6 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

6 agosto 2017 DEU NO JORNAL

UM EXAME IRREPREENSÍVEL

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, disse que a sentença em que o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “é tecnicamente irrepreensível, fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil“.

Ele comparou a decisão de Moro à sentença que o juiz Márcio Moraes proferiu no caso Vladimir Herzog, em outubro de 1978, quando condenou a União pela prisão, tortura e morte do jornalista.

Tal como aquela, não tem erudição e faz um exame irrepreensível da prova dos autos“, disse.

* * *

Eu desconfio que o desembargador anda acessando o JBF e leu nesta gazeta escrota quando eu falei que a sentença do Dr. Moro iria entrar para a história e que deveria ser lida pelas gerações de brasileiros que virão aí pela frente.

Vale a pena repetir o que Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz falou sobre a canetada do Dr. Sérgio Moro:

“É tecnicamente irrepreensível, fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil.”

Deitou por terra todo o palavrório xaroposo de Ceguinho Teimoso sobre a condenação do seu ídolo canonizado.

Quem quiser reler a sentença-pajaraca que o nobre magistrado curitibano enfiou no furico de Lapa de Criminoso, basta clicar aqui .

Sérgio Fernando Moro, paranaense de Maringá, 45 anos, um magistrado que enche de orgulho a banda honesta e decente do Brasil

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

ORLANDO – CHARGE ONLINE

6 agosto 2017 DEU NO JORNAL

AMOR FILIAL-GUABIRUTÍFERO

Com o pai preso, filho de Sérgio Cabral ajuda agentes penitenciários.

Deputado Marco Antônio Cabral apresenta na Câmara projetos que beneficiam a categoria.

Uma das propostas prevê isenção de IR para os agentes e isenção de IPI na compra de carros.

* * *

Pensando no futuro, esta seria uma excelente ideia para os filhos de Lula.

Eles bem que poderiam se candidatar a deputado nas próximas eleições e apresentar projetos semelhantes aos que foram apresentados pelo filho do presidiário Sérgio Cabral.

Com isenção de Imposto de Renda e zero de impostos e taxas na compra de sítios e triplex.

Além de batalhar por melhorias no Presídio da Papuda feitas pela Construtora Odebrecht.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

O CACHORRO TUPI

 

Uma mulher da família dos Bernardos morava em Ouro Velho e tinha uma filha empregada em São Paulo.  

Tinha também um cachorro chamado Tupi.

Isso foi na época daquela guerra em que os americanos invadiram o Iraque com o pretexto de “salvar” o Golfo Pérsico e foi matéria constante de jornais e televisão onde os Ianques aterrorizavam o mundo com o seu poderio bélico.

A gente ligava a televisão e era aquela bola de fogo, eram os salvadores do mundo matando velhos e crianças no Iraque, pra mostrar quem é que mandava.

A moça coitada longe da mãe era toda preocupação com aquela ameaça iminente, chegando pela televisão.

Um dia falando com a mãe pelo telefone, manifestou toda a sua angústia em relação à segurança física da genitora:

– Ô Mãe, essa guerra todinha aí e a senhora não tem medo não?

A mãe respondeu, do alto da sua matuta sabedoria:

– Ah minha filha, eu estando com as minhas portas trancadas e “Tupi” no meu terreiro, não tem guerra que me assombre!

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para qualquer outro“. John Adam (2º presidente dos EUA).

No dia 31 do mês passado, o brilhante jornalista Percival Puggina publicou no Diário do Poder, do Jornalista Cláudio Humberto, uma crônica cuja epígrafe era a frase acima. Perguntava-se então, o articulista, para que tipo de gente teria sido feita A NOSSA CONSTITUIÇÃO.

Respondo-lhe eu: Para bandidos e imbecis que, por sua vez, são tratados como se bandidos fossem!

A atual polarização dicotômica verificada em nosso país, vinda da nossa formação histórica, hoje se transformou na divisão entre os grupos que se apossaram do aparato estatal, de modo a poderem espoliar e controlar a massa ignara; e os imbecis, que são descaradamente explorados e que nunca reagem à altura das imensas ofensas sofridas continuamente, do berço ao túmulo. No Brasil, a divisão entre o “Nós” e o “Eles” se dá entre os que estão mamando gordamente nas tetas estatais, altamente “EMPODERADOS”, para usar uma palavra da moda; e a multidão de babacas que só participa pagando a pesada conta ou escolhendo, dentre uma multidão de canalhas, qual deles será ungido para mamar nas tetas do governo e lhe tiranizar no próximo quadriênio. Somos mais controlados e manipulados do que os russos, no auge do período Stalinista!A dominação do estado sobre a economia é maior que em países comunistas.

O controle sobre as multidões de babacas da população pagante é absoluto e total! Podemos denominar o nosso regime de governo, sem medo de errar, como absolutista e totalitário. Somos controlados por bandidos. Estes tratam todos os imbecis, que lhes pagam as contas, como se também bandidos fossem.

Os controles sobre a vida do “contribuinte”, quer dizer… do esganado, são redundantes e acachapantes: Certidão de nascimento, carteira de identidade, CPF, título de eleitor, certificado de reservista, passaporte, carteira de motorista, IPVA, declaração de imposto de renda, certidões de nada consta, atestados, procurações, averbações em cartórios, etc…(ad nauseam). Até que advém o Atestado de Óbito. E a grande maioria destes documentos tendo de ser renovado em períodos curtíssimos.

Tudo sempre com o objetivo de manter esta imensa multidão de espoliados no cabresto e com rédea curta. Aliás, curtíssima. Se juntar as informações que o Leviatã Tupiniquim tem sobre nós, se é que não já juntaram, sabem mais sobre cada um de nós que nós mesmos. O tempo de vida que o cidadão comum dispende dando satisfações e sustentando esta corja é imenso e torna a nossa vida um verdadeiro inferno.

Por outro lado, a esbórnia com os recursos públicos, mesmo a que é feita “legalmente” através de concursos públicos e licitações, é descarada e beira o paroxismo. Na fúria para arrecadar, todos somos tratados como bandidos até prova em contrário, especialmente pela multidão de fiscais que nos azucrinam a vida em todos os aspectos. O ônus da prova passou a ser dever de quem se defende do estado espoliador e voraz. Devemos ser o povo mais fiscalizado do mundo. É impressionante o que temos de fiscal. Temos fiscal pra tudo! E tudo porque, como as cobranças governamentais perderam totalmente a força moral e, consequentemente, a aquiescência da população, só lhes resta a opção de fazer valer seus achaques através da pura e simples opressão.

Só a título de exemplo: segundo dados do jornalista Cláudio Humberto, “O inchaço resultante do aparelhamento do Estado brasileiro na última década elevou os gastos com pessoal em cerca 120% entre 2007 e o ano passado, passando de R$ 126,8 bilhões para os atuais R$284 bilhões por ano para bancar Executivo, Legislativo e Judiciário. O problema é que o número de funcionários cresceu apenas 10%, passando de 1,99 milhão em 2007 para os atuais 2,2 milhões.

Como ir às armas se confiscaram todas? Só pode ter arma em nosso país as gangues de traficantes e o PCC (1º Comando da Capital – Brasília). A canalha morre de medo da população armada.

Isto significa dizer que esta casta de privilegiados recebeu de salários cerca de 10% do PIB, quando representam apenas 1% da população. Esta é a razão porque viramos um país de concurseiros: Todo mundo foi corrompido e está querendo se locupletar também. Só que não vai dar! Nosso país não aguenta manter esta toda essa corja como nababos. Os déficits governamentais se acumulam e crescem a cada dia. Enquanto isso, só quem for maluco pode querer empreender nesta espelunca chamada Brasil.

O pior de tudo é que essa casta privilegiada não está se dando conta da pressão que está se acumulando nesta imensa caldeira social. Continuam dizendo na maior inocência: “Se o povo não tem pão, por que não come brioches?” Aliás, podem até ter notado mas, na verdade, NÃO ESTÃO NEM AÍ!

A esta altura, o domínio da canalha dominante sobre a população é tão total que só restou uma opção eficaz para lhes fazer frente: A DESOBEDIÊNCIA CIVIL!

Esta metodologia para combater canalhices governamentais, criada por D.H. Thoreau e aperfeiçoada por Gandhi, é a que me parece de maior potencial para desalojar as hordas de chupins engastados nas tetas federais. Ressalte-se ainda que, de todas as revoltas possíveis, a que apresenta maior poder de destruição das barreiras legais erigidas em proveito próprio pelos crápulas é a SONEGAÇÃO! E é também a mais simples (e menos sangrenta): Começa por não realizar atividade econômica geradora de impostos, por simples desencanto com a situação. A etapa seguinte é não pagar o que deve e deixa rolar pra ver no que dá. Depois de muita encrenca, faz um REFIS e financia para pagar merreca até o dia de São Nunca.

É a mesma estratégia que está sendo adotada pelos médicos para exterminar tumores cancerosos que se encontram em metástase, como é o caso de nosso malamado governo. Simplesmente destrói-se o processo através do qual o maldito se alimenta e reproduz. Daí pra frente, é só esperar seu fim.

Não venham depois querer me acusar de estar fazendo “Apologia do Crime”. Estou apenas constatando o que está acontecendo com a grande maioria de empresas e pessoas que conheço.

Quanto àqueles que ainda tem algum prurido moral com relação a esta solução, façam como Jarbas Passarinho, ao assinar o AI-5: “Às favas com os escrúpulos!”. lembrem que nossa atual situação configura TODAS as dirimentes putativas:

• Trata-se de legítima defesa. Afinal, “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão!”

• Diante da situação de penúria da população, configura-se o crime famélico.

• Ao pagar a montanha de impostos, estamos sendo condenados à penúria. Ou asseguramos nossa sobrevivência ou pagamos os impostos. É Estado de necessidade.

Essa estrutura canalha de poder só vai mudar quando quebrar financeiramente! Falido já está há tempo.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

A COLUNA DE UM AMIGO MEU

Comentário sobre a postagem UM APELO DESESPERADO

Macau:

“Caro Berto,

Por que você não entra em contato com Lula?

Sim, ele mesmo, já que não está fazendo palestras pode ser que tenha tempo de escrever (!?!?) uma coluna no JBF.

Até sugiro um nome para a coluna:

ESSA COLUNA É DE UM AMIGO MEU.”

* * *

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

6 agosto 2017 DEU NO JORNAL

É ISTO MESMO…

A economia só vai crescer de verdade quando Lula for condenado pelo TRF-4 e afastado da disputa presidencial.

Até lá, o Brasil vai ficar parado, com Michel Temer ou sem Michel Temer.

* * *

Interessante esta notícia…

Uma teoria da porra.

Este tal de capitalismo é um bicho muito prático e objetivo.

Ôxe!

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

MAPA DA FOME

A lei da natureza é clara. O ser vivente precisa de nutrientes para sobreviver. Necessita ingerir alimentos para acumular energia. Manter o organismo em funcionamento, de modo a garantir o equilíbrio, o crescimento, os movimentos, a concentração e as emoções em ordem.

O prazo máximo que o indivíduo aguenta ficar em abstinência é de apenas vinte dias. Além disso, corre o risco do corpo sofrer danos irreversíveis.

A carência alimentar é um troço duro de roer. A subnutrição é inaceitável sob todos os aspectos. Mas, infelizmente, a fome é uma realidade. Existe no mundo, principalmente nos países considerados pobres, nos que são vítimas de batalhas sangrentas ou naqueles castigados por mudanças climáticas.

Houve tempo em que a fome diminuía no planeta, porém, após 25 anos de bons ventos, a desnutrição deu o ar de sua graça. Voltou com todo gás, atormentando a população de vários continentes. Flagelando pessoas de vários países. A Índia e a África se destacam pela falta de comida.

O alerta foi dado pela FAO-Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, órgão que tem lutado ardentemente para desenraizar o mal que aflige o mundo. Ciente de que a fome provoca mortes precoces, a FAO adverte sobre o perigo da escassez de alimentos tornar-se uma catástrofe. Devastando vidas em várias partes do planeta.

Segundo relatório do órgão, em 2015, cerca de 800 milhões de pessoas sofriam de má-alimentação no globo terrestre. Na verdade, o que faz a fome atravessar fronteiras é a profusão de compromissos, diante da carência de ações e da falta de atitudes.

Basta analisar o Mapa da Fome, apontando que 5% da população não come direito, para ver que a situação é crítica e tende a se agravar, caso a omissão reine absoluta em algumas partes do planeta.

O Vaticano também já deu a dica. Como saco vazio não fica em pé, é perfeitamente aceitável a descrição de que a fome deriva diretamente do “egoísmo de poucos, reforçado pelo desinteresse de muitos”.

O Brasil se defronta com vários problemas estruturais. A desigualdade econômico/social, a carência de recursos financeiros e as más gestões públicas massacram a população menos favorecida. Mais de 30 milhões de brasileiros passam fome, enquanto outro enorme contingente não come direito, sendo obrigado a se alimentar de maneira insatisfatória. Passando a maior parte do dia de barriga vazia.

Apesar de larga extensão territorial e do reconhecido potencial agrícola, somente 10% da população do Brasil tem renda suficiente para se alimentar, conforme os requisitos básicos. Bem ao contrário da maioria das famílias, que, dependente do pequeno salário, não ingere a quantidade de calorias diárias recomendada pelos nutricionistas.

O que agravou a fome no Brasil foi o desemprego crescente, a extensão da pobreza que avançou, a redução de renda no Bolsa Família, o corte de gastos públicos, os discursos demagógicos, o clima, a seca, as pragas na agricultura, a instabilidade política, a incompetência na gestão dos recursos naturais, a falta de planejamento agrícola e a injustiça social.

Nem os 20 anos de prosperidade que o país experimentou, inclusive na industrialização que puxou o desenvolvimento para um nível maior, foi suficiente para abater a pobreza, a má nutrição e as doenças.

Uma coisa é certa, enquanto o Congresso perde tempo discutindo besteiras, chutando hipocrisia pro ar, endeusando o criminoso assistencialismo eleitoreiro, a desigualdade social cresce no país. Fortalece a concentração de riquezas. Robustece a exclusão social.

Faltam políticas públicas de porte para combater a fome a e pobreza. Sejam vigorosas e leais na distribuição de renda, no apoio à agricultura familiar e na administração dos recursos produtivos.

Infelizmente, o programa Fome Zero ensaiou, mas cumpriu a promessa. Deixou claro que, embora visasse assegurar segurança alimentar e nutricional aos humildes, faltou interesse e estrutura para atacar a verdadeira causa da fome, enfrentar o foco da pobreza.

Não enfraqueceu o desemprego, não melhorou a renda, não elevou o vergonhoso salário mínimo, enquanto paga um auxílio reclusão maior, não qualificou o jovem para o primeiro emprego, não evitou a carência de moradia. Enfim, neste ponto, a política permanece acomodada. Ciente da escassa oferta de benefícios a essa gente. Carente.

Infelizmente, a necessidade de fazer reformas não acabou. É preciso prosseguir na promoção de mudanças. Dentre as prioritárias estão a reforma fiscal e a tributária.

A política fiscal, através da arrecadação de impostos, garante os recursos financeiros para os gastos públicos. Até a década de 80, o pais, modestamente, conseguia equilibrar as finanças.

Mas, como não soube fazer o dever de casa, o país descontrolou-se. Entrou em crise fiscal. Experimentou instabilidade financeira. Copiando os EUA, tentou reduzir os gastos públicos, mais foi derrotado pela inflação em disparada.

Foi aí que surgiu a ideia dos planos econômicos. O mais duradouro tem sido o Plano Real.

Caso haja coragem, a reforma tributária ampla é o único instrumento capaz de possibilitar a estabilidade econômica. Todavia, como mexe com a estrutura do Sistema Tributário, um ajuste fiscal decente, conhecido como medidas de austeridade, destinado a equilibrar o orçamento do governo, requer audácia. Peito. Habilidade.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

6 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DESAFIO AOS POETAS FUBÂNICOS

Otacílio Batista Patriota, que completa 94 anos de idade no próximo mês de setembro, violeiro cantador repentista, é um dos maiores nomes da cultura popular da Nação Nordestina.

Um poeta inspirado que só a porra!

Otacílio compôs uma série de glosas que fazem sucesso até hoje.

As glosas foram criadas em cima deste mote:

O peido que a nêga deu
quase não passa no cu

A primeira das glosas que ele compôs com este mote é esta aqui:

A nêga tinha comido
Da panela de um cigano
Pimenta, sebo e tutano
Cebola e peba dormido
Foi tão grande o estampido
Que se ouviu no Pajeú
Toda praga de urubu
Da Caixa Prego desceu
O peido que a nêga deu
Quase não passa no cu

Otácilio, em parceria com Zé Ramalho, é autor de um grande sucesso musical, também composto em cima de uma glosa.

Uma interessante e criativa glosa, carregada de verdade:

Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

A música foi gravada por Amelinha e fez um sucesso arretado. Para ouvi-la, clique aqui.

Há poucos dias eu estava labutando no meu escroto ofício de editar este jornal desqualificado, e me deparei com uma foto interessante.

Uma foto na qual aparece ao centro um astuto e dissimulado bandido, penta réu e já condenado à prisão pela justiça.

O  bandido estava rodeado por um bando de outros réus, marginais, escroques, cafajestes, trapaceiros, patifes, safardanas, biltres, pulhas, mentirosos, trombadões, pilantras, demagogos e meliantes dos mais variados tipos e gradações.

Uma laço comum unia todos os participantes da foto: a asquerosa e criminosa igreja à qual são todos filiados e que é de propriedade do penta réu.

Aquela seita que usa a sigla partidária de PT.

Pois ao olhar para o pé-de-rabo de uma das participantes do flagrante, o mote de Otacílio de me veio imediatamente à lembrança: 

O peido que a nêga deu 
quase não passa no cu

Estou convocando, neste momento, os inspirados poetas que dão expediente neste JBF para glosar este mote.

Mãos à obra.

Ou mãos ao teclado!

E quem quiser ler mais de uma dezena de glosas de Otacílio com este mote, basta clicar aqui.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


AS QUENGAS E AS CRIANÇAS

As quengas de coco

Vivemos hoje num mundo diferente do que era esse mesmo mundo, cinquenta anos atrás. Novos valores culturais e familiares, novos “aplicativos” que a vida acabou de nos apresentar – e de certa forma, de nos impor.

Ainda que reclamando, ainda que não concordemos com esses valores, temos que aceitar, se quisermos viver em harmonia. E na maioria das vezes, são os pretensos “democráticos” que vivem às turras – e chegam às vias de fato quando alguém lhes contraria. Coisa de gente ignorante.

Um dos poucos lugares desse Brasil que não tem interesse de se “modernizar”, é a conhecida e muito frequentada ZBM – Zona do Baixo (e alto) Meretrício. O local onde vivem (e trabalham) as prostitutas, as putas.

Mas, não faz tanto tempo, se você chegasse na ZBM e procurasse as “quengas”, também encontraria.

No Ceará, principalmente. Ali, além de prostituta, puta, “mulher da vida fácil” e quenga, aquelas que fazem do corpo uma mercadoria, também são conhecidas como “fuampas”.

“Cuidem das criancinhas”

Voltamos a focar um assunto que acaba provocando constrangimento à pessoas sensíveis e inteligentes – a cor da pele. A discriminação racial. A diferenciação pela cor da tez – sem nunca levar em contas os valores morais e a capacidade do intelecto.

Há até quem diga, quando morre um negro que alcançou destaque na vida social: “era um negro de alma branca”!

Pois, foi no dia 19 de novembro de 1969, que Edson Arantes do Nascimento, mundialmente conhecido e venerado como maior e melhor jogador de futebol de todos os tempos, o Pelé, marcou o milésimo gol da sua longa e vitoriosa carreira de futebolista.

Diante de um público considerado grande para um jogo entre o magnífico Santos Futebol Clube e o Clube de Regatas Vasco da Gama, no Estádio Mário Filho (Maracanã), mas recheado de expectativa, Pelé cobrou uma penalidade que teria sido mal marcada pelo então Árbitro alagoano Manuel Amaro de Lima e venceu o hoje consagrado goleiro argentino Andrada. Estava consumada a vitória do time peixeiro.

Desde aquele dia até hoje, já se passaram 48 anos. E como se fora um “profeta”, Pelé, ao comemorar a façanha conseguida naquela noite diante de tanta gente e com grande parte da imprensa mundial voltada para o feito, disse ao povo brasileiro: “Por favor, deem atenção às criancinhas. Cuidem das nossas crianças!”

Pelé beijando a bola depois de marcar o milésimo gol

O que se vê nos dias atuais é a realização daquela verdadeira profecia. As crianças brasileiras vivem abandonadas e se transformam a cada dia nos piores e mais perigosos marginais e criminosos. Quem disso duvidar, se dê ao trabalho de verificar a faixa etária da população carcerária.

Fosse o “Rei Pelé” um descendente de outra raça, com pele branca, olhos verdes e cabelos da cor de mel, muita gente estaria pregando reconhecimento nos dias atuais. Para muitos, “calado”, Pelé é um poeta. Coisa de gente idiota.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

NOVELA DO FRIBOI – 3º CAPÍTULO

Minha amiga noveleira me convenceu a continuar esta narrativa. Disse-me que a história é boa e precisa apenas incluir mais um conflito com gente famosa e concluir até o ponto em que os fatos chegaram. É uma novela da vida real que está se desenrolando e enrolando ao mesmo tempo, onde ninguém sabe quem é o mocinho e quem é o bandido; quem vai dizer isso é a Justiça no final da história, que ainda não está à vista. Este aspecto, garantiu ela, instiga a curiosidade do público e melhora a novela. Todos conhecem o conflito a que ela se refere; prossigamos, então.

Em 2014, a JBS se encontrava numa situação bastante confortável. Até ali não havia propaganda alguma de sua carne, e resolveram fazer uma campanha publicitária em grande estilo. Para isso, escolheram o “rei” Roberto Carlos como protagonista. Mas foram advertidos que ele é vegetariano. Melhor ainda, concluíram. Ele voltaria a ser carnívoro após conhecer a carne Friboi. Só precisaria combinar com ele, e essa combinação custou R$ 25 milhões, segundo uns, ou R$ 40 milhões segundo outros.

A propaganda entrou ar com o “rei” cantando “Eu voltei, voltei para ficar…” enquanto, sentado à mesa, certificava-se com o garçom se o filé era realmente Friboi. No entanto, ele sequer cortou o filé. Não se via ele levando um pedaço à boca, nem comendo a tal carne. O público ficou curioso em ver o cantor se transformar em carnívoro, e a propaganda virou uma polêmica. Será que ele voltou mesmo a comer carne? A polêmica foi se espalhando, enquanto a carne ficou em segundo plano. A propaganda não “pegou” no público e o contrato publicitário foi rompido pela empresa. Roberto Carlos entrou com uma ação na Justiça, cobrando o pagamento de uma multa rescisória de R$ 7,2 milhões. A JBS aceitou pagar apenas 3,2 milhões e não posso informar se caso está resolvido.

Nas eleições daquele o ano, quando o governo do PT foi reeleito, a JBS contribuiu com R$391,8 milhões para candidatos de 16 partidos políticos. Um valor maior do que a soma da contribuição de todas as empresas. A aquisição de novas empresas continuou no mesmo ritmo. O setor de aves foi reforçado com a compra da “Céu Azul Alimentos” e da “Belafoods”, no Brasil, e da “Tyson Foods”, no México, onde tornou-se líder no mercado. Fechou o ano de 2014 com mais duas aquisições: a australiana “Primo Smallgoods” e a paranaense “Big Frango”. Em 2015 adquiriu, nos EUA, a divisão de suínos da “Cargil”, incluindo duas unidades de processamento, cinco fábricas de ração e quatro granjas em diversos estados americanos. Com esta aquisição, paga a vista, ampliou bastante seu portfólio de produtos nos EUA.

No mercado comentava-se que o crescimento da JBS tinha uma lógica inversa. Quando os outros vão crescendo e adquirindo, eles vão adquirindo e crescendo. Um fenômeno intrigante, que chamava a atenção da imprensa. Porém, não foi um jornal ou revista da área econômica que realizou a melhor matéria sobre o vertiginoso crescimento da empresa. Foi a revista “Piauí” que publicou, em fevereiro de 2015, uma extensa reportagem intitulada “O estouro da boiada”, com um duplo significado: a gigantesca dimensão da empresa e/ou uma premonição do que estava por vir.

E o que estava por vir não era pouco. Como é sabido, os Batista gastaram mais de R$30 bilhões na compra de empresas e criaram, do nada, uma das maiores fabricantes de celulose do mundo, a “Eldorado”. Para isso, contou com a parceria do BNDES e crédito de bancos privados, ávidos por participarem dessa incrível ascensão. Quem poderia imaginar que um impeachment se aproximava do governo petista e mudaria o rumo da história?

Pois bem, foi o que se deu em agosto de 2016 e o império da carne começou a desandar. Tudo começou, como vimos no 2º capítulo, em 17 de março deste ano, com a “Operação carne fraca”, da Polícia Federal. Um abalo sísmico provocado na empresa e no mercado mundial da carne. Certamente foi um abalo previsto pelos gêmeos, pois 10 dias antes Joesley teve aquele encontro fatídico com o presidente Temer na calada da noite, com o gravadorzinho ligado no bolso. O que ele pretendia com aquela gravação? Queria se precaver contra alguma coisa que lhe ocorresse? Ficou com esta gravação durante dois meses, vendo o desenrolar da “Operação carne fraca”, até que em 17 de maio entrou em contato com a PGR-Procuradoria Geral da República e fez sua delação premiada, segundo a opinião de muitos juristas, excessivamente premiada.

No final de maio já estava negociado um acordo de leniência, onde o grupo J&F aceitou pagar R$10,3 bilhões no prazo de 25 anos, o maior do mundo, junto ao MPF-Ministério Público Federal. Desta data até agora, o que vemos é o que tem saído na imprensa. A reportagem mais expressiva saiu na revista Exame, de 12 de julho. A capa mostra o anúncio “Família vende tudo”, como normalmente se faz quando uma família quer mudar para outro lugar. Por esta época boa parte dos Batista já se encontrava nos EUA. Enquanto isso, o governo Temer é investigado e ameaçado de impeachment e a peleja continua.

Uma peleja jurídica e política ao mesmo tempo.

Em 31 de julho, a revista Época trouxe na capa ampla reportagem detalhando as provas de todas as denúncias feitas pelos irmãos gêmeos, colocando mais lenha na fogueira. A partir de agora, a correria do grupo J&F é para vender as empresas adquiridas, mas não está fácil. Dizem que mesmo vendendo tudo não dá para pagar todas as dívidas. Fica faltando uns R$2 bilhões. Este é o quadro que se apresenta no plano econômico. Mas falta ainda encontrar uma solução no plano jurídico. No plano administrativo, Joesley já foi afastado do comando da empresa e o BNDES quer o mesmo destino para Wesley. Desse modo, a novela continua e a partir deste ponto, pode ser acompanhada diariamente pela imprensa escrita, falada e televisada.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Saudade não tem idade

Um deleite aos nossos olhos e ouvidos oferecido pela ”Majestosa” dupla:

Fred Astaire (Mai/1899 – Jun/1987)

Cyd Charisse (Mar1922 – Jun/2008)

Dancing in the Dark, 1953

R. Minha cara, você encheu o meu final de semana de alegria.

O saudoso Fred Astaire é um artista pelo qual tenho uma admiração enorme.

Todos os seus filmes estão aqui na minha estante.

Esta parceria com Cyd Charisse está arretada!

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

CAMINHOS CRUZADOS

Vencido o primeiro obstáculo à sua permanência no poder (o procurador Rodrigo Janot pretende propor outros), Michel Temer ganha fôlego para mudar a imagem ruim do Governo: até o fim do ano, aprovar a reforma tributária e da Previdência. É provável que já tenha votos para isso: os 263 que se expuseram e o apoiaram na impopular rejeição da denúncia contra ele (e são maioria absoluta), mais alguns dos 62 que aceitaram a denúncia mas apoiam as reformas e integram partidos da base governista. Se conquistar 45 votos, terá os 2/3 necessários para emendas à Constituição.

Não haverá represálias, portanto, contra os que, embora governistas, não o apoiaram. Primeiro, porque precisa deles para chegar à maioria de 2/3; e porque não é seu estilo. Temer perdoa – mas não esquece quem perdoou.

A luta pelas reformas, acredita o Governo, pode tirar o foco da opinião pública dos políticos de quem é próximo, e que, para usar uma frase gentil, não chegam a representar uma renovação. De velhas raposas espertas, que passam de um governo a outro, o país se cansou. O foco do eleitorado seria transferido para a Economia, para a inflação em baixa e, apesar da crise, para a leve tendência de melhora no nível de emprego e nos investimentos.

O Congresso já não debate a luta Temer X Janot. Só se preocupa com o dinheiro público na campanha eleitoral. Uns R$ 4 bilhões – e quem quer debater outro assunto? Talvez só você, caro leitor, que vai pagar a conta.

Tem mais, tem mais

Não pense que a conta vá parar nos R$ 4 bilhões para a campanha. Ainda há R$ 1,5 bilhão anual do Fundo Partidário. Não é coisa nova, mas cerca de três anos atrás a conta era de aproximadamente R$ 300 milhões.

Agilidade total

O Congresso tem pressa de votar o financiamento público de campanha, ou “bolsa-eleição”, para os íntimos. A votação, na Comissão de Reforma Politica da Câmara, deve começar na terça, dia 8, e terminar na quinta, dia 10. Imediatamente depois, vai para votação em plenário, na Câmara e no Senado. Estará aprovado em setembro, sem falta, para vigorar em 2018.

O voto e o candidato

Deve ser também reformado o sistema de escolha dos parlamentares. Hoje vigora o voto proporcional: a votação de todos os candidatos de um partido é somada e verifica-se quantos lugares o partido conquistou. Os candidatos mais votados vão ocupando as cadeiras. O problema do voto proporcional é que o eleitor vota num candidato e elege outro; e os partidos procuram pessoas populares, mesmo sem noção do que é política, para “puxar votação”. Tiririca levou para a Câmara um bom grupo de parlamentares puxados por seus votos. A mudança mais provável é o “distritão”: os mais votados de cada Estado ocupam as cadeiras. Parece mais democrático; mas os partidos perdem importância porque o candidato não depende mais do voto dos companheiros (e o Governo é obrigado a negociar com um por um, o que sai muito mais caro): e a tendência é que se elejam os candidatos mais conhecidos, o que reduz a renovação. Sendo o Congresso é o que é, imagine-se com renovação mais lenta!

Apenas um retrato…

O país sofre hoje de pesquisite aguda: um ano e meio antes das eleições, antes que se saiba quem serão os candidatos, sem que se saiba quais os temas em debate, já há pesquisas até sobre segundo turno. Para dar uma ideia de quão longo é esse tempo, no final de 1991 o senador Fernando Henrique Cardoso achava difícil se reeleger (foi o que disse a este colunista e ao hoje editor de livros Luiz Fernando Emediato, numa conversa em San Francisco, EUA). Achava difícil até ser eleito deputado federal e pensava em voltar para a vida acadêmica. Pouco mais de dois anos depois, elegia-se presidente da República no primeiro turno, derrotando Lula.

…e como dói

A pesquisa, hoje, mostra que 5% dos eleitores apoiam Temer – ou seja, consideram seu Governo “ótimo” ou “bom”. Mas, como nota o excelente colunista gaúcho Fernando Albrecht, há algo como 20% dos pesquisados que consideram seu Governo “regular”. Ou seja, não o acham lá essas coisas, mas o aceitam com tranquilidade. Somando tudo, dá um quarto do eleitorado. Impopular, sim; mas não se pode dizer que Michel Temer não tenha um bom contingente a seu lado.

A reforma como ela é

Chega de achismos, chega de análises de quem não leu a lei da reforma trabalhista mas opina, contra ou a favor, com base no apoio ou oposição ao Governo. O advogado trabalhista Sérgio Schwartsman, bom profissional, leu a lei e mostra os pontos em que mudou, favorecendo assalariados ou empregadores. Schwartsman foi escolhido pela Globonews para explicar a lei. E põe cláusula por cláusula, por escrito. Confira clicando aqui.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

NA MERCEARIA JBF TEM DE TUDO

Comentário sobre a postagem LEITE DE CABRA E DE JUMENTA – GARANTIA DE LONGEVIDADE

Susana Soledade:

“Olá!

Gostaria de comprar este leite para o meu filho.

Quem puder me indicar vendedores, meu telefone é (71) 9-9281-3688.

Muito grata.”

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Belezinha, a jumenta amigada com Polodoro, produzindo leite fubânico

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

O MASSACRE DE JARAGUÁ

Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo

O fato se deu há muitos anos. Naquela época o bairro de Jaraguá vivia na efervescência de muitos negócios, exportação de açúcar, algodão, e importação de materiais industrializados. O porto de Jaraguá era um dos mais movimentados do Brasil. Na Praça da Recebedoria, hoje Praça Dois Leões, em torno da Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, moravam estivadores, embarcadiços, pescadores, homens que tinham o mar como sustento.

Os vizinhos se conheciam, havia casamento entre eles, era como fosse uma só família. Augusta era a moça mais bonita da redondeza, 16 anos, filha de Seu Augusto, estivador, homem forte e rude. Ele ficava de olho naqueles que admiravam a beleza de sua alegre filha. Menina sapeca, trepava em árvore, corria na praia, faceira, a todos encantava. Mas só um ela se agradava, Gumercindo, jovem espadaúdo, tomou corpo de homem com 18 anos, forte musculatura, corpo foi forjado carregando sacos de açúcar no cais do porto, tornou-se embarcadiço. Os pais de Augusta permitiram o namoro. Era do gosto das duas famílias.

Certa tarde de domingo, uma pequena patrulha da Força Policial, comandada pelo Cabo Sobral, fazia ronda na Praça da Recebedoria. Quando o cabo viu a moça de roupa domingueira, encantou-se, ficou deslumbrado com a beleza de Augusta. Todo domingo o cabo admirava a menina de seus sonhos passando para missa na Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo. Certo dia ele se apresentou e falou com o pai da moça. Não se conformou em saber que a bela Augusta estava comprometida com um embarcadiço. Não admitia uma negativa, era quase proposta de casamento, ele um cabo da Força Policial, autoridade, de tradicional família (sua família deu nome à belíssima praia do Sobral, continuação da Avenida da Paz).

No dia 10 de janeiro havia a festa de Bom Jesus dos Navegantes. As embarcações flutuavam, singravam na enseada da praia da Avenida, cada qual com sua decoração, muitos fogos, muita alegria. À noite a festa se prolongava na Praça da Recebedoria. Colocavam tendas para leilões, bingos, tablados onde se dançava e jogava. Improvisavam bares servindo cachaça tira-gosto para animar a moçada.

Nas casas eram organizadas festas particulares frequentadas pelos vizinhos e convidados. Gumercindo havia chegado de Penedo numa barcaça. Os amigos encheram a festa na casa de Augustão, pai da menina mais bonita da cidade.

O Cabo Sobral, ao longe, assistia a animação na casa de Augusto, ficou com ciúme e despeito quando viu pela janela Gumercindo dançando o coco com a amada Augusta na maior felicidade. O Cabo, bêbado, com mais três policiais, tentou entrar na casa de Augusto, foram barrados na porta por Simplício, irmão do dono da casa. O cabo quis alterar, apareceram alguns estivadores, ele recuou. Depois de certo tempo, o Cabo Sobral, conhecido arruaceiro, retornou com mais cinco policiais. Foram rechaçados por braços e pontapés, a briga generalizou-se. Uma peixeirada deixou um policial morto estirado na rua.

Cabo Sobral e seus homens bateram em retirada. Ao retornar ao quartel armou mais de 20 soldados, fez um discurso incitando vingar o companheiro assassinado pelos estivadores. Montados a cavalos galoparam até a praça atropelando e atirando em quem estivesse pela frente. Os donos das casas pularam muro, fugiram da sanha dos policiais. Na casa de Augusto, todos dispersaram. Dois músicos ficaram guardando seus instrumentos, foram fuzilados. Na praça, os ambulantes que nada tinham a ver com a história correram para o interior da Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo. Os soldados do Cabo Sobral entraram, atiraram em todos inocentes, não ficou um vivo.

No dia seguinte o governador soube da chacina, estava escandalizado, entretanto, permitiu que os cadáveres, mais de 30, fossem ajuntados em carroça de bonde, e enterrados numa vala comum no cemitério de Jaraguá.

Nenhuma notícia foi publicada em jornais, não houve um registro sobre a ocorrência. Até a Igreja foi conivente para abafar o caso, determinou a interdição do templo católico. A Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo da freguesia de Jaraguá ficou fechada por mais de 20 anos. Mas o povo, os moradores do bairro de Jaraguá não esqueceram, ainda hoje, por tradição oral, os netos e bisnetos de Gumercindo e Augusta contam a história do massacre de Jaraguá.

6 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PREVISÃO DO TEMPO

Uma música da autoria de Zé Mulato, interpretação de Zé Mulato e Cassiano, em vídeo extraído do Programa Brasil Caipira apresentado por Luiz Rocha na TV Câmara.


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