É MAIS FÁCIL FREI BETTO VIRAR PAPA

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

TEM QUE DAR PARTE NA DELEGACIA

O Planalto deveria chamar a polícia, ao receber pressão dos pelegos para restabelecer a contribuição (ou “imposto”) sindical obrigatória.

Eles ganham a vida criando entidades sindicais para participar da divisão dos R$4 bilhões obtidos por meio de desconto compulsório de 4,5% do salário do trabalhador, uma vez por ano. A reforma trabalhista extinguiu essa forma de bater a carteira do assalariado com autorização legal.

A pelegada transformou o Brasil num país onde criar sindicato virou melhor negócio do que abrir uma empresa e gerar empregos e renda.

O Brasil é o país que mais tem sindicatos: 15.007. África do Sul (com 191) e Estados Unidos (190) têm 1,2% dos sindicatos do Brasil.

No governo Dilma, duas operações da Polícia Federal no Ministério do Trabalho investigaram a venda de “cartas” (alvarás) sindicais.

Lutam contra a contribuição voluntária, prevista na reforma trabalhista, entidades que não representam trabalhadores, só querem o dinheiro.

* * *

Este batalhão de parasitas, esta multidão de pelegos sindicais e de gerentes de “movimentos sociais” são uma praga que infelicita enormemente a república banânica.

Se um vagabundo como Pedro Stédile, por exemplo, for comprar fiado numa loja, não terá a menor condição de apresentar uma carteira de trabalho, um comprovante de renda ou um atestado de residência.

Falou que é socialista, petista, zisquerdista, pode acreditar que só tem parasitas e desocupados neste cordão.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

“COCO DO PÉ DE MANGA” POR JESSIER QUIRINO

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

A SEGUNDA CUBA

Demétrio Magnoli

“A História repete-se a si mesma; a primeira vez, como tragédia; depois, como farsa”. A célebre proposição de Marx, parcialmente extraída de Hegel, aplica-se à Venezuela, mas com uma torção imprevista: a recorrência como farsa trágica. A “revolução bolivariana” é uma segunda escritura da revolução castrista em Cuba. O abismo entre uma e outra ilumina o íngreme declínio – político, intelectual e moral – da esquerda.

Cuba é um fracasso, como reconheceu o próprio Raúl Castro, mas pertence à era da utopia revolucionária socialista. Fidel e Che edificaram uma tirania prometendo reinventar a vida econômica e a sociedade. Fiéis à tradição comunista, devotaram-se até mesmo à criação do “homem novo”, a mais perigosa das ambições totalitárias.

A farsesca Venezuela chavista, por outro lado, fracassou sem jamais adotar um modelo socialista. Hugo Chávez ergueu um capitalismo de Estado baseado nas rendas petrolíferas, cultivou uma “boliburguesia” (os empresários “bolivarianos”) e, por intermédio de Lula, inscreveu o país na Internacional da Corrupção capitaneada pela Odebrecht.

A utopia castrista aqueceu a esquerda, especialmente na América Latina, oferecendo-lhe um santuário e permitindo-lhe ignorar as lições do stalinismo soviético. Contudo, a revolução sem utopia na Venezuela também contou com o suporte dos líderes políticos e dos arautos intelectuais da esquerda.

O Brasil do lulopetismo e a Argentina kirchnerista, além de atores menores, como a Bolívia de Evo Morales e a Nicarágua de Daniel Ortega, cercaram o regime chavista com uma rede de proteção diplomática que contribuiu para sua escalada autoritária. Menos conhecida é a atração exercida pela “revolução bolivariana” sobre a chamada “nova esquerda” europeia.

“Há 14 anos, seis milhões eram pobres; hoje, seis milhões de pessoas têm direitos – e esta é a grande contribuição de Chávez”, proclamou Alexis Tsipras, chefe do Syriza grego, em 2013, nos funerais do caudilho.

Na mesma época, durante um ato público em Madri, Pablo Iglesias, fundador do partido espanhol Podemos, definiu-o como “a democracia dos de baixo”, “a democracia das maiorias sociais”, enquanto Jeremy Corbyn, líder esquerdista do Partido Trabalhista britânico, celebrou-o como “uma inspiração para todos nós”. No mês seguinte, saudando o discutível triunfo eleitoral de Nicolás Maduro, Jean-Luc Mélenchon, o porta-bandeira da esquerda radical francesa, também empregou a palavra “inspiração”.

O regime chavista tem um componente civil e um militar. A aliança repousa sobre a corrupção institucionalizada. A fidelidade da cúpula das Forças Armadas deriva da cessão de lucrativos negócios aos militares, que ficaram encarregados da importação de alimentos e extraem rendas especulativas da manipulação do sistema de câmbio duplo. Bernie Sanders, o ex-candidato esquerdista do Partido Democrata americano, distinguiu-se honrosamente de seus companheiros europeus em 2016, quando qualificou Chávez como “um ditador comunista morto”.

Na Cuba castrista, implantou-se a ditadura na sequência imediata de uma revolução democrática que contou com extenso apoio popular. Nada justifica o suporte perene da esquerda à tirania cubana, mas o fenômeno encontra explicação nas loucas esperanças produzidas pelo jorro utópico inicial.

Já na Venezuela chavista, a ditadura cristalizou-se aos poucos, à medida em que o regime eleito democraticamente perdia apoio popular. “Revolução bolivariana” é só um rótulo propagandístico cunhado por Chávez: o suporte da esquerda ao regime de Caracas ilumina uma aversão fundamental às ideias de liberdade e pluralidade política.

“A esquerda no século XXI não pode ter dúvida em relação à democracia”, pontificou o petista Fernando Haddad, dias atrás, num curso de pós-graduação. É boa, mas infrutífera e um tanto hipócrita, a insistência na antiga lição, enunciada nos idos de 1975 pelo italiano Enrico Berlinguer, o secretário-geral de um Partido Comunista que rompia com Moscou, rejeitava a invasão soviética da Tchecoslováquia e proclamava um “compromisso histórico” com o pluralismo. A farsa trágica venezuelana evidencia que, sem surpresa, a esquerda foi reprovada, uma vez mais, no teste da democracia.

Hoje, de olho em seus eleitores, Corbyn e Iglesias murmuram frases dúbias de reprovação de Maduro. Já Mélenchon, que pregou a neutralidade entre as opções de Macron e Le Pen, sai em defesa aberta do tiranete de Caracas. Dos “intelectuais de esquerda” brasileiros, figuras sempre disponíveis para assinar manifestos, não se ouve nem um débil protesto. O próprio Haddad nada faz para convencer o PT a denunciar as violências na Venezuela, enquanto Gleisi Hoffmann, a presidente do partido, anuncia seu apoio, emocionado e incondicional, à ditadura de Maduro.

Na primeira vez, Cuba, a esquerda ainda tinha um álibi precário. Na segunda, a farsesca Venezuela, perdeu o direito ao perdão. De fato, a esquerda não nutre dúvidas sobre a democracia: hoje, como antes, sua opção preferencial é a ditadura.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

OS NEGROS NÚMEROS DO BANDO VERMÊIO

Ainda lutando para se recuperar da roubalheira durante os governos do PT, a Petrobras contabilizou prejuízos líquidos de R$ 71,2 bilhões, acumulados desde 2014.

O valor equivale a 34% do atual valor de mercado da estatal, estimado em R$ 209 bilhões, de acordo com o relatório anual endereçado aos investidores.

O ano de 2015, último do governo Dilma, responde por quase metade do rombo: R$ 34,8 bilhões.

Ao fim do desastroso ano de 2015 na Petrobras, o prejuízo acumulado era de R$ 49,6 bilhões ou 49% do seu valor de mercado, à época.

Apesar do reduzir em 10 mil o número de funcionários, a Petrobras tem mais empregados e um terço da produção da BP, Exxon e Shell.

Se reduziu o número de funcionários, a Petrobras não diminuiu seus gastos com pessoal, que saltaram em R$ 4,7 bilhões.

* * *

Se são números e fatos relativos aos governos petistas, vocês podem ficar tranquilos.

O nosso estimado colunista Goiano, especialista em dados, estatísticas e índices lulaicos, vai explicar tudinho.

Não é nada disto que a grande mídia reacionária e golpista está dizendo.

Aguardem que Goiano vai desmentir tudo isto categoricamente.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Berto:

Veja o que o debilóide cocainômano Maradroga publicou no Facebook:

Mais um marxista “esquerda-caviar” que ganhou muitos dólares imperialistas fazendo propaganda para o McDonald, e que continua a ganhar os seus em Dubai..

O Maduro, que já promoveu a general mais de 2.000 milicos, a maioria envolvida em e com narcotráfico – para agradar e manter o apoio das Forças Armadas venezuelanas – ficou muito satisfeito, muito ancho com a “aspiração” (naturalmente resultante de mais uma dose de cocaína) do “chapado” Maradroga.

Segundo o último comunicado das Forças Armadas Bolivarianas, os Estados Unidos devem estar se cagando de medo – com mais essa adesão tão ameaçadora, pois ela desequilibrou o poder defensivo-ofensivo para totalmente a favor das forças ultratreinadas, super-armadas e hiper-eficientes dos narcogenerais do Maduro .

Um baita abração.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

CENA BANÂNICA

Lula visita Alagoas no dia 22.

Será ciceroneado por Renan Calheiros, pai e filho.

Lula fará história: pela primeira vez, a Assembleia Legislativa Estadual vai homenagear um condenado à prisão por roubar o País.

* * *

Lula e Renan formam uma bela parelha.

Uma dupla que representa com perfeição o atual estágio em que se encontra a política deste país.

“Cumpanhero Renan, nóis dois semo izempro de pulítico alagoânico-banânico”

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

TEMPOS MODERNOS

Feliz em encontrar a irmã no shopping, Ismael puxou duas cadeiras da mesa de um bar, pediu dois chopes no início daquela tarde de sexta-feira. Virgínia olhou-o, sorriu-lhe, sorveu um gole de chope, puxou a conversa.

– Ismael querido, há algum tempo precisava falar com você. Só nós dois é que sabemos o quanto nos amamos, sou louca pelo meu irmãozinho desde criança, nossas afinidades são escancaradas. Você casou-se, separou-se três vezes, agora está solteiro novamente aos 50 anos, nunca dei palpite em sua vida amorosa, boêmia e escandalosa. Desculpe eu estar me intrometendo em seu novo namoro, disseram-me que vai casar-se com a Maju. Até gosto da moça, mesmo com quase 20 anos de diferença, parece ser equilibrada e sensata. Acontece que me informaram um pequeno detalhe de sua vida pessoal, tenho obrigação de lhe passar, não quero que meu irmão seja enganado. Uma fonte fiel confidenciou-me, ela é sapatona, ou melhor, bissexual, tem um caso com aquela morena, andam muito juntas, se diz prima. Desculpe eu tocar em sua vida particular. Sabendo do fato, seria uma traição por omissão não contar-lhe esse pequeno detalhe.

Ismael respirou fundo, tomou dois goles de chope, pensou, pensou, respondeu à irmã ainda no impacto emocional da notícia.

– Obrigado Virgínia, você agiu bem, não poderia ser de outra forma. Francamente, nunca desconfiei. Eu até gosto da Girlene, a amiga inseparável, nada até agora me fez perceber essa opção sexual de Maju, sei que ela gosta de homem, tenho certeza, na cama é um arraso. Vou pensar no que fazer, é um caso grave, não sei se dá para conviver sabendo que a sua mulher gosta também de mulher. Obrigado minha irmã.

Pediram mais chope, passaram a tarde conversando amenidades.

Eram nove horas da noite quando Ismael encontrou-se com Maju numa barraca na orla, acompanhada de Girlene, tomaram chope, uísque, tira-gosto, jantaram quase meia noite. Duas horas da manhã deixaram Girlene em casa, dormiram no apartamento, amaram-se com ardor, Ismael nunca mais havia passado uma noite de amor com tanta intensidade. Pela manhã do sábado resolveram dar um mergulho na praia de Guaxuma, bebericar até o final da tarde. Maju perguntou se podia convidar Girlene.

– Tudo bem disse Ismael, mas, antes, quero uma conversa. Foi claro e taxativo com a namorada.

– Maju, temos mais de um ano juntos, somos adultos, lhe amo, tenho de ser sincero. Sua amizade com Girlene vem atiçando a maldade alheia vieram me fuxicar de um relacionamento íntimo, que vocês são caso, é o mexerico corrente nas rodas de nossa convivência que chegou aos meus ouvidos.

Maju ouviu olhando nos olhos do namorado, baixou a cabeça, respirou fundo, encarou-o novamente, abriu seu coração com franqueza.

– Ismael querido, é verdade, eu tenho essa opção sexual a mais, sou bissexual, a Girlene não é só minha prima. Eu estava esperando um momento apropriado para lhe confessar. Conversei muito com Girlene, tenho uma proposta, você pode até se chocar, não imagino sua reação. Minha única certeza é que lhe amo, quero você, quero ficar com você, não importa se casados ou juntados. Minha proposta é meio louca, entretanto, foi bem pensada, amadurecida. Quero continuar nosso relacionamento como está, sem casamento, cada qual em seu lugar. Peço-lhe apenas você passe uma noite com Girlene, conversando, sinta como é uma pessoa boa, entre em sua intimidade, depois me diga se aceita a situação, sem compromissos.

Ismael, um conservador, teve um impacto com aquela inusitada proposta, pediu um tempo para pensar. Foram à praia, Guaxuma estava linda.

Depois de uma semana analisando friamente a proposta, Ismael topou passar uma noite conversando com Girlene. Foi simples, Girlene apareceu em seu apartamento numa noite de Lua. Ajudados por uma garrafa de uísque conversaram na varanda, entenderam-se às maravilhas na sala e no quarto. No dia seguinte tinha resolvido a situação satisfatoriamente, agradando às três partes. Estão em período de adaptação, tiraram férias juntos, passeando em Lisboa, o mais caro foram as três passagens de avião. Ismael aderiu aos Tempos Modernos.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

FOI ORDEM DELE

O Brasil criou 35,9 mil vagas com carteira assinada em julho deste ano, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Ministério do Trabalho.

Este é o quarto mês seguido de abertura de vagas no país e o melhor resultado para julho desde 2013.

Em junho, foram criados 9.821 postos de trabalho.

* * *

Quatro meses seguidos de criação de novos empregos.

Que notícia arretada!

O nosso estimado colunista fubânico Goiano, especialista em números, índices, dados e estatísticas lulaicas, já me informou que este fantástico aumento no número de empregos foi consequência de uma ordem dada por Lula.

O ex-presidente determinou: “Que aumente a taxa de empregos!

A ordem foi dada durante entrevista de Lula a uma rádio de Chapadinha, no interior do Maranhão.

Palmas para Lula que ele merece!

Clap, clap, clap, clap!!!!

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

ALTAMIRO CARRILHO E PAULO SILVINO

Comentário sobre a postagem SONIA REGINA – SANTOS-SP

Maurício Assuero:

“Para abrilhantar estas considerações, sugiro que o departamento de pesquisa do JBF, coloque o encontro magistral entre Altamiro Carrilho (flauta) e Paulo Silvino (máquina de escrever).

Algo fora do comum.”

* * *

Nota do Editor:

Para ver o vídeo sugerido pelo leitor Maurício, clique aqui.

Em seguida, um brinde extra pros nossos leitores:

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

SE BEBER, NÃO FALE

Declaração de Lula mostra o que acontece a quem mata a sede sem moderação

“Se levar café da manhã, almoço e janta para a boca de milhões de brasileiros foi um crime, então quero ser punido por ele”.

Lula, numa discurseira em Franco da Rocha, em São Paulo, explicando que foi condenado a 9 anos e meio de prisão porque o Programa Fome Zero fingiu morrer sem ter nascido só para continuar garantindo, na clandestinidade, três refeições por dia para 200 milhões de brasileiros.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

THIAGO – JORNAL DA BESTA FUBANA

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
VOCÊ FOI SÓ CHUVA FINA

Você foi só chuva fina
que caiu mas não molhou.

Mote da colunista

Chegou feito ventania
Abalou meu coração
Pensei que era a paixão
Que me embalava e ardia
Porém logo eu percebia
Foi tempestade e passou
E nem saudades deixou
Mas minha mente rumina:
“você foi só chuva fina
que caiu mas não molhou.”

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

OS CORRUPTOS SE ENTENDEM

Em depoimento à PF, Lula disse que “Aécio Neves não pediu nenhum cargo em nenhum de seus mandatos”, referindo-se a Dimas Toledo, operador de Furnas.

Lula disse também “que năo acredita que Aécio Neves possa ter pedido qualquer cargo a algum de seus ministros em seus governos, e se pediram nunca deram ciência ao declarante sobre este pleito”.

* * *

Um mão suja lava outro mão suja.

Tudo dentro do regulamento.

Os Corruptos Passivos costumam manter cordiais relações.

“Dêxa cumigo, cumpanhero Aéço: vô quebrá teu gaio na puliça federá”

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/
BODAS DE NADA

– Terça-feira está chegando, Marli.

– E daí, Osvaldo?

– A data não lhe diz nada, querida?

– Xiii. Vem, não. Quando você fica derretido feito margarina na frigideira, está pensando em aprontar uma das suas.

– Mas essa terça é uma data especial, Marli.

– Sei. Terça é dia de limpar a casa, fazer almoço e janta, lavar e passar roupa, o de sempre. Ah, é dia de feira também. Tem mais essa.

– Marli, faremos 40 anos de casados. Uma vida…

– Uma vida besta. Nos cinco primeiros anos, até que foi bom. Depois só eu sei. Não fossem os filhos…

– O que você faria?

– Ou picava a mula ou pulava de cabeça numa piscina sem água.

– Que horror, Marli.

– Não se faça de esquecido, Osvaldo. Não é possível que você não se lembre de metade do que aprontou.

– Por que metade?

– Porque boa parte do tempo você viveu tocado.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

TIAGOSILVA – CHARGE ONLINE

10 agosto 2017 DEU NO JORNAL

CONTINUA A BRUTAL PERSEGUIÇÃO

A Procuradoria da República no Distrito Federal e a Polícia Federal reabriram uma investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por fatos relacionados ao mensalão do PT.

Em 2013, após acusações do empresário Marcos Valério, a PF abriu um inquérito para apurar pagamento de US$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT quitar dívidas de campanhas eleitorais.

* * *

Sequiessê uma perseguição da porra!

Um homem de ficha absolutamente limpa, um político honrado e ético, um ex-presidente que nunca recebeu qualquer propina, seja em forma de sítio, seja em forma de triplex, seja em forma de cachê por “palestras”, seja em qualquer outra forma, ser brutalmente caluniado deste jeito.

É muita injustiça.

Quem quiser saber quão grande foi e continuado sendo Lula, é só perguntar pro Ceguinho Teimoso.

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)


http://www.musicariabrasil.blogspot.com
ZÉ RENATO – ENTREVISTA EXCLUSIVA – PARTE 2

O entrevistado com este colunista – Hoje o músico capixaba retoma a retrospectiva biográfica e musical

Dando continuidade ao agradabilíssimo bate-papo já iniciado aqui mesmo em nosso espaço, hoje fechamos a abordagem à carreira deste artista que ao longo de 2017 completa quatro décadas de uma carreira dinâmica, que vem se renovando e substanciando-se a partir dos mais distintos projetos como, de certo modo, já foi mostrado na primeira parte de nossa conversa. Hoje, em nosso bate-papo o cantor, instrumentista e compositor relembra seus projetos duos (e nos diz o porquê de intervalos significativos entre eles), os projetos coletivos dos quais faz parte, a possibilidade da releitura de algum disco de sua carreira, as faixas que fazem parte de sua extra-discografia, o novo projeto fonográfico ao qual está fazendo parte ao lado do Edu Lobo, Dori Caymmi entre outros assuntos que podem ser conferido logo abaixo. Uma excelente leitura para todos!

Esse box vai sair sob produção do Marcelo Fróes novamente?

ZR – Isso… exatamente.

O pontapé inicial para os seus projetos em duo se deu com o Cláudio Nucci em 1984. Daí 16 anos depois você vem com “Memorial” (com Wagner Tiso) e, dez anos depois, “Papo de Passarim” (com Renato Braz). Você que se ver envolto em tantos projetos musicais e fonográficos por que intervalos tão longos em projetos registros de projetos neste formato?

ZR – É porque na verdade eu não me programo assim para essas coisas, vão acontecendo… são encontros, coisas que… as vezes uma viagem encontro uma pessoa… no caso do Renato eu não me lembro exatamente em que circunstância foi, mas nos encontramos e a gente tem muita identificação musical, as referências musicais dele são muito parecidas com as minhas e tal… e isso acabou gerando o trabalho. Quer dizer… como tem outras coisas que podem acontecer… tem músicas, por exemplo com… parcerias com… muita coisa com a Joyce (já fizemos inclusive um espetáculo juntos…), pode isso, quem sabe no futuro virar um trabalho… Nesse caso seria autoral…. com o Pedro Luís também… parceiro que a gente tem já muita coisa juntos. Tudo são projetos que pro futuro podem acontecer. Tem nada marcado, nada definido, mas são coisas que já foram conversadas. A gente vai reunindo assim um trabalho significativo que dá vontade de fazer… então isso pode ser que aconteça.

Nestes 40 anos você sempre se fez um artista atuante também em projetos coletivos como a Banda Zil, ZR Trio, Ponto de Encontro, Navegantes e mais recentemente o Dobrando a carioca. Quais são as facilidades e dificuldades em participar de projetos como estes?

ZR – Banda Zil vai sair agora, vai sair um DVD que foi gravado e que tá pra sair. Vai sair esse ano… tá no momento lá de finalização e de detalhes finais… Olha, eu já tenho essa escola do Boca Livre né? Como tenho já um tempo (bastante) que trabalho com.. desde o Cantares (que também era um grupo antes do Boca Livre). Então eu tenho já essa… essa… aprendi essa dinâmica de trabalhar com grupo. Então pra mim não é uma coisa difícil. Eu consigo me adaptar… Tem grupos que você tem que saber ouvir os outros, nem sempre a sua opinião prevalece… e eu acho que essa é uma coisa de… é um aprendizado de vida, acaba sendo…você conviver com as pessoas e saber que você não é infalível, que suas ideias não são sempre geniais e que possa… e nem é questão de ser ideias boas ou não, as vezes, as suas ideias por melhores que sejam não se adaptam àquele contexto. Então é isso… isso aí a gente vai aprendendo.

São dezenas de discos ao longo desses 40 anos de carreira. Em épocas de releituras como a que vivemos (um exemplo é o Alceu com a turnê “Vivo Revivo”) que disco em sua discografia você acha que mereceria uma releitura?

ZR – Olha… por que não? Não sei, rapaz… é uma ideia… quem sabe? Acho que tem aí muita coisa que… Agora, por exemplo, vai ser lançado… agora dia 08 de agosto, a gente vai lançar nas plataformas digitais, o “Cabô”, que é um disco meu de sambas com parcerias com várias pessoas. Esse disco estava fora de circuito há muito tempo e a gente vai lançar ele nas plataformas digitais e inclusive junto com isso um vídeo que foi feito na época, um vídeo clipe da música “Cabô”, onde participam várias pessoas. Tudo isso vai acontecer agora dia 08 de agosto, tá marcado.

Em comemoração a estes 40 anos foi lançado recentemente, sob produção do Marcelo Fróes, o Box Zé Renato. Um projeto que traz seus dois primeiros discos e gravações raras. Dentre estes raros registros qual ou quais você destacaria e por qual razão?

ZR – O momento com o Tom é bem especial porque… imagina… foi marcante na minha vida ter a oportunidade de estar junto com ele. Eu não era íntimo dele, mas tivemos ali alguns encontros que foram marcantes.

Hoje você trouxe à Recife um show cujo parceria teve início à época do Projeto Vitrine (quando você ainda estava iniciando a carreira). Nestes 40 anos de amizade e parceria pelos palcos da vida já não deveria ter dado origem a algum registro?

ZR – É… Tudo isso que eu te falei, tudo pode acontecer… Agora a gente tava um tempo afastado… O Toninho mora em Belo Horizonte e tal… esse disco sobre o Luizinho Eça foi meio que uma oportunidade que a gente tá tendo meio que de se reencontrar… Quem sabe pode acontecer.

O disco conta também com a participação do Edu… Tem como você falar um pouquinho desse seu mais recente projeto?

ZR – Do Edu e do Dori Caymmi… Olha, é um disco interessante porque ele mostra o lado compositor do Luizinho Eça que pouca gente conhecia. O Luizinho era muito conhecido como maestro, arranjador, pianista do Tamba Trio. Esse lado compositor inclusive ele não tinha muitas composições, então esse disco é importante também por isso: porque mostra esse lado compositor.

Eu não sei se chegou ao seu conhecimento que nesse mesmo período há um pianista carioca lançando um projeto também em homenagem ao Luiz Eça…

ZR – Eu sei… legal porque o Luizinho é um cara muito importante na vida de muita gente. Eu tive a oportunidade de conviver um pouco com ele também e era uma pessoa que tinha personalidade, era um cara muito alegre que estimulava muito as pessoas, os compositores, músicos novos… ele tinha prazer de estar com gente em volta. Então… um músico importantíssimo, mestre de muita gente, professor mesmo… acho que esse disco é muito oportuno porque reúne pessoas que… o conceito do disco, o nome “Em casa”, que é essa história que acontecia na casa dele de reunir pessoas.

Esse ano só tem esse projeto do box para sair ou tem mais algum?

ZR – Não… Saiu o “Dobrando a carioca” que é aquele projeto que lançamos do ano passado que a gente tá fazendo shows esse ano ainda. Fizemos agora uma série de shows aí e… o Boca Livre continua na estrada, agora, inclusive, esta semana vou estar em Belém… Enfim… Eu não sei…

O “Papo de Passarim” com o Renato Braz…

ZR – Com o Renato Braz a gente vai tá essa semana a outra em Barreirinhas (MA) em um festival eu vou estar em Barreirinhas com o Renato depois de muito tempo também que a gente não se apresenta, a gente pega aquelas músicas todas aprender tudo de novo, relembrar porque eu não toco aquilo há muito tempo, mas vai ser legal… Então é assim, é isso aí que você tá vendo, a minha vida é muito diversificada, a minha vida profissional.

Você tem uma relação de muita cumplicidade com Recife. Geralmente todos os projetos seus chegam à capital pernambucana. O que o público pernambucano pode esperar do Zé Renato?

ZR – Muitos passam por aqui é…

… O projeto infantil, o tributo ao Chico…

ZR – Isso, exatamente.

O próprio “Papo de Passarim” vocês fizeram à época na Casa de Seu Jorge…

ZR – Fizemos? Acho que não… A casa de Seu Jorge eu fiz sozinho. “Papo de passarim” fizemos aqui? Não me lembro, não… pode ser que tenhamos feito, mas eu não lembro… Não sei se foi no Parque, talvez…

O Parque está fechado há uma eternidade…

ZR – Então eu não me lembro… acho que não viemos com o “Papo de passarim”. Eu sei que a gente foi à Natal, mas não sei se fizemos Recife. Eu não lembro…

O que o público pode ainda esperar de Zé Renato para breve?

ZR – Olha, tem tudo isso.. é aquela coisa que te falo. Um projeto, uma coisa que eu realmente ando pensando e tentando ver se realizo é um disco autoral porque tem muitas músicas, tenho composto com muita gente, como eu te falei: Joyce, Paulo César Pinheiro, João Cavalcanti, parceiros assim… são muitas canções…

Tem alguma coisa com Zé Manoel? Porque eu vi, através do Youtube, vocês apresentando-se juntos em São Paulo certa vez.

ZR – É fizemos São Paulo. Tem até uma música que está com ele… Zé eu sou fã dele, acho o trabalho dele muito legal. Tem lá uma canção com ele… então… a gente tem um projeto que eu fiz o ano passado que chama-se Bebedouro, que é o nome possivelmente do próximo disco, entendeu? É um disco de canções minhas com algumas pessoas, um disco que me mostra também como instrumentista que é uma coisa que também que por mais que o violão esteja presente em vários trabalhos, mas as pessoas nem sempre sabem que eu toco violão, que eu tenho esse lado instrumentista que pra mim é muito importante, a base de tudo pra mim.

O “Dobrando a carioca” tem essa ênfase nos instrumentos não é?

ZR – Tem, tem… são quatro violonistas.

* * *

Antes de encerrar gostaria de deixar aos amigos leitores o samba “Nega Dina”, de autoria do saudoso Zé Ketti e gravada por Zé em 1995 no disco em que prestou homenagem ao compositor de “Opinião”:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Serviço:

9º Lençóis Jazz e Blues Festival 2017 – Circuito Barreirinhas – MA
Show “Papo de Passarim” (Com Renato Braz)
Data – 12 de agosto
Local – Av. Beira Rio
Horário – 21:15hs
Classificação Indicativa – Livre
Evento gratuito

10 agosto 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

FEIRA DE MANGAIO

Sivuca e Glorinha Gadêlha fizeram este forró arretado e ninguém o cantou melhor que Clara Nunes. Sivuca e Clara em “Feira de Mangaio“, gravado ao vivo em 1978.


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