7 agosto 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

7 agosto 2017 MARY ZAIDAN

REFORMAR PARA PIOR

Depois de a Câmara dos Deputados rejeitar a continuidade das investigações da denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, as reformas voltaram à baila. Mas com sinal invertido. As da Previdência e tributária, essenciais à saúde econômica do país, têm menos chance de sair do papel do que o arremedo de reforma política que o Congresso pretende aprovar até 2 de outubro, data limite para alterar regras quanto ao pleito de 2018.

Até aí, nada de novo. O script sempre se repete no ano que antecede eleições, com o digníssimo propósito de garantir benefícios aos que já têm mandato. O eleitor? Ele que se dane. Melhor ainda se ele não questionar as mudanças e seus propósitos.

Claro que há boas ideias. Mas, por contrariar interesses dos eleitos, elas acabam engavetadas.

Em novembro do ano passado, o Senado aprovou a cláusula de barreira, mecanismo que impede a proliferação endêmica de partidos políticos, e o fim das coligações em eleições proporcionais. As matérias não foram votadas pela Câmara, que, pelas mãos do deputado Vicente Cândido (PT-SP), se debruça em outro projeto de reforma, sob o argumento de ser mais ampla.

E ela até poderia ser caso o interesse não fosse o de garantir a própria pele. A tentativa de emplacar a “emenda Lula”, que proíbe prender políticos até oito meses antes da eleição, é prova cabal disso.

O relatório, que deve ser votado na comissão especial ainda este mês, prevê instrumentos inéditos no Brasil, alguns bastante avançados como a possibilidade de recall para revogação de mandatos de presidente, governador, prefeito e senador. Traz ainda a combinação de voto proporcional com distrital, neste caso com candidatos definidos previamente pelo partido e apresentados em lista fechada, escondendo-os do eleitor. Em sintonia com o século 21, autoriza a propaganda paga na internet, e retrocede décadas ao aumentar as regalias de gênero, estabelecendo mais vantagens para candidatas.

Mas o ponto central, o único que interessa aos políticos, é o financiamento público das eleições, pago pelo contribuinte sem perguntar ao eleitor se ele topa ou não custear candidaturas.

Se aprovada – talvez até com esquisitices como o Distritão, que só existe na Jordânia, no Afeganistão e em duas ilhas do Pacífico, Vanuatu e Pitcairn, mas é defendido por Temer e por parcela significativa dos seus apoiadores –, a matéria terá de voltar ao Senado. Lá, pode ser corrigida ou ainda mais vitimada.

Entre os senadores, a tese do parlamentarismo ressurge – o que sempre acontece quando o país se vê diante de crises – e pode se tornar mais robusta se o tucano José Serra assumir a relatoria da Comissão que tratará do tema.

Ideia, no mínimo, extemporânea. Não devido ao fato de o sistema ter sido rejeitado em plebiscito por duas vezes, em 1963 e 1993. Mas pela necessidade de, antes de adotá-lo, estabelecer vínculos entre o Parlamento e o país, elo que se perdeu há tempos e que não será fácil reconstruir.

Ainda que o parlamentarismo seja um regime de governo com características democráticas indiscutíveis, sua adoção depende de premissas que o Brasil não exibe hoje. E está longe de alcançar. A primeira delas é ter um Legislativo em que o cidadão confie. Que verdadeiramente represente os interesses do eleitor e não o dos que lá se assentam.

Para tal, além de antídoto para sem-vergonhice, seria obrigatório rever os critérios de proporcionalidade, revogando de vez o Pacote de Abril do governo Geisel, e o sistema eleitoral, adotando voto distrital puro ou misto, mais compatível com o parlamentarismo. O modelo também não combina com o voto obrigatório. Portanto, seria imprescindível facultá-lo ao eleitor.

O país teria muito a ganhar em um debate sobre regime de governo e sistemas eleitorais, mas nunca se faz isso a sério. Entra ano, sai ano, de eleição em eleição, todos são unânimes em dizer da essencialidade da reforma política, de se aproximar o eleitor do eleito. E o que se tem é a aprovação de remendos que só aumentam esse fosso.

Estejam certos, desta vez não será diferente.

Batizado com o nome pomposo de Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que, coitada, é aviltada cotidianamente, vem aí mais subvenção pública para custear campanhas eleitorais que o país não quer ver, com dinheiro que o país não tem.

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

7 agosto 2017 DEU NO JORNAL

ESTAMOS EM BANÂNIA, GENTE!

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse nesta segunda-feira (7) que considera o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desqualificado e sem preparo jurídico nem emocional.

Quanto a Janot, eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância“, avaliou o ministro em entrevista à Rádio Gaúcha.

* * *

Um ministro do Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do Poder Judiciário, esculhambando o Procurador Geral da República num entrevista de rádio.

Um retrato cagado e cuspido do nosso país nos dias de hoje.

Uma cena autenticamente banânica.

Tinha razão Olavo Bilac:

“Criança! Não verás nenhum país como este!”

Boca-de-Buceta avacalha publicamente com Cabeleira-de-Pentelho: Banânia em estado puro

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

7 agosto 2017 FERNANDO GABEIRA

UMA FRONTEIRA COM A TIRANIA

Cai ou não cai, o cara? O que é que vai acontecer por lá? As perguntas se sucedem nas ruas e não consigo respondê-las a contento. Não importa, também não há assim grande tensão nas perguntas. Se Temer cai, haverá apenas uma troca de seis por meia dúzia, parecem dizer. Todos pressentem um período medíocre, incapaz de provocar grandes paixões. Há quorum, falta quorum? Que interesse há nisso, uma vez que os deputados já fizeram suas apostas em cargos e emendas? E vão esperar um outro momento em que Temer se sinta com a corda no pescoço.

As pesquisas indicam que 81% dos entrevistados querem que a investigação sobre Temer prossiga, com todas as suas consequências. Mas essa mesma correlação de forças não se repete no Congresso. A opinião pública é refém dos eleitos, e eles se acham seguros para negociar. Ainda não se convenceram de que uma catástrofe eleitoral os espera.

Mesmo num quadro tão negativo, é possível se encontrar um certo alento. Se Dilma estivesse no governo, seria uma semana dura.

No auge de uma crise prolongada, mais de uma centenas de mortos nas ruas, a Venezuela entra numa ditadura: um fanfarrão de camisa vermelha dança “Despacito” e baixa o pau nos opositores. Pensei que a esquerda brasileira, na maré baixa, fosse mais discreta. Mas alguns dos seus partidos manifestaram seu apoio a Nicolás Maduro. Isso revela que, no fundo, o modelo bolivariano ainda a atrai. Está implícito em certas bandeiras, como no projeto de controle da imprensa.

Os projetos comuns no Brasil, como uma refinaria em Pernambuco, acabaram sendo um fardo para o Brasil. Chávez tirou o corpo fora e, no âmbito nacional, a corrupção correu solta. O governo petista mandou a Odebrecht que, para não perder a viagem, pagou US$ 9 milhões de propina à cúpula chavista, segundo a procuradora Luisa Ortega. A reeleição de Hugo Chávez contou com um decisivo apoio petista, somado à grana da Odebrecht, que, na verdade, era a grana do BNDES. Essa campanha foi narrada por João Santana e Mônica Moura e foi orçada em US$ 35 milhões.

Incapaz de compreender seus erros internos, parte substancial da esquerda brasileira mergulha nos erros alheios e defende um regime autoritário, violento e isolado internacionalmente.

O Brasil nunca seria uma Venezuela, talvez pudesse chegar perto se a crise avançasse. No entanto, a tentação de avançar nesse rumo não abandonou a esquerda e agora, com a queda de Dilma, ficou mais evidente por que o PT radicalizou.

O controle do Congresso, na base de cargos e verbas, é uma tática que se desdobra até hoje. Mas não é 100% eficaz em momentos dramáticos. O chamado controle social da mídia nunca foi palatável até para os aliados do governo petista. A única saída foi construir uma rede de apoios com blogs e guerrilha digital.

Resta outro ponto, presente na experiência da Venezuela, que jamais aconteceria no Brasil: o apoio das Forças Armadas. Sem esse apoio, o próprio Maduro já teria ido para o espaço.

Dilma pode ter sentido uma tentação de acionar os militares. Mas os sinais que vinham de lá eram desalentadores para um projeto de esquerda.

Apesar de ressaltar seus laços ideológicos e programáticos com o chavismo, no Brasil a esquerda não é protagonista no drama que se desenrola. Ela apenas é um ponto de apoio de um regime brutal. As lentes ideológicas de nada servem para tratar dos problemas que surgem com o mergulho da Venezuela numa ditadura.

Temos fronteiras comuns. Embora num nível menor do que na Colômbia, refugiados chegam em levas maiores em Pacaraima. Já temos um problema social na região. Roraima depende da energia produzida na Venezuela. Talvez seja necessário pensar em alternativas mesmo porque os constantes apagões são um aviso.

O território dos ianomâmi atravessa os dois países. Na década de 1990, chegamos a formar comissão mista Brasil-Venezuela para discutir uma política comum para os ianomâmi. Mas naquele tempo, ainda que imperfeitos, havia parlamentos com espaço para essa discussão.

Nas últimas viagens que fiz à fronteira, voltei com uma sensação de que era preciso uma avaliação do Brasil em face do novo momento. Um cenário provável é que a ditadura de Nicolás Maduro, produzindo mortes diárias, vai ser um tema global tratado na própria ONU.

No momento em grandes atores entram em cena, seria bom que o Brasil soubesse o que quer e o que precisa fazer. Caso contrário, seremos engolfados por uma política internacional sobre um tema que envolve, de uma certa forma, o nosso próprio território.

Não importa se Temer, Maia ou qualquer desses políticos assuma o comando, muito menos se o período é de desesperança. Escapamos, por exemplo, de ver um governo, em nome do Brasil, apoiar o golpe de Maduro e recitar a cantinela da solidariedade continental contra a pressão da direita. Pelo menos disso, escapamos. Agora, o resto está bravo.

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

VENENO

Uma desilusão aberta em chagas,
um carcomido ideal, feito em gangrenas…
Que me ficou das afeições terrenas?
penso, agoniado. E, entanto, inda me afagas

com teu olhar de inquietações aziagas,
com tua voz de ondulações serenas…
Beijos de sedutoras madalenas
ou de astuciosas, impudentes magas?

serão feitos de sonho esses teus beijos,
cintilações, palpitações de abraço,
de cárneo aroma e cálidos desejos?

ou são feitos de angústias dolorosas?
Oh! sinto apenas que me deixam lasso,
como o saibo de essências venenosas!

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

INSETOS NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Dos animais que conheço
Eu admiro é o grilo:
De carne não tem um grama;
De osso, nem meio quilo;
Mas no lugar onde canta
Não tem quem durma tranquilo.”

Geraldo Amâncio

“Admiro cem formigas
Um besouro carregando.
Sessenta escanchadas em cima,
Quarenta embaixo arrastando;
Aquelas que vão em cima
Pensam que vão ajudando.”

Manoel Xudu (1932-1985)

“A mosca e a muriçoca
São dois bichos que aborrece;
A mosca anda o dia inteiro,
Se esconde quando anoitece;
Mas quando um cão vai embora,
A outra peste aparece.”

Leonardo Bastião

“A pixilinga tem sido
Um dos insetos mais graves
Que suja sem aparelhos
Voa sem aeronaves
E vive através do sangue
Que tem na vida das aves.”

Geraldo Pereira

“A barata tem excesso
No mau cheiro e na feiura,
Não tem fosfato no cérebro;
Nas pernas não tem gordura;
Nunca planta um pé de cana,
E é doida por rapadura!”

Luisinho de Irauçuba

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

7 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

VACAS E ANTAS

Depois que Hugo Chávez, saudoso ídolo das zisquerdas banânicas, viajou pros Quintos das Profundas dos Infernos – e deixou o debilóide Nicolás Maduro tiranizando a infeliz Venezuela -, o desmantelo se instalou por completo neste azarado país vizinho.

Precisão, desespero, necessidade e fome passaram a ser as marcas dominantes entre o povo venezuelano. Coisas automáticas e corriqueiras em regimes socialóides-bolivarianeiros-comuno/castrosos-nortecoreaneiros espalhados pelo mundo.

A imprensa mundial (segundo Lula, toda ela golpista e reacionária) passou a publicar fotos deprimentes, mostrando filas enormes nas portas dos mercados para comprar comida.

Depois veio a crise do papel higiênico…

Putz…

Filas enormes que seriam patéticas se não fossem trágicas.

Diante das imagens indesmentíveis, publicadas em todos os quadrantes do Planeta Terra, Maduro saiu-se com uma explicação digna de um discurso de Lula: ele disse que a falta de papel higiênico no país era porque os venezuelanos estavam comendo mais!!!

Comendo mais e cagando mais. Havia mais merda pra ser limpa.

Puta que pariu!!!

Eu fiquei em dúvida se ria da jumentice do tirano ou se chorava com pena do povo que ele oprime.

Como a jumentice de um tirano é tão grande e ilimitada quanto o seu poder ditatorial, há poucos dias Maduro resolveu pedir o apoio das bovinas para a sua constituinte.

Atenção: não estou falando no sentindo figurado. Ele pediu mesmo o apoio das vacas.

Vejam no vídeo abaixo:

De certa forma, Maduro agiu corretamente. Ele sabe que militantes e eleitores zisquerdistas são mesmo quadrúpedes descerebrados que aplaudem qualquer merda que um líder babaca caga pela boca. 

Lula é o exemplo latrino-americano mais perfeito para este fato.

E, em falando de Lula e de petêlhos, vejam só esta pérola que a ré Gleisi Hoffman, cognome Amante na lista de propinas da Odebrecht, postou em seu twitter sexta-feira passada:

Tão vendo???!!!

Ela escreveu em espanhol (que chic!) “Fuerza Presidenta Maduro“.

Eu só não sei é se “presidenta” é mesmo a palavra certa neste caso…

Vocês fubânicos que são poliglotas que me tirem esta dúvida cruel.

Pela praga que ela rogou nesta mensagem aí de cima, dizendo que ano que vem o PT vai estar de volta pra acabar de fuder Banânia, assim como Maduro acabou de fuder a Venezuela que herdou de Cháves, eu já contratei uma catimbozeira lá de Palmares pra fazer umas mungangas e evitar que este desastre se concretize. 

E, o mais espantoso, o mais aterrador: tem gente que vai mesmo votar em Lula ano que, se a justiça permitir e ele ainda estiver solto.

É phoda!!!!

As dezenas de milhares de refugiados venezuelanos que invadiram o Brasil nos últimos tempos, famintos e desesperados, estão doidos pra encontrar Amante, a admiradora de Maduro, e com ela ter uma conversinha.

Vamos fechar esta postagem homenageando a parlamentar petralha que botou chifres no marido (também petralha) com uma linda música:

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

FALCÃO: BONITO, LINDO E JOIADO – UM DISCO IMPAGÁVEL À REVELIA DA MÍDIA!

Para o colunista Marcos Mairton

“Só Porque Ninguém Ouviu Não Significa Dizer Que Eu Não Disse a Besteira”. Falcão

Marcos Mairton, colunista do JBF, e Falcão nos bastidores do programa Leruaite

Pegando carona na informação histórica trazida a público pelo meritíssimo contista, cronista, poeta, compositor, letrista, violonista, pesquisador e honroso colunista do editodos Jornal da Besta Fubana (JBF), Marcos Mairton, de que em 1991 a revista Rolling Stones, versão brasileira, escolheu o bardo Falcão como segundo melhor compositor do Brasil pelo LP Bonito, Lindo e Joiado, perdendo apenas para “Circuladô de Fulô”, de Caetano Veloso. E em 1992, a mesma publicação, segundo o mesmo colunista, escolheu Falcão novamente como segundo melhor compositor do Brasil, com o LP O Dinheiro não é Tudo, Mas é 100%, desta vez perdendo para o LP “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs. Aproveito o ensejo para trazer à luz um fato histórico ocorrido aqui no Recífilis, Venérea Brasileira, quando o brega-cult Falcão, em 1993, amuntado no estrondoso sucesso de “I’m Not Dog No” (versão inglesa macarrônica de “Eu Não Sou Cachorro, Não”), do brega-porrada, Waldick Soriano, esteve no programa Super Manhã AM, do comunicador da maioria Geraldo Freire, âncora, e o parceiro, médico e radialista Fernando Freitas, para uma entrevista antológica naquele dia.

Durante aquela entrevista, que foi um estrondoso sucesso de audiência, Geraldo Freire, mais escrachado do que Zé Rola Grande, um gramofoneiro comunitário de Chã de Alegria, dirigindo-se ao brega-cult Falcão, não perdeu a oportunidade e alfinetou: Falcão, como é que um LP tão porcaria, tão bosta, tão merda desses, teve uma produção tão impecável e é um sucesso de vendas tão da porra?! Ao passo que Falcão, escrachado e bem humorado como sempre, respondeu na bucha para greia geral dos ouvintes: para você ver que até a merda quando bem produzida, cheira!

Durante o mesmo programa uma fã perguntou a Falcão se ele havia vertido “Eu Não Sou Cachorro, Não” para aquele inglês macarrônico para se amostrar. Ácido, sarcástico e bem humorado, Falcão respondeu: Não! Que havia traduzido a obra-prima de Waldick Soriano para o inglês para mostrar aqueles chifrudos que no Brasil há um cantor e compositor e poeta brega melhor do que o espalhafatoso Rod Stewart, do Reino Unido, o maior corno britânico de todos os tempos, só perdendo para o Príncipe Charles, o sujeito de maior mau gosto do mundo, nas palavras precisas do gênio de Taperoá, Ariano Suassuna.

Semana antes da entrevista no Programa Super manhã da Rádio Jornal AM, o Jornal do Commercio publicou uma resenha antológica assinada pelo saudoso jornalista Herbert Fonseca no Caderno C, página inteira: “Um Disco Impagável à Revelia da Mídia”, sobre o LP Bonito, Lindo e Joiado, que infelizmente se encantou antes do tempo previsto pela natureza, via mistério do suicídio injustificável que a ciência até hoje não possui uma resposta plausível para essas tragédias pessoais.

Autor da biografia “CAETANO – esse cara”, Editora Revan: 1993, o jornalista Herbert Fonseca não economizou adjetivos para louvar a obra-prima do bardo Falcão que, junto com seu parceiro e comparsa Tarcísio Matos, abalou a estrutura da já capenga MPB com melodias, letras e arranjos cearensês de fazerem invejas ao maestro brega-corno norte-americano, Ray Conniff. No mesmo ano, para a felicidade geral da falconete Eva Gina, o hebdomadário, O Papa-Figo, editado por Emanoel Bione e José Telles, colunista musical do Jornal do Commercio, publicou uma entrevista antológica com Falcão caracterizado numa charge cheia de chifres na cabeça: “Uma Entrevista Pra Corno Nenhum Botar Defeito”, onde o bardo cearês responde que “Só é Corno Quem Quer”, título de uma pérola de sua autoria e de Tarcísio Matos, uma das faixas do LP Bonito, Lindo e Joiado. Segundo Falcão na justificativa: Tratado ontológico do bicho chifre que orna a caixa craniana de seres passionais e impassionais. Tentamos fazer um painel didático com todas as modalidades de cornagem que se tem notícia, bem como suas consequências mais imediatas. O primeiro chifre a gente nunca esquece!

FALCÃO É O GÊNIO DO BOM HUMOR CEARENSÊS!

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

7 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ELES TEM RAZÃO

Ontem à noite o programa Fantástico botou no ar uma matéria bombástica, enfiando uma pajaraca no furico de Michel Cara-de-Tabaca Temer.

O título da reportagem já diz tudo.

Vejam:

Coronel amigo de Temer é sócio de empresa com projetos que não saíram do papel

Isto significa que Lula, Gleisi Hoffmann, o PT e a militância petista estão cobertos de razão: a Rede Globo é uma emissora direitista, reacionária e golpista.

Não foi por falta de aviso: Ceguinho Teimoso já havia alertado para este fato, recomendando que a revista Veja não fosse lida e a TV Globo não fosse vista.

Seria ótimo que os devotos lulo-petêlhos repassassem e propagassem esta postagem, avisando que a denúncia é obra e fruto do departamento de jornalismo da Globo.

Quem quiser ver a matéria que foi ao ar ontem, é só clicar aqui.

Idiotinha petêlha carregando cartaz; ela está certíssima: a Globo quer dar o golpe em Temer

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


http://www.forroboxote.com.br/
PERDI O TREM

Fortaleza, Crato, Fortaleza. Quantas vezes, idas e vindas. Quantas madrugadas acordadas para não perder o trem que partia às cinco horas. Quantas malas carregadas, quantas saudades deixadas e outras levadas na bagagem. Quantos trilhos e estações, vendedores de pitomba, de tapioca, zoadentos com seus balaios nas cabeças. Do Crato até o Cedro, Várzea Alegre, Iguatu, Quixeramobim e sua ponte quase do mesmo tamanho do nome da cidade. E as frutas de Baturité, existem mais doces? O destino final, enfim. Havia sineta anunciando a partida, para alguns. Para outros anunciava a chegada. E aí se via os carreteiros sem carretos, acenos, risos e lágrimas. Dos bancos de madeira dava pra se ver pela ampla janela a paisagem de uma volta dali a algum tempo. Resta a saudade do apito, da fumaça, da Maria enfumaçada rastejando feito cobra cortando os sertões, levando gentes e sonhos, trazendo sonhos e gentes. Passou o trem, passou o tempo, passamos nós.

7 agosto 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)


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