15 julho 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

APRECIADORES FUBÂNICOS PAULISTAS

Comentário sobre a postagem MODINHA

Paulo Sergio:

“Muito bom, parabéns.

Sou um paulista cada vez mais apreciador do Besta.”

* * *

Quantidade de vezes que o JBF foi apreciado nos 3 últimos meses em algumas cidades do estado de São Paulo, segundo dados do Google Analytics

15 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

“A ESQUERDA DO SÉC. XXI”, COM DILMA E OUTROS EXPOENTES DO PASSADO

Curso de pós-graduação foi aberto nesta sexta-feira no Lang Palace Hotel, em Chapecó (SC), com uma aula inaugural de Emir Sader

“É uma pessoa que com toda certeza será convidada para dar aulas em universidades”, berrou Kátia Abreu na tribuna do Senado ao defender o fatiamento da Constituição e a preservação dos direitos políticos de Dilma Rousseff na sessão que encerrou o governo da ex-presidente. O que parecia mais um delírio da senadora do Tocantins acaba de tornar-se realidade. Embora não tenha concluído o mestrado nem aparecido mais que meia dúzia de vezes na Unicamp para sonhar com o doutorado, Dilma integrará o corpo docente do curso de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”, que foi aberto nesta sexta-feira no Lang Palace Hotel, em Chapecó (SC), com uma aula inaugural de Emir Sader.

Concebido por “algumas entidades educacionais”, como explica no vídeo acima Pedro Uczai, deputado federal do PT catarinense e garoto-propaganda do curso, o programa é “um convite para as lideranças de esquerda de Santa Catarina e do Brasil”, que ali poderão “refletir, sistematizar, elaborar e compreender o momento histórico para nos instrumentalizar e projetar e construir o futuro”. Para construir esse futuro, o curso terá como professores, além de Dilma Rousseff, nomes que são a cara do passado: Olívio Dutra, Celso Amorim, Jandira Feghali, João Pedro Stédile, Guilherme Boulos e Leonardo Boff, entre outros expoentes do que existe de mais primitivo na esquerda nativa e mundial.

Dilma e Olívio, por exemplo, serão responsáveis pelas 30 horas da disciplina “Partidos políticos e a esquerda brasileira” – os coordenadores não esclareceram, se as aulas serão ministradas em português ou em dilmês castiço. Stédile, eterno chefão do MST, vai dar aulas sobre “Movimentos sociais do campo e a esquerda no Brasil”. Guilherme Boulos, o gerente do movimento dos sem-teto que vive de mesada e sempre morou em espaçosos imóveis pertencentes à família, cuidará da matéria “Movimentos sociais urbanos e a esquerda no Brasil”. O deputado Jean Willys dividirá com a colega Jandira Feghali a missão de ensinar o que são “Cultura, diversidade e experiências socialistas”. O PhD em cusparadas parlamentares tem a chance de explicar aos alunos por que os regimes que aprecia reprimem com brutalidade qualquer vestígio de homossexualidade.

Como João Felício, ex-presidente da CUT, Leonardo Boff e outros convidados ainda não confirmaram a participação na audaciosa iniciativa, os organizadores do curso poderão substituí-los com a inclusão de Marilena Chauí e José Dirceu no elenco de professores. Com a filósofa da seita lulopetista os alunos aprenderiam a lidar com surtos paranormais, como o que a fez enxergar agentes do FBI infiltrados no Judiciário brasileiro com o objetivo de favorecer multinacionais petrolíferas. E o chefe da quadrilha do Mensalão mostraria que é possível transformar-se em guerrilheiro entrincheirado por trás de balcões de lojas de roupas masculinas no interior do Brasil.

O curso completo, com um ano de duração, custa R$ 7.200 – que podem ser parcelados em até 24 vezes prestações, informou o jornal paranaense Gazeta do Povo. Para compensar o desperdício de tempo e dinheiro, os melhores alunos mereciam ser despachados para aulas práticas complementares em Cuba, na Coreia do Norte ou na Venezuela. Só depois dessa temporada no Exterior poderiam explicar, no Trabalho de Conclusão do Curso, se a experiência que viveram foi prêmio ou punição.

15 julho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


ESTRANHAS NUVENS

“Quem pode decretar o meu fim é o povo brasileiro”. Povo não decreta fim de corrupto como você Lulla, é a Justiça. Mesmo que tenha validade o dito, ainda, no seu devaneio, não se deu por conta de que ele, e seu partido PT, já teve decretado pelo povo brasileiro o seu fim. Como tem memória de molusco, esquece que em 2015, apesar de toda sua campanha com candidatos a prefeito de várias capitais dos estados brasileiros, tomou surras homéricas e a maior lavada da história com a vitória, em primeiro turno, de João Dória Jr. na 3ª maior cidade do mundo que é São Paulo. Um homem praticamente desconhecido no meio político deu um banho de votos no afilhado Fernando Haddad que teve seu total e dedicado apoio nos programas de TV, carreatas e comícios. Como tem memória curta, relembro o Lulla que o Partido dos Trabalhadores só ganhou em uma única capital, Rio Branco-AC. A eleição de 2015 deixou claro que, há muito, só sobram para os petistas e seus líderes os apoios de movimentos sociais que antes eram bancados com dinheiro público. Até mesmo na reunião para sua verborragia sobre a condenação do juiz Moro, não conseguiu listar a presença de mais de 3 partidos. O PT acabou e aqueles que permanecerem filiados após 1 de outubro, estarão extintos da política junto com o chefe condenado a nove anos e meio de prisão em apenas um dos muitos processos que estão em tramitação na Justiça Federal.

Neste caso da condenação do corrupto Lulla, aliás, em relação a este traste, tem muita coisa que a “vã filosofia” não pode prever. Um detalhe me chamou muito a atenção e como diz o ditado popular, me deixou com a pulga atrás da orelha. Não consigo entender a postura do Juiz Sérgio Moro em não decretar a prisão deste meliante. Estou intrigado por muitos motivos e o maior deles é que solto, este sociopata, que não sente vergonha, remorsos ou culpa, vai continuar agindo livremente para prejudicar investigações e determinando ações políticas que terão objetivos claros de combater a Lava Jato. Qual a diferença dele dos demais, que estão presos, perante a lei? Nenhuma. É um homem perigoso e muito. Ainda mais quando se vê claramente a disposição ou submissão do maior canal de TV do país em dar, ao desmantelador do Brasil, tamanho espaço televisivo para fazer lançamento de sua candidatura à presidência da República. Relativo a isto, onde está o TSE?

A decisão de Moro em não prender Lulla me deixou um ar de que tem coisa correndo por essas águas. Como seria bom se a 4ª região do TRF, em segunda instância, julgasse logo essa decisão de primeira instância do Moro e tirasse a nuvem de “oportunismo” que paira sobre o tribunal de só apresentar acórdão perto das convenções partidárias. Poderia e tem condições de realizar tal ato com muito maior antecedência. É certo que virão outras condenações em outros muitos processos em que o chefe petista está sob investigação. Aquele relativo ao sítio de Atibaia será mais um com a marca da corrupção dele durante seu governo. É inconteste com toda a documentação apurada e depoimentos, mas tem um detalhe que não consigo entender a razão de não ter sido até agora apurado, talvez não publicado: o que leva o Bittar e seu sócio, a não declarar que o sítio não é do Lulla? O pagamento existiu, lógico, mas quem o fez e na conta de quem foi depositado? É mais que certo que tal pagamento foi realizado no exterior e não creio que a Polícia Federal e outros órgãos de apuração ainda não tenham localizado onde está esta conta que obviamente, tem relação com o Bittar e sócio. Tudo isso é muito estranho.

Para completar essas coisas estranhas, há uma intrigante aceitação de brasileiros, e de milhares com boa formação, de que devemos ficar com o Temer até o final do seu mandato. Eu encarro isso como o dito malufista do “rouba, mas faz”. Manter a frente do governo um homem comprovadamente autor e instigador de malfeitos é o buraco negro da moralidade no Brasil. Inadmissível e inaceitável que congressistas pró Temer tenham feito a maior festa pela rejeição da denúncia. É claríssimo que foram corrompidos com retribuição de apoio, espaços dentro do governo, o famoso “toma lá dá cá”, uma vergonha. Caso permaneça tal posicionamento em plenário, lutarei para que se faça na web um painel com os nomes dos deputados apoiadores via favores. Outubro de 2018 está bem aí e o tempo até lá, contribui para que o povo assimile bem os nomes desses deputados corruptos, mamadores das tetas do governo. Estão bem claras e visíveis, essas estranhas nuvens.

15 julho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

MARCOS MAIRTON – BRASÍLIA-DF

Berto,

Lembra que uma vez um cabra de São Paulo pediu meu contato pra falar sobre um texto da minha coluna?

Pois bem. Está praticamente pronto o filme com roteiro adaptado do conto.

É um curta de 10 minutos, mas, digo-lhe, fiquei emocionado ao ver meu texto transformado em filme!

Amigo, sou muito grato a você pelo espaço que me proporciona no JBF.

Esse encontro, do meu texto com o diretor do filme, só aconteceu por sua causa.

Grato mesmo, amigo.

Abraço e bom fim de semana!

R. Você não me deve nada, seu cabra malassombrado.

O mérito é todo seu!

Você é um sujeito de múltiplos talentos que merece este reconhecimento.

Eu fico é ancho que só a porra por saber que a sua coluna aqui no JBF é que deu origem a este desmantelo que agora vira filme.

Aguardo ansioso o lançamento para fazermos a badalação nesta gazeta escrota.

Paralelamente ao profissional competente e ético que você é – um magistrado que muito honra e dignifica o Poder Judiciário do nosso país, e que nos enche de orgulho -, você é um cabra de grande criatividade, escritor, poeta, compositor e possuidor de uma imaginação como só mesmo os grandes talentos tem.

Recomendo aos nossos estimados leitores que visitem a página de Mairton, intitulada Mundo Cordel. Basta clicar aqui.

Sucesso, muito sucesso, é o que desejamos todos nós da comunidade fubânica!!!

15 julho 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO NOBLAT

MINHA ESTREIA NO PALCO AOS 77

Foi uma noite memorável, embora eu não tenha mais tanto tempo para rememorá-la. Aos 77 anos fiz minha estréia num palco de teatro a convite do ator e diretor Chico de Assis. Aliás, eu interpretei eu mesmo, contando algumas histórias que escrevo dominicalmente em alguns jornais do Brasil. Impressionado com as boas gargalhadas da platéia, me empolguei dramatizando as narrativas, o Chico magnífico recitou alguns poemas e a afinadíssima Andréa Laís, cantou belas músicas, a ver com as narrativas. Para não ser cabotino transcrevo algumas opiniões de quem assistiu peça SE FOR PRA CHORAR QUE SEJA DE ALEGRIA.

“ Carlito! Fiquei encantada com sua apresentação no Teatro Deodoro na noite de ontem. Sentei-me ao lado de Rosita, e juntas relembrávamos cada detalhe tão bem descrito por você. E ríamos com a plateia que vibrava a cada narração. Ambientação perfeita, encenação nota 1000! A cantora, impecável como intérprete das belas músicas, o maravilhoso Chico de Assis conduzindo o espetáculo e declamando com maestria, a composição perfeita de Cremilda e do garçom…Sem defeito! Tudo arrematado com os sambistas,olhe! PARABÉNS! Alagoas lhe agradece. Grande abraço.” VÂNIA PAPINI,. (escritora, cantora, produtora cultural.)

“Valeu a pena tanta expectativa! Uma viagem pela cidade que se torna mais humana através de vocês. O instrumento ainda acaricia meus ouvidos quase surdos, e esta voz é única! Parabéns. Deve ser utilizado no programa do Chico, na TV, como seriado. É história. Maceió, seus enredos, sua cultura, seu povo”. EVERALDO MOREIRA. (psiquiatra, ator, escritor, ligado às letras e ás artes.)

CRÍTICA do dramaturgo GUILHERME DE MIRANDA RAMOS, para o Caderno B da Gazeta de Alagoas.”O PALCO FOI DO VELHO CAPITA”

“ Na semana passada, o Teatro Deodoro transformou-se num auditório da fictícia Rádio ZY-200, uma homenagem aos 200 anos de Emancipação Política de nosso Estado e à Rádio Difusora, ZYO-4, numa idealização de Chico de Assis, Carlito Lima e Andréa Laís..

O programa-espetáculo “Se for pra chorar, que seja de alegria” apresentou um locutor (interpretado por Chico de Assis) entrevistando o escritor/historiador Carlos Roberto Peixoto Lima (nosso queridíssimo Carlito Lima). Na entrevista, Carlito narrou histórias que viveu ou que ouviu falar em Maceió desde 1930, enquanto imagens pessoais e da cidade eram projetadas num telão, nostalgicamente. Entre uma história e outra, a dupla Andréa Laís (voz) e Toni Augusto (violão) fizeram apresentações musicais ligadas às narrativas, que ainda foram intercaladas por declamações de poesias (de autores diversos) pelo próprio Chico.

Carlito estava muito à vontade (como sempre fica em qualquer lugar). Apesar de ser sua estreia no teatro, arrancou risadas como se estivesse numa grande roda de amigos, na varanda de casa. Andréa Laís (que voz é essa, garota?) encantou mais do que uma horda de sereias em alto-mar. Toni Augusto (veterano na música) bailou os dedos num violão que mais parecia a lira de Orfeu. Chico de Assis (que, além de atuar, acumulou idealização, roteiro, direção e ainda fez a programação visual do projeto) foi impecável nas declamações. Porém, com tantas atribuições, talvez tenha lhe faltado um pouco de atenção no resultado final. Edner (Careca) Pimentel fez uma luz caprichosa, destacando cada plano de cena, mas, em alguns momentos, deixou a cantora na penumbra. Márcio Brebal proporcionou um som digno de CD (e que efeito vintage maravilhoso em alguns momentos), porém não silenciou o microfone headset (facial) de Carlito nos momentos musicais, quando ele, ansioso (no bom sentido), revisava, comentava, cantarolava – e a plateia escutava. Mas parabéns pela discretíssima troca de bateria do mesmo microfone durante uma cena. O que poderia ter sido o maior desconforto, foi resolvido engenhosamente.

Os escritos de Carlito são fascinantes. É difícil selecioná-los entre tanta coisa engraçada e crítica. São mais de 850 narrativas nesses 16 anos que se tornou escritor. 17 crônicas estão presentes na produção. Some-se isso a seis intervenções poéticas de Chico e 13 performances musicais de Andréa Laís/Toni Augusto e algumas intervenções da (sempre engraçada) Cremilda (interpretado pelo ótimo Naéliton Santos). Teve até a participação do garçom Pescoço (citado nas crônicas do Velho Capita)! Era impossível que o tempo da produção fosse cumprido. Uma hora e meia de apresentação é o ideal; duas horas é aceitável. Mas três horas, definitivamente, é comprometedor. Tanto que algumas pessoas foram embora no meio do espetáculo, preocupadas, talvez, com o horário do ônibus. Dói ter que cortar na carne da crônica e, consequentemente, da música, mas é preciso. Já a poesia está na dose certa. Na literatura, menos é mais. Na cena, já que a produção se assumiu como um espetáculo de literatura-música-teatro, não pode ser diferente.

15 julho 2017 FULEIRAGEM

ALIEDO – CHARGE ONLINE

15 julho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DEFENDIDO POR UM AMIGO

Quinta-feira passada recebi telefonema do meu querido amigo Santanna, o Cantador, um dos artistas mais populares da atualidade aqui na Nação Nordestina.

Me ligou pra fazer um fuxico dizendo que encontrou-se com um determinado fulano e o sujeito começou a falar mal de mim e a me esculhambar.

Santanna tomou as minhas dores e respondeu à altura:

– Perto de mim ninguém fala de Luiz Berto, um cabra que eu admiro e prezo muito.

E o fulano ficou de cu trancado, dando o calado por resposta.

Foi assim que ele resumiu a história pra mim.

Santanna na casa deste Editor, numa reunião especial de amigos pra fazer fuxicos e louvar a vida

Ponderei com Santanna que ele não deveria ter feito isto. E me expliquei:

Ser xingado e maltratado por idiotas é um dos maiores prazeres da minha vida.

Considero um privilégio ser esculhambado por tabacudos.

Eu penso da mesma maneira que pensava o meu saudoso guru, o Mestre Ariano Suassuna. E faço minha uma frase dele:

“O mundo se divide em dois tipos de gente: os que pensam como eu penso e os equivocados.”

Brigadão, Santanna!

Você e minha querida amiga e conterrânea Laelma formam um casal que mora na minha estima e no fundo do meu coração.

A sua página na internet é a primeira da fila de “Comparsas”, aí do lado direito do JBF.

Parabéns pelo sucesso. Você brilhou que só a porra nos últimos festejos juninos e vai continuar brilhando pelo resto do ano e dos tempos.

Continue nos encantando com o seu talento e arrastando multidões para as suas apresentações.

Receba um grande abraço deste seu amigo e admirador!

15 julho 2017 FULEIRAGEM

ARCADIO – CHARGE ONLINE

REIZINHO DOIDÃO

A Lava Jato informa: medo de cadeia provoca delírios em que aparecem príncipes e gente sem terra

“Quando eu entrei no palácio, parou de entrar príncipe e princesa e passou a entrar sem-terra”.

Lula, em evento organizado pelo Instituto Lula em Belo Horizonte, informando que, depois de proibir a entrada do príncipe de Gales e da princesa Isabel, ordenou a Joesley Batista, Leo Pinheiro, Marcelo Odebrecht, Eike Batista e outros parceiros de negociatas bilionárias que entrassem no palácio disfarçados de militantes do MST.

15 julho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

NAPOLEÃO DO CARIRI

Aproveitando da generosidade do Editor Berto em permitir que exponha meus livres pensamentos aqui nesta respeitável gazeta, peço licença a Pedro Phlippe, da Cariri Revista para usar trechos da sua matéria e apresentar para a Comunidade Fubânica um homem exemplar, um amigo que conheci em 2002 e que desde então aprendi a admirar e respeitar como ser humano, médico, historiador, escritor e cidadão atento preocupado com a sociedade.

Esse senhor é figura respeitada no Cariri e penso que seu exemplo deve servir para renovar a esperança no brasileiro. Não podemos colocar em exposição apenas o que existe de errado, precisamos exaltar o que é bom, mostrar principalmente para os jovens que ser correto vale a pena. Estou certo que muitos confrades vão gostar de conhecer esse admirável médico contador de histórias.

O prazer de viver faz atravessar gerações: (Cariri Revista).

Quando deu à luz Napoleão, no dia 17 de setembro de 1930, Maria já sofria há três dias as dores do parto. “Mas, também… Com uma cabeça grande dessas!”, diz o doutor mostrando o chapéu número 60, feito sob medida, e caçoando de si mesmo.

Dois trechos do historiador médico: (Cariri Revista) Montado em seu cavalo, ele fingia ser vaqueiro também, assistia aos aboios e pegas de boi, levava as reses para pastar e comia o típico almoço do sertanejo: farinha, rapadura e carne assada. “A carne do alforje é a mais gostosa do mundo! ”, ele diz com intensidade, quase gritando, e explica o segredo: o sal impregnado no alforje sujo é o que dá o sabor, muito melhor do que a carne da cozinha, com o sal semeado.

“O Saco é o país das almas. Lá todo mundo vê alma”, Napoleão explica antes de contar a mais estranha de todas as histórias que ele presenciou, “A única vez que eu vi darem uma surra num defunto foi lá”. O fato aconteceu enquanto ele acompanhava o carregamento do corpo de um homem que morreu empurrando lenha no talhado do engenho. “Eles vinham descendo com o defunto em uma rede, até que um deles reclamou: ‘o defunto tá pesaaando’. Aí o mais sabido gritou: ‘Para, para, para! Isso é porque o diabo não quer que a gente leve ele pra igreja. Aí se escancha em cima da rede e faz pesar’. Eu fiquei todo arrepiado quando ele disse isso. Depois entrou no mato, tirou um galho de pau e deu uma pisa no morto. Enquanto ele dava, os outros descansaram”, contou. Quando testaram o efeito da surra, alguém elogiou: “Ah, agora tá manêro”.

O médico historiador: (Cariri Revista) A paixão por ouvir o paciente dizer o que sente, pensar na solução e indicar o remédio acabou casando com a vontade de escutar também histórias como as de Donana e Farosa. Napoleão então criou o hábito de conversar com os mais velhos em seu consultório, tentando puxar relatos orais de fatos do Cariri. Raimundo Gomes de Figueiredo foi um desses, que chegou com verdadeiras joias: contou tudo a respeito de Júlio Pereira, o caririense que comprava munição para Lampião, e sobre Benjamin Abrahão Botto. As pesquisas do médico a respeito de Abrahão, secretário do Padre Cícero e fotógrafo de Lampião, serviram para Frederico Pernambucano de Mello preparar o roteiro do filme Baile Perfumado (1999).

Já passando dos 70 anos de idade, o médico não havia perdido o ânimo pelo trabalho e nem a paixão pelo consultório. Ele labutou oito anos no Posto de Saúde das Malvinas, bairro periférico da cidade. Enquanto a maioria dos seus colegas atendia 20 pacientes por dia, ele chegava a receitar quase o dobro – até que, no Ministério da Saúde, estranharam que um único PSF tivesse atendido 60 mil pessoas em oito anos. A fiscalização que foi até as Malvinas viu que o doutor simplesmente cumpria os horários e não mandava nenhum morador de volta sem atendimento e medicação. Não faltavam prontuários para atestar a veracidade dos números. “Por que o senhor faz isso? ”, um deles teria perguntado. “Porque tá aqui”, ele respondeu, batendo no peito, na altura do coração. “Nasci pra isso, então eu faço”.

Por ser fonte recorrente para os alunos do curso de História da Universidade Regional do Cariri e ter seu nome citado em 3% dos trabalhos apresentados e publicados ali, Napoleão Tavares Neves recebeu o título de Doutor Honoris Causa da instituição.

Este é um cidadão exemplar que tive a honra de conhecer e me tornar amigo, aprendi muito com ele sobre a história da região do Cariri, seus coronéis, cangaceiros e Padre Cícero. Fico muito feliz por registrar que: (Cariri Revista)

Aos 86 anos, Napoleão Tavares Neves cultiva uma memória impecável, um currículo extenso e mil histórias de encantar. Aos 85 anos de idade, parou de trabalhar porque as filhas o obrigaram a cuidar da própria saúde. “A gente já estava querendo que ele parasse e ele dizia que não. Aí a gente falou com a Irmã Ideltraut (diretora do HMSVP) para ele ficar só meio expediente. Mas numa manhã ele atendia 40! Contrataram uma pessoa só para limitar o número de pacientes dele”

15 julho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

A moçada não perdoa…

15 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

15 julho 2017 PERCIVAL PUGGINA

E O SOL COMEÇA A PARECER QUADRADO

Enquanto Lula, condenado, excitava sua militância em overdose de si mesmo, pus-me a pensar sobre os caminhos que o levaram do torno da Villares à presidência da República e, daí, ao escorregador moral cujo mais provável término parece ser a porta da penitenciária.

Creio que essa trajetória encontra importante pista na resposta à seguinte pergunta: qual o bem de maior valor concedido por qualquer vendedor no balcão da corrupção política? Não, não é o que ele materialmente entrega. Não é o contrato, a Medida Provisória, o financiamento privilegiado. O mais valioso é aquilo a que ele renuncia em si para fazer essa entrega. Todo ser humano sabe que sua liberdade deve estar orientada para o bem, para a verdade, para a conduta digna. Desde algum lugar, a consciência emite conhecidos sinais de recusa à mentira, ao vício, ao ato ilícito. A corrupção, portanto, envolve a venda disso, a venda da consciência em troca de algo. Nessa mercancia, o corrupto vai alienando sua integridade, sua dignidade, seu amor próprio. Nunca é um ato singular, a corrupção. Na política, a pluralidade de atos dessa natureza constrói e consolida muitas carreiras. Mais adiante, nas últimas cenas dessas tragédias humanas, possivelmente vão-se os amigos, a família e a própria liberdade.

É bom saber, portanto, que a corrupção não funciona como um precipício onde há uma única e decisiva queda, mas como um escorregador por onde o corrupto resvala pouco a pouco, vendendo sempre o mesmo bem de Fausto: sua consciência, sua alma.

O desconhecimento que temos ou a pequena importância que atribuímos aos primeiros movimentos que ocorrem nesse escorregador moral ajuda a corrupção a se disseminar nos níveis quase demográficos constatados em nosso país. Trata-se de algo semelhante ao observado em tantos vícios que criam dependência a partir das primeiras e pequenas doses. Faz lembrar, também, às enfermidades adquiridas por desinformação. Os indivíduos desconhecem o mal que aquilo lhes causará no tempo.

Rodrigo Loures, saindo furtivamente à calçada da pizzaria, escrutinando a rua e correndo para o carro com a mala que recebera de um emissário da JBS é imagem bem recente de tragédia clássica: o homem que se percebe como vilão, malgrado os aparatos do poder e o reconhecimento social. Não era ele o homem do homem?

Todo corrupto, porém, antes de ganhar triplex, sítio em Atibaia, conta corrente com alcunha na Odebrecht ou em nome de empresas offshore, “trust” na Suíça, mala de dinheiro, efetivou outras operações comerciais nas quais amordaçou a voz da consciência. E sempre a teve como mercadoria de troca. Para o político, a moeda com que a consciência é comprada pode ser sonante. Mas pode, também, ser voto na urna, emenda parlamentar, prestígio, poder, ou algumas dessas mordomias que vida pública proporciona.

São muitas as formas da corrupção política e eu estou cada vez mais convencido de que a mentira (corrupção da verdade) é a primeira em todas as piores biografias. As demais se vão encadeando por aí, umas as outras, sem que qualquer delas fique para trás, plasmando personalidades desprezíveis. O corrupto completo, o corrupto de aula de Direito Penal, cujas escorregadas acabam muito perto da porta da cadeia, fala como um falsário, corrompendo a lógica e a razão; distorce os fatos, corrompendo a história; difama adversários jogando sobre eles seus próprios erros e corrompendo-lhes a imagem. Por aí vão, na pluralidade de seus negócios, até que um Sérgio Moro lhes apareça no caminho e o sol comece a parecer quadrado.


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