4 setembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

NÃO EXISTE JACARÉ EMBAIXO DA CAMA

O advogado da Petrobras na Lava Jato, René Ariel Dotti, deu uma importante entrevista ao Estadão.

Ele disse:

“A Lava Jato, no meu entendimento, interrompeu um golpe de estado… O PT ia fazer um golpe de estado, na medida em que estava corrompendo grande parte do Congresso e colocando gente no Supremo Tribunal Federal para ter uma continuidade de poder, um projeto de poder.”

* * *

Eu acho que este advogado está, como diz Ceguinho Teimoso, enxergando jacaré embaixo da cama.

Mais democrático que o PT de Lula, só mesmo o PCdoB de Jandira Pinguelão.

Embora Jaques Wagner, petista de alto escalão, ex-governador da Bahia e nome de destaque na sigla vermêia-istrelada tenha dito em público que a democracia “é um problema.”, eu continuo acreditando na vocação democrática dos dirigentes petistas.

Tanto quanto acredito na vocação democrática de Nicolás Maduro, de Raul Castro e de Kim Jong-un.

“Nós não fizemos uma revolução, este é o nosso problema”

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

4 setembro 2017 JOSELITO MÜLLER

JURISTAS DIZEM QUE LIBERAÇÃO DO EJACULADOR DO BUSÃO FOI MUITO PRECOCE

Ocorrido na manhã de hoje na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Lapão Roliço, o VIII Encontro Nacional dos Juristas Renomados discutiu, entre outros temas, a liberação do chamado “ejaculador do busão”.

Segundo o catedrático titular da cadeira de Direito Penal Onanista, Pós-doutor Jacinto Pinto Aquino Rego:

“FOI MUITO GOZADA ESSA DECISÃO QUE SOLTOU O SUJEITO, JÁ QUE A JURISPRUDÊNCIA REMANSOSA DO SUPREMO CONSIDERAVA A PUNHETA EM PÚBLICO COMO UM DOS OITO PECADOS CAPITAIS”.

O professor avalia que a decisão abre precedente que pode redefinir os limites dos direitos sexuais recreativos, uma vez que já ganha força uma campanha pela descriminalização da punheta em território nacional.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE-MS

Sr. Editor,

Vamos divulgar mais uma notícia que expõe os meandros da alma mais honesta do STF.

Clique na manchete abaixo e divirta-se:

ESCÂNDALO NO MT EXPÕE INFLUÊNCIA E CONEXÕES DE GILMAR

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 MARY ZAIDAN

FATOS SATÂNICOS

Há uma semana o noticiário político do país se ocupa em anunciar que até um dia antes do feriado da Independência o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar nova denúncia contra o presidente Michel Temer. O fato é, de fato, só o anúncio de um provável fato. Mas o uso de um sucedido não acontecido tem sido suficiente para criar fatos.

Temer pode vir a ser denunciado novamente e tudo indica que será. Pode ser culpado, virar réu, ser condenado. Não é disso que se trata.

A questão central é que os fatos deveriam determinar o processo, e não a conveniência do denunciante – no caso, Rodrigo Janot, cujo mandato expira em 14 dias corridos. E que, acelerado contra o tempo, empenha-se em divulgar que tem em mãos fatos futuros. Dá comida a oportunistas e a incautos, alimentando-os com a promessa de fatos que embasam todo tipo de especulação.

Enche a pança de quem lucra com isso.

Não é a primeira nem será a última vez que isso ocorre. Não raro, com fatos mais chochos do que a expectativa deles.

Assim foi com “a delação do fim do mundo” de Marcelo Odebrecht e seus 72 asseclas, que abalou mais o universo antes do que depois das oitivas. Também com a do ex-ministro Antonio Palocci, que nem chegou a acontecer, mas que revelaria fatos arrasadores, capazes de provocar hecatombe no sistema financeiro. Ou mesmo com a primeira denúncia contra Temer, cujos fatos, ainda que graves, ficaram aquém do frisson inicial – e muitos deles sequer foram confirmados.

Sabedor de que para ganhar apoio é preciso construir audiências, Janot incentiva o clima de suspense. Uns e outros vazamentos de “fontes da PGR” garantem isso.

Depois de ganhar pontos com a denúncia contra Temer e perdê-los parcialmente com o descalabro da liberdade total concedida aos irmãos Batista, o procurador-geral tem pouco tempo para angariar aplausos. Talvez por isso, busca obtê-los escancarando a opção por um lado. Pelo menos é o que parece. E se não é isso, não deveria deixar parecer que é.

Além da segunda denúncia anunciada contra Temer, sob medida para a apoteose do adeus, Janot não abrirá procedimentos de apuração sobre a dinheirama que Joesley Batista disse ter desviado para o PT, para o ex-presidente Lula e sua pupila Dilma Rousseff. Deixará tudo na conta do ex-ministro Guido Mantega, que já está mexendo pauzinhos para contar pelo menos parte do que sabe, se livrar da cadeia provisória e de processos futuros.

Dentro da ótica de saída do PGR, somando fatos com não fatos e a criação de fatos, tem-se que depois de quase 14 anos de apropriação do Estado, de corrupção institucionalizada em todas as empresas públicas, obras, fundos de pensão e investimentos, quem chefiava tudo era o PMDB do vice de Dilma.

Mas, da mesma forma que o ex execra o juiz Sérgio Moro, Temer, para a alegria de Janot, rendeu-se ao exercício da demonização do acusador. Jogou fora a chance de mostrar a diferença entre a ocorrência real, como é o caso de Lula – investigado em cinco processos, julgado e condenado em um deles – e uma acusação ainda não consumada. Provavelmente porque, assim como Lula, não tem como soltar o rabo.

Ainda que flor malcheirosa, com contas a prestar à Justiça, não dá para imputar a um vice de um partido coadjuvante a culpa de todos os males. No arranjo com o PT, o PMDB de Temer deu guarita a vários capetas dele e do parceiro, mas não era ele quem dominava o inferno. Lambuçou-se com as benesses e serviu de esconderijo para o diabo.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

ANDREA RIVIELO – BAIXO GUANDU-ES

Berto,

eu estava até com dúvida, mas quando vi os objetos que a Polícia Federal encontrou no sítio em Atibaia… estou certa que é de propriedade do Lula.

Veja as fotos do material encontrado na cozinha do sítio.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

O SEGREDO DO PAJÉ NAS AVENTURAS DE TIBICUERA

Para João Berto

Em 1937, com o objetivo de fazer frente ao nacionalismo ufanista do Estado Novo de Getúlio Vargas, Érico Veríssimo oferece sua versão da história do Brasil por meio das peripécias de um jovem índio capaz de vencer o tempo e a morte. Logo no início, o herói recebe dois presentes do pajé de sua tribo – o apelido Tibicuera, que significa ‘cemitério’ em sua língua devido à magreza assustadora do índio, e o segredo da eterna mocidade. A posse desse segundo regalo lhe permite participar de episódios marcantes da história do Brasil. O índio está no litoral da Bahia quando Cabral aporta, em 1500. Participa da luta contra os franceses e holandeses no Rio de Janeiro e em Pernambuco, e da defesa do Quilombo dos Palmares. Combate na Revolução Farroupilha e está presente nos eventos da Independência, bem como na agitação que marca a proclamação da República. Amigo de Anchieta, de Tiradentes e de José do Patrocínio, fornece o testemunho vivo e presente da história.

No prefacio que escreve para o livro, Érico Veríssimo não hesitar em afirma – “a princípio pode parecer fantástico que um homem tenha conseguido atravessar vivo e rijo mais de quatrocentos anos. Mas estou certo de que, após a leitura do capítulo intitulado “O Segredo do Pajé”, todos vocês não só aceitarão o fato como também farão o possível para seguir os conselhos do feiticeiro, a fim de vencer o tempo e a morte.”

Eis ‘O Segredo do Pajé’, um dos mais belos contos do livro, sobre a amizade, a compreensão, a tolerância, a honestidade, a afetividade, a fraternidade e o amor, Érico Veríssimo prova porque era o romancista mais querido e lido do Modernismo:

Um dia o pajé me chamou à sua oca. Entrei. Fui recebido com esta pergunta:

– Tibicuera, qual o maior bem da vida?

– A coragem – respondi, sem esperar um segundo.

– Só a coragem?

Embatuquei. O pajé ficou sorrindo por trás da fumaça do cachimbo. Gaguejei:

– A… a…

O feiticeiro me interrompeu:

– O pajé é corajoso. Mas de que vale isso? Seu braço não pode levantar o tacape, seus pés não têm mais força para correr…

– Ah! – exclamei. – Mas tu és poderoso, sabes de remédios para todas as dores, consegues tudo com tuas mágicas.

O pajé continuou a sorrir. Sacudiu a cabeça:

– Ilusão – disse. Pura ilusão.

Depois dum silêncio curto, tornou a falar:

– O maior bem da vida é a mocidade. Um dia Tibicuera fica velho. Atirado na oca, tecendo redes. Não pode ir mais para a guerra. O jaguar urra no mato e Tibicuera não tem força para manejar o arco. Tibicuera é mais fraco que mulher.

Escancarou a boca desdentada. Eu escondi o rosto nas mãos para não enxergar o fantasma da minha velhice.

– Pajé… Tibicuera não quer ficar velho. Ensina-me um remédio para vender o tempo, para enganar a morte. Tu, que sabes tudo, que viste tudo, que falaste com o grande Sumé…

O pajé continuava a me olhar com os olhos entrefechados. Bateu na testa com o dedo indicador da mão direita.

– O remédio está aqui dentro, Tibicuera. Não há feitiçaria. O pajé gosta de ti. Ele te ensina. Escuta. O tempo passa, mas a gente finge que não vê. A velhice vem, mas a gente luta contra ela, como se ela fosse um guerreiro inimigo. Os homens envelhecem porque querem. Só muito tarde é que compreendi isso. Tibicuera pode vencer o tempo. Tibicuera pode iludir a morte. O remédio está aqui. – Tornou a bater na testa. – Está no espírito. Um espírito alegre e são vence o tempo, vence a morte. Tibicuera morre? Os filhos de Tibicuera continuam. O espírito continua: a coragem de Tibicuera, o nome de Tibicuera, a alma de Tibicuera. O filho é a continuação do pai. E teu filho terá outro filho e teu neto também terá descendentes e o teu bisneto será bisavô dum homem que continuará o espírito de Tibicuera e que portanto ainda será Tibicuera. O corpo pode ser outro, mas o espírito é o mesmo. E eu te digo, rapaz, que isso só será possível se entre pai e filho existir uma amizade, um amor tão grande, tão fundo, tão cheio de compreensão, que no fim Tibicuera não sabe se ele e o filho são duas pessoas ou uma só.

Eu olhava para o pajé, mal compreendendo o que ele me ensinava. O feiticeiro falou até madrugada alta. Quando voltei para minha oca, fiquei por longo tempo olhando para meu filho que dormia na rede.

E eu me enxerguei nele, como se a rede fosse um grande espelho ou a superfície dum lago calmo.

* * *

O decreto criminoso de Michel Temer e a sua suspensão por um juiz federal honrado

O juiz Federal de Brasília, Dr. Rolando Spanholo, que determinou a suspensão imediata de “todo e qualquer ato administrativo” que busque extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), já foi borracheiro e lavou carros junto com o pai no interior do Rio Grande do Sul quando era adolescente.

O Juiz Rolando Spanholo, adolescente, lavando carro junto com os irmãos no Rio Grande do Sul

Por meio de uma Ação Popular, medida prevista no art. 5.º, LXXIII da Constituição Federal, a que tem direito qualquer cidadão que deseje questionar judicialmente a validade de atos que considera lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, um eleitor consciente de Brasília propôs na Justiça Federal a decretação da inconstitucionalidade do Decreto n.º 9. 147, de 28.08.2017, deliberado pelo presidente da república, extinguindo a Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados, reserva mineral e outras constituídas. Prontamente o juiz acatou o pedido do cidadão em decisão liminar e suspendeu o decreto criminoso do presidente Michel Temer.

Na decisão sobre a reserva amazônica, publicada na terça-feira, dia 29, o juiz Rolando Spanholo fala da importância da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), e diz que o local não pode ter seu uso alterado por decreto. A medida é liminar (urgente e provisória), e prevê que qualquer alteração no uso dos recursos existentes na área só pode ser feita a partir de decisão do Poder Legislativo.

A Advocacia-Geral da União (AGU), tão insensata quanto o presidente, informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para suspender a liminar do juiz Dr. Rolando Spanholo, atitude insana essa da AGU que demonstra que age como os serralheiros que cortaram a palmeira imperial da Praça (Nossa Senhora) do Carmo para as antas ouvirem o discurso tolête grosso de Lapa de Traidor.

O juiz federal Rolando Spanholo, em 2015, tomando posse no TRF 1 da JFDF

Criada em 1984 (Decreto n.º 89.404, de 24.02.1984, presidente João Figueiredo) e localizada entre os estados do Amapá e do Pará, a reserva tem mais de 4 milhões de hectares, aproximadamente do tamanho da Dinamarca. A área tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, entre os quais ferro, manganês e tântalo, o que desperta a cobiça ilimitada humana, sem racionalidade pouco lhe importando o destino do planeta amanhã!

“A Natureza nada faz contra a ação nefasta do homem.” “Simplesmente se vinga e o homem não vai ter tempo de se arrepender pela agressão feita.”

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

ELE DISSE QUE SÓ ACREDITOU PORQUE DEU NA GLOBO

Dois comentários sobre a postagem FORA DO AR

Josemar rabelo:

“A Seleção Brasileira, num treino, com suas maiores estrelas, conseguiu colocar 35 mil pessoas num estádio em Manaus.

Lula, sozinho colocou mais de 70 mil, segundo a Globo. em Monteiro PB.

Baba Besta Fubana,

kkkkkkkkkk”

Estes são apenas 5 dos 70 mil militantes que estavam no comício de Lula em Monteiro-PB

* * *

Chatonildo:

“Caraca!

Segundo o IBGE a cidade de Monteiro, PB conta com 30.852 habitantes!

Os outros 39 mil participantes foram de ônibus?”

* * *

O assíduo leitor Josemar (ele acessa esta gazeta escrota todos os dias) manda a Besta Fubana babar. Ao invés disso, quem vai babar é o nosso estimado jumento Polodoro. Babar pela pica, esporrando no furico de Josemar (Vôte! que nome da porra).

Não custa nada lembrar que Polodoro é o único jegue deste país que não vota em Lula.

Mas antes de Polodoro enrabar Josemar, vamos botar nosso querido jumento pra rinchar em homenagem a este descerebrado leitor, contador de multidões, PhD em Recenseamento Demográfico Idiotífero.

Rincha, Polodoro!

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

4 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

MACACO PERGUNTARÁ AO HOMEM: “VALEU A PENA?”

Estranho país o Brasil! Aboliu as baforadas de cigarro nos salões dos restaurantes chiques. Mas não consegue impedir que pervertidos ejaculem na cara das mulheres em ônibus e trens urbanos.

Quem poderia imaginar que, no processo da evolução humana, o macho brasileiro se tornaria um bípede para poder abrir o zíper num transporte coletivo do século 21, colocar o pênis para fora, masturbar-se e espargir esperma em fêmeas indefesas?

Um King Kong enxergaria essa modalidade de sexo público como uma prática constrangedora. Em São Paulo, porém, chamado a julgar o caso do sujeito que ejaculou no pescoço de uma mulher dentro do ônibus, um juiz mandou soltá-lo com base na seguinte argumentação:

”Entendo que não houve constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado.”

Levando-se o raciocínio do doutor às últimas (in)consequências, a mulher ultrajada talvez devesse agradecer ao agressor pela civilidade do ataque. Mas a vítima, aos prantos, discordou: “Eu me senti um lixo. Para a Justiça, não fui constrangida!”

A decisão ajuda a explicar o comportamento do agressor. Não foi a primeira vez que ele meteu o pênis na cara de uma mulher. Acumula 13 passagens pela polícia por “ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor” e três prisões, sendo duas por “estupro”.

O cobrador do ônibus evitou que o tarado fosse agredido. Segurou-o até a chegada da polícia. Lamentou que a prisão tenha sido relaxada no dia seguinte. Disse estar “decepcionado”.

O juiz escorou sua decisão em manifestação do promotor, também favorável à liberação do agressor, mediante pagamento de multa. Tais injustiças levam algumas pessoas a gritarem, de tempos em tempos: “Livrai-me da Justiça, que dos malfeitores me livro eu.”

Alguém já disse que a civilização é tudo o que sobra para ser desenterrado dez mil anos depois. Quando os arqueólogos desencavarem evidências de que os ataques sexuais eram comuns nos transportes coletivos brasileiros, tudo será esclarecido.

A comunidade científica concluirá que o macho brasileiro parou de evoluir por volta dos anos 2000, tomando o caminho de volta. Era bípede. Mas retrocedeu até ficar de quatro. Registros sonoros indicarão que o macaco voltou à cena para perguntar: “Acha que valeu a pena?”

Atualização feita às 10h54 deste sábado (2): O ejaculador solto pelo juiz, com o aval do promotor, voltou a exibir o pênis para uma mulher dentro de um ônibus nesta manhã de sábado. Detido pelos passageiros, o sujeito foi preso novamente.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

PRYSCILA – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

CORDEL DO EJACULADOR

Miguezim de Princesa

I
Apareceu em São Paulo
Um sujeito abusador,
Não pode ver uma mulher
Dentro de ônibus ou metrô
Que começa a agonia,
O tal ejaculador.

II
Ejaculou quinze vezes,
Mas, depois que ejaculou,
Foi levado à audiência,
E com pena o promotor
Pediu que o juiz soltasse,
Não é que o juiz soltou?

III
Quando soube da notícia
Que já saía sua soltura,
O tal ejaculador
Ficou na maior fissura,
Pensando num ônibus cheio
Sem medo da cana dura.

IV
Passa na cabeça dele
Mulheres que ele sujou:
Foram uma magra, duas gordas,
Outra com roupa de flor,
E o juiz, achando graça,
Soltando o ejaculador.

V
Depois que ele foi solto,
Deu uma carreira medonha,
Entrou num ônibus sanfona
E, quando viu dona Tonha,
Disse: -É hoje que eu me acabo,
Está liberada a bronha!.

VI
Executava o serviço,
Sem nem ligar pra arenga,
Quando o Cabo Muriçoca
Gritou: – Aqui não tem quenga!,
Logo prendeu o tarado,
Algemando a estrovenga.

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4 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

INFRAESTRUTURA

Infraestrutura é o conjunto de atividades que auxiliam a economia na sua trajetória de expansão. É um esquema de apoio às empresas na realização dos negócios. Internos ou externos.

A melhor rota para direcionar a economia no bom caminho, atrair investimentos, promover desenvolvimento e gerar empregos é via infraestrutura. Manter este suporte sob permanentes cuidados.

Governo que não oferece conjuntura para despertar interesses, seja na iniciativa privada ou na pública, não presta nenhum favor de grandeza ao país. Não exerce o dever de gestão pública. Muito pelo contrário, a gestão omissa, só planta incapacidade, aborrecimentos. Divergências. Descontentamentos. Atraso.

Uma logística bem montada, compreende diversos serviços. O básico é a oferta de energia, incluída a distribuição, as telecomunicações, transporte, compreendendo rodovias, portos, ferrovias, e aeroportos, para conduzir cargas e passageiros, cursos de formação de mão de obra, saúde, rede de água e esgoto doméstico e industrial. Em conjunto, esses itens comandam o processo produtivo. Impulsionam o crescimento econômico/social. Tratam das necessidades do país e da população. Como um todo.

Mas, quando os itens não se interagem, há precariedade de infraestrutura, os produtos e os serviços automaticamente encarecem. Sobem de preço. Prejudicando tantos os negócios internos e, principalmeente, as exportações.

Infelizmente, os governos costumam relaxar. Deixam de investir na base de sustentação econômica. O resultado é a decadência do país na qualidade dos serviços disponíveis. Sem alternativas e temerosos de perder negócios, os empreendedores mantém a ideia de que há necessidade de melhorar a deficiente infraestrutura brasileira. Constantemente.

O descaso na manutenção dos 1,6 milhão de quilômetros de extensão da malha rodoviária, principal meio de deslocamento de produtos e de passageiros no Brasil, apesar de caro, deixa as estradas esburacadas. Apresenta problemas na pavimentação, na sinalização ou na geometria das vias.

De modo que trafegar pelas estradas federais, além do desconforto, as pessoas correm perigo. A buraqueira e a insegurança, o medo de assalto, deixam quem cai na estrada, inseguro quanto a viagem. Desaconselha o retorno pra casa por esse modal. Numa boa.

Faz dois séculos, o país exporta e importa produtos para diversos destinos, via navegação marítima. Todavia, apesar do crescimento na movimentação de cargas, poucos portos nacionais receberam os investimentos essenciais para acompanhar o ritmo de desenvolvimento.

O resultado é o volume de contêineres acumular, a burocracia emperrar os despachos, o aumento dos combustíveis elevar o custo nos terminais. Formando em muitos casos infindáveis filas de caminhões, aguardando atendimento.

Na questão de ferrovias, a situação não é diferente. É grave também. Para uma nação de dimensões continentais, como é o caso brasileiro, os 30 mil quilômetros de trilhos em disponibilidade são insuficientes para aguentar o tranco ferroviário. O incrível é que tem projetos de novas linhas de trem parados. Sem sair do papel, atrapalhados com desleais licitações e falta de recursos financeiros.

O exemplo da ferrovia Transnordestina, ligando três estados da região, Ceará, Piauí e Pernambuco, é o um exemplo clássico do descaso público. Desde 2006, quando foram iniciados os trabalhos, até o momento, dos 1.753 quilômetros de extensão do projeto, apenas 600 quilômetros dos trilhos projetados, foram colocados. A alegação para a interrupção dos trabalhos é falta de pagamento à empesa construtora. Dos R$ 11,5 bilhões estimados do projeto, a obra já custou sete bilhões de reais. Inultimente.

As consequências do descaso público com a infraestrutura são evidentes. Custo em alta, dilatação do prazo de entrega de mercadorias, queda de renda, inviabilização de investimentos privados, acúmulo de estoques. Com tantos inconvenientes em pauta, é claro que a competitividade do país cai. Prejudica indústria, comércio, exportação, consumo, PIB.

Até a década de 90, o governo era o único responsável pela oferta de infraestrutura. Todavia, após essa data, com a expansão da iniciativa privada, as empresas, mediante contrato de concessão, também entraram na jogada. Aprenderam a tirar proveito das melhorias executadas por conta própria. Reduzem custos para elevar ganhos.

De acordo com o índice do Word Economic Forum, relativo ao período 2015/2016, o Brasil ocupa alta e vergonhosa posição no quadro de tratamento de infraestrutura no mundo. Enquanto o país aparece em 123º lugar, os Estados Unidos se encontram na 13ª acomodação, antecedidos pela Suíça, Japão e Alemanha. As nações que melhor cuidam deste importante item econômico. Infraestrutura.


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