8 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM TRIO CELESTIAL

Em sua furiosa denúncia, Rodrigo Mauricinho Janot escreveu, e assinou embaixo, que PT, PMDB e PP formam uma “organização criminosa“.

Aquela entidade que costuma ser resumida pela sigla Orcrim.

Eu  jamais endossaria ou apoiaria uma acusação tão grave.

Até porque esta afirmação é mentirosa.

O PT de Lula (ainda solto), o PMDB de Renan Calheiros (ainda solto) e o PP de Pedro Correa (já na cadeia), são três agremiações que só congregam anjos.

Querumbins puros, imaculados e inocentes, todos eles vítimas de algozes maldosos que atacam este trio angelical com mentiras e calúnias.

Lula, Renan e Pedro Correa: um trio de eminências eminentemente guabirutal bananífero

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

JOSÉ NÊUMANNE PINTO – SÃO PAULO-SP

Gentes boas desta República de bananas pútridas,

Em instantes embarcarei para férias fora da pátria.

Só voltarei dia 25.

Aí, entrarei novamente em contato para novas desventuras.

Amplo amplexo sempre juvenil embora velhusco,

Zé da Neuma, como diria Zé Rodrix, ou melhor, Zé da Roda, como eu o chamava.

R. Boa viagem, excelentes férias e um feliz regresso no final do mês.

Você merece, seu cabra malassombrado.

É um privilégio contar com um dos maiores jornalista desta república de bananas pútridas como colunista desta gazeta escrota

Um abraço nordestinado!

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

8 setembro 2017 JOSELITO MÜLLER

DEFESA ALEGA QUE GEDDEL É CLEPTOMANÍACO

SALVADOR – Uma inesperada reviravolta pode acabar inocentando o ex-ministro Geddel Vieira Lima, dono de 51 milhões de reais encontrados em um apartamento na capital baiana na semana passada.

A operação que resultou na apreensão do dinheiro investiga esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal, banco que foi presidido por Geddel durante o governo Dilma Rousseff.

Ocupante de cargos no primeiro escalão durantes os três últimos governos – Lula, Dilma e Temer – Geddel apresentou na manhã de hoje, por meio de seus advogados, um atestado médico que o diagnosticou como portador de cleptomania.

“ESSE DINHEIRO QUE FOI ENCONTRADO É RESULTADO DE PEQUENOS FURTOS QUE ELE COMETEU AO LONGO DA VIDA, DESDE QUE ERA UM DOS CHAMADOS ‘ANÕES DO ORÇAMENTO’, O QUE FORTALECE A AFIRMAÇÃO DE QUE ELE ELE É DOENTE, NÃO CRIMINOSO”, AFIRMOU O ADVOGADO.

O defensor informou que vai juntar o atestado no inquérito e vai requerer o arquivamento da investigação.

“ELE PRECISA DE TRATAMENTO PARA SE RESSOCIALIZAR. É IGUAL O CASO DO ONANISTA DO BUSÃO. NÃO ADIANTA PRENDER, POIS SE NÃO TRATAR, QUANDO FOR SOLTO, VAI VOLTAR A ERRAR”.

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – CHARGE ONLINE

NOSSA PÁTRIA?

Mote de Bastinha Job

Num lugar onde o povo é massacrado
Por um bando que chegou ao poder
Através de um golpe pra poder
Controlar os recursos do estado
Onde o povo que luta é acusado
De ser gente vadia e baderneira
E a elite que vê dessa maneira
Ainda aplaude cofisco de direito
Um país que é cumplice do malfeito
A vergonha é o emblema da bandeira

Como um câncer que está despecebido
Degradando o corpo da nação
Dessa forma vejo a corrupção
Com a pátria nas maos de um bandido
Esse grupo devia ser banido
Para o início do fim da roubalheira
No entanto nossa nação inteira
Fica inerte aguardando o outro pleito
“Um país que é cúmplice do malfeito
A vergonha é o emblema da bandeira”

Um país onde o povo que trabalha
Não é mais contemplado na partilha
No congresso o que existe é uma quadrilha
No planalto o que tem é um canalha
O senado é um antro que avacalha
E o supremo não castra a bandalheira
Nosso povo iludido com besteira
Vê a globo e acha satisfeito
“Um país que é cumplice do malfeito
A vergonha é o embkema da bandeira”

A manchete estampada no Jornal
Só nos mostra que o roubo permanece
Novamente essa tal JBS
Nos revela um escândalo sem igual
Mais um áudio gravado é um sinal
Que o Brasil tá descendo a ribanceira
E eu vi gente dizer dessa maneira
Tira a Dilma que o mais fica perfeito
“Um país que é cumplice do malfeito
A vergonha é o emblema da bandeira”

A ganância pra alguns é um corcel
O poder para outros é altar
Não importa a forma de chegar
O importante é cumprir o seu papel
Nesse mundo de crime de aluguel
A decência é jogada na lixeira
Se em Brasilia passarmos a peneira
Sobra um, mas ainda é um suspeito
“Um país que é cumplice do malfeito
A vergonha é o emblema da bandeira”

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

8 setembro 2017 REPORTAGEM

INACREDITÁVEL

Imagine a revolta, a dor, o murro no estômago de um brasileiro desempregado, apenas de um entre os treze milhões de brasileiros desempregados, apenas de um entre todos os brasileiros que ainda temem ficar desempregados, olhando as imagens das caixas e malas com a dinheirama do senhor Geddel Vieira Lima, toda ela “mocosada”, como diz a bandidagem, em um apartamento na cidade de Salvador. É um acinte. É inacreditável. É obsceno. É a dignidade do Brasil jogada no bueiro. E existe acinte maior ainda, que é o fato de o senhor Geddel Vieira Lima estar curtindo, pelo menos até a tarde da quarta-feira 6, uma tranquila prisão domiciliar. Em se confirmando por meio das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público que de fato ele é o dono da grana (dúvida não há, mas para a Justiça, acertadamente, é necessário prova), o seu lugar para morar chama-se cela de cadeia de segurança máxima. Vamos ao valor? Vamos ao cenário? Tudo se assemelha às cenas de filmes de roubo a banco: um apartamento, oito malas e seis caixas abarrotadas de dinheiro, e o maior valor em espécie já apreendido na história do Brasil – cerca de R$ 51 milhões, distribuídos em R$ 42.643.500,00 mais US$ 2.688.000,00. A Polícia Federal, assim que detonou o “cativeiro” desse dinheiro, necessitou de sete máquinas de contagem de notas e, mesmo munida delas, gastou aproximadamente quinze horas na contabilização das cédulas. A origem da “bufunfa” seria herança ou “coisas do papai”, a se depreender do que foi dito à PF pelo empresário Sílvio Antônio Cabral da Silveira. Contou ele que emprestara o seu apartamento da rua Barão de Loreto, numa nobre área de Salvador, ao “seu conhecido” Geddel, porque ele, Geddel, lhe dissera que precisava “guardar pertences do pai”, já falecido. Silveira assegurou ainda que não sabia que o local estava sendo utilizado para esconder todo esse dinheiro.

OPERAÇÃO – O dinheiro de Geddel encontrado num apartamento em Salvador: 15 horas para ser contado por sete máquinas

Uma pergunta óbvia, que enoja todo cidadão portador de um mínimo de moral e ética -menos ainda, portador de um único fio de vergonha na cara: de onde vieram esses R$ 51 milhões? PF e MP têm o dever de dar uma resposta rápida e certa, mas o raciocínio lógico diz que é propina – assim como as caixas e malas, que o escondiam, indicam que é propina; assim como o fato de alguém camuflar tal fortuna aponta que ela nasceu, cresceu e se fez gorda na propina. Mais do que isso: já identificaram algumas digitais de Geddel no apartamento. É só dinheiro sujo que se esconde, dinheiro limpo e ganho no trabalho circula à luz do dia. E qual a “casa da moeda” que produziu as notas da gatunagem? O senhor Geddel Vieira Lima foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, e não são de hoje as acusações de que em seu tempo se plantaram e se colheram maracutaias. Esse é o entendimento do juiz Vallisney de Souza Oliveira, de Brasília, para quem existem provas de crimes relacionados à manipulação de crédito e recursos. Foi o magistrado Vallisney que ordenou a invasão do apartamento, e vem dele a nossa fé: não é possível que o dono do “ervanário” não vá logo para a cadeia.

GEDDEL SUPERA AL CAPONE

As investigações começaram no dia 14 de julho, quando o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal foi avisado de que um apartamento do segundo andar do edifício José da Silva Azi estava servindo de “aparelho” para uma pessoa guardar pertences da família – é a história na qual o nome do pai morto foi usado, sem o menor repeito à sua memória, pelo filho vivo, e muito vivo. Tal apartamento, de número 201, está registrado como sendo do empresário Sílvio, que por enquanto se exime dos rótulos de cúmplice e de laranja. Ocorre, no entanto, que também ele já está bem enrolado na Justiça, respondendo a processo por corrupção e sob a acusação de ter desviado R$ 620 milhões da Empresa Baiana de Alimentos. A menos de um quilômetro do apê da grana mora Geddel, um preso domiciliar sem tornozeleira porque esse instrumento, estranhamente, está cada vez mais raro no Brasil quando se trata de criminosos, digamos, do andar de cima – para preso rastaquera, se alguém mandar, tem até coleira. O senhor Geddel está supostamente recluso em casa porque atuou juntamente com Eduardo Cunha, trancafiado já em Curitiba, na liberação de nada menos R$ 1,2 bilhão em empréstimos para empresas em troca de propinas. Geddel também é acusado de obstrução de Justiça para evitar que Cunha, o ex-parceiro de quadrilha, fechasse acordo de delação premiada. Foi mais longe para tentar fechar a boca do megadoleiro Lúcio Funaro, que confessou a entrega de malas para Geddel no aeroporto de Salvador.

De volta ao dinheiro, é mesmo inacreditável! Com Geddel, como dito acima, o Brasil tem agora a sua maior apreensão de dinheiro roubado. Os seus R$ 51 milhões deixam comendo poeira os R$ 12,8 milhões da máfia de auditores da Receita Federal que já estiveram no topo da rapinagem em 2011. Deixam também em segundo plano os R$ 2,1 milhões do megatraficante Juan Carlos Abadia, preso em 2007. Geddel é profissonal. No ranking mundial de dinheiro apreendido pela polícia, ele situa-se agora na sétima posição, e lembre-se, leitor, que o mundo já teve, por exemlo, tipos como Alphonsus Capone, Pablo Escobar, Ronald Biggs. Geddel é “profissa”, deixou até o meganarcotráfico envergonhado. Mas ele se esforçou, fez carreira no crime, a sua “capivara” vem desde a juventude. Para ficarmos somente em dois casos, foi acusado de desviar dinheiro do Banco do Estado da Bahia, coisa grande, assim como grande foi o escândalo conhecido como “Anões do “Orçamento”, no qual Geddel liberava emendas parlamentares em troca de propina de empreiteira. Para se ter uma ideia do predador social que ele é, com os seus R$ 51 milhões (84 vezes o valor do apartamento que o ocultava) pagam-se 54 mil salários mínimos e executam-se 500 operações de fígado. Na caderneta de poupança (o mais conservador dos investimentos), esse “crime das malas” renderia mensalmente cerca de R$ 255 mil. Se comparada com a bagagem do senhor Geddel, a mala de rodinhas de Rocha Loures virou pochete. Talvez isso anime a 3ª Turma do TRF de Brasília, que o mandou para casa sem tornozeleira, a trancá-lo na prisão. E, falando de novo em tornozeleira de preso, com os R$ 51 milhões compram-se 170 mil peças – uma delas, urgente, Geddel pode dar de presente a si próprio. Os brasileiros que suam no trabalho e são honestos agradecem.

R$ 51 milhões ou…

– 54 mil vezes o valor do salário mínimo;
– 170 mil tornozeleiras eletrônicas poderiam ser compradas
– 22.174 professores de escolas públicas receberiam salário
– R$ 255 mil é o rendimento mensal na poupança- 618 ambulâncias seriam compradas pelo SUS

O que pesa contra Geddel

– Em 1984, aos 25 anos, foi acusado de desviar milhões do Banco do Estado da Bahia para beneficiar a família

– Em 1994, já deputado federal, foi associado ao escândalo dos “Anões do Orçamento”, quando seu nome apareceu em um papel encontrado na casa de um diretor da Odebrecht com a mensagem “4%”

– Entre 2011 e 2013, como vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, e mesmo após deixar o cargo, continuou a fazer negociações ilícitas prejudicando a instituição financeira

– Em julho de 2017, esteve preso preventivamente por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira por tentar impedir que o doleiro Lúcio Furnaro fizesse delação

– Em depoimento, Funaro afirmou que Geddel teria recebido cerca de
R$ 20 milhões a título de propina pela atuação em esquema ilícito

– Funaro também revelou que fez diversas viagens para entregar malas de dinheiro para Geddel, na sala vip do aeroporto de Salvador

QUADRILHA – Geddel tentou impedir que Lúcio Funaro (à esq., no banco detrás) o denunciasse. O doleiro confessou que lhe entregava malas com dinheiro

Transcrito da Revista Isto É

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

DOIS MOTES BEM GLOSADOS E UM FOLHETO DE PROEZAS

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Raimundo Caetano glosando um mote da autoria de Dilson Pinheiro:

No sertão falta água para o gado,
Porém sobra nos olhos do vaqueiro.

É assim lá na terra sertaneja
Bicho e gente sofrendo a mesma mágoa
No olhar do vaqueiro sobra água
Mas a bomba celeste não despeja
Quem aboia e campeia não deseja
Ver o gado com sede o ano inteiro
Nem o gado quer ver seu companheiro
Em um rio de lágrimas sufocado
No sertão falta água para o gado,
Porém sobra nos olhos do vaqueiro.

No sertão muitos sofrem sem motivo
E eu não sei se merece sofrer tanto
Falta chuva no céu sobra no pranto
De quem cuida do gado inofensivo
O vaqueiro agradece ainda estar vivo
Personagem de um drama costumeiro
Vendo o sol afastar o nevoeiro
Alvejar criação, pessoa e prado
No sertão falta água para o gado,
Porém sobra nos olhos do vaqueiro.

O trovão com a voz estrepitosa
Nas encostas do céu se locomove
O relâmpago aparece mais não chove
Que irrigue o pistilo de uma rosa
A promessa de chuva é enganosa
Só o choro do homem é verdadeiro
Quem mais sente é o fazendeiro
Vendo o gado sedento e castigado
No sertão falta água para o gado,
Porém sobra nos olhos do vaqueiro.

* * *

Silvino Pirauá de Lima glosando o mote:

“E tudo vem a ser nada”

Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa,
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida;
Oh! que ideia perdida.
Oh! que mente tão errada,
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza,
E tudo vem a ser nada.

Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade,
Ali só reina bondade,
Nesse mortal orgulhoso,
Quer se fazer caprichoso,
Vive até de venta inchada,
Sua cara empantufada,
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada.

Trabalha o homem, peleja
Mesmo a ponto de morrer,
É somente para ter,
Que ele tanto moureja,
As vezes chove e troveja
E ele nessa enredada
À lama, ao sol, ao chuveiro,
Ajuntam tanto dinheiro,
E tudo vem a ser nada.

Temos palácios pomposos
Dos grandes imperadores,
Ministros e senadores,
E mais vultos majestosos;
Temos papas virtuosos
De uma vida regrada,
Temos também a espada
De soberbos generais,
Comandantes, Marechais,
E tudo vem a ser nada.

Honra, grandezas, brasões;
Entusiasmos, bondades;
São completas vaidades
São perfeitas ilusões,
Argumentos, discussões;
Algazarra, palavrada,
Sinagoga, caçoada,
Murmúrios, tricas, censura,
Muito tem a criatura,
E tudo vem a ser nada.

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8 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

8 setembro 2017 REPORTAGEM

A QUADRILHA DOS MALFEITORES

PauloBernardo, Vaccari, Dilma, Palocci, Lula, Gleisi, Mantega e Edinho

Nunca, na história deste País, se roubou tanto como nos governos petistas de Lula e Dilma. De 2003 a 2016, a quadrilha do PT, que teve Lula como “o grande idealizador”, recebeu R$ 1,485 bilhão em propinas. Desse valor, somente o ex-presidente Lula embolsou R$ 230,8 milhões das construtoras OAS e Odebrecht, como contrapartida por ter ajudado os negócios das empreiteiras em obras da Petrobras. Esse é o resumo da denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira 6, e que enquadrou os dois ex-presidentes nos crimes de organização criminosa, como resultado do inquérito chamado de “quadrilhão do PT”. Foram denunciados também a senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann, o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e mais três ex-ministros: Antônio Palocci, Guido Mantega e Edinho Silva. As penas aos petistas podem ir de três a oito anos de cadeia. Por ser chefe da quadrilha, como disse Janot, Lula deverá ser condenado a uma pena ainda maior.

O desfalque na Petrobras

Em 209 páginas de sua denúncia, o procurador Rodrigo Janot mostra que a alta cúpula do PT se estruturou para assaltar os cofres públicos, especialmente da Petrobras, mas também do BNDES e do Ministério do Planejamento. Somente à Petrobras, o esquema petista provocou um prejuízo de R$ 29 bilhões. Para ressarcir parte desses danos, o procurador pede que o STF faça o bloqueio de R$ 6,5 bilhões dos bens dos oito denunciados. Esta é a sétima denúncia contra Lula. Janot diz que o ex-presidente continuou recebendo propina inclusive depois que deixou a presidência. Se o STF aceitar a denúncia, Dilma pode se sentar no banco dos réus pela primeira vez na Lava Jato.

O “quadrilhão” petista tem um peso enorme em esquemas ilícitos por envolver dois ex-presidentes, que tinham pleno conhecimento de todas as falcatruas em seus governos, segundo o MPF. Somente as empresas do grupo Odebrecht, por exemplo, de 2002 a 2014, pagaram a título de propina mais de R$ 400 milhões ao PT. As relações espúrias do partido com empresas privadas também envolviam OAS, Andrade Gutierrez, UTC e JBS. Durante o primeiro mandato, de acordo com Janot, Lula articulou a compra de apoio político de parlamentares com uso de dinheiro público: o PP levou R$ 390 milhões, o PMDB do Senado pelo menos R$ 600 milhões e o PMDB da Câmara outros R$ 350 milhões.

Durante seu governo, Dilma deu seguimento a todas as tratativas ilícitas iniciadas por Lula. Em muitos casos, a ex-presidente atuou de forma indireta por intermédio dos então ministros Guido Mantega e Edinho Silva, na cobrança de valores ilícitos junto a empresários. O caso está nas mãos do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato em função do envolvimento da senadora Gleisi Hoffmann, que tem foro privilegiado.

Num recorde de Janot, que deixa o cargo no próximo dia 17, a Procuradoria-Geral da República fez nova denúncia contra Lula, Dilma e o ex-ministro Aloizio Mercadante na tarde de quarta-feira 6, desta vez por obstrução de Justiça. Lula e Dilma são investigados desde agosto de 2016, com base no vazamento de uma gravação feita pela PF nos telefones do ex-presidente. No diálogo entre os dois, em março do ano passado, Dilma diz a Lula que está enviando um emissário, “o Bessias” (na verdade ele chama-se Jorge Messias), com um termo de posse do petista como ministro da Casa Civil para qualquer emergência. Lula responde que está aguardando o documento e despede-se dizendo “tchau querida”. O Ministério Público entendeu que a nomeação açodada objetivava conceder foro privilegiado a Lula, impedindo eventual pedido de prisão contra ele. Já o ex-ministro Mercadante é acusado de tentar impedir a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Dr. Honoris Causa em corrupção

As investigações mostram que o ex-presidente Lula é expert em desvios de dinheiro público

– A Procuradoria-geral da República acusa o ex-presidente de ser o “grande idealizador” da organização criminosa formada no governo federal para desviar recursos da Petrobras. De 2002 a 2016, a quadrilha de Lula recebeu R$ 1,48 bilhão em propina

– Entre os 128,1 milhões que Lula recebeu da Odebrecht, estão R$ 12,4 milhões gastos na compra de um terreno para o Instituto Lula e R$ 504 mil na aquisição de uma cobertura ao lado da sua em São Bernardo

– Dos R$ 27 milhões que o ex-presidente recebeu da OAS, estão contabilizados o tríplex que ele ganhou no Guarujá. Por causa desse imóvel, Lula foi condenado a uma pena de nove anos e seis meses de prisão

– Lula é reu ainda em outros cinco processos, a maioria por corrupção. Na última denúncia, ele é acusado de receber R$ 1,02 milhão da OAS e Odebrecht para a reforma do sitio de Atibaia

Transcrito da Revista Isto É

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

MUSIC TO REMEMBER

* * *

01 – Breaking All The Rules – (P.Frampton) – Peter Frampton – 1981

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02 – Baby What A Big Surprise – (Peter Cetera) – Chicago – 1977

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03 – Beware – (J.Belvin) – Barry White – 1981

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04 – Coco Jamboo – (K.Matthiesen/D.Rennals/R.Gaffrey) – Mr.President – 1996

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05 – Rocket Man – (E.John / Bernie Taupin) – Elton John – 1972

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06 – Me And Mrs. Jones – (K.Gamble/Leon Huff/Cary Gilbert) – Billy Paul – 1972

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07 – Rock and Roll Is King – (Jeff Lynne) – Electric Light Orchestra – 1983

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08 – Band On The Run – (McCartney) – Paul McCartney & Wings – 1973

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09 – Another Brick In The Wall – (Roger Waters) – Pink Floyd – 1979

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10 – Under The Same Sun – (Mark Hudson) – Scorpions – 1993

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11 – I Want To Break Free – (John Deacon) – Queen – 1984

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12 – Love Hurts – (B.Bryant/F.Bryant) – Nazareth – 1976

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13 – I`m So Excited – (T.Lawrence) – The Pointer Sister – 1982

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14 – Bette Davis Eyes – (Donna Weiss/J.Deshannon) – Kim Carnes – 1981

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15 – I Never Cry – (Cooper/Dick Wagner) – Alice Cooper – 1976

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16 – Next To Me – (Joe Egan/Gerry Rafferty) – Stealers Wheel – 1972

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8 setembro 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

MANOEL BANDONI – VITÓRIA-ES

Seu Luiz Berto,

Bote aí no Besta esta tuitada de Lula.

Não tem nem um ano ainda.

Saudações capixabas

R. Palocci é inteligente mesmo.

Um dos mais inteligentes deste país chamado Banânia, como garante Lula neste pequeno texto, que ele ditou e um assessor escreveu.

Palocci é um rato sabido que pulou fora do navio corrupcional luleiro antes do naufrágio total

Por enquanto, o naufrágio é apenas parcial.

O naufrágio total, embarcação no fundo do mar, se dará quando Lula for preso.

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO- JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

8 setembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

JANOT, STF E O CONTO DO VIGÁRIO JOESLEY

Frequentemente, é a ganância das vítimas que viabiliza as atividades de quem vive de vigarices. Nesse tipo de golpe, o espertalhão se apresenta como alguém meio ingênuo que oferece ao alvo escolhido um negócio muito vantajoso. Seduzida pela possibilidade de um ganho fácil e rápido, a vítima agarra a oportunidade com as duas mãos. Foi o que fez o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, quando contatado para a delação dos donos da J&S. E caiu num espetacular conto do vigário.

À medida que os fatos vão sendo revelados, percebe-se que Janot estabelecera uma agenda para que o final de seu mandato ocorresse em clima de verdadeira apoteose. Ele teria sido o homem que denunciara o presidente da República, parte expressiva dos grandes figurões dos três últimos governos e, por fim, enquadrara toda a cúpula do PT, incluindo dois ex-presidentes, apontando Lula como o chefe da organização criminosa. Batman e Robin trabalhando juntos não fariam melhor no combate ao crime organizado. No entanto, a pressa em construir seu gran finale restringiu a prudência e lhe proporcionou, bem ao contrário, um grosso fiasco.

Na emoção de derrubar Temer, o procurador-geral não hesitou em ajustar com seus supostos colaboradores um verdadeiro Powerball na loteria das delações. Quem viveu para ver, viu, porque nunca mais alguém terá uma vida de crimes recompensada com tanta cortesia oficial. Foi-nos dada a oportunidade de contemplar, boquiabertos, fraudadores de muitos bilhões, corruptores de mão cheia, deixarem o país cercados de seus mais sofisticados bens e sob a proteção de salvaguardas principescas. Comprado o gato como se lebre fosse, Janot levou o bichano ao ministro Edson Fachin, que lhe alisou o pelo e assinou no lado esquerdo da operação. Dias depois, em meio a indignado clamor nacional, o plenário do STF carimbou e selou o negócio tal como fora feito. Nunca antes um golpe do vigário foi tão sacramentado.

Agora, quando as novas gravações tornam ainda mais afrontosa a complacência do acordo feito com os Batista Brothers, quando o ministro Fachin faz cara de paisagem e quando a ministra Cármen Lúcia pede investigações urgentes e rigorosas, o ministro Fux, prima pela prestidigitação dos fatos, dizendo que os dois irmãos “enganaram o MPF e a sociedade”. Opa, ministro! Deixe-nos fora dessa. Os enganados, na lambança, foram o MPF, o procurador-geral e o STF. Desde as primeiras notícias, a sociedade, pagadora de todas as contas, escandalizou-se com as imprudências que cercaram a delação e com o assombroso acordo que a recompensou e os senhores endossaram. Queira Deus que a embrulhada não afete o instituto da colaboração premiada nem invalide o conjunto probatório nela produzido!

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES (QUE VOCÊ DESCONHECIA)

Republicação em homenagem ao centenário de Chacrinha neste mês de setembro de 2017

Falar dos pernambucanos ilustres é chover no molhado, pois são muitos e há muito tempo falados. Mas tendo em vista o Bicentenário da Revolução agora em março de 2017 – que antecedeu em 5 anos a Independência do Brasil – é hora de lembrarmos os nomes e feitos destes conterrâneos que ajudaram a fazer a História do Estado e do Brasil. Comecemos pelos nomes menos conhecidos como pernambucanos e muito conhecidos em todo o Brasil.

Incluiremos também alguns nomes que não são nativos, mas que muita gente acha que é pernambucano, tais como Miguel Arraes, Dom Hélder Câmara, Ariano Suassuna etc. Certa vez um cearense disse que “os pernambucanos gostam de gozar com a pica dos outros”. Ele está certo, os dois primeiros são do Ceará e o terceiro é paraibano, mas não podia nem ouvir falar o nome da cidade João Pessoa. De qualquer modo, viveram e fizeram carreira em Pernambuco, e daí vem a justificativa da apropriação que faremos.

Toda 3ª Feira a coluna divulgará um nome num verbete conciso e completo. Está visto que a empreitada é coletiva dos leitores fubanicos, que quiserem colaborar enviando nomes, os respectivos verbetes e sugestões. Eu sozinho não vou poder fazer uma grande lista. Iniciemos com os nomes que tenho e fico no aguardo das colaborações, que certamente virão dos leitores.

* * *

JOSÉ ABELARDO BARBOSA DE MEDEIROS (Chacrinha)

Chacrinha (Set/1917 – Jun/1988)

Nasceu em Surubim, em 30/09/1917. Filho de um comerciante não bem sucedido. Porém, e não obstante as sucessivas crises financeiras da família, teve uma infância tranquila. Quando menino gostava de brincar montando “teatrinhos”. Esta habilidade levou-o a trabalhar como vitrinista da loja do pai em Caruaru, onde a família se estabeleceu. Aos 10 anos partiram para Campina Grande em busca de negócios mais promissores. Ao completar 17 anos foi estudar no Recife, e logo entrou na Faculdade de Medicina. Dotado de certa desenvoltura, teve uma breve experiência como locutor na Rádio Clube do Recife aos 18 anos. No ano seguinte foi dar uma palestra sobre alcoolismo na Radio Clube de Pernambuco, ampliando seus contatos com o mundo da comunicação.

Por essa época tocava bateria e integrava o “Bando Acadêmico” junto com seus colegas de faculdade e não demonstrava muito interesse pela Medicina. Aos 21 anos decidiu dar um rumo diferente a sua vida como músico e embarcou no navio Bagé rumo à Alemanha. No entanto, naquele ano (1939) estourou a Segunda Guerra Mundial, impedindo o prosseguimento da viagem. Foi obrigado a desembarcar no Rio de Janeiro, onde se estabeleceu e passou a trabalhar como locutor. Passou por diversas Rádios, mas o carregado sotaque nordestino não combinava bem com a função de locutor comercial. Na Rádio Clube de Niterói, deu-se conta que sua “praia” não era aquela e pediu à direção da emissora para fazer um programa de música carnavalesca tarde da noite. A Rádio funcionava numa chácara próxima do Cassino de Icaraí. O programa “O Rei Momo na Chacrinha” foi ao ar em 1942 e foi um sucesso. Ganhou fama de “doido” e o programa passou a se chamar “O Cassino da Chacrinha”. Irreverência era o que não faltava no programa, dando origem ao personagem que adquiria fama no Rádio. No programa ele simulava entrevistas com gente famosa e recriava a atmosfera de um cassino com diversos efeitos sonoros, incluindo galos e outros bichos. Ao mesmo tempo em que comandava o programa gravou diversas músicas de carnaval, enquanto a fama se alardeava. O programa foi efetivado como “Cassino do Chacrinha”.

Em 1945 passou a trabalhar na grande Rádio Nacional apresentando os programas “Noite dançante” aos sábados, e “Tarde dançante melhoral” aos domingos, quando não havia futebol. Mas tudo indicava que seu talento era mesmo a “chacrinha”. Assim, o programa voltou ao ar em outras rádios até chegar na Rádio Globo, em 1947. Nos anos seguintes trabalhou em outras rádios e gravando marchinhas de carnaval, até 1956 quando estreou na TV Tupi com o programa “Rancho alegre”. Mas como estava predestinado ao papel de “doido”, voltou a apresentar o “A Discoteca do Chacrinha” e a “Hora da buzina” nas TVs Rio, Excelsior, Tupi e Globo. Em 1959 já era considerado o programa mais popular da TV brasileira. Mesmo fazendo sucesso na TV não abandonou o Rádio, o que só veio acontecer em 1967 quando foi contratado pela TV Globo para apresentar dois programas: “Discoteca do Chacrinha” às quartas-feiras, e “A Hora da Buzina”, aos domingos, rebatizado em 1970 como “Buzina do Chacrinha”.

Tudo indica que o contrato com a Globo não ia tão bem quanto o sucesso, e ele voltou para a TV Tupi em 1972. Anos depois passou a atuar na TV Bandeirantes (1978) e só voltou à TV Globo em março de 1982 para apresentar seu maior sucesso, o “Cassino do Chacrinha” nas tardes de sábado. Era uma mistura de programa de auditório, atrações musicais – lançou diversos cantores de grande sucesso – e show de calouros, dirigido pelo filho José Aurélio “Leleco” Barbosa e Helmar Sergio. Apresentando-se sempre com roupas espalhafatosas, rodeado de belas “chacretes” e atirando bacalhau na plateia, o programa tornou-se uma poderosa atração da TV atingindo altos índices de audiência. Era reverenciado como um gênio da comunicação pelo Diretor da Rede Globo, José Bonifácio Sobrinho, o poderoso Boni, devido as frases e bordões que soltava no ar: “Na televisão nada se cria, tudo se copia”; “Eu vim para confundir, não para explicar!” e “Quem não se comunica, se trumbica!” entre outros.

No auge de sua carreira surgiu o Movimento Tropicalista, e ele passou a ser adorado pelos seus protagonistas (Gilberto Gil e Caetano Veloso). Em 1986 recebeu o título de “Doutor Honoris Causa”, da Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro. Em 1988 foi descoberto um câncer no pulmão e teve que se ausentar do programa alguns sábados, quando foi substituído pelos humoristas Paulo Silvino e João Kleber. Em 2 de junho voltou a comandar o programa ainda não totalmente restabelecido. Adorava o palco e dizia que gostaria de morrer em serviço. Por pouco isto não chegou a acontecer: faleceu 28 dias depois aos 70 anos. Cerca de 30 mil pessoas foram dar adeus ao “Velho guerreiro” no saguão principal da Câmara dos Vereadores, no Rio de Janeiro.

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8 setembro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

8 setembro 2017 JORGE OLIVEIRA

DO REI ARTHUR DE CABRAL AO CRIME ORGANIZADO DO PT

Disse aqui certa vez que Al Capone seria um ingênuo estagiário nas empresas dos irmãos Batista. Pelo que sabemos do gangster de Chicago, ele saia de armas em punho para confrontar seus desafetos, matando-os como um serial killer. Quem não rezasse na sua cartilha era executado sumariamente. Sua organização atuava em todas as áreas, desde o contrabando de bebidas, sequestros, assaltos até o lenocínio. Corrompia a polícia, o judiciário e os políticos para burlar a Lei Seca, na década de 1920, nos Estados Unidos. Um dia, porém, caiu nas mãos do agente do Tesouro Americano Eliot Ness, que chefiava os intocáveis, e a casa caiu.

Pois bem, essa história guarda alguma semelhança com os atuais criminosos de colarinho branco do Brasil? Claro que sim. Ao apontar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da organização criminosa brasileira que saqueou os cofres públicos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, finalmente, começa a dar nomes aos bois. Ao contrário de Al Capone – que vivia basicamente do contrabando de bebida – aqui, Lula criou um partido político que se transformou numa quadrilha que dilapidou o patrimônio financeiro do país.

As consequências foram danosas: 14 milhões de trabalhadores desempregados, a economia destroçada, crianças fora das escolas, a violência desordenada, um caos na saúde e na educação, obras de infraestrutura paralisadas, empresas e bancos estatais quebrados e fundos de pensão descapitalizados. Na cadeia, hoje, está boa parte da cúpula do PT, inclusive tesoureiros e ministro da Fazenda. Na lista de espera, Lula, Dilma, o casal Gleisi e Paulo Bernardo e Edinho denunciados pelo procurador-geral da República como integrantes da organização criminosa.

Os quatorze anos do governo do PT se parecem muito com os métodos que Al Capone adotou para corromper o estado e seus agentes públicos. Para movimentar seus negócios ilegais, o bandido transformou pessoas aparentemente honestas em delinquentes. No Brasil, a organização petista agiu politicamente. Presidentes e presidenciáveis, políticos e empresários foram atraídos para o buraco negro da corrupção. O dinheiro do contribuinte foi distribuído para as várias facções partidárias que se espalharam pelo país. Descobre-se agora R$ 51 milhões de reais dentro de um apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, prática usada pelo narcotraficante Pablo Escobar para esconder a fortuna suja do tráfico de drogas.

É dolorosa essa constatação, mas, infelizmente, é verdadeira: o Brasil apodreceu. Sabe-se também que alguns votos para o país sediar as Olimpíadas foram comprados por Sérgio Cabral & Companhia. As imagens da escolha do Rio como sede são patéticas, quando vistas hoje. Cabral corre para abraçar o Lula efusivamente, enquanto os convidados, entre eles o escritor Paulo Coelho, vibram como crianças felizes com a guloseima sem saber que por trás existia uma transação de milhões de dólares para encobrir a farsa.

O engenhoso Cabral dividiu seu território em um principado fecundo que prosperou por décadas no Rio gerando riqueza para ele e seus vassalos. Iniciou seu reinado dando o nobre título de rei ao seu amigo Arthur Cesar Menezes Soares Filho, comerciante, responsável pelo abastecimento da corte. Assim, com um tesouro de 3 bilhões de reais, Rei Arthur foi às compras. Com milhões de dólares corrompeu os dirigentes das entidades esportivas mundiais porque Sua Majestade, o Cabral, precisava compensar seus súditos com pão e circo oferecendo-lhes o PanAmericano, a Copa do Mundo e os jogos Olímpicos.

Com o fim do reinado, o circo desmoronou-se e o pão acabou. A corte faliu. Cabral está preso e o Rei Arthur foragido.

O entretenimento da plebe tinha um preço alto. Enquanto a turma do PT mantinha seus súditos no picadeiro, outro grupo engendrava os bastidores da política para manter o domínio das províncias. Assim, Luiz Inácio Lula da Silva esticou seu reinado por oito anos e ainda deu a sua rainha outros seis de governo. Para tanto escalou dois modestos açougueiros de uma de suas províncias para irrigar o dinheiro roubado do seu reinado.

A operação era simples. Os Batista teriam acesso fácil a riqueza da corte desde que ajudasse a manter o rei no poder. Em pouco tempo, os irmãos espertos já tinham conquistado outros territórios graças ao acesso fácil aos amigos do rei. Com isso, o império petista se agigantou e os Batista garantiram a sua manutenção com o dinheiro dos súditos. Mas a casa começou a ruir quando eles decidiram distribuir mais dinheiro do que a corte tinha para sustentar a extravagância do rei, da rainha, dos conselheiros, dos procuradores, dos ministros e de todos os políticos envolvidos no mercado negro da corrupção. O império foi à falência.

Primeiro caiu o rei, depois a rainha. E agora, os vassalos, como na música Cartomante, de Ivan Lins: Cai o rei de Espadas/Cai o rei de Ouros/Cai o rei de Paus/Cai, não fica nada.

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

PATER NOSTER

I

Enquanto em mornos raios esbagoa,
ocíduo, um sol, e em sombra o céu coagula,
na abóbada do crânio lhe esdruxula
a primeiríssima centelha, e voa.

Arfa, e os aços dos músculos açula
no júbilo do salto, antes que os roa
a pátina das horas. Solfa, à toa:
se o move o sol que lhe nos olhos pula!

Sola a ária tosca o peito, os labios rugem.
Ri-se. E do tempo esquece-lhe a ferrugem:
que para a morte a íntima claridade,

flúmen fluindo à flor do olhar, o cega
que no gesto e no cérebro carrega
sem saber que carrega a Humanidade.

II

Rude nosso ancestral que por primeira
vez, frouxo ainda, o clarão do sonho viste,
e do nascente verbo então urdiste
orientemente a rútila fogueira:

Tua máquina antiga esfez-se em poeira.
Escasso sobrevives. Mas persiste,
cresce o fogo eterníssimo que urdiste,
nesta maior que a olímpica fogueira.

Quando em esto vernal balbuciaste
a primeira palavra, e a débil haste
enfloresceu do sonho a vez primeira,

era latente um sol nessa fogueira,
era de um dia azul já nascitura
a estrela cuja luz brilha futura!

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

8 setembro 2017 ALAMIR LONGO - VENTO SUL

BURACOS NEGROS

Meus amigos, até o mais pacato cidadão dessa saqueada Terra de Santa Cruz sabe de cor e salteado que as chaves de ouro que abrem as porta da corrupção no Brasil são as estatais. Foi graças a elas que a República de Ladrões instalada e capitaneada pelo PT conseguiu saquear o país, ininterruptamente, por quase 14 anos com tanta facilidade. Porém, confesso que embora tinha pleno conhecimento do ‘modus operandi’ desses redutos infestados de bandidos especializados em roubar dinheiro público, não imaginava que havia tanta estatal sob a tutela da governança central. Fui a campo pesquisar e descobri que são 154 os buracos negros estatizados.

Estatais sãos gigantescos ninhos de sanguessugas que se movem de acordo com os interesses espúrios do governo de plantão. São refúgios seguros para políticos corruptos atocaiarem suas quadrilhas e saquearem os cofres públicos. É praticamente impossível mensurar o volume de pilhagens que ocorrem nessas verdadeiras fortificações criminosas oficiais.

Para se ter uma ideia do tamanho desses cabides de emprego de apadrinhados políticos, o quadro de servidores ativos das estatais do governo federal, em 2016, era 534.216 e a dívida acumulada estava na casa dos R$ 437 bilhões.

É nas estatais que acontecem os sinistros casamentos entre políticos corruptos e as grandes empreiteiras. Lá, esses enlaces são permanentes e comemorados em alto estilo com fartos banquetes regados a propinas, superfaturamentos, fraudes nas licitações, desvios de recursos, palestras fajutas, compras de títulos de doutor honoris causa e outras tantas especiarias do gênero.

Para a Saúde, Educação e Segurança não há recursos, mas nas estatais além de não faltar dinheiro é muito fácil roubá-lo.

A menina dos olhos da corrupção é a estatal. É por isso que deputados e senadores disputam feito cães raivosos cada um dos milhares de cargos dessas empresas.

Com o advento da Lava Jato a gente começa a entender, por exemplo, por que a Petrobras que detém o monopólio da produção e do refino do petróleo, juntamente com a Eletrobras e Banco do Brasil, em 2016, acumularam um prejuízo de R$ 3,36 bilhões. Isso sem falar no BNDES, a grande caixa preta da República de Ladrões.

Também, foi graças à Lava Jato que a gente começa a compreender por que o Brasil que tem um PIB superior ao da Rússia, do Canadá e da Austrália, vive permanentemente enfiado em tenebrosos atoleiros e sistematicamente mergulhado em crises econômicas intermináveis.

Em 2016, Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras acumularam dívidas de r$3,36 bilhões de reais

Abaixo, listo 148 das 154 estatais do governo federal:

1. 5283 Participações Ltda. – Ministério de Minas e Energia;
2. Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A – Ministério da Defesa;
3. Brasilian American Merchant Bank – Ministério da Fazenda;
4. Banco do Brasil Agência Viena/Áustria – Ministério da Fazenda;
5. BB Administradora de Cartões de Crédito S.A – Ministério da Fazenda;

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8 setembro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

8 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UM DEFENSOR LULAICO SEM IGUAL

Até os petistas da Folha de S. Paulo entregaram os pontos.

Leia a coluna de Bernardo Mello Franco:

“O depoimento de Antonio Palocci é devastador para a defesa, a imagem e o futuro de Lula.

Desta vez, o ex-presidente não pode alegar que foi fritado por um empresário aflito para sair da cadeia. Quem o jogou na fogueira foi um velho companheiro, que atuou como figura-chave nos governos do PT.

Palocci afirmou à Justiça que Lula fechou um ‘pacto de sangue’ com Emílio Odebrecht, dono da maior empreiteira do país. Ele afirmou que o ‘pacote de propinas’ incluiria um terreno para o instituto do ex-presidente, as reformas no sítio de Atibaia e a reserva de R$ 300 milhões (…).

A paulada de Palocci atinge o ex-presidente num momento em que ele tentava trocar o papel de investigado pelo de candidato. O ensaio durou pouco. Um dia depois de encerrar a caravana pelo Nordeste, Lula volta a ser bombardeado pela Lava Jato.”

* * *

Os petistas da Folha de S.Paulo talvez não saibam da existência do Ceguinho Teimoso aqui no JBF

Ceguinho é defensor incansável e extremado de Lapa de Trambiqueiro.

Este nosso estimado membro da comunidade fubânica faria naquele jornal vermêio-istrelado uma defesa de Lula pra coxinha algum botar defeito.

E abafaria por completo bobagens como estas que foram escritas pelo jornalista Bernardo Mello Rego.

Ops!

Desculpem: o nome dele é Bernardo Mello Franco.

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

8 setembro 2017 JOSELITO MÜLLER

CASA DA MOEDA IMPRIMIRÁ NOTA DE 51 MILHÕES

BRASÍLIA – Após receber encarecidos pedidos de políticos que não quiseram se identificar, a Casa da Moeda divulgou no Diário Oficial da União de hoje que passará a imprimir notas de 51 milhões de reais.

A decisão foi tomada na mesma semana em que a Polícia Federal descobriu o bunker do ex-ministro Geddel Vieira Lima, onde foi encontrada exatamente a quantia de 51 milhões em malas e caixas.

“SE JÁ EXISTISSE A NOTA DE 51 MILHÕES, NÃO SERIA NECESSÁRIO QUE O GEDDEL TIVESSE COMPRANDO AQUELAS MALAS TODAS, O QUE CERTAMENTE CUSTOU MUITO DINHEIRO. BASTARIA GUARDAR A NOTA NA CARTEIRA. ALÉM DISSO, AQUELA DINHEIRAMA TODA DEU UM TRABALHO IMENSO PARA CONTAR, O QUE FEZ COM QUEM A PF FIZESSE UMA OPERAÇÃO EXCLUSIVAMENTE PARA REALIZAR TAL TAREFA”, REVELOU O PRESIDENTE DA CASA DA MOEDA.

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

8 setembro 2017 REPORTAGEM

PALOCCI ENTREGA LULA

FIM DA LINHA – Os crimes revelados por Palocci podem colocar Lula atrás das grades

O mito Lula foi, definitivamente, destruído. Primeiro petista a delatar o ex-presidente, o ex-ministro Antonio Palocci revelou que Lula fez um “pacto de sangue” com o empreiteiro Emilio Odebrecht para continuar a receber propinas da empreiteira mesmo depois de deixar o governo. Em depoimento de duas horas ao juiz Sergio Moro, Palocci foi demolidor ao revelar que no dia 30 de dezembro de 2010, no apagar das luzes de seu governo, Emílio pediu que Lula garantisse que Dilma Rousseff manteria as benesses para sua empresa no novo governo petista. “Emílio Odebrecht abordou Lula no final de 2010. Não foi para oferecer alguma coisa. Foi para fazer um pacto, que eu chamei de pacto de sangue, que envolvia um presente pessoal, que era o sítio de Atibaia. Envolvia o prédio do Instituto Lula pago pela empresa. Envolvia palestras pagas a R$ 200 mil, fora impostos. E envolvia mais R$ 300 milhões à disposição do ex-presidente para atividades futuras. E poderia ser até mais se fosse preciso”, afirmou Palocci. Até petistas que tiveram acesso ao depoimento de Palocci comentaram estupefatos: foi a pá de cal sobre Lula.

Crimes em série

Palocci, que está preso em Curitiba desde setembro do ano passado, foi intimado por Moro para depor no caso em que ele e Lula são réus pelo recebimento de R$ 75 milhões da Odebrecht em oito contratos com a Petrobras. Nesse valor, segundo a Força Tarefa da Lava Jato, estão incluídos R$ 12,5 milhões gastos na compra do terreno para o Instituto Lula na Vila Mariana, em São Paulo, e R$ 504 mil usados na aquisição de uma cobertura para Lula em São Bernardo do Campo, localizada ao lado de sua atual residência. O ex-ministro chegou à audiência com Moro disposto a entregar Lula e suas relações ilícitas com a Odebrecht. Falando pausadamente e aparentando calma, Palocci detonou o ex-presidente já ao responder a primeira pergunta feita por Moro sobre a compra do terreno para o Instituto Lula. “As acusações são verdadeiras doutor Moro”. Ele disse que chegou a alertar Lula de que esse negócio daria dor de cabeça. Confirmou que ele foi o intermediário de uma doação de R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto Lula entre em 2013 e 2014, “para cobrir um buraco nas contas do instituto”.

RÉU CONFESSO Palocci confessou a Moro que ajudou Lula a cometer vários crimes 

O ex-ministro confessou ter participado dos crimes atribuídos a Lula e detalhou a relação ilícita existente entre a Odebrecht e os governos Lula e Dilma. O ex-ministro se colocou como um interlocutor dos interesses da empresa junto ao governo, tratando de todos os temas, inclusive ilícitos. “A relação da Odebrecht com os Governos Lula e Dilma sempre foi intensa, movida a vantagens e propinas”, disse. “Os fatos narrados nesta denúncia dizem respeito a um capítulo de um livro um pouco maior do relacionamento da Odebrecht com o governo do presidente Lula e da presidente Dilma. Foi uma relação bastante intensa, bastantes vantagens dirigidas à empresa, propinas pagas em forma de doação de campanha, caixa 1 e 2, benefícios pessoais”, relatou Palocci. Pela primeira vez, o ex-ministro reconheceu que a alcunha “italiano” nas planilhas da Odebrecht se referia a ele. Por meio da conta “italiano”, Palocci movimentou R$ 128 milhões. Ele garantiu, também, que Lula era o “amigo” das planilhas, que chegaram a registrar, em 2012, um saldo de R$ 40 milhões em nome do ex-presidente.

Em fase de negociação de acordo de delação premiada, Palocci confessou também outro crime: que ele e Lula tramaram para obstruir as investigações da Lava Jato. “Em algumas oportunidades, eu me reuni com o ex-presidente Lula no sentido de buscar, vamos dizer, criar obstáculos à evolução da Lava Jato”.

O homem que sabe demais – Palocci está preparando delação premiada e vai contar que:

– Ele é o “italiano” das planilhas da Odebrecht, que atribuíram a ele um total de R$ 128 milhões

– Lula é o “amigo” citado nas planilhas e chegou a ter uma conta corrente no departamento de propinas da empreiteira com R$ 300 milhões

– Em 2012, o saldo dessa conta de Lula era de R$ 40 milhões

– Em 2009, a Odebrecht deu R$ 50 milhões em propinas para o PT em troca de benefícios fiscais para a Brasken, pertencente ao grupo

– Em 2010, com a criação da Sete Brasil, destinada a fabricar as sondas para a exploração de petróleo, Lula ganhou R$ 51 milhões

– A Projeto, empresa de consultoria de sua propriedade, foi usada para o recebimento de propinas das empreiteiras. De 2006 a 2015, a empresa movimentou R$ 107 milhões

Transcrito da Revista Isto É

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

8 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA DUPLA CHEIA DE “$$$” E DE “XIS”

Ano passado, a propósito da corruptífera aquIsição de um apartamento em Salvador, feita pelo ex-ministro Geddel – um guabiru influente em governos do PT e do PMDB -, Lula deu a seguinte declaração:

“Não estão dando destaque ao apartamento do Geddel como deram ao meu tríplex”

E, como de costume, esculhambou com a imprensa, com a Lava Jato, com a justiça, com o Ministério Público, com o caralho-a-quatro e com todo e qualquer órgão ou instituição que apure roubalheira e combata a corrupção.

Quando é agora, o apartamento de Geddel, mais conhecido como dinheirex – denominação que deixa pra trás a palavra triplex -, foi manchete de manhã, de tarde, de noite e de madrugada.

Ou, como diria Dilma, foi notícia diuturna e noturnamente.

O inusitado e endinheirado fato, um surrealismo tipicamente banânico, foi notícia na rádio de Palmares, na Globo golpista, na Band reacionária, na Record retrógrada, na rádio de Tóquio e no jornal de Libreville, capital do Gabão, lá na mãe África.

E culminou com a prisão de Geddel, no início da manhã desta sexta-feira, quando o camburão da Polícia Federal estacionou em frente ao seu luxuoso condomínio (Lula continua solto…)

Geddel no camburão hoje pela manhã: vai obrar de coca no boi da cadeia

O fubânico petista Explicador Incansável está certíssimo em ter Lapa de Discursador como ídolo e guia.

As colocações e explicações justificatórias do Discípulo estão à altura das explicações e da linha de raciocínio do Mestre.

Lula Triplex e Geddel Dinheirex: uma parelha banânica da porra!!!

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

8 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UM PROJETO QUE MERECE NOSSO APOIO

Tramita na Câmara projeto que pretende punir com prisão, sem direito a fiança, quem cria “páginas ofensivas e difamatórias” contra políticos na internet.

A autora é Soraya Santos, ligada a Eduardo Cunha.

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Segundo apurou o Departamento de Informações desta gazeta escrota, a deputada Soraya (com ipicilone), apresentou este projeto pensando especificamente em fuder com o JBF.

Fui informado que ela fica indignada quando este Editor baixa o cacete em Cunhão, em Renan, em Temer, em Dilma ou em Lula

Críticas a estas figuras impolutas deixam a nobre deputada incomodada pra caralho (êpa).

Esta montagem reproduzida a seguir, está na na internet. Tem mais coisas sobre o assunto.

Confira clicando aqui.

O leitor fubânico que concordar com esta fantástica ideia da parlamentar pmdbêlha, pode mandar uma mensagem de apoio a Sua Insolência a Sinhora De-puta-da Soraya (com ipicilone!).

Basta clicar no endereço a seguir:

8 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

8 setembro 2017 DEU NO JORNAL

A LAVA JATO MATOU O EUFEMISMO

Felipe Moura Brasil

Lula, no Twitter, em 28 de abril:

“Não tenho preocupação com nenhuma delação. Palocci é meu companheiro há 30 anos, é um dos homens mais inteligentes desse país.”

Lula, no Facebook, em 6 de setembro:

“Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena.”

Entre uma declaração e outra, claro, o companheiro Antonio Palocci, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, entregou Lula e o “pacto de sangue” do petista com a Odebrecht para o pagamento de R$ 300 milhões a si próprio e ao PT.

Como “um dos homens mais inteligentes desse país”, o ex-ministro deu uma aula a Cristiano Zanin, advogado do comandante máximo, sobre a relação entre oito contratos da Odebrecht com a Petrobras e a compra de uma sede para o Instituto Lula.

“A empresa trabalha com a Petrobras; a Petrobras dá vantagens para essa empresa; com essas vantagens, cria uma conta para destinar aos políticos que a apoiaram; o presidente mantém lá diretores que apoiam a empresa, para dar a ela contratos; esses contratos geram dinheiro; com esse dinheiro, eles pagam propina aos políticos. A Odebrecht fez um caixa (com os contratos da Petrobras) e desse caixa foi sacado um dinheiro que comprou esse prédio que foi dado ao presidente Lula.”

Zanin ainda perguntou “por que a Odebrecht estaria envolvida na compra deste imóvel” na Rua Doutor Haberbeck Brandão, 178, em Vila Clementino, São Paulo.

Palocci respondeu:

“Porque o doutor [José Carlos] Bumlai e o doutor Roberto Teixeira [advogado e também amigo pessoal de Lula] sabiam que a Odebrecht era uma colaboradora…”

O ex-ministro interrompeu a própria frase e se corrigiu:

“Colaboradora talvez seja uma palavra…”

Interrompeu-se de novo e, dirigindo-se a Moro, disse:

“O senhor desculpa, às vezes eu… Eu sou [há] trinta anos treinado para falar dessa forma. Mas…”

Reformulando, então, sua frase com foco no que Bumlai e Teixeira sabiam, Palocci prosseguiu:

“Que a Odebrecht dava PROPINAS frequentes ao presidente Lula e ao PT. Como se tratava de um pagamento de uma propina, ele [Bumlai] achou que a Odebrecht poderia pagar esse terreno”, explicou o ex-ministro, considerando que Bumlai lhe pediu para que solicitasse dinheiro a Marcelo Odebrecht justamente porque sabia que Palocci conversava com o então presidente da empreiteira “sobre essas coisas”.

A recente entrevista à Veja com o autogrampeador Joesley Batista, que está longe de ser um dos homens mais inteligentes do país, também teve um momento similar.

“Falei de propina com a presidente [Dilma] na sala da presidente da República!”, disse o empresário, dono da JBS.

“O senhor falava ‘propina’?”, perguntou a repórter.

“Não, essa palavra aprendi agora, no Ministério Público. Eu falava ‘ajuda’. ‘Vou dar uma ajuda, um apoio e tal.’”

A diferença entre Joesley e Palocci, portanto, é que um alegou que dizia “ajuda” por ignorância, o outro admitiu que falava “colaboração/colaboradora” por treinamento – até que a Lava Jato matou os eufemismos, restaurando o trânsito normal entre língua, percepção e realidade, sem o qual os atos criminosos soam como caridade exercida.

Curiosamente, o tempo de treino em disfarce verbal admitido por Palocci a Moro é exatamente igual ao tempo admitido por Lula de companheirismo com Palocci: 30 anos.

Graças à Lava Jato – contra a qual Palocci ainda admitiu ter atuado –, também está cada vez mais claro que a palavra “companheiro” usada por Lula e demais petistas é apenas um eufemismo para comparsas ou cúmplices de crimes e de seus acobertamentos.


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