1 agosto 2017 DEU NO JORNAL

UMA SIGNIFICATIVA PROGRESSÃO NUMÉRICA

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira (1º) a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros 12 denunciados pelo caso do sítio em Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato.

Agora, todos são réus no processo.

Segundo o Ministério Público Federal, Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS. Os valores foram repassados ao ex-presidente em reformas realizadas no sítio, dizem os procuradores.

Conforme a denúncia, as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão. O pecuarista José Carlos Bumlai, de acordo com a denúncia, também pagou parte da obra.

Apesar de o imóvel estar em nome dos empresários Fernando Bittar e João Suassuna, os investigadores da força-tarefa encontraram uma série de elementos que, segundo a denúncia, comprovam que o sítio pertence, na verdade, ao ex-presidente.

Entre eles, estão bens pessoais, roupas e indícios de visitas frequentes ao imóvel. A denúncia afirma que entre 2011 e 2016, Lula esteve no local cerca de 270 vezes.

De acordo com Moro, as provas apresentadas conseguem sustentar minimamente que Lula era de fato dono do sítio.

Os elementos probatórios juntados pelo MPF e também colacionados pela Polícia Federal permitem, em cognição sumária, conclusão de que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comportava-se como proprietário do Sítio de Atibaia e que pessoas e empresas envolvidas em acertos de corrupção em contratos da Petrobrás, como José Carlos Cosa Marques Bumlai, o Grupo Odebrecht e o Grupo OAS, custearam reformas na referida propriedade, tendo por propósito beneficiar o ex-Presidente”.

* * *

Ou seja, Lapa de Corrupto foi promovido de Penta Réu para Hexa Réu.

Uma promoção que, em breve futuro, chegará à dezena 13, um número perfeitamente compatível com o maior, o mais poderoso, o mais atuante e o mais importante embolsador de pixulecos que Banânia já teve.

Lapa de Enganador merece os nossos mais efusivos parabéns!

Não custa nada ressaltar este detalhe: Dr. Moro não formulou a denúncia.

O meritíssimo, que Lula classificou de “Czar“, apenas “aceitou a denúncia“, conforme diz a notícia aí em cima.

Vamos celebrar esta notícia novidade (excelente para a banda honesta do Brasil, não custa nada ressaltar…) com música.

Uma música em homenagem ao homem que empata com Jesus Cristo em termos de honestidade.

Canta, moçada!!!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

AGOSTO

Não, o assunto não é o célebre romance de Rubem Fonseca. É o mês que começa amanhã, para muitos aziago. De péssima reputação, pois. Dizem-no até ser o mês em que as bruxas andam soltas. A sabedoria galega, porém, assegura não crer em bruxas, embora elas existam – Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay. Como cautela não faz mal a ninguém, se você examinar um calendário de efemérides vai encontrar em agosto acontecimentos nada a gosto. Quer ver? Passeemos aleatoriamente pelo tempo e pelo mundo.

Para começar, 6 de agosto foi o dia em que o mundo conheceu o pesadelo nuclear. Hiroshima foi reduzida a escombros. E se você pensar que aquela bomba que matou instantaneamente quase cem mil pessoas é, comparada às existentes nos arsenais das grandes potências, o equivalente a um prosaico fogo junino…

Em compensação, em agosto, de 1709, o padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão criou o primeiro balão inflado a ar quente. Já em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, ocorreu o massacre de Badajoz, em que quatrocentas pessoas foram mortas em repressão aos republicanos. Em 1914 foi inaugurado o Canal do Panamá, ligando o Atlântico ao Pacífico, para promover o desenvolvimento do comércio internacional.

Agosto de 1572 marcou o início do massacre da Noite de São Bartolomeu, em que foram mortos cerca de cem mil protestantes. Agosto marcou também o enfarte fulminante de Agamenon Magalhães, a renúncia de Jânio Quadros, e o suicídio de Getúlio Vargas, momentos em que o clima político do país se tornou sombrio.

Nem tudo é imperfeito, no entanto. Foi em agosto de 1911 que a Mona Lisa foi roubada, mas em 1913 resgatada. Foi também em agosto, de 1592, que, como a provar que elas existem, aconteceu um dos julgamentos das Bruxas de Salem. E para terminar, foi em agosto de 1774 que o cientista britânico Joseph Priestley casualmente descobriu o oxigênio. Ao recolher o gás proveniente de uma reação química que ele provocara, notou que a respiração ficava mais fácil com o gás.

Por falar nisso, é imprescindível oxigenar o Brasil. O mau cheiro está sufocante.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER FC (MG)

1 agosto 2017 DEU NO JORNAL

É MUITA REZA

O papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, pediu, em mensagem endereçada a jovens brasileiros e tornada pública nesta terça-feira, que lutem contra a corrupção.

“Não tenham medo de lutar contra a corrupção e não se deixem seduzir por ela. Vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de uma cultura de aliança e gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil.”

* * *

Meu caro colega Papa Chiquinho não precisa se preocupar.

Aqui em Banânia tem dois católicos fervorosos, dois religiosos que fizeram votos de castidade e pureza, que rezam o dia todo pedindo pra acabar com a corrupção.

Desde a primeira eleição de Lula que Frei Leonardo Boff e Frei Betto rezam 13 horas por dia, ajoelhados em caroços de milho, pedindo pra cumpanherada parar de roubar.

Fique tranquilo, Chiquinho!

Dois rezadores arretados!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

DINHEIRO COMPRA ATÉ AMOR VERDADEIRO

O que estamos assistindo é o desgastado presidencialismo de coalizão, funcionando na sua forma mais degenerada, sem objetivo nenhum a favor da Pátria. O estrebuchante presidente Temer gasta todo seu arsenal (dinheiro dos nossos impostos) para comprar apoio político e tentar manter-se no cargo até 2018. Impossível!!!! Temer e sua quadrilha só vão conseguir ganhar algum tempo e complicar ainda mais a terrível situação fiscal do País, com liberações de emendas em troca de apoio, complicando todo esforço da equipe econômica para manter o mínimo de previsibilidade nas contas públicas. Suas Excelências, os deputados federais estão felizes e comemorando receber as verbas de suas emendas e ainda declaram, com algum pudor, apoiar o Governo do PMDB. Até quando?

Estamos esperando por novas denúncias da PGR contra o Presidente da República, também estar por vir a delação comprometedora do doleiro Funaro, parceiro das negociatas que envolvem parte do PMDB e muito provavelmente Cunha (delator em potencial) mais Temer poderão ser citados. Tudo isso vai comprometendo cada vez mais o frágil governo peemedebista. Em breve nem liberações de emendas, nem cargos, serão suficientes para contabilizar votos contra a autorização da abertura do inquérito no STF e consequente afastamento do presidente. Teremos eleições gerais em 2018 e Suas Excelências precisam se reeleger. Será difícil eleger-se com a imagem de pertencer a base de apoio à Temer. Para ter votos é preciso ter, pelo menos a aparência de honesto. Estar ligado a Temer, ou Lulla, nessa hora, é certeza de perder votos.

Trocar Temer pelo insipido, inodoro e incolor Rodrigo Maia poderia ser bom nesse momento. Com Temer no trono distribuindo grana em troca de votos corremos sério risco de desmonte da equipe econômica. Olho vivo em Mansueto Almeida, não acredito que ele tenha vocação para Joaquim Levy. Usando uma metáfora futebolística, perder esse “volante” deixaria nossa defesa desguarnecida. Por enquanto só Maria Silvia (BNDES) jogou a toalha. Os agentes econômicos (para não usar a desgastada palavra Mercado) estão atentos a outras perdas no time e prontos agir. Essa ação dos agentes, provavelmente significará dólar pra cima, inflação pra cima, Bolsa e investimentos pra baixo, desemprego pra cima.

Os deputados que continuarem apoiando o apodrecido Governo Temer, correm sério risco de não renovarem seus mandatos. Não acredito que Suas Excelências estarão dispostas a arriscar perder o Foro Privilegiado para garantir Temer até 2018. Eles querem ter suas emendas e indicações atendidas, mas também sabem contabilizar o desgaste de ficar ao lado dos perdedores. Temer é sem sombra de dúvidas um grande perdedor. Apenas 5% aprovam o Homem da Ponte.

Temer continua acreditando que dinheiro compra até amor verdadeiro. Deu certo uma vez.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

1 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O INSTITUTO DATA BESTA INFORMA

Estes são os números da última pesquisa inútil do Instituto Data Besta.

A Editoria do JBF agradece a participação dos nossos estimados leitores.

Até a próxima!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

OS PARTIDOS POLÍTICOS MORRERAM

Estes dias de calmaria aparente, pelo menos em relação a cena e a sujeira política de Brasília e de todo o Brasil prenunciam uma grande borrasca.

Mas que foram alguns dias de paz para nossos cansados espíritos, isso sim foram.

O recesso de meio de ano do Congresso colocou em marcha lenta os acontecimentos políticos brasileiros. Aliado ao recesso do judiciário parece até que vivemos em outro país. Mas nesta semana tudo voltará ao normal.

Normalidade significa bagunça, caos, gritaria, mentiras, chororô e mais mentiras.

A oposição que é a ex-situação fará de tudo e mais um pouco para trancar o Congresso e implementar sua pauta de atraso. Gritará ‘Fora Temer’, enquanto seus próceres articulam o ‘Fica Temer’. Pois nada melhor para o PT que Temer no poder fazendo o jogo-sujo anti Lava-jato e ocupando todos os holofotes.

A Situação, que é a ex-situação somada a ex-oposição, seguirá fazendo aquilo que atual oposição fazia quando era situação, defenderá seus interesses (os deles mesmos) e dirá que está defendendo os nossos interesses.

Lula continuará mentindo e se fazendo de vítima. O PT continuará discursando como se fosse uma virgem vestal e não tivesse quebrado o Brasil em 13 anos de poder. Dilma continuará dizendo mer…bobagens.

Bolsonaro continuará radicalizando para alegria de uns e desespero de outros. Temer continuará negando e fingindo não ter nada a ver com isso. O PSDB continuará disputando o muro com a REDE enquanto o PSOL tentará derrubar o muro e o país.

Tudo como d’antes no quartel de Abrantes. Ocorre que o sistema partidário brasileiro faliu. Morreu!

Morreu de morte ‘matada’ e de morte ‘morrida’. E está putrefazendo-se em Brasília e empestando toda a Nação.

O PT, PC do B e os outros partidecos de esquerda estão mortos junto com a ideologia que abraçaram. Não a ideologia marxista que também já faleceu. Mas a ideologia cleptocrata sindical que fez a riqueza de seus líderes e quebrou o país.

PMDB, PP e outros se afogaram nas práticas fisiológicas, nadaram até o último fôlego para manterem-se no poder, a qualquer custo ou preço.

O PSDB caiu do muro e morreu, só alguns de seus membros não perceberam. A REDE nem bem nasceu e morreu de inércia e inépcia em cima do mesmo muro do qual o PSDB caiu.

O PSOL foi arrastado para o quinto dos infernos preso em uma perna a Marx e na outra a todo o ranço de hipócritas, ditadores e assassinos que cultua (Lenin, Mao, Castro, Chávez, Maduro et caterva). O único problema é que o Capiroto quer devolver o partido e a militância, pois estão incomodando demais no inferno.

Os demais partidinhos de aluguel estavam a venda e foram arrematados sabe-se lá por quem. Mas onde quer que estejam fedem com a catinga podre do fisiologismo, da corrupção e da falta de caráter e ideologia.

Movimentos sociais jazem gordos e inertes em seus leitos de lençóis de linho, longe de representar qualquer indivíduo, muito menos a sociedade.

Então podemos concluir apenas uma coisa. Nossa política morreu e jaz insepulta pelos quatro cantos do Brasil.

E esta matéria podre que de sua decomposição resultou não serve nem para adubo. Temos que enterrar políticos, partidos e seus proprietários o mais rápido possível. Só assim conseguiremos fazer renascer um país justo e melhor para todos os brasileiros.

O problemas é que os fantasmas que jazem e esvoaçam pelo Alvorada, pelo Planalto, pela Praça dos Três Poderes e por todos os Palácios, Sindicatos e Comitês Partidários do Brasil querem ressuscitar e voltar a nos assombrar.

E pior é que querem ressuscitar as nossas custas. Fazendo manobras desonestas e sem nenhum escrúpulo, tentam impingir um novo Fundo partidário, o voto no Distritão (tipo Venezuela) onde votaremos e eles escolherão nossos representantes, a Emenda Lula e otras cositas más.

Não é mais cara-de-pau! É safadeza mesmo!

Eles mataram a política brasileira, deixaram os corpos insepultos e querem nos cobrar o féretro.

Chega! Está na hora de enterrarmos esta corja no passado. E, enquanto este bando, de sem caráter e sem-vergonhas, não faz a passagem para o Quinto dos Infernos, vamos proporcionar-lhes, à todos, uma confortável estadia.

Estadia perpétua na Papuda ou em Curitiba!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


STAND-UP COM POESIA.

SEI NÃO…

Só sei que não sei não
Se foi da noite pro dia
Do dia pra noite, foi não
Só sei que o que eu sei
O certo é que de repente
Eu sei que me apaixonei
Não me pergunte mais nada
Porque é só isso que eu sei.

Quase nada.

* * *

VOCÊ

Eu trago o meu coração
Na ponta de cada dedo
Na mente trago um enredo
Na minha mão uma pena
Para escrever um poema
Guardado como segredo
E ai me aparece você
E eu escrevo o poema
Pois você é o meu tema
Não há mais nada a fazer

* * *

O PINTADOR DE DESASTRE

Pinto a noite enluarada
Da janela do meu quarto
Divido, parto e reparto
Fico com a pior parte
A que causou o desastre
Do Tocantins a agonia
Depois da Ave Maria
Pinto a dor, pinto o frio
“Sem lápis pinto meu rio
Só usando a poesia”

Mote encontrado aqui no JBF

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

1 agosto 2017 JORGE OLIVEIRA

ALAGOAS HOMENAGEIA A CORRUPÇÃO

O reitor Jairo José Campos, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), está em maus lençóis depois que anunciou uma notícia que parecia brincadeira, mas que se confirmou como verdadeira pela sua própria boca. Ele vai dar o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Filiado ao PCdoB, Campos foi ameaçado de morte se de fato realizar tal proeza a um cidadão condenado por chefiar uma organização criminosa. A decisão dele deixou o meio acadêmico do estado estarrecido. Outros agraciados advertem que cogitam devolver os títulos indignados com a homenagem a esse senhor condenado pela justiça.

O reitor está com medo e já foi à polícia prestar queixa. Avisou também ao governador Renan Filho que corre risco de vida, mas mesmo assim ele mantém a decisão de condecorar Lula. No estado a revolta é geral, a notícia caiu como uma bomba. Fala-se inclusive em protesto de rua para evitar que a universidade cometa essa excrescência, indecência. Essa extravagância extrema de bajulação utilizando-se de um órgão sustentado com o dinheiro público para cometer um ato de absoluta submissão.

Depois dessa atitude de servilismo explícito, o reitor deveria fazer uma nova proposta ao seu conselho: a criação de uma cadeira que iria ensinar aos seus alunos a teoria da corrupção em um dos estados mais miseráveis da federação. Quem sabe se num futuro próximo Alagoas não estaria exportando essa matéria prima brasileira para o resto do mundo.

Até agora ninguém se responsabilizou por essa ideia esdrúxula e pusilânime de condecorar o ex-presidente Lula. O reitor, depois das ameaças de morte, vive igual a barata tonta com medo de ser emboscado em um estado que tem fama de cumprir o que promete. E o telefonema não deixa dúvidas: “Se você fizer essa homenagem, no outro dia você morre”, disse a voz cavernosa, do outro lado da linha, para a secretária do reitor que repassou o recado abusado ao chefe.

E mais: o matador anônimo já avisou também que vai caçar um por um todos que fazem parte do Conselho Superior da Uneal e que acataram a sugestão do reitor para aprovar a tal honraria que estaria marcada para agosto, quando o ex-presidente faz uma viagem de campanha pelo Nordeste e um pit-stop em Maceió para visitar alguns de seus aliados. Se isso de fato acontecer, o reitor não terá mais sossego, pois vai precisar de segurança diariamente para evitar que alguém atente contra a sua vida. E o governo terá que disponibilizar policiais 24 horas por dia para protegê-lo com ônus para os cofres públicos, consequência de um ato despirocado de um professor trapalhão.

Na terra de Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Aurélio Buarque de Holanda, Nise da Silveira, Audálio Dantas, Cacá Diégues, Ledo Ivo e outros nomes, que honram o estado onde nasceram, é difícil engolir essa decisão da universidade que vai de encontro ao que pensam os alagoanos éticos e honestos sobre os seus personagens que fizeram histórias na arte e na literatura mundo afora. Uma das solenidades de títulos Honoris Causa da universidade ocorreu em 2014, quando notáveis do estado que contribuíram para a cultura foram homenageados:

O jornalista e escritor José Marques de Melo; Audálio Dantas, ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas; a antropóloga Luitgarde Cavalcante; Moacir Palmeira; o historiador Moacir Sant’Ana; os advogados e ex-presidentes da OAB Marcello Lavenère e Hermann Assis Baeta; o poeta José Geraldo Marques; o antropólogo e historiador Dirceu Acioli Lindoso; e o professor Douglas Apratto.

No futuro, na parede da faculdade, esses notáveis vão aparecer ao lado de Lula, o ex-presidente condenado por corrupção e indiciado em mais outros quatro processos. Como todos os agraciados normalmente marcam sempre encontros casuais, pode se imaginar desde já que lá na frente a confraria agende o próximo convescote para um dos presídios de Curitiba.

Acorda, Alagoas!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

1 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A BESTA NAS ALTURAS

Mais de 1,6 milhões de acessos no mês de julho ontem encerrado.

Uma média de 53.388 acessos por dia.

São estes os números desta gazeta escrota neste início de semestre.

Os culpados são vocês, leitores fubânicos que dão asas a um jornal escroto e esculhambado feito este.

Celebrando esta conquista, convidei o Velho Faceta, o rei do pastoril profano aqui no Recife, pra vir fazer uma vista ao JBF e alegrar a nossa terça feira.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO


Mundo Cordel
O MESTRE DO CEARÊS (OU CEARENSÊS, TANTO FAZ O CÃO COMO A MÃE DELE)

Tarcísio Mattos participando de programa de rádio

Quem cantou a pedra foi o leitor fubânico Cícero Tavares.

Eu tinha postado aqui a tradução de mais um trecho do Evangelho para o idioma cearês, quando o xará do Meu Padim comentou: “Existe um mestre dos mestres no cearensês que não pode passar despercebido de qualquer estudioso do assunto. O mestre dos mestres TARCÍSIO MATTOS, o Zé Dantas, o Humberto Teixeira das letras das músicas do mestre FALCÃO”. E completou: Não sendo o caso de lhe tomar muito o tempo, gostaria que o nobre magistrado nos escrevesse sobre esse gênio da cultura popular cearensês, TARCÍSIO MATTOS.

Está coberto de razão o Cícero Tavares. Pense num cabra que conhece do riscado em matéria de cultura cearense! É só dar uma bilada na coluna dele no Jornal O POVO, para ver o desmantelo: AOS VIVOS 

Nascido na minha querida Fortaleza, Tarcísio tornou-se um sexagenário no último dia primeiro de julho.

Consta que começou criar paródias aos doze anos de idade. E já naquele tempo se metia a cantor. Chegou a cantar em inglês numa banda de fundo de quintal. Cantou até em um clube chique de Fortaleza, o Náutico, em 1974: “One day in your life”, do finado Michael Jackson.

Também compôs músicas sérias, até 1976. Sozinho, ou em parceria com Davi Bezerra de Menezes.

Em 1977, ingressou no curso de Medicina, na Universidade Federal do Ceará. Foi aí que criou gosto pelas coisas da cultura cearense. As falas, os costumes, os traços da personalidade cearense, tudo isso foi sendo descoberto por Tarcísio Mattos a partir de viagens ao sertão, levado por colegas da Faculdade que iam passar férias em Tauá, Quixeramobim, Iguatu, Juazeiro, Sobral.

Mas o curso de medicina era uma coisa complicada para Tarcísio. Não podia ver sangue. Ficava com gastura, coisado, desmastruiado… Terminou abrindo dos paus. Nos idos de 1980, largou a Medicina e foi fazer Comunicação Social.

Nesse tempo, eu ainda não conhecia Tarcísio Mattos. Ouviria falar do seu nome pela primeira vez em 1988, quando aconteceu o Festival da Canção Bancária, promovido pelo BNB Clube de Fortaleza, do qual eu, na qualidade de funcionário do Banco do Nordeste, era sócio.

Tarcísio (que à época era funcionário do Banco do Brasil) botou quente naquele festival. Classificou duas músicas entre as finalistas: “Eugênia da noite”, em parceria com o poeta e artista plástico Val; e “Canto Bregoriano No 2”, em parceria com Falcão.

E a plateia vibrava com o refrão do Canto Bregoriano. Aprendi para nunca mais esquecer:

Aporrinharei o senhor (aporrinharei)
Perturbarei o senhor (perturbarei, perturbarei)
Emputarei o senhor (ôôôô)
Enquanto o senhor não me pagar!

Falcão interpreta Canto Bregoriano n. 2, ao vivo:

Até hoje, logo se forma um coro quando a canção é interpretada em algum barzinho de Fortaleza.

Desde então, foram inúmeras as parcerias entre Tarcísio Mattos e Falcão. Parceria que permanece até hoje, como em várias faixas do CD “Sucessão de sucessos que se sucedem sucessivamente sem cessar”, e no programa Leruaite, apresentado por Falcão e produzido por Tarcísio Mattos.

Além disso, Tarcísio Mattos já trabalhou com Tom Cavalcante, Bené Barbosa (O Papudim), a atriz Karla Karenina e mais uma ruma de gente boa. Criou e produziu o programa do Mução entre os anos de 1997 e 2007, um incrível sucesso do rádio brasileiro.

Há vinte anos escrevendo crônicas de humor para o Jornal O POVO, Tarcísio Mattos também participa semanalmente do quadro A LÍNGUA DO POVO, na rádio OPOVO/CBN, onde trata do dialeto cearensês. (Clique aqui para ouvir)

Só por essa palhinha aí já se tem uma ideia da vastidão do vocabulário cearensês de Tarcísio Mattos. Muita coisa está sendo reunida em seu livro, que está a caminho: “O Grande Dicionário da Fala Cearense (entre verbetes e expressões, 12 mil coisas)”.

Essa figura incrível, que eu já admirava desde os anos 1980, só tive oportunidade de conhecer pessoalmente em 2013, quando fui entrevistado pelo Falcão, no programa Leruaite.

Nascia ali uma amizade dessas de guardar do lado esquerdo do peito. A gente se encontra pouco, mas, depois que inventaram Internet, ninguém se avexa com distância. Como diria o próprio Tarcísio, o mundo ficou do tamanho dum caroço de pitomba. Ou dum canapum!

Aliás, acabou não dando tempo de a gente se encontrar e fazer uma foto juntos, para postar no topo desse texto. Mas, na hora que der certo eu posto a foto e escrevo mais alguma coisa. O anexo seguirá em separado.

Por aqui encerro, senão a conversa vai ficar mais comprida que um dia de fome.

Hora de pegar o beco!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

CELLUS – CHARGE ONLINE

1 agosto 2017 PERCIVAL PUGGINA

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA…

“Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para qualquer outro”. John Adam (2º presidente dos EUA).

Sempre é bom lembrar que alguns anos antes dessa significativa afirmação, ao declarem a independência das colônias, os Founding Fathers, afirmaram sua crença em que os homens, “criados iguais”, foram “dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis” e explicitaram entre esses direitos “a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Afirmaram, também, a supremacia da sociedade sobre o Estado, “porque os governos são instituídos entre os homens”, derivando seus poderes “do consentimento dos governados”. Boa parte da solidez institucional dos Estados Unidos se deve a esses elevados consensos e perdurará enquanto eles resistirem ao severo ataque interno a que estão submetidos.

E nossa Constituição? Para que povo foi ela feita? Tão solenes princípios de nada nos acusam nestes turbulentos dias? Com eles, certamente, teríamos evitado a atual alienação da nação ao Estado e a dupla apropriação que nele ocorre – a apropriação desde o topo pelo patrimonialismo casado com a corrupção e a apropriação interna promovida pelos corporativismos. Na conjugação de ambas, a soberania popular se converte em servidão.

Alguém não sabia o que havia no fim dessa estrada? Pode o dependente químico queixar-se da droga ou denunciar o traficante com base no Código de Defesa do Consumidor? Pois é algo muito parecido o que está acontecendo com a sociedade brasileira em relação à sua representação política. Todos os pilantras, picaretas e negocistas que infestaram a política nacional de modo crescente ao longo dos últimos anos prosperaram na carreira criminosa tapados de votos populares. Fizeram suas mal havidas fortunas a olhos vistos. Muitos, aliás, chegaram em Brasília de ônibus, vindos dos grotões, pés encardidos, calçando sandálias. E foram protagonistas da mais vertiginosa ascensão social de que se tem notícia. Em cada uma de suas páginas, os jornais trazem exemplos dessa produtiva combinação de desmazelo social, irresponsabilidade cívica e enriquecimento criminoso.

De tanto brincarmos com tudo que é sério, o Brasil virou uma grande zorra. Fazemos piada de Lula. E o elegemos. Fazemos piada de Dilma. E a elegemos. Assistimos as tropelias do MST e tratamos com deferência seus protetores nos poderes do Estado. Consideramos charmosamente moderna a fabricação de conflitos étnicos, de sexo, de classe, de cor da pele, de gerações. Acreditamos quando alguns vigaristas intelectuais nos dizem que é feio ser liberal ou conservador. Silenciamos, constrangidos, quando políticos e comunicadores são benevolentes com a criminalidade e severos com a polícia. Delegamos a educação de nossas crianças às escolas e aceitamos que estas sejam entregues a militantes políticos. Assinamos, assistimos e prestigiamos veículos de comunicação que influenciam negativamente a sociedade. Estamos vendo o PT apoiar ditaduras de esquerda em Cuba e Venezuela e permanecemos passivos quando nos lecionam sobre golpismo, Estado de Direito e democracia… Somos tolerantes com as imposições e os achaques de minorias locais organizadas. Achamos decente endividar-se o país e indecente o pagamento dessa dívida. Afastamos Deus de tudo que seja público e nos espantamos com quem chega, operoso, para ocupar o espaço. Dá ou não vontade de dizer bem feito?

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

COBRA CRIADA POR JARARACA

O ex-presidente do Banco do Brasil (BB) e da Petrobrás Aldemir Bendine foi preso na semana passada num condomínio de luxo em Sorocaba, no interior de São Paulo, na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato. A prisão deixa claro que a devassa continua e as origens e companhias de Temer não deixarão de assombrar as noites no Jaburu (terá sido por isso que a família real se assombrava no Alvorada?). E ainda que o papo da gerentona honestinha, a madama presidenta Dilma Rousseff, é completamente furado. Além disso, esclarece que padim Lula de Caetés é católico praticante, mas se esqueceu do princípio bíblico do “diz-me com quem andas e te direi quem és”. No caso, aliás, foi o ex-presidente petista quem fez de Dida, como chamava Aldemir carinhosamente, cobra criada.

Segundo as investigações realizadas até este momento, o ex-presidente das instituições mencionadas e pessoas a ele relacionadas teriam solicitado vantagem indevida em razão dos cargos exercidos para que a construtora Odebrecht não fosse prejudicada em futuras contratações da Petrobrás. Em troca, a empresa teria efetuado o pagamento em espécie de, no mínimo, R$ 3 milhões. O mais espantoso é que, pelo menos aparentemente, tais pagamentos somente foram interrompidos com a prisão do então presidente da Odebrecht, em junho de 2015.

O nome da 42.ª fase da Lava Jato (Cobra) é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht e revelado na 23.ª fase da mesma operação. Bendine foi levado para a companhia de Marcelo na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, titular da 13.ª Vara Criminal Federal da capital paranaense e responsável pelo julgamento dos acusados por procuradores e policiais federais da celebérrima operação.

O ponto de partida da Operação Cobra foi a delação de Marcelo Odebrecht. Este relatou que, primeiro, quando presidente do BB, Dida pediu R$ 17 milhões para facilitar a concessão de um empréstimo que a empreiteira tinha reivindicado. O então presidente da Odebrecht, entretanto, não aceitou fazer o pagamento, pois acreditava que a demanda da empresa seria julgada por técnicos do banco, e não pelo presidente. Só que o funcionário de carreira da instituição financeira foi nomeado por Dilma para presidir a Petrobrás, a pretexto de pôr fim às práticas de corrupção da petroleira, que chegaram a tal ponto que o maior escândalo da História recebeu a marca de “petrolão”. Além do mais, Bendine reduziu a pedida para R$ 3 milhões e a propina foi sendo paga em “suaves prestações” até Odebrecht ser preso e o pagamento, interrompido.

Bendine era o queridinho de Lula, que o nomeou presidente do BB em 2009. Dida tinha começado como office boy na instituição e foi mantido em sua presidência até 2015, quando Dilma Rousseff o nomeou para presidir a petroleira, substituindo sua amigona do peito Graça Forster. Sua tarefa seria moralizar e, em consequência, salvar a maior estatal brasileira. A prisão dele agora confirma, contudo, as desconfianças de parte dos críticos dos presidentes petistas de que sua missão era, de fato, eliminar provas da cumpanheirada comprometida na roubalheira. Depois da prisão e de suas consequências, que podem levar Bendine à delação premiada, a reputação de Lula e também a de Dilma estão sendo jogadas “na chón”, como diria Dona Armênia, interpretada por Aracy Balabanian na novela global Rainha da Sucata, protagonizada por Regina Duarte. A verdade é que o que a tigrada petista tentou fazer todos os brasileiros de bestas não está no gibi. E pode ser, afinal, que tudo seja desvendado, se Sua Insolência o sinistro da Justiça, Torquato Jardim, permitir.

A delação premiada de Bendine é tão esperada como a do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Antônio Palocci, porque, como o ex-prefeito de Ribeirão Preto, o bancário também mereceu a simpatia e as bênçãos do mercado.

O cinismo de Dida atingiu as raias do absurdo. Na presidência do BB, foi flagrado com um patrimônio inexplicável em espécie e teve a caradura de dizer que usou dinheiro guardado em casa para comprar um imóvel. A aparente competência com que presidia o banco, à época, evitou que Dilma o demitisse e que os magnatas da burguesia nacional reclamassem de ele ter desonrado uma instituição de crédito de mais de 200 anos, fundada no tempo da estada do rei português dom João VI no Rio. Ao confessar que entesourava o vil papel debaixo do colchão, o “cobra” de Lula, Dilma e da Fiesp se comportou como o dono de um restaurante chique que faz habitualmente suas refeições no boteco sujinho ao lado.

Mas, mesmo depois desse flagrante e da polêmica em torno do empréstimo para Val Marchiori, uma das Mulheres Ricas da Rede Bandeirantes de Televisão, comprar um Porsche enquanto os gestores petistas se jactavam de usar os bancos públicos para enriquecer os pobres, ele foi transferido para a Petrobrás. Com Dilma transformada em carta fora do baralho, ele ainda foi cotado para ficar no emprego, pois era tido como um grande gestor por alguns assessores próximos de Temer. Esse incidente mostra que o presidente pode até não ter muito juízo, mas sorte tem de sobra. E mais: Bendine ainda tentou ser o indicado do atual governo para presidir a Vale privatizada. São as delícias do Brasil…!

Além disso, as revelações sobre seu comportamento pelos procuradores da Lava Jato são, no mínimo, pitorescas. O primeiro executivo que presidiu uma poderosa estatal (na verdade, duas entre as maiores) foi preso por ter pedido um adjutório em plena efervescência da Lava Jato no noticiário. Os investigadores ainda descobriram que Dida – que tem o mesmo apelido do grande craque do Flamengo tricampeão carioca de 1953,1954 e 1955, formando a linha campeã com Joel, Moacir, Evaristo e Zagalo – declarou a referida esmola no Imposto de Renda. Além disso, apagou mensagens no aplicativo quatro horas depois de transmitidas, mas fez questão de manter algumas, sem pensar que ajudariam na investigação, negando sua reputação de cobra criada.

E esse cobra (não no sentido de venenoso, mas de craque) terá de esclarecer o dinheirão aplicado pelo fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, o Previ, por ordem dele numa obra da Odebrecht. Provavelmente, isso ainda vai dar muito pano pra mangas, embora sua prisão agora esteja relacionada ao alegado pedido de recursos para facilitar a situação da empreiteira na Petrobrás, origem de seu ousado, mas não atendido, pedido da propina quase seis vezes maior do que a que ele é acusado de ter recebido.

Segundo Murilo Ramos publicou no site da Época Expresso, há outro capítulo da ligação de Bendine com a Odebrecht que demanda investigação: o empréstimo de mais de R$ 800 milhões da Previ a empreendimento imobiliário da Odebrecht em São Paulo, em 2012. À época, ele comandava o BB. E o fundo de pensão – que, antes, havia tomado um prejuízo gigantesco com a Odebrecht por ter investido muito no complexo turístico da Costa do Sauípe – voltou a conceder empréstimo vultoso a outro projeto da empreiteira. A participação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no episódio também demanda investigação rigorosa.

Na gestão de Bendine na presidência do maior banco público do País, o Previ também se associou à construtora OAS na empesa Invepar. Ou seja, um novo alvo da Operação Cobra deveria ser o Banco do Brasil e a Previ, a depender das investigações da força-tarefa da Lava Jato e, quem sabe, de uma delação premiada do cobra que o soit-disant jararaca (Lula) criou.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

MAURICIO ASSUERO – RECIFE-PE

Meu caro editodos,

vendo a notícia “Em busca de apoio do PSDB, Temer recebe Aécio no Jaburu” publicada pela mídia golpista desse país, fiquei imaginando um diálogo hipotético entre personagens:

T – Alô? Senador? Seria interessante V.Ex.ª chegar no Jaburu, depois do cagar dos pintos. Marcela já estará dormindo e nós ficaremos mais livres para tramar, quer dizer, conversar. Ao chegar na portaria, pisque o farol do seu carro assim? 1 vez – espere 10 segundos – duas vezes – mais 10 segundos, faça isso alternadamente durante 7 vezes. Resolvi conversar em código Morse. Os sentinelas foram treinados pela Abin e assim que receberem o sinal, autoriza-lo-ão a entrar

A- Presidente, não seria melhor botar duas pessoas vigiando. Bote um cara seu que eu boto um meu. Um cara que se deletar a gente mata. O meu vai ser o Fred.

T – Não precisa se preocupar. Conversaremos no cone do silêncio. Um artifício de última geração que pedi para adaptar de filme antigo – V.Ex.ª não deve lembrar – chamado Agente 86 e protagonizado por Don Adams;

A – Presidente. Bem que eu lhe disse naquele voo que fizemos com o careca do STF: tinha que barrar a Lavo Jato. Você botou o cara lá para ajudar. Você mexeu no ministério da justiça para ajudar, para botar delegados simpatizantes a gente para cuidar do nosso caso. Só tirar dinheiro da operação, acabar com a equipe exclusiva, não resolve. Muito boa a escolha do substituto do Janot. Aquele calhorda. O cara não vale o que a gente vale. Por exemplo: eu recebi R$ 80 milhões da JBS, minha irmã pediu mais R$ 40 milhões que eu pretendia pagar quando Dida chegasse em Furnas e teve aqueles R$ 2 milhões que o filho da puta gravou. Isso não é nada comparada aos R$ 500 mil por semana que você receberia ao longo dos 20 anos….

T – Bom, mostrar-lhe-ei meu raciocínio. O ano tem 52 semanas, então eu calculei que R$ 26.000.000,00 por ano, ou seja, R$ 520.000.000,00 para favorecer aquela gente boa. Confesso que tenho pena do “Nine”… R$ 9 milhões somente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Hum, hum, agora, foi uma grande sacanagem pegarem o Loures… não tem como relacionar comigo. Ele vai assumir que fez aquilo tudo sozinho. Depois eu ajeito com ele.

A – Presidente. Vamos falar da votação do congresso. No PSDB tá todo mundo lascado do primeiro ao quinto. Eu, Serra, Alckmin, Bruno Araújo e vai por aí. Mas a gente quer salvar seu pescoço para você salvar o nosso.

T – Vocês vão votar contra a denúncia?

A – Lógico. Veja o Bruno Araújo deu o voto 342. Lembra da cena? Bandeira do Brasil nas costas tirando um governo corrupto. Agora, mesmo que tudo mundo saiba que você também é corrupto, que sua aprovação é 5% e que 80% da população quer que vc seja investigado, nós vamos apoiá-lo. Em troca queremos: apoio a Bruno para roubar, desculpe governar, Pernambuco; perseguição implacável a Janot a partir de setembro; divulgação dos podres de Fachin para desqualificar as denúncias;

T – Fa-lo-ei. Sem dúvida. Ter-se-á registrado para o futuro um dos grandes momentos da História desse país. As pessoas pensam que somos corruptos. Não somos. Não há provas. As provas são fracas. Como você disse senador, precisamos separar o cara que recebe R$ 100,00 para a campanha do cara que recebeu propina.

A – É isso mesmo presidente. Como disse o “Nine”, propina é uma coisa inventada pelo ministério público, pela mídia golpista. O Brasil sempre funcionou assim. Agora vem a república de Curitiba querendo acabar com isso. Como é possível?

T – Relaxe. Faremos tudo possível para lascar os outros corruptos, mas com o apoio de um senador integro, trabalhador, um político elogiável como disse o Ministro do STF…. vamos desfrutar do bom e do melhor porque além do seu partido andei comprando uns deputados para barrar a denuncia. Dinheiro para pagar não é problema. Autorizei um aumento de impostos para os tabacudos de Banânia. Povinho medíocre que vive acreditando em tudo que o tal do Moro fala.

Assim, se despedem amigavelmente, afirmando que melhor do que código morse é telepatia. O senador entrega um manual prático de telepatia, curso completo feito pelo reembolso postal.

O senador sai levando a carteira do presidente. O presidente entra em casa levando a carteira do senador. Surrupiadas no momento do abraço.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

FERNANDES – DIÁRIO DO ABC (SP)

SERTANEJAS

Chitãozinho e Xororó

* * *

01 – Laço aberto – (Alexandre/Darci Rossi/Sol) – Ataíde e Alexandre – 2000

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


02 – Leão domado – (Paiva/José Antonio) – Chico Rey e Paraná – 1993

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


03 – Nem dormindo consigo te esquecer – (César Augusto) – Gian e Giovani – 1990

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


04 – Viajante solitário – (Cézar/Edinho da Mata) – Cézar e Paulinho – 1987

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


05 – Se eu não puder te esquecer – (Moacyr Franco) – João Mineiro e Marciano – 1989

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


06 – Dormi na praça – (Fátima Leão/Elias Muniz) – Bruno e Marrone – 1994

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


07 – Desculpe mas eu vou chorar – (César Augusto/Gabriel) – Leandro e Leonardo – 1990

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


08 – O cheiro dela – (Rick e Renner) – João Paulo e Daniel – 1994

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


09 – 24 horas de amor – (Carlos César/José Fortuna) – Matogrosso e Mathias – 1984

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


10 – Vou tomá um pingão – (Léo Canhoto) – Léo Canhoto e Robertinho – 1972

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


11 – A Gostosona – (J.Gonçalves/J.Victor) – Teodoro e Sampaio – 1999

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


12 – Só mais uma vez – (Gilmar e Gilberto) – Gilberto e Gilmar – 1985

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


13 – Escolta de vagalumes – (Luiz C.Garcia/Zezety) – Jad e Jefferson – 2000

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


14 – Na pontinha do pé – (Jairo Gomes/Nazildo) – Rick e Renner & Molejo – 1999

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


15 – Nuvem de lágrimas – (P.Debétio/P.Resende) – Chitãozinho e Xororó – 1990

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


16 – Liguei pra dizer que te amo – (J.A.Longo/Aladim/Mont`Alve) – Alan e Aladim – 1987

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

BASTA DE POPULISMO

O estatismo, ou estadismo, autocrático e intervencionista da esquerda latino-americana precisa , para se garantir e enraizar culturalmente, do populismo personificado na figura dalgum “pai dos pobres”, ou dalgum déspota travestido de patrono dos sentimentos do povo, ou seja: só sobrevive por intermédio da venda de ilusões. Quando então isso fracassa social e economicamente, coisa que logo acontece, passa-se costumeiramente à ruptura democrática e à desmoralização institucional, com total menosprezo à ordem constitucional estabelecida

Sem mentir para o povo, não existe candidatura viável no âmbito dessa esquerda demagógica e populista. Isso é óbvio, pois somente através da venda de ilusões e das campanhas baseadas em “verdades” claudicantes é que políticos como Hugo Chaves, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, Dilma Rousseff ou Lula conseguem prevalecer sobre a parcela seriamente preocupada com os destinos de seus países. Contam, por um lado, com a fração mais emocionalmente fragilizada da população, primeiras vítimas de seus discursos fáceis e de suas promessas impossíveis e, na outra face de suas moedas, confeccionadas com ouro de tolo e estampadas com cantos de sereias encantatórias, contam com a porção hipnotizada e mesmerizada de pessoas sistematicamente ideologizadas pelas cartilhas marxistas. De resto, contam ainda com os membros da “nomenklatura” partidária, com a entourage simpatizante e com todos os que juntos hão de se locupletar, ávidos das facilidades obtidas com o exercício do poder.

Essa histeria em torno do ex-presidente Lula tem todo esse componente populista-ideológico. Aí estão os nossos últimos quatorze anos a corroborarem o que digo… Lula fala a língua do povo; seus sectários, junto aos seus mantenedores intelectuais, falam a língua de Carl Marx, e está fechado o cerco contra a nação. E aquilo que não se consegue inculcar nas salas de aula, os marqueteiros tratam de completar nas campanhas eleitorais.

Uma candidatura dessas jamais vai falar em responsabilidade fiscal, crescimento da dívida pública, questão previdenciária, razoabilidade na arrecadação de tributos, essas prestações pecuniárias compulsórias, esses temas. Mas nem pensar!, pois tudo o que querem é construir discursos fáceis para problemas complexos e difíceis de equacionar sem sacrifícios gerais. Daí a principal mentira: apontar culpas onde está muitas vezes o caminho para a solução; esconder os verdadeiros culpados, acentuando e perpetuando os erros.

O populismo é um círculo vicioso: promessas vãs, gastança irresponsável, quebradeira generalizada e rápida, culpa jogada nos outros, mais promessas vãs… Sendo isso mais danoso ainda em um país como o nosso, tão viciado em conluios cartoriais pra lá de parasitários e em cínicos patrimonialismos . Não à toa a aliança eleitoral/associação para a ocupação predatória do Estado entre o PT e o PMDB deu no que deu: juntou-se aí a fome com a vontade de comer, e o resto é já agora tragédia viva e história nacional de perversão. Dando aqui os devidos créditos às honradas exceções individuais que existiram, notadamente que os demais partidos tiveram também suas culpas, à medida de suas capacidades de venderem as boquinhas de seus peixes aos anzóis cheios de iscas mensaleiras lançadas pelo petismo e etc. E bote etc nisso…

O PT caiu, mas o petismo não. Nas palavras proferidas pela senadora Gleisi Hoffmann, quando de seu discurso oficial no recente encontro do Foro de São Paulo ocorrido na Nicarágua, todo um arcabouço ideológico rançoso, próprio dos piores autoritarismos, deixou-se mostrar em ossos e esqueletos saídos como que dos armários socialistas ou chavistas-bolivarianos:

“Agradeço aos companheiros da Frente Sandinista de Libertação Nacional por proporcionar este encontro. Saudamos os triunfos eleitorais mais recentes do Daniel Ortega na Nicarágua e Lenin Moreno no Equador, que demonstraram claramente que é possível enfrentar as novas táticas eleitorais e golpistas da direita. O PT manifesta também o seu apoio e solidariedade ao PSUV, seus aliados, e ao presidente Nicolás Maduro, frente à violenta ofensiva da direita pelo poder na Venezuela. Temos a expectativa de que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica.”

Hoffmann agradece e celebra o triunfo da sabotagem contra a democracia, e faz isso cinicamente em nome da democracia. Na maior cara de pau, a petista se diz solidária com atos como a manobra do Sr Nicolás Maduro no sentido de intentar reescrever a constituição venezuelana de modo a transformá-la finalmente em um mero instrumento a seu serviço e segundo seu arbítrio e talante. Exatamente a lei máxima de seu País o déspota Maduro ousa redefinir à sua imagem e semelhança. Logo a Carta Magna, documento que historicamente mundo livre afora nasceu e foi pensado como garantia de uma nação contra os abusos do poder do Estado, mormente dos ímpetos tirânicos dos governantes.

Com esse gesto, a senadora do PT, e atual presidente do partido, rasga de vez a máscara de democrata e passa a demonstrar, agora de forma escancarada, e oficialmente!, o caráter autoritário de suas intenções e de seus planos para nosso País. O tirano absolutista que existe em Nicolás Maduro, igualmente existe em gente como Gleise Hoffmann, e que ninguém duvide disso. É completamente patético dizer, em saudação, que há triunfos eleitorais na Nicarágua, pois também o sistema de Daniel Ortega transformou-se em uma rematada ditadura, na prática uma oligarquia comandada pela família desse ditador que impôs para seu País um regime de partido único.

A Venezuela é hoje uma terra arrasada, uma tragédia social, econômica e humanitariamente falando. Mas a pérfida senadora, a traidora da democracia, acha por bem louvar uma tal situação. Nisso faz coro e eco com seu líder, o Lula, outro que descaradamente afirmou que “há excesso de democracia” naquele país vizinho. Tudo isso é muito triste, totalmente lamentável, deplorável, digno apenas de suscitar revolta, de causar repulsa . Como pode alguém festejar ditadores, saborear a miséria de uma gente, regozijar-se e comprazer-se com os infortúnios de uma nação inteira? Gleisi e Lula o fazem! Sordidamente o fazem!

Uma das maiores arrogâncias da esquerda é arvorar-se de definidora daquilo que é ou não é “humano”, como se fora do pensamento esquerdista tudo o mais fosse pura desumanidade. Então, a partir daí, o militante se sente vestido com o manto da pureza e da santidade transformadora, e o ideólogo socialista se acha o próprio ente iluminado, o grande e prévio conhecedor das necessidades alheias. Não sem razão se diz ser coisa de seita uma tal presunção de superioridade.

Para confiar em governos, necessário seria confiar no homem e na mulher governantes, mas esses tipos não merecem muita confiança. Não há perversão política maior do que acusar os outros daquilo que você faz ou acoberta naqueles em quem você deu seu voto. Se há uma claríssima revelação que os acontecimentos desses últimos treze, quatorze anos fez ao Brasil, é esta: como existem cínicos entre nós! Em 2018 teremos eleições, e os brasileiros estão sofridos e escaldados, fartos de pagarem a conta do descalabro populista.

Lula é hoje um criminoso julgado e condenado pela justiça brasileira, outros partidários seus vão pelo mesmo caminho. Mas o petismo é recalcitrante e está assanhado, louco para terminar aquilo que começou: fazer do Brasil um país bolivariano, aos moldes do chavismo e do estatismo ditatorial. Para que não nos deixemos enganar, aí está a senadora Gleisi Hoffmann falando em nome do partido e, principalmente, em nome do Lula, que foi quem bancou sua “eleição” para a presidência do PT. O Brasil que tem juízo deve estar atento a isso!

Precisamos falar de liberalismo na economia, precisamos dar voz e voto para quem de fato quer ver este País um gigante econômico e nossa nação uma nação de gente empreendedora, próspera e verdadeiramente livre. Precisamos discernir entre quem apenas nos parasita e quem realmente trabalha. O Estado Brasileiro é um horror perdulário e um monstro pantagruélico para nos cobrar tributos consumidos e perdidos na gastança geral, vamos dar um basta nessa imoralidade!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

1 agosto 2017 DEU NO JORNAL

NA MOITA

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, que é um dos alvos da 42ª fase da Lava Jato, disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que se encontrou com Emílio Odebrecht, dono do Grupo Odebrecht, em um “local oculto“.

Bendine relatou que se encontrou também com André Gustavo, outro alvo da 42ª etapa da operação, e Fernando Reis, ex-executivo da Odebrecht e delator da Lava Jato.

* * *

Bendine, mais conhecido como “Queridinho da Dilma“, adora um lugar oculto.

Sobretudo pra esconder propina.

Ele já não aguenta mais enfiar tanto dinheiro no furico.

Segundo apurou o Departamento de Fuxicos do JBF, este “lugar oculto” que ele citou no depoimento de ontem é o Sítio de Atibaia, já que no triplex do Guarujá daria muito na vista.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

1 agosto 2017 DEU NO JORNAL

DEMÊNCIA OU CANALHICE

Rodrigo Constantino

“Os marxistas inteligentes são patifes; os marxistas honestos são burros; e os inteligentes e honestos nunca são marxistas.” (J.O. Meira Penna)

O mundo acompanhou em choque as lamentáveis cenas da “eleição” na Venezuela este fim de semana, com extrema violência do regime ditatorial de Maduro para levar no grito. Mais gente inocente morreu, como vem acontecendo há meses desde que o socialista intensificou a opressão para se manter no poder. A Venezuela já é uma ditadura socialista, e até mesmo jornais moderados ou com viés de esquerda já reconhecem o fato inegável.

Mas se a realidade é evidente para quase todos, ainda há aqueles que precisam insistir na mentira, na deturpação, na narrativa de “combate ao imperialismo” para sustentar sua ideologia nefasta. Fossem os socialistas preocupados com os fatos e já teriam abandonado o socialismo faz tempo: há um século que essa utopia terrível vem espalhando apenas miséria e terror no mundo. Mas o “socialismo do século XXI” seria diferente. Não foi. Talvez na próxima tentativa…

E, enquanto o mundo acorda para mais esse retumbante fracasso dos métodos socialistas, os devotos da seita ou os oportunistas fazem de tudo para justificar o injustificável e salvar o bebê de Rosemary. Os “isentões”, como os tais jornais “moderados”, atacam o regime de Maduro, mas fazem de tudo para poupar o socialismo. É mais raro encontrar a palavra “socialista” nas reportagens sobre o caos venezuelano do que petista honesto. É como se não houvesse causa e efeito entre as medidas socialistas e os resultados desastrosos.

Já os mais fanáticos e canalhas nem isso aceitam. Criticar Maduro, para eles, seria fazer concessões indevidas aos inimigos, aos “imperialistas”, aos “burgueses”, aos “capitalistas”. Essa gente parou no tempo, não viu nada do que se passou nos últimos 100 anos, e segue o mesmo discurso marxista e leninista do passado. É constrangedor, mas serve para mostrar o poder de destruição cerebral de uma ideologia, ou a falta de caráter de quem busca nessa seita um caminho oportunista para seus interesses.

É o caso de Emir Sader, o bufão da extrema-esquerda brasileira. Eis o que ele escreveu:

E os milhões de venezuelanos que sofrem sob o regime opressor, sem liberdade, sem democracia, sem pão e segurança? Eles que se danem, não é mesmo, Sader? O “pensador” socialista, em artigo recente no Brasil171, liga sua metralhadora giratória contra a “direita” no poder, e inverte absolutamente tudo, culpando os outros por aquilo que o seu PT fez com o país:

A economia do país está parada. É exatamente o que o capital especulativo quer. Inviabilizar qualquer projeto de desenvolvimento econômico para o país, mostrar que seu destino é a estagnação.

Destruir o Estado é parte inerente do projeto de restauração neoliberal. Liquidar com o patrimônio público, com qualquer capacidade de regulação estatal, de proteção que o Estado oferecia aos trabalhadores, resguardando seus direitos, é o sonho do grande empresariado nacional e estrangeiro desde 2003.

Promover o maior desemprego a história do país é indispensável para deixar os trabalhadores desamparados e na defensiva para defender seus direitos, disponíveis para o que quer a nova legislação do trabalho – negociar em quaisquer condições, aceitar salários miseráveis por promessas de manutenção do emprego.

E por aí ele vai, fingindo esquecer ou não saber que foi o PT que causou a maior recessão da nossa história, que destruiu as empresas estatais, transformando-as em lotes para vantagens a grandes empreiteiros em troca de propinas, que acabou de vez com a educação pública, que engessou o mercado de trabalho produzindo 15 milhões de desempregados etc. Sader segue Lenin e acusa os inimigos daquilo que eles, os socialistas, fizeram.

Mas Sader não está só. Existem vários como ele espalhados por aí, nas universidades, na mídia, na política e nas igrejas. Até mesmo no judiciário! E também no exterior, claro. Os portugueses não podem reclamar: eles também têm o seu Emir Sader. Atende pelo nome Boaventura Souza Santos. Já falei dele aqui no blog antes. Trata-se de um completo maluco ou, o que é mais provável, de um rematado canalha. Em texto recente, saiu em defesa de Maduro, como se fosse o mesmo que defender a Venezuela e os venezuelanos:

A situação foi-se deteriorando até que, em dezembro de 2015, a oposição conquistou a maioria na Assembleia Nacional. O Tribunal Supremo suspendeu quatro deputados por alegada fraude eleitoral, a Assembleia Nacional desobedeceu, e a partir daí a confrontação institucional agravou-se e foi progressivamente alastrando para a rua, alimentada também pela grave crise económica e de abastecimentos que entretanto explodiu. Mais de cem mortos, uma situação caótica. Entretanto, o Presidente Maduro tomou a iniciativa de convocar uma Assembleia Constituinte (AC) para o dia 30 de Julho e os EUA ameaçam com mais sanções se as eleições ocorrerem. É sabido que esta iniciativa visa ultrapassar a obstrução da Assembleia Nacional dominada pela oposição.

A narrativa de sempre: um povo pobre e oprimido que quer apenas sua autonomia, enquanto os “imperialistas”, com suas multinacionais, não permitem. De preferência os malditos ianques. Não vem ao caso o fato de que os americanos foram e são os maiores compradores de petróleo da Venezuela, irrigando o caixa do regime que vem oprimindo a população, matando inocentes, destruindo tudo.

O texto abjeto de Boaventura foi compartilhado com animação pelo “Jornalistas Livres”, mostrando que os comunistas não desistiram da tática de inverter sempre o sentido das palavras. Como sabia Orwell, liberdade quer dizer escravidão para essa gente, paz quer dizer guerra, e tolerância quer dizer intolerância. Não é por acaso que o regime mais fechado, brutal, opressor e assassino do mundo hoje é comunista e se chama “república popular democrática” da Coreia do Norte. Bolívar Lamounier chegou a desabafar em sua página do Facebook:

Diante de tanta canalhice por parte desses socialistas, fica até difícil manter a postura elegante, civilizada e liberal de defender a liberdade de expressão. Sabemos que é o certo e o melhor, e que mesmo os néscios e os cafajestes devem ter o direito de expor suas imbecilidades e mentiras. É o que nos diferencia deles, entre tantas outras coisas.

Mas confesso que bate aquela vontade de deixar o lado mais autoritário falar um pouco mais alto e defender a extradição forçada de todos os defensores de Maduro para a própria Venezuela. Até porque pela ótica deles seria um favor, como mandar um “coxinha” para Miami. O fato de que jamais aceitariam se mudar para o país socialista apenas comprova como são hipócritas, pois sabem, no fundo, que o “paraíso” que pregam é um inferno!

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XXX

Olegário Mariano 1889-1958

Olegário Mariano Carneiro da Cunha nasceu no Recife, em 24/03/1889. Poeta, político e diplomata. Filho dos abolicionistas e republicanos José Mariano Carneiro da Cunha e Olegária Carneiro da Cunha. Concluiu os cursos primário e secundário no Colégio Pestalozzi, e no inicio do século XX mudou-se para o Rio de Janeiro. Estreou na vida literária aos 22 anos, com o livro Angelus (1911), uma poesia identificada com os preceitos do Simbolismo, já em decadência. Integrou o círculo de poetas, composto por Olavo Bilac, Guimarães Passos, Emílio de Menezes, Coelho Neto, Martins Fontes etc.

Sua poesia lírica é simples, de fundo romântico, na fase do sincretismo parnasiano-simbolista de transição para o Modernismo. Ficou conhecido como o “poeta das cigarras”, por causa de um de seus temas prediletos. Segundo um crítico da época, sua poesia “foi breve e faiscante como a das cigarras que tão bem cantou. Não foi um navegador de águas profundas, nem era esse o seu desígnio. Foi, entretanto, mestre e mago nas águas cristalinas, correntes e cantantes de um lirismo arrebatador.

Exerceu diversas atividades, tais como inspetor do ensino secundário e censor de teatro; representou o Brasil, em 1918, como secretário de embaixada na Bolívia, na Missão Melo Franco. Em 1926 entrou para a ABL-Academia Brasileira de Letras. Na política, participou ativamente da Assembléia Constituinte, que elaborou a Carta de 1934 e, três anos depois, foi eleito deputado federal.

Antes de se tornar diplomata, manteve laços culturais com Portugal, sendo designado ministro plenipotenciário no terceiro centenário da Restauração de Portugal, em 1940. Em seguida foi delegado da ABL na Conferência Interacadêmica de Lisboa para o Acordo Ortográfico de 1945. O cargo de embaixador em Portugal viria a ser ocupado no período em 1953-54. Assim como ocorrera com o pai, que recebeu um cartório do presidente Rodrigues Alves, ganhou o seu de Getúlio Vargas, em 1930.

O lirismo de sua poesia levou-o a vencer o concurso promovido pela revista “Fon-Fon”, em 1938, onde foi aclamado Príncipe dos Poetas Brasileiros, sucedendo Alberto de Oliveira. Sua obra – Toda uma vida de poesia – foi reunida em dois volumes, publicada pela editora José Olympio em 1957. Além de poesia, publicou durante anos, sob o pseudônimo de João da Avenida, nas revistas “Careta” e “Para Todos”, crônicas mundanas em versos humorísticos. Mais tarde esse material foi reunido e publicado em dois livros: Bataclan (1927) e Vida, caixa de brinquedos (1938).

Joubert de Carvalho musicou diversas de suas poesias: Cai, cai balão. Tutu marambá, De papo pro ar, Dor de recordar etc e levou-o a gostar da experiência, fazendo parceria com outros compositores, como Gastão Lamounier (Remiscência, Arrependimento e Suave recordação), entre outros.

Deixou uma espécie de autobiografia, sob o título: Se não me falha a memória. Sua obra é composta de 23 livros, dentre os quais destacam-se: Últimas Cigarras (1920), Sonetos (1921), Cidade Maravilhosa (1922), Canto da minha terra (1931), Poemas de amor e de saudade (1932), O amor na poesia brasileira (1933), O enamorado da vida (1937), A vida que já vivi, memórias (1945) e Cantigas de encurtar caminho (1949). Faleceu em 28/11/1958, no Rio de Janeiro.

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

1 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM HORROR

O Ministério Público pede o aumento da pena de Lula.

O Procurador da República Rodrigo Janot requer a prisão de Aécio.

Quanta injustiça, meu Deus!

Quantos absurdos neste nosso país!

Lula e Aécio são dois homens públicos honrados, sérios, honestos e incorruptíveis.

Dois políticos banânicos que nunca receberam uma única propina em toda sua vida de administradores.

E, no entanto, estão sendo escrachados e perseguidos impiedosamente.

Coisa horrorosa!!!

“Inda bem, cumpanhero Aeço, qui izeste o editô do JBF pra modi defendê nois”

1 agosto 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

1 agosto 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


LEVINO FERREIRA, UM DOS PRIMEIROS MESTRES

Levino Ferreira, um dos fundadores do frevo

Embora seja um dos fundadores do frevo, Levino Ferreira escreveu sua grande obra: “A Dança do Cavalo Marinho”, por volta de 1940, feita especialmente para a Orquestra Sinfônica do Recife. A obra tornou Levino famoso no mundo inteiro.

Considerada música erudita, de tema do folclore pernambucano, foi apresentada pela Grande Orquestra da P.R.A.- 8, dirigida por Felipe Caparrós, pela BBC de Londres e pela Orchestre Symphonique International, em Paris, 1958, sob a regência do maestro Mário Câncio.

A Dança do Cavalo Marinho, de Levino Ferreira, Orquestra Jovem da Universidade Federal da Paraíba, regência de Guedes Peixoto

O Maestro Levino nasceu no dia 2 de dezembro de 1890 (morreu em janeiro de 1970, no Recife), numa modesta casa da antiga rua da Lama, na cidade de Bom Jardim – terra dos Pau d’arcos, berço natal de grandes musicistas – em Pernambuco.

Aos oito anos de idade, Levino Ferreira da Silva começou a apresentar-se na banda do maestro Tadeu, tocando trompa. Mais tarde aprendeu a executar outros instrumentos de sopro e todos os instrumentos da banda, passando a substituir automaticamente qualquer componente que faltasse aos ensaios ou apresentações.

Em 1910, com 20 anos de idade e já reconhecido como exímio instrumentista, transferiu-se para a cidade de Queimados, atualmente Orobó, em Pernambuco, para assumir o cargo de mestre da banda da cidade. Atuou ainda na mesma década, como mestre da banda ‘Vinte e Dois de Setembro’, recebendo em decorrência disso diversos convites para organizar e dirigir bandas no interior de Pernambuco.

Nesse período começou a compor músicas para o carnaval, embora não apresentasse ainda as influências do frevo. Em 1919, fez sua primeira viagem a Recife. Durante toda a década de 1920 e até meados da década seguinte, apresentou-se em festas e dirigindo bandas, como a de Limoeiro. Já no começo da década de 1930, suas composições começaram a se tornar conhecidas em Recife, uma vez que eram editadas pela ‘Casa de Música Azevedo Júnior’.

Em 1935, aos 45 anos, a convite do maestro Zumba, mudou-se para Recife. No mesmo ano, teve seu frevo “Satanás na onda” escolhido como vencedor do Concurso de Frevos do Recife, sendo, em seguida, gravado pela Orquestra Odeon. Seus frevos passaram a ser cantados por quase todos os blocos e clubes carnavalescos da capital. Passou a ser conhecido como ‘Maestro Vivo’.

Em 1937, teve sua composição “Diabinho de saia” gravada para o carnaval pela Orquestra Diabos do Céu. Trabalhou em diversas rádios recifenses, fazendo parte da Orquestra da Rádio Clube de Pernambuco e da Orquestra Sinfônica do Recife. Integrou ainda o conjunto Ladário Teixeira, do maestro Felinho, como saxofonista e trompetista. Foi escolhido pelos fundadores do Centro da Música Carnavalesca de Pernambuco como patrono do Museu do Frevo que recebeu o seu nome. Em 2007, “Mexe com tudo” foi incluída no DVD “Passo de anjo ao Vivo”, gravado pela mesma orquestra, no Canecão (RJ).

Em janeiro de 2008, teve dois de seus frevos relançados pela ‘Spok Frevo Orquestra’, no CD “Passo de anjo ao vivo”, gravado ao vivo no Teatro Santa Isabel, na cidade de Recife: “Último dia”, que contou com a participação especial de Armandinho Baiano, e “Lágrima de folião”, que teve a participação de Léo Gandelman.

“Mexe com Tudo”, – Orquestra Spok em Montreux

Viveu e morreu pobre, deixando como única e inalienável riqueza toda sua obra composta de Valsas, Frevos, Maracatus, peças folclóricas e religiosas, que, para desgosto de todos, não conhecemos a sua totalidade.

Capa de disco de Levino

Concluo com relato de nosso companheiro fubânico Leonardo Dantas Silva.:

Último Dia, com maestro Duda

“Numa manhã de verão, levado por João Santiago, eu conheci o Mestre Vivo. Morara no Cordeiro e me pareceu uma figura simples, conversando com um tom de ironia em suas observações.

Era um tipo mulato baixo, mais para gordo, tinha a camisa por fora das calças, trazia no rosto as marcas da varíola e usava um chapéu de massa, mesmo dentro de casa, complementando assim o tipo comum do nosso homem da Zona da Mata.

Estava diante do Rei do Frevo! O lendário Mestre Vivo!

Ninguém foi maior do que Levino Ferreira da Silva, no gênero frevo de rua. Nisso, concordam outros nomes de nossa música, como Capiba, Luiz Bandeira, José Menezes, Edson Rodrigues, Mário Mateus, Mario Guedes Peixoto, Ademir Araújo, Duda e uma infinidade de outros monstros sagrados de nosso frevo instrumental.

Mestre Vivo – Levino Ferreira passa a ser conhecido pelo apelido, que na versão do próprio maestro surgiu assim: ‘Era mestre da banda de música de Limoeiro, quando sofreu um ataque de catalepsia. Tomado por morto, com respiração imperceptível, seu corpo foi colocado num ataúde, ao mesmo tempo em que a comoção tomava conta da cidade e das redondezas.

Tarde da noite, quando familiares e amigos pranteavam seu desparecimento, eis que o morto voltou a si e, sentando-se no caixão exclamou: – Minha gente querem me enterrar vivo!. Ao susto do início, seguiu-se a alegria, o velório transformou-se em Carnaval e um apelido marcou o episódio: ‘Mestre Vivo’”.

Semana que vem, tem mais.

Fontes: O Nordeste; Overmundo (Abílio Neto); Dicionário Ricardo Cravo Albin; Wikipedia.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa