7 agosto 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

7 agosto 2017 MARY ZAIDAN

REFORMAR PARA PIOR

Depois de a Câmara dos Deputados rejeitar a continuidade das investigações da denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, as reformas voltaram à baila. Mas com sinal invertido. As da Previdência e tributária, essenciais à saúde econômica do país, têm menos chance de sair do papel do que o arremedo de reforma política que o Congresso pretende aprovar até 2 de outubro, data limite para alterar regras quanto ao pleito de 2018.

Até aí, nada de novo. O script sempre se repete no ano que antecede eleições, com o digníssimo propósito de garantir benefícios aos que já têm mandato. O eleitor? Ele que se dane. Melhor ainda se ele não questionar as mudanças e seus propósitos.

Claro que há boas ideias. Mas, por contrariar interesses dos eleitos, elas acabam engavetadas.

Em novembro do ano passado, o Senado aprovou a cláusula de barreira, mecanismo que impede a proliferação endêmica de partidos políticos, e o fim das coligações em eleições proporcionais. As matérias não foram votadas pela Câmara, que, pelas mãos do deputado Vicente Cândido (PT-SP), se debruça em outro projeto de reforma, sob o argumento de ser mais ampla.

E ela até poderia ser caso o interesse não fosse o de garantir a própria pele. A tentativa de emplacar a “emenda Lula”, que proíbe prender políticos até oito meses antes da eleição, é prova cabal disso.

O relatório, que deve ser votado na comissão especial ainda este mês, prevê instrumentos inéditos no Brasil, alguns bastante avançados como a possibilidade de recall para revogação de mandatos de presidente, governador, prefeito e senador. Traz ainda a combinação de voto proporcional com distrital, neste caso com candidatos definidos previamente pelo partido e apresentados em lista fechada, escondendo-os do eleitor. Em sintonia com o século 21, autoriza a propaganda paga na internet, e retrocede décadas ao aumentar as regalias de gênero, estabelecendo mais vantagens para candidatas.

Mas o ponto central, o único que interessa aos políticos, é o financiamento público das eleições, pago pelo contribuinte sem perguntar ao eleitor se ele topa ou não custear candidaturas.

Se aprovada – talvez até com esquisitices como o Distritão, que só existe na Jordânia, no Afeganistão e em duas ilhas do Pacífico, Vanuatu e Pitcairn, mas é defendido por Temer e por parcela significativa dos seus apoiadores –, a matéria terá de voltar ao Senado. Lá, pode ser corrigida ou ainda mais vitimada.

Entre os senadores, a tese do parlamentarismo ressurge – o que sempre acontece quando o país se vê diante de crises – e pode se tornar mais robusta se o tucano José Serra assumir a relatoria da Comissão que tratará do tema.

Ideia, no mínimo, extemporânea. Não devido ao fato de o sistema ter sido rejeitado em plebiscito por duas vezes, em 1963 e 1993. Mas pela necessidade de, antes de adotá-lo, estabelecer vínculos entre o Parlamento e o país, elo que se perdeu há tempos e que não será fácil reconstruir.

Ainda que o parlamentarismo seja um regime de governo com características democráticas indiscutíveis, sua adoção depende de premissas que o Brasil não exibe hoje. E está longe de alcançar. A primeira delas é ter um Legislativo em que o cidadão confie. Que verdadeiramente represente os interesses do eleitor e não o dos que lá se assentam.

Para tal, além de antídoto para sem-vergonhice, seria obrigatório rever os critérios de proporcionalidade, revogando de vez o Pacote de Abril do governo Geisel, e o sistema eleitoral, adotando voto distrital puro ou misto, mais compatível com o parlamentarismo. O modelo também não combina com o voto obrigatório. Portanto, seria imprescindível facultá-lo ao eleitor.

O país teria muito a ganhar em um debate sobre regime de governo e sistemas eleitorais, mas nunca se faz isso a sério. Entra ano, sai ano, de eleição em eleição, todos são unânimes em dizer da essencialidade da reforma política, de se aproximar o eleitor do eleito. E o que se tem é a aprovação de remendos que só aumentam esse fosso.

Estejam certos, desta vez não será diferente.

Batizado com o nome pomposo de Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que, coitada, é aviltada cotidianamente, vem aí mais subvenção pública para custear campanhas eleitorais que o país não quer ver, com dinheiro que o país não tem.

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

7 agosto 2017 DEU NO JORNAL

ESTAMOS EM BANÂNIA, GENTE!

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse nesta segunda-feira (7) que considera o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desqualificado e sem preparo jurídico nem emocional.

Quanto a Janot, eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância“, avaliou o ministro em entrevista à Rádio Gaúcha.

* * *

Um ministro do Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do Poder Judiciário, esculhambando o Procurador Geral da República num entrevista de rádio.

Um retrato cagado e cuspido do nosso país nos dias de hoje.

Uma cena autenticamente banânica.

Tinha razão Olavo Bilac:

“Criança! Não verás nenhum país como este!”

Boca-de-Buceta avacalha publicamente com Cabeleira-de-Pentelho: Banânia em estado puro

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

7 agosto 2017 FERNANDO GABEIRA

UMA FRONTEIRA COM A TIRANIA

Cai ou não cai, o cara? O que é que vai acontecer por lá? As perguntas se sucedem nas ruas e não consigo respondê-las a contento. Não importa, também não há assim grande tensão nas perguntas. Se Temer cai, haverá apenas uma troca de seis por meia dúzia, parecem dizer. Todos pressentem um período medíocre, incapaz de provocar grandes paixões. Há quorum, falta quorum? Que interesse há nisso, uma vez que os deputados já fizeram suas apostas em cargos e emendas? E vão esperar um outro momento em que Temer se sinta com a corda no pescoço.

As pesquisas indicam que 81% dos entrevistados querem que a investigação sobre Temer prossiga, com todas as suas consequências. Mas essa mesma correlação de forças não se repete no Congresso. A opinião pública é refém dos eleitos, e eles se acham seguros para negociar. Ainda não se convenceram de que uma catástrofe eleitoral os espera.

Mesmo num quadro tão negativo, é possível se encontrar um certo alento. Se Dilma estivesse no governo, seria uma semana dura.

No auge de uma crise prolongada, mais de uma centenas de mortos nas ruas, a Venezuela entra numa ditadura: um fanfarrão de camisa vermelha dança “Despacito” e baixa o pau nos opositores. Pensei que a esquerda brasileira, na maré baixa, fosse mais discreta. Mas alguns dos seus partidos manifestaram seu apoio a Nicolás Maduro. Isso revela que, no fundo, o modelo bolivariano ainda a atrai. Está implícito em certas bandeiras, como no projeto de controle da imprensa.

Os projetos comuns no Brasil, como uma refinaria em Pernambuco, acabaram sendo um fardo para o Brasil. Chávez tirou o corpo fora e, no âmbito nacional, a corrupção correu solta. O governo petista mandou a Odebrecht que, para não perder a viagem, pagou US$ 9 milhões de propina à cúpula chavista, segundo a procuradora Luisa Ortega. A reeleição de Hugo Chávez contou com um decisivo apoio petista, somado à grana da Odebrecht, que, na verdade, era a grana do BNDES. Essa campanha foi narrada por João Santana e Mônica Moura e foi orçada em US$ 35 milhões.

Incapaz de compreender seus erros internos, parte substancial da esquerda brasileira mergulha nos erros alheios e defende um regime autoritário, violento e isolado internacionalmente.

O Brasil nunca seria uma Venezuela, talvez pudesse chegar perto se a crise avançasse. No entanto, a tentação de avançar nesse rumo não abandonou a esquerda e agora, com a queda de Dilma, ficou mais evidente por que o PT radicalizou.

O controle do Congresso, na base de cargos e verbas, é uma tática que se desdobra até hoje. Mas não é 100% eficaz em momentos dramáticos. O chamado controle social da mídia nunca foi palatável até para os aliados do governo petista. A única saída foi construir uma rede de apoios com blogs e guerrilha digital.

Resta outro ponto, presente na experiência da Venezuela, que jamais aconteceria no Brasil: o apoio das Forças Armadas. Sem esse apoio, o próprio Maduro já teria ido para o espaço.

Dilma pode ter sentido uma tentação de acionar os militares. Mas os sinais que vinham de lá eram desalentadores para um projeto de esquerda.

Apesar de ressaltar seus laços ideológicos e programáticos com o chavismo, no Brasil a esquerda não é protagonista no drama que se desenrola. Ela apenas é um ponto de apoio de um regime brutal. As lentes ideológicas de nada servem para tratar dos problemas que surgem com o mergulho da Venezuela numa ditadura.

Temos fronteiras comuns. Embora num nível menor do que na Colômbia, refugiados chegam em levas maiores em Pacaraima. Já temos um problema social na região. Roraima depende da energia produzida na Venezuela. Talvez seja necessário pensar em alternativas mesmo porque os constantes apagões são um aviso.

O território dos ianomâmi atravessa os dois países. Na década de 1990, chegamos a formar comissão mista Brasil-Venezuela para discutir uma política comum para os ianomâmi. Mas naquele tempo, ainda que imperfeitos, havia parlamentos com espaço para essa discussão.

Nas últimas viagens que fiz à fronteira, voltei com uma sensação de que era preciso uma avaliação do Brasil em face do novo momento. Um cenário provável é que a ditadura de Nicolás Maduro, produzindo mortes diárias, vai ser um tema global tratado na própria ONU.

No momento em grandes atores entram em cena, seria bom que o Brasil soubesse o que quer e o que precisa fazer. Caso contrário, seremos engolfados por uma política internacional sobre um tema que envolve, de uma certa forma, o nosso próprio território.

Não importa se Temer, Maia ou qualquer desses políticos assuma o comando, muito menos se o período é de desesperança. Escapamos, por exemplo, de ver um governo, em nome do Brasil, apoiar o golpe de Maduro e recitar a cantinela da solidariedade continental contra a pressão da direita. Pelo menos disso, escapamos. Agora, o resto está bravo.

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

VENENO

Uma desilusão aberta em chagas,
um carcomido ideal, feito em gangrenas…
Que me ficou das afeições terrenas?
penso, agoniado. E, entanto, inda me afagas

com teu olhar de inquietações aziagas,
com tua voz de ondulações serenas…
Beijos de sedutoras madalenas
ou de astuciosas, impudentes magas?

serão feitos de sonho esses teus beijos,
cintilações, palpitações de abraço,
de cárneo aroma e cálidos desejos?

ou são feitos de angústias dolorosas?
Oh! sinto apenas que me deixam lasso,
como o saibo de essências venenosas!

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

INSETOS NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Dos animais que conheço
Eu admiro é o grilo:
De carne não tem um grama;
De osso, nem meio quilo;
Mas no lugar onde canta
Não tem quem durma tranquilo.”

Geraldo Amâncio

“Admiro cem formigas
Um besouro carregando.
Sessenta escanchadas em cima,
Quarenta embaixo arrastando;
Aquelas que vão em cima
Pensam que vão ajudando.”

Manoel Xudu (1932-1985)

“A mosca e a muriçoca
São dois bichos que aborrece;
A mosca anda o dia inteiro,
Se esconde quando anoitece;
Mas quando um cão vai embora,
A outra peste aparece.”

Leonardo Bastião

“A pixilinga tem sido
Um dos insetos mais graves
Que suja sem aparelhos
Voa sem aeronaves
E vive através do sangue
Que tem na vida das aves.”

Geraldo Pereira

“A barata tem excesso
No mau cheiro e na feiura,
Não tem fosfato no cérebro;
Nas pernas não tem gordura;
Nunca planta um pé de cana,
E é doida por rapadura!”

Luisinho de Irauçuba

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

7 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

VACAS E ANTAS

Depois que Hugo Chávez, saudoso ídolo das zisquerdas banânicas, viajou pros Quintos das Profundas dos Infernos – e deixou o debilóide Nicolás Maduro tiranizando a infeliz Venezuela -, o desmantelo se instalou por completo neste azarado país vizinho.

Precisão, desespero, necessidade e fome passaram a ser as marcas dominantes entre o povo venezuelano. Coisas automáticas e corriqueiras em regimes socialóides-bolivarianeiros-comuno/castrosos-nortecoreaneiros espalhados pelo mundo.

A imprensa mundial (segundo Lula, toda ela golpista e reacionária) passou a publicar fotos deprimentes, mostrando filas enormes nas portas dos mercados para comprar comida.

Depois veio a crise do papel higiênico…

Putz…

Filas enormes que seriam patéticas se não fossem trágicas.

Diante das imagens indesmentíveis, publicadas em todos os quadrantes do Planeta Terra, Maduro saiu-se com uma explicação digna de um discurso de Lula: ele disse que a falta de papel higiênico no país era porque os venezuelanos estavam comendo mais!!!

Comendo mais e cagando mais. Havia mais merda pra ser limpa.

Puta que pariu!!!

Eu fiquei em dúvida se ria da jumentice do tirano ou se chorava com pena do povo que ele oprime.

Como a jumentice de um tirano é tão grande e ilimitada quanto o seu poder ditatorial, há poucos dias Maduro resolveu pedir o apoio das bovinas para a sua constituinte.

Atenção: não estou falando no sentindo figurado. Ele pediu mesmo o apoio das vacas.

Vejam no vídeo abaixo:

De certa forma, Maduro agiu corretamente. Ele sabe que militantes e eleitores zisquerdistas são mesmo quadrúpedes descerebrados que aplaudem qualquer merda que um líder babaca caga pela boca. 

Lula é o exemplo latrino-americano mais perfeito para este fato.

E, em falando de Lula e de petêlhos, vejam só esta pérola que a ré Gleisi Hoffman, cognome Amante na lista de propinas da Odebrecht, postou em seu twitter sexta-feira passada:

Tão vendo???!!!

Ela escreveu em espanhol (que chic!) “Fuerza Presidenta Maduro“.

Eu só não sei é se “presidenta” é mesmo a palavra certa neste caso…

Vocês fubânicos que são poliglotas que me tirem esta dúvida cruel.

Pela praga que ela rogou nesta mensagem aí de cima, dizendo que ano que vem o PT vai estar de volta pra acabar de fuder Banânia, assim como Maduro acabou de fuder a Venezuela que herdou de Cháves, eu já contratei uma catimbozeira lá de Palmares pra fazer umas mungangas e evitar que este desastre se concretize. 

E, o mais espantoso, o mais aterrador: tem gente que vai mesmo votar em Lula ano que, se a justiça permitir e ele ainda estiver solto.

É phoda!!!!

As dezenas de milhares de refugiados venezuelanos que invadiram o Brasil nos últimos tempos, famintos e desesperados, estão doidos pra encontrar Amante, a admiradora de Maduro, e com ela ter uma conversinha.

Vamos fechar esta postagem homenageando a parlamentar petralha que botou chifres no marido (também petralha) com uma linda música:

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

FALCÃO: BONITO, LINDO E JOIADO – UM DISCO IMPAGÁVEL À REVELIA DA MÍDIA!

Para o colunista Marcos Mairton

“Só Porque Ninguém Ouviu Não Significa Dizer Que Eu Não Disse a Besteira”. Falcão

Marcos Mairton, colunista do JBF, e Falcão nos bastidores do programa Leruaite

Pegando carona na informação histórica trazida a público pelo meritíssimo contista, cronista, poeta, compositor, letrista, violonista, pesquisador e honroso colunista do editodos Jornal da Besta Fubana (JBF), Marcos Mairton, de que em 1991 a revista Rolling Stones, versão brasileira, escolheu o bardo Falcão como segundo melhor compositor do Brasil pelo LP Bonito, Lindo e Joiado, perdendo apenas para “Circuladô de Fulô”, de Caetano Veloso. E em 1992, a mesma publicação, segundo o mesmo colunista, escolheu Falcão novamente como segundo melhor compositor do Brasil, com o LP O Dinheiro não é Tudo, Mas é 100%, desta vez perdendo para o LP “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs. Aproveito o ensejo para trazer à luz um fato histórico ocorrido aqui no Recífilis, Venérea Brasileira, quando o brega-cult Falcão, em 1993, amuntado no estrondoso sucesso de “I’m Not Dog No” (versão inglesa macarrônica de “Eu Não Sou Cachorro, Não”), do brega-porrada, Waldick Soriano, esteve no programa Super Manhã AM, do comunicador da maioria Geraldo Freire, âncora, e o parceiro, médico e radialista Fernando Freitas, para uma entrevista antológica naquele dia.

Durante aquela entrevista, que foi um estrondoso sucesso de audiência, Geraldo Freire, mais escrachado do que Zé Rola Grande, um gramofoneiro comunitário de Chã de Alegria, dirigindo-se ao brega-cult Falcão, não perdeu a oportunidade e alfinetou: Falcão, como é que um LP tão porcaria, tão bosta, tão merda desses, teve uma produção tão impecável e é um sucesso de vendas tão da porra?! Ao passo que Falcão, escrachado e bem humorado como sempre, respondeu na bucha para greia geral dos ouvintes: para você ver que até a merda quando bem produzida, cheira!

Durante o mesmo programa uma fã perguntou a Falcão se ele havia vertido “Eu Não Sou Cachorro, Não” para aquele inglês macarrônico para se amostrar. Ácido, sarcástico e bem humorado, Falcão respondeu: Não! Que havia traduzido a obra-prima de Waldick Soriano para o inglês para mostrar aqueles chifrudos que no Brasil há um cantor e compositor e poeta brega melhor do que o espalhafatoso Rod Stewart, do Reino Unido, o maior corno britânico de todos os tempos, só perdendo para o Príncipe Charles, o sujeito de maior mau gosto do mundo, nas palavras precisas do gênio de Taperoá, Ariano Suassuna.

Semana antes da entrevista no Programa Super manhã da Rádio Jornal AM, o Jornal do Commercio publicou uma resenha antológica assinada pelo saudoso jornalista Herbert Fonseca no Caderno C, página inteira: “Um Disco Impagável à Revelia da Mídia”, sobre o LP Bonito, Lindo e Joiado, que infelizmente se encantou antes do tempo previsto pela natureza, via mistério do suicídio injustificável que a ciência até hoje não possui uma resposta plausível para essas tragédias pessoais.

Autor da biografia “CAETANO – esse cara”, Editora Revan: 1993, o jornalista Herbert Fonseca não economizou adjetivos para louvar a obra-prima do bardo Falcão que, junto com seu parceiro e comparsa Tarcísio Matos, abalou a estrutura da já capenga MPB com melodias, letras e arranjos cearensês de fazerem invejas ao maestro brega-corno norte-americano, Ray Conniff. No mesmo ano, para a felicidade geral da falconete Eva Gina, o hebdomadário, O Papa-Figo, editado por Emanoel Bione e José Telles, colunista musical do Jornal do Commercio, publicou uma entrevista antológica com Falcão caracterizado numa charge cheia de chifres na cabeça: “Uma Entrevista Pra Corno Nenhum Botar Defeito”, onde o bardo cearês responde que “Só é Corno Quem Quer”, título de uma pérola de sua autoria e de Tarcísio Matos, uma das faixas do LP Bonito, Lindo e Joiado. Segundo Falcão na justificativa: Tratado ontológico do bicho chifre que orna a caixa craniana de seres passionais e impassionais. Tentamos fazer um painel didático com todas as modalidades de cornagem que se tem notícia, bem como suas consequências mais imediatas. O primeiro chifre a gente nunca esquece!

FALCÃO É O GÊNIO DO BOM HUMOR CEARENSÊS!

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

7 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ELES TEM RAZÃO

Ontem à noite o programa Fantástico botou no ar uma matéria bombástica, enfiando uma pajaraca no furico de Michel Cara-de-Tabaca Temer.

O título da reportagem já diz tudo.

Vejam:

Coronel amigo de Temer é sócio de empresa com projetos que não saíram do papel

Isto significa que Lula, Gleisi Hoffmann, o PT e a militância petista estão cobertos de razão: a Rede Globo é uma emissora direitista, reacionária e golpista.

Não foi por falta de aviso: Ceguinho Teimoso já havia alertado para este fato, recomendando que a revista Veja não fosse lida e a TV Globo não fosse vista.

Seria ótimo que os devotos lulo-petêlhos repassassem e propagassem esta postagem, avisando que a denúncia é obra e fruto do departamento de jornalismo da Globo.

Quem quiser ver a matéria que foi ao ar ontem, é só clicar aqui.

Idiotinha petêlha carregando cartaz; ela está certíssima: a Globo quer dar o golpe em Temer

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


http://www.forroboxote.com.br/
PERDI O TREM

Fortaleza, Crato, Fortaleza. Quantas vezes, idas e vindas. Quantas madrugadas acordadas para não perder o trem que partia às cinco horas. Quantas malas carregadas, quantas saudades deixadas e outras levadas na bagagem. Quantos trilhos e estações, vendedores de pitomba, de tapioca, zoadentos com seus balaios nas cabeças. Do Crato até o Cedro, Várzea Alegre, Iguatu, Quixeramobim e sua ponte quase do mesmo tamanho do nome da cidade. E as frutas de Baturité, existem mais doces? O destino final, enfim. Havia sineta anunciando a partida, para alguns. Para outros anunciava a chegada. E aí se via os carreteiros sem carretos, acenos, risos e lágrimas. Dos bancos de madeira dava pra se ver pela ampla janela a paisagem de uma volta dali a algum tempo. Resta a saudade do apito, da fumaça, da Maria enfumaçada rastejando feito cobra cortando os sertões, levando gentes e sonhos, trazendo sonhos e gentes. Passou o trem, passou o tempo, passamos nós.

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
MARILYN MONROE PERSONIFICOU O GLAMOUR HOLLYWOODIANO

Em uma época emblemática em relação às atitudes envolvendo sexualidade, a atriz e modelo coroada de fama, MARILYN MONROE, tornou-se um dos SEX SYMBOLS mais populares da década de 1950. A “loira burra”, como era taxada, teria hoje 90 anos se não tivesse ido para o além com apenas 36 anos de idade, quando naquele dia fúnebre em 5 de agosto de 1962, quem governava os Estados Unidos era nada mais nada menos que John Fitzgerald Kennedy, que veio a morrer assassinado um ano depois. Aliás, diga-se de passagem, duas mortes que se tornaram em enigmas para a CIA, FBI e todo o Serviço Secreto de Inteligência Militar Norte-americano.

Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen. Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, NORMA JEANE passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1942, casou-se aos 15 anos com James Dougherty de 21, casamento que durou apenas 4 anos. A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, simbolizou e encantou através do seu charme o cinema mundial dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20…

Pois bem!!! Logo após, na pindaíba, a loira endiabrada adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro para mudar o visual. Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a PRIMEIRA CAPA DA REVISTA PLAYBOY EM 1953. Em 14 de janeiro de 1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coreia. Joe, ciumento, não aguentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme “O Segredo das Viúvas”. No ano seguinte, participou de “O Inventor da Mocidade”. Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em “Como Agarrar um Milionário” (1953), “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) – este, com direção de Billy Wilder, foi considerado “A MELHOR COMÉDIA DE TODOS OS TEMPOS”. Nele a atriz atuou ao lado de TONY CURTIS e JACK LEMMON. Este filme é muito divertido, passa uma energia contagiante, uma comédia leve, sagaz e acima de tudo, engraçada. Só por ter a icônica Marilyn Monroe já ganha vários pontos. É incrível como ela consegue iluminar cada cena em que aparece. Recomendo o filme, QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, realmente uma grande fita!!!

No tocante às películas de faroestes Marilyn Monroe protagonizou com Bob Mitchum um dos mais belos títulos de filmes. Ou seja, “O RIO DAS ALMAS PERDIDAS”. Foi um dos grandes sucessos de bilheteria de 1954 e certamente o público lotava os cinemas era para ver Marilyn Monroe e não Bob Mitchum. É um faroeste lindíssimo, fotografado num cenário mágico, com paisagens de uma beleza extasiante, onde o rio é o cenário dominante. O elenco é ótimo e a paisagem é de sonho.

Falando-se de sua vida conturbada, uma das mais célebres performances de Marilyn foi cantar “PARABÉNS A VOCÊ”, de maneira sensualíssima com o vestido altamente decotado e sem sutiã, para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no luxuoso ambiente do Madison Square Garden de Nova York no dia 29 de maio de 1962. Há quem diga que, DEPOIS QUE DEUS FEZ ESTA MULHER, JOGOU A FÔRMA FORA. O evento reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes. O fato é que, quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada – supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

É interessante como às vezes a gente quer que nossos astros e estrelas sejam pessoas perfeitas, que os vemos como deuses ou deusas, como especiais, que os enxergamos com olhos outros, mas apesar da fama e da riqueza, na verdade, não passam de pessoas normais e com todos os defeitos e virtudes que NÓS, do lado de cá da tela. Como é o caso específico da POBRE LOURA MONROE, lutou muito e buscou a vida inteira respeito como atriz e a todo custo ter um filho. Alguém ligada a ela já descreveu sobre sua morte dizendo mais ou menos assim: “Morreu solitária, nua, na cama, tentando alcançar o telefone. O MUNDO NÃO CHEGOU A OUVIR O SEU PEDIDO DE SOCORRO”…

CLIC logo abaixo para você, leitor deste blog, acompanhar durante 46 minutos, passo a passo a misteriosa e emblemática morte de Marilyn Monroe, que através de um documento inédito da DISCOVERY conseguiu reescrever a história. VALE A PENA!!! MUITO BOM!!! CLIC!!!

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

ARAEL M. DA COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Boa noite, estimado Mestre

Como estamos ingressar em novos tempos de justiça, permita-me este pequeno reparo sobre a bela matéria que retrata o nosso cantador maior – Otacílio Batista.

A música “Mulher nova, bonita e carinhosa...” não foi composta pelo Zé Ramalho, mas sim por um seu parente, não tão próximo, chamado Luís Ramalho.

Tenho liberdade para fazer esta afirmação, como já registrei em comentário no Jornal da Besta Fubana, pois tive Luís como colega de turma na Faculdade de Direito da UFPB, onde nos formamos em 1964 e, durante esse convívio acadêmico e, posteriormente durante um período em que trabalhos juntos, no serviço público estadual, nos foi possível acompanhar a sua trajetória de boêmio e compositor popular.

Vimos nascer a música em questão, que, se não me falha a memória, teve como um de seus primeiros ouvintes o Genival Lacerda, outro grande nome da nossa música regional.

Só isto, com um grande abraço,

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
DIVALDO FRANCO, IRMÃO SEMEADOR

Na última sexta-feira passada, no Centro de Convenções de Pernambuco, aconteceu a abertura do 12º SIMESPE – Simpósio de Estudos e Práticas Espíritas de Pernambuco, sob o lema Conviver com as diferenças. Sem tolerância e amor não haverá paz. Mais uma realização vitoriosa do Grupo Espírita Seara de Deus, sediado em Paulista.

E o palestrante primeiro, tecendo análises fecundantes sobre o tema central do Simpósio, foi o notável médium baiano Divaldo Franco, Divaldo Pereira Franco seu nome completo, recentemente nonagenário, internacionalmente conhecido, nascido em Feira de Santana em 5 de maio de 1927, a 108 quilômetros da capital baiana. Fundador da Mansão do Caminho, na periferia de Salvador, juntamente com Nilson de Souza Pereira, uma instituição que ajuda diariamente cerca de seis mil pessoas, abriga mais de três mil, centenas delas registradas como filhos adotivos. Os direitos autorais dos seus mais de 250 livros psicografados foram doados em cartório para as instituições filantrópicas sob sua orientação. Considerado o “Paulo de Tarso do Espiritismo”, já percorreu mais de 50 países divulgando o kardecismo em palestras de assistências numerosas.

Acompanhado da Rejane, minha companheiras inseparável de todos os atuais instantes de caminhada, adquiri, na imensa exposição de livros espíritas, dois livros da médium mineira Suely Caldas Schubert, pesquisadora de renome internacional, especialista em mente, obsessão, psiquismo, fenômenos espíritas, comportamentos e evangelizações, também sendo fundadora e dirigente da Sociedade Espírita Joanna de Ângelis, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Os dois livros: O Semeador de Estrelas, 8ª. ed., Salvador, LEAL, 2016, 320 p. e Divaldo Franco, uma vida com os Espíritos, 1ª. ed., Salvador, LEAL, 2017, 400 p.

Dois livros que se complementam magistralmente. No primeiro, editado pela vez primeira em 1989, a autora define as três principais tarefas iluminadoras de Divaldo Franco: praticar a ciência, como médium, à luz do Espiritismo; dar ênfase, como orador, à filosofia espírita; e vivenciar o evangelho, como pessoa humana, cumprindo a Doutrina Espírita. Outro famoso médium brasileiro, Chico Xavier, disse certa feira que Divaldo Franco tem uma estrela na boca.

No primeiro livro, Suely Caldas Schubert explicita, em cada capítulo, textos de Divaldo, narrando ainda acontecidos com ele pelos quatro cantos do mundo, efetuando esclarecimentos ou explicando mais detalhadamente os ocorridos. E sobre as manifestações do notável médium baiano, a autora dá testemunho: “A mediunidade de Divaldo apresenta uma riqueza de aptidões, havendo, como é natural, algumas características predominantes: a psicofonia, a psicografia mecânica, a vidência e a vista dupla, a audiência, o desdobramento, mas também a de efeitos físicos, ectoplasmia, a transfiguração, a cura, a psicometria de ambientes e de objetos, a xenoglossia – está última é a psicografia em idiomas que o médium desconhece, sendo que nesya propriedade a psicografia pode ser especulativa, isto é, o texto só pode ser lido quando colocado diante de um espelho.

No capítulo 18, por exemplo, intitulado “A felicidade de Bezerra de Menezes”, narra o psicografado por Divaldo Franco, aqui reproduzido na íntegra:

“Um dia perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes qual foi a sua maior felicidade quando chegou ao Plano Espiritual. Ele respondeu-me:

– A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente:

– Bezerra, acorde, Bezerra!

Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.

– Minha filha, é você, Celina?!

– Sim, sou eu, meu amigo. A mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontrava na Vida maior, havendo atravessado a porta da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz.

Chegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes espíritas que me vinham saudar. Mas eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora. Então, Celina me disse:

– Venha ver, Bezerra.

Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lagrimas nos olhos.

– Quem são, Celina? – perguntei-lhe. Não conheço ninguém. Quem são?

– São aqueles a quem você consolou sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da Terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles, que o vêm saudar no pórtico da eternidade…

E o Dr. Bezerra concluiu:

– A felicidade sem lindes (limites) existe, meu filho, como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.”

Após tal fato contado, Suely Caldas Schubert ressalta que o diálogo acima leva-a a recordar alguns momentos da vida deste grande Bezerra de Menezes, que foi Presidente da Federação Espírita Brasileira no ano de 1895, fundada em 1884 por Augusto Elias da Silva e que congregava personalidades expressivas e respeitáveis do meio espírita, um celeiro de iluminados, embora divididos em várias correntes, sobressaindo-se a dos “místicos” e a dos “científicos”. Recorda a Caldas Schubert uma sessão mediúnica acontecida em Brasília, na sede da Federação Espírita Brasileira, quando da reunião do Conselho Federativo Nacional, novembro de 1985, ela presente como médium, quando a dicotomia outrora existente, científicos e místicos, tenta provocar a cizânia no Movimento Espírita. Um dos espíritos conciliadores presentes era o próprio Bezerra de Menezes, atuando através de Divaldo Franco, que contornou as querelas e promoveu uma maior fraternidade entre os diversos segmentos presentes.

E o capítulo 18 é assim concluído: “A estrada é aspérrima, todavia, as bênçãos alcançadas transformam-se em felicidade indescritível que transcende ao nosso – por enquanto – estreito entendimento.

Aplaudido de pé, no Centro de Convenções de Pernambuco, Divaldo Franco ratificou o título do livro da Suely Caldas Schubert. Um muito amado semeador de estrelas.

PS. O segundo livro? Apaixonante, melhor ainda que o primeiro!!

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

UMA SELEÇÃO DE FORRÓ JUNINO

Fagner e Marinês homenageiam Luiz Gonzaga com uma seleção de forró junino em Fortaleza-CE no ano de 1994.


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