabas, Roberto Carlos, do Maranhão, Catulo da Paixão Cearense, do Piauí, Torquato Neto, do Ceará, o Pessoal, incluindo Belchior e assim por diante.

Capiba é patrimônio musical pernambucano e nacional, título outorgado por aquelas que apreciam a boa melodia, músicos, estudiosos e historiadores.

Apesar de seu ecletismo, ficou conhecido mesmo como o maior compositor de frevos do Brasil.

A Mesma Rosa Amarela (Capiba/Carlos Pena Filho), com Maysa

Capiba nasceu em uma família de músicos – seu pai, Severino Atanásio foi maestro da Banda Municipal de Surubim e, aos oito anos já tocava trompa. Ainda pequeno, mudou-se com a família para a Paraíba. Lá, ainda criança trabalhava como pianista em cinemas.

Chegou a jogar como zagueiro no Campinense, time de Campina Grande-PB, porém abandonou os gramados e aos 20 anos gravou seu primeiro disco, com a valsa “Meu Destino”. Era torcedor declarado do Santa Cruz, do Recife.

Com 26 anos, mudou-se para o Recife. Aprovado em concurso, tornou-se funcionário do Banco do Brasil, o que lhe rendeu sustento financeiro e permitiu tempo para aprimorar-se como músico.

Em 1938, concluiu o curso da Faculdade de Direito do Recife, mas nunca apanharia o diploma e nunca seguiu carreira.

Em 1950, funda a Jazz Band Acadêmica e, com Hermeto Pascoal e Sivuca e cria o trio “O Mundo Pegando Fogo”.

Semana que vem tem mais.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

4 julho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ESCLARECIMENTO INDISPENSÁVEL

Hoje pela manhã, quando fui dar meu passeio matinal pelo noticiário banânico, me deparei com esta interessante manchete:

Vejam esta detalhe logo na abertura:

Ex-ministro de Temer“…

Esta é a manchete da página G1.

Este “G” significa “Globo”.

Vou apenas complementar esta informação dizendo que, além de ex-ministro de Temer, Geddel é também ex-ministro de Lula, em cujo governo dirigiu a facção Integração Nacional, de 2007 a 2010.

Foi um ministro tão dedicado do governo do PT que, na “administração” seguinte – o hilário reinado da Vaca Peidona -, foi nomeado para uma diretoria da Caixa Econômica Federal.

Aliás, é exatamente por conta da ladroagem praticada na Caixa que ele desde ontem está obrando de coca no boi da prisão.

Não custa nada esclarecer os antenados leitores fubânicos.

4 julho 2017 FULEIRAGEM

RLIPPI – CHARGE ONLINE


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