9 setembro 2017 HORA DA POESIA

SONETO DO AMOR MAIOR – Vinicius de Moraes

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

MIGUEL ALBERTI – PIRACICABA-SP

Berto,

Veja só a lógica petista:

Um grande abraço, meu querido editor.

R. Caro leitor, se você quiser ter uma amostra do que é a lógica petista, é só ler os comentários do fubânico petista Idólatra Cego e trocar algumas ideias com ele.

É pra arrombar!

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

9 setembro 2017 FERNANDO GABEIRA

OS MEDALHISTAS BRASILEIROS

Aqui onde estou, no interior do Amapá, as coisas me parecem confusas. Creio que parecem confusas em toda parte. Mas é sempre difícil de alcançá-las quando as conexões são pobres.

Rodrigo Janot deverá apresentar uma segunda denúncia contra Michel Temer. Teremos de ouvir tudo de novo, cada um com seu voto. Espero que seja menos dramático e que o mercado não leve tão a sério um enredo previsível. Afinal, a economia segue adiante.

Não conheço a delação de Lúcio Funaro. Sei apenas que é o réu mais violento no nível verbal: ameaça literalmente comer o fígado de adversários. Funaro já enrolou a Justiça uma vez. Deve ser uma pessoa cheia de truques, como parecem ser os irmãos Batista.

Janot afirmou que, enquanto houver bambu, vai lançar suas flechas. É uma afirmação quantitativa. Sabemos que a última flecha tem de ser mais certeira e eficaz. Isso se levarmos a sério a analogia com os índios. Não tenho conhecimentos antropológicos para afirmar, apenas suponho que os índios não gostem de errar a última flecha, porque depois dela ou o bicho pega ou o adversário ataca.

A delação da JBS é um dos pontos mais vulneráveis da Lava Jato, embora nada tenha que ver com o trabalho em Curitiba. Foi na esteira do acordo com Joesley que os adversários da operação bateram pesado.

Mesmo quem se coloca abertamente a favor do desmonte do grande esquema de corrupção no Brasil custa a entender não só a liberdade de Joesley Batista, mas também o fato de os procuradores não terem mandado periciar o gravador antes de desfechar o processo.

No front da Lava Jato no Rio de Janeiro avançou, finalmente, o tema denunciado pelo Le Monde há alguns meses: a escolha do Rio para a sede da Olimpíada foi comprada. E reaparece um personagem chamado Rei Arthur. Tive de falar dele em 2010. Suas empresas faturavam bilhões durante o governo Sérgio Cabral. Ele mandava nas escolhas do governo para contratar serviços. Daí o apelido Rei Arthur.

O que aconteceu com os Batista pode ser uma lição. Rei Arthur andou pelo Rio e escapou para Miami, onde vive. Ele certamente vai usar ao máximo sua presença nos EUA para dificultar a prisão. Quando preso, Rei Arthur já deverá saber com antecedência o que falar e o que esconder – a velha tática de oferecer os anéis para salvar os dedos.

A quadrilha montada por Sérgio Cabral, com inúmeras ramificações, tinha alcance internacional, comprou uma Olimpíada. Seu combate se deu com a ajuda decisiva de investigadores franceses.

Os donos da JBS mostraram, também, alto nível de audácia, na medida em que tinham a chave do BNDES, projetavam um crescimento internacional, enquanto no País compravam quase 2 mil políticos. Era inverossímil esta história de que decidiram colaborar porque tiveram uma espécie de epifania e descobriram que trilhavam o caminho do crime.

É importante que a Lava Jato não aceite os anéis para salvar os dedos, não por uma vocação repressiva. Os adversários são fortes. A história da repressão aos tráfico de drogas na Colômbia está cheia de cooptação dos investigadores pelo crime. Os próprios repressores transformavam-se em chefes de segurança dos esquemas do tráfico. Não eram simplesmente subornados, mas contratados pelo seu conhecimento técnico.

No campo político, no Brasil, não houve nenhuma reforma. O máximo possível é acabar com coligações proporcionais e criar a cláusula de barreira. Os passos dados não neutralizam a tendência em não votar em quem tenha mandato. E isso não é garantia nem de uma modesta renovação. Muitas pessoas novas entraram no Congresso e, ao cabo de algum tempo, estavam falando a velha linguagem. É o que acontece quando as regras do jogo não mudam.

Aqui, no interior do Amapá, observei algo comum em outros pontos do Brasil. Em quem confiar?, perguntam uns aos outros ao verem a sucessão de escândalos. A ideia de que a lei vale para todos foi fortalecida com a prisão de alguns poderosos. Não pode haver brechas nela, caso contrário, o desânimo será ainda maior.

Janot precisa avaliar o impacto da delação premiada de Joesley Batista. Afinal, valeu a pena? Quantas informações importantes ele deu? Até que ponto as investigações seriam incapazes de chegar a elas sem prêmio a Joesley?

Possivelmente, a última flecha de Janot ele vai arrancar de seu próprio corpo. Nada de excepcional numa longa batalha.

Pode ser que avance para compreender que errou ao não periciar as gravações, mas encontrar nelas o caminho da reparação.

O quadro geral é mais inquietante quando a desconfiança transborda o universo da política e se expande pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As mais recentes pesquisas já apontam nessa direção. Certamente, foram influenciadas pela atuação de Gilmar Mendes, mas não se esgotam nele.

A iniciativa de Cármen Lúcia de pedir uma rápida e esclarecedora investigação sobre referência ao STF nas gravações de Joesley vai numa boa direção. No entanto, ela deve saber que a crise na dimensão da Justiça é corrosiva.

Quanto a Geddel Vieira Lima, ele foi solto e voltou para Salvador. As pessoas estão, agora, estupefatas com a descoberta de milhões de reais num apartamento que ele usava. O Estado não tinha dinheiro para a tornozeleira eletrônica de Geddel. Geddel tinha dinheiro para comprar todas as tornozeleiras eletrônicas do Brasil. Por isso é que vale a pena considerar que estamos diante de quadrilhas extremamente capazes e ousadas, não só prontas para assaltar, mas também dispostas a dar uma volta na repressão.

Tantos inocentes, tantos arrependidos, tantos falsos colaboradores – a competência dos bandidos brasileiros é medalha de ouro em qualquer Olimpíada em que tenha a corrupção como modalidade.

Não será fácil vencê-los, embora a Lava Jato tenha alcançado um nível superior e seja o melhor instrumento que encontramos para isso em toda a nossa história.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

9 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DOIS CANALHAS CONVERSANDO

O Instituto Emitidor de Notas, mais conhecido como Instituto Lula, emitiu ontem uma nota desmentindo um fato.

De imediato, eu acreditei que o fato fosse verdadeiro, pois tudo que o Instituto Lula desmente é verdade pura.

Mas, como toda regra tem exceção, desta vez o Instituto Emitidor de Notas estava falando a verdade.

A mais pura verdade, por mais incrível que isto possa parecer.

Trata-se de um vídeo que bombou aí pelos ares, contendo uma conversa de Lula com Rui Tabacudo Falcão, um dos maiores cheira-peidos do proprietário do PT.

Um papo sobre a bem vinda pajaraca que Palocci enfiou no furico de Lapa de Enganador.

A imitação da voz do canalha-mor está perfeita!

A conversa (se o JBF fosse integrante da grande mídia tabacuda, diria “suposta conversa“…) vale a pena ser escutada pra divertir este nosso sábado.

Um excelente final de semana pra comunidade fubânica!

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE


BRASIL DEVASSO

Chegamos a um ponto de imoralidade governamental e política que fica difícil acreditar que exista mais fundo no poço da imoralidade. É devastador o que está acontecendo por todos os cantos do País. É dinheiro nas malas, nas cuecas, nas meias, nos bolsos dos paletós, em caixas, em sacolas, em mochilas, em bolsas e tudo o mais possível de carregar os resultados monetários das propinas que são frutos das relações promíscuas entre funcionários públicos, governo e empresas que se utilizam, para se locupletar, do mau-caratismo da enorme maioria daqueles que participam do governo em todos os níveis. Nessa história toda, ainda há aqueles que permanecem na crença de que essa monstruosidade de acontecimentos nada tem a ver com a formação e construção de um sistema operacional da criminalidade pelo grupo que dominou o País nos últimos 15 anos. Até pacto de sangue ocorreu e por essa causa, muitas malas de dinheiro ainda vagam pelos apartamentos, sítios, fazendas e bancos no exterior. Foi um pacto de sangue, mas do sangue do povo brasileiro.

Prender bandidos do colarinho branco se tornou a meta da Polícia Federal e da justiça brasileira, mas será algo interminável em razão da péssima qualidade da educação familiar, social, no aprendizado escolar e da índole de grande parte do povo brasileiro, tendenciosa aos malfeitos. A formação profissional tem ligação direta com estes indicadores. O tempo e produção gasto por quatro trabalhadores nacionais equivale a força de trabalho de um americano. É uma enorme discrepância que resulta em altos custos ao produtor do Brasil, isto sem se referir à qualidade do que é produzido. Muitos dirão que o Brasil exporta carros de alta performance para todo o mundo, mas acontece que são praticamente produzidos via inteligência artificial e com os custos fixos dessa automação pagos só pelos brasileiros. Até nesta área tivemos a geração de propinas com normas do setor automobilístico sendo elaboradas, sob encomenda, pelos senhores deputados, senadores e presidente.

A estrutura de governo está toda comprometida, não somente pelas falcatruas e rapinagens que são descobertas todos os dias, mas também pela incompetência administrativa. Isto, provada com a falta de propostas de impacto desenvolvimentista e pela carência e ausência de pulso e moralidade para impor um ritmo de crescimento que o Brasil necessita. É um governo submetido a vontade de inúmeros parlamentares consumidores de negociatas e ávidos pelos cargos em todos os escalões. O Governo está vendendo o almoço para poder jantar e, não bastasse a falta de ações, imprime, ao estilo petista de ser, a disseminação de projetos enganadores e ilusórios que aos poucos são protelados e passam despercebidos pela população. Para isso liberam dinheiro de vários fundos para desviar a atenção e pressão da situação caótica de nossa economia que mal terá recursos para atender as necessidades básicas da Nação nos próximos meses. Tentam, através de vendas de ativos públicos a qualquer custo, fazer caixa e dar sustento mínimo a manutenção do Estado. O Brasil depende de um gestor, o momento não é para politicagem.

O mais sério de todos os acontecimentos é a passividade consentida, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, em aceitar os abusos praticados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em deslavada campanha eleitoral comandada pelo chefe da ORCRIM, o condenado Lulla da Silva. Este contumaz infrator da lei, perambula pelo Nordeste a fazer, muito à vontade, comícios em praça pública de várias capitais e cidades. Está consumindo dinheiro que é retirado do bolso do povo pelos sindicatos, somados aos do Instituto Lulla, para essa gastança e promoção de circo dos horrores, composto por artistas do quilate de uma Gleise Hoffmann, ré na Lava Jato. Onde está o ministro que se diz defensor do respeito às leis, o sr. Gilmar Mendes, candidato pela coligação PT – PMDB ao governo do Estado de Mato Grosso ou ao Senado. Somos ou não somos um País de libertinos, licenciosos, um Brasil devasso.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE – MS

Sr. Editor,

Eu nunca fui adepto da militância engajada nas questões de gênero.

Mas, devo reconhecer, a homofobia misógina dessa gazeta não está dando a devida ênfase à contribuição, embora modesta para os padrões Geddelianos e Lullistas, da rainha da mandioca.

Ora, 170 milhões, afinal, são 170 milhões!

Modesta uma ova!

A nossa ex-presidANTA já não sabe mais o que fazer para sair desse ostracismo maquiavélico.

Em outras ocasiões até que foi bem sucedida.

E agora, quem poderá salvá-la?

Ele:

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE


STAND-UP COM POESIA

CONFISSÃO DE DÉBITO

“Devo, não nego
Pago quando puder”
Não sou desclassificado
Mas se não puder não pago
Eu sou pobre e analfabeto
Mas, não costumo dever
Eu quero pagar todo teto
Uma parte quando eu morrer
A outra eu mando de lá
Bote seu endereço completo
Pru mode eu poder pagar.
Agora que está tudo certo
Bote uma, pra comemorar

MINHA POESIA

Minha poesia
Se faz e se desfaz
Todo tempo
O tempo todo…

No seu labor
Mostra-se em cor
Deixa-se ver
Deixa-se ler
Com todo ardor

Se não a mostro
Ela se guarda
Na vanguarda
Deste meu peito
Até que a posto

Quando acontece
Não é mais minha
Mas leva a marca
Por onde for
Deste poeta
Que a gerou

PERDAS

Minha primeira perda
Foi o útero materno
Depois o leite do peito
E ainda não satisfeito
Em seguida perdi o colo
Tive que dormir no solo
Sem as cantigas de ninar…
Criei meu próprio canto
E inventei o meu pranto
Pra quando eu quiser chorar

Vou refazer minhas pegadas
Em busca do tesouro perdido
Embora saiba, não ache nada

Tomara, eu esteja, errado.
Tomara, meu Deus, tomara!

DESCOBERTA

Descobri que as alturas
Já não mais nos tenta
Por isso aqui mesmo
No chão do nosso quarto
Eu te tento, tu me tentas
De modo tão contínuo
Continuamos tentando
Sem nenhum medo de cair
Assim passamos o tempo

Pois você é uma tentação!

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

9 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UM DETALHE QUE PRECISA SER RESSALTADO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ontem (8) denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra senadores do PMDB pelo crime de organização criminosa.

Foram denunciados os senadores Edison Lobão, Romero Jucá, Valdir Raupp e Jader Barbalho, além do ex-senador José Sarney.

Os parlamentares são acusados de terem recebido R$ 864 milhões em propina, por meio de desvios na Petrobras.

* * *

Minino, 864 milhões em propinas é uma quantia pra deixar os 51 milhões de Geddel envergonhados.

É milhão pra ladrão algum reclamar.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

Todavia, pra arrombar mesmo foi o prejuízo que esta quadrilha proporcionou: 

R$ 5,5 bilhões para a Petrobras e de R$ 113 milhões para a Transpetro.

Vamos repetir: mais de 5 bilhões de reais!!!

Agora, o detalhe importante, o detalhe importantíssimo, foi omitido nesta notícia aí de cima.

Não li em lugar nenhum este detalhe de fundamental relevância.

É o seguinte:

Esta ladroagem fantástica aconteceu no tempo em que a Petrobras era administrada pelo PT, aquele estabelecimento comercial de propriedade de Lula.

Essa canalha vermêio-istrelada fudeu Banânia sem dó e sem vaselina. Putz!

É pouco ou vocês querem mais?

“Cumpanhero, tome 5 dedo, chami os ôto e arrombe a Petrobras nim 5 bilhão”

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

MENINO DA ROÇA

Nasci no Pé de uma Serra
Lá nas brenhas do sertão,
E lembro quando menino
Toda minha diversão,
Foi um cavalo de pau
A carrapeta e o pinhão.

E assim naquele “alazão”
Corria pelo terreiro,
Muito mais ancho do que
Qualquer valente vaqueiro,
Mesmo esse cavalo sendo
Uma vara de marmeleiro.

Sequer valia dinheiro
A carrapeta que eu tinha,
Mas pra mim era um tesouro
Pois era minha mãezinha,
Quem fazia ela pra gente
Com um carretel de linha.

Eu lembro quando a tardinha
Ela sentava no chão,
Segurando o carretel
Com uma faquinha na mão,
Pra fazer as carrapetas
Pra mim e pra meu irmão.

E do meu velho pinhão
Eu não me esqueço um segundo,
Foi daquele pé de angico
Na beira do grotão fundo,
De onde se tirou um galho,
Quem o fez foi Tio Raimundo.

Quem da roça é oriundo
Não conheceu regalia,
O canto dos passarinhos
Era a música que se ouvia,
Além do som dos chocalhos
Do gado na pradaria.

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9 setembro 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

9 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA DÚVIDA FÁCIL DE SER RESOLVIDA

“Única dúvida que resta: testemunho do Palocci é capaz de realizar o milagre de devolver a visão aos cegos convictos que ainda sobraram?”

Ricardo Amorim @Ricamconsult

Esta dúvida já está respondida, meu caro Ricardo.

É só você ler o comentário que o fubânico petista Ceguinho Teimoso postou ontem aqui no JBF.

Vou transcrever na íntegra:

“O depoimento de Palocci é uma canalhice.

Depois de um ano de cadeia, tornou-se subserviente e calhorda, alinhou sua fala com tudo o que corre contra Lula e para libertar-se falou que não presenciou mas sabe, que não estava junto mas depois lhe contaram, e certamente procurará envolver Lula nos seus próprios podres para safar-se.

Quem tem um mínimo de acuidade e capacidade de perceber onde está a mentira e onde reina a verdade só pode indignar-se e lamentar:

– Canalha!”

E tem mais.

Veja este outro comentário feito pelo fubânico Explicador Incansável, também postado ontem no JBF:

“Não há mais, em vista da canalhice maior que acaba de aparecer no xou de horrores paloccianos, a menor possibilidade de que as pessoas, mesmo as mais obtusas, deixem de perceber que aderiam a um processo demoníaco.

Processo demoníaco!!!!!!!

Não, caro leitor, não está digitado errado.

É isto mesmo o que Explicador Incansável escreveu e que você acabou de ler: “processo demoníaco“.

O Cão, o Tinhoso, o Cramulhão, o Capeta, o Coisa-Ruim, o Diabo, o Canhoto, o Chifrudo, o Maligno, o Maldito, o Mafarrico, o Jurupari, o Belzebu, o Anjo-Mau baixou no corpo dos que ficaram horrorizados com as declarações-bomba de Palocci.

É pra gente se mijar-se todinho de tanto se rir-se. Se rir-se satanisticamente.

Os crentes da Igreja Lulaica deixam pra trás os crentes das igreja de Agenor Duque, de Valdemiro, de R.R.Soares e de Edir Macedo.

E matam de inveja os ativistas do Estado Islâmico.

E tem mais outra pérola-tolôte, excretada digitalmente de ontem pra hoje nesta gazeta surrealista:

“Está chegando a hora das vozes se levantarem contra a canalhice que está sendo feita contra Lula.

Quem não percebera, começa a perceber, tão gritante é a farsa, que se escancara ainda mais completamente com a calhordice de Palocci.

É claro que seu depoimento será bem acolhido pelos justiceiros, que se apegam ao que possa servir, bem ou mal, à condenação de Lula, mas… apressem-se! Precisam fazer um serviço bem feito, há prazos a cumprir, caso contrário! Lula virá!

A História lançará sobre muitos o mais absoluto ostracismo, mas a imagem de Lula permanecerá como a de um dos maiores estadistas deste País!”

Conclusão, meu caro Ricardo Amorim: sua pergunta, abaixo repetida, está respondida. 

O testemunho do Palocci é capaz de realizar o milagre de devolver a visão aos cegos convictos que ainda sobraram?

A resposta é clara e evidente:

Não.

Os cegos convictos vão continuar nas trevas.

É por conta disto que concedi a Palocci o Troféu Meu Dedo-Duro Predileto, numa postagem que está aí embaixo.

O ex-ministro Língua Solta, petista histórico e importante auxiliar nos governos de Lula e de Dilma, deixou a petralhada furiosa.

A turminha vermêia-istrelada está soltando fogo pelas ventas e pelo subilatório, num lindo espetáculo pirotécnico.

Constatar e ficar apreciando este furor que foi instalado no auditório de aplaudidores luleiros não tem preço (êpa!) que pague!

Vamos fechar esta postagem abrilhantando o nosso sábado com uma comovente toada cantada por Jackson do Pandeiro.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

A MININA DOS ÓIO DO BRASI, POR NHÔ BENTO

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)

GIGOLÔ RURAL

Stedile, um criminoso implorando por cadeia, mostra como funciona a cabeça do velho gigolô de agricultores de araque

“O Moro é um merdinha”.

João Pedro Stédile, num comício no Maranhão ao lado de Lula e do governador Flávio Dino, mostrando com apenas uma frase o respeito às leis, à verdade e à língua portuguesa que sempre balizou o comportamento de um veterano gigolô de “trabalhadores rurais” que não conseguem distinguir uma foice de um martelo.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – AMAZONAS EM TEMPO

9 setembro 2017 JOSELITO MÜLLER

MERCADO DE MALAS AQUECIDO DEPOIS DA ROUBALHEIRA

O crescimento vertiginoso da ladroagem em território nacional não traz para o povo brasileiro apenas notícias ruins.

Tal afirmação é o que sugere estudo recente divulgado pelo Instituto PC Farias, que revelou que graças à roubalheira, o mercado de malas tem tido um crescimento significativo, passando a ocupar um lugar fundamental na economia.

“ANTIGAMENTE, QUANDO AS SOMAS DAS QUANTIAS DESVIADAS ERA POUCA, SE VENDIA POUCAS MALAS”, DIZ O ESTUDO.

A pesquisa revelou também que o hábito de guardar dinheiro em malas havia sido abandonado pelo brasileiro desde que a inflação galopante deixou de existir.

“NAQUELE TEMPO (DA GRANDE INFLAÇÃO) TINHA MUITA GENTE QUE COSTUMAVA GUARDAR DINHEIRO EM MALAS, MAS COMO O DINHEIRO PERDIA VALOR MUITO RÁPIDO, AS PESSOAS ACABARAM PERDENDO ESSE HÁBITO.”

Procurado por nossa reportagem, o ex-ministro Geddel Vieira Lima declarou, ao tomar conhecimento do estudo, que sua intenção, ao desviar dinheiro e receber propinas, não era enriquecer, mas contribuir com o crescimento da venda de malas no Brasil

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

DESEJOS PRESOS

O baiano Antônio Firmino viajou para rever amigos, colegas de turma de Engenharia em Maceió. Na manhã do sábado enquanto esperava um amigo no saguão do hotel, avistou uma senhora, pareceu-lhe familiar, achegou-se. O coração disparou, e a memória trouxe a imagem de uma adolescente alegre, bonita, ensaiava e dançava o rock nas festas. Madrinha de formatura, sua doce e inesquecível namorada. Firmino chamou-a pelo nome. Tereza!

Surpresa ela aproximou-se, o sangue ferveu-lhe, explodiu o coração ao reconhecer o amor de juventude, um grito saiu da goela e da alma. “Firmino! Não é possível”. Abraçaram-se longamente, 40 anos de lembranças, sentimentos e desejos presos.

Arrefecidos os ânimos, sentaram-se no sofá sorrindo um para outro. Lágrimas presas nas faces de Tereza. Num relance, Antônio Firmino fez uma análise visual de sua ex-namorada. Tornou-se uma bela e apetitosa sessentona, cabelos castanhos longos e lisos envolviam o rosto delicado, olhos vivos brilhavam até pela emoção. Tereza interrompeu sua redescoberta.

– “O que está olhando? Eu estou em forma, graças a muita malhação, bisturi e hormônios.”

Conversaram bastante, Antônio resumiu sua vida, ainda trabalhava em construção, continuava morando em Salvador, estava em viagem solitário à Maceió para pensar na vida depois da morte da esposa, companheira de mais de 30 anos, há quatro meses. Foi bem casado, mas nunca havia esquecido aquele amor juvenil, puro e bonito da alagoana. Tereza emocionada deu um beijo em sua face, também resumiu sua vida, separou-se há três anos depois que lhe apareceu um câncer no seio, mas tem dois filhos e dois netos. Luta bravamente contra a doença maligna, cortou um seio, parece que conseguiu vencer, os últimos exames estavam ótimos. A perspectiva da morte transformou sua cabeça. Recomeçou a viver intensamente nesses últimos anos, por conta disso ficou má vista entre fuxiqueiros, o que pouco importa, a vida é uma dádiva. Sou uma coroa alegre que ama viver o que me resta.

Nesse momento apareceu Luciano, vinha buscá-lo. Cumprimentaram-se, ela o conhecia. Tereza perguntou onde era o almoço, ficou de telefonar para Firmino.

Passava um pouco das quatro horas, Antônio acompanhado de doze colegas de turma de Engenharia com esposas no restaurante se refestelavam de lagosta, peixe e camarão. Rolavam histórias, memórias e muito uísque. De repente apareceu Tereza, cumprimentou os casais, puxou uma cadeira, sentou-se ao lado de Antônio, cochichou no seu ouvido: “Não lhe largo mais”. O almoço terminou tarde.

Chegaram ao hotel às oito da noite de pilequinho, cantando antigas canções. No elevador se beijaram. Depois de um demorado banho se amaram como se o mundo fosse acabar. A ajuda azul foi determinante. Antônio Firmino ficou surpreso com o desempenho de Tereza, parecia uma loba no cio.

Toalhas na cintura, sentados no tapete, garrafa de uísque, os dois se abriram contando histórias de suas vidas. Tereza certa hora confessou que depois do tratamento do câncer, tomou muito hormônio, aguçou a libido, o sexo. Despertou-lhe uma inevitável necessidade de sexo. Alguns chamam de compulsão, é o pecado capital da Luxúria. Ela gosta de ser assim, só depois da separação e ver a morte perto teve a coragem de se desprender dos preconceitos. Durante o casamento foi correta com o marido, o amor burocrático a satisfazia.

Inesperadamente apareceu Firmino, namorado de sua juventude quando a virgindade era preservada e os desejos eram presos. Jamais ele saiu de suas lembranças e também do coração. Dormiram agarrados.

Amanheceu o domingo, Antônio Firmino acordou-lhe com um beijo no rosto. Ela abraçou-o, se amaram. Passaram o domingo na cama e na varanda conversando e se amando, curtindo a fascinante vista do mar do Maceió.

Continuaram quatro dias de amor sem sair do apartamento do hotel, comendo, bebendo, conversando, sorrindo, se amando felizes daquele encontro meio maluco, acidental. Nem o vício de Tereza em caminhar na orla, aconteceu.

Até que chegou a quarta-feira ingrata, Firmino deixaria o carro alugado no aeroporto, o avião decolava às 14 horas para Salvador, havia necessidade urgente de sua presença no escritório. Tereza o acompanhou até o aeroporto, sentada bem junto, o carro deslizava pela grande avenida. Num impulso ela o abraçou e beijou. Dirigindo e sorrindo ele pedia à amada, cuidado e juízo. Antônio estava às alturas de tanta excitação. Ao parar num sinal vermelho, um carro com três senhoras parou justaposto. As madames perceberam o que eles estavam fazendo, ficaram escandalizadas, fizeram o sinal da cruz, balançaram a cabeça repreendendo aquela falta de vergonha. O semáforo fez-se verde, Antônio acelerou, ao mesmo tempo saiu um gemido e um grito. “Sua maluca”. Continuaram correndo na avenida às gargalhadas.

Na hora do embarque despediram-se, beijos e lágrimas. Tereza ficou na varanda contemplando o avião decolar, a saudade bateu forte. Está programando viagem à Bahia necessidade em rever aquele amor, o mais puro de sua juventude. Juventude que ainda possui em seu corpo sessentão marcado pelo câncer. E soltar seus desejos que antigamente, há anos eram presos.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

9 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ALEGRIA, ALEGRIA

Acabei de criar o Troféu Meu Dedo-Duro Predileto.

Que, neste solene momento, entrego com muita alegria a Antonio Palocci, duas vezes ministro em governos do PT.

Um dos homens mais inteligentes de Banânia, segundo garantiu Lula.

Este honraria é concedida pela enorme alegria que este petista histórico me proporcionou.

Não pelo conteúdo do que ele disse, pois o que ele “revelou” são coisas que qualquer pessoa que não sofre das vistas já sabia.

O troféu é concedido pelas gargalhadas que dei com a raiva surda, o ódio cego, o rancor furioso que tomou conta da militância petralha, dos zisquerdopatas aloprados e dos fiéis adoradores da igreja lulaica.

Xingaram e esculhambaram tanto Palocci que a baba furibunda chegava a vazar dos beiços vermêios e se espalhava pelo chão.

Tive notícias de que houve casos, um em Minas e outro em São Paulo, de lulaicos que tentaram o suicídio por hemorragia, enfiando o dedo no furico e rasgando até chegar no umbigo.

Um espetáculo divertidíssimo!

Eu chega se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me com a fúria da militância babacal.

Ainda neste edição voltarei ao tema.

Aguardem.

Palocci celebrando quando soube ser ganhador do troféu oferecido pelo Editor do JBF

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

FOI DILMA QUEM INSTALOU GEDDEL NA SALA DO COFRE DA CAIXA

Colunistas e blogueiros a serviço do PT registraram com muita animação que Geddel Vieira Lima, fundador da maior agência bancária clandestina do planeta, chefiou a Secretaria de Governo de Michel Temer. Durou seis meses no cargo. Nenhum dos devotos da seita que tem em Lula seu único deus conseguiu lembrar que foi o guia genial do rebanho quem enxergou num dos Anões do Orçamento um gigante político-administrativo. Graças ao chefão, Geddel comandou o Ministério da Integração Nacional de março de 2007 a março de 2010. Três anos.

O noticiário sobre a fortuna estocada em malas e caixas de papelão confirma que a memória dos jornalistas arrendados esvaziou as gavetas que armazenavam informações constrangedoras para os Altos Companheiros e seus asseclas. A turma que escreve de cócoras fingiu ignorar que foi Dilma Rousseff quem decidiu que Geddel merecia a Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. Até a mão da mulher que nomeou e os dedos ágeis do nomeado souberam desde sempre que só quem tem livre acesso aos cofres de uma potente instituição financeira amontoa sem dar na vista montanhas de dinheiro vivo.

Livre de vigilância, o parceiro baiano agiu na Caixa Econômica entre março de 2011 e dezembro de 2013. Mais de dois anos e meio. Juntou 43 milhões de reais em cédulas de 100 e 50 novinhas em folha (fora os mais de 2,5 milhões de dólares). Geddel é amigão de Temer. Mas foi Lula quem o promoveu a ministro. E foi Lula quem o instalou na sala do cofre.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

O DIA QUE EU NUNCA ESQUECEREI

Depois de amanhã será 11 de setembro, o 254º dia do Calendário Gregoriano. Dia dedicado a São João Gabriel. Nessa data nasceram Carl Zeiss, Brian de Palma e Franz Bekenbauer, e faleceram Antero de Quental, Nikita Kruschov e Salvador Allende.

Ao longo da História fatos importantes destacaram o dia 11 de setembro, tais como a descoberta do Rio Hudson, por Henry Hudson, em 1609; a tomada de Barcelona durante a Guerra da Sucessão Espanhola, em 1714; e a chegada da sonda Mars Global Surveyor, a Marte, em 1997.

Todavia, nenhum evento no mundo, nas últimas décadas, marcou tão profundamente o sentimento humano quanto o ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York e ao Pentágono, em Washington, no dia 11 de setembro de 2001, dezesseis anos atrás.

Em menos de duas horas foram eliminadas quase 3.000 pessoas e modificada a vida de milhares de famílias norte-americanas. Para melhor entendimento daquele trágico acidente atribuído à barbárie humana, tracei o seguinte resumo cronológico da ocorrência:

8h46: avião da American Airlines, que ia de Boston para Los Angeles atingiu a Torre Norte do World Trade Center;

9h03: aeronave da United Airlines, no percurso Boston – Los Angeles, acertou a Torre Sul;

9h37: outro avião da American Airlines, que viajava de Dulles, na Virgínia, para Los Angeles atingiu o prédio do Pentágono, em Washington;

10h03: aeronave da United Airlines que se deslocava de Newark para San Francisco foi derrubada num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia.

Às 10h28 a Torre Norte despencou.

Assistimos, naquela data, a ação de terroristas no sequestro de quatro aviões comerciais de passageiros resultando em 2.996 mortos: 246 nos quatro aviões, 2.606 na cidade de Nova York e 125 no Pentágono, além dos 19 terroristas.

Datas como essa se fixam na memória do indivíduo com um poder inexplicável. Eu lembro, como se fosse hoje, onde estava e o que fazia no momento em que recebi a notícia do ataque aos Estados Unidos.

Terça-feira, dez horas e alguns minutos, eu atendi telefonema de um colega engenheiro, anunciando: “Amigo, começou a III Guerra Mundial; estão atacando os Estados Unidos!”. Deixei a sala de trabalho e fui procurar um televisor. Encontrei-o no auditório da repartição onde estavam outros funcionários. Entrei no salão no exato instante em que a primeira das torres gêmeas desabava.

Pequenos pontos escuros escapuliam das torres em chamas para o vazio. Tratavam-se de pessoas tentando se ver livres da fumaça e do calor do incêndio. Em termos de Engenharia, uma imagem espetacular, se assistíssemos a implosão de edifícios de 526 metros de altura. Porém, víamos um retrato aterrador e em tempo real, de ação terrorista perpetrada contra civis numa manhã de trabalho normal.

Uma sensação horrorosa que eu não gostaria de sentir novamente no restante dos anos de minha vida. Entretanto, também, um motivo para profunda reflexão sobre os destinos da humanidade.

11 de setembro de 2001 será a data que eu jamais esquecerei, porque marca a implantação, pelo fanatismo religioso, da aterradora, covarde e irracional ação destruidora do terrorismo no seio da civilização.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

THE GLENN MILLER ORCHESTRA

A Orquestra Glenn Miller executa, sob a direção de Wil Salden a marcha de F.W. Meacham, “American Patrol“, em apresentação na cidade alemã de Altenburg, no ano de 2005.

9 setembro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


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