10 julho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

NOVOS CANDIDATOS E “NOVOS” ELEITORES

Uma meia-dúzia de embaixadores compareceu ontem à posse de Gleisi Hoffmann como presidente do PT. O representante da Coreia do Norte foi extremamente aplaudido. Só perdeu para o de Cuba.– Notícia do blog Radar On-Line do dia 06/07/2017

Todos nós sabemos que os filiados ao PT ainda sonham com a utopia comunista, travestidos de socialistas democratas, são na verdade oportunistas traiçoeiros. O que move essa turma é ter o poder a qualquer custo para seu benefício, enganando os ingênuos fingindo-se democratas, porém apoiando e sendo apoiados pelas ditaduras mais perversas da Terra. Iludem a todos, de todas as formas. Prometeram combater a corrupção e instalaram em sociedade com o que existe de pior na política nacional, o governo mais desonesto da história do Brasil.

O grande farsante José Dirceu, um dos maiores líderes do partido, perdeu a fantasia ao ser preso duas vezes condenado por corrupção, depois de fanfarronar dizendo: “O PT é o partido que não rouba e não deixa roubar” Até hoje o ex-presidente Lulla não foi claro em relação ao episódio do Mensalão. Primeiro disse que não sabia de nada, disse que foi traído (não falou por quem), disse que o Mensalão não existiu, pediu desculpas pelos erros do PT, disse que o caso era apenas uso de caixa dois… A verdade é que nuca prestou contas a nação e a grande maioria dos brasileiros também preferiu fazer de conta que não viu nada. Lulla e o PT não foram devidamente cobrados pelo maior caso de corrupção até então. Inexplicavelmente. Por não terem sido cobrados e punidos, ao contrário, foram eleitos para um novo mandato, sentiram-se à vontade para repetir o assalto. Superaram o Mensalão com o Petrolão.

Como diagnosticado por vários observadores, o Brasil sofre de masoquismo. O caso da aventura corruPTa petista, deixa claro que temos esse desvio de comportamento que leva o brasileiro a gostar de sofrer repetindo os equívocos do passado, acreditando que conseguiremos resultados diferentes insistindo nos mesmos erros.

Temos em 2018 a oportunidade de começarmos a mudar nossa história. Mais uma vez. É a hora de defendermos nossa democracia (política e econômica). De começarmos o processo de construção de um país moderno, transparente, eficiente, menos corrupto, mais justo, consciente com o uso dos recursos públicos (40% do PIB em impostos).

Ao olharmos para as opções que se insinuam como possíveis candidatos à presidência, não enxergo nenhum nome capaz de liderar um programa para nos conduzir ao Novo Brasil (Lulla, Ciro, Bolsonaro, Marina, PSDB). Não dá para esquecer da nossa tendência masoquista e não ficar preocupado com um novo governo cheio de velhos vícios. Nossa sociedade não é carente de pessoas capazes de participar e nos conduzir para esse futuro que tenho certeza é desejo de todos, tanto da esquerda, quanto da direita. Mas, atuar na vida política brasileira tem custos. Os políticos têm uma imagem tão negativa que poucos se dispõem a envolver-se com o desafio e correr o risco de acabarem contaminados. Mas, como disse Edmund Burke: Para que o mal triunfe, basta que os bons fiquem de braços cruzados.

Precisamos de novos candidatos e “novos” eleitores. Os dois precisam estar comprometidos com a verdade, com a austeridade fiscal, com o respeito às leis. Coisas que nossos políticos e governantes desprezaram nos últimos anos e os eleitores também não deram atenção devida na hora de escolher seus representantes. O Estado do Rio de Janeiro é o exemplo do que acontecerá no nível nacional, caso este moribundo governo e o próximo a ser eleito não entendam que não podemos continuar gastando mais do que temos por muito tempo. Precisamos nos conscientizar que para garantir todos os direitos constitucionais, alguém tem que pagar por isso. São direitos e deveres adquiridos.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SEU JOÃO, O ZELADOR

Muitos – mas, muitos mesmo! – amigos meus dão garantias jurando de pés juntos e mãos postas aos céus, de suas certezas quanto a minha possessão de um imã para, digamos, gente com pouco juízo.

Apesar de Mamãe já me afirmar isso desde a minha infância, se é verdade, eu ainda não sei.

O que sei é que gosto de dar atenção a pessoas de simples trato. Isso eu sei. Principalmente, devo dizer pelo bem da verdade, se o caboclo for daqueles “inocentes” que para tudo tem uma resposta na ponta da língua ou, ainda, uma sentença não esperada por ninguém.

Por exemplo: Seu João.

Espécie de zelador do prédio onde fica o nosso escritório, Seu João é “o” cara.

Baixo, moreno claro, magro, um pouco corcunda, ocupando os dentes da frente uma dentadura postiça muito branca – e se fosse um calçado, eu diria uns dois números acima do ideal – alargando o sorriso no rosto cheio de marcas de expressão, só fala sorrindo, sempre muito bem barbeado e se vestindo na farda da empresa.

Os cabelos, ainda cheios, estão sendo pintados pelo tempo. Aos poucos, mas vão. E para disfarçá-los na nova coloração, deu de seguir o conselho de um colega: dá umas escovadas com graxa para sapatos.

Quarenta e poucos anos, separado da esposa, vive só numa casinha em Macaíba, mas gosta de verdade é de dormir “nos braços das meninas de Aninha”, em um “bar familiar” funcionando no final da Avenida Amintas Barros, com moças de alegria corporal, frequentado por Seu João nas noites de sexta-feira, ou de qualquer outra feira, como ele gosta de frisar, quando lhe dá vontade e o dinheiro sobra.

– Seu Jesus, Aninha gosta tanto de mim, que me liga toda vez que chega uma garçonete nova lá – revelou sem constrangimentos. – E ela só me cobra “duzentinho” para eu inaugurar a bichinha no bar.

– Isso é que é ter consideração pelo amigo, né, Seu João?

– Ô! Se é.

Não bebe! Nada! Em absoluto! Seu João mente nesse sentido e, ele mesmo, acredita em sua mentira.

Muitas vezes traz os olhos mais apertados no final da tarde, a dentadura quase querendo saltar, as marcas de expressão mais acentuadas, porém… bafo de qualquer bebida, nenhum! A testa brilhando mais que pão doce saído do forno, as palavras sopradas com dificuldades contra a dentadura frouxa… porém, bafo de qualquer bebida, nenhum!

No bolso da camisa um saquinho com cravos da índia é presença tão certa quanto o coração inocente por baixo do tecido barato.

Outro dia, por ordens de Adriano, o proprietário do prédio, Seu João pintava o chão separando as vagas da garagem. Aproveitou o embalo e fez “umas obras de arte amarelas na pintura de cada carro” estacionado.

– Mas, Seu João… – comentei meio triste vendo as marcas no veículo da nossa empresa.

– Rapaz, isso aí não fui eu não. Eu trabalho com um pincel – se defendeu me mostrando a ferramenta – e isso aí é traço de braço – finalizou sem reparar no seu membro superior esquerdo todo amarelado, que usara para se escorar nos carros.

Outro dia, finalzinho da tarde, bateu na porta do escritório e chamou por meu nome. Mandei que entrasse.

– Seu Jesus, quero lhe pedir um favor – falava enfiando a mão no bolso. – Guarde esse dinheiro para mim, que eu tou gastando tudo lá em Aninha e isso não está certo.

Argumentei apoiando a sua decisão e incentivando-o à economia.

Recebi uma nota de cinquenta reais e pus o dinheiro sob um maço de notas fiscais. Quando ele saiu eu comentei com um dos nossos colaboradores que não esperaríamos quarenta e oito horas completas para o saque do capital. Já havia acontecido outras vezes. Mas dessa vez a desculpa foi…

– Seu Jesus, vim buscar o dinheiro…

– Mas já, Seu João?!

– … por causa do sonho.

– Do sonho?! – perguntei sem entender.

– Sim, rapaz. Sonhei que a danada dessa onça virava de verdade e arranhava o senhor todinho – falou arregalando os olhos, como se estivesse assombrado. A mão já chamando o dinheiro na direção de onde observara ter sido depositado por mim.

– Pegue!

Nem bem tinham se passado quatorze horas.

Ontem, entrando numa das ruas nas adjacências do escritório, vi Seu João andando apressado na companhia de outro senhor. Fui me aproximando devagar, o motor do carro engatado na segunda marcha. Quando estava a pouco menos de dois metros dos dois, meti a mão na buzina.

Foi um grito prolongado: biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiite!

Seu João deu um salto fela da puta para o lado, os olhos quase saltavam das caixas, olhando sobre o ombro direito e só não caiu porque o outro sujeito lhe serviu de escora e, ainda assim, depressa cambalearam para a segurança de uma calçada. Os dois agarrados, um se firmando no outro.

Quando eu estacionava o carro, ele veio se aproximando. Ria como de costume.

– Seu Jesus, que medo da febre do rato! – comparou. – Olhe que eu vinha chupando uma manga e ainda bem que trazia a danada na mão – falou me mostrando o resto da fruta – porque se eu viesse com ela na boca, teria engolido com caroço e tudo. Faça isso mais não, Seu Jesus.

– Faço não, Seu João. Eu lhe garanto.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

DUM – CHARGE ONLINE

FORRÓ EM LIMOEIRO

Pra alegrar este nosso início de semana, uma composição da autoria de Edgar Ferreira, na interpretação de dois grandes forrozeiros saudosos: Marinês e Dominguinhos. 

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dd

10 julho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
NA REDE DA SAUDADE

Fui lá pra ver se te via
Voltei sem te avistar
Até gritei, ô de casa!
Sem a resposta escutar
Mas vou voltar outro dia
Quando a saudade apertar.

Pra não perder a viagem
Minha rede vou levar
Vou armar no teu alpendre
Nela vou me balançar
Até a boca da noite
Ou até o galo cantar.

Porém se eu cair no sono
Me acorde, por favor,
Quero embalar a paixão
Sem tramela e sem pudor
Quero o gemido da rede
No grito do armador.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

10 julho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

É MOLE OU QUER MAIS?

Há poucos dias foi divulgado um incidente acontecido com a jornalista Miriam Leitão dentro de um avião, nos momentos em que ela embarcava no aeroporto de Brasília com destino ao Rio de Janeiro.

Aqui no JBF foi publicado um texto de Roberto Pompeu de Toledo sobre o assunto, intitulado Boçais no Ar,  que vale a pena tomar conhecimento e meditar sobre o seu conteúdo. (clique aqui para ler).

Um bando de cabras safados – machistas covardes da mais baixa qualificação -, levaram a efeito uma cena grotesca como só mesmo membros das zisquerdas petralhas seriam capazes de materializar.

E não estamos falando de militantes lá de baixo, de mortadeleiros que compõem a ralé analfabeta e tapada, mas de meliantes de alto escalão, delegados da quadrilha que haviam participado de uma convenção do diretório nacional do PT na capital federal.

Para meu grande espanto, leitor fubânico da extrema direita comentou o fato dizendo que aquele acontecimento havia sido previamente combinado entre Miriam Leitão e a horda petêlha!

É isto mesmo que vocês acabaram de ler: Miriam e os delegados vermêios ensaiaram o enredo, combinaram tudo e fizeram a encenação a bordo do avião.

E por que?

O nosso arguto e imaginativo leitor detalhou a incrível trama:

Miriam Leitão foi prisioneira de guerra ao tempo da ditadura militar e gozou dos inúmeros tipos de “carinho” que eram oferecidos pelos bravos patriotas aos enjaulados naqueles anos inesquecíveis.

E continua o nosso leitor o seu brilhante raciocínio:

Como Miriam continua hoje em dia tão esquerdista quanto era antigamente, tão esquerdista quanto são os militantes do PT, então eles combinaram o que o leitor qualificou como sendo um “fogo amigo”. A agressão não era de verdade. Apenas fingimento.

E por que fizeram isto?

O nosso antenado leitor deu a explicação:

A audiência do programa de Dona Miriam está baixa, baixíssima. Tão baixa quanto a sua credibilidade e o seu despreparo. Tão baixa quanto o Ibope do seu programa. (De onde ele tirou os números que comprovam esta queda de audiência, vocês não me perguntem: não faço a menor ideia)

Então a jornalista combinou com os petistas – já que são todos esquerdistas do mesmo balaio -, que fizessem aquele teatro pra que ela aparecesse em destaque no noticiário e voltasse a ter audiência.

Só isto. Apenas isto. Nada mais que isto.

E, completa nosso arguto leitor: Miriam Leitão é medíocre “como pessoa e como profissional“. E diz mais: Miriam padece da falta total de “charme e de beleza física“.

Seguindo nesta linha, talvez Miriam fosse uma excelente jornalista se, ao invés de talento e preparo, tivesse apenas um majestoso pé-de-rabo. Assim feito o da atriz Paola Oliveira, lindamente retratada nos flagrantes abaixo:

Atenção: não estou inventando. Estou apenas repetindo o que escreveu o nosso leitor.

Pergunto a vocês: é mole ou querem mais?

Pois se querem mais, tem mais.

Vamos lá:

Em outra postagem onde dei um cacete no presidente porra-louca Donad Trump – aquele circo ambulante que os zamericanos elegeram pra presidir a potência do norte -, o mesmo leitor da extrema direita defendeu ardorosamente o galêgo de topete empinado, que passa mais tempo arengando no Twitter do que cumprindo suas obrigações na administração do país.

Escreveu o nosso leitor que a eleição de Trump foi uma verdadeira “zebra” para os “satânicos globalistas“. Quem souber que danado é ser “globalista“, por favor me tire das trevas da ignorância. Confesso que fiquei boiando.

E o nosso furioso leitor continuou dizendo que a “criminosa” Hillary Clinton, a candidata derrotada por Trump, é uma “gangster da extrema esquerda americana“. E que o Partido Democrata americano é “esquerdista-comunista“.

Repito: num tô inventando nada. Ele escreveu mesmo isto.

E o cacete se estendeu além do Partido Democrata.

Continuem lendo: “A grande imprensa e mídia em geral americana está totalmente tomada pela ideologia esquerdista“.

Uma “imprensa comuna“, enfim, tipo o Granma cubano, resume o nosso moderado e sensato leitor.

É como eu sempre digo, redigo e vivo a repetir: a estúpida cegueira provocada pela paixão ideológica não escolhe lados.

Vai da extrema esquerda à extrema direita. Tem aloprados nas duas pontas.

E eu fico numa felicidade da porra de receber cacete dos dois lados.

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me!!!

A bandeira ao fundo desta foto, pintada com a cor vermelha do comunismo, prova que Hillary Clinton é uma marxista-leninista perigosa e atuante.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE


Mundo Cordel
AOS MEUS AMIGOS DIREITISTAS (E AOS ESQUERDISTAS TAMBÉM)

Apesar de já haver escrito em outras oportunidades sobre a dificuldade que tenho em entender os conceitos de direita e esquerda, é claro que percebo de que lado estão aqueles amigos que se permitem expor seus pensamentos políticos.

Hoje, escrevo pensando naqueles que demonstram ser “de direita”. Ou pelo menos contrários à esquerda, o “que no es lo mismo, pero es igual”, como diria o compositor cubano Silvio Rodríguez (que, aliás, parece ser de esquerda).

Mas, não vale a pena descer a maiores detalhes a esse respeito. Mesmo porque, assim como a expressão “esquerda” abriga inúmeras correntes de pensamento, a “direita” também tem suas subdivisões.

Tomando, então, meus amigos direitistas naquilo que têm em comum, vejo que sofrem com o fato de muitos jovens, notadamente nas universidades, mostrarem-se adeptos do esquerdismo.

Protestando nas redes sociais através de seus smartphones, esses jovens se apresentam aos direitistas como personificação da incoerência. “Criticam o capitalismo usando um equipamento que só o capitalismo foi capaz de criar”, resmungam os direitistas.

Manifestações contra o racismo, o sexismo e a criminalização da maconha são vistas pelos meus amigos direitistas como atos de gente alienada ou mal intencionada. Alguns dizem que é coisa de vagabundo mesmo.

Não que meus amigos direitistas sejam a favor do racismo ou do sexismo (da criminalização da maconha são a favor, sim). Embora haja direitistas racistas e sexistas, os que conheço mais de perto apenas entendem que os esquerdistas manipulam essas bandeiras para propagar sua ideologia contrária à propriedade privada e à livre iniciativa. Bandeiras essas que, no seu entender, conduzem à pobreza generalizada.

Longe de mim dizer quem está certo ou errado nesse embate.

O que me leva a escrever aos meus amigos direitistas é a impressão de que eles não entendem que, em um mundo dominado pelo capitalismo, com desigualdades sociais extremas, tanto entre os países como dentro de cada país, o discurso da esquerda “vende” bem.

Nesse mundo desigual – “ó, mundo tão desigual!”, diria Gilberto Gil – como não se deixar seduzir por protestos pela retirada de riqueza dos que a têm em excesso, para distribuir com os que não têm nada? Como não se aliar àqueles que prometem tratar melhor os oprimidos, aí incluídos não apenas os pobres, mas os negros, as mulheres, os homossexuais?

E meus amigos direitistas querem contrapor a esse discurso o da meritocracia? Será que a ideia de que os mais capacitados devem ocupar as melhores posições na sociedade não traz em si a mensagem de que se deve fortalecer o mais forte e subjugar o mais fraco? E, como falar em meritocracia – replicam os esquerdistas – se uns já nascem tendo tudo e outros apenas o instinto de sobrevivência?

Enquanto meus amigos da esquerda estão prontos a acolher refugiados, os da direita estão preocupados que entre eles venham terroristas infiltrados. Os da esquerda criticam a desumanização do sistema prisional; os da direita querem o direito de andar armados, para se defender daqueles a quem chamam de bandidos.

Haveria mais a dizer, mas esses poucos exemplos parecem-me suficientes para mostrar aos meus amigos da direita as razões pelas quais tantos jovens sentem-se atraídos pelas ideias da esquerda.

É que o discurso dos esquerdistas é altruísta, até heróico. Excelente combinação com o idealismo, comum aos jovens, sempre dispostos a mudar o mundo!

Houve um tempo em que a ideia da tomada do poder pelas armas também tinha esse glamour. A luta propriamente dita dos oprimidos, para destituir os seus opressores do poder, já encantou mais gente. Hoje, não se fala disso abertamente. Só em círculos mais fechados, de esquerdistas mais ortodoxos. Hoje, atrai mais adeptos falar de democracia.

No entanto, justamente agora, que praticamente todos – de direita ou de esquerda – querem democracia e liberdade, parte dos meus amigos direitistas fala em intervenção militar. E isso em um país que tem um histórico recente de ditadura militar. Prisões sem mandado, tortura e outras mazelas do totalitarismo.

Penso nessas coisas, e parecem-me óbvias as razões de os meus amigos direitistas terem dificuldade para convencer mais pessoas a também se reconhecerem direitistas. Apesar do fracasso econômico dos países que trilharam o caminho do socialismo. Esses mesmos países que, por muito tempo, serviram de inspiração para meus queridos esquerdistas.

Aliás, muitos dos meus amigos que hoje se apresentam como sendo “de esquerda”, afirmavam-se socialistas em um passado recente. Foi preciso que o Muro de Berlim caísse, e a União Soviética se dissolvesse, para passarem a se autoidentificar como “de esquerda”. Por isso a expressão “de esquerda” soa para mim como uma espécie de eufemismo.

E assim, meus amigos antes socialistas, hoje esquerdistas, já não falam em estatização dos meios de produção. Mas ficam nervosos quando ouvem a palavra “privatização”. O termo “empresário” é comumente usado por eles como sinônimo de “explorador dos trabalhadores”. Ultimamente, a palavra “terceirização” tem sido motivo de pavor.

Na verdade, meus amigos esquerdistas têm evitado falar do fracasso do socialismo. Preferem dizer que são progressistas. E, assim, qualquer proposta de mudança legislativa que os desagrade recebe a etiqueta de “retrocesso”. Embora eles mesmos muitas vezes me deem a impressão de ver o mundo como se ainda estivéssemos em meados do Século XIX.

Mas não posso negar a capacidade dos meus amigos esquerdistas de desqualificar tudo o que contraria os seus interesses. E ainda dar a impressão de que não são interesses, mas ideais.

Então, penso nos meus amigos direitistas – tão favoráveis ao livre comércio – e acho que deveriam refletir sobre a sua incapacidade de vender as próprias ideias.

Se querem conquistar corações e mentes, especialmente dos jovens, talvez devessem mostrar como pretendem construir uma sociedade na qual cada um possa enriquecer pelos seus próprios méritos, mas onde a distância entre o mais rico e o mais pobre não seja tão grande. Não, não creio que sirvam discursos sobre crescimento econômico e receitas de sucesso das grandes potências mundiais. Isso é muito distante das pessoas.

Talvez vocês, queridos direitistas, precisem chegar mais perto da vida das pessoas. E explicar como o progresso de cada indivíduo melhorará a vida de toda a sociedade. Porque, se pensassem o contrário vocês seriam esquerdistas.

Talvez vocês precisem dizer como serão dadas ao indivíduo que nasce pobre as condições necessárias à conquista de uma vida digna, com acesso às facilidades que os ricos têm. Observem que usei o verbo “conquistar”, porque distribuir essas benesses de graça é coisa de esquerdista.

Talvez vocês precisem explicar que a direita também quer a inclusão de negros, mulheres e homossexuais nos postos de comando de empresas e entes governamentais. Que os direitistas não são preconceituosos, e querem que cada indivíduo seja reconhecido e respeitado socialmente, independentemente dessas diferenças.

Vocês estão prontos para isso?

Se estão, que tal encontrar uma maneira de mostrar às pessoas – especialmente as mais jovens – que suas ideias levam a um caminho melhor para a humanidade, e não apenas para alguns privilegiados?

Essas são perguntas para as quais não tenho respostas. Mas não apenas isso. São também reflexões que entendo devam ser feitas pelos meus amigos direitistas (e pelos esquerdistas), nesse confronto de ideias que parece não ter fim.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

SOBRESSER – Anderson Braga Horta

Não chego a ser trezentos e cinquenta,
como Mário de Andrade, nem ecoa
em mim a heteronímia de Pessoa,
mas ser mais do que sou meu ser violenta.

Desbordado de mim, já me apoquenta
este excesso de ser, aura ou  coroa,
sobrepele, sei lá! – sobrepessoa
que sem tollher meu eu meu ser aumenta.

Aumenta? Diminui, que me embaraça
o olhar, como um reflexo na vidraça,
jogo entre mãos e títeres, engodo

de ser múltiplo sol, mas descontente,
que ardo de não arder completamente,
na dor de sobresser sem ser de todo!

10 julho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

A VIÚVA QUE SÓ PENSAVA EM SEXO

Seu Luiz era um setentão bem casado. Pai de quatro filhos. Avô de seis netos. Frequentador assíduo da Igreja Universal do Queijo do Reino, (mas não pagava dízimo nem com a bixiga lixa! Deus não precisa de dinheiro! – dizia ele). No bairro onde morava era conhecido pela paciência, serenidade, solidariedade e respeito aos vizinhos.

Marceneiro de mão cheia, seu Luiz não parava em casa. Era constantemente solicitado para ir à casa de um freguês instalar um móvel, fazer um armário, armar uma cama, consertar uma mesa, uma cadeira, coisas da profissão.

Certo dia recebeu um telefonema em sua casa de uma desconhecida chamando-o para ir à casa dela instalar um armário de cozinha na parede. Ele anotou o telefone, o endereço e prometeu que no outro dia chegava lá no horário marcado, cedinho.

Ao chegar à casa da viúva, seu Luiz foi recebido com agrado, galanteio, afago, cortesia, com a coroa toda empiriquitada, indicando o local onde queria instalar o armário, como desejava que fosse instalado e o deixou bem a vontade dizendo que não tinha pressa. Acertando o preço da instalação e o material que ia ser comprado para utilizar.

Com o material à mão comprado, seu Luiz volta no outro dia à casa da viúva alegre. Bate palmas. Ela vem atendê-lo. Ele pede licença, entra, conversa com ela mais uma vez detalhes de como deseja a posição da colocação do armário e depois começa a trabalhar.

Assanhada, a viúva alegre se aproxima do marceneiro e pergunta se ele não deseja fazer um lanche, tomar um café, beber uma água, tomar um suco. Enquanto vai lhe oferecendo essas cortesias a viúva alegre vai observando seu Luiz da cabeça aos pés: mulato, gordinho, braços e pernas grossos, sério, educado, tudo que a viúva alegre deseja num homem. Nesse ínterim, vai lhe subindo um calor com um desejo louco de ter aquele coroa nos seus braços. Imagina-o pelado na frente dela e se excita toda!

Naquele instante a viúva assanhada cria uma fantasia erótica tão da moléstia do cachorro pensando em seu Luiz que não se apercebe que havia passados mais de seis horas trabalhando na instalação do armário e que ele já havia terminado o serviço!

Quando deu por si o marceneiro a chama na cozinha, pergunta se está tudo bom, se ela gostou e, a viúva, já pensando como ter uma conversa com o coroa, diz que adorou a instalação e pede a ele que retorne no outro dia para receber o valor do serviço acertado. Despede-se dele, olha-o mais uma vez dos pés a cabeça e devora-o no pensamento.

No outro dia, na hora marcada, lá está seu Luiz no terraço da viúva alegre. Ela vem o atender. Abre a porta, Manda-o entrar. Tranca a porta e tira a chave sem ele perceber. Pede para ele sentar no sofá e aguardar um momento enquanto ela vai tomar um banho. Nesse momento seu Luiz fica apavorado com a atitude da viúva. Mas, mesmo contrariado com o pedido dela, fica esperando que ela saia do banho o mais rápido possível e venha lhe pagar o valor do serviço acertado para ele ir-se embora.

Depois de mais uma hora de espera, seu Luiz já nervoso de tanto esperar e estranhando o silêncio da viúva, fica em pé e a chama para lhe atender, dizendo-lhe que tem outro serviço para olhar.

Nesse momento, a viúva lhe aparece de camisola transparente, sem calcinha, sem sutiã, e na frente dele, abre a camisola e o provoca:

– E aí meu gostosão, está pronto para fazermos uns tilicuticos regados aos prazeres da carne mijada? Tomei um banho, me perfumei toda, raspei a danadinha só pensando na gente! Vem, corre, que estou louca de desejos! Sou uma ninfomaníaca insaciável! Desde ontem que não paro de pensar em nós dois em baixo do lençol! Tudo está pronto. Só está faltando você! Vem!!

Nesse momento, vendo aquele desmantelo à sua frente e pensando na esposa que deixou em casa e que nunca a tinha traído, seu Luiz arregalou os olhos fundo de garrafa, ficou mais preto do que já era e, ameaçando a viúva, inquiri:

– Olhe, madame, eu não vim aqui para isso não, viu! Eu vim para receber meu dinheiro! Se a senhora insistir mais uma vez eu quebro aquela porta, faço o maior escândalo aqui e vou me embora. Tá ouvindo?!

Foi nesse momento que a viúva assanhada, com medo da ameaça do velho, foi lá dentro, pegou o dinheiro, vestiu uma blusa, e chegou até a porta para pagar a seu Luiz. Mas antes de pagar, olhou o coroa mais uma vez da cabeça aos pés e lhe provocou:

– Olhe, tudo isso aqui é seu (e abriu a camisola transparente mais uma vez). Basta você me telefonar, marcar o momento para a gente fazer aquele ziriguidum (e começou a requebrar toda e revirar os olhos) que garanto que você não vai se arrepender! Estou à sua inteira disposição! A hora que quiser, pode vir seu garanhão! E começou a por a língua nos lábios em forma de gestos obscenos provocando o coroa, que já estava apavorado com tais atitudes estranhas da velha assanhada!

Enquanto a viúva fechava a porta seu Luiz saiu para rua, apavorado, desnorteado, pensando naquele desmantelo jamais lhe ocorrido na vida.

Chegando a casa, seu Luiz chamou o filho mais novo, solteiro, ao canto da casa e lhe contou o vexame por que havia passado, e o filho sirrindo-se de se mijar, olhou para o velho, e o provoca:

– Mas meu pai, e o senhor não comeu essa coroa, não?!! Puta merda! Meu Deus do Céu! Ó Senhor, deste a coroa à pessoa errada, Senhor! Por que não deste a mim, Senhor?!

E seu Luiz, sobressaltado com a reação galhofa do filho, imaginou: Meu Deus, como as coisas estão mudadas!… E ficou mudo porque percebeu que vinha vindo sua esposa, Dona Santinha, da igreja, com cara de quem comeu e não gostou!

10 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

10 julho 2017 DEU NO JORNAL

COITADA DE XOLINHA…

O estado de atordoamento mental dos brasileiros pode ser explicado por uma manchete de O Globo:

“Deputado preso anuncia apoio a Temer para ‘evitar turbulências’”.

Diz a reportagem:

“Preso em regime semiaberto, o deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) anunciou apoio ao presidente Michel Temer dizendo que votará contra a denúncia apresentada pela PGR para evitar que o Brasil viva mais ‘turbulências’.

Jacob atua durante o dia como deputado e vai para a prisão no fim do expediente e nos finais de semana”.

* * *

A gente só acredita neste tipo de notícia porque, enfim, é fato acontecido em Banânia.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

“Este país é foda: arrombam minha tabaca todo os dias!!!”

10 julho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
MARLON BRANDO – UM ÍCONE DO CINEMA MUNDIAL

Sem a menor sombra de dúvida, VITO CORLEONE, o Poderoso Chefão, mais conhecido como Marlon Brando, foi o homem mais bonito que o planeta terra já pariu. Ele morreu aos 80 anos, em Los Angeles, vítima de insuficiência respiratória, pobre, amargurado e gordo, pesando mais de 120 quilos, no ano de 2004. BRANDO era magnético, elétrico, encantador. Foi o maior ator de sua época. Lindo, seduziu centenas de mulheres, dormiu com metade de Hollywood e destruiu a vida matrimonial de muita gente. Segundo o crítico de cinema François Forestier, “Marlon Brando era um extraordinário sedutor. No livro que escrevi ele tinha tantas amantes que parecia mais um catálogo telefônico”, diz o escritor. O mito de Brando é tão esmagador que ele se torna mais importante que seus filmes. Sua arte transcende tudo basta ver ou assistir ao grande ator de obras primas como Sindicato de Ladrões (1954), Viva Zapata!!! Último Tango em Paris (1972) e O Poderoso Chefão(1972). Poucos ícones do cinema uniram dessa forma talento, beleza e aparência privilegiada.

Marlon Brando usava o SEXO como forma de poder sobre as pessoas, pois tinha mais filhos do que pau-de-arara fugitivo da seca nordestina para São Paulo, e parece que tudo tinha nascido de uma ninhada só. Três filhos que teve com sua empregada doméstica Christina Ruiz. Brando teve um lote de seis filhos mais de mulheres não identificadas, e outra tuia de sete, estes reconhecidos. Pela cama de Brando passaram mulheres famosas como Ava Gardner(mulher de Frank Sinatra que ameaçou castrá-lo), Marilyn Monroe, Grace Kelly, Shelley Winters, Ursula Andress e um cambada de anônimas. Entre os homens, enlouqueceu Tennessee Williams e Jean Cocteau. O DIABO BRANDO teve atrizes, homens, intelectuais, datilógrafas, costureiras, Hollywood, quem quisesse, todos aos seus pés. Os mais próximos chafurdaram no álcool e nas drogas, enlouqueceram, cometeram assassinato, se mataram, fugiram do brilho cego do monstro. “ERA O DEMÔNIO”, dizia sua filha Cheyenne, que se suicidou aos 25 anos. Um dos filhos desastrados de Brando assassinou um homem e ele gastou uma tremenda grana para livrar o peça ruim da cadeia.

Marlon Brando foi um ator saudado por trazer um estilo realista emocionante na atuação de seus papéis, e é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes atores de todos os tempos. Considerado um dos mais importantes atores do cinema dos Estados Unidos, Brando foi um dos três únicos atores profissionais, juntamente com Charlie Chaplin e Marilyn Monroe, a fazer parte da lista de 100 pessoas mais importantes do século compilada pela revista Time, em 1999. Do lado positivo do homem Marlon Brando destacou-se, também, um ativista, apoiando diversas causas, mais notavelmente o movimento dos direitos civis dos NEGROS e diversos movimentos em defesa dos ÍNDIOS. É mais conhecido pelos seus papéis como Emiliano Zapata em Viva Zapata!!! (1952), Durante os anos 70, ele foi mais famoso por seu desempenho vencedor do Oscar de melhor ator como DON VITO CORLEONE, em O Poderoso Chefão. Os filmes de faroestes que mais ele veio a se destacar foram: Duelo de Gigantes, Sangue em Sonora e A Face Oculta. Brando é considerado um dos maiores e mais influentes atores do século XX. Na opinião do cineasta Martin Scorsese, “Ele é o marco. Há o “antes de Brando” e “depois de Brando”.

Percorrendo as páginas de Marlon Brando – A FACE SOMBRIA DA BELEZA, biografia lançada no Brasil compreende-se a razão para o desconforto que a evocação da figura materna trazia ao grande mito do cinema. A proposta do jornalista francês François Forestier foi mergulhar na turbulenta vida privada daquele que um dia foi chamado de maior ator do mundo para iluminar a trajetória pública de Brando, astro que foi voluntariamente se apagando em vida até a morrer recluso em sua mansão, amargando tragédias familiares e problemas financeiros. Neste livro que eu tive o privilégio de lê-lo, Brando é mostrado como um gigante imponente e frágil moldado numa família desestruturada. Segundo o autor, foi determinante na vida e na carreira de Brando o desajuste afetivo e social germinado na convivência com o pai autoritário e infiel e a mãe, atriz frustrada apaixonada por Shakespeare que o filho adolescente passou a resgatar entorpecida de bares e camas que ela percorria entre as idas e vindas com o marido.

Outras tragédias marcante na vida pessoal de Marlon Brando foram os casamentos irresponsáveis que se mostrariam desastrosos para sua sanidade e seu bolso. Ele era um sujeito traumatizado pelo alcoolismo da mãe. Brando foi um gigante que sucumbiu ao próprio peso. Mas, por que um homem que passou a vida celebrando suas amizades morreu solitário assistindo televisão, alguns anos depois de ter um filho preso por assassinato e amargar o suicídio de uma filha?!?!?!. Tragédia à parte, cinematograficamente falando, falar de Brando é falar de um antes e um depois na história do cinema. Todas as estrelas posteriores beberam dele, de James Dean a Paul Newman, de Robert De Niro a Al Pacino. Seu legado é tal que não há um só intérprete que não use Brando, um dos maiores ícones do cinema mundial, como sua referência.

Assista logo abaixo ao trailer do filme “A FACE OCULTA” (One-Eyed Jacks), com uma excelente interpretação do SADISMO de Karl Malden e um papel espetacular do MASOQUISTA Marlon Brando. Depois de diversos trabalhos com Marlon Brando no palco e no cinema, em 1961 Malden e Brando se reencontraram em “A Face Oculta”, brilhante e insólito filme, o único dirigido por Marlon Brando.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

10 julho 2017 EVENTOS

FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS 2017

O Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em sua 27ª edição, ocupará mais uma vez diversos espaços da cidade, com uma rica e diversa programação de música, teatro, dança, circo, cinema, artes visuais, literatura, artesanato, cultura popular e muitas outras formas de expressões artísticas. Tendo como homenageado deste ano o cantor e compositor Belchior – cuja poética ilustrará toda parte visual e decorativa do FIG – o evento também entrará nas celebrações pelo centenário de Hermilo Borba Filho, cujas homenagens marcarão o conceito da Praça da Palavra. O FIG também fortalece a memória de Ariano Suassuna, levando seu nome ao Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna, como passará a ser chamado daqui por diante, e que receberá, durante oito dias, um recorte das mais diversas expressões da cultura popular de Pernambuco.

Confira AQUI  a programação completa do FIG 2017.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

EQUILÍBRIO & SERENIDADE

Aécio garante na volta ao Senado que a conversa com Joesley foi um ponto fora da curva

“Nesses dias tormentosos, em nenhum instante, absolutamente em nenhum instante, perdi a serenidade e o equilíbrio próprio daqueles que sabem exatamente a condução de seus atos”.

Aécio Neves, senador do PSDB de Minas Gerais, no discurso no Senado depois do período em que foi afastado por determinação do STF, jurando que a última vez em que perdeu a serenidade e o equilíbrio foi naquela conversa com Joesley Batista em que mostrou que fala fluentemente o subdialeto dos maloqueiros.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO


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O RATO ROEU

Francisco, junto com seus amigos, plantou estrelas no jardim de sua casa. A aldeia ficou linda. Sua mulher enfeitou a varanda com pés de manacá, junto a mandalas coloridas, para deles extrair seus cheiros. Todas as outras mulheres fizeram o mesmo. Hoje, Francisco não consegue mais ver suas estrelas e chora a ilusão de tê-las plantado. Roubaram-lhe todas. Seus filhos não podem sentir o cheiro das flores nas varandas. Elas não cheiram mais. Toda a luz que ali havia o gato comeu. O vento da alegria, o rato roeu junto com a roupa dos que habitam a aldeia e o povo está nu. Até o rio, outrora belo, quase desencheu de água tão suja a poluir-lhe o curso. E a paz, de tão rara, tão pouca, calou-se, enquanto a flor, que vivia a enfeitar a vida, sumiu nessa roça tão louca. Pior, com medo de quem tem a chave do ruim guardada em suas mãos, a tristeza fez morada na casa, na rua, na aldeia de Francisco. Sua mulher se arrepende de ter enfeitado a varanda e, triste, fez das bandeiras que empunhava alguns panos de chão. Ironicamente, hoje, eles se prestam a limpar sujeiras. Pior: as bandeiras de outras cores também se emolambaram e não têm outra serventia que não seja servirem de pano de chão. Do mais reles chão.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

10 julho 2017 DEU NO JORNAL

NUM TEM JEITO ALGUM DESTA MERDA DAR CERTO

O Ministro Luiz Fux, do STF, em entrevista à revista Veja, se disse perplexo com o que foi descoberto no Rio de Janeiro:

“Até porque Sérgio Cabral foi o melhor governador do Estado do Rio.”, declarou Fux.

* * *

Um ministro do Supremo Tribunal Federal, órgão maior do Poder Judiciário, opinando sobre um prisioneiro condenado por uma série enorme de acusações de roubalheira, corrupção e grossa bandidagem.

Todas estas acusações baseadas em fatos acontecidos ao tempo em que Sérgio Cabral “era o melhor governador do Rio“, segundo o “ilustre” magistrado.

E um tabacudo deste porte, um “magistrado isento” desta envergadura, é ministro do Supremo Tribunal Federal!!!

Nomeado por Dilma.

Agora, me arrespondam-me:

Tem algum jeito desta merda de país dar certo, enquanto existir gente que vota em quem nomeia um tolôte feito Fux para nossa suprema corte de justiça?

Hein???

Tem jeito de dar certo????

A corda e a caçamba: o melhor ministro que o STF já teve (depois de Gilmar, claro…) ao lado do melhor governador que o Rio já teve

10 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PROVÉRBIOS SOBRE A VIDA

“A gente vive esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem. Até que um dia a gente muda e vê que nada mais precisa mudar .”

“Terminado o jogo. O rei e o peão voltam para à mesma caixa.”

“A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo.”

“A vida é um empréstimo que temos a pagar em data incerta.”

“Jamais se desespere em meio às sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”

“A juventude não é uma época da vida, é um estado de espírito.”

“Se você que saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje.”

“Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.”

“Objetivo da vida: Ser uma pessoa melhor, não perfeito, apenas melhor do que ontem!”

“A vida é um jogo em que Deus embaralha as cartas, o diabo corta o baralho e nós temos de fazer os pontos.”

“Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; por um dia, vá pescar; por um mês, case-se; por um ano, herde uma fortuna; pela vida inteira, ajude os outros .”

“A vida é uma cadeia de desenganos por meio dos quais se vai adquirindo experiência.”

“Beber a grandes tragos extingue a sede; beber em pequenos goles prolonga o prazer da bebida. Assim é também com relação ao prazer do amor. E com tudo o mais na vida.”

“Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier.”

“Temos uma boca e dois ouvidos, mas jamais nos comportamos proporcionalmente.”

“O bem que se faz num dia é semente de felicidade para o dia seguinte.”

“Mais importante do que vigiar os outros é controlar os próprios passos.”

“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e e a oportunidade perdida.”

“Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos.”

10 julho 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

MOISÉS C. TAVOLIERI – APUCARANA-PR

Berto,

Publique esta propaganda do meu candidato, o grande, o fodão Bolsonaro.

Meu voto é dele e ninguém muda!!!!!

Xô corruptos, ladrões e safados.

Abraços,

R. Caro leitor, o espaço aberto e democrático desta gazeta escrota está à disposição de todas as tendências político-ideológicas. Como sempre esteve.

Quem quiser que mande reclames dos seus candidatos preferidos pras eleições do próximo ano.

Tudo será publicado sem qualquer restrição.

Como já aconteceu em campanhas presidenciais anteriores.

10 julho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
FATOS NADA SURPREENDENTES

Outro dia, numa livraria bem frequentada do Recife, donde sou cliente há mais de vinte anos, deparei-me com o Bituca, colega meu do Ginásio São Luís, hoje Marista, ele um ano mais adiantado, atualmente formado em Direito e vidrado em leituras plurirreligiosas, pesquisador das múltiplas crenças existentes no passado e as ainda sobreviventes nos quatro cantos do planeta.

Examinava ele um exemplar do romance espírita O Agênere, de Ângelo Inácio (psicografado por Robson Pinheiro), Contagem MG, Casa dos Espíritos, 2015, 380 p., merecedor de múltiplos elogios de leitores espíritas e não-espíritas.

Acompanhado de um auxiliar de seu escritório, Bituca definia para ele o que era um agênere: “uma aparição em que o desencarnado se revestia da forma mais precisa, das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo.” E detalhava mais, mostrando um texto de autoria de Tereza Cristina D’Alessandro, de março de 2005, extraído de consulta feita por ele no Google: “Esse fato ocorre devido à natureza e propriedades do perispírito que possibilitam ao Espírito, por intermédio de seu pensamento e vontade, provocar modificações nesse corpo espiritual a ponto de torná-lo visível. Há uma condensação (os Espíritos usam essa palavra a título de comparação apenas) tal, que o perispírito, por meio das moléculas que o constituem, adquire as características de um corpo sólido, capaz de produzir impressão ao tato, deixar vestígios de sua presença, tornar-se tangível, conservando as possibilidades de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. Para que um Espírito condense seu perispírito, tornando-se um agênere, são necessárias, além da sua vontade, uma combinação de fluidos afins peculiares aos encarnados, permissão, além de outras condições cuja mecânica se desconhece. Nesses casos, a tangibilidade pode chegar a tal ponto que é possível ao observador tocar, palpar, sentir a resistência da matéria, o que não impede que o agênere desapareça com a rapidez de um relâmpago, através da desagregação das moléculas fluídicas. Os seres que se apresentam nessas condições não nascem e nem morrem como os homens; daí o nome: agênere – do grego: a privativo, e géine, géinomai, gerado: não gerado, ou seja, que não foi gerado. Podendo ser vistos, não se sabe de onde vieram, nem para onde vão. Não podem ser presos, agredidos, visto que não possuem um corpo carnal. Desapareceriam, tão logo percebessem a intenção diferente ou que os quisessem tocar, caso não o queiram permitir. Os agêneres, embora possam ser confundidos com os encarnados, possuem algo de insólito, diferente. O olhar não possui a nitidez do olhar humano e, mesmo que possam conversar, a linguagem é breve, sentenciosa, sem a flexibilidade da linguagem humana. Não permanecem por muito tempo entre os encarnados, não podendo se tornar comensais de uma casa, nem figurar como membros de uma família.”

E pediu a cada um de nós que consultasse a Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos – 1859, fevereiro, p. 49, editada pela EDICEEL, que traz o seguinte exemplo: “Uma pobre mulher estava na igreja de Saint-Roque em Paris, e pedia a Deus vir em ajuda de sua aflição. Em sua saída da igreja, na rua Saint-Honoré, ela encontrou um senhor que a abordou dizendo-lhe: – Minha brava mulher, estaríeis contente por encontrar trabalho? – Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me fosse achá-lo, porque sou bem infeliz. – Pois bem! Ide em tal rua, em tal número; chamareis a senhora T…; ela vo-lo dará. – Ali continuou seu caminho. A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado – Tenho, com efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não chamei ninguém, como ocorre que vindes me procurar? A pobre mulher, percebendo um retrato pendurado na parede, disse: – Senhora, foi esse senhor ali, que me enviou. – Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato de meu filho, que morreu há três anos. – Não sei como isso ocorre, mas vos asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me enviou aqui.”

Na Revista em apreço, sendo o Espírito São Luiz consultado, ele ministrou as seguintes orientações: “Não basta a vontade do Espírito; é também necessário permissão para ocorrer o fenômeno; existem, muitas vezes na Terra, Espíritos revestidos dessa aparência; podem pertencer à categoria de Espíritos elevados ou inferiores; têm as paixões dos Espíritos, conforme sua inferioridade; se inferiores buscam prazeres inferiores; se superiores visam fins elevados; não podem procriar; não temos meios de identificá-los, a não ser pelo seu desaparecimento inesperado; não têm necessidade de alimentação e não poderiam fazê-la; pois seu corpo não é real.”

E o próprio Bituca relembrou o que está contido no Evangelho de Lucas 24,13-33, quando o Senhor, após caminhar com dois discípulos a caminho de um povoado chamado Emaús, desapareceu quando, convidado para cear, após abençoar o pão que estava à mesa.

Marcamos um novo bate-papo para quando o romance espírita acima citado for lido pelos três, quando debateremos outros agêneres que perambulam nos quatro cantos de um planeta que anda meio conturbado, influenciado por poder, dinheiro, dominação e conquistas, sem atentar para as forças dos espíritos do mal que estão a necessitar de um bom combate, para libertação de uma tragédia mundial há muito tempo já anunciada.


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