1 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

RELEMBRANDO UM PASSADO RECENTE

Estas bem traçadas linhas eu escrevi em abril de 2006.

Já lá se vão 11 anos e alguns meses…

O JBF ainda não existia como blog e eu mandei o texto via correio eletrônico para os meus amigos.

De lá pra cá, um oceano de putarias, ladroagens e bandidagens várias já aconteceu.

Um verdadeiro tsunami de corrupção varreu o solo banânico.

Vou transcrever o texto do jeitinho que escrevi.

* * *

Caros e Caras:

Um pouco de História recentíssima do Brasil:

Em 1992 um motorista deu uma entrevista pruma revista de circulação nacional e prestou um depoimento numa CPI que investigava corrupção no governo federal.

Esse cidadão, chamado Eriberto, era motorista de uma senhora de nome Ana Acyolli, secretária particular do então Presidente da República, Fernando Collor de Mello.

A partir do depoimento do motorista, provou-se que as contas particulares do primeiro mandatário e de sua família eram pagas por um sujeito que habitava a lama e as sombras, chamado Paulo Cesar Farias.

Provou-se, também, que o dinheiro que pagava as contas presidenciais era sujo e advindo de ladroagem grossa.

Com isso chegou-se a um fato inédito na história da república desse país: o impedimento de um presidente.

Naqueles dias, abrigados numa época bem recente (apenas 14 anos nos separam desses fatos) a elite pensante do país, os esquerdistas, as pessoas informadas e que liam as notícias das gazetas, a bovina classe média, os meios acadêmicos e universitários e, sobretudo, o atuante Partido dos Trabalhadores – na época palmatória do mundo e centro nacional de denúncias e devassas -, apoiou entusiasticamente o impedimento e induziu o formidável movimento popular que pediu a cabeça do então Presidente da República.

Foi um inesquecível espetáculo de civismo e cidadania.

Botou-se pra correr do poder uma corja e uma quadrilha sem qualquer qualificação pra exercer a administração do Brasil

Nos dias de hoje, com um governante do PT eleito em pleito formidável e democrático, a história se repete.

Não como farsa, não como comédia. Mas como triste tragédia.

O Paulo Cesar Farias de hoje é um japonês obscuro e misterioso, que paga as contas do Presidente e de sua filha, e se recusa obstinadamente a abrir o sigilo bancário e dizer de onde vem o dinheiro que faz os pagamentos. Uma medida meramente formal, já que qualquer pessoa medianamente informada e usando a razão e o bom senso sabe exatamente de que cueca são retirados os dolares que pagam as dívidas de Lula e os aluguéis atrasados de Lurian.

No lugar do motorista Eriberto, temos hoje um caseiro chamado Francenildo e, novamente, uma CPI que também apura corrupção no governo.

A diferença está apenas no seguinte: a elite pensante, os guerrilheiros de boteco dos anos 90, os esquerdistas, os meios acadêmicos e universitários e, sobretudo, o atuante Partido dos Trabalhadores, estão radicalmente contra qualquer apuração, qualquer esclarecimento, qualquer tentativa de punição dos ladrões e fazem de tudo pra desqualificar quem denuncia a gigantesca ladroagem.

Seria cômico, se não fosse trágico e irritante, observar as manobras pequenas e baixas da bancada governista atuando no congresso, tentando desesperadamente tapar esse sol imenso com uma minúscula peneira.

Naquele tempo, os filhos de Collor eram adolescente e gozavam a dolce vita de herdeiros do poder, comendo gente, puxando fumo e se deslumbrando com a bajulação ao seu redor.

No tempo de hoje, Lulinha funda uma empresa de fundo de quintal, recebe tanto quanto 15 milhões de reais de uma concessionária do serviço público (que depende das canetadas do seu pai) e o presidente vem a público declarar que “é sacanagem e jogo sujo investigarem minha família”.

Que saudades da corrupção na era Collor….

* * *

Dois tempos, dois bandidos-presidentes. Cada um tem o Paulo que merece

Paulo César Farias e Paulo Okamoto

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

1 setembro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS GRANDES BRASILEIROS

Autoridades que inspiraram “Polícia Federal – A Lei é para Todos” estiveram em Curitiba para a pré-estreia do filme que conta a história da Operação Lava Jato desde que foi deflagrada, em 2014, até a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância na capital paranaense, assistiu à primeira exibição do longa-metragem ao lado do colega Marcelo Bretas, que atua na Lava Jato no Rio de Janeiro.

* * *

Dois cabras da porra, dois juízes arretados, duas figuras memoráveis.

Uma dupla de magistrados que deve ser apontada como símbolo e como exemplo pras gerações que virão.

Nem tudo é Lula e Renan nesta nação devastada, saqueada e arrasada.

A história deste país passou a ser dividida em ALJ e DLJ.

Antes da Lava Jato e Depois da Lava Jato.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

UMA DUPLA DE EMBOLADORES E UM POEMA DE VINICIUS GREGÓRIO

Peneira e Sonhador, dois artistas populares nordestinos ganhando a vida e exibindo a arte do improviso nas ruas de São Paulo.

* * *

* * *

O MATUTO E A INTERNET – Vinicius Gregório

Zé de Dona Quiterinha
Era um cabra amatutado
As viagens que ele tinha
Restringiam-se ao roçado
Cabra forte de coragem
Eu guardava a sua imagem
Dos tempos que longe vão
Falava errado talvez
Porque pobre não tem vez
Nem tempo pra educação.

Fazia mais de seis anos
Que eu não tinha visto Zé
Foi então que fiz os planos
De vê-lo e com muita fé
Parti para o meu sertão
Na minha imaginação
Lembrei de Zé no passado
Cabra matuto de pia
Eu nunca imaginaria
Que José tinha mudado.

A viagem foi ligeira
Cheguei aqui à tardinha
E fui em toda carreira
Pra casa de Quiterinha
Chamei mas ninguém ouviu
Chamei de novo saiu
Quitera e sua bondade
Que me abraçou dando um laço
Matando num só abraço
Seis anos de saudade.

Quitéria foi me falando
Que Zé tava no roçado
Que logo ia voltar
Depois de trancar o gado
E até ai tudo igual
Dona Quitéria normal
Zé trabalhando na roça
Fiquei ali como estava
Quando eu menos esperava
Escuto aquela voz grossa.

Clique aqui e leia este artigo completo »

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

GILMAR FALA SOBRE TUDO, COM EXCEÇÃO DO TERREMOTO EM MATO GROSSO

Não existe esperança de salvação para gente como Dirceu, Eike Batista, Jacob Barata e outras flores do orquidário do Supremo Ministro da Defesa de Culpados

Sempre que livra da cadeia algum meliante irrecuperável, o ministro Gilmar Mendes recita 12 palavras atribuídas a Rui Barbosa: “O bom ladrão salvou-se, mas não haverá salvação para o juiz covarde”. Se foi mesmo produzido por Rui, o besteirol só ensina que até uma Águia de Haia pode viver seus momentos de Dilma Rousseff. Uma lição tão rasa convida a reflexões tão profundas que, na imagem de Nelson Rodrigues, uma formiguinha poderia atravessá-las com água pelas canelas.

Não há nada parecido com o bom ladrão do episódio bíblico no Brasil dos crápulas que chapinhavam no pântano que a Operação Lava Jato vem drenando há mais de três anos. A tribo que Gilmar livrou ou tenta livrar da cadeia reúne apenas larápios de quinta categoria, assaltantes incuráveis e vigaristas sem remédio. Não existe esperança de salvação para gente como Antonio Palocci, José Dirceu, Eike Batista, Jacob Barata e outras flores do orquidário do Supremo Ministro da Defesa de Culpados.

A primeira parte da frase, portanto, é uma fantasia em frangalhos. A segunda escancara a megalomania de um advogado e professor de Direito que deu de incorporar o onipotente, onipresente e onisciente Superjuiz da Nação. Para consumar a metamorfose, basta cobrir o terno cinza-Brasília com a toga adornada por medalhas imaginárias que eternizam atos de bravura em situação de combate. Se repete de meia em meia hora que “não haverá salvação para o juiz covarde”, é evidente que Gilmar enxerga no espelho uma ilha de coragem cercada de magistrados pusilânimes por todos os lados.

Essa disfunção visual ataca quem confunde coragem com atrevimento, insolência, arrogância e cinismo. Quem liberta bandidos que, no primeiro minuto em liberdade, recomeçam a ocultação de provas e a obstrução da Justiça é decididamente covarde. Valentes são os juízes decididos a mostrar aos nostálgicos do paraíso da impunidade que a norma constitucional enfim entrou em vigor: todos são iguais perante a lei. Gilmar Mendes imagina que socorrer “bons ladrões” é demonstração de bravura. O Brasil decente acha que isso é coisa de portadores do complexo de deus.

Até onde irá o surto de megalomania que chegou ao clímax neste agosto? Talvez não chegue ao fim de setembro, sugere a movimentação de placas tectônicas sob a superfície de Mato Grosso. Os tremores ganharam intensidade com a divulgação parcial da delação premiada de Silval Barbosa, qualificada de “monstruosa” pelo ministro Luis Fux, que autorizou o acordo em nome do Supremo Tribunal Federal. Ex-governador e amigo do peito de Gilmar, Silval só começou a abrir o bico. O que tem a dizer se somará à enxurrada de espantos prometida pela iminente delação do ex-deputado estadual José Riva.

Nos 16 anos em que comandou a Assembleia Legislativa, ao longo dos quais fez o suficiente para tornar-se portador da maior ficha suja do país, Riva acumulou informações com tamanho poder destrutivo que, divulgadas em sequência, submeterão Mato Grosso a um terremoto político sem precedentes. Mato-grossense de Diamantino, Gilmar Mendes conhece em detalhes o prontuário de José Riva. Apesar disso ─ ou por isso mesmo ─, não hesitou em premiar o amigo fora da lei, há pouco mais de um ano, com um habeas corpus que até o beneficiário considerou surpreendente.

Foi a última ousadia de Mendes nos campos minados de Mato Grosso. Neste agosto, o ministro se manifestou sobre Lava Jato, semipresidencialismo, reforma política, governo Temer, foro privilegiado, prisão preventiva, procuradores federais, STF e coisas que podem levar um juiz a declarar-se sobre suspeição, fora o resto. Mas não deu um pio sobre os estrondos ocorridos em Cuiabá e ouvidos no resto do Brasil. Se Silval Barbosa e José Riva contarem rigorosamente tudo, o nome do poderoso protetor será citado ─ para o bem ou para o mal. O silêncio do falante compulsivo informa que nem ele sabe o que vem por aí.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

A GLÓRIA

Minha querida mana, Glorinha, que assina a coluna É a Glória aquI no Jornal da Besta Fubana, está se recuperando bem: os médicos, enfermeiros e acompanhantes garantem que embora os sinais de progresso possam ser imperceptíveis aos outros, quem, como eles, acompanha diariamente o seu tratamento, percebe melhoras que, ainda que pequenas, são promissoras.

Certamente, as vibrações positivas e as orações de todos vêm colaborando nos progressos. Como creio em milagres, levei para ela uma Medalha da Nossa Senhora Milagrosa, que eu trouxe da Chapelle Notre-Dame de la Médaille Miraculeuse, de Paris, e que carregava há anos no pescoço. Eu ainda estava a caminho de Brasília, com a determinação de passar para ela a medalhinha, quando meu irmão Arlyson, que acabara de estar com ela, me disse, satisfeito, que naquele dia vira significativas melhoras em seu estado.

Tenho transmitido a ela as mensagens carinhosas de todos, dizendo-lhe os nomes dos companheiros que perguntam por ela e desejam-lhe boa sorte e a cura total. Levo-a a ver imagens e a ouvir música, especialmente as que ela mesma gravou.

Com esse sentido, preparei o vídeo, bem simples, de uma gravação que fizemos em dueto, da bela composição de Tom e Vinícius, O Que Tinha de Ser, com fotos variadas de algumas de nossas apresentações, atendendo à recomendação de estimulá-la – vídeo que agora compartilho com vocês.

Agradeço pelo carinho de todos e pelas manifestações de apreço demonstrado, carregadas de amizade, solidariedade e humanidade.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

1 setembro 2017 DEU NO JORNAL

TEREMOS UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA

O Ministério Público Federal enviou ao juiz Sergio Moro nesta quinta (31) uma série de documentos entregues por Marcelo Odebrecht contra o ex-presidente Lula.

O material será usado pelos procuradores na denúncia que investiga Lula e mais oito pessoas pela compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.

Há uma cópia da planilha “Programa Especial Italiano”, em que constam pagamentos feitos pela empreiteira ao ex-presidente.

A planilha é datada de 31.03.2014.

Também há quatro notas fiscais com doações da Odebrecht para o Instituto Lula na quantia de R$ 1 milhão cada (veja abaixo).

* * *

Isso mesmo, seu Marcelo, bote pra arrombar!

Atoche sem pena e sem vaselina. Você já está mesmo fudido e encarcerado.

Na condição de grande Corruptor Ativo, atoche tudinho no furico do maior Corrupto Passivo que Banânia já teve desde que foi descoberta há mais de meio milênio.

Uma notícia assim, dada numa sexta-feira, é sinal de que teremos um excelente final de semana.

Um final de semana alegre, colorido, musical, feliz e em alto astral.

“Macelo é um traidô: qué infiá no meu furico uma pica destamanha!”

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

QUANDO?

Foi numa noite azul de primavera
(tanto tempo depois, hoje o relembro)…
Ah! por tudo passara já setembro,
menos por mim, que em trevas me fizera.

Era um suave domingo… Não, não era.
Seria o mês outubro? ou foi novembro?
Não me lembro direito, não me lembro…
Sei apenas que foi na primavera.

Enquanto a placidez de branda aragem
entornava uma etérea sinfonia
de suspiros eólios na ramagem…

quando tudo era sonho, encanto e calma…
eu, só, trazia a morte dentro de alma,
eu somente, entre todos, não vivia!

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

1 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM AGRADECIMENTO DO FUNDO DO CORAÇÃO

No dia de hoje, sexta-feira, tá fazendo uma semana que o fato assucedeu-se.

Foi na sexta-feira passada, dia 25 de agosto, que o JBF saiu do ar no final da tarde sem qualquer aviso prévio.

Sem qualquer satisfação ou aviso prévio por parte da empresa que hospeda esta gazeta escrota, a Locaweb.

A Locaweb simplesmente nos tirou do ar sem dar qualquer explicação, mesmo tendo os nosso boletos sido pagos religiosamente em dia. Pois é: o serviço de hospedagem não é gratuito. É pago sempre antes da data de vencimento por este Editor.

Tiraram do ar uma publicação que é atualizada o dia todo e todos os dias da semana.

Coisa de Banânia mesmo.

Se fosse lá no Haiti, eu meteria um processo por desacato, sacanagem, desrespeito, esculhambação, perdas e danos, e ficaria milionário!

Depois de inúmeras reclamações, a empresa apenas pediu desculpas e não deu qualquer explicação cabível para tamanho desrespeito.

O fato é que nos dias 26 e 27, sábado e domingo, a quantidade de acessos ficou zerada.

Zero, zero, zero, conforme se pode constatar no gráfico abaixo:

Um prejuízo do caralho!

A partir da segunda feira, dia 28, as coisas voltaram ao normal e os números foram subindo.

Subiram de tal forma que ontem, quinta-feira, ultrapassamos a marca dos 70 mil acessos.

Um número da porra pra uma gazeta artesanal, caseira, safada e que não conta com qualquer patrocínio, seja público ou privado. Quando muito, temos coisas da privada, pois se publica muita merda por aqui…

Na postagem que fiz informando sobre a volta do JBF ao ar, vários leitores se pronunciaram sobre o assunto.

Fiquei comovidos com o carinho contido nos comentários e nas inúmeras mensagens que recebi dos queridos amigos da comunidade fubânica. A caixa do correio eletrônico ficou lotada. Recebi também telefonemas da várias partes do Brasil.

Francamente, ficamos comovidos, eu e Aline, quando conversamos sobre o assunto.

Brigadão a todos vocês, seus cabras arretados!

Um agradecimento sincero do fundo do coração.

Oia eu aqui de novo!

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

NÃO VOTE POR DEVOÇÃO

Trago aqui para nosso grupo fubânico um trecho da entrevista do economista Samuel Pessoa, ao Jornal Valor Econômico (28/08/2017), para insistir no meu ponto de vista de que esquerda e direita, apesar de apresentarem-se como adversários, na verdade sofrem do mesmo mal de acreditarem que o Estado tem capacidade de ser ao mesmo tempo regulador, produtor e provedor de serviços.

Valor: Por que a recuperação tem sido tão lenta?

Pessoa: Por causa dos motivos que levaram à crise. Há dois principais. O primeiro é a questão fiscal. Ter um Tesouro que não consegue se financiar, não saber qual vai ser o acordo político que vai resolver esse problema, gera um nível de incerteza gigante na economia. Não dá para o investimento voltar.

Valor: Qual é o segundo motivo?

Pessoa: O segundo é o que faz esta crise ser parecida com a crise dos anos 1980. A crise dos anos 80 foi uma crise externa. A de agora não tem nada externo. Do ponto de vista macroeconômico, são muitos diferentes. Mas, do ponto de vista microeconômico, são idênticas, e a mais recente é pior.

Valor: Em que sentido?

Pessoa: As duas foram precedidas por um longo período de intervencionismo estatal estimulando excesso de investimento em alguns setores, escolhidos pelos burocratas de plantão, por critérios em geral errados. Excesso de investimento significa investimento que não dá retorno. Investiu-se muito num setor, acumulou-se muita dívida e a capacidade de geração de caixa que esse investimento produziu não é compatível com a dívida que ele gerou.

Valor: Dilma foi o Geisel do PT?

Pessoa: Sim, mas isso começou antes de 2011. Foi quando a Dilma disse que o ajuste fiscal era rudimentar. Lá foi a transição, na entrevista que deu ao “Estado de S. Paulo” em novembro de 2005, que marcou a transição do mundo “Malocci” [combinação de Malan com Palocci, uma referência ao dois ex-ministros da Fazenda] para um intervencionismo brizolista, geiselista, getulista. Foi uma mudança de política econômica aprovada e estimulada pelo Lula. Como a crise mais recente teve um sobreinvestimento num monte de setores, tem digestão longa.

Espero que nossas opções para 2018 não acabem entre a esquerda “progressista” populista representada por Lulla e a direita conservadora com seu único candidato Bolsonaro. Caso o Brasil fique condenado a decidir entre um e outro, podemos estar certos de que repetiremos os mesmos erros históricos que temos cometido desde os anos do II PND até a Nova Matriz Econômica, como sugere Samuel Pessoa.

Tenho a sensação (esperança?) de que a sociedade está cansada de salvadores da pátria, está mais consciente das limitações do Estado com orçamento apertado e o custo do endividamento. Mudanças na previdência e o peso dos impostos são assuntos das conversas cotidianas, isso me faz acreditar chegaremos melhor informados e maduros para decidir na próxima eleição. Conscientes dos direitos e deveres adquiridos.

O desenvolvimentismo do II PND e do PAC, consumiram parte dos nossos escassos recursos em muitas obras inúteis. Copa do Mundo de Futebol, Olimpíada, COMPERJ, são exemplos recentes. Obras que deram muito lucro para as construtoras, para alguns políticos e enorme prejuízo para a nação. Precisamos de um programa liberal que reduza o governo e abra espaço para o setor privado, respeitando as leis do mercado.

Na hora de votar, melhor esquecer a fé cega e escolher com a razão.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

RÉQUIEM PARA GILMAR – PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES

* * *

01 – Pra não dizer que não falei das flores – (G.Vandré) – Geraldo Vandré – 1968

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


02 – A namorada que sonhei – (Osmar Navarro) – Nilton César – 1969

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


03 – Rancho das flores – (J.S.Bach / Vinícius de Moraes) – Fagner – 2007

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


04 – Se as flores pudessem falar – (N.Ned) – Nelson Ned – 1970

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


05 – As flores do jardim da nossa casa – (Roberto & E.Carlos) – Roberto Carlos – 1969

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


06 – Não leve flores – (Belchior) – Belchior – 1976

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


07 – Das rosas – (D.Caymmi) – Dorival Caymmi – 1965

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


08 – Estão voltando as flores – (Paulo Soledade) – Emílio Santiago – 1997

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


09 – Jarro da saudade – (Mirabeau/D.Barbosa/G.Blota) – Cármen Costa & Mirabeau – 1956

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


10 – Rosa morena – (Dorival Caymmi) – João Gilberto – 1959

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


11 – Pétalas – (Herbert Azul / A.Valença) – Alceu Valença – 1994

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


12 – As rosas não falam – (Cartola) – Beth Carvalho – 1976

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


13 – A flor e o espinho – (N.Cavaquinho/G.de Brito/A.Caminha) – Roberta Sá – 2004

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


14 – Flores em você – (Edgar Scandurra) – Ira! – 1987

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


15 – Uma dúzia de rosas – (Carlos Imperial) – Ronnie Von – 1967

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


16 – Margarida – (J.P.Lintz / versão:Fred Jorge) – Agnaldo Rayol – 1970

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

FÁBIO CABRAL DE MELLO – RECIFE-PE

Caros amigos da Besta Fubana aqui do Recife,

Depois de quase 14 anos na Galeria Sítio da Trindade, a loja Passa Disco está de mudança para a Galeria Hora Center (Rua da Hora, 345 – Espinheiro) e a abertura será no dia 05 de setembro a partir das 19 horas, com as posses do compositor Capiba (morador do bairro por quase quarenta anos) e seu maior intérprete, o cantor Claudionor Germano, na Academia Passa Disco da Música Nordestina.

Na ocasião haverá uma apresentação do violonista Cláudio Almeida e convidados (Cláudia Beija, Geraldo Maia, Gonzaga Leal, Jáder Cabral de Mello, Mazo Melo, Nonô Germano e Romero Ferro), cantando canções do mestre Capiba…

E também o Som na Rural, do agitador cultural Roger de Renor.

Abraços

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


STAND-UP COM POESIA

MEU DESTINO

Meu destino
É fazer poesia
De tudo que é perene
De tudo que fenece
De tudo que é efêmero
De tudo que apodrece

CALVÁRIO

Tive um dia
Extra(ordinário)
Não fosse o calvário
Porque passei
Quem sabe, talvez
Só fosse poesia

ODE AOS OLHOS

Teus olhos castanhos claros
Os teus cabelos castanhos
Parecem uma tentação
Quando você sai do banho
Meu Deus! Que provocação

Teus olhos azuis celeste
Tinta que sobrou do Céu
Presente que tu me deste
Acobertado com um véu

Os teus olhos verdes mata
Eu comparo a um rio mar
Se parecem duas cascatas
Quando começam chorar

Termino esta ode aos olhos,
com os versos de Castro Alves.

“Teus olhos são negros, negros
Como as noites sem luar…
São ardentes, são profundos
Como o negrume do mar”.

RIO TOCANTINS

Hoje sentei-me
No corredor da saudade
E lavei o meu rosto
Com os dejetos da cidade

Dos tempos de invernia
Só restou a saudade
E matéria pra poesia.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUM – CHARGE ONLINE

1 setembro 2017 DEU NO JORNAL

CENA BANÂNICO-CARIOCA

Sérgio Cabral já responde a mais processos do que chefões do tráfico do Rio.

Ex-governador fluminense foi condenado a 14 anos de prisão e responde a outras 14 ações penais.

“Fernandinho Beira-mar”, chefão de facção carioca, acumula condenações em 12 processos.

* * *

Estes números são o retrato cagado e cuspido da Banânia pós-PT.

Parabéns para aquela banda do eleitorado carioca que elegeu Sérgio Cabral, um dos maiores ladrões públicos de todos os tempos.

Não custa nada lembrar:

Sérgio Cabral é um ladrão estadual que foi eleito com o apoio entusiástico e pedidos de votos de um bandidão federal.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
CACIMBA DE POESIA

Xilogravura de Cosmo Braz

1
Na cacimba da poesia
Eu meti minha cumbuca
Cada cuiada que dou
Mais verso brota da cuca
Pra cacimba renovar
Estou sempre a esgotar
Sou eu mesma quem cavuca.

2
Vou cutucar meu passado
Palestrar sobre meu chão
Pra falar da minha terra
Tenho boca de surrão
Dela retiro a tramela
Escancarando a janela
Eu descortino o sertão.

3
Eu nasci nas Ipueiras
Também me criei por lá
Tibunguei muito no rio
Já pesquei de landuá
E no meio da futrica
Pulava da oiticica
Nas águas do jatobá.

4
No caminho para o rio
Só singela brincadeira
Brincava com a malícia
A plantinha dormideira
Canapum eu estourava
A mutuca eu espantava
Na meninice brejeira.

5
Meu caminho era florido
Nas veredas muçambê
Com flores de espirradeira
Eu montava meu buquê
Nas cercas as jitiranas
Chão bordado de chananas
E eu delas a mercê.

6
Cada árvore nativa
Eu bem sabia apontar
O espinho da jurema
Não chegou a me espantar
Na sombra do imbuzeiro
Às vezes do juazeiro
Parei muito pra brincar.

Clique aqui e leia este artigo completo »

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
NÃO CHORO POR TI, DILMA!!!

Um ano atrás, minha anta preferida foi chutada no traseiro. De lá para cá, Lula foi condenado pela Lava Jato, Michel Temer foi denunciado pela PGR, Aécio Neves caiu no ostracismo, o troglodita Bolsonaro diz que é a bola da vez e o prefeito de São Paulo, João Doria, se apresenta como o NOVO ou a grande REVELAÇÃO por ser adepto da filosofia da Dama de Ferro, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que dizia: ‘’Prefiro um Estado pequeno e FORTE a um Estado grande e FRACO’’. Trocando em miúdos: privatizar tudo, MENOS saúde, educação, segurança e as Forças Armadas…

Quem levantar a cabeça querendo apreciar o tempo, além de perceber tanto o sol quanto à chuva, haja aviões cruzando os céus em busca dos otários eleitores. A um ano e dois meses do pleito, as eleições já estão no ar e a todo vapor. Os potenciais candidatos à Presidência da República começaram a realizar uma intensa agenda de movimentação política.

Dentre todos que estão nos ares ou pegaram as estradas o personagem que se destaca mais é o Doria, haja vista, como diz o articulador político Murilo de Aragão, o prefeito de São Paulo tenta se consolidar como “ANTI-LULA”, criticando fortemente o ex-presidente. Ele também utiliza com bastante eficiência as redes sociais, nas quais registra em tempo real sua atuação como prefeito e aparece trabalhando nas obras da prefeitura. A intenção é reforçar o slogan que fez sucesso na campanha eleitoral do ano passado: “JOÃO TRABALHADOR”. Utilizando com inteligência as redes sociais e colocando-se como o antagonista de Lula, João Doria mostra uma estratégia mais consistente do que a de Alckmin.

Voltando à minha anta preferida é de se notar que, quem pertence a IMPRENSA VIVA vai perceber que hoje, 31.08.2017, a Vaca Terrorista da Dilma e o Chico Jabuti choram, abraçados, no primeiro aniversário do IMPEACHMENT. Enquanto isso, o Brasil comemora com muita ênfase, por ter se livrado dos bolivarianos. Enquanto a Vaca, o Seboso e seus cúmplices choram suas mágoas e lamentam terem sido escorraçados(chute na bunda), milhões de brasileiros comemoram o PRIMEIRO ANO livre da organização criminosa chamada PT.

É claro que ninguém vai falar do fim da inflação, da queda dos juros e da retomada na geração de empregos. Dilma e o PT quebraram o Brasil, mergulharam o país em sua mais profunda, longa e acentuada recessão e deixaram um rastro de destruição de 14 milhões de desempregados. A coisa ficou feia também para os órfãos vampiros da Lei Rouanet. O próprio Chico Buarque se viu obrigado a voltar a trabalha e teve que lançar um disco este ano. Sem o dinheiro suado do contribuinte, o cantor esta se virando nos trinta para manter as contas em dia. O último trabalho do Chico Jabuti foi em 2011.

No ato ‘’O BRASIL UM ANO DEPOIS DO GOLPE’’, ao lado de militantes e artistas, a IMPRENSA VIVA já se apercebeu que Dilma despejará suas mágoas contra o presidente Michel Temer e tentara desqualificar o êxito do atual governo através das velhas narrativas sobre o desmantelamento da máquina petista de corrupção. Enquanto Dilma e seus cúmplices derramam suas lágrimas e lamentam terem sido escorraçados do poder, milhões de brasileiros comemoram o PRIMEIRO ANO LIVRE da organização criminosa chamada PT.

Por fim, a petezada sabe muito bem que a posição de avestruz não dignifica a ninguém. Mesmo assim, eles continuam dando uma de JOÃO-SEM-BRAÇO em toda a ladroagem que praticaram. E ainda por cima fizeram de um tudo para estuprar a nossa jovem democracia ao forçarem a barra, nesses 13 anos, donde, queriam implantar o bolivarianismo ou então cubanizar o Brasil.

Há um ano o Brasil evitou a bancarrota.

Feliz aniversário, IMPEACHMENT!!!

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

GILMAR – CHARGE ONLINE

RODRIGO BUENAVENTURA DE LEÓN – PELOTAS-RS

Berto,

Meu Editor sei que és um cachacista e grande entendedor e admirador da mardita e dos gorós que existem mundo afora. Mas permita-me meter a colher e incrementar um pouco mais a correspondência enviada pelo fubânico Pedro Malta sobre vinhos da terrinha Portugal.

Não são só os patrícios portugueses que tem nomes estranhos nas bebidas, os espanhóis da região de Léon, ao lado, tem um excelente vinho chamado prieto picudo. O vinho Finca La Pica que o Pedro citou também é espanhol, de La Rioja.

Mas os patrícios são quase insuperáveis: comem uma francesinha (sanduíche típico do Porto) ou um travesseiro da piriquita (doce de Sintra) enquanto tomam uma excelente Aguardente Bagaceira (são cachaças feitas de bagaço de uva por isso bagaceira). Mas apesar do nome é uma aguardente muito boa e não dá dor de cabeça.

Por estas bebidas e comidas os portugueses se põe na bicha (ou seja entram na fila), mandam as crianças para o quarto dos putos (puto em Portugal é menino arteiro) e vão ao cagadoiro (banheiro no norte de Portugal).

Mas o melhor para mim é o Licor de Merda, este é o nome, Licor de Merda. Que é um Licor de Leite popular , feito originalmente em um mosteiro, bastante doce.

Te mando umas fotos das bebidas do boteco que mantenho aqui em casa. Só faltou a Ginja D’óbidos (licor de cereja silvestre) que acabou, sinal que está na hora de viajar para a terrinha e repor o estoque.

E como dizem os portugueses:

“O vinho é coisa Santa
que nasce da cepa torta
A uns faz perder o tino
A outros errar a porta”

Um abraço.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

LULA PELO O BRASIL

Este Agosto foi o mês
Que entrou para a história
Pois marcou a trajetória
Do líder que o povo fez.
O humilde camponês
O negro universitário
Pintaram um novo cenário
Com o povo que se irmana
Pra saudar a caravana
Do presidente operário.

O povo aplaude de pé
Quem criou nosso Fies
Nos dando um outro viés
Sem nunca perder a fé
Na educação que é
Arma revolucionária
Tão forte, tão necessária
Para o empoderamento
Pra livrar do sofrimento
A pobre classe operária.

A Bahia o acolheu
E Alagoas sorriu
O segipano aplaudiu
Na hora que recebeu
O Presidente que deu
Ao povo grande atenção
O que guiou a nação
Para o rumo do progresso
Iniciando o processo
De paz, amor e união.

Lula mostrando que é forte
Não para de percorrer
O chão que lhe viu crescer
Lutando e vencendo a morte
No Rio Grande do Norte
Foi maior a comoção
Pois o povo do Sertão
Aplaudindo pediu bis
Lembrando ser bem feliz
Com Lula na direção.

Dezoito universidades
Minha casa, minha vida
Deram saber e guarida
E transformaram as cidades
Em todas localidades
Nós vimos o crescimento
Pois o desenvolvimento
Do período não se anula
Porque nos tempos de Lula
Aqui teve investimento.

Portanto não adianta
Blá, blá, blá de invejoso
Ou o linguajar asqueroso
De quem a discordia planta
A mídia falsa que implanta
O ódio, o terror e a guerra
Verá que seu tom encerra
Um discurso ultrapassado
De um país do passado
Que foi extinto da Terra.
Regiopidio Lacerda

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

A ASSOMBRAÇÃO

Anos atrás, Mariana, uma moça que fazia serviços domésticos na casa de Dona Lia, em Nova-Cruz, era muito medrosa. Cheia de pantim, tinha medo do escuro e de almas penadas.

Nessa época, na cidade não havia luz elétrica. A casa era iluminada com candeeiros e lamparinas, a querosene. Ainda não havia fogão a gás, e a comida era feita em fogões a carvão ou à lenha. O carvão também era utilizado para o engomado das roupas, com os tradicionais ferros à brasa, das marcas “Estrela” ou “Itacolomy”. Para atiçar o fogo e esquentar o ferro, eram utilizados os antigos abanos de palha, feitos artesanalmente.

Como o consumo de carvão era grande, dona Lia comprava o produto em saca, que era guardada em um quartinho, construído para esse fim.

Certa noite, ao apanhar uma roupa estendida no quintal, Mariana deu um grito de pavor e teve uma crise histérica, dizendo que tinha visto uma assombração. Jurou de mãos postas que vira uma senhora gorda e com um grande totó na cabeça, ao passar pelo “quarto do carvão.” No seu delírio, identificou a alma como sendo a imagem fiel de uma senhora que morara na mesma rua, e que havia falecido há alguns dias. O escândalo foi grande. A patroa, que não acreditava em alma e dizia sempre que os mortos estavam dormindo, à espera da ressurreição, tentou conversar com a moça, mas foi em vão. Deu-lhe um copo com água e açúcar para beber e em seguida, mandou que ela rezasse o “Credo” e a “Salve Rainha” na intenção daquela alma penada, para que ela fosse para longe.

Depois que Mariana se acalmou, a patroa, segurando uma lamparina acesa, foi até o tal “quarto do carvão”, para ver se ainda encontrava ali a alma da mulher gorda, de totó na cabeça. A empregada, tremendo de medo, atendeu à ordem da patroa e a acompanhou. No quarto, havia uma enorme trouxa de roupa, pronta para ser levada para lavar no rio “Curimataú”. Em cima da trouxa, dormindo “em berço esplêndido”, estava uma enorme galinha, que tinha fugido do galinheiro e se refugiado no “quarto do carvão.” Na penumbra, a trouxa de roupa, com a galinha fujona dormindo em cima, parecia mesmo uma mulher gorda, de totó na cabeça.

Dona Lia deu ótimas risadas, e a empregada perdeu o medo de assombração.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO

Revelação de 1976, o saudoso Belchior canta de sua autoria “Apenas um rapaz latino-americano“, no programa da TV Globo “Globo de Ouro”.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa