2 agosto 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

CARLOS EDUARDO – PATY DO ALFERES–RJ

Agradecimento público.

Amigos fubânicos, ocupo o valioso espaço desta respeitável gazeta, para agradecer ao jornal “O Globo” pelo privilégio de poder pagar pela minha assinatura, um preço tão especial.

Certamente o fato de ser assinante do jornal desde 1989, pesou na hora da oferta apresentada. Manter por 28 anos uma relação tão fiel e justa deve ser motivo de satisfação para as duas partes, leitor e empresa jornalística.

Apesar da insistência de outros veículos de comunicação apresentarem diariamente propostas de novas assinaturas por preço inferior, tenho seguido firme assinante de “O Globo” durante esse tempo.

Premiando essa minha fidelidade por tantos anos, a Companhia apresentou uma proposta tentadora para a renovação por mais um ano da minha assinatura.

Vejam na imagem abaixo a diferença entre o que me cobram por um ano de serviço e o que pedem para novas assinaturas.

Assinante novo – R$ 59,90/ mês = R$ 718,80/ ano

Antigos assinantes – R$ 71,46/mês = R$ 857,50/ ano

Não poderia deixar de registrar publicamente essa minha emoção e sugerir aos amigos que por ventura também sejam assinantes dessa Organização, que estejam preparados para surpresas futuras.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

2 agosto 2017 JOSIAS DE SOUZA

CERCADO PELA JUSTIÇA, LULA VIROU ESTORVO DO PT

Freguês de caderneta da Lava Jato, Lula foi enviado pela sexta vez ao banco dos réus nesta terça-feira. O juiz Sergio Moro aceitou a denúncia da Procuradoria no caso do sítio de Atibaia. A novidade ganhou as manchetes um dia depois de um encontro de Lula com dirigentes do PT para tratar de 2018. O réu defendeu na reunião a tese segundo a qual o partido deve restringir o número de candidatos a governador, privilegiando a disputa por cadeiras no Congresso.

Lula soou assim: “O partido tem que decidir se a pessoa merece ser candidata. Às vezes, a pessoa decide e impõe sua candidatura. Nessas eleições a gente vai ter que pensar. Tem Estado que a gente vai ter candidato a governador, mas tem Estado que é melhor a gente não ter.” Beleza. Mas o pajé do PT faria um favor aos companheiros se decidisse até quando pretende ser o estorvo que impede a legenda de colocar em pé um Plano B.

Com uma condenação de 9 anos e meio de cadeia nas costas, Lula sabe que pode retirar o PT da sucessão federal se insistir em fazer de sua candidatura um cavalho de batalha. Tornando-se um candidato sub judice, meterá o partido numa aposta arriscada. Os petistas se arriscam a ficar na posição da personagem de Lília Cabral na novela das nove. Apostadora compulsiva, ela perde no jogo o dinheiro e até o carro que a levaria de volta para casa. O PT já deixou a alma sobre o pano verde. Acorrentado a Lula, corre o risco de ficar a pé.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

BRUNO – VALEPARAIBANO (SP)

MARCOS MAIRTON – BRASÍLIA-DF

Berto,

depois que comecei a escrever microcontos no Twitter, acabei conhecendo outros tuiteiros que fazem o mesmo e decidiram juntar tudo em um blog.

O blog se chama UmasLinhas (Clique aqui para acessar)

Todo dia tem um microconto novo, chova ou faça sol.

Atualmente são quatro os colaboradores:

Lucas Beça – @Lucas_Beca
Gustavo do Carmo – @gustavocarmo2
Magno Andrade – @magnoreisand
Marcos Mairton – @MarcosMairton

Você poderia divulgar o link e as @ para fubânicos interessados em acompanhar o blog ou seguir os autores no Twitter?

Desde ja, grato!

R. Pronto, meu caro colunista fubânico: já está divulgado.

Aguarde que vai ter retorno, com toda certeza.

Sucesso em mais este empreendimento.

Como são sempre cheias de sucesso todas as iniciativas que você toma.

Abraços

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
UMA GLOSA

Criança levando bala
Mesmo antes de nascer.

Mote da colunista

Êta Rio de Janeiro
Do meu São Sebastião
Rogo sua proteção
A você Santo Guerreiro
Por favor, venha ligeiro
Para o povo proteger
Não dá mais pra conceber
A violência que abala
Criança levando bala
Mesmo antes de nascer.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

NELIA CAMPOS VENCESLAU – CACHOEIRO DO ITAPEMIRIM-ES

Caro Editor,

Apesar dos vários processos a que responde por corrupção passiva, o ex-presidente Lula não perde o contato com a Odebrecht.

Ele agora está se prevenindo pra fugir depois que for levado ao presídio. 

Cordiais saudações

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

2 agosto 2017 PERCIVAL PUGGINA

PT, ODEBRECHT E FORO DE SÃO PAULO

Não se trata de especulação nem de “teoria da conspiração”, como afirmavam alguns sempre que mencionada a perigosa importância política do Foro de São Paulo (FSP). É a Odebrecht, em acordos judiciais firmados com os governos do EUA, Brasil e Suíça que confessa haver pago propina para garantir mais de uma centena de contratos em 12 países. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o valor dos pagamentos admitidos pela empresa (US$ 788 milhões entre 2001 e 2016) configura “o maior caso de suborno internacional da história”. Os pixulecos foram creditados a funcionários de governos, a representantes desses funcionários e a partidos políticos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela.

Vejamos, agora, que países são esses porque a lista fala por si mesma. Há nela dois africanos, estranhos, portanto, ao FSP. Contudo, seus governantes sempre estiveram na lista preferencial da diplomacia petista. Não por acaso, Angola é presidida desde 1979 pelo ditador multibilionário José Eduardo Santos, amigo de Lula; as delações de Mônica Moura e João Santana incluem o PT, a Odebrecht e entregam o serviço sobre a origem de recursos para a eleição angolana de 2014. Moçambique, por seu turno, desde a independência em 1975, vive sob a ditadura partidária da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). Lula também andou por lá com a Odebrecht, como se verá mais adiante.

Os demais países são iberoamericanos. Durante o período coberto pelas confissões de culpa da Odebrecht, estiveram sob governos de partidos integrantes do FSP o Brasil, Argentina, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. Aparentemente, os esquemas de corrupção envolvendo aquela empresa no México e na Guatemala foram meramente comerciais, sem relação com interesses políticos de partidos ligados ao FSP.

O site do Instituto Lula disponibiliza um relatório sobre as palestras realizadas pelo ex-presidente. Ali se vê que, em maio de 2011, ele falou para convidados na Cidade do Panamá, contratado pela Telos Empreendimentos Culturais que, por sua vez, segundo constatado pela Polícia Federal, era contratada pela Odebrecht. Em junho de 2011, falou em Caracas e em Angola, contratado pela Odebrecht. Em agosto de 2011, pago pela OAS, falou em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Em novembro de 2012 em Moçambique, levado pela Camargo Correa. Em novembro de 2013 foi à República Dominicana, pago pela Odebrecht. Em junho de 2013, foi ao Peru, contratado pela Odebrecht e, dois dias mais tarde, ao Equador, desta feita, patrocinado pela OAS. Em fevereiro de 2014 palestrou no Uruguai do companheiro Mujica, contratado pela OAS. Ainda em fevereiro de 2014 foi a Cuba, a serviço da Odebrecht. Em maio de 2014 voltou a Angola, para a Odebrecht.

Parece muito evidente, tanto nas delações da Odebrecht quanto nas da OAS, a convergência de interesses empresariais com interesses políticos. Estes últimos envolvem países sob governos do FSP ou campanhas eleitorais de interesse daquele coletivo partidário internacional.

Você lembra, leitor, da “Pátria Grande”? Pois é desse mega projeto político internacional que estamos falando. Abastecido com financiamentos brasileiros do BNDES, ele teve sua tesouraria esvaziada pelo impeachment e pelas investigações da Lava Jato.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE


http://www.apoesc.blogspot.com.br
O HOMEM E SUAS PROEZAS

O homem polui o mar
Solta gás na atmosfera
Bota fogo nas florestas
O nosso clima se altera
Destrói nosso patrimônio
E a camada de ozônio
Aumenta a sua cratera

Com o seu instinto de fera
Destrói os mananciais
Tira a vida de inocentes
Com suas bombas mortais
Cultiva o ódio e faz guerra
Aniquila a paz da terra
Como se fossem animais

As suas armas letais
Trucidam mesmo distante
Jogam veneno nos rios
De forma repugnante
Dizima a vida silvestre
Aquece o globo terrestre
Em um cenário alarmante

Ameaça o semelhante
Munido de arrogância
Pra ele a vida na terra
Não tem sequer importância
Rouba, fere e assassina.
Deixando o mundo em ruína
Pela chaga da ganância

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

A SUCURSAL DA VENEZUELA BOLIVARIANA VAI MORRER EM 2018

Os democratas brasileiros completarão nas urnas de 2018 o serviço de saneamento iniciado nas eleições municipais

Em países democráticos, não existem presos políticos. Se houver algum, não há democracia. A Venezuela, neste momento, tem mais de 130 presos políticos. Tampouco existe democracia sem oposição com liberdade para divergir. Na Venezuela, o governo encarcera líderes oposicionistas e trata manifestantes oposicionistas à bala. Passam de cem os mortos só nos últimos três meses.

Nos regimes democráticos, os três Poderes são independentes. Na Venezuela bolivariana, o chefe do Executivo, Nicolás Maduro, subjugou o Judiciário e tenta agora exterminar o Legislativo eleito pelo voto popular. Falta pouco para que o berço do socialismo do século 21 embale uma ditadura com cara de anos 50.

Maduro, um bigode sem cabeça, faz o possível para apressar o parto da Cuba sul-americana concebida por Hugo Chávez, um bolívar-de-hospício. Cada vez mais distante do mundo civilizado, a nação devastada pelo obscurantismo é a luz que ilumina a caminhada para trás dos órfãos do Muro de Berlim e das viúvas do stalinismo.

No encontro do Foro de São Paulo promovido na Nicarágua, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, endossou sem ressalvas as delirantes conclusões da pajelança dos matusaléns ideológicos. Uma delas avisa que Lula é inocente. Outra acusa a oposição venezuelana de sonhar com o assassinato da democracia que Maduro defende heroicamente.

Por tudo isso e muito mais, cumpre aos democratas brasileiros concluírem nas eleições de 2018 o serviço de saneamento político iniciado nas urnas de 2016. Ainda grogue com o fiasco nas disputas municipais, o PT vai descobrir que se tornou nanico. Um partido envilecido pela corrupção sistêmica e perdido em algum lugar do passado não merece, neste começo de terceiro milênio, eleger sequer um vereador de grotão.

A seita que tem em Lula seu único deus será varrida dos Estados mais relevantes e terá de contentar-se com bancadas parlamentares raquíticas. Pior: não demorará a saber que é mais fácil Frei Betto virar Papa do que o chefão voltar ao gabinete presidencial.

Ao deixar o Planalto, Lula era aprovado por mais de 80% dos brasileiros e a taxa de rejeição não passava de um dígito. Hoje, mais de 50% dos eleitores garantem que não votarão no palanque ambulante, que patina nos 30% de fanáticos ou desinformados.

Se escapar da cadeia, uma hipótese crescentemente improvável, pela primeira vez o campeão da bravata e da bazófia terá de atravessar uma campanha na defensiva, à caça de explicações e álibis que não há.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

DACOSTA – CHARGE ONLINE

QUANDO AS LUZES SE APAGAREM

Quando as luzes se apagarem,
Meu amor deixe-me ir…
Contenha teu sofrimento,
Não chores nesse momento
Porque é hora de partir.

Quando as luzes se apagarem
E eu não puder mais te ver…
Entendas, ó minha amada,
Que acabou minha jornada
Não há mais nada a fazer.

Quando as luzes se apagarem
É hora da minha partida,
Mas seguirei confortado
Pois fui feliz a teu lado
Em cada instante da vida.

Quando as luzes se apagarem
Para o grande anoitecer…
Saibas tu, minha querida,
Que mesmo na outra vida
Nunca mais vou te esquecer!

Quando as luzes se apagarem
E chegar o teu momento…
Lá estarei te esperando,
Teu caminho iluminando
Com as luzes do firmamento.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

FICA COMBINADO ASSIM

Aldemir Bendine, na Polícia Federal, disse que entrou no Banco do Brasil como office-boy. Saiu de lá como presidente, para assumir a Presidência da Petrobras. Está preso como suspeito de corrupção no Banco do Brasil e na Petrobras. Bendine disse também que é um homem honrado.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebeu R$ 217 milhões da JBS, segundo disse, como pagamento por trabalho realizado quatro anos antes. Talvez, claro, tenha esquecido de fazer a cobrança; e, é claro, a JBS é que deve tê-lo lembrado do caso, pois fazia questão de não ficar devendo.

Michel Temer divulgou nota, segunda-feira, chamando seu delator de “o bandido Joesley Batista”, chefe de quadrilha e “meliante da Friboi”. E pensar que Temer, talvez por não ter informações sobre ele, o considerava tão boa gente que o recebia em casa, sozinho, para prosear, trocar ideias!

Já Joesley publicou artigo se queixando de que, de uma hora para outra, deixou de ser tratado como “maior produtor de proteína animal do mundo” e passou a “bandido confesso”, entre outras “expressões desrespeitosas”. E só porque confessou ter comprado políticos e autoridades para favorecê-lo.

Nesta terça, saiu a medida provisória que perdoa a dívida dos produtores rurais com a Previdência. Mas, claro, isso não tem nada a ver com os votos da bancada ruralista, hoje, no processo contra Temer. Pura coincidência.

Orson Welles filmou, no Brasil, É tudo verdade. Não concluiu o filme.

Então, tá

As pesquisas de terça-feira revelaram que ainda havia muitos indecisos: votar contra Temer ou não? Por exemplo, no DEM, partido aliado a Temer, 21 deputados de uma bancada de 29 se declaravam indecisos. Eles não iriam mentir, não é? Não conseguiam chegar a uma conclusão, na véspera da votação, depois de três meses de debates sobre o tema. É que, até a hora de votar, ainda podiam ser convencidos a apoiar um presidente com a caneta cheia de tinta, pronta para assinar medidas favoráveis á população.

Olhando o futuro

Embora no Brasil o passado seja imprevisível, o futuro pode ser visto com alguma facilidade. Por exemplo, nesta noite de quarta não haverá uma derrota de Temer. Quem quiser autorizar a abertura de inquérito pelo STF a respeito do presidente precisará reunir 342 votos. Menos do que isso, pode ser até 341 a zero, o pedido será rejeitado. O que pode acontecer: conforme garantiu o presidente da Câmara, a sessão só será aberta se 342 deputados estiverem presentes. Se não houver esse número, a questão será decidida em outra data. Temer terá empatado. Aberta a sessão, Temer terá ganho o jogo. Pode ser um número pequeno, mas a autorização estará negada. E uma grande vantagem, além de negar o pedido, será uma demonstração de força política de Temer: se, só com 5% dos eleitores a seu lado, ele tem essa maioria, imagine se fizer as reformas e reduzir mesmo as despesas.

Do avesso

Há algumas verdades em que é difícil acreditar. E algumas verdades consolidadas, em que todos acreditam, nem sempre são tão verdadeiras. Por exemplo, aquela clássica, de que a educação resolve todos os problemas.

O ótimo site jurídico Espaço Vital levantou uma pérola: a de que há algo em comum entre Emílio Odebrecht, Marcelo Odebrecht, César Mata Pires (OAS), Antônio Carlos Mata Pires (OAS), Ricardo Pessoa (UTC), o marqueteiro João Santana, Geddel Vieira Lima. Todos– alguns em épocas variadas, outros simultaneamente – foram alunos de uma das escolas mais conceituadas de Salvador, o Colégio Marista. Os Irmãos Maristas (ordem católica fundada por São Marcelino Champagnat) são reconhecidos em todo o Brasil como criadores de grandes escolas.

Lugar certo

Bolsonaro escolhe o PEN, Partido Ecológico Nacional, para disputar a Presidência da República em 2018. Não estranhem a escolha: Bolsonaro há muito tempo é ecológico. Adora o verde. O verde-oliva das fardas.

Banditismo escancarado

Um site de nome inocente publica na Internet notas favoráveis ao PCC, Primeiro Comando da Capital, uma das maiores facções do crime organizado do país. Publica também documentos do PCC, louva suas ações, destaca a disciplina que impõe, faz pouco do combate oficial ao crime organizado – e está agora sob investigação do Ministério Público, informa o repórter Cláudio Tognolli, em bela reportagem, documentadíssima. E preocupante: aonde vamos parar?

O literato

Lula, em entrevista à Rádio Tiradentes, de Manaus, Amazonas, disse:

“A palavra propina foi inventada por empresários e pelo Ministério Público para tentar culpar os políticos”.

Muitos dos quais gostaram da palavra e não querem viver sem ela.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Meu Papa

Essa Besta é baixeira, esquipadora e estradeira.

Num cercado de cavalo faz figura. E, não tendo um cavalozim, se arremedeia com um jumento.

Educada, come tudo, entrega o focinho pra cabresto, e, todo mundo pensa que foi educada na França.

Mas foi aqui mesmo. Ela mordendo a gente e a gente mordendo ela.

Parabéns.

R. Meu caro colunista fubânico, esta vossa louvação pelos de 1,6 milhões de acessos ao JBF no mês de julho veio juntar-se às mais de duas dezenas de manifestações dos leitores fubânicos.

Na verdade, este é um fato digno deste tarrabufado que se faz em torno dele.

É algo que merece  “ser escrito com uma pena de colibri no olho de um javali“, como dizia Malba Tahan em seus contos arabescos.

A Besta está feliz que só uma besta com esta louvação pro riba dela.

Ela chega ficou com calor na bacurinha!

E, em falando de bacurinha, vamos fechar a postagem com o querido Velho Faceta, o rei do pastoril profano aqui no Recife.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

2 agosto 2017 JORGE OLIVEIRA

RIO ENTERRA ARTHURZINHO SEM CHORO NEM VELA

Enquanto Cabral confirmava em juízo que gastava milhões de reais roubados com políticos para se manter no poder, o Arthurzinho, assassinado no útero da mãe em um tiroteio entre polícia e bandido na Baixada Fluminense, descia à sepultura. Ele não resistiu depois de um mês de tratamento. Anestesiados pela violência, os cariocas não se indignaram. Não tiveram tempo para isso, porque aqui, na Cidade Maravilhosa, a solidariedade, tão característica desse povo, deu lugar ao salve-se quem puder nesse mundo cão criado e consolidado por governantes corruptos e despreparados ao longo dos últimos 40 anos.

A morte de Arthurzinho, que veio ao mundo já baleado, é um símbolo da violência que se alastra pelos bairros e ruas do Rio como uma epidemia pestilenta. Os médicos de um hospital público tentaram de tudo para salvar o recém-nascido, cujos pais não tiveram o mínimo apoio dos governantes. No leito, os vizinhos da mãe torciam por Arthurzinho, condenado a sequelas irreparáveis se sobrevivesse ao mundo cruel da guerra e da truculência que esta cidade vive, uma das mais sangrentas da sua história.

A mãe do Arthurzinho conseguiu escapar com vida. Agora é testemunha do descalabro e da incompetência do Pezão, governador dessa terra sem lei. Ela vai lembrar para sempre que, enquanto permaneceu vigilante ao lado do leito do filho, na esperança de vê-lo recuperado, Pezão anunciava numa coletiva de imprensa que iria se licenciar do governo. Coitado do governador! Dizia estar obeso e, portanto, iria se internar em um Spa no interior do Rio que cobrava R$ 7.000,00 a diária.

Pezão é aliado de Cabral, de quem foi vice-governador. Também está na lama da Lava Jato, acusado de receber dinheiro da corrupção. Pelo que apurei é um sujeito do interior, com jeitão de humilde, uma espécie de bonachão, como dizem seus amigos mais íntimos. É chegado a um churrasco de fim de semana em casa preparado por ele mesmo. Dele, por essas características, esperava-se mais solidariedade à família de Arthurzinho e a todas as outras vítimas do genocídio carioca. Mas nada desse senhor se ouviu falar até hoje sobre a tragédia.

Ele não sabe sequer o que se passa no seu Estado. Demonstrou isso quando foi a Brasília e desconhecia que o Exército preparava uma operação para ocupar o seu território invadido pelos bandidos. Ficou meio tonto e abobalhado, quando, sem jeito, soube da notícia pelos próprios jornalistas. E os tanques chegaram, circulam pelas ruas mais movimentadas da cidade, mas ninguém quer subir o morro, onde estão os traficantes que trabalham no crime em parceria com uma banda podre da própria polícia.

Não é a primeira vez que as forças armadas ocupam o Rio. Durante a permanência da tropa, os traficantes se recolhem em respeito aos seus soldados sem treinamento para esse tipo de operação urbana. Ponto para os bandidos. Mas depois, tudo volta ao que era antes: a guerra sem fim na disputa pelos melhores pontos do tráfico, os assaltos aos pedestres nas ruas, os roubos de carros e os assaltos aos turistas em plena luz do dia. Pode-se dizer disso que o Rio volta a sua normalidade.

É aí que entra mais uma vez o Arthurzinho, vítima da insensibilidade desse e de outros governos incompetentes e corruptos, que usam o dinheiro público em benefício de si próprio e de suas famílias. Que não investem na educação, na saúde e em programas sociais, que desestimulam os trabalhos comunitários e que não investigam a fundo os crimes cometidos pela banda podre da sua polícia, responsável pela criação das “mineiras”, uma força paralela de segurança, na periferia da cidade.

O enterro do Arturzinho foi ontem. Um sepultamento simples, sem flores, nem vela. Ele não desceu à sepultura ao som de nenhuma música. Nem foi acompanhado por nenhuma multidão da comunidade como acontece com os benfeitores traficantes mortos em tiroteios com a polícia. Lá estavam os pais dele e uns poucos vizinhos do bairro doloridos com o assassinato tão prematuro do menino.

Lá, não se viu um só representante do governo. Para quê? Afinal de contas, quis o destino que Arturzinho fosse baleado antes de nascer na favela do Lixão, em Duque de Caxias, onde ocorreu o tiroteio que lhe tirou a vida ainda dentro do útero da mãe.

Assim, o hospital divulgou a morte oficial de Arthurzinho: “O paciente Arthur Cosme de Melo foi a óbito às 14h05 deste domingo (30), após apresentar piora de seu quadro clínico em decorrência de uma hemorragia digestiva intensa, por volta das 5h30”. Parecia gente grande. Mas não era.

Suba aos céus Arthurzinho até encontrar com Deus. E lá reze com Ele pela cidade do Rio de Janeiro para que esse povo sofrido não tenha que enterrar outros Arthurzinhos.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
“ERA SÓ MAIS UM SILVA…”

Ele “era só mais um Silva”
Que a este mundo viria,
No ventre de Claudinéia
A placenta o protegia
Por uma bala perdida
Sua mãe foi atingida
E Arthur não resistiria.

Mas “era só mais um Silva”
Que a violência afetava
Que a falta de segurança
A estatística aumentava
Só mais uma mãe chorando
Nesse Brasil sem comando
Na TV eu comprovava.

A Clebson Cosme Silva
Só resta chorar a sorte
Morte Silva ou Severina
Temos num País sem Norte
Até quando padecer
Morrer querendo viver
Sem poder fugir da morte.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

GRANDE PESQUISADOR VERMÊIO FOICE-MARTELADO ACONSELHA O EDITOR: SEJA MAIS PRUDENTE

Comentário sobre a postagem MATO E GENTE BESTA É O QUE MAIS TEM EM CIMA DA REDONDURA DO MUNDO

Éder Rock Mariano de Paiva:

“Na minha ultima viagem para Russia, como pesquisador pude conversar com os mais antigos e de 10 pessoas 9 falaram bem da antiga URSS.

Eles sentiam saudades do tempo em que a população era mais unida, era um tempo no qual o povo se ajudava, um tempo no qual piqueniques eram feitos nos parques e a povo se reunia, um tempo que os teatros e eventos eram abertos ao público, as bibliotecas publicas eram lotadas, a educação e a saúde eram de qualidade e gratuitas, tempo no qual os melhores cientistas, médicos e engenheiros eram formados.

Mas o capitalismo depois chegou e transformou os Russos em pessoas individualistas, frios…

Hoje a Russia tem uma previdência falida, o índice de suicidou aumentou muito, hoje 25% da população se encontra desempregada, o nível de alcoolismo é enorme principalmente entre os mais velhos.

Por isso meu amigo, antes de você postar alguma coisa sobre a URSS procure saber da boca de moradores, não coloque coisas que opositores inventam, seja mais prudente.

Saiba que 70% da população desejam o retorno da URSS.”

* * *

Os russos estão torcendo pela volta da liberdade que havia nos bons e fartos tempos de Stalin; e torcendo também pela extinção do capitalismo cruel, retrógrado e criador desta coisa horripilante chamada internet

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)


FAZ A GENTE GEMER SEM SER DE DOR

“Virgulino Ferreira, o Lampião
bandoleiro das selvas nordestinas
sem temer a perigo nem ruínas
foi o rei do cangaço no sertão
mas um dia sentiu no coração
o feitiço atrativo do amor
a mulata da terra do condor
dominava uma fera perigosa
mulher nova, bonita e carinhosa
faz o homem gemer sem sentir dor.”

A belezura “integral” de uma plus size

Sempre houve no mundo quem prefira uma coisa à outra. Viadagem, fresco, xibungo, viado, gay, biba e tantas outras coisas como são chamados quem resolve “dar o traseiro” – sempre teve no mundo. O que tem mudado desde o tempo das pirâmides egípcias é a forma de identificar. Provavelmente por conta dos tempos atuais, o que cresce a cada dia é a quantidade de quem resolve trocar a tradição pela perversão.

E homem é bicho bão. É tão bão, que tem quem troque uma mulher cheirosa, macia, pronta para “completar-se e dividir orgasmos” por uma roçada ou esfregada de barba no cangote.

Nada contra. Mas não venham com viadice, querendo me obrigar a aceitar isso como coisa normal. Quem quiser que ache. Mas eu, nunca vou admitir isso como algo liberal ou moderno. Prefiro manter na mente o inconfundível “perfume inebriante” da amônia vaginal. E eu ainda morro por causa de mulher – afinal, foi através de uma mulher que vim ao mundo. Não fui “adotado” nem nasci de chocadeira, muito menos de barriga de aluguel.

Mas, esse não é o assunto pensado para a postagem de hoje. O assunto escolhido foi a lindeza que a gente acaba encontrando – aqueles que procuram, claro – nas meninas gordinhas, carinhosa e respeitosamente chamadas de “plus size”.

E tem cada mulher linda, amigo! Melhor mesmo, nem morder uma maçã argentina de qualidade ou beber um refresco de limão bem geladinho.

Não existe “coisa” mais linda

Não entendo muito do assunto obesidade, mas acho que não é uma doença. No máximo, pode ser um distúrbio momentâneo que pode ser corrigido. Doença, já me afirmaram, é a anorexia.

Eu sempre se soube que, as pessoas momentaneamente “acima do peso normal” podem retomar o caminho que entendem como normal, a partir de uma alimentação orientada por profissionais do ramo. Os escravos e ladrões noturnos da geladeira também existem – e esse desacerto nada mais é que uma questão de educação alimentar.

Vai esse “morenaço” aí?

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

HORA DO ADEUS – CARTINHA PRA SEU LUIZ

No dia de hoje, 2 de agosto, há 28 anos, encantava-se Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Vamos ouvir a música Hora do Adeus, de Onildo de Almeida e Luiz Queiroga, na voz do Rei:

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Agora, a música Cartinha pra seu Luiz, de Pinto do Acordeon, interpretada pela dupla Flávio José e Fagner:

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luiz-gonzaga

Luiz Gonzaga (* 13/Dez/1912 – † 2/Ago/1989)

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

JOSÉ MINDLIN – UMA SAUDADE

De repente, ele deu adeus de mansinho e lá se foi do nosso convívio. Era domingo, 28 de fevereiro de 2010,  quando de Gustavo Krause recebi a notícia ainda em pleno almoço.

Em dezembro de 2000, quando do ingresso no século XXI, nós comentávamos com graça em encontro no Rio de Janeiro, que, a partir de então passaríamos a ter a mesma idade, “éramos homens e mulheres do século passado”…

De repente, no videoteipe da memória, uma amizade constante de pouco mais de três décadas passou a ser recordada nos seus momentos mais alegres e tocantes.

A minha amizade com José Mindlin é fruto desses encontros proporcionados pelo destino, ao longo de toda uma vida dedicada aos livros; afinidades que se encarregam de nos unir e tudo em volta passa a ter aquele gostinho de eternidade.

Os livros, no seu silêncio, possuem alma e estão sempre a procurar por seus donos e  a unir amigos, transformando vidas e aglutinando bibliófilos.

Assim foi com José Mindlin. Em 1977, havia eu editado o livro Diario de um soldado da Companhia das Índias Ocidentais 1630-1632 (¹) , escrito por Ambrosius Richshoffer no século XVII, dentro da primeira fase da Coleção Pernambucana, desenvolvida por mim no Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco, entre 1975 e 1979. Coincidiu que, neste mesmo ano, recebi a edição francesa deste mesmo livro, impressa numa reduzida tiragem de 250 exemplares, com ilustrações valiosas, sob a orientação e bom gosto de um descendente daquele autor.

A nova edição francesa logo despertou o interesse do bibliófilo José Mindlin que, sabedor de que eu possuía o nº 221, com uma simpática dedicatória assinada pelo editor Frédéric Richshoffer, apressou-se em pedir a um amigo comum a possibilidade de eu, desfazendo-me do meu exemplar, o repassasse para sua biblioteca.

Com bom humor, respondi ao nosso amigo que “a melhor coisa é dispor na nossa estante de um livro que José Mindlin deseja para sua biblioteca…”.

Com graça José Mindlin respondeu: “Pensei tratar-se de um editor, mas vejo que estou diante de um bibliófilo…”.

Assim consolidou-se a nossa amizade em torno dos livros; amizade esta que, em tudo, tinha o sabor da eternidade.

Tornou-se assim uma convivência constante, com longas conversas telefônicas nas manhãs dos sábados, trocas de livros, garimpagens em bibliotecas particulares, e encontros habituais no Recife e  em São Paulo.

Quando eu ia a São Paulo, hospedava-me em sua casa da Rua Princesa Isabel, e ele, por algumas vezes, esteve no Recife ficando comigo na “Pensão da Rua Marquês de Maricá”. De certa feita, em 26 de fevereiro de 1999, ele me trouxe um livro com a “Colleção completa de Máximas pensamentos e reflexões do Marquez de Maricá”, Mariano José Pereira da Fonseca (1773-1848), edição de Eduardo e Henrique Laemmert (Rio de Janeiro, 1850), trazendo um cartão com a seguinte dedicatória: “Leonardo, meu caro, aí vai a sabedoria do Marquez de Maricá, juntando-se à rua, o Recife terá uma nova Academia. Um abraço amigo do José”.

Era uma amizade alegre, cercada de bom humor, com conversas de grande conteúdo, registrando até um seu telefonema de Praga, numa chuvosa manhã de domingo, só para trocar idéias sobre elementos de arquitetura barroca existentes na capital da República Tcheca.

Foi ele, por algumas vezes, Grande nos seus gestos para com Pernambuco:

Em 1996, depois de tomar conhecimento de que a primeira edição do livro de José Antônio Gonsalves de Mello, Gente da Nação – Cristãos-novos e Judeus em Pernambuco – 1542-1654, publicada por mim através de subscrição popular em 1989 encontrava-se esgotada, ele conseguiu do banqueiro Joseph Safra os recursos necessários para uma segunda edição, com a sua apresentação. (²)

Quando lhe foi oferecida à compra da Biblioteca de José Antônio Gonsalves de Mello em 1999, ele ponderou afirmando que tal acervo deveria permanecer em Pernambuco, graças à importância dos seus títulos e anotações para a história local.

Devido a sua ponderação e recomendação do conteúdo, a biblioteca na sua totalidade veio a ser adquirida um ano depois pelo industrial Ricardo Coimbra de Almeida Brennand que a conserva, aberta aos pesquisadores, no seu instituto em terras da Várzea do Capibaribe.

Em 2004, ao adquirir toda a coleção das gazetas pernambucanas e outros jornais ao Instituto Ricardo Brennand, José Mindlin concordou com a microfilmagem de todos os exemplares originais. As cópias do microfilme de toda coleção encontram-se hoje no Instituto Ricardo Brennand (Recife), na Hemeroteca da Fundação Joaquim Nabuco,  restando ainda uma terceira para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Com essas cópias micro filmadas o acesso à informação fica facilitado a todos os pesquisadores interessados naqueles atribulados anos de nossa história política e social.

As coleções desses jornais, parte deles do período anterior à Independência do Brasil (1822), foram adquiridas pelo Instituto Ricardo Brennand (Recife), em novembro de 2003, juntamente com outros impressos dos séculos XVIII e XIX, que os repassou para a Biblioteca de Guita e José Mindlin no ano seguinte. O acervo é originário da hemeroteca do historiador pernambucano Alfredo de Carvalho (1870-1916), autor da obra Annaes da Imprensa Periódica Pernambucana de 1821-1908 (Recife 1908), e encontrava-se preservado com carinho pela família do contabilista Leopoldo Luís dos Santos por quase um século.

Na coleção se encontram quinze exemplares avulsos do primeiro jornal a circular em Pernambuco, o Aurora Pernambucana, iniciado em 27 de março de 1821, tendo por redator o escritor português Rodrigo da Fonseca Magalhães (1787-1858); este casado em Pernambuco com Inácia Cândida do Rego Barreto, filha do governador Luís do Rego Barreto (1817-1821).

Além dos primeiros números desse jornal, o acervo em questão possui ainda às coleções dos seguintes periódicos: Segarrega, iniciado em dezembro de 1821, 24 edições; Relator Verdadeiro, 1821, reunindo seis edições; Gazeta do Governo Provisório [instituído quando do rompimento de Pernambuco com Portugal], um único número, 1822; Gazeta Pernambucana, 1822, reunindo dezoito edições; O Escudo da Liberdade, 1823, duas edições; O Marimbondo, 1822, coleção completa com cinco edições; Gazeta Extraordinária do Governo, 1822, dois exemplares; Diario da Junta do Governo, 1823, oito edições; Diario de Pernambuco, a partir de 1829, reunindo seis edições; Bússola da Liberdade, 1832, seis edições; O Velho Pernambucano, 1833, reunindo sete edições; A Cotidiana Fidedigna, 1834, reunindo 6 edições; O Azorrague, 1845, reunindo 49 edições.

Trata-se da mais rara coleção de jornais pernambucanos já reunida por um particular, com direito a capitulo especial no primeiro volume da obra Destaques da Biblioteca InDisciplinada de Guita e José Mindlin, organizada pelo próprio José Mindlin em 2005. Vários daqueles jornais, aqui relacionados, são únicos. Não se sabendo da existência de alguns desses originais nem na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional e muito menos no Arquivo Público do Estado de Pernambuco, sendo vários deles desconhecidos até pelos que se dedicaram à  História da Imprensa no Brasil.

Além das gazetas pernambucanas, a coleção em questão possui também jornais de outras partes: A Gazeta do Rio de Janeiro (n. 104/1822); Jornal do Commercio  do Rio de Janeiro (n. 1 e n. 8/ 1827); Cidade do Rio, n. 221, 1889; Jornal de Princesa, Paraíba, número único 11 de junho de 1930; Gazeta de Lisboa, n. 221 de 18 de setembro de 1819; Cabichui, jornal paraguaio de 1867 narrando a vitória de Solano Lopes contra as forças imperiais brasileiras.

Pernambuco não lhe faltou em vida. Um gesto apenas, originário da Direção Regional do SESC, demonstrou a José Mindlin a nossa gratidão, por sua simpatia e dedicação aos nossos interesses culturais. Na Praia da Piedade, em município fronteiro ao Recife, Jaboatão dos Guararapes, uma biblioteca tem hoje o seu nome: Biblioteca José E. Mindlin. Inaugurada em 22 de março de 2002, com o seu retrato, pensamentos e algumas de suas obras, ela lá está a lembrar às novas gerações a importância deste que foi por toda vida “um amigo dos livros”.

Durante toda sua existência, ele cumpriu à risca o ensinamento de Michel de Montaigne (1533-1592) – Não faço nada sem alegria -, daí ter escolhido tal pensamento para o selo do seu Ex Libris e assim contagiar os seus amigos com o vírus da bibliofilia.

Ele se foi com a sua alegria, nos deixando órfãos de sua presença e de seu constante incentivo, frustados com a perda daquele sentimento de eternidade que nós pensávamos que nos iria acompanhar até o fim dos nossos dias.

____________

1) RICHSHOFFER,  Ambrósio.  Diário  de  um  soldado  da   Companhia  das Índias Ocidentais 1629-1632. Tradução de Alfredo de Carvalho. Apresentação de Leonardo Dantas Silva. Prefácio de Ricardo José Costa Pinto. Recife: SEC, Departamento de Cultura, 1977. 210 p. il. (Coleção  pernambucana;  1ª  fase,  v. 11 a). Fac-símile da. ed. Recife: Typographia a vapor de Laemmert  & Comp., 1897.

2) MELLO, José Antônio Gonsalves de. Gente da Nação: Cristãos-novos e judeus em Pernambuco, 1542-1654. Apresentação de José E. Mindlin. 2.  ed. Recife: FJN, Ed. Massangana, 1996. 552 p. (Descobrimentos, n. 6). 

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

2 agosto 2017 DEU NO JORNAL

MISSÃO IMPOSSÍVEL

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) repudiou o apoio que seu partido expressou ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em comunicado veiculado no Facebook, Wyllys chamou Maduro de “ditador” e criticou políticos de esquerda que se posicionaram a favor da votação da Assembleia Constituinte do último domingo.

“Maduro é um ditador e nós, da esquerda, não podemos ser cúmplices de um ditador ou ficar calados diante da censura à imprensa, a perseguição contra os opositores, os presos políticos, os torturados, os assassinados”, postou Wyllys.

* * *

A petêlha Gleisi Hoffmann não pensa assim. Ela acha que Maduro é o campeão da democracia.

Um xibungo discordando de uma xifreira.

Jean Aero Wyllys está batendo de frente com a senadora ré. Aquela que é cognominada de Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht.

Ou seja, um briga entre canalhas zisquerdistas, uma arenga ótima pra gente assistir de camarote. 

Eu quero ver é Jean convencer o fubânico luleiro Ceguinho Teimoso de que Maduro é realmente um ditador.

Uma missão tão impossível quanto convencer Ceguinho de que Lula é corrupto.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

IN THE MODD

Composição de Joe Garland, Wingy Manone e Andy Razaf, interpretada por Glenn Miller e sua Orquestra em vídeo de 1941.

2 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


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