QUEM TEM, TEM MEDO

Lula defende Temer para escapar das revelações de Joesley sobre a conta na Suiça que bancou despesas do chefão

“Você não pode, só por conta de delação, culpar as pessoas, porque têm muito delator mentindo”.

Lula, em entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba, ao afirmar que Michel Temer não pode ser denunciado pelas revelações de Joesley Batista, fazendo de conta que defende o atual presidente por prezar a Justiça, não para desqualificar as informações fornecidas por seu açougueiro predileto sobre os R$ 300 milhões depositados numa conta na Suíça aberta para bancar despesas do chefão.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro editodos Luiz Berto:

Em 04 de fevereiro de 1997 perdíamos um dos jornalistas mais ácido, sarcástico e corajoso do jornalismo e telejornalismo brasileiros: FRANZ PAUL TRANNIN DA MATTA HEIBORN, o Paulo Francis, por escancarar no programa MANHATTAN CONNECTION, diretamente dos EUA, em 1996, durante transmissão ao vivo que a PETROBRAS era um covil de ladrões, era propriedade dos seus funcionários e não do povo brasileiro, e precisava urgentemente ser privatizada, e que seu presidente, à época, JOEL RENNÓ e os diretores possuíam mais de US$50 milhões de dólares em conta escusa na SUÍÇA, dinheiro surrupiados dos cofres da estatal.

Acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana pelo presidente JOEL RENNÓ, sob alegação de que o programa seria transmitido dos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Infelizmente morreu em decorrência dessa corajosa exposição da verdade!

O tempo provou que Paulo Francis estava certo!

O vídeo abaixo é esclarecedor:

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PROPOSTA DE CANDIDATO

Se Deus quiser este ano
Eu vou me candidatar
Prometer mundos e fundos
Para trouxa em mim votar
Se acaso for eleito
De vida vou melhorar
Pois o povo tá dormindo
E do jeito que tá indo
Vai custar muito acordar.

Vou me vestir de santinho
Como faz a maioria
Distribuir muitos abraços
Recheados de simpatia
Fingir que gosto de pobre
Andar na periferia…
Nas vilinhas lá do fundo
Vou mentir pra todo mundo
Que odeio a burguesia.

Dos políticos safados
Eu vou engrossar a lista
Quero ser igual a eles
Demagogo e populista
Passo a perna nos tapados
Vestido de progressista
Enrolo bem o povão
Garanto minha eleição
Só com papo moralista.

Farei milhões de promessas
Pra enganar a população
Emprego pra todo mundo
Saúde e educação
Transporte grátis a todos
Segurança de montão
Em cada esquina uma praça
Comida e roupa de graça
Boa vida e diversão.

Mas depois que for eleito
Que vá se lixar essa gente
Porque só vai ter boquinha
Quem for amigo e parente
E na próxima eleição
Nada vai ser diferente
Volto a concorrer de novo
Passo a lábia nesse povo
E saio eleito novamente.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

O ÚNICO CANDIDATO FICHA LIMPA ATÉ O PRESENTE MOMENTO

Comentário sobre a postagem MOISÉS C. TAVOLIERI – APUCARANA-PR

J Wilton:

“Bolsonaro é um dos raros políticos que não tem rabo preso com a justiça, nem com a rataria que pulula nos palácios e prédios da Capital Federal.

Não acho a escolha difÍcil:

Entre um troglodita honesto e um banco de ratos, fico com o primeiro.

O resto é hipogogia! (hipocrisia+demagogia)”

11 julho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

11 julho 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


DUPLAS SERTANEJAS D’ANTANHO

Fábrica de músicas duvidosas

A coisa esquentou mesmo foi esse ano. A rinha vinha fervendo de outros são joões, mas em 2017 a pirotecnia foi maior.

A questão é muito mais antiga e profunda do que se apresenta hoje. Qualquer música regional pode e tem o direito de ser assimilada por outros rincões.

Os dois processos mais conhecidos são: o natural reconhecimento popular e a demanda espontânea por artistas que estão bombando; e a famosa máquina de criar duplas, ídolos, mitos, por meio do velho jabá e dos atuais centros de fabricação de sertanejos, que entram numa linha de montagem – geralmente no Centro-Oeste, Paraná e Interior de São Paulo – destinada a transformar porcaria em algo palatável.

O raciocínio vale para o sabão em pó, Bombril e a música romântica universitária sertaneja – ou como queiram rotulá-la. Por qualquer três ou quatro milhões (cash), dois irmãos bonitinhos, dupla com, no máximo uma voz afinada, o molde, o modelo, o empresariadismo, os acordos comerciais de presença em tudo que é canto ao mesmo tempo e a badalação. Nós, pobres cristãos, de tanto ouvir onipresentemente esses mantras nos flagramos a cantar “Fio de Cabelo” e até “É o amor”, exceções num cancioneiro insosso e padrão.

Neste último São João, a discussão voltou, de novo, à baila e Caruaru-PE e Campina Grande-PB, mecas das festas juninas do Nordeste, disputaram à ponta de faca quem traria mais atrações como “Mariulza e Marielza”, Marília Mendonça – nova musa – e os tradicionais e indigestos, que me permito aqui omitir.

Concorrência desleal, como sentar em cima do disco do outro para quebrar (como me ensinou o amigo Pelão), comprar o espaço do sucesso na mídia e implantar um chip de lavagem cerebral nos desatentos, já é prática de muito tempo. No fundo, a estrutura mental é a mesma: destruir a cultura alheia e assentar em cima os seus fakes, para angariar dividendos.

Esse assunto me dá náuseas, como diria o procurador. Apenas para não deixar batido, mostro aqui dois momentos mais originais e mais antigos desse gênero que até gostava de ouvir. Tire-se desse libelo, por favor, a linhagem representada por Inezita e tantos outros craques.

Venâncio e Corumba – “Chuleado da Vovó” – Bem Brasil – 1982

Venâncio e Corumba nasceram no Recife, em Pernambuco, sendo autores também, de, entre outros sucessos de “Último Pau de Arara”.

Milionário e Zé Rico

A Estrada da Vida – Milionário e Zé Rico

O mineiro Milionário e o pernambucano Zé Rico (já falecido) foram motivo de dois filmes, um dos quais “A Estrada da Vida”, de Nelson Pereira dos Santos.

Semana que vem, tem mais.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

TIMONEIRO

Para embelezar a nossa terça-feira, Paulinho da Viola interpreta uma inspirada música que ele compôs em parceria com Hermínio Bello de Carvalho.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
TROCA DE VERSOS

Também sou menino
Curumim brasileiro
Inquieto, arteiro
Seguindo o destino
Guri nordestino
Criança crescida
De alma atrevida
Em plena alegria
Fazendo poesia
De bem com a vida!

Jesus de Ritinha

Também sei cantar
Eu sou cunhatã
Eu canto a manhã
Vendo o sol raiar
Corro a traquinar
Em meio a campina
Criança, menina,
Alegre e brejeira,
Versejo faceira
Essa é minha sina.

Dalinha Catunda

11 julho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

ATÉ QUE ENFIM, UM CANDIDATO QUE PRESTA: NEM ROUBA E NEM FAZ PORRA NENHUMA !!!

Comentário sobre a postagem NOVOS CANDIDATOS E “NOVOS” ELEITORES

Jairo Juruna:

“Precisamos de novos candidatos.

Que tal este aqui?”

11 julho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

AS PALAVRAS! AS PALAVRAS!

Sim senhor, hoje existo! Não minha imagem osso, que por osso é pó. Ou minha sombra pálida, que por sombra é nada. Hoje existo em cada vírgula, estou vivo em cada ponto. E continuo. Hoje cada palavra me representa e também quando interrogo(?), falo. Mesmo quando calo, quando silencio, falo. Falo pelas entrelinhas, falo pelas reticências… As palavras, o que querem dizer, dizem. E o que não querem, dizem também; mais dia, menos dia, mais hora, menos hora. Sim senhor, hoje existo, sou palavra. Minha vida hoje é um ponto de exclamação!

Antes mesmo de expressar-se numa sequência de sons emitidos e articulados com lógica fonética e conteúdos semânticos aptos a serem compreendidos por um ouvinte, a fala humana faz-se gênese linguística em nossas mentes. Como bem disse Ferdinand Saussure, a língua é um sistema de signos formados pela junção do significante e do significado, ou seja, da união entre uma imagem acústica e um sentido. E por onde começa esse elo? Como primícias, por nossos sentidos todos, é óbvio, e como processo detidamente inteligente, seu cerne é o raciocínio, o pensamento.

Daí então, apesar de o signo linguístico inicialmente encerrar certa arbitrariedade , não é arriscado dizer: de tão acostumados, para nós hoje é como se cada nome de coisa ou ser atraísse gravitacionalmente características próprias daquela nomeação original. Algo assim como se em nossas alamedas mentais essas associações sígnicas-identitárias transitassem empunhando um crachá natural pregado no bolso da blusa ou camisa.

O desenrolar das histórias das comunidades humanas, com suas interações migratórias e os vários outros fatores determinantes de contatos e interpenetrações idiomáticas e de dialetos, foi tratando (através dos processos de derivação ou composição) de estabelecer e ampliar o acervo lexical de cada povo ou nação; e o avanço tecnológico, por sua vez, foi tratando de exigir novas “invenções” de nomes.

Contudo, através das épocas, por um processo diacrônico, as estruturas e as acepções das palavras podem sofrer variações morfológicas ou de sentido, respectivamente. Ou mesmo passar cultural e socialmente por sensíveis mudanças de emprego semântico. Isso por tratar-se a língua de uma entidade viva, passível até de cair em desuso ou transmudar-se em outra ou outras, pois nossa maneira de falar também sofre a ação do tempo. A filologia é que vem em nosso socorro quanto a isso. E quando então vista a partir de suas características do momento, sintonizando o falante com seu tempo, lidamos com a sincrônica contemporaneidade de uma dada realidade linguística.

As palavras! As palavras! Ah! se todos soubessem como é bom cultivar e devotar a elas o nosso mais dedicado amor! Jamais esqueço da belíssima e verdadeira explosão de exaltação às palavras que o poeta Pablo Neruda construiu em um dos seus mais arrebatadores momentos. Ali ele nos diz, dentre outras maravilhas sobre os vocábulos amados, que:

…”são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam … Prosterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as … Amo tanto as palavras … As inesperadas… As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem … Vocábulos amados … Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho … Persigo algumas palavras … São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema!”

E o poeta segue em sua linda profissão de fé, até confessar:

…”que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos … Estes que andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas; por onde passavam a terra ficava arrasada… Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes… o idioma. Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro… Levaram tudo e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.”

Que coisa bela! Que belo testemunho de amor! Parabéns Neruda, parabéns! Também amo as palavras, também preciso delas como o próprio ar que respiro. Pudesse eu dar um conselho que fosse acatado por todos, com certeza diria para as pessoas dedicarem-se ao hábito de aprender palavras, estudar palavras, colecionar palavras na mente, saber suas histórias, carregá-las nos bolsos, nas abas dos chapéus, nas palmas das mãos, debaixo dos braços, sobre os ombros, por todo possível e impossível canto por onde andem. Sim, dediquem-se às palavras como quem dedica-se a um ser muito amado, afinal são elas que nos elevam à condição de humanos!

Se você parar pra pensar nas causas e sobre a essência desses valores que nos traduzem em quem somos e demarcam nossa humanidade, talvez percorra corredores antropológicos que falem de projeções e sublimações, ou adentre assuntos fisiológicos constituintes ou biológicos-hormonais, e vá até à bioquímica das reações e dos estados moleculares, e termine se perguntando sobre o que é a matéria afinal. E não achará a resposta e acabará contentando-se com alguma equação matemática que lhe prometerá ser a “fórmula do universo”.

No entanto, para caminhar até essa representação numérica, você foi conduzido/conduzida pelas mãos generosas das palavras. Sem elas jamais o conhecimento -ou a vontade de conhecer- sairia do lugar, avançaria. Da mais abstrata das abstrações aos engenhos dos números, do seu nome próprio ao clamor por Deus, o Verbo que a tudo principiou, lá estão elas, as palavras! Portanto, cuide de se entender com elas…

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 julho 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS LEITORES DE BRASÍLIA – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO


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