2 setembro 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

2 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM FELA DA MÃE E DO PAI

João virou auxiliar de edição do JBF, chefiando um departamento que é uma espécie de laboratório de criação de ilustrações e montagens escrotas para algumas das nossas postagens.

Quando estou muito ocupado e preciso de alguma montagem, eu peço pra ele.

E ele fica feliz que só a peste com este serviço.

Quando não peço nada, ele vem me cutucar: “Pai, não tem nada pra fazer hoje?”

Semana passada, por exemplo, eu pedi que ele fizesse uma montagem com uma foto de uma figura que ele não sabe nem quem é.

Mandei a foto pra ele e disse apenas “bote um par de chifres na testa desse sujeito”.

Inocentemente, ele me perguntou se o sujeito era o diabo…

E fez este trabalho que está abaixo:

Num ficou lindinho o corno de Gleisi, gente???!!!

João tem um programa no computador dele que permite fazer todo tipo de montagens, com fotos, imagens e desenhos. Coisa mesmo destes surpreendentes tempos tecnológicos interneticais.

Esta conversa todinha é só pra contar um fato acontecido ontem.

Foi o seguinte: eu pedi pra ele fazer uma montagem. Ele fez e me mandou via correio eletrônico, com um pequeno texto que ele mesmo digitou.

Havia duas informações no que ele escreveu.

Estas que estão a seguir: 

Porra, filho! Esta me acertou em cheio.

Você me deixou ancho que só a peste.

Desejar ser igual a mim um dia expressa uma vontade que indica que tenho sido um bom pai pra você.

Que é tudo que eu queria mesmo ser nesta atual fase de minha vida.

Você vai ser igual a mim um dia, sim.

Consciente, honesto, correto, apreciador de leitura, de artes, de poesia, de cultura, cumpridor de deveres e horários, cidadão, participante, inimigo de tudo quanto é impropriedade, violência e sujeira existente neste mundo.

E modesto que só a porra…

Um beijão, seu safado.

Você mora no mais fundo do meu bem-querer, num lugar especial dentro do meu coração, agarradinho com a sua mãe.

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Saudade

O programa A Praça é Nossa, está no ar até hoje em nossa televisão brasileira.

Fazia parte de seu elenco uma grande comediante, Maria Tereza, interpretando a inesquecível “Fofoqueira Dona Vamércia”.

Observe o toque politico com sutileza própria dos grandes escritores sob medida para grandes artistas.

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

IVAN – CHARGE ONLINE

FORA DO AR

Lula ainda não contou se foge dos aeroportos porque não quer ver pobre viajando de avião ou porque morre de medo de povo

“Essa elite perversa estava incomodada porque chegava no aeroporto e via pobre viajando de avião”.

Lula, na passagem por Ouricuri, em Pernambuco, sem explicar como sabe o que acontecia nos aeroportos se passou mais de cinco anos viajando só nos jatinhos fornecidos pelos companheiros empreiteiros amigos do governo.

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

2 setembro 2017 DEU NO JORNAL

CACHORRADA BANÂNICA DE ALTÍSSIMO NÍVEL

* * *

“Ladrão Geral da República”!

Um título da porra, dado pelo Corruptor Ativo ao seu Corrupto Passivo.

Estas trocas de tapas são o retrato cagado e cuspido dos tempos atuais.

Joesley Safadão é um ícone destes tempos pós-PT.

Lula acertou em cheio quando escalou Michel Lulia para ser vice do seu poste Dilma.  

Michal/Dilma, uma linda parelha que foi consagrada nas urnas com o voto da militância petralhal estupidificada dos quatros quantos deste país arrasado.

Esta nossa República Federativa de Banânia é pra arrombar a tabaca de Xolinha!

Um país tropical do caralho.

Alegria, alegria, pessoal.

Cantemos!

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

2 setembro 2017 RUY FABIANO

O CANDIDATO JOAQUIM BARBOSA

As nuvens da política estão cada vez mais mutantes, sobretudo no que diz respeito à sucessão presidencial. No início do ano, a lista dos presidenciáveis incluía, além de Lula, ao menos três tucanos: José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

Os dois primeiros foram deletados pela Lava Jato. E o terceiro corre o sério risco de o ser por seu próprio pupilo, o prefeito de São Paulo, João Dória, desconhecido até um ano atrás.

Ambos juram que não, mas isso, como quase todas as juras em política, significa nada. Quanto a Lula, nenhuma profecia é possível. Ele mesmo se definiu como uma metamorfose ambulante, condição acrescida hoje de seis processos e uma condenação.

Até 2018, nenhuma profecia é aconselhável ou mesmo possível. Política e profecias não combinam. Dentro desse ambiente, eis que vem a público o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, para, em entrevista ao jornal Valor, ontem publicada, negar sua candidatura, afirmando-a. O paradoxo é aparente.

A entrevista, que ocupa duas páginas do jornal, permite ao ex-ministro antecipar o seu ideário, que seria subscrito, sem hesitação, por um petista ortodoxo. Outro paradoxo.

O ex-ministro, afinal, foi um algoz de petistas ilustres no julgamento do Mensalão. Mas jamais negou sua afinidade ideológica, confessando-se eleitor de Lula, que o nomeou para o STF, e de Dilma, cujo impeachment não hesita em chamar de “golpe”.

Não só: inocenta Lula de todas as acusações e considera que seus ganhos milionários são lícitos, fruto de suas palestras. Sério.

Não faz nenhuma menção aos fatos expostos pelo Petrolão. Aliás, como menciona o jornal – e isso é no mínimo intrigante -, a entrevista foi concedida sob a condição de que não abordaria três temas: Judiciário, Supremo e Lava Jato. Restou, então, o quê?

Exato: a exposição de seu ideário político e críticas de sobra aos tucanos e a Michel Temer. “Nosso país foi sequestrado por um bando de políticos inescrupulosos que reduziram nossas instituições a frangalhos. Em nenhum país do mundo um chefe de governo permaneceria um dia no cargo depois de acusações tão graves quanto aquelas que foram feitas contra Temer”.

Pode ser. Mas, acusações por acusações, Temer ainda perde de goleada para Lula, em quantidade e gravidade – e em provas documentais. E para Dilma também.

Mas Barbosa despreza esses detalhes. Não faz menção ao fato de que, independentemente dos delitos que Temer tenha cometido, não fabricou a crise em que está se afundando.

Recebeu-a de Lula e Dilma, que reinaram por 13 anos, com práticas como as que ele, Barbosa, condenou no Mensalão.

Também omite o fato de que foi Lula quem escolheu Temer e o impôs a Dilma, que sequer o conhecia. A entrevista faz supor que tudo o que aí está começou com Temer e em virtude da saída do PT do poder. Temer, no entanto, é o segundo escalão do PT, eleito pelos que, como o próprio Joaquim Barbosa, votaram em Dilma.

Os afagos a Lula, a quem sugere que se aposente e não seja mais perturbado pela Justiça, deixam claro que busca seu apoio para uma candidatura que, sem muita competência, tenta negar.

“Não sou hipócrita. Ando nas ruas, nos aeroportos e por onde vou as pessoas me abordam. Percebo que há esse potencial (de candidato), mas não incentivo, nem tomo qualquer iniciativa para alimentar isso”. Claro – a não ser entrevistas eventuais, com pauta pré-estabelecida, como essa do jornal Valor, sem falar em sua presença constante no twitter, onde tem mais de 500 mil seguidores.

Admite que tem sido abordado por alguns partidos. Cita “um emissário de Lula”, e outros do PSB, que tentaram levá-lo aos festejos de 70 anos do partido. Da festa, declinou, mas nada disse quanto ao que respondeu aos emissários de Lula. Tem sido também cortejado por Marina Silva, cogitada para companheira de chapa.

O desafio de Barbosa é conciliar suas afinidades ideológicas, em sintonia com o petismo, com a fonte de sua popularidade, que é justamente ter condenado a conduta dos petistas no poder.

Será necessária uma engenharia política digna de um Maquiavel. Os que o cumprimentam nas ruas e aeroportos imaginam estar diante do algoz do PT – e se espantarão ao saber que, inversamente, estão diante de alguém que se propõe a retomar uma trajetória interrompida pelo “golpe do impeachment”.

Se conseguir tal façanha, se revelará um gênio da política, alguém que, enfim, merecerá a Presidência da República.

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

2 setembro 2017 DEU NO JORNAL

O ESPORRADOR ATACA MAIS UMA VEZ

O homem que havia sido preso nesta semana por ejacular em uma mulher dentro de um ônibus e depois foi solto pela Justiça de São Paulo, foi detido novamente na manhã deste sábado (2) ao atacar outra passageira dentro de um coletivo na região da Avenida Paulista, centro da capital.

O ajudante de serviços gerais Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso dessa vez por de ato obsceno contra uma mulher dentro de um ônibus que passava pela Avenida Brigadeirio Luis Antônio.

Diego foi detido por volta das 8h por passageiros do coletivo. Eles chamaram policiais militares, que o detiveram.

* * *

Este cabra é competente no ofício da esporragem.

Tem um estoque de gala do cacete (êpa!).

Foi preso novamente e vai ser solto mais uma vez.

A justiça acha que é uma injustiça prender um pobre excluído, um coitado dum tarado sem acesso à putaria das elites.

O Instituto Lula acabou de emitir uma nota prestando total solidariedade ao esporrador.

Diego, O Esporrador, saindo da delegacia esta semana; hoje ele voltou pra lá novamente…

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

2 setembro 2017 HORA DA POESIA

PRA ALMINHA BOA – Mário Quintana

Na minha rua há um menininho doente.
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.

Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola,
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola…

Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.

Ele trabalha silenciosamente…
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente…

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

VELHICE EM ANOS DOURADOS

Na adolescência eu trabalhava como mensageiro durante meio expediente para ganhar meio salário mínimo numa construtora com sede na Ribeira, em Natal. Atravessava diariamente a Praça Augusto Severo e ali encontrava pessoas saudáveis jogando cartas, dominó, gamão ou “porrinha” e as tachava de boas-vidas.

Não entendia o porquê de eu dar um duro danado trabalhando e estudando, enquanto elas se permitiam o luxo de nada fazer. Hoje admito o quanto estava enganado. Aqueles desocupados eram aposentados em gozo do ócio merecido.

A cena bucólica de antigamente desapareceu. Agora, na doçura do nada fazer, os idosos, curtem mesas de bares, aos sábados, e praias aos domingos.

Certa feita, enquanto aguardava amigos num desses bares da moda, eu bisbilhotava o bate-papo de aposentados em mesa vizinha a minha. Ouvi o seguinte:

– E aí rapaz, o que anda aprontando agora? – pergunta um deles.

– Estou desfazendo à tarde o que fiz de manhã! – responde outro.

– Está gostando da vida de aposentado? – insiste o primeiro.

– Se eu soubesse que era tão boa essa vida não teria sequer começado a trabalhar. Na admissão, eu já entraria com o pedido de aposentadoria. A gente faz o que quer, quando quer, na hora que bem entender – e continua:

– Agora, sem sacanagem. Estou fazendo coisas que nunca imaginei fazer ao longo da minha existência. Conhecer o mundo e me dedicar a atividades diferentes daquela na qual passei a vida trabalhando são algumas delas.

Realmente, em apenas meio século, o mundo virou de ponta cabeça e essa rotação acarretou radical transformação nos costumes dos povos. Os idosos de hoje não se satisfazem em sonhar com bailes de máscaras como os descritos em Dom Casmurro, de Machado de Assis, nem com as fantasias sexuais de Capitu, Bento e Escobar.

Tampouco matam o tempo em jardins de praças públicas. Muitos permanecem rijos e ativos. Trabalham, praticam esportes e exercícios sexualistas. Pudera. Vivenciamos a era da globalização, do encurtamento de distancias, da informação em tempo real, do prolongamento da existência, da melhoria da qualidade de vida, da liberdade sexual e do Viagra.

A imagem da avó rechonchuda, de vestido austero e óculos de grau apoiado na ponta do nariz ensinando a netinha o dever de casa, essa, há muito desapareceu dos reclamos comerciais.

É difícil encaixar tal cena no extraordinário mundo novo. As vovozinhas de agora desfilam silhuetas provocantes de mulheronas espevitadas, atuantes e indóceis, enquanto os vovôs adoram parecer garotões sarados, serelepes e antenados enganando as limitações da idade.

Isso acontece porque os anseios dos idosos são outros, onde prevalece a vontade de continuar trabalhando por prazer e de se manter socialmente ativo a maior parte da vida que lhes resta.

Chegaram os amigos sessentões e entabulamos nosso papo. Lá pras tantas perguntei a um deles que passara por delicado problema de saúde:

– Como você preencheu o tempo durante o período no estaleiro?.

– Passei os dias escrevendo poesias, atualizando minha cinemateca e vendo vídeos pornográficos na internet” – respondeu ele com sinceridade.

Pois sim, a terceira idade de hoje vive, realmente, seus anos dourados!

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

JAHY ALMEIDA FILHO – BRASÍLIA-DF

Fiquei muito preocupado pelos dias fora do ar.

Achei que a verba do governo (patrocínio) não tinha pingado na conta do jornal para pagar as contas.

R. Caro leitor, aqueles três dias fora do ar foram pra arrombar a tabaca de Xolinha!

Tudo culpa da LocaWeb, a “empresa” que hospeda o jornal.

E isto porque o pagamento estava dia. Imagine se estivesse atrasado…

Quanto a esta tal “verba do governo” a que você se refere, ela continua sem pingar no cofre desta gazeta escrota.

Vive este JBF numa situação de miserabilidade extrema.

Nem o governo nem as empresas da iniciativa privada se interessam em botar um reclame no jornal.

Até um boteco do meu bairro, aqui no Recife, recusou uma proposta que fiz. Seu Honório, proprietário do estabelecimento, disse que um reclame do seu bar no JBF iria sujar o nome da firma.

O salário de Chupicleide, secretária de redação, continua em atraso e ela ainda nem recebeu o 13º do ano passado.

Apesar disto, a mulherzada não sai daqui.

Até as feministas acessam.

2 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

GI E GUI: BONITO, O AMOR

O casal de doutores não vê nada de mais em buquês de flores que traduzem a gratidão dos culpados que livraram do castigo

Gilmar Mendes não vê nada de mais na insistência em julgar o caso que envolve Jacob Barata, pai de uma afilhada de casamento. Guiomar Mendes não vê nada demais no buquê de flores enviado por Barata ao casal, com palavras de eterna gratidão.

Guiomar jura que nem se lembra de ter recebido as flores. “É impossível recordar quantas flores já nos foram enviadas com objetivo de nos cumprimentar”, alega. A miopia esperta da dupla de doutores é de chorar, mas tudo tem seu lado bom: o Brasil constatou que a a mulher que chama de Gi o marido que a chama de Gui nasceram um para o outro.

Bonito, o amor.


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