1 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

RELEMBRANDO UM PASSADO RECENTE

Estas bem traçadas linhas eu escrevi em abril de 2006.

Já lá se vão 11 anos e alguns meses…

O JBF ainda não existia como blog e eu mandei o texto via correio eletrônico para os meus amigos.

De lá pra cá, um oceano de putarias, ladroagens e bandidagens várias já aconteceu.

Um verdadeiro tsunami de corrupção varreu o solo banânico.

Vou transcrever o texto do jeitinho que escrevi.

* * *

Caros e Caras:

Um pouco de História recentíssima do Brasil:

Em 1992 um motorista deu uma entrevista pruma revista de circulação nacional e prestou um depoimento numa CPI que investigava corrupção no governo federal.

Esse cidadão, chamado Eriberto, era motorista de uma senhora de nome Ana Acyolli, secretária particular do então Presidente da República, Fernando Collor de Mello.

A partir do depoimento do motorista, provou-se que as contas particulares do primeiro mandatário e de sua família eram pagas por um sujeito que habitava a lama e as sombras, chamado Paulo Cesar Farias.

Provou-se, também, que o dinheiro que pagava as contas presidenciais era sujo e advindo de ladroagem grossa.

Com isso chegou-se a um fato inédito na história da república desse país: o impedimento de um presidente.

Naqueles dias, abrigados numa época bem recente (apenas 14 anos nos separam desses fatos) a elite pensante do país, os esquerdistas, as pessoas informadas e que liam as notícias das gazetas, a bovina classe média, os meios acadêmicos e universitários e, sobretudo, o atuante Partido dos Trabalhadores – na época palmatória do mundo e centro nacional de denúncias e devassas -, apoiou entusiasticamente o impedimento e induziu o formidável movimento popular que pediu a cabeça do então Presidente da República.

Foi um inesquecível espetáculo de civismo e cidadania.

Botou-se pra correr do poder uma corja e uma quadrilha sem qualquer qualificação pra exercer a administração do Brasil

Nos dias de hoje, com um governante do PT eleito em pleito formidável e democrático, a história se repete.

Não como farsa, não como comédia. Mas como triste tragédia.

O Paulo Cesar Farias de hoje é um japonês obscuro e misterioso, que paga as contas do Presidente e de sua filha, e se recusa obstinadamente a abrir o sigilo bancário e dizer de onde vem o dinheiro que faz os pagamentos. Uma medida meramente formal, já que qualquer pessoa medianamente informada e usando a razão e o bom senso sabe exatamente de que cueca são retirados os dolares que pagam as dívidas de Lula e os aluguéis atrasados de Lurian.

No lugar do motorista Eriberto, temos hoje um caseiro chamado Francenildo e, novamente, uma CPI que também apura corrupção no governo.

A diferença está apenas no seguinte: a elite pensante, os guerrilheiros de boteco dos anos 90, os esquerdistas, os meios acadêmicos e universitários e, sobretudo, o atuante Partido dos Trabalhadores, estão radicalmente contra qualquer apuração, qualquer esclarecimento, qualquer tentativa de punição dos ladrões e fazem de tudo pra desqualificar quem denuncia a gigantesca ladroagem.

Seria cômico, se não fosse trágico e irritante, observar as manobras pequenas e baixas da bancada governista atuando no congresso, tentando desesperadamente tapar esse sol imenso com uma minúscula peneira.

Naquele tempo, os filhos de Collor eram adolescente e gozavam a dolce vita de herdeiros do poder, comendo gente, puxando fumo e se deslumbrando com a bajulação ao seu redor.

No tempo de hoje, Lulinha funda uma empresa de fundo de quintal, recebe tanto quanto 15 milhões de reais de uma concessionária do serviço público (que depende das canetadas do seu pai) e o presidente vem a público declarar que “é sacanagem e jogo sujo investigarem minha família”.

Que saudades da corrupção na era Collor….

* * *

Dois tempos, dois bandidos-presidentes. Cada um tem o Paulo que merece

Paulo César Farias e Paulo Okamoto

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

1 setembro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS GRANDES BRASILEIROS

Autoridades que inspiraram “Polícia Federal – A Lei é para Todos” estiveram em Curitiba para a pré-estreia do filme que conta a história da Operação Lava Jato desde que foi deflagrada, em 2014, até a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância na capital paranaense, assistiu à primeira exibição do longa-metragem ao lado do colega Marcelo Bretas, que atua na Lava Jato no Rio de Janeiro.

* * *

Dois cabras da porra, dois juízes arretados, duas figuras memoráveis.

Uma dupla de magistrados que deve ser apontada como símbolo e como exemplo pras gerações que virão.

Nem tudo é Lula e Renan nesta nação devastada, saqueada e arrasada.

A história deste país passou a ser dividida em ALJ e DLJ.

Antes da Lava Jato e Depois da Lava Jato.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

UMA DUPLA DE EMBOLADORES E UM POEMA DE VINICIUS GREGÓRIO

Peneira e Sonhador, dois artistas populares nordestinos ganhando a vida e exibindo a arte do improviso nas ruas de São Paulo.

* * *

* * *

O MATUTO E A INTERNET – Vinicius Gregório

Zé de Dona Quiterinha
Era um cabra amatutado
As viagens que ele tinha
Restringiam-se ao roçado
Cabra forte de coragem
Eu guardava a sua imagem
Dos tempos que longe vão
Falava errado talvez
Porque pobre não tem vez
Nem tempo pra educação.

Fazia mais de seis anos
Que eu não tinha visto Zé
Foi então que fiz os planos
De vê-lo e com muita fé
Parti para o meu sertão
Na minha imaginação
Lembrei de Zé no passado
Cabra matuto de pia
Eu nunca imaginaria
Que José tinha mudado.

A viagem foi ligeira
Cheguei aqui à tardinha
E fui em toda carreira
Pra casa de Quiterinha
Chamei mas ninguém ouviu
Chamei de novo saiu
Quitera e sua bondade
Que me abraçou dando um laço
Matando num só abraço
Seis anos de saudade.

Quitéria foi me falando
Que Zé tava no roçado
Que logo ia voltar
Depois de trancar o gado
E até ai tudo igual
Dona Quitéria normal
Zé trabalhando na roça
Fiquei ali como estava
Quando eu menos esperava
Escuto aquela voz grossa.

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1 setembro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

GILMAR FALA SOBRE TUDO, COM EXCEÇÃO DO TERREMOTO EM MATO GROSSO

Não existe esperança de salvação para gente como Dirceu, Eike Batista, Jacob Barata e outras flores do orquidário do Supremo Ministro da Defesa de Culpados

Sempre que livra da cadeia algum meliante irrecuperável, o ministro Gilmar Mendes recita 12 palavras atribuídas a Rui Barbosa: “O bom ladrão salvou-se, mas não haverá salvação para o juiz covarde”. Se foi mesmo produzido por Rui, o besteirol só ensina que até uma Águia de Haia pode viver seus momentos de Dilma Rousseff. Uma lição tão rasa convida a reflexões tão profundas que, na imagem de Nelson Rodrigues, uma formiguinha poderia atravessá-las com água pelas canelas.

Não há nada parecido com o bom ladrão do episódio bíblico no Brasil dos crápulas que chapinhavam no pântano que a Operação Lava Jato vem drenando há mais de três anos. A tribo que Gilmar livrou ou tenta livrar da cadeia reúne apenas larápios de quinta categoria, assaltantes incuráveis e vigaristas sem remédio. Não existe esperança de salvação para gente como Antonio Palocci, José Dirceu, Eike Batista, Jacob Barata e outras flores do orquidário do Supremo Ministro da Defesa de Culpados.

A primeira parte da frase, portanto, é uma fantasia em frangalhos. A segunda escancara a megalomania de um advogado e professor de Direito que deu de incorporar o onipotente, onipresente e onisciente Superjuiz da Nação. Para consumar a metamorfose, basta cobrir o terno cinza-Brasília com a toga adornada por medalhas imaginárias que eternizam atos de bravura em situação de combate. Se repete de meia em meia hora que “não haverá salvação para o juiz covarde”, é evidente que Gilmar enxerga no espelho uma ilha de coragem cercada de magistrados pusilânimes por todos os lados.

Essa disfunção visual ataca quem confunde coragem com atrevimento, insolência, arrogância e cinismo. Quem liberta bandidos que, no primeiro minuto em liberdade, recomeçam a ocultação de provas e a obstrução da Justiça é decididamente covarde. Valentes são os juízes decididos a mostrar aos nostálgicos do paraíso da impunidade que a norma constitucional enfim entrou em vigor: todos são iguais perante a lei. Gilmar Mendes imagina que socorrer “bons ladrões” é demonstração de bravura. O Brasil decente acha que isso é coisa de portadores do complexo de deus.

Até onde irá o surto de megalomania que chegou ao clímax neste agosto? Talvez não chegue ao fim de setembro, sugere a movimentação de placas tectônicas sob a superfície de Mato Grosso. Os tremores ganharam intensidade com a divulgação parcial da delação premiada de Silval Barbosa, qualificada de “monstruosa” pelo ministro Luis Fux, que autorizou o acordo em nome do Supremo Tribunal Federal. Ex-governador e amigo do peito de Gilmar, Silval só começou a abrir o bico. O que tem a dizer se somará à enxurrada de espantos prometida pela iminente delação do ex-deputado estadual José Riva.

Nos 16 anos em que comandou a Assembleia Legislativa, ao longo dos quais fez o suficiente para tornar-se portador da maior ficha suja do país, Riva acumulou informações com tamanho poder destrutivo que, divulgadas em sequência, submeterão Mato Grosso a um terremoto político sem precedentes. Mato-grossense de Diamantino, Gilmar Mendes conhece em detalhes o prontuário de José Riva. Apesar disso ─ ou por isso mesmo ─, não hesitou em premiar o amigo fora da lei, há pouco mais de um ano, com um habeas corpus que até o beneficiário considerou surpreendente.

Foi a última ousadia de Mendes nos campos minados de Mato Grosso. Neste agosto, o ministro se manifestou sobre Lava Jato, semipresidencialismo, reforma política, governo Temer, foro privilegiado, prisão preventiva, procuradores federais, STF e coisas que podem levar um juiz a declarar-se sobre suspeição, fora o resto. Mas não deu um pio sobre os estrondos ocorridos em Cuiabá e ouvidos no resto do Brasil. Se Silval Barbosa e José Riva contarem rigorosamente tudo, o nome do poderoso protetor será citado ─ para o bem ou para o mal. O silêncio do falante compulsivo informa que nem ele sabe o que vem por aí.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

A GLÓRIA

Minha querida mana, Glorinha, que assina a coluna É a Glória aquI no Jornal da Besta Fubana, está se recuperando bem: os médicos, enfermeiros e acompanhantes garantem que embora os sinais de progresso possam ser imperceptíveis aos outros, quem, como eles, acompanha diariamente o seu tratamento, percebe melhoras que, ainda que pequenas, são promissoras.

Certamente, as vibrações positivas e as orações de todos vêm colaborando nos progressos. Como creio em milagres, levei para ela uma Medalha da Nossa Senhora Milagrosa, que eu trouxe da Chapelle Notre-Dame de la Médaille Miraculeuse, de Paris, e que carregava há anos no pescoço. Eu ainda estava a caminho de Brasília, com a determinação de passar para ela a medalhinha, quando meu irmão Arlyson, que acabara de estar com ela, me disse, satisfeito, que naquele dia vira significativas melhoras em seu estado.

Tenho transmitido a ela as mensagens carinhosas de todos, dizendo-lhe os nomes dos companheiros que perguntam por ela e desejam-lhe boa sorte e a cura total. Levo-a a ver imagens e a ouvir música, especialmente as que ela mesma gravou.

Com esse sentido, preparei o vídeo, bem simples, de uma gravação que fizemos em dueto, da bela composição de Tom e Vinícius, O Que Tinha de Ser, com fotos variadas de algumas de nossas apresentações, atendendo à recomendação de estimulá-la – vídeo que agora compartilho com vocês.

Agradeço pelo carinho de todos e pelas manifestações de apreço demonstrado, carregadas de amizade, solidariedade e humanidade.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

1 setembro 2017 DEU NO JORNAL

TEREMOS UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA

O Ministério Público Federal enviou ao juiz Sergio Moro nesta quinta (31) uma série de documentos entregues por Marcelo Odebrecht contra o ex-presidente Lula.

O material será usado pelos procuradores na denúncia que investiga Lula e mais oito pessoas pela compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.

Há uma cópia da planilha “Programa Especial Italiano”, em que constam pagamentos feitos pela empreiteira ao ex-presidente.

A planilha é datada de 31.03.2014.

Também há quatro notas fiscais com doações da Odebrecht para o Instituto Lula na quantia de R$ 1 milhão cada (veja abaixo).

* * *

Isso mesmo, seu Marcelo, bote pra arrombar!

Atoche sem pena e sem vaselina. Você já está mesmo fudido e encarcerado.

Na condição de grande Corruptor Ativo, atoche tudinho no furico do maior Corrupto Passivo que Banânia já teve desde que foi descoberta há mais de meio milênio.

Uma notícia assim, dada numa sexta-feira, é sinal de que teremos um excelente final de semana.

Um final de semana alegre, colorido, musical, feliz e em alto astral.

“Macelo é um traidô: qué infiá no meu furico uma pica destamanha!”

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

QUANDO?

Foi numa noite azul de primavera
(tanto tempo depois, hoje o relembro)…
Ah! por tudo passara já setembro,
menos por mim, que em trevas me fizera.

Era um suave domingo… Não, não era.
Seria o mês outubro? ou foi novembro?
Não me lembro direito, não me lembro…
Sei apenas que foi na primavera.

Enquanto a placidez de branda aragem
entornava uma etérea sinfonia
de suspiros eólios na ramagem…

quando tudo era sonho, encanto e calma…
eu, só, trazia a morte dentro de alma,
eu somente, entre todos, não vivia!

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

1 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM AGRADECIMENTO DO FUNDO DO CORAÇÃO

No dia de hoje, sexta-feira, tá fazendo uma semana que o fato assucedeu-se.

Foi na sexta-feira passada, dia 25 de agosto, que o JBF saiu do ar no final da tarde sem qualquer aviso prévio.

Sem qualquer satisfação ou aviso prévio por parte da empresa que hospeda esta gazeta escrota, a Locaweb.

A Locaweb simplesmente nos tirou do ar sem dar qualquer explicação, mesmo tendo os nosso boletos sido pagos religiosamente em dia. Pois é: o serviço de hospedagem não é gratuito. É pago sempre antes da data de vencimento por este Editor.

Tiraram do ar uma publicação que é atualizada o dia todo e todos os dias da semana.

Coisa de Banânia mesmo.

Se fosse lá no Haiti, eu meteria um processo por desacato, sacanagem, desrespeito, esculhambação, perdas e danos, e ficaria milionário!

Depois de inúmeras reclamações, a empresa apenas pediu desculpas e não deu qualquer explicação cabível para tamanho desrespeito.

O fato é que nos dias 26 e 27, sábado e domingo, a quantidade de acessos ficou zerada.

Zero, zero, zero, conforme se pode constatar no gráfico abaixo:

Um prejuízo do caralho!

A partir da segunda feira, dia 28, as coisas voltaram ao normal e os números foram subindo.

Subiram de tal forma que ontem, quinta-feira, ultrapassamos a marca dos 70 mil acessos.

Um número da porra pra uma gazeta artesanal, caseira, safada e que não conta com qualquer patrocínio, seja público ou privado. Quando muito, temos coisas da privada, pois se publica muita merda por aqui…

Na postagem que fiz informando sobre a volta do JBF ao ar, vários leitores se pronunciaram sobre o assunto.

Fiquei comovidos com o carinho contido nos comentários e nas inúmeras mensagens que recebi dos queridos amigos da comunidade fubânica. A caixa do correio eletrônico ficou lotada. Recebi também telefonemas da várias partes do Brasil.

Francamente, ficamos comovidos, eu e Aline, quando conversamos sobre o assunto.

Brigadão a todos vocês, seus cabras arretados!

Um agradecimento sincero do fundo do coração.

Oia eu aqui de novo!

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

NÃO VOTE POR DEVOÇÃO

Trago aqui para nosso grupo fubânico um trecho da entrevista do economista Samuel Pessoa, ao Jornal Valor Econômico (28/08/2017), para insistir no meu ponto de vista de que esquerda e direita, apesar de apresentarem-se como adversários, na verdade sofrem do mesmo mal de acreditarem que o Estado tem capacidade de ser ao mesmo tempo regulador, produtor e provedor de serviços.

Valor: Por que a recuperação tem sido tão lenta?

Pessoa: Por causa dos motivos que levaram à crise. Há dois principais. O primeiro é a questão fiscal. Ter um Tesouro que não consegue se financiar, não saber qual vai ser o acordo político que vai resolver esse problema, gera um nível de incerteza gigante na economia. Não dá para o investimento voltar.

Valor: Qual é o segundo motivo?

Pessoa: O segundo é o que faz esta crise ser parecida com a crise dos anos 1980. A crise dos anos 80 foi uma crise externa. A de agora não tem nada externo. Do ponto de vista macroeconômico, são muitos diferentes. Mas, do ponto de vista microeconômico, são idênticas, e a mais recente é pior.

Valor: Em que sentido?

Pessoa: As duas foram precedidas por um longo período de intervencionismo estatal estimulando excesso de investimento em alguns setores, escolhidos pelos burocratas de plantão, por critérios em geral errados. Excesso de investimento significa investimento que não dá retorno. Investiu-se muito num setor, acumulou-se muita dívida e a capacidade de geração de caixa que esse investimento produziu não é compatível com a dívida que ele gerou.

Valor: Dilma foi o Geisel do PT?

Pessoa: Sim, mas isso começou antes de 2011. Foi quando a Dilma disse que o ajuste fiscal era rudimentar. Lá foi a transição, na entrevista que deu ao “Estado de S. Paulo” em novembro de 2005, que marcou a transição do mundo “Malocci” [combinação de Malan com Palocci, uma referência ao dois ex-ministros da Fazenda] para um intervencionismo brizolista, geiselista, getulista. Foi uma mudança de política econômica aprovada e estimulada pelo Lula. Como a crise mais recente teve um sobreinvestimento num monte de setores, tem digestão longa.

Espero que nossas opções para 2018 não acabem entre a esquerda “progressista” populista representada por Lulla e a direita conservadora com seu único candidato Bolsonaro. Caso o Brasil fique condenado a decidir entre um e outro, podemos estar certos de que repetiremos os mesmos erros históricos que temos cometido desde os anos do II PND até a Nova Matriz Econômica, como sugere Samuel Pessoa.

Tenho a sensação (esperança?) de que a sociedade está cansada de salvadores da pátria, está mais consciente das limitações do Estado com orçamento apertado e o custo do endividamento. Mudanças na previdência e o peso dos impostos são assuntos das conversas cotidianas, isso me faz acreditar chegaremos melhor informados e maduros para decidir na próxima eleição. Conscientes dos direitos e deveres adquiridos.

O desenvolvimentismo do II PND e do PAC, consumiram parte dos nossos escassos recursos em muitas obras inúteis. Copa do Mundo de Futebol, Olimpíada, COMPERJ, são exemplos recentes. Obras que deram muito lucro para as construtoras, para alguns políticos e enorme prejuízo para a nação. Precisamos de um programa liberal que reduza o governo e abra espaço para o setor privado, respeitando as leis do mercado.

Na hora de votar, melhor esquecer a fé cega e escolher com a razão.

1 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

RÉQUIEM PARA GILMAR – PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES

* * *

01 – Pra não dizer que não falei das flores – (G.Vandré) – Geraldo Vandré – 1968

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02 – A namorada que sonhei – (Osmar Navarro) – Nilton César – 1969

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03 – Rancho das flores – (J.S.Bach / Vinícius de Moraes) – Fagner – 2007

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04 – Se as flores pudessem falar – (N.Ned) – Nelson Ned – 1970

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05 – As flores do jardim da nossa casa – (Roberto & E.Carlos) – Roberto Carlos – 1969

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06 – Não leve flores – (Belchior) – Belchior – 1976

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07 – Das rosas – (D.Caymmi) – Dorival Caymmi – 1965

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08 – Estão voltando as flores – (Paulo Soledade) – Emílio Santiago – 1997

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09 – Jarro da saudade – (Mirabeau/D.Barbosa/G.Blota) – Cármen Costa & Mirabeau – 1956

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10 – Rosa morena – (Dorival Caymmi) – João Gilberto – 1959

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11 – Pétalas – (Herbert Azul / A.Valença) – Alceu Valença – 1994

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12 – As rosas não falam – (Cartola) – Beth Carvalho – 1976

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13 – A flor e o espinho – (N.Cavaquinho/G.de Brito/A.Caminha) – Roberta Sá – 2004

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14 – Flores em você – (Edgar Scandurra) – Ira! – 1987

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15 – Uma dúzia de rosas – (Carlos Imperial) – Ronnie Von – 1967

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16 – Margarida – (J.P.Lintz / versão:Fred Jorge) – Agnaldo Rayol – 1970

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1 setembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)


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