16 julho 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

O INDIVIDUAL E O COLETIVO

Desde a adolescência, sempre tive a firme convicção de que esse negócio de priorizar o “Coletivo”, sempre em detrimento do indivíduo, é um pé no saco e só termina virando esculhambação.

Tal convicção foi firmada logo no tempo em que estudei o ciclo ginasial em colégio de padres. Estes enfatizavam o tempo todo a necessidade de estar “em comunidade”. A ideia era abstrair-se totalmente da individualidade, visando sempre reforçar a tal da comunidade. O indivíduo era nada! A comunidade tudo!

O negócio todo era maravilhoso. Pra eles! Pra mim era uma merda!

Sempre tive personalidade forte e altamente individualista. Sempre preferi pensar por mim mesmo e tirar minhas próprias conclusões, a seguir a filosofia de quem quer que fosse. Quando todos estavam indo em uma direção, eu estava seguindo exatamente em sentido contrário. Quando todos estavam rindo… Eu ria também! Só que eu ria de algo completamente diferente e do qual ninguém nem desconfiava. Se era para seguir feito um carneirinho ideias imbecis, não precisava de ninguém. Eu mesmo seria capaz de tê-las, e em abundância. Como faz, aliás, a maioria absoluta da humanidade.

O problema todo começa porque 99% da humanidade abdica de pensar e prefere adotar uma filosofia qualquer, dessas “prêt-a-porter”, que surgem inexoravelmente de tempos em tempos, tão certo quanto há um dia após o outro. A partir dessa escolha, feita como quem escolhe um time de futebol qualquer para torcer, o elemento passa a defender com unhas e dentes tudo o que se refira a aquela ideologia esposada, chegando mesmo a negar o mais gritante dos óbvios ululantes. É o famoso “credo quia absurdum”.

Ai meu saco!

O supra-sumo dessas ideologias idiotas, e que possui uma atração fatal para todo tipo de imbecil, por prometer o céu na terra para toda qualidade de medíocres e preguiçosos, é exatamente esta apologia do coletivo em prejuízo da individualidade. A idéia básica é a seguinte:

Vou te esmagar, como indivíduo, para que possas vir a gozar do paraíso socialista mais adiante.

COMUNISMO: Convertendo as pessoas em rebanho desde épocas imemoriais

Se não concordas com minha proposta de “Paraíso na terra” e “Tudo pela Revolução”, revolução esta que absolutamente ninguém sabe exatamente o que seja, é porque tu és um fascista, explorador da mais valia, reacionário, burguês, capitalista selvagem, e por aí vai.

Por outro lado, e em total paradoxo com a ideologia esposada, esta mesma casta de debilóides é especialista em fazer tudo o que é merda que lhes dê a mínima satisfação, mesmo que em prejuízo de toda uma comunidade que haja tido o azar de se situar nas proximidades destas bestas selvagens. Isto significa dizer que estes macacos travestidos de gente se acham no direito de praticar qualquer barbaridade, sempre que julgarem que a patifaria a ser praticada servirá à “causa” e acelerará a chegada da bendita “Revolução”.

Os exemplos desta paranóia abundam:

Este mesmo tipo de comportamento desce até o nível individual:

• É o carro de som com alguns MegaWatts de potência sonora, que passa pelas ruas tocando um brega horroroso, a “pleno vapor” e em qualquer horário, por mais incoveniente que possa ser.

• É o animal que joga seu lixo nas ruas e nos canais, seja aonde for, mesmo que isto venha a provocar enchentes e inundaçõe mais adiante.

• É o jumento que não estaciona o seu automóvel. Simplesmente o “larga” no meio da rua, seja aonde for e doa a quem doer. Para isso, basta apenas acionar o botão de pisca-alerta e todas as suas cagadas estarão plenamente justificadas. A lista completa seria infinita…

O antídoto perfeito para esta situação é, a meu ver, extremamente simples. Bastaria a adoção da minha constituição individual:

CONSTITUIÇÃO DE ADÔNIS

1º Artigo – SEJA FELIZ!

(A forma é você quem decide.)

2º Artigo – NÃO ME ENCHA O SACO!

(A forma é você quem decide.)

A consequência da Constituição acima proposta é que cada tem total liberdade para escolher a forma de ser feliz, podendo assim optar por gozar por qualquer dos 7 (SETE) orifícios corporais disponíveis, sem que isto implique em qualquer forma de condenação ou repúdio, desde que…

NÃO TORRE A PACIÊNCIA DE QUEM ESTIVER NAS PROXIMIDADES.

Quer usar droga? Meta o pé na jaca! Por mim, o estado deveria se encarregar de providenciar alguns tabuleiros com todos os tipos de drogas em abundância e distribuidas gratuitamente. Acabaríamos rapidamente com dois imensos problemas:

a) Os drogrados. Poderiam morrer mais rapidamente e sem ficar dando problemas à sociedade.

b) Os traficantes. Perderiam seu público e não teriam mais a quem vender.

Só não venham depois querer se tratar em hospital público e socializar o custo da cachorrada.

Quer ser gay, amore? Problema teu! Ninguém tem absolutamente nada a ver com isso. Só não me venha…

a) Fazer apologia da baitolagem.

b) Se comportar de forma escandalosa em local público. Tem quem não gosta e a biba tem que respeitar.

c) Fazer proselitismo. Tentar induzir a meninada a liberar a rosca. Quer dar o seu? Dê! Problema seu. Só não se meta a querer fazer escola junto à gurizada.

d) Dar barraco. Não é porque a “menina” é homossexual que tem liberada a baixaria.

Em síntese, a questão é a seguinte:

Pode tudo, desde que não incomode ninguém. Fora disso, vira bandido. Todo o resto é xurumela!

16 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


Viajando de Itapeva a Brasília. Com escala em Ribeirão dos Pradas
O MELHOR AMIGO DE LULA

Caros amigo do JBF, em agosto de 2013 eu escrevi o texto abaixo falando sobre a obediência canina que o PT presta a Lula. Quatro anos depois, publico novamente o mesmo texto, sem alteração ou atualização. Lamentavelmente, se houve alguma alteração naquela realidade, foi para pior.

* * *

O MELHOR AMIGO DE LULA

Mais ao sul da América, localiza-se um país de dimensões continentais conhecido como Brasil. Privilegiado por uma geografia cúmplice, destaca-se não só pela beleza selvagem de matas intocadas, refúgio sagrado da fauna e da flora, mas, também, pela sinuosidade de serras bucólicas entrecortadas por rios piscosos de águas cristalinas cujo silêncio arrebatador dá o toque final à tela esplendorosa que, no auge da inspiração, a natureza pintou. A emoldurá-la, a costa litorânea exuberante.

Desde os primórdios de sua descoberta há mais de 500 anos, seus habitantes destemidos sempre resistiram bravamente às incursões criminosas de aventureiros originários de paragens longínquas, porém, inexplicavelmente, jamais conseguiram demonstrar a mesma valentia no enfrentamento aos seus governantes via de regra corruptos e oportunistas que têm solapado suas riquezas e lhes impingido uma sequência notável de revezes e humilhações ao longo desses cinco séculos.

Acerca de uns trinta e poucos anos, surgia no cenário trabalhista desse gigante tropical uma figura diferente que representava a outra face dos rígidos padrões cultos e elitistas da época, pois sua origem fora parida nas profundas desletradas dos movimentos sindicais de então. Embasbacados com a surpresa, os intelectuais e a imprensa encantaram-se com aquela novidade rústica e de comportamento quase pré-histórico encurtando sua trajetória rumo à notoriedade pessoal e à ascensão social, contribuindo de forma decisiva na consolidação de uma das mais meteóricas, e controversas, lideranças políticas. No entanto, apesar das mesuras e dos afagos que se multiplicavam, seu semblante invariavelmente embrutecido parecia alimentar-se de um ódio incontrolável que denunciava o brilho fosco da alma deserta de alegria e vazia de paz.

Com o passar dos anos firmou-se como proprietário absoluto do partido político que criara e que o conduziria a etapas de sua existência que a origem humilde jamais ousara sonhar. Tornara-se presidente da República! Havia chegada a hora do ajuste de contas com as zelites preconceituosas, com os loiros de olhos azuis e, mais particularmente, com um certo professorzinho cultuado pela intelectualidade internacional que lhe havia aplicado duas humilhantes derrotas em outras eleições, ambas no primeiro turno.

Extasiado com o conto de fadas inesperado do qual era caroneiro ocasional, desfez-se de vez da fantasia de socialista convicto e mergulhou de cabeça nas delícias e nos prazeres propiciados pelo capitalismo. Insatisfeito em ser apenas dono de uma legenda partidária, alçou voos mais ousados e, determinado em acrescentar a propriedade de um país ao seu já vasto acervo particular, juntou-se à escória que perambulava pelo submundo da política local exercendo um dos governos que, se não o mais corrupto – uma multidão afirma que foi – com certeza o mais promíscuo que se teve notícias em plagas brasileiras. Entretanto, nem mesmo seu desempenho notável nas urnas conseguindo reeleger-se presidente e eleger sua sucessora foi capaz de aplacar o rancor que ainda consome suas entranhas, quase todo devotado àquele senhor octogenário de educação esmerada que povoa os seus mais terríveis pesadelos.

Vitimado por essas ciladas do destino, recentemente foi acometido por uma enfermidade que debilitou-lhe as cordas vocais, seu principal instrumento de trabalho. Conformado, decidiu que continuaria a exercitar sua supremacia através de bilhetes. Foi aí que se deu conta da inutilidade dos diplomas que ganhara às baciadas de universidades ordinariamente vassalas.

Foi nesse período de provação que estreitou, ainda mais, seu relacionamento com o velho amigo de campanhas memoráveis, aliás, o único que goza até hoje de sua confiança plena. Trata-se do cãozinho de estimação que ganhou no dia de sua primeira posse presidencial ao qual deu o nome de Petê. A fidelidade canina acima de qualquer suspeita transborda o seu orgulho e é sob as luzes dos holofotes e das câmeras televisivas que gosta de exibir o domínio que exerce sobre o animal. Faz questão de convocar a imprensa, a militante, para demonstrar as habilidades do companheiro. Basta um único comando seu e Petê realiza a proeza:

– Em pé! Incontinente, Petê levanta ávido para satisfazer a vontade do dono.

– Deita! Abanando o rabo de felicidade, Petê deita, submisso.

– Senta! De imediato Petê senta, obediente.

– Rola! Instintivamente Petê rola, sem contrariar a ordem.

Porém, consternado com a doença degenerativa gravíssima que há oito anos devasta seu parceiro de estripulias, diagnosticada pelos veterinários como “corruptelas mensalérias”, o único comando que o proprietário de Petê jamais deu ao inseparável amigo foi o de “se finge de morto, Petê”. Ele sabe que, por uma questão de sobrevivência, desde 2005 Petê se finge de vivo.

Atendido pelos mais renomados médicos especialistas do Hospital Circo Libanês recuperou a saúde da voz roufenha e, plenamente curado, voltou com as forças redobradas a fazer aquilo que sempre fez de melhor: assombrar as instituições, disseminar o ódio entre os brasileiros e praticar políticalha rasteira. A tiracolo, o dócil e servil camarada.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

16 julho 2017 DEU NO JORNAL

INDECÊNCIA CASUÍSTICA BANÂNICA

Vicente Cândido (PT-SP), relator da reforma política, incluiu em parecer dispositivo que aumenta de 15 dias para 8 meses período em que candidato não pode ser preso, exceto em flagrante.

* * *

Tinha que ser mesmo um diputado petralha.

Só podia ser mesmo uma canalha da quadrilha vermêio-istrelada pra apresentar um tolôte deste porte.

Quer livrar o furico de Lula da pajaraca da justiça e da lei.

Vamos dedicar uma linda música pra este cabra safado.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

CARROS

O carro é um meio de transporte útil, moderno. Individualiza e permite mais conforto durante a locomoção nas ruas e estradas. Nas cidades, o desconforto do ônibus, geralmente muito rodado e lotado, obriga o passageiro a viajar em pé durante longos períodos de engarrafamentos. O que torna a locomoção cansativa. Estressante.

No Brasil, o trânsito é violento. Não perdoa os descuidados, não poupa os desprevenidos. A desatenção nas vias urbanas e estradas, aliada à falta de educação no volante, causam tremendos acidentes. Muitos, fatais.

Para o país, os acidentes redundam em prejuízos. Quando não terminam em óbitos, provocam invalidez, provisória ou permanente no motorista e caronas, com graves repercussões. A redução da capacidade produtiva interfere até no PIB nacional. Provocando forte impacto negativo na economia.

Aliás, depois das doenças cardíacas e do câncer, os acidentes no trânsito figuram como a terceira maior causa de mortes no mundo. Compete ao álcool e aos jovens, apesar das campanhas de alerta, liderar as estatísticas de acidentes na direção.

A história do automóvel é antiga. Começou por volta de 1769, resultante da ideia em transportar humanos em veículos com motor a vapor. No entanto, somente em 1876, com a invenção do alemão Karl Benz, o automóvel impactou, principalmente, a partir de 1885, quando surgiu o motor a gasolina.

Foi justamente depois de acordos internacionais do pós-guerra que o carro ganhou notoriedade. A razão foram o aparecimento do pleno emprego, o aumento da produtividade no trabalho e o interesse pelo bem-estar. A folga na renda despertou no trabalhador a vontade de exibir vaidosamente a evolução do padrão de vida.

A decisão popular, acompanhando o desempenho do crescimento econômico, e em função do capitalismo industrial, fez crescer a quantidade de veículos em uso. Todavia, na medida em que aumenta a compra de carros, seja automóvel e moto, aumenta também a ocupação da Terra em novas direções. Aumenta a procura de áreas para a construção de vias de locomoção, pontos de estacionamento e na abertura de estradas.

A necessária iniciativa favorece a agressão ao meio ambiente. A extração de toneladas de areia e cascalho, a derrubada de árvores e o desaparecimento do verde resulta na extinção de riquezas públicas. O que faz aumentar a poluição ambiental e o efeito estufa.

Aí, na falta de infraestrutura e de precária sinalização em vias sem manutenção, aparecem outros sérios problemas. Um dos principais entraves são os infindáveis engarrafamentos. Contudo, não se pode esquecer de outros aparentes problemas considerados anormais no trânsito. A violência, que ocupa a liderança, a insegurança nos carros, a imperícia, a irresponsabilidade de motoristas e do poder público, que se omite na fiel aplicação das leis de trânsito, chafurdam a locomoção. Perturbam a calma das pessoas e o perfeito deslocamento diário.

São comuns o registro de infrações no trânsito decorrentes de desatenção. O uso de celular ao volante, a mania de dirigir alcoolizado, a cola na traseira do carro da frente, a afobação para chegar mais rápido ao destino, o costume de dirigir em velocidade incompatível com o local.

É a infernal quantidade de veículos, especialmente de passeio, disputando vagas na mesma direção e na mesma hora a causa de tantos estragos. Realmente, a ida ao trabalho, ao médico, ao supermercado e ao lazer, à noite, são motivos de desconcentração. Servem de motivos para deixar as pessoas furiosas no comando do carro.

Apesar de tantos inconvenientes, a frota de carros não para de crescer nas ruas. Segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Sudeste toma a dianteira no Brasil na compra de carros. Por ser a região com maior índice de renda per capita.

Mas, outros problemas também geram crises no deslocamento. A idade média dos veículos, geralmente além de sete anos de uso, dificultam a mobilidade. A duplicação da frota no período entre 2001 e 2012 passou de 42 milhões de veículos, contando carros, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Embora já se perceba, principalmente nos países desenvolvidos, a inclinação para a desmotorização, a regular redução de veículos por habitante para facilitar a mobilidade, no Brasil, ao contrário, este tema soa estranho. Não toca a população.

Nem a ideia adotada por Londres, Inglaterra, no ano de 2003, de tarifar os veículos que transitam pelo centro da cidade, durante determinadas horas, impactou no Brasil.

O brasileiro não quer nem saber se o pedágio urbano, cuja arrecadação retorna para o transporte público, incentiva a troca do automóvel pelo ônibus. Reduz também a poluição no centro das cidades, melhora a mobilidade, restringe os engarrafamentos, diminui o desconforto nos deslocamentos. O que importa é a ânsia de enfrentar o caos diário no trânsito para ir ao trabalho. Mesmo a duras penas.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

16 julho 2017 DEU NO JORNAL

NORMALIDADE PÓS-PETRALHA

Em apenas dois dias próximos à votação da denúncia contra Michel Temer, o presidente liberou quase um sexto do valor total de emendas liberadas de janeiro a junho deste ano.

Mesmo assim, os aliados do governo, claro, veem com naturalidade a operação.

“O governo está investindo nos municípios, não está dando dinheiro na mão dos deputados. O parlamentar que leva investimento para sua cidade está cumprindo o papel dele. Feio era o que o PT fazia no mensalão, que trocava dinheiro por voto”, disse o líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB).

O PT rebaixou de tal forma os parâmetros morais com seus escândalos de corrupção que qualquer ato menos pior que o dos petistas se passa por normal.

* * *

É phoda!!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

Puta que pariu.

Esta República Federativa de Banânia é  mesmo um caso único no Planeta Terra.

Xolinha de tabaca arromba pelas escândalos banânicos

16 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 julho 2017 RUY FABIANO

A APOSTA NA BAGUNÇA

A manifestação de Lula, na sequência imediata de sua sentença condenatória, segue à risca a recomendação de Lênin a sua militância: “Acuse-os do que você faz; xingue-os do que você é”.

Lula acusa Sérgio Moro de ter politizado a sentença. Na verdade, é ele, Lula, que quer politizá-la para, transfigurado em perseguido político, livrar-se da pecha de primeiro ex-presidente condenado por crime comum. Quer substituir o Código Penal pelo Eleitoral – e quer impor essa metamorfose no grito.

Diz mais: que não há provas. Como pouca gente lerá as mais de duzentas páginas da sentença – e menos ainda a compreenderão -, vale-se disso para dar a interpretação que lhe convém.

Quer fazer crer que está sendo condenado pela delação de Leo Pinheiro, e que a prova de sua inocência estaria no fato de que o imóvel não está em seu nome. Omite o óbvio: que está sendo processado, entre outras coisas, por ocultação de patrimônio.

O fato de a OAS ter incluído o imóvel como garantia de um empréstimo não invalida a ocultação, já que a inclusão foi mera formalidade. Não seria preciso abrir mão dele.

Lula e seu advogado fingem ignorar todas as circunstâncias, depoimentos, documentos, testemunhos – e a articulação lógica de tudo isso – para distorcer o que lá está. Moro não adjetiva sua sentença – claramente substantiva – e dela exclui qualquer conteúdo ideológico. Atém-se aos fatos. E é até moderado ao não pedir a prisão cautelar, mesmo vendo (e tendo) motivos para pedi-la.

A prova de que sua liberdade é problemática é o uso político, falso e ofensivo que dela faz. E esse é outro ineditismo: o condenado acusar o juiz de um crime, que a tanto monta uma sentença com fins políticos, que já estaria decidida independentemente dos autos.

É uma acusação grave, gravíssima. Lula testa os seus limites – e quem deve dá-los é o Judiciário, ainda silente.

Ao lançar-se candidato, pouco importa a Lula sua viabilidade eleitoral. O que importa é que, condenado em primeira instância, dispõe, no emaranhado da lei processual brasileira, de incontáveis recursos e chicanas para adiar o desfecho, período em que investirá na versão de perseguição política.

O suposto patrimônio eleitoral de Lula é altamente questionável. Há nove meses, nas eleições municipais, não conseguiu eleger seu enteado vereador em São Bernardo do Campo. E o PT só elegeu prefeito numa capital, Rio Branco, perdendo 75% das prefeituras que detinha em todo o país.

Na mais recente pesquisa do Instituto Paraná, no Rio de Janeiro, um de seus redutos mais festejados, perde por larga margem para Bolsonaro, de 22% a 17%. E ganha na rejeição: 45%.

Não por acaso, apenas ele e Bolsonaro já se declararam candidatos à Presidência. Não se sabe quem mais os confrontará – 2018, na vertigem da crise em curso, está ainda muito longe.

O que parece óbvio é que o PT não investe mais em eleições ou na própria democracia. Convém-lhe, mais que nunca, o “quanto pior, melhor”. E é o que a militância tem dito, quando avisa que vai “tocar fogo no país” e que vai transformá-lo “num inferno” (como se já não o tivesse feito).

O “Fora, Temer”, nesses termos, cai como uma luva. Convém não esquecer que o primeiro eleitor de Temer foi exatamente Lula, que o impôs como companheiro de chapa de Dilma Roussef. Não é a primeira (nem será a última) vez que, em nome do pragmatismo irresponsável, muda de lado. Se Temer cair, virá, na sequência, o “Fora Maia” e o “Fora Eunício”, tendo Lula como porta-voz.

Só a bagunça geral e a perspectiva de quebra da ordem institucional atenderão a ânsia do partido por um recomeço, no qual terá o apoio dos aliados bolivarianos, que, não por acaso, vivem o mesmo pesadelo de situação-limite. Todos estão unidos no Foro de São Paulo, berço estratégico comum.

O esforço para que o Brasil não vire uma Venezuela tem, neste momento, a implacável oposição de Lula e sua corte: PT, partidos-satélites e movimentos ditos sociais. No bojo da bagunça, querem passar o trator não apenas sobre a Lava Jato, mas sobre o país. A sorte está lançada. Façam suas apostas.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

O X DO PROBLEMA

Um inspirado samba de Noel Rosa para abrilhantar o nosso domingo. Interpretação de Roberta Sá e Martinho da Vila.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

CÉREBRO EM COLAPSO

Jean Wyllys é a prova de que a política brasileira é capaz de sobreviver a qualquer coisa

“Essa sentença de Sérgio Moro ela não é por acaso. Condenou a nove anos numa referência aos nove dedos de Lula – não foi nem a dez, nem a oito anos, foi a nove anos e meio. Isso diz muito não só da parcialidade de Sérgio Moro, um juiz arbitrário que age por convicções, e não por provas, mas diz muito do caráter de Sérgio Moro”.

Jean Wyllys, ex-BBB e deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, informando ao mundo que, se cortar os nove dedos restantes, Lula será absolvido por Sérgio Moro no julgamento do caso do sítio em Atibaia.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

OLLANTA O MALA

Decerto afeito a lençóis de algodão egípcio, Ollanta o Mala, aliás Humala, ex-presidente do Peru, e sua esposa, Nadine Heresia, aliás Heredia, experimentaram a primeira noite dormida na prisão, decerto sem a maciez a que estavam afeitos. O motivo, prosaico entre nós, lavagem do dinheiro recebido da onipresente Odebrecht para a campanha eleitoral.

A dormida aconteceu em cela existente no Palácio da Justiça, mas em caráter provisório, já que o ilustre casal brevemente será transferido para centros prisionais separados. Em vez dos afagos matrimoniais, o Mala, aliás Humala terá como companheiro de cela o seu talvez desafeto-mor, o também ex-presidente Alberto Fujimori, alvo de sua rebelião em 2000 quando militar. Como ficará o relacionamento entre duas pessoas que, obrigatoriamente, juntas viverão anos?

Alberto Fujimori, que cumpre pena por corrupção e crimes contra a humanidade e dedica seu tempo à jardinagem poderá ter longas conversas com o Mala, aliás Humala, e descobrir o que terá dado errado na estratégia desses dois mestres da locupletação.

No Peru, nos últimos vinte e cinco anos, cinco presidentes se envolveram em escândalos de corrupção e olhe que não estamos falando de um enorme e rico país saqueado incansavelmente, desde que a esquadra cabralina avistou o monte Pascoal.

O atual presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, diz que aquela nação adotou medidas drásticas e rápidas, impedindo que os acusados

O Mala, aliás Humala cumpre confinado o seu primeiro castigo, enquanto em um rico e gigantesco país vizinho o senhor Luiz da Silva, autointitulado a alma viva mais honesta do Brasil, se dedica a blasonar e fazer sua campanha eleitoral.

Ollanta e Lula, dois malas sulamericanos

16 julho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

16 julho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MODERNIDADE

Esta gazeta escrota, um jornal moderno e avançado, está sempre atenta às inovações tecnológicas que aparecem para beneficiar a humanidade. 

E é pensando nisto que boto nos ares fubânicos Genival Lacerda interpretando uma composição da autoria de Nerilson Buscapé, intitulada “Me dê seu Wi-Fi“, que este Editor dedica com muito carinho às fêmeas de todo o mundo.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

LULA CONDENADO, E DAÍ?

Além de nove anos e meio de prisão, a pena de Lula o proíbe de ocupar cargo ou função pública. Mas Lula não vai para a prisão; e a proibição do exercício de cargo ou função pública só passa a valer se for confirmada pelo Tribunal Federal de Recursos, TRF-4, em Porto Alegre. Mesmo se a apelação for negada, Lula ainda poderá ser candidato à Presidência, desde que a sentença não seja dada antes do fim do prazo de registro de sua candidatura. Resumindo: em termos penais e de lei eleitoral, não mudou nada. Com sentença ou sem sentença, Lula continua solto e é candidato.

A questão já não envolve o juiz Sérgio Moro. Tudo depende do eleitor. Se a condenação afetar o prestígio de Lula, a ponto de reduzir a tradicional fatia fiel de 25 a 30% do eleitorado, o PT, longe do poder, deve demorar para recuperar-se. Caso a prisão não afete o prestígio de Lula, o PT vai se recuperar da estrondosa derrota das últimas eleições. Com a anulação da pena, será candidato à Presidência e se apresentará como injustiçado, perseguido por querer reduzir a desigualdade social. E, se for preso, ficará como vítima e tentará eleger algum poste para presidente. Quem elegeu Dilma é capaz de tudo – embora, dessa vez, sem estar no Governo. Comenta-se que pensa em dois nomes: Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, e Guilherme Boulos, dos sem-teto. Ciro Gomes seria mais forte, mas não é do PT. E Lula jamais aceitou alianças sem o PT no comando.

Limpeza de ficha

A proibição de exercício de cargo ou função pública, mesmo confirmada pelo TRF-4, só entra em vigor após a confirmação (ou agravamento) da sentença, em Brasília, sabe-se lá quando. Mas existe a Lei da Ficha Limpa, que impede que condenados em segunda instância se candidatem. Lula, mantida ou ampliada a sentença, estará inelegível como ficha suja.

Caneta pesada

Agravamento da sentença? Sim: até agora, os três desembargadores da Oitava Turma do TRF-4, encarregados de julgar as apelações dos processos da Lava Jato, têm sido mais duros que Sérgio Moro. Em 23 apelações, libertaram cinco réus (incluindo João Vaccari Neto) e aumentaram as penas em 16 casos. De 365 pedidos de habeas corpus, concederam quatro.

Quem contra quem?

O PT tem candidato, Lula (ou quem Lula mandar). Ciro Gomes é candidato pelo PDT, correndo na mesma faixa do escolhido de Lula (se Lula se lançar, Ciro pode se aliar a ele). O PSDB oscila entre Alckmin, Serra e, apesar de tudo, Aécio; e pode lançar João Dória Jr., que subiu nas pesquisas pelo bom desempenho na Prefeitura de São Paulo. Em qualquer caso, sai desunido, como sempre. PSB e Rede, de Marina Silva, tentam convencer o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (lembra-se dele?) a entrar. Sem Barbosa, a Rede lança Marina. Há quem pense em Sérgio Moro. Há espaço para alguém sem passado político. Há Jair Bolsonaro, PSC, crescendo: busca o voto de quem tem saudades do regime militar.

Revivendo – a economia

Parafraseando um grande jornalista, Pedro Cavalcanti, a melhor coisa da ditadura militar é que todos tínhamos uns 40 anos a menos. Houve também, em parte do tempo, excelentes índices de crescimento (porém o mais duro dos ditadores, general Emílio Médici, em cujo governo o país cresceu mais aceleradamente, disse: “a economia vai bem, mas o povo vai mal”). E, apesar dos plenos poderes, o regime militar se encerrou com a inflação a mais de 240% ao ano. Houve estatizações em massa, para os escolhidos o BNDE financiou até a produção de goiabada em lata, ruínas de obras monumentais, iniciadas e abandonadas, demonstram que já havia pouco caso com o dinheiro público. Exemplo: na Rio-Santos projetada, iniciada e abandonada, há até túneis sem o tradicional morro em cima. Acabou-se construindo outra Rio-Santos, mais simples, em cima das estradas velhas.

Revivendo – a barbárie

E houve a grande mancha da tortura. Houve o delegado Sérgio Fleury, cuja esplêndida biografia, Autópsia do Medo, feita pelo repórter Percival de Souza, mostra um assassino que tinha prazer em matar, um torturador que tinha prazer em torturar. Vários torturadores, depois da ditadura, migraram para o crime: tomaram a bala os pontos de bicheiros. E passaram a viver da contravenção. Segurança nas ruas? Besteira: este colunista viveu a época em que, em São Paulo, os assaltantes eram conhecidos pelo nome, de tão poucos. E viu a segurança se deteriorar nos tempos da ditadura.

Qualquer ditadura é indefensável, e a brasileira exagerou na barbárie. Se é isso que Jair Bolsonaro elogia, é preciso pensar muito antes de votar nele.

Vale a pena ver o que diz o advogado José Paulo Cavalcanti Filho, insuspeito de esquerdismo, estudioso da ditadura militar, num artigo brilhante, que dá gosto de ler: clique aqui.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

PEDRO MALTA – RIO DA JANEIRO-RJ

Berto

Conheça o mais recente vídeo a respeito do Lula.

R. Meu caro, que coisa horrorosa.

Ô povinho que não acredita em nada…

Vôte!

16 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 julho 2017 MARY ZAIDAN

COMPLEXO DE PINÓQUIO

O desprezo do PT pela democracia dispensaria novos exemplos. Mas seus integrantes fazem questão de exibi-los com alucinada frequência. Se geralmente já se postam como vítimas de um inimigo invisível, quando acuados pelos fatos reagem com ameaças. A da vez é de que não aceitarão uma eleição presidencial sem Lula.

Só não dizem como. Com greves gerais? Quebradeira? Luta armada?

Feita da tribuna do Senado pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, na quarta-feira, 12, a bravata se repetiu no dia seguinte, quando Lula convocou a imprensa para uma suposta entrevista coletiva na qual foram vetadas perguntas dos jornalistas. Antes do monólogo, Gleisi lançou a nova campanha petista: eleição sem Lula é fraude.

O mote e a peça, já impressa, estarão em todos os cantos. Nas viagens de campanha programadas por Lula (o circuito começa em agosto e inclui 22 cidades) e nas tentativas dos ditos movimentos sociais de colocar gente na rua, a primeira delas na próxima quinta-feira, 20.

Diante da sentença do juiz Sérgio Moro condenando Lula a nove anos e seis meses de prisão, é até compreensível o esperneio do PT. Tentar empolgar a militância, manifestar, ocupar as ruas é parte saudável da democracia. Mas fazê-lo tendo a mentira como premissa são outros quinhentos.

O slogan “eleição sem Lula é fraude” é exatamente isso: ludibrio, tapeação. E agride frontalmente a Justiça, um dos tripés da organização do Estado democrático.

Lula foi denunciado, exerceu seu direito de defesa e, ao fim e ao cabo, considerado culpado no primeiro dos cinco processos que correm contra ele. Poderá recorrer em liberdade, uma concessão que nem todos têm. Se sua sentença for mantida em segundo grau, ficará inelegível, impossibilitado de disputar eleições.

No máximo, vai se igualar a outros tantos que tiveram suas candidaturas impugnadas. Só em 2016, a Lei da Ficha Limpa barrou 2.300 candidatos. E isso não fez com que o pleito do ano passado fosse considerado uma farsa.

Mas o PT não vislumbra alternativas. Vai insistir na falácia de que Moro persegue Lula assim como fez com a presidente deposta Dilma Rousseff, quando transformou um rito constitucional em golpe.

O patético protesto de ocupação da mesa diretora do Senado, liderado por Gleisi, interrompendo a votação da reforma trabalhista, que acabou aprovada por acachapantes 50 votos a 26, encontra-se na mesma linha torta de apelo antidemocrático.

Sem argumentos, substituiu-se o legítimo direito à obstrução parlamentar por vandalismo. Tivesse algum juízo ou inteligência, a votação seria impedida dedicando-se, por exemplo, a ocupar a sessão com a leitura da CLT. Instruída não pelos votos que recebeu dos paranaenses, mas pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, Gleisi nem pensou nisso.

A atenção da primeira mulher a presidir o PT pairava em outra seara, mais precisamente no primeiro processo em que uma senadora se tornou ré. Ao lado do marido Paulo Bernardo (ex-ministro de Comunicações de Dilma e do Planejamento de Lula), Gleisi é acusada de receber doações ilícitas com dinheiro desviado da Petrobras. Arrolou Lula como testemunha de defesa e dele obteve apoio total na oitiva realizada em São Paulo, a mando do ministro Edson Fachin, cinco dias antes de ela reincidir na ameaça à nação caso o ex fique fora da disputa em 2018.

Define-se aí uma ligação de lealdade que extrapola o dia a dia da política. Ambos são fiadores e devedores um do outro.

Gleisi é uma militante aguerrida. E Lula usa e abusa da energia dela. É hoje a melhor – talvez única – ponta de lança do ex, que parte para o confronto e se esgoela na tribuna do Senado.

Ali ela tripudia adversários, anima partidários, fala aos fiéis. Grita contra Moro, chamando-o ora de “animador de torcida”, ora de “covarde”. Critica a mídia, que, segundo ela, é o público que o magistrado curitibano queria agradar ao proferir a sentença contra Lula.

Encarna o que o PT sabe fazer de melhor: empina o nariz, deixando-o livre para pinoquiar.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

PERNAMBUCANOS HONORÁRIOS IV

Burle Marx (1909-1994)

Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo, em 4/8/1909. Artista plástico, pintor, designer, arquiteto, tapeceiro, cantor lírico para os amigos e um dos paisagistas mais renomados do mundo. Filho da recifense Cecília Burle e de Wilhelm Marx, judeu alemão, parente de Karl Marx. Aos 4 anos, a família se mudou para o Rio de Janeiro. Logo que os negócios (exportação e importação de couros) do pai prosperaram, foram morar num casarão do Leme, onde ele, aos 8 anos, começou a cultivar mudas de plantas e iniciar sua própria coleção.

Em 1928, teve um problema nos olhos e a família foi procurar tratamento na Alemanha, onde permaneceram até 1929. Lá entrou em contato com as vanguardas artísticas e conheceu o Jardim Botânico de Dahlen, onde encontrou a vegetação brasileira numa estufa. Ficou fascinado com a beleza das plantas tropicais. Mas o fascínio mesmo, neste momento, se deu com a pintura, a partir das visitas que fez às exposições de Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Klee e Van Gogh. Entusiasmado, passou a estudar pintura no ateliê de Degner Klem. De volta ao Brasil, em 1930, Seu amigo e vizinho Lucio Costa o incentivou a entrar na Escola Nacional de Belas Artes. Aí conheceu e fez amizade com alguns nomes que se destacariam na moderna arquitetura brasileira: Oscar Niemayer, Hélio Uchoa, Milton Ribeiro etc.

Seu primeiro projeto paisagístico se deu em 1932, a pedido do amigo Lúcio Costa, para o jardim da residência da família Schwartz. Mas o primeiro projeto público se deu em 1934, na Praça de Casa Forte, no Recife, onde projetou mais 5 praças mais tarde, todas tombadas pelo IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. No mesmo ano foi designado Diretor de Parques e Jardins do famoso DAU-Departamento de Arquitetura e Urbanismo, onde trabalhava Joaquim Cardoso, que viria a ser o calculista das obras de Niemayer. Neste cargo projetou diversos logradouros, fazendo uso intensivo da vegetação nativa e a se destacar na área. Em 1935, projetou a Praça Euclides da Cunha (Recife), que ficou conhecida como “Cactário Madalena”, devido a sua ornamentação com plantas da caatinga e do sertão nordestino. A partir daí passou a imprimir um caráter de brasilidade ao seu trabalho, livrando-se da influência europeia, onde predominam as azaleias, camélias, magnólias e nogueiras.

Para isso contava com o apoio de Luiz Nunes, Diretor do DAU e Atilio Correa Lima, gestor do Plano Urbanístico da cidade, e de simpatizantes como Gilberto Freyre, Cícero Dias e Joaquim Cardoso. Dois anos depois, o DAU partiu para um projeto mais ambicioso e deixou ao seu cargo o projeto do primeiro Parque Ecológico do Recife. Devido a sua atuação nesta cidade, é celebrada no Recife a “Semana Burle Marx”, no inicio do mês de agosto, conforme a Lei Municipal nº 17.571, de 2009. Passou 3 anos residindo no Recife e retorna ao Rio de Janeiro, em 1937.

Em seguida foi convidado para projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (na época Ministério da Educação e da Saúde), no Rio de Janeiro. Idealizou um terraço-jardim que é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Com vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim apresentava uma configuração inédita no país e no mundo. Por essa época toma aulas de pintura com Cândido Portinari, de quem se tornaria assistente, e Mario de Andrade, no Instituo de Arte da Universidade do Distrito Federal.

No final da década de 1930 sua obra paisagística já está perfeitamente integrada à arquitetura moderna, uma tendência mundial que abrange as artes de um modo geral. Ele passa a integrar o grupo de arquitetos adeptos da escola alemã Bauhaus, influenciados pela corrente francesa liderada por Le Corbusier. Trata-se de um estilo humanista integrador de todas as artes. Em 1949 adquiriu o Sitio Santo Antônio da Bica, em Campo Grande (RJ), com 365.000 m², e passa a viajar pelo Brasil, junto com botânicos, em busca de plantas tropicais. O objetivo foi coletar e catalogar exemplares para reproduzir, no sitio, a diversidade fitogeográfica brasileira.

Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. A partir daí, passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo. Como é, também, pintor, as plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa. Daí em diante sua parceria em trabalhos com Oscar Niemayer e Lúcio Costa toma impulso. Como arquiteto, inclui em seus parques e jardins elementos arquitetônicos como colunas e arcadas, encontrados em demolições; utiliza ainda mosaicos e painéis de azulejos, recuperando a tradição portuguesa.

A partir da década de 1950, passou a utilizar em seus trabalhos uma ordenação mais geometrizante, como ocorreu na Praça da Independência (João Pessoa), no Parque do Flamengo (RJ) ou Parque Ibirapuera (SP). Em 61 anos de carreira, assinou mais de dois mil projetos em todo o mundo e recebeu inúmeras honrarias. Mas a homenagem que mais o sensibilizou foi ver seu nome designando uma espécie de plantas tropicais: a Calathea Burle Marxii”, conhecida popularmente como “Calatea Burle Marx” ou “Maranta de Burle Marx”. Por essa época é contratado para projetar parques públicos em diversas cidades: 1950 – Parque Generalissimo Francisco de Miranda (Caracas, 1950), Jardins da Cidade Universitária da Universidade do Brasil (Rio de Janeiro, 1953), Jardim do Aeroporto da Pampulha (Belo Horizonte, 1953), Balneário Municipal de Águas de Lindóia (SP, 1954), Paisagismo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1955), Paisagismo da Praça da Cidadania da Universidade Federal de Santa Catarina (1960), Paisagismo para o Eixo Monumental de Brasília (1961), Paisagismo do Aterro do Flamengo (1968), 1968 – Projeta o paisagismo da Embaixada do Brasil em Washington, USA, 1970), Paisagismo do Palácio Karnak (Teresina, 1970), Paisagismo do aterro da Bahia Sul em Florianópolis (1971) .

Tais atividades não o afastaram da pintura, e desde a década de 1930 participou de 74 exposições individuais, 71 coletivas e 22 póstumas. Seu traço revela influências de Pablo Picasso e dos muralistas mexicanos. Nos retratos, aproxima-se de Candido Portinari e Di Cavalcanti. Segundo os críticos de arte, a partir de década de 1950 “a tendência para a abstração consolida-se e a paleta muda, passando a incluir muitas nuances de azul, verde e amarelo mais vivos. Em suas telas o trabalho com a cor está associado ao desenho, que se sobrepõe e estrutura a composição. Nos anos 1980, passa a realizar composições geométricas em acrílico, os contornos são desenhados com a cor, as telas adquirem um aspecto fluído, flexível e ganham leveza.

A dedicação à pintura é intensificada com sua mudança para o sítio Santo Antônio da Bica (RJ), em 1972, onde passou a cultivar 3.500 espécies de plantas do mundo inteito, criando um verdadeiro “Éden Tropical”. Em 1985, o sítio é doado ao governo federal, passando a chamar-se Sitio Burle Marx, mantido pelo IPAH e aberto a visitação pública. Constitui-se num valioso patrimônio paisagístico, arquitetônico e botânico, além de uma escola para jardineiros e botânico. Em São Paulo, é mantido desde 1994, o Parque Burle Marx, no bairro do Morumbi, com 168.000 m2 e mantido pela Fundação Aron Birmann em parceria com a Prefeitura da cidade.

Em 1982, recebeu o título Doutor honoris causa da Academia Real de Belas Artes de Haia, e do Royal College of Art, em Londres, dentre as tantas homenagens recebidas com nomes de diversos logradouros, escolas e instituições. Sua obra pode ser melhor consultada nos diversos livros publicados sobre suas contribuições ao paisagismo e nos livros de sua autoria: Arte e paisagem: conferências escolhidas. São Paulo: Nobel, 1987 e Arte e paisagem: a estética de Burle Marx. São Paulo: MAC/USP, 1997. Faleceu em 4/6/1994, no Rio de Janeiro.

16 julho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

16 julho 2017 DEU NO JORNAL

UMA CHAPA PERFEITA

O senador cassado Demóstenes Torres reassumiu, em junho, seu posto de procurador de Justiça, no Ministério Público de Goiás, mas ensaia um retorno a Brasília com um discurso em defesa dos políticos e contra “criminalização” dos agentes públicos.

Em entrevista ao Estado, ele afirmou que “Judiciário está legislando”, em um cenário no qual um ex-presidente da República (Lula) foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e que o atual presidente (Michel Temer) aguarda a Câmara autorizar ou não prosseguimento da denúncia de corrupção passiva feita pela Procuradoria-Geral da República.

“A política foi criminalizada. A não ser em longo prazo, nada poderá ser feito para reverter o desânimo do eleitor. O pior é: Não há saída, fora da política. Muitos que a golpearam podem estar querendo ocupar espaço na vida pública. Talvez, na próxima eleição, haja um terreno muito grande para cachorros loucos, apedeutas (sem instrução), radicais de toda a espécie, adeptos de mantras e afins. Já que o judiciário está legislando e o congresso não toma providência”, disse ao Estado.

* * *

Minino, que notícia boa!

Tomara que Demóstenes volte mesmo à política.

Este cabra, um corrupto de altíssimo nível, um guabiru que honra a tradição bandalhística de Banânia e, sobretudo, um mentiroso simulador da mais alta qualificação, daria um excelente vice na chapa do PT ano que vem.

Com o eleitorado que temos em Banânia, Lula e Demóstenes seriam imbatíveis.

Os dois foram os mais votados na disputa do Troféu Algemas de Ouro no ano de 2013. Clique aqui para ler .

Lula/Demóstenes, Presidente e Vice: a chapa ideal para o PT em 2018

16 julho 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


A PRAÇA NÃO É MAIS NOSSA

O que nos resta, depois de uma semana recheada de bons e duradouros orgasmos que os “drones” trouxeram de Curitiba?

Rir. Só isso! Esse é o melhor remédio, antes e/ou depois daquela visita à praia, à sauna, à feira ou ao supermercado que certamente antecedeu ao restaurante com a família. Afinal é domingo.

Um diacho chamado “Tri-Spinner”, inicialmente idealizado para pedagogia lúdica para Autistas – está sendo vendido mais do que banana na feira na “hora de xepa”. É usado em larga escala por quem não teve nem mereceu o direcionamento: e a grande maioria que não sabe para que serve, já diz que realmente “não serve pra nada”. E parece que não serve mesmo.

Mas, o brasileiro (uma raça que deveria merecer mais atenção dos cientistas na NASA – nem que fosse para testes de viagens sem volta para a lua), “Mestre” em sacanagens, já mostra as “adaptações” que começam a chegar para o mercado consumidor. Na foto mostrada a seguir, o valor chega a R$5,00 – R$1,50 as três moedas + R$3,50 pela genialidade da fabricação. Faz sentido!

Essas pessoas que vivem de “invenções” certamente que poderiam ser contratadas pelo Governo Federal para ganhar a vida como faz a maioria, em Brasília, por exemplo: sem fazer nada, com direito a férias, água mineral Perrier, café de grãos arábicos e outras mordomias que o trabalhador brasileiro apenas escutar falar.

“Tri-Spinner” abrasileirado

Na foto 2 outra novidade colocada à disposição pelo desgoverno brasileiro para a população de aposentados que não se predispõe mais ficar correndo atrás de “pit-stop” de supermercados para reabastecer suas necessidades etílicas.

Pinguço de marca maior, o proprietário dessa “conveniência” resolveu aproveitar o visual do marketing oficial para as UPAs (sabemos onde fica, mas, em atendimento ao direito de manter a fonte, não vamos publicar o endereço) para dar aquele “grau” no seu posto de venda de bebidas. Coisa de brasileiro.

E até onde se sabe, tem vendido mais que atendimento médico em fila para marcar consulta pelo SUS. Aceita cheque, cambia dólar e euro – mas, nunca tem troco abaixo de R$1,00.

É o besta!

Pit-Stop multimarcas na UPA

Mas, a comprovação de que brasileiro é alguém acima de quaisquer expectativas, está mostrada na foto seguinte. Muitos sabem “trabalhar” com frituras. Muitos sabem que fritar alguma cosia proporciona algum risco. Fritar algo em frigideira pequena com óleo ou banha quente, oferece o risco de queimaduras nas mãos.

Pois veja o que achou de inventar uma mulher brasileira: pegou uma garrafa pet e “fabricou” uma proteção para a mão. Com um garfo pequeno, controla a fritura como bem lhe convém. Coisa de brasileiro.

Solução prática para evitar queimaduras de fritura

Na última consideração, vamos dar um passeio pela escola e ver como anda a educação brasileira em algumas escolas. Por medida que poucos entendem, as universidades estão aceitando alunos que conseguem atingir alguma nota diferente de zero. São os aprovados nos vestibulares, futuros profissionais – inclusive de medicina, que no futuro lidarão com vidas humanas. Mas, para os educadores e as universidades, isso é irrelevante.

A seguir, vemos uma proposta de uma questão de matemática:

A questão é “reduzir” a fração!


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