3 agosto 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

3 agosto 2017 JOSIAS DE SOUZA

PARA SE SALVAR, TEMER ELEVA DÉFICITS FISCAL E MORAL

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

NO PROGRAMA DE BOLDRIN

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUM – CHARGE ONLINE

3 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

OBRANDO PELA BOCA

Um pouco de humor escatológico para esta tarde de quinta-feira.

As risadas da criança compensam o mau cheiro provocado pelo cagatório oral de Lapa de Eneamilionário.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

3 agosto 2017 MARY ZAIDAN

TEMER – HAJA FÔLEGO!

Seis votos acima da maioria simples, 79 a menos do necessário para processar qualquer mudança constitucional. O placar de rejeição na Câmara dos Deputados ao prosseguimento da denúncia contra Michel Temer – 263 x 227, 21 ausências e duas abstenções – aponta mais do que a absolvição prévia do presidente. Revela se ele terá ou não fôlego para aprovar reformas imprescindíveis, a começar pela da Previdência, sem a qual o país quebrará em curtíssimo prazo.

Na ponta do lápis trata-se de uma empreitada ainda mais difícil do que a vencida para salvar a própria pele. Além de manter os que votaram em seu favor na sessão desta quarta-feira, Temer terá de arrebanhar mais 79 deputados para chegar ao quórum qualificado de 342 votos, número mínimo obrigatório para alterar a Constituição.

Uma tarefa para lá de complicada, em especial nas portas de entrada de ano de eleição, no qual os senhores deputados correm longe de temas polêmicos e, por certo, farão de tudo para não ter de mexer no vespeiro aposentadoria.

No melhor esforço aritmético, somando tudo a favor – totalidade dos votos do PSDB, do PMDB e de uns e outros deputados de 16 siglas que votaram contra Temer, mas que não se oporiam, pelo menos em tese, à reforma da Previdência – têm-se 78 votos a mais do que o presidente conseguiu a seu favor. Um a menos dos dois terços necessários para aprová-la.

Vitorioso na Câmara, mas contaminado pela suspeita de corrupção. Paira sobre Temer a ameaça de uma nova denúncia, resultado do fatiamento feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. E a hipótese de inclusão de seu nome no inquérito sobre o PMDB que corre no Supremo, pedido feito por Janot no exato momento em que a Câmara iniciava o processo de votação sobre a denúncia contra ele.

Temer está espremido, quase sem saída. Terá de apostar tudo na aprovação da reforma da Previdência, por mais impopularidade que ela acrescente ao seu mandato já imbatível nesse quesito.

Inadiável, econômica e socialmente, já que daqui a pouco não haverá dinheiro para pagar as aposentadorias, mesmo desfigurada e um tanto mambembe, essa é a única tábua de salvação de Temer. A partir dela ele alimenta sonhos de obter algum reconhecimento – no tom dos que ouviu nos microfones de quem votou a seu favor – e de entrar para história pelo menos pela portinhola lateral, infinitamente melhor do que a do fundo ou do buraco de lama.

Para tal, terá de batalhar por ela com vigor ainda maior do que demonstrou para sobreviver. De preferência com armas e métodos menos vis.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

ANTES MESMO DE NASCER

Comentário sobre a postagem UMA GLOSA

Marcos Mairton:

Muito triste e dolorido
Esse fato, aqui lembrado.
Pobre bebê, baleado,
Antes mesmo de nascido.
No ventre da mãe ferido,
Não pôde sobreviver.
O fato me faz sofrer,
Mas o meu verso não cala,
Criança levando bala
Mesmo antes de nascer.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE


Viajando de Itapeva a Brasília. Com escala em Ribeirão dos Pradas
VENEZUELANOS SUPLICAM POR SOCORRO!

Vou deixar por barato e chamar de displicente a nauseabunda má vontade que a imprensa brasileira, principalmente a televisiva, vem dando à cobertura da gravíssima crise política e humanitária que abala ainda mais as precárias estruturas democráticas da Venezuela e flerta despudorada com o desastre de uma guerra civil. Inexplicavelmente, os principais canais de televisão, jornais e revistas atuam como reles auxiliares das CNNs da vida engrossando a campanha torpe visando destruir o governo de Donald Trump nos USA ,dedicando-se, no entanto, a abordar apenas superficialmente o terror que se avoluma na nação vizinha. O número de feridos e mortos pela polícia de Maduro e pelo colectivos assassinos criados por Chavéz, são criminosamente manipulados pelo governo venezuelano. Pensando bem, melhor assim, pois quando a abordagem é um pouco mais próxima da realidade não consegue disfarçar o viés bolivarianista da pauta.

Nem mesmo os profissionais da imprensa que são agredidos, intimidados e arbitrariamente presos pela repressão governista merecem, se não um grito de repulsa, ao menos um gesto de solidariedade.

O terror bolivariano se espalhou por toda a Venezuela. Enquanto numa ponta massacram seus jovens que são barbaramente espancados, violados e assassinados pela GNB (Guarda Nacional Bolivariana) de Maduro, na outra, não poupa sequer a população que é cassada à bala nas ruas, e até mesmo dentro de suas casas, pelas milícias chavistas e pelo aparelho repressor e violento conhecido como Colectivo que, segundo denúncias de grande parte da população daquele país, é comandado por agentes cubanos enviados por Fidel e Raul Castro e mantidos por Hugo Chavéz e Nicolás Maduro.

Os relatos dos jovens venezuelanos e as imagens da reação estúpida e sanguinária das autoridades venezuelanas aos protestos da oposição que foi às ruas para reivindicar por direitos básicos em qualquer sociedade medianamente evoluída como alimento, remédio, segurança, liberdade, entre outros pleitos, mostram a farsa do bolivarianismo concebido na insanidade de Hugo Chávez, instigado no escravismo de Fidel Castro e arrematado no oportunismo de Lula da Silva! Jovens exigiram respeito, tiveram canos de fuzil a violá-los. Adultos gritaram por justiça, ganharam gás de pimenta a asfixiá-los. Idosos pediram mais projetos sociais, receberam mais projéteis letais. Juntos clamaram por liberdade, deram-lhes o fundo frio do cárcere vil. Furiosos, milhares de venezuelanos invadiram a internet e através das redes sociais manifestaram sua indignação com a psicopatia de Maduro, com a presença do aparato cubano em solo venezuelano e com o apoio de Lula ao presidente venezuelano.

“Descarado asesino !!! Fuera no te queremos …”, desabafou Piedad Marina Blas-Lizarazo, indignada com o desequilíbrio de Nicolás Maduro.

“Traidor de la patria estos perros si tienen patria la patria de ellos es cuba”, afirmou Leyda Vargas sobre a violência da GNB.

“Otro coño de madre .muerete Lula el cáncer del mundo”, disse Leunam Montt Gonzalez, desesperada com a mensagem solidária enviada por Lula a Maduro.

Duas expressivas lideranças latino americanas com pensamentos e valores diametralmente distintos se pronunciaram sobre a Venezuela. A igualá-los, apenas o fato de terem sido presidentes de seus respectivos países: Oscar Árias, ex-presidente da Costa Rica, disse estar preocupado com a América Latina e que a Venezuela vive o inferno da perseguição. Lula da Silva, ex-presidente da República Federativa do Brasil, afirmou que Maduro tem as melhores intenções e que na Venezuela tem democracia demais. Em 1987, por ter pacificado a América Central, Oscar Árias ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Em 2011, três meses, se tanto, depois de deixar a presidência da República, por ter se fantasiado de palestrante internacional, Lula da Silva ganhou seu primeiro milhão. Oscar Árias Sanchéz sempre será reverenciado como cidadão da América Latina. Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente escapará de entrar para a história como um dos principais sócios dela.

A reação destemida dos venezuelanos à carnificina patrocinada por Maduro e Raul Castro, e consentida pelo governo brasileiro no silêncio obsequioso e covarde da então presidente Dilma Rousseff (o governo Temer tem criticado duramente a violência desmedida dos orgãos repressores oficiais venezuelanos) e no apoio irrestrito e camarada de Lula, acrescida pelas contundentes derrotas eleitorais sofridas recentemente por Nicolás Maduro, na Venezuela, Manoel Zelaya, em Honduras, Rafael Correa, no Equador, Cristina Kirchner, na Argentina, Michelle Bachelet, no Chile e, mais recentemente, Lula, no Brasil, somadas à crescente insatisfação que se espalha por todo o centro-sul da América, são indícios de que os latinos americanos já estão se cansando do modelo político opressor, autoritário, violento e que não admite ser contestado a que foram submetidos nos últimos 15 anos. Ainda que lentamente, estão descobrindo que são eles que fornecem o pão que as autoridades usam para chantageá-los. Aos poucos, vão percebendo que são eles os donos do circo. Alvíssaras!

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

3 agosto 2017 EVENTOS

GUIA BIBLIOGRÁFICO DA NOVA DIREITA

Guia bibliográfico da nova direita – 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro, de Lucas Berlanza – de R$ 49,00 por R$ 39,00. Compre aqui.

O que têm em comum personalidades tão multifacetadas quanto díspares como Edmund Burke, Friedrich Hayek, Ludwig von Mises, Olavo de Carvalho, José Guilherme Merquior, J. O. de Meira Penna, Raymond Aron, Roger Scruton, Russell Kirk, João Pereira Coutinho, Joaquim Nabuco, Carlos Lacerda, Bruno Garschagen, João Camilo de Oliveira Torres, Roberto Campos e Winston Churchill? Todos foram/são expoentes do pensamento liberal-conservador e estão “fazendo a cabeça” da nova geração de brasileiros.

Louvado por figuras de relevo como Rodrigo Constantino (que assina o prefácio), Rodrigo Mezzomo (autor do texto das orelhas) e Alexandre Borges, que leram os originais, este Guia bibliográfico da nova direita – 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro, livro de estreia do jornalista Lucas Berlanza, propõe-se a apresentar o processo de ressurgimento de uma direita no país por um compilado de ensaios sobre alguns dos clássicos do pensamento político ocidental, de autores já consagrados pelo tempo, mas também de outros em plena atividade criadora, num diálogo entre os mortos, os vivos e os que estão por nascer, dentro da lição fundamental do conservadorismo.

A Resistência Cultural cumpre o seu papel ao entregar ao leitor um antídoto contra a insanidade mental dominante, dos que odeiam a divergência e sequer imaginam que a Verdade é patrimônio de todos e de ninguém.

Curta a página da Livraria Resistência Cultural Editora.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/
RAPIDÍSSIMAS

FIDELIDADE

Verdade seja dita: Isaura sempre traiu Osório. Mas só em pensamentos.

* * *

SEJA FELIZ

Dispense o reconhecimento alheio.

* * *

CONSOLO

Que, cedo ou tarde, o mundo vai acabar é uma hipótese plausível. Mas não estarei por aqui para assistir ao espetáculo.

* * *

DIVÓRCIO

Ela nunca deu motivos para ele ir embora. Precavida, foi antes.

* * *

DESCULPA

– Querida, vou dar um instantinho no bar para regar meus planos.

* * *

GOSTOS

As mulheres, em geral, vão às compras; os homens, aos copos.

* * *

CULTURA DE SOVACO

Passou a vida carregando livros sob os braços.

* * *

PREÇO

Solidão não mata, mas não prescinde de fantasias.

* * *

NA LATA

– Meu caro, é sempre desprazer reencontrá-lo.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

3 agosto 2017 DEU NO JORNAL

O RIDÍCULO VERMÊIO-ISTRELADO ELEVADO À 13ª POTÊNCIA

Conhecido pelo fino trato, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) perdeu a linha:

Arrebatou um Lula-Pixuleco das mãos de um colega e o atacou a mordidas, tentando esvaziar e rasgar o coitado do boneco.

* * *

Deputado perder a compostura e fazer merda no plenário é coisa corriqueira no parlamento banânico.

E se for parlamentar do PT (sobretudo fêmea), aí é que a falta de vergonha e de ridículo atinge altos píncaros.

Todavia, mesmo sem querer, o parlamentar petêlho Paulo Teixeira materializou o desejo de milhões de pessoas da banda decente do país: atacar Lapa de Corrupto a dentadas.

Ou a chutes e pontapés.

Tanto faz.

Importa é lavar a alma.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

ATORRES – DIÁRIO DO PARÁ

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

3 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FUTUCANDO NO TWITTER

Esta eu vi no twitter do sempre mordaz e certeiro Roberto Jefferson, o homem que cunhou a expressão “Mensalão” e marcou indelével e irreversivelmente a cara do PT.

Vejam:

E encontrei mais esta outra no twitter do “brilhante” zisquerdoidóide Emir Sader, aquele petista idiota (desculpem a redundância).

Sader faz parelha com Marilena Chaui, aquela que jurou que “o mundo se enche de luz” quando Lula abre a boca.

Vejam que pérola da porra Emir Sader cagou pra o mundo:

Fortes indícios“.

Eu quase se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me.

É um fato confortador a gente ter consciência de que não pensa igual a estas antas vermêias.

Putz…

Como diz meu querido amigo Otacílio, o filósofo de Palmares, cabeça de petista é igual fralda de bebê. Não importa a hora, não importa o lugar: é só você olhar que vai estar sempre saindo merda.

E como sai!

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

GOSTOSA GEMEDEIRA

Comentário sobre a postagem FAZ A GENTE GEMER SEM SER DE DOR

Jesus de Ritinha de Miúdo:

A mulher é a coroa da criação
Da costela do homem foi formada
Sua alma, porém, foi sublimada
No momento que bateu seu coração
E quando a madre se abre, a emoção
Toma conta de tudo, é só louvor
Ao Deus Pai, nosso Grande Criador
Que nos deu essa obra primorosa
Mulher nova, bonita e carinhosa,
Faz o homem gemer sem sentir dor.

* * *

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
APURANDO A PUTARIA

Brasília virou celeiro
De vagabundo e ladrão
Estou assistindo ao vivo
Essa guerra de facção
Onde ofensa, xingamento
Se escuta a cada momento
Entre tapa e empurrão.

Eles se tratam por corja
No confronto da cambada
Falam em grana em cueca
Também mala recheada
Outro mostra o pixuleco
Fora Temer ouço o eco
Numa suruba danada.

A balbúrdia é tamanha
Nem parece um parlamento
Um relincha outro dá coices
Coisa mesmo de jumento
Nessa grande esparrela
Tem latido de cadela
Demonstrando seu intento.

Hoje se chama quadrilha
O que um dia foi partido.
O politico engajado
Hoje atende por bandido,
Nosso povo feito gado
Cada dia mais ferrado
Não tem querer é tangido.

Pelos meus versos profanos
Por tudo que é mais sagrado
Quero que cada canalha
Seja réu ou acusado
Quem na verdade é ladrão
E não importa a facção
Pague e seja encarcerado.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

 Caro editodos Luiz Berto:

Interessante esse vídeo do humorista Márcio Américo caracterizando o Pastor Adélio picareta que adora pobres, diferentemente do deputado Justo Veríssimo, personagem antológico criado pelo genial Chico Anísio, que os odiava e tinha nojo.

Assistam todos o vídeo até o final e sintam a realidade por trás das palavras proféticas do pastor humorista.

O que ele fala é simplesmente um choque de realidade: nós vamos ser destruídos pela pobreza.

O Congresso Nacional é o exemplo cabal e perfeito dessa sucursal nefasta.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

TEMER FICA

Na matemática, a ordem dos fatores não altera o produto. Segundo Pessoa (Bernardo Soares, no “Desassossego”), trata-se de ciência que vive na clausura de suas próprias regras e leis. Já na língua, mais viva, altera. Em palavras de Mistral (“Les iles d’or”), ela é um mistério e um velho tesouro. Temer Fica não é a mesma coisa que Fica, Temer. Numa situação, a gente aceita. Contrariado. Por não ter outro jeito. No outro, a gente quer. Pede, quase. Não é o caso. Ficou, como se viu nessa quarta. Aproveito para dar opinião sobre os atores, em mais um episódio triste da nossa história.

TEMER. Disse as palavras erradas. Deveria ter pedido, a Rocha Loures, que indicasse quem seria o proprietário daqueles 500 mil. Porque, fora disso, todos continuarão acreditando que o dinheiro era mesmo dele. Menos os 7% da comissão, 35 mil, para o intermediário. Ao dizer que confiava na lealdade do amigo, pediu foi que silenciasse. Adeus Temer. Pode até escapar, na votação. Mas, moralmente, já foi julgado por todos nós.

JANOT. Sabe que a jurisprudência do Supremo é pacífica no sentido de só aceitar gravações, como prova de acusação, quando autorizadas por Juiz. Essa regra, vigente para telefones, vale também para gravadores (art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil). Deveria ter recomendado, à Friboi, que requeresse dita autorização. Não fez. Por que? Difícil saber. Para piorar, ainda liberou a fita, para a Globo, sem sequer ter providenciado sua perícia. E apresentou denúncia equivocada. Ao Supremo, quando deveria ter sido à Câmara (art. 86 da Constituição). A menos que tenha sido de propósito. Para tumultuar o processo. O que é ainda pior. Fica a sensação de que usa seu cargo para uma briga de rua. Pensando em passar à história, talvez. Não passará.

VOTOS CONTRA A DENÚNCIA. Boa parte votou em troca de benesses. O fim. Boa parte como defesa, porque poderão também ser vítimas de denúncias semelhantes. O fim, também. Mas boa parte votou apenas por entender que o país não suportaria trocar novamente de presidente. Em favor da estabilidade, pois. O que é até compreensível. Seria bom separar esses grupos, antes de criticar.

VOTOS EM DEFESA DA DEMOCRACIA. Assim justificam seus votos, alguns deputados, pela aceitação da denúncia. Poucos são sinceros. O PT, por exemplo, apoia Maduro. E não pode usar esse discurso falso, de defesa da democracia no Brasil, enquanto apoia ditaduras como a da Venezuela.

VOTOS EM DEFESA DA ÉTICA. Outra justificativa. Insincera, para muitos. É preciso tirar, desse grupo, os que defendem Lula presidente. No discurso, defesa da ética. Na prática, apoio a um condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E réu, também, em mais 5 ações. Assim não dá.

FALSO VIDENTE. Este pobre coitado que vos fala. Em 22 de abril passado, escrevi: Quem será o semi-Deus que voltará dos céus, flamejante, para redimir os trabalhadores do Brasil? Lula, claro. Ele viajará de ônibus, por nossos interiores, numa espécie de “Caravana Rolidei”. Prometendo o céu na terra. Que os bons dias (de antes) vão voltar. Semeando esperanças (duvidosas). E agora ele anuncia que, a partir do dia 17, vai sair em caravana de ônibus. Por 28 cidades do Nordeste. Não há méritos, na previsão. Estava na cara.

NÓS, POVO. Continuaremos a fazer nosso papel de sempre. De inocentes. De trouxas. De quem (quase) perdeu todas as esperanças.

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


http://www.musicariabrasil.blogspot.com
ZÉ RENATO – ENTREVISTA EXCLUSIVA – PARTE 1

Zé Renato com este colunista – Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica enquanto integrante de vários projetos musicais, assim como em diversos projetos solo

De passagem pela capital pernambucana, onde apresentou-se em duas ocasiões em Casa Forte, o cantor, instrumentista e compositor Zé Renato recebeu-nos para um descontraído bate-papo onde, em pouco mais de 30 minutos, relembrou histórias suas ligadas ao período que antecedeu o início de sua trajetória musical, a sua participação nos grupo “Cantares”, projetos fonográficos (solos, em duo e projetos coletivos) e sua participação no grupo que o projetou nacionalmente: o Boca Livre. Nesta informal conversa é possível também tomar conhecimento de algumas curiosidades acerca do autor de “Bicicleta” como sua breve passagem pelo teatro e a importância do show “Milagres do peixe”, do Milton Nascimento, em sua trajetória musical. Além disso, falamos sobre projetos futuros, lançamentos fonográficos agendados para breve, sua relação com o público pernambucano entre outras coisas. Papo agradabilíssimo que você confere em duas partes! Boa leitura!

Para começarmos gostaríamos de abordar um pouco da época que antecede o inicio de sua carreira musical. Qual é a lembrança mais remota que você tem da música ainda no Espírito Santo?

Zé Renato – Eu não cheguei a morar lá no Espírito Santo. Eu só nasci, mas fui criado no Rio de Janeiro… então todas as minhas influências foram a partir de minha vivência no Rio. Meu pai era jornalista, circulava muito no meio da música e por conta disso eu sempre tive a música muito presente dentro de casa. Ele era amigo do Silvio Caldas, o Silvio Caldas ía cantar na minha casa, eu assisti a vários shows do Silvio Caldas… A partir daí eu ganhei um violão (eu tinha por volta dos treze anos mais ou menos… talvez menos um pouco…). Daí com o violão comecei a aprender, entendeu? Aprendi um pouco assim e comecei a participar de festivais nos colégios

É verdade que antes dessa sua introdução na música você atuou na peça “A Perda Irreparável” dirigida por Ziembinski?

ZR – Ah, sim! É… foi uma participação muito rápida assim, muito discreta porque o meu pai trabalhava no Copacabana Palace e precisaram lá de… tinha um personagem que era uma criança que entrava no meio lá do negócio, aí eu fiz mas ficou ali. Estava mais interessado em tomar sorvete que tinha lá no Copacabana do que na peça.

E a questão do instrumento em si? Como foi que o violão entrou em sua vida?

ZR – O violão eu ganhei, comecei a aprender, mas nunca me adaptei ao estilo formal porque eu sempre saquei, comecei a descobrir a relação dos acordes, tirar música sozinho e tal. Então minha base teórica é muito pouca, eu até cheguei a estudar, tenho uma base; mas eu não utilizo isso no dia-a-dia, então eu sempre fui muito intuitivo. O primeiro caminho foram os festivais de colégio.

Dentro dessa ordem cronológica tem um show que foi marcante para você que foi o “Milagre dos peixes”?

ZR – Isso. Aí eu já tocava, já tinha um grupo, mas inda tocava em colégios (festivais de colégio) naquela fase de está estudando pra fazer vestibular e essas coisas todas, mas a música já estava ficando cada vez mais presente na minha vida e foi um período em que eu…

… Foi com esse show o seu primeiro contato com a sonoridade mineira?

ZR – Sim.

Ela acabou influenciando muito, de certo modo, no início de sua carreira?

ZR – Foi. Foi uma das maiores influências como compositor, como cantor, tudo né?

Vem desse show o seu primeiro contato com o Juca Filho (visualmente falando) não é?

ZR – Eu vi o Juca nesse show, não nos conhecíamos ainda, mas lembro de ter visto ele… tava lá… aí um tempo depois a gente se conheceu. Eu o conheci através de um amigo que estudava comigo no pré-vestibular que era músico e me apresentou ao Juca, daí a gente já começou a fazer música, eu já comecei a desenhar uma história que acabou se tornando o Cantares em primeiro lugar que foi o grupo que foi assim o primeiro trabalho, o primeiro grupo que eu participei já indo para uma história em direção ao profissionalismo… o Cantares durou aí dois, três anos… aí já apareceu o Boca Livre.

Que foi a partir de uma apresentação do Cantares na Urca? Foi quando surgiu o convite do Maurício para aquilo que viria a ser o grupo não é?

ZR – Do David… o David era o organizador desses shows que chamava-se “Quem sabe, sobe”; era uma série de shows que aconteceram na Urca e tal… Aí abrimos para o Hermeto Pascoal e aí começamos a ensaiar. Existia o Cantares, mas aí a partir do momento que começamos a ensaiar com o Boca Livre e as coisas começaram a acontecer não deu pra conciliar as duas coisas e aí me dediquei mais ao Boca Livre e as coisas começou assim a se desenhar mais profissionalmente. E aí foi uma coisa! Edu Lobo (que aí nos viu, nos conheceu e chamou para gravar o disco dele) e aí fomos fazer o Projeto Pixinguinha com ele. Já voltamos do projeto Pixinguinha e já gravamos o nosso primeiro disco… e aí a coisa foi muito rápida.

Esse primeiro disco de vocês é um marco ainda hoje na discografia brasileira pelo repertório e acima de tudo por receptividade junto ao grande público. Como você acha que ele alcançou tão rapidamente esse patamar mesmo sendo produzido de modo independente? Você acha que houve algum fator que contribuiu pra isso ou foi sorte mesmo?

ZR – Tem tudo isso junto, um pouco de cada coisa. Tinha naquele momento ainda um espaço nas rádios que hoje não existe mais… existia naquele momento ainda uma possibilidade de divulgar, de se programar músicas como a que a gente fazia. Apesar de que a nossa história naquele momento não era visto pelas pessoas de gravadora como uma coisa, digamos, de acesso comercial; mas a gente… é… isso ainda existia um espaço na rádio para acontecer o que aconteceu. Tanto que a gente não tinha, não era um grupo que tinha dinheiro para pagar jabá ou coisa parecida.

Agora mesmo neste contexto independente havia essa abertura?

ZR – Pois é! Tinha ainda… acho que foi um dos últimos momentos onde a rádio tinha uma certa abertura para programar esse tipo de música. A partir daí, depois, rapidamente foi se transformando e hoje o espaço é quase nenhum.

Por que o formato de vocês à época era mais comum na década de 1940, 1950 com o Bando da Lua, os Anjos do inferno… De repente vocês voltam nos de 1970 com um formato semelhante…

ZR – Até o surgimento do Boca Livre o que estava mais em mais evidência era o MPB-4 quanto a vocal masculino. Apesar que são duas concepções completamente diferentes, a gente tem as coisas dos violões que estão juntos, os arranjos, coisa que no MPB-4 é mais os vocais… é outra maneira, outro tipo de arranjo e tal… Mas o Boca Livre vinha com uma coisa, uma proposta que misturava a influência mineira (bastante), essa sonoridade de violões e tal… Isso não foi, não era muito… tanto que a opção por independente… a gente tentou gravadora. Tivemos reuniões com gravadoras e nenhuma das pessoas ligadas às gravadoras que a gente tinha entrado em contato na época enxergou a gente como um produto ou uma coisa que pudesse dar certo comercialmente falando.

Eu vi acho que até em um blog teu que essas gravadoras de início queriam moldar vocês a uma espécie de Bee Gees brasileiros…

ZR – Isso… um deles falou isso: Que a gente devia ser os Bee Gees brasileiro, mudar o repertório… quis falar isso: que a gente cantava bem, mas a concepção tinha que ser outra.

Ainda bem que vocês não seguiram a sugestão…

ZR – Pois é… Acabou que eles fizeram… quer dizer, acabou a gente teve o nosso sucesso foi muito rápido! A partir do momento que fizemos shows e tal, e a música começou a tomar um público, os shows começaram a ter muita gente, e aí as rádios viram que… foi uma coisa muito… um negócio que aconteceu aí… já entrou em trilha de novela… Quando entrou em trilha de novela na verdade a música já era sucesso.

Tem umas quatro músicas que caíram no gosto popular mesmo não é?

ZR – Foi… Eu lembro de fazer, por exemplo, o Ponta de areia, que foi uma das que a gente gravou no Fantástico e a pedido do público eles repetiram no domingo seguinte, quer dizer, foi um negócio até então inédito no programa. Então muita coisa foi acontecendo assim muito rápido, Os shows foram tendo um público muito grande, e tanto que chegou um momento que a gente já não tava mais… fizemos o segundo disco independente, mas aí já não tava mais conseguindo administrar a carreira desse modo. O independente hoje é diferente, já a muito tempo que o independente virou uma outra história, você tem várias alternativas de distribuição, de divulgação e naquela época não. A gente ainda tinha que cuidar das coisas: O LP que não chegou não sei aonde… tudo a gente cuidava praticamente. Tinha outras pessoas junto, mas a gente participava muito desse processo, então isso foi desgastando a gente também, tanto que a gente desistiu e fomos para uma gravadora.

Em 1982 você dá início a sua carreira solo com o disco “A fonte da vida” disco onde constam dez canções suas com distintos parceiros. Analisando a discografia do Boca que antecede esse projeto, em três discos há sete canções de sua autoria (Inclusive uma delas dá nome a um dos LP’s do grupo que é “Bicicleta”). Esse contexto que fez você chegar a esse primeiro disco solo surgiu por que já não dava mais para represar esse seu lado autoral ou por outras circunstâncias?

ZR – É mais ou menos isso, quer dizer… o Boca Livre por se tratar de um grupo vocal, um grupo que tem uma maneira de conceito onde nem todas as músicas por mais bonitas e músicas que a gente achamos ótimas, mas que quando a gente começa a tocar nem sempre elas rendem um arranjo que seja satisfatório pra todo mundo, pro grupo. Então, assim, essa maneira de lhe dar com o grupo também eu fui aprendendo e vendo que nem tudo… o grupo era incapaz de absorver todas as ideias de todo mundo. Por isso é que eu não abri mão de (foi uma coisa também bacana no grupo) conviver com isso, de ter cada… cada um de nós desenvolver projetos exatamente para não ficar ali estrangulando o trabalho do grupo e isso é uma coisa que rola até hoje. Eu mesmo faço parte do grupo, mas faço vários projetos paralelos.

Sua carreira solo é marcada por alguns discos em homenagem a grandes nomes de nossa música a exemplo de Silvio Caldas, Noel, Chico e Zé Keti. Tem mais alguma ainda em vista que você pretende prestar homenagem?

ZR – Olha, vai sair… vai sair uma caixa… Tava prevista para esse ano, não sei com essa confusão toda, mas já tava praticamente organizada pra sair uma caixa de disco reunindo aí discos meus como… alguns como intérprete só né? Do Zé Ketti, do Sílvio Caldas… E um desses cd’s que vai tá incluindo nessa caixa é um show que foi gravado ao vivo, no Rio de Janeiro, que eu fiz sobre o repertório do Orlando Silva. Foi gravado de uma maneira despretensiosa, mas aí fomos ouvir e achamos que como registro vale a pena ser incluído, ser feito. Aí quando essa caixa sair esse cd vai está incluso, sobre o repertório do Orlando Silva.

Já cogitou a possibilidade de uma homenagem ao Milton, artista o qual você se declara fã?

ZR – Eu vivo gravando coisas dele, mas um disco dedicado especialmente por enquanto pelo menos não; mas quem sabe né?

Você tem Anima em parceria com ele não é?

ZR – É… “Anima”… “Anima” e “Ponto de encontro”…

Para que não perca-se o hábito de uma canção a cada postagem segue “Coração de papel”, de autoria do Sérgio Reis e aqui lindamente interpretada pelo cantor e compositor capixaba:

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Serviço:

Show Boca Livre – Turnê Amizade
Data – 03 e 04 de agosto
Local – Teatro Margarida Schivasappa (Belém/PA)
Horário – 21:00hs
Classificação Indicativa – Livre
Valor do Ingresso – R$ 60,00 (Inteira) / R$ 30,00 (Meia)

9º Lençóis Jazz e Blues Festival 2017 – Circuito Barreirinhas – MA
Show “Papo de passarim” (Com Renato Braz)
Data – 12 de agosto
Local – Av. Beira Rio
Horário – 21:15hs
Classificação Indicativa – Livre
Valor do Ingresso – Evento gratuito

3 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PROMESSA

Wanderley Cardoso, atualmente com 72 anos, na composição de Roberto e Erasmo Carlos do ano de 1966.


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