4 setembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

NÃO EXISTE JACARÉ EMBAIXO DA CAMA

O advogado da Petrobras na Lava Jato, René Ariel Dotti, deu uma importante entrevista ao Estadão.

Ele disse:

“A Lava Jato, no meu entendimento, interrompeu um golpe de estado… O PT ia fazer um golpe de estado, na medida em que estava corrompendo grande parte do Congresso e colocando gente no Supremo Tribunal Federal para ter uma continuidade de poder, um projeto de poder.”

* * *

Eu acho que este advogado está, como diz Ceguinho Teimoso, enxergando jacaré embaixo da cama.

Mais democrático que o PT de Lula, só mesmo o PCdoB de Jandira Pinguelão.

Embora Jaques Wagner, petista de alto escalão, ex-governador da Bahia e nome de destaque na sigla vermêia-istrelada tenha dito em público que a democracia “é um problema.”, eu continuo acreditando na vocação democrática dos dirigentes petistas.

Tanto quanto acredito na vocação democrática de Nicolás Maduro, de Raul Castro e de Kim Jong-un.

“Nós não fizemos uma revolução, este é o nosso problema”

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

4 setembro 2017 JOSELITO MÜLLER

JURISTAS DIZEM QUE LIBERAÇÃO DO EJACULADOR DO BUSÃO FOI MUITO PRECOCE

Ocorrido na manhã de hoje na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Lapão Roliço, o VIII Encontro Nacional dos Juristas Renomados discutiu, entre outros temas, a liberação do chamado “ejaculador do busão”.

Segundo o catedrático titular da cadeira de Direito Penal Onanista, Pós-doutor Jacinto Pinto Aquino Rego:

“FOI MUITO GOZADA ESSA DECISÃO QUE SOLTOU O SUJEITO, JÁ QUE A JURISPRUDÊNCIA REMANSOSA DO SUPREMO CONSIDERAVA A PUNHETA EM PÚBLICO COMO UM DOS OITO PECADOS CAPITAIS”.

O professor avalia que a decisão abre precedente que pode redefinir os limites dos direitos sexuais recreativos, uma vez que já ganha força uma campanha pela descriminalização da punheta em território nacional.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE-MS

Sr. Editor,

Vamos divulgar mais uma notícia que expõe os meandros da alma mais honesta do STF.

Clique na manchete abaixo e divirta-se:

ESCÂNDALO NO MT EXPÕE INFLUÊNCIA E CONEXÕES DE GILMAR

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 MARY ZAIDAN

FATOS SATÂNICOS

Há uma semana o noticiário político do país se ocupa em anunciar que até um dia antes do feriado da Independência o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar nova denúncia contra o presidente Michel Temer. O fato é, de fato, só o anúncio de um provável fato. Mas o uso de um sucedido não acontecido tem sido suficiente para criar fatos.

Temer pode vir a ser denunciado novamente e tudo indica que será. Pode ser culpado, virar réu, ser condenado. Não é disso que se trata.

A questão central é que os fatos deveriam determinar o processo, e não a conveniência do denunciante – no caso, Rodrigo Janot, cujo mandato expira em 14 dias corridos. E que, acelerado contra o tempo, empenha-se em divulgar que tem em mãos fatos futuros. Dá comida a oportunistas e a incautos, alimentando-os com a promessa de fatos que embasam todo tipo de especulação.

Enche a pança de quem lucra com isso.

Não é a primeira nem será a última vez que isso ocorre. Não raro, com fatos mais chochos do que a expectativa deles.

Assim foi com “a delação do fim do mundo” de Marcelo Odebrecht e seus 72 asseclas, que abalou mais o universo antes do que depois das oitivas. Também com a do ex-ministro Antonio Palocci, que nem chegou a acontecer, mas que revelaria fatos arrasadores, capazes de provocar hecatombe no sistema financeiro. Ou mesmo com a primeira denúncia contra Temer, cujos fatos, ainda que graves, ficaram aquém do frisson inicial – e muitos deles sequer foram confirmados.

Sabedor de que para ganhar apoio é preciso construir audiências, Janot incentiva o clima de suspense. Uns e outros vazamentos de “fontes da PGR” garantem isso.

Depois de ganhar pontos com a denúncia contra Temer e perdê-los parcialmente com o descalabro da liberdade total concedida aos irmãos Batista, o procurador-geral tem pouco tempo para angariar aplausos. Talvez por isso, busca obtê-los escancarando a opção por um lado. Pelo menos é o que parece. E se não é isso, não deveria deixar parecer que é.

Além da segunda denúncia anunciada contra Temer, sob medida para a apoteose do adeus, Janot não abrirá procedimentos de apuração sobre a dinheirama que Joesley Batista disse ter desviado para o PT, para o ex-presidente Lula e sua pupila Dilma Rousseff. Deixará tudo na conta do ex-ministro Guido Mantega, que já está mexendo pauzinhos para contar pelo menos parte do que sabe, se livrar da cadeia provisória e de processos futuros.

Dentro da ótica de saída do PGR, somando fatos com não fatos e a criação de fatos, tem-se que depois de quase 14 anos de apropriação do Estado, de corrupção institucionalizada em todas as empresas públicas, obras, fundos de pensão e investimentos, quem chefiava tudo era o PMDB do vice de Dilma.

Mas, da mesma forma que o ex execra o juiz Sérgio Moro, Temer, para a alegria de Janot, rendeu-se ao exercício da demonização do acusador. Jogou fora a chance de mostrar a diferença entre a ocorrência real, como é o caso de Lula – investigado em cinco processos, julgado e condenado em um deles – e uma acusação ainda não consumada. Provavelmente porque, assim como Lula, não tem como soltar o rabo.

Ainda que flor malcheirosa, com contas a prestar à Justiça, não dá para imputar a um vice de um partido coadjuvante a culpa de todos os males. No arranjo com o PT, o PMDB de Temer deu guarita a vários capetas dele e do parceiro, mas não era ele quem dominava o inferno. Lambuçou-se com as benesses e serviu de esconderijo para o diabo.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

ANDREA RIVIELO – BAIXO GUANDU-ES

Berto,

eu estava até com dúvida, mas quando vi os objetos que a Polícia Federal encontrou no sítio em Atibaia… estou certa que é de propriedade do Lula.

Veja as fotos do material encontrado na cozinha do sítio.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

O SEGREDO DO PAJÉ NAS AVENTURAS DE TIBICUERA

Para João Berto

Em 1937, com o objetivo de fazer frente ao nacionalismo ufanista do Estado Novo de Getúlio Vargas, Érico Veríssimo oferece sua versão da história do Brasil por meio das peripécias de um jovem índio capaz de vencer o tempo e a morte. Logo no início, o herói recebe dois presentes do pajé de sua tribo – o apelido Tibicuera, que significa ‘cemitério’ em sua língua devido à magreza assustadora do índio, e o segredo da eterna mocidade. A posse desse segundo regalo lhe permite participar de episódios marcantes da história do Brasil. O índio está no litoral da Bahia quando Cabral aporta, em 1500. Participa da luta contra os franceses e holandeses no Rio de Janeiro e em Pernambuco, e da defesa do Quilombo dos Palmares. Combate na Revolução Farroupilha e está presente nos eventos da Independência, bem como na agitação que marca a proclamação da República. Amigo de Anchieta, de Tiradentes e de José do Patrocínio, fornece o testemunho vivo e presente da história.

No prefacio que escreve para o livro, Érico Veríssimo não hesitar em afirma – “a princípio pode parecer fantástico que um homem tenha conseguido atravessar vivo e rijo mais de quatrocentos anos. Mas estou certo de que, após a leitura do capítulo intitulado “O Segredo do Pajé”, todos vocês não só aceitarão o fato como também farão o possível para seguir os conselhos do feiticeiro, a fim de vencer o tempo e a morte.”

Eis ‘O Segredo do Pajé’, um dos mais belos contos do livro, sobre a amizade, a compreensão, a tolerância, a honestidade, a afetividade, a fraternidade e o amor, Érico Veríssimo prova porque era o romancista mais querido e lido do Modernismo:

Um dia o pajé me chamou à sua oca. Entrei. Fui recebido com esta pergunta:

– Tibicuera, qual o maior bem da vida?

– A coragem – respondi, sem esperar um segundo.

– Só a coragem?

Embatuquei. O pajé ficou sorrindo por trás da fumaça do cachimbo. Gaguejei:

– A… a…

O feiticeiro me interrompeu:

– O pajé é corajoso. Mas de que vale isso? Seu braço não pode levantar o tacape, seus pés não têm mais força para correr…

– Ah! – exclamei. – Mas tu és poderoso, sabes de remédios para todas as dores, consegues tudo com tuas mágicas.

O pajé continuou a sorrir. Sacudiu a cabeça:

– Ilusão – disse. Pura ilusão.

Depois dum silêncio curto, tornou a falar:

– O maior bem da vida é a mocidade. Um dia Tibicuera fica velho. Atirado na oca, tecendo redes. Não pode ir mais para a guerra. O jaguar urra no mato e Tibicuera não tem força para manejar o arco. Tibicuera é mais fraco que mulher.

Escancarou a boca desdentada. Eu escondi o rosto nas mãos para não enxergar o fantasma da minha velhice.

– Pajé… Tibicuera não quer ficar velho. Ensina-me um remédio para vender o tempo, para enganar a morte. Tu, que sabes tudo, que viste tudo, que falaste com o grande Sumé…

O pajé continuava a me olhar com os olhos entrefechados. Bateu na testa com o dedo indicador da mão direita.

– O remédio está aqui dentro, Tibicuera. Não há feitiçaria. O pajé gosta de ti. Ele te ensina. Escuta. O tempo passa, mas a gente finge que não vê. A velhice vem, mas a gente luta contra ela, como se ela fosse um guerreiro inimigo. Os homens envelhecem porque querem. Só muito tarde é que compreendi isso. Tibicuera pode vencer o tempo. Tibicuera pode iludir a morte. O remédio está aqui. – Tornou a bater na testa. – Está no espírito. Um espírito alegre e são vence o tempo, vence a morte. Tibicuera morre? Os filhos de Tibicuera continuam. O espírito continua: a coragem de Tibicuera, o nome de Tibicuera, a alma de Tibicuera. O filho é a continuação do pai. E teu filho terá outro filho e teu neto também terá descendentes e o teu bisneto será bisavô dum homem que continuará o espírito de Tibicuera e que portanto ainda será Tibicuera. O corpo pode ser outro, mas o espírito é o mesmo. E eu te digo, rapaz, que isso só será possível se entre pai e filho existir uma amizade, um amor tão grande, tão fundo, tão cheio de compreensão, que no fim Tibicuera não sabe se ele e o filho são duas pessoas ou uma só.

Eu olhava para o pajé, mal compreendendo o que ele me ensinava. O feiticeiro falou até madrugada alta. Quando voltei para minha oca, fiquei por longo tempo olhando para meu filho que dormia na rede.

E eu me enxerguei nele, como se a rede fosse um grande espelho ou a superfície dum lago calmo.

* * *

O decreto criminoso de Michel Temer e a sua suspensão por um juiz federal honrado

O juiz Federal de Brasília, Dr. Rolando Spanholo, que determinou a suspensão imediata de “todo e qualquer ato administrativo” que busque extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), já foi borracheiro e lavou carros junto com o pai no interior do Rio Grande do Sul quando era adolescente.

O Juiz Rolando Spanholo, adolescente, lavando carro junto com os irmãos no Rio Grande do Sul

Por meio de uma Ação Popular, medida prevista no art. 5.º, LXXIII da Constituição Federal, a que tem direito qualquer cidadão que deseje questionar judicialmente a validade de atos que considera lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, um eleitor consciente de Brasília propôs na Justiça Federal a decretação da inconstitucionalidade do Decreto n.º 9. 147, de 28.08.2017, deliberado pelo presidente da república, extinguindo a Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados, reserva mineral e outras constituídas. Prontamente o juiz acatou o pedido do cidadão em decisão liminar e suspendeu o decreto criminoso do presidente Michel Temer.

Na decisão sobre a reserva amazônica, publicada na terça-feira, dia 29, o juiz Rolando Spanholo fala da importância da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), e diz que o local não pode ter seu uso alterado por decreto. A medida é liminar (urgente e provisória), e prevê que qualquer alteração no uso dos recursos existentes na área só pode ser feita a partir de decisão do Poder Legislativo.

A Advocacia-Geral da União (AGU), tão insensata quanto o presidente, informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para suspender a liminar do juiz Dr. Rolando Spanholo, atitude insana essa da AGU que demonstra que age como os serralheiros que cortaram a palmeira imperial da Praça (Nossa Senhora) do Carmo para as antas ouvirem o discurso tolête grosso de Lapa de Traidor.

O juiz federal Rolando Spanholo, em 2015, tomando posse no TRF 1 da JFDF

Criada em 1984 (Decreto n.º 89.404, de 24.02.1984, presidente João Figueiredo) e localizada entre os estados do Amapá e do Pará, a reserva tem mais de 4 milhões de hectares, aproximadamente do tamanho da Dinamarca. A área tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, entre os quais ferro, manganês e tântalo, o que desperta a cobiça ilimitada humana, sem racionalidade pouco lhe importando o destino do planeta amanhã!

“A Natureza nada faz contra a ação nefasta do homem.” “Simplesmente se vinga e o homem não vai ter tempo de se arrepender pela agressão feita.”

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

ELE DISSE QUE SÓ ACREDITOU PORQUE DEU NA GLOBO

Dois comentários sobre a postagem FORA DO AR

Josemar rabelo:

“A Seleção Brasileira, num treino, com suas maiores estrelas, conseguiu colocar 35 mil pessoas num estádio em Manaus.

Lula, sozinho colocou mais de 70 mil, segundo a Globo. em Monteiro PB.

Baba Besta Fubana,

kkkkkkkkkk”

Estes são apenas 5 dos 70 mil militantes que estavam no comício de Lula em Monteiro-PB

* * *

Chatonildo:

“Caraca!

Segundo o IBGE a cidade de Monteiro, PB conta com 30.852 habitantes!

Os outros 39 mil participantes foram de ônibus?”

* * *

O assíduo leitor Josemar (ele acessa esta gazeta escrota todos os dias) manda a Besta Fubana babar. Ao invés disso, quem vai babar é o nosso estimado jumento Polodoro. Babar pela pica, esporrando no furico de Josemar (Vôte! que nome da porra).

Não custa nada lembrar que Polodoro é o único jegue deste país que não vota em Lula.

Mas antes de Polodoro enrabar Josemar, vamos botar nosso querido jumento pra rinchar em homenagem a este descerebrado leitor, contador de multidões, PhD em Recenseamento Demográfico Idiotífero.

Rincha, Polodoro!

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

4 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

MACACO PERGUNTARÁ AO HOMEM: “VALEU A PENA?”

Estranho país o Brasil! Aboliu as baforadas de cigarro nos salões dos restaurantes chiques. Mas não consegue impedir que pervertidos ejaculem na cara das mulheres em ônibus e trens urbanos.

Quem poderia imaginar que, no processo da evolução humana, o macho brasileiro se tornaria um bípede para poder abrir o zíper num transporte coletivo do século 21, colocar o pênis para fora, masturbar-se e espargir esperma em fêmeas indefesas?

Um King Kong enxergaria essa modalidade de sexo público como uma prática constrangedora. Em São Paulo, porém, chamado a julgar o caso do sujeito que ejaculou no pescoço de uma mulher dentro do ônibus, um juiz mandou soltá-lo com base na seguinte argumentação:

”Entendo que não houve constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado.”

Levando-se o raciocínio do doutor às últimas (in)consequências, a mulher ultrajada talvez devesse agradecer ao agressor pela civilidade do ataque. Mas a vítima, aos prantos, discordou: “Eu me senti um lixo. Para a Justiça, não fui constrangida!”

A decisão ajuda a explicar o comportamento do agressor. Não foi a primeira vez que ele meteu o pênis na cara de uma mulher. Acumula 13 passagens pela polícia por “ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor” e três prisões, sendo duas por “estupro”.

O cobrador do ônibus evitou que o tarado fosse agredido. Segurou-o até a chegada da polícia. Lamentou que a prisão tenha sido relaxada no dia seguinte. Disse estar “decepcionado”.

O juiz escorou sua decisão em manifestação do promotor, também favorável à liberação do agressor, mediante pagamento de multa. Tais injustiças levam algumas pessoas a gritarem, de tempos em tempos: “Livrai-me da Justiça, que dos malfeitores me livro eu.”

Alguém já disse que a civilização é tudo o que sobra para ser desenterrado dez mil anos depois. Quando os arqueólogos desencavarem evidências de que os ataques sexuais eram comuns nos transportes coletivos brasileiros, tudo será esclarecido.

A comunidade científica concluirá que o macho brasileiro parou de evoluir por volta dos anos 2000, tomando o caminho de volta. Era bípede. Mas retrocedeu até ficar de quatro. Registros sonoros indicarão que o macaco voltou à cena para perguntar: “Acha que valeu a pena?”

Atualização feita às 10h54 deste sábado (2): O ejaculador solto pelo juiz, com o aval do promotor, voltou a exibir o pênis para uma mulher dentro de um ônibus nesta manhã de sábado. Detido pelos passageiros, o sujeito foi preso novamente.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

PRYSCILA – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

CORDEL DO EJACULADOR

Miguezim de Princesa

I
Apareceu em São Paulo
Um sujeito abusador,
Não pode ver uma mulher
Dentro de ônibus ou metrô
Que começa a agonia,
O tal ejaculador.

II
Ejaculou quinze vezes,
Mas, depois que ejaculou,
Foi levado à audiência,
E com pena o promotor
Pediu que o juiz soltasse,
Não é que o juiz soltou?

III
Quando soube da notícia
Que já saía sua soltura,
O tal ejaculador
Ficou na maior fissura,
Pensando num ônibus cheio
Sem medo da cana dura.

IV
Passa na cabeça dele
Mulheres que ele sujou:
Foram uma magra, duas gordas,
Outra com roupa de flor,
E o juiz, achando graça,
Soltando o ejaculador.

V
Depois que ele foi solto,
Deu uma carreira medonha,
Entrou num ônibus sanfona
E, quando viu dona Tonha,
Disse: -É hoje que eu me acabo,
Está liberada a bronha!.

VI
Executava o serviço,
Sem nem ligar pra arenga,
Quando o Cabo Muriçoca
Gritou: – Aqui não tem quenga!,
Logo prendeu o tarado,
Algemando a estrovenga.

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4 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

INFRAESTRUTURA

Infraestrutura é o conjunto de atividades que auxiliam a economia na sua trajetória de expansão. É um esquema de apoio às empresas na realização dos negócios. Internos ou externos.

A melhor rota para direcionar a economia no bom caminho, atrair investimentos, promover desenvolvimento e gerar empregos é via infraestrutura. Manter este suporte sob permanentes cuidados.

Governo que não oferece conjuntura para despertar interesses, seja na iniciativa privada ou na pública, não presta nenhum favor de grandeza ao país. Não exerce o dever de gestão pública. Muito pelo contrário, a gestão omissa, só planta incapacidade, aborrecimentos. Divergências. Descontentamentos. Atraso.

Uma logística bem montada, compreende diversos serviços. O básico é a oferta de energia, incluída a distribuição, as telecomunicações, transporte, compreendendo rodovias, portos, ferrovias, e aeroportos, para conduzir cargas e passageiros, cursos de formação de mão de obra, saúde, rede de água e esgoto doméstico e industrial. Em conjunto, esses itens comandam o processo produtivo. Impulsionam o crescimento econômico/social. Tratam das necessidades do país e da população. Como um todo.

Mas, quando os itens não se interagem, há precariedade de infraestrutura, os produtos e os serviços automaticamente encarecem. Sobem de preço. Prejudicando tantos os negócios internos e, principalmeente, as exportações.

Infelizmente, os governos costumam relaxar. Deixam de investir na base de sustentação econômica. O resultado é a decadência do país na qualidade dos serviços disponíveis. Sem alternativas e temerosos de perder negócios, os empreendedores mantém a ideia de que há necessidade de melhorar a deficiente infraestrutura brasileira. Constantemente.

O descaso na manutenção dos 1,6 milhão de quilômetros de extensão da malha rodoviária, principal meio de deslocamento de produtos e de passageiros no Brasil, apesar de caro, deixa as estradas esburacadas. Apresenta problemas na pavimentação, na sinalização ou na geometria das vias.

De modo que trafegar pelas estradas federais, além do desconforto, as pessoas correm perigo. A buraqueira e a insegurança, o medo de assalto, deixam quem cai na estrada, inseguro quanto a viagem. Desaconselha o retorno pra casa por esse modal. Numa boa.

Faz dois séculos, o país exporta e importa produtos para diversos destinos, via navegação marítima. Todavia, apesar do crescimento na movimentação de cargas, poucos portos nacionais receberam os investimentos essenciais para acompanhar o ritmo de desenvolvimento.

O resultado é o volume de contêineres acumular, a burocracia emperrar os despachos, o aumento dos combustíveis elevar o custo nos terminais. Formando em muitos casos infindáveis filas de caminhões, aguardando atendimento.

Na questão de ferrovias, a situação não é diferente. É grave também. Para uma nação de dimensões continentais, como é o caso brasileiro, os 30 mil quilômetros de trilhos em disponibilidade são insuficientes para aguentar o tranco ferroviário. O incrível é que tem projetos de novas linhas de trem parados. Sem sair do papel, atrapalhados com desleais licitações e falta de recursos financeiros.

O exemplo da ferrovia Transnordestina, ligando três estados da região, Ceará, Piauí e Pernambuco, é o um exemplo clássico do descaso público. Desde 2006, quando foram iniciados os trabalhos, até o momento, dos 1.753 quilômetros de extensão do projeto, apenas 600 quilômetros dos trilhos projetados, foram colocados. A alegação para a interrupção dos trabalhos é falta de pagamento à empesa construtora. Dos R$ 11,5 bilhões estimados do projeto, a obra já custou sete bilhões de reais. Inultimente.

As consequências do descaso público com a infraestrutura são evidentes. Custo em alta, dilatação do prazo de entrega de mercadorias, queda de renda, inviabilização de investimentos privados, acúmulo de estoques. Com tantos inconvenientes em pauta, é claro que a competitividade do país cai. Prejudica indústria, comércio, exportação, consumo, PIB.

Até a década de 90, o governo era o único responsável pela oferta de infraestrutura. Todavia, após essa data, com a expansão da iniciativa privada, as empresas, mediante contrato de concessão, também entraram na jogada. Aprenderam a tirar proveito das melhorias executadas por conta própria. Reduzem custos para elevar ganhos.

De acordo com o índice do Word Economic Forum, relativo ao período 2015/2016, o Brasil ocupa alta e vergonhosa posição no quadro de tratamento de infraestrutura no mundo. Enquanto o país aparece em 123º lugar, os Estados Unidos se encontram na 13ª acomodação, antecedidos pela Suíça, Japão e Alemanha. As nações que melhor cuidam deste importante item econômico. Infraestrutura.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 REPORTAGEM

QUANDO A REALIDADE É MAIS FORTE QUE A FICÇÃO

Se fosse preciso resumir em uma única frase a operação Lava Jato, ela poderia ser a seguinte: a maior e mais espetacular investigação da história do Brasil começou com a apreensão de um caminhão carregado de palmito e resultou na queda de uma presidente da República, na prisão de empresários e políticos graúdos e no desmantelamento de um esquema de corrupção que movimentou dezenas, talvez centenas de bilhões de reais. Por mais absurda que a descrição acima possa parecer, ela corresponde à realidade. Não surpreende, portanto, que a história tenha virado filme. No próximo 7 de setembro, estreia no País a primeira versão da trilogia “Polícia Federal – A Lei é para Todos”, que tem a ingrata missão de desbravar os labirintos da Lava Jato. A tarefa é mesmo hercúlea. Inenarrável para ouvidos desatentos, a Lava Jato fez ruir o PT, até então o maior partido do Brasil, colocou na cadeia Eduardo Cunha, número 1 da Câmara dos Deputados, encarcerou o empreiteiro bilionário Marcelo Odebrecht, além de levar à condenação de Lula e de desfazer o mito em torno dele, para citar os exemplos mais vistosos. Como retratar tudo isso no espaço restrito de um filme? “A Lava Jato nasceu para o cinema”, diz o cineasta Marcelo Antunez, também diretor das comédias “Até que a Sorte nos Separe 3” e “Qualquer gato vira-lata 2.” Depois de assistir a “Polícia Federal – A Lei é para Todos”, descobre-se algo mais revelador do que o filme em si: no caso específico da Lava Jato, a realidade é mais extraordinária do que a ficção.

A LEI É PARA TODOS – O ex-presidente Lula foi conduzido coercitivamente para depor na PF do Aeroporto de Congonhas. Ele protestou dizendo-se “preso político”. O ator Ary Fontoura (acima) interpretou Lula no filme

A apreensão do carregamento de palmito é uma das cenas mais eletrizantes do longa, mas ela traz apenas uma fração de como foi o episódio e o que ele representou de fato. A Operação Lava Jato surgiu porque a Polícia Federal queria desmantelar quadrilhas lideradas por quatro grandes doleiros brasileiros. Entre eles, Carlos Habib Chater, de Brasília, que possuía uma casa de câmbio, um posto de gasolina e um lava jato de automóveis. Por ordem do juiz Sergio Moro, a PF fez demorada escuta em seus telefones, mas a investigação não evoluía. Embora falasse com vários doleiros, Chater não citava nomes. Até que um doleiro ligou e identificou-se como Beto. Ao ouvir a escuta, o delegado Marcio Anselmo, de Curitiba, reconheceu a voz. Tratava-se de Alberto Youssef, que Anselmo havia prendido em 2003, na Operação Banestado.

DOLEIRO DRIBLOU – A PF Alberto Youssef iria ser preso em seu apartamento em São Paulo, mas ele fugiu do cerco dos agentes e foi parar em São Luís (MA), onde entregou uma mala de dinheiro

No dia 21 de novembro de 2013, a PF desencadeou uma operação que resultou na apreensão de 698 quilos de cocaína, na rodovia Washington Luiz, nos arredores de Araraquara, no interior de São Paulo. A droga estava escondida em meio a uma carga de palmito. A PF descobriu que a cocaína foi paga com dinheiro de Charter, o que reforçou a denúncia do envolvimento dele com o câmbio ilegal e o tráfico de drogas. Diante das conexões entre Chater e Youssef, o juiz Sergio Moro mandou prender os dois. Yousseff, lembre-se, foi o ponto de partida que levou aos desvios na Petrobras. Depois disso, o enredo da Lava Jato começou a se aproximar cada vez mais do ambiente político. Em pouco tempo, Brasília inteira estaria desmoralizada.

O FIO DA MEADA – Para desmantelar o maior esquema de corrupção do País, o juiz Sergio Moro ouviu mais de 300 acusados e milhares de testemunhas. Em quase quatro anos de operação, o depoimento mais conturbado foi o do ex-presidente Lula

O choro do delegado

A trama de “Polícia Federal – A Lei é para Todos” não faz jus aos eventos impressionantes que se desenrolavam na vida real, mas causou diferentes sensações nos personagens envolvidos. Na pré-estreia realizada na semana passada, em Curitiba, o delegado Márcio Anselmo, aquele que reconheceu a voz de Youssef na gravação telefônica, emocionou-se ao se ver retratado no cinema. Em uma das cenas em que aparece, Anselmo chorou. “É que ele achou que fosse Titanic”, brincou o também delegado Maurício Moscardi. Durante a exibição do longa, os juízes Marcelo Bretas e Sergio Moro, figuras centrais da operação, permaneceram impassíveis enquanto saboreavam uma porção generosa de pipoca. A plateia formada principalmente por procuradores, delegados e juízes não resistiu a duas cenas. A sala 5 veio abaixo quando o japonês da federal, famoso por aparecer em um sem-número de prisões realizadas pela PF, surge na tela. O ator Ary Fontoura também arrancou risos ao imitar a voz e os trejeitos do ex-presidente Lula. No final, embora o filme não seja nenhuma obra-prima, ele foi aplaudido de pé pela plateia. Ninguém, porém, foi mais reverenciado do que o juiz Moro, que tem se acostumado a ser recebido assim em eventos públicos.

PRISÃO DO PRÍNCIPE – A prisão de Marcelo Odebrecht, conhecido como “o príncipe”, foi um divisor de águas: com ele foram obtidas provas que desmoronaram o cartel das empreiteiras

É sintomático que um País tão machucado por denúncias de corrupção quanto o Brasil aguarde com ansiedade a estreia nas telas de um filme que tem a Lava Jato como inspiração. Segundo o cineasta Marcelo Antunez, “Polícia Federal – A Lei é para Todos” chegará a 1.000 salas de cinema. Para efeito de comparação, o longa “Tropa de Elite”, um dos maiores sucessos da história do cinema nacional, foi exibido em 500 endereços. A Lava Jato não só tem colocado corruptos nas cadeias. Um de seus efeitos notáveis será a profunda transformação do País. Graças a ela, o próprio sistema político vem sendo questionado e, também em decorrência de seus desdobramentos, as grandes corporações ficaram mais atentas a desvios de conduta.

Na semana passada, ISTOÉ entrevistou cerca de 30 personalidades brasileiras para ouvir o que tinham a dizer a respeito da Lava Jato. É quase um consenso que ela representa uma oportunidade única para o País. Com a Lava Jato, quebra-se o tabu que prevalecia na sociedade brasileira de que a lei penal só existia para os pobres”, diz o jurista Miguel Reale Júnior. Para o médico Claudio Lottenberg, presidente do UnitedHealth Group Brasil, “sua grande contribuição é o resgate de valores em um País que precisa de honestidade e transparência.” Segundo o publicitário Nizan Guanaes, o mais importante é o legado que a operação deixará. “Não conheço país emergente que esteja fazendo uma lição de casa tão importante quanto a nossa.” A opinião é compartilhada pelo empresário Carlos Wizard. “Depois da Lava Jato, o Brasil tem tudo para decolar.” Os elogios vêm de todas as áreas. “A Lava Jato é a porção redentora da Justiça brasileira”, diz a jornalista Marília Gabriela. “Ela é uma luz no fim do túnel”, afirma o apresentador Jô Soares. O grande sentimento da sociedade é que a Lava Jato não vai – e não pode em hipótese alguma – parar.

MESTRE DO POWER POINT -NO procurador Deltan Dallagnol, um dos principais investigadores da Lava Jato, ficou conhecido pela riqueza de dados expostos em suas apresentações

A Fuga de Youssef

A Lava Jato não é apenas espetacular pelo que representa. A estratégia e as ações da PF foram elas próprias cinematográficas. Por ironia, o filme não consegue traduzir nas telas a fortuna dos acontecimentos reais. Tome-se como exemplo o cerco a Alberto Youssef. Apesar de o filme representar a prisão de Youssef como uma tentativa de fuga, que não existiu, o caso teve contornos dramáticos que superam qualquer ficção. O juiz Sergio Morou determinou que Youssef fosse preso no dia 17 de março de 2014, uma segunda-feira. No domingo anterior, agentes da Polícia Federal constataram que ele estava no apartamento em um bairro nobre de São Paulo e depois retornaram para o hotel onde passariam a noite. No dia seguinte, por volta das 6h da manhã, voltariam para prender o doleiro. Desconfiado de que estava sendo monitorado, Youssef desligou os celulares e foi para o Aeroporto de Congonhas, onde havia um jatinho à sua espera. Ele ficou no ar por quatro horas e chegou a São Luís, capital do Maranhão, no início da madrugada. Só então ele religou os celulares. O delegado Marcio Anselmo fazia o monitoramento dos telefones de Youssef em Curitiba. Quando viu no sistema que Youssef estava longe de São Paulo, enlouqueceu. Anselmo esbravejou contra os agentes que o deixaram sair do apartamento sem vigia.

HORA DE RELAXAR – O juiz Sergio Moro (à dir.) assiste à pré-estreia do filme sobre a Lava Jato dividindo pipoca com o juiz Marcelo Bretas

Para encontrar Youssef, o delegado telefonou para vários hotéis de São Luís. Numa derradeira tentativa, o encontrou no Hotel Luzeiros. Antes de ser preso, Youssef precisava concluir o trabalho que o levou àquela cidade: entregar uma mala com R$ 1,4 milhão em propinas a João Abreu, chefe de gabinete da governadora Roseana Sarney. Fez isso em um dos quartos do hotel e esperou tranquilamente a PF chegar às 6h, quando foi preso. Convenhamos: os episódios descritos acima não parecem cena de cinema? É uma pena que o filme não apresenta tamanha riqueza de detalhes. O longa também comete o pecado de ignorar o passado de Youssef. Em 2003, ele foi preso no caso Banestado e fechou um acordo de delação premiada. Tempos depois, voltou a praticar os ilícitos que o conduziram ao escândalo da Lava Jato.

Preso, Youssef levou a Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobras com quem fazia negócios escusos. A história de Costa é igualmente cinematográfica. Foi ele quem revelou em detalhes o funcionamento do cartel de empreiteiras que fraudavam licitações da Petrobras, além de citar nomes de políticos beneficiados com propinas milionárias. Uma história pouco conhecida do público foi retratada no filme. Enquanto ainda negava a prática de atos ilícitos, o ex-diretor ordenou que familiares destruíssem documentos comprometedores. Os papéis foram queimados em uma churrasqueira. No longa, os agentes da PF encontram, nos restos do fogo, papéis intactos que levam até uma conta secreta na Suíça. Na realidade, foram achados vestígios de documentos queimados. O filme, porém, ignora o aspecto mais importante: em sua delação, Costa contou como funcionavam os cartéis na Petrobras, os valores que eram destinados aos políticos, deu detalhes preciosos do envolvimento do PT, PP e PMDB no esquema e enumerou mais de 15 empreiteiras que participavam da engrenagem de corrupção. Foi a partir disso que a Lava Jato desmantelou uma fábrica de propinas da Petrobras que desviou mais de R$ 40 bilhões dos cofres da estatal para o bolso sujo dos políticos.

Apesar de falhar em reproduzir os meandros da Lava Jato, o filme traz cenas saborosas. A prisão do empreiteiro Marcelo Odebrecht é uma delas. Ao receber os policiais em casa, o personagem os alerta: “Cuidado com tapetes e móveis, porque eles são novos.” A frase realmente foi dita aos agentes, que lembram que Odebrecht, na viatura e já sob as garras da Justiça, queria orientá-los sobre qual caminho seguir para fugir do trânsito. “Marcelo Odebrecht foi preso exatamente com aquela postura de quem achava que logo seria solto”, diz o delegado Igor de Paula, delegado-chefe dos investigadores da Lava Lato. De novo, porém, o longa falha em retratar a real dimensão dos personagens. A apreensão do celular de Odebrecht foi o fio condutor de um esquema sem precedente no Brasil. Somente um longo trabalho de perícia permitiu acessar o conteúdo do aparelho. Com as informações contidas ali, descobriu-se, entre outras preciosidades, que a empresa contava com um “setor de operações estruturadas”, eufemismo para o departamento da Odebrecht destinado a pagamentos de propinas.

Em Curitiba, cidade que foi tomada por R$ 4 bilhões falsos como marketing para divulgar o longa

Protagonistas – Os atores em frente ao prédio da PF em Curitiba: orçamento de R$ 15 milhões

A primeira parte da trilogia sobre a Lava Jato decepciona quando trata dos dois personagens mais simbólicos da operação: o juiz Sergio Moro e o ex-presidente Lula. Por razões inexplicáveis, Moro surge nas telas em breves momentos, enquanto o filme termina com a condução coercitiva de Lula. Graças a Moro, 157 pessoas foram condenadas a 1.563 anos de prisão. O juiz autorizou 158 acordos de delação, que acabaram por implodir a corrupção sistêmica na Petrobras. Como o filme é contado sob a ótica da Polícia Federal, Moro tem papel secundário, e isso de certa forma deixa a obra desconectada da realidade. Acredite: o personagem sequer tem nome, uma injustiça que precisa ser corrigida nas duas próximas sequências da trilogia. Ao que tudo indica, Lula e seus desvios também serão abordados com maior profundidade. Mesmo assim, é possível vislumbrar o personagem canastrão. “Vocês ainda vão me pedir perdão de joelhos”, disse o ex-presidente em discurso no Recife. Na vida real, Lula foi ainda mais irresponsável. Peitou autoridades (para ele, o procurador Deltan Dallagnol não passa de “um moleque”), disse que a Lava Jato era palhaçada e, depois da delação do senador Delcídio do Amaral, referiu-se a ele como imbecil e idiota. Agressões como essas não deixam dúvidas: no caso da Lava Jato, a realidade dá um banho na ficção.

Luz, câmera e ação

– O filme “Polícia Federal – A Lei é para Todos” tem cerca de duas horas e dez minutos de duração

– A produção do longa custou R$ 15 milhões

– Os financiadores do filme não querem ser identificados e não contaram com leis de incentivo à cultura

– As gravações começaram em novembro de 2016, mas o trabalho de pesquisa teve início um ano antes

– A Polícia Federal deu apoio e suporte logístico para a produção, com filmagens em finais de semana na sede da Superintendência da PF em Curitiba

– A produção contratou centenas de figurantes em Curitiba, que receberam cerca de R$ 50 por dia de gravação

– O filme estreia no dia 7 de setembro e tem direção de Marcelo Antunez, com produção de Tomislav Blazic. O elenco é composto por artistas como Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, João Baldasserini, Marcelo Serrado, Rainer Cadete e Ary Fontoura

– Foi Inspirado no livro homônimo de autoria de Carlos Graieb e Ana Maria Santos

– Haverá ainda outros dois filmes sobre a operação. O segundo já em desenvolvimento e abordará eventos ocorridos após março de 2016, como as delações de Marcelo Odebrecht e da JBS, além da prisão do ex-governador Sérgio Cabral

Transcrito da Revista Isto É

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

AO VENTO

Do fumo, em espiral, sobem densas volutas,
a suster no ar parado invisíveis castelos.
Arde o cigarro em vão. Queima em fluidos anelos,
e ao nada sacrifica as arcadas polutas…

Forma-se a fumarada em débeis, frouxos elos
que flutuam. Mas vem o vento… E, em doidas lutas
contra o vento que a envolve e traz nas asas brutas,
dilui-se na amplidão, derrocados os belos,

ingênuos paços na alma azul da imensidade.
Assim meu coração, sonhador imprudente,
queimou-se em ilusões, ardendo de vaidade…

e os sonhos mortos viu, qual do cigarro o alado
improviso em fumaça ao vento indiferente.
E eis que a vida é de novo um não-ser no ar parado…

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

VAGABUNDAGEM REGIAMENTE REMUNERADA

Vários países de tradição na área não conseguem superar o Brasil em número de sindicatos.

Só nos primeiros oito meses de 2017 foram criados 215 no Brasil, segundo o Ministério do Trabalho, que autoriza a farra.

O País soma hoje 17.288 sindicatos, correspondentes a mais de 90% de todos os sindicatos no mundo. Nos Estados Unidos, são 191 e no Reino Unido, berço das lutas trabalhistas, 152. Na Dinamarca, 18.

Virou negócio rentável: os 17 mil sindicatos brasileiros rateiam R$ 3 bilhões do “imposto sindical” extraído do salário dos trabalhadores.

O faturamento milionário explica a criação de tantos sindicatos. E Lula vetou a última tentativa do Congresso de obrigá-los a prestar contas.

A maioria dos sindicatos é controlada pela CUT, do PT, que só de imposto sindical fatura R$ 60 milhões por ano. Sem dar satisfações.

Trabalhadores rurais contribuíram com R$ 12 milhões para sindicatos, em 2016.

Trabalhadores urbanos contribuíram cem vezes mais.

* * *

Falou que é vagabundagem e embolsamento de dinheiro fácil, tinha mesmo que ter o PT no meio.

E, claro, tinha que aparecer o nome de Lula na notícia.

Esta tal de CUT a gente deve mandar tomar no olho das duas primeiras letras que formam a sua sigla.

Os pelegos vermêios são os malandros. E os trabalhadores que dão duro e pagam o imposto são os manés.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

DE ENTENDER APENAS DA SAUDADE

Quando eu era mais jovem não me preocupava por entender de tudo. Vivia os auspiciosos momentos da juventude como quem espera por nada e descansa tranquilo sentado sob uma sombra qualquer se alimentando do vento, bebendo a água da esperança e respirando os ares da ilusão.

Meus amigos também não tinham pressa, a não ser a de sorrir. E como ríamos! De tudo, de todos, de nós… e deles, os mais velhos querendo levar a vida a sério e entender de tudo.

Um banco de praça, quente pelo sol do dia inteiro, forrado pelos cadernos mal cuidados servindo de assento, era um trono despretensioso na minha algazarra. A praça um teatro! O violão do meu amigo Pilpano, velho e afinado Silvano da Palhoça, tocando de tudo um pouco e formando não apenas em mim, mas em todos nós, os alicerces preciosos do que hoje ouvimos, sorria melodias sem malícias nos dando a impressão que o tempo parara, mesmo o poeta imitado nos advertindo “o tempo não para”.

O público daquelas apresentações passava alheio à nossa felicidade. Muitos deles estavam preocupados apenas em entender de tudo.

Um bloco de jovens se formava ao redor do violão escuro. As chinelas de borracha batiam no chão no compasso das cordas de ferro, mas não provocavam som algum. Não existiam aplausos, não existiam tapinhas nas costas.

Éramos tão sinceros uns com os outros que dizíamos tudo e nos entendíamos apenas pelo olhar. O mesmo olhar que hoje demora tanto em encontrar outro olhar, amigo antigo, daqueles dias onde a principal preocupação nem era entender de tudo.

Eu criava estórias em versos, compunha paródias em versos, contava piadas em versos e ouvia Roberta Fábia gargalhar em prosa. A liberdade do riso escancarado de Roberta era uma espécie de símbolo daquela juventude inocente, sem o glamour das grandes cidades, completa apenas da vontade de sentar sobre o caderno, rodear o violão de Pilpano, disputar o lugar mais próximo das cordas e cantar sorrindo desavergonhado por não entender de tudo.

Eu criava estórias do nada, compunha paródias de tudo, contava piadas sem graças e ouvia as reclamações na semi gagueira de Tatiara. A fala, às vezes cortada, de Tatiara era uma espécie de anúncio nos dizendo que há intervalos na vida e que ela, a vida, se passa dividida por tempos, momentos e segundos. Segundos muitas vezes eternos.

Não tínhamos a sabedoria das grandes academias, tampouco os conselhos dos sábios reconhecidos nos dando uma pausa forçada para compreender o mundo. Apenas parávamos enquanto Pilpano acendia um cigarro e combinava a próxima música, solando alheio ao que seus dedos soltavam nas cordas de ferro do seu violão escuro, dividindo a fumaça do seu Carlton com Rosa de Margarida e com a própria Roberta.

Aí, os canteiros bem cuidados dos versos de um outro poeta se sobrepunham aos abandonados daquela praça da nossa juventude, tempo que nos envergonhávamos em cantar ou dissertar sobre a beleza das flores e não tínhamos medo de não entendermos de tudo.

Os dias passaram ligeiro… Roberta Fábia gargalha em Paris, Tatiara se foi para Recife e já nem tem mais aqueles intervalos na voz, o violão escuro de Pilpano tem suas cordas agitadas noutra Praça, em Japi, e Rosa de Margarida se fez rosa divina nos jardins celestiais.

O tempo me pegou de surpresa! A advertência do poeta não foi suficiente em seu sábio alerta. Aquela juventude envelheceu em mim e se fez senhora de uma nova juventude de corpo cansado. A mente teima em não envelhecer, mas vive um dilema cobrado por muitos: agora deve entender de tudo.

Entretanto, de nada além do normal sabe e de tudo apenas a saudade.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


http://www.forroboxote.com.br/
O CÃO, O HOMEM, A MESA

sobre a mesa
repousam grãos de pobreza
de um tempo sem cura …

à mesa, o homem.

sob a mesa
dormem farelos de incerteza
de uma vida escura …

cães farejam, rosnam.
ouve-se o ladrar …
e a caravana passa,
indiferente,
seguindo em frente,
sem dar ouvidos
ao dos cães, seus latidos,
ao do homem, os gemidos
da fome que cria
o pão da utopia …

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

DESTAQUE CORRUPTIVO MUNDIAL

As irregularidades delatadas por executivos das construtoras brasileiras nos contratos com o setor público no exterior levaram a Operação Lava Jato para outros países.

Para investigar as denúncias, o Brasil e outros 48 países já fizeram 291 pedidos de cooperação internacional desde 2014.

O maior volume de pedidos parte dos procuradores brasileiros. Ao todo, eles solicitaram 172 medidas em 38 países.

Na direção oposta, o Brasil recebeu 119 pedidos de 29 países que buscam auxílio para apurar as denúncias

* * *

Lula e Ceguinho Teimoso estão certíssimos.

Eles costumam dizer que Banânia deve se orgulhar da herança que os governos petistas deixaram para este país odebrechetado.

Meu coração patriota e bairrista fica inflado de orgulho com o destaque corrupcional que nós temos no Planeta Terra.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


http://www.fernandogoncalves.pro.br
REENGENHARIA PROFISSIONAL 2017

Quando das atividades desenvolvidas Brasil afora, divulgando as linhas principais de um desenvolvimento profissional compatível com os novos e desafiadores tempos de crise mundial, tenho recomendado muito fraternalmente, aos profissionais das instituições trabalhadas, uma consistente reflexão sobre uma experiência biológica denominada A Síndrome do Sapo Fervido, frequentemente levada a cabo na área biológica. Ela tem servido para um despertar de todos para uma inadiável RPI – Reengenharia Profissional Individualizada, oportuníssima num cenário nacional cada vez mais competitivo, onde a criatividade vem se tornando fator indissociável da competência e do compromisso para com uma dinâmica institucional que objetive um casamento, o mais perfeito possível, entre Retorno positivo dos investimentos aplicados e Satisfação profissional coletiva.

A experiência é a seguinte: um sapo é colocado num recipiente, com água da sua própria lagoa, ficando estático durante todo o tempo em que a água é aquecida até ferver. O sapo não reage ao aquecimento gradual da temperatura da água, morrendo quando a água principia a ferver. O sapo morre inchadinho e feliz.

Inúmeros profissionais, alguns até com imensa folha de serviços prestados, lamentavelmente estão com um comportamento muito similar ao do Sapo Fervido. Não estão percebendo as mudanças que se estão se processando velozmente, achando sempre que tudo está bom, que a amizade com os “homens de cima” vai suprir suas deficiências de comunicação humana ou relevar suas práticas de antigamente, suas principais muletas. E por não saberem “enxergar” que a era do paternalismo já cede vez a uma época de muita profissionalidade, terminam fazendo um estrago dos diabos em suas próprias carreiras, “morrendo” inchadinhos, teimando em esconder o lixo debaixo do tapete ou não percebendo que “um pequeno buraco pode afundar um grande navio”. Ou ainda buscando tapar ingenuamente o sol com a peneira, quando o mais oportuno seria “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, assimilando prá valer o pensar da Cora Coralina, uma mulher arretada de ótima e também poetisa, que um dia escreveu que “a verdade não envelhece, o caminho não tem fim, a vida sempre se renova”.

Que procedimentos deveriam ser adotados para que uma Reengenharia Profissional Individualizada surtisse efeitos positivos, beneficiando profissionais e organizações? Declino algumas posturas individuais que muito contribuiriam para a superação dos ibopes gerenciais negativos de cada um:

a. Comece por pequenos gestos, mas comece, enfatizando a descoberta de novos caminhos, as eternas lamentações sendo apenas um mote para novos desafios;

b. Lembre-se sempre que o valor maior está no envolvimento pessoal, no relacionamento e na influência para fazer as coisas acontecerem;

c. Jamais se deixe iludir pela sensação de ser apenas uma agulha no palheiro;

d. Uma cabeça estratégica é bem melhor que uma mente saudosista;

e. Experimente dar o primeiro passo, nem que seja para participar acanhadamente das discussões de alguma palestra, ou ler algo sobre novas posturas comportamentais, semente de criatividade;

f. Evite “gastar todo o seu gás”, matutando como fazer sua ideia tornar-se concreta, cansando-se antes de dar o primeiro passo;

g. Observe com mais atenção o que está acontecendo no seu derredor, descobrindo as potencialidades dele.

As “dicas” acima, possuem embasamento teórico em “mandamentos sagrados” deixados pelos que experimentaram na própria pele os dissabores de indesejáveis desatrelamentos, ficando para trás por negligência, desatenção, comodismo ou desprofissionalidade aguda. Refletir sobre cada um dos “mandamentos” abaixo, seguramente fortalecerá o interior profissional de cada um:

a. O que nos faz sobreviver e nos manter interessados, como espécie humana, é o hábito de aprender;

b. O segredo para uma profissionalidade contemporânea é a percepção plena de que somos eternamente inconclusos;

c. Realizam mais coisas as pessoas que aprenderam a pensar regularmente;

d. O verdadeiro aprendizado é aquele consubstanciado numa voraz curiosidade, vivenciada nas oportunidades surgidas;

e. Sozinhos jamais lidaremos com a Vida e com o Mundo;

f. É sempre muito sensato pedir as graças de Deus, posto que ELE é inteligente e sabe muito mais do que todos nós juntos;

g. Uma autoestima deficiente somente favorece o surgimento de pernósticos e pusilânimes especialistas;

h. O sucesso é um conjunto integrado de várias coisas ao nosso alcance, todas elas abordadas de maneira correta;

i. A função de toda administração é fazer com que todos sejam bem sucedidos;

j. Difícil é reconhecer de pronto um arrogante, posto que ele não mostra esse tipo de comportamento para aqueles que são importantes para ele, principalmente os superiores hierárquicos.

Finalmente, para não torrar miolos, alguns princípios pessoais ajudam a refletir melhor sobre procedimentos profissionais, num dia-a-dia cada vez mais desafiador:

a. Manter sempre uma atitude crítica;

b. Entender em definitivo que só aprende quem tem dúvidas;

c. Desconfiar positivamente dos seus atos e princípios, para contínuas ultrapassagens;

d. Estar seguro de que quanto mais preparado, mais claras são as ideias;

e. Buscar aprender com outras pessoas, comprovando possuir inteligência;

f. Perceber que só desinformados e tolos caem no conto da varinha mágica;

g. Desconfiar, mas desconfiar mesmo, dos donos da verdade, dos que se imaginam saber tudo.

h. E jamais esquecer que uma das melhores formas de aprender é errar.

No mais, é continuar seguindo adiante, injetando sempre anticorpos nos estilos pessoais de aprender e desaprender para reaprender. E como o volume dos conhecimentos está duplicando a cada quatro anos, profissional é aquele que aprende a desaprender com facilidade, para aprender um pouco mais, usando sua intuição criadora para promover o crescimento da organização, das pessoas que nela trabalham e dele próprio, o seu melhor amigo, logo abaixo do Criador.

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

4 setembro 2017 DEU NO JORNAL

QUE COISA BOA ! ! !

Dez!!

Polícia de São Paulo mata 10 bandidos

Dez bandidos foram mortos em um confronto com policiais civis na região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo, na noite deste domingo (3).

Nenhum policial do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), responsável pela operação, ficou ferido.

Os bandidos integravam uma quadrilha especializada em roubos a residência.

Eles já haviam promovido mais de 20 assaltos do tipo e foram abordados após uma nova ação criminosa.

* * *

Um magnífico início de semana nesta segunda-feira ensolarada.

Dez bandidos mortos e nenhum policial ferido.

É pouco mas já é bom. Como diria Dilma Peidona, esta meta deveria ser dobrada.

E o extermínio de marginais ser notícia diária.

Uma péssima notícia pra petralha Maria do Rosário, ardente defensora de bandidos e marginais, presid-Anta da Comissão de Direito dos Manos.

E, em sendo uma notícia ruim pra esta idiota zisquerdista (desculpem a redundância…), consequentemente, evidentemente, logicamente, é uma excelente notícia para a banda decente e pros cidadãos de bem do país.

Uma notícia que merece ser celebrada com muita alegria e intensidade.

“Xiuf, xiuf, snif, snif… a polícia coxinha, reacionária, direitista e golpista assassinou 10 excluídos, cidadãos pobres, meus queridos eleitores

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

CONSIDERAÇÕES SOBRE A FINITUDE DA VIDA HUMANA

No mundo ocidental a morte, frequentemente, é avaliada como algo imerecido e imprevisível. Existe uma compreensão de que se trata de um ponto final e não de uma etapa de um ciclo, como na cultura oriental. Dessa maneira é fácil compreender que a ideia de morte venha acompanhada de sensações desagradáveis, como angústia, tristeza, medo, agonia e uma sensação de desolação. Por estes motivos a finitude da vida humana, de maneira geral, pode ser encarada como um tabu e, consequentemente, todo assunto a ela associado é afastado da nossa mente.

O filósofo grego Sócrates (469 a.C – 399 a.C), antes de morrer, condenado a tomar cicuta (um veneno mortal), deixou excelente inspiração para uma reflexão sobre a morte: “Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: Ou a morte não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do quer que seja. Ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e uma migração para a alma, deste lugar para outro”.

O seu pensamento demonstra que as duas maneiras de considerar o problema da morte podem ser satisfatórias. Quem não acredita na continuação da vida, a morte é o nada, a ausência completa de amarguras e desesperos, e significa o fim do sofrimento e desventuras. Para aqueles que creem na continuação da vida, a morte é a passagem dessa existência para outra melhor.

Um assunto desta complexidade merece ser ilustrado com os versos do talentoso poeta Manoel Filó (1930 – 2005):

“Quando eu parti desse abrigo
Seguir à mansão sagrada,
A morte está perdoada
Do que quis fazer comigo,
Quis que eu fosse igual ao trigo
Que ao vendaval se esfarela,
Mas eu vou passar por ela
De cabeça levantada
A morte está enganada,
Eu vou viver depois dela.”

4 setembro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Memória

“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.”

Ariano Suassuna


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