QUEM TEM, TEM MEDO

Lula defende Temer para escapar das revelações de Joesley sobre a conta na Suiça que bancou despesas do chefão

“Você não pode, só por conta de delação, culpar as pessoas, porque têm muito delator mentindo”.

Lula, em entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba, ao afirmar que Michel Temer não pode ser denunciado pelas revelações de Joesley Batista, fazendo de conta que defende o atual presidente por prezar a Justiça, não para desqualificar as informações fornecidas por seu açougueiro predileto sobre os R$ 300 milhões depositados numa conta na Suíça aberta para bancar despesas do chefão.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro editodos Luiz Berto:

Em 04 de fevereiro de 1997 perdíamos um dos jornalistas mais ácido, sarcástico e corajoso do jornalismo e telejornalismo brasileiros: FRANZ PAUL TRANNIN DA MATTA HEIBORN, o Paulo Francis, por escancarar no programa MANHATTAN CONNECTION, diretamente dos EUA, em 1996, durante transmissão ao vivo que a PETROBRAS era um covil de ladrões, era propriedade dos seus funcionários e não do povo brasileiro, e precisava urgentemente ser privatizada, e que seu presidente, à época, JOEL RENNÓ e os diretores possuíam mais de US$50 milhões de dólares em conta escusa na SUÍÇA, dinheiro surrupiados dos cofres da estatal.

Acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana pelo presidente JOEL RENNÓ, sob alegação de que o programa seria transmitido dos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Infelizmente morreu em decorrência dessa corajosa exposição da verdade!

O tempo provou que Paulo Francis estava certo!

O vídeo abaixo é esclarecedor:

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PROPOSTA DE CANDIDATO

Se Deus quiser este ano
Eu vou me candidatar
Prometer mundos e fundos
Para trouxa em mim votar
Se acaso for eleito
De vida vou melhorar
Pois o povo tá dormindo
E do jeito que tá indo
Vai custar muito acordar.

Vou me vestir de santinho
Como faz a maioria
Distribuir muitos abraços
Recheados de simpatia
Fingir que gosto de pobre
Andar na periferia…
Nas vilinhas lá do fundo
Vou mentir pra todo mundo
Que odeio a burguesia.

Dos políticos safados
Eu vou engrossar a lista
Quero ser igual a eles
Demagogo e populista
Passo a perna nos tapados
Vestido de progressista
Enrolo bem o povão
Garanto minha eleição
Só com papo moralista.

Farei milhões de promessas
Pra enganar a população
Emprego pra todo mundo
Saúde e educação
Transporte grátis a todos
Segurança de montão
Em cada esquina uma praça
Comida e roupa de graça
Boa vida e diversão.

Mas depois que for eleito
Que vá se lixar essa gente
Porque só vai ter boquinha
Quem for amigo e parente
E na próxima eleição
Nada vai ser diferente
Volto a concorrer de novo
Passo a lábia nesse povo
E saio eleito novamente.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

O ÚNICO CANDIDATO FICHA LIMPA ATÉ O PRESENTE MOMENTO

Comentário sobre a postagem MOISÉS C. TAVOLIERI – APUCARANA-PR

J Wilton:

“Bolsonaro é um dos raros políticos que não tem rabo preso com a justiça, nem com a rataria que pulula nos palácios e prédios da Capital Federal.

Não acho a escolha difÍcil:

Entre um troglodita honesto e um banco de ratos, fico com o primeiro.

O resto é hipogogia! (hipocrisia+demagogia)”

11 julho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

11 julho 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


DUPLAS SERTANEJAS D’ANTANHO

Fábrica de músicas duvidosas

A coisa esquentou mesmo foi esse ano. A rinha vinha fervendo de outros são joões, mas em 2017 a pirotecnia foi maior.

A questão é muito mais antiga e profunda do que se apresenta hoje. Qualquer música regional pode e tem o direito de ser assimilada por outros rincões.

Os dois processos mais conhecidos são: o natural reconhecimento popular e a demanda espontânea por artistas que estão bombando; e a famosa máquina de criar duplas, ídolos, mitos, por meio do velho jabá e dos atuais centros de fabricação de sertanejos, que entram numa linha de montagem – geralmente no Centro-Oeste, Paraná e Interior de São Paulo – destinada a transformar porcaria em algo palatável.

O raciocínio vale para o sabão em pó, Bombril e a música romântica universitária sertaneja – ou como queiram rotulá-la. Por qualquer três ou quatro milhões (cash), dois irmãos bonitinhos, dupla com, no máximo uma voz afinada, o molde, o modelo, o empresariadismo, os acordos comerciais de presença em tudo que é canto ao mesmo tempo e a badalação. Nós, pobres cristãos, de tanto ouvir onipresentemente esses mantras nos flagramos a cantar “Fio de Cabelo” e até “É o amor”, exceções num cancioneiro insosso e padrão.

Neste último São João, a discussão voltou, de novo, à baila e Caruaru-PE e Campina Grande-PB, mecas das festas juninas do Nordeste, disputaram à ponta de faca quem traria mais atrações como “Mariulza e Marielza”, Marília Mendonça – nova musa – e os tradicionais e indigestos, que me permito aqui omitir.

Concorrência desleal, como sentar em cima do disco do outro para quebrar (como me ensinou o amigo Pelão), comprar o espaço do sucesso na mídia e implantar um chip de lavagem cerebral nos desatentos, já é prática de muito tempo. No fundo, a estrutura mental é a mesma: destruir a cultura alheia e assentar em cima os seus fakes, para angariar dividendos.

Esse assunto me dá náuseas, como diria o procurador. Apenas para não deixar batido, mostro aqui dois momentos mais originais e mais antigos desse gênero que até gostava de ouvir. Tire-se desse libelo, por favor, a linhagem representada por Inezita e tantos outros craques.

Venâncio e Corumba – “Chuleado da Vovó” – Bem Brasil – 1982

Venâncio e Corumba nasceram no Recife, em Pernambuco, sendo autores também, de, entre outros sucessos de “Último Pau de Arara”.

Milionário e Zé Rico

A Estrada da Vida – Milionário e Zé Rico

O mineiro Milionário e o pernambucano Zé Rico (já falecido) foram motivo de dois filmes, um dos quais “A Estrada da Vida”, de Nelson Pereira dos Santos.

Semana que vem, tem mais.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

TIMONEIRO

Para embelezar a nossa terça-feira, Paulinho da Viola interpreta uma inspirada música que ele compôs em parceria com Hermínio Bello de Carvalho.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
TROCA DE VERSOS

Também sou menino
Curumim brasileiro
Inquieto, arteiro
Seguindo o destino
Guri nordestino
Criança crescida
De alma atrevida
Em plena alegria
Fazendo poesia
De bem com a vida!

Jesus de Ritinha

Também sei cantar
Eu sou cunhatã
Eu canto a manhã
Vendo o sol raiar
Corro a traquinar
Em meio a campina
Criança, menina,
Alegre e brejeira,
Versejo faceira
Essa é minha sina.

Dalinha Catunda

11 julho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

ATÉ QUE ENFIM, UM CANDIDATO QUE PRESTA: NEM ROUBA E NEM FAZ PORRA NENHUMA !!!

Comentário sobre a postagem NOVOS CANDIDATOS E “NOVOS” ELEITORES

Jairo Juruna:

“Precisamos de novos candidatos.

Que tal este aqui?”

11 julho 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

AS PALAVRAS! AS PALAVRAS!

Sim senhor, hoje existo! Não minha imagem osso, que por osso é pó. Ou minha sombra pálida, que por sombra é nada. Hoje existo em cada vírgula, estou vivo em cada ponto. E continuo. Hoje cada palavra me representa e também quando interrogo(?), falo. Mesmo quando calo, quando silencio, falo. Falo pelas entrelinhas, falo pelas reticências… As palavras, o que querem dizer, dizem. E o que não querem, dizem também; mais dia, menos dia, mais hora, menos hora. Sim senhor, hoje existo, sou palavra. Minha vida hoje é um ponto de exclamação!

Antes mesmo de expressar-se numa sequência de sons emitidos e articulados com lógica fonética e conteúdos semânticos aptos a serem compreendidos por um ouvinte, a fala humana faz-se gênese linguística em nossas mentes. Como bem disse Ferdinand Saussure, a língua é um sistema de signos formados pela junção do significante e do significado, ou seja, da união entre uma imagem acústica e um sentido. E por onde começa esse elo? Como primícias, por nossos sentidos todos, é óbvio, e como processo detidamente inteligente, seu cerne é o raciocínio, o pensamento.

Daí então, apesar de o signo linguístico inicialmente encerrar certa arbitrariedade , não é arriscado dizer: de tão acostumados, para nós hoje é como se cada nome de coisa ou ser atraísse gravitacionalmente características próprias daquela nomeação original. Algo assim como se em nossas alamedas mentais essas associações sígnicas-identitárias transitassem empunhando um crachá natural pregado no bolso da blusa ou camisa.

O desenrolar das histórias das comunidades humanas, com suas interações migratórias e os vários outros fatores determinantes de contatos e interpenetrações idiomáticas e de dialetos, foi tratando (através dos processos de derivação ou composição) de estabelecer e ampliar o acervo lexical de cada povo ou nação; e o avanço tecnológico, por sua vez, foi tratando de exigir novas “invenções” de nomes.

Contudo, através das épocas, por um processo diacrônico, as estruturas e as acepções das palavras podem sofrer variações morfológicas ou de sentido, respectivamente. Ou mesmo passar cultural e socialmente por sensíveis mudanças de emprego semântico. Isso por tratar-se a língua de uma entidade viva, passível até de cair em desuso ou transmudar-se em outra ou outras, pois nossa maneira de falar também sofre a ação do tempo. A filologia é que vem em nosso socorro quanto a isso. E quando então vista a partir de suas características do momento, sintonizando o falante com seu tempo, lidamos com a sincrônica contemporaneidade de uma dada realidade linguística.

As palavras! As palavras! Ah! se todos soubessem como é bom cultivar e devotar a elas o nosso mais dedicado amor! Jamais esqueço da belíssima e verdadeira explosão de exaltação às palavras que o poeta Pablo Neruda construiu em um dos seus mais arrebatadores momentos. Ali ele nos diz, dentre outras maravilhas sobre os vocábulos amados, que:

…”são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam … Prosterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as … Amo tanto as palavras … As inesperadas… As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem … Vocábulos amados … Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho … Persigo algumas palavras … São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema!”

E o poeta segue em sua linda profissão de fé, até confessar:

…”que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos … Estes que andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas; por onde passavam a terra ficava arrasada… Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes… o idioma. Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro… Levaram tudo e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.”

Que coisa bela! Que belo testemunho de amor! Parabéns Neruda, parabéns! Também amo as palavras, também preciso delas como o próprio ar que respiro. Pudesse eu dar um conselho que fosse acatado por todos, com certeza diria para as pessoas dedicarem-se ao hábito de aprender palavras, estudar palavras, colecionar palavras na mente, saber suas histórias, carregá-las nos bolsos, nas abas dos chapéus, nas palmas das mãos, debaixo dos braços, sobre os ombros, por todo possível e impossível canto por onde andem. Sim, dediquem-se às palavras como quem dedica-se a um ser muito amado, afinal são elas que nos elevam à condição de humanos!

Se você parar pra pensar nas causas e sobre a essência desses valores que nos traduzem em quem somos e demarcam nossa humanidade, talvez percorra corredores antropológicos que falem de projeções e sublimações, ou adentre assuntos fisiológicos constituintes ou biológicos-hormonais, e vá até à bioquímica das reações e dos estados moleculares, e termine se perguntando sobre o que é a matéria afinal. E não achará a resposta e acabará contentando-se com alguma equação matemática que lhe prometerá ser a “fórmula do universo”.

No entanto, para caminhar até essa representação numérica, você foi conduzido/conduzida pelas mãos generosas das palavras. Sem elas jamais o conhecimento -ou a vontade de conhecer- sairia do lugar, avançaria. Da mais abstrata das abstrações aos engenhos dos números, do seu nome próprio ao clamor por Deus, o Verbo que a tudo principiou, lá estão elas, as palavras! Portanto, cuide de se entender com elas…

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 julho 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS LEITORES DE BRASÍLIA – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO

11 julho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

AURINO QUIRINO GONÇALVES – “PINDUCA” – REI DO CARIMBÓ

Sugerido pelo colega colunista fubânico, Cícero Tavares

Pinduca, o Rei do Carimbó

Pertencente a uma família de músicos, Pinduca iniciou sua carreira aos 14 anos de idade cantando carimbó, rítmo que garantiu-lhe o título de ” Rei do Carimbó” e tornando-o uma das figuras mais conhecidas do estado do Pará.

* * *

01 – Sinhá Pureza – (Pinduca) – 1974

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02 – A dança do carimbó – (D.P.) – 1975

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03 – Sirimbó – (Pinduca) – 1973

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04 – Garota do tacacá – (Pinduca) – 1986

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05 – Mistura de carimbó com ciranda – (Pinduca/Antonio Amorim) – 1975

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06 – Forrobodó tem ginga – (Pinduca/Arnóbio Santos) – 1984

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07 – Chuva e lágrima – (Pinduca/Jorge Paulo) – 1982

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08 – Sem você nada é bonito – (Pinduca/Otávio Roosevelth) – 1994

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09 – 12 horas sem te ver – (Pinduca/Neném) – 1994

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10 – Sirí mole, sirí duro – (Pinduca/Otávio Roosevelth)

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11 – Bicho papão – (Pinduca) – 1975

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12 – Farinhada – (Pinduca) – 1974

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13 – Carimbó do macaco – (Pinduca) – 1996

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14 – Tia Luzia, Tio José – (Pinduca/João) – 1975

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15 – Carimbó do mato – (Tradicional) – 1974

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16 – O pinto – (Pinduca) – 1974

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11 julho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

11 julho 2017 DEU NO JORNAL

MASSACRE NA CASA DO VIZINHO

Um jovem de 16 anos morreu, nesta segunda-feira (10), no Estado de Carabobo, no sudoeste da Venezuela, durante uma manifestação da oposição, subindo para 92 o número de mortos no país desde o início da onda de protestos há três meses.

GNB nos capacetes dos policiais: abreviatura de Guardia Nacional Bolivariana, o regime político que é o sonho dos panacas zisquerdistas banânicos

* * *

Quase uma centena de execuções.

Um massacre impressionante, um extermínio em massa horroroso.

E nada de manifestação das zisquerdas de Banânia

MST, Lula, Boulos, CUT, Dilma, PT, Stédille, Instituto Lula, PCdoB, Jandirão, Gleisi, Zé Dirceu…

Tudo caladinho e de cu trancado…

Bando de felas-da-puta!!! (sem qualquer ofensa às putas, claro…)

Cumpanhero Nicolas Podre, podi matá coxinha reacionaro a vontadi e conti cum meu cilençu”

11 julho 2017 FULEIRAGEM

GUABIRAS – CHARGE ONLINE

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XXVII

Joaquim Cardoso (1897-1978)

Joaquim Maria Moreira Cardoso nasceu no Recife, em 26/08/1897. Desenhista, editor, engenheiro, professor e poeta. Ultimamente vem sendo reconhecido mais como poeta do que engenheiro, devido a reedição de suas obras e, talvez, ao fato de haver mais glamour em ser poeta do que ser engenheiro. Mas, ele mesmo enxerga uma certa similitude entre os dois afazeres: “Não visualizo qualquer incompatibilidade entre poesia e a arquitetura. As estruturas planejadas pelos arquitetos modernos são verdadeiras poesias. Trabalhar para que se realizem esses projetos é concretizar uma poesia.” Foi o engenheiro responsável pelos cálculos que permitiram a construção dos mais importantes monumentos de Brasília e do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetados por Oscar Niemeyer, que chamava-o “o brasileiro mais culto que existia”.

A infância e os primeiros estudos se deram em várias escolas do bairro Zumbi e no Ginásio Pernambucano, onde se encontrava entre os redatores do jornal “O Arrabalde”, em 1913. Talentoso desenhista, no ano seguinte já trabalhava como caricaturista do “Diário de Pernambuco”. O interesse pela literatura esteve sempre presente e suas primeiras poesias datam de 1924. Mas o primeiro livro – Poemas – surgiu apenas em 1947, devido a insistência dos amigos, prefaciado por Carlos Drummond de Andrade, um de seus incentivadores.

Em 1915 entrou na Faculdade de Engenharia, mas só foi diplomado quinze anos depois, devido a morte do pai e as dificuldades econômicas que o levaram a trabalhar como topógrafo na Comissão Geodésica do Recife, em 1919. Nesse trabalho conheceu boa parte do interior do Estado, e adquiriu experiência vivendo isolado no mato e aldeias indígenas, expondo-se a situações perigosas na mata do Engenho do Meio. Em 1923 passou uma curta temporada, na casa de sua irmã, conhecendo o Rio de Janeiro.

De volta ao Recife, reencontrou Benedito Monteiro, colega redator na época de “O Arrabalde”, agora modernista fervoroso e declamador de poetas como Luiz Aranha, Sergio Milliet e Oswald de Andrade. Antes da Semana de Arte de 1922, já havia no Recife um movimento precursor do Modernismo. Vem daí o apelido de “São João Batista do Modernismo”, atribuído a Manuel Bandeira. Por essa época desfrutou a vida boêmia literária nos cafés do Recife ao lado dos amigos Osório Borba, Luiz Jardim, Ascenso Ferreira, Olívio Montenegro, Manuel Bandeira e Gilberto Freyre, então de volta dos EUA.

De 1924 a 1925 foi diretor da “Revista do Norte”, e apurou seu gosto pelas artes gráficas, chegando a elaborar vinhetas e um alfabeto, cujas letras eram inspiradas em motivos nordestinos. A revista publicou seu poema mais famoso e de maior impacto na época: Recife morto, “elaborando no interior da linguagem poética a fascinação lírica de duas realidades contrárias: o Recife da tradição e o Recife da manhã vindoura”. Em 1927 voltou à Faculdade e concluiu o curso de Engenharia em 1930. Em seguida foi trabalhar na Diretoria de Architetura e Urbanismo-DAU, primeira instituição governamental criada no Brasil com essa finalidade. Além de Luiz Nunes, coordenador, a DAU contava com Burle Marx, que aí projetou seus primeiros jardins, e dos arquitetos João Correia Lima e Fernando Saturnino de Brito. Em 1935, a DAU se fez representar na Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha, em Porto Alegre, tendo Luiz Nunes projetado o “Pavilhão de Pernambuco”. Foram exibidas todas as obras e projetos e um grande número de maquetes e essa mostra representa a primeira exposição de arquitetura moderna no Brasil.

Esta experiência pioneira foi interrompida pelo Golpe de Estado de 1937. A partir daí ele passa a elaborar o cálculo estrutural de grande parte dos edifícios modernos do Recife e dar aula na Escola de Belas Artes, que ajudou a fundar, em 1939, exercendo a cátedra de Teoria e Filosofia da Arquitetura. Sobre este período, declarou: “Tive a oportunidade de colaborar com arquitetos que chegaram a aliar instintivamente a consciência perfeita do meio físico ao espírito tradicional, conseguindo, ao mesmo tempo, os melhores efeitos plásticos do concreto armado. …Foram utilizados todos os elementos arquitetônicos novos, a coberta-terrasse, o pilotis, as janelas de grandes vãos, a cor como elemento modificador do espaço e da iluminação, a estrutura independente etc., assim como o emprego de estruturas especiais para a realização de formas puras, que somente com o concreto se pode realizar e que são soluções mais livres e perfeitas… E se procurou integrar os edifícios na paisagem…” “Os volumes e superfícies vazados, que antigamente eram resolvidos com as venezianas, foram criados agora com o emprego justo e adequado de um material pernambucano por excelência: o combogó… Estas superfícies de combogó, atuando nas fachadas muito insoladas, como verdadeiro ‘brise-soleil’, produzem desenhos caprichosos de sombra e luz, de bom efeito decorativo.”

Em 1938 foi à Europa, viajando pela França, Portugal e Espanha em plena guerra civil. Na volta, reassumiu seu emprego no Departamento de Obras Públicas. No ano seguinte foi escolhido pelos alunos como paraninfo da turma da Escola de Engenharia de Pernambuco. Seu discurso na solenidade de formatura não agradou o interventor do Estado e foi “convidado” a fazer uma estrada em pleno sertão. Sua recusa custou-lhe a demissão do emprego. Passou um tempo curtindo a literatura e a vida boêmia com os amigos no Recife e, em 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar com Rodrigo de Melo Franco no Serviço do Patrimônio Histórico.

Em 1941, foi convidado por Oscar Niemeyer para fazer os cálculos estruturais no conjunto da Pampulha, um momento de grande importância na formação da Arquitetura Moderna Brasileira, sobre o qual ele se manifestou mais tarde: “O uso frequente das linhas curvas, no Cassino, na Igreja e na Casa do Baile, que se manifesta definitivamente na ‘forma aerodinâmica’… numa intenção de leveza, de desligamento do solo e das condições materiais, e mais ainda numa sugestão de efeito dinâmico. Compreendendo, já nessa época, que as imposições orgânicas a que está sujeita a boa arquitetura não definem categoricamente a sua forma; antes, deixam-na ainda indeterminada, ele alcança, partindo daquelas premissas indispensáveis, uma expressão mais pura, mais simples, mais fácil de ver, provocando também um movimento de admiração e surpresa.”

No Rio de Janeiro dos anos 40, a parceria Cardoso-Niemayer é efetivada, contando com outras amizades, que formam o “Grupo do Patrimônio”, com reuniões semanais na casa de Rodrigo de Melo Franco. Aproxima-se também do grupo, escritores pernambucanos residentes no Rio, em especial João Cabral de Melo, que todos os dias ia ao seu escritório, Manoel Bandeira, Eustáquio Duarte e Evaldo Coutinho. Foi esse grupo que promoveu a edição do seu primeiro livro, Poemas, em comemoração ao seu cinquentenário.

Antes de rumarem para a construção de Brasília, o Grupo do Patrimônio finca suas bases fundando a revista “Módulo”, em 1955, uma referência na moderna arquitetura brasileira. Aprofundando as afinidades políticas com Niemayer, ele passa a colaborar com o quinzenário “Paratodos”, dirigido pelos irmãos Jorge e James Amado, um jornal de cunho essencialmente político.

A partir de 1956, passa a dirigir a Seção de Cálculo Estrutural do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap. Trata-se de uma equipe de 5 calculistas e 12 desenhistas trabalhando em período integral na projeção dos principais edifícios da nova capital federal. Um dos desafios foi fazer a cúpula da Câmara dos Deputados parecer que flutuava, apoiando-a numa laje, como se estivesse apenas tocando-a. Para isso, pesquisou os mais diferentes tipos de estrutura. Dominando inglês, alemão, russo e francês, acessou as mais recentes experiências e casos analisados e resolvidos por diversos autores, físicos e matemáticos, o que exigiu muito esforço e audácia do calculista e sua equipe. Outros desafios eram a esbeltez dos perfis e reduzidas seções dos pontos de apoio das colunas dos palácios de pórticos e da catedral. Hoje quando se fala de Brasília, os gênios exaltados são apenas Niemayer e Lúcio Costa, esquecendo-se do calculista que fez aquelas belas estruturas permanecerem em pé.

Em 1967 aposentou-se como servidor público e permaneceu trabalhando no seu escritório até 1972, logo depois da tragédia ocorrida com o desabamento do Pavilhão da Gameleira, em Belo Horizonte, causando a morte de 68 operários. Uma obra do governo estadual, projetada por Niemayer e calculada no seu escritório. O fato deixou-o transtornado mesmo sendo provado que não teve culpa alguma no acidente. Mesmo assim, foi inicialmente condenado, em março de 1974, a dois anos e dez meses de prisão. Seu advogado Evandro Lins e Silva conseguiu provar sua inocência e foi absolvido. A tragédia e a peleja judiciária causaram-lhe uma profunda depressão, não encontrando mais condições psicológicas para o trabalho.

Pouco antes disso, em 1973, foi morar junto aos familiares, no Recife. Recebeu diversas homenagens e manifestações de solidariedade de entidades culturais e estudantis: eleito para a Academia Pernambucana de Letras, em 1975; sócio benemérito do IAB-Instituto dos Arquitetos do Brasil; doutor honoris causa pela UFPE; Prêmio Auguste Perret, da União Internacional de Arquitetos; denominação de diversos logradouros, escolas e teatro em Pernambuco. Ao completar 80 anos, em 1977, doou sua biblioteca de quase oito mil volumes à UFPE, passou uma temporada ao lado do seu amigo Niemayer, no Rio e retornou ao Recife, onde veio falecer em 4/11/1978. Deixou diversos livros inacabados, que foram publicados posteriormente. Entre as obras literárias, destacam-se: Poemas (1947), O coronel de Macambira: bumba meu boi (teatro) (1963), Poesia completa (1971), Os anjos e os demônios de Deus (1973), O interior da matéria (1976).

Perambulando pelo Recife encontro o poeta na ponte, que me concedeu esta foto

11 julho 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

11 julho 2017 DEU NO JORNAL

LADROAGEM CACETÍFERA

Lula prestou depoimento como testemunha de defesa de Gleisi Hoffman num processo em que a senadora e seu marido, o ex-ministro petista Paulo Bernardo, são acusados de receber verbas sujas provenientes da Petrobras.

O ex-soberano foi crivado de perguntas sobre o apadrinhamento político de diretores de estatais.

A certa altura, declarou: ”Vou tentar explicar, porque o Ministério Público acha criminoso os partidos tentarem indicar pessoas. Numa outra encarnação nós vamos indicar só gente do Ministério Público.

Não precisa tanto. Basta não enviar ao Diário Oficial a nomeação de larápios.

Convém, de resto, não confundir coisa pública com cosa nostra.

* * *

Estas respostas que Lapa de Cabra-Safado costuma dar quando é arrochado nos interrogatórios são de uma criatividade digna de um corrupto banânico de alto nível.

E tem gente que leva este canalha a sério…

Putz…

E por falar na indiciada Glesi Hoffman, que na lista da Odebrecht consta com o condinome Amante, aquela linda galeguinha petêlha que bota chifres no corno manso petêlho Paulo Bernardo, me lembrei do restante da combativa, barulhenta e peidona bancada bucetífera federal, composta pelas bovinas das zisquerdas nacionais.

Tudo bovina guerreira de grelo-duro, do tipo de Jandirão pra cima.

Segundo meu querido amigo palmarense Malamanhado, especialista em difamação e falatório da vida alheia, elas estão desesperadas com a ladroagem e o roubo.

Não com a ladroagem e o roubo do dinheiro público, mas com o sumiço dos vibradores portáteis que são de grande utilidade pras nossas lindas parlamentares vermêias, tão carentes de pajaracas operativas.

Este fato preocupante foi motivo de protestos em reunião da Comissão de Bucetações Jurídicas, conforme se pode verificar no flagrante abaixo:

11 julho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

SELVAGERIA NO FUTEBOL

Violência depois de jogos do Brasileiro no Rio desmentem lugares-comuns

A morte de um torcedor do Vasco logo após o clássico contra o Flamengo sábado, à tardinha, em São Januário, os riscos compartilhados por crianças, mulheres e famílias inteiras no velho estádio e a confusão antes do jogo do Botafogo contra o Atlético Mineiro na Arena do Engenhão domingo cedo resultarão, enfim, num basta na impunidade dos bandidos que se misturam às torcidas para brigar e ferir? Esta é a pergunta que não quer calar, mas infelizmente ainda não dá para respondê-la.

O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Felipe Bevilacqua, no calor da hora, antes de terminarem as transmissões dos canais de TV por assinatura, informou que encaminharia a denúncia contra o clube no início desta semana. Ele admitiu que, independentemente do julgamento, que pode resultar em perdas de mando de campo na primeira divisão do Brasileirão, o local da dita porfia poderá ser interditado, a exemplo do que ocorreu em junho com o Serra Dourada, em Goiânia. E interditou segunda, à tarde… Até a próxima vistoria…

O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro também prometeu exigir, com igual presteza, a interdição do campo por um longo período. O promotor Rodrigo Terra ressaltou que o pedido do MP ocorrerá de forma distinta ao do STJD. De acordo com ele, o objetivo do pedido de interdição é que sejam apresentados planos estratégicos de segurança para a realização de eventos no estádio. “É uma exigência do Estatuto do Torcedor que haja planos de ação para jogos e campeonatos. Vamos pedir a interdição até que estes documentos sejam apresentados, examinados e aprovados pela Polícia Militar” disse Terra, em entrevista ao canal Sportv.

O que houve duas vezes no fim de semana na zona norte do Rio não foi algo insólito. Mas apenas a repetição de ocorrências mais ou menos graves dentro dos estádios de futebol ou em seus arredores em praticamente todas as cidades brasileiras que sediam partidas de campeonatos estaduais, regionais, federais ou internacionais. A diferença do que se sucedeu dentro e perto do campo do Vasco é que dessa vez os incidentes tiveram início antes do jogo, atingiram o clímax pouco antes de a partida terminar e continuaram nas ruas do entorno, culminando com uma morte.

Do lado de fora do estádio histórico das celebrações do Dia do Trabalho com o presidente Getúlio Vargas, foi morto a tiros Davi Rocha, de 26 anos, que fazia parte da 9.ª Família da Força Jovem do Vasco, da zona oeste do Rio. Morador de Santa Cruz, o ajudante de eletricista saiu sozinho de casa, mas teria integrado um comboio da torcida. A família até tentou desmentir sua ligação com a “torcida organizada”, mas O Globo a comprovou com fotografias e a reprodução de mensagens em redes sociais.

A ligação da vítima com parte dos agressores não é inusitada, mas, ao contrário, confirma que a paixão por um time ou pelo esporte profissional não passa de pretexto. Todos os eventuais motivos aventados para a eclosão da fúria nas arquibancadas foram negados no desenrolar dos acontecimentos. Antes do apito inicial do árbitro, os repórteres encarregados da cobertura do clássico de maior rivalidade no futebol carioca foram advertidos pelo próprio corpo de segurança do clube anfitrião de que deveriam passar rapidamente, sem demonstrar estranhamento, que poderia ser confundido com hostilidade, num determinado ponto da arquibancada apelidado de “Faixa de Gaza”.

No gramado, diante das duas maiores torcidas da antiga capital federal (daí, a denominação de “clássico das multidões”), os dois times desempenharam uma exibição tensa e faltosa, de baixíssima qualidade técnica, com as atuações merecendo a nota explicitada no placar: 0 a 0. Com a torcida do time visitante segregada a um canto tido como mais seguro da arquibancada, sem esboçar reação notória, o segundo tempo foi iniciado com uma leve melhora da qualidade do prélio.

Numa jogada violenta no campo de ataque do dono da casa, o artilheiro Luís Fabiano, conhecido como Fabuloso, deu uma entrada de extrema violência num adversário, o zagueiro Leo Duarte, que saiu machucado de campo. O lance foi interrompido e o gol anotado pelos anfitriões em seguida, anulado com a paralisação da partida. Foi uma espécie de senha para o começo da violência: bombas, água em copos de plástico, barras de ferro e varetas transformadas em lança foram jogadas no gramado, no qual o visitante terminou marcando o único tento, da vitória.

O melhor relato da batalha campal que se seguiu ao apito final do árbitro foi escrito pelo repórter Pedro Ivo Almeida, do UOL, que salvou uma criança de nove anos, com incômodo respiratório provocado pelo gás de pimenta jogado pela Polícia Militar (PM) para tentar acuar os arruaceiros. Depois de molhar os olhos, a boca e o nariz do menino envergando uma camisa do Vasco com seu nome – Carlos Henrique – estampado abaixo do número 10, usado pelo ídolo do time, Nenê, o repórter teve a lucidez de chamar a atenção de seus leitores para alguns lugares-comuns que em nada ajudam a entender. Mas, ao contrário, só trazem mais confusão às vãs tentativas de acabar com a insensatez reinante nas explosões de violência e nos métodos utilizados sem resultado para detê-las.

Um lugar-comum negado é o de que a violência resulta da paixão exacerbada dos torcedores por seus clubes de coração e sua rivalidade com os adversários. Na verdade, tudo foi planejado antes. A guerra se travou no espaço reservado unicamente à torcida “da casa” e foi exercida por quem acorreu ao jogo para bater e matar, não para torcer. Esporadicamente as torcidas se aproximaram e jogaram objetos nos adversários tornados inimigos.. Mas o conflito travou-se apenas entre cruz-maltinos.

Dessa forma, o martírio de São Januário desafiou a falsa solução da torcida única, a que as autoridades responsáveis pela segurança recorrem sempre para evitar desforços físicos entre rivais, sendo que, na verdade, as brigas entre quadrilhas organizadas fantasiadas de torcedores de um time são mais comuns do que imagina a vã filosofia de policiais e promotores.

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, inculpou a PM por não ter feito com competência a revista de quem teve acesso às arquibancadas com bombas. O major PM Hilmar Faulhaber, do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios, deu entrevista insinuando que funcionários do clube podem ter guardado as bombas no campo da batalha para serem usadas durante o jogo disputado no gramado. Nenhum dos dois convence. Eurico quis provar que seu estádio é seguro e foi desmentido pelos fatos: ficou evidente que o imóvel é velho e não dispõe das condições exigidas para a realização de clássicos em suas dependências. O oficial não apresentou provas de que sua hipótese não passava de mera desconfiança.

A tentativa feita pelo cartola de explicar a tragédia como reação indignada à situação calamitosa do Estado do Rio, a cuja elite política, aliás, ele pertence, ou à crise econômica, moral e política do Brasil padece de extremado irrealismo. A culpa do Estado pelas ocorrências lamentáveis de sábado limita-se ao abandono em que se encontra o Maracanã, construído pela prefeitura do Rio para a Copa de 1950 e hoje gerido pelo governo do Estado, mas no centro de uma polêmica judicial depois que o consórcio, formado por uma empresa gestora americana e a empreiteira Odebrecht, envolvida na corrupção investigada pela Operação Lava Jato, decidiu devolver ou transferir a concessão. Eurico não pode, contudo, usar essa justificativa, pois o jogo de sábado só foi realizado na praça esportiva obsoleta do clube que preside por ele ter exigido exercer seu direito de mando, com evidente prejuízo neste particular desde a interdição decretada dois dias depois da tragédia num bairro que o samba consagrou como símbolo da adesão do malandro ao operário que ia de bonde ao emprego.

Na manhã do domingo seguinte, antes da disputa entre Botafogo e Atlético-MG no Estádio Nilton Santos, construído para os Jogos Panamericanos do Rio e adaptado para ser uma moderna arena, usada na Olimpíada do Rio em 2016, torcedores cariocas e mineiros entraram em confronto perto da estação de Engenho de Dentro, da Supervia. Ou seja, e la nave va e vida que segue. Ou melhor, a violência, a mortandade e a impunidade continuam… Também no futebol.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

11 julho 2017 DEU NO JORNAL

LIMPOU A FICHA

A UTC Engenharia, uma das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção que agia na Petrobras, assinou na manhã desta segunda-feira (10) um acordo de leniência (espécie de delação premiada das empresas) com o governo federal, informou a Controladoria-Geral da União (CGU).

No acordo, a empresa reconhece os danos causados à administração federal por meio de práticas de corrupção e se compromete a reparar os danos causados.

No caso da UTC, foi acertada a devolução de mais de R$ 574 milhões aos cofres públicos por danos causados à Petrobras, Eletrobras e Valec.

Em troca, a construtora se habilita novamente a ser contratada pela administração pública nas esferas estadual e municipal.

* * *

Uma devolução modesta se comparada à magnitude da ladroagem: apenas 500 milhões.

Ou, melhor dizendo, uma devolução de apenas meio bilhão.

Pronto: pagou, quitou, limpou a ficha.

Dinheiro roubado durante o negro período em que o PT administrava a Petrobras, não custa nada lembrar.

Agora, a UTC já pode voltar a trabalhar pros estados e municípios e mamar nos cofres públicos com toda tranquilidade.

Se roubar novamente e for condenada no futuro, o dinheiro superfaturado dos cofres públicos pagará as novas multas outra vez.

11 julho 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

UMA GUERRA SINGULAR

Os que têm olhares cúpidos para a Amazônia revelam preocupação com o propósito brasileiro de ampliar a exportação de dendê. Para os sábios do jornal inglês The Guardian, a floresta amazônica corre grande perigo ante o nosso possível protagonismo na exportação do fruto.

Esclareça-se, desde já, que o uso do dendê não se atém às fronteiras amazônicas nem aos limites culinários do acarajé e conexos. Ele é importante na produção de sabão, vela, graxas, lubrificantes, nas indústrias siderúrgica, farmacêutica e cosmética, colaborando, neste caso, para deixar as mulheres ainda mais bonitas, o que é por si um bem para o meio ambiente. O problema é que a terra apropriada para o cultivo do dendezeiro está exatamente na Amazônia, uma região que, segundo os poderosos, pertence à humanidade e não exclusivamente do Brasil.

Aí, a questão do dendê traz à lembrança uma história correlata.

Nos primeiros anos do século 20, a superpotência do mundo era a Inglaterra. As disputas, no entanto, cresciam, e a Alemanha buscava a hegemonia marítima, além de querer, a qualquer custo, uma redistribuição das colônias da África. Acendeu-se, então, o estopim da Primeira Guerra Mundial.

Sim, mas o que têm a ver a Primeira Guerra e o dendê? ─ você pode estar perguntando, com razão.

É que naquela quadra da história mundial, ao partir para a guerra os oficiais ingleses avaliavam que sob o calor da África Oriental iriam derreter que nem sorvete, valendo à conflagração o apelido de A guerra do sorvete. Aqui, sem guerra e sem violência, lembra-se aos povos cobiçosos que o calor amazônico também é grande e azeite de dendê, em excesso, causa idas sucessivas ao banheiro.

Neste caso, teremos uma guerra escatológica e não – desculpe a forma tão direta – e não a guerra do sorvete, mas a guerra do tolete.


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