16 julho 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

O INDIVIDUAL E O COLETIVO

Desde a adolescência, sempre tive a firme convicção de que esse negócio de priorizar o “Coletivo”, sempre em detrimento do indivíduo, é um pé no saco e só termina virando esculhambação.

Tal convicção foi firmada logo no tempo em que estudei o ciclo ginasial em colégio de padres. Estes enfatizavam o tempo todo a necessidade de estar “em comunidade”. A ideia era abstrair-se totalmente da individualidade, visando sempre reforçar a tal da comunidade. O indivíduo era nada! A comunidade tudo!

O negócio todo era maravilhoso. Pra eles! Pra mim era uma merda!

Sempre tive personalidade forte e altamente individualista. Sempre preferi pensar por mim mesmo e tirar minhas próprias conclusões, a seguir a filosofia de quem quer que fosse. Quando todos estavam indo em uma direção, eu estava seguindo exatamente em sentido contrário. Quando todos estavam rindo… Eu ria também! Só que eu ria de algo completamente diferente e do qual ninguém nem desconfiava. Se era para seguir feito um carneirinho ideias imbecis, não precisava de ninguém. Eu mesmo seria capaz de tê-las, e em abundância. Como faz, aliás, a maioria absoluta da humanidade.

O problema todo começa porque 99% da humanidade abdica de pensar e prefere adotar uma filosofia qualquer, dessas “prêt-a-porter”, que surgem inexoravelmente de tempos em tempos, tão certo quanto há um dia após o outro. A partir dessa escolha, feita como quem escolhe um time de futebol qualquer para torcer, o elemento passa a defender com unhas e dentes tudo o que se refira a aquela ideologia esposada, chegando mesmo a negar o mais gritante dos óbvios ululantes. É o famoso “credo quia absurdum”.

Ai meu saco!

O supra-sumo dessas ideologias idiotas, e que possui uma atração fatal para todo tipo de imbecil, por prometer o céu na terra para toda qualidade de medíocres e preguiçosos, é exatamente esta apologia do coletivo em prejuízo da individualidade. A idéia básica é a seguinte:

Vou te esmagar, como indivíduo, para que possas vir a gozar do paraíso socialista mais adiante.

COMUNISMO: Convertendo as pessoas em rebanho desde épocas imemoriais

Se não concordas com minha proposta de “Paraíso na terra” e “Tudo pela Revolução”, revolução esta que absolutamente ninguém sabe exatamente o que seja, é porque tu és um fascista, explorador da mais valia, reacionário, burguês, capitalista selvagem, e por aí vai.

Por outro lado, e em total paradoxo com a ideologia esposada, esta mesma casta de debilóides é especialista em fazer tudo o que é merda que lhes dê a mínima satisfação, mesmo que em prejuízo de toda uma comunidade que haja tido o azar de se situar nas proximidades destas bestas selvagens. Isto significa dizer que estes macacos travestidos de gente se acham no direito de praticar qualquer barbaridade, sempre que julgarem que a patifaria a ser praticada servirá à “causa” e acelerará a chegada da bendita “Revolução”.

Os exemplos desta paranóia abundam:

Este mesmo tipo de comportamento desce até o nível individual:

• É o carro de som com alguns MegaWatts de potência sonora, que passa pelas ruas tocando um brega horroroso, a “pleno vapor” e em qualquer horário, por mais incoveniente que possa ser.

• É o animal que joga seu lixo nas ruas e nos canais, seja aonde for, mesmo que isto venha a provocar enchentes e inundaçõe mais adiante.

• É o jumento que não estaciona o seu automóvel. Simplesmente o “larga” no meio da rua, seja aonde for e doa a quem doer. Para isso, basta apenas acionar o botão de pisca-alerta e todas as suas cagadas estarão plenamente justificadas. A lista completa seria infinita…

O antídoto perfeito para esta situação é, a meu ver, extremamente simples. Bastaria a adoção da minha constituição individual:

CONSTITUIÇÃO DE ADÔNIS

1º Artigo – SEJA FELIZ!

(A forma é você quem decide.)

2º Artigo – NÃO ME ENCHA O SACO!

(A forma é você quem decide.)

A consequência da Constituição acima proposta é que cada tem total liberdade para escolher a forma de ser feliz, podendo assim optar por gozar por qualquer dos 7 (SETE) orifícios corporais disponíveis, sem que isto implique em qualquer forma de condenação ou repúdio, desde que…

NÃO TORRE A PACIÊNCIA DE QUEM ESTIVER NAS PROXIMIDADES.

Quer usar droga? Meta o pé na jaca! Por mim, o estado deveria se encarregar de providenciar alguns tabuleiros com todos os tipos de drogas em abundância e distribuidas gratuitamente. Acabaríamos rapidamente com dois imensos problemas:

a) Os drogrados. Poderiam morrer mais rapidamente e sem ficar dando problemas à sociedade.

b) Os traficantes. Perderiam seu público e não teriam mais a quem vender.

Só não venham depois querer se tratar em hospital público e socializar o custo da cachorrada.

Quer ser gay, amore? Problema teu! Ninguém tem absolutamente nada a ver com isso. Só não me venha…

a) Fazer apologia da baitolagem.

b) Se comportar de forma escandalosa em local público. Tem quem não gosta e a biba tem que respeitar.

c) Fazer proselitismo. Tentar induzir a meninada a liberar a rosca. Quer dar o seu? Dê! Problema seu. Só não se meta a querer fazer escola junto à gurizada.

d) Dar barraco. Não é porque a “menina” é homossexual que tem liberada a baixaria.

Em síntese, a questão é a seguinte:

Pode tudo, desde que não incomode ninguém. Fora disso, vira bandido. Todo o resto é xurumela!

16 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


Viajando de Itapeva a Brasília. Com escala em Ribeirão dos Pradas
O MELHOR AMIGO DE LULA

Caros amigo do JBF, em agosto de 2013 eu escrevi o texto abaixo falando sobre a obediência canina que o PT presta a Lula. Quatro anos depois, publico novamente o mesmo texto, sem alteração ou atualização. Lamentavelmente, se houve alguma alteração naquela realidade, foi para pior.

* * *

O MELHOR AMIGO DE LULA

Mais ao sul da América, localiza-se um país de dimensões continentais conhecido como Brasil. Privilegiado por uma geografia cúmplice, destaca-se não só pela beleza selvagem de matas intocadas, refúgio sagrado da fauna e da flora, mas, também, pela sinuosidade de serras bucólicas entrecortadas por rios piscosos de águas cristalinas cujo silêncio arrebatador dá o toque final à tela esplendorosa que, no auge da inspiração, a natureza pintou. A emoldurá-la, a costa litorânea exuberante.

Desde os primórdios de sua descoberta há mais de 500 anos, seus habitantes destemidos sempre resistiram bravamente às incursões criminosas de aventureiros originários de paragens longínquas, porém, inexplicavelmente, jamais conseguiram demonstrar a mesma valentia no enfrentamento aos seus governantes via de regra corruptos e oportunistas que têm solapado suas riquezas e lhes impingido uma sequência notável de revezes e humilhações ao longo desses cinco séculos.

Acerca de uns trinta e poucos anos, surgia no cenário trabalhista desse gigante tropical uma figura diferente que representava a outra face dos rígidos padrões cultos e elitistas da época, pois sua origem fora parida nas profundas desletradas dos movimentos sindicais de então. Embasbacados com a surpresa, os intelectuais e a imprensa encantaram-se com aquela novidade rústica e de comportamento quase pré-histórico encurtando sua trajetória rumo à notoriedade pessoal e à ascensão social, contribuindo de forma decisiva na consolidação de uma das mais meteóricas, e controversas, lideranças políticas. No entanto, apesar das mesuras e dos afagos que se multiplicavam, seu semblante invariavelmente embrutecido parecia alimentar-se de um ódio incontrolável que denunciava o brilho fosco da alma deserta de alegria e vazia de paz.

Com o passar dos anos firmou-se como proprietário absoluto do partido político que criara e que o conduziria a etapas de sua existência que a origem humilde jamais ousara sonhar. Tornara-se presidente da República! Havia chegada a hora do ajuste de contas com as zelites preconceituosas, com os loiros de olhos azuis e, mais particularmente, com um certo professorzinho cultuado pela intelectualidade internacional que lhe havia aplicado duas humilhantes derrotas em outras eleições, ambas no primeiro turno.

Extasiado com o conto de fadas inesperado do qual era caroneiro ocasional, desfez-se de vez da fantasia de socialista convicto e mergulhou de cabeça nas delícias e nos prazeres propiciados pelo capitalismo. Insatisfeito em ser apenas dono de uma legenda partidária, alçou voos mais ousados e, determinado em acrescentar a propriedade de um país ao seu já vasto acervo particular, juntou-se à escória que perambulava pelo submundo da política local exercendo um dos governos que, se não o mais corrupto – uma multidão afirma que foi – com certeza o mais promíscuo que se teve notícias em plagas brasileiras. Entretanto, nem mesmo seu desempenho notável nas urnas conseguindo reeleger-se presidente e eleger sua sucessora foi capaz de aplacar o rancor que ainda consome suas entranhas, quase todo devotado àquele senhor octogenário de educação esmerada que povoa os seus mais terríveis pesadelos.

Vitimado por essas ciladas do destino, recentemente foi acometido por uma enfermidade que debilitou-lhe as cordas vocais, seu principal instrumento de trabalho. Conformado, decidiu que continuaria a exercitar sua supremacia através de bilhetes. Foi aí que se deu conta da inutilidade dos diplomas que ganhara às baciadas de universidades ordinariamente vassalas.

Foi nesse período de provação que estreitou, ainda mais, seu relacionamento com o velho amigo de campanhas memoráveis, aliás, o único que goza até hoje de sua confiança plena. Trata-se do cãozinho de estimação que ganhou no dia de sua primeira posse presidencial ao qual deu o nome de Petê. A fidelidade canina acima de qualquer suspeita transborda o seu orgulho e é sob as luzes dos holofotes e das câmeras televisivas que gosta de exibir o domínio que exerce sobre o animal. Faz questão de convocar a imprensa, a militante, para demonstrar as habilidades do companheiro. Basta um único comando seu e Petê realiza a proeza:

– Em pé! Incontinente, Petê levanta ávido para satisfazer a vontade do dono.

– Deita! Abanando o rabo de felicidade, Petê deita, submisso.

– Senta! De imediato Petê senta, obediente.

– Rola! Instintivamente Petê rola, sem contrariar a ordem.

Porém, consternado com a doença degenerativa gravíssima que há oito anos devasta seu parceiro de estripulias, diagnosticada pelos veterinários como “corruptelas mensalérias”, o único comando que o proprietário de Petê jamais deu ao inseparável amigo foi o de “se finge de morto, Petê”. Ele sabe que, por uma questão de sobrevivência, desde 2005 Petê se finge de vivo.

Atendido pelos mais renomados médicos especialistas do Hospital Circo Libanês recuperou a saúde da voz roufenha e, plenamente curado, voltou com as forças redobradas a fazer aquilo que sempre fez de melhor: assombrar as instituições, disseminar o ódio entre os brasileiros e praticar políticalha rasteira. A tiracolo, o dócil e servil camarada.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

16 julho 2017 DEU NO JORNAL

INDECÊNCIA CASUÍSTICA BANÂNICA

Vicente Cândido (PT-SP), relator da reforma política, incluiu em parecer dispositivo que aumenta de 15 dias para 8 meses período em que candidato não pode ser preso, exceto em flagrante.

* * *

Tinha que ser mesmo um diputado petralha.

Só podia ser mesmo uma canalha da quadrilha vermêio-istrelada pra apresentar um tolôte deste porte.

Quer livrar o furico de Lula da pajaraca da justiça e da lei.

Vamos dedicar uma linda música pra este cabra safado.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

CARROS

O carro é um meio de transporte útil, moderno. Individualiza e permite mais conforto durante a locomoção nas ruas e estradas. Nas cidades, o desconforto do ônibus, geralmente muito rodado e lotado, obriga o passageiro a viajar em pé durante longos períodos de engarrafamentos. O que torna a locomoção cansativa. Estressante.

No Brasil, o trânsito é violento. Não perdoa os descuidados, não poupa os desprevenidos. A desatenção nas vias urbanas e estradas, aliada à falta de educação no volante, causam tremendos acidentes. Muitos, fatais.

Para o país, os acidentes redundam em prejuízos. Quando não terminam em óbitos, provocam invalidez, provisória ou permanente no motorista e caronas, com graves repercussões. A redução da capacidade produtiva interfere até no PIB nacional. Provocando forte impacto negativo na economia.

Aliás, depois das doenças cardíacas e do câncer, os acidentes no trânsito figuram como a terceira maior causa de mortes no mundo. Compete ao álcool e aos jovens, apesar das campanhas de alerta, liderar as estatísticas de acidentes na direção.

A história do automóvel é antiga. Começou por volta de 1769, resultante da ideia em transportar humanos em veículos com motor a vapor. No entanto, somente em 1876, com a invenção do alemão Karl Benz, o automóvel impactou, principalmente, a partir de 1885, quando surgiu o motor a gasolina.

Foi justamente depois de acordos internacionais do pós-guerra que o carro ganhou notoriedade. A razão foram o aparecimento do pleno emprego, o aumento da produtividade no trabalho e o interesse pelo bem-estar. A folga na renda despertou no trabalhador a vontade de exibir vaidosamente a evolução do padrão de vida.

A decisão popular, acompanhando o desempenho do crescimento econômico, e em função do capitalismo industrial, fez crescer a quantidade de veículos em uso. Todavia, na medida em que aumenta a compra de carros, seja automóvel e moto, aumenta também a ocupação da Terra em novas direções. Aumenta a procura de áreas para a construção de vias de locomoção, pontos de estacionamento e na abertura de estradas.

A necessária iniciativa favorece a agressão ao meio ambiente. A extração de toneladas de areia e cascalho, a derrubada de árvores e o desaparecimento do verde resulta na extinção de riquezas públicas. O que faz aumentar a poluição ambiental e o efeito estufa.

Aí, na falta de infraestrutura e de precária sinalização em vias sem manutenção, aparecem outros sérios problemas. Um dos principais entraves são os infindáveis engarrafamentos. Contudo, não se pode esquecer de outros aparentes problemas considerados anormais no trânsito. A violência, que ocupa a liderança, a insegurança nos carros, a imperícia, a irresponsabilidade de motoristas e do poder público, que se omite na fiel aplicação das leis de trânsito, chafurdam a locomoção. Perturbam a calma das pessoas e o perfeito deslocamento diário.

São comuns o registro de infrações no trânsito decorrentes de desatenção. O uso de celular ao volante, a mania de dirigir alcoolizado, a cola na traseira do carro da frente, a afobação para chegar mais rápido ao destino, o costume de dirigir em velocidade incompatível com o local.

É a infernal quantidade de veículos, especialmente de passeio, disputando vagas na mesma direção e na mesma hora a causa de tantos estragos. Realmente, a ida ao trabalho, ao médico, ao supermercado e ao lazer, à noite, são motivos de desconcentração. Servem de motivos para deixar as pessoas furiosas no comando do carro.

Apesar de tantos inconvenientes, a frota de carros não para de crescer nas ruas. Segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Sudeste toma a dianteira no Brasil na compra de carros. Por ser a região com maior índice de renda per capita.

Mas, outros problemas também geram crises no deslocamento. A idade média dos veículos, geralmente além de sete anos de uso, dificultam a mobilidade. A duplicação da frota no período entre 2001 e 2012 passou de 42 milhões de veículos, contando carros, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Embora já se perceba, principalmente nos países desenvolvidos, a inclinação para a desmotorização, a regular redução de veículos por habitante para facilitar a mobilidade, no Brasil, ao contrário, este tema soa estranho. Não toca a população.

Nem a ideia adotada por Londres, Inglaterra, no ano de 2003, de tarifar os veículos que transitam pelo centro da cidade, durante determinadas horas, impactou no Brasil.

O brasileiro não quer nem saber se o pedágio urbano, cuja arrecadação retorna para o transporte público, incentiva a troca do automóvel pelo ônibus. Reduz também a poluição no centro das cidades, melhora a mobilidade, restringe os engarrafamentos, diminui o desconforto nos deslocamentos. O que importa é a ânsia de enfrentar o caos diário no trânsito para ir ao trabalho. Mesmo a duras penas.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

16 julho 2017 DEU NO JORNAL

NORMALIDADE PÓS-PETRALHA

Em apenas dois dias próximos à votação da denúncia contra Michel Temer, o presidente liberou quase um sexto do valor total de emendas liberadas de janeiro a junho deste ano.

Mesmo assim, os aliados do governo, claro, veem com naturalidade a operação.

“O governo está investindo nos municípios, não está dando dinheiro na mão dos deputados. O parlamentar que leva investimento para sua cidade está cumprindo o papel dele. Feio era o que o PT fazia no mensalão, que trocava dinheiro por voto”, disse o líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB).

O PT rebaixou de tal forma os parâmetros morais com seus escândalos de corrupção que qualquer ato menos pior que o dos petistas se passa por normal.

* * *

É phoda!!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

Puta que pariu.

Esta República Federativa de Banânia é  mesmo um caso único no Planeta Terra.

Xolinha de tabaca arromba pelas escândalos banânicos

16 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 julho 2017 RUY FABIANO

A APOSTA NA BAGUNÇA

A manifestação de Lula, na sequência imediata de sua sentença condenatória, segue à risca a recomendação de Lênin a sua militância: “Acuse-os do que você faz; xingue-os do que você é”.

Lula acusa Sérgio Moro de ter politizado a sentença. Na verdade, é ele, Lula, que quer politizá-la para, transfigurado em perseguido político, livrar-se da pecha de primeiro ex-presidente condenado por crime comum. Quer substituir o Código Penal pelo Eleitoral – e quer impor essa metamorfose no grito.

Diz mais: que não há provas. Como pouca gente lerá as mais de duzentas páginas da sentença – e menos ainda a compreenderão -, vale-se disso para dar a interpretação que lhe convém.

Quer fazer crer que está sendo condenado pela delação de Leo Pinheiro, e que a prova de sua inocência estaria no fato de que o imóvel não está em seu nome. Omite o óbvio: que está sendo processado, entre outras coisas, por ocultação de patrimônio.

O fato de a OAS ter incluído o imóvel como garantia de um empréstimo não invalida a ocultação, já que a inclusão foi mera formalidade. Não seria preciso abrir mão dele.

Lula e seu advogado fingem ignorar todas as circunstâncias, depoimentos, documentos, testemunhos – e a articulação lógica de tudo isso – para distorcer o que lá está. Moro não adjetiva sua sentença – claramente substantiva – e dela exclui qualquer conteúdo ideológico. Atém-se aos fatos. E é até moderado ao não pedir a prisão cautelar, mesmo vendo (e tendo) motivos para pedi-la.

A prova de que sua liberdade é problemática é o uso político, falso e ofensivo que dela faz. E esse é outro ineditismo: o condenado acusar o juiz de um crime, que a tanto monta uma sentença com fins políticos, que já estaria decidida independentemente dos autos.

É uma acusação grave, gravíssima. Lula testa os seus limites – e quem deve dá-los é o Judiciário, ainda silente.

Ao lançar-se candidato, pouco importa a Lula sua viabilidade eleitoral. O que importa é que, condenado em primeira instância, dispõe, no emaranhado da lei processual brasileira, de incontáveis recursos e chicanas para adiar o desfecho, período em que investirá na versão de perseguição política.

O suposto patrimônio eleitoral de Lula é altamente questionável. Há nove meses, nas eleições municipais, não conseguiu eleger seu enteado vereador em São Bernardo do Campo. E o PT só elegeu prefeito numa capital, Rio Branco, perdendo 75% das prefeituras que detinha em todo o país.

Na mais recente pesquisa do Instituto Paraná, no Rio de Janeiro, um de seus redutos mais festejados, perde por larga margem para Bolsonaro, de 22% a 17%. E ganha na rejeição: 45%.

Não por acaso, apenas ele e Bolsonaro já se declararam candidatos à Presidência. Não se sabe quem mais os confrontará – 2018, na vertigem da crise em curso, está ainda muito longe.

O que parece óbvio é que o PT não investe mais em eleições ou na própria democracia. Convém-lhe, mais que nunca, o “quanto pior, melhor”. E é o que a militância tem dito, quando avisa que vai “tocar fogo no país” e que vai transformá-lo “num inferno” (como se já não o tivesse feito).

O “Fora, Temer”, nesses termos, cai como uma luva. Convém não esquecer que o primeiro eleitor de Temer foi exatamente Lula, que o impôs como companheiro de chapa de Dilma Roussef. Não é a primeira (nem será a última) vez que, em nome do pragmatismo irresponsável, muda de lado. Se Temer cair, virá, na sequência, o “Fora Maia” e o “Fora Eunício”, tendo Lula como porta-voz.

Só a bagunça geral e a perspectiva de quebra da ordem institucional atenderão a ânsia do partido por um recomeço, no qual terá o apoio dos aliados bolivarianos, que, não por acaso, vivem o mesmo pesadelo de situação-limite. Todos estão unidos no Foro de São Paulo, berço estratégico comum.

O esforço para que o Brasil não vire uma Venezuela tem, neste momento, a implacável oposição de Lula e sua corte: PT, partidos-satélites e movimentos ditos sociais. No bojo da bagunça, querem passar o trator não apenas sobre a Lava Jato, mas sobre o país. A sorte está lançada. Façam suas apostas.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

O X DO PROBLEMA

Um inspirado samba de Noel Rosa para abrilhantar o nosso domingo. Interpretação de Roberta Sá e Martinho da Vila.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

CÉREBRO EM COLAPSO

Jean Wyllys é a prova de que a política brasileira é capaz de sobreviver a qualquer coisa

“Essa sentença de Sérgio Moro ela não é por acaso. Condenou a nove anos numa referência aos nove dedos de Lula – não foi nem a dez, nem a oito anos, foi a nove anos e meio. Isso diz muito não só da parcialidade de Sérgio Moro, um juiz arbitrário que age por convicções, e não por provas, mas diz muito do caráter de Sérgio Moro”.

Jean Wyllys, ex-BBB e deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, informando ao mundo que, se cortar os nove dedos restantes, Lula será absolvido por Sérgio Moro no julgamento do caso do sítio em Atibaia.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

OLLANTA O MALA

Decerto afeito a lençóis de algodão egípcio, Ollanta o Mala, aliás Humala, ex-presidente do Peru, e sua esposa, Nadine Heresia, aliás Heredia, experimentaram a primeira noite dormida na prisão, decerto sem a maciez a que estavam afeitos. O motivo, prosaico entre nós, lavagem do dinheiro recebido da onipresente Odebrecht para a campanha eleitoral.

A dormida aconteceu em cela existente no Palácio da Justiça, mas em caráter provisório, já que o ilustre casal brevemente será transferido para centros prisionais separados. Em vez dos afagos matrimoniais, o Mala, aliás Humala terá como companheiro de cela o seu talvez desafeto-mor, o também ex-presidente Alberto Fujimori, alvo de sua rebelião em 2000 quando militar. Como ficará o relacionamento entre duas pessoas que, obrigatoriamente, juntas viverão anos?

Alberto Fujimori, que cumpre pena por corrupção e crimes contra a humanidade e dedica seu tempo à jardinagem poderá ter longas conversas com o Mala, aliás Humala, e descobrir o que terá dado errado na estratégia desses dois mestres da locupletação.

No Peru, nos últimos vinte e cinco anos, cinco presidentes se envolveram em escândalos de corrupção e olhe que não estamos falando de um enorme e rico país saqueado incansavelmente, desde que a esquadra cabralina avistou o monte Pascoal.

O atual presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, diz que aquela nação adotou medidas drásticas e rápidas, impedindo que os acusados

O Mala, aliás Humala cumpre confinado o seu primeiro castigo, enquanto em um rico e gigantesco país vizinho o senhor Luiz da Silva, autointitulado a alma viva mais honesta do Brasil, se dedica a blasonar e fazer sua campanha eleitoral.

Ollanta e Lula, dois malas sulamericanos

16 julho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

16 julho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MODERNIDADE

Esta gazeta escrota, um jornal moderno e avançado, está sempre atenta às inovações tecnológicas que aparecem para beneficiar a humanidade. 

E é pensando nisto que boto nos ares fubânicos Genival Lacerda interpretando uma composição da autoria de Nerilson Buscapé, intitulada “Me dê seu Wi-Fi“, que este Editor dedica com muito carinho às fêmeas de todo o mundo.


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